1 Timóteo
Tal pai, tal filho
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E
ste livro é um manual para a vida da Igreja especialmente útil para pastores e líderes em geral. Mas quem
apenas vê isso perde a mensagem central do livro: a relação de um pai espiritual com seu filho. A essência
da liderança pastoral é relacional. Quem sabe fazer excelente administração da Igreja, pregar bem e coordenar
as atividades, mas não sabe form ar filhos espirituais que se tornem pais espirituais (cf. n. IJo 2.12-14), está per­
dido como pastor. Esse lidera e forma órfãos espirituais, que dificilmente conseguirão entender os conceitos de
paternidade espiritual e família espiritual.
O que João, o amado discípulo, foi para Jesus, Timóteo também foi para Paulo. Nenhum outro livro nos
mostra tão claramente a relação entre um pai e seu filho espiritual do que 1 e 2Tm. O amor, a intercessão, o abrir
do coração, o apoio, as lembranças especiais, os anseios se combinam para expor essa relação. Este tipo de in­
timidade é um pouco parecido com a relação de um casal apaixonado. Cada um contribui de forma significativa
e sinergética com a relação. Sem dúvida o pai forma o filho. Isso fica claro no caso de Paulo. Com profecias,
imposição de mãos, ele expôs sua vida, ensinando, capacitando e acompanhando de perto Timóteo.
Ao mesmo tempo, um filho também “forma" seu pai. O seguidor tem uma graça toda especial de estender
um amor filial a um veterano que nunca conseguiria supor ou impor tal relação. Quando um seguidor chama
seu líder de “pai”, ele estende uma graça que o líder nunca teria como ganhar sozinho. Pense em Timóteo e
Paulo. Existem formas significativas pelas quais o amor, o carinho, a ternura e até as necessidades e carências
de Timóteo transformaram esse homem ungido, guerreiro, apóstolo, pioneiro, desbravador, tornando-o pai. Ti­
móteo dava uma alegria única para Paulo, que não tinha filhos biologicos, acrescentando significado, legado e
valor à sua vida. Fora 1 e 2Tm, isso se manifesta nos dois retratos de Timóteo como filho. Primeiro, as notas em
ICo 4.14-21 descrevem Timóteo com seis características de um filho espiritual. A meditação nessa passagem
descreve o valor de um mentor, discipulador ou pai espiritual. Depois, Paulo fala de não ter “nenhum outro de
igual sentimento” como Timóteo (cf. ns. Fp 2.19-21).
A maioria das relações discipulador-discípulo ou mentor-mentoreado não tem toda a profundidade e intim i­
dade de pai e filho espiritual. Ao mesmo tempo, podemos e devemos aprender de Paulo e Timóteo tudo quanto
possível. Como líderes devemos amar nossos seguidores com amor ágape que lhes dê o amor fundamental de
que tanto precisam. Como seguidores, o maior presente que podemos dar a nossos líderes não é nosso serviço
e dons tanto quanto nossos corações. Onde o coração e o amor fluem, o ministério fluirá alem do que podería­
mos imaginar (Ef 3.14-21)1
T e x t o -c h a v e
... a Timóteo, verdadeiro filho nafé. (lTm 1.2)
Um verdadeiro filho carrega o DNA do seu pai. A frase “tal pai, tal filho (filha)" se encaixa profunda­
mente. Jesus expressa isso na sua forma mais completa quando diz “Quem vê a mim vê o Pai” (cf. n. Jo 14.9).
Estas características são adquiridas na caminhada, no dia a dia: não vem por um programa ou curso que
focalize a mente ou até o comportamento. Numa vida muita corrida e cheia temos que descobrir formas de
conviver com nossos discipuladores ou mentores para que a aproximação a pai espiritual possa acontecer.
Temos que fazer o mesmo com nossos seguidores. Isto incluí atividades como comer, viajar, sair, fazer reti­
ros, ir a congressos, brincar, jogar esportes, tirar férias, estar nas casas um do outro etc. Para a maioria, isto
apenas acontecerá se formos intencionais em agendar esses tipos de experiências junto com nossos encon­
tros dedicados ao crescimento espiritual. Dê uma nova olhada a sua agenda com isto em mente!
355 1TIMÓTEO 1
Prefácio e saudação
1
Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pelo m andato de
Deus, nosso Salvador, e de Cristo Jesus, nossa es­
perança, 2a Tim óteo," verdadeiro filho na fé.
Que a graça, a m isericórdia e a paz, da parte de
Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor, estejam
com você.
Advertência contra falsas doutrinas
3Quando eu estava de viagem , rum o à M acedônia,
pedi a você que ainda perm anecesse em Efeso para
adm oestar certas pessoas, a fim de que não ensinem
outra d o u trin a,* 4nem se ocupem com fábulas e ge­
nealogias sem fim ." Essas coisas m ais prom ovem dis­
cussões do que o serviço de Deus, na fé. 50 objetivo
da presente adm oestação visa ao am or que procede
de coração p uro,* e de boa consciência," e de fé sem
hipocrisia/ ^Algum as pessoas se desviaram destas
coisas e se perderam em discussões inúteis,-® 7pre-
tendendo passar por m estres da lei, não com preen­
dendo, porém , nem o que dizem , nem os assuntos
sobre os quais falam com tanta ousadia.*
1.1 Paulo. Cf. n. Rm 1.1. apóstolo. Cf. n. ICo 12.28. de Cristo
Jesus. Cristocêntrico, ele fala do Ungido por nome 15 vezes em
seis capítulos e mais 14 nos quatro caps. de 2Tm. pelo m anda­
to (vontade) de Deus. Cf. n. M t 6.10. nosso esperança. Cf. ns.
: m 8.24-25; Cl 1.27.
1.2 o Timóteo. Exercício espiritual: coloque seu nome no
;ugar de Timóteo. Imagine que esta carta foi escrita especifi­
camente para você. Imagine alguém que o amou o suficiente
cara escrever-lhe esta carta; comprom etido com a sua vida e o
seu ministério - nessa ordem. Em outro momento, você pode
ler este livro como base de inspiração para escrever uma carta
cara um discípulo ou filho espiritual seu. verdadeiro filho na fé
Tt 1.4; cf. tc.). Paulo explicitam ente chama Timoteo assim qua­
tro vezes (ICo 4.17; 1Tm 1.2,18; 2Tm 1.2). Timóteo aparece por
nome por volta de 24 vezes no NT, quase sempre ligado dire­
tamente ou indiretamente a Paulo: seis em Atos (16.1; 17.14-15;
18.5; 19.22: 20.4), seis como coautor de uma epístola com Paulo
2Co 1.1; Fp 1.1; Cl 1.1; ITs 1.1; 2Ts 1.1; Fm 1), seis em outras epís­
tolas (Rm 16.21; ICo 4.17; 16.10; 2Co 1.19; Fp 2.19; ITs 3.2,6),
çuatro nas duas epístolas que levam seu nome (1Tm 1.2.18:
20: 2Tm 1.2) e em Hb 13.23. a graça, a misericórdia e a paz.
Graça e paz. Cf. n. Rm 1.7. Misericórdia é um acréscimo que
5aulo não usa nas saudações de suas cartas às igrejas; ape­
nas o usa em suas cartas para Timoteo e Tito. Todos nós, como
ndividuos, precisamos de misericórdia (vs. 13,16). Cf. n. M t 5.7.
1.3 pedi a você (gr. parakaleo.) Cf. n. Jo 14,16. para admoes­
tar (v. 5). Confrontar em amor. outra doutrina. Paulo ressalta
nove vezes neste livro sua preocupação com a doutrina verda-
teira. A boa doutrina ou ensino produz vidas boas. Doutrina
ns sa leva a vidas falsas (v. 10). Cf. ns. 4.16: Tt 1.1; 2.1,10 e Intro.
Tt. Invade o corpo como um câncer (2Tm 2.17).
1.4 Essas coisas mais promovem discussões (vs. 6-7; 6 5 5
2Tm 2.23; Tt 1.10-14; 3.9). Muitos estudos bíblicos promovem dis-
tcssões, mas não mobilizam as pessoas a crescer e a agir. Infeliz-
~ente isso caracteriza muitas escolas bíblicas dominicais, como
A lei e os seus objetivos
8Sabemos, porém , que a lei é b o a / se alguém se uti­
liza dela de m odo legítim o, 9tendo em vista que não
se prom ulga lei para quem é justo, mas para trans­
gressores e rebeldes, para ím pios e pecadores, para
irreligiosos e profanos, para os que m atam o pai ou a
mãe, para os homicidas, lOpara os que praticam a im o­
ralidade, para os que se entregam a práticas hom os­
sexuais/ para os sequestradores, para os mentirosos,
para os que fazem juram ento falso e para tudo o que
for contrário à sã doutrina,* 11 segundo o evangelho da
glória do Deus bendito, do qual fui encarregado/
A graça na vida de Paulo
12Sou grato para com aquele que me fortaleceu, Cristo
Jesus, nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-
-m e para o m inistério,"' 13a m im , que, no passado, era
"1.2 At 16.1 &1.3 1Tm 6.3-5 H .4 lTm 4.7; 2Trm 4.4;
Tt 1.14; 3.9 41.5 2Tm 2.22 "U m 1.19; 3.9 Ó Tm 1.5
91.6 1Tm 6.20-21; Tt 1.10; 3.9 *1.7 ITm 6.20-21
11.8 Rm 7.12,16 21.10 1Co 6.9-10 *Rm 1.29 '1.11 Gl 2.7;
Tt 1.3 '"1.12 A t 9.15; 2Co 3.6
também grupos familiares ou células. Neste caso não passam de
vaidade, uma perda de tempo com roupa religiosa (cf. n. 6.3-5).
1.5 O objetivo (alvo, propósito) da presente admoestação. O
objetivo desta instrução (cf. n. 2Tm 3.16-17) deve ser o alvo de
todo o nosso ensino, visa ao amor. A base e o cerne de tudo
o que somos e tudo que fazemos. Cf. ns. Ef 3.14-21; Intro. 1Jo.
que procede de coração puro. Limpo, sincero, simples, sem
duplicidade ou engano. Cf n. M t 5.8. boa consciência (v. 19;
3.9: Hb 5.14). Cf. ns. At 25.1; 24.16. de fé sem hipocrisia. Fé
revelada em obras. Cf. Intro, e tc. Tiago.
1.8-11 As pessoas que muitas vezes têm mais dificuldade com
o evangelho não são as pessoas alistadas aqui. Elas geralmente
sabem que suas vidas estão erradas, fora do caminho e péssi­
mas. O problema é muito maior para a pessoa que vive de forma
religiosa ou humanista, sem “pecados notórios”. Paulo se dirige
sobretudo a estas pessoas em Rm 2-3.
1 .1 1 0 evangelho. Cf. ns. Lc 2.11: Rm 3.10: tc. Rm: Intro. Mt.
1.12-17 Nota prática; cada discípulo deve ter um testemunho
de sua salvação que conta com gratidão (v. 12) e que o comove
a ponto de brotar em louvor (v. 17; cf. n. 6.13-16). Nossa trans­
formação deve servir como modelo (v. 16) para outros tomarem
esse caminho. Quanto ao evangelismo pessoal, cf. módulo de
oito estudos que começa em 2Co 5.14-21.
1.12 Sou grato. Cf. ns. ICo 1.4-9; ITs 5.18; cf. Intro. Fp. nosso
Senhor (vs. 2,14). Cf. n. Rm 1.7; 10.9-10. Ser fiel precede a pró­
xima frase. Ter bom caráter deve preceder e ser a base para o
ministério, designando-me para o ministério (2.7: 1Co 15.10).
Cada um deve dizer isto. Como diz a Igreja em Células: “Cada
membro, um m inistro”. Quem não conhece seus dons e seu
próprio chamado ou ministério, deve ir atrás disso. Cf. np.
ICo 12.15-19.
1.13 Era blasfemo e perseguidor e insolente. Transparente
(cf. Intro. e tc. 2Co). O erro que cometemos não im porta tanto
quanto o que fazemos depois! Cf. n, At 7,58. Mas obtive mise­
ricórdia (v. 16). Cf. ultim a n. de v. 2.
1Timóteo 1 356
* 0 « INTERCESSÃO: ORANDO POR UMA PESSOA NECESSITADA
1 Tm 2.1-8; Êx 32.11-14 (Estudo 1.3.7)
1. Em sua experiência, o que torna uma oração de intercessão eficaz?
2. Leia Êx 31.11-14. Qual a força do argumento de Moisés em Êx 32.11?
3. Qual a força do argumento em Êx 32.12?
4. Qual a força do argumento em Êx 32.13?
5. Procure alguém para orar com você por outra pessoa necessitada. Se estiver num pequeno grupo, poderiam
se dividir em trios para duas pessoas orarem pela pessoa que mais sente que precisa de oração, seguindo as
dicas abaixo.
Estudo opcional: Gn 18.16-33; Rm 8.26-29; Um 2.1-8.
Uma pequena ministração - cinco passos
As grandes orações de intercessão como a de Moisés em Êx 31.11-14 e as de Gn 18.16-33; Ne 1; Dn 10.4-19 focam o
caráter, as promessas e os propósitos de Deus. Elas são bem mais teocêntricas (Deus é o centro) do que antropocêntricas
(a pessoa é o centro). Precisamos erguer nossas perspectivas terrenas para que elas se tornem celestiais (cf. n. 2Co 4.18).
Cinco passos para ministrar para alguém e não apenas fazer uma oração pela pessoa.
• Ouvir o coração da pessoa necessitada. Por dois ou três minutos, você pode fazer boas perguntas; procure
ouvir e entender o coração da pessoa.
• Ouvir o coração de Deus. Em silêncio de vários minutos, peça que Deus esclareça seu coração, sua perspectiva
(cf. SI 29.3-9; 119.76). Peça que ele esclareça se o assunto apresentado realmente deve ser o foco ou se há uma
raiz ou algo mais profundo para focar. Também peça que Deus indique uma passagem bíblica sob a qual orar, já
que sua Palavra tem autoridade e poder únicos (cf. n. Hb 4.12).
• Orar segundo o que ouvimos. Às vezes ouvimos ou sentimos que a pessoa necessitada precisa esclarecer algo
ou ela mesma fazer uma oração; se assim for, ore depois disso.
• Ouvir o coração da pessoa de novo. A melhor forma de fazer isso é pedir para que ela ore, expressando seu
coração a Deus. Assim é possível discernir se a pessoa ainda está com o mesmo peso que antes ou se algo
realmente aconteceu. Se nada mudou, encoraje a pessoa a marcar outro encontro com o grupo ou com outra
pessoa que poderia ajudar melhor.
• Dar acompanhamento. Peça que a pessoa compartilhe com seu líder pastoral, que pode ser o líder de seu pequeno
grupo. Devemos pedir também que a pessoa escreva o que Deus falou e o que ele fez nesta pequena ministração
antes de dormir à noite. Ébastante útil se ela puder compartilhar isso com a pessoa ou equipe que orou.
E f 3.14-21 — Estudo a n te rio r P ró xim o estudo — Lc 11.5-13
blasfemo, perseguidor" e insolente. Mas obtive mise­
ricórdia, pois fiz isso na ignorância,0 na incredulidade.
^Transbordou, porém, a graça de nosso Senhorp com a
fé e o am or que há em Cristo Jesus. 15Fiel é a palavra e
digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo
" 1 .1 3 A t8 .3 ;9.4-5;Gl 1.13 °A t3.17 n .1 4 R m 5 .2 0
91.15 1Co 15.9; Ef 3.8 '1.17 Rm 16.27
1.14 o am or (gr, ágape). Cf. n. Jo 21.15; tc. 1Jo.
1.15 digna de toda aceitação. Preste atenção. Cristo Jesus
veio ao mundo para salvar os pecadores (2 5 4)
1.17 oo Rei (6,15-16). Rei dos reis. aquele a quem as damos nos­
sas vidas em completa lealdade, Cf, n. M t 19.30; Intro. e tc. Mt.
invisível. A não ser por meio de sua criação, de sua Palavra e,
para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.q
l6Mas, por esta mesma razão, me foi concedida mise­
ricórdia, para que, em mim, o principal pecador, Cristo
Jesus pudesse m ostrar a sua completa longanimidade,
e eu servisse de modelo para todos os que hão de crer
nele para a vida eterna, 17Assim, ao Rei eterno, imortal,
invisível, Deus único," honra e glória pelos séculos dos
séculos. Amém!
de forma mais clara, mediante Jesus (cf. ns. Jo 1.14.18; 14.6,9) e
por causa de sermos o Corpo de Cristo, por meio de nos (cf. n.
Ef 3.10). Deus único (Is 40.12-14). honro e glória. Cf. a parte
sobre a glória na n. Jo 1.14. pelos séculos dos séculos. Para todo
o resto da história humana e depois para a eternidade. Amém!
Que assim seja!
357 1TIMÓTEO 1 — 2
O bom combate
18 Esta é a adm oestação que faço a você, m eu filho
Tim óteo, segundo as profecias que anteriorm ente
foram feitas a respeito de você:' que, firm ado nelas,
você com bata o bom c o m b a te / 19m antendo fé e boa
co n sciência/ porque alguns, tendo rejeitado a boa
consciência, vieram a naufragar na f é / 20 Entre esses
estão H im eneu e Alexandre, os quais entreguei a Sa­
tanás,"' para serem castigados, a fim de que apren­
dam a não blasfem ar.
A prática da oração. Um só Mediador
2
Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática
de súplicas, orações, intercessões, ações de gra­
ças, em favor de todos os homens. 2Orem em favor dos
reis e de todos os que exercem autoridade, para que
vivamos vida mansa e tranquila, com toda piedade e
respeito. 3Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso
Salvador, 4que deseja que todos os hom ens sejam sal­
vos e cheguem ao pleno conhecim ento da v e rd a d e /
5Porque existe um só Deus* e um só M e d ia d o / en­
tre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, 6o qual a si
mesmo se deurf em resgate por todos/’testem unho que
se deve prestar em tempos oportunos. ^ Para isto fui de­
signado p reg ad o / e apóstolo — afirm o a verdade, não
m into — , m estre dos gentios na fé e na verdade.
Instruções para homens e mulheres
8Quero, portanto, que os hom ens orem em todos
os lugares, levantando mãos santas,5 sem ira e sem
anim osidade.
9Da mesma form a, que as m ulheres/1 em traje de­
cente, se enfeitem com m odéstia e bom senso, não
com tranças no cabelo, com ouro, ou pérolas, ou com
roupas caras, lOporém com boas obras,' como convém
a m ulheres que professam ser piedosas. 11A m ulher
51.18 U m 4.14 riT m 6.12;2T m 4.7 «1.19 U m 3.9 MTm6.21
» 1 .2 0 ICo 5.5 « 2 .4 Tt 2.11 í>2.5 1Co8.6 «Hb9.1S
82.6 Gl 1.4; Tt 2.14 «M t20.28 f2.7 2Tm1.11 92.8 SI 141.2
* 2.9 IPe 3.3-5 '2.10 At 9.36; U m 5.10
1.18 meu filho Timóteo. Cf Intro. e tc. segundo os profecias
(4.14). Profecias sâo palavras de poder divino; cf. n. 1Co 14.1.
combata (6.12). Entre plenamente na batalha. Cf. n. Jo 10.10:
ns. Ef 6.10-18. firm ado nelas. As profecias, que são de alto
valor, como indicado aqui. o bom combate (Um 4.7).
1.19 mantendo fé e boa consciência (v. 5: 3.9; 4.2: cf. ns.
At 23.1: 24.16). tendo rejeitado a boa consciência. Alerta!
Desperte! Os primeiros passos para perder a fé começam com 0
endurecer do coração (4.2), quando damos passos de desobe­
diência. Esta possibilidade não é hipotética; ela já era bem real
no tempo de Paulo (v, 20) e continua sendo em nosso tempo. O
numero de ex-evangélicos está crescendo de forma alarmante.
Até certas igrejas e denominações não se identificam mais com
ser evangélico, especialmente nos EUA e na Europa.
1.20 Ensino falso como 0 de Elimeneu (2Tm 2.17) precisa ser
cortado do Corpo para que não seja contagioso.
2.1 Antes de tudo. Como prioridade geral1exorto (gr. paraka-
leo). Cf. n. Jo 14.16. Devemos orar sem cessarem favor de todas
as pessoas que conhecemos. Cf. n, Mc 1.35 e oito estudos sobre
oração a partir de Sl 23.
2.2 em fav o r dos reis. Paulo nos incentiva a orar pelas autori­
dades como grupo estratégico.
Nota pratica: pense na quantidade e na profundidade de
suas críticas as autoridades; pense também na quantidade e
na profundidade de suas orações por essas pessoas. Algo pre­
cisa mudar em você7 E, se mudasse, quais seriam alguns efeitos
dessa mudança? com toda piedade (gr. Eusebeo). M uito mais
que religiosidade. Devoção, vivência com Deus, ter 0 caráter de
Deus, santidade. Em inglês, godlmess. Paulo usa esta palavra
nove vezes neste livro, numero maior do que no resto do NT
todo (2.2.10; ,3.16; 4.7-8; 6.3,5-6.11). Que desafio e que privilégio
- viver com Deus e ter seu caráter!
2.3 Isto é bom e aceitável. Rm 12.2. nosso Salvador (1.1;
4.10). Cf. n At 5.31.
2.4 pleno conhecimento (gr. epiginosko). Uma forma intensiva
de g/nosko. Cf. n, Tt 1.1.
2.5 Jesus como 0 único caminho para 0 Pai é uma ofensa para a
maioria das pessoas que não 0 conhecem. O v. 6 explica 0 mo­
tivo de ele ser 0 único caminho (Hb 9.15; cf. n. Jo 14.6).
2.6 em tempos (kairós; cf. n. Mc 1.15) oportunos (cf. 2Tm 4.1-2).
Quando o coração da outra pessoa está aberto. Até esse ponto,
é bem melhor fazer boas perguntas, esperando que 0 Espírito
possa usá-las para provocar fome e sede. Cf. duas perguntas
diagnosticas valiosas no evangelismo (med. Mc 8.14-21). Para
crescer em seu evangelismo pessoal, cf. modulo de oito estudos
que começa em 2Co 5.14-21.
2.7 Para isto fu i designado (vs, 1,12). Devemos ser como Paulo
aqui e poder expressar 0 nosso chamado (sonho) em uma oração.
2.8 levantando mãos santas. Para orar de forma eficaz (v. 1),
não podemos ter pecado em nossas vidas. Por isso vale a pena
ter um período de confissão antes de entrar em intercessão,
sem ira e sem animosidade. Temos que ser pessoas resolvi­
das, sanadas. Sem isso acabaremos orando e ministrando de
nossa carne e desejos, e não da pureza e poder plenos de Jesus.
2.9 Da mesma form a... mulheres. O ponto de partida para ho­
mens e mulheres é 0 mesmo, em traje decente. Pedro também
ressalta que a beleza interior é muito superior à beleza exte­
rior (IPe 3.1-4). bom senso (v, 15). Do gr. sophrosune. De forma
sóbria (cf. ns. 2Tm 1.7; Tt 2.2). Não se pode traduzir adequada­
mente ao português. O grego significa uma limitação voluntária
da liberdade de pensamento e comportamento (Zodhiates).
Esta palavra é a chave interpretativa dos vs. 9-15. Como cristãs,
as mulheres eram iguais aos homens. O perigo era que pode­
riam exagerar seu novo sta tu s e liberdade.
2.11 A mulher (gr. gune). Pode ser traduzido como uma mu­
lher ou uma esposa. Já que 0 v. 12 fala do marido, faz sentido
traduzir o v. 11 como “a mulher”. Isso resolve muito debate, in­
dicando que as esposas deveriam resolver suas perguntas em
casa e não no meio do culto, aprenda. A mulher deve apren­
der, diferentemente do que era permitido na cultura geral, em
silêncio (gr. hesuchia). Esta expressão poderia ser traduzida
como “tranquilamente", isto é, “sem causar distúrbio”, como em
outros lugares (2Ts 3.12; Um 2.2: IPe 3.4) O espírito de aprendiz
deve caracterizar as mulheres - como também os homens.
1TIMÓTEO 2 — 3 358
aprenda em silêncio, com toda a subm issão/ 12E não
perm ito que a m ulher ensine, nem que exerça autori­
dade sobre o homem; esteja, porém, em silêncio. ^ P o r­
que, prim eiro, foi form ado Adão,k depois, Eva/14E Adão
não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em
transgressão."1l5M as ela será salva tendo filhos, se per­
m anecer em fé, am or e santificação, com bom senso.
As qualificações dos bispos e dos diáconos
3
Fiel é a palavra: se alguém deseja o episcopado, exce­
lente obra almeja. 2É necessário, pois, que o bispo
12.11 ICo 11.3; 14.34 *2.13 Gn 2.7 'G n 2.21-22; IC o 11.8
">2.14 Gn 3.1-6; 2Co 11.3 « 3 .2 -4 2Tm 2.24; Tt 1.6-9
*3 .7 2Tm 2.26 f3 .8 T t 1.7; 1Pe5.2
2 .12-1 4 E não permito que a mulher ensine. O verbo ensi­
nar" quer dizer "ensine continuam ente”. Paulo não permitia que
uma esposa (n. v. 11) tomasse a liderança espiritual do lar. nem
que exerça autoridade (gr. authenteo). Esta é a única vez no
NT que esta palavra aparece. Significa ser um autocrata, um
governador absoluto. A tradução literal seria “nem que usur­
pe autoridade” (como diz a versão KJV, em inglês). Nos tempos
bíblicos, apenas homens eram discípulos. De forma parecida,
apenas homens eram discipuladores, mestres e rabinos. Paulo
fala às mulheres aqui que ainda não aprenderam a cultura de
submissão no culto, aquelas que não sabiam como aprender
de forma quieta, ordenada e submissa, nem sabiam ensinar de
forma submissa. O destaque aqui é que toda pessoa que ensina
tem que ser submissa. Interpretado este texto por esta perspec­
tiva. as mulheres podem ensinar, tal como os homens, sempre
sendo submissas. Sabemos que as mulheres tinham dons de
profecia (At 2.17-18; 21.9: ICo 11.5). Seja profecia, seja ensino
(como Priscila), as mulheres tinham que aprender a usar seus
dons de forma ordenada e submissa, tal como os homens.
