Estudo PGs 29/10/2015
Tema: As parábolas do Mestre
Estudo 18: A parábola do homem rico e Lázaro
O ensino
"Havia um homem rico que se vestia de púrpura e de linho fino e vivia no luxo
todos os dias. Diante do seu portão fora deixado um mendigo chamado Lázaro,
coberto de chagas; este ansiava comer o que caía da mesa do rico. Em vez
disso, os cães vinham lamber as suas feridas.
"Chegou o dia em que o mendigo morreu, e os anjos o levaram para junto de
Abraão. O rico também morreu e foi sepultado. No Hades, onde estava sendo
atormentado, ele olhou para cima e viu Abraão de longe, com Lázaro ao seu
lado.
Então, chamou-o: ‘Pai Abraão, tem misericórdia de mim e manda que Lázaro
molhe a ponta do dedo na água e refresque a minha língua, porque estou
sofrendo muito neste fogo’.
"Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembre-se de que durante a sua vida você
recebeu coisas boas, enquanto que Lázaro recebeu coisas más. Agora, porém,
ele está sendo consolado aqui e você está em sofrimento. E, além disso, entre
vocês e nós há um grande abismo, de forma que os que desejam passar do
nosso lado para o seu, ou do seu lado para o nosso, não conseguem’.
"Ele respondeu: ‘Então eu lhe suplico, pai: manda Lázaro ir à casa de meu pai,
pois tenho cinco irmãos. Deixa que ele os avise, a fim de que eles não venham
também para este lugar de tormento’.
"Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas; que os ouçam’.
“ ‘Não, pai Abraão’, disse ele, ‘mas se alguém dentre os mortos fosse até eles,
eles se arrependeriam’.
"Abraão respondeu: ‘Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se
deixarão convencer, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos’ ".
Lucas 16:19-31
Entendendo a parábola
Esta parábola é um dos poucos ensinamentos de Jesus Cristo sobre a vida
após a morte. Apesar de Jesus, em diversos momentos, dizer que há uma vida
após esta, em geral a descrevia por alto, falando nos locais onde haveria e não
haveria choro e ranger de dentes. Esta parábola, portanto, torna-se importante
por nos mostrar o que o mestre queria ensinar sobre a realidade espiritual após
nossa morte física.
A primeira coisa que se precisa compreender da parábola é que ela está
imersa em um contexto de contestação, por parte de Jesus, da acumulação de
riquezas na Terra. Esta parábola foi proferida logo após a parábola do
administrador desonesto (estudo 14, de 24/09/2015). Entre as duas parábolas,
um dos versículos mais conhecidos dos evangelhos: Nenhum servo pode servir
a dois senhores; pois odiará a um e amará ao outro, ou se dedicará a um e
desprezará ao outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro (Lucas
16:13). Isso significa que a parábola do homem rico e de Lázaro precisa ser
compreendida à luz deste ensinamento.
O texto apresenta dois momentos claros: Antes e após a morte dos dois
personagens. O cenário anterior à morte dos dois é de impiedade: O pobre
tentava comer as sobras da farta mesa do rico, porém não recebia nada. O
texto parece inferir que o rico preferia dar as sobras aos cachorros, mas isso
não é muito claro. O fato é que o rico desobedecia à lei por não ter compaixão
com o mendigo deixado à sua porta e dar as suas sobras para ele (Lv. 23.22,
25.35; Dt. 15.7,11). Por isso seu destino foi o Hades, nome grego para o lugar
onde os mortos eram lançados para serem atormentados eternamente e
equiparado ao Inferno pelos estudiosos.
Após a morte dos dois, o mendigo aparece sendo consolado por Abraão. Esta
imagem se deve à visão judaica de que, na morte, os justos seriam levados
para o “seio de Abraão” para descansarem eternamente. Este local se equivale
ao paraíso, segundo vários estudiosos. Um texto equivalente se encontra em
João 1.18. A partir daqui, vemos algumas verdades sendo reveladas sobre a
vida após a morte:
1. Há dois lugares claros e distintos: O paraíso, para onde os justos vão
descansar e serão consolados. Ali não há dor, há apenas alegria; e o
inferno, para onde vão os ímpios sofrer eternamente as consequências
de seu afastamento de Deus.
2. O caminho a ser seguido depende de seguir a vontade do Pai e seus
ensinamentos, e não meramente a boa ação. A vontade Dele, hoje, é
que o homem aceite o sacrifício de seu Filho na cruz e entregue toda a
sua vida a Ele.
3. Na vida após a morte, não adiantará você ter acumulado riquezas
anteriormente. Mesmo o mais rico desta Terra, se não seguir a vontade
do Pai, se verá mendigando.
