OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
>Analisar o papel da comunicação na educação em saúde.
> Identificar formas de comunicação eficazes para a educação em saúde.
> Elaborar um plano de ações de comunicação em saúde.
Introdução
Aeducaçãoemsaúdeécaracterizadacomoumprocessoconstante,ininterrupto
e sistemático voltado para a autonomia do usuário em prol da promoção da
saúde e da prevenção de doenças, incitando a consciência crítica e as soluções
coletivas para os problemas de saúde da população (BRASIL, 2006). Nesse
sentido, destaca-se que uma comunicação eficaz por parte dos trabalhadores
da saúde e entendível aos usuários torna-se de extrema importância, tendo
em vista a efetivação de práticas de educação em saúde nos mais variados
ambientes da sociedade.
A identificação de formas de comunicação eficazes para a educação em
saúde por parte dos trabalhadores é de suma importância para a efetivação da
promoção da saúde e a prevenção de doenças. Assim, talvez um dos maiores
desafios para os trabalhadores da saúde seja superar os limites da educação
meramente informativa (OLIVEIRA, 2009).
Neste capítulo, você estudará o papel e as formas de comunicação efica-
zes para a educação em saúde. Além disso, conhecerá um plano de ações de
comunicação em saúde.
A comunicação na
educação em saúde
Camila Pinno
2.
O papel dacomunicação na educação
em saúde
Inicialmente, para compreender como ocorre o papel da comunicação na
educação em saúde, é necessário o esclarecimento de alguns conceitos —
informação, educação e comunicação —, a fim de entender como estes se
aplicam na prática.
Com relação à informação, ressalta-se que consta na Constituição Federal,
art. 5º– Inciso XIV que, “[...] é assegurado a todos o acesso à informação e
resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional
[...]”; ou seja, é de responsabilidade do governo e do Estado manter um pro-
cesso informativo e comunicativo aos seus cidadãos, e é direito da população
receber informações (BRASIL, 2000).
A informação é definida como dados comunicados ou fatos conhecidos
acerca de algo ou alguém, tudo o que pode ser ou é apreendido, assimilado
ou armazenado pela percepção e pela mente humana (FERREIRA, 2008). Com
relação à educação, Freire (2013) define ser um processo de aprendizado em
que não se pode ter uma mera transmissão de conhecimento, mas que é
preciso tentar fazer o educando criar seu próprio conhecimento em relação
àquela informação, a partir da sua realidade e seu contexto de vida. A comu-
nicação, por sua vez, é definida como um processo de emissão/transmissão
e recepção de mensagens por meio de metodologias, técnicas e tecnologias.
Visando ao bom entendimento por parte das pessoas, a comunicação pode
ser uma habilidade de conversar, trocar e discutir ideias (FERREIRA, 2008).
A partir dos conceitos de informação, educação e comunicação, percebe-
-se que estes estão intrinsecamente ligados aos processos de trabalhos dos
trabalhadores da área da saúde. São utilizados diariamente para efetivar as
ações de orientar pacientes, conversar entre os profissionais, cuidar e esta-
belecer condutas, tanto no ambiente hospitalar quanto na atenção básica, lar
de idosos, empresas, indústrias. Nesse sentido, destaca-se que a comunicação
efetiva pode ser um desafio para os profissionais, tendo em vista um enten-
dimento adequado e eficaz ao usuário/paciente, à comunidade, aos grupos
— à população em geral que recebe o atendimento desses trabalhadores.
Destaca-se que o tema da comunicação na saúde vem sendo abordado
no Brasil pelo Ministério da Saúde (BRASIL, 2001) por meio da Política de
Informação, Educação e Comunicação (IEC), a qual deve:
A comunicação na educação em saúde
12
3.
„ promover avisibilidade das ações e dos serviços do Sistema Único de
Saúde (SUS);
„ promover o fortalecimento do controle social e da cidadania, tendo
em vista a melhoria da qualidade da humanização dos serviços e das
ações de saúde;
„ promover o acesso de pessoas em vulnerabilidade social e discrimi-
nadas aos serviços e insumos de saúde;
„ garantir a apropriação por parte da população de todas as informa-
ções necessárias para a caracterização da situação demográfica e
socioeconômica;
„ estar voltada para a promoção da saúde, sob responsabilidade dos
três governos, abranger a prevenção de doenças, a proteção da vida,
a assistência curativa e a reabilitação e a educação para a saúde,
utilizando pedagogia crítica, que leve o usuário a ter conhecimento
também de seus direitos.
