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ANTROPOLOGIA
INTRODUÇÃO
Esta disciplina tem por objetivo revelar e conscientizar os estudantes das Sagradas Escrituras
acerca da doutrina bíblica sobre o homem. O homem em toda a sua historia existencial é questionado
sobre sua origem e o porquê e para quê da mesma. Muitos tentam de acordo com as teorias científicas,
filosóficas e religiosas. Mas a verdadeira explicação sobre a origem humana está na Bíblia Sagrada.
Estudar acerca do homem é penetrar num mistério insondável e divino que só teremos a compreensão
perfeita através da fé e da iluminação do Espírito Santo.
O ser humano é obra por excelência do Criador. A finalidade do criador em fazer esta obra prima,
isto é, o homem é para que o mesmo pudesse viver eternamente com Ele. O verdadeiro cristianismo
enfatiza uma relação vital entre Deus e o homem. O homem sempre foi objeto de estudo, dos cientistas,
médicos, filósofos, sociólogos, políticos e dele mesmo. Até o salmista certa vez tentando conhecer o
homem clamou: “Que é o homem, que dele te lembres?” (Sl 8.4). Só as Escrituras dão resposta sólida e
satisfatória aos interrogatórios sobre o homem. Pois, ao mesmo tempo em que Ela diz que o homem é pó,
afirma que o mesmo é o templo do Espírito Santo.
Nos círculos acadêmicos, o estudo do homem é chamado de “antropologia” que deriva de duas
palavras gregas antropos, que significa “homem”, e logos, que significa “discurso razão, ensino”. A
antropologia bíblica trata o homem como criação de Deus, o homem pecador afastado de Deus pela
desobediência voluntária, e o homem como objeto da graça redentora. Já a antropologia científica estuda
o homem nas suas características físicas e culturais, distribuição, costumes, relações sociais e de acordo
com o gênero humano. Nesta abordagem da antropologia, vamos estudar o homem como ele é descrito
nas Escrituras. Assim, vamos entender melhor acerca do homem e ao mesmo tempo glorificar a Deus
pela sua grande benevolência.
I - A ORIGEM DO HOMEM
1. As Provas Bíblicas da Origem do Homem
 O homem é obra exclusiva e especial de Deus - (Gn 1.27). A exclusividade e a
superioridade do homem em relação aos demais seres criados por Deus é que o próprio
Deus o formou com as suas próprias mãos (linguagem antropomórfica e teofânica, segundo
a sua imagem).
 O homem é resultado do solene Conselho Divino (Gn 1.26). O decreto divino quanto à
criação do homem é resultante de uma reunião divina, ou seja, a Santíssima Trindade,
concluindo a criação de um ser segundo a sua imagem e semelhança.
 O homem foi criado segundo um tipo divino (Gn 1.26). O homem não foi criado
conforme o tipo das criaturas inferiores, mas de acordo com o relato bíblico o homem
surge como um ser que recebeu de Deus cuidados especiais na sua criação. O homem é o
único de toda a criação divina, que foi criado segundo a sua imagem e semelhança.
2. A Metodologia da Criação do Homem
 O homem veio à existência por um ato criador (Gn 1.27). O ser humano teve um
princípio criativo, não é autoexistente, pelo contrário é uma criatura frágil e dependente do
seu Supremo Criador.
 O homem recebeu um organismo físico por um ato de formação (Gn 2.7; Ec 12.7). O
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homem é um vaso de barro moldado segundo a vontade o Oleiro Divino. Toda estrutura
orgânica do homem é terrena, física, material e carnal, denominada "corpo".
 Foi feito completo ser pessoal e vivo por uma ação final (Gn 2.7; Zc 12.1; Is 43.7). O
ser humano foi criado para louvor e gloria do Criador. No entanto Deus formou o homem
dotado de personalidade, vitalidade, perfeição e plenitude; por isso é a obra prima por
excelência de toda criação.
3. Os Termos em Hebraicos que Descrevem a Criação do Homem.
 Asah (façamos) — Significando formar, construir, preparar, edificar (Gn 1.26).
 Bara (criou) — Definido como a produção ou execução de algo novo, raro e maravilhoso. (Gn
1.27)
 Yatzar (formou) - Significando formar ou moldar (como um oleiro moldando vasos), (Gn 2.7) O
“pó da terra” (Gn 2.7) — identifica o homem com a sua queda e redenção; o sopro de Deus
identifica a origem com o seu criador e seu destino celestial pretendido. O homem é da terra, mas
está destinado a ter comunhão com Deus.
4. Criado e Não Evoluído
Os materialistas e anticristãos, para negar a existência de Deus e desmerecer a BÍBLIA
fundamentam-se na teoria da evolução para defender a idéia ou teoria que o homem é um produto
evoluído.
A teoria da evolução foi concebida e largamente difundida pelo naturalista inglês Charles Darwin,
que viveu em 1809 e 1889 (Séc. XIX). Sua teoria foi aceita pelos naturalistas em toda parte.
Os Argumentos da Teoria da Evolução:
1. A teoria da evolução apresenta o homem como alguém que se elevou de uma ordem inferior: ao
passo que as Escrituras declaram que sua origem é devida a ação criadora de Deus.
2. A teoria da evolução apresenta o homem corno o resultado de sucessivas alterações nas formas
materiais devidas às forcas latentes na matéria, ao passo que as Escrituras declaram que o ser
físico do homem é o resultado da ação de Deus, que partiu do exterior.
3. A teoria da evolução apresenta o homem como o clímax do desenvolvimento que ascendeu desde
as formas mais inferiores de vida animal, ao passo que a BÍBLIA declara que o homem pertence à
ordem humana, distinta de todas as outras, e que passou a ter seu ser de modo imediato e direto.
II - A NATUREZA DO HOMEM
As Características da Natureza do Homem
 Natureza Material: O corpo, segundo a BÍBLIA, formado do pó da terra (Gn 2.7).
 Natureza Espiritual: O espírito e alma, resultado do sopro divino.
Como resultado da combinação criativa de um elemento terreno e outro celestial, o homem
tomou-se um ser vivo a imagem do seu criador. Ele começa a vida na terra num vaso de barro, mas o seu
destino designado é a vida eterna num corpo glorioso.
As Escolas de Pensamento Acerca da Composição do Homem
 Dicotomia - Essa escola de pensamento baseada em Gn 2.7, afirmam ter o homem duas porções,
ou seja, duas partes distintas: o corpo, a parte material vindo do pó da terra e a parte imaterial
(alma / espírito) resultante do sopro de Deus. Essa teoria defende o pensamento que a alma (a
parte imaterial) contém duas substancias: uma é a alma que sente e recorda e outra é o espírito
que tem consciência e possui o conhecimento de Deus. Os dicotomistas assemelham a vida do
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homem à do bruto, diferindo a do homem apenas por ser de ordem superior. Assim sendo, o
espírito não é uma entidade distinta da alma, mas um aspecto ou desdobramento desta. (Gn 41.8;
Sl 42.6; Jo 12.27; Ap 6.9; Hb 12.23)
 Tricotomia — Essa escola de pensamento afirma que o homem é composto de três elementos
constituintes: espírito, alma e corpo. O argumento tricotomista está fundamentado em Hb 4.12 e I
Ts. 5.23, onde enfatiza a divisão e a distinção entre a alma e o espírito. Essa distinção pode ser
observada nos seguintes aspectos: o corpo é o elemento material, instrumento, agente ou
tabernáculo por meio do qual a alma e o espírito operam. Alma, princípio vital e sede da
personalidade, afetos, apetites, sentimento e memória. Espírito, princípio de vida racional e moral,
sede da razão, da vontade e da consciência moral (I Co 2.14-3.1; Hb 4.12; I Ts 5.23; I Co 15.44-46).
As Três composições Distintas do Homem
O Espírito Humano - A palavra “espírito” vem de uma raiz hebraica: “ruash”, da qual se deriva o
vocábulo grego neo-testamentario “pneuma”.
 O espírito foi formado pelo criador (Zc 12.1)
 O espírito faz o homem diferente dos demais seres viventes (Jo 32.8; Pv 20.27).
 O espírito é a sede da operação de Deus, através do Espírito Santo (Jo 4.23,24; Rm 8.16).
 O espírito é capaz de renovação e desenvolvimento (SI 51.10)
 O espírito e alma são inseparáveis (Jo 12.10)
 O espírito e alma se separam do corpo na morte (At 7.55,56, 59; Tg 2.26; Ec 12.7).
A Alma do Homem - A palavra alma vem de uma raiz hebraica “neplesh” e vertida para o grego com a
tradução de “psiquê”. A alma no conceito bíblico é uma entidade espiritual, incorpórea, que interliga ao
espírito formando o “homem interior”.
A Origem da Alma - A alma veio existir como resultado de Deus ter soprado no homem o sopro de vida
(Gn 2.7). A alma tem sua origem na criação direta, pessoal, distinta e separada por parte de Deus. Ela é,
portanto, uma doação de Deus para o corpo, afim de que o corpo tenha vida.
As Teorias Sobre a Origem da Alma
a. O Pré-existencialismo - Esta teoria diz que as almas dos homens existem num estado prévio:
foram criadas por Deus e guardadas para, na concepção serem comunicadas a cada ser humano.
É conhecida como a transmigração de almas e é sustentada pelo Hinduísmo, teosofia, rosa-cruz.
Ela não tem apoio nas Escrituras.
b. Criacionismo - A alma é criada diretamente por Deus em cada pessoa recém concebida em
algum período entre a concepção e o nascimento; só o corpo é propagado pelos pais. Essa teoria
não explica satisfatoriamente sobre a origem da alma e deixa dúvida na questão do pecado
original e do propósito divino em relação ao matrimônio.
c. Traducionismo - Ensina que a raça humana foi criada em Adão, e dele tanto o corpo como alma
foram procriados pela geração natural. O traducionismo se baseia ainda na hereditariedade do
pecado de Adão e na hereditariedade de traços mentais, físicos e morais que os filhos têm dos
pais. Toda nova pessoa é fruto de ação imediata de Deus e da dos pais. Deus e os pais produzem
o sujeito inteiro, mas os pais podem produzi-lo somente enquanto é um ser vivo, isto é, tem um
corpo, e Deus o produz imediatamente enquanto é um ser pessoal, isto é, tem uma alma (Gn
1.28; Si 51.5). Concluindo, a origem da alma pode ser explicada pela cooperação tanto do criador
como dos pais.
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Os Significados da Alma na BÍBLIA
a. É a parte incorpórea, espiritual (real, ou seja, verdadeiro) (Gn 2.7; Hb 4.12; I Ts 5.23).
b. Significando o sangue (sentido figurado) — O sangue é a fonte e o depositário da vida física. Ele
nutre-se de si mesmo, e se apresenta como matéria original onde surge o organismo humano..
Usando o coração como bomba, e o sangue como meio de vida, a alma envia vitalidade e
nutrição a todas as partes do corpo. (Dt 12.23; Lv 17.11)
c. Significando o corpo (sentido figurado) - A vida é o entrosamento do corpo com a alma. Por
meio do corpo e da alma recebe as impressões do mundo exterior e ao mesmo tempo usa os
membros do corpo para se expressar. (Gn 12.5; Rm 13.1; I Pe 3.20).
d. Significado animal (sentido figurado) - A alma aqui é caracterizada como, principio de vida.
Apesar dos animais e do homem ter alma como principio de vida; há diferenças primordiais
entre a alma do homem e do animal. A alma do animal é terrena e instintiva e a do homem é
consciente e vivificada pelo espírito humano (Gn 1.30; Ec 3.21).
e. Significando o espírito (sentido figurado) - Os termos espírito e alma são usados
intercambiavelmente. Neste caso o termo alma está significando os salvos e mostrando a
imortalidade da alma (Ap 20.4; 6.9,10).
f. Significando o coração (sentido figurado) - O coração do homem é o centro da sua
personalidade, da vida, da emoção, do prazer e da moral. O coração é a sede da alma e é usado
pela alma para expor a parte interior do ser humano.
O Corpo Humano
O termo corpo vem do vocábulo grego “somma”, com uma conotação para o campo religioso. O corpo
foi formado do pó da terra e possui elementos específicos que compõem as substancias do universo
físico. O corpo torna-se um dos componentes fundamentais da existência humana, tais como: alimentar-
se, reproduzir-se, aprender, comunicar-se, divertir-se, trabalhar e adorar. Sem o corpo, os homens não
poderiam se expressar na terra.
Dentro do corpo está alma do homem, que constitui a sua vida interior e inclui sua emoção, vontade e
intelecto. Biblicamente o corpo é chamado de casa, tabernáculo, invólucro, templo, com objetivo de
mostrar a sua função (2 Co 5.1; Dn 7.15; I Co 6.19). O corpo é mortal e retornará ao pó (Gn 3.19); mas
este mesmo corpo pode ser remido, oferecido ao serviço de cristo e ser vivificado.
