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3ª edição Abril/Maio/Junho
A revista Ensaios Acadêmicos é desen-
volvida pelo programa de Iniciação Científica
e Cultural em parceria com os coordenadores
dos diferentes cursos, a Diretoria de Marke-
ting e a Gerência Acadêmica da UniCarioca.
Foi concebida com o objetivo de disponibili-
zar aos professores, pesquisadores e estudantes
um canal para a publicação de trabalhos rela-
cionados às diversas áreas do conhecimento.
Editora-Chefe
Ronize Aline Matos de Abreu
Editor-Executivo
Maximiliano Damas
Conselho Editorial
Alberto Tavares da Silva (UniCarioca)
Diana Cristina Damasceno Lima Silva (UFRJ)
Fátima Cristina Regis Martins de Oliveira (Uerj)
Jalme Pereira (UniCarioca)
Jorge Abreu Soares (UERJ)
Lúcia Venina (UniCarioca)
Luís Alfredo Vidal de Carvalho (UFRJ)
Manoel Martins Filho (UniCarioca)
Márcio Mori (UniCarioca)
Marcos Antonio Silva (UniCarioca)
Regina Célia Pereira de Moraes (UniCarioca)
Ronize Aline Matos de Abreu (UniCarioca)
Rosa Maria Esteves Costa (UERJ)
Verônica Eloi de Almeida (UniCarioca)
Projeto Gráfico
Mayara Rufino
Railane Louven
As ideias expressas na revista não refle-
tem, necessariamente, a opinião da IES, dos
Editores ou do Conselho Editorial, e são de
exclusiva responsabilidade de seus autores.
ensaiosacademicos@unicarioca.edu.br
04
10
12Projeto Santa Rita: Um es-
tudo de coo-perativa de
lixo reciclável na cidade de
Teresópolis
Sustentabilidade e os
impactos nos fatores hu-
manos:Aresponsabilidade social
em complexo petroquímico do
Rio de Janeiro - o Comperj em
Itaboraí
ARede Social como
forma de interação, dis-
seminaçãoedesenvolvedoracul-
tural:Acultura carioca está no ar
Avenida Brasil - um
fenômeno nas mí-
dias sociais
14
20Avenida Brasil – Razões
de sua audiência
26ARede Social :
UnirCarioca
38Normas de Publicação
Introdução
Ociberespaço é o local ideal para fazer uma
verdadeira “teia de contatos”, é o ambiente
propício para se inteirar, ler, pesquisar, adquirir co-
nhecimento e cultura. Este projeto se propõe a fazer
uma investigação de como a rede social mais famo-
sa no Brasil – Facebook – pode ajudar seus usuários
a não apenas manter contato com antigos amigos de
colégio, mas, como também favorecer seu desenvol-
vimento sociocultural.
Esta pesquisa está sendo financiada pela Unicario-
ca, através do programa de Iniciação Científica e a
investigação buscará trazer dados sobre como se dão
as interações na Web: indicações de amigos, socia-
bilidade, troca de experiências, pesquisa na internet
e outras possibilidades de relacionamento e constru-
ção de conhecimento que se abrem.
A pesquisa pretende traçar um perfil dos usuários
que se cruzam e se desenvolvem impulsionados
pelo ritmo da rede, além de um mapa cultural da
região metropolitana do Rio de Janeiro dentro do ci-
berespaço.
Justificativa
Existe hoje um interesse muito grande em per-
ceber o papel das Redes Sociais na formação de
uma cultura democrática, com autonomia.
Justifica-se esta proposta de estudo neste cam-
po ao trazer dados sobre os integrantes da Rede.
Perfil, interesses, disponibilidade em debater,
trocar ideias e informações sobre cultura, cida-
dania, democracia ou mesmo compartilhar seu
conhecimento, publicando, compartilhando,
curtindo e respondendo às postagens.
Objeto de estudo
O foco da pesquisa se concentrará na Rede So-
cial e seus usuários. O problema que se preten-
de estudar é a avaliação de se a Rede é um ele-
mento capaz de estimular a troca cultu-ral entre
pessoas e grupos, e em decorrência gerar novas
ideias, novos comportamentos.
*
Jornalista, aluna do curso de Publicidade e bolsista do
Programa de Iniciação Científica e Cultural da UniCa-
rioca.
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013
Artigo resultante do pro-
jeto de Iniciação Científica
da Unicarioca de Tássia de
Carvalho Silva Albino, BSc.
Tássia é jorrnalista e aluna do
curso de Publicidade e Pro-
paganda da Unicarioca.
Tássia de Carvalho Silva Albino*
tassiadicarvalho@gmail.com
Comunicação de Pesquisa
A Rede Social como
forma de interação, disseminação
e desenvolvedora cultural:
A cultura carioca está no ar
04
A rede pode ser um espaço público onde as
pessoas se encontram, trocam experiências e
ideias? Pode ser um disseminador cultural? É
apenas um lugar em que os usuários falam ame-
nidades para descontrair durante o dia?
Hipótese
Como a mente é social, certamente a Rede tra-
rá transformações na cultura, e isto se dá porque
a Rede provoca interações e relacionamentos.
Dependendo das amizades que o usuário possua
no Facebook ele poderá, ou não, ter acesso a in-
formações culturais de relevância e não apenas
a amenidades.
Objetivo Geral
Estudar a Rede Social como elemento dinami-
zador e construtor de capital social.
Objetivo Específico
Analisar em termos de conteúdo as interações
provocadas e observar através dos diálogos pro-
postos, as trocas, as influências e os memes que
surgem a partir disso.
Metodologia
A metodologia pressupõe a criação de um
grupo no Facebook – Cultura Carioca – para
postagens, interações e relacionamentos entre
os participantes. Quer-se observar através dos
diálogos propostos, as trocas, influências e os
memes que surgem a partir disso.
Também serão realizadas entrevistas qualitati-
vas, com participantes da mídia social, morado-
res do Município do Rio de Janeiro e sua região
metropolitana. Os resultados obtidos servirão
de embasamento para o mapeamento proposto
anteriormente, juntamente com o perfil dos dis-
seminadores culturais cariocas.
Um extrato das discussões do grupo
O que anda acontecendo no cenário cultural do
Rio de Janeiro? Quem são as pessoas que pro-
duzem, divulgam e consomem cultura na cida-
de e região metropolitana? Partindo com essas
perguntas em mente, a autora elaborou propos-
ta e foi agraciada com uma bolsa de iniciação
científica, cedida pela Unicarioca em outubro
do ano passado. A orientação está sendo feita
pela professora Regina Célia Pereira de Mora-
es, doutora em Engenharia de Sistemas e Com-
putação - COPPE / UFRJ.
Todo o trabalho até aqui realizado foi apre-
sentado no início de março deste ano, durante
o Colóquio de Iniciação Científica, realizado no
Auditório da Unicarioca, no Rio Comprido.
Durante a apresentação, enfatizou-se a criação
do Grupo Cultura Carioca no Facebook, que
atualmente conta com mais de 570 membros, e
de como assim que foi criado, apenas  a respon-
sável por este artigo publicava, mas, depois de
algumas semanas, outras pessoas começaram
a postar seus próprios eventos. Hoje, postam
também  professores da Unicarioca e de outras
instituições de ensino, além de artistas liberais,
que divulgam suas atividades, discutem e opi-
nam.
Fato interessante é que durante as férias, o
Grupo Cultura Carioca caminhou sozinho, de-
monstrando autonomia, pois a sua fundadora fi-
cou afastada, mesmo assim, as pessoas continu-
aram publicando. O Cultura Carioca começou
a provar a sua relevância na Rede Social. Os
membros criaram o hábito de divulgar.
Quem quiser discutir, divulgar ou apenas saber
o que está acontecendo no Cultura Carioca, bas-
ta acessar através do endereço:
https://www.facebook.com/groups/cultura.ca-
rioca/
E se quiser conhecer um pouco mais sobre a
autora, basta acessar seu blog neste endereço:
http://tassiadicarvalho.blogspot.com.br
Especialmente para este artigo, destacamos
aqui algumas discussões realizadas no grupo.
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 05
Toda a discussão aqui apresentada está no ori-
ginal conforme enunciado no Cultura Carioca.
Erros de português ou gramática nada mais são
do que o português coloquial.
Discussão iniciada no dia 07 de março de 2013
Regina Moraes - Alguém conhece um espe-
cialista em Sociologia Política que pudesse ex-
plicar para nós, aqui neste espaço, a questão dos
royalties, mas associando à discussão o aspecto
federativo?
Respostas:
Tássia Di Carvalho - Infelizmente não co-
-nheço alguém com uma formação tão especí-
fica assim, mas gostaria de debater sobre isso,
pois vi em um telejornal ontem de manhã, que
é inconstitucional os estados produtores não re-
ceberem os valores que os indeniza-riam pela
extração de seus bens naturais.
Cleibi De Oliveira - Natalie Pereira, conhece?
Natalie Pereira - Posso ver com meu prof da
pós...vou enviar e-mail a ele hoje!!
Análise de Conteúdo: A proposta do Cultura
Carioca está se construindo, ainda estamos fa-
zendo parcerias, tendo em vista o objetivo de
estimular a tessitura de sociabilidade e gerar
transformações. Tudo é muito novo na Web e
estamos nos primórdios de grandes transforma-
ções nas formas de comunicação. E há um fato
importante: a mente é social e o ser humano
aprende e se transforma no contato com o outro.
Mas este contato tem cada vez mais se torna-
do mais elaborado com o advento das mídias: o
jornal, o cinema o rádio a Internet.
A comunicação de “face to face”, passa pro-
gressivamente a ser comunicação “mediada
por computador”. Quais serão as implicações
destas novas variáveis na mente do ser huma-
no? Evidente que não se pode trazer respostas
imediatas, mas o que se pretende nesta pesqui-
sa é reunir um referencial teórico capaz de dar
conta das análises que se pretende fazer.
Discussão iniciada no dia 19 de fevereiro de
2013
Claudia Chaves - Queridos e queridas, aguar-
do, no meu email, claudiachaves1@globo.com,
a confirmacao dos que desejam participar do
grupo de estudos de publicidade e comunicação
empresarial. Já temos participações especialis-
símas. Começamos dia 12 de marçø.
Respostas:
Tássia Di Carvalho - Oi professora, que grupo
é esse? Aonde será? Quanto será? Como será?
Claudia Chaves - Quero comecar a juntar um
grupo, de forma mais permanente possivel, para
discutirmos temas da atualidade na area de pu-
blicidade e comunicacao empresarial. Vai ser
cobrado. Ainda nao sei quanto. E a ideia e ter-
mos no maximo 20 pessoas. E um projeto para
comecar em marco e sem prazo para acabar.
Danielle Cristine - E queroooooooooo...
Claudia Chaves manda email.
Tássia Di Carvalho - Eu quero também, mas
dependo saber do quanto para ver se terei con-
dições.
Tássia Di Carvalho - Claudia Chaves você já
tem informações sobre o grupo para divulgar?
Claudia Chaves - Ainda nao querida. mais4
super profissionais e professores resolveram se
agregar ao grupo. terça ja terei novidades. Bei-
jo.
Tássia Di Carvalho - Por favor nos deixe a par
disso. Há algumas semanas eu conversava com
umas colegas de faculdade sobre isso e estamos
bem interessadas. Eu principalmente.
Análise de Conteúdo: O Cultura Carioca está
crescendo, aglutinando professores e alunos,
tornando-se um canal para troca de conheci-
mentos. Mas não é este o papel da cultura? Ser
o veículo da palavra, do sentimento, do novo?
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 06
Discussão iniciada no dia 20 de janeiro de
2013
Tássia Di Carvalho - Lançado há apenas algu-
mas semanas, o nacional “De Pernas pro Ar 2”
já levou aproximadamente 2,7 milhões de pes-
soas aos cinemas brasileiros. Na sua opinião,
o cinema do nosso país consegue esse tipo de
mobilização apenas com comédias e violência
ou o brasileiro começou a valorizar a “prata da
casa”?
Respostas:
Deocleciano Moura Faiao - *** adoro os
2***azul 2013
Tássia Di Carvalho - Você assiste a outros gê-
neros nacionais?
Tássia Di Carvalho - Ou gosta apenas destes?
Deocleciano Moura Faiao - **cara o nosso
povo gosta de ver aquilo que é facill .que ele
consegue transporta pro seu dia á dia ai mas
quando o cinema pega um lance mas cabeça
,igual ao paraíso artificias já chama menos a
atenção, eu que curti a pornochácha,e depois
as coisas pessadas do cinema Canadence ,fran-
cês e o espanhol e gosto das possibilidades que
um filme me dar depois que saio do cinema não
curto muito esses lances não .fiui ver as aven-
turas de pi ,poi tinha lido o livro uns 3 anos an-
tes e gosto do diretor e sai de alma lavada pela
fidelidade, do texto era como se eu tivesse lido
naquele dia e me fez ver coisas que não tinha
percebido e isto com todo os efeito isso eu pago
para ver por isso eu gasto o vale cultura e ainda
faço a intera** azul 2013
Análise de Conteúdo: De aproximadamente
quinze anos pra cá, brasileiros voltaram a pro-
duzir Cinema massivamente. Da mesma forma
como dito pelo usuário Deocleciano, estilos de
filmes mais rentáveis são aqueles de fácil enten-
dimento, mas é possível verificar uma mudança
na postura dos espectadores, que nos últimos
dez anos têm ido às escolas de cinema que se
espalham pelo país para aprenderem a fazer
seus próprios filmes. Exemplo disso é a Escola
Livre de Cinema de Nova Iguaçu.
Discussão iniciada no dia 30 de novembro de
2012	
Tássia Di Carvalho: O que é Cultura na sua
opinião?
Respostas:
Tássia Di Carvalho - Cultura é tudo, tudo o
que faz parte dos costumes de um povo ou seg-
mento da sociedade é cultural.
Regina Moraes - Cultura é linguagem, é a
forma como o povo se “percebe” socio-políti-
ca mente no quadro conceitual. Cultura é uma
teia que só apanha, o que se deixa apanhar, em
função do nível de percepção de cada um e de
todos.
Análise de Conteúdo: Nota-se que há a opinião
de que a Cultura é pessoal e variável, de pessoa
para pessoa, como fica perceptível na discus-
são acima. No entanto nota-se também que há
uma cultura que une as pessoas, dentro de uma
mesma língua e dentro de um mesmo processo
histórico. Pode-se perceber pelas respostas que
as visões fornecidas pelas lentes culturais são
diferenciadas, porque há um conjunto de expe-
riências pessoais e sociais, bem como processos
educativos.
Discussão iniciada no dia 29 de novembro de
2012
Regina Moraes - Olha que frase bacana do
Morgan Freeman, reiterando nossos debates
aqui no Cultura Carioca. “O dia em que parar-
mos de nos preocupar com Consciência Negra,
Amarela ou Branca e nos preocuparmos com
Consciência Humana, o racismo desaparece.”
(Morgan Freeman)
Respostas:
Tássia Di Carvalho - O problema professora é
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 07
que se nós paramos de nos preocupar com a cons-
ciência negra enquanto gente preconceituosa não
se preocupa com a consciência humana, não adian-
ta nada. Afinal continuaríamos com o preconcei-
to, só que o negro se tornaria passivo, e dessa vez
seria uma passividade pior do que a escravização,
pois desta vez seria uma escravização intelectual
consentida.
Tássia Di Carvalho - Entendo o que o Freeman
disse, mas para vivermos do jeito que ele pensa,
todos, todos os seres humanos teriam que entrar
nessa ideologia e não poderia haver espaço para
nenhum ser humano contrário a essa ideologia.
Tássia Di Carvalho - Pensando que na terra exis-
tem quase sete milhões de pessoas - ou até mais
que isso - essa ideia é praticamente impossível.
Tássia Di Carvalho - O que acha professora Re-
gina Moraes???
Regina Moraes - Penso que o Neo Liberalismo
estimula o desenvolvimento de visões separatis-
tas - os Direitos Individuais isolados: Consciência
judáica; consciência gay; Consciência feminina;
Consciência negra. Interessa ao Liberalismo que
não exista unidade. Interessa que a causa comum
fracasse imperceptivelmente. Morgan Freeman já
percebeu, porque é um homem inteligente que per-
cebe a importância de se ter uma visão de conjunto
do povo pobre, humilhado, que está cada vez mais
sem voz, porque não tem nenhuma bandeira, a não
ser a do operário sem direito a emblemas.
Regina Moraes - Na terra somos mais de 6 bi-
lhões de pessoas e excluidos são em torno de 3,5
bilhões, de todas as cores, credos e gêneros. Só
uma consciência unificada pode fazer que sejamos
irmãos numa causa comum. Mas isto não interessa
ao neo Liberalismo que quer dividir para reinar.
Análise de Conteúdo: O senso comum nessa
discussão foi a falta de unidade. A falta de uma
consciência coletiva faz com que os indivíduos se
tornem cada vez mais separatistas, gerando suas
próprias consciências: negra, branca, gay. A per-
gunta que fica no ar é: como fazer essa unificação?
Como fazer com que mais de sete milhões de se-
res humanos parem de pensar em suas próprias
minorias e juntem-se para formar uma maioria
unificada?
No livro Filosofia World, Pierre Levy destaca: 
“A partir de agora, a grande aventura já não é
a de países, de nações, de religiões, de quais-
quer ismos, a grande aventura é a aventura da
humanidade, a aventura da espécie mais inteli-
gente do universo que conhecemos. Esta espé-
cie ainda não está completamente civilizada.
Ainda não tomou integralmente consciência que
constitui uma única sociedade inteligente. Mas
a unidade da humanidade está sendo feita agora.
Depois de tantos esforços, chegou finalmente a
unificação da humanidade, sob uma forma que
não esperávamos: não é um império, não é uma
religião conquistadora, uma ideologia, uma raça
pretensamente superior, qualquer ditadura, são
imagens, canções, o comércio, o dinheiro, a ci-
ência, a técnica, as viagens, as misturas, a In-
ternet, um processo coletivo e multiforme que
emerge por todos os lados. Que acontecimen-
to extraordinário! Tentei neste livro discernir a
unidade da corrente que nos leva a dar um nome
a este processo: a expansão da consciência”.
Discussão iniciada no dia 24 de novembro de
2012
Tássia Di Carvalho - Você acredita que este-
ja havendo uma revolução cultural no espaço
que a mídia vem dando aos negros? Este fim
de semana teremos o Back2Black - festival que
busca “reconstruir a conexão da sociedade com
suas raízes africanas através das artes”. Ontem
tivemos o empossamento do ministro Joaquim
Barbosa como presidente do STF. O que você
pensa a respeito dessas mudanças que ocorre-
ram na semana em que se comemora o Dia da
Consciência Negra?
Regina Moraes - Eu acho que deveria se am-
pliar para o dia da Consciência coletiva, onde
negros, brancos, homens, mulheres e todos de-
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 08
veriam refletir sobre suas práticas. Precisamos
aprender a viver juntos.
Regina Moraes - Creio que hoje as pessoas
vivem olhando para si mesmas, para os seus
sofrimentos, suas angústias e esquecem que se
precisa olhar para o mundo, para quem está ao
lado, para quem está longe e para quem está
perto. A consciência coletiva não tem cor.
Regina Moraes - Parabéns Tássia pela sua co-
locação tão pertinente nos dias de hoje.
Regina Moraes - Chamar para o debate é jor-
nalismo sério e democrático.
Cleibi De Oliveira - Vejo como curso natural
proveniente de esforços solitários e tb dos “cor-
porativistas”. Há 2 dias, conversava pela inter-
net com um amigo sobre o ministro. Comen-
tei que as pessoas começam a ensaiar um côro
para presidente com seu nome, mas esquecem
que ninguém governa só. Não me surpreende-
ria com boicotes ao seu governo, caso eleito. O
interessante nisso tudo é que o assunto é perti-
nente. Nessa tal conversa com meu amigo, dis-
se: O q o negro tem que continuar fazendo é
estudar, se informar, se impor qdo necessário,
no sentido de fazer valer seus direitos. Já que
vivemos de acordo com os deveres, nada mais
justo. Nunca mais esqueci, depois que ouvi uma
estudante de sociologia, acho, no programa do
Sergio Groisman, ainda no sbt, Programa Li-
vre, ela disse que o povo precisa é de informa-
ção. Eu era adolescente, a imponência e certeza
nos olhos daquela jovem me emocionaram.
Análise de Conteúdo: De que importa a cor da
pele? É só uma pele, por acaso o sangue do ne-
gro é de alguma outra cor senão vermelho? Por
acaso os órgãos dos negros não são os mesmos
que os brancos possuem? Então por que tanto
tempo é gasto em discussões sem sentido? Por
que o negro ainda sofre com o Dia da Consci-
ência? Apenas um dia do ano é separado para
lembrar do que o negro sofreu com a escravi-
dão, mas quem é que se lembrou disso? O que
fez nesse dia? Praias lotadas marcaram a data
em 2012. Pra quem serve este feriado?
Conclusão
Esta pesquisa tem como foco o contexto da
pós-modernidade, onde as Redes Sociais envol-
vem a todos, possibilitando uma comunicação
que se estende além de nossas vizinhanças pró-
ximas.
O estudo não seria possível sem a bolsa de Ini-
ciação Científica dada pela Unicarioca. Foram
gastas muitas horas de estudo, leitura, dedica-
ção e certamente muitas mais serão até que o
estudo esteja concluído.
Certamente já foi dito por Pierre Lévy (2000)
que o grupo influencia a inteligência de cada in-
divíduo que é parte da rede, Podemos falar em
memes, ideias. Conceitos que são repassados,
criados, construindo uma cultura na web, que
certamente mudará a todos os integrantes. Ou
não. É isto que esta pesquisa pretende perceber,
averiguar, entender e registrar
Bibliografia
LÉVY Pierre, O que é Virtual, Tradução de
Paulo Neves; São Paulo; Editora 34; 1ª Edição,
1996.
LÉVY Pierre, Tecnologias da Inteligência, São
Paulo; Editora 34; 2000.
LÉVY Pierre, Filosofia World – O Mercado, o
Ciberespaço, a Consciência, capturado na Inter-
net, em 22 de março de 2013, no link: https://dri-
ve.google.com/?tab=mo&authuser=0#search/
pierre+levy
TAPSCOTT Dan, A Hora da Geração Digital,
Rio de Janeiro; Editora Negócios, 1ª Edição,
2010.