A partir desse contexto, e destacando que a educação em saúde se encontra
na Política de Informação, Educação e Comunicação, ressalta-se que a comu-
nicação tem papel extremamente importante nas práticas e nos processos de
educação em saúde, principalmente para a efetivação da promoção da saúde
e a prevenção de doenças. O papel da comunicação na educação em saúde
necessita estar focado em uma comunicação mais aberta entre profissionais
de saúde e usuários, proporcionando maior qualidade nos relacionamentos e,
consequentemente, na adesão ao cuidado (MIRANDA; MAZZO; PEREIRA JUNIOR,
2018). Além disso, cabe reconhecer as necessidades e especificidades das
diferentes comunidades no Brasil, tendo em vista a diversidade da população
brasileira (SANTOS; RAMOS; ASSIS, 2019).
Formas de comunicação eficazes
para a educação em saúde
A partir desse contexto, identificam-se várias técnicas, atividades, metodolo-
gias, práticas, processos que, por meio da comunicação, podem ser eficazes
para a efetivação da educação em saúde. Portanto, tendo em vista a huma-
nização da assistência em saúde, a comunicação pode ser considerada uma
tecnologia fundamental para os profissionais da saúde, seja está direcionada
ao paciente/usuário ou à equipe de saúde (CARVALHO; MONTENEGRO, 2012).
A comunicação na educação em saúde 13
4.
A comunicação éextremamente importante para o entendimento das
informações passadas ao paciente/usuário, e essas informações podem ser
realizadas das mais diversas formas para qualificar e facilitar a mensagem
proposta, sempre considerando a necessidade e a realidade de cada cidadão.
Diversos são os meios de comunicar-se na educação em saúde — mídia
televisiva e escrita, rádio, os próprios serviços de saúde, igrejas, entidades,
como sindicatos, e a utilização da internet. Além disso, destacam-se as formas
verbal e não verbal, visto que: “[...] para estar se comunicando “com” alguém
e não “para” alguém e, assim, obter a efetividade no processo, é essencial
aprender a interpretar as comunicações silenciosas para que elas sejam tão
claras quanto as faladas e impressas” (BROCA; FERREIRA, 2014, p. 698).
Em relação à comunicação verbal, a referência são os sons das palavras
emitidas, a linguagem e a escrita. Já a comunicação não verbal está relacionada
a qualquer outro signo que não a língua falada ou escrita (BROCA; FERREIRA,
2014). Os profissionais da área da saúde precisam estar preparados para atuar
com os dois tipos de comunicação (verbal e não verbal) para que as informa-
ções transmitidas aos cidadãos sejam entendíveis e tenham efetividade na
qualidade de vida destes.
Surge, nesse contexto, o imperativo de políticas públicas que, de fato,
propiciem a inclusão de pessoas com algum tipo de deficiência nos serviços
de saúde. No entanto, destaca-se que não são somente as pessoas com de-
ficiência que necessitam de recursos de comunicação que sejam entendíveis,
mas sim toda a população, de modo a respeitar as suas particularidades e
permitir, portanto, um tratamento igualitário a todos os cidadãos (BRITO;
LAVAREDA, 2015).
Sendo assim, tem-se os seguintes exemplos de comunicação não verbal:
posturas corporais diante do outro (cinésica e gestos); singularidades so-
máticas naturais ou superficiais; as manifestações de comportamento não
entendidas por palavras, e sim expostas por expressões faciais; pelas orien-
tações do corpo, pela organização dos objetos no espaço e pelas distâncias
nas relações interpessoais com a outra pessoa (BROCA; FERREIRA, 2014). Além
disso, tem-se a possibilidade de transmissão de informações por meio da
Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), desenhos, mímica, figuras, entre outros.