4. Não há possibilidade de transição entre os dois lugares, ao contrário do
que o espiritismo ensina. Vivemos apenas uma vez e depois vem o juízo
(Hb. 9.27).
5. Não há possibilidade nem sentido na conversa com os mortos, pois a
revelação divina já foi apresentada pela Palavra de Deus a nós que
vivemos, e o poder escravizador do pecado não tem como se desfazer
por outra mensagem que não seja a Palavra.
A parábola em nossas vidas
1. Quem é o seu Senhor? Não estamos errados em buscar conforto
financeiro em nossas vidas. A própria Palavra diz que o trabalhador é
digno de seu salário (Lc. 10.7). Contudo, a forma como buscamos este
conforto e o uso que fazemos dele nos diz como nossos corações estão.
Analise seu horário semanal e veja quanto tempo você investe em sua
família, amigos, igreja e trabalho. Veja quanto tempo você investe em
uma vida devocional e quanto você investe em cursos visando maior
crescimento financeiro. Isso dirá se você está deixando sua vida ser
dirigida por Deus ou pelas riquezas deste mundo.
2. Faça sua escolha hoje, pois amanhã pode não haver mais tempo.
Um fato da vida é que não sabemos quando teremos nossas trajetórias
neste mundo encerradas. Pode ser amanhã ou daqui a 60 anos. Por não
sabermos disso, precisamos estar atentos para não deixarmos para
amanhã a decisão de aceitarmos a Jesus e sermos surpreendidos com
a chegada do juízo. A Bíblia nos fala que há benefícios já nesta vida
para os que aceitam o sacrifício dado por Deus em nosso lugar (Jo.
10.10). Não há porque deixar a decisão de aceitar este sacrifício para
amanhã, o risco é tremendo.
3. Dê ouvidos apenas a Deus. A Bíblia apresenta todos os ensinamentos
necessários para nós. Infelizmente, muitas pessoas preferem dar
ouvidos a seres que se apresentam como parentes ou pessoas ilustres
para contar como é a vida após a morte. Estes ensinamentos vão contra
a Palavra de Deus, que demonstra que nós temos todas as
oportunidades nesta vida para aceita-lo. Não se deixe influenciar por tais
gurus (alguns até na igreja, travestidos de homens e mulheres de
revelação)! Se o que eles falarem for contra o ensinado na Palavra,
desconsidere (Gl. 1.8,9).
Próximos estudos: Ensinos práticos à igreja, a partir das mensagens de
Paulo.

20151029 estudo p gs 26

  • 1.
    Estudo PGs 29/10/2015 Tema:As parábolas do Mestre Estudo 18: A parábola do homem rico e Lázaro O ensino "Havia um homem rico que se vestia de púrpura e de linho fino e vivia no luxo todos os dias. Diante do seu portão fora deixado um mendigo chamado Lázaro, coberto de chagas; este ansiava comer o que caía da mesa do rico. Em vez disso, os cães vinham lamber as suas feridas. "Chegou o dia em que o mendigo morreu, e os anjos o levaram para junto de Abraão. O rico também morreu e foi sepultado. No Hades, onde estava sendo atormentado, ele olhou para cima e viu Abraão de longe, com Lázaro ao seu lado. Então, chamou-o: ‘Pai Abraão, tem misericórdia de mim e manda que Lázaro molhe a ponta do dedo na água e refresque a minha língua, porque estou sofrendo muito neste fogo’. "Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembre-se de que durante a sua vida você recebeu coisas boas, enquanto que Lázaro recebeu coisas más. Agora, porém, ele está sendo consolado aqui e você está em sofrimento. E, além disso, entre vocês e nós há um grande abismo, de forma que os que desejam passar do nosso lado para o seu, ou do seu lado para o nosso, não conseguem’. "Ele respondeu: ‘Então eu lhe suplico, pai: manda Lázaro ir à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos. Deixa que ele os avise, a fim de que eles não venham também para este lugar de tormento’. "Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas; que os ouçam’. “ ‘Não, pai Abraão’, disse ele, ‘mas se alguém dentre os mortos fosse até eles, eles se arrependeriam’. "Abraão respondeu: ‘Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos’ ". Lucas 16:19-31 Entendendo a parábola Esta parábola é um dos poucos ensinamentos de Jesus Cristo sobre a vida após a morte. Apesar de Jesus, em diversos momentos, dizer que há uma vida após esta, em geral a descrevia por alto, falando nos locais onde haveria e não haveria choro e ranger de dentes. Esta parábola, portanto, torna-se importante por nos mostrar o que o mestre queria ensinar sobre a realidade espiritual após nossa morte física.
  • 2.
