Redes SS7
Sinalização em Canal
Comum
Introdução ao SS7
O Sistema de Sinalização no. 7 (SS7) é uma arquitetura de sinalização externa e paralela à rede de
voz (sinalização “out-of-band”), a qual visa suportar o estabelecimento de chamadas, o
faturamento, o roteamento e as funções de troca de informações da rede pública comutada (em
inglês PSTN – “Public Switching Telephone Network” – e no Brasil associada ao STFC – Sistema de
Telefonia Fixa Comutada).
Este sistema identifica e define funções tipicamente executadas por um sistema de sinalização
bem como um protocolo adequado para habilitar o uso destas mesmas funções.
O Conceito de Sinalização
O termo SINALIZAÇÃO refere-se a troca de informações entre os sistemas envolvidos em uma
chamada telefônica. Tais informações são necessárias para o estabelecimento e manutenção de uma
chamada e são exaustivamente trocadas antes, durante e após a realização da chamada.
Exemplos de sinalização podem ser: o tom de discar para que o assinante inicie a marcação do
número de destino; os próprios dígitos discados como número de destino; o acesso a um correio de
voz; um tom de chamada ocupada; e outros. As informações de sinalização são enviadas sob a forma
de mensagens, que servem para coordenar atividades tão complexas quanto:
◦ Redirecionar uma chamada recebida do número 21 2569 1234 para o número 21 2569 4321;
◦ Determinar qual será o roteamento de uma chamada para 0800 727 1234;
◦ Gerar um tom de ocupado e desconectar os troncos alocados para uma chamada, uma vez que o destino
encontra-se ocupado;
◦ Como a rota XYZ está congestionada, não enviar nenhuma mensagem para ela a menos que apresente
prioridade 2 ou maior;
◦ Outras.
O sistema SS7 se caracteriza por ser uma rede de dados de alta velocidade, sem consumir a banda de
voz (sinalização “out-of-band”).
O Conceito de Sinalização (cont)
A sinalização “fora da banda” (“out-of-band”) se caracteriza por utilizar recursos específicos para
esse fim, sem consumir os recursos utilizados para a conversação.
É comum que se imagine a sinalização como ocorrendo “dentro da banda” (in-band”). Isto
porque, com o mesmo monofone usado na conversa telefônica, ouvimos, antes dela se iniciar, o
tom de discar e os dígitos discados, além dos tons de chamada e / ou de linha ocupada. De fato,
em uma linha analógica tradicional, tais informações são transmitidas nos mesmos dois pares
que utilizamos para também transmitir e receber a conversação.
A sinalização “fora da banda” estabelece um canal digital em separado, dedicado às funções de
sinalização. Esse canal é chamado de link de sinalização. Os links de sinalização são utilizados
para transportar todas e quaisquer mensagens de sinalização necessárias entre dois nós. Assim,
em uma chamada telefônica, os dígitos discados, a seleção de troncos e outras informações
necessárias são transmitidas em links de sinalização dedicados, e não nos links de conversação.
O Conceito de Sinalização (cont)
Os links de sinalização apresentam taxa de transmissão de 64kbps e são estabelecidos entre as
centrais que participam das chamadas.
No caso da rede de acesso (a rede telefônica entre o assinante e a central), uma linha analógica
continuará mantendo a sua característica de sinalização “dentro da banda”. Entretanto, em uma linha
digital, a sinalização vai ocorrer em canais específicos. Esse é o caso dos serviços ISDN (em inglês,
“Integrated Services Digital Network” e no Brasil chama-se RDSI – Rede Digital de Serviços
Integrados), que apresentam uma banda exclusiva para a sinalização.
Entre outras, a sinalização “fora de banda” apresenta as seguintes vantagens:
◦ Permite a transmissão de mais dados, em velocidade mais alta (64 kbps);
◦ Permite a sinalização durante todo o tempo da chamada, e não apenas no início e no final;
◦ Permite a sinalização com elementos de rede não diretamente conectados durante a chamada.
Estas características permitirão a criação de uma grande quantidade de novas possibilidades, que
poderão exploradas em diversos novos serviços, os quais, antes, seriam impossíveis de viabilizar
O Conceito de Sinalização (cont)
Uma primeira concepção de sinalização “fora de banda” pode ser como mostrada a seguir. Neste
cenário, a sinalização ocorrerá por um canal exclusivo, estabelecido entre as centrais participantes da
chamada. Este tipo de sinalização é chamada de sinalização por “canal associado” (CAS – “Channel-
Associated Signaling”).
Esse tipo de sinalização funciona bem para as funções mais básicas da sinalização, fazendo uso de
conexões diretas entre as centrais diretamente envolvidas na sinalização. Entretanto, torna bastante
mais complexa a sinalização com outros elementos de rede, não necessariamente conectados de
forma direta.
Viusando endereçar esse problema, surgiu uma nova arquitetura de sinalização, chamada de
sinalização por “canal comum” (CCS – Common Channel Signaling”), que se constitui de uma rede de
sinalização separada e independente.
Arquitetura da Rede de Sinalização
As redes de sinalização em canal comum apresentam os seguintes três componentes básicos:
◦ SSP (Signal Switching Point):
◦ SSPs são centrais de comutação de voz habilitadas com software SS7. Os SSPs originam, terminam e comutam chamadas.
◦ STP (Signal Transfer Point):
◦ São os elementos de comutação de pacotes da rede SS7. Recebem e roteiam as mensagens de sinalização, de acordo com o seu
destinatário. Além disso, executam funções especializadas de roteamento.
◦ SCP (Signal Control Point):
◦ São bases de dados especializadas que provêm as informações necessárias para funções avançadas de processamento de
chamadas.
Estes elementos são mostrados a seguir:
Arquitetura da Rede de Sinalização (cont)
As redes de telecomunicações baseadas em SS7 tornam-se altamente dependentes da
disponibilidade dessa rede. De fato, é simplesmente impossível estabelecer qualquer chamada
telefônica no caso de alguma falha na rede de sinalização. Por essa razão, a rede de sinalização é
implementada com uma arquitetura altamente redundante.
Cada elemento apresenta requisitos específicos de disponibilidade. Além disso, foram definidos
protocolos para facilitar o roteamento de tráfego em caso de problemas na rede de sinalização.
Finalmente, STPs e SCPs são implementados em pares, frequentemente em redundância local e
geográfica. Mesmo nesse cenário, cada nó do par desempenha exatamente as mesmas funções
lógicas. Do ponto de vista de representação, frequentemente os pares são indicados como a
seguir
Arquitetura da Rede de Sinalização (cont)
A figura ao lado indica a interconexão de duas redes
telefônicas:
1. Os STPs W e X constituem-se em um par casado
(“mated pair”) e realizam as mesmas funções. Da
mesma forma, Y e Z também são “mated pairs”.
2. Cada SSP possui dois links (ou grupos de links) de
sinalização, sendo cada um deles para um dos STPs.