Noto prática: quando enfrentamos passagens que não en­
tendemos ou que são difíceis, temos duas opções: crer que a
Bíblia é inspirada por Deus no original (2Tm 3.16-17) e confiar
que existe uma boa explicação, ainda que seja demorado para
encontrá-la. A segunda opção é achar que tem uma perspectiva
maior que a da Bíblia e descartar o que não gostou ou não en­
tendeu. Neste caso minha “verdade” (com minuscula) se torna
maior que o Verdade (com maiúscula). Isso dificulta muito des­
cobrir a Verdade, porque neste caso se descarta tudo que não
se gosta ou que pode ser incômodo. Já que a Verdade incomoda
e nos chama a mudar, é provável que não conseguiremos vé-
-la ainda quando estiver claramente exposta em nossa frente.
Cf. ns. Mc 4.13; M t 2,1-6; 13.3-23.
2.15 ela será salva tendo filhos. E im portante valorizar o cha­
mado e a influência de uma mãe espiritual. Ela não deve des­
prezar a si nem outros devem fazer isso por se dedicar a seus
filhos de forma especial. É um alto chamado, um alto privilégio.
3.1-13 Nesta seção sobre critérios de liderança, Paulo inclui
quatro que. classicamente, são áreas de derrota para muitos
líderes: sexo (v, 2). dinheiro (v. 3), colocar o ministério antes da
família (vs. 4-5) e orgulho (v, 6).
3.1 O desejo de ser líder é muito bom. Existe ambição santa
(Rm 2.7-8). Ao mesmo tempo existem condições. As condícões
se aplicam bem a discipuladores e líderes. Ter bom caráter é
destacado nestes versículos, não carisma. A descrição que se-
seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, moderado,
sensato, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; 3não
dado ao vinho, não violento, porém cordial, inimigo de
conflitos, não avarento; 4e que governe bem a própria
casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito.0
5Pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como
cuidará da igreja de Deus? 6Que o bispo não seja recém-
-convertido, para não acontecer que fique cheio de orgu­
lho e incorra na condenação do diabo. 7Pelo contrário, é
necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a
fim de não cair na desonra e no laço cio diabo.*
8Do m esm o modo, quanto a diáconos, é necessá­
rio que sejam respeitáveis, de um a só palavra, não
inclinados a m uito vinho, não gananciosos/ 9con-
gue é de uma pessoa saudável para com Deus, para consigo
mesma, para com a sua família e para com a comunidade.
Nota pratica: isto ressalta o valor de um ministério de res­
tauração na igreja local que possa ajudar as pessoas a resolver
problemas emocionais e relacionais, feridas e conflitos não re­
solvidos. Cf. n. Lc 4.18-19.
3.2 irrepreensível (v. 10: 5.7: Tt 1.6). Não é receber certo número
de votos; é ser reconhecido por quase toda a igreja, senão toda,
por não ter problemas de carater e relacionamento, esposo de
uma só mulher. Comprometido com a sua esposa, vivendo em
pureza sexual (cf. ns. M t 5.8); não "casado" com seu trabalho.
moderado. Equilibrado, sensato. Com domínio próprio. Cf. n.
Gl 5.22-23. modesto. Humilde e que não chama atenção para si
mesmo, hospitaleiro. O lar é o lugar mais natural para relações,
intimidade, evangelismo e discipulado. Quem não sabe abrir
sua casa sempre sera limitado nessas áreas, apto para ensinar
(2Tm 2.24). Esta é uma qualidade de maturidade e caráter, não
de dom espiritual. Essa pessoa tem experiência e sabedoria que
naturalmente transbordam para outros.
3.3 não dado ao vinho. Sem vícios. Isto pode ser estendido a
incluir o ativismo. não violento. Não controlador, dominador,
manipulador, opressor, Não impor a sua perspectiva. Tudo isso
e o oposto do verdadeiro servo-líder. Cf. ns. M t 18.1; 20.25-28;
Lc 9.46. porém cordial. Amável, inimigo de conflitos. Paci­
ficador (Tg 3.17-18). não avarento. Não apegado ao dinheiro
(6.9-10.17-19). Não procura formas de levar vantagem nem ten­
ta se aproveitar de outros por meio de seu serviço.
3.4-5 que governe bem a própria casa (v. 12). De forma geral,
cuidar da família é a melhor mostra de como um líder cuidará
de uma equipe, grupo fam iliar ou igreja. Criando bem os seus fi­
lhos, ele demonstra que tem as qualidades para criar bem filhos
espirituais. Isto está em contraste com 2Tm 3.3.
3.6 não seja recém-convertido (v 10). para não acontecer
que fique cheio de orgulho. O orgulho é morte para a lideran­
ça espiritual.
3.7 bom testemunho dos de fo ra. Relaciona-se bem dentro da
igreja e fora. o fim de não cair... no laço do diabo. Brechas
abrem oportunidades para o diabo: brechas não resolvidas se
tornam fortalezas.
3.8 Do mesmo modo. quanto a diáconos. Servos oficiais da
igreja também devem ter as qualidades indicadas acima, de
uma só palavra. Pessoas de palavra, fiéis, sinceras, íntegras,
não enganosas nem hipócritas.
3.9 conservando o mistério (v. 16: cf. n. Rm 11.25) da fé. Tendo
359 1Timóteo 3 — 4
servando o m istério da fé com a consciência lim pa.d
lOTam bém estes devem ser p rim eiram en te experi­
m entados;6 e, caso se m ostrarem irrepreensíveis,
que exerçam o diaconato. 11 Do m esm o modo, quanto
a m ulheres, é necessário que elas sejam respeitá­
veis, não m aldizentes, m oderadas e fiéis em tu d o /
120 diácono seja m arido de um a só m ulher e governe
bem os seus filhos e a própria casa.í; 13 Pois os que
desem penharem bem o diaconato alcançam para si
mesmos um a posição de h o n ra^ e m uita ousadia na
fé em Cristo Jesus.
A igreja de Deus e o mistério da piedade
14Escrevo estas coisas a você, esperando ir vê-lo
em breve. l5M as, se eu dem orar, você saberá como
se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do
Deus vivo, coluna e fundam ento da verdade. l6Sem
dúvida, grande é o m istério da piedade:
"Aquele que foi m anifestado
na carne'
foi justificado em espírito,
visto pelos anjos,
pregado entre os gentio s/
olhos espirituais para ver além da aparência e das coisas físicas,
a fim de enxergar verdades, princípios e propósitos espirituais.
consciência limpa. Cf. n. 1.19.
3.10 Também estes elevem ser primeiramente experim enta­
dos. A estes líderes devem ser dados trabalhos que revelem seu
caráter e suas habilidades. Normalmente devem ter experiência
em liderar indivíduos antes de liderar pequenos grupos, e pe­
quenos grupos antes de eles liderarem grupos grandes. Aqueles
que se demonstram bons em um nível são candidatos para um
próximo nível.
3.11 Do mesmo modo, quanto a mulheres. De forma geral,
os mesmos critérios se aplicam a mulheres em liderança como
a homens.
3.12 Cf. vs. 4-5.
3.13 alcançam... posição de honra. Tornam-se veteranos com
um valor especial nas horas de batalha.
3.15-16 como se deve proceder na casa de Deus, que é a
igreja. Os maiores destaques em 1 e 2Tm quanto ao compor­
tamento na igreja incluem liderança saudável, caráter cristão
(santidade), evangelismo, ensino e discipulado. coluna e fu n ­
damento da verdade. A Igreja revela a pessoa de Deus. Nossa
teologia (visão e entendimento de Deus) se revela na maneira
como vivemos. O ensino apostólico (v. 15) tinha o propósito
(1.5) de as pessoas viverem de uma forma que revelaria a Deus.
Toda teologia é autobiográfica. Cf. Intro. Rm.
3.16 mistério. Cf. n. Rm 11.25. piedade. Cf. n. 2.2. Aqui se
destacam doutrinas fundamentais, bases do primeiro credo.
De forma parecida, os chamados “fundam entalistas” em 2010
estabeleceram cinco fundamentos inegociáveis: (1) a inerrância
das Escrituras; (2) a deidade de Jesus Cristo; (3) o nascimento
virginal de Jesus; (4) a expiação pelo sangue de Jesus; (5) a res­
surreição física de Jesus.
4.1 o Espírito Santo. Cf. n. At 1.2: Intro. At. nos últimos
crido no m undo,
recebido na glória."k
A apostasia nos últimos tempos
4
Ora, o Espírito afirm a expressam ente que, nos
últim os tem pos," alguns apostatarão da fé /’ por
obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de
dem ônios, 2pela hipocrisia dos que falam m entiras
e que têm a consciência cauterizada, 3que proíbem
o casam ento e exigem abstinência de alim entos que
Deus criou para serem recebidos" com gratidão pe­
los que creem e conhecem a verdade. 4 Pois tudo o
que Deus criou é b o m / e, se recebido com gratidão,
nada é recusável, 5porque é santificado pela palavra
de Deus e pela oração.
Exortação à fidelidade no ministério
6 Expondo estas coisas aos irmãos, você será bom
m inistro de Cristo Jesus, alim entado com as palavras
da fé e da boa doutrina que você tem seguido. 7Mas
43.9 1Tm 1.5,19 e3.10 1Tm5.22 ^3.11 Tt 2.3 53.12 1Tm 3.4
43.13 M t 25.21 '3.16 Jo 1.14 ICl 1.23 *E f 1.20 “4.1 2Tm 3.1;
2Pe 3.3 42Ts 2.3 '4.3 Gn 1.29; 9.3; Cl 2.16 <*4,4 Gn 1.31
tempos (2Tm 5.1). apostatarão da fé. Ou abandonarão a fé.
Pessoas aparentemente crentes se perderão espiritualm ente.
Cf n Jo 6.66. por obedecerem a espíritos enganadores.
Elas perdem-se por não discernirem as raízes espirituais em
outras pessoas e acabarem obedecendo a guias espirituais
errados e perdidos.
4.2 pela hipocrisia. Cf. n M t 6.2. falam mentiras... Cf. ns.
Jo 8.44; Ef 4.25. que têm a consciência cauterizada (Jr 17.9.
cf. n. 1.19). Como resultado de constância no pecado; cf. os gen­
tios em Ef 4.19; Rm 1.24-25,28.
Nota pratica: não devemos pular estes vs. ou outros pare­
cidos (2Tm 3.1-9) achando que nada têm a ver conosco. Temos
que cuidar de nós mesmos e dos nossos companheiros para
que nós mesmos não caiamos nisto. Cf. n. At 20.28.
4.3-5 A marca desta seita perigosa e a superespiritualidade. Ela
acrescenta critérios de abstinência não bíblicos, rejeitando 0
gozar de tudo que Deus criou. Estas pessoas perdem a segunda
parte do propósito do homem segundo 0 catecismo de West-
minster: glorificar a Deus e gozá-lo para sempre, com gratidão
(v. 3). A ênfase destaca que devemos celebrar 0 mundo físico e
não nos afastar dele. Estes vs. aclaram 0 motivo de agradecer a
Deus antes de toda refeição.
4.6 ministro de Cristo Jesus. Esta pessoa ministra, acima de
tudo, a Jesus; apenas de forma secundária às pessoas. Entretan­
to, os ministros percebem que, à medida que ministram às pes­
soas, estão ministrando a Jesus também (cf. ns. M t 25.40-46;
Ef 6.21: Cl 1.27). alimentado com as palavras da fé e da boa
doutrina. Em contraste com vs. 1-2. Temos que ter muito cuidado
com 0 nosso “regime espiritual”. Em certo sentido, tornamo-nos
aquilo com 0 qual nos alimentamos espiritualmente.
4.7 Exercite-se, (“treine-se”) pessoalmente, na piedade. So­
mos 0 que fazemos. Como podemos nos treinar? Com discipli­
nas espirituais. Cf. ns. e med. 1Co 9.24-27.
1Timóteo 4 — 5 360
rejeite as fábulas profanas6' e de velhas caducas. Exer­
cite-se, pessoalmente, na piedade, 8Pois o exercício fí­
sico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo
é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora
é e da que há de vir. 9Fiel é esta palavra e digna de in­
teira aceitação. 10Ora, é para esse fim que trabalham os
e nos esforçamos, porque temos posto a nossa espe­
rança no Deus vivo/ Salvador de todos,especialm ente
dos que creem.
11 Ordene estas coisas e ensine-as. 12Ninguém o des­
preze por você ser jovem ;h pelo contrário, seja um
exemplo para os fiéis/ na palavra, na conduta, no amor,
na fé, na pureza. l3Até a m inha chegada/ dedique-se à
leitura pública das Escrituras, à exortação, ao ensino.
i4Não seja negligente para com o dom que você re-
f 4.7 1Tm 1.4;2 T m 2.16;4.4;Tt 1.14 *4.101Tm 3.15 51Tm 2.4
*4 .1 2 1Co 16.11 'Tt 2.7 J4.13 1Tm 3.14 *4.14 2Tm 1.6
OTm 1.18 <"4.15 Js 1.8; SI 19.14 "F p l.2 5
4.8 o exercício físico (gr. gymnasio). de onde vem a palavra
"ginásio". Esta expressão, ligada ao v. 7, poderia ser traduzida
como “treinamento'' ou "capacitação’', para pouco é provei­
toso. O exercício físico é básico e fundamental para quem quer
manter seu corpo em forma; mas o proveito disso é pequeno se
não entendemos que é também uma disciplina espiritual feita
para nos aproximar de Jesus e de seus propósitos para nós. Se
o exercício físico é pouco proveitoso em comparação com o es­
piritual. quão im portante é o exercício espiritual!
4.9 Fiel é esta palavra (3 1).
4.10 para esse fim . A eficácia do evangelho. Vida com pro-
posito. nos esforçamos (6.12). Cf. ns. Cl 1.28-29. nosso espe­
rança. Cf. ns Rm 8.29-25; Cl 1.27. Salvador. Cf. n, At 5.31.
4.12 Ninguém o despreze por você ser jovem. Nem por con­
ta do seu gênero, etnia, nacionalidade, classe social, personali­
dade, dom, chamado ou qualquer outra dimensão de sua vida.
Pensando na mocidade, os que já não são jovens devem investir
de forma profunda e intencional para levantar a geração emer­
gente. Se essas pessoas se tornam mentores de jovens, pode ser
sua maior contribuição ao Remo de Deus1pelo contrário, seja
um exemplo para os fiéis. Jovens e jovens adultos (ou outros
que se sentem menosprezados), acordem (cf. n. Ef 5.19; tc. Ef).
Vocês têm mais liberdade como solteiros ou até como casados
sem filhos para servir ao Senhor do que terão depois. Aprovei­
tem essa liberdade! Cf. n. ICo 7.32. na palavra. 2Tm 3.16-17. na
conduta. 2Tm 5.10. na pureza (1.5). Cf. n. 3.2.
Nota prática: Agnes, menina de treze anos. se tornou már­
tir em 303 d.C. Aqueles que iriam matá-la, incentivaram-na a
reconsiderar a sua fé por eia ser apenas criança. Ela respondeu:
“Posso ser uma criança, mas a fé não habita nos anos, e sim no
coração".
4.13 dedique-se. Tenha foco. Não caia em fazer um pouco de
tudo sem ser bom ou excelente em nada. Isto se aplica especial­
mente a nossos dons (v. 19).
4 .14 Não seja negligente. Palavras especialmente relevan­
tes para alguém inseguro ou desanimado que recua do minis­
tério para com o dom que você recebeu. Cf ns. 2Tm 1.6-8.
m ediante profecia. Cf. n. 1.18. imposição das mãos (5.22;
2Tm 1.6; At 6.6). Cf. n. At 6.6.
cebeu,,f o qual lhe foi dado m ediante profecia/ com a
imposição das mãos do presbitério. 15M edite estas coi­
sas”' e dedique-se a elas, para que o seu progresso seja
visto por todos.” i6Cuide de você mesmo e da doutrina.
Continue nestes deveres; porque, fazendo assim, você
salvará tanto a si mesmo como aos que o ouvem.
Como tratar os que creem
5
Não repreenda um hom em m ais velho; pelo con­
trário, exorte-o como você faria com o seu pai.
Trate os mais jovens como irm ãos, 2as m ulheres mais
velhas, como mães, e as mais jovens, como irmãs, com
toda a pureza.
As viúvas
3Honre as viúvas que não têm ninguém para cuidar
delas. 4Mas, se algum a viúva tem filhos ou netos, que
estes aprendam prim eiro a exercer piedade para com
a própria casa e a recom pensar os seus pais, pois isto
4.15 Medite estas coisas. Na verdade, “medite" poderia ser
traduzido como “ocupe-se” ou “seja diligente", para que o seu
progresso seja visto por todos (Fp 3.12-19). Como líderes, não
devemos fugir da prestação de contas, atividade que deixa
claro como estamos caminhando. Devemos entender que essa
prestação e para nos ajudar a melhorar, para que possamos ser
o modelo que queremos ser para outras pessoas.
4.16 Cuide de você mesmo e da doutrina. E um imperativo
com dois aspectos sequenciais. Ninguém tem o direito de cuidar
da doutrina se não está sendo cuidado. Nós somos a doutrina.
A teologia (conhecimento de Deus) sempre é autobiográfica.
Cuide de si mesmo (Gl 6.1). Você é a maior responsabilidade de
mordomia que você tem. Cf. n. At 20.28. fazendo assim, você
salvará tanto a si mesmo (ICo 9.27) como aos que o ouvem
(Êx 18.17-18). Paulo não está falando aqui da vida eterna, mas da
vida humana. Quantos pastores e lideres, quantos país e mães
se perderam no caminho, e seus seguidores ou filhos espirituais
ou carnais se perderam junto com eles. A responsabilidade de
um líder é grande porque tanto suas vitórias como suas falhas
são difundidas num campo bem maior. Cf. ns. Tg 3.1-2.
5.1-2 Tai como em Tt 2.1-9, Paulo relaciona a doutrina (9.16)
com formas práticas de como viver, O padrão para relaciona­
mentos na Igreja é a família. Très características principais de
uma família saudável são amor, respeito e alegria.
Nota pratica: a qualidade, ou a falta dela, no m atrim ônio e
na família do pastor ou dos líderes afeta profundamente os re­
lacionamentos em uma igreja. Por isso é necessário que os ca­
samentos e as famílias sejam saudáveis, como também que haja
ensino sobre relacionamentos. Poucos ministérios na igreja são
tão estratégicos como os que focalizam os relacionamentos
(como nas células ou grupos familiares), matrimônio, a família,
as relações e a restauração.
5.3-16 Instrução sobre viuvas. Ao mesmo tempo, as viúvas são
vulneráveis e especialmente livres para servir. Paulo dá dicas para
assegurar que sejam protegidas ao mesmo tempo em que incen­
tiva que aproveitem para se dedicar ao ministério se seus fiíhos
já forem crescidos. Na igreja precisamos valorizar as viúvas, os
viúvos e as pessoas aposentadas, tanto quanto proteger essas
pessoas em áreas nas quais são mais vulneráveis, estimulando-as
361 1TIMÓTEO 5
E s t r a t é g ia s p a r a o c r e s c i m e n t o
lTm 4.11-16 (Estudo 1.7.7)
1. Você tem um orientador ou discipuiador? Por quê?
2. Quantos imperativos se encontram nesta passagem?
3. Quais as indicações de apoio a Timóteo no texto?
4. Quais as razões para Timóteo seguir a orientação de Paulo?
5. Em qual das áreas que Paulo destaca você sente mais necessidade de focar?
Estudo opcional: l_c8.11-15; 2Tm 3.10-17; Hb 5.11-14.
Valor da profecia com a imposição das mãos de líderes espirituais
O texto de lTm 4.11-16 destaca muitas estratégias para nosso crescimento e para ajudar outras pessoas em seu
crescimento. Possivelmente o mais raro para muitas pessoas é a profecia e a imposição de mãos de líderes espirituais.
Qual o valor disso?
A profecia é uma palavra que vem de Deus (cf. n. iCo 14.1). Para quem é sensível ao Espírito Santo, seu valor é difícil
de medir. Essa palavra, ainda mais se estiver ligada a uma passagem bíblica, acaba sendo viva, eficaz e mais afiada do
que uma espada de dois gumes, penetrando fundo (cf. n. Hb 4.12). Vivifica. Norteia. Muda-nos. Eleva-nos. Dá-nos nova
coragem, poder e, no caso específico de Timóteo, um dom espiritual.
A imposição de mãos de líderes espirituais tem o potencial de transmitir uma graça sobrenatural (cf. n. At 6.6). A
autoridade espiritual desses líderes lhes permite discernir o que o Pai está fazendo; e lhes permite perceber tanto a
necessidade como o potencial da pessoa por quem estão orando. É um trabalho em equipe que é bem mais forte do
que um trabalho solitário. Quando acontece num momento kairós, de transição ou crise, seu efeito pode ser transfor­
mador. Paulo refere-se à imposição de mãos em relação a Timóteo em vários outros momentos (lTm 1.18; 2Tm 1.6-7).
Neste caso, como pode ser em outros casos parecidos, a união de profecia com a imposição de mãos do presbitério
acaba sendo transformadora. Não é apenas um ajuste ou um passo de crescimento; é ser alavancado pelo Espírito de
forma surpreendente a um nível de vida ou ministério que nem imaginávamos.
Lc 10.38-42 — Estudo anterior ♦ | Próximo estudo — Jo 21.15-17
é aceitável diante de Deus.0 5Aquela que é viúva de
fato e não tem ninguém para cuidar dela espera em
Deus e persevera em súplicas e orações, noite e dia.
6Entretanto, a que se entrega aos prazeres, mesmo
viva, está m orta. 7Ordene estas coisas, para que sejam
irrepreensíveis. 8Ora, se alguém não tem cuidado dos
seus e especialm ente dos da própria casa, esse negou
a fé e é pior do que o descrente.
9Não seja inscrita senão viúva que tenha mais de
sessenta anos de idade, tenha sido esposa de um só
m arido lüe seja recom endada pelo testem unho de
boas obras: se criou filhos, se exercitou hospitalidade,
se lavou os pés dos santos, se socorreu os atribulados,
se viveu na prática zelosa de toda boa o b ra /
para serem ativas no ministério. Especialmente nesta época, a
maioria que se aposenta ainda tem boa saúde e vigor para servir
de forma significativa. Entre outras coisas, elas têm um potencial
grande para serem mentores ou discipuladores.
5.6 O hedonismo, a filosofia de se entregar ao prazer, é oco.
Tem a aparência de alegria, mas está vazio por dentro.
11Mas não inclua na lista viúvas mais novas, por­
que, quando seus desejos fazem com que se afastem
de Cristo, querem casar, l2tornando-se condenáveis
por anularem o seu prim eiro compromisso. l3Além do
mais, aprendem tam bém a viver ociosas,0 andando de
casa em casa; e não somente ficam ociosas, mas ainda
se tornam fofoqueiras e introm etidas,d falando o que
não devem. HQuero, portanto, que as viúvas mais no­
vas casem / criem filhos, sejam boas donas de casa e
não deem ao adversário motivo algum para falar m al de
n ó s /15Pois algumas já se desviaram, seguindo Satanás.
»5.4 Ef 6.1-2 &5.10 1Tm2.10 <5.132Ts3.11 ^IP e 4.15
e5.14 ICo 7.9 Ó Tm 6.1;T t 2.5
5.8 A família tem que ser a prioridade antes do ministério
(3.4-5). Quem não cuida bem do seu cônjuge e da sua família,
não é bom crente, muito menos um líder exemplar.
5.9-10 As viúvas maduras e os aposentados que ainda são ativos
devem estar firmemente envolvidos em ministérios de forma sig­
nificativa - se eles têm o caráter que corresponde a esse papel.
1Timóteo 5 — 6 362
l6Se algum a m ulher crente tem viúvas em sua fa­
m ília, socorra-as, para que a igreja não fique sobre­
carregada e possa socorrer as viúvas que não têm
ninguém para cuidar delas.-9
Os presbíteros
U D evem ser considerados m erecedores de paga­
m ento em dobro os presbíteros que presidem bem,
especialmente os que se esforçam na pregação da pa­
lavra e no e n s in o / 18Po ís a Escritura declara: "Não
am ordace o boi quando ele pisa o trigo."1E ainda: "0
trabalhador é digno do seu salário."7
i9N ão aceite denúncia contra presbítero, senão ex­
clusivam ente sob o depoim ento de duas ou três tes­
te m u n h a s /
Vários conselhos
20 Quanto aos que vivem no pecado, repreenda-os
na presença de todos, para que tam bém os dem ais
tem am .