A santificação da Alma, Espírito e Corpo.
a. Do espírito (2 Co 7.1; I Pe 3.18; Tt 1.15; Sl 32.2; Ec 12.7)
b. Da alma (Lc 1.51; Rm 12.3; Ef 2.2-3; Mt 15.17-20; Rm 2.9; Ef 6.6; Rm 8.14)
c. Do corpo (I Co 3.16; l Tm 2.9; I Co 11.14-15; Rm 13.13; Rm 14.20; Lc 21.34; I Co 6.15).
III - A IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS NO HOMEM
1. Conceito
O homem se assemelha a Deus pelo fato de possuir natureza racional e religiosa ao mesmo tempo.
Deus criou o homem para ter percepção tanto do mundo espiritual como do mundo físico: corpo, alma e
espírito impõem no homem este principio. Essa imagem de Deus no homem não se refere ao aspecto
físico, já que Deus Espírito, e sim aos caracteres que dizem respeito à imortalidade, a moral, ao raciocínio
e ao domínio de si mesmo.
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 Não é uma imagem física – Deus é Espírito, Ele não tem corpo físico, Ele é invisível, embora
possa aparecer em forma humana como no caso do Anjo do Senhor (Jo 4.24; l Tm 1.17; Gn
18.1-3).
 É uma imagem pessoal - O homem foi formado com personalidade, possuindo, intelecto,
emoção e vontade. Esses componentes são atribuídos à personalidade de Deus (Gn 1.26-31).
 É uma imagem moral - O homem é ser moral. Ele foi criado com senso de responsabilidade
para seu criador. Em vista de ser uma criatura moral, Deus lhe deu a sua lei, registrada em
Êxodo 20, se violasse a lei, Deus não o consideraria inocente. Como ser moral, o homem tem
uma consciência, a qual o faz refletir sobre os seus próprios atos, julgando-os em certos ou
errados (I Jo 3.20,2 1).
A consciência interage com o intelecto, a emoção e a vontade.
 É uma imagem social - O homem a imagem de Deus, foi criado como criatura
social. Recebeu ordem divina para multiplicar-se e encher a terra, para ser uma família. O
homem foi feito para ter comunhão com Deus e o seu próximo, ou seja, para viver em
sociedade, pois é ser sociável.
 A capacidade de imortalidade - O homem foi criado para viver eternamente.
Infelizmente o pecado interrompeu este propósito com a morte, mas não frustrou os planos
de Deus que através de Jesus Cristo o homem recebeu a vida eterna e se rejeitar a Cristo a
condenação eterna (Jo 3.16,17).
 Domínio sobre a terra - O homem foi designado para ser a imagem de Deus com
respeito à soberania; Deus deu-lhe ordem e poder para que dominasse sobre a terra. Ele
devia ser o representante visível de Deus em relação às criaturas que o rodeavam (Gn 2.28).
IV - O ESTADO PRIMITIVO DO HOMEM
O objetivo deste tema é mostrar o estado primitivo do homem baseado em Adão antes da queda.
1. O Estado do Conhecimento - Deus deu a Adão a tarefa de dar nome a todos os
animais e pássaros, pois ele recebeu domínio sobre todas as criaturas. Isto exigia
u vasto conhecimento (Gn 1.28,2.19,10).
2. O Estado Moral - Desde que a santidade e a justiça estão entre os atributos
fundamentais de Deus, Adão, criado a imagem de Deus, deve ter participado de
um caráter Santo e Justo. Ele era envolvido pela glória de Deus, no entanto em seu
estado de inocência ou santidade não perceberia a sua nudez (Gn 1.31; Rm 3.23).
3. O Estado Psicológico
 Autopreservação - (Gn 3.3)
 Desejo de comer - (Gn 1.29)
 Impulso de procriação ou sexo - (Gn 1.28, 2.24).
 Necessidade de aquisição - (Gn 2.15)
 Impulso de domínio - (Gn 1.28)
4. O Estado Social - O homem é uma criatura social, foi feito para ter companhia.
Deus nunca aceitou a idéia de o homem viver sozinho (Gn 2.18, 3.8).
5. O Estado Ocupacional - O Jardim do Éden não era lugar de ocioso. Adão guardava
e cuidava do jardim. A ocupação é positivamente essencial para a realização
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pessoal - (Gn 2.15).
6. O Estado de Expectativa de Vida - Adão foi criado com o potencial da
imortalidade. A morte só ocorreria se ele desobedecesse à ordem de Deus com
respeito a comer a árvore do conhecimento do bem e do mal - (Gn 2.16, 17:33).
V - O DESTINO DO CORPO FÍSICO
Nesta questão não há muito a discutir ou a ensinar, o corpo humano, a carne, no momento da
morte do homem, o corpo começa a se decompor, e sem vida a parte física conhece o sentido literal da
palavra morte, de acordo com Eclesiastes 12:7, o corpo volta ao pó, de onde foi criado. O costume de
enterrar o corpo após a morte do homem é um costume muito antigo, já aconteceu com os primeiros
habitantes deste mundo, Abraão, Sara, Jacó, Raquel, etc. Todos foram sepultados Gênesis 23:4, 35:20,
49:30-31, 50:5, e este costume se estende até os nossos dias.
Ao contrario do que pensam muitas pessoas, não é o corpo que poderá ser lançado no inferno, ou
mesmo ser salvo, pois o corpo não tem poder de decisão, e assim não se pode julgá-lo, condená-lo, é a
alma que comanda o corpo, e não o corpo que comanda a alma, a condenação do corpo é a morte física do
homem, mas isto já é o suficiente, esta morte física é uma punição pelo pecado que Adão e Eva
cometeram, e não a punição da alma do individuo.
VI - A IMORTALIDADE DA ALMA
A alma possui natureza espiritual, é muito conhecido como a consciência do homem, e por isso
entendemos que a alma é eterna, não existe extensão da alma, o pensamento mais popular que diz
“Morreu, acabou”, I Coríntios 15:32, não é a expressão da verdade, pois não se pode matar a alma, a alma
pode se separar do corpo no momento da morte física, mais matar a alma, isto é impossível. Em
Apocalipse 20:4 fala sobre a alma daqueles que foram degolados por amor a Cristo, o corpo foi degolado,
mas a alma ainda vive. A alma é a parte intelectual do homem, é a alma que possui os poderes de decisão
dentro do corpo, é ela que obedece ou não a Deus, é ela que decide consagrar se a Deus, ou menosprezar
os conselhos do Espírito, e por esta razão a alma receberá julgamento pelos atos e decisões que tomou
enquanto ainda vivia o corpo.
Na bíblia encontramos o exemplo da Parábola do Rico e Lazaro São Lucas 16:19 a 31, ambos
viviam no mesmo mundo, e na mesma época, eram separados pela classe social em que viviam, e pela fé
que possuíam, e quando morreram, ambos continuaram separados, os corpos se desfizeram, mas a alma
de ambos, continuou a viver fora do corpo, não neste mundo, mas num mundo espiritual, notemos agora
alguns pontos nesta passagem bíblica:
VII - APÓS A MORTE DO CORPO A ALMA CONTINUA A VIVER
Após a morte do Rico e de Lazaro, ambos ainda podiam pensar, apreciar, viver bem ou mal, Lazaro
de acordo com os ensinamentos bíblicos, tanto Lazaro como rico, estavam bem conscientes, tinham
lembranças de suas vidas antes da morte, sabiam onde estavam o rico demonstrou conhecer a Abraão e
também a Lazaro, e também demonstrou arrependimento.
A ALMA NÃO PODE VOLTAR AO CORPO
Esta historia mostra que a alma é imortal, mesmo havendo a morte do corpo, o homem continua a
possuir o poder de pensar, enxergar, conversar, falar, arrepender, porém mesmo havendo
arrependimento a alma não tem o poder de voltar a viver no corpo, mesmo que seja em um outro corpo
qualquer, isto não lhe é possível, o Rico pediu a Abraão que lhe permitisse voltar a vida, que
ressuscitasse, afim de que pudesse avisar seus irmãos para não cometeram o mesmo erro que ele, porém
isto não é possível a alma.
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VIII - O DESTINO DA ALMA
Enquanto Lázaro estava no seio de Abraão, o paraíso de Deus, que também Jesus prometeu ao
ladrão na cruz, São Lucas 23:43, o Rico que neste mundo teve uma vida em desobediência estava no
Hades, um lugar de tormento, de angustia, e de muita dor, lá a sede é imensa, e as lembranças dos erros
desta vida são constantes, o desejo de voltar ao passado estão ao todo momento, porém isto não é
possível. Existem dois destinos para a alma, um para os salvos em Cristo, e outro para aqueles que
rejeitaram o amor de Cristo.
O DESTINO DAS ALMAS QUE ACEITARAM O AMOR DE CRISTO
O homem enquanto vive neste mundo, antes da morte física, ele tem a escolha de aceitar ou não o
amor de Cristo, se ele o aceita, estará aceitando ir morar com Cristo, estar ao lado de Jesus, São João
17:24, 3:16 a 21, assim a alma daqueles que aceitam a Cristo estarão na luz para sempre, no momento da
morte física, no mesmo instante vão para o paraíso, São Lucas 23:43, um lugar de gozo espiritual, um
lugar de alegria.
O Paraíso é um lugar de espera até o arrebatamento da Igreja, pois neste dia Jesus Cristo virá até
as nuvens e todos os mortos que morreram em Cristo, ressurgirão num corpo incorruptível, um corpo
glorioso, Filipenses 3:21, I Coríntios 15:12, e 51-52, e daí para frente estarão para sempre junto do
Senhor, seja no reinado de Cristo no milênio Apocalipse 3:21 e 20:4, e na eternidade futura a nova
Jerusalém, Apocalipse 21.
O DESTINO DAS ALMAS DAQUELES QUE ACEITARAM O AMOR DE CRISTO
Aqueles que rejeitam o amor de Cristo rejeitam a vida, a luz, a salvação da alma, Cristo é a luz do
mundo, é a única opção de vida para a alma, e se alguém o rejeita, esta rejeitando a vida eterna, São João
5:27 a 29, e 6:47, e para aqueles que rejeitam a vida que Cristo lhes oferece, estará perdido para sempre,
e no momento da morte daquele que rejeitou a Cristo, estará no Hades, o mesmo lugar onde estava o Rico
São Lucas 16:22-23 – São Mateus 25:46, e entre o Paraíso e o Hades existe um grande abismo, impedindo
que alguém que esteja no abismo possa ir ao Paraíso São Lucas 16:26.
A alma dos que rejeitaram a Cristo estarão no Hades até o momento do grande julgamento, o
julgamento do Trono Branco, Apocalipse 20:11 a 15, nesta ocasião, todos os que estiverem no Hades,
serão julgados por seus atos enquanto viveram neste mundo, um livro contendo todas as suas obras, tudo
que fizeram de bem e de mal, estará escrito neste livro os pecados, a desobediência, a rejeição do amor de
Cristo, enfim tudo o que fizeram, e assim serão julgados, e como ninguém poderá se salvar pelas obras,
mas sim pela graça de Cristo, Romanos 11:6, e como todos os que estão no Hades rejeitaram a graça de
Cristo, então todos serão lançados no Lago de fogo, o inferno, e para sempre estarão lá.
“... façamos o homem a nossa imagem e semelhança...”.
ESTUDO DIRIGIDO DE ANTROPOLOGIA
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1. Qual o objetivo da antropologia
2. O que trata a antropologia bíblica?
3. O que estuda a antropologia cientifica?
4. Quais as provas bíblicas da origem do homem?
5. Relacione os termos hebraicos que descrevem a criação do homem:
(1) Asah ( ) Significa formar ou moldar como um oleiro moldando vasos.
(2) Bara ( ) Significando formar, construir, preparar, edificar.
(3) Yatzar ( ) Definido como a produção ou execução de algo novo e raro.
6. Quem concebeu e difundiu largamente a teoria da evolução do homem?
7. Qual a característica principal da natureza material do homem?
8. E as da natureza espiritual?
9. Quais são as escolas de pensamento acerca da composição do homem?
10. O que afirma a dicotomia?
11. E a Tricotomia?
12. Defina alma no conceito bíblico:
13. Quais são as teorias da existência da alma?
14. Que símbolos são aplicados à alma pela bíblia?
15. Quais os nomes que a bíblia dá para o corpo?
16. Como o homem pode ser semelhante a Deus?
17. Quais os três componentes atribuídos ao homem que o torna semelhante a Deus?
18. Que parte do homem tem poder de decisão dentro do corpo, obedece ou não a Deus?
19. Quais os dois destinos reservados para a alma?
20. Para onde vão os salvos em Cristo?
21. Para onde vão os que rejeitarem a Cristo?
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TEOLOGIA PRÓPRIA
INTRODUÇÃO
Esta disciplina tem por objetivo apresentar a pessoa da divindade e sua revelação nas Sagradas
Escrituras. Estudar acerca da pessoa de Deus é penetrar nos mistérios da divindade, isso é possível por
causa da sua auto-revelação, através da Bíblia e de Jesus Cristo.
