2010 é ano de Copa e eleição! Veremos por aí diversas bandeiras verde e amarelas estampadas... E escutaremos dezenas de vezes o hino nacional. Que tal pensarmos a história da atual bandeira brasileira, e do hino nacional?
Bandeira e hino: o peso da tradição, na Primeira República
“Formação das almas” Livro de José Murilo de Carvalho.
Hipótese O grosso da nação era alheia à República, se não hostil. Sua proclamação por iniciativa militar também não contribuiu para popularizá-la. O esforço de recriar o imaginário caía no vazio, quando não encontrava resistência ou se prestava ao ridículo. Só quando se voltou para tradições culturais mais profundas, às vezes alheias à sua imagem, é que a República conseguiu algum êxito no esforço de se popularizar. Foi quando apelou aos símbolos monárquicos, no caso da bandeira; e à tradição cívica, no caso do hino.
Bandeira do Brasil, na época da monarquia
Referência às riquezas naturais   brasileiras, à realeza e ao catolicismo.
Mas liberdade era ainda o mais importante? Bandeira usada pelos republicanos antes da proclamação
Referência estrangeira: criação carioca, que agradou aos republicanos paulistas, liberais.
Proposta dos positivistas cariocas, aceita como oficial em 19 de novembro. Agrada aos católicos? Agrada aos jacobinos? Agrada aos paulistas liberais?
Proposta de 1892
Proposta de 1908
Analise, agora, este belo quadro de Pedro Bruno, chamado “A pátria”.
E o hino? Criaram outro? A princípio, cantavam a Marselhesa, hino popular que viajou a França, na época da revolução.
Marselhesa (hoje o hino ofical da França) Trechos iniciais: Allons enfants de la Patrie Le jour de gloire est arrivé Contre nous de la tyrannie L'étendard sanglant est levé  Entendez vous dans les campagnes Mugir ces féroces soldats Ils viennent jusque dans vos bras, Egorger vos fils, vos compagnes Aux armes citoyens! Formez vos bataillons! Marchons, marchons, Qu'un sang impur abreuve nos sillons Avante, filhos da Pátria,  O dia da Glória chegou.  O estandarte ensangüentado da tirania  Contra nós se levanta.  Ouvis nos campos rugirem  Esses ferozes soldados?  Vêm eles até nós  Degolar nossos filhos, nossas mulheres.  Às armas cidadãos!  Formai vossos batalhões!  Marchemos, marchemos!  Nossa terra do sangue impuro se saciará!
Fazia sentido adotar um hino estrangeiro? Fazia sentido um hino que falava em batalhas sangrentas? No Brasil, a transição da Monarquia para a República não foi violenta! Nem envolveu grandes parcelas da população!
Hino nacional Brasileiro: o mesmo da monarquia até hoje! De autoria de Francisco Manuel; A letra original já não era utilizada desde a época da monarquia; Osório Duque Estrada foi encarregado de formular a versão da letra atual. Mas os republicanos se encarregaram de criar um OUTRO hino, em homenagem especificamente à República. O hino da proclamação da República foi elaborado por Leopoldo Miguez, diretor do instituto Nacional de Música.
FIM Que tal, pessoal?

6 Republica

  • 1.
    2010 é anode Copa e eleição! Veremos por aí diversas bandeiras verde e amarelas estampadas... E escutaremos dezenas de vezes o hino nacional. Que tal pensarmos a história da atual bandeira brasileira, e do hino nacional?
  • 2.
    Bandeira e hino:o peso da tradição, na Primeira República
  • 3.
    “Formação das almas”Livro de José Murilo de Carvalho.
  • 4.
    Hipótese O grossoda nação era alheia à República, se não hostil. Sua proclamação por iniciativa militar também não contribuiu para popularizá-la. O esforço de recriar o imaginário caía no vazio, quando não encontrava resistência ou se prestava ao ridículo. Só quando se voltou para tradições culturais mais profundas, às vezes alheias à sua imagem, é que a República conseguiu algum êxito no esforço de se popularizar. Foi quando apelou aos símbolos monárquicos, no caso da bandeira; e à tradição cívica, no caso do hino.
  • 5.
    Bandeira do Brasil,na época da monarquia
  • 6.
    Referência às riquezasnaturais brasileiras, à realeza e ao catolicismo.
  • 7.
    Mas liberdade eraainda o mais importante? Bandeira usada pelos republicanos antes da proclamação
  • 8.
    Referência estrangeira: criaçãocarioca, que agradou aos republicanos paulistas, liberais.
  • 9.
    Proposta dos positivistascariocas, aceita como oficial em 19 de novembro. Agrada aos católicos? Agrada aos jacobinos? Agrada aos paulistas liberais?
  • 10.
  • 11.
  • 12.
    Analise, agora, estebelo quadro de Pedro Bruno, chamado “A pátria”.
  • 13.
    E o hino?Criaram outro? A princípio, cantavam a Marselhesa, hino popular que viajou a França, na época da revolução.
  • 14.
    Marselhesa (hoje ohino ofical da França) Trechos iniciais: Allons enfants de la Patrie Le jour de gloire est arrivé Contre nous de la tyrannie L'étendard sanglant est levé Entendez vous dans les campagnes Mugir ces féroces soldats Ils viennent jusque dans vos bras, Egorger vos fils, vos compagnes Aux armes citoyens! Formez vos bataillons! Marchons, marchons, Qu'un sang impur abreuve nos sillons Avante, filhos da Pátria, O dia da Glória chegou. O estandarte ensangüentado da tirania Contra nós se levanta. Ouvis nos campos rugirem Esses ferozes soldados? Vêm eles até nós Degolar nossos filhos, nossas mulheres. Às armas cidadãos! Formai vossos batalhões! Marchemos, marchemos! Nossa terra do sangue impuro se saciará!
  • 15.
    Fazia sentido adotarum hino estrangeiro? Fazia sentido um hino que falava em batalhas sangrentas? No Brasil, a transição da Monarquia para a República não foi violenta! Nem envolveu grandes parcelas da população!
  • 16.
    Hino nacional Brasileiro:o mesmo da monarquia até hoje! De autoria de Francisco Manuel; A letra original já não era utilizada desde a época da monarquia; Osório Duque Estrada foi encarregado de formular a versão da letra atual. Mas os republicanos se encarregaram de criar um OUTRO hino, em homenagem especificamente à República. O hino da proclamação da República foi elaborado por Leopoldo Miguez, diretor do instituto Nacional de Música.
  • 17.
    FIM Que tal,pessoal?