21Diante de Deus, de Cristo jesus e dos anjos eleitos,
peço com insistência que você guarde estes conselhos,
sem preconceito, nada fazendo com espírito de parcia­
lidade. 22Não tenha pressa para im por as mãos sobre
alg uém / Não seja cúmplice dos pecados dos outros.
Conserve-se puro.
23Não beba som ente água; beba tam bém um pou­
co de vinho, por causa do seu estômago e das suas
frequentes enferm idades.
240s pecados de alguns hom ens são notórios e le­
vam a juízo, mas os de outros só se m anifestam mais
95.16 1Tm 5.3-4 *5.17 ITs 5.12 i 5.18 Dt 25.4; 1Co 9.9 iM t 10.10;
Lc 10.7 *5.19 Dt 17.6; 19.15; Mt 18.16 '5.22 Um 3.10
m5.25 SI 37.6 06.1 Ef 6.5; Tt 2.9; 1Pe 2.18 *Tt2.5 c6.2Fm16
«<6.3 Um 1.3 *6.6 Pv 15.16; Lc 3.14; Fp4.11; Hb 13.5 '6.7 Jó 1.21;
Ec 5.15 96.8 Pv 30.7-9 h6.9 Pv 23.4; 28.20
tarde. 25Do m esm o m odo tam bém as boas obras se
evidenciam e aquelas que ainda não são m anifestas
não poderão ficar escondidas."’
Os senhores e os servos
6
Todos os servos que estão debaixo de jugo conside­
rem dignos de toda honra o próprio senhor," para
que o nome de Deus e a doutrina não sejam difam ados/
2Também os que têm senhor crente não o tratem com
desrespeito, porque é irmão;" pelo contrário, trabalhem
ainda mais, pois ele, que partilha do seu bom serviço, é
crente e amado. Ensine e recomende estas coisas.
Os falsos mestres e os perigos da riqueza
3Se alguém ensina outra doutrinari e não concorda
com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com
o ensino segundo a piedade, 4esse é orgulhoso e não en­
tende nada, mas tem um desejo doentio por discussões
e brigas a respeito de palavras. E daí que nascem a in­
veja, a provocação, as difamações, as suspeitas malignas,
5as polêmicas sem fim, por homens cuja m ente é per­
vertida e que estão privados da verdade, supondo que a
piedade é fonte de lucro.
6De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o con­
tentamento." ^Porque nada trouxemos para o mundo,
nem coisa alguma podemos levar dele/ 8Tendo sustento
e com que nos vestir, estejamos contentes.9 90ra, os que
querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e
em muitos desejos tolos e perniciosos, que levam as pes­
soas a se afundar na ruína e na perdição/ 10Porque o
am or ao dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa
cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atorm enta­
ram com muitas dores.
O bom combate da fé
11Mas você, hom em de Deus, fuja de tudo isso. Siga a
5.19-21 Em alguns casos, a disciplina de um presbítero ou líder
pastoral da igreja deve ser pública devido ao círculo de influên­
cia que tem. As consequências de não fazer isso incluem: (I) fal­
ta de temor santo na igreja (Dt 13.11; At 5.11); (2) acusações de
pare ialidade; (3) o próprio presbítero ou líder não levar o pecado
cometido a serio e errar de novo. Ao mesmo tempo precisamos
lembrar que o propósito da disciplina não é punição, e sim res­
tauração. Cf. ns. M t 18.15-18.
5.22 Não devemos colocar ninguém rapidamente em cargos de
liderança. Esses indivíduos devem ser provados no ministério
para depois ser reconhecido publicamente o que eles já fazem.
Nota pratica: no caso de uma equipe ministerial e muito
mais no caso de uma equipe pastoral, pode ser sábio convidar
um bom candidato á equipe para ser um acompanhante por
certo período, possivelmente um ano. Ao final desse ano, se o
indivíduo realmente acrescenta à equipe, demonstra que está
comprometido com a visão e a missão e com os membros da
equipe, pode-se convidá-lo a tornar-se um membro oficial da
equipe. Durante esse ano se espera que houve alguns conflitos
que permitiram ver quão ensinável é a pessoa e sua humildade
em resolver os problemas quando errou. Cf. ns. Tg 1.1-2.
5.23 Remédios realmente têm seu lugar. Nem tudo é resolvido
por meio da cura divina.
5.24-25 Cedo ou tarde a lei da semeadura (a lei das conse­
quências) se manifestará.
6.1- 2 Dicas para escravos. Hoje em dia estes vs. servem para em­
pregados e funcionários em geral. Cf. ns. Ef 6.5-9. De novo, a dou­
trina. o nome de Deus e como vivemos estão interligados (cf, n.
5.1- 2). Toda teologia é autobiográfica. Cf. n. Rm 1.16; Intro. Rm.
6.3-5 Procure corrigir pessoas que discutem passagens bí­
blicas e conceitos espirituais, mas nunca os colocam em prá­
tica. Se não respondem, confronte-as em amor; se ainda assim
não responderem, afaste-se deles (vs. 20-21: 4.7; 2Tm 2.25-26;
Tt 3.9-11). Cf. ns. 1.3-4.
6.3 ensino segundo a piedade. Cf. ns. 2.2; Tt 1.1.
6.6-8 o contentam ento. Cf. n Fp 4.11-12.
6 .9 -1 0 os que querem fic a r ricos (vs. 17-19). Cf ns. M t 6.19-34.
6.11 homem de Deus. Que nome nobre. Sua identidade esta
363 1TIMÓTEO 6
justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança, a m ansi­
dão.' 12Combata o bom combate da féJ Tome posse da
vida eterna, para a qual você tam bém foi chamado e de
que você fez a boa confissão diante de m uitas testem u­
nhas. 13Diante de Deus, que preserva a vida de todas
as coisas, e diante de Cristo Jesus, que, na presença de
Pôncio P ilato s/ fez a boa confissão, eu exorto você 14a
que guarde este m andato imaculado, irrepreensível,
até a manifestação de nosso Senhor Jesus C risto/ 15a
qual, no tem po certo, há de ser revelada pelo bendito e
único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores,
16o único que possui im ortalidade, que habita em luz
inacessível, a quem hom em algum jamais viu, nem é
capaz de ver.'" A ele honra e poder eterno. Amém!
Os ricos
rtExorte os ricos deste mundo que não sejam orgu­
lhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade
da riqueza," mas em Deus, que tudo nos proporciona ri­
camente para o nosso prazer;" 18que pratiquem o bem,
sejam ricos em boas obras, generosos em dar e prontos
a repartir; I9que acumulem para si mesmos tesouros,
sólido fundamento para o futuro, a fim de se apodera­
rem da verdadeira vida.p
Conselho final
20E você, ó Timóteo, guarde o que lhe foi confiado,1qevi­
tando os falatórios inúteis e profanos' e as contradições
daquilo que falsamente chamam de "conhecimento”,
21pois alguns, professando-o, se desviaram da fé.s
Bênção
A graça seja com vocês.
<6.11 2Tm 2.22 J6.12 ITm 1.18; 2Tm 4.7 *6.13 Jo 18.37
'6 .1 4 2Tm 4.1;Tt 2.13 <” 6.16 U m 1.17 "6.17 SI 62.10; Lc 12.20
«At 14.17 46,19 M t 6.20 46.20 2Tm 1.14 f2Tm 2.16
<6.21 U m 1.19
em Deus: você não é cidadão deste mundo. Cf. n. 2Co 5.20 fu ja
de tudo isso. As disciplinas da abstinência ajudam m uito nisto.
Siga. Busque, procure, corra atrás de... O pecado e a maldade
precisam ser substituídos por outra coisa. Se não, continuarão
nos afligindo e poderão nos conquistar. Devemos ter alvos e
projetos de crescimento intencionais, apoiados e incentivados
por companheiros e mentores ou discipuiadores. Quem está
correndo atrás dessas coisas dificilm ente cairá nos pecados
alistados antes.
6.12 Combata o bom combate (1.18; 2Tm 4.7). Cf. n. M t 11.12;
Cl 1.28-29. Tome posse da vida eterna. A salvação é passado,
presente e futuro. Precisamos tom ar posse no presente do que
foi feito para nós no passado.
6 .13-1 6 Paulo começa a descrever a Deus para quem Timóteo
precisa se comprometer e não consegue parar. Acaba brotando
em louvor na medida em que pensa em Deus (cf. n. 1.17), como
fez repetidas vezes neste livro (1.17; 2.5-6: 3.16).
6.15 Soberano (M t 6.24). Cf. ns. Rm 8.28-29 e 9.19-33. O Rei
dos reis. Cf. n. M t 19.30; Intro. e tc. Mt. e Senhor dos senho­
res. Cf. n. Rm 1.7 e 10.9-10.
6 .17-1 9 Cf. n. 6.9-10.
6.21 A graça seja com vocês. Cf. n. ICo 16.23.
2TIMÓTEO
Tal pai, tal filho; tal filho, tais netos
------------------------------------------- e
A
s duas cartas a Timóteo são as maiores expressões que temos de uma relação pai-filho espiritual na Bíblia
(cf. Intro. Um) depois da própria vida de Jesus com seus discípulos. A Segunda Epístola a Timóteo acres­
centa uma visão sobre netos espirituais (Pv 17.6), sobre a terceira geração. Na verdade 2Tm 2.1-2 fala de pelo
menos quatro gerações, bem possivelmente seis (cf. tc).
O escritor Keith Phillips, em seu livro A form ação de um discípulo, diz que o nosso ministério apenas se
comprova na quarta geração. Se não fizermos discípulos, a Igreja morrerá em poucas gerações. Se fizermos ape­
nas discípulos, a Igreja morrerá na próxima geração. Temos de fazer discipuladoresI
Keith Phillips não está contente com isso, apenas, porque só com discípulos a Igreja pode morrer, apesar
de isso demorar três gerações. Temos de fazer discipuladores que sabem form ar outros discipuladores! Dessa
forma, a Igreja nunca morrerá.
Podemos achar a ênfase no discipulado e na m ultiplicação um tanto exagerada. Mas não é. Timóteo era
responsável pela igreja em Éfeso. Com menos de trinta anos após Timóteo receber esta carta, João escreve
sobre a igreja em Éfeso chamando-a ao arrependimento por haver deixado o primeiro amor (Ap 2.4-5),
Josué é um exemplo maravilhoso de um homem plenamente entregue a Deus. Infelizm ente, ele também
é um exemplo de alguém que não discipulou e, consequentem ente, com a sua morte e a de sua geração,
surgiu uma geração que não conhecia Deus (Jz 2.8,10). Esta continua sendo a história de todos os ju í­
zes e de quase todos os bons reis de Judá. Nada diferente hoje. Poucos líderes discipulam seriamente os
potenciais líderes do futuro, e m uito menos levantam sucessores. Não existe sucesso sem sucessor (cf. n.
Jo 10.12).
O Sl 78.5-8 nos dá uma ilustração de pelo menos quatro gerações se m ultiplicando. O maior exemplo
de alguém que parece ter feito isso por mais de quatro gerações é Asafe. com filhos físicos e espirituais por
440 anos (cf. 2Cr 20.14). Veja a seguir uma tabela que compara a diferença entre um discipulado m ultiplica­
dor a cada ano e um evangelismo no qual o evangelista leva uma pessoa a Cristo anualmente, durante dez
anos de ministério.
DISCIPULADO COM CRESCIMENTO
ANO
EVANGELISMO COM CRESCIMENTO
MULTIPLICADOR ADICIONAL
1+1=2 1 1+1=2
2+2=4 2 2+1=3
4+4=8 3 3+1=4
8+8=16 4 4+1=5
16+16=32 5 5+1=6
32+32=64 6 6+1=7
64+64=128 7 7+1=8
128+128=256 8 8+1=9
256+256=512 9 9+1=10
512+512=1024 10 10+1=11
Dá para entender por que Satanás se opõe tanto ao discipulado e aos discipuladores?
365 2TIMÓTE0 1
T e x t o - c h a v e
Quanto a você, meufilho, fortifique-se na graça que está em CristoJesus.
Eo que você ouviu de mim na presença de muitas testemunhas, isso mesmo transmita
a homensfiéis e também idôneos para instruir a outros. (2Tm 2.1-2)
Que bênção maravilhosa ter alguém que o chama de “filho" ou de “pai” no sentido espiritual (cf. Intro.
Um). Apenas quem tem paternidade espiritual sabe bem como exercer o mesmo. Formar, reproduzir discí­
pulos saudáveis depende de ser um discípulo saudável. Todos nós “reproduzimos” segundo a nossa espé­
cie, querendo ou não. Timóteo era responsável por igrejas na região de Éfeso. Quem tem responsabilidade
maior, seus erros em geral têm consequências amplas (Tg 3.1-2). Que bênção ainda ter um pai espiritual na
hora de tanta responsabilidade assim.
Este texto é um dos mais conhecidos entre discipuladores por seu efeito multiplicador, falando de qua­
tro gerações: Paulo; Timóteo; homens fiéis e idôneos; e outros. Em certo sentido dá para ver seis gerações a
partir do v. 1: Cristo Jesus; Barnabé (cf. o módulo sobre ele a partir de Sl 142.3-7) e então a sequência acima.
Que cada um de nós possa ser fiel não apenas para com a nossa geração (como Josué), nem apenas para a
próxima, e sim olhando para os próximas, para um movimento de discipulado feito para durar. (Mais deta­
lhes sobre estes versículos, cf. ns. 1-2).
Uma palavra de alento. Discípulos multiplicam. Demônios não!
Prefácio e saudação
1
Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de
Deus, conform e a prom essa da vida em Cristo Je­
sus,“ 2ao am ado filho Tim ó teo .b
Que a graça, a m isericórdia e a paz, da parte de
Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor, estejam
com você.
Ação de graças
3Dou graças a Deus, a quem, desde os meus ante­
passados, sirvo com a consciência lim pa,“ porque, sem
cessar, lem bro de você nas minhas orações, noite e dia.
4Lem brando das suas lágrimas, estou ansioso por ver
você, para que eu transborde de alegria. 5Lembro da
sua fé sem fingimento, a mesma que, prim eiram ente,
habitou em sua avó Loide e em sua m ãerf Eunice, e es­
tou certo de que habita tam bém em você.®
Conselhos
6Por esta razão, venho lem brar-lh e que reavive o
dom de Deus que está em você pela im posição das
m inhas m ã o s /7Porque Deus não nos deu espírito de
covardia, mas de poder, de am or e de m oderação.5
«1.1 U o 2.25 *1 .2 At 16.1; 1Co 4.17 <1.3 ITm 1.5; 3.9
<<1.5 A t 16.1 f 2Tm 3.15 h .6 ITm 4.14 Jl.7 R m 8 .1 5
1.1 Introdução típica. Cf. n. ITm 1.1.
1.2 Saudação parecida com a de 1Tm (cf. n. ITm 1.2). am ado
filho (cf. n. M t 3.17).
1.3 Dou graças a Deus. Cf. ns. ICo 1.4-9; ITs 5.18; cf. Intro. Fp.
consciência limpa. Cf. ns. At 23.1; 24.16; 1Tm 1.19. sem ces­
sar... nas minhas orações. Cf. n. Rm 1.9. noite e dia. Cf. n.
ITs 5.17. Possivelmente Paulo tivesse o hábito de orar por certas
oessoas várias vezes por dia, assim como Daniel (Dn 6.10).
1.4 lágrimas (cf. ns. M t 5.4). Relação íntima; sem vergonha
quanto a falar de lágrimas. Paulo sabia chorar (cf. n. At 20.31)
e era sensível ao choro de Timóteo, estou ansioso... Paulo ti­
nha grande inteligência emocional. Cf. n. 2Co 11.29; Intro. 2Co.
transborde de alegria. Cf. ns. Lc 10.17-23; Jo 15.11; Intro. Fp.
Aqui, Paulo expressa um coração de amor paternal que acaba
brotando nos vs. 6-7.
1.5 Lembro. Ajuda muito a um discipuiador ver a vida familiar
Jo seu discípulo, em sua avó Loide. Tal mãe, tal filha, tal neto.
Cf. Intro. A maternidade espiritual pode ser tão profunda como
a paternidade.
1.6 venho lem brar-lhe. Amar o suficiente para confrontar.
Cf. n. Ef 4.15. reavive o dom de Deus. Todo líder, obrei­
ro ou pastor precisa de tempos de renovo e de alguém que
pode lhe cham ar para isso quando se perde no corre-corre
do m inistério, pela im posição das minhas mãos. Um ato
de intim idade, de identificação e de transm issão de graça.
Cf. n. At 6.6.
1.7 espirito de covardia (Ap 21.8). De medo (cf. n. IPe 5.7-8).
Deus realmente não quer que tenhamos medo quanto a nossos
dons e chamado. Covardia é fugir de algo que nos dá medo ou
que parece muito difícil; coragem é confrontar isso.
Nota prática: perante algo assustador, tom e o prim eiro
passo e veja o que acontece. Será bem mais fácil se você tiver
ao seu lado um companheiro, mas de poder (v. 8). Gr. duna-
mis. Cf. Js 1.8; n. At 1.8. de am or (v. 13). Gr. ágape. 1Co 13;
cf. n. Jo 21.15; tc. 1Jo. O amor tira fora o medo (1Jo 4.18). e
de m oderação (gr. sõphronism os). Saúde mental, sobrieda­
de, uma mente equilibrada ou sã ou autodisciplina (cf. ns.
4.5; ITm 2.9), preservando-nos de exageros e desequilíbrio.
Variantes desta mesma palavra aparecem na descrição de
esposas (bom senso, 2Tm 2.9) e em Tito, presbíteros, ho­
mens idosos, jovens recém-casadas, moços e todo crente
(cf. n. Tt 2.2).
2TIMÓTEO 1 — 2 366
8Portanto, não se envergonhe do testem unho de
nosso S en h o r/ nem do seu prisioneiro, que sou eu.
Pelo contrário, participe com igo dos sofrim entos a
favor do evangelho, segundo o poder de Deus, 9que
nos salvou e nos cham ou com santa vocação,' não se­
gundo as nossas o b ras/ mas conform e a sua própria
determ inação e graça que nos foi dada em Cristo Je­
sus, antes dos tem pos eternos, tOe m anifestada agora
pelo aparecim ento de nosso Salvador Cristo Jesus/'
Ele não só destruiu a m o rte / como trouxe à luz a vida
e a im ortalidade,'" m ediante o evangelho.
11 Para este evangelho eu fui designado pregador,
apóstolo e m estre" 12e, por isso, estou sofrendo estas
coisas. Mas não me envergonho, porque sei em quem
tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para
guardar o meu depósito até aquele Dia." l3M antenha
o padrão das sãs palavras que de m im você ouviu com
fé e com o am or que está em Cristo Jesus. H G uarde o
bom depósito, m ediante o Espírito Santo que habita
em n ó s /’
* 1.8 Mc 8.38 '1.9 Tt 3.5 /E f 2.9 *1.10 Lc 2.11; At 13.23; 2Pe 1.11
'IC o 15.26 m 1Co 15.53-54; Hb 2.14 "1.11 Ef 3.7; ITm 2.7
o1.122T m 4.8 P1.14R m 8.9 41 .1 5 2Tm 4.10,16 '1 .1 6 2T m 4.19
s2Tm 1.8 '1.17 At 28.30 “ 1.18 2Tm 4.8 «2.2 ICo 4.2
<’2.4 2Co5.9 '2 .5 ICo 9.25
1.8 não se envergonhe (vs. 12,16). Cf. n. Mc 8.38. Pelo con­
trário. 0 Reino de ponta-cabeça (cf. n. M t 19.30; tc. Mc). Tro­
cando celebração por vergonha; transform ando fraquezas em
vantagens (cf. ns. 2Co 4.7 e 12.9-10). sofrimentos (tf. Intro.
1Pe). Paulo nunca se considerou uma vítima; até em cadeias
se considerava vitorioso, aproveitado das cadeias para avançar
o evangelho, a favo r do evangelho (v. 10: 2.8). Cf. ns. Lc 2.11;
Rm 3.10; tc. Rm; Intro. Mt.
1.9 que nos salvou e nos chamou com santa vocação. Duas
grandes vertentes de graça em nossas vidas.
1.10 Salvador. Cf. n. At 5.31.
1.11 eu fu i designado. Cf. ITm 2.7. pregador (Tt 1.3). Cf. np.
3.16. apóstolo. Cf. n, ICo 12.28. e mestre. Cf. n. Ef 4.11.
1.12 por isso, estou sofrendo estas coisas. O chamado de
Deus geralmente traz algum sofrimento, tanto interno (abne­
gação) como externo (não ser compreendido ou ate enfrentar
resistência), sei em quem tenho crido. Não em que tinha crido,
e sim em quem. estou certo. Certeza não nas circunstâncias, e
sim no caráter de Deus. As circunstâncias podem ser ruins, mas
Deus sempre é confiável.
Nota prática: o que você entregou para Deus, confiando que
ele realmente cuidará disso7 Especificamente7
1.13 M antenha o padrão. Siga o meu exemplo. Cf. n. ICo 11.1.
1.14 Guarde o bom depósito. No v. 12 Paulo declara sua
confiança que Deus guardará o seu depósito. Mais uma vez
vemos o casamento entre o humano e o divino; depender de
Deus como se tudo dependesse dele e se esforçar como se
tudo dependesse de nós, simultaneamente (cf. ns. ICo 15.10;
Fp 2.12-13; Cl 1.27-29). m ediante o Espírito Santo. Cf. n.
At 1.2; Intro. At.
1.15 me abandonaram (4.10,16). É saudável com partilhar as
nossas dificuldades e necessidades.
A situação do apóstolo preso
i5Você já deve estar ciente de que todos os da pro­
víncia da Ásia m e abandonaram .q Entre eles se encon­
tram Fígelo e Hermógenes. l6Que o Senhor conceda
m isericórdia à casa de O n esífo ro / porque, m uitas ve­
zes, m e deu ânim o e nunca se envergonhou das m i­
nhas algemas.5 l7Pelo contrário, quando chegou a
R o m a/ me procurou com persistência até me encon­
trar. 180 Senhor lhe conceda, naquele Dia," achar m i­
sericórdia da parte do Senhor. E você sabe, m elhor do
que eu, quantos serviços ele m e prestou em Éfeso.
Os estímulos no combate da fé
e no sofrimento por Cristo
2
Quanto a você, m eu filho, fortifique-se na graça
que está em Cristo Jesus. 2E o que você ouviu de
m im na presença de m uitas testem unhas, isso m es­
mo transm ita a hom ens fiéis" e tam bém idôneos
para in struir a outros.
3Participe dos meus sofrim entos como bom sol­
dado de Cristo Jesus. 4Nenhum soldado em serviço
se envolve em negócios desta vida, porque o seu obje­
tivo é agradar aquele que o re c ru to u / 5Igualm ente, o
atleta não é coroado se não com petir segundo as re­
gras." 60 lavrador que trabalha deve ser o prim eiro a
1.18 misericórdia. Cf. n. M t 5.7. O que Onesíforo semeou, ele
irá colher.
2.1 meu filho (cf. tc). O pai maduro sabe quando e como tratar
outras pessoas como família e focar em sua identidade de filhos
(cf. Intro. 1Tm). E sabe quando tratar as outras pessoas como
guerreiras focando no estratégico, no sacrifício, na disciplina,
na firmeza e nas prioridades de um soldado (vs. 3-4; cf. ns.
IJo 2.12-14). E sabe quando ser "fílhinho" e deixar que outros
cuidem dele (cf. ns. 2Co 7.5-6). Isto inclui ter um mentor, alguém
que cuide dele (cf. oito estudos sobre como ser um bom discí­
pulo ou mentoreado a partir de M t 16.24-26 e oito sobre como
ser um bom discipulador ou mentor a partir de M t 28.16-20).
fortifique-se (Ef 6.10) na graça (cf. ns. ICo 15.10: 2Co 12.8:
Ef 2.8-9). não na doutrina ou no conhecimento. Uma orientação
paradoxal celebrando a tensão criativa entre o esforço humano
(“fortifique-se") e a forca divina (“na graca"). Cf. n. 1.14. que
está em Cristo Jesus. Todo bom discipulador cria dependência
em Jesus, não em si mesmo.
2.2 E o que você ouviu (Tg 1.18). Na verdade foi um impacto
de vida. não apenas de ouvir o ensino (3.10-11). na presença de
muitas testemunhas. Ensino direto e indireto. Paulo ensinou
para a sua equipe e em grupos pequenos (cf. n. Lc 7.18; med.
1Co 12.12-13), como também em grupos grandes. Timóteo apro­
veitou isso em ambos os contextos, isso mesmo transmita. Dis-
cipule. Repasse. Forme outros como você foi formado, e também
idôneos para instruir (v. 24). Desc rito em ITm 3.1-15 (cf ns. ali).
Isto ressalta a suprema importância da boa seleção. Cf. oito estu­
dos sobre isto a partir de Lc 6.12-16. a outros. O efeito m ultipli­
cador. Sobre o valor da multiplicação, cf. Intro. e tc. aqui.