A comunicação na educação em saúde
14
5.
É de extremaimportância que os próprios profissionais da saúde
estejam preparados para a comunicação de más notícias. Assim,
exemplifica-se o desenvolvimento de uma ação educativa realizada com médicos
residentes em Belém do Pará, Brasil: realizou-se uma oficina teórico-prática de
comunicação de má notícia. Os resultados demonstraram, após a participação na
oficina, melhora na percepção dos residentes quanto à prática de comunicação
de notícia difícil e às atitudes relacionadas ao interesse pela aprendizagem de
comunicação (DIAS et al., 2018).
No exemplo citado, os participantes da pesquisa foram médicos residentes
da Clínica Médica; contudo, salienta-se que essas ações educativas (oficinas,
palestras, encontros) podem ser desenvolvidas com os diferentes profissionais
da saúde: enfermeiro, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, nutricionista,
fonoaudiólogo, assistente social, técnico em enfermagem, técnico em labora-
tório, isto é, todos os trabalhadores envolvidos de alguma forma no cuidado
dispensado ao paciente/usuário.
Nesse sentido, percebe-se que, durante a formação dos profissionais da
área da saúde, a habilidade de comunicação e estratégias de educação em
saúde efetivas precisam ser abordadas no decorrer desse processo.
Plano de ações de comunicação em saúde
Nesta parte do capítulo, exemplificar-se-á um plano de ações de comunicação
em saúde. Para que essas atividades tenham efetividade e resolutividade
na qualidade de vida, na promoção da saúde e na prevenção de doenças
da população adscrita, de acordo com uma estratégia de saúde da família,
os trabalhadores e gestores necessitam estar articulados e cintes dessa
organização (CAMPOS; FARIA; SANTOS, 2010).
Para a organização desse plano, utilizou-se o material proposto por Cam-
pos, Faria e Santos (2010) para a Especialização em Saúde da Família – Projeto
ÀGORA. Salienta-se que os nomes e lugares utilizados no decorrer do Plano
são todos fictícios. Empregou-se o método de estimativa rápida. Esse método
refere-se a um curto período de tempo para a coleta e a análise dos problemas
e de recursos potenciais para o seu enfrentamento. O objetivo desse método
é: “[...] envolver a população na identificação das suas necessidades e pro-
blemas e também os atores sociais – autoridades municipais, organizações
governamentais e não governamentais, etc. – que controlam recursos para o
enfrentamento dos problemas” (CAMPOS; FARIA; SANTOS, 2010, p. 36).
A comunicação na educação em saúde 15
6.
Os autores propõema realização de planos de ação por meio de dez passos
(CAMPOS; FARIA; SANTOS, 2010):
1. definição do problema;
2. priorização dos problemas;
3. descrição do problema;
4. explicação do problema;
5. escolha dos nós críticos;
6. desenho das operações para o enfrentamento dos nós críticos;
7. recursos críticos;
8. viabilidade;
9. plano operativo;
10. gestão do plano.
O plano de comunicação em saúde descrito a seguir foi aplicado em um
município de pequeno porte, denominado Chapadão do Norte, com cobertura
de 100% de Estratégia de Saúde da Família (ESF), número de habitantes:
10.000; ESF1: Barão do Triunfo; ESF2: Simpatia; e ESF3: Felicidade. Decidiu-se
aplicar esse plano após uma reunião realizada com os coordenadores da ESF,
o prefeito da cidade e o Secretário Municipal de Saúde, os quais delegaram
que a profissional de referência do plano seria a enfermeira Doralice, que já
havia trabalhado nas três ESFs (CAMPOS; FARIA; SANTOS, 2010).
1. Definição do problema
Os problemas foram identificados durante a fase de planejamento e diag-
nóstico situacional, que ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas
com a população adscrita das ESFs: análise de documentos (prontuários,
evoluções, atas de reuniões dos trabalhadores); conversas com os profissionais
das unidades; observações diretas; e dois encontros com as equipes para a
realização de oficinas e a discussão dos problemas. Alguns dos problemas
que surgiram foram: elevado número de pacientes apresentando hipertensão
arterial sistêmica (HAS) e insuficiência de gestores, coordenadores e tra-
balhadores preparados e aderidos a um projeto de comunicação em saúde
baseado na promoção da saúde, na prevenção de doenças e na qualidade
de vida da população.