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 09
Projeto Santa Rita:
“Nãosabemosaproporçãodoven-
to, se nos entregarmos de corpo e
alma seremos levados para um fu-
turo novo e surpreendente, basta
acreditar nas pessoas e confiar”.
Junara Helena Ayres*
junarahelena@gmail.com
Introdução
O termo “sustentabilidade” foi criado pela
ONU e implantado pela comissão mundial do
meio ambiente. Alguns objetivos foram traçados
pela ONU:
• Atender as necessidades das atuais gerações en-
sinando como usar os recursos naturais sem cau-
sar danos ao meio ambiente,
• Reduzir os impactos ambientais para que a ge-
ração futura possa usufruir dos benefícios gerados
pelo desenvolvimento sustentável que não esgo-
ta os recursos naturais quando usados de forma
consciente;
• Estimular crescimento econômico que respei-
ta a natureza e preserva os recursos naturais para
que a humanidade possa conviver e viver em um
planeta mais consciente, sabendo que os recursos
naturais se não forem preservados terão fim.
Este projeto de Iniciação Científica, com foco na
sustentabilidade, tem como grupo de estudo os
jovens moradores da periferia de Teresópolis.
Os órgãos governamentais que estão apoiando o
projeto são a Secretária de meio ambiente de Te-
resópolis; a ONG Move Rio e Voluntários mo-
radores da cidade e de fora da cidade.
Problema
A investigação a qual estamos nos propondo
centra-se em uma cooperativa de lixo reciclá-
vel em Teresópolis, e o que queremos verificar
é como os jovens moradores e suas famílias da
periferia de Teresópolis estão percebendo o pro-
jeto de reciclagem Santa Rita, para uma cultura
de sustentabilidade e trabalho?
Hipótese
Entramos em campo, neste projeto de Inicia-
ção Científica com a crença de que “Iniciativas
que implementem o trabalho apoiado em uma
cultura de reciclagem podem estimular grupos
excluídos a mudar a percepção, aderindo à im-
portância de uma vida sustentável.
*
Aluna do curso de Administração e bolsista do Progra-
ma de Iniciação Científica e Cultural da UniCarioca.
Um estudo de cooperativa de lixo reciclável
na cidade de Teresópolis
Comunicação de Pesquisa
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 10
Objetivo Geral e Objetivo Específico
O objetivo geral desta pesquisa é “Estudar uma
cooperativa de lixo reciclável na cidade de Te-
resópolis que aproveita recursos que causam im-
pacto no meio ambiente, e que ensina à comuni-
dade o reaproveitamento de forma correta.
O Objetivo específico é “Conhecer e relatar a
percepção dos jovens e suas famílias quanto aos
impactos do uso do lixo reciclável na sustenta-
bilidade em suas vidas de pessoas excluídas do
bem estar social.
Metodologia da pesquisa
A metodologia pressupõe uma estratégia de
pesquisa de campo, com entrevistas com os jo-
vens do projeto e suas famílias. Também pres-
supõe entrevista com a autora do projeto: Ana
Lucia Leite.
Resultados
A pesquisa ainda esta em andamento e já foram
construídas duas lixeiras que foram entregues e
se encontram em execução.
Pensando nos jovens e em suas famílias, na
missão do Projeto Santa Rita e nos objetivos que
se pretende alcançar, é evidente que há um desa-
fio “que exige aperfeiçoar sua qualificação, pro-
piciar acesso á tecnologia, ao critério do mer-
cado. É preciso conceber formas de integração
desses segmentos na economia nacional. Uma
ação em favor dos mais fracos, sem poder e sem
voz” (SACHS, 2003).
Ao encerrarmos este primeiro artigo queremos
ressaltar que o projeto está em andamento, esta-
mos montando uma estratégia para entrevistar
os jovens e suas famílias. Os objetivos traçados
estão progressivamente sendo alcançados.
Bibliografia
SACHS, Ignacy. Inclusão Social pelo Traba-
lho – Desenvolvimento, trabalho decente e o fu-
turo dos empreendedores de pequeno porte, Rio
de Janeiro: Ed. Garamond, 2003, 200 p.5.
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 11
“O que significa pós modernidade no campo do
trabalho? Não se pode mais esperar por sua es-
tabilidade, segurança e permanência – carac-
terísticas pelas quais ele é retratado há pelo
menos um século.” (BENDASSOLI, 2010)
Introdução
Este projeto envolve a cidade em que vive
minha família e onde passei toda minha infân-
cia, Itaboraí já foi considerada pela ONU uma
das cidades mais pobres do Brasil.
Anotícia da escolha do município como local
para receber o maior projeto já realizado pela
Petrobras, trouxe uma série de expectativas
para a população e a esperança de que mudan-
ças positivas melhorariam a qualidade de vida
de seus moradores.
É mensurar as ações tomadas pela Petrobras
no que diz respeito a Responsabilidade social,
procurando avaliar se os resultados obtidos são
percebidos como satisfatórios para os envolvi-
dos.
Metodologia
Estamos nos propondo a realizar uma pesqui-
sa de campo, com formulários dirigidos à po-
-pulação de Itaboraí, para analisarmos impactos
como: Aumento do custo de vida, Expectativa
de vida, Educação, Saúde, Migração de pessoas
entre outros fatores sociais e econômicos deste
município.
A metodologia pressupõe também a aplicação
de um questionário direcionado a empresa Pe-
trobras, com o objetivo de conhecer as iniciati-
vas tomadas pela Organização para minimizar
os impactos sociais gerados.
Resultados
Já existem pequenos grupos se organizando em
reuniões informais para questionarem e pedirem
soluções para problemas de suas comunidades,
portanto percebe-se a formação de redes sociais
e começam a surgir pequenas lideranças, porém
foi percebido que tanto o COMPERJ quanto a
Sustentabilidade e os
impactos nos fatores
humanos:
A responsabilidade social
em complexo petroquímico do Rio de
Janeiro - o Comperj em Itaboraí
Artigo resultante do proje-
to de Iniciação Científica da
Unicarioca realizado por
Suellen Pereira*
suellen1804@yahoo.com.br
Comunicação de Pesquisa
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013
*
Aluna do curso de Administração e bolsista do Pro-
grama de Iniciação Científica e Cultural da UniCarioca.
12
Prefeitura não possuem um canal de comunica-
ção para receber estas demandas.
Uma porção relativamente grande da popula-
ção não acredita que o COMPERJ trará mudan-
ças significativas em indicadores sociais liga-
dos a educação e saúde.
Durante a aplicação dos questionários nas co-
munidades mais próximas do complexo petro-
químico, diversas pessoas relataram que estão
tendo problemas de falta d’água, e indicaram as
obras como o motivo para que seus poços (tanto
comuns, quanto artesianos) secassem.
Conclusão
A pesquisa começa a demonstrar que as mu-
danças ocasionadas por um projeto desta mag-
nitude fazem com que a as comunidades se
organizem, interajam e formem redes de comu-
nicação, estas redes acontecem de forma espon-
tânea.
Acreditamos ser possível (e interessante) aju-
darmos na articulação dessas redes, incluindo
no projeto a realização de reunião ou audiência
pública, em que possamos mediar diálogos en-
tre a Comunidade, Prefeitura e algum represen-
tante da Petrobrás.
É notório que a vida dos moradores de Ita-
boraí sofrerá transformações, pesquisas como a
realizada pela FIRJAN, apontam que a popula-
ção do município quadruplicará nos próximos
10 anos.
Outros itens somam para estas mudanças,
como o fato que foi possível averiguar em cam-
po, nas comunidades mais próximas ao empre-
endimento em que existem casas e comércios
sendo comprados e posteriormente destruídos
e onde anteriormente haviam vidas e interação
social hoje começa a existir o nada.
Acultura é viva, como uma planta ou animal
que se adapta ou extingue-se, interações e redes
sociais são como a natureza, a cultura local das
comunidades de Itaboraí, está sendo afetada e
degradada e também está em risco de extinção.
Este é o fenômeno social que queremos obser-
var medir e compreender...
Bibliografia
BENDASSOLLI, Pedro Fernando, Trabalho
e Identidade em Tempos Sombrios, Editora:
Idéias & Letras , 2010
TOURAINE, Alain, Um novo paradigma: para
compreender o mundo de hoje, Editora: Petró-
polis: Vozes, 2006. 261 p.
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 13
Introdução
O trabalho a ser apresentado tem o objetivo de
verificar de que modo a telenovela Avenida Brasil
foi apropriada por internautas/telespectadores nas
mídias sociais. Assim, buscaremos compreender
o cenário de interação entre televisão e internet
que se verifica, atualmente, no Brasil. A teleno-
vela possui uma penetração intensa na sociedade
brasileira devido a uma capacidade peculiar de
alimentar um repertório comum de representa-
ções por meio do quais pessoas de classes sociais,
gerações, sexo, raça e regiões diferentes se posi-
cionam e se reconhecem umas às outras (LOPES,
2002:2).
Ao telespectador, acompanhar ou assistir a uma
novela é incorporar a trama ao cotidiano e de cer-
ta forma participar da dinâmica social que vai
definindo os rumos da narrativa, o que também
justifica o fato de ser uma obra aberta, sofrendo
influências por parte do público e assim “o teles-
pectador anônimo está incorporado à dinâmica do
fazer novela”(HAMBURGER, 2005:44).
Presente há mais de 60 anos no país, a televisão
se firmou como um dos mais importantes meios e
atinge diariamente mais de 90% do território na-
cional, segundo dados do Instituto Brasileiro de
Geografia Estatística (IBGE, 2008). Ainda é mais
numerosa se comparada com outras mídias, como
o computador pessoal, por exemplo, e ultrapassa
inclusive a quantidade de rádios desde 2002 se-
gundo a mesma pesquisa. ATV não pode ser vista
como um veículo que comunica somente às clas-
ses mais baixas: sua penetração é grande em todos
os níveis socais: 94% na classe A1 e 96% na classe
D (IBGE, 2008).
Atelenovela nada mais é do que uma nova versão
de um velho gênero, o folhetim, que começou no
veículo impresso (jornal), adaptou-se para outro
veículo (rádio) com as radionovelas e, finalmente,
foi adequado para o mais novo veículo, e de maior
refinamento tecnológico eletrônico, a televisão
(PALLOTINI, 1998:34).
Assim como foi previsto que o advento da televi-
são iria extinguir o rádio, pensou-se também que o
desenvolvimento da internet, por sua vez, acaba-
ria com a televisão. Porém, o cenário atual mostra
Avenida Brasil:
Um fenômeno nas mídias sociais
Artigo resultante do proje-
to de Iniciação Científica da
Unicarioca realizado por
Allan da Conceição Jayme*
allanjayme@ig.com.br
Artigo
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013
*
É aluno do curso de Administração da UniCarioca e parti-
cipa do projeto de Iniciação Científica e Cultural “Televisão
e produção cultural brasileira: diálogos entre representa-
ções”, orientado pela Profa. Dra.Veronica Eloi de Almeida.
14
possuem seu espaço, como também esses dois
meios muitas vezes atuam de forma integrada,
nos fazendo perceber que os conteúdos e infor-
mações podem permear ambos os espaços, as-
sim como podem iniciar em um meio e invadir
o outro, como veremos ao avaliar o caso da no-
vela Avenida Brasil (2012).
A Interação
De acordo com dados do site Avantare, há sete
bilhões de pessoas no mundo, sendo que pou-
co mais de dois bilhões são habitantes digitais.
A Avantare acredita que a internet aproximou
as pessoas, e que as redes sociais são as nossas
novas “praças”. Os dados desta fonte também
mostram-nos que no Brasil o Twitter possui
mais de 17 milhões de usuários. O Facebook,
por sua vez, cresceu 479% no ano de 2010 e
300% em 2011. O que pode estar associado
também ao declínio do Orkut, outra rede social
que era bastante popular no Brasil. Através des-
ses dados, percebemos a relevância que a in-
ternet e as mídias sociais estão adquirindo com
o passar dos anos. A cada dia há mais pessoas
conectadas à internet e mais usuários ativos em
mídias sociais. Não há como negar que a inter-
net transformou o cenário social e configurou
novas formas de interação.
Uma pesquisa do Ericsson ConsumerLab rea-
lizada em 40 países mostrou que 62% das pes-
soas usam redes sociais enquanto assistem à
TV. No Brasil esse percentual é ainda mais alto:
73%, com um crescimento de 25% em relação
ao ano anterior. É válido ressaltar que entre os
que ficam ligados às duas telinhas ao mesmo
tempo 25% usa a rede social para comentar o
programa que assiste.
A ligação entre as ferramentas de interação so-
cial e a televisão não são mero acaso. A empresa
Hi-Mídia divulgou o estudo “Horário Nobre da
Mídia Digital no Brasil”, em que constatou que
o período preferido dos brasileiros para acessar
a internet é entre 19h e 22h. Não por coicidên-
cia esse é também o horário nobre da TV, onde
se concentram filmes, seriados e as novelas de
maior audiência. Outro dado relevante sobre
os usuários da internet é que as principais ati-
vidades de quem frequenta o “primetime” bra-
sileiro são as redes sociais (41%), ler e enviar
e-mails (35%) e ler notícias (32%).
Diante desse cenário, alguns conteúdos se
mostram populares tanto na TV quanto na rede,
como é o caso da telenovela. Além de ser um
dos principais gêneros das emissoras abertas
no país em investimentos e retorno financeiro,
é detentora das maiores audiências da TV. Atu-
almente, a principal emissora brasileira em nú-
meros de audiência (média de 21 pontos ante
7 e 6 pontos da segunda e terceira colocadas),
a Rede Globo exibe seis telenovelas, dentre as
quais em 2012 a Avenida Brasil. Esta foi re-
conhecida pela emissora e pelo público como
carro chefe da programação. Avenida Brasil
apresentou expressivos números de audiência,
chegando à marca de 50 pontos no painel na-
cional do Instituto Brasileiro de Opinião Públi-
ca e Estatística (IBOPE), o que equivale a oito
em cada dez televisores ligados e sintonizados
para assistir à exibição dos capítulos (Revista
VEJA, 2012:153).
A repercussão ou o sucesso de um programa
pode ser percebido através de vários fatores
como a apropriação e os comentários nas mí-
dias sociais. Avenida Brasil foi um exemplo de
repercussão na internet, desde montagens com
os personagens, perfis no Facebook, Twitter,
hashtags, tumblers e imitações da história que
tomaram conta da rede.
O conhecimento de que existe uma massa de
telespectadores teclando e assis-
tindo ao mesmo tempo determinado progra-
ma se mostra cada vez menos anônima, princi-
palmente pelo compartilhamento ge-rado por
sites como o Twitter e o Facebook.
Aliás,nestasredesAvenidaBrasilobtevegran-
de destaque. A campeã de compartilhamento
na internet foiAvenida Brasil. Um le���������vantamen-
to realizado pela Seekr, empresa que monitora
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 15
Nas mídias sociais, o sucesso do folhetim pa-
rece não ter precedentes. No Facebook a novela
teve 286.149 fãs e a hashgtag #oioioi (que faz re-
ferência à música de abertura da novela) chegou
a ser mencionada mais de 1,3 mil vezes por dia
no Twitter. Já as personagens principais Rita/Nina
(Débora Falabela) e Carminha (Adriana Esteves)
foram mencionadas em média mil vezes por dia
no microblog, segundo o site Topsy, que mede a
recorrência de palavras na rede.
Alguns bordões também ganharam muito desta-
que na rede, por isso foram alvo de pesquisas no
site de buscas Google e nas redes sociais Twitter
e Facebook Brasil e no site compartilhador de ví-
deos Youtube. Entre os sites mais visitados desta-
camos:
• Me serve, vadia: frase da personagem Nina/
Rita (Débora Falabela), em um dos momentos de
maior audiência da novela, tal expressão apresen-
tou mais de mais de 176 mil resultados no Goo-
gle, 16.000 menções no dia da exibição do 101°
capítulo e 7.593 durante os 30 dias seguintes no
Twitter. Sobre essa frase, no Youtube, são aproxi-
madamente 278 vídeos;
• Ariranha: termo que remete à personagem
Suelen (Ísis Valverde). De acordo com o Goo-
gle Insights, ferramenta que busca por palavras-
-chaves de um determinado tema fazendo compa-
rações entre elas e classificando-as de diferentes
formas, tais como: localizações geográficas, ca-
tegorias, palavras mais buscadas entre os usuá-
rios, apenas um mês depois do início da novela,
no dia 26 de março, a busca pelo termo já havia
aumentado 390%;
• É tudo culpa da Nina: frase da perso-
-nagem Carminha (Adriana Esteves) que tam-
bém obteve grande repercussão. Segundo o site
Topsy, no dia 20 de julho, foram mais de 40 mil
menções, colocando a personagem Rita como
culpada pelos mais diversos fatos, desde o mau
tempo, até a morte de celebridades. No Face-
book a página mais influente é a Culpa da Rita
com mais de 10 mil fãs. Em buscas no Google
mais de 790 mil resultados são encontrados fa-
zendo referência à novela;
• Oi Oi Oi: trecho da música de abertura da
novela é a hashtag mais usada nos tweets que
fazem referência à Avenida Brasil, sendo mais
de 12.188 citações no mês de agosto. A expres-
são tem no Youtube aproximadamente 15.200
resultados e no Google mais de 811.000. No
dia do 100° capítulo, que prometia uma virada
na história, quando a vilã descobre quem real-
mente é sua opositora Nina, #OiOiOi100 atin-
giu o topo dos Trending Topics mundial. Outras
hashtags como #avenidabrasil, #congela, #Es-
seCadinho, #MistériosdeCarminha e #Capítu-
lo100 ficaram entre os dez assuntos mais cita-
dos no Twitter no dia da exibição do centésimo
episódio da novela.
Os Recursos Utilizados
Quanto às apropriações visuais da novela, o
recurso de colocar a foto da protago-
nista Nina nos mais diferentes locais e situações
foi o mais utilizado pelos internautas. As mon-
tagens faziam menção ao fato de que a persona-
gem aparecia em grande parte das cenas inves-
tigando a vida dos outros, presenciando assim
momentos decisivos da trama.
Outro elemento recorrente em referências à
novela são os tumblrs, sistema de mídia social
e micro-weblog que permite aos seus usuários
compartilhar links, textos, vídeos e áudio. Esta
Fonte: Divulgação/site. Disponível em: http://www.facebookstories.
com/stories/3897/brasil-tendencias. Acesso em 14/03/2013
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 16
marcas nas mídias sociais, encontrou sete mil
menções a termos ligados à novela no Twitter,
durante 24 horas entre os dias 9 e 10 de agosto de
2012, sendo o assunto mais comentado no Face-
book Brasil em 2012 (Revista Exame 13/12/2012),
conforme podemos observar:
mídia foi responsável pela maior quantidade de
montagens com a estética, conteúdo e persona-
gens de Avenida Brasil.
Dentre todas as apropriações a mais famosa
foi o congela - momento final dos capítulos da
novela no qual em alguma situação delicada,
um personagem aparece estático e em preto e
branco, tendo um fundo desfocado. Por isso,
é possível dizer que a essência do estilo folhe-
tim, criado no rodapé dos jornais, em prender
a atenção do leitor para o dia seguinte descrita
por Meyer (1998: 14), foi aperfeiçoado com o
congela.
Para incentivar a possibilidade de congela-
mento entre os internautas, o site da novela dis-
ponibilizou um aplicativo para o congelamento,
que era divulgado e explicado pelos persona-
gens da própria novela. Através de tutoriais es-
palhados pela rede, personalidades e anônimos
editaram fotos pessoais com essa estética, di-
vulgando suas fotos congeladas nas mídias so-
ciais.
As reflexões sobre a novela
A minha pesquisa dialoga com o trabalho da
pesquisadora Maria Immacolata Lopes, que afir-
ma que a novela constitui um exemplo de nar-
rativa que ultrapassou a dimensão do lazer, que
impregna a rotina cotidiana da nação, constrói
mecanismos de interatividade e uma dialética
entre o tempo vivido e o tempo narrado, e que
se configura como experiência, ao mesmo tem-
po cultural, estética e social (LOPES, 2002:16).
Como experiência de sociabilidade, ela aciona
mecanismos de conversação, de compartilha-
mento e de participação imaginária. A novela
tornou-se uma forma de narrativa sobre a nação
e um modo de participar dessa nação imagina-
da. Os telespectadores se sentem participantes
das novelas e mobilizam informações que cir-
culam em torno deles no seu cotidiano (LOPES,
2002:16).
Tão importante quanto o ritual de assistir os
capítulos das novelas cotidianamente é a infor-
mação e os comentários que atingem a todos,
mesmos aqueles que só de vez em quando ou
raramente veem a novela. As pessoas através
das redes sociais não necessariamente precisam
assistir a novela, mas apenas pelos comentá-
rios e informações postadas na rede mantém-
-se informadas sobre o que está acontecendo
a cada novo capítulo. Independente de classe,
sexo, idade ou região acabam participando do
território de circulação dos sentidos das nove-
las, como no caso de Avenida Brasil, forman-
do inúmeros circuitos onde são reelaborados e
ressemantizados (LOPES, 2002:16). A novela é
tão vista quanto falada e seus significados são o
produto tanto da narrativa audiovisual produzi-
da da televisão quanto da interminável narrativa
oral e virtual produzida pelas pessoas nas redes
(LOPES, 2002:16).
Os usuários enquanto acompanham a novela
opinam nas redes sociais sobre o conteúdo dos
capítulos. Expressam se concordam ou não com
as cenas da trama, riem e/ou falam mal, ou seja,
externalizam suas reações, sentimentos e opini-
ões acerca da novela através dos microblogs. Os
telespectadores/internautas ainda recrutam seus
seguidores para acompanhar Avenida Brasil, e
até mesmo, para deixá-los informados sobre o
que se passava na trama. Através das redes, e
mais precisamente, através das hastags, os usu-
ários que possuíam em comum o apreço pela
novela, encontravam-se e tinham a possibilida-
de de dialogar, proporcionando, assim,o diálogo
entre diversas regiões do Brasil, que interagem
e se comunicam dentro de um mesmo assunto,
no caso pesquisado, a Avenida Brasil.