2.3-7 O que soldados, atletas (ICo 9.24-27; Hb 12.1-2) e lavra­
dores no campo têm em comum? Submissão, dedicação, disci­
plina, sacrifício, trabalho duro no presente para ver resultados
367 2TIMÓTEO 2
participar dos frutos." 7Pense bem no que acabo de
dizer, porque o Senhor dará a você com preensão em
todas as coisas.e
8Lembre-se de Jesus Cristo, ressuscitado de entre os
mortos, descendente de D avi/ segundo o meu evange­
lho.-9 9É por ele que estou sofrendo até algemas/' como
malfeitor. Mas a palavra de Deus não está algemada.
lOPor esta razão, tudo suporto por causa dos eleitos,'
para que tam bém eles obtenham a salvação que está em
Cristo Jesus, com eterna glória. 11Fiel é esta palavra:
"Se já m orrem os com ele,
tam bém viverem os com e le /
12 se perseveram os, tam bém com ele reinarem os;
se o negam os/1ele, por sua vez, nos negará;
13 se somos infiéis, ele perm anece fie l/
pois de m aneira nenhum a
pode negar a si mesmo."
As falsas doutrinas e os falsos crentes
14Lem bre a todos essas coisas, dando testem unho
solene diante de Deus, para que evitem conflitos de
palavras, pois isso não serve para nada, a não ser para
prejudicar os ouvintes."1 l5Procure apresentar-se a
Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se
envergonhar, que m aneja bem a palavra da verdade."
16Evite, igualm ente, os falatórios inúteis e profanos,
pois os que se entregam a isso avançarão cada vez
mais na im piedade. U A lém disso, a linguagem deles
corrói como câncer. Entre esses estão Him eneu e Fi-
leto, 18que se desviaram da verdade, dizendo que a
ressurreição já aconteceu, e estão pervertendo alguns
em sua fé. 19Entretanto, o firm e fundam ento de Deus
perm anece, tendo este selo: “O Senhor conhece os que
lhe pertencem .”0 E mais: "Aparte-se da injustiça todo
aquele que professa o nom e do Senhor.” p
20Ora, num a grande casa não há somente utensílios
de ouro e de prata; há tam bém de m adeira e de barro.
Alguns, para honra; outros, porém , para desonra. 21As­
sim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes er­
ros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu
senhor, estando preparado para toda boa obra.9 22 Fuja,
tam bém , das paixões da mocidade. Siga a justiça, a fé,
o am or e a paz' com os que, de coração puro, invocam
o Senhor. 23 Evite as discussões insensatas e absur­
das, pois você sabe que elas só provocam brigas.5 240
servo do Senhor não deve andar m etido em brigas/
mas deve ser brando para com todos," apto para en­
sin ar/’ paciente, 25disciplinando com mansidão os que
se opõem,"' na expectativa de que Deus lhes conceda
42.6 IC o 9.10 «2.7 SI 119.125 *2.8 Rm 1.3 9Rm2.16
*2 .9 Fp 1.7 '2.10 Cl 1.24 72.11 Rm 6.8 *2.12 M t 10.33; Lc 12.9
'2.13 Rm 3.3; ICo 1.9 »>2.14 1Tm 6.4; Tt 3.9 "2.152C o3.6;
ITm 4.6 »2.19 Jo 10.14,27; ICo 8.3 PSI 34.14; Jó 28.28
92.21 Ef 2.10; 2Tm 3.17; Tt 3.1 '2.22 ITm 6.11 52.23 ITm 1.4;Tt 3.9
Í2 .2 4 ITm 3.3 “ ITs 2.7 "U m 3.2 » 2 .2 5 Gl 6.1
no futuro. Alguém com chamado considera esses custos um
privilégio. Às vezes, porem, quem é voluntário queixa-se o tem­
po todo. Para o chamado, servir é um privilégio, um motivo de
agradecimento; para o voluntário é dispendioso, um motivo de
sentir que alguém deve lhe agradecer. Cf. n. Lc 9.57-62.
2.7 Pense. Reflita. Medite. A parte nossa, porque o Senhor
dará a você compreensão. A parte divina. Cf. n. 1.14.
2.8-10 Os maiores exemplos que devem nos inspirar quanto
aos vs. 3-7 são Jesus (v. 8) e Paulo (vs. 9-10).
Nota prática: até que ponto você. como discipulador, é uma
inspiração para seus seguidores, como uma pessoa chamada
(vs. 5-7) ?
2.11-13 Os custos de seguir Jesus são altíssimos, mas os be­
nefícios são maiores ainda. Se já morremos. Cf. n. Rm 6.2-4,6.
também viveremos com ele. Para viver com Cristo e preciso
morrer com ele. Cf. ns. M t 16.24-25; Jo 12.23-24; Rm 6.5. se
perseveramos. Cf. n. Rm 5.3 também com ele reinaremos.
Cf. n. M t 24.13. se o negamos... nos negará. (Cf. n. Mc 8.58).
ele permanece fiel. Não im porta como agimos, o caráter do
Senhor não mudará. Lembre a história da mulher infiel, Gômer,
e do profeta fiel, Oseias.
2.14 evitem conflitos (vs. 14,16-18,23-26: 4.3-4). Cf. ns.
ITm 1.3-4; 4.7; 6.3-5.
2.15 aprovado (vs. 20-21). Alguém que passa por provas e e
forjado. Ser aprovado e m uito mais do que ser útil. Deus usa to ­
das as circunstâncias como ele quiser. Mas ser aprovado e ga­
nhar um lugar especial em seu coração (cf. n. M t 25.21.23). que
não tem de que se envergonhar. Cf. ns. M t 24.42; 25.14-30.
que m aneja bem a palavra da verdade (cf. n. 3.17; np
ITm 2.12-14). Uma regra básica de interpretação da Bíblia é que
o texto deve ser entendido de forma literal, contextuai, bíblica
e/ou histórica. (1) Literal: manter o que o texto diz literalmente,
a não ser que algo indique que dada passagem não é literal,
como, por exemplo, no caso de uma poesia, metáfora ou pará­
bola. (2) Contextuai: manter o texto em seu contexto histórico
e cultural. (3) Bíblica: uma passagem é consistente com o resto
da Bíblia. (4) Histórica: uma passagem é consistente com o que
a Igreja tem entendido ao longo dos séculos (e que se alinha
com os credos básicos da história da Igreja: Credo dos Apósto­
los, de Niceia e de Atanásio). Cf. uma lista completa de regras
ao final da Intro. a esta Bíblia.
2.17 corrói como câncer. E flui de uma pessoa para outra
como vírus contagioso (cf. ns. ICo 5: Hb 12.15). Himeneu.
Cf. ITm 1,20.
2.19 Aparte-se (vs. 21-22). Uma ferramenta na batalha contra
a carne, o mundo e o diabo são as disciplinas espirituais de
abstinência.
2.21 se alguém a si mesmo se purificar (v 22: ITm 1.5). Cf. ns.
M t 5.8. preparado para toda boa obra (cf. n. 3.17).
2.22 Fuja (5.5). Siga. Cf. n. 1Tm 6.11. com os que... invocam o
Senhor. Sozinho, não1Cf. Ec 4.9-12.
2 .23-2 6 Evite discussões inúteis. Cf. n. 2.14.
2.24 apto para ensinar. Cf n. 1Tm 3.2.
2.25 disciplinando com mansidão (cf. n. Gl 6.1) os que se
opõem. Cf. ns. M t 18.15-18; ns. 1Co 5. não só o arrependi­
mento. Cf. n. At 7.58.
2TIMÓTEO 2 — 3 368
não só o arrependim ento para conhecerem a v e rd a d e /
26mas tam bém o retorno à sensatez, livrando-se eles
dos laços do d ia b o / que os prendeu para fazerem o
que ele quer.
Os males e as corrupções dos últimos dias
3
Mas você precisa saber disto: nos últim os dias
sobrevirão tempos d ifíc e is / 2pois os hom ens se­
rão egoístas, avarentos, orgulhosos, arrogantes, blasfe-
madores, desobedientes aos pais, ingratos, irreligiosos,
3sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, sem
dom ínio de si, cruéis, inimigos do bem ,* 4traidores,
atrevidos, convencidos, mais amigos dos prazeres do
que amigos de Deus, 5tendo form a de piedade, negan-
do-lhe, entretanto, o poder. Fique longe tam bém des­
tes. 6Pois entre estes se encontram os que se infiltram
nas casas e conseguem cativar m ulherinhas sobrecar­
regadas de pecados, que são levadas por todo tipo de
desejos, 7que estão sem pre aprendendo e nunca con­
seguem chegar ao conhecim ento da verdade. 8E do
m esm o m odo que Janes e Jambres resistiram a M oi-
*lTm 2.4 72.26 Um 3.7 »3.1 ITm 4.1; 2Pe 3.3 <>3.3 Rm 1.30-31
»3.8 Êx 7.11 <<3.9 Ex 7.12; 8.18; 9.11 »3.11 At 13.14-52 <At 14.1-7
9At 14.8-20 <>2Tm4.17 <3.12 Jo 15.20; At 14.22 73.15 2Tm 1.5
*Jo 5.39; 20.31; 1Co 1.21
2.26 Libertação.
3.1 sobrevirão tempos difíceis. Demoramos para perceber os
tempos e consequentemente demoramos para responder aos
tempos (cf. ns. Ef 5.14-16; tc. Ef).
3.2-9 Para crentes que se relacionam principalmente com ou­
tros crentes, pode ser que esta lista parece exagerada. Mas
quando pensamos nos filmes e nas novelas as características
aqui destacadas realmente prevalecem. Resumindo em valores
contemporâneos: humanismo, materialismo, individualismo,
hedonismo, erotismo, secularismo e relacionamentos descartá­
veis. Isto é pior em se tratando não apenas de pessoas comuns
com estas características, e sim líderes. M uito pior ainda se são
líderes religiosos, supostamente 'cristãos1' (cf. ns. 2Pe 2.1-22;
Intro. 2Pe).
3.2 Vigiemos. Somos tentados a agir segundo uma ou outra
destas características porque a carne caminha naturalmente
para elas, o mundo as exalta e o diabo nos tenta. Infelizmen-
te alguns líderes e pastores demonstram algumas delas (cf. n.
ITm 4.2). egoístas (cf. Intro. Judas). Essa é a essência do dilema
humano, da natureza pecaminosa. Desviar-se dessa conduta
continua sendo um desafio para os filhos de Deus. A chave é ser
cheio do Espírito, porque sem isso não temos chance de ven­
cer a carne, o mundo e o diabo, avarentos (ITm 6.9-10,17-19;
cf. ns. M t 6.19-24). orgulhosos, arrogantes. Orgulhosos, deso­
bedientes aos pais. Um espirito de independência, tão obvio
nos adolescentes de hoje e dali em diante, ingratos. Sem ver as
muitas bênçãos que tem. irreligiosos. Consequência natural de
Deus parecer distante ou duvidar dele.
3.4 mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus. Cf n. 2.19.
3.5 tendo form a (aparência) de piedade. Religiosidade
(Is 58.1-12), negando-lhe... o poder. Não viver no poder do Es­
pírito; não ver milagres, não usar dons sobrenaturais. Deus não
s é s / tam bém estes resistem à verdade. São homens
que têm a m ente totalm ente corrom pida, reprovados
quanto à fé. 9Mas esses não irão longe, porque a in­
sensatez deles ficará evidente a todos, como tam bém
aconteceu com a insensatez de Janes e Jam bres.*
Paulo elogia e exorta Timóteo
lOVocê, porém , tem seguido de perto o m eu en­
sino, a m inha conduta, o m eu propósito, a m inha
fé, a m inha paciência, o m eu amor, a m inha perse­
verança, 11 as m inhas perseguições e os m eus sofri­
mentos, que tive de enfrentar em A n tio q u ia / Icônioí
e L is tra / Quantas perseguições tive de suportar! Po­
rém o Senhor m e livrou de todas elas.* l2N a verdade,
todos os que querem viver piedosam ente em Cristo
Jesus serão perseguidos.' i3M as os hom ens p erver­
sos e im postores irão de m al a pior, enganando e
sendo enganados.
Inspiração, valor e utilidade da Escritura
l4Você, porém , perm aneça naquilo que aprendeu
e em que acredita firm em ente, sabendo de quem
você o aprendeu I5e que, desde a in fân cia/ você co­
nhece as sagradas letras, que podem torná-lo sábio
para a salvação pela fé em Cristo Jesus.* l6Toda a Es­
se manifesta. M uitas igrejas precisam clamar a Deus para não
caírem nisto ou para saírem disto. Fique longe também destes
(2.25-26; ICo 6,18). Cf. ns. M t 18.15-18; ns. 1Co 5.
3.7 Descrição de quem aprende sem praticar (Hb 5.11-14: cf. n.
M t 28.20 e med. M t 7.21-27; Tg 1,22-25). conhecimento (gr.
epignosis). Pleno conhecimento subjetivo ou por experiência.
Cf. n. Tt 1.1.
3.8 resistem à verdade. Cf. np. 1Tm 2.12-14.
3.10-11 Você, porém (v. 14: 4.5: Tt 2.1). O quadro muda dra­
maticamente para o crente. Em contraste com a onda maligna
ao seu redor, ele precisa se colocar na brecha, tem seguido de
perto... Faz a diferença ter uma relação íntima com um disci-
pulador ou mentor que mostre a vida em Jesus, o meu ensino,
a minha conduta... O ensino não pode ficar independente de
demonstração, o meu propósito, a minha fé... São nove áreas
da vida de Paulo que transbordam no seu discipulado. O disci-
pulado precisa ser integral, atingindo todas as areas da vida. É
vida em vida, não mente em mente.
3.12 A perseguição não deve nos surpreender (M t 5.10-12). Se
não experimentamos nenhuma perseguição, devemos nos per­
guntar se estamos realmente revelando Jesus ou se estamos
sendo como agentes secretos.
3.13 enganando e sendo enganados (v. 7). Colhemos o que
semeamos.
3.16 inspirada por Deus (cf. np. 1Tm 2.12-14). A Bíblia tem
uma integridade milagrosa: é composta por 66 livros escritos
por 40 autores em 5 continentes e em 3 idiomas ao longo de
1500 anos. Cinco razões para acreditar nas Escrituras: (1) histo­
ricidade; (2) integridade (unidade na diversidade); (3) profecia
cumprida; (4) poder de transform ar vidas; (5) Jesus acreditava
nas Escrituras do AT. e útil. Toda pregação, todo ensinamento,
todo estudo bíblico deve ter resultados objetivos em nossas vi-
369 2TIMÓTE0 3 — 4
critura é inspirada por D eusí e útil para o ensino,'”
para a repreensão, para a correção, para a educação
na justiça, 17a fim de que o hom em de Deus seja p e r­
feito e perfeitam ente habilitad o para toda boa obra.
A fidelidade na pregação
4
Diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar
vivos e m ortos,“ pela sua m anifestaçãob e pelo
seu Reino, peço a você com insistência 2que pregue
a palavra, insista, quer seja oportuno, quer não, cor­
rija, repreenda, exorte com toda a paciência e dou­
trina. 3Pois virá o tem po em que não suportarão a sã
doutrina; pelo contrário, se rodearão de m estres se­
gundo as suas próprias cobiças, como que sentindo
coceira nos ouvidos. 4 Eles se recusarão a dar ouvidos
à verdade, entregando-se às fábulas.” 5Você, porém ,
seja sóbrio em todas as coisas, suporte as aflições,
das. Se não tem, fazemos ma! para nós mesmos e para os que
nos ouvem. Cf. n. M t 28.20; meds. M t 7.21-27; Tg 1.22-25. para
o ensino (cf. n. Tt 1.1). Base conceituai, intelectual, doutriná­
ria. Mas não para por aí! para a repreensão. Confronto em
amor, convencer-se do pecado e a necessidade de mudança.
para a correção. M ostrar o caminho certo; restaurar a uma
posição certa ou reta. para a educação (treinamento, capa­
citação; Ef 6.4; cf. ns. M t 10.1; Ef 4.12) no justiça (M t 6.33;
cf. n. Rm 3.21). No caráter de Deus e os relacionamentos que
refletem esse caráter. Cf. oito med. sobre o estudo da Palavra
a partir de At 6.4.
Nota prática: a maioria das igrejas tem uma cultura de
eventos. Até os cultos dominicais são eventos, não parte de
um processo objetivo de crescimento ou discipulado. Prega­
mos sem nunca perguntar na semana seguinte se as pessoas
fizeram coisa alguma com a pregação. As pessoas vão para o
culto sem caneta e caderno, mas elas não vão para a escola,
o colégio ou a universidade de forma despreparada assim. As
pessoas não vão à igreja para aprender e crescer, mas para
ouvir e sentir-se bem. O problema principal não é com as pes­
soas; é com o pregador. Proposta: separar três m inutos no
início e no final de cada mensagem para as pessoas interagi­
rem sobre a aplicação prática do tópico ministrado. Nos primei­
ros três minutos, o pregador faria um resumo de um minuto,
possivelmente com projetor multimídia, e nos dois minutos se­
guintes, as pessoas conversariam com a pessoa ao seu lado so­
bre o que fizeram com base nessa mensagem da semana. Nos
últim os três minutos, as pessoas conversariam com a pessoa
ao seu lado sobre o que fariam durante a semana com base
na mensagem. Isso seria revolucionário. Seriam passos na di­
reção de uma cultura de discipulado! Para outra ideia de culto
participativo, cf. np. ICo 11.17-22.
3.17 a fim de que. Todas as nossas atividades espirituais
(v. 16) devem ter propósito. Sem isso tudo é mero ativismo. o
homem (e a mulher) de Deus. Pertencemos a Deus, não a nós
mesmos (Gl 2.20; Fp 1.21; 3.8). seja perfeito. Destacando o
ser“. Cf. n. Fp 3.15. e perfeitam ente habilitado (Lc 6.40). Des­
tacando o “fazer“. Os dois juntos combinam para que possamos
capacitar outros (cf. tc).
4.1 Difícil pensar em palavras mais fortes antes de passar uma
mensagem. Para Paulo este é o paralelo a M t 28.18 quanto a se
faça o trabalho de um evangelista, cum pra plena­
m ente o seu m in is té rio /
6 Quanto a m im , já estou sendo oferecido por liba­
ç ã o / e o tem po da m inha partida chegou/7C om bati o
bom combate,5 completei a carreira, guardei a fé. 8Des­
de agora me está guardada a coroa da justiça, que o
Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente
a m im , mas tam bém a todos os que am am a sua vinda.
O apóstolo abandonado pelos homens,
não por Deus
9Empenhe-se por vir até aqui o mais depressa possí­
vel. 10Porque D e m a s / tendo am ado o presente século,
'3.16 2Pe 1.21 m Rm 15.4 »4.1 At 10.42 4lTm 6.14 <4.4 U m 1.4;
4.7;T t 1.14 44.5 Cl 4.17 «4.6 Nm 28.7; Fp 2.17 ^Fp 1.23
04.7 ITm 1.18; 6.12 *4 .1 0 Cl 4.14; Fm 24
comunicar com toda a autoridade. Quer dizer que para ele o v.
seguinte é parecido em peso com a Grande Comissão de Jesus.
São suas últimas palavras e queria deixá-las gravadas no cora­
ção e na mente de Timóteo e da geração futura; nós.
4.2 pregue a palavra (v, 17). Seja para crentes, seja para não
crentes, comunique a mensagem divina claramente. A essência
disso flui da nossa transform ação interna, nossa própria vida
ilustrando e demonstrando a palavra que pregamos, insista,
quer seja oportuno, quer não. Quer sintamos vontade ou
não. No campo espiritual existem pessoas ‘inaproveitáveis’,
pessoas espiritualm ente decrépitas, que se recusam a fazer
qualquer coisa, a menos que sintam uma inspiração sobrenatu­
ral. A prova de que o nosso relacionamento com Deus está cor­
reto é que fazemos o melhor que podemos, quer nos sintamos
inspirados ou não.'- Tudo para Ele, 25/4. corrija, repreenda,
exorte. Palavras que ecoam 3.16. com toda a paciência. Per­
severança, sem desistir (2.25-26). e doutrina. Cf. n ITm 4.16.
4.3-4 não suportarão a sã doutrina. Cf. np. ITm 2.12-14.
4.4 entregando-se às fábulas. Cf. n. 2.14.
4.5 seja sóbrio. M oderado, equilibrado (cf. n. 1.7), em to ­
das as coisas. Isto requer abraçar a genialidade do “e" no
lugar da tirania do “ou”, como diz Jím Collins. A m aioria das
verdades no Reino de Deus e na descrição de Deus tem ver­
dades ou princípios opostos igualm ente im portantes. Em vez
de cair em um extrem o ou outro, precisamos abraçar ambas
as verdades sim ultaneam ente. Seja predestinação ou livre-
-arbítrio, força divina ou força humana, o amor e a santidade
de Deus, a liderança e o serviço; vez por outra existem princí­
pios paralelos e aparentem ente antagónicos que precisamos
descobrir como celebrar ambos sem tra ir ou menosprezar
nenhum dos dois. suporte as aflições (1.8,12; 2.3,9-10; 3.12;
IPe 2.21-24). Cf. n. 3.12. Não existe m inistério sem aflição.
Estamos confrontando a carne, o mundo e o diabo, fa ç a o
trabalho de um evangelista. Cf. Intro. Jo. cum pra plena­
m ente o seu m inistério (At 20.24). Para poder dizer como
Paulo aqui no v. 7 e como Jesus em Jo 17.4 (cf. n. ali) que
realm ente glorificam os a Deus na terra, term inando a obra
que o Pai nos deu para fazer.
4.6-8 Finalizou bem! Cf. n. M t 25.21,23.
4.10 Demas... me abandonou (v. 16; 1.15). Finalizou mal. Tito.
Cf. n. Tt 1.4,
2TIMÓTEO 4 370
me abandonou e se foi para Tessalônica. Crescente foi
para a Galácia. Tito foi para a Dalmácia. 11Somente Lu­
cas' está comigo. Encontre Marcos-' e traga-o junto com
você, pois me é útil para o m inistério. 12Quanto a T i­
quico,* m andei-o para Éfeso. l3Q uando você vier, traga
a capa que deixei em T ro ad e/ na casa de Carpo. Tra­
ga tam bém os livros, especialm ente os pergaminhos.
14Alexandre,'" o latoeiro, me causou m uitos males; o
Senhor dará a retribuição de acordo com o que ele fez.
i5Tom e cuidado com ele tam bém você, porque resistiu
fortem ente às nossas palavras.
16Na m inha p rim eira defesa, ninguém foi a m eu
favor; todos me abandonaram . Que isto não lhes seja
posto na conta! 17Mas o Senhor esteve ao m eu lado
'4.11 Cl 4.14; Fm 24 iA t 12.12,25; 13.13; 15.37-39; Cl 4.10;
Fm 24 *4.12 A t 20.4; Ef 6.21 -22; Cl 4.7-8 '4 .1 3 A t2 0 .6
m4.14 ITm 1.20 "4.17 U m 1.12 <>2Tm3.11 P4.18 2Co 1.10
44.19 At 18.2 '2Tm 1.16-17 S4.20 Rm 16.23 'A t 20.4; 21.29
e m e revestiu de forças," para que, por m eu in ter­
m édio, a pregação fosse plenam ente cum prida, e to ­
dos os gentios a ouvissem . E fui libertado da boca do
leão .0 180 Senhor me livrará tam bém de toda obra
m aligna e me levará salvo para o seu Reino celes­
tial. p A ele, glória pelos séculos dos séculos. Am ém !
Saudações
19 Dê saudações a Prisca e Á quila,“1e à casa de One-
síforo.' 20Erastos ficou em Corinto. Quanto a Tró-
fim o / deixei-o doente em M ileto. 21 Faça o possível
para v ir antes do inverno. Êubulo m anda saudações;
0 m esm o fazem Prudente, Lino, Cláudia e todos os
irm ãos.
Bênção
220 Senhor seja com o seu espírito. A graça esteja
com vocês.
4.11 Marcos... e traga-o junto com você (IPe 5.15). Cf. Intro. Mc.
4.12 tiquico. Cf. n. Ef 6.21.
4 .18 seu Reino. Cf. n, M t I9.50: Intro. e tc. M t.
4 .20 Trófimo. Membro da equipe internacional de Paulo
(At 20.4; 21.29). Dos sete alistados em At 20.4, apenas ele.
Timóteo e Tiquico (v. 12) foram a equipe de Paulo no final de
sua vida. Ao mesmo tempo. Paulo cita outros cinco fiéis compa­
nheiros de equipe neste capitulo (Crescente, em Tt 10), Lucas,
Marcos (v. 11) e Erasto (v, 20), ju nto com um grupo de irmãos
que ele cita por nome (v. 21). Paulo realmente foi um homem
de equipe (rf. n. At 20.4). deixei-o doente em Mileto. Um
testemunho de que Deus nem sempre cura toda enfermidade
(Fp 2.50; ITm 5.23).
4.21 Cláudia. Prec isamos de am i/ades boas entre pessoas do
sexo oposto. Cf. ns M< 16.9; 1Co 7.1.
4.22 A graça esteja com vocês. Cf. n ICo 16.23
371 2TIMÓTEO
t ^ t ESTUDANDO A PALAVRA COM RESULTADOS
2Tm 3.16-17 (Estudo 1.2.3)
1. Você confia que a Bíblia é divinamente inspirada? Por quê?
2. Qual é o propósito da Bíblia?
3. Quais os resultados visíveis das Escrituras em alguém que é formado e forjado pela Palavra?
4. 0 que quer dizer ser "perfeito" (v. 17)?
5. 0 que levaria você a ver resultados ou frutos de seu estudo da Palavra?
Estudo opcional: Mt 7.24-27; Lc 6.40; 2Tm 3.14-15.
