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Foto: David McGrath MUDANÇAS CLIMÁTICAS GLOBAIS E CONSEQÜÊNCIAS PARA O BRASIL Carlos A Nobre, INPE Rio Branco, Acre, 28 de Novembro de 2007 Academia Amazônica
Grandes Desafios  do Século XXI para a Humanidade   MUDANÇAS  CLIMÁTICAS   GLOBAIS ÁGUA FOME ENERGIA DOENÇAS EXTINÇÃO DE ESPÉCIES INSEGURANÇA GUERRAS DEMOCRACIA EDUCAÇÃO POBREZA ÉTICA E JUSTIÇA
O caminho pouco trilhado para a harmonia com a Natureza “ O caminho que nós temos longamento trilhado é ilusoriamente fácil, uma macia super-rodovia, na qual progredimos com grande velocidade, mas no seu final encontraremos o desastre. O outro caminho desta encruzilhada –aquele pouco trilhado– nos oferece  nossa   última ,  nossa   única  chance de chegar ao um destino que assegure a preservação da Terra.” Rachel Carson (1907-1964), Biológa e Escritora Norte-Americana
O caminho ilusoriamente fácil “ Cada nação deve decidir por si própria a combinação apropriada de ferramentas e tecnologias” “ Nós [EUA] devemos liderar o mundo na produção de menos emissões de gases de efeito estufa e nos devemos fazê-lo de tal maneira que não enfraqueça o crescimento econômico ou impeça nações de oferecerem grande prosperidade a seus povos.” George W. Bush 28 de Setembro de 2007
Conteúdo... Mudanças Ambientais Globais são reais, inequívocas e estão se acelerando Mudanças Ambientais Globais impactam regiões, mas estão todas interconectadas Os efeitos das Mudanças Ambientais Globais são desiguais e injustos O Brasil necessita se preparar para as Mudanças Ambientais Globais: conseqüências na Amazônia O desafio das Mudanças Ambientais Globais é científico, político e filosófico
1   Mudanças Ambientais Globais são reais, inequívocas e estão se acelerando O Planeta vivo se encontra em um estado sem análogos no passado
O Planeta Terra é único no Sistema Solar! Efeito Estufa “Runaway” :: Não há ciclo hidrológico para remover o CO 2  da atmosfera A Terra é única no Sistema Solar com sua capacidade de sustentar diversidade de vida Perda de Carbono :: Não há movimento na litosfera para liberar CO2 em Marte Terra “ O Abrigo da Vida” 450 C 14 C -53 C Temperatura à superfície
Efeito Estufa Natural: + 33 C!
O Aquecimento é   inequívoco!   1896: Arrhenius liga causa a efeito! Aumento das temperaturas atmosféricas Aumento do nível do mar   Reduções da neve no HN   e os oceanos… e a alta atmosfera ….
Concentrações de CO2 desde o IGY (1957-58) IPCC é formado C onvenção Climática Kyoto
Observações:  Todas  as concentrações atmosféricas dos GEE vêm aumentando, tornando o aquecimento futuro inequívoco CO 2  aumentou de 280 ppm em 1750 para 379 ppm em 2005 CH 4  aumentou de 715 ppb em 1750 para 1774 ppb em 2005 10 mil anos 10 mil anos N 2 0 aumentou de  270 ppb em  1750 para 319  ppb em 2005 IPCC 2007 WGI 35% desde 1750 148% desde 1750 18% desde 1750
O que nos aguarda no futuro e o que já foi comprometido O Aquecimento vai aumentar se of GEEs aumentarem.  Se os GEEs fossem mantidos constantes nos níveis atuais, um comprometimento de 0,6°C de aquecimento adicional aconteria até 2100. 1.8 o C = 3.2 o F 2.8 o C = 5.0 o F 3.4 o C = 6.1 o F CO 2  Eq 850 600 400 0.6 o C = 1.0 o F IPCC 2007 WGI
Aquecimento Global Futuro IPCC 2007 WGI
Mudanças na Precipitação para 2090-2099  (% relativa a 1980-1999) para Cenário A1B Aumento das chuvas na Bacia do Prata no verão Diminuição das chuvas no Brasil no inverno Fonte: IPCC 2007 WGI
2   Mudanças Ambientais Globais impactam regiões, mas estão todas interconectadas A busca de relações entre os  HOTSPOTS
Limites Climáticos “Perigosos” 0,6 C Branqueamento de corais 0,6  C Perda de gelo da Antártica Ocidental 0,7 C Desaparecimento da geleira do Kilimanjaro 1,0  C  Desaparecimento das geleiras dos Andes tropicais 1,6  C Início do derretimento da geleira da Groelândia 2-3  C Colapso da floresta Amazônica 4   C Colapso da corrente termohalina Source: Exeter Conference, 2005
Fonte: Roger Braithwaite, University of Manchester (UK) Degelo superficial na Groelândia acontecendo muito mais rápido do que o esperado O recorde de degelo de verão da era de cobertura por satélites de 2002 foi excedido em 2005 Fonte:  Waleed Abdalati, Goddard Space Flight Center Redução da espessura em 70 m em 5 anos
Poder de destruição dos furacões vem crescendo nos últimos 30 anos  (Emanuel, 2005) Crescente poder dos furacões está correlacionado com o aquecimento dos oceanos !
