A fermosura destafresca serra
Trabalho realizado por Elisa Andrade e Leonor Brito
Nº: 8 e 13
Turma: 10º A
Disciplina de Português
2.
ÍNDICE
• Leitura dopoema
• Estrutura interna
• Estrutura externa
• Resolver as questões do manual
• Mini atividade
3.
POEMA
A fermosura destafresca serra,
e a sombra dos verdes castanheiros,
o manso caminhar destes ribeiros,
donde toda a tristeza se desterra;
o rouco som do mar, a estranha terra,
o esconder do sol pelos outeiros,
o recolher dos gados derradeiros,
das nuvens pelo ar a branda guerra;
enfim, tudo o que a rara natureza
com tanta variedade nos oferece,
me está (se não te vejo) magoando.
Sem ti, tudo me enoja e me aborrece;
sem ti, perpetuamente estou passando
nas mores alegrias, mor tristeza.
Tema e Assunto
Tema:- natureza
- é a saudade que Camões sente pela mulher amada, através da
natureza e pretende transmitir que sem amor a vida não tem interesse e que ele
não é capaz de viver sem essa mulher.
Assunto: - O assunto central do poema é a tristeza e a melancolia causada
pela ausência da pessoa amada, contrastando com a beleza natural que cerca o
sujeito poético.
- Mesmo as mais belas paisagens perdem seu encanto e tornam-se
motivo de tristeza quando o ser amado não está presente.
6.
O soneto divide-seem duas partes lógicas, sendo que a palavra “enfim” caracteriza essa mudança.
• Na primeira parte (as duas quadras)
acontece a descrição da natureza que
circunda o sujeito lírico, descreve-se uma
natureza harmoniosa, propícia ao amor.
• Existe uma visão objetiva da natureza,
descreve-se um ambiente verdejante,
fresco, aprazível, capaz de trazer felicidade
e alegria a quem nele se inserir.
• Essa parte do texto é constituida por uma
descrição que, basicamente, se estrutura
numa enumeração de elementos que
constituem a paisagem
A fermosura desta fresca serra,
e a sombra dos verdes castanheiros,
o manso caminhar destes ribeiros,
donde toda a tristeza se desterra;
o rouco som do mar, a estranha
terra,
o esconder do sol pelos outeiros,
o recolher dos gados derradeiros,
das nuvens pelo ar a branda guerra;
7.
Continuação
• Na segundaparte acontece a total irrelevância da
harmonia natural quando a mulher amada não está
presente.
• O sujeito poético tem um estado de espírito
caracterizado pelo desgosto, dor ,sofrimento estado
de abandono, devido à ausência da mulher amada,
que recusa tudo que o está rodeando.
• A infelicidade e a tristeza não o deixam ver as coisas
mais perfeitas da natureza. Incapaz de afastar a
tristeza, vê a natureza com os olhos da alma.
• Essa parte do texto constitui uma síntese de tudo o
que falou sobre a natureza anteriomente (conclui-se
que a natureza é “rara” e dotada de grande
“variedade”) e, além disso, o poeta introduz um novo
elemento, o “tu”, que vem juntar-se à natureza na
terceira pessoa até então dominante. E a presença
desse elemento assume papel decisivo na visão da
paisagem, ou seja, na ausência da amada tudo o
“enoja” e “aborrece”.
enfim, tudo o que a rara natureza
com tanta variedade nos oferece,
me está (se não te vejo) magoando.
Sem ti, tudo me enoja e me aborrece;
sem ti, perpetuamente estou passando
nas mores alegrias, mor tristeza.
8.
Recursos Expressivos:
Metáfora: "dasnuvens pelo ar a branda guerra" (v. 8)
Antítese: "mores alegrias, mors tristeza" (v. 14)
Personificação: "a branda guerra" (v. 8)
o Hipérbole: "perpetuamente estou passando" (v. 13)
Anáfora: “sem ti….sem ti”(v.12 e 13)
Perífrase: “está…magoando”(v.11)
1. Forma poética:
Opoema segue a forma tradicional do soneto, que consiste em 14
versos
distribuídos em dois quartetos (estrofes de quatro versos) seguidos por
dois tercetos (estrofes de três versos).
11.
2. Rima:
• Oesquema de rima do poema é ABBA ABBA
• CCD EED. Isso significa que os versos 1, 4, 5 e 8
• rimam entre si no primeiro quarteto, os versos 2, 3,
• 6 e 7 rimam no segundo quarteto, e há duas rimas
• distintas nos tercetos.
• Ou seja, Rima interpolada e
• emparelhada nas quadras.
• Rima interpolada e
• cruzada nos tercetos
12.
3. Métrica:
• Opoema é escrito em decassílabos, ou
• seja, cada verso tem dez sílabas métricas. Essa
• métrica é comum em muita da poesia clássica,
• incluindo o soneto.