MENINA DE SAL
Uma história de Carl Rogers,
adaptada por Maria da Graça Ferreira da Rocha
Era uma vez uma menina de sal.
Após peregrinar por terras áridas, descobriu o mar e não conseguiu compreendê-lo!
Perguntou ao mar: - Quem és tu?
E o mar respondeu: - Sou o mar.
- Mas o que é o mar?
E o mar respondeu: - O mar sou eu!
- Não entendo - disse a menina de sal - mas gostaria muito de entender. Como faço?
O mar respondeu-lhe: - Encosta-te a mim.
Então, a menina de sal, timidamente, encostou a ponta dos dedos do pé no mar!
Sentiu que estava a começar a entender, mas também verificou que tinha acabado de perder o
pé, dissolvido na água e perguntou: - Mar, o que estás a fazer?
E o mar respondeu: - Eu dei-te um pouco de mim e tu deste-me um pouco de ti. Para entender
tudo, é necessário dar tudo.
Ansiosa pelo conhecimento mas também com medo, a menina de sal começou a entrar no
mar. Quanto mais entrava, mais se dissolvia e mais compreendia a enormidade do mar e da
natureza… mas ainda faltava alguma coisa!
- Afinal, o que é o mar?
Então foi coberta por uma onda.
No seu último momento de consciência individual, antes de diluir-se, de dissolver-se
completamente na água, a menina de sal ainda conseguiu dizer:
- O mar… o mar sou eu!
E desapareceu.
FIM
”Ser empático é ver o mundo com os olhos do outro
e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele”.

A menina de sal.pptx

  • 1.
    MENINA DE SAL Umahistória de Carl Rogers, adaptada por Maria da Graça Ferreira da Rocha
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    Era uma vezuma menina de sal. Após peregrinar por terras áridas, descobriu o mar e não conseguiu compreendê-lo!
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    Perguntou ao mar:- Quem és tu? E o mar respondeu: - Sou o mar. - Mas o que é o mar? E o mar respondeu: - O mar sou eu!
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    - Não entendo- disse a menina de sal - mas gostaria muito de entender. Como faço? O mar respondeu-lhe: - Encosta-te a mim. Então, a menina de sal, timidamente, encostou a ponta dos dedos do pé no mar!
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    Sentiu que estavaa começar a entender, mas também verificou que tinha acabado de perder o pé, dissolvido na água e perguntou: - Mar, o que estás a fazer? E o mar respondeu: - Eu dei-te um pouco de mim e tu deste-me um pouco de ti. Para entender tudo, é necessário dar tudo.
  • 6.
    Ansiosa pelo conhecimentomas também com medo, a menina de sal começou a entrar no mar. Quanto mais entrava, mais se dissolvia e mais compreendia a enormidade do mar e da natureza… mas ainda faltava alguma coisa! - Afinal, o que é o mar?
  • 7.
    Então foi cobertapor uma onda.
  • 8.
    No seu últimomomento de consciência individual, antes de diluir-se, de dissolver-se completamente na água, a menina de sal ainda conseguiu dizer: - O mar… o mar sou eu! E desapareceu.
  • 9.
  • 10.
    ”Ser empático éver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele”.