Percebemos que a grande diferença é que há
alguns anos, antes das redes sociais, os teles-
pectadores eram solitários, e suas considera-
ções acerca das novelas que acompanhavam
restringiam-se a um menor número de pessoas,
dentro do convívio social e familiar deste. Com
as redes, a possibilidade de a conversa aconte-
cer em tempo real, ou seja, enquanto a novela
está sendo exibida, tomou proporções muito
maiores, unindo pessoas de diversos lugares em
uma mesma conversação.
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 17
Tais pessoas podem estar sozinhas em suas
casas, mas estão acompanhadas, através de sua
rede social preferida, de outras pessoas que
também compartilham o mesmo hábito de as-
sistir e comentar a novela. Além dos aprecia-
dores da novela comungarem o mesmo hábito
de assisti-la e comentá-la, por meio de hastags,
os avatares congelados também são compreen-
didos como meio de identificação entre tais te-
lespectadores. Ou seja, através da foto de seu
perfil, por exemplo, os usuários demonstram
apreço pela Avenida Brasil, e assim são facil-
mente identificados por outros apreciadores da
novela. A ação do congela foi eficaz, se com-
preendermos que um terço dos usuários alterou
seu perfil particular do Twitter e Facebook para
aderir ao grupo de fãs, e assim destacar-se dos
demais usuários de sua rede.
A Repercussão
A repercussão da novela foi tão grande
que alterou compromissos importantes não só
do cotidiano das pessoas comuns, mas até mes-
mo da presidente da república. Isto porque no
capítulo final da novela, no dia 19 de outubro de
2012, a Presidente Dilma Rousseff foi conven-
cida pela coordenação da campanha de Fernan-
do Haddad (PT-SP) a mudar a data do comício
em São Paulo, em que ela apareceria ao lado do
candidato. A conclusão é que “não haveria nin-
guém” no comício já que a maioria das pesso-
as ficaria em casa para ver o desfecho da trama
em vez de prestigiar a presidente (Folha de São
Paulo, 2012).
Outro fato bastante relevante, na semana do
julgamento do mensalão, o caso mais impor-
tante da história do STF (Supremo Tribunal
Federal) desde a redemocratização, foi a capa
da revista Veja de 08 de agosto de 2012, que
exibia a foto de Nina/Rita e Carminha, perso-
nagens principais de Avenida Brasil, conforme
podemos visualizar. Podemos notar que esta
novela repercutiu tanto na mídia que a vingança
entre as personagens parecia ter mais importân-
cia que os assuntos políticos daquele momento,
visto que o assunto mensalão foi deixado como
tópico bem menor na mesma capa.
Foto: Débora Falabella e Adriana Esteves.
Divulgação/ Editora Abril/ Revista Veja.
Disponível em: http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx
Acesso em: 02 fev. 2013
Assim, entendemos que, ao menos quando o
assunto é telenovela, televisão e internet po-
dem interagir fortemente, O destaque da novela
Avenida Brasil repercutiu em diversos meios de
comunicação, tornando-se um sucesso entre os
programas da televisão brasileira. A audiência
da novela não ficou restrita aos mediadores do
IBOPE em televisores conectados no mesmo
canal e hora, mas também pela internet, através
das redes sociais que veem contribuindo para
que este tipo de programação tenha vida fora da
TV. E pode contribuir para compreendermos o
sucesso da audiência de Avenida Brasil.
Bibliografia
HAMBURGER, Ester. O Brasil antenado:
a sociedade da novela. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar, 2005.
LOPES, Maria Immacolata Vassallo. Narrati-
vas televisivas e identidade nacional: O caso da
telenovela brasileira. INTERCOM – Sociedade
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 18
Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Co-
municação XXV Congresso Brasileiro de Ciên-
cias da Comunicação. Salvador, Bahia, 1 a 5
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PALLOTTINI, Renata. Dramaturgia de Tele-
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od=1%20month>. Acesso em: 24 ago. 2012.
Créditos de Imagens:
Imagem (01). Foto: Divulgação/site. Dispo-
nível em: http://www.facebookstories.com/
stories/3897/brasil-tendencias. Acesso em: 14
março 2013.
Imagem (02) Foto: Débora Falabella e Adria-
na Esteves - Divulgação/Editora Abril/Revista
Veja. Disponível em: http://veja.abril.com.br/
acervodigital/home.aspx. Acesso em: 02 fev.
2013.
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 19
Introdução
O presente trabalho busca analisar o impacto
das telenovelas na construção da identidade na-
cional, dando ênfase à novela Avenida Brasil.
A televisão está presente na maioria dos lares
brasileiros. As telenovelas ocupam um lugar
de destaque na grade de programação, lançam
pautas, nacionalizam debates sobre os mais va-
riados temas, integrando assim as pessoas (LO-
PES, 2002).
As telenovelas refletem a nossa realidade ou
através delas procura-se construir uma identi-
dade nacional?
Neste artigo vamos refletir um pouco sobre o
que consumimos na televisão, baseado em al-
guns teóricos, passando para o caso específico
das telenovelas e culminando com a análise de
Avenida Brasil, novela líder de audiência, para
deste modo responder essas questões.
Televisão: reflexão sobre o que consumimos
A televisão é um veículo que está presente em
nove de cada dez casas dos brasileiros. Ela tem
grande alcance nos conteúdos em que divulga,
dita comportamentos e estabelece padrões.
Quais são os reflexos e a influência do con-
teúdo apresentado pela televisão na sociedade?
Será que seus programas são puramente comer-
ciais, fazendo parte da indústria cultural?
Em meados dos anos 40, Adorno e Horkhei-
mer (1980) criam o conceito de indústria cultu-
ral. De acordo com suas ideias os bens cultu-
rais são produzidos em escala industrial o que
denota a tudo que é produzido certa semelhança
(MATTELART, 2000: 77).
A televisão aposta em fórmulas que dão certo
como novelas, programas de auditório, telejor-
nais, reality shows. E os reproduzem incansa-
velmente para telespectadores que consomem
os produtos e ideologias ali contidos.
A audiência é marcada pelo grotesco, a junção
de sangue e sexo são temas presentes e cada vez
mais comuns (BOURDIEU, 1997).
Verdade que o veículo vem perdendo audiên-
cia devido à internet e suas redes sociais, po-
Avenida Brasil:
Razões de sua audiência
Artigo resultante do proje-
to de Iniciação Científica da
Unicarioca realizado por
Carina de Almeida Salgado*
carina497@yahoo.com.br
Artigo
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013
*
Bacharel em Direito, é aluna do curso de Jornalis-
mo da UNICARIOCA e participa do projeto de Ini-
ciação Científica e Cultural “Televisão e produção
cultural brasileira: diálogos entre representações”,
orientado pela Profa. Dra.Veronica Eloi de Almeida.
20
rém é muito comum as pessoas assistirem televisão
e comentarem ou postarem algo na facebook, por
exemplo.
Pierre Bourdieu reflete sobre a violência o-culta.
O autor utiliza o termo habitus referindo-se à ma-
nutenção de uma ordem social em suas desigualda-
des (MATTELART, 2000: 76).
De acordo com Guy Debord (1994) vivemos na
sociedade do espetáculo e a televisão faz parte dis-
so. Em um mundo interconectado onde os indiví-
duos expõem suas vidas, ao invés de apenas ob-
servar a vida dos personagens, nos transformamos
nesses personagens e também expiamos através
dos reality shows.
Mas como podemos chamar a atenção da socieda-
de para o que está sendo consumido. Pensar sobre a
manipulação que sofremos, como se um chip invi-
sível estivesse dentro de nós, o que nos impossibi-
lita de questionar o que consumimos muitas vezes
por osmose, não adianta muito.
Talvez a solução possa ser chamar a atenção das
pessoas para questionarem o que estão assistindo.
Criar programas em que elas possam refletir e de-
bater um pouco sobre o que chega até elas.
A televisão expressa os valores de uma elite ou
está comprometida em passar a realidade da nossa
sociedade? Ela constrói nossa identidade ou apenas
a reflete?
Buscando entender um pouco mais sobre os mo-
dos de atuação da televisão estudaremos a seguir
como surgiram as telenovelas.
As telenovelas
No século XIX surge na França o folhetim. Seu
criador foi o jornalista francês Émile de Girardin.
O folhetim consistia em histórias em capítulos es-
critas nos rodapés dos jornais. Sempre ficava um
suspense que seria revelado no dia seguinte, com
isso, a vendagem do jornal era garantida instigando
a curiosidade dos leitores (KORNIS, 2003).
Os enredos tinham um tema desencadeador da
história e tramas paralelas a ele, que corriam
num clima ao mesmo tempo lento e rápido; daí
a preferência por ação e aventura, muitos diálo-
gos, poucas descrições e repetições que forma-
vam o novo leitor e o levaram a acompanhar um
romance iniciado (MEYER, 1998: 14).
O melodrama é anterior ao folhetim e surgiu
em 1800, após a Revolução Francesa, quando
os teatros foram reabertos para o grande públi-
co, que se distraía com a clareza nos textos e o
apelo ao sentimental (KORNIS, 2003: 85).
O melodrama possui uma estrutura tripartide:
• antagonismo como situação inicial;
• uma violenta colisão;
• desfecho que representa o triunfo da virtude
e a punição do vício (HAUSER, 1982: 855-
886)
A telenovela utiliza o folhetim, a trama é con-
tada em pedaços e o melodrama baseado em um
conflito no decorrer da trama que se resolve ao
final da história.
Além da influência do folhetim e do melodra-
ma, destaca-se na telenovela o culto à peripécia,
destacado por Samira Campedelli (1985). Para
Campedelli (1985 apud ALMEIDA, 2012: 30),
a telenovela se aproveita do enfoque na peripé-
cia, onde os fatos não ocorrem simplesmente,
mas são repletos de consequências para a cons-
trução das tramas que envolvem vários núcleos,
ou múltiplos, que são os diversos enredos acon-
tecendo.
Diferentemente de outras telenovelas latino-
-americanas voltadas apenas para o melodrama,
as telenovelas brasileiras contam com outros
ingredientes como a comicidade, a aventura,
a narrativa policial, o fantástico e o erotismo
(BORELLI, 2001: 15).
A primeira telenovela a demostrar um conta-
to mais próximo com a realidade brasileira foi
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 21
Beto Rockfeller, de Bráulio Pedroso, que em for-
ma de sátira, narrava as peripécias do anti-herói,
que dava título à obra (CAMPEDELLI, 1985: 34).
De acordo com Almeida (2012) autores como
Wolton, Rondelli, Eco e Martín-Barbero apontam
que existem nexos entre a televisão e a construção
da identidade cultural o que indica uma aproxima-
ção com a realidade. Contrariamente Priolli, Kehl
e Caparelli Priolli, Kehl e Caparelli defendem que
aTVé mera reprodutora das ideologias burguesas.
As telenovelas brasileiras
A telenovela brasileira tornou-se um elemen-
to importante para a compreensão da cultu-
ra contemporânea (BORELLI, 2001). Exis-
tente na grade televisiva há mais de 50 anos
como uma das suas principais atrações en-
volve a atenção de muitos telespectadores.
Por outro lado, foi pouco estudada pela acade-
mia, considerada alienante e manipuladora pode-
mos afirmar que existe um preconceito acadêmico
em relação à telenovela, o que afasta os pesqui-
sadores do referido tema (ALMEIDA, 2003).
O que distancia os pesquisadores do estudo
das telenovelas, talvez esteja ligado ao con-
ceito de cultura como algo vinculado ao eru-
dito e as telenovelas ligadas à cultura de mas-
sa, um misto de vulgarização do erudito e
degradação do popular (BORELLI, 2001: 15).
O predomínio do pensamento de Adorno e
Horkheimer na academia que critica a reprodução
em série das obras de arte acaba excluindo a pos-
sibilidade de tentar estudar e compreender o fenô-
meno da cultura de massa (BORELLI, 2001: 15).
Pensadores como Martín-Barbero defendem um
conceito de cultura popular de massa, ou seja,
uma mistura dos tipos de cultura formando um
novo olhar sobre o tema. ( BORELLI, 2001: 15)
Através de nossas pesquisas traçamos um breve
histórico, destacando o surgimento e os momen-
tos importantes sobre as telenovelas brasileiras.
A implantação da televisão no Brasil ocor-
reu em setembro de 1950, com a criação da
TV Tupi/Canal 3, em São Paulo. Assis Chate-
aubriand importou os equipamentos necessá-
rios dos Estados Unidos para montar a nossa
primeira emissora de TV (ALMEIDA; 2012).
Em 1964, durante o regime militar, o Esta-
do investiu na infraestrutura para a forma-
ção das redes nacionais em troca de interes-
ses políticos para o fortalecimento do regime.
A Rede Globo foi a emissora que teve a
maior parte dos investimentos e se desen-
volveu rapidamente, pois tinha boas relações
com o regime militar, marketing e propagan-
da bem administrados e um grupo de criado-
res de esquerda vindos do cinema e do teatro.
Nos anos 50 e 60 nota-se a busca pela lin-
guagem televisual própria, narrativa melodra-
mática, importação de produtores culturais de
outros meios de comunicação e grande núme-
ro de novelas adaptadas de textos literários.
Em 1960 chega ao Brasil o videotape. As
emissoras tinham apenas que transmitir o que
já estava gravado, e comprando programas de
sucesso não gastavam dinheiro com produ-
ções locais. Na década de 1960 foram criadas
duas importantes emissoras: a TV Cultura e a
TV Excelsior. Em 1965 entrou no ar no Rio de
Janeiro, a TV Globo, que adquiriu a TV Pau-
lista em 1966. No ano seguinte foi inaugura-
da a TV Bandeirantes. (ALMEIDA, 2012).
Nos anos 70, temos como características: o de-
senvolvimento das tecnologias, gerenciamento,
qualificação de profissionais e fortalecimento
das telecomunicações no Brasil, tom crítico e re-
alidade brasileira (Bandeira 2, Saramandaia, Ir-
mãosCoragemeGabriela(BORELLI,2001:15).
Antesdadécadade70,poucaspessoaspossuíam
um televisor, pois era muito caro porque parte do
equipamento era importado. Com a Implantação
do sistema de crédito, as classes populares tive-
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 22
ram acesso ao aparelho televisor (SODRÉ, 1988).
Com o fim do regime militar na década de
90, as emissoras tornam-se cada vez mais in-
dependentes de governos e partidos políticos.
Existe um modelo de televisão comercial que
mede sua audiência através do IBOPE (Institu-
to Brasileiro de Opinião Pública e Estatística)
e assim descarta o que não satisfaz o mercado.
Em 1995 a Rede Globo de Produção unificou
toda a sua produção no PROJAC (Projeto Jaca-
repaguá). No PROJAC são gravadas simulta-
neamente quatro novelas, uma série (minissérie
ou seriado) e um especial (produção episódica).
A Rede Globo padronizou o horá-
rio de suas novelas o que passou a se tor-
nar um hábito para os telespectadores:
• 17:30 hs – Malhação – Temática infanto-ju-
venil;
• 18:00 hs – Temática histórica ou romântica;
• 19:00 hs – Temática atual e comédia;
• 21:00 hs – Temática social e adulta;
Entre a novela das seis e das sete um telejornal
regional, e entre a novela das sete e das nove o
principal telejornal com 40 minutos de duração.
As telenovelas abordam temas contemporâne-
os, tais como:
•Vidaprofissionaleindependênciafinanceirada
mulher(BarrigadeAluguel,1990;OClone,2001).
• Constituição de novos arranjos fami-
liares em que uma mulher, mesmo soltei-
ra, decide criar filhos concebidos em rela-
ções diferentes (Laços de Família, 2000).
• Casamentos inter-raciais (Corpo a Corpo,
1984; A Próxima Vítima, 1995; A Indomada,
1996; Por amor, 1997; Suave Veneno, 1999; La-
ços de Família2000; Porto dos Milagres, 2001).
• Uniões homossexuais seja entre homens jo-
vens e adultos como entre mulheres (Vale Tudo,
1985; A Próxima Vítima, 1995; Por amor, 1997;
Torre de Babel, 1998) (BORELLI, 2001: 15).
Apesar de todo aperfeiçoamento para uma te-
levisão melhor, os autores, atores, produtores,
enfim os que estão envolvidos na produção das
telenovelascontinuamrecebendoinúmerascríti-
cas, pois são vistos como divulgadores de produ-
tosparaindústriacultural(BORELLI,2001:15).
Vejamos em uma pesquisa realizada pelo
IBOPE, a audiência de Avenida Brasil:
Total Domicílios Total Indivíduos
Audiência
 %
Audiência
(000)
Audiência
(%)
Audiência
(000)
   CNT          
      LEI ORD UN VIT ESPECIAIS 2 64 1 82
      LEI ORD UN VIT ESPECIAIS NOT 2 62 1 69
      SAMBA DE PRIMEIRA NOT 1 41 0 47
      JOGO DO PODER 1 39 1 57
      CNT JORNAL 1 36 0 45
   SBT        
      PROGRAMA SILVIO SANTOS 10 381 5 532
      A PRACA E NOSSA NOT 9 336 4 409
      NOVELA NOITE 1 - CARROSSEL 9 323 5 473
      TELA DE SUCESSOS 8 292 3 365
      DE FRENTE COM GABI DM 8 283 4 375
   Record        
      BALANCO GERAL GRJ 9 316 4 411
      LEGENDARIOS 7 270 4 405
      RECORD KIDS MAT 7 270 4 468
      O MELHOR DO BRASIL 7 253 4 383
      TOP MODEL O REALITY 7 247 3 294
   Rede Tv!        
      MEGA SENHA 2 60 1 63
      A TARDE E SUA 2 59 1 67
      SATURDAY NIGHT LIVE 1 52 1 60
      CINE TOTAL NOT 1 44 1 56
      SESSAO ESPECIAL NOT 1 40 0 46
Sem dúvida podemos observar que Aveni-
da Brasil foi o programa de maior audiên-
cia durante sua exibição. Os jornais, revis-
tas, programas de TV, rádios, redes sócias
também destacaram o sucesso de Avenida Brasil.
Através de diferentes enfoques Aveni-
da Brasil ocupou as páginas dos princi-
pais jornais do Brasil e também teve re-
percussão na imprensa internacional.
Vejamos os principais destaques de ou-
tubro, nas últimas semanas da novela:
• Final de “Avenida Brasil” vai deixar conta
de luz mais cara
O último capítulo da novela “Aveni-
da Brasil” contará com o reforço das ter-
melétricas a óleo combustível, cuja ener-
gia é seis vezes mais cara que a fornecida
pelas hidrelétricas”(Folha de São Paulo).
• Lula cita final da novela ‘Avenida Brasil’em
comício em Santo André
Não é justo, porque ele era a única pessoa boa
naquela novela. Sustenta um monte de gente,
foi traído dentro de casa e ainda por cima foi
sequestrado. Então, principalmente os homens
desse Brasil, a gente tem que ajudar a encon-
trar o Tufão, afirmou (Folha de São Paulo).
• Novela “Avenida Brasil” é destaque em jor-
nal americano
O sucesso da novela “Avenida Brasil”
(Globo) continua repercutindo mundo afo-
ra. Neste domingo, foi o jornal americano
“Los Angeles Times” que resolveu falar so-
bre o folhetim. “Nada chama mais a atenção
do Brasil que suas telenovelas”, diz o texto.
“Exceto talvez a Copa do Mundo, nada jun-
ta mais o país que seus dramas bem polidos
de grande orçamento”(Folha de São Paulo).
• Último capítulo de Avenida Bra-
sil faz Dilma mudar comício com Haddad
O motivo, segundo revelou à colunista do
jornal “Folha de S. Paulo” Mônica Berga-
mo, não é que Dilma não deseja perder o
final do folhetim da TV Globo, mas a pro-
babilidade de muitos militantes preferi-
rem assistir ao capítulo final da novela do
que ver a presidenta (Folha de São Paulo).
• Revista americana sugere que ‘Aveni-
da Brasil’ vire série nos EUA. (O Globo)
• AvenidaBrasilnaretafinal,veteranosseconsa-
gramcomatuaçõesimpecáveis(JornaldoBrasil)
• ‘Avenida Brasil’: Tufão será sequestrado
por Santiago na reta final da novela (Extra)
• Carminha fica morena na reta final de ‘Ave-
nida Brasil’ (Extra)
• ‘Avenida Brasil’: Carminha é a assassina do
Max (Extra)
   Globo        
      NOVELA III - AVENIDA BRASIL 48 1.755 25 2.660
      GLOBO REPORTER 37 1.350 19 2.020
      JORNAL NACIONAL 35 1.278 17 1.772
      A GRANDE FAMILIA 32 1.169 16 1.691
      SHOW DE TERCAFEIRA1 - TAPAS E BEIJOS32 1.150 17 1.768
   TV Brasil        
      ESPORTVISAO 1 36 0 42
      PATAGONIA SELVAGEM 1 36 0 38
      RODA VIVA 1 27 0 38
      PAPO DE MAE 1 26 0 38
      VIOLA MINHA VIOLA MAT 1 23 0 22
   TV BAND        
      PANICO NA BAND 5 171 2 214
      JORNAL DA BAND 4 163 2 217
      CQC 4 142 2 178
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 24
De acordo com os jornais pesquisados a novela
Avenida Brasil foi gravada para atingir a classe C
e acabou virando uma novela comentada em todas
as classes. O subúrbio ganhou destaque na nove-
la em seu realismo e sem ideologias. Nelson Ro-
drigues dizia que “a novela mata nossa fome por
mentiras”, mas esta novela matou nossa fome de
verdades, na observação de alguns destes jornais.
De acordo com os jornais, podemos ressaltar que
na novela todos eram importantes sem muitas di-
ferenciações entre o núcleo principal e os coadju-
vantes. Outra técnica muito utilizada foram cenas
em que todos os personagens falavam ao mes-
mo tempo o que deu um ar naturalista a trama.
