1
ESPAÇOS CONFINADOS
Paula Scardino
Coordenadora Nacional da Norma ABNT
NBR 14787, publicada em Dezembro de 2001;
Membro da Comissão Tripartite da NR-33
ESPAÇOS CONFINADOS
Paula Scardino
Coordenadora Nacional da Norma ABNT
NBR 14787, publicada em Dezembro de 2001;
Membro da Comissão Tripartite da NR-33
Cel: (11) 9267-3526
email: paulascardino@uol.com.br
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2
...qualquer área não
projetada para ocupação
contínua;
Espaço Confinado
(Definição)
... a qual tem meios
limitados de entrada e
saída;
...na qual a ventilação existente é insuficiente
para remover contaminantes perigosos e/ou
deficiência/ enriquecimento de oxigênio que possam
existir ou se desenvolverem.
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3
Área Classificada:
Área na qual uma atmosfera explosiva
de gás está presente ou na qual é
provável sua ocorrência a ponto de exigir
precauções especiais para construção,
instalação e utilização de equipamento
elétrico.
Espaço Confinado
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4
Zonas
Áreas perigosas são classificadas de
acordo com a probabilidade do perigo.
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Definição de Zonas
Classificação
IEC
Área onde é pouco provável ocorrer uma
mistura explosiva condições normais de
operação e se ocorrer será por um curto
período.
Ex.: Válvulas, flanges e acessórios de
tubulação para líquidos ou gases inflamáveis
Zona 2 (gases)
Área onde é provável ocorrer uma mistura
explosiva em operação normal.
Ex.: sala de peneira de lamas,sala de tanques
de lama, mesa rotativa, respiro de tanques de
processo.
Zona 1 (gases)
Área onde uma mistura explosiva ar/gás está
continuamente ou presente por longos
períodos
Ex.: Interior de Vaso separador, superfície de
líquido inflamável em tanques
Zona 0 (gases)
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6
Um equipamento é intrinsecamente seguro quando não é
capaz de liberar energia elétrica (faísca) ou térmica
suficiente para, em condições normais (isto é, abrindo ou
fechando o circuito) ou anormais (por exemplo, curto-
circuito ou falta à terra), causar a ignição de uma dada
atmosfera explosiva, conforme expresso no certificado de
conformidade do equipamento.
Equipamento Intrinsecamente
Seguro (Ex-i):
R L
C
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7
Equipamento à Prova de
Explosão (Ex d):
É todo equipamento que está
encerrado em um invólucro
capaz de suportar a
pressão de explosão
interna e não permitir que
essa explosão se propague
para o meio externo.
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8
Riscos Atmosféricos:
Condição em que a atmosfera,
em um espaço confinado, possa
oferecer riscos ao local e expor
os trabalhadores ao perigo de
morte, incapacitação, restrição
da habilidade para auto–resgate,
lesão ou doença aguda causada
por uma ou mais das seguintes
causas:
Espaço Confinado
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Gás/Vapor ou névoa inflamável em
concentrações superiores a 10% do seu Limite
Inferior de Inflamabilidade LII ou Lower
Explosive Limit LEL;
Gás/Vapor ou Névoa Inflamável
L.I.I.
10%
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10
Atmosfera de risco:
(Poeiras Combustíveis)
Poeira combustível viável em uma
concentração que se encontre ou exceda o
Limite Inferior de Inflamabilidade LII ou
Lower Explosive Limit LEL);
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11
Faixa Rica
Faixa Ideal
Faixa Pobre
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13
Curva de Correlação de gases
inflamáveis
0%
50%
100%
150%
200%
250%
300%
10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
Metano
Acetileno
Hidrogenio
n-Hexano
LIE
LIE
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Cada substância inflamável possui um L.I.I. % de
Volume
O detector de gás inflamável deve ser calibrado com
um gás padrão, que será a referência do mesmo
em % de volume;
Quando um detector for calibrado com gás metano,
LII = 5,0% VOL (por ex.), e, encontrar com uma
atmosfera com gás Hexano, LII = 1,2% VOL, a
leitura de 40% do LII será, na verdade, de 109%
do LII;
Identificação dos Inflamáveis para medidas
corretas –
Cuidado!!!