Um diário espiritual
Um diário espiritual é um relatório de encontros com Deus (cf. n. Ef 4.30). De forma simples, esse diário trabalha
com apenas duas perguntas:
1. O que Deus está dizendo para mim?
2. O que eu vou fazer com base nisto?
A primeira pergunta ("O que Deus está dizendo para mim?") pode tomar várias formas:
• Você pode escrever uma oração expressando para Deus o que você está sentindo.
• Usando sua imaginação santificada, você pode fazer o inverso do proposto no item anterior e escrever o que
pensa que Deus falaria para você ("Meu amado, quanto tempo desde que sentamos juntos...").
• Você pode fazer uma lista de observações, interpretações e aplicações suas com base no seu estudo de uma
passagem bíblica.
A segunda pergunta ("O que eu vou fazer com base nisto?") também tem várias possibilidades:
• Pode ser uma oração na qual você se compromete a uma ação de obediência.
• Pode ser uma aplicação indicada de forma mensurável ou objetiva.
• Pode ser um compromisso de aprofundar o assunto estudado de várias formas.
Mt 4.4 — Estudo anterior ♦ | Próximo estudo — Tg 1.22-25
Tito
Colocando em ordem o que resta
-------------------------------------------------------------------Q
A
reforma de uma casa com estrutura ruim é bem mais difícil do que a construção do zero. O desafio de Tito
era corrigir valores culturais contrários ao Reino de Deus e estabelecer a vida e o ensino de Jesus em sua
cidade e em seu país, Creta. Os dois alicerces apostólicos nos quais a Igreja foi construída são: (1) liderança
saudável que reflete a vida de Jesus; (2) ensino prático quanto a como viver.
Em primeiro lugar, colocar as coisas em ordem comeca com as vidas dos pastores/presbíteros (1.5). Pas­
tor saudável, igreja saudável. Pastor pastoreado, pastor saudável. Para eles terem o caráter de Cristo (1.6-9),
alguém antes transmitiu esse DNA para eles. É algo mais absorvido do que ensinado. É vida em vida. É discipu-
lado. É o que Jesus fez.
Em segundo lugar, o presbítero/pastor ensina doutrina não como fatos “secos”, e sim como poder trans­
form ador de vidas (cf. n. 1Co 2.4). A base é a sua própria vida, transformada e em transformação, que lhe dá
autoridade e autenticidade para outros o acompanharem nessa transformação (1.9). Essa doutrina ou esse
ensinamento fluem de pleno conhecimento da verdade segundo a piedade (cf. n. 1.1), revelando-se no caráter
(1.6-9) e no estilo de vida de cada um (2.1-10). É a verdade vivenciada.
Colocar uma igreja, um grupo, um ministério ou uma equipe em ordem exige alguns requisitos, o primeiro e maior
sendo uma vida interior ordenada para o líder. Isto requer um processo contínuo de santificação (cf. n. 2Co 7.1), res­
tauração (cf. n. Lc 4.18-19) e caminhar de glória em glória (cf. tc. 2Co 3.18). Nossas maiores batalhas quanto a colocar
tudo em ordem quase sempre são internas. Vencendo estas batalhas, as externas se resolvem bem mais facilmente.
O segundo requisito para colocar ordem num grupo, ministério ou igreja é ter experiência e visão de como
as coisas devem ser nessa unidade. A pessoa precisa ser um “pai” (cf. ns. Uo 2.12-14) que sabe gerar filhinhos e
form ar jovens guerreiros (líderes) na visão e prática desse grupo.
O terceiro fator que ajuda muito é ter um discipulador ou mentor. Sempre enfrentaremos pessoas e situações
que não sabemos resolver. Vamos tropeçar (cf. ns. Tg 3.1-2). É fato. Por isso é muito útil ter alguém para dar suporte,
como Tito tinha em Paulo. Tal qual dizemos no movimento de discipulado e de pastoreio de pastores: “Sozinho, não”!
Liderança sã e doutrina sã levam a uma igreja saudável com membros santificados, sãos. Isso adorna a dou­
trina de Deus, tornando tanto o Senhor como a sua doutrina ainda mais atraentes (2.10). Igrejas não atraentes
não crescem. Provavelmente precisam de ajuda de alguém como Tito. Igrejas que crescem também precisam
dessa ajuda, porque nem tudo que cresce é automaticamente saudável.
T e x t o - c h a v e
Foi por esta causa que deixei você em Creta: para que pusesse em ordem as coisas restantes,
bem como, em cada cidade, constituísse presbíteros, conforme prescrevi a você. (Tt 1.5)
Creta tinha uma cultura complicada, com afinidade por mentira, malícia, violência e preguiça (1.12-13).
A desordem ou “antiordem” cultural precisava ser confrontada e contornada. Para resolver isso, era ne­
cessário que os pastores ou presbíteros das igrejas mostrassem vidas transformadas, deixando o DNA da
cultura cretense (3.3) em prol do DNA da cultura do Reino de Deus (3.1-2). E isso dependeu do exemplo e
do discipulado de Tito.
Não é nada diferente hoje. Os membros da Igreja precisam de pastores e líderes que revelem um en­
sino e vida saudáveis. Para isso fluir como na epístola de Tito, eles precisam de um “Tito” que os discipule e
mostre o caminho. E esse “Tito" também precisa de um pastoreio em sua vida, como Tito tinha com Paulo.
373 Tito 1
Prefácio e saudação
1
Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo,
para prom over a fé dos eleitos de Deus e o ple­
no conhecim ento da verdade segundo a piedade, 2na
esperança da vida eterna" que o Deus que não pode
m e n tir6 prom eteu antes dos tem pos eternos 3e, no
m om ento oportuno, m anifestou a sua palavra m e­
diante a pregação que m e foi confiada por m andato
de Deus, nosso Salvador," 4a T ito ,d verdadeiro filho,
segundo a fé com um ."
Que a graça e a paz, da parte de Deus Pai e de
Cristo Jesus, nosso Salvador, estejam com você.
Deveres e qualificações dos ministros
5Foi por esta causa que deixei você em Creta: para
que pusesse em ordem as coisas restantes, bem como,
em cada cidade, constituísse presbíteros/ conforme
prescreví a você: 6alguém que seja irrepreensível, m a­
rido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não
são acusados de devassidão, nem são insubordinados.5
7 Porque é indispensável que, na condição de adm i­
nistrador de D eus/' o bispo seja irrepreensível, não
arrogante, alguém que não se irrita facilm ente, não
apegado ao vinho, não violento, nem ganancioso.'
8Pelo contrário, o bispo deve ser hospitaleiro, am igo
1.1 Paulo. Cf. n. Rm 1.1. servo de Deus (Rm 1.1: Gl 1.10;
Fp 1.1). Esta identidade antecede sua função m inisterial, e
apóstolo. Cf. n. 1Co 12.28. de Jesus Cristo. Sua comissão
e seu m inistério fluem de Jesus, para promover. Chamado
com propósito. Paulo expressa clara e nitidam ente seu foco.
o pleno conhecim ento (gr. epignosis). Este conhecim ento
é uma form a intensiva de ginosko (cf. n. Jo 8.32). É um co­
nhecim ento profundo e pleno que vem pela experiência
(M t 7.2/4-27, 28.20; Tg 1.21-27). da verdade. Cf. ns. Jo 8.52;
14.6. segundo a piedade (cf. n. 1Tm 2.2). Conhecim ento que
transform a vidas e norteia sobre como viver. Cf. n. 2.1 e o
contraste com 1.16.
1.2 na esperança (2.15; 5.7). Cf. ns. Rm 8.24-25; Cl 1.27. o
Deus que não pode mentir. À luz da verdade comentada no
v. 1 e tendo em vista que os cretenses eram grandes mentirosos
(v. 12), Paulo destaca o caráter de Deus para confrontar os cre­
tenses. prometeu. Cf. Intro. 2Ts.
1.3 nosso Salvador (1.3-4; 2.10.13; 3.4,6). Paulo destaca de
forma especial o papel do Salvador neste livro. Das 24 vezes
que a palavra "Salvador'’ aparece no NT, seis estão nestes três
capítulos (1.3-4; 2.10,13; 3.4,6). Cf. n. At 5.31. Há tempo para
tudo (Ec 3.1): tempo para enfatizar Jesus como Salvador e tem­
po para enfatizar a pessoa dele como Senhor. O destaque sobre
o Salvador aqui pode ser porque os cretenses precisavam mui­
to ser salvos, resgatados de sua cultura distorcida e perversa
(vs. 12-13; cf. n. At 5.31).
1.4 Tito. Não mencionado em Atos, aparece 13 vezes nas
epístolas de Paulo. Foi com ele para Jerusalém (Gl 2.1-3); pro­
vavelmente estava com ele em Éfeso. de onde ele foi para
Corinto e voltou para Éfeso; firmou a igreja em Creta (Tt 1.5);
acompanhou-o em Nicópolis (Grécia, Tt 3.12); estava com Paulo
em Roma, de onde saiu para dar cobertura a igreja de Dalma-
do bem , sensato, justo, piedoso, deve ter dom ínio de
si, 9ser apegado à palavra fiel, que é segundo a dou­
trina, para que possa exortar pelo reto ensino e con­
vencer os que o contradizem .
Os falsos mestres e as falsas doutrinas
18 Porque existem m uitos, especialm ente os da cir­
cuncisão, que são insubordinados, falam coisas sem
sentido e enganam os outros. 11 É preciso fazer com
que se calem, porque andam pervertendo casas in ­
teiras, ensinando o que não devem, com a intenção
vergonhosa de ganhar dinheiro. 12Foi um dos creten­
ses, um próprio profeta deles, que disse: "Os creten­
ses são sem pre m entirosos, feras terríveis, comilões
preguiçosos.”! l3Este testem unho é verdadeiro. Por­
tanto, repreenda-os severam ente, para que sejam
sadios na fé7 I4e não se ocupem com fábulas ju dai­
cas,6 nem com m andam entos de hom ens/ que se des­
viam da verdade. l5Todas as coisas são puras para os
puros;™ mas, para os im puros e descrentes, nada é
<M .2Tt3.7 * Hb 6.18 <1.3 1Tm 1.1;2.3;Tt 2.10; 3.4 <0.4 2C o8.23;
Gi 2.3 f 2Pe 1.1 0 .5 At 14.23 91.6 ITm 3.2 &1.7 1C04.1
'1Tm 3.3; 1Re 5.2 11.12 Afirmação atribuída a Epimênides,
poeta cretense do sexto século a.C. 71.13 Tt 2.2 *1.14 1Tm 1.4; 4.7;
2Tm 4.4 'M t 15.9; Cl 2.22 ™1.15 Rm 14.14,20
cia (2Tm 4.10), e terminou em Creta de novo. verdadeiro filho.
Não existia elogio maior para Paulo. Isso expressava que Tifo
tinha seu DNA. seu coração, seu chamado, sua unção (cf. n.
2Co 8.23). Que a graça e a paz. Cf. n. Rm 1.7.
1.5 Cf. Intro. etc.
1.6-8 Estas qualidades são bem parecidas com as de ITm 3.1-12
(cf. ns.). Paulo acrescenta cinco qualidades aqui que não havia
destacado ali: adm inistrador (mordomo) de Deus (v. 7; cf. n.
Lc 12.42); não arrogante (dominante, v. 7; 1Pe 5.3); amigo do
bem (v. 8; em contraste com v. 16); justo (v. 8; caráter e rela­
cionamentos retos); piedoso (v. 8: santo, cf. n. 1Tm 2.2); que
tenha domínio (1Co 2.4-5; 4.20; cf. ns. M t 4.4; At 1.8; Hb 4.12).
1.9 apegado. Aderente, adepto, partidário, ligado. E você, é assim
quanto a Palavra? segundo a doutrina. Cf. ns. 1.1; 2.1,10; 2Tm 2.15.
para que possa exortar e convencer. Cf. ns. 2Tm 3.16-17.
1.10-1 6 Em certo sentido descreve o oposto de presbíteros
- líderes pervertidos que arrastam seguidores para a sua des­
truição.
1.10 especialmente os da circuncisão. Pessoas de religiosi­
dade externa, de tradições, estatutos, usos e costumes, falam
coisas sem sentido (v. 14; 3.9). Cf. ns. 1Tm 1.3-4; 6.3-5.
1.11 É preciso fazer com que se calem. Cf ns 2Tm 2.23 26.
1.13 repreenda-os severamente. Confrontando-os em amor.
Cf. n. Ef 4.15 para que sejam sadios na fé . O propósito de
todo confronto, como também toda disciplina, é a restauração
(cf, ns. M t 18.15-22).
1.15 os puros. Cf. n. M t 5.8. os impuros. A mente e a consciên­
cia impuras são terríveis. A mudança de impureza para pureza
normalmente requer quebrantamento e arrependimento (cf. n.
M t 5.2). Se é algo arraigado, normalmente requer libertação e/ou
cura das memórias (cf. med. Lc 2.19), junto com discipulado para
manter o renovo mental (cf. ns. Lc 11.24-26; Rm 12.2).
TITO 1 — 2 374
puro. Porque tanto a m ente como a consciência de­
les estão corrom pidas. l6A firm am que conhecem a
Deus, mas o negam por m eio do que fazem ;" é por
isso que são abom ináveis, desobedientes e reprova­
dos para qualquer boa obra.0
Instruções para várias classes
de pessoas crentes
2
Você, porém , ensine o que está de acordo com a
sã dou trin a.“
2Quanto aos hom ens idosos, que sejam m odera­
dos, respeitáveis, sensatos, sadios na fé, no am or e na
perseverança.
3 Do mesmo modo, quanto às m ulheres idosas, que
tenham conduta reverente, não sejam caluniadoras,
nem escravizadas a m uito vinho. Que sejam mestras
do bem , 4a fim de instruírem as jovens recém-casadas
a am ar o m arido e os filhos, 5a que sejam sensatas,
puras, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao m a­
rid o ,6 para que a palavra de Deus não seja difam ada."
»1.16 IJo 2.4 OTt 2.7,14; 3.1,8,14 «2.1 ITm 1.10 *2 .5 Ef 5.22;
03,18 f ITm 5.14 42.71Tm4.12 f2.81Pe2.12 '2.9 ITm 6.1;
IPe 2.18 92.10 ITm 1.1; 2.3; Tt 1.3; 3.4 42.11 ITm 2.4; Tt 3.4
'2.13 ICo 1.7; Fp 3.20; ITm 6.14 72Pe 1.1 *2 .1 4 Gl 1.4; ITm 2.6
'SI 130.8 mÊx 19.5; Dt 7.6; 14.2 «Tt 1.16; 2.7; 3.1,8,14 »2.15 ITm 4.12
1.16 são abomináveis. Detestáveis. Perigosos. Devemos
afastar-nos deles porque são como um vírus, contagiosos.
Cf. ns. M t 7.15-23.
2.1 Você, porém. Cf. n. 2Tm 3.10-11. a sã doutrina. Como é
evidente nos vs. 2-10, para Paulo, a sã doutrina era um ensino
prático sobre como viver, não uma teologia sistemática ou ca­
tequese. Cf. n. v. 10.
2.2 Quanto aos homens idosos, que sejam. De em refletir de
forma geral o caráter de um presbítero (vs. 6-9). Devem haver
chegado a ser pais espirituais (cf. n. IJo 2.12-14) e discipula-
dores. Precisamos aproveitar os nossos aposentados (cf. ns.
ITm 5.3-16) sensatos (gr. sophron). A raiz dessa mesma palavra
no grego aparece neste livro na descrição das jovens recém-
-casadas (sensatas; v. 5), os moços ("moderados”; v. 6), todo
crente (“de forma sensata”; v. 12) e presbíteros (“deve ter domí­
nio de si"; 1.8). Cf. ns. ITm 1.7; 2.9.
2.3 Do mesmo modo, quanto às mulheres idosas. Devem haver
sido mães espirituais e discipuladoras (cf. Intro. Lc). mestras do
bem. Capacitadas para ensinar o que é bom (cf. n. 2Tm 2.2).
2.4-6 Falando de jovens, casados ou solteiros, ele os instruí a
caminhar de forma sólida e madura. João fala que devem ser
guerreiros (IJo 2.12-14). Precisam de instrutores para isso.
2.4 o fim de instruírem (capacitarem) os jovens recém-
-casadas. Essas mães espirituais devem focar especialmente as
mulheres recém-casadas (v, 4), A maioria dos casais enfrentam
os primeiros meses e anos de casamento sem mentores. Espera-
-se que tiveram aconselhamento pré-nupcial, mas infelizmente,
em geral, os novos casais são abandonados nesse primeiro ano
tão difícil e fundamental quando iniciam seu casamento.
2.6 Do mesmo modo, quanto aos mais jovens (Ec 12.1). De­
vem caminhar como as jovens recém-casadas, com as devidas
adaptações, sejam moderados. Estão na maior encruzilhada
6Do m esm o modo, quanto aos mais jovens, exorte-
-os para que, em todas as coisas, sejam m oderados.
7Seja você mesmo um exemplo de boas obras.6 No
ensino, mostre integridade, reverência, 81inguagem sa­
dia e irrepreensível, para que o adversário seja envergo­
nhado, não tendo nada de mau a dizer a nosso respeito."
9Quanto aos servo s/ que sejam , em tudo, obedien­
tes ao seu senhor, dando-lhe m otivo de satisfação.
Que não sejam respondões, lOnem furtem ; pelo con­
trário, deem prova de toda a fidelidade, a fim de que,
em todas as coisas, m anifestem a beleza da doutrina
de Deus, nosso Salvador."
A graça salvadora de Deus
11 Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo
salvação a todos os hom ens/’ 12Ela nos educa para que,
renegadas a im piedade e as paixões mundanas, viva­
mos neste mundo de form a sensata, justa e piedosa,
l3aguardando a bendita esperança e a manifestação da
glória' do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus.'
l4Ele se deu a si mesmo por nós,6 a fim de nos rem ir de
toda iniquidade/ e purificar, para si mesmo, um povo ex­
clusivamente seu,'" dedicado à prática de boas obras."
15Ensine estas coisas. Tam bém exorte e repreenda
com toda a autoridade. Que ninguém despreze você."
de suas vidas, em que fazem opções decisivas. Facilmente po­
dem se perder se não caminharem bem-acompanhados e men-
toreados/discipulados. Cf. np. ICo 7.32.
2.7-8 Estes dois versículos são parecidos com ITm 4.11-16. Seja
você mesmo um exemplo (v. 7). Não temos como ajudar bem os
outros se nós mesmos não estamos bem (cf. Intro.; n, ITm 4.16).
não tendo nada de mau a dizer a nosso respeito. O nosso”
indica que uma crítica ou indignidade da parte de Tito seria tam­
bém de seu discipulador, Paulo. 0 discipulador se orgulha de seu
discípulo, mas também sofre quando ele faz mal ou se sai mal. A
falha do discípulo é. de alguma forma, uma falha do discipulador.
2.9 Quanto aos servos. Funcionários. Empregados. Cf. ns. Ef 6.5-9,
2.10 nem furtem . (Lf 4.28). pelo contrário. Devemos não
apenas evitar tudo que for errado, como também fazer o opos­
to (v. 12), o bem que reflete a gloria de Deus. a fim de que...
manifestem. O propósito de nossas vidas serem atraentes
(IPe 3.1-2) e para revelar a “doutrina de Deus” ou a pessoa dele,
seu caráter, a verdade sobre ele, seus propósitos, seu coração,
nosso Salvador (v 13: cf. n. 1.3).
2.12 Ela nos educa. Treinando-nos. capacitando-nos. renega­
das a impiedade. Ensinando-nos a dizer “não" e nos abster
dos desejos da carne, vivamos neste mundo. Não afastados, e
sim como agentes transformadores (cf. ns. M t 5.13-16). sensata
(tf. n. 2.2). piedosa (cf. n. ITm 2.2).
2.13 aguardando (cf. n. IJo 3.3). esperança. Cf. ns.
Rm 8.24-25: Cl 1.27.
2.14 purificar, para si mesmo. As impurezas são reveladas
no fogo. na luz e no dia a dia. um povo exclusivamente seu
(IPe 2.9). dedicado à prática de boas obras (l 16; 2.7,14;
3.1,8,14; Hb 10.24). Fé que funciona (cf. Intro. e tc. Tiago).
2.15 exorte (gr. parakaleo: cf. n. Jo 14.16). e repreenda (1.9).
Cf. ns. 2Tm 3.16-17. Que ninguém despreze você. Cf. n. ITm 4.12.
375 Tito 3
A salvação pela graça leva às boas obras
3
Lem bre a todos que se sujeitem aos que gover­
nam e às autoridades," que sejam obedientes
e estejam prontos para toda boa o b ra / 2Que não
difam em ninguém . Que sejam pacíficos, cordiais,"
dando provas de toda cortesia para com todos. 3Pois
nós tam bém , no passad o / éram os insensatos, deso­
bedientes, desgarrados, escravos de todo tipo de pai­
xões e prazeres, vivendo em m aldade e inveja, sendo
odiados e odiando-nos uns aos outros. 4Quando, po­
rém , se m anifestou" a bondade de Deus, nosso Salva­
d o r/ e o seu am or por todos, 5ele nos salvou não por
obras de justiça praticadas por nós,5 mas segundo a
sua m isericórdia. Ele nos salvou m ediante o lavar re­
generador e renovador do Espírito S a n to / 6que ele
derram ou sobre nós ricam ente,' por m eio de Jesus
Cristo, nosso Salvador, ?a fim de que, justificados por
g raça/ nos tornem os seus h e rd e iro s / segundo a es­
perança da vida eterna.
8 Fiel é esta palavra, e quero que você fale ousa­
dam ente a respeito dessas coisas, para que os que
creem em Deus se em penhem na prática de boas
o b ra s / Estas coisas são excelentes e proveitosas para
todas as pessoas. 9Evite discussões tolas, genealo­
gias, controvérsias e debates sobre a lei; porque são
inúteis e sem valor."1m Evite a pessoa que provoca d i­
visões," depois de adm oestá-la um a ou duas vezes,
11 pois você sabe que tal pessoa está pervertida, vive
pecando e por si m esm a está condenada.
Recomendações particulares
12 Quando eu lhe enviar Á rtem as ou Tíquico," faça
o possível para v ir ao m eu encontro em Nicópolis.
Estou resolvido a passar o inverno ali. l3A jude da
m elhor m aneira possível Zenas, o in térprete da lei, e
tam bém A p o io / para que não lhes falte nada para a
viagem . 14E, quanto aos nossos, que aprendam tam ­
bém a se em penhar na prática de boas obras5 a favor
dos necessitados, para não se tornarem infrutíferos.
Saudações
i5Todos os que estão com igo m andam saudações a
você. Dê saudações àqueles que nos am am na fé.
Bênção
A graça seja com todos vocês.
03.1 Rm 13.1-7; lTm 2.1-2; IPe 2.13 *T t 1.16; 2.7,14; 3.8,14
c3.2 Fp4.5 8 3 .3 0 3 .7 «3.4 Tt 2.11 Q Tm 1.1; 2.3; Tt 1.3; 2.10
93.5 2Tm 1.9 hJo 3.5; Ef 5.26; IPe 1.3; 3.21 '3 .6 Ji 2.28; At 2.33;
Rm 5.5 73.7 Rm 3.24 *Rm 8.17 '3 .8 Tt 1.16; 2.7,14; 3.1,14
m3.9 2Tm 2.23 "3.10 Rm 16.17 «3.12 A t 20.4; Ef 6.21-22; Cl 4.7-8;
2Tm 4.12 93.13 A t 18.24; ICo 16.12 93.14 Tt 1.16; 2.7,14; 3.1,8
3.1 Lembre a todos que se sujeitem aos que governam. Cf. n
Rm 13.1-7.
3.2 não difamem ninguém. Ninguém! Nem a sogra, o presi­
dente, o pastor, a pessoa incrédula ou a si mesmo. Quando não
temos nada bom ou bondoso para dizer sobre alguém, deve­
mos esforçar-nos para não dizer nada. Uma boa regra e não
dizer sobre alguém o que você não diria se a pessoa estivesse
presente. Quando quebramos essa regra, uma e outra vez, e o
que falamos chega aos ouvidos dessa pessoa (inclusive nosso
cônjuge), as consequências são desagradáveis, sejam pacífi­
cos. Reconciliadores (cf. ns. 2Co 5.18-20).
3.3 Ajuda tremendamente lembrar que nós erramos também
em algum momento, assim como alguém errou para conosco
recentemente. Isso nos ajuda a ser mais humildes e criar pontes
para essas pessoas por meio de nossos erros, facilitando que
elas se abram e que assim possam caminhar para a mudança.
O equivalente a este versículo é uma excelente forma de co­
meçar a com partilhar o nosso testemunho (Ef 2.2-3; cf. med.
Ap 2.12-13).
3.4 nosso Salvador (v. 6; cf. n. 1.3).
3.5 não por obras. Cf. n. Ef 2 8 9 mas segundo a sua m i­
sericórdia. Cf. n. M t 5.7. do Espírito Santo. Cf. n. At 1.2;
Intro. At.
3.6 que ele derramou. A unção do Espírito.
3.7 nos tornemos seus herdeiros (Rm 8.16-17).
3.9-11 Cf. ns. ITm 1.3-4; 6.3-5.
3.10 Evita. Separe-se (2Jo 10) a pessoa que provoca divisões
(Rm 16.17).
3.12-1 3 Equipe. Cf. ns. At 20.4; 2Co 7.5-6. Apoio. cf. ns.