Toda a sinalização necessária para o SSP é transmitida
sobre esses links.
3. Como os STPs são redundantes, as mensagens enviadas
são tratadas de forma equivalente. Os STPs de um
mesmo par são conectados através de um link (ou
grupo de links).
Arquitetura da Rede de Sinalização (cont)
Continuação:
4. Dois pares de STPs são conectados através de quatro
links (ou grupos de links). Ou seja, cada STP se conecta
diretamente aos dois STPs da rede interconectada. Este
conjunto de quatro links é chamado de quad.
5. SCPs podem também ser implementados em pares,
também chamados de “mated pairs”. Neste caso, não
apresentam links entre si.
6. Esse tipo de arquitetura é frequentemente chamada de
“quasi associada”).
Arquitetura da Rede de Sinalização (cont)
A figura mostra os tipos de link de sinalização:
Links A: conectam STPs aos SCPs e SSPs.
Links B, C e D: interconectam os pares de STP.
Links E: provém confiabilidade aumentada conectando os
SSPs as pares de STP da rede parceira de interconexão.
Sua implementação ocorrerá quando a confiabilidade
aumentada justificar o custo adicional de interconexão
Links F: provém sinalização por canal associado, entre
dois SSPs. Não costumam ser usualmente
implementados.
Exemplo de Estabelecimento de
Chamada
No exemplo, um assinante da Central A origina uma
chamada para um assinante da Central B:
1. A Central A analisa os dígitos discados e
determina que o assinante chamado está
conectado a Central B
2. A Central A seleciona um tronco disponível entre
os diversos troncos que conectam as duas
centrais. Além disso, prepara uma mensagem
IAM (Initial Addressg Message), que é a
mensagem básica para iniciar uma chamada.
Esta mensagem contém, entre outros, os
seguintes dados: central de origem (A), central de
de destino (B), o tronco selecionado e os
números de origem e destino.
Exemplo de Estabelecimento de
Chamada (cont)
Continuação:
3. A Central A designa um de seus links A (por
exemplo, aquele entre A e W), para transmitir
a mensagem IAM para a Central B.
4. O STP W recebe a mensagem e, ao inspecioná-
la, determina que ela deve ser roteada para a
Central B. A mensagem é encaminhada pelo
link entre W e B.
5. A Central B recebe a mensagem e, ao analisá-
la, identifica que é ela mesma que serve ao
assinante de destino. Além disso, detecta que
o assinante está disponível (ou seja, que a sua
linha não está ocupada).
Exemplo de Estabelecimento de
Chamada (cont)
Continuação:
6. A central B prepara uma mensagem ACM
(Address Complete Message) que indica que o
IAM chegou no destino correto. Esta mensagem
indica a central de destino (que agora passa a ser
a central A) e a central de origem (agora B), além
do tronco selecionado para a conversação
telefônica.
7. A Central B designa um dos seus links A (por
exemplo aquele entre B e o STP X) e transmite a
mensagem ACM, destinada a Central A. Ao
mesmo tempo, completa o circuito de chamada
alocando o tronco selecionado de forma a fechar
o circuito entre as duas centrais. Finalmente,
envia, por esse mesmo tronco, o tom de
chamada, para que o assinante conectado na
Central A venha a saber que a linha está sendo
chamada, e envia um sinal de ring para o
assinante de destino a ela conectado.
Exemplo de Estabelecimento de
Chamada (cont)
Continuação:
8. O STP X recebe a mensagem e ao analisá-la, determina
que deve ser encaminhada para a Central A. Para isso,
usa o link entre X e A.
9. Ao receber o sinal ACM, a switch A conecta o assinante
de origem ao tronco selecionado, de forma a que ouça
o tom de chamada, enviado pela Central B.
10. Quando o assinante chamado efetivamente retire o
telefone do gancho, para atender a chamada, a Central
B prepara uma mensagem ANM (Answer Message).
Esta mensagem indica a sua origem (Central B) e o seu
destino (Central A), além do tronco selecionado.
11. A mensagem ANM usa o mesmo link A utilizado
anteriormente para a mensagem ACM. A esta altura, o
tronco de voz já está conectado nos dois sentidos, para
permitir a conversação.
Exemplo de Estabelecimento de
Chamada (cont)
Continuação:
12. O STP X percebe que a mensagem ANM se
destina a Central A e a encaminha pelo link
entre X e A.
13. A Central A se assegura que o assinante de
origem está conectado ao tronco selecionado
em ambas as direções e que a conversação pode
realmente ocorrer.
< A conversação inicia>
14. Se o assinante A desligar a chamada após a
conversação, a Central A gera uma mensagem
REL (Release Message) direcionada a Central B,
indicando o tronco associado a essa chamada. A
mensagem é enviada pelo link entre A e W.
Exemplo de Estabelecimento de
Chamada (cont)
Continuação:
15. O STP W recebe a mensagem REL e determina que ela
deve ser encaminhada para a Central B, o que o faz
pelo link entre W e B.
16. A Central B recebe a mensagem REL, e, após a sua
análise, desconecta o tronco em uso da linha de
assinante,retorna o tronco ao estado disponível,
prepara uma mensagem RLC (Release Complete
Message) endereçada a Central A, e a transmite pelo
link entre B e X. Esta mensagem indica o tronco
utilizado na conversação.
17. O STP X recebe a mensagem RLC e determina que ela
seja direcionada a central A, encaminhando-a pelo link
entre X e A.
18. Ao receber a mensagem RLC, a Central A torna
disponível o tronco indicado nesta mensagem
Exemplo de Consulta a Uma Base de
Dados
Este exemplo se baseia nos números 0800. Como se sabe, esses números se constituem em serviços gratuitos
para o originador da chamada. As principais características desse serviço são:
◦ A chamada transcorre sem qualquer custo para quem ligou para o serviço;
◦ O serviço possui uma tarifação reversa, de modo a que o custo total da chamada seja apresentado ao destino, ou seja, ao
“dono” do número 0800;
◦ Os números 0800 fazem parte de um conjunto de números chamados de “Códigos Não Geográficos”. Desta forma,
apresentam cobertura nacional e são acessados utilizando o mesmo código, independente da região em que o acesso esteja
ocorrendo;
◦ O número 0800 é um número “virtual” e funciona como uma “máscara” do serviço, que está associado a um número normal.
Entretanto, essa associação entre os números 0800 e o número real não é feita de forma direta na central, mas através da
chamada “Rede Inteligente”, implementada com o SS7.
Ao discar para um número 0800 a central coloca a chamada em suspensão e vai buscar instruções sobre como
proceder em uma base de dados. A base de dados vai prover o número real ao qual a chamada deve ser
encaminhada ou vai indicar outra rede telefônica (por exemplo, uma operadora de longa distância) para a qual a
chamada deve ser roteada, para processamento posterior. A resposta da base de dados pode ser configurada para
variar de acordo com diversos fatores tais como o número de origem, a hora da chamada, o dia da semana ou
outros.