Detector de gás:
quantifica uma
atmosfera inflamável.
Cromatógrafo:
qualifica qual gás
inflamável está
presente.
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15
è Devido à densidade dos gases.
CH4 = 0,55
CO = 0,97
Ar = 1,00
H2S = 1,19
Gasolina = 3,40
Medição em diferentes níveis de
altura
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16
Riscos Atmosféricos:
Deficiência ou Excesso de Oxigênio
O2 normal na atmosfera: 20,9% VOL
Concentração de oxigênio atmosférico abaixo de
19,5 % ou acima de 23 % em volume;
IPVS = < 12,5% Volume ao nível do mar.
>23% Aumento da inflamabilidade dos materiais
20.9% Nivel normal de oxígenio no ar
19.5% Nivel mínimo de oxígenio para uma entrada segura.
10-11% A respiração se acelera e falta de coordenação,
incremento da pulsação, euforia e dor de cabeça.
6-10% Nauseas e vômitos, dificuldade de movimentos, perda
de conhecimento, falhas mentais, rosto palido e labios azuis.
<6% A respiração cessa, seguindo de parada respiratória e a
Morte em minutos.
O2
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17
Consumo:
Ocorre tanto na combustão, quando o O2 do ar reage com o
material combustível (incêndios, por ex.), como na oxidação de
metais.
O2
Causas da deficiência de oxigênio
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18
Diluição:
Dá-se a diluição quando gases inertes são utilizados na
inertização de tanques ou de equipamentos que vão sofrer
manutenção.
Nitrogênio, Argônio, Hélio, etc.......
O2
Causas da deficiência de oxigênio
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19
Hiperoxia:
Efeitos:
1; vaso dilatação cerebral (risco de edema)
2; riscos no pulmão: bronco displasia (inflamação e
espessamento)
3; aumento de radicais livres de oxigênio no sangue, e como
conseqüência: lesão no Sistema Nervoso Central, o que por
sua vez pode piorar o descrito no item 1.
Respirar excesso de Oxigênio)
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20
A concentração atmosférica de qualquer substância cujo Limite
de Tolerância seja publicado na NR-15 do MTE ou
em recomendação mais restritiva (ACGIH) e que possa resultar
na exposição do trabalhador acima desse Limite de Tolerância;
Comparar LT’s da NR-15 e ACGIH e adotar o mais
restritivo.
ACGIH: American Conference of Governmental Industrial Hygienists
Atmosfera de risco:
(Atmosferas Tóxica e IPVS)
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21
É absorvido pelo pulmão até 100 vezes mais rápido que o
Oxigênio.
IPVS = 1200 ppm
Limite de Tolerância (BRA) = 39 ppm;
TLV(EUA) = 25 ppm
Efeitos da Asfixia Bioquímica pelo
Monóxido de Carbono (CO)
CO x Tempo:
Ligeira dor de cabeça, desconforto (200ppm x 3hs)
Dor de cabeça, desconforto (600ppm x 1 h)
Confusão, dor de cabeça (1000 a 2.000 ppm x 2 hs)
Tendência a cambalear (1.000 a 2.000 ppm x 1,5 hs)
Palpitação leve (1.000 a 2.000 ppm x 30 minutos);
Inconsciência (2.000 a 5.000 ppm);
Fatal (10.000 ppm).
Limites de
inflamabilidade no
ar:
Limite Superior: 75 %
Limite Inferior: 12 %
CO
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22
N2 (78%)
O2 (20,9%)
O2 (19,9%)
Atenção !
… Não pode ser medido com oxímetro.
CO CO2 Asfixiante
Simples
MONÓXIDO DE CARBONO (CO)
CO (1% = 10.000 ppm)
1%
E.C. ficará com 19,9% de VOL e com
presença de 10.000 ppm de CO,
concentração esta, fatal para o ser
humano;
E.C. com 20,9% VOL de Oxigênio;
Recebe 1% de VOL de CO;
O Oxímetro alarma com 19,5% de VOL
para baixa concentração.
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23
LT = 8ppm
TLV= 10ppm
IPVS =100 ppm
H2S x Tempo
Nenhum (8 ppm x 8 hs)
Irritação moderada nos olhos e garganta (50 a 100 ppm x 1 h)
Forte irritação (200 a 300 ppm x 1 h)
Inconsciência e morte por paralisia respiratória (500 a 700 ppm x 1,5 h)
Inconsciência e morte por paralisia respiratória (>1000 ppm x minutos).