Esta parte da teologia é de suma importância, porque a idéia que temos de Deus determina não só
a natureza da nossa religião, suas características, como também a firmeza da nossa teologia. Descrever
Deus é descrever a nossa teologia e definir a nossa religião. Um sistema religioso é forte ou fraco,
segundo a sua ideia de Deus. Isto é, se a ideia de Deus é parcial, imperfeita, assim será também o sistema
em seu todo. Por outro lado, se a ideia é verdadeira, digna e correta, o sistema será igualmente
verdadeiro, digno e correto.
De todas as doutrinas esposadas nas Escrituras Sagradas, sem dúvida alguma, a mais importante,
a principal de todas é a doutrina que trata especificamente da Pessoa de Deus. Sendo Deus a origem de
tudo e de todos, forçoso é que nos voltemos para Ele antes de tratarmos de conhecer qualquer segmento
do abundante conteúdo teológico do Livro Santo.
Em toda a Bíblia, declarar algo sobre Deus é sua tônica. É um fato tão natural a sua existência que
se revela auto-evidente. É uma doutrina que sempre emerge espontaneamente nas páginas das
Escrituras. A Bíblia não foi escrita para provar que Deus Existe; ela é uma revelação desse Deus que
sempre existiu.
Negar a existência de Deus é um ato de insensatez, uma loucura declarada. Deus é real. É preciso,
tão somente, que cada criatura o conheça por fé. O alicerce da Teologia Própria é a existência de Deus,
sendo à base da verdadeira teologia e o ponto de partida para as demais doutrinas; caso contrário, temos
somente confusão, especulação e concepções ideológicas errôneas acerca da divindade.
Embora o cristão baseie seu conhecimento de Deus principalmente nas Escrituras Sagradas e na
revelação de Deus através de seu filho Jesus Cristo, ele também acolhe com agrado a evidência
comprobatória do universo e da natureza. Qualquer tentativa de estudar Deus e a verdade divina irá
necessariamente tomar alguma forma ou sistema, caso deva ser compreendida e retida.
O termo “teologia” é usado de dois modos. Em primeiro lugar para descrever o estudo acerca de
toda a verdade bíblica e em segundo lugar para descrever especificamente o estudo de Deus, sua
existência, natureza, nomes, atributos e obras. Aplicaremos o termo teologia no segundo caso
mencionado.
Enfim, dediquemo-nos ao estudo acerca da pessoa de Deus, para termos um conhecimento mais
amplo de sua pessoa e ao mesmo tempo mantermos uma relação mais íntima com Ele, através da
comunhão gerada pelo Espírito Santo. Assim sendo, esta intimidade, relação, conhecimento e comunhão
será recíproca.
 Conceito de Teologia - A palavra teologia tem origem em dois termos gregos: theos,
significando Deus e logos significando discurso, ensino, tratado e doutrina. Teologia é a
ciência que tem por objetivo estudar acerca da divindade.
 Conceito de Teologia Própria - É o estudo sobre a pessoa de Deus, de acordo com a
revelação bíblica.
 Quem é Deus? - Deus é um ser pessoal. Espiritual, eterno, infinito, imutável, com atributos
específicos que sustenta e dirige todas as coisas.
AS FONTES DO CONHECIMENTO DE DEUS
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1. Intuição - Significa conhecimento direto, nato, autoconsciente, compreensão sem
prendizagem ou razão, onhecimento pelo instinto.
2. Tradição - E a soma de conhecimentos recebidos de diferentes fontes. E um conhecimento
indireto.
3. Razão - É a faculdade de raciocinar, de extrair conclusões pelo pleno exercício do intelecto. É
o conhecimento desenvolvido.
4. Revelação - É o ato divino de comunicar ao homem aquilo que de outra maneira ele nunca
poderia saber perfeitamente. E o conhecimento outorgado, através das Escrituras e Jesus
Cristo.
A EXISTÊNCIA DE DEUS
Naturalmente, a existência de Deus é unta doutrina fundamental. As bases da verdadeira teologia
estão assentadas firmemente sobre os fundamentos inabaláveis da existência de Deus. A existência de
Deus é unia premissa fundamental das Escrituras que não tecem argumentos para afirmá-las ou
comprová-las. Por conseguinte, nossa principal base para a crença na realidade de Deus se encontra nas
páginas da Bíblia e é uma questão de fé. A base ou razão da existência de Deus é a sua própria perfeição
imanente. Isto é, uma das perfeições de Deus é não ter sido Ele causado.
1. Conceito da Existência de Deus - Deus é absolutamente independente de tudo fora de si mesmo
para continuidade e perpetuidade de seu Ser. Nele a vida é inerente. Somente Deus sabe como que
Ele existe, porque Ele sempre tem existido, e porque sempre existirá para sempre. Deus é auto-
sustentado e tem sido desde toda a eternidade. Sua auto-existência é uni Seu atributo essencial.
Existir faz parte de sua natureza.
2. O Objetivo da Doutrina da Existência - Mostrar que Deus existe (Gn 1.1, l Co 8.6, Hb 3.4; 11.6). O
fato mais primário das Escrituras é a menção da existência de Deus. Nunca se trata prová-la, senão
expô-la, posto ser ela auto-evidente. A Bíblia inicia com informação de que no princípio Deus criou
os céus e a terra. Ela não começa seu texto como milhares de livros de ficção: Era unia vez. Não. No
princípio Deus.
3. A Existência Autônoma de Deus - Deus é auto-existente, isto é, Ele tem em Si mesmo a base da
sua existência (Ex 3.14). A idéia da auto-existência de Deus era geralmente expressa pelo termo
Asseitas (asseidade), significando auto-originado, mas os teólogos reformadores em geral o
substituíram pela palavra independente em seu ser, mas também que independente em tudo
mais: em suas virtudes, decretos, obras, etc. Corno Deus auto-existente, Ele não só é independente,
como também faz tudo depender Dele. Ele tinha vida em si mesmo quando não havia vida em
parte alguma fora Dele. Na ausência total de vida fora de sua pessoa, todas as possibilidades de
vida se concentravam Nele. A razão da existência de Deus encontra-se exclusivamente Nele e sua
auto-existência é atributo inalienável de sua natureza. Ele jura por si mesmo; dizendo: “Vivo Eu”,
permitindo que seu juramento repouse sobre a base imutável de sua auto-existência. A sua auto-
existência é um mistério que desafia a compreensão finita da humanidade.
ARGUMENTOS NATURALISTAS PARA A EXISTÊNCIA DE DEUS
 Argumento Cosmológico
Da palavra grega Kosnios, “mundo”. O Universo é um efeito que exige uma causa adequada, e a
única causa suficiente é da Deus (SI 19.1). O argumento cosmológico depende validade de três verdades
contribuintes:
a) que todo efeito deve ter uma causa;
b) que o efeito depende da sua causa para sua existência;
e) que a natureza não pode produzir-se.
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O caráter essencial, fundamental destas verdades contribuintes, como também a dedução
conclusiva de que o Universo foi causado pela criação direta de uma causa auto-existente (Deus),
inteligente e eterna (Hb 3.4).
 Argumento Teleológico
Da palavra grega telos, fim, “desígnio”. O Universo não apenas prova a existência de um criador,
mas indica a existência de um Arquiteto, um Planejador (Rm 1.18-20). Há um propósito observável no
Universo que indica a existência de Deus como seu Planejador. O termo teleologia é composto de télos e
logos, assim significa a doutrina dos fins ou propósito racional. Aduz a evidência de que Deus existe a
partir da presença de ordem, desígnio é da adaptação do Universo.
 Argumento Antropológico
Da palavra grega anthropos, “homem”. Já que homem é um ser moral e intelectual, deve ter um
Criador que também seja moral e inteligente (At 17.29). A natureza moral, os instintos religiosos, a
consciência e a natureza emocional do homem argumentam em favor da existência de Deus. Através da
consciência o homem é capaz de discernir entre o certo e o errado, entre o bem ou mal; isso só é possível
porque há uni legislador que idealizou uma norma de conduta para o homem, fazendo-o compreendê-la.
 Argumento Ontológico
Da palavra grega on, “existente, ser”. O homem tem a idéia inerente do ser perfeito. Essa idéia
naturalmente inclui o conceito de existência, já que um Ser, em tudo mais perfeito, que não existisse, não
seria tão perfeito quanto um ser perfeito existisse. Portanto, visto que a idéia de existência está contida
na idéia de uni Ser perfeito, esse Ser perfeito deve necessariamente existir.
 Argumento da Crença Universal
Todo ser humano é constituído de um sentimento religioso. Existe algo no homem que jamais
pode ser satisfeito com o visível e o temporal. Todos os homens de todas as raças clamam por Deus. A
crença na existência de Deus é praticamente tão difundida quanto a própria raça humana, embora muitas
vezes se manifeste em forma pervertida ou grotesca e revestida de ideias supersticiosas. Assim sendo o
homem é capaz de compreender, apreciar e crer na existência de Deus, independente do seu credo
religioso.
 Argumento Teológico
O argumento teológico conforme determina o termo, é usado dentro do conteúdo da Bíblia e das
interpretações teológicas para mostrar a necessidade do uso de uma ciência com o objetivo de conduzir-
nos a Deus.
Portanto, a ciência é a expressão técnica das leis da natureza. A teologia, entretanto, é a expressão
técnica da Revelação de Deus; por cuja razão o Argumento Teológico tem, por base, examinar todos os
fatos espirituais da Revelação, calcular o seu valor e arranjá-los em corpo de ensinamentos que, sem
sombra de dúvida, levará o homem não só ao conhecimento de Deus, mas ao próprio Deus. A doutrina,
assim, corresponde à generalização da ciência divina, preenchendo todas as necessidades.
A NATUREZA DE DEUS
O Estudo da natureza de Deus deve ser abordado com humildade e reverencia. Quem pode definir a
natureza e essência do Deus infinito? O Deus onipotente não pode ser plenamente compreendido pelo
ser humano, mas nem por isso deixou em se revelar de diversas maneiras e em várias ocasiões a fim de
que o venhamos a conhecer. Não se pode explicar Deus, mas somente crer Nele. Assim sendo, a Doutrina
de Deus é baseada nas evidências declaradas pelas Sagradas Escrituras.
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A vida de Deus - A vida de Deus é imanente e inerente. Ao contrário de todos os demais seres que
existem em todo o universo. Ele não recebeu vida. Ele é a fonte da vida. A vida de Deus é
intimamente ligada ao próprio fato da existência de Deus. Mas Deus, não só existe. Ele é vivo; Ele
possui vida; Ele é a própria vida. A vida de Deus é sua atividade de pensamento, sentimento e
vontade. E o movimento total e intimo de seu ser que o capacita a formar propósitos sábios,
santos e amorosos e a executá-los (Já 3.10; l Sm 17.26; SI 84.2; Mt 16.16; l Tm 3.15; Ap 7.2).
A Espiritualidade de Deus - A declaração de que Deus é Espírito significa que Ele não pode ficar
limitado a um corpo físico, nem às dimensões de espaço e tempo. Ele é um Deus invisível e eterno
(lTm 1,17). Deus é espírito com personalidade plena. Ele pensa, sente e fala, podendo assim ter
comunhão direta com suas criaturas feitas a sua imagem. Ao contrário do homem que é
constituído de corpo, alma e Espírito, Deus é incorpóreo, ou seja, ele não possui elemento material
e nem está sujeito as leis naturais. A doutrina da espiritualidade de Deus faz oposição à prática de
idolatria e ao culto à natureza. Deus sendo espírito, não pode ser representado por nenhum objeto
ou figura física (Jó 4.24; At 17.24; Já 1.18).
A personalidade de Deus - Além de ser espiritual e vivo, Deus é pessoal. Ele é um ser individual,
com autoconsciência, vontade, capaz de sentir, escolher e ter um relacionamento recíproco com
outros seres pessoais e sociais. Deus é uma pessoa, não sendo, todavia, urna pessoa humana. A
iferença capital entre Deus e as pessoas humanas é que Ele possui atributos de personalidade ao
nível de perfeição.
CARACTERÍSTICAS DA PERSONALIDADE
 Inteligência - faculdade de saber, conhecer, investigar (Is 1.18; Jr 29.11; Zc 1.6).
 Determinação ou Volição - faculdade de querer, decidir (Do 4.13; l Sm 2.7-9).
 Consciência Moral - faculdade de discernir, de escolher por si mesmo (Ex 3.14, SI 33.5, Tg 5.11).
 O nome é uma das mais fortes evidências da personalidade de um ser (Ex 3.14).
A Infinitude de Deus - Deus é infinito. Isso significa que Deus é ilimitado, mas que é ilimitável. A
infinitude de Deus, no entanto, fala de um ser sem limites.