A seguir, ilustra-se um exemplo de como uma chamada é roteada.
Exemplo de Consulta a Uma Base de
Dados (cont)
1. Um assinante servido pela Central A deseja alugar um
automóvel na localização mais próxima possível de uma
determinada locadora, cujo número 0800 lhe foi anunciado;
2. O assinante disca o número indicado e, ao terminar, a central A
reconhece que se trata de um número 0800. Assim, determina
que, para continuar o serviço de forma adequada, necessita de
assistência;
3. A Central A formula uma consulta (query) de número 0800
incluindo as informações do número de origem (do assinante) e
do número 0800 chamado e a encaminha a um dos seus STPs
(por exemplo, X) através do link A correspondente (no exemplo,
AX);
Exemplo de Consulta a Uma Base de
Dados (cont)
4. O STP X detecta que a consulta recebida refere-se a um número
0800 e seleciona a base de dados mais adequada para
responder a essa consulta (por exemplo, M);
5. O STP X encaminha essa consulta ao SCP M através do link A
correspondente (no exemplo, MX). O SCP M recebe a consulta e
extrai as informações necessárias. Com base nos registros
armazenados, determina: um número de telefone real ; uma
nova operadora à qual a chamada deva ser encaminhada; ou as
duas coisas;
6. O SCP M formula uma resposta à consulta recebida, incluindo
todas as informações necessárias ao processamento da
chamada pela central telefônica. Esta resposta será endereçada
a Central A. Assim, seleciona um STP disponível e o seu
correspondente link A (por exemplo, MW) e roteia a resposta;
Exemplo de Consulta a Uma Base de
Dados (cont)
7. O STP W recebe a mensagem de resposta e detecta que deve ser
direcionada a Central A. Assim, seleciona o link A
correspondente para acessar a esta central (no exemplo, AW);
8. A Central A recebe a resposta e usa as informações recebidas
para determinar para onde a chamada deve ser roteada. Então
seleciona um troco disponível para aquela destinação, gera uma
sinalização IAM e procede (como no exemplo anterior) ao
estabelecimento da chamada.
Camadas do Protocolo SS7
O SS7 é um conjunto interconectado de elementos de
rede e é utilizado para troca de mensagens visando
suportar as funções de telecomunicações.
O protocolo SS7 foi projetado com o objetivo de
facilitar essas funções e manter a rede sobre a qual
tais funções são providas.
Como quase todos os protocolos modernos, o SS7 foi
projetado em camadas. A figura ao lado mostra as
diversas camadas empilhadas, comparando-as ao
chamado modelo OSI.
Camadas do Protocolo SS7 (cont)
Message Transfer Part - Level 1 (MTP1)
◦ Essa camada é a própria camada física e define as características elétricas e físicas dos diversos links de
sinalização da rede SS7.
◦ Os links de sinalização utilizam canais DS0 que permitem o tráfego bruto de sinalização em taxas de
56kbps ou 64kbps
Message Transfer Part - Level 2 (MTP2)
◦ O nível 2 implementa as funcionalidades de Enlace de Dados.
◦ Assim, garante que as duas pontas de um link de sinalização possam trocar mensagens de sinalização de
forma confiável.
◦ Para isso, incorpora funcionalidades tais como detecção de erros, controle de fluxo e verificação de
sequenciamento da mensagem.
Camadas do Protocolo SS7 (cont)
Message Transfer Part - Level 3 (MTP3)
◦ O nível 3 complementa os níveis anteriores provendo funcionalidades típicas da camada de redes.
◦ Assim, garante que as mensagens de sinalização possam ser direcionadas através dos diversos pontos
de sinalização ao longo de uma rede SS7, mesmo em caso destes pontos não estarem diretamente
conectados.
◦ Inclui funcionalidades tais como o endereçamento de nós, o roteamento de mensagens, roteamento
alternativo e controle de congestão.
◦ Os 3 níveis apresentados são usualmente referidos em conjunto, simplesmente como MTP
Camadas do Protocolo SS7 (cont)
Signaling Connection Control Part (SCCP)
◦ Embora o MTP permita o endereçamento entre nós, não chega a permitir endereçamentos dentro de
um nó. Tal funcionalidade é provida pelo SCCP.
◦ De uma forma geral, as mensagens de manutenção e de estabelecimento de chamadas requerem o
endereçamento do nó de sinalização como um todo.
◦ Entretanto, alguns serviços podem ser oferecidos dentro de um nó. Tais serviços são oferecidos através
de aplicações específicas, e requerem um endereçamento próprio. O SCCP provê esse endereçamento.
◦ Exemplos de aplicações (ou sub-sistemas) são:
◦ Serviço 0800
◦ Cartões de chamada (calling cards)
◦ Serviços de Rede inteligente
◦ Serviços locais de sinalização tais como como repetição de discagem ou rediscagem a chamada perdida (call back)
Camadas do Protocolo SS7 (cont)
Signaling Connection Control Part (SCCP) - Continuação
◦ Uma segunda função do SCCP é a de prover roteamento incremental através de uma funcionalidade
chamada de Global Title Translation (GTT)
◦ Assim, uma central pode gerar uma consulta para um STP requerendo um GTT. Um STP pode receber a
mensagem e examinar parte dela para determinar para onde a mensagem deve ser encaminhada.
Então vai roteá-la para o local determinado.
◦ Ao executar o GTT, o STP não precisa saber qual é exatamente a destinação final da mensagem. Ao invés
disso, executa um GTT intermediário para consultar, em sua tabela, qual seria um próximo STP para
encaminhar a mensagem.
◦ Finalmente, a utilização do GTT permite ainda o balanceamento de carga entre pares de SCP, tanto de
forma normal quanto em caso de falhas. Assim, quando uma mensagem chega a um STP para executar
um GTT final e roteamento para uma base de dados, ele pode determinar a consulta entre os SCPs
redundantes disponíveis.
Camadas do Protocolo SS7 (cont)
Transaction Capabilities Application Part (TCAP)
◦ O TCAP define as mensagens e os protocolos usados no estabelecimento de comunicação entre as
aplicações (sub-sistemas) dentro de nós.
◦ Como estas mensagens devem ser entregues para aplicações dentro de um nó, elas usam o SCCP como
protocolo de transporte
ISDN User Part (ISUP)
◦ O ISUP define as mensagens e os protocolos usados no estabelecimento de chamadas de voz ou dados
sobre a rede pública comutada
◦ Além disso, gerencia a rede de troncos sobre a qual se estabelece tal rede.
Telephone User Part (TUP)
◦ O TUP provê serviços convencionais de telefonia sobre a rede pública comutada (PSTN).