Efeitos da Asfixia Bioquímica pelo
Gás Sulfídrico (H2S)
Considerado um dos piores agentes ambientais
agressivos ao ser humano. Em concentrações
médias, inibe o olfato.
Gás Sulfídrico, H2S ou Sulfeto de Hidrogênio
H2S
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24
Condições ambientais que devem permitir
a entrada em um espaço confinado onde
haja critérios técnicos de proteção
para riscos atmosféricos, físicos, químicos,
biológicos, ergonômicos e/ou mecânicos
que garantam a segurança dos
trabalhadores.
Espaço Confinado
(Condição de Entrada)
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Bactérias, fungos, esgoto,
tratamento de efluentes, processos
de limpeza pela ação de solventes
ou produzidos pela reação química;
O contato com a pele, mucosas e vias
respiratórias podem causar desde
irritação até intoxicações
generalizadas.
Espaço Confinado
(Riscos Biológicos)
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recomendadas vacinas contra: tétano,
hepatite A e B, vacina anti-gripal e, se
necessário contra febre amarela e febre
tifóide (esgoto subterrâneo).
Várias infecções de pele podem ser
causadas pelo contato com matéria
orgânica infectada de microorganismo –
todas evitáveis com o uso de
equipamentos de proteção adequados.
Espaço Confinado
(...riscos biológicos)
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27
Condição em que uma substância sólida
ou líquida, finamente dividida e flutuante
na atmosfera, possa envolver uma pessoa e no
processo de inalação, possa causar
inconsciência ou morte por asfixia.
Engolfamento/Envolvimento:
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28
A permissão de entrada que documenta a conformidade das
condições locais e autoriza a entrada em cada espaço confinado,
conforme apresentado no anexo A, deve identificar:
a)espaço confinado a ser adentrado;
b)objetivo da entrada;
c)data e duração da autorização da permissão de entrada;
d)trabalhadores autorizados a entrar num espaço confinado, que
devem ser relacionados e identificados pelo nome e pela função que irão
desempenhar;
e) assinatura e identificação do supervisor que autorizou a entrada;
f)riscos do espaço confinado a ser adentrado;
g)medidas usadas para isolar o espaço confinado e para eliminar ou
controlar os riscos do espaço confinado antes da entrada.
Permissão de Entrada e
Trabalho PET
Nota:
A permissão de entrada é
válida somente para uma
entrada.
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29
Pessoa com capacitação e
responsabilidade pela determinação se
as condições de entrada são aceitáveis e
estão presentes numa permissão de
entrada, como determina esta Norma.
Espaço Confinado
(Supervisor de Entrada)
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30
Profissional com capacitação que
recebe autorização do empregador,
ou seu representante com habilitação
legal, para entrar em um espaço
confinado permitido.
Espaço Confinado
(Trabalhador Autorizado)
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31
Trabalhador que se posiciona fora
do espaço confinado e monitora
os trabalhadores autorizados,
realizando todos os deveres
definidos no programa para entrada
em espaços confinados.
Espaço Confinado
(Vigia)
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32
São solidariamente responsáveis pelo
cumprimento da NBR 14787 os
contratantes e contratados.
Todo espaço confinado deve ser
adequadamente sinalizado, identificado e
isolado para evitar que pessoas não
autorizadas adentrem a estes locais.
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33
Em casos de trabalho em atmosfera
IPVS ou potencialmente capaz
de atingir níveis de atmosfera
IPVS, os trabalhadores deverão estar
treinados e utilizar EPI’s
(equipamentos de proteção
individual) que garantam sua saúde e
integridade física.
Espaço Confinado
Que serviço vamos
executar ????
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34
Os trabalhos de solda, cortes a quente, tratamento
térmico, funcionamento de motores a
combustão no interior de espaços confinados,
pode criar atmosferas de alto risco ou perigosas. A
deficiência de oxigênio é causada pelo seu consumo, nas
reações de combustão ou nos processos de oxidação, ou
ainda deslocado pelos produtos de combustão. Os gases
tóxicos, como o CO, são produzidos pela incompleta
combustão. Outros gases podem ser produzidos pelo
material aquecido; cádmio, por exemplo,
vapores de mercúrio,
chumbo e outros metais pesados.