A DIMENSÃO DA INFINITUDE DE DEUS
1. O Espaço - Deus está além de qualquer espaço e lugar específico, Ele existe antes do espaço. Ele não
pode ser localizado num ponto determinado (At 17.24, 25). Outro aspecto da infinitude de Deus
quanto ao espaço é que não há lugar em que não possa ser encontrado (SI 139.7-12). Não
devemos esquecer que existe um lugar especial onde sua presença e gloria são revelados; esse
lugar é o céu.
2.O tempo - O fato de Deus não ser limitado pelo tempo significa que o tempo não se aplica a Ele. Ele
é antes do tempo. Ele é eterno, Apesar de não ser limitado pelo tempo, Deus tem conhecimento de
todos os pontos do tempo; tanto no passado, no presente e no futuro. Deus é aquele que sempre é,
independente do tempo (SI 90.1,2; Jd 25; Ap 1.8).
3. Conhecimento - Deus conhece todas as coisas, apesar de que aparentemente são ilimitadas em
número (SI 147.4,5; Mt 10,29; Hb 4.13). Deus tem acesso a todas informações. Portanto, seus
julgamentos são feitos sabiamente, porque o conhecimento é expresso de acordo com a sua
sabedoria.
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4. A Unidade de Deus - A Unicidade de Deus está intimamente ligada ao atributo da simplicidade.
Devemos ter em mente que, quando dizemos que Deus é único, não queremos excluir ou isolar os
demais membros da Santíssima Trindade. O objetivo é mostrar que Deus é único, quer dizer, que
não pode existir mais do que um único Deus. Assim sendo, a idolatria e o politeísmo estão
totalmente proibidos por Ele; pois somente Ele é Deus (Ex 20.2,3; Dt 6.4).
5. A Imanência Divina - O significado da imanência é que Deus está presente e ativo dentro de sua
criação e dentro da raça humana, mesmo naqueles membros que não crêem Nele ou não Lhe
obedecem. Sua influência está em toda à parte. Ele age nos processos naturais e por meio deles.
Exemplos: - Ele usou Ciro e chamou de pastor e ungido (Is 44.28; 45.1);
-A medicina com canal de atividade divina;
-A nação Assíria, usada para punir Israel.
6. A Transcendência Divina - O significado da transcendência é que Deus não é urna mera
qualidade da natureza ou da humanidade, ele não é simplesmente o mais elevado dos seres
humanos. Ele não é limitado à nossa mera capacidade de compreendê-lo. Sua Santidade e bondade
vão muito além, infinitamente além das nossas, e, isso também é verdade em relação a seu
conhecimento e poder. Sendo Deus transcendente, Ele é infinitamente mais que qualquer evento
natural ou humano.
Exemplos: - Deus está acima do homem;
- Deus não pode ser definido;
- A salvação não é conquista nossa.
Textos bíblicos que comprovam a imanência e a transcendência divina (Jr 23.23, 24; At 17.27, 28;
Is 6.1-5; Is 55.8, 9).
OS NOMES DE DEUS
Os nomes eram importantes no Antigo Testamento. Eram frequentemente usados para descrever
o caráter ou função de alguma pessoa. O nome de Deus, nas Escrituras, significa mais do que uma
combinação de sons representa seu caráter revelado.
POR QUE DEUS DEFINIU SEU PRÓPRIO NOME?
 Demonstrar que a sua Soberania está acima das outras divindades - os seguidores dos ídolos
pagãos davam nomes aos seus deuses; somente Deus definiu seu próprio nome.
 Revelar a sua Majestade - Os seguidores pagãos usavam os nomes dos seus deuses como um tipo
de propina. No caso de Deus, o seu nome deve ser temido e reverenciado (Ex 20,7; SI 8.1; 48,10;
76.1).
 Revelar a sua Onipotência - Os seguidores pagãos tinham autoridade e domínio sobre os seus
deuses. Não no caso do Deus da Bíblia, ninguém exerce domínio sobre o seu nome, pois Ele é
onipotente.
 Tornar-se conhecido de todos - O objetivo de Deus em definir seu próprio nome era tornar o seu
nome conhecido entre as nações (Is 24.15; Ml 1.11).
 Declarar o seu caráter - Através da revelação do seu nome, Ele apresenta a essência verdadeira
do seu caráter.
OS NOMES DE DEUS NO ANTIGO TESTAMENTO
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EL - O forte e poderoso
ELOHIM - O Deus criador (Gn 1.1)
EL ROI - O Deus que vê (Gn 16.13)
EL OLAM - O Deus eterno (Gn 21.33).
EL ELYON - O Deus altíssimo (Gn 14.18-22)
EL SHADDAI - O Deus todo poderoso (Gn 17.1)
EL ELOHE YISRA’EL - Deus, o Deus de Israel ou Poderoso é o Deus de Israel (Gn 33.20).
ELOHIM YISH’ENU - Deus nosso Salvador (SI 65.5; 68.19; 79:9).
JEOVÁ - O Deus da Aliança ou da Redenção (Ex 3.14)
JEOVÁ-ELOHIM - O Deus criador e redentor (Gn 2.4)
JEOVÁ-JIREH - O Senhor que provê (Gn 22.8, 14).
JEOVA-RAFÁ - O Senhor que sara (Ex 15.26)
JEOVA-NISSI - O Senhor é a minha bandeira (Ex 17.15)
JEOVÂ-SHALOM - O Senhor é Paz (Jz 6.24)
JEOVÁ-RAAH - O Senhor que é pastor (SI 23.1)
JEOVA-TSIDKENU - Senhor, justiça nossa (Jr 23.6).
JEOVA-SABAOTH - Senhor dos Exércitos (SL 24.10; Zc 4.6)
JEOVA-MIKADISKIM - O Senhor que vos santifica (Lv 20.8)
JEOVÂ-SHAMAH - O Senhor está ali ou está presente (Ez 48.35)
ADONAI — Senhor mestre, dono, governante (Gn 15, 1,2)
HÁ TSUR - A Rocha (Dt 32.4)
OS NOMES DE DEUS NO NOVO TESTAMENTO
1. TI-IEOS - Deus ( Jo 1.1)
2. KURIOS - Senhor e dono (Lc 2.11).
3. PATER - Pai (Mt 6.9)
FIGURAS DE LINGUAGEM TEOLÓGICA ACERCA DE DEUS
Antropomorfia - A palavra antropomorfismo vem do grego “antropos” (homem) e “morphe” (forma) e
significa a atitude que identifica Deus com os homens.
O Arrependimento de Deus (Gn 6.8; Jn 3.10) - O termo arrepender-se, neste caso significa “mudança
de atitude” de Deus em decorrência do o arrependimento humano. O Arrependimento de Deus é no
sentido de atitude e de suspender uma ação.
Deus em forma humana - A Bíblia apresenta descrições de Deus em termos humanos, com
características físicas dos homens. É uma atitude divina para que o homem limitado possa entender a
realidade e a natureza da divindade.
Exemplos de antropomorfia
 Cabeça de Deus - Dn 7.9
 Rosto de Deus - SI 27.8
 As narinas de Deus - SI 18.15
 Ouvido de Deus Is 59.11
 Boca de Deus - Nm 12.8, Is 34.16.
 Mão de Deus - Is 59.1
 Braço de Deus - SI 89.2 1
 Os pés de Deus - Na 1.3
 O Coração de Deus - Gn 6.6
 Teofania: Teofania é realmente uma aparição física de Deus geralmente em forma humana.
Mas também em outra forma tal como o anjo do senhor (Gn 12.7; 15.7; 17.1; 18.1-8).
 Antropopatismo: São as descrições bíblicas da natureza emotiva de Deus em termos
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humanos. Exemplos:
1. Deus pode zangar-se Dt 4.21
2. Deus pode expressar ciúmes Ex 20.5
3. Deus pode alegrar-se Ne 8.10; SI 2.4.
OS ATRIBUTOS DE DEUS - Os atributos divinos são qualidades que indicam vários aspectos do seu
caráter.
ATRIBUTOS NATURAIS DE DEUS - São os atributos relativos aos Ser mesmo de Deus e não comportam
nenhuma relação com seres humanos.
 A eternidade de Deus - (SI 90.2) - A eternidade de Deus é sem dúvida alguma, um sempiterno
presente, ligando o hoje do tempo corno se fosse o amanhã da eternidade. O Deus da Bíblia é o
único que é absolutamente eterno, pois sua existência não conhece princípio ou fim. Ele é duma
eternidade a outra. É duração sem princípio nem fim, existência sem limites ou dimensões, em
qualquer tempo, sem passado ou futuro. Sua eternidade é juventude sem infância ou velhice; vida
sem nascimento ou morte. É hoje, sem ontem ou amanhã.
 A imutabilidade de Deus - (MI 3.6; Tg 1.17). Imutabilidade significa, para Deus; ‘Aquele que
nunca muda”. E, por conseguinte, se entende que ele nunca muda em sua natureza, seus conselhos
e seus atributos. Ele é sempre o mesmo em qualquer dimensão. Não pode melhorar! Deus é
imutável, tanto em seu ser, como em sua sabedoria, poder, santidade justiça, amor, verdade e
retidão. O tempo jamais pudera desgastar a natureza plena de Deus, nem sua bondade e amor.
ATRIBUTOS ATIVOS - São atributos intrínsecos à natureza de Deus, mas que também estão relacionados
com o Universo.
 A Onipotência de Deus - (Gn 17.1; SI 62.35). Esse atributo indica que seu poder é ilimitado, que
Ele tem o poder de fazer qualquer coisa que queira (Is 43.13). Ele é o todo-poderoso, tendo a
liberdade de realizar qualquer coisa de acordo com a sua natureza e sabedoria (Lc 1.35; Já 42.1,2).
 A Onisciência de Deus - (SI 139.1-4). A palavra onisciência deriva de dois termos latinos:
“Ommnes”, que significa tudo, e ‘Scientia”, que significa conhecimento. Ambos os termos denotam
a infinita sabedoria de Deus e o seu conhecimento acerca de todas as coisas (SI 147.4,5; Hb 4,13).
 A Onipresença de Deus - (Jr 23.23, SI 137.7-10; Pv 15.3). A doutrina da onipresença ensina que
Deus está presente em todo lugar. Isto não quer dizer que o seu ser não conhece limites; não
podendo assim haver limites à sua presença. Deus está em todos os lugares. Isto significa.
Contudo, que Deus esteja visivelmente presente, localizado em qualquer lugar como acontece com
o homem, isto é corporalmente, pois Deus é um ser Espiritual. Apesar de estar cm todos os
lugares. Ele não está em todos os lugares num mesmo sentido, e com o mesmo propósito.
 A Soberania de Deus - (Dn 4.35; Ex 15.18). Deus é o governante soberano de toda a criação.
Como tal. Ele é poderoso para controlar também a natureza quanto à história, a fim de cumprir
seus planos e propósitos. Deus é soberano, mas não é arbitrário. O homem tem liberdade de
escolha e vontade, com certas limitações.
ATRIBUTOS MORAIS - São atributos inerentes à pessoa de Deus, mas que também estão relacionados
com as criaturas morais.
 A santidade de Deus - (Lv 11.44, 45; Is 6.3). A Santidade de Deus é seu atributo mais
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elevado e destacado, pois expressa a majestade da sua natureza e caráter moral,
mantendo a distinção entre Ele e a criatura. A santidade divina significa a sua absoluta
pureza moral, Ele não pode pecar e nem tolerar pecado.
 A Veracidade de Deus - (l Sm 15,29; Nm 23.19; Tt 1.2). A doutrina da veracidade
apresenta a natureza verdadeira de Deus e o seu zela pela verdade. Deus não pode
mentir e nem se compraz com a mentira.
 A Fidelidade de Deus - (l Ts 5,24; l Co 1.9). Deus é extremamente fiel e mantém todas
as suas promessas em dia, cumprindo-as de acordo com o seu propósito (Jr 1.12).
 A Justiça de Deus (Sl 92.15; Gn 18.25). A justiça divina incorpora a idéia de
equidade moral, e a iniqüidade é o seu exato oposto. A justiça divina é a execução da
retidão: essa pode ser chamada de Santidade judicial.
 O Amor de Deus - (I Jo 4.8; 16; Jo 3.16). Amor de Deus se define como aquele atributo
divino pelo qual Ele se inclina a buscar os melhores interesses de suas criaturas e a
comunicar-se com elas, (a despeito do) sacrifício que nisso está envolvido. O Amor de
Deus é um amor sacrificial, onde busca constantemente a restauração da comunhão
do homem com Ele.
 A Graça de Deus - (Ef 2.7-9; Tt 2.11). A Graça de Deus é a dádiva gratuita da
generosidade para com alguém que não tem direito de reclamar. Baseado na Graça
Deus vê o homem como indigno e debaixo da sentença da condenação. Assim. Ele
oferece o favor imerecido, absolvendo-os da culpa, fazendo carente do perdão divino.