A comunicação na educação em saúde
16
7.
2. Priorização dosproblemas
Uma maneira de priorização dos problemas é por meio da organização de
uma planilha com os principais problemas, atribuindo valor “alto, médio,
baixo” para a importância do problema, distribuindo pontos conforme a
urgência, definindo se a capacidade de resolução do problema está “dentro,
fora ou parcialmente dentro” por parte da equipe de saúde e classificando
os problemas conforme a prioridade.
O Quadro 1 exemplifica os problemas selecionados e a sua priorização.
Quadro 1. Classificação das prioridades dos problemas do município de
Chapadão do Norte (ESF1, ESF2, ESF3)
Principais problemas Importância Urgência*
Capacidade de
enfrentamento
Seleção
Insuficiência
de gestores,
coordenadores
e trabalhadores
preparados e aderidos
a um projeto de
comunicação em
saúde
Alta 11 Dentro 1
HAS Alta 9 Parcial 2
*Total de pontos distribuídos: 20.
Fonte: Adaptado de Campos et al. (2010).
3. Descrição do problema
Na descrição do problema, deve-se enunciá-lo da forma mais completa pos-
sível. Por exemplo, identificou-se, por meio dos registros da equipe, que
havia 200 usuários cadastrados que apresentavam HAS; 119 confirmados e 81
controlados. Além disso, durante as observações realizadas às equipes e as
conversas com a população adscrita, identificou-se que alguns profissionais
possuíam dificuldades comunicar-se com os usuários, em momentos de orien-
tações sobre algum cuidado, principalmente ao não considerar a realidade
efetiva e o contexto de vida daquele sujeito.
A comunicação na educação em saúde 17
8.
4. Explicação doproblema
A HAS constitui uma importante causa de mortalidade e morbidade cardio-
vascular no Brasil e no mundo; constitui-se de um grave problema de saúde
pública (SILVA et al., 2010). Existem vários fatores de risco que levam à HAS:
cigarro, estresse, sedentarismo, consumo abusivo de álcool, histórico familiar,
alimentação (dieta rica em sal). Foi decidido que a prioridade são os usuários
que apresentam HAS, então precisou-se atentar para as complicações que
estes poderiam desenvolver: infarto agudo do miocárdio (IAM), alteração da
visão, doença renal crônica (DRC), acidente vascular cerebral (AVC).
Para que a comunicação em saúde seja efetiva, precisa estar intrínseca
ao processo de trabalho dos profissionais das ESFs, que precisam estar em
sintonia com a realidade do contexto da população e estar “todos falando a
mesma língua”, por isso faz-se necessário organização e planejamento para
que a comunicação em saúde impacte positivamente na vida dos cidadãos.
5. Seleção dos nós críticos
O “nó crítico” traz uma ideia de ponto em que a equipe de saúde pode intervir,
ou seja, dentro do espaço de governabilidade. O nó é caracterizado como sendo
a causa do problema. As causas evitáveis da HAS, na população adscrita, são:
estilos e hábitos de vida; já na insuficiência de gestores, coordenadores e
trabalhadores preparados e aderidos a um projeto de comunicação em saúde
pode-se citar comunicação deficiente na educação em saúde e ausência de
informações que sejam compreendidas pela população.
6. Desenho das operações
Neste ponto do plano, são organizadas as ações, os resultados e os recursos
necessários para resolver os “nós críticos” (ver Quadro 2).
A comunicação na educação em saúde
18
9.