◦ O TUP foi o primeiro protocolo de comunicação especificado e atualmente encontra-se em desuso,
tendo sido amplamente substituído pelo ISUP
Camadas do Protocolo SS7 (cont)
Operations, Maintenance and Administration Part (OMAP)
◦ O OMAP define mensagens e protocolos projetados para ajudar na administração de uma rede SS7. Entre as funções
disponíveis menciona-se a validação das tabelas de roteamento e o diagnóstico de problemas com os links
◦ As mensagens OMAP usam SCCP e MTP para roteamento
Inteligent Network Application Part (INAP)
◦ INAP é o protocolo de sinalização usado para estabelecer as Redes Inteligentes, “empilhando-se” tipicamente sobre a
camada TCAP
CAMEL Application Part (CAP)
◦ CAP é um protocolo usado em Rede Inteligente baseado em CAMEL (Customized Applications for Mobile networks Enhanced
Logic). Tal como o INAP o CAP se “empilha” sobre o TCAP
◦ Permite implementar diversas funções tais como serviço pré-pago, mensagens unificadas, controles de fraude e outros, tanto
nas redes GSM quanto GPRS.
◦ CAMEL é o meio pelo qual se acrescentam aplicações em redes móveis, baseando-se em práticas amplamente estabelecidas
na telefonia fixa, as quais estão agrupadas sob o INAP
Mobile Application Part (MAP)
◦ MAP é um protocolo que provê uma camada de aplicação visando a comunicação entre os vários nós presentes na
arquitetura do GSM, GPRS e UMTS.
Camadas do Protocolo SS7 (cont)
Com o advento das redes IP como infraestrutura de Telecom, o SS7 foi adaptado para permitir que as funções de
sinalização utilizem uma rede IP como transporte.
Este é precisamente o objetivo do SIGTRAN, cujo nome vem da contração de “SIGnalling TRANsport”. Assim, o
SIGTRAN se constitui numa extensão da família de protocolos SS7 e tem por objetivo traduzir os paradigmas de
aplicação e gerenciamento de chamadas, típicos do SS7, utilizando como transporte o protocolo SCTP (“Stream
Control Transmission Protocol”), definido de forma equivalente ao TCP e ao UDP.
A família de protocolos SIGTRAN inclui:
◦ SCTP: Stream Control Transmission Protocol
◦ IUA: ISDN User Adaptation
◦ M2PA: MTP2 User Peer-to-peer Adaptatation Layer
◦ M2UA: MTP2 User Adaptation Layer
◦ M3UA: MTP3 User Adaptation Layer
◦ SUA: SCCP User Adaptation Layer
◦ V5UA: V5 User Adaptation
◦ DUA: DPNSS / DASS2 User Adaptation
Endereçamento na Rede SS7
Endereçamento de rede é a capacidade de identificar e selecionar um determinado nó de rede,
para fins de estabelecimento de comunicação. Isso é necessário especialmente quando se faz
necessário estabelecer comunicação com nós com os quais não se tem um link direto.
Os endereços SS7 possuem uma hierarquia em 3 níveis. Cada ponto de sinalização será
associado a uma REDE. Dentro da rede, o ponto de sinalização pertencerá a um CLUSTER de
pontos de sinalização. Dentro do CLUSTER, o ponto apresentará uma identificação de MEMBRO.
Assim, os diversos pontos de sinalização serão identificados por REDE, CLUSTER e MEMBRO.
Cada um desses identificadores é representado por um número de 8 bits, assumindo valores
entre 0 e 255.
Esse endereço em três níveis é chamado de POINT CODE e identifica de forma única um
determinado ponto de sinalização. A identificação dos pontos de sinalização é feita por uma
entidade neutra, que designa faixas de números para cada operadora.
Mensagens de Sinalização (ISUP)
A título de exemplo, vai se listar algumas mensagens de sinalização ISUP, que é a principal aplicação de sinalização em telefonia fixa.
Uma mensagem ISUP contém um header fixo com a identificação do circuito e o tipo de mensagem, seguido de um campo de parâmetro
de comprimento fixo de parâmetro, outro de comprimento variável, e por fim um campo opcional, que depende do tipo de mensagem.
Tais mensagens são enviadas usando serviços MTP ou SCTP, e ocorrem nas diversas etapas do estabelecimento e terminação de uma
chamada. As mensagens mais comuns são:
◦ Initial address message (IAM) — Primeira mensagem enviada, para informar à central parceira que uma chamada deve ser estabelecida.
Contém o número chamado, o tipo de serviço e parâmetros opcionais.
◦ Address complete message (ACM) — Mensagem de resposta enviada pela central onde a chamada é terminada. Esta mensagem indica que o
assinante destino foi alcançado e o telefone iniciou o processo de ringing. Alternativamente, em caso de chamada com interconexão de
centrais, indica que o tronco intermediário foi alocado.
◦ Call progress (CPG) — Contém informações adicionais sobre o progresso da chamada. Normalmente enviado após o ACM, com a alteração do
status da chamada.
◦ Answer message (ANM) — Enviada quando o assinante destino atende a chamada. Alternativamente indica, no caso de chamadas com
interconexão de centrais, o atendimento da chamada ou a conexão de recursos. É neste momento que se inicia o processo de tarifação, uma
vez que a chamada está completamente estabelecida nas duas pontas.
◦ Connect (CON) — Enviada quando a chamada é atendida por terminais automáticos. Substitui as mensagens ACM, CPG e ANM.
◦ Release (REL) — Enviado para terminar uma chamada quando um dos assinantes põe o monofone no gancho. Pode também ser enviada como
resposta a um IAM, sempre que a central não possa completar a chamada. Esta mensagem possui um parâmetro que indica uma razão de
terminação (ex: usuário ocupado).
◦ Release complete (RLC) — Reconhecimento que a chamada está efetivamente terminada. Os circuitos estão ociosos e podem ser usados
novamente.
Resumo
O SS7 é um sistema de sinalização em canal comum, implementado numa rede paralela a rede
telefônica. Possui elementos específicos (STP, SCP e SSP) que são conectados através de links de
sinalização.
Esta rede de sinalização permite o controle total das chamadas e libera as centrais de tais
funções. Além disso, permite a implementação de funcionalidades e serviços, a seu tempo
inovadores. Entre eles, destacam-se os serviços 0800, as redes pré-pagas e as chamadas de
longa distância através de cartões de chamada.
Foi desenvolvido baseando-se em um protocolo específico, que teve po base o modelo OSI de
referência. Entretanto, com o advento das redes IP amplamente implantadas, adaptou-se para
permitir o transporte sobre IP.
Com a evolução dos padrões de telefonia, que vão migrando cada vez mais para o mundo IP, o
SS7 acaba caindo em desuso, sendo encontrado apenas no controle de voz em redes legadas.