 A Misericórdia de Deus - (Lm 3.22; Tt 3.5). A misericórdia divina pode ser definida
como a bondade ou amor de Deus para com aqueles que se encontram em estado de
miséria espiritual, carecendo de ajuda. A expressão máxima de misericórdia está em
Deus enviar Jesus Cristo ao mundo.
 A Longanimidade de Deus - (SI 86.15; Ex 34.6). A longanimidade divina se entende
por aquela bondade de Deus, em virtude da qual Ele suporta o obstinado e perverso
pecador, apesar da sua persistente desobediência. Na sua longanimidade e
misericórdia, Deus suporta o pecador em seu estado de pecado, apesar de estar
chamando ao arrependimento.

Antropologia e teologia propria

  • 1.
    1 ANTROPOLOGIA INTRODUÇÃO Esta disciplina tempor objetivo revelar e conscientizar os estudantes das Sagradas Escrituras acerca da doutrina bíblica sobre o homem. O homem em toda a sua historia existencial é questionado sobre sua origem e o porquê e para quê da mesma. Muitos tentam de acordo com as teorias científicas, filosóficas e religiosas. Mas a verdadeira explicação sobre a origem humana está na Bíblia Sagrada. Estudar acerca do homem é penetrar num mistério insondável e divino que só teremos a compreensão perfeita através da fé e da iluminação do Espírito Santo. O ser humano é obra por excelência do Criador. A finalidade do criador em fazer esta obra prima, isto é, o homem é para que o mesmo pudesse viver eternamente com Ele. O verdadeiro cristianismo enfatiza uma relação vital entre Deus e o homem. O homem sempre foi objeto de estudo, dos cientistas, médicos, filósofos, sociólogos, políticos e dele mesmo. Até o salmista certa vez tentando conhecer o homem clamou: “Que é o homem, que dele te lembres?” (Sl 8.4). Só as Escrituras dão resposta sólida e satisfatória aos interrogatórios sobre o homem. Pois, ao mesmo tempo em que Ela diz que o homem é pó, afirma que o mesmo é o templo do Espírito Santo. Nos círculos acadêmicos, o estudo do homem é chamado de “antropologia” que deriva de duas palavras gregas antropos, que significa “homem”, e logos, que significa “discurso razão, ensino”. A antropologia bíblica trata o homem como criação de Deus, o homem pecador afastado de Deus pela desobediência voluntária, e o homem como objeto da graça redentora. Já a antropologia científica estuda o homem nas suas características físicas e culturais, distribuição, costumes, relações sociais e de acordo com o gênero humano. Nesta abordagem da antropologia, vamos estudar o homem como ele é descrito nas Escrituras. Assim, vamos entender melhor acerca do homem e ao mesmo tempo glorificar a Deus pela sua grande benevolência. I - A ORIGEM DO HOMEM 1. As Provas Bíblicas da Origem do Homem  O homem é obra exclusiva e especial de Deus - (Gn 1.27). A exclusividade e a superioridade do homem em relação aos demais seres criados por Deus é que o próprio Deus o formou com as suas próprias mãos (linguagem antropomórfica e teofânica, segundo a sua imagem).  O homem é resultado do solene Conselho Divino (Gn 1.26). O decreto divino quanto à criação do homem é resultante de uma reunião divina, ou seja, a Santíssima Trindade, concluindo a criação de um ser segundo a sua imagem e semelhança.  O homem foi criado segundo um tipo divino (Gn 1.26). O homem não foi criado conforme o tipo das criaturas inferiores, mas de acordo com o relato bíblico o homem surge como um ser que recebeu de Deus cuidados especiais na sua criação. O homem é o único de toda a criação divina, que foi criado segundo a sua imagem e semelhança. 2. A Metodologia da Criação do Homem  O homem veio à existência por um ato criador (Gn 1.27). O ser humano teve um princípio criativo, não é autoexistente, pelo contrário é uma criatura frágil e dependente do seu Supremo Criador.  O homem recebeu um organismo físico por um ato de formação (Gn 2.7; Ec 12.7). O
  • 2.
    2 homem é umvaso de barro moldado segundo a vontade o Oleiro Divino. Toda estrutura orgânica do homem é terrena, física, material e carnal, denominada "corpo".  Foi feito completo ser pessoal e vivo por uma ação final (Gn 2.7; Zc 12.1; Is 43.7). O ser humano foi criado para louvor e gloria do Criador. No entanto Deus formou o homem dotado de personalidade, vitalidade, perfeição e plenitude; por isso é a obra prima por excelência de toda criação. 3. Os Termos em Hebraicos que Descrevem a Criação do Homem.  Asah (façamos) — Significando formar, construir, preparar, edificar (Gn 1.26).  Bara (criou) — Definido como a produção ou execução de algo novo, raro e maravilhoso. (Gn 1.27)  Yatzar (formou) - Significando formar ou moldar (como um oleiro moldando vasos), (Gn 2.7) O “pó da terra” (Gn 2.7) — identifica o homem com a sua queda e redenção; o sopro de Deus identifica a origem com o seu criador e seu destino celestial pretendido. O homem é da terra, mas está destinado a ter comunhão com Deus. 4. Criado e Não Evoluído Os materialistas e anticristãos, para negar a existência de Deus e desmerecer a BÍBLIA fundamentam-se na teoria da evolução para defender a idéia ou teoria que o homem é um produto evoluído. A teoria da evolução foi concebida e largamente difundida pelo naturalista inglês Charles Darwin, que viveu em 1809 e 1889 (Séc. XIX). Sua teoria foi aceita pelos naturalistas em toda parte. Os Argumentos da Teoria da Evolução: 1. A teoria da evolução apresenta o homem como alguém que se elevou de uma ordem inferior: ao passo que as Escrituras declaram que sua origem é devida a ação criadora de Deus. 2. A teoria da evolução apresenta o homem corno o resultado de sucessivas alterações nas formas materiais devidas às forcas latentes na matéria, ao passo que as Escrituras declaram que o ser físico do homem é o resultado da ação de Deus, que partiu do exterior. 3. A teoria da evolução apresenta o homem como o clímax do desenvolvimento que ascendeu desde as formas mais inferiores de vida animal, ao passo que a BÍBLIA declara que o homem pertence à ordem humana, distinta de todas as outras, e que passou a ter seu ser de modo imediato e direto. II - A NATUREZA DO HOMEM As Características da Natureza do Homem  Natureza Material: O corpo, segundo a BÍBLIA, formado do pó da terra (Gn 2.7).  Natureza Espiritual: O espírito e alma, resultado do sopro divino. Como resultado da combinação criativa de um elemento terreno e outro celestial, o homem tomou-se um ser vivo a imagem do seu criador. Ele começa a vida na terra num vaso de barro, mas o seu destino designado é a vida eterna num corpo glorioso. As Escolas de Pensamento Acerca da Composição do Homem  Dicotomia - Essa escola de pensamento baseada em Gn 2.7, afirmam ter o homem duas porções, ou seja, duas partes distintas: o corpo, a parte material vindo do pó da terra e a parte imaterial (alma / espírito) resultante do sopro de Deus. Essa teoria defende o pensamento que a alma (a parte imaterial) contém duas substancias: uma é a alma que sente e recorda e outra é o espírito que tem consciência e possui o conhecimento de Deus. Os dicotomistas assemelham a vida do
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    3 homem à dobruto, diferindo a do homem apenas por ser de ordem superior. Assim sendo, o espírito não é uma entidade distinta da alma, mas um aspecto ou desdobramento desta. (Gn 41.8; Sl 42.6; Jo 12.27; Ap 6.9; Hb 12.23)  Tricotomia — Essa escola de pensamento afirma que o homem é composto de três elementos constituintes: espírito, alma e corpo. O argumento tricotomista está fundamentado em Hb 4.12 e I Ts. 5.23, onde enfatiza a divisão e a distinção entre a alma e o espírito. Essa distinção pode ser observada nos seguintes aspectos: o corpo é o elemento material, instrumento, agente ou tabernáculo por meio do qual a alma e o espírito operam. Alma, princípio vital e sede da personalidade, afetos, apetites, sentimento e memória. Espírito, princípio de vida racional e moral, sede da razão, da vontade e da consciência moral (I Co 2.14-3.1; Hb 4.12; I Ts 5.23; I Co 15.44-46). As Três composições Distintas do Homem O Espírito Humano - A palavra “espírito” vem de uma raiz hebraica: “ruash”, da qual se deriva o vocábulo grego neo-testamentario “pneuma”.  O espírito foi formado pelo criador (Zc 12.1)  O espírito faz o homem diferente dos demais seres viventes (Jo 32.8; Pv 20.27).  O espírito é a sede da operação de Deus, através do Espírito Santo (Jo 4.23,24; Rm 8.16).  O espírito é capaz de renovação e desenvolvimento (SI 51.10)  O espírito e alma são inseparáveis (Jo 12.10)  O espírito e alma se separam do corpo na morte (At 7.55,56, 59; Tg 2.26; Ec 12.7). A Alma do Homem - A palavra alma vem de uma raiz hebraica “neplesh” e vertida para o grego com a tradução de “psiquê”. A alma no conceito bíblico é uma entidade espiritual, incorpórea, que interliga ao espírito formando o “homem interior”. A Origem da Alma - A alma veio existir como resultado de Deus ter soprado no homem o sopro de vida (Gn 2.7). A alma tem sua origem na criação direta, pessoal, distinta e separada por parte de Deus. Ela é, portanto, uma doação de Deus para o corpo, afim de que o corpo tenha vida. As Teorias Sobre a Origem da Alma a. O Pré-existencialismo - Esta teoria diz que as almas dos homens existem num estado prévio: foram criadas por Deus e guardadas para, na concepção serem comunicadas a cada ser humano. É conhecida como a transmigração de almas e é sustentada pelo Hinduísmo, teosofia, rosa-cruz. Ela não tem apoio nas Escrituras. b. Criacionismo - A alma é criada diretamente por Deus em cada pessoa recém concebida em algum período entre a concepção e o nascimento; só o corpo é propagado pelos pais. Essa teoria não explica satisfatoriamente sobre a origem da alma e deixa dúvida na questão do pecado original e do propósito divino em relação ao matrimônio. c. Traducionismo - Ensina que a raça humana foi criada em Adão, e dele tanto o corpo como alma foram procriados pela geração natural. O traducionismo se baseia ainda na hereditariedade do pecado de Adão e na hereditariedade de traços mentais, físicos e morais que os filhos têm dos pais. Toda nova pessoa é fruto de ação imediata de Deus e da dos pais. Deus e os pais produzem o sujeito inteiro, mas os pais podem produzi-lo somente enquanto é um ser vivo, isto é, tem um corpo, e Deus o produz imediatamente enquanto é um ser pessoal, isto é, tem uma alma (Gn 1.28; Si 51.5). Concluindo, a origem da alma pode ser explicada pela cooperação tanto do criador como dos pais.
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    4 Os Significados daAlma na BÍBLIA a. É a parte incorpórea, espiritual (real, ou seja, verdadeiro) (Gn 2.7; Hb 4.12; I Ts 5.23). b. Significando o sangue (sentido figurado) — O sangue é a fonte e o depositário da vida física. Ele nutre-se de si mesmo, e se apresenta como matéria original onde surge o organismo humano.. Usando o coração como bomba, e o sangue como meio de vida, a alma envia vitalidade e nutrição a todas as partes do corpo. (Dt 12.23; Lv 17.11) c. Significando o corpo (sentido figurado) - A vida é o entrosamento do corpo com a alma. Por meio do corpo e da alma recebe as impressões do mundo exterior e ao mesmo tempo usa os membros do corpo para se expressar. (Gn 12.5; Rm 13.1; I Pe 3.20). d. Significado animal (sentido figurado) - A alma aqui é caracterizada como, principio de vida. Apesar dos animais e do homem ter alma como principio de vida; há diferenças primordiais entre a alma do homem e do animal. A alma do animal é terrena e instintiva e a do homem é consciente e vivificada pelo espírito humano (Gn 1.30; Ec 3.21). e. Significando o espírito (sentido figurado) - Os termos espírito e alma são usados intercambiavelmente. Neste caso o termo alma está significando os salvos e mostrando a imortalidade da alma (Ap 20.4; 6.9,10). f. Significando o coração (sentido figurado) - O coração do homem é o centro da sua personalidade, da vida, da emoção, do prazer e da moral. O coração é a sede da alma e é usado pela alma para expor a parte interior do ser humano. O Corpo Humano O termo corpo vem do vocábulo grego “somma”, com uma conotação para o campo religioso. O corpo foi formado do pó da terra e possui elementos específicos que compõem as substancias do universo físico. O corpo torna-se um dos componentes fundamentais da existência humana, tais como: alimentar- se, reproduzir-se, aprender, comunicar-se, divertir-se, trabalhar e adorar. Sem o corpo, os homens não poderiam se expressar na terra. Dentro do corpo está alma do homem, que constitui a sua vida interior e inclui sua emoção, vontade e intelecto. Biblicamente o corpo é chamado de casa, tabernáculo, invólucro, templo, com objetivo de mostrar a sua função (2 Co 5.1; Dn 7.15; I Co 6.19). O corpo é mortal e retornará ao pó (Gn 3.19); mas este mesmo corpo pode ser remido, oferecido ao serviço de cristo e ser vivificado. A santificação da Alma, Espírito e Corpo. a. Do espírito (2 Co 7.1; I Pe 3.18; Tt 1.15; Sl 32.2; Ec 12.7) b. Da alma (Lc 1.51; Rm 12.3; Ef 2.2-3; Mt 15.17-20; Rm 2.9; Ef 6.6; Rm 8.14) c. Do corpo (I Co 3.16; l Tm 2.9; I Co 11.14-15; Rm 13.13; Rm 14.20; Lc 21.34; I Co 6.15). III - A IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS NO HOMEM 1. Conceito O homem se assemelha a Deus pelo fato de possuir natureza racional e religiosa ao mesmo tempo. Deus criou o homem para ter percepção tanto do mundo espiritual como do mundo físico: corpo, alma e espírito impõem no homem este principio. Essa imagem de Deus no homem não se refere ao aspecto físico, já que Deus Espírito, e sim aos caracteres que dizem respeito à imortalidade, a moral, ao raciocínio e ao domínio de si mesmo.