Quadro 2. Desenhodas operações para enfrentamento dos nós críticos
Nó crítico
Operação/
projeto
Resultados
esperados
Produtos
esperados
Recursos
necessários
Estilos e
hábitos de
vida
Segura
pressão
Adequação da
oferta de consultas
de enfermagem e
médica, conforme a
demanda, educação
em saúde com
grupos (idosos,
mulheres, homens,
adolescentes),
educação em saúde
nas escolas
Maior
conhecimento
das pessoas em
como prevenir e
controlar a HAS
Equipe da
ESF, folders,
panfletos;
nutricio-
nistas,
educadores
físicos,
assistente
social,
secretaria
de esportes
Comunicação
deficiente
na educação
em saúde,
ausência de
informações
que sejam
compreen-
didas pela
população
Trabalho
comunica
Trabalhadores da
ESF empoderados
em como agir
no processo de
educação em saúde
Educação
permanente em
saúde: oficinas,
diálogos,
encontros,
dinâmicas,
fantoches, teatros
(em todos eles,
realizou-se
exemplos de
comunicação
ineficiente com a
população, para
problematizar a
temática)
Equipe da
ESF, prefeito
e secretário
da saúde
Fonte: Adaptado de Campos et al. (2010).
7. Identificação dos recursos críticos
O Quadro 3, a seguir, apresenta uma relação entre a operação e os recursos
críticos.
A comunicação na educação em saúde 19
10.
Quadro 3. Recursoscríticos
Operação Recurso crítico
Segura
pressão
Mudanças de hábitos de vida da população
Trabalho
comunica
„ Aceitação por parte da equipe.
„ Organização das agendas.
„ Apoio governamental.
„ Comunicação deficiente na educação em saúde, ausência
de informações que sejam compreendidas pela população.
Fonte: Adaptado de Campos et al. (2010).
8. Análise e viabilidade do plano
O Quadro 4, a seguir, apresenta uma relação dos fatores que são necessários
à viabilidade do plano de ação.
Quadro 4. Viabilidade do plano de ação
Projeto
Recursos
críticos
Ator que
controla
Motivação Ação estratégica
Segura
pressão
Financeiro:
para aquisição
de academias
ao ar livre
Prefeito e
secretário
da saúde
Indiferente Não é necessária
Trabalho
comunica
Articulação
entre as ESF
Secretário
da saúde,
coordena-
dores das
ESF
Favorável Promover atividades
coletivas entre as
ESFs, conversas de fim
de trabalho, palestras,
capacitações
Fonte: Adaptado de Campos et al. (2010).
9. Elaboração do plano operativo
O Quadro 5, a seguir, apresenta o plano de ação para a realização das ações
no ESF2 no Vale do Guaíba, Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
A comunicação na educação em saúde
20
11.
Quadro 5. Planode ação para a realização das ações no ESF2 – VALE DO
GUAÍBA – Porto Alegre/RS – Brasil
Opera-
ções
Resultados
esperados
Produtos
Ações
estratégicas
Responsável Prazo
Segura
pressão
Adequação
da oferta de
consultas de
enfermagem
e médica,
conforme a
demanda
Avaliação
dos níveis
de infor-
mação da
população
sobre os
HAS
Caminhada
dirigida, grupos
de HAS.
Enfermeira
e médico da
ESF, ACS.
7 meses
Trabalho
comunica
Trabalhado-
res da ESF
empoderados
em como agir
no processo
de educação
em saúde
Oficinas Oficinas de edu-
cação em saúde,
conversas de
apresentações
de outras ESF e
organização dos
processos de
trabalho
Toda a
equipe
da ESF
3 meses
Fonte: Adaptado de Campos et al. (2010).
10. Gestão do plano
O Quadro 6, a seguir, apresenta o acompanhamento da operação segura
pressão.
Quadro 6. Acompanhamento das operações
Produto Responsável Prazo
Situação
atual
Justifi-
cativa
Novo prazo
Oficinas Enfª. Carine 7
meses
Em
andamento
Mantido
(7 meses)
Fonte: Adaptado de Campos et al. (2010).
Portanto, a partir da análise do papel e das formas eficazes de comunicação
na educação em saúde, percebe-se que as políticas ministeriais, os gover-
nantes, as chefias de saúde e os profissionais precisam estar articulados e
A comunicação na educação em saúde 21
12.
organizados com relaçãoaos mesmos objetivos e às intervenções realizadas
em educação em saúde. Por fim, a efetivação da comunicação em saúde pode
ser considerada uma provação aos trabalhadores, tendo em vista a qualidade
de vida da população atendida.
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