Espaço Confinado
(Atividades Agravantes)
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35
definição de espaço confinado;
•riscos de espaço confinado;
•identificação de espaço confinado;
•avaliação de riscos;
•controle de riscos;
•calibração e/ou teste de resposta de instrumentos utilizados;
•certificado do uso correto de equipamentos utilizados;
•simulação;
•resgate;
•primeiros-socorros;
•ficha de permissão.
Capacitação:
Definida por público alvo: supervisor de
entrada, vigia e trabalhador autorizado.
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36
O reinício dos trabalhos, após uma
paralisação, em função de anormalidades que
coloquem em risco a segurança do trabalho,
deverá ser precedido de uma
reavaliação geral por todos os envolvidos,
das condições ambientais de forma a garantir
a segurança das atividades e dos seus
executantes.
Reinício dos Trabalhos / Pausa
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37
A saída de um espaço confinado deve ser processada
imediatamente se:
o vigia e/ou o supervisor de entrada ordenarem abandono;
o trabalhador reconhecer algum sinal de perigo, risco ou
sintoma de exposição a uma situação perigosa;
um alarme de abandono for ativado.
Espaço Confinado
(Abandono de local)
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38
Bibliografia
• NBR 14787 da ABNT
• Manual de Instalações Elétricas em Indústrias Químicas,
Petroquímicas e de Petróleo - Atmosferas Explosivas
Autor: Engº Dácio de Miranda Jordão - 3ª Edição
Editora Qualitymark - Tel.: 21-3860- 8422
www.qualitymark.com.br
• Manual de Proteção Respiratória
Autores: Maurício Torloni e Antonio Vladimir Vieira
site: www.abho.com.br
• TLV´s e BEIs – Limites de Exposição para substâncias
químicas, agentes físicos – site: www.abho.com.br
• Limites de tolerância atualizados, fichas técnicas de
substâncias: www.cetesb.sp.gov.br – emergências químicas
– manual de produtos químicos perigosos.
• Cf: Rene Mendes em "Patologia do Trabalho 1995
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ABNT - NBR - 14787.pdf

  • 1.
    1 ESPAÇOS CONFINADOS Paula Scardino CoordenadoraNacional da Norma ABNT NBR 14787, publicada em Dezembro de 2001; Membro da Comissão Tripartite da NR-33 ESPAÇOS CONFINADOS Paula Scardino Coordenadora Nacional da Norma ABNT NBR 14787, publicada em Dezembro de 2001; Membro da Comissão Tripartite da NR-33 Cel: (11) 9267-3526 email: paulascardino@uol.com.br PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 2.
    2 ...qualquer área não projetadapara ocupação contínua; Espaço Confinado (Definição) ... a qual tem meios limitados de entrada e saída; ...na qual a ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes perigosos e/ou deficiência/ enriquecimento de oxigênio que possam existir ou se desenvolverem. PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 3.
    3 Área Classificada: Área naqual uma atmosfera explosiva de gás está presente ou na qual é provável sua ocorrência a ponto de exigir precauções especiais para construção, instalação e utilização de equipamento elétrico. Espaço Confinado PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 4.
    4 Zonas Áreas perigosas sãoclassificadas de acordo com a probabilidade do perigo. PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 5.
    5 Definição de Zonas Classificação IEC Áreaonde é pouco provável ocorrer uma mistura explosiva condições normais de operação e se ocorrer será por um curto período. Ex.: Válvulas, flanges e acessórios de tubulação para líquidos ou gases inflamáveis Zona 2 (gases) Área onde é provável ocorrer uma mistura explosiva em operação normal. Ex.: sala de peneira de lamas,sala de tanques de lama, mesa rotativa, respiro de tanques de processo. Zona 1 (gases) Área onde uma mistura explosiva ar/gás está continuamente ou presente por longos períodos Ex.: Interior de Vaso separador, superfície de líquido inflamável em tanques Zona 0 (gases) PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 6.