Referências
https://www.academia.edu/10527500/Web_ProForum_Tutorials_Signaling_System_7_SS7
https://en.wikipedia.org/wiki/Signalling_System_No._7
https://en.wikipedia.org/wiki/Common-channel_signaling
https://en.wikipedia.org/wiki/Telephone_User_Part
https://en.wikipedia.org/wiki/INAP
https://en.wikipedia.org/wiki/CAMEL_Application_Part
https://en.wikipedia.org/wiki/Mobile_Application_Part
https://en.wikipedia.org/wiki/Customized_Applications_for_Mobile_networks_Enhanced_Logic
https://en.wikipedia.org/wiki/ISDN_User_Part
https://en.wikipedia.org/wiki/SIGTRAN

4.Redes de Sinalização apresentação especial.pdf

  • 1.
  • 2.
    Introdução ao SS7 OSistema de Sinalização no. 7 (SS7) é uma arquitetura de sinalização externa e paralela à rede de voz (sinalização “out-of-band”), a qual visa suportar o estabelecimento de chamadas, o faturamento, o roteamento e as funções de troca de informações da rede pública comutada (em inglês PSTN – “Public Switching Telephone Network” – e no Brasil associada ao STFC – Sistema de Telefonia Fixa Comutada). Este sistema identifica e define funções tipicamente executadas por um sistema de sinalização bem como um protocolo adequado para habilitar o uso destas mesmas funções.
  • 3.
    O Conceito deSinalização O termo SINALIZAÇÃO refere-se a troca de informações entre os sistemas envolvidos em uma chamada telefônica. Tais informações são necessárias para o estabelecimento e manutenção de uma chamada e são exaustivamente trocadas antes, durante e após a realização da chamada. Exemplos de sinalização podem ser: o tom de discar para que o assinante inicie a marcação do número de destino; os próprios dígitos discados como número de destino; o acesso a um correio de voz; um tom de chamada ocupada; e outros. As informações de sinalização são enviadas sob a forma de mensagens, que servem para coordenar atividades tão complexas quanto: ◦ Redirecionar uma chamada recebida do número 21 2569 1234 para o número 21 2569 4321; ◦ Determinar qual será o roteamento de uma chamada para 0800 727 1234; ◦ Gerar um tom de ocupado e desconectar os troncos alocados para uma chamada, uma vez que o destino encontra-se ocupado; ◦ Como a rota XYZ está congestionada, não enviar nenhuma mensagem para ela a menos que apresente prioridade 2 ou maior; ◦ Outras. O sistema SS7 se caracteriza por ser uma rede de dados de alta velocidade, sem consumir a banda de voz (sinalização “out-of-band”).
  • 4.
    O Conceito deSinalização (cont) A sinalização “fora da banda” (“out-of-band”) se caracteriza por utilizar recursos específicos para esse fim, sem consumir os recursos utilizados para a conversação. É comum que se imagine a sinalização como ocorrendo “dentro da banda” (in-band”). Isto porque, com o mesmo monofone usado na conversa telefônica, ouvimos, antes dela se iniciar, o tom de discar e os dígitos discados, além dos tons de chamada e / ou de linha ocupada. De fato, em uma linha analógica tradicional, tais informações são transmitidas nos mesmos dois pares que utilizamos para também transmitir e receber a conversação. A sinalização “fora da banda” estabelece um canal digital em separado, dedicado às funções de sinalização. Esse canal é chamado de link de sinalização. Os links de sinalização são utilizados para transportar todas e quaisquer mensagens de sinalização necessárias entre dois nós. Assim, em uma chamada telefônica, os dígitos discados, a seleção de troncos e outras informações necessárias são transmitidas em links de sinalização dedicados, e não nos links de conversação.
  • 5.
    O Conceito deSinalização (cont) Os links de sinalização apresentam taxa de transmissão de 64kbps e são estabelecidos entre as centrais que participam das chamadas. No caso da rede de acesso (a rede telefônica entre o assinante e a central), uma linha analógica continuará mantendo a sua característica de sinalização “dentro da banda”. Entretanto, em uma linha digital, a sinalização vai ocorrer em canais específicos. Esse é o caso dos serviços ISDN (em inglês, “Integrated Services Digital Network” e no Brasil chama-se RDSI – Rede Digital de Serviços Integrados), que apresentam uma banda exclusiva para a sinalização. Entre outras, a sinalização “fora de banda” apresenta as seguintes vantagens: ◦ Permite a transmissão de mais dados, em velocidade mais alta (64 kbps); ◦ Permite a sinalização durante todo o tempo da chamada, e não apenas no início e no final; ◦ Permite a sinalização com elementos de rede não diretamente conectados durante a chamada. Estas características permitirão a criação de uma grande quantidade de novas possibilidades, que poderão exploradas em diversos novos serviços, os quais, antes, seriam impossíveis de viabilizar
  • 6.
    O Conceito deSinalização (cont) Uma primeira concepção de sinalização “fora de banda” pode ser como mostrada a seguir. Neste cenário, a sinalização ocorrerá por um canal exclusivo, estabelecido entre as centrais participantes da chamada. Este tipo de sinalização é chamada de sinalização por “canal associado” (CAS – “Channel- Associated Signaling”). Esse tipo de sinalização funciona bem para as funções mais básicas da sinalização, fazendo uso de conexões diretas entre as centrais diretamente envolvidas na sinalização. Entretanto, torna bastante mais complexa a sinalização com outros elementos de rede, não necessariamente conectados de forma direta. Viusando endereçar esse problema, surgiu uma nova arquitetura de sinalização, chamada de sinalização por “canal comum” (CCS – Common Channel Signaling”), que se constitui de uma rede de sinalização separada e independente.
  • 7.
    Arquitetura da Redede Sinalização As redes de sinalização em canal comum apresentam os seguintes três componentes básicos: ◦ SSP (Signal Switching Point): ◦ SSPs são centrais de comutação de voz habilitadas com software SS7. Os SSPs originam, terminam e comutam chamadas. ◦ STP (Signal Transfer Point): ◦ São os elementos de comutação de pacotes da rede SS7. Recebem e roteiam as mensagens de sinalização, de acordo com o seu destinatário. Além disso, executam funções especializadas de roteamento. ◦ SCP (Signal Control Point): ◦ São bases de dados especializadas que provêm as informações necessárias para funções avançadas de processamento de chamadas. Estes elementos são mostrados a seguir:
  • 8.
    Arquitetura da Redede Sinalização (cont) As redes de telecomunicações baseadas em SS7 tornam-se altamente dependentes da disponibilidade dessa rede. De fato, é simplesmente impossível estabelecer qualquer chamada telefônica no caso de alguma falha na rede de sinalização. Por essa razão, a rede de sinalização é implementada com uma arquitetura altamente redundante. Cada elemento apresenta requisitos específicos de disponibilidade. Além disso, foram definidos protocolos para facilitar o roteamento de tráfego em caso de problemas na rede de sinalização. Finalmente, STPs e SCPs são implementados em pares, frequentemente em redundância local e geográfica. Mesmo nesse cenário, cada nó do par desempenha exatamente as mesmas funções lógicas. Do ponto de vista de representação, frequentemente os pares são indicados como a seguir
  • 9.