Estamos assistindo a mais extremos hidrológicos? “ A Seca da Amazônia em 2005 considerada uma das mais severas em 100 anos”
Fenômenos atípicos:  Quando acontecerá um novo furacão no Brasil? Furacão Catarina (março/2004) Imagem NASA
El Niños mais intensos? foto: Juca Martins fonte: NOAA
3   Os efeitos das Mudanças Ambientais Globais são desiguais e injustos Mudanças Ambientais Globais não podem ser separadas de questões de desenvolvimento
O papel dos países em desenvolvimento 2006: Aumento de 2,6% na emissao global de CO2 de origem fóssil Principalmente devido a um aumento de 4,5% no consumo de carvão China contribuiu com mais de 2/3 deste aumento 2007: As emissões da China de CO2 irão superar as dos EUA em 8%  Estes países são agora parte do problema e devem ser parte da solução Emissões Totais de CO2 de Origem Fóssil EUA China
O papel dos países em desenvolvimento Mas países em desenvolvimento: pequena contribuição às mudanças climáticas, em bases  per capita Emissões  per capita   EUA China Lembremos da UNFCCC de 1992: Responsabilidade comuns, mas diferenciadas
CO 2  de Origem Fóssil& Intensidade do Uso de Carbono Raupach  et al. (2007) Emissões estão seguindo o cenário de mais altas emissões
CDIAC, 2006 Média global de emissões de CO 2  per capita 1980    0,93 t C  1990    0,96 t C    1999    1,04 t C 2005    1,21 t C Para estabilização em 550 ppm em 2050, deve-se  reduzir as emissões de CO 2  em aproximadamente 60% a 70%  em relação ao presente Para uma população estimada de 9 bilhões de pessoas em 2050, isto significa emissão per capita de  0,28 t C a 0,35 t C  Requer:  RADICAL DESCARBONIZAÇÃO DOS SISTEMAS DE PRODUÇÃO Emissões Per Capita de Dióxido de Carbono de Origem Fóssil O tamanho do desafio GLOBAL de mitigar as emissões
As dimensões éticas das Mudanças Ambientais Globais Há uma questão de ética e justiça: as pessoas que vão sofrer as conseqüências mais graves das Mudanças Ambientais Globais são aquelas que menos contribuiram ao problema
A maioria dos “refugiados ambientais” estará na África Fisher, G et al (2002)  Climate Change and  Agricultural Vulnerability  IIASA A vida da maioria depende dos serviços dos ecossistemas  e da agricultura de sequeiro
Blaustein, A. R. and A. Dobson – Nature, vol.439, pp. 143-144, January, 2006 A extinção de sapos das montanhas da América Central! Pounds, J. A. et al. Nature. Vol. 439,  pp.161-167. 2006 Chytridthermal- optimum hypothesis for Batrachochytrium Declínio catastrófico de  grandes primatas da África equatorial ocidental! Walsh et al, 2003 Mudanças Ambientais Globais são desiguais e injustas  não somente para humanos
Extinção de espécies é inevitável Slide courtesy: Martin Parry  , based on IPCC WGII 2007
4   O  Brasil deve se preocupar com o  desafio das Mudanças  Climáticas Globais A Amazônia responde pela maior parte das emissões brasileiras: como converter a ciência das Mudanças Climáticas Globais em políticas públicas para adapta çã o e mitiga çã o?