Segundo o jornalista Arnal-
do Jabour em crônica para o Estadão:
Esta produção da TV coloca lixão de um
lado e Zona Sul do outro, mas nunca faz de-
núncias sociais ou mostra contradições de
um maniqueísmo fácil. E justamente essa
recusa ou ausência de “mensagens” torna
a obra extremamente, não direi “política”,
mas enriquecedora do imaginário brasilei-
ro, incluindo conceitos e comportamentos
esquecidos ou ignorados pela dramaturgia
nacional. Merece um sério estudo antropoló-
gico que a antropóloga Ivana podia fazer…
Esta novela é parte importante da cultura
brasileira atual, para longe dos esnobismos
estetizantes. Vejo que aqui e no mundo au-
diovisual nasce uma nova arte de massas, um
barroquismo digital e pós-pós que não busca
mais a realização de um sentido, mas uma
convivência entre ficção e realidade. Há vá-
rios anos a gente analisava a “importância” de
uma obra de arte, para além de sua aura po-
ética. Buscávamos alguma coisa que ajudas-
se a “mudar” contradições e desse mais har-
monia e sentido para a vida social. E agora?
Bem, esta novela foi vista por cerca de 80 mi-
lhões de pessoas durante meses, e isso a tor-
na não apenas uma ficção sobre nós. Ela faz
parte da nossa realidade (JABOUR, 2012).
Em entrevista a revista Veja o autor da no-
vela João Emanuel Carneiro também des-
creve os se-gredos para o sucesso da trama.
Segundo o autor, quando a proposta da tele-
novela Avenida Brasil foi apresentada a TV
Globo, houve um grande receio da emisso-
ra, pois a heroína não pertencia aos padrões
tradicionais das telenovelas. O próprio autor
afirma que temeu uma rejeição do público.
Por outro lado, o autor observou que o público
quer saber da vida daquele pessoal humilde que
enriqueceu e mora em condomínios da Barra da
Tijuca ou que continua morando no próprio su-
búrbio e não mais da elite tradicional. Investiu
nessa ideia e deu certo. E o mais impressionante
foi atingir também a audiência das classesAe B.
Apostando em não subestimar a inteligên-
cia do espectador, em protagonistas jovens
como Débora Falabella e Cauã Reymond, em
uma heroína nada ingênua, em mostrar a clas-
se C, João Emanuel Carneiro criou uma tele-
novela que entrou para a história das teleno-
velas tais como Roque Santeiro e Vale Tudo.
De acordo com as fontes pesquisadas é pos-
sível concluir que as telenovelas são vistas
pelos jornais como portadoras simbólicas da
realidade brasileira, tornando público aqui-
lo que supostamente identifica os brasileiros.
Bibliografia
ADORNO, T.W. & HORKHEI-
MER, M. “Dialética do esclarecimen-
to”. 2 ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1980.
ALMEIDA, Veronica Eloi de. “Os reali-
ty shows e o respeitável público da vida pri-
vada”. 2003. 123 p. Dissertação (Mestrado
em Sociologia e Antropologia) - Instituto
de Filosofia e Ciências Sociais, Universida-
de Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
_____. O Brasil pela minisséries: A gente se
vê por ali? Um estudo sobre a minissérie A
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 25
Muralha. Tese. Programa de Pós Graduação em
Sociologia e Antropologia do IFCS/UFRJ, 2012.
BORELLI, Sílvia Helena Simões. Te-
lenovelas brasileiras – balanços e pers-
pectivas. Revista São Paulo em Pers-
pectiva. 15(3): 29-36, São Paulo, 2001.
BOURDIEU, Pierre. Sobre a televisão.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1997.
CAMPEDELLI, Samira Youssef. A telenovela.
São Paulo: Ed. Ática, 1985. (Série Princípios)
DEBORD, Guy. A sociedade do espetácu-
lo. Rio de Janeiro: Ed.Contraponto,1997.
JABOR, Arnaldo. Avenida Brasil está aca-
bando. Jornal Estadão. São Paulo. 9 out. 2012.
Disponível em: http://www.estadao.com.br/
noticias/arteelazer,avenida-brasil-esta-acaban-
do,942905,0.htm Acesso em: 02 fev. 2013.
KORNIS, Mônica Almeida. Uma memó-
ria da história recente: as minisséries da Rede
Globo. In: XXIV Congresso Brasileiro de Ci-
ências da Comunicação, 2001, Campo Gran-
de (MS). Anais do XXIV Congresso Bra-
sileiro de Ciências da Comunicação, 2001.
_____. Mídia televisiva e identidade nacio-
nal: Anos dourados e a retomada da democra-
cia. In: Abreu, Alzira Alves (org.), Mídia e po-
lítica no Brasil. Rio de Janeiro: FGV, 2003.
LOPES, Maria Immacolata Vassallo. Narrativas
televisivas e identidade nacional: O caso da tele-
novela brasileira. INTERCOM – Sociedade Bra-
sileira de Estudos Interdisciplinares da Comuni-
cação XXV Congresso Brasileiro de Ciências da
Comunicação. Salvador, Bahia, 1 a 5 set, 2002.
MATTELART, Armand; MATTELART,
Michèle. História das teorias da Comuni-
cação. 3 ed. São Paulo: Ed. Loyola, 2000.
MEYER, Marlyse. “Folhetim: uma histó-
ria”. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
SODRÉ, Muniz. A comunicação do gro-
tesco – um ensaio da cultura de massa
no Brasil. 11ed. Petrópolis: Vozes, 1988.
Sites pesquisados:
Tabela do IBOPE
http://www.ibope.com.br/pt-br/conhecimento/
TabelasMidia/audienciadetvrj/Paginas/TOP-5-
-RIO-DE-JANEIRO--SEMANA-42.aspx
FOLHA DE SÃO PAULO: http://www1.folha.
uol.com.br/mercado/1171629-final-de-aveni-
da-brasil-vai-deixar-conta-de-luz-mais-cara.
shtml
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1172223-
-lula-cita-final-da-novela-avenida-bra-
sil-em-comicio-em-santo-andre.shtml
h t t p : / / w w w 1 . f o l h a . u o l . c o m . b r /
ilustrada/1225038-novela-avenida-brasil-
-e-destaque-em-jornal-americano.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1169486-
-dilma-muda-comicio-com-haddad-por-
-ultimo-capitulo-de-avenida-brasil.shtml
JORNAL DO BRASIL: http://www.jb.com.br/
heloisa-tolipan/noticias/2012/10/18/avenida-
-brasil-na-reta-final-veteranos-se-consagram-
-com-atuacoes-impecaveis/
O GLOBO: http://oglobo.globo.com/revista-
-da-tv/revista-americana-sugere-que-avenida-
-brasil-vire-serie-nos-eua-7714800
O EXTRA: http://extra.globo.com/tv-e-lazer/
avenida-brasil-tufao-sera-sequestrado-por-san-
tiago-na-reta-final-da-novela-6397935.html
http://extra.globo.com/famosos/car-
m i n h a - f i c a - m o r e n a - n a - r e t a - f i n a l -
- d e - a v e n i d a - b r a s i l - 6 4 3 9 1 5 3 . h t m l
h t t p : / / e x t r a . g l o b o . c o m / t v - e - l a -
z e r / a v e n i d a - b r a s i l - c a r m i n h a - a - a s -
s a s s i n a - d o - m a x - 6 4 1 7 1 9 1 . h t m l .
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 26
Introdução
Quando ouvimos o termo “rede social”, pensa-
-se automaticamente em redes sociais online, que
foram uma explosão em termos de popularidade.
Sites como MySpace, Facebook e Linkedln estão
entre os Websites mais visitados no mundo. Para
muitos usuários as redes sociais online não são
apenas uma maneira de manter contato, mas um
modo de vida.
A maioria dos recursos das redes sociais online
é comum a cada um dos milhares de sites de rede
social existentes atualmente: A capacidade de
criar e compartilhar um perfil pessoal é o recurso
mais básico. Essa página de perfil normalmente
possui uma foto, algumas informações pessoais
básicas e um espaço extra para que o usuário in-
forme suas bandas, livros, programas de TV, fil-
mes, hobbies e Websites preferidos.
Cada rede social online possui regras e métodos
diferentes de busca e contato com amigos poten-
ciais. No MySpace, você pode buscar e entrar em
contato com pessoas em toda a rede sejam elas
membros afastados da sua rede social ou estra-
nhos. Mas você só vai ter acesso às informações
completas de seus perfis se elas concordarem
em aceitar você como amigo e fizer parte da sua
rede.
A rede do Facebook, que começou como um
aplicativo de rede social de uma faculdade é
muito mais restrita e orientada a grupos. No
Facebook, só é possível encontrar pessoas que
estão em uma das suas “redes” existentes. Elas
podem incluir a empresa onde você trabalha, a
faculdade onde você estudou e até o seu colé-
gio; mas você também pode participar de várias
das centenas de redes menores “groups” criadas
por usuários da Facebook, algumas baseadas
em organizações reais, outras que só existem na
mente de seus fundadores.
A Rede Social
UnirCarioca
Antonio Podgorski*
podgorski1895@gmail.com
Luiz Alfredo Vidal de Carvalho**
luisalfredo@ufrj.br
Manuel Martins Filho***
manuel@unicarioca.edu.br
Artigo
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013
*Foi aluno-bolsista do Programa de Iniciação Científica
da UniCarioca, sob orientação do professor doutor Luis
Alfredo Vidal de Carvalho e atualmente é aluno do Mes-
trado em Computação do IME.
*Doutor em Engenharia de Sistemas e Computação,
COPPE/UFRJ 1989; professor do Instituto de Estudos
em Saúde Coletiva - IESC-UFRJ.
*Doutor em Engenharia de Sistemas e Computação,
COPPE/UFRJ 2008.
27
Objetivo
As redes sociais digitais vêm dominando nos-
so mundo atualmente e a cada dia seu uso atin-
ge mais e mais milhões. Muitos fenômenos in-
teressantes ocorrem nestas redes que podemos
dizer têm comportamento complexo: o surgi-
mento de focos de convergência, o desapare-
cimento de focos de convergência, a mudança
rápida dos padrões de conectividade da rede,
entre outros fenômenos.
Para que tal estudo seja realizado, é necessário
uma massa significativa de dados a ser anali-
sada, então para a capacitação deste estudo foi
criada a rede UnirCarioca, que será aplicada
ferramentas de mineração de dados para que os
fenômenos coletivos complexos possam ser ob-
servados e registrados.
Através da rede UnirCarioca, não somente
os alunos da UniCarioca terão uma ferramenta
para se comunicarem e tratar dos seus estudos e
relações com a universidade mas também serão
modelos para estudos teoria da complexidade.
O que é UnirCarioca?
UnirCarioca é uma rede social a qual os alu-
nos da UniCarioca poderão interagir entre si, a
fim de melhorar seus relacionamentos, experi-
ências, além de propiciar uma melhor interação
entre alunos de diferentes unidades.
Sua essência vai além de uma rede Social co-
mum, e sim um canal onde o aluno da UniCario-
ca irá ganhar voz, poderá discutir sobre assun-
tos relevantes ao mundo acadêmico e também
extra acadêmico.
A UnirCarioca nasceu com este propósito, di-
minuir as distâncias, tornar os canais entre alu-
nos, professores, funcionários, coordenadores,
reitoria mais fortes e estreitos. Tendo em vista
um propósito comum que todos nós buscamos,
melhorias constantes.
A UnirCarioca teve em sua concepção a usa-
bilidade e acessibilidade como fatores essên-
cias, tendo em vista a melhor experiência ao
usuário final.
Tecnologias e recursos utilizados para rea-
lizar este estudo
• Layout - HTML e CSS, para garantir uma
formatação homogênea e uniforme em todas
as páginas de um site as folhas de estilo em
cascata (Cascading Style Sheets) facilitam
muito o trabalho de criação.
Folha de estilo em cascata é um mecanis-
mo simples para adicionar estilos (exemplos:
fontes, cores, espaçamentos) em documentos
Web.
Ou seja, CSS é um padrão de formatação
(Web Standards) para páginas que permite ir
além das limitações impostas pelo HTML.
Web Standards é um conjunto de normas,
diretrizes, recomendações, notas, artigos, tu-
toriais e afins de caráter técnico, e destinados
a orientar fabricantes, desenvolvedores e pro-
jetistas para o uso de práticas que possibilitem
a criação de uma Web acessível a todos, inde-
pendentemente dos dispositivos usados ou de
suas necessidades especiais.
Foi proposto pelo World Wide Web Consor-
tium, W3 Consortium, o qual é uma comissão
que define os padrões de programação para
a WWW, em duas especificações: CSS1 e
CSS2.
• Linguagem – server side
ASP (Active Server Pages) é uma plataforma
criada pela Microsoft para a criação de web
sites interativos e dinâmicos. ASP foi criado
para ser fácil de usar, rápido para desenvolver
e ainda para ter melhor performance que o an-
tigo Perl/CGI.
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 28
É possível programar em ASP utilizando di-
versas linguagens de scripts, porém as princi-
pais linguagens de script mais utilizadas são
VBScript e JScript. Neste projeto o VBScript
foi o escolhido, devido a uma maior familiari-
dade das partes envolvidas no projeto.
• Linguagem – client side
Jquery é um framework que visa ajudar os
desenvolvedores a se concentrarem na lógica
dos sistemas da web e não nos problemas de in-
compatibilidade dos navegadores atuais. Uma
função escrita em Javascript puro tem uma
diminuição nótavel quando reescrita com este
framework. Cumprindo muito bem seu slogan
“write less, do more”, escreva menos, faça mais.
A adoção do framework Jquery no projeto tem
em vista trabalhar a interatividade, usabilidade
e experiência do usuário ao máximo, tornando-
-a única. Além de trabalhar toda a validação do
lado do cliente.
• Banco de dados - MySQL é um sistema de
gerenciamento de banco de dados (SGBD), que
utiliza a linguagem SQL (Linguagem de Con-
sulta Estruturada, do inglês Structured Query
Language) como interface. É atualmente um
dos bancos de dados mais populares.
Ferramenta de análise de tráfego interno na
rede
Google Analytics é capaz de identificar além
da tradicional taxa de exibição e hit (cliques) de
uma página, localização geográfica do visitante,
forma com a qual chegou na página (através de
links de outros sites, buscador, AdSense ou di-
retamente pelo endereço), sistema operacional,
navegador, navegador e sistema operacional
combinados e suas versões, resolução de tela,
entre outros, em períodos diários, semanais,
mensais e anuais.
Embora muitas pessoas vejam o Google
Analytics apenas como uma ferramenta de mo-
nitoramento de tráfego, esta ferramenta na ver-
dade funciona como uma poderosa ferramenta
para tomada de decisões em negócios relacio-
nados a Internet.
O Google Analytics se baseia no sistema de
estatísticas Urchin, da Urchin Software Corpo-
ration, adquirida pela Google em abril de 2005.
wwFerramenta para estudo dos fenômenos
da rede
Gephi é uma plataforma interativa de visuali-
zação e exploração de todos os tipos de redes
e sistemas complexos, grafos dinâmicos e hi-
erárquicos.
O que é um Grafo?
“Um grafo G é definido como sendo um par
ordenado (V,E), onde V é um conjunto e E uma
relação binária sobre V. Os elementos de V são
denominados de vértices ou pontos ou nós, e os
pares ordenados de E são denominados de ares-
tas ou linhas ou arcos do grafo.”
“Um grafo pode ser dirigido ou não dirigido.
Um grafo é dito dirigido se suas arestas pos-
suem orientação.”
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 29
Hospedagem e Recursos
O website e sua base de dados são hospedados
na Locaweb, e seguem o padrão dos Requisitos
de Sistema do Windows Server 2008 R2,como
especificado em http://www.microsoft.com/win-
dowsserver2008/pt/br/system-requirements.aspx
Apresentação iniciação científica
Foi apresentado em (18/04/12), o projeto
UnirCarioca para os alunos na unidade do Rio
Comprido, com o objetivo de explicar o que é
iniciação cientifica, e apresentar o projeto Unir-
Carioca.
Números da rede (de 22/04/12 à 28/04/12 – 1 semana)
Análise interna de utilização
número de usuários 333
número de perguntas 126
número de visualizações das perguntas 2420
média visualização / pergunta 19,21
número de respostas 651
média respostas / pergunta 5,17
número de tags criadas 346
cinco tags(assuntos) mais relevantes opinião, unicarioca, unircarioca,
entretenimento, dicas
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013
Fluxograma - Site Map
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Continuação do projeto: Iniciação Científica
Será implementado melhorias constantes a par-
tir das críticas e sugestões dos usuários da rede.
E a partir da massa de dados gerada será reali-
zado estudos que explicam a teoria da comple-
xidade das conexões que ocorrem em uma rede
social.
Bibliografia
Sites Pesquisados
GOOGLE: Disponível em: http://www.google.
com.br/analytics/
GEPHI: Disponível em: http://gephi.org/
WIKIPEDIA:Disponívelem:http://pt.wikipedia.
org/wiki/Google_Analytics
BSF: Disponível em: http://bsf.org.
br/2011/10/18/introducao-ao-gephi/
CÓDIGO FONTE: Disponível em: http://codi-
gofonte.uol.com.br/codigos/asp
MYSQL: Disponível em: http://mysql.com/
UFPA: Disponível em: http://www.ufpa.br/di-
cas/htm/htm-esti.htm
JQUERY: Disponível em: http://jquery.com/
MICROSOFT: Disponível em: http://www.mi-
crosoft.com/windowsserver2008/pt/br/system-
requirements.aspx
38
Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013
A Revista Ensaios Acadêmicos publica e divul-
ga trimestralmente artigos científicos e acadêmicos,
com áreas de concentração que correspondam aos
campos da Administração, Análise e Desenvolvi-
mento de Sistemas, Ciências Contábeis, Ciência
da Comunicação, Design, Engenharia de Produção,
Gestão de Recursos Humanos, Jornalismo, Marke-
ting, Pedagogia, Publicidade e Propaganda e Redes
de Computadores. Os artigos serão submetidos ao
Conselho Editorial e, uma vez aprovados, serão pu-
blicados na Revista. Os artigos deverão ser encami-
nhados para o seguinte endereço eletrônico: ensaio-
sacademicos@unicarioca.edu.br.
São publicados artigos científicos, resenhas de
obras acadêmicas, comunicações de pesquisa e co-
mentários. Os textos devem ser escritos em Língua
Portuguesa e seguir a seguinte padronização:
1. Artigos científicos: textos contendo análise, re-
flexão e conclusão sobre os temas acadêmicos acei-
tos. Devem ter entre cinco e quinze páginas (7 mil a
21 mil caracteres);
2.	 Resenhas de obras acadêmicas: textos con-
tendo o registro e a crítica de obras, livros, teses,
dissertações e monografias publicados recentemen-
te. Deve ter entre três e cinco páginas (4.200 a 7 mil
caracteres);
3. Comunicações de pesquisa: textos contendo
descrição da pesquisa, metodologia, análise dos re-
sultados e conclusões. Deve ter entre dez e quinze
páginas (14 mil a 21 mil caracteres);
4. Comentários: textos contendo apreciações e de-
bate sobre questões da atualidade nos temas acei-
tos. Deve ter entre cinco e dez páginas (7 mil a 14
mil caracteres).
Os trabalhos devem ser digitados com o processa-
dor de texto BrOffice ou MS
Office Word e conter a seguinte formatação:
1. Formatação do papel: A-4 (29,7 x 21 cm) com
margens: superior = 3cm, inferior = 2cm, esquerda
= 3cm e direita = 2cm;
2. Fonte da letra Times New Roman;
3. Tamanho 12;
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5. Citações com mais de 3 linhas devem ter re-
cuo de 04 cm da margem esquerda e não devem
apresentar recuo na margem direita e nem aspas, e
devem ter um espaçamento duplo, do corpo do tex-
to. A fonte da citação deve ser menor que o corpo
Normas de Publicação
Ensaios Acadêmicos
39
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do texto (tamanho 09) e o espaçamento entre as linhas
deve ser simples;
6. Citações com até 3 linhas podem aparecer no corpo
do texto e devem apresentar aspas;
7. Palavras estrangeiras escritas em itálico;
8. Os títulos devem ser apresentados em negrito;
9. Título e subtítulo devem figurar na pagina de aber-
tura, no alto, escritos na língua do texto e em inglês. O
título deve ser centralizado, em letras maiúsculas e em
negrito;
10. Nome completo do(s) autor (es) na forma direta,
acompanhados de um breve currículo que o(s) quali-
fique na área do artigo;
11. O currículo: nome da instituição de origem,
informação sobre a atual situação acadêmica do autor
(se é graduando ou graduado), incluindo endereço (e-
mail) para contato, deve aparecer em nota de rodapé;
12. Resumo na língua do texto: o resumo deve apre-
sentar de forma concisa, os objetivos, a metodologia e
os resultados alcançados, não ultrapassando 100 pala-
vras. Não deve conter citações;
13. Resumo na língua inglesa (abstract): obrigatório
em todos os textos;
14. Palavras-chave na língua do texto: elemento obri-
gatório deve figurar abaixo do resumo, antecedidas da
expressão: Palavras-chave;
15. Palavras-chave na língua inglesa: elemento obri-
gatório deve figurar abaixo do resumo em inglês, ante-
cedidas da expressão: Keywords;
16. Introdução: Na introdução deve-se expor a fina-
lidade e os objetivos do trabalho de modo que o leitor
tenha uma visão geral do tema abordado;
17. Desenvolvimento: parte principal e mais extensa
do trabalho deve apresentar a fundamentação teórica,
a metodologia, os resultados e a discussão. Divide-se
em seções e subseções conforme a NBR 6024, 2003.
