ZONAS LUMINOSAS E ZONAS OPACAS Professor: Rosemildo Lima
CARACTERÍSTICAS POLÍTICO-ECONÔMICAS DAS REGIÕES PERIFÉRICAS  AMÉRICA-LATINA
DIVISÃO FÍSICA DA AMÉRICA Levando-se em consideração os aspectos físicos o continente Americano pode ser dividido em: AMÉRICA DO NORTE AMÉRICA CENTRAL AMÉRICA DO SUL
DIVISÃO HISTÓRICO-CULTURAL DA AMÉRICA O SENTIDO DA COLONIZAÇÃO DIVIDIU O CONTINENTE AMERICA EM DUAS PORÇÕES DISTINTAS: América Anglo-Saxônica e América Latina AMERICA ANGLO-SAXÔNICA COLÔNIA DE POVOAMENTO (INGLESES) ESTADOS UNIDOS E CANADÁ PAÍSES DESENVOLVIDOS
AMÉRICA LATINA TODOS OS PAÍSES ABAIXO DOS ESTADOS UNIDOS PAÍSES SUBDESENVOLVIDOS AMÉRICA LATINA COLÔNIAS DE EXPLORAÇÃO (ESPANHÓIS E PORTUGUESES)
AMÉRICA LATINA AMERICA ANGLO-SAXÔNICA
 
 
 
 
 
 
Podemos afirmar que a existência de uma “identidade” latino-americana pode ser atribuída mais às experiências negativas vivenciadas pelas sociedades relacionadas à pobreza, à opressão, às ditaduras militares, às desigualdades sociais, etc.  Ou seja, se há uma “identidade” que aproxima as nações na América Latina, esta é uma “identidade dos problemas” e das situações que têm enfrentado ao longo da história. América Latina é a região geográfica marcada pela colonização de exploração colonial, apresentando um papel periférico no capitalismo internacional e onde as disparidades sociais e econômicas são elevadas. ASPECTOS GERAIS DA AMÉRICA LATINA
O PAPEL DA AMÉRICA LATINA NO MUNDO  O PERÍODO MERCANTIL: –  imposição de valores culturais, políticos, econômicos e de organização espacial pelas metrópoles ibéricas, desestruturando o espaço pré-existente (ex: Maias, Astecas, Tupis, etc.); –  implantação de um modelo de desenvolvimento primário-exportador controlado a partir de cidades litorâneas ligadas diretamente às metrópoles colonialistas; –  organização do espaço rural baseado no binômio latifúndio (monocultura de exportação) /minifúndio (produção complementar e subsistência). Essa estrutura agrária garantiu a posse da terra e restringiu o seu acesso à população nativa.
O PERÍODO INDUSTRIAL –  processo de independência das colônias influenciado pelos ideais iluministas; –  transferência da esfera de influência ibérica para a esfera de influência da Inglaterra. –  mudanças nas relações de trabalho, com um estímulo maior ao trabalho livre (assalariado), importante para a constituição de um mercado consumidor; –  estímulo à imigração de mão-de-obra estrangeira por alguns países, como ocorreu no Brasil em meados do século XIX (produção do café, ocupação territorial, “política de embranquecimento”, etc.); –  reforço do modelo agroexportador; –  especialização espacial da produção; –  início do processo de industrialização de alguns países (final do séc. XIX) baseado na importação de bens de capital (máquinas e equipamentos) e na produção de bens de consumo imediato (têxteis, alimentos, bebidas, etc.).
 