 “ Num mundo desigual, as mudanças climáticas irão aumentar ainda mais as desigualdades ”  M. Parry, co-presidente do IPCC WGII   O Brasil é país em desenvolvimento, (ainda) com altos índices de pobreza e desigualdade social, portanto, é potencialmente vulnerável às mudanças climáticas
Mudanças nos sistemas físicos e biológicos e temperatura  da superfície 1970-2004 Nenhum local do Brasil na avaliação de impactos do  IPCC 2007! Nos faltam estudos sobre os  impactos das  mudanças climáticas e um  mapa de vulnerabilidade  em escala nacional .
Variação da área potencial de menor risco climático para cultivo de milho, arroz, feijão, arroz, soja e café arábica no Brasil. O maior impacto relativo ao aumento de temperatura poderá ser para a soja, com redução de até 60% na área potencial de plantio. Fonte: Comunicação Pessoal de Eduardo Assad, Embrapa
Sudeste da América do Sul:  Aumento na intensidade e freqüência de dias com chuva intensa (1951-2000) Índice R10 - Número de dias com chuva acima de 10 mm/dia Vazio de dados na Amazônia, Nordeste e partes do Centro-Oeste.  ?
Os ecossistemas Amazônicos estão sujeitos a diversos estrésses ambientais, todos interagindo entre si   Usos  da Terra Fogo Mudança Climática Extremos Climáticos
Futuro dos Biomas Amazônicos: “Savanização”? fontes: Oyama and Nobre, 2003 e Salazar, Oyama and Nobre, 2007 “ Savanização” da Amazônia: um estado de equilíbrio na relação bioma-clima? floresta savana caatinga campos deserto 2000 2100
EXTREMOS CLIMÁTICOS Impactos Climáticos Podem secas levar à “savanização da Amazônia?
Anomalia de Precipitação no SW da Amazônia Dez-Jan-Fev-Mar de 1951/52 a 2004/05 Marengo et al., 2007 A seca de 2005 no SW e W da Amazônia foi muito  Intensa meteorológica e hidrologicamente. Ela afetou o funcionamento ecológico da floresta?
Are hydrological extremes  becoming more frequent? “ The 2005 Western Amazon drought:  one of the most intense drought of the last 100”
MUDANÇAS DA COBEARTURA DE VEGETAÇÃO DEFORESTATION AND BURNING AROUND THE XINGU INDIGENOUS PARK, MATO GROSSO STATE, BRAZIL, 2004. Source: Tropical deforestation and climate change / edited by Paulo Moutinho and Stephan Schwartzman. -- IPAM - Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, 2005.
Cenários Projetados de Mudanças da Cobertura de Vegetação Source: Soares-Filho et al., 2006 - Amazon Scenarios Project, LBA Sampaio et al., GRL, 2007 Control 20% 40% 50% 60% 80% 100% or Soybean
Precipitação Anomalia de Precipitação (%) Sampaio et al., GRL, 2007 A redução da precipitação é maior durante a estação seca e é mais evidente quando a área desmatada ultrapassa 40% ! Redução da chuva durante a estação seca     aumento da duração da estação seca     “savanização” -28.1% -27.5% 100% Pastagem -39.8% JJA -39.9% SON 100% Soja Estação PASTAGEM SOJA
AQUECIMENTO GLOBAL
Cenários de Mudanças Climáticas para a Amazônia Resultados de 15 AOGCMs para os cenários de emissões SRES A2 e B, preparados para o IPCC/AR4. Models:  BCCR-BCM2.0, CCSM3, CGCM3.1(T47), CNRM-CM3, CSIRO-MK3,  ECHAM5, GFDL-CM2, GFDL-CM2.1, GISS-ER, INM-CM3, IPSL-CM4, MIROC3.2 (MEDRES), MRI-CGCM2.3.2,  UKMO-HADCM3, ECHO-G Baixas emissões Altas emissões Incerteza muito grande  quanto à chuva na Amazônia!