    Arquitetura da Redede Sinalização (cont) A figura ao lado indica a interconexão de duas redes telefônicas: 1. Os STPs W e X constituem-se em um par casado (“mated pair”) e realizam as mesmas funções. Da mesma forma, Y e Z também são “mated pairs”. 2. Cada SSP possui dois links (ou grupos de links) de sinalização, sendo cada um deles para um dos STPs. Toda a sinalização necessária para o SSP é transmitida sobre esses links. 3. Como os STPs são redundantes, as mensagens enviadas são tratadas de forma equivalente. Os STPs de um mesmo par são conectados através de um link (ou grupo de links).
  • 10.
    Arquitetura da Redede Sinalização (cont) Continuação: 4. Dois pares de STPs são conectados através de quatro links (ou grupos de links). Ou seja, cada STP se conecta diretamente aos dois STPs da rede interconectada. Este conjunto de quatro links é chamado de quad. 5. SCPs podem também ser implementados em pares, também chamados de “mated pairs”. Neste caso, não apresentam links entre si. 6. Esse tipo de arquitetura é frequentemente chamada de “quasi associada”).
  • 11.
    Arquitetura da Redede Sinalização (cont) A figura mostra os tipos de link de sinalização: Links A: conectam STPs aos SCPs e SSPs. Links B, C e D: interconectam os pares de STP. Links E: provém confiabilidade aumentada conectando os SSPs as pares de STP da rede parceira de interconexão. Sua implementação ocorrerá quando a confiabilidade aumentada justificar o custo adicional de interconexão Links F: provém sinalização por canal associado, entre dois SSPs. Não costumam ser usualmente implementados.
  • 12.
    Exemplo de Estabelecimentode Chamada No exemplo, um assinante da Central A origina uma chamada para um assinante da Central B: 1. A Central A analisa os dígitos discados e determina que o assinante chamado está conectado a Central B 2. A Central A seleciona um tronco disponível entre os diversos troncos que conectam as duas centrais. Além disso, prepara uma mensagem IAM (Initial Addressg Message), que é a mensagem básica para iniciar uma chamada. Esta mensagem contém, entre outros, os seguintes dados: central de origem (A), central de de destino (B), o tronco selecionado e os números de origem e destino.
  • 13.
    Exemplo de Estabelecimentode Chamada (cont) Continuação: 3. A Central A designa um de seus links A (por exemplo, aquele entre A e W), para transmitir a mensagem IAM para a Central B. 4. O STP W recebe a mensagem e, ao inspecioná- la, determina que ela deve ser roteada para a Central B. A mensagem é encaminhada pelo link entre W e B. 5. A Central B recebe a mensagem e, ao analisá- la, identifica que é ela mesma que serve ao assinante de destino. Além disso, detecta que o assinante está disponível (ou seja, que a sua linha não está ocupada).
  • 14.
    Exemplo de Estabelecimentode Chamada (cont) Continuação: 6. A central B prepara uma mensagem ACM (Address Complete Message) que indica que o IAM chegou no destino correto. Esta mensagem indica a central de destino (que agora passa a ser a central A) e a central de origem (agora B), além do tronco selecionado para a conversação telefônica. 7. A Central B designa um dos seus links A (por exemplo aquele entre B e o STP X) e transmite a mensagem ACM, destinada a Central A. Ao mesmo tempo, completa o circuito de chamada alocando o tronco selecionado de forma a fechar o circuito entre as duas centrais. Finalmente, envia, por esse mesmo tronco, o tom de chamada, para que o assinante conectado na Central A venha a saber que a linha está sendo chamada, e envia um sinal de ring para o assinante de destino a ela conectado.
  • 15.
    Exemplo de Estabelecimentode Chamada (cont) Continuação: 8. O STP X recebe a mensagem e ao analisá-la, determina que deve ser encaminhada para a Central A. Para isso, usa o link entre X e A. 9. Ao receber o sinal ACM, a switch A conecta o assinante de origem ao tronco selecionado, de forma a que ouça o tom de chamada, enviado pela Central B. 10. Quando o assinante chamado efetivamente retire o telefone do gancho, para atender a chamada, a Central B prepara uma mensagem ANM (Answer Message). Esta mensagem indica a sua origem (Central B) e o seu destino (Central A), além do tronco selecionado. 11. A mensagem ANM usa o mesmo link A utilizado anteriormente para a mensagem ACM. A esta altura, o tronco de voz já está conectado nos dois sentidos, para permitir a conversação.
  • 16.
    Exemplo de Estabelecimentode Chamada (cont) Continuação: 12. O STP X percebe que a mensagem ANM se destina a Central A e a encaminha pelo link entre X e A. 13. A Central A se assegura que o assinante de origem está conectado ao tronco selecionado em ambas as direções e que a conversação pode realmente ocorrer. < A conversação inicia> 14. Se o assinante A desligar a chamada após a conversação, a Central A gera uma mensagem REL (Release Message) direcionada a Central B, indicando o tronco associado a essa chamada. A mensagem é enviada pelo link entre A e W.
  • 17.
    Exemplo de Estabelecimentode Chamada (cont) Continuação: 15. O STP W recebe a mensagem REL e determina que ela deve ser encaminhada para a Central B, o que o faz pelo link entre W e B. 16. A Central B recebe a mensagem REL, e, após a sua análise, desconecta o tronco em uso da linha de assinante,retorna o tronco ao estado disponível, prepara uma mensagem RLC (Release Complete Message) endereçada a Central A, e a transmite pelo link entre B e X. Esta mensagem indica o tronco utilizado na conversação. 17. O STP X recebe a mensagem RLC e determina que ela seja direcionada a central A, encaminhando-a pelo link entre X e A. 18. Ao receber a mensagem RLC, a Central A torna disponível o tronco indicado nesta mensagem
  • 18.
    Exemplo de Consultaa Uma Base de Dados Este exemplo se baseia nos números 0800. Como se sabe, esses números se constituem em serviços gratuitos para o originador da chamada. As principais características desse serviço são: ◦ A chamada transcorre sem qualquer custo para quem ligou para o serviço; ◦ O serviço possui uma tarifação reversa, de modo a que o custo total da chamada seja apresentado ao destino, ou seja, ao “dono” do número 0800; ◦ Os números 0800 fazem parte de um conjunto de números chamados de “Códigos Não Geográficos”. Desta forma, apresentam cobertura nacional e são acessados utilizando o mesmo código, independente da região em que o acesso esteja ocorrendo; ◦ O número 0800 é um número “virtual” e funciona como uma “máscara” do serviço, que está associado a um número normal. Entretanto, essa associação entre os números 0800 e o número real não é feita de forma direta na central, mas através da chamada “Rede Inteligente”, implementada com o SS7. Ao discar para um número 0800 a central coloca a chamada em suspensão e vai buscar instruções sobre como proceder em uma base de dados. A base de dados vai prover o número real ao qual a chamada deve ser encaminhada ou vai indicar outra rede telefônica (por exemplo, uma operadora de longa distância) para a qual a chamada deve ser roteada, para processamento posterior. A resposta da base de dados pode ser configurada para variar de acordo com diversos fatores tais como o número de origem, a hora da chamada, o dia da semana ou outros. A seguir, ilustra-se um exemplo de como uma chamada é roteada.