Os títulos de cada seção devem ser apresentados em
negrito;
18. Conclusões: as conclusões devem respon-
der às questões da pesquisa, correspondentes aos
objetivos e hipóteses; devem ser breves podendo
apresentar recomendações e sugestões para tra-
balhos futuros;
19. Notas explicativas: a numeração das notas
é feita em algarismos arábicos, sobrescritos no
fim da palavra ou expressão dentro do texto, em
ordem sequencial, devendo ser única e consecu-
tiva para cada artigo. Não se inicia a numeração
em cada página. As notas explicativas, restritas
ao mínimo, deverão ser apresentadas no rodapé,
com fonte 8;
20. Referências: elemento obrigatório constitui
uma lista ordenada dos documentos efetivamente
citados no texto (NBR 6023, 2000);
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deverão ser enviadas em arquivos separados, em
com resolução mínima de 500 pixels, claramen-
te identificadas (ex: Figura 1, Figura 2 etc), indi-
cando o texto e o local (espaço) onde devem ser
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ferior, precedida da palavra designativa, seguida
de seu número de ordem de ocorrência do texto,
em algarismos arábicos, do respectivo título, a
ilustração deve figurar o mais próximo possível
do texto a que se refere. Conforme o IBGE (1993)
as tabelas devem ter um número em algarismo
arábico, sequencial, inscritos na parte superior da
tabela, à esquerda da página, precedida da pala-
vra Tabela. Exemplo: Tabela 5 ou Tabela 3.5. A
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  • 2. A revista Ensaios Acadêmicos é desen- volvida pelo programa de Iniciação Científica e Cultural em parceria com os coordenadores dos diferentes cursos, a Diretoria de Marke- ting e a Gerência Acadêmica da UniCarioca. Foi concebida com o objetivo de disponibili- zar aos professores, pesquisadores e estudantes um canal para a publicação de trabalhos rela- cionados às diversas áreas do conhecimento. Editora-Chefe Ronize Aline Matos de Abreu Editor-Executivo Maximiliano Damas Conselho Editorial Alberto Tavares da Silva (UniCarioca) Diana Cristina Damasceno Lima Silva (UFRJ) Fátima Cristina Regis Martins de Oliveira (Uerj) Jalme Pereira (UniCarioca) Jorge Abreu Soares (UERJ) Lúcia Venina (UniCarioca) Luís Alfredo Vidal de Carvalho (UFRJ) Manoel Martins Filho (UniCarioca) Márcio Mori (UniCarioca) Marcos Antonio Silva (UniCarioca) Regina Célia Pereira de Moraes (UniCarioca) Ronize Aline Matos de Abreu (UniCarioca) Rosa Maria Esteves Costa (UERJ) Verônica Eloi de Almeida (UniCarioca) Projeto Gráfico Mayara Rufino Railane Louven As ideias expressas na revista não refle- tem, necessariamente, a opinião da IES, dos Editores ou do Conselho Editorial, e são de exclusiva responsabilidade de seus autores. ensaiosacademicos@unicarioca.edu.br
  • 3. 04 10 12Projeto Santa Rita: Um es- tudo de coo-perativa de lixo reciclável na cidade de Teresópolis Sustentabilidade e os impactos nos fatores hu- manos:Aresponsabilidade social em complexo petroquímico do Rio de Janeiro - o Comperj em Itaboraí ARede Social como forma de interação, dis- seminaçãoedesenvolvedoracul- tural:Acultura carioca está no ar Avenida Brasil - um fenômeno nas mí- dias sociais 14 20Avenida Brasil – Razões de sua audiência 26ARede Social : UnirCarioca 38Normas de Publicação
  • 4. Introdução Ociberespaço é o local ideal para fazer uma verdadeira “teia de contatos”, é o ambiente propício para se inteirar, ler, pesquisar, adquirir co- nhecimento e cultura. Este projeto se propõe a fazer uma investigação de como a rede social mais famo- sa no Brasil – Facebook – pode ajudar seus usuários a não apenas manter contato com antigos amigos de colégio, mas, como também favorecer seu desenvol- vimento sociocultural. Esta pesquisa está sendo financiada pela Unicario- ca, através do programa de Iniciação Científica e a investigação buscará trazer dados sobre como se dão as interações na Web: indicações de amigos, socia- bilidade, troca de experiências, pesquisa na internet e outras possibilidades de relacionamento e constru- ção de conhecimento que se abrem. A pesquisa pretende traçar um perfil dos usuários que se cruzam e se desenvolvem impulsionados pelo ritmo da rede, além de um mapa cultural da região metropolitana do Rio de Janeiro dentro do ci- berespaço. Justificativa Existe hoje um interesse muito grande em per- ceber o papel das Redes Sociais na formação de uma cultura democrática, com autonomia. Justifica-se esta proposta de estudo neste cam- po ao trazer dados sobre os integrantes da Rede. Perfil, interesses, disponibilidade em debater, trocar ideias e informações sobre cultura, cida- dania, democracia ou mesmo compartilhar seu conhecimento, publicando, compartilhando, curtindo e respondendo às postagens. Objeto de estudo O foco da pesquisa se concentrará na Rede So- cial e seus usuários. O problema que se preten- de estudar é a avaliação de se a Rede é um ele- mento capaz de estimular a troca cultu-ral entre pessoas e grupos, e em decorrência gerar novas ideias, novos comportamentos. * Jornalista, aluna do curso de Publicidade e bolsista do Programa de Iniciação Científica e Cultural da UniCa- rioca. Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 Artigo resultante do pro- jeto de Iniciação Científica da Unicarioca de Tássia de Carvalho Silva Albino, BSc. Tássia é jorrnalista e aluna do curso de Publicidade e Pro- paganda da Unicarioca. Tássia de Carvalho Silva Albino* tassiadicarvalho@gmail.com Comunicação de Pesquisa A Rede Social como forma de interação, disseminação e desenvolvedora cultural: A cultura carioca está no ar 04
  • 5. A rede pode ser um espaço público onde as pessoas se encontram, trocam experiências e ideias? Pode ser um disseminador cultural? É apenas um lugar em que os usuários falam ame- nidades para descontrair durante o dia? Hipótese Como a mente é social, certamente a Rede tra- rá transformações na cultura, e isto se dá porque a Rede provoca interações e relacionamentos. Dependendo das amizades que o usuário possua no Facebook ele poderá, ou não, ter acesso a in- formações culturais de relevância e não apenas a amenidades. Objetivo Geral Estudar a Rede Social como elemento dinami- zador e construtor de capital social. Objetivo Específico Analisar em termos de conteúdo as interações provocadas e observar através dos diálogos pro- postos, as trocas, as influências e os memes que surgem a partir disso. Metodologia A metodologia pressupõe a criação de um grupo no Facebook – Cultura Carioca – para postagens, interações e relacionamentos entre os participantes. Quer-se observar através dos diálogos propostos, as trocas, influências e os memes que surgem a partir disso. Também serão realizadas entrevistas qualitati- vas, com participantes da mídia social, morado- res do Município do Rio de Janeiro e sua região metropolitana. Os resultados obtidos servirão de embasamento para o mapeamento proposto anteriormente, juntamente com o perfil dos dis- seminadores culturais cariocas. Um extrato das discussões do grupo O que anda acontecendo no cenário cultural do Rio de Janeiro? Quem são as pessoas que pro- duzem, divulgam e consomem cultura na cida- de e região metropolitana? Partindo com essas perguntas em mente, a autora elaborou propos- ta e foi agraciada com uma bolsa de iniciação científica, cedida pela Unicarioca em outubro do ano passado. A orientação está sendo feita pela professora Regina Célia Pereira de Mora- es, doutora em Engenharia de Sistemas e Com- putação - COPPE / UFRJ. Todo o trabalho até aqui realizado foi apre- sentado no início de março deste ano, durante o Colóquio de Iniciação Científica, realizado no Auditório da Unicarioca, no Rio Comprido. Durante a apresentação, enfatizou-se a criação do Grupo Cultura Carioca no Facebook, que atualmente conta com mais de 570 membros, e de como assim que foi criado, apenas  a respon- sável por este artigo publicava, mas, depois de algumas semanas, outras pessoas começaram a postar seus próprios eventos. Hoje, postam também  professores da Unicarioca e de outras instituições de ensino, além de artistas liberais, que divulgam suas atividades, discutem e opi- nam. Fato interessante é que durante as férias, o Grupo Cultura Carioca caminhou sozinho, de- monstrando autonomia, pois a sua fundadora fi- cou afastada, mesmo assim, as pessoas continu- aram publicando. O Cultura Carioca começou a provar a sua relevância na Rede Social. Os membros criaram o hábito de divulgar. Quem quiser discutir, divulgar ou apenas saber o que está acontecendo no Cultura Carioca, bas- ta acessar através do endereço: https://www.facebook.com/groups/cultura.ca- rioca/ E se quiser conhecer um pouco mais sobre a autora, basta acessar seu blog neste endereço: http://tassiadicarvalho.blogspot.com.br Especialmente para este artigo, destacamos aqui algumas discussões realizadas no grupo. Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 05
  • 6. Toda a discussão aqui apresentada está no ori- ginal conforme enunciado no Cultura Carioca. Erros de português ou gramática nada mais são do que o português coloquial. Discussão iniciada no dia 07 de março de 2013 Regina Moraes - Alguém conhece um espe- cialista em Sociologia Política que pudesse ex- plicar para nós, aqui neste espaço, a questão dos royalties, mas associando à discussão o aspecto federativo? Respostas: Tássia Di Carvalho - Infelizmente não co- -nheço alguém com uma formação tão especí- fica assim, mas gostaria de debater sobre isso, pois vi em um telejornal ontem de manhã, que é inconstitucional os estados produtores não re- ceberem os valores que os indeniza-riam pela extração de seus bens naturais. Cleibi De Oliveira - Natalie Pereira, conhece? Natalie Pereira - Posso ver com meu prof da pós...vou enviar e-mail a ele hoje!! Análise de Conteúdo: A proposta do Cultura Carioca está se construindo, ainda estamos fa- zendo parcerias, tendo em vista o objetivo de estimular a tessitura de sociabilidade e gerar transformações. Tudo é muito novo na Web e estamos nos primórdios de grandes transforma- ções nas formas de comunicação. E há um fato importante: a mente é social e o ser humano aprende e se transforma no contato com o outro. Mas este contato tem cada vez mais se torna- do mais elaborado com o advento das mídias: o jornal, o cinema o rádio a Internet. A comunicação de “face to face”, passa pro- gressivamente a ser comunicação “mediada por computador”. Quais serão as implicações destas novas variáveis na mente do ser huma- no? Evidente que não se pode trazer respostas imediatas, mas o que se pretende nesta pesqui- sa é reunir um referencial teórico capaz de dar conta das análises que se pretende fazer. Discussão iniciada no dia 19 de fevereiro de 2013 Claudia Chaves - Queridos e queridas, aguar- do, no meu email, claudiachaves1@globo.com, a confirmacao dos que desejam participar do grupo de estudos de publicidade e comunicação empresarial. Já temos participações especialis- símas. Começamos dia 12 de marçø. Respostas: Tássia Di Carvalho - Oi professora, que grupo é esse? Aonde será? Quanto será? Como será? Claudia Chaves - Quero comecar a juntar um grupo, de forma mais permanente possivel, para discutirmos temas da atualidade na area de pu- blicidade e comunicacao empresarial. Vai ser cobrado. Ainda nao sei quanto. E a ideia e ter- mos no maximo 20 pessoas. E um projeto para comecar em marco e sem prazo para acabar. Danielle Cristine - E queroooooooooo... Claudia Chaves manda email. Tássia Di Carvalho - Eu quero também, mas dependo saber do quanto para ver se terei con- dições. Tássia Di Carvalho - Claudia Chaves você já tem informações sobre o grupo para divulgar? Claudia Chaves - Ainda nao querida. mais4 super profissionais e professores resolveram se agregar ao grupo. terça ja terei novidades. Bei- jo. Tássia Di Carvalho - Por favor nos deixe a par disso. Há algumas semanas eu conversava com umas colegas de faculdade sobre isso e estamos bem interessadas. Eu principalmente. Análise de Conteúdo: O Cultura Carioca está crescendo, aglutinando professores e alunos, tornando-se um canal para troca de conheci- mentos. Mas não é este o papel da cultura? Ser o veículo da palavra, do sentimento, do novo? Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 06
  • 7. Discussão iniciada no dia 20 de janeiro de 2013 Tássia Di Carvalho - Lançado há apenas algu- mas semanas, o nacional “De Pernas pro Ar 2” já levou aproximadamente 2,7 milhões de pes- soas aos cinemas brasileiros. Na sua opinião, o cinema do nosso país consegue esse tipo de mobilização apenas com comédias e violência ou o brasileiro começou a valorizar a “prata da casa”? Respostas: Deocleciano Moura Faiao - *** adoro os 2***azul 2013 Tássia Di Carvalho - Você assiste a outros gê- neros nacionais? Tássia Di Carvalho - Ou gosta apenas destes? Deocleciano Moura Faiao - **cara o nosso povo gosta de ver aquilo que é facill .que ele consegue transporta pro seu dia á dia ai mas quando o cinema pega um lance mas cabeça ,igual ao paraíso artificias já chama menos a atenção, eu que curti a pornochácha,e depois as coisas pessadas do cinema Canadence ,fran- cês e o espanhol e gosto das possibilidades que um filme me dar depois que saio do cinema não curto muito esses lances não .fiui ver as aven- turas de pi ,poi tinha lido o livro uns 3 anos an- tes e gosto do diretor e sai de alma lavada pela fidelidade, do texto era como se eu tivesse lido naquele dia e me fez ver coisas que não tinha percebido e isto com todo os efeito isso eu pago para ver por isso eu gasto o vale cultura e ainda faço a intera** azul 2013 Análise de Conteúdo: De aproximadamente quinze anos pra cá, brasileiros voltaram a pro- duzir Cinema massivamente. Da mesma forma como dito pelo usuário Deocleciano, estilos de filmes mais rentáveis são aqueles de fácil enten- dimento, mas é possível verificar uma mudança na postura dos espectadores, que nos últimos dez anos têm ido às escolas de cinema que se espalham pelo país para aprenderem a fazer seus próprios filmes. Exemplo disso é a Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu. Discussão iniciada no dia 30 de novembro de 2012 Tássia Di Carvalho: O que é Cultura na sua opinião? Respostas: Tássia Di Carvalho - Cultura é tudo, tudo o que faz parte dos costumes de um povo ou seg- mento da sociedade é cultural. Regina Moraes - Cultura é linguagem, é a forma como o povo se “percebe” socio-políti- ca mente no quadro conceitual. Cultura é uma teia que só apanha, o que se deixa apanhar, em função do nível de percepção de cada um e de todos. Análise de Conteúdo: Nota-se que há a opinião de que a Cultura é pessoal e variável, de pessoa para pessoa, como fica perceptível na discus- são acima. No entanto nota-se também que há uma cultura que une as pessoas, dentro de uma mesma língua e dentro de um mesmo processo histórico. Pode-se perceber pelas respostas que as visões fornecidas pelas lentes culturais são diferenciadas, porque há um conjunto de expe- riências pessoais e sociais, bem como processos educativos. Discussão iniciada no dia 29 de novembro de 2012 Regina Moraes - Olha que frase bacana do Morgan Freeman, reiterando nossos debates aqui no Cultura Carioca. “O dia em que parar- mos de nos preocupar com Consciência Negra, Amarela ou Branca e nos preocuparmos com Consciência Humana, o racismo desaparece.” (Morgan Freeman) Respostas: Tássia Di Carvalho - O problema professora é Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 07
  • 8. que se nós paramos de nos preocupar com a cons- ciência negra enquanto gente preconceituosa não se preocupa com a consciência humana, não adian- ta nada. Afinal continuaríamos com o preconcei- to, só que o negro se tornaria passivo, e dessa vez seria uma passividade pior do que a escravização, pois desta vez seria uma escravização intelectual consentida. Tássia Di Carvalho - Entendo o que o Freeman disse, mas para vivermos do jeito que ele pensa, todos, todos os seres humanos teriam que entrar nessa ideologia e não poderia haver espaço para nenhum ser humano contrário a essa ideologia. Tássia Di Carvalho - Pensando que na terra exis- tem quase sete milhões de pessoas - ou até mais que isso - essa ideia é praticamente impossível. Tássia Di Carvalho - O que acha professora Re- gina Moraes??? Regina Moraes - Penso que o Neo Liberalismo estimula o desenvolvimento de visões separatis- tas - os Direitos Individuais isolados: Consciência judáica; consciência gay; Consciência feminina; Consciência negra. Interessa ao Liberalismo que não exista unidade. Interessa que a causa comum fracasse imperceptivelmente. Morgan Freeman já percebeu, porque é um homem inteligente que per- cebe a importância de se ter uma visão de conjunto do povo pobre, humilhado, que está cada vez mais sem voz, porque não tem nenhuma bandeira, a não ser a do operário sem direito a emblemas. Regina Moraes - Na terra somos mais de 6 bi- lhões de pessoas e excluidos são em torno de 3,5 bilhões, de todas as cores, credos e gêneros. Só uma consciência unificada pode fazer que sejamos irmãos numa causa comum. Mas isto não interessa ao neo Liberalismo que quer dividir para reinar. Análise de Conteúdo: O senso comum nessa discussão foi a falta de unidade. A falta de uma consciência coletiva faz com que os indivíduos se tornem cada vez mais separatistas, gerando suas próprias consciências: negra, branca, gay. A per- gunta que fica no ar é: como fazer essa unificação? Como fazer com que mais de sete milhões de se- res humanos parem de pensar em suas próprias minorias e juntem-se para formar uma maioria unificada? No livro Filosofia World, Pierre Levy destaca:  “A partir de agora, a grande aventura já não é a de países, de nações, de religiões, de quais- quer ismos, a grande aventura é a aventura da humanidade, a aventura da espécie mais inteli- gente do universo que conhecemos. Esta espé- cie ainda não está completamente civilizada. Ainda não tomou integralmente consciência que constitui uma única sociedade inteligente. Mas a unidade da humanidade está sendo feita agora. Depois de tantos esforços, chegou finalmente a unificação da humanidade, sob uma forma que não esperávamos: não é um império, não é uma religião conquistadora, uma ideologia, uma raça pretensamente superior, qualquer ditadura, são imagens, canções, o comércio, o dinheiro, a ci- ência, a técnica, as viagens, as misturas, a In- ternet, um processo coletivo e multiforme que emerge por todos os lados. Que acontecimen- to extraordinário! Tentei neste livro discernir a unidade da corrente que nos leva a dar um nome a este processo: a expansão da consciência”. Discussão iniciada no dia 24 de novembro de 2012 Tássia Di Carvalho - Você acredita que este- ja havendo uma revolução cultural no espaço que a mídia vem dando aos negros? Este fim de semana teremos o Back2Black - festival que busca “reconstruir a conexão da sociedade com suas raízes africanas através das artes”. Ontem tivemos o empossamento do ministro Joaquim Barbosa como presidente do STF. O que você pensa a respeito dessas mudanças que ocorre- ram na semana em que se comemora o Dia da Consciência Negra? Regina Moraes - Eu acho que deveria se am- pliar para o dia da Consciência coletiva, onde negros, brancos, homens, mulheres e todos de- Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 08
  • 9. veriam refletir sobre suas práticas. Precisamos aprender a viver juntos. Regina Moraes - Creio que hoje as pessoas vivem olhando para si mesmas, para os seus sofrimentos, suas angústias e esquecem que se precisa olhar para o mundo, para quem está ao lado, para quem está longe e para quem está perto. A consciência coletiva não tem cor. Regina Moraes - Parabéns Tássia pela sua co- locação tão pertinente nos dias de hoje. Regina Moraes - Chamar para o debate é jor- nalismo sério e democrático. Cleibi De Oliveira - Vejo como curso natural proveniente de esforços solitários e tb dos “cor- porativistas”. Há 2 dias, conversava pela inter- net com um amigo sobre o ministro. Comen- tei que as pessoas começam a ensaiar um côro para presidente com seu nome, mas esquecem que ninguém governa só. Não me surpreende- ria com boicotes ao seu governo, caso eleito. O interessante nisso tudo é que o assunto é perti- nente. Nessa tal conversa com meu amigo, dis- se: O q o negro tem que continuar fazendo é estudar, se informar, se impor qdo necessário, no sentido de fazer valer seus direitos. Já que vivemos de acordo com os deveres, nada mais justo. Nunca mais esqueci, depois que ouvi uma estudante de sociologia, acho, no programa do Sergio Groisman, ainda no sbt, Programa Li- vre, ela disse que o povo precisa é de informa- ção. Eu era adolescente, a imponência e certeza nos olhos daquela jovem me emocionaram. Análise de Conteúdo: De que importa a cor da pele? É só uma pele, por acaso o sangue do ne- gro é de alguma outra cor senão vermelho? Por acaso os órgãos dos negros não são os mesmos que os brancos possuem? Então por que tanto tempo é gasto em discussões sem sentido? Por que o negro ainda sofre com o Dia da Consci- ência? Apenas um dia do ano é separado para lembrar do que o negro sofreu com a escravi- dão, mas quem é que se lembrou disso? O que fez nesse dia? Praias lotadas marcaram a data em 2012. Pra quem serve este feriado? Conclusão Esta pesquisa tem como foco o contexto da pós-modernidade, onde as Redes Sociais envol- vem a todos, possibilitando uma comunicação que se estende além de nossas vizinhanças pró- ximas. O estudo não seria possível sem a bolsa de Ini- ciação Científica dada pela Unicarioca. Foram gastas muitas horas de estudo, leitura, dedica- ção e certamente muitas mais serão até que o estudo esteja concluído. Certamente já foi dito por Pierre Lévy (2000) que o grupo influencia a inteligência de cada in- divíduo que é parte da rede, Podemos falar em memes, ideias. Conceitos que são repassados, criados, construindo uma cultura na web, que certamente mudará a todos os integrantes. Ou não. É isto que esta pesquisa pretende perceber, averiguar, entender e registrar Bibliografia LÉVY Pierre, O que é Virtual, Tradução de Paulo Neves; São Paulo; Editora 34; 1ª Edição, 1996. LÉVY Pierre, Tecnologias da Inteligência, São Paulo; Editora 34; 2000. LÉVY Pierre, Filosofia World – O Mercado, o Ciberespaço, a Consciência, capturado na Inter- net, em 22 de março de 2013, no link: https://dri- ve.google.com/?tab=mo&authuser=0#search/ pierre+levy TAPSCOTT Dan, A Hora da Geração Digital, Rio de Janeiro; Editora Negócios, 1ª Edição, 2010. Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 09