Distribuição Projetada de biomas naturais na América do Sul para o período 2090-2099 a partir de cenários climáticos de 15 AOGCMs para o cenário A2 de altas emissões utilizando o modelo de biomas CPTEC-INPE PVM .  Mudança Climática e Impactos nos Biomas da América do Sul utilizando cenários climáticos de 15 diferentes  Modelos Climáticos Globais Salazar et al., GRL 2007
Grid points where more than 75% of the models used (> 11 models) coincide as projecting the future condition of the tropical forest and the savanna in relation with the current potential vegetation.  The figure also shows the grid points where a consensus amongst the models of the future condition of the tropical forest was not found.  for the periods (a) 2020-2029, (b) 2050-2059 and (c) 2090-2099 for B1 GHG emissions scenario and (d), (e) and (f) similarly for A2 GHG emissions scenario. 2050-2059 2090-2099 2020-2029 Salazar et al., 2007 GRL (accepted) Mudança Climática e Impactos nos Biomas da América do Sul SRES B1 SRES B1 SRES B1 SRES A2 SRES A2 SRES A2 Tendência à “savanização” do S, SE e SW da Amazônia até o final do Século para o cenário de altas emissões
O que o pode o Brasil fazer no tocante às mudanças climáticas  globais ? Mitigação das emissões  ou   Adaptação às mudanças climáticas ?
O que o pode o Brasil fazer no tocante às mudanças climáticas globais? Mitigação  E  adaptação ? A busca de um balanço apropriado entre mitigação das emissões e aumento da capacidade de adaptação deve ser iniciado prontamente.
Adaptação   Perigo/Risco Exposição Vulnerabilidade Capacidade Adaptativa Impacto
¾ das Emissões Brasileiras de CO 2  advindas dos Desmatamentos! Emissões brasileiras de CO 2  (per capita): 0,5 ton C/ano de origem fóssil 1,5 ton C/ano com desmatamentos médio 1,0 ton C/ano com desmatamento de 2007
Primeiro passo: reduza o dano! 2004: 27.361 km² desmatado na Amazônia Brasileira 2005 – 2007: ~ 60% de redução no desmatamento ≈ 17.000 km² de desmatamento evitado em 3 anos (linha de base de 20.000 km 2 /ano)  ~  220 milhões de ton C ~US$ 2,2 bilhões de valor de carbono INPE/Prodes & Deter Carbono  na Biomassa
Primeiro passo: reduza o dano! Preços das commodities agrícolas estão subindo (soja, carne, leite) Amazônia é a última fronteira de madeira tropical Biocombustíveis: competição por terras disponíveis (pastagens)  => desmatamento A diminuição das taxas de desmatamento é sustentável?
Serviços Principais de Florestas Tropicais Gullison et al., 2007 Science  Decréscimo do desmatamento em 50% até 2050 Até 15% emissões evitadas de CO 2  para estabilização em 550 ppm
Necessidade de um novo modelo para os Trópicos Madeira Plano Regional Sojicultura Agricultura  Familiar Recursos Hídricos Biodiversi-dade  Serviços Ambientais Pecuária
5   O desafio das Mudanças Ambientais Globais é científico,  político e filosófico O surgimento de um novo  Homo sapiens  e a necessidade de uma revoluç ã o  é tica
Antropoceno “ A influência da humanidade no Planeta Terra nos últimos séculos tornou-se tão significativa a ponto de constituir-se numa nova era geológica”  Prof. Paul Crutzen Prêmio Nobel de Química 1995
A visão do  Antropoceno   Homo planetaris   Homo sapiens
A sabedoria para seguir o caminho pouco trilhado para harmonia com a Natureza nas palavras de Mahatma Ghandi (1869-1948):  “ Earth provides enough to satisfy every man’s need, but not every man’s greed” Photo: David McGrath
Foto: cortesia de Antonio Nobre OBRIGADO!