  • 19.
    Exemplo de Consultaa Uma Base de Dados (cont) 1. Um assinante servido pela Central A deseja alugar um automóvel na localização mais próxima possível de uma determinada locadora, cujo número 0800 lhe foi anunciado; 2. O assinante disca o número indicado e, ao terminar, a central A reconhece que se trata de um número 0800. Assim, determina que, para continuar o serviço de forma adequada, necessita de assistência; 3. A Central A formula uma consulta (query) de número 0800 incluindo as informações do número de origem (do assinante) e do número 0800 chamado e a encaminha a um dos seus STPs (por exemplo, X) através do link A correspondente (no exemplo, AX);
  • 20.
    Exemplo de Consultaa Uma Base de Dados (cont) 4. O STP X detecta que a consulta recebida refere-se a um número 0800 e seleciona a base de dados mais adequada para responder a essa consulta (por exemplo, M); 5. O STP X encaminha essa consulta ao SCP M através do link A correspondente (no exemplo, MX). O SCP M recebe a consulta e extrai as informações necessárias. Com base nos registros armazenados, determina: um número de telefone real ; uma nova operadora à qual a chamada deva ser encaminhada; ou as duas coisas; 6. O SCP M formula uma resposta à consulta recebida, incluindo todas as informações necessárias ao processamento da chamada pela central telefônica. Esta resposta será endereçada a Central A. Assim, seleciona um STP disponível e o seu correspondente link A (por exemplo, MW) e roteia a resposta;
  • 21.
    Exemplo de Consultaa Uma Base de Dados (cont) 7. O STP W recebe a mensagem de resposta e detecta que deve ser direcionada a Central A. Assim, seleciona o link A correspondente para acessar a esta central (no exemplo, AW); 8. A Central A recebe a resposta e usa as informações recebidas para determinar para onde a chamada deve ser roteada. Então seleciona um troco disponível para aquela destinação, gera uma sinalização IAM e procede (como no exemplo anterior) ao estabelecimento da chamada.
  • 22.
    Camadas do ProtocoloSS7 O SS7 é um conjunto interconectado de elementos de rede e é utilizado para troca de mensagens visando suportar as funções de telecomunicações. O protocolo SS7 foi projetado com o objetivo de facilitar essas funções e manter a rede sobre a qual tais funções são providas. Como quase todos os protocolos modernos, o SS7 foi projetado em camadas. A figura ao lado mostra as diversas camadas empilhadas, comparando-as ao chamado modelo OSI.
  • 23.
    Camadas do ProtocoloSS7 (cont) Message Transfer Part - Level 1 (MTP1) ◦ Essa camada é a própria camada física e define as características elétricas e físicas dos diversos links de sinalização da rede SS7. ◦ Os links de sinalização utilizam canais DS0 que permitem o tráfego bruto de sinalização em taxas de 56kbps ou 64kbps Message Transfer Part - Level 2 (MTP2) ◦ O nível 2 implementa as funcionalidades de Enlace de Dados. ◦ Assim, garante que as duas pontas de um link de sinalização possam trocar mensagens de sinalização de forma confiável. ◦ Para isso, incorpora funcionalidades tais como detecção de erros, controle de fluxo e verificação de sequenciamento da mensagem.
  • 24.
    Camadas do ProtocoloSS7 (cont) Message Transfer Part - Level 3 (MTP3) ◦ O nível 3 complementa os níveis anteriores provendo funcionalidades típicas da camada de redes. ◦ Assim, garante que as mensagens de sinalização possam ser direcionadas através dos diversos pontos de sinalização ao longo de uma rede SS7, mesmo em caso destes pontos não estarem diretamente conectados. ◦ Inclui funcionalidades tais como o endereçamento de nós, o roteamento de mensagens, roteamento alternativo e controle de congestão. ◦ Os 3 níveis apresentados são usualmente referidos em conjunto, simplesmente como MTP
  • 25.
    Camadas do ProtocoloSS7 (cont) Signaling Connection Control Part (SCCP) ◦ Embora o MTP permita o endereçamento entre nós, não chega a permitir endereçamentos dentro de um nó. Tal funcionalidade é provida pelo SCCP. ◦ De uma forma geral, as mensagens de manutenção e de estabelecimento de chamadas requerem o endereçamento do nó de sinalização como um todo. ◦ Entretanto, alguns serviços podem ser oferecidos dentro de um nó. Tais serviços são oferecidos através de aplicações específicas, e requerem um endereçamento próprio. O SCCP provê esse endereçamento. ◦ Exemplos de aplicações (ou sub-sistemas) são: ◦ Serviço 0800 ◦ Cartões de chamada (calling cards) ◦ Serviços de Rede inteligente ◦ Serviços locais de sinalização tais como como repetição de discagem ou rediscagem a chamada perdida (call back)
  • 26.
    Camadas do ProtocoloSS7 (cont) Signaling Connection Control Part (SCCP) - Continuação ◦ Uma segunda função do SCCP é a de prover roteamento incremental através de uma funcionalidade chamada de Global Title Translation (GTT) ◦ Assim, uma central pode gerar uma consulta para um STP requerendo um GTT. Um STP pode receber a mensagem e examinar parte dela para determinar para onde a mensagem deve ser encaminhada. Então vai roteá-la para o local determinado. ◦ Ao executar o GTT, o STP não precisa saber qual é exatamente a destinação final da mensagem. Ao invés disso, executa um GTT intermediário para consultar, em sua tabela, qual seria um próximo STP para encaminhar a mensagem. ◦ Finalmente, a utilização do GTT permite ainda o balanceamento de carga entre pares de SCP, tanto de forma normal quanto em caso de falhas. Assim, quando uma mensagem chega a um STP para executar um GTT final e roteamento para uma base de dados, ele pode determinar a consulta entre os SCPs redundantes disponíveis.
  • 27.
    Camadas do ProtocoloSS7 (cont) Transaction Capabilities Application Part (TCAP) ◦ O TCAP define as mensagens e os protocolos usados no estabelecimento de comunicação entre as aplicações (sub-sistemas) dentro de nós. ◦ Como estas mensagens devem ser entregues para aplicações dentro de um nó, elas usam o SCCP como protocolo de transporte ISDN User Part (ISUP) ◦ O ISUP define as mensagens e os protocolos usados no estabelecimento de chamadas de voz ou dados sobre a rede pública comutada ◦ Além disso, gerencia a rede de troncos sobre a qual se estabelece tal rede. Telephone User Part (TUP) ◦ O TUP provê serviços convencionais de telefonia sobre a rede pública comutada (PSTN). ◦ O TUP foi o primeiro protocolo de comunicação especificado e atualmente encontra-se em desuso, tendo sido amplamente substituído pelo ISUP
  • 28.