    A primeira coisaque se precisa compreender da parábola é que ela está imersa em um contexto de contestação, por parte de Jesus, da acumulação de riquezas na Terra. Esta parábola foi proferida logo após a parábola do administrador desonesto (estudo 14, de 24/09/2015). Entre as duas parábolas, um dos versículos mais conhecidos dos evangelhos: Nenhum servo pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará ao outro, ou se dedicará a um e desprezará ao outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro (Lucas 16:13). Isso significa que a parábola do homem rico e de Lázaro precisa ser compreendida à luz deste ensinamento. O texto apresenta dois momentos claros: Antes e após a morte dos dois personagens. O cenário anterior à morte dos dois é de impiedade: O pobre tentava comer as sobras da farta mesa do rico, porém não recebia nada. O texto parece inferir que o rico preferia dar as sobras aos cachorros, mas isso não é muito claro. O fato é que o rico desobedecia à lei por não ter compaixão com o mendigo deixado à sua porta e dar as suas sobras para ele (Lv. 23.22, 25.35; Dt. 15.7,11). Por isso seu destino foi o Hades, nome grego para o lugar onde os mortos eram lançados para serem atormentados eternamente e equiparado ao Inferno pelos estudiosos. Após a morte dos dois, o mendigo aparece sendo consolado por Abraão. Esta imagem se deve à visão judaica de que, na morte, os justos seriam levados para o “seio de Abraão” para descansarem eternamente. Este local se equivale ao paraíso, segundo vários estudiosos. Um texto equivalente se encontra em João 1.18. A partir daqui, vemos algumas verdades sendo reveladas sobre a vida após a morte: 1. Há dois lugares claros e distintos: O paraíso, para onde os justos vão descansar e serão consolados. Ali não há dor, há apenas alegria; e o inferno, para onde vão os ímpios sofrer eternamente as consequências de seu afastamento de Deus. 2. O caminho a ser seguido depende de seguir a vontade do Pai e seus ensinamentos, e não meramente a boa ação. A vontade Dele, hoje, é que o homem aceite o sacrifício de seu Filho na cruz e entregue toda a sua vida a Ele. 3. Na vida após a morte, não adiantará você ter acumulado riquezas anteriormente. Mesmo o mais rico desta Terra, se não seguir a vontade do Pai, se verá mendigando. 4. Não há possibilidade de transição entre os dois lugares, ao contrário do que o espiritismo ensina. Vivemos apenas uma vez e depois vem o juízo (Hb. 9.27). 5. Não há possibilidade nem sentido na conversa com os mortos, pois a revelação divina já foi apresentada pela Palavra de Deus a nós que vivemos, e o poder escravizador do pecado não tem como se desfazer por outra mensagem que não seja a Palavra. A parábola em nossas vidas 1. Quem é o seu Senhor? Não estamos errados em buscar conforto financeiro em nossas vidas. A própria Palavra diz que o trabalhador é
  • 3.
    digno de seusalário (Lc. 10.7). Contudo, a forma como buscamos este conforto e o uso que fazemos dele nos diz como nossos corações estão. Analise seu horário semanal e veja quanto tempo você investe em sua família, amigos, igreja e trabalho. Veja quanto tempo você investe em uma vida devocional e quanto você investe em cursos visando maior crescimento financeiro. Isso dirá se você está deixando sua vida ser dirigida por Deus ou pelas riquezas deste mundo. 2. Faça sua escolha hoje, pois amanhã pode não haver mais tempo. Um fato da vida é que não sabemos quando teremos nossas trajetórias neste mundo encerradas. Pode ser amanhã ou daqui a 60 anos. Por não sabermos disso, precisamos estar atentos para não deixarmos para amanhã a decisão de aceitarmos a Jesus e sermos surpreendidos com a chegada do juízo. A Bíblia nos fala que há benefícios já nesta vida para os que aceitam o sacrifício dado por Deus em nosso lugar (Jo. 10.10). Não há porque deixar a decisão de aceitar este sacrifício para amanhã, o risco é tremendo. 3. Dê ouvidos apenas a Deus. A Bíblia apresenta todos os ensinamentos necessários para nós. Infelizmente, muitas pessoas preferem dar ouvidos a seres que se apresentam como parentes ou pessoas ilustres para contar como é a vida após a morte. Estes ensinamentos vão contra a Palavra de Deus, que demonstra que nós temos todas as oportunidades nesta vida para aceita-lo. Não se deixe influenciar por tais gurus (alguns até na igreja, travestidos de homens e mulheres de revelação)! Se o que eles falarem for contra o ensinado na Palavra, desconsidere (Gl. 1.8,9). Próximos estudos: Ensinos práticos à igreja, a partir das mensagens de Paulo.