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Mudanças Climáticas Globais e Consequências para o Brasil - Dr. Carlos Nobre (INPE)

  • 1. Foto: David McGrath MUDANÇAS CLIMÁTICAS GLOBAIS E CONSEQÜÊNCIAS PARA O BRASIL Carlos A Nobre, INPE Rio Branco, Acre, 28 de Novembro de 2007 Academia Amazônica
  • 2. Grandes Desafios do Século XXI para a Humanidade MUDANÇAS CLIMÁTICAS GLOBAIS ÁGUA FOME ENERGIA DOENÇAS EXTINÇÃO DE ESPÉCIES INSEGURANÇA GUERRAS DEMOCRACIA EDUCAÇÃO POBREZA ÉTICA E JUSTIÇA
  • 3. O caminho pouco trilhado para a harmonia com a Natureza “ O caminho que nós temos longamento trilhado é ilusoriamente fácil, uma macia super-rodovia, na qual progredimos com grande velocidade, mas no seu final encontraremos o desastre. O outro caminho desta encruzilhada –aquele pouco trilhado– nos oferece nossa última , nossa única chance de chegar ao um destino que assegure a preservação da Terra.” Rachel Carson (1907-1964), Biológa e Escritora Norte-Americana
  • 4. O caminho ilusoriamente fácil “ Cada nação deve decidir por si própria a combinação apropriada de ferramentas e tecnologias” “ Nós [EUA] devemos liderar o mundo na produção de menos emissões de gases de efeito estufa e nos devemos fazê-lo de tal maneira que não enfraqueça o crescimento econômico ou impeça nações de oferecerem grande prosperidade a seus povos.” George W. Bush 28 de Setembro de 2007
  • 5. Conteúdo... Mudanças Ambientais Globais são reais, inequívocas e estão se acelerando Mudanças Ambientais Globais impactam regiões, mas estão todas interconectadas Os efeitos das Mudanças Ambientais Globais são desiguais e injustos O Brasil necessita se preparar para as Mudanças Ambientais Globais: conseqüências na Amazônia O desafio das Mudanças Ambientais Globais é científico, político e filosófico
  • 6. 1 Mudanças Ambientais Globais são reais, inequívocas e estão se acelerando O Planeta vivo se encontra em um estado sem análogos no passado
  • 7. O Planeta Terra é único no Sistema Solar! Efeito Estufa “Runaway” :: Não há ciclo hidrológico para remover o CO 2 da atmosfera A Terra é única no Sistema Solar com sua capacidade de sustentar diversidade de vida Perda de Carbono :: Não há movimento na litosfera para liberar CO2 em Marte Terra “ O Abrigo da Vida” 450 C 14 C -53 C Temperatura à superfície
  • 9. O Aquecimento é inequívoco! 1896: Arrhenius liga causa a efeito! Aumento das temperaturas atmosféricas Aumento do nível do mar Reduções da neve no HN e os oceanos… e a alta atmosfera ….
  • 10. Concentrações de CO2 desde o IGY (1957-58) IPCC é formado C onvenção Climática Kyoto
  • 11. Observações: Todas as concentrações atmosféricas dos GEE vêm aumentando, tornando o aquecimento futuro inequívoco CO 2 aumentou de 280 ppm em 1750 para 379 ppm em 2005 CH 4 aumentou de 715 ppb em 1750 para 1774 ppb em 2005 10 mil anos 10 mil anos N 2 0 aumentou de 270 ppb em 1750 para 319 ppb em 2005 IPCC 2007 WGI 35% desde 1750 148% desde 1750 18% desde 1750
  • 12. O que nos aguarda no futuro e o que já foi comprometido O Aquecimento vai aumentar se of GEEs aumentarem. Se os GEEs fossem mantidos constantes nos níveis atuais, um comprometimento de 0,6°C de aquecimento adicional aconteria até 2100. 1.8 o C = 3.2 o F 2.8 o C = 5.0 o F 3.4 o C = 6.1 o F CO 2 Eq 850 600 400 0.6 o C = 1.0 o F IPCC 2007 WGI
  • 13. Aquecimento Global Futuro IPCC 2007 WGI
  • 14. Mudanças na Precipitação para 2090-2099 (% relativa a 1980-1999) para Cenário A1B Aumento das chuvas na Bacia do Prata no verão Diminuição das chuvas no Brasil no inverno Fonte: IPCC 2007 WGI
  • 15. 2 Mudanças Ambientais Globais impactam regiões, mas estão todas interconectadas A busca de relações entre os HOTSPOTS
  • 16. Limites Climáticos “Perigosos” 0,6 C Branqueamento de corais 0,6 C Perda de gelo da Antártica Ocidental 0,7 C Desaparecimento da geleira do Kilimanjaro 1,0 C Desaparecimento das geleiras dos Andes tropicais 1,6 C Início do derretimento da geleira da Groelândia 2-3 C Colapso da floresta Amazônica 4 C Colapso da corrente termohalina Source: Exeter Conference, 2005
  • 17. Fonte: Roger Braithwaite, University of Manchester (UK) Degelo superficial na Groelândia acontecendo muito mais rápido do que o esperado O recorde de degelo de verão da era de cobertura por satélites de 2002 foi excedido em 2005 Fonte: Waleed Abdalati, Goddard Space Flight Center Redução da espessura em 70 m em 5 anos
  • 18. Poder de destruição dos furacões vem crescendo nos últimos 30 anos (Emanuel, 2005) Crescente poder dos furacões está correlacionado com o aquecimento dos oceanos !