  • 10. Projeto Santa Rita: “Nãosabemosaproporçãodoven- to, se nos entregarmos de corpo e alma seremos levados para um fu- turo novo e surpreendente, basta acreditar nas pessoas e confiar”. Junara Helena Ayres* junarahelena@gmail.com Introdução O termo “sustentabilidade” foi criado pela ONU e implantado pela comissão mundial do meio ambiente. Alguns objetivos foram traçados pela ONU: • Atender as necessidades das atuais gerações en- sinando como usar os recursos naturais sem cau- sar danos ao meio ambiente, • Reduzir os impactos ambientais para que a ge- ração futura possa usufruir dos benefícios gerados pelo desenvolvimento sustentável que não esgo- ta os recursos naturais quando usados de forma consciente; • Estimular crescimento econômico que respei- ta a natureza e preserva os recursos naturais para que a humanidade possa conviver e viver em um planeta mais consciente, sabendo que os recursos naturais se não forem preservados terão fim. Este projeto de Iniciação Científica, com foco na sustentabilidade, tem como grupo de estudo os jovens moradores da periferia de Teresópolis. Os órgãos governamentais que estão apoiando o projeto são a Secretária de meio ambiente de Te- resópolis; a ONG Move Rio e Voluntários mo- radores da cidade e de fora da cidade. Problema A investigação a qual estamos nos propondo centra-se em uma cooperativa de lixo reciclá- vel em Teresópolis, e o que queremos verificar é como os jovens moradores e suas famílias da periferia de Teresópolis estão percebendo o pro- jeto de reciclagem Santa Rita, para uma cultura de sustentabilidade e trabalho? Hipótese Entramos em campo, neste projeto de Inicia- ção Científica com a crença de que “Iniciativas que implementem o trabalho apoiado em uma cultura de reciclagem podem estimular grupos excluídos a mudar a percepção, aderindo à im- portância de uma vida sustentável. * Aluna do curso de Administração e bolsista do Progra- ma de Iniciação Científica e Cultural da UniCarioca. Um estudo de cooperativa de lixo reciclável na cidade de Teresópolis Comunicação de Pesquisa Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 10
  • 11. Objetivo Geral e Objetivo Específico O objetivo geral desta pesquisa é “Estudar uma cooperativa de lixo reciclável na cidade de Te- resópolis que aproveita recursos que causam im- pacto no meio ambiente, e que ensina à comuni- dade o reaproveitamento de forma correta. O Objetivo específico é “Conhecer e relatar a percepção dos jovens e suas famílias quanto aos impactos do uso do lixo reciclável na sustenta- bilidade em suas vidas de pessoas excluídas do bem estar social. Metodologia da pesquisa A metodologia pressupõe uma estratégia de pesquisa de campo, com entrevistas com os jo- vens do projeto e suas famílias. Também pres- supõe entrevista com a autora do projeto: Ana Lucia Leite. Resultados A pesquisa ainda esta em andamento e já foram construídas duas lixeiras que foram entregues e se encontram em execução. Pensando nos jovens e em suas famílias, na missão do Projeto Santa Rita e nos objetivos que se pretende alcançar, é evidente que há um desa- fio “que exige aperfeiçoar sua qualificação, pro- piciar acesso á tecnologia, ao critério do mer- cado. É preciso conceber formas de integração desses segmentos na economia nacional. Uma ação em favor dos mais fracos, sem poder e sem voz” (SACHS, 2003). Ao encerrarmos este primeiro artigo queremos ressaltar que o projeto está em andamento, esta- mos montando uma estratégia para entrevistar os jovens e suas famílias. Os objetivos traçados estão progressivamente sendo alcançados. Bibliografia SACHS, Ignacy. Inclusão Social pelo Traba- lho – Desenvolvimento, trabalho decente e o fu- turo dos empreendedores de pequeno porte, Rio de Janeiro: Ed. Garamond, 2003, 200 p.5. Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 11
  • 12. “O que significa pós modernidade no campo do trabalho? Não se pode mais esperar por sua es- tabilidade, segurança e permanência – carac- terísticas pelas quais ele é retratado há pelo menos um século.” (BENDASSOLI, 2010) Introdução Este projeto envolve a cidade em que vive minha família e onde passei toda minha infân- cia, Itaboraí já foi considerada pela ONU uma das cidades mais pobres do Brasil. Anotícia da escolha do município como local para receber o maior projeto já realizado pela Petrobras, trouxe uma série de expectativas para a população e a esperança de que mudan- ças positivas melhorariam a qualidade de vida de seus moradores. É mensurar as ações tomadas pela Petrobras no que diz respeito a Responsabilidade social, procurando avaliar se os resultados obtidos são percebidos como satisfatórios para os envolvi- dos. Metodologia Estamos nos propondo a realizar uma pesqui- sa de campo, com formulários dirigidos à po- -pulação de Itaboraí, para analisarmos impactos como: Aumento do custo de vida, Expectativa de vida, Educação, Saúde, Migração de pessoas entre outros fatores sociais e econômicos deste município. A metodologia pressupõe também a aplicação de um questionário direcionado a empresa Pe- trobras, com o objetivo de conhecer as iniciati- vas tomadas pela Organização para minimizar os impactos sociais gerados. Resultados Já existem pequenos grupos se organizando em reuniões informais para questionarem e pedirem soluções para problemas de suas comunidades, portanto percebe-se a formação de redes sociais e começam a surgir pequenas lideranças, porém foi percebido que tanto o COMPERJ quanto a Sustentabilidade e os impactos nos fatores humanos: A responsabilidade social em complexo petroquímico do Rio de Janeiro - o Comperj em Itaboraí Artigo resultante do proje- to de Iniciação Científica da Unicarioca realizado por Suellen Pereira* suellen1804@yahoo.com.br Comunicação de Pesquisa Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 * Aluna do curso de Administração e bolsista do Pro- grama de Iniciação Científica e Cultural da UniCarioca. 12
  • 13. Prefeitura não possuem um canal de comunica- ção para receber estas demandas. Uma porção relativamente grande da popula- ção não acredita que o COMPERJ trará mudan- ças significativas em indicadores sociais liga- dos a educação e saúde. Durante a aplicação dos questionários nas co- munidades mais próximas do complexo petro- químico, diversas pessoas relataram que estão tendo problemas de falta d’água, e indicaram as obras como o motivo para que seus poços (tanto comuns, quanto artesianos) secassem. Conclusão A pesquisa começa a demonstrar que as mu- danças ocasionadas por um projeto desta mag- nitude fazem com que a as comunidades se organizem, interajam e formem redes de comu- nicação, estas redes acontecem de forma espon- tânea. Acreditamos ser possível (e interessante) aju- darmos na articulação dessas redes, incluindo no projeto a realização de reunião ou audiência pública, em que possamos mediar diálogos en- tre a Comunidade, Prefeitura e algum represen- tante da Petrobrás. É notório que a vida dos moradores de Ita- boraí sofrerá transformações, pesquisas como a realizada pela FIRJAN, apontam que a popula- ção do município quadruplicará nos próximos 10 anos. Outros itens somam para estas mudanças, como o fato que foi possível averiguar em cam- po, nas comunidades mais próximas ao empre- endimento em que existem casas e comércios sendo comprados e posteriormente destruídos e onde anteriormente haviam vidas e interação social hoje começa a existir o nada. Acultura é viva, como uma planta ou animal que se adapta ou extingue-se, interações e redes sociais são como a natureza, a cultura local das comunidades de Itaboraí, está sendo afetada e degradada e também está em risco de extinção. Este é o fenômeno social que queremos obser- var medir e compreender... Bibliografia BENDASSOLLI, Pedro Fernando, Trabalho e Identidade em Tempos Sombrios, Editora: Idéias & Letras , 2010 TOURAINE, Alain, Um novo paradigma: para compreender o mundo de hoje, Editora: Petró- polis: Vozes, 2006. 261 p. Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 13
  • 14. Introdução O trabalho a ser apresentado tem o objetivo de verificar de que modo a telenovela Avenida Brasil foi apropriada por internautas/telespectadores nas mídias sociais. Assim, buscaremos compreender o cenário de interação entre televisão e internet que se verifica, atualmente, no Brasil. A teleno- vela possui uma penetração intensa na sociedade brasileira devido a uma capacidade peculiar de alimentar um repertório comum de representa- ções por meio do quais pessoas de classes sociais, gerações, sexo, raça e regiões diferentes se posi- cionam e se reconhecem umas às outras (LOPES, 2002:2). Ao telespectador, acompanhar ou assistir a uma novela é incorporar a trama ao cotidiano e de cer- ta forma participar da dinâmica social que vai definindo os rumos da narrativa, o que também justifica o fato de ser uma obra aberta, sofrendo influências por parte do público e assim “o teles- pectador anônimo está incorporado à dinâmica do fazer novela”(HAMBURGER, 2005:44). Presente há mais de 60 anos no país, a televisão se firmou como um dos mais importantes meios e atinge diariamente mais de 90% do território na- cional, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE, 2008). Ainda é mais numerosa se comparada com outras mídias, como o computador pessoal, por exemplo, e ultrapassa inclusive a quantidade de rádios desde 2002 se- gundo a mesma pesquisa. ATV não pode ser vista como um veículo que comunica somente às clas- ses mais baixas: sua penetração é grande em todos os níveis socais: 94% na classe A1 e 96% na classe D (IBGE, 2008). Atelenovela nada mais é do que uma nova versão de um velho gênero, o folhetim, que começou no veículo impresso (jornal), adaptou-se para outro veículo (rádio) com as radionovelas e, finalmente, foi adequado para o mais novo veículo, e de maior refinamento tecnológico eletrônico, a televisão (PALLOTINI, 1998:34). Assim como foi previsto que o advento da televi- são iria extinguir o rádio, pensou-se também que o desenvolvimento da internet, por sua vez, acaba- ria com a televisão. Porém, o cenário atual mostra Avenida Brasil: Um fenômeno nas mídias sociais Artigo resultante do proje- to de Iniciação Científica da Unicarioca realizado por Allan da Conceição Jayme* allanjayme@ig.com.br Artigo Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 * É aluno do curso de Administração da UniCarioca e parti- cipa do projeto de Iniciação Científica e Cultural “Televisão e produção cultural brasileira: diálogos entre representa- ções”, orientado pela Profa. Dra.Veronica Eloi de Almeida. 14
  • 15. possuem seu espaço, como também esses dois meios muitas vezes atuam de forma integrada, nos fazendo perceber que os conteúdos e infor- mações podem permear ambos os espaços, as- sim como podem iniciar em um meio e invadir o outro, como veremos ao avaliar o caso da no- vela Avenida Brasil (2012). A Interação De acordo com dados do site Avantare, há sete bilhões de pessoas no mundo, sendo que pou- co mais de dois bilhões são habitantes digitais. A Avantare acredita que a internet aproximou as pessoas, e que as redes sociais são as nossas novas “praças”. Os dados desta fonte também mostram-nos que no Brasil o Twitter possui mais de 17 milhões de usuários. O Facebook, por sua vez, cresceu 479% no ano de 2010 e 300% em 2011. O que pode estar associado também ao declínio do Orkut, outra rede social que era bastante popular no Brasil. Através des- ses dados, percebemos a relevância que a in- ternet e as mídias sociais estão adquirindo com o passar dos anos. A cada dia há mais pessoas conectadas à internet e mais usuários ativos em mídias sociais. Não há como negar que a inter- net transformou o cenário social e configurou novas formas de interação. Uma pesquisa do Ericsson ConsumerLab rea- lizada em 40 países mostrou que 62% das pes- soas usam redes sociais enquanto assistem à TV. No Brasil esse percentual é ainda mais alto: 73%, com um crescimento de 25% em relação ao ano anterior. É válido ressaltar que entre os que ficam ligados às duas telinhas ao mesmo tempo 25% usa a rede social para comentar o programa que assiste. A ligação entre as ferramentas de interação so- cial e a televisão não são mero acaso. A empresa Hi-Mídia divulgou o estudo “Horário Nobre da Mídia Digital no Brasil”, em que constatou que o período preferido dos brasileiros para acessar a internet é entre 19h e 22h. Não por coicidên- cia esse é também o horário nobre da TV, onde se concentram filmes, seriados e as novelas de maior audiência. Outro dado relevante sobre os usuários da internet é que as principais ati- vidades de quem frequenta o “primetime” bra- sileiro são as redes sociais (41%), ler e enviar e-mails (35%) e ler notícias (32%). Diante desse cenário, alguns conteúdos se mostram populares tanto na TV quanto na rede, como é o caso da telenovela. Além de ser um dos principais gêneros das emissoras abertas no país em investimentos e retorno financeiro, é detentora das maiores audiências da TV. Atu- almente, a principal emissora brasileira em nú- meros de audiência (média de 21 pontos ante 7 e 6 pontos da segunda e terceira colocadas), a Rede Globo exibe seis telenovelas, dentre as quais em 2012 a Avenida Brasil. Esta foi re- conhecida pela emissora e pelo público como carro chefe da programação. Avenida Brasil apresentou expressivos números de audiência, chegando à marca de 50 pontos no painel na- cional do Instituto Brasileiro de Opinião Públi- ca e Estatística (IBOPE), o que equivale a oito em cada dez televisores ligados e sintonizados para assistir à exibição dos capítulos (Revista VEJA, 2012:153). A repercussão ou o sucesso de um programa pode ser percebido através de vários fatores como a apropriação e os comentários nas mí- dias sociais. Avenida Brasil foi um exemplo de repercussão na internet, desde montagens com os personagens, perfis no Facebook, Twitter, hashtags, tumblers e imitações da história que tomaram conta da rede. O conhecimento de que existe uma massa de telespectadores teclando e assis- tindo ao mesmo tempo determinado progra- ma se mostra cada vez menos anônima, princi- palmente pelo compartilhamento ge-rado por sites como o Twitter e o Facebook. Aliás,nestasredesAvenidaBrasilobtevegran- de destaque. A campeã de compartilhamento na internet foiAvenida Brasil. Um le���������vantamen- to realizado pela Seekr, empresa que monitora Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 15
  • 16. Nas mídias sociais, o sucesso do folhetim pa- rece não ter precedentes. No Facebook a novela teve 286.149 fãs e a hashgtag #oioioi (que faz re- ferência à música de abertura da novela) chegou a ser mencionada mais de 1,3 mil vezes por dia no Twitter. Já as personagens principais Rita/Nina (Débora Falabela) e Carminha (Adriana Esteves) foram mencionadas em média mil vezes por dia no microblog, segundo o site Topsy, que mede a recorrência de palavras na rede. Alguns bordões também ganharam muito desta- que na rede, por isso foram alvo de pesquisas no site de buscas Google e nas redes sociais Twitter e Facebook Brasil e no site compartilhador de ví- deos Youtube. Entre os sites mais visitados desta- camos: • Me serve, vadia: frase da personagem Nina/ Rita (Débora Falabela), em um dos momentos de maior audiência da novela, tal expressão apresen- tou mais de mais de 176 mil resultados no Goo- gle, 16.000 menções no dia da exibição do 101° capítulo e 7.593 durante os 30 dias seguintes no Twitter. Sobre essa frase, no Youtube, são aproxi- madamente 278 vídeos; • Ariranha: termo que remete à personagem Suelen (Ísis Valverde). De acordo com o Goo- gle Insights, ferramenta que busca por palavras- -chaves de um determinado tema fazendo compa- rações entre elas e classificando-as de diferentes formas, tais como: localizações geográficas, ca- tegorias, palavras mais buscadas entre os usuá- rios, apenas um mês depois do início da novela, no dia 26 de março, a busca pelo termo já havia aumentado 390%; • É tudo culpa da Nina: frase da perso- -nagem Carminha (Adriana Esteves) que tam- bém obteve grande repercussão. Segundo o site Topsy, no dia 20 de julho, foram mais de 40 mil menções, colocando a personagem Rita como culpada pelos mais diversos fatos, desde o mau tempo, até a morte de celebridades. No Face- book a página mais influente é a Culpa da Rita com mais de 10 mil fãs. Em buscas no Google mais de 790 mil resultados são encontrados fa- zendo referência à novela; • Oi Oi Oi: trecho da música de abertura da novela é a hashtag mais usada nos tweets que fazem referência à Avenida Brasil, sendo mais de 12.188 citações no mês de agosto. A expres- são tem no Youtube aproximadamente 15.200 resultados e no Google mais de 811.000. No dia do 100° capítulo, que prometia uma virada na história, quando a vilã descobre quem real- mente é sua opositora Nina, #OiOiOi100 atin- giu o topo dos Trending Topics mundial. Outras hashtags como #avenidabrasil, #congela, #Es- seCadinho, #MistériosdeCarminha e #Capítu- lo100 ficaram entre os dez assuntos mais cita- dos no Twitter no dia da exibição do centésimo episódio da novela. Os Recursos Utilizados Quanto às apropriações visuais da novela, o recurso de colocar a foto da protago- nista Nina nos mais diferentes locais e situações foi o mais utilizado pelos internautas. As mon- tagens faziam menção ao fato de que a persona- gem aparecia em grande parte das cenas inves- tigando a vida dos outros, presenciando assim momentos decisivos da trama. Outro elemento recorrente em referências à novela são os tumblrs, sistema de mídia social e micro-weblog que permite aos seus usuários compartilhar links, textos, vídeos e áudio. Esta Fonte: Divulgação/site. Disponível em: http://www.facebookstories. com/stories/3897/brasil-tendencias. Acesso em 14/03/2013 Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 16 marcas nas mídias sociais, encontrou sete mil menções a termos ligados à novela no Twitter, durante 24 horas entre os dias 9 e 10 de agosto de 2012, sendo o assunto mais comentado no Face- book Brasil em 2012 (Revista Exame 13/12/2012), conforme podemos observar:
  • 17. mídia foi responsável pela maior quantidade de montagens com a estética, conteúdo e persona- gens de Avenida Brasil. Dentre todas as apropriações a mais famosa foi o congela - momento final dos capítulos da novela no qual em alguma situação delicada, um personagem aparece estático e em preto e branco, tendo um fundo desfocado. Por isso, é possível dizer que a essência do estilo folhe- tim, criado no rodapé dos jornais, em prender a atenção do leitor para o dia seguinte descrita por Meyer (1998: 14), foi aperfeiçoado com o congela. Para incentivar a possibilidade de congela- mento entre os internautas, o site da novela dis- ponibilizou um aplicativo para o congelamento, que era divulgado e explicado pelos persona- gens da própria novela. Através de tutoriais es- palhados pela rede, personalidades e anônimos editaram fotos pessoais com essa estética, di- vulgando suas fotos congeladas nas mídias so- ciais. As reflexões sobre a novela A minha pesquisa dialoga com o trabalho da pesquisadora Maria Immacolata Lopes, que afir- ma que a novela constitui um exemplo de nar- rativa que ultrapassou a dimensão do lazer, que impregna a rotina cotidiana da nação, constrói mecanismos de interatividade e uma dialética entre o tempo vivido e o tempo narrado, e que se configura como experiência, ao mesmo tem- po cultural, estética e social (LOPES, 2002:16). Como experiência de sociabilidade, ela aciona mecanismos de conversação, de compartilha- mento e de participação imaginária. A novela tornou-se uma forma de narrativa sobre a nação e um modo de participar dessa nação imagina- da. Os telespectadores se sentem participantes das novelas e mobilizam informações que cir- culam em torno deles no seu cotidiano (LOPES, 2002:16). Tão importante quanto o ritual de assistir os capítulos das novelas cotidianamente é a infor- mação e os comentários que atingem a todos, mesmos aqueles que só de vez em quando ou raramente veem a novela. As pessoas através das redes sociais não necessariamente precisam assistir a novela, mas apenas pelos comentá- rios e informações postadas na rede mantém- -se informadas sobre o que está acontecendo a cada novo capítulo. Independente de classe, sexo, idade ou região acabam participando do território de circulação dos sentidos das nove- las, como no caso de Avenida Brasil, forman- do inúmeros circuitos onde são reelaborados e ressemantizados (LOPES, 2002:16). A novela é tão vista quanto falada e seus significados são o produto tanto da narrativa audiovisual produzi- da da televisão quanto da interminável narrativa oral e virtual produzida pelas pessoas nas redes (LOPES, 2002:16). Os usuários enquanto acompanham a novela opinam nas redes sociais sobre o conteúdo dos capítulos. Expressam se concordam ou não com as cenas da trama, riem e/ou falam mal, ou seja, externalizam suas reações, sentimentos e opini- ões acerca da novela através dos microblogs. Os telespectadores/internautas ainda recrutam seus seguidores para acompanhar Avenida Brasil, e até mesmo, para deixá-los informados sobre o que se passava na trama. Através das redes, e mais precisamente, através das hastags, os usu- ários que possuíam em comum o apreço pela novela, encontravam-se e tinham a possibilida- de de dialogar, proporcionando, assim,o diálogo entre diversas regiões do Brasil, que interagem e se comunicam dentro de um mesmo assunto, no caso pesquisado, a Avenida Brasil. Percebemos que a grande diferença é que há alguns anos, antes das redes sociais, os teles- pectadores eram solitários, e suas considera- ções acerca das novelas que acompanhavam restringiam-se a um menor número de pessoas, dentro do convívio social e familiar deste. Com as redes, a possibilidade de a conversa aconte- cer em tempo real, ou seja, enquanto a novela está sendo exibida, tomou proporções muito maiores, unindo pessoas de diversos lugares em uma mesma conversação. Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 17