ECONOMIA MUNDIALIZADA   a construção da hegemonia dos EUA sobre a América Latina.  o projeto geopolítico tem seu início em 1823 com a Doutrina Monroe;  1904 com a política do Big Stick (o “direito” dos EUA de intervir em países da América Latina) e consolida-se com as intervenções diretas e indiretas no contexto da Guerra Fria. Os EUA consideram a América Latina como uma extensão do seu território e como um espaço estratégico para garantir a sua segurança interna. Durante as décadas de 1960 e 1970, os EUA procuraram conter os movimentos sociais e suas reivindicações disseminando a ideologia do anticomunismo, com o total apoio dos governos ditatoriais instalados na região sob a proteção norte-americana.
A expansão da economia dos EUA e o crescimento de sua influência na América Latina  Implantação de filiais de transnacionais organizadas sob a forma de grandes complexos comercial-industrial-financeiro, aproveitando-se das vantagens locacionais oferecidas pelos Estados latino-americanos; Intensas pressões para que os países da região realizassem uma maior abertura à entrada de capitais estrangeiros a partir da década de 1950; Propagação da ideologia desenvolvimentista:
A AMÉRICA LATINA E A GLOBALIZAÇÃO É importante destacar os seguintes aspectos dessa inserção latino-americana na nova ordem mundial: –  ao mesmo tempo em que os EUA pedem maior liberdade comercial e é fechado o acordo do NAFTA, ressurge um movimento político social (nativista) antiimperialismo no México em 1993: a guerrilha zapatista de Chiapas, resgatando as bandeiras de eqüidade econômica, soberania política e justiça social da Revolução Mexicana do início do século XX. –  a inserção promovida pelo mercado provoca, dentre outras conseqüências, a dissolução do Estado providência. –  a mudança do papel do Estado através da aplicação das políticas neoliberais a partir dos anos 1980/90. o discurso do “Estado mínimo” .
A AMÉRICA LATINA E A GLOBALIZAÇÃO –  o crescimento dos bolsões de pobreza e das “áreas de exclusão”, parcelas do território onde o Estado não é mais capaz de controlar (ex: Cali, Medellín, favelas do Rio de Janeiro, etc.). –  ampliação da chamada “economia informal”. –  A organização de blocos econômicos regionais, como o Mercosul, é uma resposta a ampliação da competição da América Latina com outras regiões e blocos de países. É importante destacar que a amplitude supranacional dos blocos econômicos favorece as economias mais internacionalizadas, pois a orientação política está direcionada para o mercado externo e não para o mercado interno de cada Estado-Nação.
A QUESTÃO DO NARCOTRÁFICO   Os países da América Andina, entre os quais, a Colômbia, Peru e Bolívia, são mundialmente conhecidos pela intensa produção e tráfico de drogas, sobretudo a cocaína.
 
“ A cocaína é a bomba atômica da América latina” Pode-se perceber que a questão do narcotráfico na região está associada aos seguintes fatores: As condições de abandono dos pequenos produtores, reduzidos às piores terras, nos altiplanos andinos e sem o apoio do Estado, são facilmente cooptados pelos narcotraficantes para a produção de folha de coca (no Peru e Bolívia são 200 mil/ha plantados).  A miséria que assola às grandes cidades, principalmente na Colômbia, onde o narcotráfico criou verdadeiro Estado paralelo, em cidades como Cali e Medelin, recrutando a população mais pobre para o tráfico de drogas e para formas as milícias particulares dos cartéis. A corrupção, que foi bastante difundida, na época das ditaduras militares, pois, sem a democracia, várias pessoas dos altos escalões do Estado se envolveram no narcotráfico, principalmente na Colômbia, considerado o maior produtor de pasta de cocaína.
A participação de movimentos guerrilheiros, que sem o apoio externo, com o esgotamento do bloco socialista, se associaram aos narcotraficantes, a exemplo do grupo “Sendero luminoso”, no Peru. “O passar do tempo trouxe uma reavaliação. A cocaína não é inofensiva e a América Latina começou a sofrer com seus problemas de abuso das drogas em meados dos anos 80. Os países latinos descobriram que o tráfico de cocaína poderia destruir de forma assustadora boa. A existência de “paraísos fiscais”, ou seja, países com sistemas bancários abertos para onde flui grande parte dos narcodólares pertencentes aos grandes cartéis. Esses países dificultam o combate ao crime organizado já que o patrimônio dos traficantes fica protegido das autoridades. As condições naturais dos países que se sobressaem na produção de narcóticos. A Colômbia, Peru e Bolívia têm grande parte de seus territórios dentro da chamada Pan-Amazônia, que devido a sua grandiosidade e dificuldade de acesso, acabou se tornando um dos principais territórios dos traficantes.
Conseqüências do narcotráfico : Aumento da instabilidade política devido ao enfraquecimento das instituições pelo fortalecimento dos grupos narcotraficantes, como ocorreu na Colômbia durante a década de 80. O grande volume de capital que sai dos países sem um controle fiscal põe em xeque a soberania do Estado na circulação de capitais. A degeneração social e o aumento das despesas do Estado na prevenção, no combate e no tratamento dos usuários. A subordinação da sociedade aos circuitos ilegais, tanto pela coação quanto pela “colaboração”.
 