    Camadas do ProtocoloSS7 (cont) Operations, Maintenance and Administration Part (OMAP) ◦ O OMAP define mensagens e protocolos projetados para ajudar na administração de uma rede SS7. Entre as funções disponíveis menciona-se a validação das tabelas de roteamento e o diagnóstico de problemas com os links ◦ As mensagens OMAP usam SCCP e MTP para roteamento Inteligent Network Application Part (INAP) ◦ INAP é o protocolo de sinalização usado para estabelecer as Redes Inteligentes, “empilhando-se” tipicamente sobre a camada TCAP CAMEL Application Part (CAP) ◦ CAP é um protocolo usado em Rede Inteligente baseado em CAMEL (Customized Applications for Mobile networks Enhanced Logic). Tal como o INAP o CAP se “empilha” sobre o TCAP ◦ Permite implementar diversas funções tais como serviço pré-pago, mensagens unificadas, controles de fraude e outros, tanto nas redes GSM quanto GPRS. ◦ CAMEL é o meio pelo qual se acrescentam aplicações em redes móveis, baseando-se em práticas amplamente estabelecidas na telefonia fixa, as quais estão agrupadas sob o INAP Mobile Application Part (MAP) ◦ MAP é um protocolo que provê uma camada de aplicação visando a comunicação entre os vários nós presentes na arquitetura do GSM, GPRS e UMTS.
  • 29.
    Camadas do ProtocoloSS7 (cont) Com o advento das redes IP como infraestrutura de Telecom, o SS7 foi adaptado para permitir que as funções de sinalização utilizem uma rede IP como transporte. Este é precisamente o objetivo do SIGTRAN, cujo nome vem da contração de “SIGnalling TRANsport”. Assim, o SIGTRAN se constitui numa extensão da família de protocolos SS7 e tem por objetivo traduzir os paradigmas de aplicação e gerenciamento de chamadas, típicos do SS7, utilizando como transporte o protocolo SCTP (“Stream Control Transmission Protocol”), definido de forma equivalente ao TCP e ao UDP. A família de protocolos SIGTRAN inclui: ◦ SCTP: Stream Control Transmission Protocol ◦ IUA: ISDN User Adaptation ◦ M2PA: MTP2 User Peer-to-peer Adaptatation Layer ◦ M2UA: MTP2 User Adaptation Layer ◦ M3UA: MTP3 User Adaptation Layer ◦ SUA: SCCP User Adaptation Layer ◦ V5UA: V5 User Adaptation ◦ DUA: DPNSS / DASS2 User Adaptation
  • 30.
    Endereçamento na RedeSS7 Endereçamento de rede é a capacidade de identificar e selecionar um determinado nó de rede, para fins de estabelecimento de comunicação. Isso é necessário especialmente quando se faz necessário estabelecer comunicação com nós com os quais não se tem um link direto. Os endereços SS7 possuem uma hierarquia em 3 níveis. Cada ponto de sinalização será associado a uma REDE. Dentro da rede, o ponto de sinalização pertencerá a um CLUSTER de pontos de sinalização. Dentro do CLUSTER, o ponto apresentará uma identificação de MEMBRO. Assim, os diversos pontos de sinalização serão identificados por REDE, CLUSTER e MEMBRO. Cada um desses identificadores é representado por um número de 8 bits, assumindo valores entre 0 e 255. Esse endereço em três níveis é chamado de POINT CODE e identifica de forma única um determinado ponto de sinalização. A identificação dos pontos de sinalização é feita por uma entidade neutra, que designa faixas de números para cada operadora.
  • 31.
    Mensagens de Sinalização(ISUP) A título de exemplo, vai se listar algumas mensagens de sinalização ISUP, que é a principal aplicação de sinalização em telefonia fixa. Uma mensagem ISUP contém um header fixo com a identificação do circuito e o tipo de mensagem, seguido de um campo de parâmetro de comprimento fixo de parâmetro, outro de comprimento variável, e por fim um campo opcional, que depende do tipo de mensagem. Tais mensagens são enviadas usando serviços MTP ou SCTP, e ocorrem nas diversas etapas do estabelecimento e terminação de uma chamada. As mensagens mais comuns são: ◦ Initial address message (IAM) — Primeira mensagem enviada, para informar à central parceira que uma chamada deve ser estabelecida. Contém o número chamado, o tipo de serviço e parâmetros opcionais. ◦ Address complete message (ACM) — Mensagem de resposta enviada pela central onde a chamada é terminada. Esta mensagem indica que o assinante destino foi alcançado e o telefone iniciou o processo de ringing. Alternativamente, em caso de chamada com interconexão de centrais, indica que o tronco intermediário foi alocado. ◦ Call progress (CPG) — Contém informações adicionais sobre o progresso da chamada. Normalmente enviado após o ACM, com a alteração do status da chamada. ◦ Answer message (ANM) — Enviada quando o assinante destino atende a chamada. Alternativamente indica, no caso de chamadas com interconexão de centrais, o atendimento da chamada ou a conexão de recursos. É neste momento que se inicia o processo de tarifação, uma vez que a chamada está completamente estabelecida nas duas pontas. ◦ Connect (CON) — Enviada quando a chamada é atendida por terminais automáticos. Substitui as mensagens ACM, CPG e ANM. ◦ Release (REL) — Enviado para terminar uma chamada quando um dos assinantes põe o monofone no gancho. Pode também ser enviada como resposta a um IAM, sempre que a central não possa completar a chamada. Esta mensagem possui um parâmetro que indica uma razão de terminação (ex: usuário ocupado). ◦ Release complete (RLC) — Reconhecimento que a chamada está efetivamente terminada. Os circuitos estão ociosos e podem ser usados novamente.
  • 32.
    Resumo O SS7 éum sistema de sinalização em canal comum, implementado numa rede paralela a rede telefônica. Possui elementos específicos (STP, SCP e SSP) que são conectados através de links de sinalização. Esta rede de sinalização permite o controle total das chamadas e libera as centrais de tais funções. Além disso, permite a implementação de funcionalidades e serviços, a seu tempo inovadores. Entre eles, destacam-se os serviços 0800, as redes pré-pagas e as chamadas de longa distância através de cartões de chamada. Foi desenvolvido baseando-se em um protocolo específico, que teve po base o modelo OSI de referência. Entretanto, com o advento das redes IP amplamente implantadas, adaptou-se para permitir o transporte sobre IP. Com a evolução dos padrões de telefonia, que vão migrando cada vez mais para o mundo IP, o SS7 acaba caindo em desuso, sendo encontrado apenas no controle de voz em redes legadas.
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