  • 18. Tais pessoas podem estar sozinhas em suas casas, mas estão acompanhadas, através de sua rede social preferida, de outras pessoas que também compartilham o mesmo hábito de as- sistir e comentar a novela. Além dos aprecia- dores da novela comungarem o mesmo hábito de assisti-la e comentá-la, por meio de hastags, os avatares congelados também são compreen- didos como meio de identificação entre tais te- lespectadores. Ou seja, através da foto de seu perfil, por exemplo, os usuários demonstram apreço pela Avenida Brasil, e assim são facil- mente identificados por outros apreciadores da novela. A ação do congela foi eficaz, se com- preendermos que um terço dos usuários alterou seu perfil particular do Twitter e Facebook para aderir ao grupo de fãs, e assim destacar-se dos demais usuários de sua rede. A Repercussão A repercussão da novela foi tão grande que alterou compromissos importantes não só do cotidiano das pessoas comuns, mas até mes- mo da presidente da república. Isto porque no capítulo final da novela, no dia 19 de outubro de 2012, a Presidente Dilma Rousseff foi conven- cida pela coordenação da campanha de Fernan- do Haddad (PT-SP) a mudar a data do comício em São Paulo, em que ela apareceria ao lado do candidato. A conclusão é que “não haveria nin- guém” no comício já que a maioria das pesso- as ficaria em casa para ver o desfecho da trama em vez de prestigiar a presidente (Folha de São Paulo, 2012). Outro fato bastante relevante, na semana do julgamento do mensalão, o caso mais impor- tante da história do STF (Supremo Tribunal Federal) desde a redemocratização, foi a capa da revista Veja de 08 de agosto de 2012, que exibia a foto de Nina/Rita e Carminha, perso- nagens principais de Avenida Brasil, conforme podemos visualizar. Podemos notar que esta novela repercutiu tanto na mídia que a vingança entre as personagens parecia ter mais importân- cia que os assuntos políticos daquele momento, visto que o assunto mensalão foi deixado como tópico bem menor na mesma capa. Foto: Débora Falabella e Adriana Esteves. Divulgação/ Editora Abril/ Revista Veja. Disponível em: http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx Acesso em: 02 fev. 2013 Assim, entendemos que, ao menos quando o assunto é telenovela, televisão e internet po- dem interagir fortemente, O destaque da novela Avenida Brasil repercutiu em diversos meios de comunicação, tornando-se um sucesso entre os programas da televisão brasileira. A audiência da novela não ficou restrita aos mediadores do IBOPE em televisores conectados no mesmo canal e hora, mas também pela internet, através das redes sociais que veem contribuindo para que este tipo de programação tenha vida fora da TV. E pode contribuir para compreendermos o sucesso da audiência de Avenida Brasil. Bibliografia HAMBURGER, Ester. O Brasil antenado: a sociedade da novela. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005. LOPES, Maria Immacolata Vassallo. Narrati- vas televisivas e identidade nacional: O caso da telenovela brasileira. INTERCOM – Sociedade Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 18
  • 19. Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Co- municação XXV Congresso Brasileiro de Ciên- cias da Comunicação. Salvador, Bahia, 1 a 5 set, 2002. PALLOTTINI, Renata. Dramaturgia de Tele- visão. São Paulo: Moderna, 1998. Sites pesquisados: GOOGLE. Disponível em: <http://www.goo- gle.com/insights/search/#q=ariranha&geo=BR &date=t oday%2012-m&cmpt=q>. Acesso em: 23 ago. 2012. ESTADÃO. Disponível em: http://blogs.es- tadao.com.br/link/tv-e-redes-sociais-tudo-ao- -mesmo-tempo/ Acesso em: 13 jan. 2012. FACEBOOK.Disponível em: <https://www. Facebook.com/FatoCulpaDaRita?ref=ts>. Acesso em: 24 ago. 2012. IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Es- tatística. Disponível em: <http://midiadados. digitalpages.com.br/home.aspx>. Acesso em: 20 fev. 2012. Disponível em: <http://migre. me/9V4Ac>. IBOPE, Instituto Brasileiro de Opinião e Pes- quisa. Disponível em: <http://www.ibope.com. br/ptbr/Paginas/home.aspx>. Acesso em: 23 ago. 2012. REVISTA EXAME. Disponível em: http:// www.facebookstories.com/stories/3897/brasil- -tendencias. Acesso em: 25 ago. 2012. REVISTA VEJA, edição 2281, p.153, 2012. REVISTA VEJA, edição 2029, p. 85, 2007. SEEKR. Disponível em: <http://seekr.com. br/>. TOPSY. Disponível em: <http://analytics.top- sy.com/?q=carminha%2Cnina%2Crita&peri od=1%20month>. Acesso em: 24 ago. 2012. Créditos de Imagens: Imagem (01). Foto: Divulgação/site. Dispo- nível em: http://www.facebookstories.com/ stories/3897/brasil-tendencias. Acesso em: 14 março 2013. Imagem (02) Foto: Débora Falabella e Adria- na Esteves - Divulgação/Editora Abril/Revista Veja. Disponível em: http://veja.abril.com.br/ acervodigital/home.aspx. Acesso em: 02 fev. 2013. Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 19
  • 20. Introdução O presente trabalho busca analisar o impacto das telenovelas na construção da identidade na- cional, dando ênfase à novela Avenida Brasil. A televisão está presente na maioria dos lares brasileiros. As telenovelas ocupam um lugar de destaque na grade de programação, lançam pautas, nacionalizam debates sobre os mais va- riados temas, integrando assim as pessoas (LO- PES, 2002). As telenovelas refletem a nossa realidade ou através delas procura-se construir uma identi- dade nacional? Neste artigo vamos refletir um pouco sobre o que consumimos na televisão, baseado em al- guns teóricos, passando para o caso específico das telenovelas e culminando com a análise de Avenida Brasil, novela líder de audiência, para deste modo responder essas questões. Televisão: reflexão sobre o que consumimos A televisão é um veículo que está presente em nove de cada dez casas dos brasileiros. Ela tem grande alcance nos conteúdos em que divulga, dita comportamentos e estabelece padrões. Quais são os reflexos e a influência do con- teúdo apresentado pela televisão na sociedade? Será que seus programas são puramente comer- ciais, fazendo parte da indústria cultural? Em meados dos anos 40, Adorno e Horkhei- mer (1980) criam o conceito de indústria cultu- ral. De acordo com suas ideias os bens cultu- rais são produzidos em escala industrial o que denota a tudo que é produzido certa semelhança (MATTELART, 2000: 77). A televisão aposta em fórmulas que dão certo como novelas, programas de auditório, telejor- nais, reality shows. E os reproduzem incansa- velmente para telespectadores que consomem os produtos e ideologias ali contidos. A audiência é marcada pelo grotesco, a junção de sangue e sexo são temas presentes e cada vez mais comuns (BOURDIEU, 1997). Verdade que o veículo vem perdendo audiên- cia devido à internet e suas redes sociais, po- Avenida Brasil: Razões de sua audiência Artigo resultante do proje- to de Iniciação Científica da Unicarioca realizado por Carina de Almeida Salgado* carina497@yahoo.com.br Artigo Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 * Bacharel em Direito, é aluna do curso de Jornalis- mo da UNICARIOCA e participa do projeto de Ini- ciação Científica e Cultural “Televisão e produção cultural brasileira: diálogos entre representações”, orientado pela Profa. Dra.Veronica Eloi de Almeida. 20
  • 21. rém é muito comum as pessoas assistirem televisão e comentarem ou postarem algo na facebook, por exemplo. Pierre Bourdieu reflete sobre a violência o-culta. O autor utiliza o termo habitus referindo-se à ma- nutenção de uma ordem social em suas desigualda- des (MATTELART, 2000: 76). De acordo com Guy Debord (1994) vivemos na sociedade do espetáculo e a televisão faz parte dis- so. Em um mundo interconectado onde os indiví- duos expõem suas vidas, ao invés de apenas ob- servar a vida dos personagens, nos transformamos nesses personagens e também expiamos através dos reality shows. Mas como podemos chamar a atenção da socieda- de para o que está sendo consumido. Pensar sobre a manipulação que sofremos, como se um chip invi- sível estivesse dentro de nós, o que nos impossibi- lita de questionar o que consumimos muitas vezes por osmose, não adianta muito. Talvez a solução possa ser chamar a atenção das pessoas para questionarem o que estão assistindo. Criar programas em que elas possam refletir e de- bater um pouco sobre o que chega até elas. A televisão expressa os valores de uma elite ou está comprometida em passar a realidade da nossa sociedade? Ela constrói nossa identidade ou apenas a reflete? Buscando entender um pouco mais sobre os mo- dos de atuação da televisão estudaremos a seguir como surgiram as telenovelas. As telenovelas No século XIX surge na França o folhetim. Seu criador foi o jornalista francês Émile de Girardin. O folhetim consistia em histórias em capítulos es- critas nos rodapés dos jornais. Sempre ficava um suspense que seria revelado no dia seguinte, com isso, a vendagem do jornal era garantida instigando a curiosidade dos leitores (KORNIS, 2003). Os enredos tinham um tema desencadeador da história e tramas paralelas a ele, que corriam num clima ao mesmo tempo lento e rápido; daí a preferência por ação e aventura, muitos diálo- gos, poucas descrições e repetições que forma- vam o novo leitor e o levaram a acompanhar um romance iniciado (MEYER, 1998: 14). O melodrama é anterior ao folhetim e surgiu em 1800, após a Revolução Francesa, quando os teatros foram reabertos para o grande públi- co, que se distraía com a clareza nos textos e o apelo ao sentimental (KORNIS, 2003: 85). O melodrama possui uma estrutura tripartide: • antagonismo como situação inicial; • uma violenta colisão; • desfecho que representa o triunfo da virtude e a punição do vício (HAUSER, 1982: 855- 886) A telenovela utiliza o folhetim, a trama é con- tada em pedaços e o melodrama baseado em um conflito no decorrer da trama que se resolve ao final da história. Além da influência do folhetim e do melodra- ma, destaca-se na telenovela o culto à peripécia, destacado por Samira Campedelli (1985). Para Campedelli (1985 apud ALMEIDA, 2012: 30), a telenovela se aproveita do enfoque na peripé- cia, onde os fatos não ocorrem simplesmente, mas são repletos de consequências para a cons- trução das tramas que envolvem vários núcleos, ou múltiplos, que são os diversos enredos acon- tecendo. Diferentemente de outras telenovelas latino- -americanas voltadas apenas para o melodrama, as telenovelas brasileiras contam com outros ingredientes como a comicidade, a aventura, a narrativa policial, o fantástico e o erotismo (BORELLI, 2001: 15). A primeira telenovela a demostrar um conta- to mais próximo com a realidade brasileira foi Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 21
  • 22. Beto Rockfeller, de Bráulio Pedroso, que em for- ma de sátira, narrava as peripécias do anti-herói, que dava título à obra (CAMPEDELLI, 1985: 34). De acordo com Almeida (2012) autores como Wolton, Rondelli, Eco e Martín-Barbero apontam que existem nexos entre a televisão e a construção da identidade cultural o que indica uma aproxima- ção com a realidade. Contrariamente Priolli, Kehl e Caparelli Priolli, Kehl e Caparelli defendem que aTVé mera reprodutora das ideologias burguesas. As telenovelas brasileiras A telenovela brasileira tornou-se um elemen- to importante para a compreensão da cultu- ra contemporânea (BORELLI, 2001). Exis- tente na grade televisiva há mais de 50 anos como uma das suas principais atrações en- volve a atenção de muitos telespectadores. Por outro lado, foi pouco estudada pela acade- mia, considerada alienante e manipuladora pode- mos afirmar que existe um preconceito acadêmico em relação à telenovela, o que afasta os pesqui- sadores do referido tema (ALMEIDA, 2003). O que distancia os pesquisadores do estudo das telenovelas, talvez esteja ligado ao con- ceito de cultura como algo vinculado ao eru- dito e as telenovelas ligadas à cultura de mas- sa, um misto de vulgarização do erudito e degradação do popular (BORELLI, 2001: 15). O predomínio do pensamento de Adorno e Horkheimer na academia que critica a reprodução em série das obras de arte acaba excluindo a pos- sibilidade de tentar estudar e compreender o fenô- meno da cultura de massa (BORELLI, 2001: 15). Pensadores como Martín-Barbero defendem um conceito de cultura popular de massa, ou seja, uma mistura dos tipos de cultura formando um novo olhar sobre o tema. ( BORELLI, 2001: 15) Através de nossas pesquisas traçamos um breve histórico, destacando o surgimento e os momen- tos importantes sobre as telenovelas brasileiras. A implantação da televisão no Brasil ocor- reu em setembro de 1950, com a criação da TV Tupi/Canal 3, em São Paulo. Assis Chate- aubriand importou os equipamentos necessá- rios dos Estados Unidos para montar a nossa primeira emissora de TV (ALMEIDA; 2012). Em 1964, durante o regime militar, o Esta- do investiu na infraestrutura para a forma- ção das redes nacionais em troca de interes- ses políticos para o fortalecimento do regime. A Rede Globo foi a emissora que teve a maior parte dos investimentos e se desen- volveu rapidamente, pois tinha boas relações com o regime militar, marketing e propagan- da bem administrados e um grupo de criado- res de esquerda vindos do cinema e do teatro. Nos anos 50 e 60 nota-se a busca pela lin- guagem televisual própria, narrativa melodra- mática, importação de produtores culturais de outros meios de comunicação e grande núme- ro de novelas adaptadas de textos literários. Em 1960 chega ao Brasil o videotape. As emissoras tinham apenas que transmitir o que já estava gravado, e comprando programas de sucesso não gastavam dinheiro com produ- ções locais. Na década de 1960 foram criadas duas importantes emissoras: a TV Cultura e a TV Excelsior. Em 1965 entrou no ar no Rio de Janeiro, a TV Globo, que adquiriu a TV Pau- lista em 1966. No ano seguinte foi inaugura- da a TV Bandeirantes. (ALMEIDA, 2012). Nos anos 70, temos como características: o de- senvolvimento das tecnologias, gerenciamento, qualificação de profissionais e fortalecimento das telecomunicações no Brasil, tom crítico e re- alidade brasileira (Bandeira 2, Saramandaia, Ir- mãosCoragemeGabriela(BORELLI,2001:15). Antesdadécadade70,poucaspessoaspossuíam um televisor, pois era muito caro porque parte do equipamento era importado. Com a Implantação do sistema de crédito, as classes populares tive- Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 22
  • 23. ram acesso ao aparelho televisor (SODRÉ, 1988). Com o fim do regime militar na década de 90, as emissoras tornam-se cada vez mais in- dependentes de governos e partidos políticos. Existe um modelo de televisão comercial que mede sua audiência através do IBOPE (Institu- to Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) e assim descarta o que não satisfaz o mercado. Em 1995 a Rede Globo de Produção unificou toda a sua produção no PROJAC (Projeto Jaca- repaguá). No PROJAC são gravadas simulta- neamente quatro novelas, uma série (minissérie ou seriado) e um especial (produção episódica). A Rede Globo padronizou o horá- rio de suas novelas o que passou a se tor- nar um hábito para os telespectadores: • 17:30 hs – Malhação – Temática infanto-ju- venil; • 18:00 hs – Temática histórica ou romântica; • 19:00 hs – Temática atual e comédia; • 21:00 hs – Temática social e adulta; Entre a novela das seis e das sete um telejornal regional, e entre a novela das sete e das nove o principal telejornal com 40 minutos de duração. As telenovelas abordam temas contemporâne- os, tais como: •Vidaprofissionaleindependênciafinanceirada mulher(BarrigadeAluguel,1990;OClone,2001). • Constituição de novos arranjos fami- liares em que uma mulher, mesmo soltei- ra, decide criar filhos concebidos em rela- ções diferentes (Laços de Família, 2000). • Casamentos inter-raciais (Corpo a Corpo, 1984; A Próxima Vítima, 1995; A Indomada, 1996; Por amor, 1997; Suave Veneno, 1999; La- ços de Família2000; Porto dos Milagres, 2001). • Uniões homossexuais seja entre homens jo- vens e adultos como entre mulheres (Vale Tudo, 1985; A Próxima Vítima, 1995; Por amor, 1997; Torre de Babel, 1998) (BORELLI, 2001: 15). Apesar de todo aperfeiçoamento para uma te- levisão melhor, os autores, atores, produtores, enfim os que estão envolvidos na produção das telenovelascontinuamrecebendoinúmerascríti- cas, pois são vistos como divulgadores de produ- tosparaindústriacultural(BORELLI,2001:15). Vejamos em uma pesquisa realizada pelo IBOPE, a audiência de Avenida Brasil: Total Domicílios Total Indivíduos Audiência  % Audiência (000) Audiência (%) Audiência (000)    CNT                 LEI ORD UN VIT ESPECIAIS 2 64 1 82       LEI ORD UN VIT ESPECIAIS NOT 2 62 1 69       SAMBA DE PRIMEIRA NOT 1 41 0 47       JOGO DO PODER 1 39 1 57       CNT JORNAL 1 36 0 45    SBT               PROGRAMA SILVIO SANTOS 10 381 5 532       A PRACA E NOSSA NOT 9 336 4 409       NOVELA NOITE 1 - CARROSSEL 9 323 5 473       TELA DE SUCESSOS 8 292 3 365       DE FRENTE COM GABI DM 8 283 4 375    Record               BALANCO GERAL GRJ 9 316 4 411       LEGENDARIOS 7 270 4 405       RECORD KIDS MAT 7 270 4 468       O MELHOR DO BRASIL 7 253 4 383       TOP MODEL O REALITY 7 247 3 294    Rede Tv!               MEGA SENHA 2 60 1 63       A TARDE E SUA 2 59 1 67       SATURDAY NIGHT LIVE 1 52 1 60       CINE TOTAL NOT 1 44 1 56       SESSAO ESPECIAL NOT 1 40 0 46
  • 24. Sem dúvida podemos observar que Aveni- da Brasil foi o programa de maior audiên- cia durante sua exibição. Os jornais, revis- tas, programas de TV, rádios, redes sócias também destacaram o sucesso de Avenida Brasil. Através de diferentes enfoques Aveni- da Brasil ocupou as páginas dos princi- pais jornais do Brasil e também teve re- percussão na imprensa internacional. Vejamos os principais destaques de ou- tubro, nas últimas semanas da novela: • Final de “Avenida Brasil” vai deixar conta de luz mais cara O último capítulo da novela “Aveni- da Brasil” contará com o reforço das ter- melétricas a óleo combustível, cuja ener- gia é seis vezes mais cara que a fornecida pelas hidrelétricas”(Folha de São Paulo). • Lula cita final da novela ‘Avenida Brasil’em comício em Santo André Não é justo, porque ele era a única pessoa boa naquela novela. Sustenta um monte de gente, foi traído dentro de casa e ainda por cima foi sequestrado. Então, principalmente os homens desse Brasil, a gente tem que ajudar a encon- trar o Tufão, afirmou (Folha de São Paulo). • Novela “Avenida Brasil” é destaque em jor- nal americano O sucesso da novela “Avenida Brasil” (Globo) continua repercutindo mundo afo- ra. Neste domingo, foi o jornal americano “Los Angeles Times” que resolveu falar so- bre o folhetim. “Nada chama mais a atenção do Brasil que suas telenovelas”, diz o texto. “Exceto talvez a Copa do Mundo, nada jun- ta mais o país que seus dramas bem polidos de grande orçamento”(Folha de São Paulo). • Último capítulo de Avenida Bra- sil faz Dilma mudar comício com Haddad O motivo, segundo revelou à colunista do jornal “Folha de S. Paulo” Mônica Berga- mo, não é que Dilma não deseja perder o final do folhetim da TV Globo, mas a pro- babilidade de muitos militantes preferi- rem assistir ao capítulo final da novela do que ver a presidenta (Folha de São Paulo). • Revista americana sugere que ‘Aveni- da Brasil’ vire série nos EUA. (O Globo) • AvenidaBrasilnaretafinal,veteranosseconsa- gramcomatuaçõesimpecáveis(JornaldoBrasil) • ‘Avenida Brasil’: Tufão será sequestrado por Santiago na reta final da novela (Extra) • Carminha fica morena na reta final de ‘Ave- nida Brasil’ (Extra) • ‘Avenida Brasil’: Carminha é a assassina do Max (Extra)    Globo               NOVELA III - AVENIDA BRASIL 48 1.755 25 2.660       GLOBO REPORTER 37 1.350 19 2.020       JORNAL NACIONAL 35 1.278 17 1.772       A GRANDE FAMILIA 32 1.169 16 1.691       SHOW DE TERCAFEIRA1 - TAPAS E BEIJOS32 1.150 17 1.768    TV Brasil               ESPORTVISAO 1 36 0 42       PATAGONIA SELVAGEM 1 36 0 38       RODA VIVA 1 27 0 38       PAPO DE MAE 1 26 0 38       VIOLA MINHA VIOLA MAT 1 23 0 22    TV BAND               PANICO NA BAND 5 171 2 214       JORNAL DA BAND 4 163 2 217       CQC 4 142 2 178 Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 24
  • 25. De acordo com os jornais pesquisados a novela Avenida Brasil foi gravada para atingir a classe C e acabou virando uma novela comentada em todas as classes. O subúrbio ganhou destaque na nove- la em seu realismo e sem ideologias. Nelson Ro- drigues dizia que “a novela mata nossa fome por mentiras”, mas esta novela matou nossa fome de verdades, na observação de alguns destes jornais. De acordo com os jornais, podemos ressaltar que na novela todos eram importantes sem muitas di- ferenciações entre o núcleo principal e os coadju- vantes. Outra técnica muito utilizada foram cenas em que todos os personagens falavam ao mes- mo tempo o que deu um ar naturalista a trama. Segundo o jornalista Arnal- do Jabour em crônica para o Estadão: Esta produção da TV coloca lixão de um lado e Zona Sul do outro, mas nunca faz de- núncias sociais ou mostra contradições de um maniqueísmo fácil. E justamente essa recusa ou ausência de “mensagens” torna a obra extremamente, não direi “política”, mas enriquecedora do imaginário brasilei- ro, incluindo conceitos e comportamentos esquecidos ou ignorados pela dramaturgia nacional. Merece um sério estudo antropoló- gico que a antropóloga Ivana podia fazer… Esta novela é parte importante da cultura brasileira atual, para longe dos esnobismos estetizantes. Vejo que aqui e no mundo au- diovisual nasce uma nova arte de massas, um barroquismo digital e pós-pós que não busca mais a realização de um sentido, mas uma convivência entre ficção e realidade. Há vá- rios anos a gente analisava a “importância” de uma obra de arte, para além de sua aura po- ética. Buscávamos alguma coisa que ajudas- se a “mudar” contradições e desse mais har- monia e sentido para a vida social. E agora? Bem, esta novela foi vista por cerca de 80 mi- lhões de pessoas durante meses, e isso a tor- na não apenas uma ficção sobre nós. Ela faz parte da nossa realidade (JABOUR, 2012). Em entrevista a revista Veja o autor da no- vela João Emanuel Carneiro também des- creve os se-gredos para o sucesso da trama. Segundo o autor, quando a proposta da tele- novela Avenida Brasil foi apresentada a TV Globo, houve um grande receio da emisso- ra, pois a heroína não pertencia aos padrões tradicionais das telenovelas. O próprio autor afirma que temeu uma rejeição do público. Por outro lado, o autor observou que o público quer saber da vida daquele pessoal humilde que enriqueceu e mora em condomínios da Barra da Tijuca ou que continua morando no próprio su- búrbio e não mais da elite tradicional. Investiu nessa ideia e deu certo. E o mais impressionante foi atingir também a audiência das classesAe B. Apostando em não subestimar a inteligên- cia do espectador, em protagonistas jovens como Débora Falabella e Cauã Reymond, em uma heroína nada ingênua, em mostrar a clas- se C, João Emanuel Carneiro criou uma tele- novela que entrou para a história das teleno- velas tais como Roque Santeiro e Vale Tudo. De acordo com as fontes pesquisadas é pos- sível concluir que as telenovelas são vistas pelos jornais como portadoras simbólicas da realidade brasileira, tornando público aqui- lo que supostamente identifica os brasileiros. Bibliografia ADORNO, T.W. & HORKHEI- MER, M. “Dialética do esclarecimen- to”. 2 ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1980. ALMEIDA, Veronica Eloi de. “Os reali- ty shows e o respeitável público da vida pri- vada”. 2003. 123 p. Dissertação (Mestrado em Sociologia e Antropologia) - Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Universida- de Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. _____. O Brasil pela minisséries: A gente se vê por ali? Um estudo sobre a minissérie A Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 25