    6 Um equipamento éintrinsecamente seguro quando não é capaz de liberar energia elétrica (faísca) ou térmica suficiente para, em condições normais (isto é, abrindo ou fechando o circuito) ou anormais (por exemplo, curto- circuito ou falta à terra), causar a ignição de uma dada atmosfera explosiva, conforme expresso no certificado de conformidade do equipamento. Equipamento Intrinsecamente Seguro (Ex-i): R L C PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 7.
    7 Equipamento à Provade Explosão (Ex d): É todo equipamento que está encerrado em um invólucro capaz de suportar a pressão de explosão interna e não permitir que essa explosão se propague para o meio externo. PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 8.
    8 Riscos Atmosféricos: Condição emque a atmosfera, em um espaço confinado, possa oferecer riscos ao local e expor os trabalhadores ao perigo de morte, incapacitação, restrição da habilidade para auto–resgate, lesão ou doença aguda causada por uma ou mais das seguintes causas: Espaço Confinado PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 9.
    9 Gás/Vapor ou névoainflamável em concentrações superiores a 10% do seu Limite Inferior de Inflamabilidade LII ou Lower Explosive Limit LEL; Gás/Vapor ou Névoa Inflamável L.I.I. 10% PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 10.
    10 Atmosfera de risco: (PoeirasCombustíveis) Poeira combustível viável em uma concentração que se encontre ou exceda o Limite Inferior de Inflamabilidade LII ou Lower Explosive Limit LEL); PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 11.
    11 Faixa Rica Faixa Ideal FaixaPobre PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 12.
    12 PDF Creator -PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 13.
    13 Curva de Correlaçãode gases inflamáveis 0% 50% 100% 150% 200% 250% 300% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Metano Acetileno Hidrogenio n-Hexano LIE LIE PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 14.
    14 Cada substância inflamávelpossui um L.I.I. % de Volume O detector de gás inflamável deve ser calibrado com um gás padrão, que será a referência do mesmo em % de volume; Quando um detector for calibrado com gás metano, LII = 5,0% VOL (por ex.), e, encontrar com uma atmosfera com gás Hexano, LII = 1,2% VOL, a leitura de 40% do LII será, na verdade, de 109% do LII; Identificação dos Inflamáveis para medidas corretas – Cuidado!!! Detector de gás: quantifica uma atmosfera inflamável. Cromatógrafo: qualifica qual gás inflamável está presente. PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 15.
    15 è Devido àdensidade dos gases. CH4 = 0,55 CO = 0,97 Ar = 1,00 H2S = 1,19 Gasolina = 3,40 Medição em diferentes níveis de altura PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 16.
    16 Riscos Atmosféricos: Deficiência ouExcesso de Oxigênio O2 normal na atmosfera: 20,9% VOL Concentração de oxigênio atmosférico abaixo de 19,5 % ou acima de 23 % em volume; IPVS = < 12,5% Volume ao nível do mar. >23% Aumento da inflamabilidade dos materiais 20.9% Nivel normal de oxígenio no ar 19.5% Nivel mínimo de oxígenio para uma entrada segura. 10-11% A respiração se acelera e falta de coordenação, incremento da pulsação, euforia e dor de cabeça. 6-10% Nauseas e vômitos, dificuldade de movimentos, perda de conhecimento, falhas mentais, rosto palido e labios azuis. <6% A respiração cessa, seguindo de parada respiratória e a Morte em minutos. O2 PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 17.
    17 Consumo: Ocorre tanto nacombustão, quando o O2 do ar reage com o material combustível (incêndios, por ex.), como na oxidação de metais. O2 Causas da deficiência de oxigênio PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 18.
    18 Diluição: Dá-se a diluiçãoquando gases inertes são utilizados na inertização de tanques ou de equipamentos que vão sofrer manutenção. Nitrogênio, Argônio, Hélio, etc....... O2 Causas da deficiência de oxigênio PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 19.
    19 Hiperoxia: Efeitos: 1; vaso dilataçãocerebral (risco de edema) 2; riscos no pulmão: bronco displasia (inflamação e espessamento) 3; aumento de radicais livres de oxigênio no sangue, e como conseqüência: lesão no Sistema Nervoso Central, o que por sua vez pode piorar o descrito no item 1. Respirar excesso de Oxigênio) PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 20.