At 18.24-28: ICo 16.12
3.14 a favo r dos necessitados (At 20.53-35; em contraste com
1.11). As necessidades são a porta aos relacionamentos. Não
conhecer as necessidades de outros indica falta de relaciona­
mento. Conhecer as necessidades e não agir indica um coração
endurecido. Precisamos ser sensíveis a nossas necessidades,
como também as de outros. Quando as necessidades de certas
pessoas nos afligem ou preocupam profundamente, pode ser
um sina! de nosso chamado. Cf. ns. Jo 4.7. para não se torna­
rem infrutíferos (M t 15.22; 2Pe 1.8; Jd 12). Quem endurece seu
coração quanto as necessidades das pessoas e não entra em
ação para ajudá-las, então se torna infrutífero.
3.15 A graça seja com todos vocês. Cf. n. 1Co 16 23.
Filemom
Sozinho, não! E preciso dois para mudar paradigmas
----------------------------------------------------------------------------------------------- $
N
inguém muda sozinho. Nem você nem eu. Nem o seu cônjuge nem o seu filho. Nem o seu discípulo nem o
seu díscipulador. Se as pessoas ao nosso redor não mudam para nós, apesar de nossas melhores inten­
ções de mudança, logo estaremos de volta à nossa velha forma de agir.
Cinco passos* para mudanças que permanecem são:
1. Identificar claramente uma área na qual queremos mudar.
2. Desenvolver convicção divina ao ouvir Deus falar em sua Palavra.
3. Discernir impedimentos sérios, internos ou externos.
4. Ter um encontro divino, com ministração em oração.
5. Ter um plano e um companheiro.
Onésimo não conseguia mudar sozinho. Não podia viver plenamente livre em Cristo sem restituir o mal que
fez para Filemom, Mas sem um mediador (Paulo), nem conseguiria chegar a Filemom devido ao grande mal que
havia causado para ele. Mesmo que conseguisse chegar a Filemom, ainda dependia de mudanças em Filemom
para poder recomeçar a sua vida.
Ao mesmo tempo, Filemom não conseguiria viver plenamente livre em Cristo se não tratasse a Onésimo de
forma diferente de antes. Ele precisava mudar profundamente por dentro para superar as feridas, decepções e
perdas que havia experimentado em sua relação com Onésimo.
Cada um precisava do outro para viver a plenitude dos propósitos de Deus para as suas vidas. Paulo, como
mediador, mentor e conselheiro, ajudou cada um a entender de forma diferente a si mesmo e o outro. Dois são
bem melhor que um, e um cordão de três dobras não se rebenta facilmente (Ec 4.9-12),
E você7 Com qual dos três você mais se identifica7 Com Onésimo, que precisava de perdão e tinha que res­
titu ir um mal que fez? Com Filemom, que precisava perdoar e liberar alguém que o feriu para recomeçar a sua
vida de forma diferente7 Ou com Paulo, uma ponte para ajudar dois outros amados a superar conflitos e dores
e retomar o relacionamento como companheiros e até “escudeiros” um do outro7 Pode até ser que você não se
identifique tanto com nenhum desses três papéis, mas percebe que precisa de mudanças significativas em sua
vida. Procure outros para acompanhá-lo nos cinco passos acima.
* Para mais informações sobre os cinco passos, cf. med. Tg 1.5-8.
T e x t o - c h a v e
Portanto, se você me considera companheiro, receba-o corno recebería a mim. (Fm 17]
“Companheiro” - que palavra profunda. Quantas pessoas não têm companheiros, mas apenas têm
colegas ou membros de um pequeno grupo, equipe ou igreja. O que é um companheiro7 É alguém que com­
partilha a sua visão, se importa com ela, mas se importa com você ainda mais. O companheiro ouve, faz
perguntas, oferece opções, é sinergético. Está firme com você nos altos e nos baixos, sabe celebrar, sabe
chorar. Não o abandona quando as coisas são difíceis. É um “escudeiro”.
"... receba-o como receberia a mim”. (Fm 17). Companheirismo contagiante e multiplicador. Compa­
nheirismo que se abre ao invés de se fechar, que se estende em vez de se proteger. A pessoa assim en­
xerga potencial e se arrisca para que o outro se sinta realizado. E entende o valor que ganhou na vida
da outra pessoa e está disposto a usar isso para acrescentar valor ao outro. Neste caso, há dois talentos
(M t 25.15,17), dois indivíduos: separados e afastados. Juntá-los é um “risco”, mas o potencial disso para a
multiplicação no Reino vale a pena. Sem dúvida, ao final Paulo ouviu palavras de afirmação do seu Mestre
por haver se arriscado em favor de dois amigos seus (M t 25.22-23).
377 FlLEMOM
Prefácio e saudação
1 Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus, e o irm ão T im ó ­
teo, ao am ado Filem om , que é tam bém nosso colabo­
rador, 2à igreja que se reúne em sua casa, à irm ã Áfia
e a A rquipo,0 nosso com panheiro de lutas,*
3Que a graça e a paz da parte de Deus, nosso Pai, e
do Senhor Jesus Cristo estejam com vocês.
Ação de graças
4Dou graças ao m eu Deus, lem brando sem pre de
você nas m inhas orações, 5porque tenho ouvido falar
da fé que você tem no Senhor Jesus e do seu am or por
todos os santos.c 60ro para que a com unhão da sua fé
se torne eficaz no pleno conhecim ento de todo o bem
que há em n ó s / para com Cristo. 7Pois, irm ão, o seu
am or me trouxe grande alegria e consolo, visto que o
coração dos santos tem sido reanim ado por vocêT
Paulo intercede em favor de Onésimo
8Pois bem , ainda que eu sinta plena liberdade em
Cristo para ordenar a você o que convém ser feito,
9prefiro, no entanto, solicitar em nom e do amor, sen­
do o que sou, Paulo, o velho, e agora tam bém prisio­
neiro de Cristo Jesus. 10 Faço um pedido em favor de
m eu filho O n é s im o / que gerei entre algem as.5 H A n -
1-25 Paulo é um mestre em reconciliar e resolver conflitos. Este
livro é um profundo e lindo estudo de caso nessa área.
1 Paulo. cf. n. Rm 1.1. prisioneiro (vs. 9,23). Cf. n. Ef 3.1. Paulo
deixa seu chamado de apóstolo de lado para tratar com File­
mom como prisioneiro, dando outro tom a esta carta relaciona­
da a Onésimo, escravo que. de acordo com a lei, merecia morrer
ou ser prisioneiro. Revela-nos o profundo poder da identifica­
ção. de Cristo Jesus. O autor é muito cristocêntrico. Ele cita
Jesus por 6 vezes neste cap. (vs. 1,3.5-6,23-25; cf. n. Ef 1.1; Intro.
e tc. Ap). e o irmão Timóteo (cf. Intro. ITm). Equipe (cf. ns.
At 20.A; 2Co 7.5-6). ao am ado (vs. 5.7,9,16). Filemom, que
é também nosso colaborador. Profunda afirmação (cf. ns.
ICo 1.4-9; 2Co 1.12-14; 3.9) e valorização.
2 ò igreja que se reúne em sua casa. Cf. n. At 2.2. ò irmã Áfia.
Cf. ns. Rm 16.1; At 5.1. nosso companheiro de lutas. Guerreiro.
3 Saudação paulina comum (cf. n. Rm 1.7).
4 Dou graças. A gratidão marcava Paulo (cf. ns, 1Co 1.4-9;
ITs 5.18; cf. Intro. Fp). nas minhas orações. Intercessor (cf. ns
Rm 1.9-10; 15.30; med. ITm 2.1-8).
5-7 Afirmação (cf. ns. 2Co 1.12-14; 3.9).
7 me trouxe grande alegria. Cf. ns. tc 10.17-25; Jo 15.11; Intro.
FP-
8-10 ordenar... solicitar, (gr. parakaleo). Cf. n Rm 12.1. Este e
o mesmo espírito de Jesus. Ele tem todo o direito de nos man­
dar fazer tudo que ele quiser, mas ele faz um apelo aos nossos
corações para que respondamos voluntariam ente (v. 14) e não
apenas por obediência.
Nota prática: todo líder deve caminhar como Jesus e Paulo
neste sentido, não apenas por sua autoridade, e sim por causa
de um apelo afetivo (cf. n. M t 20.28).
10 meu filho Onésimo (Cl 4.9). Que intim idade surpreendente!
O velho (v. 9) gerou mais um filho em sua velhice! Paulo apenas
tes, ele era in útil para você; atualm ente, porém , é
útil, 1para você e para m im .
12 Eu o estou m andando de volta a você — ele, quero
dizer, o meu próprio coração. 13Eu queria conservá-lo
comigo para, em seu lugar, me servir nas algemas que
carrego por causa do evangelho; I4nada, porém, quis fa­
zer sem que você consentisse, para que a sua bondade
não venha a ser como que um a obrigação, mas algo que
é feito de livre vontade.* 15Poís acredito que ele veio
a ser afastado de você tem porariam ente, a fim de que
você o receba para sempre, l6não como escravo, mas,
m uito mais do que escravo, como irm ão caríssimo,1es­
pecialm ente de m im e, com m aior razão, de você, quer
como ser humano, quer como irm ão no Senhor.
17 Portanto, se você m e considera com panheiro,
receba-o com o receberia a m im . 18 E, se ele causou
algum dano a você ou lhe deve algum a coisa, ponha
tudo na m inha conta. 19Eu, Paulo, de próprio punho,7
o escrevo: Eu pagarei. É claro que não preciso dizer
que você m e deve a própria vida. 20Sim, irm ão, que
eu receba de você, no Senhor, este benefício. R eani­
m e o m eu coração em C risto /'
°2 Cl 4.17 ^Fp 2.25 <5 0 1 .4 ^6 Fp 1.9 <7 ICo 16.18; 2Co 7.13
0 Cl 4.9 9 IC o 4.14-15 111 Onésimo significa útil *1 4 2 0 0 9 .7 ;
1Pe5.2 '1 6 IC o 7.22; ITm 6.2 719 ICo 16.21; Gl 6.11 *2 0 Fm 7
chama três indivíduos de “filhos": Timóteo (cf. Intro. e tc. ITm),
Tito (1.4) e Onésimo.
11 útil. Significado do nome de Onésimo. para você e para
mim. Paulo ata as três vidas - ele mesmo, Filemom e Onésimo
(Er 4.12).
12-13 o meu próprio coração. Paulo estava na prisão. Com
todo o seu sofrimento, suas dores, limitações e dificuldades,
foi muito difícil abrir mão da pessoa que mais aquecia o seu co­
ração. Mas ele fez isso por amor, sabendo que o seu sacrifício
iria trazer benefícios incalculáveis para Onésimo, como também
para Filemom.
15 Nota prática: num período de separação, Deus pode fazer
uma obra maior em nossas vidas, preparando-nos para voltar a
certa pessoa de modo bem diferente do que éramos. Onésimo
saiu como escravo e foragido da lei; e voltou como filho e irmão.
Para uma aplicação disso ao casamento, cf. ns. 1Co 7.10-24 e
espedalmente ICo 7.11.
16 irmão caríssimo. De sumo valor quer como ser humano,
quer como irmão. O valor que Paulo declara, com todas as
letras, não é apenas espiritual; é algo tangível, baseado no ser­
viço amoroso que Onésimo prestou a ele e que Pauio confiava
que ele prestaria a Filemom.
17 Cf. tc. como receberia a mim. Espírito parecido com o de
Jesus em M t 25.40.
18-19 ponha tudo na minha conta... Eu pagarei. Paulo aca­
ba com qualquer sombra de dúvida que Filemom pudesse ter,
assim propõe que Onésimo trabalhasse até pagar o que devia
a ele ou que havia roubado. Paulo assume todas as dívidas de
Onésimo e se torna segurança ou fiador para ele. O resultado é
que Onésimo ficou livre.
20 Reanime o meu coração em Cristo (cf. n. At 27.3). como
Filemom havia feito para tantos outros (v. 7).
FILEMOM 378
21Certo, como estou, da sua obediência, eu escrevo a
você, sabendo que fará mais do que estou pedindo. 22 E,
ao mesmo tempo, prepare-m e tam bém pousada, pois
espero que, por m eio das orações de vocês, eu lhes se­
rei restituído/
'2 2 Fp 1.24-25 ™23 Cl 1.7; 4.12 "2 4 At 12.12,25; 13.13; 15.37-39;
Cl 4.10 "A t 19.29; 27.2;Cl 4.10 PCI 4.14; 2Tm 4.10 PCI 4.14;
2 T m 4 .ll "25 Gl 6.18
Saudações
23Epafras,m prisioneiro comigo, em Cristo Jesus,
24Marcos,n A ristarco,0 D em asp e Lucas,q meus cola­
boradores, m andam saudações a você.
Bênção
25A graça do Senhor Jesus Cristo seja com o espí­
rito de todos v o c ê s /
21 sabendo que fa rá mais do que estou pedindo. O amor 24 Marcos (cf. Intro. Mc). Aristarco (cf. n. Cl 3.10) Demos
não se satisfaz em responder às necessidades de outros ou (cf. 2Tm 4,10). Lucas. O amado médico (2Tm 4.11). meus cola-
seus pedidos: quer ir além, amando de forma formosa. boradores. Equipe (cf. ns. At 20.4; 2Co 7.5-6).
25 A graça... Cf. n. ICo 16.23.
Hebreus
Além da religiosidade
---------------------------------- •
Hebreus é um livro de contrastes. Os muitos contrastes podem ser resumidos nisto: a religião é con­
frontada pela relação com uma pessoa: Jesus Cristo. Alguém ilustrou isso, certa vez, com um caminho
que acaba em uma encruzilhada. A esquerda, o sinal indica “ Religião'’; à direita, “Jesus Cristo”. Quem não
entende claramente a diferença ficará perdido, seja essa pessoa não crente, seja membro da Igreja. Nunca
seremos salvos nem cresceremos espiritualm ente de forma significativa por uma religião, um sistema espe­
cifico de crer e agir.
Muitos crentes ainda investem mais energia num sistema de crer e agir do que numa relação pessoal com
Jesus. O pastor Ed René Kivitz ressalta esse problema em seu livro Quebrando paradigmas e indica quatro mu­
danças do Antigo para o Novo Testamento.
PARADIGMA AT NT
Dia sagrado Sábado Todos os dias
Lugar sagrado 0 templo Nós somos templo do Espírito Santo
Pessoa sagrada 0 sacerdote Todos os membros da Igreja, o “sacerdócio real”
Tempo sagrado Culto A vida toda (Rm 12.1; ICo 10.31: 1Pe 2.5)
Muitos crentes, possivelmente a maioria, ainda vivem no modelo do Antigo Testamento. Sua espiritualidade
é expressa principalmente, se não exclusivamente, em um dia da semana (domingo), em um lugar (o templo da
igreja), sob a direção do clero durante o culto.
O autor de Hebreus nos chama a viver fora da caixa religiosa e experimentar uma relação radical com um
Jesus radical.
• Foco em Jesus e não em seus servos e mensageiros (cap. 1).
• Uma vida plena que inclui sofrim ento em lugar de superespiritualidade (2.10-18).
• Descanso (3.7-4.11) em lugar de ativismo; uma vida de obras.
• Fraqueza, que não é motivo de vergonha, e sim de dependência e vitória (4.14-5.10).
• Maturidade e posição espiritual, que não vêm de conhecimento e títulos, e sim de treinamento e prática (5.11-14).
• Coerência e firmeza (nos sete dias da semana, pela vida toda) em vez de vacilação (mudando de posição
de domingo para segunda-feira e de volta no próximo domingo; cap. 6).
• Um sacerdote que acaba com o clero como intermediário porque transforma todos nós em sacerdotes
(caps. 7-8:1 Pe 2.9), cada um com acesso livre a Deus (10.19-22).
• Um Deus que julga com justiça e santidade; não um Deus que aceita apenas as pessoas religiosas e boas
(6.4-12: 10.26-39: 12.16-29).
• Disciplina, para não tornar-se mimado (12.1-15; cf. ns. e meds. 1Co 9.24-27).
Abracemos a aventura que Jesus propõe! Não nos satisfaçamos nem nos acomodemos com sistemas, estru­
turas e cultos que nos deixem confortáveis. O Leão de Judá não é um “leão domesticado”.
Texto-chave
Evidentemente, não há dúvida de que o inferior é abençoado pelo superior...
Por isso mesmo,Jesus se tornoufiador de superior aliança. (Hb 7.7,22)
As palavras “superior” e "m elhor” aparecem por volta de 15 vezes em Hebreus, o que indica o con­
traste entre a religiosidade da velha aliança e o relacionamento com Jesus na nova. A única form a de
ganhar o superior é abrir mão do inferior. Quem não abre mão, nunca realmente conhece Jesus.
Hebreus i 380
A vida é relacionamentos. Todo o resto são detalhes. Ame Deus e o seu próximo como a si mesmo
(Mt 22.36-40). Assim cumprimos toda a lei. Amar significa ser cheio do Espírito; contra tais pessoas que amam
não há lei. A vida cristã nunca se reduz à religiosidade externa, apesar de que sempre se expressa de forma
visível.
Se quiser se aprofundar na supremacia de Jesus, cf. Intro. Cl.
A revelação de Deus
1
Havendo Deus, antigam ente, falado, m uitas vezes e
de m uitas maneiras, aos pais, pelos pro fetas,^ n es­
tes últim os d ia s / nos falou pelo Filho, a quem consti­
tuiu herdeiroc de todas as coisas e pelo qual tam bém
fez o u n iverso / 30 Filho, que é o resplendor da glória
de Deus e a expressão exata do seu S er/ sustentando
todas as coisas pela sua palavra p odero sa/ depois de
ter feito a purificação dos pecados5 assentou-se à di­
reita da Majestade, nas a ltu ra s / 4tendo-se tornado
tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente
nom e do que eles.'
Cristo é o Filho, os anjos são ministros
5Pois a qual dos anjos Deus em algum m om ento
disse:
"Você é m eu Filho,
hoje eu gerei você"?-'
E outra vez:
«1.1 Os 12.11 b1.2 IPe 1.5,20 'M c 12.7 <0o 1.3; IC08.6
c1 .3 Cl 1.15;2C o4.4 t d 1.17 9Hb9.14 *E f 1.20;H b 8.1
'1 .4 Ef 1.21; Fp 2.9; IPe 3.22 Í1 .5 SI 2.7; A t 13.33 * 2Sm 7.14;
1Cr 17.13 '1 .6 D t 32.43 «>1.7 S1104.4 "1.8-9 SI 45.6-7
"Eu lhe serei Pai,
e ele m e será Filho”?A'
6E, novam ente, ao in tro d u zir o Prim ogênito no
m undo, diz:
"E todos os anjos de Deus 0 adorem ."1
7Ainda, quanto aos anjos, diz:
"Aquele que a seus anjos faz ventos,
e a seus m inistros, labareda de fogo.”"’
8Mas a respeito do Filho diz:
"O teu trono, ó Deus, é para todo o sem pre;
cetro de justiça é 0 cetro do teu reino.
9 Am aste a justiça e odiaste a iniquidade;
por isso, Deus, o teu Deus,
te ungiu com 0 óleo de alegria
como a nenhum dos teus com panheiros.""
10Diz ainda:
"No princípio, Senhor, lançaste
os fundam entos da terra,
e os céus são obra das tuas mãos.
11 Eles perecerão, mas tu perm aneces;
todos eles envelhecerão como um a veste;
1.1 Primeiro contraste deste livro (cf. Intro.): antes Deus falou
indiretamente; agora passou a falar diretamente! antigamente,
falado, muitas vezes e de muitas maneiras. Quanto mais
hoje! Ele fala bem mais hoje porque somos seus filhos, com seu
Espírito, e nâo dependemos apenas de momentos excepcionais,
como visões e profetas ungidos. Cf. med. Jo 5.19-20,30. pelos
profetas (M t 21.53-44).
1.2 pelo Filho. Segundo contraste deste livro. Diferentemen­
te de Paulo, que nâo conseguia parar de falar de Jesus Cristo
(cf. n. Ef 1.1), 0 autor descreve em detalhes Jesus, sem nunca
falar seu nome até 2.9. Ele introduz 0 Filho à luz de sua identi­
dade eterna. Revela 0 mistério na pessoa de Jesus quando ha­
víamos chegado a pensar que 0 conhecíamos muito bem. Abre
as cortinas do céu.
1.3 O Filho, que é o resplendor da glória de Deus. Olhar
diretamente para ele é como olhar diretamente para 0 sol.
assentou-se à direita da Majestade, nas alturas (v 15;
Ef 1.20; cf. n. Ef 2.6).
1.4 tendo-se tornado tão superior (cf. tc.). Outro grande con­
traste: Jesus está tâo acima dos maiores seres no Universo, que
estes ficam apenas na categoria de servos (v. 14). O paradigma
de excelência mudou (cf. Intro.). mais excelente nome. Gabriel.
Miguel. Lúcifer. O nome dos maiores anjos não chega perto do
nome nem sequer mencionado deste “Filho” (Ap 19.12-13,16).
1.5 “Você é meu Filho...” (5.5; cf. n. M t 3.17). Nenhuma outra fra­
se seria mais clara quanto à superioridade e grandeza de Jesus.
Nota pratica: é difícil entender a magnitude do feito de Je­
sus, que nos tornou também filhos de Deus. Em certo sentido
este v. se aplica a cada verdadeiro filho dele. Nossa identidade
nele e um mistério tâo grande como a própria identidade dele.
Quem entende essa identidade nunca sofre de inferioridade,
superioridade ou problemas com sua própria imagem (cf. ns.
M t 11.11; ICo 15.10,42; 1Jo 3.1). “Fu lhe serei Pai...”. A maior
qualidade de um filho não é algo inerente a ele; é sua relação
com seu pai. Disso flui sua identidade, seu DNA, sua razão de
ser, seu propósito na vida (cf. n. Jo 5.19-20).
1.8 teu reino (cf. n. M t 19.30; Intro. e tc. Mt).
1.9 Amaste a justiça (M t 6.55; Rm 14.17: Ap 19.11; cf. n.
Rm 5.21). com 0 óleo de alegria (cf. ns. Lc 10.17-23; Jo 15.11;
Intro. Fp). Que todos nós, discípulos de Jesus Cristo, possamos
com partilhar esta unção! Cf. SI 45.7-8, em que esta unção de
alegria está no contexto do casamento do rei.
381 HEBREUS 1 — 2
12 com o m anto tu os enrolarás,
e, com o vestes,
serão igualm ente m udados.
Tu, porém , és o m esmo,
e os teus anos jam ais terão fim ."0
13Ora, a qual dos anjos Deus em algum m om ento
disse:
"Sente-se à m inha direita,
até que eu ponha os seus inim igos
por estrado dos seus pés"?''
i^N ão são todos eles espíritos m inistradores, en­
viados para serviço9 a favor dos que vão herdar a sal­
vação?
A grande salvação
2
Por esta razão, im porta que nos apeguemos, com
mais firm eza, às verdades ouvidas, para que delas
jam ais nos desviemos. 2Se, pois, se tornou firm e a pa­
lavra falada por meio de anjos," e toda transgressão ou
desobediência recebeu justo castigo, 3como escapare­
mos nós, se não levarmos a sério tão grande salvação?h
Esta, tendo sido anunciada inicialm ente pelo Senhor,
foi-nos depois confirm ada pelos que a ouviram ? ^Tam ­
bém Deus testem unhou juntam ente com eles, por
meio de sinais, prodígios, vários milagres e a distribui­
ção do Espírito Santo, segundo a sua v o n ta d e /
Jesus, sumo sacerdote idôneo e compassivo
5Pois não foi a anjos que Deus sujeitou o m undo
que há de vir, sobre o qual estamos falando. 6Pelo
1.13 “.Sente-se à minha direita...”. No mesmo espírito da np.
do v. 5, esta frase se aplica a nos (cf. n. Ef 2.6: Intro. Ef).
1.14 o salvação. Plena santidade e sanidade (cf. n, ICo 15.2).
0 propósito eterno de Deus: form ar uma família de filhos pare­
cidos com o seu Filho (2.10-13).
2.1-4 Esta é a primeira de cinco grandes advertências nesta
carta (3.7-4.13: 5.11-6.12: 10.26-39; 12.14-29).
2.1 apeguemos, com mais firm eza... (3.6,14; 4.14: 10.23) ...
às verdades ouvidas (cf. n. M t 2.13-14). Firmeza nos chama
à postura de guerreiro (cf. Intro. Ef). jam ais nos desviemos.
Começamos a nos desviar quando paramos de procurar Deus
(cf. M t 6.33; tc. Mt). Desviamo-nos facilmente; nâo rapida­
mente, mas facilmente, sem nos dar conta: uma correnteza
lenta nos leva longe dele. Por isso precisamos de companheiros
alertas ao nosso redor (cf. ns. 10.24-25).
2.4 distribuição do Espírito Santo. Dons que manifestam gra­
ça divina (cf. n. 1Co 12.1).
2.6 alguém, em certo lugar (4,4; Si 8.4-6). O Espírito Santo
mostra um bom senso de humor inspirando estas palavras.
Alivia-nos no momento em que precisamos saber o que a Bíblia
diz mas sem conseguir lembrar onde! É bem mais im portante
viver e com partilhar o que a Bíblia diz do que saber cada refe­
rência de cor.
2.8-9 ainda não vemos todas as coisas (ICo 15.12). Muita
contrário, alguém , em certo lugar, deu testem unho,
dizendo:
"Que é o hom em , que dele te lem bres?
Ou o filho do hom em , que o visites?