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    5  Não éuma imagem física – Deus é Espírito, Ele não tem corpo físico, Ele é invisível, embora possa aparecer em forma humana como no caso do Anjo do Senhor (Jo 4.24; l Tm 1.17; Gn 18.1-3).  É uma imagem pessoal - O homem foi formado com personalidade, possuindo, intelecto, emoção e vontade. Esses componentes são atribuídos à personalidade de Deus (Gn 1.26-31).  É uma imagem moral - O homem é ser moral. Ele foi criado com senso de responsabilidade para seu criador. Em vista de ser uma criatura moral, Deus lhe deu a sua lei, registrada em Êxodo 20, se violasse a lei, Deus não o consideraria inocente. Como ser moral, o homem tem uma consciência, a qual o faz refletir sobre os seus próprios atos, julgando-os em certos ou errados (I Jo 3.20,2 1). A consciência interage com o intelecto, a emoção e a vontade.  É uma imagem social - O homem a imagem de Deus, foi criado como criatura social. Recebeu ordem divina para multiplicar-se e encher a terra, para ser uma família. O homem foi feito para ter comunhão com Deus e o seu próximo, ou seja, para viver em sociedade, pois é ser sociável.  A capacidade de imortalidade - O homem foi criado para viver eternamente. Infelizmente o pecado interrompeu este propósito com a morte, mas não frustrou os planos de Deus que através de Jesus Cristo o homem recebeu a vida eterna e se rejeitar a Cristo a condenação eterna (Jo 3.16,17).  Domínio sobre a terra - O homem foi designado para ser a imagem de Deus com respeito à soberania; Deus deu-lhe ordem e poder para que dominasse sobre a terra. Ele devia ser o representante visível de Deus em relação às criaturas que o rodeavam (Gn 2.28). IV - O ESTADO PRIMITIVO DO HOMEM O objetivo deste tema é mostrar o estado primitivo do homem baseado em Adão antes da queda. 1. O Estado do Conhecimento - Deus deu a Adão a tarefa de dar nome a todos os animais e pássaros, pois ele recebeu domínio sobre todas as criaturas. Isto exigia u vasto conhecimento (Gn 1.28,2.19,10). 2. O Estado Moral - Desde que a santidade e a justiça estão entre os atributos fundamentais de Deus, Adão, criado a imagem de Deus, deve ter participado de um caráter Santo e Justo. Ele era envolvido pela glória de Deus, no entanto em seu estado de inocência ou santidade não perceberia a sua nudez (Gn 1.31; Rm 3.23). 3. O Estado Psicológico  Autopreservação - (Gn 3.3)  Desejo de comer - (Gn 1.29)  Impulso de procriação ou sexo - (Gn 1.28, 2.24).  Necessidade de aquisição - (Gn 2.15)  Impulso de domínio - (Gn 1.28) 4. O Estado Social - O homem é uma criatura social, foi feito para ter companhia. Deus nunca aceitou a idéia de o homem viver sozinho (Gn 2.18, 3.8). 5. O Estado Ocupacional - O Jardim do Éden não era lugar de ocioso. Adão guardava e cuidava do jardim. A ocupação é positivamente essencial para a realização
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    6 pessoal - (Gn2.15). 6. O Estado de Expectativa de Vida - Adão foi criado com o potencial da imortalidade. A morte só ocorreria se ele desobedecesse à ordem de Deus com respeito a comer a árvore do conhecimento do bem e do mal - (Gn 2.16, 17:33). V - O DESTINO DO CORPO FÍSICO Nesta questão não há muito a discutir ou a ensinar, o corpo humano, a carne, no momento da morte do homem, o corpo começa a se decompor, e sem vida a parte física conhece o sentido literal da palavra morte, de acordo com Eclesiastes 12:7, o corpo volta ao pó, de onde foi criado. O costume de enterrar o corpo após a morte do homem é um costume muito antigo, já aconteceu com os primeiros habitantes deste mundo, Abraão, Sara, Jacó, Raquel, etc. Todos foram sepultados Gênesis 23:4, 35:20, 49:30-31, 50:5, e este costume se estende até os nossos dias. Ao contrario do que pensam muitas pessoas, não é o corpo que poderá ser lançado no inferno, ou mesmo ser salvo, pois o corpo não tem poder de decisão, e assim não se pode julgá-lo, condená-lo, é a alma que comanda o corpo, e não o corpo que comanda a alma, a condenação do corpo é a morte física do homem, mas isto já é o suficiente, esta morte física é uma punição pelo pecado que Adão e Eva cometeram, e não a punição da alma do individuo. VI - A IMORTALIDADE DA ALMA A alma possui natureza espiritual, é muito conhecido como a consciência do homem, e por isso entendemos que a alma é eterna, não existe extensão da alma, o pensamento mais popular que diz “Morreu, acabou”, I Coríntios 15:32, não é a expressão da verdade, pois não se pode matar a alma, a alma pode se separar do corpo no momento da morte física, mais matar a alma, isto é impossível. Em Apocalipse 20:4 fala sobre a alma daqueles que foram degolados por amor a Cristo, o corpo foi degolado, mas a alma ainda vive. A alma é a parte intelectual do homem, é a alma que possui os poderes de decisão dentro do corpo, é ela que obedece ou não a Deus, é ela que decide consagrar se a Deus, ou menosprezar os conselhos do Espírito, e por esta razão a alma receberá julgamento pelos atos e decisões que tomou enquanto ainda vivia o corpo. Na bíblia encontramos o exemplo da Parábola do Rico e Lazaro São Lucas 16:19 a 31, ambos viviam no mesmo mundo, e na mesma época, eram separados pela classe social em que viviam, e pela fé que possuíam, e quando morreram, ambos continuaram separados, os corpos se desfizeram, mas a alma de ambos, continuou a viver fora do corpo, não neste mundo, mas num mundo espiritual, notemos agora alguns pontos nesta passagem bíblica: VII - APÓS A MORTE DO CORPO A ALMA CONTINUA A VIVER Após a morte do Rico e de Lazaro, ambos ainda podiam pensar, apreciar, viver bem ou mal, Lazaro de acordo com os ensinamentos bíblicos, tanto Lazaro como rico, estavam bem conscientes, tinham lembranças de suas vidas antes da morte, sabiam onde estavam o rico demonstrou conhecer a Abraão e também a Lazaro, e também demonstrou arrependimento. A ALMA NÃO PODE VOLTAR AO CORPO Esta historia mostra que a alma é imortal, mesmo havendo a morte do corpo, o homem continua a possuir o poder de pensar, enxergar, conversar, falar, arrepender, porém mesmo havendo arrependimento a alma não tem o poder de voltar a viver no corpo, mesmo que seja em um outro corpo qualquer, isto não lhe é possível, o Rico pediu a Abraão que lhe permitisse voltar a vida, que ressuscitasse, afim de que pudesse avisar seus irmãos para não cometeram o mesmo erro que ele, porém isto não é possível a alma.
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    7 VIII - ODESTINO DA ALMA Enquanto Lázaro estava no seio de Abraão, o paraíso de Deus, que também Jesus prometeu ao ladrão na cruz, São Lucas 23:43, o Rico que neste mundo teve uma vida em desobediência estava no Hades, um lugar de tormento, de angustia, e de muita dor, lá a sede é imensa, e as lembranças dos erros desta vida são constantes, o desejo de voltar ao passado estão ao todo momento, porém isto não é possível. Existem dois destinos para a alma, um para os salvos em Cristo, e outro para aqueles que rejeitaram o amor de Cristo. O DESTINO DAS ALMAS QUE ACEITARAM O AMOR DE CRISTO O homem enquanto vive neste mundo, antes da morte física, ele tem a escolha de aceitar ou não o amor de Cristo, se ele o aceita, estará aceitando ir morar com Cristo, estar ao lado de Jesus, São João 17:24, 3:16 a 21, assim a alma daqueles que aceitam a Cristo estarão na luz para sempre, no momento da morte física, no mesmo instante vão para o paraíso, São Lucas 23:43, um lugar de gozo espiritual, um lugar de alegria. O Paraíso é um lugar de espera até o arrebatamento da Igreja, pois neste dia Jesus Cristo virá até as nuvens e todos os mortos que morreram em Cristo, ressurgirão num corpo incorruptível, um corpo glorioso, Filipenses 3:21, I Coríntios 15:12, e 51-52, e daí para frente estarão para sempre junto do Senhor, seja no reinado de Cristo no milênio Apocalipse 3:21 e 20:4, e na eternidade futura a nova Jerusalém, Apocalipse 21. O DESTINO DAS ALMAS DAQUELES QUE ACEITARAM O AMOR DE CRISTO Aqueles que rejeitam o amor de Cristo rejeitam a vida, a luz, a salvação da alma, Cristo é a luz do mundo, é a única opção de vida para a alma, e se alguém o rejeita, esta rejeitando a vida eterna, São João 5:27 a 29, e 6:47, e para aqueles que rejeitam a vida que Cristo lhes oferece, estará perdido para sempre, e no momento da morte daquele que rejeitou a Cristo, estará no Hades, o mesmo lugar onde estava o Rico São Lucas 16:22-23 – São Mateus 25:46, e entre o Paraíso e o Hades existe um grande abismo, impedindo que alguém que esteja no abismo possa ir ao Paraíso São Lucas 16:26. A alma dos que rejeitaram a Cristo estarão no Hades até o momento do grande julgamento, o julgamento do Trono Branco, Apocalipse 20:11 a 15, nesta ocasião, todos os que estiverem no Hades, serão julgados por seus atos enquanto viveram neste mundo, um livro contendo todas as suas obras, tudo que fizeram de bem e de mal, estará escrito neste livro os pecados, a desobediência, a rejeição do amor de Cristo, enfim tudo o que fizeram, e assim serão julgados, e como ninguém poderá se salvar pelas obras, mas sim pela graça de Cristo, Romanos 11:6, e como todos os que estão no Hades rejeitaram a graça de Cristo, então todos serão lançados no Lago de fogo, o inferno, e para sempre estarão lá. “... façamos o homem a nossa imagem e semelhança...”. ESTUDO DIRIGIDO DE ANTROPOLOGIA
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    8 1. Qual oobjetivo da antropologia 2. O que trata a antropologia bíblica? 3. O que estuda a antropologia cientifica? 4. Quais as provas bíblicas da origem do homem? 5. Relacione os termos hebraicos que descrevem a criação do homem: (1) Asah ( ) Significa formar ou moldar como um oleiro moldando vasos. (2) Bara ( ) Significando formar, construir, preparar, edificar. (3) Yatzar ( ) Definido como a produção ou execução de algo novo e raro. 6. Quem concebeu e difundiu largamente a teoria da evolução do homem? 7. Qual a característica principal da natureza material do homem? 8. E as da natureza espiritual? 9. Quais são as escolas de pensamento acerca da composição do homem? 10. O que afirma a dicotomia? 11. E a Tricotomia? 12. Defina alma no conceito bíblico: 13. Quais são as teorias da existência da alma? 14. Que símbolos são aplicados à alma pela bíblia? 15. Quais os nomes que a bíblia dá para o corpo? 16. Como o homem pode ser semelhante a Deus? 17. Quais os três componentes atribuídos ao homem que o torna semelhante a Deus? 18. Que parte do homem tem poder de decisão dentro do corpo, obedece ou não a Deus? 19. Quais os dois destinos reservados para a alma? 20. Para onde vão os salvos em Cristo? 21. Para onde vão os que rejeitarem a Cristo?
