DOR
A dor ocorrequando a lesão tecidual ativa as terminações
nervosas livres (receptores da dor ou nociceptores) dos nervos
periféricos.
Ativação dos Neurônios Nociceptivos.
CLASSIFICAÇÃO DA DOR
•FISIOLÓGICA – Sinal Protetor
• INFLAMATÓRIA – Artrite reumatóide
• NEUROPÁTICA – É mantida mesmo após a retirada
do estímulo (Amputação)
• DISFUNCIONAL – Função anormal do sistema nervoso
(Fibromialgia, Síndrome do intestino irritável)
5.
NOCICEPTORES
• Neurônios sensoriaisprimários de alto limiar.
• Após lesão há despolarização das terminações
nervosas.
• São abundantes na pele e tecidos moles adjacentes,
fáscia muscular, superfícies articulares, paredes
arteriais.
• A maioria dos órgãos internos, como pulmão e tecido
uterino, contém poucos nociceptores.
6.
NOCICEPTORES
• As terminaçõesnervosas periféricas das fibras nociceptoras sensoriais viscerais respondem a
estímulos:
MECÂNICOS
TÉRMICOS – Temperaturas abaixo de 16o C e acima de 42o C
QUÍMICOS – Presença de prótons, ↓pH, ↑ ATP, Cininas
• A dor é transmitida dos nociceptores periféricos à medula, por:
FIBRAS A-β
FIBRAS A-δ (DELTA)
FIBRAS C
7.
DOR
• FIBRAS A-β→ Consistem em fibras de condução rápida
respondem a baixo limiar de estímulos mecânicos (Toque
leve, movimento de pêlos)
8.
DOR
• Fibras A-δ ® São mielínicas e encontradas
principalmente na pele e no músculo. Transmitem
sinais de dor rápidos, agudos e bem localizados.
Respondem a estímulos de frio, calor e mecânicos de
alta intensidade.
• Liberam:
GLUTAMATO
ASPARTATO
9.
DOR
• Fibras C® São amielínicas encontradas no músculo, mesentério, vísceras abdominais e conduzem
o sinal da dor lentamente e causam uma dor mal localizada, difusa ou em queimação.
• Respondem a estímulos mecânicos intensos ou irritantes químicos.
• Liberam:
SOMATOSTATINA
SUBSTÂNCIA P
PEPTÍDIO RELACIONADO COM O GEN DA CALCITONINA (CGRP)
FATOR NEUROTRÓFICO DERIVADO DO CÉREBRO (BDNF)
10.
DOR
VIA INIBITÓRIA DADOR:
• Serotoninérgica
• Noradrenérgica
Assim, o aumento da concentração de NA e 5HT na
sinapse, interrompe ou inibe a transmissão dos impulsos
dos nervos que conduzem sinais de dor para o encéfalo
e a medula.
11.
NEUROTRANSMISSORES
ENVOLVIDOS NA DOR
•Substância P (neurônios)
• Bradicinina (plasma) ® Dor aguda
• Prostaglandinas (células)
• Leucotrienos
• Ach
• Histamina
• ATP
CLASSES E AGENTES
FARMACOLÓGICOS
•AGONISTA DOS RECEPTORES OPIÓIDES
• AINES
• ANTIDEPRESSIVOS TRICÍCLICOS
• ANTICONVULSIVANTE ( BCC)
• ANTAGONISTA DOS RECEPTORES NMDA
• AGONISTAS ADRENÉRGICOS
16.
ANALGÉSICOS OPIÓIDES
Aliviam ador moderada a forte, por meio da inibição
da liberação de substância P nos nervos centrais e
periféricos. Inibe ainda, a produção de prostaglandinas
nos tecidos periféricos
17.
ANALGÉSICOS OPIÓIDES
• Opiáceossão drogas obtidas do ópio (látex da semente
da papoula).
• Promovem efeito analgésico e hipnótico e por isso, estas
drogas são também chamadas de narcóticas.
RECEPTORES OPIÓIDES
• Distribuiçãono SN não é uniforme. São localizados em áreas
relacionadas à dor.
• Localização:
1. córtex cerebral
2. amígdala
3. septo
4. tálamo
5. hipotálamo
6. mesencéfalo
7. medula
20.
RECEPTORES OPIÓIDES
• SUBTIPOS:
mu(μ) ® São responsáveis pela maioria dos efeitos dos opióides.
Analgesia
Depressão do SNC
Depressão respiratória
Sedação
Euforia
Obstipação
Tontura
Dependência física
21.
RECEPTORES OPIÓIDES
• kappa(k) ® Também são responsáveis por :
Analgesia, sedação e diminuição da motilidade GI.
• Delta (d) ® São importantes no sistema endógeno de
analgesia, mas não está claro se há ligação com os
opióides.
• Sigma (s) ® Alucinação (visual e auditiva)
24.
ANALGÉSICOS OPIÓIDES
MORFINA:
• Alcalóidedo ópio que existe na natureza, usada para aliviar
dor aguda ou crônica intensa.
• Protótipo dos agonistas opióides.
• É administrada pelas vias oral ou parenteral.
• Usada em casos de dor aguda e relacionada com o câncer e
nos últimos anos na dor crônica e de outras etiologias.
25.
MORFINA
FARMACOCINÉTICA
• A absorçãoapós administração oral é utilizada no tratamento da
dor crônica, mas há efeito significativo de primeira passagem.
• Morfina liga-se fracamente às proteínas plasmáticas
• É metabolizada no fígado e conjugada ao glicuronídeo.
• O metabólito, morfina-6-glicuronídeo é mais potente.
26.
MORFINA
• Excreção renal.
•Pacientes idosos ou com insuficiência hepática ou renal
devem ter cautela na sua administração.
27.
CODEÍNA
• É umalcalóide do ópio natural, usada para efeitos
analgésicos e antitussígenos.
• Produz efeitos mais leves que a morfina, com menor
tendência a abuso e dependência.
• Sofre desmetilação pela 2D6 em morfina.
28.
ANALGÉSICOS OPIÓIDES
FENILEPTILAMINAS (METADONA)
•Longa duração sendo usada em pacientes com câncer terminal
FENILPIPERIDINAS
FENTANIL
• Ação curta, sendo de 75 a 100 vezes mais potente que a
morfina.
29.
ANALGÉSICOS OPIÓIDES
MEPERIDINA
• Capacidadeanalgésica semelhante a da morfina
• É biotransformada a NORMEPERIDINA, metabólito tóxico que pode
causar convulsão.
OXICODONA E HIDROCODONA
• Componentes semi-sintéticos
30.
TRAMADOL
• É umaanalgésico oral, sintético, de ação central para
alívio da dor moderada a intensa.
• Usado em casos de dor nas costas, fibromialgia,
osteoartrite e dor neuropática.
• Tem baixo potencial de produzir tolerância e abuso,
podendo ser usado a longo prazo.
31.
TRAMADOL
• Seu mecanismode ação é ainda obscuro, mas
parece atuar a nível de receptores dos opióides e
inibir a recaptação de noradrenalina e serotoniana
no encéfalo.
• Pode ser encontrado puro ou associado ao
paracetamol.
• Efeitos adversos Sonolência
Náusea
Constipação
Prurido
32.
ANTAGONISTAS OPIÓIDES
NALTREXONA, NALOXONA
•Revertem ou bloqueiam a aalgesia, a depressão
respiratória e outros efeitos nfisiológicos dos agonistas
opióides.
• Uso clínico: Aliviar a depressão do SNC e respiratória
dos opióides.
Tratamento da dependência de opióides e
do álcool.