  • 19. Estamos assistindo a mais extremos hidrológicos? “ A Seca da Amazônia em 2005 considerada uma das mais severas em 100 anos”
  • 20. Fenômenos atípicos: Quando acontecerá um novo furacão no Brasil? Furacão Catarina (março/2004) Imagem NASA
  • 21. El Niños mais intensos? foto: Juca Martins fonte: NOAA
  • 22. 3 Os efeitos das Mudanças Ambientais Globais são desiguais e injustos Mudanças Ambientais Globais não podem ser separadas de questões de desenvolvimento
  • 23. O papel dos países em desenvolvimento 2006: Aumento de 2,6% na emissao global de CO2 de origem fóssil Principalmente devido a um aumento de 4,5% no consumo de carvão China contribuiu com mais de 2/3 deste aumento 2007: As emissões da China de CO2 irão superar as dos EUA em 8% Estes países são agora parte do problema e devem ser parte da solução Emissões Totais de CO2 de Origem Fóssil EUA China
  • 24. O papel dos países em desenvolvimento Mas países em desenvolvimento: pequena contribuição às mudanças climáticas, em bases per capita Emissões per capita EUA China Lembremos da UNFCCC de 1992: Responsabilidade comuns, mas diferenciadas
  • 25. CO 2 de Origem Fóssil& Intensidade do Uso de Carbono Raupach et al. (2007) Emissões estão seguindo o cenário de mais altas emissões
  • 26. CDIAC, 2006 Média global de emissões de CO 2 per capita 1980  0,93 t C 1990  0,96 t C 1999  1,04 t C 2005  1,21 t C Para estabilização em 550 ppm em 2050, deve-se reduzir as emissões de CO 2 em aproximadamente 60% a 70% em relação ao presente Para uma população estimada de 9 bilhões de pessoas em 2050, isto significa emissão per capita de 0,28 t C a 0,35 t C Requer: RADICAL DESCARBONIZAÇÃO DOS SISTEMAS DE PRODUÇÃO Emissões Per Capita de Dióxido de Carbono de Origem Fóssil O tamanho do desafio GLOBAL de mitigar as emissões
  • 27. As dimensões éticas das Mudanças Ambientais Globais Há uma questão de ética e justiça: as pessoas que vão sofrer as conseqüências mais graves das Mudanças Ambientais Globais são aquelas que menos contribuiram ao problema
  • 28. A maioria dos “refugiados ambientais” estará na África Fisher, G et al (2002) Climate Change and Agricultural Vulnerability IIASA A vida da maioria depende dos serviços dos ecossistemas e da agricultura de sequeiro
  • 29. Blaustein, A. R. and A. Dobson – Nature, vol.439, pp. 143-144, January, 2006 A extinção de sapos das montanhas da América Central! Pounds, J. A. et al. Nature. Vol. 439, pp.161-167. 2006 Chytridthermal- optimum hypothesis for Batrachochytrium Declínio catastrófico de grandes primatas da África equatorial ocidental! Walsh et al, 2003 Mudanças Ambientais Globais são desiguais e injustas não somente para humanos
  • 30. Extinção de espécies é inevitável Slide courtesy: Martin Parry , based on IPCC WGII 2007
  • 31. 4 O Brasil deve se preocupar com o desafio das Mudanças Climáticas Globais A Amazônia responde pela maior parte das emissões brasileiras: como converter a ciência das Mudanças Climáticas Globais em políticas públicas para adapta çã o e mitiga çã o?