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    9 TEOLOGIA PRÓPRIA INTRODUÇÃO Esta disciplinatem por objetivo apresentar a pessoa da divindade e sua revelação nas Sagradas Escrituras. Estudar acerca da pessoa de Deus é penetrar nos mistérios da divindade, isso é possível por causa da sua auto-revelação, através da Bíblia e de Jesus Cristo. Esta parte da teologia é de suma importância, porque a idéia que temos de Deus determina não só a natureza da nossa religião, suas características, como também a firmeza da nossa teologia. Descrever Deus é descrever a nossa teologia e definir a nossa religião. Um sistema religioso é forte ou fraco, segundo a sua ideia de Deus. Isto é, se a ideia de Deus é parcial, imperfeita, assim será também o sistema em seu todo. Por outro lado, se a ideia é verdadeira, digna e correta, o sistema será igualmente verdadeiro, digno e correto. De todas as doutrinas esposadas nas Escrituras Sagradas, sem dúvida alguma, a mais importante, a principal de todas é a doutrina que trata especificamente da Pessoa de Deus. Sendo Deus a origem de tudo e de todos, forçoso é que nos voltemos para Ele antes de tratarmos de conhecer qualquer segmento do abundante conteúdo teológico do Livro Santo. Em toda a Bíblia, declarar algo sobre Deus é sua tônica. É um fato tão natural a sua existência que se revela auto-evidente. É uma doutrina que sempre emerge espontaneamente nas páginas das Escrituras. A Bíblia não foi escrita para provar que Deus Existe; ela é uma revelação desse Deus que sempre existiu. Negar a existência de Deus é um ato de insensatez, uma loucura declarada. Deus é real. É preciso, tão somente, que cada criatura o conheça por fé. O alicerce da Teologia Própria é a existência de Deus, sendo à base da verdadeira teologia e o ponto de partida para as demais doutrinas; caso contrário, temos somente confusão, especulação e concepções ideológicas errôneas acerca da divindade. Embora o cristão baseie seu conhecimento de Deus principalmente nas Escrituras Sagradas e na revelação de Deus através de seu filho Jesus Cristo, ele também acolhe com agrado a evidência comprobatória do universo e da natureza. Qualquer tentativa de estudar Deus e a verdade divina irá necessariamente tomar alguma forma ou sistema, caso deva ser compreendida e retida. O termo “teologia” é usado de dois modos. Em primeiro lugar para descrever o estudo acerca de toda a verdade bíblica e em segundo lugar para descrever especificamente o estudo de Deus, sua existência, natureza, nomes, atributos e obras. Aplicaremos o termo teologia no segundo caso mencionado. Enfim, dediquemo-nos ao estudo acerca da pessoa de Deus, para termos um conhecimento mais amplo de sua pessoa e ao mesmo tempo mantermos uma relação mais íntima com Ele, através da comunhão gerada pelo Espírito Santo. Assim sendo, esta intimidade, relação, conhecimento e comunhão será recíproca.  Conceito de Teologia - A palavra teologia tem origem em dois termos gregos: theos, significando Deus e logos significando discurso, ensino, tratado e doutrina. Teologia é a ciência que tem por objetivo estudar acerca da divindade.  Conceito de Teologia Própria - É o estudo sobre a pessoa de Deus, de acordo com a revelação bíblica.  Quem é Deus? - Deus é um ser pessoal. Espiritual, eterno, infinito, imutável, com atributos específicos que sustenta e dirige todas as coisas. AS FONTES DO CONHECIMENTO DE DEUS
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    10 1. Intuição -Significa conhecimento direto, nato, autoconsciente, compreensão sem prendizagem ou razão, onhecimento pelo instinto. 2. Tradição - E a soma de conhecimentos recebidos de diferentes fontes. E um conhecimento indireto. 3. Razão - É a faculdade de raciocinar, de extrair conclusões pelo pleno exercício do intelecto. É o conhecimento desenvolvido. 4. Revelação - É o ato divino de comunicar ao homem aquilo que de outra maneira ele nunca poderia saber perfeitamente. E o conhecimento outorgado, através das Escrituras e Jesus Cristo. A EXISTÊNCIA DE DEUS Naturalmente, a existência de Deus é unta doutrina fundamental. As bases da verdadeira teologia estão assentadas firmemente sobre os fundamentos inabaláveis da existência de Deus. A existência de Deus é unia premissa fundamental das Escrituras que não tecem argumentos para afirmá-las ou comprová-las. Por conseguinte, nossa principal base para a crença na realidade de Deus se encontra nas páginas da Bíblia e é uma questão de fé. A base ou razão da existência de Deus é a sua própria perfeição imanente. Isto é, uma das perfeições de Deus é não ter sido Ele causado. 1. Conceito da Existência de Deus - Deus é absolutamente independente de tudo fora de si mesmo para continuidade e perpetuidade de seu Ser. Nele a vida é inerente. Somente Deus sabe como que Ele existe, porque Ele sempre tem existido, e porque sempre existirá para sempre. Deus é auto- sustentado e tem sido desde toda a eternidade. Sua auto-existência é uni Seu atributo essencial. Existir faz parte de sua natureza. 2. O Objetivo da Doutrina da Existência - Mostrar que Deus existe (Gn 1.1, l Co 8.6, Hb 3.4; 11.6). O fato mais primário das Escrituras é a menção da existência de Deus. Nunca se trata prová-la, senão expô-la, posto ser ela auto-evidente. A Bíblia inicia com informação de que no princípio Deus criou os céus e a terra. Ela não começa seu texto como milhares de livros de ficção: Era unia vez. Não. No princípio Deus. 3. A Existência Autônoma de Deus - Deus é auto-existente, isto é, Ele tem em Si mesmo a base da sua existência (Ex 3.14). A idéia da auto-existência de Deus era geralmente expressa pelo termo Asseitas (asseidade), significando auto-originado, mas os teólogos reformadores em geral o substituíram pela palavra independente em seu ser, mas também que independente em tudo mais: em suas virtudes, decretos, obras, etc. Corno Deus auto-existente, Ele não só é independente, como também faz tudo depender Dele. Ele tinha vida em si mesmo quando não havia vida em parte alguma fora Dele. Na ausência total de vida fora de sua pessoa, todas as possibilidades de vida se concentravam Nele. A razão da existência de Deus encontra-se exclusivamente Nele e sua auto-existência é atributo inalienável de sua natureza. Ele jura por si mesmo; dizendo: “Vivo Eu”, permitindo que seu juramento repouse sobre a base imutável de sua auto-existência. A sua auto- existência é um mistério que desafia a compreensão finita da humanidade. ARGUMENTOS NATURALISTAS PARA A EXISTÊNCIA DE DEUS  Argumento Cosmológico Da palavra grega Kosnios, “mundo”. O Universo é um efeito que exige uma causa adequada, e a única causa suficiente é da Deus (SI 19.1). O argumento cosmológico depende validade de três verdades contribuintes: a) que todo efeito deve ter uma causa; b) que o efeito depende da sua causa para sua existência; e) que a natureza não pode produzir-se.
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    11 O caráter essencial,fundamental destas verdades contribuintes, como também a dedução conclusiva de que o Universo foi causado pela criação direta de uma causa auto-existente (Deus), inteligente e eterna (Hb 3.4).  Argumento Teleológico Da palavra grega telos, fim, “desígnio”. O Universo não apenas prova a existência de um criador, mas indica a existência de um Arquiteto, um Planejador (Rm 1.18-20). Há um propósito observável no Universo que indica a existência de Deus como seu Planejador. O termo teleologia é composto de télos e logos, assim significa a doutrina dos fins ou propósito racional. Aduz a evidência de que Deus existe a partir da presença de ordem, desígnio é da adaptação do Universo.  Argumento Antropológico Da palavra grega anthropos, “homem”. Já que homem é um ser moral e intelectual, deve ter um Criador que também seja moral e inteligente (At 17.29). A natureza moral, os instintos religiosos, a consciência e a natureza emocional do homem argumentam em favor da existência de Deus. Através da consciência o homem é capaz de discernir entre o certo e o errado, entre o bem ou mal; isso só é possível porque há uni legislador que idealizou uma norma de conduta para o homem, fazendo-o compreendê-la.  Argumento Ontológico Da palavra grega on, “existente, ser”. O homem tem a idéia inerente do ser perfeito. Essa idéia naturalmente inclui o conceito de existência, já que um Ser, em tudo mais perfeito, que não existisse, não seria tão perfeito quanto um ser perfeito existisse. Portanto, visto que a idéia de existência está contida na idéia de uni Ser perfeito, esse Ser perfeito deve necessariamente existir.  Argumento da Crença Universal Todo ser humano é constituído de um sentimento religioso. Existe algo no homem que jamais pode ser satisfeito com o visível e o temporal. Todos os homens de todas as raças clamam por Deus. A crença na existência de Deus é praticamente tão difundida quanto a própria raça humana, embora muitas vezes se manifeste em forma pervertida ou grotesca e revestida de ideias supersticiosas. Assim sendo o homem é capaz de compreender, apreciar e crer na existência de Deus, independente do seu credo religioso.  Argumento Teológico O argumento teológico conforme determina o termo, é usado dentro do conteúdo da Bíblia e das interpretações teológicas para mostrar a necessidade do uso de uma ciência com o objetivo de conduzir- nos a Deus. Portanto, a ciência é a expressão técnica das leis da natureza. A teologia, entretanto, é a expressão técnica da Revelação de Deus; por cuja razão o Argumento Teológico tem, por base, examinar todos os fatos espirituais da Revelação, calcular o seu valor e arranjá-los em corpo de ensinamentos que, sem sombra de dúvida, levará o homem não só ao conhecimento de Deus, mas ao próprio Deus. A doutrina, assim, corresponde à generalização da ciência divina, preenchendo todas as necessidades. A NATUREZA DE DEUS O Estudo da natureza de Deus deve ser abordado com humildade e reverencia. Quem pode definir a natureza e essência do Deus infinito? O Deus onipotente não pode ser plenamente compreendido pelo ser humano, mas nem por isso deixou em se revelar de diversas maneiras e em várias ocasiões a fim de que o venhamos a conhecer. Não se pode explicar Deus, mas somente crer Nele. Assim sendo, a Doutrina de Deus é baseada nas evidências declaradas pelas Sagradas Escrituras.
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    12 A vida deDeus - A vida de Deus é imanente e inerente. Ao contrário de todos os demais seres que existem em todo o universo. Ele não recebeu vida. Ele é a fonte da vida. A vida de Deus é intimamente ligada ao próprio fato da existência de Deus. Mas Deus, não só existe. Ele é vivo; Ele possui vida; Ele é a própria vida. A vida de Deus é sua atividade de pensamento, sentimento e vontade. E o movimento total e intimo de seu ser que o capacita a formar propósitos sábios, santos e amorosos e a executá-los (Já 3.10; l Sm 17.26; SI 84.2; Mt 16.16; l Tm 3.15; Ap 7.2). A Espiritualidade de Deus - A declaração de que Deus é Espírito significa que Ele não pode ficar limitado a um corpo físico, nem às dimensões de espaço e tempo. Ele é um Deus invisível e eterno (lTm 1,17). Deus é espírito com personalidade plena. Ele pensa, sente e fala, podendo assim ter comunhão direta com suas criaturas feitas a sua imagem. Ao contrário do homem que é constituído de corpo, alma e Espírito, Deus é incorpóreo, ou seja, ele não possui elemento material e nem está sujeito as leis naturais. A doutrina da espiritualidade de Deus faz oposição à prática de idolatria e ao culto à natureza. Deus sendo espírito, não pode ser representado por nenhum objeto ou figura física (Jó 4.24; At 17.24; Já 1.18). A personalidade de Deus - Além de ser espiritual e vivo, Deus é pessoal. Ele é um ser individual, com autoconsciência, vontade, capaz de sentir, escolher e ter um relacionamento recíproco com outros seres pessoais e sociais. Deus é uma pessoa, não sendo, todavia, urna pessoa humana. A iferença capital entre Deus e as pessoas humanas é que Ele possui atributos de personalidade ao nível de perfeição. CARACTERÍSTICAS DA PERSONALIDADE  Inteligência - faculdade de saber, conhecer, investigar (Is 1.18; Jr 29.11; Zc 1.6).  Determinação ou Volição - faculdade de querer, decidir (Do 4.13; l Sm 2.7-9).  Consciência Moral - faculdade de discernir, de escolher por si mesmo (Ex 3.14, SI 33.5, Tg 5.11).  O nome é uma das mais fortes evidências da personalidade de um ser (Ex 3.14). A Infinitude de Deus - Deus é infinito. Isso significa que Deus é ilimitado, mas que é ilimitável. A infinitude de Deus, no entanto, fala de um ser sem limites. A DIMENSÃO DA INFINITUDE DE DEUS 1. O Espaço - Deus está além de qualquer espaço e lugar específico, Ele existe antes do espaço. Ele não pode ser localizado num ponto determinado (At 17.24, 25). Outro aspecto da infinitude de Deus quanto ao espaço é que não há lugar em que não possa ser encontrado (SI 139.7-12). Não devemos esquecer que existe um lugar especial onde sua presença e gloria são revelados; esse lugar é o céu. 2.O tempo - O fato de Deus não ser limitado pelo tempo significa que o tempo não se aplica a Ele. Ele é antes do tempo. Ele é eterno, Apesar de não ser limitado pelo tempo, Deus tem conhecimento de todos os pontos do tempo; tanto no passado, no presente e no futuro. Deus é aquele que sempre é, independente do tempo (SI 90.1,2; Jd 25; Ap 1.8). 3. Conhecimento - Deus conhece todas as coisas, apesar de que aparentemente são ilimitadas em número (SI 147.4,5; Mt 10,29; Hb 4.13). Deus tem acesso a todas informações. Portanto, seus julgamentos são feitos sabiamente, porque o conhecimento é expresso de acordo com a sua sabedoria.