    20 A concentração atmosféricade qualquer substância cujo Limite de Tolerância seja publicado na NR-15 do MTE ou em recomendação mais restritiva (ACGIH) e que possa resultar na exposição do trabalhador acima desse Limite de Tolerância; Comparar LT’s da NR-15 e ACGIH e adotar o mais restritivo. ACGIH: American Conference of Governmental Industrial Hygienists Atmosfera de risco: (Atmosferas Tóxica e IPVS) PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 21.
    21 É absorvido pelopulmão até 100 vezes mais rápido que o Oxigênio. IPVS = 1200 ppm Limite de Tolerância (BRA) = 39 ppm; TLV(EUA) = 25 ppm Efeitos da Asfixia Bioquímica pelo Monóxido de Carbono (CO) CO x Tempo: Ligeira dor de cabeça, desconforto (200ppm x 3hs) Dor de cabeça, desconforto (600ppm x 1 h) Confusão, dor de cabeça (1000 a 2.000 ppm x 2 hs) Tendência a cambalear (1.000 a 2.000 ppm x 1,5 hs) Palpitação leve (1.000 a 2.000 ppm x 30 minutos); Inconsciência (2.000 a 5.000 ppm); Fatal (10.000 ppm). Limites de inflamabilidade no ar: Limite Superior: 75 % Limite Inferior: 12 % CO PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 22.
    22 N2 (78%) O2 (20,9%) O2(19,9%) Atenção ! … Não pode ser medido com oxímetro. CO CO2 Asfixiante Simples MONÓXIDO DE CARBONO (CO) CO (1% = 10.000 ppm) 1% E.C. ficará com 19,9% de VOL e com presença de 10.000 ppm de CO, concentração esta, fatal para o ser humano; E.C. com 20,9% VOL de Oxigênio; Recebe 1% de VOL de CO; O Oxímetro alarma com 19,5% de VOL para baixa concentração. PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 23.
    23 LT = 8ppm TLV=10ppm IPVS =100 ppm H2S x Tempo Nenhum (8 ppm x 8 hs) Irritação moderada nos olhos e garganta (50 a 100 ppm x 1 h) Forte irritação (200 a 300 ppm x 1 h) Inconsciência e morte por paralisia respiratória (500 a 700 ppm x 1,5 h) Inconsciência e morte por paralisia respiratória (>1000 ppm x minutos). Efeitos da Asfixia Bioquímica pelo Gás Sulfídrico (H2S) Considerado um dos piores agentes ambientais agressivos ao ser humano. Em concentrações médias, inibe o olfato. Gás Sulfídrico, H2S ou Sulfeto de Hidrogênio H2S PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 24.
    24 Condições ambientais quedevem permitir a entrada em um espaço confinado onde haja critérios técnicos de proteção para riscos atmosféricos, físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e/ou mecânicos que garantam a segurança dos trabalhadores. Espaço Confinado (Condição de Entrada) PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 25.
    Bactérias, fungos, esgoto, tratamentode efluentes, processos de limpeza pela ação de solventes ou produzidos pela reação química; O contato com a pele, mucosas e vias respiratórias podem causar desde irritação até intoxicações generalizadas. Espaço Confinado (Riscos Biológicos) PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 26.
    recomendadas vacinas contra:tétano, hepatite A e B, vacina anti-gripal e, se necessário contra febre amarela e febre tifóide (esgoto subterrâneo). Várias infecções de pele podem ser causadas pelo contato com matéria orgânica infectada de microorganismo – todas evitáveis com o uso de equipamentos de proteção adequados. Espaço Confinado (...riscos biológicos) PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 27.
    27 Condição em queuma substância sólida ou líquida, finamente dividida e flutuante na atmosfera, possa envolver uma pessoa e no processo de inalação, possa causar inconsciência ou morte por asfixia. Engolfamento/Envolvimento: PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 28.