  • 26. Muralha. Tese. Programa de Pós Graduação em Sociologia e Antropologia do IFCS/UFRJ, 2012. BORELLI, Sílvia Helena Simões. Te- lenovelas brasileiras – balanços e pers- pectivas. Revista São Paulo em Pers- pectiva. 15(3): 29-36, São Paulo, 2001. BOURDIEU, Pierre. Sobre a televisão. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1997. CAMPEDELLI, Samira Youssef. A telenovela. São Paulo: Ed. Ática, 1985. (Série Princípios) DEBORD, Guy. A sociedade do espetácu- lo. Rio de Janeiro: Ed.Contraponto,1997. JABOR, Arnaldo. Avenida Brasil está aca- bando. Jornal Estadão. São Paulo. 9 out. 2012. Disponível em: http://www.estadao.com.br/ noticias/arteelazer,avenida-brasil-esta-acaban- do,942905,0.htm Acesso em: 02 fev. 2013. KORNIS, Mônica Almeida. Uma memó- ria da história recente: as minisséries da Rede Globo. In: XXIV Congresso Brasileiro de Ci- ências da Comunicação, 2001, Campo Gran- de (MS). Anais do XXIV Congresso Bra- sileiro de Ciências da Comunicação, 2001. _____. Mídia televisiva e identidade nacio- nal: Anos dourados e a retomada da democra- cia. In: Abreu, Alzira Alves (org.), Mídia e po- lítica no Brasil. Rio de Janeiro: FGV, 2003. LOPES, Maria Immacolata Vassallo. Narrativas televisivas e identidade nacional: O caso da tele- novela brasileira. INTERCOM – Sociedade Bra- sileira de Estudos Interdisciplinares da Comuni- cação XXV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Salvador, Bahia, 1 a 5 set, 2002. MATTELART, Armand; MATTELART, Michèle. História das teorias da Comuni- cação. 3 ed. São Paulo: Ed. Loyola, 2000. MEYER, Marlyse. “Folhetim: uma histó- ria”. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. SODRÉ, Muniz. A comunicação do gro- tesco – um ensaio da cultura de massa no Brasil. 11ed. Petrópolis: Vozes, 1988. Sites pesquisados: Tabela do IBOPE http://www.ibope.com.br/pt-br/conhecimento/ TabelasMidia/audienciadetvrj/Paginas/TOP-5- -RIO-DE-JANEIRO--SEMANA-42.aspx FOLHA DE SÃO PAULO: http://www1.folha. uol.com.br/mercado/1171629-final-de-aveni- da-brasil-vai-deixar-conta-de-luz-mais-cara. shtml http://www1.folha.uol.com.br/poder/1172223- -lula-cita-final-da-novela-avenida-bra- sil-em-comicio-em-santo-andre.shtml h t t p : / / w w w 1 . f o l h a . u o l . c o m . b r / ilustrada/1225038-novela-avenida-brasil- -e-destaque-em-jornal-americano.shtml http://www1.folha.uol.com.br/poder/1169486- -dilma-muda-comicio-com-haddad-por- -ultimo-capitulo-de-avenida-brasil.shtml JORNAL DO BRASIL: http://www.jb.com.br/ heloisa-tolipan/noticias/2012/10/18/avenida- -brasil-na-reta-final-veteranos-se-consagram- -com-atuacoes-impecaveis/ O GLOBO: http://oglobo.globo.com/revista- -da-tv/revista-americana-sugere-que-avenida- -brasil-vire-serie-nos-eua-7714800 O EXTRA: http://extra.globo.com/tv-e-lazer/ avenida-brasil-tufao-sera-sequestrado-por-san- tiago-na-reta-final-da-novela-6397935.html http://extra.globo.com/famosos/car- m i n h a - f i c a - m o r e n a - n a - r e t a - f i n a l - - d e - a v e n i d a - b r a s i l - 6 4 3 9 1 5 3 . h t m l h t t p : / / e x t r a . g l o b o . c o m / t v - e - l a - z e r / a v e n i d a - b r a s i l - c a r m i n h a - a - a s - s a s s i n a - d o - m a x - 6 4 1 7 1 9 1 . h t m l . Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 26
  • 27. Introdução Quando ouvimos o termo “rede social”, pensa- -se automaticamente em redes sociais online, que foram uma explosão em termos de popularidade. Sites como MySpace, Facebook e Linkedln estão entre os Websites mais visitados no mundo. Para muitos usuários as redes sociais online não são apenas uma maneira de manter contato, mas um modo de vida. A maioria dos recursos das redes sociais online é comum a cada um dos milhares de sites de rede social existentes atualmente: A capacidade de criar e compartilhar um perfil pessoal é o recurso mais básico. Essa página de perfil normalmente possui uma foto, algumas informações pessoais básicas e um espaço extra para que o usuário in- forme suas bandas, livros, programas de TV, fil- mes, hobbies e Websites preferidos. Cada rede social online possui regras e métodos diferentes de busca e contato com amigos poten- ciais. No MySpace, você pode buscar e entrar em contato com pessoas em toda a rede sejam elas membros afastados da sua rede social ou estra- nhos. Mas você só vai ter acesso às informações completas de seus perfis se elas concordarem em aceitar você como amigo e fizer parte da sua rede. A rede do Facebook, que começou como um aplicativo de rede social de uma faculdade é muito mais restrita e orientada a grupos. No Facebook, só é possível encontrar pessoas que estão em uma das suas “redes” existentes. Elas podem incluir a empresa onde você trabalha, a faculdade onde você estudou e até o seu colé- gio; mas você também pode participar de várias das centenas de redes menores “groups” criadas por usuários da Facebook, algumas baseadas em organizações reais, outras que só existem na mente de seus fundadores. A Rede Social UnirCarioca Antonio Podgorski* podgorski1895@gmail.com Luiz Alfredo Vidal de Carvalho** luisalfredo@ufrj.br Manuel Martins Filho*** manuel@unicarioca.edu.br Artigo Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 *Foi aluno-bolsista do Programa de Iniciação Científica da UniCarioca, sob orientação do professor doutor Luis Alfredo Vidal de Carvalho e atualmente é aluno do Mes- trado em Computação do IME. *Doutor em Engenharia de Sistemas e Computação, COPPE/UFRJ 1989; professor do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva - IESC-UFRJ. *Doutor em Engenharia de Sistemas e Computação, COPPE/UFRJ 2008. 27
  • 28. Objetivo As redes sociais digitais vêm dominando nos- so mundo atualmente e a cada dia seu uso atin- ge mais e mais milhões. Muitos fenômenos in- teressantes ocorrem nestas redes que podemos dizer têm comportamento complexo: o surgi- mento de focos de convergência, o desapare- cimento de focos de convergência, a mudança rápida dos padrões de conectividade da rede, entre outros fenômenos. Para que tal estudo seja realizado, é necessário uma massa significativa de dados a ser anali- sada, então para a capacitação deste estudo foi criada a rede UnirCarioca, que será aplicada ferramentas de mineração de dados para que os fenômenos coletivos complexos possam ser ob- servados e registrados. Através da rede UnirCarioca, não somente os alunos da UniCarioca terão uma ferramenta para se comunicarem e tratar dos seus estudos e relações com a universidade mas também serão modelos para estudos teoria da complexidade. O que é UnirCarioca? UnirCarioca é uma rede social a qual os alu- nos da UniCarioca poderão interagir entre si, a fim de melhorar seus relacionamentos, experi- ências, além de propiciar uma melhor interação entre alunos de diferentes unidades. Sua essência vai além de uma rede Social co- mum, e sim um canal onde o aluno da UniCario- ca irá ganhar voz, poderá discutir sobre assun- tos relevantes ao mundo acadêmico e também extra acadêmico. A UnirCarioca nasceu com este propósito, di- minuir as distâncias, tornar os canais entre alu- nos, professores, funcionários, coordenadores, reitoria mais fortes e estreitos. Tendo em vista um propósito comum que todos nós buscamos, melhorias constantes. A UnirCarioca teve em sua concepção a usa- bilidade e acessibilidade como fatores essên- cias, tendo em vista a melhor experiência ao usuário final. Tecnologias e recursos utilizados para rea- lizar este estudo • Layout - HTML e CSS, para garantir uma formatação homogênea e uniforme em todas as páginas de um site as folhas de estilo em cascata (Cascading Style Sheets) facilitam muito o trabalho de criação. Folha de estilo em cascata é um mecanis- mo simples para adicionar estilos (exemplos: fontes, cores, espaçamentos) em documentos Web. Ou seja, CSS é um padrão de formatação (Web Standards) para páginas que permite ir além das limitações impostas pelo HTML. Web Standards é um conjunto de normas, diretrizes, recomendações, notas, artigos, tu- toriais e afins de caráter técnico, e destinados a orientar fabricantes, desenvolvedores e pro- jetistas para o uso de práticas que possibilitem a criação de uma Web acessível a todos, inde- pendentemente dos dispositivos usados ou de suas necessidades especiais. Foi proposto pelo World Wide Web Consor- tium, W3 Consortium, o qual é uma comissão que define os padrões de programação para a WWW, em duas especificações: CSS1 e CSS2. • Linguagem – server side ASP (Active Server Pages) é uma plataforma criada pela Microsoft para a criação de web sites interativos e dinâmicos. ASP foi criado para ser fácil de usar, rápido para desenvolver e ainda para ter melhor performance que o an- tigo Perl/CGI. Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 28
  • 29. É possível programar em ASP utilizando di- versas linguagens de scripts, porém as princi- pais linguagens de script mais utilizadas são VBScript e JScript. Neste projeto o VBScript foi o escolhido, devido a uma maior familiari- dade das partes envolvidas no projeto. • Linguagem – client side Jquery é um framework que visa ajudar os desenvolvedores a se concentrarem na lógica dos sistemas da web e não nos problemas de in- compatibilidade dos navegadores atuais. Uma função escrita em Javascript puro tem uma diminuição nótavel quando reescrita com este framework. Cumprindo muito bem seu slogan “write less, do more”, escreva menos, faça mais. A adoção do framework Jquery no projeto tem em vista trabalhar a interatividade, usabilidade e experiência do usuário ao máximo, tornando- -a única. Além de trabalhar toda a validação do lado do cliente. • Banco de dados - MySQL é um sistema de gerenciamento de banco de dados (SGBD), que utiliza a linguagem SQL (Linguagem de Con- sulta Estruturada, do inglês Structured Query Language) como interface. É atualmente um dos bancos de dados mais populares. Ferramenta de análise de tráfego interno na rede Google Analytics é capaz de identificar além da tradicional taxa de exibição e hit (cliques) de uma página, localização geográfica do visitante, forma com a qual chegou na página (através de links de outros sites, buscador, AdSense ou di- retamente pelo endereço), sistema operacional, navegador, navegador e sistema operacional combinados e suas versões, resolução de tela, entre outros, em períodos diários, semanais, mensais e anuais. Embora muitas pessoas vejam o Google Analytics apenas como uma ferramenta de mo- nitoramento de tráfego, esta ferramenta na ver- dade funciona como uma poderosa ferramenta para tomada de decisões em negócios relacio- nados a Internet. O Google Analytics se baseia no sistema de estatísticas Urchin, da Urchin Software Corpo- ration, adquirida pela Google em abril de 2005. wwFerramenta para estudo dos fenômenos da rede Gephi é uma plataforma interativa de visuali- zação e exploração de todos os tipos de redes e sistemas complexos, grafos dinâmicos e hi- erárquicos. O que é um Grafo? “Um grafo G é definido como sendo um par ordenado (V,E), onde V é um conjunto e E uma relação binária sobre V. Os elementos de V são denominados de vértices ou pontos ou nós, e os pares ordenados de E são denominados de ares- tas ou linhas ou arcos do grafo.” “Um grafo pode ser dirigido ou não dirigido. Um grafo é dito dirigido se suas arestas pos- suem orientação.” Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 29
  • 30. Hospedagem e Recursos O website e sua base de dados são hospedados na Locaweb, e seguem o padrão dos Requisitos de Sistema do Windows Server 2008 R2,como especificado em http://www.microsoft.com/win- dowsserver2008/pt/br/system-requirements.aspx Apresentação iniciação científica Foi apresentado em (18/04/12), o projeto UnirCarioca para os alunos na unidade do Rio Comprido, com o objetivo de explicar o que é iniciação cientifica, e apresentar o projeto Unir- Carioca. Números da rede (de 22/04/12 à 28/04/12 – 1 semana) Análise interna de utilização número de usuários 333 número de perguntas 126 número de visualizações das perguntas 2420 média visualização / pergunta 19,21 número de respostas 651 média respostas / pergunta 5,17 número de tags criadas 346 cinco tags(assuntos) mais relevantes opinião, unicarioca, unircarioca, entretenimento, dicas Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 Fluxograma - Site Map 30
  • 31. Google Analytics Visitas - refere-se ao número de visitas ao site. Páginas visitas - refere-se ao número médio de páginas visualizadas durante uma visita ao site. Visualizações repetidas de uma única página são consideradas. Duração média da visita - refere-se à dura- ção média de uma visita ao site. Porcentagem de novas visitas - refere-se à porcentagem de visitas novas (de pessoas que nunca visitaram seu site antes). Taxa de rejeição - Taxa de rejeição é a porcentagem de visitas a uma única página (isto é, visitas em que uma pessoa sai de seu site pela mesma página em que entrou). Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho2013 31
  • 32. A fim de manter a identidade visual da UniCa- rioca o logo proposto, possui em sua concepção as principais características da logomarca ori- ginal como fonte, cores. Figura – logomarca sugerida Identidade Visual Logotipo Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 32
  • 33. Tela - Login Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 33
  • 34. Tela - Principal Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 34
  • 35. Tela – Tags Relacionadas Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 35
  • 36. Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 Tela – Usuários 36
  • 37. Tela – Perguntas Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 37
  • 38. Tela – Perfil Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 Continuação do projeto: Iniciação Científica Será implementado melhorias constantes a par- tir das críticas e sugestões dos usuários da rede. E a partir da massa de dados gerada será reali- zado estudos que explicam a teoria da comple- xidade das conexões que ocorrem em uma rede social. Bibliografia Sites Pesquisados GOOGLE: Disponível em: http://www.google. com.br/analytics/ GEPHI: Disponível em: http://gephi.org/ WIKIPEDIA:Disponívelem:http://pt.wikipedia. org/wiki/Google_Analytics BSF: Disponível em: http://bsf.org. br/2011/10/18/introducao-ao-gephi/ CÓDIGO FONTE: Disponível em: http://codi- gofonte.uol.com.br/codigos/asp MYSQL: Disponível em: http://mysql.com/ UFPA: Disponível em: http://www.ufpa.br/di- cas/htm/htm-esti.htm JQUERY: Disponível em: http://jquery.com/ MICROSOFT: Disponível em: http://www.mi- crosoft.com/windowsserver2008/pt/br/system- requirements.aspx 38
  • 39. Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 A Revista Ensaios Acadêmicos publica e divul- ga trimestralmente artigos científicos e acadêmicos, com áreas de concentração que correspondam aos campos da Administração, Análise e Desenvolvi- mento de Sistemas, Ciências Contábeis, Ciência da Comunicação, Design, Engenharia de Produção, Gestão de Recursos Humanos, Jornalismo, Marke- ting, Pedagogia, Publicidade e Propaganda e Redes de Computadores. Os artigos serão submetidos ao Conselho Editorial e, uma vez aprovados, serão pu- blicados na Revista. Os artigos deverão ser encami- nhados para o seguinte endereço eletrônico: ensaio- sacademicos@unicarioca.edu.br. São publicados artigos científicos, resenhas de obras acadêmicas, comunicações de pesquisa e co- mentários. Os textos devem ser escritos em Língua Portuguesa e seguir a seguinte padronização: 1. Artigos científicos: textos contendo análise, re- flexão e conclusão sobre os temas acadêmicos acei- tos. Devem ter entre cinco e quinze páginas (7 mil a 21 mil caracteres); 2. Resenhas de obras acadêmicas: textos con- tendo o registro e a crítica de obras, livros, teses, dissertações e monografias publicados recentemen- te. Deve ter entre três e cinco páginas (4.200 a 7 mil caracteres); 3. Comunicações de pesquisa: textos contendo descrição da pesquisa, metodologia, análise dos re- sultados e conclusões. Deve ter entre dez e quinze páginas (14 mil a 21 mil caracteres); 4. Comentários: textos contendo apreciações e de- bate sobre questões da atualidade nos temas acei- tos. Deve ter entre cinco e dez páginas (7 mil a 14 mil caracteres). Os trabalhos devem ser digitados com o processa- dor de texto BrOffice ou MS Office Word e conter a seguinte formatação: 1. Formatação do papel: A-4 (29,7 x 21 cm) com margens: superior = 3cm, inferior = 2cm, esquerda = 3cm e direita = 2cm; 2. Fonte da letra Times New Roman; 3. Tamanho 12; 4. Espaçamento entre linhas 1,5; 5. Citações com mais de 3 linhas devem ter re- cuo de 04 cm da margem esquerda e não devem apresentar recuo na margem direita e nem aspas, e devem ter um espaçamento duplo, do corpo do tex- to. A fonte da citação deve ser menor que o corpo Normas de Publicação Ensaios Acadêmicos 39
  • 40. Ensaios Acadêmicos | Abril/ Maio/ Junho 2013 do texto (tamanho 09) e o espaçamento entre as linhas deve ser simples; 6. Citações com até 3 linhas podem aparecer no corpo do texto e devem apresentar aspas; 7. Palavras estrangeiras escritas em itálico; 8. Os títulos devem ser apresentados em negrito; 9. Título e subtítulo devem figurar na pagina de aber- tura, no alto, escritos na língua do texto e em inglês. O título deve ser centralizado, em letras maiúsculas e em negrito; 10. Nome completo do(s) autor (es) na forma direta, acompanhados de um breve currículo que o(s) quali- fique na área do artigo; 11. O currículo: nome da instituição de origem, informação sobre a atual situação acadêmica do autor (se é graduando ou graduado), incluindo endereço (e- mail) para contato, deve aparecer em nota de rodapé; 12. Resumo na língua do texto: o resumo deve apre- sentar de forma concisa, os objetivos, a metodologia e os resultados alcançados, não ultrapassando 100 pala- vras. Não deve conter citações; 13. Resumo na língua inglesa (abstract): obrigatório em todos os textos; 14. Palavras-chave na língua do texto: elemento obri- gatório deve figurar abaixo do resumo, antecedidas da expressão: Palavras-chave; 15. Palavras-chave na língua inglesa: elemento obri- gatório deve figurar abaixo do resumo em inglês, ante- cedidas da expressão: Keywords; 16. Introdução: Na introdução deve-se expor a fina- lidade e os objetivos do trabalho de modo que o leitor tenha uma visão geral do tema abordado; 17. Desenvolvimento: parte principal e mais extensa do trabalho deve apresentar a fundamentação teórica, a metodologia, os resultados e a discussão. Divide-se em seções e subseções conforme a NBR 6024, 2003. Os títulos de cada seção devem ser apresentados em negrito; 18. Conclusões: as conclusões devem respon- der às questões da pesquisa, correspondentes aos objetivos e hipóteses; devem ser breves podendo apresentar recomendações e sugestões para tra- balhos futuros; 19. Notas explicativas: a numeração das notas é feita em algarismos arábicos, sobrescritos no fim da palavra ou expressão dentro do texto, em ordem sequencial, devendo ser única e consecu- tiva para cada artigo. Não se inicia a numeração em cada página. As notas explicativas, restritas ao mínimo, deverão ser apresentadas no rodapé, com fonte 8; 20. Referências: elemento obrigatório constitui uma lista ordenada dos documentos efetivamente citados no texto (NBR 6023, 2000); 21. Glossário: elemento opcional elaborado em ordem alfabética; 22. Apêndices: elemento opcional. “Texto ou documento elaborado pelo autor a fim de com- plementar o texto principal”(NBR14724, 2002, p.2); 23. As ilustrações (quadros, figuras, fotos etc) deverão ser enviadas em arquivos separados, em com resolução mínima de 500 pixels, claramen- te identificadas (ex: Figura 1, Figura 2 etc), indi- cando o texto e o local (espaço) onde devem ser inseridas. Sua identificação aparece na parte in- ferior, precedida da palavra designativa, seguida de seu número de ordem de ocorrência do texto, em algarismos arábicos, do respectivo título, a ilustração deve figurar o mais próximo possível do texto a que se refere. Conforme o IBGE (1993) as tabelas devem ter um número em algarismo arábico, sequencial, inscritos na parte superior da tabela, à esquerda da página, precedida da pala- vra Tabela. Exemplo: Tabela 5 ou Tabela 3.5. A fonte deve ser colocada imediatamente em baixo da tabela para indicar a autoridade dos dados e/ ou informações da tabela, precedida da palavra Fonte; 24. As referências bibliográficas, digitadas em ordem alfabética no final do texto, devem seguir a NBR6023. 40