 
 
 
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=788
 

América latina def

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    ZONAS LUMINOSAS EZONAS OPACAS Professor: Rosemildo Lima
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    CARACTERÍSTICAS POLÍTICO-ECONÔMICAS DASREGIÕES PERIFÉRICAS AMÉRICA-LATINA
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    DIVISÃO FÍSICA DAAMÉRICA Levando-se em consideração os aspectos físicos o continente Americano pode ser dividido em: AMÉRICA DO NORTE AMÉRICA CENTRAL AMÉRICA DO SUL
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    DIVISÃO HISTÓRICO-CULTURAL DAAMÉRICA O SENTIDO DA COLONIZAÇÃO DIVIDIU O CONTINENTE AMERICA EM DUAS PORÇÕES DISTINTAS: América Anglo-Saxônica e América Latina AMERICA ANGLO-SAXÔNICA COLÔNIA DE POVOAMENTO (INGLESES) ESTADOS UNIDOS E CANADÁ PAÍSES DESENVOLVIDOS
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    AMÉRICA LATINA TODOSOS PAÍSES ABAIXO DOS ESTADOS UNIDOS PAÍSES SUBDESENVOLVIDOS AMÉRICA LATINA COLÔNIAS DE EXPLORAÇÃO (ESPANHÓIS E PORTUGUESES)
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    AMÉRICA LATINA AMERICAANGLO-SAXÔNICA
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    Podemos afirmar quea existência de uma “identidade” latino-americana pode ser atribuída mais às experiências negativas vivenciadas pelas sociedades relacionadas à pobreza, à opressão, às ditaduras militares, às desigualdades sociais, etc. Ou seja, se há uma “identidade” que aproxima as nações na América Latina, esta é uma “identidade dos problemas” e das situações que têm enfrentado ao longo da história. América Latina é a região geográfica marcada pela colonização de exploração colonial, apresentando um papel periférico no capitalismo internacional e onde as disparidades sociais e econômicas são elevadas. ASPECTOS GERAIS DA AMÉRICA LATINA
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    O PAPEL DAAMÉRICA LATINA NO MUNDO O PERÍODO MERCANTIL: – imposição de valores culturais, políticos, econômicos e de organização espacial pelas metrópoles ibéricas, desestruturando o espaço pré-existente (ex: Maias, Astecas, Tupis, etc.); – implantação de um modelo de desenvolvimento primário-exportador controlado a partir de cidades litorâneas ligadas diretamente às metrópoles colonialistas; – organização do espaço rural baseado no binômio latifúndio (monocultura de exportação) /minifúndio (produção complementar e subsistência). Essa estrutura agrária garantiu a posse da terra e restringiu o seu acesso à população nativa.
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    O PERÍODO INDUSTRIAL– processo de independência das colônias influenciado pelos ideais iluministas; – transferência da esfera de influência ibérica para a esfera de influência da Inglaterra. – mudanças nas relações de trabalho, com um estímulo maior ao trabalho livre (assalariado), importante para a constituição de um mercado consumidor; – estímulo à imigração de mão-de-obra estrangeira por alguns países, como ocorreu no Brasil em meados do século XIX (produção do café, ocupação territorial, “política de embranquecimento”, etc.); – reforço do modelo agroexportador; – especialização espacial da produção; – início do processo de industrialização de alguns países (final do séc. XIX) baseado na importação de bens de capital (máquinas e equipamentos) e na produção de bens de consumo imediato (têxteis, alimentos, bebidas, etc.).
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    ECONOMIA MUNDIALIZADA a construção da hegemonia dos EUA sobre a América Latina. o projeto geopolítico tem seu início em 1823 com a Doutrina Monroe; 1904 com a política do Big Stick (o “direito” dos EUA de intervir em países da América Latina) e consolida-se com as intervenções diretas e indiretas no contexto da Guerra Fria. Os EUA consideram a América Latina como uma extensão do seu território e como um espaço estratégico para garantir a sua segurança interna. Durante as décadas de 1960 e 1970, os EUA procuraram conter os movimentos sociais e suas reivindicações disseminando a ideologia do anticomunismo, com o total apoio dos governos ditatoriais instalados na região sob a proteção norte-americana.
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    A expansão daeconomia dos EUA e o crescimento de sua influência na América Latina Implantação de filiais de transnacionais organizadas sob a forma de grandes complexos comercial-industrial-financeiro, aproveitando-se das vantagens locacionais oferecidas pelos Estados latino-americanos; Intensas pressões para que os países da região realizassem uma maior abertura à entrada de capitais estrangeiros a partir da década de 1950; Propagação da ideologia desenvolvimentista:
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    A AMÉRICA LATINAE A GLOBALIZAÇÃO É importante destacar os seguintes aspectos dessa inserção latino-americana na nova ordem mundial: – ao mesmo tempo em que os EUA pedem maior liberdade comercial e é fechado o acordo do NAFTA, ressurge um movimento político social (nativista) antiimperialismo no México em 1993: a guerrilha zapatista de Chiapas, resgatando as bandeiras de eqüidade econômica, soberania política e justiça social da Revolução Mexicana do início do século XX. – a inserção promovida pelo mercado provoca, dentre outras conseqüências, a dissolução do Estado providência. – a mudança do papel do Estado através da aplicação das políticas neoliberais a partir dos anos 1980/90. o discurso do “Estado mínimo” .
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    A AMÉRICA LATINAE A GLOBALIZAÇÃO – o crescimento dos bolsões de pobreza e das “áreas de exclusão”, parcelas do território onde o Estado não é mais capaz de controlar (ex: Cali, Medellín, favelas do Rio de Janeiro, etc.). – ampliação da chamada “economia informal”. – A organização de blocos econômicos regionais, como o Mercosul, é uma resposta a ampliação da competição da América Latina com outras regiões e blocos de países. É importante destacar que a amplitude supranacional dos blocos econômicos favorece as economias mais internacionalizadas, pois a orientação política está direcionada para o mercado externo e não para o mercado interno de cada Estado-Nação.
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    A QUESTÃO DONARCOTRÁFICO Os países da América Andina, entre os quais, a Colômbia, Peru e Bolívia, são mundialmente conhecidos pela intensa produção e tráfico de drogas, sobretudo a cocaína.
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    “ A cocaínaé a bomba atômica da América latina” Pode-se perceber que a questão do narcotráfico na região está associada aos seguintes fatores: As condições de abandono dos pequenos produtores, reduzidos às piores terras, nos altiplanos andinos e sem o apoio do Estado, são facilmente cooptados pelos narcotraficantes para a produção de folha de coca (no Peru e Bolívia são 200 mil/ha plantados). A miséria que assola às grandes cidades, principalmente na Colômbia, onde o narcotráfico criou verdadeiro Estado paralelo, em cidades como Cali e Medelin, recrutando a população mais pobre para o tráfico de drogas e para formas as milícias particulares dos cartéis. A corrupção, que foi bastante difundida, na época das ditaduras militares, pois, sem a democracia, várias pessoas dos altos escalões do Estado se envolveram no narcotráfico, principalmente na Colômbia, considerado o maior produtor de pasta de cocaína.
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    A participação demovimentos guerrilheiros, que sem o apoio externo, com o esgotamento do bloco socialista, se associaram aos narcotraficantes, a exemplo do grupo “Sendero luminoso”, no Peru. “O passar do tempo trouxe uma reavaliação. A cocaína não é inofensiva e a América Latina começou a sofrer com seus problemas de abuso das drogas em meados dos anos 80. Os países latinos descobriram que o tráfico de cocaína poderia destruir de forma assustadora boa. A existência de “paraísos fiscais”, ou seja, países com sistemas bancários abertos para onde flui grande parte dos narcodólares pertencentes aos grandes cartéis. Esses países dificultam o combate ao crime organizado já que o patrimônio dos traficantes fica protegido das autoridades. As condições naturais dos países que se sobressaem na produção de narcóticos. A Colômbia, Peru e Bolívia têm grande parte de seus territórios dentro da chamada Pan-Amazônia, que devido a sua grandiosidade e dificuldade de acesso, acabou se tornando um dos principais territórios dos traficantes.
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    Conseqüências do narcotráfico: Aumento da instabilidade política devido ao enfraquecimento das instituições pelo fortalecimento dos grupos narcotraficantes, como ocorreu na Colômbia durante a década de 80. O grande volume de capital que sai dos países sem um controle fiscal põe em xeque a soberania do Estado na circulação de capitais. A degeneração social e o aumento das despesas do Estado na prevenção, no combate e no tratamento dos usuários. A subordinação da sociedade aos circuitos ilegais, tanto pela coação quanto pela “colaboração”.
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