7 Fizeste-o, por um pouco,
m enor do que os anjos
e de glória e de honra o coroaste.
8 Todas as coisas sujeitaste
debaixo dos seus pés."0
Ora, ao lhe sujeitar todas as coisas, nada deixou
fora do seu dom ínio. Neste m om ento, porém , ainda
não vem os todas as coisas a ele sujeitas. 9Vemos,
porém , aquele que, por um pouco, foi feito m enor
do que os anjos, Jesus, que, por causa do sofrim ento
da m orte, foi coroado de glória e de honra, para que,
pela graça de Deus, provasse a m orte por to d o s /
lOPorque convinha que Deus, por cuja causa e por
m eio de quem todas as coisas e x is te m / conduzindo
m uitos filhos à glória, aperfeiçoasse/ por m eio de
sofrim entos, o A u to r' da salvação deles. 11 Pois, tanto
o que santifica7 como os que são santificados/' todos
vêm de um só. E por isso que Jesus não se envergo-
n h a; de cham á-los de irm ãos,'" i2dizendo:
"A meus irm ãos declararei o teu nom e,
no m eio da congregação
eu te louvarei”.'1
»1.10-12S1102.25-27 P1.13S1110.1 <11.145134.7 »2.2A t7.53:G l3.19
*2 .3 Hb 10.29; 12.25 «Lc 1.2 *2 .4 ICo 12.4,11 »2.6-8 SI 8.4-6
*2.9 2Co 5.15 92.10 Rm 11.36 *H b 5.9; 7.28 'H b 12.2 72.11 Hb 13.12
*Jo 17.19; Hb 10.10 /H b 11.16 ">Jo 20.17 »2.125122.22
coisa não entendemos; pouca ou nenhuma coisa entendemos
completamente. Vemos, porém, aquele. Vendo Jesus, o que
não vemos e não entendemos se torna insignificante. Não sa­
bemos o que acontecerá em nosso futuro, mas sabemos quem
tem nosso futuro na palma de sua mão. “Se você não consegue
ver muito à frente, ande até onde você consegue ver" (Dawson
Trotman; SI 119.105),
2.8 ainda não vemos todas as coisas a ele sujeitas. Mas
temos o privilégio de sermos uma exceção, submetendo-nos e
assim revelando sua glória.
2.9 por causa do sofrim ento (v. 18). Sofrimento, se for expe­
rim entado da forma que Deus quer, tem resultados surpreen­
dentes (cf. ns. Tg 1.2-8; Intro. IPe). fo i coroado de glória
(cf. ns. Jo 12.23-24; Fp 2.5-11). graça (cf. n. Ef 2.8-9). A graça
de Deus se mostra de forma singular na m orte de Jesus (cf. n.
Jo 114).
2.10 conduzindo muitos filhos à glória (vs. 11-13; n. 1.14).
aperfeiçoasse, por meio de sofrimentos (v. 18; 4.15; 5.8;
Rm 8.17; 2Co 4.17: cf. ns. 2Co 12.7-10). Seu sofrim ento o aper­
feiçoou como líder.
2.11 tanto o que santifica (cf. n. Jo 17.19). como os que são
santificados (cf. ns. Rm 8.9; 2Co 7.1). todos vêm de um só.
Todos têm o mesmo DNA espiritual.
2.12 declararei o teu nome. O teu caráter”.
Hebreus 2 — 3 382
13 E outra vez:
"Eu porei nele a m inha confiança.”0
E ainda:
"Eis aqui estou eu e os filhos que Deus m e deu.”p
rtVisto, pois, que os filhos têm participação com um
de carne e sangue, tam bém Jesus, igualm ente, partici­
pou dessas coisas, para que, por sua m orte, destruísse
aquele que tem o poder da m orte, a saber, o diabo,q
I5e livrasse todos os que, pelo pavor da m orte, esta­
vam sujeitos à escravidão'" por toda a vida. 16Poís ele,
evidentem ente, não socorre anjos, mas socorre a
descendência de Abraão. i?Por isso m esm o, era ne­
cessário que, em todas as coisas, ele se tornasse se­
m elhante aos irm ãos,5 para ser m isericordioso e fiel
sum o sacerdote nas coisas referentes a Deus e para
fazer propiciação pelos pecados do p o vo / 18Pois, na­
quilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é po­
deroso para socorrer os que são tentados."
Cristo é superior a Moisés
3
Por isso, santos irm ãos, vocês que são p artici­
pantes da vocação celestial,“ considerem aten-
02.13 Is 8.17 Pis 8.18 42.14 1Tm 1.10; IJo 3.8 f 2.15Rm 8.15
«2.17 Rm 8.3; Fp 2.7 <1Jo2.2 "2.18 Hb 4.15-16 "3.1 Fp 3.14;
2Tm 1.9 *H b 4.14 <3.2 Nm 12.7
tam ente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa
confissão, Jesus,b 2o qual é fiel àquele que o consti­
tuiu, como tam bém Moisés foi fiel em toda a casa de
D e u s / 3 No entanto, assim como aquele que estabe­
lece um a casa tem m aior honra do que a casa em si,
tam bém Jesus tem sido considerado digno de m aior
glória do que Moisés. 4Pois toda casa é estabelecida
por alguém , mas aquele que estabeleceu todas as coi­
sas é Deus. 5E Moisés era fiel, em toda a casa de Deus,
como servo, para testem unho das coisas que haviam
de ser anunciadas; 6Cristo, porém , como Filho, é fiel
em sua casa. Esta casa somos nós, se guardarm os fir­
me, até o fim, a ousadia e a exultação da esperança.
O perigo da incredulidade e da desobediência
7Por isso, como diz o Espírito Santo:
"Hoje, se ouvirem a sua voz,
8 não endureçam o coração com o foi na rebelião,
no dia da tentação no deserto,
9 onde os pais de vocês me tentaram ,
pondo-m e à prova,
e viram as m inhas obras
durante quarenta anos.
10 Por isso, m e indignei
contra essa geração e disse:
‘0 coração deles sem pre se afasta de m im ;
e eles não conheceram os meus caminhos.'
2.13 “Eu porei nele a minha confiança.” (cap. 11).
2.14 Destruísse... o diabo (cf. n. Jo 10.10).
2.15 pelo pavor... estavam sujeitos à escravidão. O medo escra­
viza (cf ns. 2Tm 1.7; 1Pe 5.7-8). Satanás não consegue parar alguém
que não tem mais medo da morte (cf. ns. Fp 1.21; Hb 11.35-38). Com
essas pessoas ele perdeu sua maior ameaça e arma.
2.17 em todas as coisas, ele se tomasse semelhante aos ir­
mãos. Incluindo em nossas fraquezas e tentações (cf. n. 4.15).
para ser misericordioso. Quem se esquece de ser misericor­
dioso, esquece que recebeu misericórdia (cf. ns. M t 6.14-15;
19.22-35). e fiel. Estas duas qualidades de ser misericordioso
e fiel devem marcar todo líder e todo intercessor, os que esten­
dem uma mão para as pessoas necessitadas e outra para Deus.
2.18 Cada um de nossos sofrimentos, até os que merecemos
por haver pecado ou errado, podem se tornar poderosos para
ajudar outros nas horas de dificuldade. Se os escondemos,
privamos de ajuda as pessoas necessitadas. Se os revelamos,
elas podem saber que alguém entende sua situação e não estão
mais sozinhas. No primeiro caso o caminho da salvação pode se
fechar: no segundo, se abrir. Ai de nós se o nosso orgulho nos
leva a nos proteger e consequentemente contribui, mesmo de
modo indireto, para alguém tropeçar (M t 18.6). O paradigma de
como ser um líder exemplar mudou (cf. Intro.).
3.1 santos (cf. n. 2.11). irmãos (cf. ns. 1.5,14). vocação celes­
tial. Vocação dupla: alinhar-nos com o ceu, do qual somos cida­
dãos, e representar o céu e o Reino de Deus para os terrestres,
cidadãos da terra (cf. ns. Jo 17.11.14-16.18; 2Co 5.20). ‘A verda­
deira religião confronta a terra com o céu e faz a eternidade
encostar-se ao te m po / (A. W. Tozer). considerem atentam en­
te (10.24; 12.2; cf. n. 2.8-9), Estudem o assunto, pensem; pes­
quisem, reflitam. Porque assim crescemos e nos tornamos mais
como aquele que seguimos. Quando eie enche nosso horizonte,
todo o resto se torna bem secundário, o Apóstolo. O Enviado
(cf. n. Jo 17.18). Jesus (cf. tc. Hb; Intro. Ap).
3.2 o qual é fie l (v. 5: 2.17). àquele que o constituiu (2Tm 2.4).
Moisés.
3.3 maior honra... maior glória (cf tc ).
3.5-6 Existe uma grande diferença entre identidade de servo e
de filho (cf. n. M t 11.11).
3.6 sua casa. Seus esforços estão focados em construir qual
casa. a sua ou a dele? O seu reino ou o dele? O seu ministé­
rio ou o dele? A qual casa somos nós (cf. n, M t 16.18). Jesus
é o arquiteto e construtor geral. Ao mesmo tempo, ele delega
para nós a tarefa de seguir seu padrão (8.5) e ser arquitetos e
construtores juniores (nas várias denominações, igrejas e mi­
nistérios). Cf. ns. ICo 3.9-11. se guardamos firm e (cf. n. 2.1).
ousadia (cf. ns. 2Tm 1.7). esperança (6.15.18-19; 7.19; 10.23;
11.1; cf. ns. Rm 8.24-25: Cl 1.27).
3.7 O início da segunda advertência neste livro (cf. n. 2.1-4). o
Espírito Santo (2.4; 6.4; 9.8; 10.15: cf. n. At 1.2: Intro. At). Eioje,
se ouvirem a sua voz (v. 15: cf. n. 4.7). M uitos crentes geral­
mente não ouvem a voz de Deus (cf. ns. M t 13.12-18). Quem tem
ouvidos, que aprenda ouvir (cf. n. M t 11.15)! Para crescer em sua
habilidade de ouvir Deus, cf. med. Jo 5.19-20.30.
3.8 não endureçam o coração (vs. 13.15: 4.7: 5.11; Ez 3.7-9:
cf. n. M t 13.15). no dia da tentação (ou proa). Cada tentação
383 Hebreus 3 — 4
11 Assim, ju rei na m inha ira:
‘Não entrarão no m eu descanso.'”£Í
l2Tenham cuidado, irmãos, para que nenhum de
vocês tenha um coração perverso e descrente, que o
leve a se afastar do Deus vivo. i3Pelo contrário, ani­
m em uns aos outros todos os d ia s / durante o tem po
que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vocês seja
endurecido pelo engano do pecado/ 14Porque temos
nos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guar­
darm os firm e, até o fim, a confiança que, desde o p rin ­
cípio, tiv e m o s /15Como se diz:
"Hoje, se ouvirem a sua voz,
não endureçam o coração, como foi na rebelião.”,,
16E quem foram os que, tendo ouvido, se rebela­
ram? Não foram , de fato, todos os que saíram do Egito
por m eio de Moisés? 17E contra quem Deus se indig­
nou durante quarenta anos? Não foi contra os que pe­
caram, cujos cadáveres caíram no deserto? 18E contra
quem jurou que não entrariam no seu descanso, senão
contra os que foram desobedientes? i9Vemos, pois,
que não puderam entrar por causa da incredulidade.'
A entrada no descanso de Deus pela fé
4
Portanto, visto que nos foi deixada a prom essa
de en trar no descanso de Deus, precisam os ficar
com tem or, para não acontecer que fique a im pres­
são de que algum de vocês tenha falhado. 2Porque
tam bém a nós foram anunciadas as boas-novas, exa­
tam ente como aconteceu com eles. Mas a palavra que
ouviram não lhes trouxe nenhum proveito, visto não
ter sido acom panhada pela fé naqueles que a ouvi­
r a m / 3Nós, porém , que cremos, entram os no des­
canso, conform e Deus disse:
"Assim, jurei na m inha ira:
'Não entrarão no m eu descanso.'”í’
Disse isso, mesmo as obras já estando concluídas
desde a fundação do mundo. 4Porque, em certo lugar,
assim disse a respeito do sétim o dia: “No sétim o dia,
Deus descansou de todas as obras que tinha feito."c
5E novamente, no mesmo lugar: "Não entrarão no
m eu descanso."d 6Visto, portanto, que resta entrarem
alguns naquele descanso e que, por causa da desobe­
diência, não entraram aqueles aos quais anteriorm ente
foram anunciadas as boas-novas, 7de novo, determ ina
certo dia, Hoje, falando por Davi, m uito tem po depois,
segundo antes tinha sido declarado:
"Hoje, se ouvirem a sua voz,
não endureçam o coração."e
43.7-11 SI 95.7-11 «3.13 1Ts5.11 film7.11 93.14 Hb 6.11
43.15 SI 95.7-8 '3.16-19 Nm 14.1-35 «4.2 Rm 10.16-17
*4 .3 SI 95.11 c4.4 Gn 2.2 <*4.5 SI 95.11; Hb 3.11 «4.7 SI 95.7-8
ou prova nos oferece a opção de ou sensibilizar nossos cora­
ções a Deus. ou endurecé-lo (cf. n. 4.15). No primeiro caso nos
aproximamos dele; no segundo nos afastamos.
3.11 na minha ira (vs. 10.17: 4 .3 :10.31: cf. n. Rm 1.18). no meu
descanso. A palavra "descanso” aparece dez vezes de 5.11 até
4.11, Esta reflexão é um profundo desafio para o ativista.
3.12 Tenham cuidado. Cf. n. ITm 4.16. irmãos... descrente.
Cf. v. 19. que o leve a se afastar do Deus vivo. Deus não
se assusta com nossas duvidas, sempre que as usemos para
ir atrás dele. Mas se usamos nossas dúvidas como motivo de
nos afastar dele, estaremos encrencados para valer (vs. 15-19).
3.13 animem (gr. parakaleo, cf. n. Jo 14.16). uns aos outros
(cf. med. IPe 1.22). Quem é sábio procura companheiros e men­
tores ou discipuladores para receber cuidado, não confiando
em si mesmo (12.14-16; cf. ns. 10.24-25: At 20.28-51: 2Sm: IRs).
Cada um tem pontos cegos (cf. ns. 2Pe 1.8-9: med. Lc 2.19).
todos os dias. Como estilo de vida. com certa disciplina e ri­
gor, durante o tempo que se chama Hoje. Não deixe para
amanhã para ser obediente, não deixe o sol se pôr sobre sua
desobediência: se assim fizer, estará abrindo uma brecha para
Satanás. Uma brecha não resolvida se torna uma fortaleza: uma
fortaleza não resolvida se torna um estilo de vida desobediente
(vs. 15-19).
3.15 Não pense resolver seus problemas amanhã. Resolva-os
hoje! Se você não fizer isso logo que tiver a oportunidade, pode
ser que amanhã também não fará e que sua vida desmorone
(<f. n. v. 7).
3.16 E quem... se rebelaram? Não foram , de fato , todos? O
endurecimento e a consequente rebelião podem ser coletivos.
Precisamos manter nossos corações e mentes ligados direta-
mente a Deus. Não podemos achar que estamos bem apenas
porque parecemos com todos ao nosso redor.
3.18-19 Os dois grandes princípios-chaves na vida cristã são
confiar (4.24) e obedecer (4.6). Sempre que realmente confiamos,
obedecemos. Sempre que obedecemos de coração, aumenta nos­
sa fé e confiança. Nossa fé funciona (cf. Intro. e tc. Tg).
4.1 precisamos fic ar com temor... que algum de vocês te­
nha falhado. As cinco advertências (n. 2.1-4) têm em comum a
possibilidade de cristãos se desviarem e se perderem, até eter­
namente. Precisamos estar em alerta quanto a nós mesmos,
nossos companheiros mais próximos e os membros da nossa
igreja. Esse tipo de falha foi bastante comum no Antigo Testa­
mento (v. 2).
4.2 Ouvir a palavra não muda vidas (cf. ns. M t 13.10-18): ouvir
com fe. sim.
4.3 na minha ira (cf n 3 11) Não entrarão no meu descanso.
(cf. n. 5.11).
4.7 “Hoje. se ouvirem a sua voz, não endureçam o coração.”
Esta é a terceira vez que o autor repete a mesma frase (3.7,15;
cf. med. Jo 3.1-15). Ele claramente está m uito preocupado que
seus leitores realmente prestem atenção e saiam desse embara­
ço (cf. n. 3.7). Enquanto ouvimos a voz de Deus ainda é "Hoje”.
Mas se ignorarmos ou desobedecermos continuamente, perde­
remos a habilidade de ouvir a sua voz - e ele pode até parar de
falar conosco (cf. ns. 3.15: ISm 28.6). E você!’ No seu caso, ele
tem razão para ficar preocupado7
Hebreus 4 — 5 384
80ra, se [osué lhes tivesse dado d escanso/não fa­
laria, posteriorm ente, a respeito de outro dia. 9Por­
tanto, resta um repouso sabático para o povo de
Deus. 10 Porque aquele que entrou no descanso de
Deus,3 tam bém ele m esm o descansou de suas obras,
como Deus descansou das s u a s /
11 Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso,
a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo
de desobediência. 12Porque a palavra de Deus é viva,'
e eficaz/ e mais cortante do que qualquer espada de
dois g u m e s / e penetra até o ponto de dividir alm a e
espírito, juntas e medulas, e é apta para ju lg a / os pen­
samentos e propósitos do coração. 13 E não há criatura
que não seja m anifesta na sua presença; pelo contrá­
rio, todas as coisas estão descobertas e expostas aos
olhos daquele a quem temos de prestar contas.'"
Jesus, o sumo sacerdote eterno
U Tendo, pois, Jesus, o Filho de Deus, como grande
sumo sacerdote" que penetrou os céus,0 conserve­
mos firm es a nossa confissão.p 15 Porque não temos
ót.8 Dt 31.7; Js 22.4 54.10Ap14.13 '’Gn 2.2; Hb4.4 '4.12 1Pe 1.23
/Is 55.11 ^Ef 6.17; Ap 2.12 Do 12.48 <”4.13 Jó 34.21; SI 33.13
"4.14Hb2.17;3.1 «Hb9.24 5Hb10.23 54.15Hb2.18 Mo8.46;
2Co 5.21; Hb 7.26; IPe 2.22 *4.16 Hb 10.19 «5.3 Lv 9.7
1*5.4 Êx 28.1 '5 .5 SI 2.7; Hb 1.5
4.9 resta um repouso sabático para o povo de Deus. O dia
sabático; o descanso, uma vez por semana, é uma expressão
de uma realidade invisível e espiritual por meio de uma forma
visível e física (cf. n. Ef 5.32).
4.11 Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso.
Este paradoxo expressa a continuidade da tensão criativa entre
descansar na ação de Deus e se esforçar - como em 2Tm 2.1
(cf. ns. ICo 15.10; Fp 2.12-13; Cl 1.27-29)!
4.12 Porque a palavra de Deus é viva. A Palavra que Deus
fala. é viva (Is 55.11). na medida em que e vivificada pelo Espi­
rito (cf. ns. cf. n. Jo 5.39: ICo 8.1; 2Co 5.6). e eficaz. Quando
o terreno do coração está preparado (cf. ns. M t 13.12-18; med,
Lc 8.4-15). mais cortante do que qualquer espada (Ef 6.17).
Com um instrum ento tão poderoso, temos que manejá-lo muito
bem (2Tm 2.15) para ele não acabar cortando pessoas de forma
que as fira. de dois gumes. Consolar e corrigir. M inistrar a ver­
dade e o amor, sabendo quando cortar de uma forma e quando
de outra penetra. Revela motivações, até o ponto de dividir
alm a e espírito. Divide as perspectivas e inclinações humanas
e as divinas, pensamentos e... coração. Discerne a raiz do que
pensamos e do que sentimos.
4.13 todas as coisas estão descobertas. Cf. 51 139.23 24. o
quem temos de prestar contas (Rm 14.12). E muito melhor
prestar contas numa relação de discipulado ou mentoría aqui
na terra, quando ainda podemos mudar e melhorar, do que
prestar contas no ceu, quando nada pode ser mudado. Fazer
isso aqui e agora é um privilégio porque nos prepara para não
passar mal diante de Deus ao final das nossas vidas.
4.15 nossas fraquezas. Jesus experimentou todas as mesmas
fraquezas que qualquer um de nós. as dores e fraquezas comuns
à humanidade (cf. n. Jo 11.33,35). Ele se identificou conosco e
sumo sacerdote que não possa com padecer-se das
nossas fraquezas;'? pelo contrário, ele foi tentado em
todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.'
16Portanto, aproxim em o-nos do trono da graça com
confiança," a fim de receberm os m isericórdia e encon­
trarm os graça para ajuda em m om ento oportuno.
Cristo, superior ao sacerdócio
da antiga aliança
5
Porque todo sumo sacerdote, sendo escolhido
dentre os hom ens, é constituído nas coisas rela­
cionadas com Deus, a favor dos hom ens, para ofere­
cer dons e sacrifícios pelos pecados. 2E ele é capaz
de com padecer-se dos ignorantes e dos que se des­
viam do cam inho, pois tam bém ele m esm o está ro­
deado de fraquezas. 3 E, por esta razão, deve oferecer
sacrifícios pelos pecados, tanto do povo como de si
m esm o." 4Ninguém , pois, tom a esta honra para si
m esmo, senão quando cham ado por Deus, como
aconteceu com A rã o /
5Assim, tam bém Cristo não glorificou a si mesmo
para se to rn ar sum o sacerdote, mas quem o g lorifi­
cou foi aquele que lhe disse:
"Você é m eu Filho,
hoje eu gerei você.”"
assim criou uma ponte para sabermos que não estamos sozi­
nhos. Precisamos criar pontes até outras pessoas, sendo trans­
parentes acerca das nossas fraquezas (cf. Intro. 2Co; ns. e med.
2Co 3.7-18), tentado (cf. ns. 5.9: Jó 1.11; M t 4.1: ICo 10.13). em
todas as coisas. Sexo. dinheiro, fama, orgulho, ira e qualquer
outra coisa que você queira acrescentar (cf. ns. M t 4.1-11). ò nos­
sa semelhança (5.7-8). Quando isso foi mais difícil para Jesus?
Possivelmente no jardim do Getsêmani. Dois jardins, o Éden e o
Getsêmani. Duas tentações que mudariam a história humana.
Pensando no lado humano, Jesus, sendo como nós, como ele
pôde haver resistido7 Ele prevaleceu porque não ficou sozinho
mas manteve os discípulos por perto e regularmente voltou para
eles no meio da sua luta. Ele fez isso preocupado com seus discí­
pulos7 Bem possivelmente foi para o seu próprio bem (Lc 22.28).
Noto pratica: precisamos estabelecer hábitos que minimi­
zem riscos quanto a pecar (cf. n. 1Jo 2.1). especialmente em
momentos de maior vulnerabilidade, como situações de can­
saço e solidão.
4.16 aproximemo-nos do trono da graça com confiança
(10.19-22). Confiantes que podemos ser autênticos o fim de
recebermos misericórdia e encontrarmos graça. E o que re­
cebemos, então dar (cf. n. 2.16).
5.2 Dando sequência a 4.15-16, este versículo também des­
creve Jesus (vs. 5.7-9). E você. está ativo e intencionalmente
crescendo para ser como Jesus7 Este versículo descreve você?
compadecer-se. Sentir dor com alguém, dos ignorantes. Em
vez de julgá-los. compreende-os. entendendo as fraquezas deles
e as suas próprias fraquezas. Isso é especialmente importante
na hora de levar correção ou confronto em amor (cf. n. Gl 6.1).
Cf. ilustração disso em vs. 11-14, com continuação em 6.9-12.
5.5 “Você é meu Filho...” (cf. n 1.5).
385 Hebreus 5
USANDO A PALAVRA PARA MUDANÇAS PROFUNDAS
Hb 4.12-13; Is 55.8-11 (Estudo 1.2.8)
1. Qual foi uma das últimas vezes que você experimentou o poder da Palavra em sua vida?
2. Com base nestes versículos, descreva o poder das Escrituras, em suas próprias palavras.
3. O que transforma a Palavra de simples letras ordenadas em algo tão poderoso?
4. O que precisaria acontecer para você ministrar a Palavra com poder na vida de outras pessoas?
5. Quais passos você tomará nessa direção?
Estudo opcional: Jr 20.9; Mt 4.1-11; Hb 5.11-14.
Ministrando a Palavra com autoridade
Três princípios básicos podem ser bastante úteis para ministrar a Palavra com autoridade.
1. Integridade, autenticidade, santidade. A Palavra que atinge nosso coração poderá fluir com facilidade para
atingir o coração de outros. Se vivenciarmos o que a Palavra diz, teremos uma autoridade nata. A Palavra, que é
real para nós, naturalmente se tornará real para outras pessoas.
2. Interpretação correta das Escrituras. Repasse os princípios de interpretação da Bíblia listados no final da
Introdução desta Bíblia. São fundamentais para todo líder de pequeno grupo e para todo discípulo de Jesus Cristo.
3. Saber discernir entre o coração de Deus, o seu e o de outra pessoa. Perguntas ou passos que podem ajudar
nisso incluem;
> Qual é a batalha espiritual por trás dos problemas que a pessoa enfrenta?
> Quais os propósitos de Deus nessa situação? Para onde ele quer levar a pessoa? Cf. ns. e med. Jo 5.19-20,30.
