O aquecimento global  tem consequências muito graves para a Humanidade: 5,8ºC é quanto os cientistas prevêem que a Terra aqueça até 2100.
Diminuição das calotes polares A Antárctida perdeu cerca de 152 km 2  de gelo entre 2002 e 2005. A temperatura do Mar do Norte aumentou cerca de 1,1ºC nos últimos 30 anos, o que está a ter impacte na distribuição das espécies.
Subida do nível médio das águas do mar As zonas costeiras correm o risco de ficar submersas se o nível das águas subir. O caudal do delta do rio Nilo, do rio Ganges e do rio Mekong pode subir e obrigará mais de 1 milhão de pessoas a deslocarem-se por ano, até 2050. A subida do nível do mar não ameaça apenas as zonas costeiras, mas também o solo agrícola e os recursos de água doce.
Agravamento das catástrofes naturais 360 é o número de desastres naturais que ocorreram em 2005. 165 mil milhões de euros foi o prejuízo causado pelos desastres naturais em 2005. Vagas de frio e de calor
50 milhões de pessoas devem abandonar as suas casas nos próximos cinco anos devido a deslizamentos de terras e inundações.  No ano 2006, as planícies dos Estados Unidos foram fustigadas por 1114 tornados, um número que não parou de crescer desde 1990. Durante o Inverno austral de 2006, devido à prolongada seca, as cataratas de Iguaçu (Brasil) reduziram o seu caudal de 1500 m 3  para 245 m 3  por segundo. 2003 foi um dos anos mais quentes e contribuiu para a morte prematura se 20 000 europeus, desencadeou enormes incêndios florestais e provocou prejuízos no valor de 10 mil milhões de euros. Por volta de 2070, a Europa poderá vir a assistir a uma onda de calor semelhante de dois em dois anos.
Aumento do risco de incêndio 25% da emissões globais de gases de efeito de estufa decorrem da desflorestação e das queimadas florestais.
Diminuição da biodiversidade  Um terço dos pinguins desapareceu por causa do aquecimento global.
23 mil ursos polares estão em risco de extinção.  180 Km é a distância que algumas espécies têm de percorrer para encontrar alimento, por causa do degelo. Cerca de 20 a 30% das espécies animais e vegetais (biodiversidade) correm o risco de extinção se o aumento da temperatura média global exceder 1,5 – 2,5ºC. Muitos dos animais e plantas não conseguirão suportar as mudanças de temperatura. Um estudo aponta que um terço das espécies poderão extinguir-se até 2050.
Perda de produção agrícola A disponibilidade de alimentos pode estar em causa, generalizando o problema da fome que poderá atingir centenas de milhões de pessoas. A longo prazo, as alterações climáticas podem gerar conflitos regionais, fomes e a deslocação de um grande número de refugiados, à procura de alimentos, água e combustível.
Aumento dos riscos para a saúde humana A saúde humana e animal também será afectada. A proliferação de doenças infecciosas pode tornar-se mais perigosa e difícil de controlar e combater. As doenças tropicais, como a malária, podem propagar-se para norte colocando em risco 210 milhões de pessoas.  Mosquito transmissor da malária
Aumento do stress hídrico Prevê-se uma redução da água potável levando a migrações. 2,8 mil milhões de pessoas devem ficar sem água potável se a temperatura da Terra subir mais 2ºC.
Fontes :  Agenda Verde 2008 , Focus , nº 340, 19/04/06, National Geographic 1990.

Alterações Climáticas

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    O aquecimento global tem consequências muito graves para a Humanidade: 5,8ºC é quanto os cientistas prevêem que a Terra aqueça até 2100.
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    Diminuição das calotespolares A Antárctida perdeu cerca de 152 km 2 de gelo entre 2002 e 2005. A temperatura do Mar do Norte aumentou cerca de 1,1ºC nos últimos 30 anos, o que está a ter impacte na distribuição das espécies.
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    Subida do nívelmédio das águas do mar As zonas costeiras correm o risco de ficar submersas se o nível das águas subir. O caudal do delta do rio Nilo, do rio Ganges e do rio Mekong pode subir e obrigará mais de 1 milhão de pessoas a deslocarem-se por ano, até 2050. A subida do nível do mar não ameaça apenas as zonas costeiras, mas também o solo agrícola e os recursos de água doce.
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    Agravamento das catástrofesnaturais 360 é o número de desastres naturais que ocorreram em 2005. 165 mil milhões de euros foi o prejuízo causado pelos desastres naturais em 2005. Vagas de frio e de calor
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    50 milhões depessoas devem abandonar as suas casas nos próximos cinco anos devido a deslizamentos de terras e inundações. No ano 2006, as planícies dos Estados Unidos foram fustigadas por 1114 tornados, um número que não parou de crescer desde 1990. Durante o Inverno austral de 2006, devido à prolongada seca, as cataratas de Iguaçu (Brasil) reduziram o seu caudal de 1500 m 3 para 245 m 3 por segundo. 2003 foi um dos anos mais quentes e contribuiu para a morte prematura se 20 000 europeus, desencadeou enormes incêndios florestais e provocou prejuízos no valor de 10 mil milhões de euros. Por volta de 2070, a Europa poderá vir a assistir a uma onda de calor semelhante de dois em dois anos.
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    Aumento do riscode incêndio 25% da emissões globais de gases de efeito de estufa decorrem da desflorestação e das queimadas florestais.
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    Diminuição da biodiversidade Um terço dos pinguins desapareceu por causa do aquecimento global.
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    23 mil ursospolares estão em risco de extinção. 180 Km é a distância que algumas espécies têm de percorrer para encontrar alimento, por causa do degelo. Cerca de 20 a 30% das espécies animais e vegetais (biodiversidade) correm o risco de extinção se o aumento da temperatura média global exceder 1,5 – 2,5ºC. Muitos dos animais e plantas não conseguirão suportar as mudanças de temperatura. Um estudo aponta que um terço das espécies poderão extinguir-se até 2050.
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    Perda de produçãoagrícola A disponibilidade de alimentos pode estar em causa, generalizando o problema da fome que poderá atingir centenas de milhões de pessoas. A longo prazo, as alterações climáticas podem gerar conflitos regionais, fomes e a deslocação de um grande número de refugiados, à procura de alimentos, água e combustível.
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    Aumento dos riscospara a saúde humana A saúde humana e animal também será afectada. A proliferação de doenças infecciosas pode tornar-se mais perigosa e difícil de controlar e combater. As doenças tropicais, como a malária, podem propagar-se para norte colocando em risco 210 milhões de pessoas. Mosquito transmissor da malária
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    Aumento do stresshídrico Prevê-se uma redução da água potável levando a migrações. 2,8 mil milhões de pessoas devem ficar sem água potável se a temperatura da Terra subir mais 2ºC.
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    Fontes : Agenda Verde 2008 , Focus , nº 340, 19/04/06, National Geographic 1990.