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    13 4. A Unidadede Deus - A Unicidade de Deus está intimamente ligada ao atributo da simplicidade. Devemos ter em mente que, quando dizemos que Deus é único, não queremos excluir ou isolar os demais membros da Santíssima Trindade. O objetivo é mostrar que Deus é único, quer dizer, que não pode existir mais do que um único Deus. Assim sendo, a idolatria e o politeísmo estão totalmente proibidos por Ele; pois somente Ele é Deus (Ex 20.2,3; Dt 6.4). 5. A Imanência Divina - O significado da imanência é que Deus está presente e ativo dentro de sua criação e dentro da raça humana, mesmo naqueles membros que não crêem Nele ou não Lhe obedecem. Sua influência está em toda à parte. Ele age nos processos naturais e por meio deles. Exemplos: - Ele usou Ciro e chamou de pastor e ungido (Is 44.28; 45.1); -A medicina com canal de atividade divina; -A nação Assíria, usada para punir Israel. 6. A Transcendência Divina - O significado da transcendência é que Deus não é urna mera qualidade da natureza ou da humanidade, ele não é simplesmente o mais elevado dos seres humanos. Ele não é limitado à nossa mera capacidade de compreendê-lo. Sua Santidade e bondade vão muito além, infinitamente além das nossas, e, isso também é verdade em relação a seu conhecimento e poder. Sendo Deus transcendente, Ele é infinitamente mais que qualquer evento natural ou humano. Exemplos: - Deus está acima do homem; - Deus não pode ser definido; - A salvação não é conquista nossa. Textos bíblicos que comprovam a imanência e a transcendência divina (Jr 23.23, 24; At 17.27, 28; Is 6.1-5; Is 55.8, 9). OS NOMES DE DEUS Os nomes eram importantes no Antigo Testamento. Eram frequentemente usados para descrever o caráter ou função de alguma pessoa. O nome de Deus, nas Escrituras, significa mais do que uma combinação de sons representa seu caráter revelado. POR QUE DEUS DEFINIU SEU PRÓPRIO NOME?  Demonstrar que a sua Soberania está acima das outras divindades - os seguidores dos ídolos pagãos davam nomes aos seus deuses; somente Deus definiu seu próprio nome.  Revelar a sua Majestade - Os seguidores pagãos usavam os nomes dos seus deuses como um tipo de propina. No caso de Deus, o seu nome deve ser temido e reverenciado (Ex 20,7; SI 8.1; 48,10; 76.1).  Revelar a sua Onipotência - Os seguidores pagãos tinham autoridade e domínio sobre os seus deuses. Não no caso do Deus da Bíblia, ninguém exerce domínio sobre o seu nome, pois Ele é onipotente.  Tornar-se conhecido de todos - O objetivo de Deus em definir seu próprio nome era tornar o seu nome conhecido entre as nações (Is 24.15; Ml 1.11).  Declarar o seu caráter - Através da revelação do seu nome, Ele apresenta a essência verdadeira do seu caráter. OS NOMES DE DEUS NO ANTIGO TESTAMENTO
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    14 EL - Oforte e poderoso ELOHIM - O Deus criador (Gn 1.1) EL ROI - O Deus que vê (Gn 16.13) EL OLAM - O Deus eterno (Gn 21.33). EL ELYON - O Deus altíssimo (Gn 14.18-22) EL SHADDAI - O Deus todo poderoso (Gn 17.1) EL ELOHE YISRA’EL - Deus, o Deus de Israel ou Poderoso é o Deus de Israel (Gn 33.20). ELOHIM YISH’ENU - Deus nosso Salvador (SI 65.5; 68.19; 79:9). JEOVÁ - O Deus da Aliança ou da Redenção (Ex 3.14) JEOVÁ-ELOHIM - O Deus criador e redentor (Gn 2.4) JEOVÁ-JIREH - O Senhor que provê (Gn 22.8, 14). JEOVA-RAFÁ - O Senhor que sara (Ex 15.26) JEOVA-NISSI - O Senhor é a minha bandeira (Ex 17.15) JEOVÂ-SHALOM - O Senhor é Paz (Jz 6.24) JEOVÁ-RAAH - O Senhor que é pastor (SI 23.1) JEOVA-TSIDKENU - Senhor, justiça nossa (Jr 23.6). JEOVA-SABAOTH - Senhor dos Exércitos (SL 24.10; Zc 4.6) JEOVA-MIKADISKIM - O Senhor que vos santifica (Lv 20.8) JEOVÂ-SHAMAH - O Senhor está ali ou está presente (Ez 48.35) ADONAI — Senhor mestre, dono, governante (Gn 15, 1,2) HÁ TSUR - A Rocha (Dt 32.4) OS NOMES DE DEUS NO NOVO TESTAMENTO 1. TI-IEOS - Deus ( Jo 1.1) 2. KURIOS - Senhor e dono (Lc 2.11). 3. PATER - Pai (Mt 6.9) FIGURAS DE LINGUAGEM TEOLÓGICA ACERCA DE DEUS Antropomorfia - A palavra antropomorfismo vem do grego “antropos” (homem) e “morphe” (forma) e significa a atitude que identifica Deus com os homens. O Arrependimento de Deus (Gn 6.8; Jn 3.10) - O termo arrepender-se, neste caso significa “mudança de atitude” de Deus em decorrência do o arrependimento humano. O Arrependimento de Deus é no sentido de atitude e de suspender uma ação. Deus em forma humana - A Bíblia apresenta descrições de Deus em termos humanos, com características físicas dos homens. É uma atitude divina para que o homem limitado possa entender a realidade e a natureza da divindade. Exemplos de antropomorfia  Cabeça de Deus - Dn 7.9  Rosto de Deus - SI 27.8  As narinas de Deus - SI 18.15  Ouvido de Deus Is 59.11  Boca de Deus - Nm 12.8, Is 34.16.  Mão de Deus - Is 59.1  Braço de Deus - SI 89.2 1  Os pés de Deus - Na 1.3  O Coração de Deus - Gn 6.6  Teofania: Teofania é realmente uma aparição física de Deus geralmente em forma humana. Mas também em outra forma tal como o anjo do senhor (Gn 12.7; 15.7; 17.1; 18.1-8).  Antropopatismo: São as descrições bíblicas da natureza emotiva de Deus em termos
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    15 humanos. Exemplos: 1. Deuspode zangar-se Dt 4.21 2. Deus pode expressar ciúmes Ex 20.5 3. Deus pode alegrar-se Ne 8.10; SI 2.4. OS ATRIBUTOS DE DEUS - Os atributos divinos são qualidades que indicam vários aspectos do seu caráter. ATRIBUTOS NATURAIS DE DEUS - São os atributos relativos aos Ser mesmo de Deus e não comportam nenhuma relação com seres humanos.  A eternidade de Deus - (SI 90.2) - A eternidade de Deus é sem dúvida alguma, um sempiterno presente, ligando o hoje do tempo corno se fosse o amanhã da eternidade. O Deus da Bíblia é o único que é absolutamente eterno, pois sua existência não conhece princípio ou fim. Ele é duma eternidade a outra. É duração sem princípio nem fim, existência sem limites ou dimensões, em qualquer tempo, sem passado ou futuro. Sua eternidade é juventude sem infância ou velhice; vida sem nascimento ou morte. É hoje, sem ontem ou amanhã.  A imutabilidade de Deus - (MI 3.6; Tg 1.17). Imutabilidade significa, para Deus; ‘Aquele que nunca muda”. E, por conseguinte, se entende que ele nunca muda em sua natureza, seus conselhos e seus atributos. Ele é sempre o mesmo em qualquer dimensão. Não pode melhorar! Deus é imutável, tanto em seu ser, como em sua sabedoria, poder, santidade justiça, amor, verdade e retidão. O tempo jamais pudera desgastar a natureza plena de Deus, nem sua bondade e amor. ATRIBUTOS ATIVOS - São atributos intrínsecos à natureza de Deus, mas que também estão relacionados com o Universo.  A Onipotência de Deus - (Gn 17.1; SI 62.35). Esse atributo indica que seu poder é ilimitado, que Ele tem o poder de fazer qualquer coisa que queira (Is 43.13). Ele é o todo-poderoso, tendo a liberdade de realizar qualquer coisa de acordo com a sua natureza e sabedoria (Lc 1.35; Já 42.1,2).  A Onisciência de Deus - (SI 139.1-4). A palavra onisciência deriva de dois termos latinos: “Ommnes”, que significa tudo, e ‘Scientia”, que significa conhecimento. Ambos os termos denotam a infinita sabedoria de Deus e o seu conhecimento acerca de todas as coisas (SI 147.4,5; Hb 4,13).  A Onipresença de Deus - (Jr 23.23, SI 137.7-10; Pv 15.3). A doutrina da onipresença ensina que Deus está presente em todo lugar. Isto não quer dizer que o seu ser não conhece limites; não podendo assim haver limites à sua presença. Deus está em todos os lugares. Isto significa. Contudo, que Deus esteja visivelmente presente, localizado em qualquer lugar como acontece com o homem, isto é corporalmente, pois Deus é um ser Espiritual. Apesar de estar cm todos os lugares. Ele não está em todos os lugares num mesmo sentido, e com o mesmo propósito.  A Soberania de Deus - (Dn 4.35; Ex 15.18). Deus é o governante soberano de toda a criação. Como tal. Ele é poderoso para controlar também a natureza quanto à história, a fim de cumprir seus planos e propósitos. Deus é soberano, mas não é arbitrário. O homem tem liberdade de escolha e vontade, com certas limitações. ATRIBUTOS MORAIS - São atributos inerentes à pessoa de Deus, mas que também estão relacionados com as criaturas morais.  A santidade de Deus - (Lv 11.44, 45; Is 6.3). A Santidade de Deus é seu atributo mais
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    16 elevado e destacado,pois expressa a majestade da sua natureza e caráter moral, mantendo a distinção entre Ele e a criatura. A santidade divina significa a sua absoluta pureza moral, Ele não pode pecar e nem tolerar pecado.  A Veracidade de Deus - (l Sm 15,29; Nm 23.19; Tt 1.2). A doutrina da veracidade apresenta a natureza verdadeira de Deus e o seu zela pela verdade. Deus não pode mentir e nem se compraz com a mentira.  A Fidelidade de Deus - (l Ts 5,24; l Co 1.9). Deus é extremamente fiel e mantém todas as suas promessas em dia, cumprindo-as de acordo com o seu propósito (Jr 1.12).  A Justiça de Deus (Sl 92.15; Gn 18.25). A justiça divina incorpora a idéia de equidade moral, e a iniqüidade é o seu exato oposto. A justiça divina é a execução da retidão: essa pode ser chamada de Santidade judicial.  O Amor de Deus - (I Jo 4.8; 16; Jo 3.16). Amor de Deus se define como aquele atributo divino pelo qual Ele se inclina a buscar os melhores interesses de suas criaturas e a comunicar-se com elas, (a despeito do) sacrifício que nisso está envolvido. O Amor de Deus é um amor sacrificial, onde busca constantemente a restauração da comunhão do homem com Ele.  A Graça de Deus - (Ef 2.7-9; Tt 2.11). A Graça de Deus é a dádiva gratuita da generosidade para com alguém que não tem direito de reclamar. Baseado na Graça Deus vê o homem como indigno e debaixo da sentença da condenação. Assim. Ele oferece o favor imerecido, absolvendo-os da culpa, fazendo carente do perdão divino.  A Misericórdia de Deus - (Lm 3.22; Tt 3.5). A misericórdia divina pode ser definida como a bondade ou amor de Deus para com aqueles que se encontram em estado de miséria espiritual, carecendo de ajuda. A expressão máxima de misericórdia está em Deus enviar Jesus Cristo ao mundo.  A Longanimidade de Deus - (SI 86.15; Ex 34.6). A longanimidade divina se entende por aquela bondade de Deus, em virtude da qual Ele suporta o obstinado e perverso pecador, apesar da sua persistente desobediência. Na sua longanimidade e misericórdia, Deus suporta o pecador em seu estado de pecado, apesar de estar chamando ao arrependimento.