  • 32. “ Num mundo desigual, as mudanças climáticas irão aumentar ainda mais as desigualdades ” M. Parry, co-presidente do IPCC WGII O Brasil é país em desenvolvimento, (ainda) com altos índices de pobreza e desigualdade social, portanto, é potencialmente vulnerável às mudanças climáticas
  • 33. Mudanças nos sistemas físicos e biológicos e temperatura da superfície 1970-2004 Nenhum local do Brasil na avaliação de impactos do IPCC 2007! Nos faltam estudos sobre os impactos das mudanças climáticas e um mapa de vulnerabilidade em escala nacional .
  • 34. Variação da área potencial de menor risco climático para cultivo de milho, arroz, feijão, arroz, soja e café arábica no Brasil. O maior impacto relativo ao aumento de temperatura poderá ser para a soja, com redução de até 60% na área potencial de plantio. Fonte: Comunicação Pessoal de Eduardo Assad, Embrapa
  • 35. Sudeste da América do Sul: Aumento na intensidade e freqüência de dias com chuva intensa (1951-2000) Índice R10 - Número de dias com chuva acima de 10 mm/dia Vazio de dados na Amazônia, Nordeste e partes do Centro-Oeste. ?
  • 36. Os ecossistemas Amazônicos estão sujeitos a diversos estrésses ambientais, todos interagindo entre si Usos da Terra Fogo Mudança Climática Extremos Climáticos
  • 37. Futuro dos Biomas Amazônicos: “Savanização”? fontes: Oyama and Nobre, 2003 e Salazar, Oyama and Nobre, 2007 “ Savanização” da Amazônia: um estado de equilíbrio na relação bioma-clima? floresta savana caatinga campos deserto 2000 2100
  • 38. EXTREMOS CLIMÁTICOS Impactos Climáticos Podem secas levar à “savanização da Amazônia?
  • 39. Anomalia de Precipitação no SW da Amazônia Dez-Jan-Fev-Mar de 1951/52 a 2004/05 Marengo et al., 2007 A seca de 2005 no SW e W da Amazônia foi muito Intensa meteorológica e hidrologicamente. Ela afetou o funcionamento ecológico da floresta?
  • 40. Are hydrological extremes becoming more frequent? “ The 2005 Western Amazon drought: one of the most intense drought of the last 100”
  • 41. MUDANÇAS DA COBEARTURA DE VEGETAÇÃO DEFORESTATION AND BURNING AROUND THE XINGU INDIGENOUS PARK, MATO GROSSO STATE, BRAZIL, 2004. Source: Tropical deforestation and climate change / edited by Paulo Moutinho and Stephan Schwartzman. -- IPAM - Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, 2005.
  • 42. Cenários Projetados de Mudanças da Cobertura de Vegetação Source: Soares-Filho et al., 2006 - Amazon Scenarios Project, LBA Sampaio et al., GRL, 2007 Control 20% 40% 50% 60% 80% 100% or Soybean
  • 43. Precipitação Anomalia de Precipitação (%) Sampaio et al., GRL, 2007 A redução da precipitação é maior durante a estação seca e é mais evidente quando a área desmatada ultrapassa 40% ! Redução da chuva durante a estação seca  aumento da duração da estação seca  “savanização” -28.1% -27.5% 100% Pastagem -39.8% JJA -39.9% SON 100% Soja Estação PASTAGEM SOJA
  • 45. Cenários de Mudanças Climáticas para a Amazônia Resultados de 15 AOGCMs para os cenários de emissões SRES A2 e B, preparados para o IPCC/AR4. Models: BCCR-BCM2.0, CCSM3, CGCM3.1(T47), CNRM-CM3, CSIRO-MK3, ECHAM5, GFDL-CM2, GFDL-CM2.1, GISS-ER, INM-CM3, IPSL-CM4, MIROC3.2 (MEDRES), MRI-CGCM2.3.2, UKMO-HADCM3, ECHO-G Baixas emissões Altas emissões Incerteza muito grande quanto à chuva na Amazônia!