    28 A permissão deentrada que documenta a conformidade das condições locais e autoriza a entrada em cada espaço confinado, conforme apresentado no anexo A, deve identificar: a)espaço confinado a ser adentrado; b)objetivo da entrada; c)data e duração da autorização da permissão de entrada; d)trabalhadores autorizados a entrar num espaço confinado, que devem ser relacionados e identificados pelo nome e pela função que irão desempenhar; e) assinatura e identificação do supervisor que autorizou a entrada; f)riscos do espaço confinado a ser adentrado; g)medidas usadas para isolar o espaço confinado e para eliminar ou controlar os riscos do espaço confinado antes da entrada. Permissão de Entrada e Trabalho PET Nota: A permissão de entrada é válida somente para uma entrada. PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 29.
    29 Pessoa com capacitaçãoe responsabilidade pela determinação se as condições de entrada são aceitáveis e estão presentes numa permissão de entrada, como determina esta Norma. Espaço Confinado (Supervisor de Entrada) PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 30.
    30 Profissional com capacitaçãoque recebe autorização do empregador, ou seu representante com habilitação legal, para entrar em um espaço confinado permitido. Espaço Confinado (Trabalhador Autorizado) PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 31.
    31 Trabalhador que seposiciona fora do espaço confinado e monitora os trabalhadores autorizados, realizando todos os deveres definidos no programa para entrada em espaços confinados. Espaço Confinado (Vigia) PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 32.
    32 São solidariamente responsáveispelo cumprimento da NBR 14787 os contratantes e contratados. Todo espaço confinado deve ser adequadamente sinalizado, identificado e isolado para evitar que pessoas não autorizadas adentrem a estes locais. PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 33.
    33 Em casos detrabalho em atmosfera IPVS ou potencialmente capaz de atingir níveis de atmosfera IPVS, os trabalhadores deverão estar treinados e utilizar EPI’s (equipamentos de proteção individual) que garantam sua saúde e integridade física. Espaço Confinado Que serviço vamos executar ???? PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 34.
    34 Os trabalhos desolda, cortes a quente, tratamento térmico, funcionamento de motores a combustão no interior de espaços confinados, pode criar atmosferas de alto risco ou perigosas. A deficiência de oxigênio é causada pelo seu consumo, nas reações de combustão ou nos processos de oxidação, ou ainda deslocado pelos produtos de combustão. Os gases tóxicos, como o CO, são produzidos pela incompleta combustão. Outros gases podem ser produzidos pelo material aquecido; cádmio, por exemplo, vapores de mercúrio, chumbo e outros metais pesados. Espaço Confinado (Atividades Agravantes) PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 35.
    35 definição de espaçoconfinado; •riscos de espaço confinado; •identificação de espaço confinado; •avaliação de riscos; •controle de riscos; •calibração e/ou teste de resposta de instrumentos utilizados; •certificado do uso correto de equipamentos utilizados; •simulação; •resgate; •primeiros-socorros; •ficha de permissão. Capacitação: Definida por público alvo: supervisor de entrada, vigia e trabalhador autorizado. PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 36.
    36 O reinício dostrabalhos, após uma paralisação, em função de anormalidades que coloquem em risco a segurança do trabalho, deverá ser precedido de uma reavaliação geral por todos os envolvidos, das condições ambientais de forma a garantir a segurança das atividades e dos seus executantes. Reinício dos Trabalhos / Pausa PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 37.
    37 A saída deum espaço confinado deve ser processada imediatamente se: o vigia e/ou o supervisor de entrada ordenarem abandono; o trabalhador reconhecer algum sinal de perigo, risco ou sintoma de exposição a uma situação perigosa; um alarme de abandono for ativado. Espaço Confinado (Abandono de local) PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
  • 38.
    38 Bibliografia • NBR 14787da ABNT • Manual de Instalações Elétricas em Indústrias Químicas, Petroquímicas e de Petróleo - Atmosferas Explosivas Autor: Engº Dácio de Miranda Jordão - 3ª Edição Editora Qualitymark - Tel.: 21-3860- 8422 www.qualitymark.com.br • Manual de Proteção Respiratória Autores: Maurício Torloni e Antonio Vladimir Vieira site: www.abho.com.br • TLV´s e BEIs – Limites de Exposição para substâncias químicas, agentes físicos – site: www.abho.com.br • Limites de tolerância atualizados, fichas técnicas de substâncias: www.cetesb.sp.gov.br – emergências químicas – manual de produtos químicos perigosos. • Cf: Rene Mendes em "Patologia do Trabalho 1995 PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com