  • 46. Distribuição Projetada de biomas naturais na América do Sul para o período 2090-2099 a partir de cenários climáticos de 15 AOGCMs para o cenário A2 de altas emissões utilizando o modelo de biomas CPTEC-INPE PVM . Mudança Climática e Impactos nos Biomas da América do Sul utilizando cenários climáticos de 15 diferentes Modelos Climáticos Globais Salazar et al., GRL 2007
  • 47. Grid points where more than 75% of the models used (> 11 models) coincide as projecting the future condition of the tropical forest and the savanna in relation with the current potential vegetation. The figure also shows the grid points where a consensus amongst the models of the future condition of the tropical forest was not found. for the periods (a) 2020-2029, (b) 2050-2059 and (c) 2090-2099 for B1 GHG emissions scenario and (d), (e) and (f) similarly for A2 GHG emissions scenario. 2050-2059 2090-2099 2020-2029 Salazar et al., 2007 GRL (accepted) Mudança Climática e Impactos nos Biomas da América do Sul SRES B1 SRES B1 SRES B1 SRES A2 SRES A2 SRES A2 Tendência à “savanização” do S, SE e SW da Amazônia até o final do Século para o cenário de altas emissões
  • 48. O que o pode o Brasil fazer no tocante às mudanças climáticas globais ? Mitigação das emissões ou Adaptação às mudanças climáticas ?
  • 49. O que o pode o Brasil fazer no tocante às mudanças climáticas globais? Mitigação E adaptação ? A busca de um balanço apropriado entre mitigação das emissões e aumento da capacidade de adaptação deve ser iniciado prontamente.
  • 50. Adaptação Perigo/Risco Exposição Vulnerabilidade Capacidade Adaptativa Impacto
  • 51. ¾ das Emissões Brasileiras de CO 2 advindas dos Desmatamentos! Emissões brasileiras de CO 2 (per capita): 0,5 ton C/ano de origem fóssil 1,5 ton C/ano com desmatamentos médio 1,0 ton C/ano com desmatamento de 2007
  • 52. Primeiro passo: reduza o dano! 2004: 27.361 km² desmatado na Amazônia Brasileira 2005 – 2007: ~ 60% de redução no desmatamento ≈ 17.000 km² de desmatamento evitado em 3 anos (linha de base de 20.000 km 2 /ano) ~ 220 milhões de ton C ~US$ 2,2 bilhões de valor de carbono INPE/Prodes & Deter Carbono na Biomassa
  • 53. Primeiro passo: reduza o dano! Preços das commodities agrícolas estão subindo (soja, carne, leite) Amazônia é a última fronteira de madeira tropical Biocombustíveis: competição por terras disponíveis (pastagens) => desmatamento A diminuição das taxas de desmatamento é sustentável?
  • 54. Serviços Principais de Florestas Tropicais Gullison et al., 2007 Science Decréscimo do desmatamento em 50% até 2050 Até 15% emissões evitadas de CO 2 para estabilização em 550 ppm
  • 55. Necessidade de um novo modelo para os Trópicos Madeira Plano Regional Sojicultura Agricultura Familiar Recursos Hídricos Biodiversi-dade Serviços Ambientais Pecuária
  • 56. 5 O desafio das Mudanças Ambientais Globais é científico, político e filosófico O surgimento de um novo Homo sapiens e a necessidade de uma revoluç ã o é tica
  • 57. Antropoceno “ A influência da humanidade no Planeta Terra nos últimos séculos tornou-se tão significativa a ponto de constituir-se numa nova era geológica” Prof. Paul Crutzen Prêmio Nobel de Química 1995
  • 58. A visão do Antropoceno Homo planetaris Homo sapiens
  • 59. A sabedoria para seguir o caminho pouco trilhado para harmonia com a Natureza nas palavras de Mahatma Ghandi (1869-1948): “ Earth provides enough to satisfy every man’s need, but not every man’s greed” Photo: David McGrath
  • 60. Foto: cortesia de Antonio Nobre OBRIGADO!