> Olhe para dentro do seu coração. Você está envolvido emocionalmente de uma forma que não consegue
ouvir bem o coração do outro ou de Deus? Cf. SI 139.23-24.
> O que Deus vem fazendo até agora?
> Abrace a imprevisibilidade como presente de Deus, abrindo o caminho para crescimento e mudança.
Lc 8.4-15 — Estudo anterior ♦ | Próximo estudo — Mt 6.9-13
6E em outro lugar tam bém diz;
"Você é sacerdote para sem pre,
segundo a ordem
de M elquisedeque.’,<í
7Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido,
com forte clam or e lágrimas, orações4’ e súplicas a
quem o podia livrar da m orte, foi ouvido por causa
da sua piedade. 8Em bora fosse Filho, aprendeu a obe­
diência pelas coisas que sofreu 9e, tendo sido aper­
feiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para
todos os que lhe o b e d e c e m /10 E Deus o nom eou sumo
sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.
Os cristãos não tinham progredido
11A esse respeito tem os m uitas coisas a dizer e di­
fíceis de explicar, porque vocês ficaram com preguiça
<*5.6 SI 110.4 *5.7 M t 26.36-46; Mc 14.32-42; Lc 22.39-46
75.9 Hb 2.10
5.7 com fo rte clamor e lágrimas (cf. ns. M t 5.4; Jo 11.35). por
causa da sua piedade (cf. n. 1Tm 2.2). Outras versões dizem:
“por sua submissão” (cf. ns. M t 6.10; 26.59).
5.8 aprendeu a obediência. Quanto mais nos! Cf. n. M t 28.20
e med. M t 7.21-27: Tg 1.22-25. pelas coisas que sofreu (cf. ns.
2.10:4.15).
5.9 tendo sido aperfeiçoado. Jesus passou por um processo
de amadurecimento e aperfeiçoamento igual ao que nós pas­
samos, porém sem ele pecar (2.10; 4.15). A cada nova situação
ele tinha a opção de pecar, de depender de si mesmo, tal como
nós temos essa escolha. Por isso ele nos entende tão profunda­
mente. E por isso sabemos que podemos escolher não pecar,
não depender apenas de nós mesmos, a cada nova situação
que enfrentamos, tornou-se o Autor da salvação. Seguindo
em suas pisadas (cf. tc. IPe), ele nos capacita para também ser­
mos um canal de salvação para outros, mostrando o caminho
para Jesus.
5 .1 1 — 6.12 Esta e a terceira de cinco grandes advertências
nesta carta (cf. n. 2.1-4).
5.11 temos muitas coisas a dizer e difíceis de explicar.
Jo 16.12-13. vocês ficaram com preguiça de ouvir. Outra versão
diz: “lentos para aprender". Não tinham fome e sede de coisas
Hebreus 5 — 6 386
de ouvir.9 12 Pois, quando já deviam ser m estres, le­
vando em conta o tem po decorrido, vocês têm , nova­
m ente, necessidade de alguém que lhes ensine quais
são os princípios elem entares dos oráculos de Deus;
assim, passaram a ter necessidade de leite e não de
alim ento sólido. 13Ora, todo aquele que se alim enta
de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque
é criança.h i*M a s 0 alim ento sólido é para os adultos,
para aqueles que, pela prática, têm as suas faculda­
des exercitadas para discernir não som ente o bem,
mas tam bém 0 mal.
Exortação ao progresso na fé
6
Por isso, deixando os princípios elem entares da
doutrina de Cristo/' avancemos para o que é per­
feito, não lançando de novo a base do arrependim ento
de obras m ortas* e da fé em Deus, 2o ensino de batis­
mos e da imposição de mãos, da ressurreição dos m or­
tos e do juízo eterno. 3Isso faremos, se Deus perm itir.0
95.11 Hb6.12 *5.12-13 IC o 3.2; 1Pe 2.2 «6.1 Hb 5.12 *H b9.14
<"6.3 A t 18.21; ICo 16.7 86.4 Hb 10.32 f6 .5 H b 2 .5
f 6.6 Hb 10.29 96.8 Gn 3.17-18
Os perigos espirituais
4É impossível, pois, que aqueles que um a vez foram
ilu m in ad o s/ provaram o dom celestial, tornaram -se
participantes do Espírito Santo, 5provaram a boa pa­
lavra de Deus e os poderes do m undo vindouro" 6e
caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para
arrependim ento, visto que, de novo, estão crucificando
para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à zomba-
ria/7P o rq u e a terra que absorve a chuva que frequen­
tem ente cai sobre ela e produz erva útil para aqueles
que a cultivam recebe bênção da parte de Deus; 8mas,
se produz espinhos e ervas daninhas, é rejeitada e está
perto da m aldição;9 e o seu fim é ser queimada.
As coisas melhores e pertencentes à salvação
8Porém, quanto a vocês, meus amados, estamos
persuadidos das coisas que são m elhores e que per­
tencem à salvação, ainda que falemos desta m aneira.
18Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do
trabalho que vocês fizeram e do am or que m ostraram
para com o seu nome, pois vocês serviram e ainda es­
tão servindo aos santos. 11 Desejamos que cada um de
vocês continue m ostrando, até o fim, o mesmo em pe-
espirituais. Deixaram de ser verdadeiros discípulos (cf.n. M t 13.12).
Bem possivelmente gostavam muito de falar (cf. n. Tg 1.19).
nada ensináveis.
Nota prática: isto se aplica aos novos convertidos que cres­
cem pouco. Infelizmente, isso também é comum a muitos evan­
gélicos de anos na fé. O risco cresce à medida que as pessoas
(1) têm mais estudo, especialmente em relação ao ensino supe­
rior e estudos teológicos; (2) têm mais recursos financeiros; e
(3) têm cargos superiores, são mestres, professores de teologia,
pastores ou líderes em suas igrejas ou ministérios. Conhecem
tanto que acham difícil aprender muito mais (cf. n. ICo 8.1-2).
5.12 quando já deviam ser mestres (SI 119 99-110). Eles de­
veriam estar reproduzindo o seu caráter em outras pessoas,
ajudando outros “filhinhos” crescerem (cf n IJo 2.12-14). no­
vamente. Eles já haviam recebido o ensinamento fundamental,
mas não prestaram atenção nem o aplicaram (v. 14). Pode ser
que fizeram isso por um período, mas depois perderam a simpli­
cidade de viver como verdadeiros discípulos, ter necessidade
de leite. Cf. ns, ICo 3.1 2.
5.13 inexperiente. Sem experiência. Não coloca em pratica.
no palavra da justiça. Cf. ns. Rm 3.21: 2Co 5.21; 2Pe 1.8-9.
é criança. No sentido negativo: egocêntrico, dependente, sem
responsabilidade.
5.14 adultos. Os maduros, que podem ser divididos em dois
grupos, os jovens e os pais (cf. n. IJo 2.12-14). pela prática.
Exercício constante. Ensino sem prática faz mais mal do que
bem. Cf. n. M t 28.20 e meds. M t 7.21-27; Tg 1.22-25. A prática
nos faz crescer, ela nos dá conhecimento que é vivo porque foi
vivido, experimentado, têm os suas faculdades exercitadas.
São capacitados, treinados; tornaram-se aptos. Estão em forma
espiritualmente, para discernir. A prática leva à renovação da
mente e à habilidade de perceber a vontade e os propósitos de
Deus (cf. n. Rm 12.2: med. Jo 5.19-20.30).
6.1 os princípios elementares. Toda igreja deve ter um conjun­
to de ensino considerado como básico para alguém se tornar
um membro dela.
Nota pratica: algumas igrejas têm três conjuntos. Um disci-
pulado para alguém se tornar membro, um discipulado de no­
vos membros e um discipulado de líderes. Essas igrejas enten­
dem a visão de Jesus de que o discipulado não é apenas para os
novos convertidos, a base. Os fundamentos, da doutrina de
Cristo (cf. ns. 2Tm 2.15; Tt 1.1; 2.1,10). arrependimento (cf. n.
M t 3.2). de obras mortas (cf. n, 9.14). da fé em Deus (cf. ns.
2 0 )5 .7 ; Hb 11.1).
6.2 batismos. A iniciacão na nova vida é integração ao Corpo
de Cristo. O plural provavelmente indique o batismo em água
(cf. n. At 2.41) e pelo Espirito (cf. n. At 1.5). imposição de mãos.
Isto pode incluir estar debaixo de autoridade (cf. n. At 6.6; med.
ITm 4.11-16). ressurreição dos mortos (cf. ns. At 4.2: Rm 6.2-5;
1Co 15.12-49). e do juízo eterno (cf. ns. M t 25.46; Lc 14.35:
1Co 3.12-15; 2Co 5.9-10; Hb 9.27-28).
Nota prática: muitos problemas de aconselhamento têm a
ver com a falta destes seis fundamentos nas vidas das pessoas.
Com o fundamento em ação (cf. n. Lc 6.48), muitas vezes o pro­
blema desaparecerá: sem ele, muitas vezes trataremos apenas
sintomas, nunca realmente resolvendo nada.
6.3 se Deus perm itir (Tg 4.15-16).
6 .4 -8 Sempre existe caminho de volta para a pessoa desvia­
da ou caída que quer se arrepender e retornar. Quem apenas
produz frutos da carne (v. 8; cf. ns. M t 7.15-23) e não de
arrependim ento e quebrantam ento, esta realm ente perdido
(cf. n. 10.26).
6.8 e o seu fim é ser queimada (cf. ns. M t 25.46: Lc 14.35).
6.9-12 O perigo e real (vs. 4-8). Eles são candidatos a cair nesse
perigo (5.11-14). mas creem que realmente sairão de sua indo­
lência (v. 12) para retomar o caminho certo.
6.11 mostrando, até o fim , o mesmo empenho (ICo 9 27),
plena certeza da esperança (vs. 15,18-19; cf. n. 3.6).
387 Hebreus 6 — 7
nho para a plena certeza da esperança; 12para que não
se tornem preguiçosos,h mas im itadores daqueles que,
pela fé e pela paciência, herdam as promessas,'
A promessa de Deus é imutável
13 Pois, quando Deus fez a promessa a Abraão, visto
que não tinha ninguém superior por quem jurar, jurou
por si mesmo, i4dizendo: "Certamente eu o abençoa­
rei e m ultiplicarei os seus descendentes.", 15E assim,
depois de esperar com paciência, Abraão obteve a
promessa. 16Pois os homens juram pelo que lhes é su­
perior, e o juram ento, servindo de garantia, é para eles
o fim de toda discussão. 17Por isso, Deus, quando quis
m ostrar com mais clareza aos herdeiros da promessa
que o seu propósito era imutável, confirm ou-o com um
juram ento, I8para que, m ediante duas coisas imutáveis,
nas quais é impossível que Deus m in ta / forte alento te­
nhamos nós que já corremos para o refúgio, a fim de to­
m ar posse da esperança que nos foi proposta. i9Temos
esta esperança por âncora da alm a, segura e firm e e
que penetra além do véu,/ 20onde Jesus, como precur­
sor, entrou por nós, tendo-se tornado sumo sacerdote
para sempre, segundo a ordem de M elquisedeque.m
Melquisedeque, tipo de Cristo
7
Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacer­
dote do Deus Altíssimo, foi ao encontro de Abraão,
quando este voltava da matança dos reis, e o abençoou.
2Foi para ele que Abraão separou o dízim o de tudo."
Prim eiram ente o nome dele significa "rei da justiça";
depois tam bém é "rei de Salém", ou seja, "rei da paz”.
3Sem pai, sem mãe, sem genealogia, ele não teve princí­
pio de dias nem fim de existência, mas, feito semelhante
ao Filho de Deus,1’ perm anece sacerdote para sempre.
O sacerdócio de Cristo é superior ao levítico
4Vejam como era grande esse a quem Abraão, o
patriarca, pagou o dízim o tirado dos m elhores des­
pojos. 50ra, os que dentre os filhos de Levi recebem o
sacerdócio têm m andam ento de recolher, de acordo
com a lei, os dízim os do povo, ou seja, dos seus ir­
mãos, em bora estes sejam descendentes de A braão.c
6E ntretanto, aquele cuja genealogia não se inclui
entre os filhos de Levi recebeu dízim os de A braão e
abençoou o que tinha as promessas. 7 Evidentem en­
te, não há dúvida de que o in ferior é abençoado pelo
superior. 8Aliás, aqui são hom ens m ortais os que re­
cebem dízim os, porém ali o dízim o foi recebido por
aquele de quem se testifica que vive. 9E, por assim
dizer, tam bém Levi, que recebe dízim os, pagou-os na
pessoa de Abraão. 10 Porque Levi, por assim dizer, já
estava no corpo de seu pai Abraão, quando M elquise­
deque foi ao encontro deste.
O sacerdócio de Cristo é eterno
11 Portanto, se a perfeição fosse possível por meio
do sacerdócio levítico — pois foi com base nele que o
povo recebeu a lei — , que necessidade haveria ainda
de que se levantasse outro sacerdote, segundo a ordem
de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo
a ordem de Arâo?'1 12Pois, quando se m uda o sacer­
dócio, necessariamente m uda tam bém a lei. 13 Porque
aquele de quem são ditas estas coisas pertence a outra
tribo, da qual ninguém prestou serviço diante do altar;
i4pois é evidente que nosso Senhor procedeu de Judá,e
tribo à qual Moisés nunca falou nada a respeito de sa­
cerdócio. 15 E isto é ainda m uito mais evidente, quando,
à semelhança de Melquisedeque, surge outro sacer­
dote, i6constituído não conform e a lei de m andam ento
carnal, mas segundo o poder de vida que não tem fim.
17Porque dele se testifica;
"Você é sacerdote para sem pre,
segundo a ordem de M elquisedeque.”^
18 Portanto, por um lado, se revoga a ordenança an­
terior, por causa de sua fraqueza e inutilidade, iSpois a
lei nunca aperfeiçoou coisa alguma;-9 e, por outro lado,
se introduz esperança superior, pela qual nos chega­
mos a Deus.
20E isto não se deu sem juram ento. Porque os ou­
tros são feitos sacerdotes sem juram ento, 21 mas este
foi feito sacerdote com juram ento, por aquele que lhe
disse:
*6 .1 2 Hb 5.11 'H b 10.36 76.13-14 Gn 22.16-17 *6 .1 8 Nm 23.19;
ISm 15.29; Tt 1.2 '6 .1 9 L v l6 .2 '»6.20 SI 110.4; Hb 5.6,10
»7.1 Gn 14.17-20 *7 .3 Hb 4.14; 6.6 »7.5 Nm 18.21
*7.11 H b 8.6-7 f 7,14Gn 49.10; Is 11.1; Ap 5.5
17.17 SI 110.4; Hb 5.6 97.19 Rm 8.3; Hb 7.11
6.12 preguiçosos. “Negligentes", "inativos", "parados", “inúteis".
imitadores (cf. n. ICo 11.1). paciência (cf. n. Gl 5.22).
6.14 multiplicarei os seus descendentes. Deus sempre teve, e
continua tendo, coração e visão multiplicadores (cf. 2Tm).
6.15 depois de esperar (cf. n, v 11) com paciência (v. 15). cf. n.
M t 24.13.
6.18 m ediante duas coisas imutáveis. Para quem ainda está
um pouquinho inseguro com Deus e sua Palavra serem absolu­
tos, passamos aqui para o "absoluto absoluto"! Cf. Intro. 2Ts.
esperança que nos fo i proposta (cf. n 3.6).
6.19 âncora da alm a. Não importa a tempestade, não pode­
mos nos perder. O que é abalável pode se perder, mas o inaba-
lável ficará firme (cf. ns. 12.26-29; M t 7.25).
7.2 dízimo (vs. 4-6,8-9: Lv 18.21; Nm 18.26; Ne 10.38; cf. n,
M t 23.23). "rei da justiça”... "rei de Salém”. Cf. n. Rm 14.17.
7 .19 o lei nunca aperfeiçoou coisa algum a. Esta frase é
uma critica profunda ao legalismo e à elevação de usos e cos­
tumes como parte da identidade espiritual, superior (v. 22;
8.6). Cf tc pela qual nos chegamos a Deus (v 25: cf. ns
10.19-23).
Hebreus 7 — 8 388
"0 Senhor jurou e não se arrependerá:
'Você é sacerdote para sem pre.’",!
22 Por isso m esm o, Jesus se tornou fiador de supe­
rio r aliança.'
230ra, os outros são feitos sacerdotes em maior número,
porque são impedidos pela morte de continuar; 24jesus, no
entanto, porque continua para sempre/ tem o seu sacerdó­
cio imutável. 25Por isso, também pode salvar totalmente os
que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para inter­
ceder por eles/’
26 Porque nos convinha um sumo sacerdote como este,
santo, inculpável, sem m ácula/ separado dos pecadores
e exaltado acima dos céus, 27que não tem necessidade,
como os outros sumos sacerdotes, de oferecer todos os
dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados/”
depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas,
quando a si mesmo se ofereceu." 28Porque a lei constitui
homens sujeitos a fraquezas como sumos sacerdotes,
mas a palavra do juramento, que foi posterior à lei, consti­
tui o Filho, perfeito para sempre.0
Jesus, Mediador da nova aliança
8
Ora, o essencial das coisas que tem os dito é que
possuímos tal sumo sacerdote, que se assentou à
direita do tro n o 0 da M ajestade nos céus, 2com o m i­
nistro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que
o Senhor erigiu, e não o hom em ,b
3Pois todo sumo sacerdote é constituído para ofe-
*7.21 SI 110.4; Hb 5.6; 7.17 '7.22 Hb 8.6;9.15; 12.24; 13.20
77.24 Hb 5.6; 13.8 *7.25 Rm 8.34; Hb 9.24 '7 .2 6 2Co 5.21; H b 4.14-15;
IPe 2.22 ">7.27Lv9.7 «Ef 5.2; Hb 9.12,28; 10.10 «7.28 Hb 2.10;
5.9 «8.1 SI 110.1; Hb 1.3; 4.14 *8 .2 Hb 9.11,24 «8.3Hb5.1
48.5 Cl 2.17; Hb 9.23; 10.1 «Êx 25.40; A t 7.44 *8.6 Hb 7.22; 9.15;
12.24; 13.20
7.22 superior aliança. “Pacto”, “acordo”, “convênio”. Esta
aliança é irrevogável, eterna e transform adora de dentro para
fora (cf. ns. 2Co 3.6-18). Passamos de inimigos de Deus a ami­
gos dele e muito mais que amigos, filhos dele (Rm 5.6-8,10-11;
8.14-17). A aliança nos transform a em aliados de coração e nos
torna aliados uns dos outros. Toda a barreira de inimizade ou
hostilidade entre nós é derrubada (Ef 2,11-18; Gl 3.28). Tornamo-
-nos como irmãos de sangue - o sangue de Jesusl A aliança
vertical não é real sem expressão horizontal (M t 22.35-40). A
aliança horizontal é bem expressada no cântico "Aliança no
Senhor eu tenho com você".
7.25 vivendo sempre para interceder por eles (Uo 2.1; cf. n
Rm 8.34),
8.5 sombra das coisas celestiais (10.1). As expressões espi­
rituais do AT eram apenas uma sombra das expressões do NT
ou nova aliança. E em certo sentido as expressões espirituais
nossas são, ainda, uma sombra das coisas celestes e eternas
(1Co 13.12); a Ceia do Senhor, o casamento, a batismo, o celi­
bato etc. “Tenha cuidado para fa ze r tudo de acordo com o
m odelo...” E o modelo para nos e Jesus (Jo 13.15-17; iCo 11.1).
que fo i mostrado a você no monte. Não devemos duvidar
recer dons e sacrifícios;0 por isso, era necessário que
tam bém esse sumo sacerdote tivesse o que oferecer.
40ra, se ele estivesse na terra, nem mesmo sacerdote
seria, visto existirem aqueles que oferecem os dons se­
gundo a lei. 5Estes m inistram em figura e som bra das
coisas celestiais,d assim como Moisés foi divinamente
instruído, quando estava para construir o tabernáculo.
Pois Deus disse: "Tenha cuidado para fazer tudo de acordo
com o modelo que foi m ostrado a você no m onte."06Mas
agora Jesus obteve um m inistério tanto mais excelente,
quanto é tam bém M ediador de superior aliança^insti­
tuída com base em superiores promessas.
7Porque, se aquela prim eira aliança tivesse sido sem
defeito, de m aneira alguma estaria sendo buscado lugar
para uma segunda. 8E, de fato, repreendendo-os, diz:
"Eis aí vêm dias, diz o Senhor,
e firm arei nova aliança com a casa de Israel
e com a casa de Judá,
9 não segundo a aliança que fiz com os seus pais,
no dia em que os tom ei pela mão,
para os conduzir para fora da terra do Egito;
pois eles não continuaram na m inha aliança,
e eu não dei atenção a eles, diz o Senhor.
10 Porque esta é a aliança que farei
com a casa de Israel,
depois daqueles dias, diz o Senhor:
Im p rim irei as m inhas leis na m ente deles
e as inscreverei sobre o seu coração;
e eu serei o seu Deus,
e eles serão o m eu povo.
11 E não ensinará jam ais
cada um ao seu próxim o,
nem cada um ao seu irm ão,
dizendo: 'Conheça o Senhor;
no vale (lugar de desafios e dificuldades) o que ficou claro no
monte (lugar de revelação especial). Quanto maiores forem as
dificuldades, maior será a necessidade de voltar para o monte e
renovar nossa força e perspectiva no Senhor.
8.6 tanto mais excelente... superior aliança... superiores
promessas (9.23: cf. tc.).
8.10 Na nova aliança as orientações não estão escritas em
tábuas de pedra; elas estão escritas em nossas mentes e em
nossos corações (cf. n. 10.16). E vivem dentro de nós.
8.11 Conheça (gr. ginosko; cf. n. Jo 8.32) o Senhor. Conhe­
cimento pessoal, pela experiência, porque todos me conhe­
cerão (gr. ginosko). O discipulador não ensina os discípulos
como conhecer Jesus: eles já o conhecem. Ele ensina-os a cres­
cerem seu conhecimento. E essa habilidade, no fundo, não é
intelectual, e sim algo que deriva da experiência. Quem substi­
tui o crescimento em experiências pelo crescimento intelectual
não é um verdadeiro discipulador. A melhor forma de ajudar
um discípulo a crescer em sua experiência de Jesus é levá-lo à
presença do Senhor para, juntos, ouvirem dele. O paradigma
da formação mudou de centrado em um mestre para ser cen­
trado em Cristo (cf. Intro.).
389 HEBREUS 8 — 9
porque todos m e conhecerão,
desde o m enor deles até o maior.
12 Pois, para com as suas iniquidades,
usarei de m isericórdia
e dos seus pecados jam ais m e lem brarei.”9
13Quando ele diz "nova aliança", torna antiquada a
prim eira. Ora, aquilo que se torna antiquado e enve­
lhecido está prestes a desaparecer.
Os ritos, ofertas e sacrifícios mosaicos
eram imperfeitos e ineficazes
9
Ora, a prim eira aliança tam bém tinha preceitos
de culto divino e o seu santuário terrestre. 2Com
efeito, foi preparado o tabernáculo, cuja parte da
frente, onde estavam o candelabro,0 a mesa e os pães
da proposição,0 se chama o Santo Lugar. 3Por trás do
segundo véu se encontrava o tabernáculo que se cha­
ma o Santo dos S a n to s /4ao qual pertencia um altar de
ouro para o incensod e a arca da aliança totalm ente co­
berta de ouro,0 na qual estava um a urna de ouro con­
tendo o m a n á /o bordão de A rã o / que floresceu, e as
tábuas da aliança. 5Sobre a arca estavam os querubins
de glória, que, com a sua sombra, cobriam o propicia­
tó rio / Dessas coisas, todavia, não falaremos, agora,
porm enorizadam ente.
6Ora, depois de tudo isto assim preparado, os sa­
cerdotes entram continuam ente no prim eiro tab er­
náculo' para realizar os serviços sagrados; 7mas, no
segundo, o sum o sacerdote entra sozinho um a vez
por a n o / não sem sangue, que oferece por si e pelos
pecados de ignorância do povo. 8Com isto o Espírito
Santo quer dar a entender que o cam inho do Santuá­
rio ainda não se m anifestou, enquanto o prim eiro
tabernáculo continua erguido. 9Isso é um a parábola
para a época presente, na qual se oferecem dons e
sacrifícios, em bora estes, no que diz respeito à cons­
ciência, sejam ineficazes para aperfeiçoar aquele que
presta c u lto / i8pois não passam de ordenanças da
carne, baseadas som ente em com idas/ bebidas e d i­
versas cerim ônias de purificação,'” im postas até o
tem po oportuno de reform a.
O sacrifício de Cristo é perfeito e eficaz
11 Quando, porém , Cristo veio como sum o sacer­
dote dos bens já realizados, m ediante o m aior e mais
perfeito tabernáculo, não feito por mãos hum anas,
quer dizer, não desta criação,” 12e não pelo sangue de
bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue,0
entrou no Santuário, um a vez por todas, tendo obti­
do eterna redenção. 13 Portanto, se o sangue de bodes
e de touros9 e a cinza de um a n o v ilh a / aspergidos
sobre os contam inados, os santificam quanto à pu­
rificação da carne, 14m uito m ais o sangue de Cristo,
que, pelo Espírito eterno, a si m esm o se ofereceu
sem m ácula a Deus,' pu rificará5 a nossa consciência
de obras m ortas, para servirm os ao Deus vivo !'
15 Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança," a
fim de que, intervindo a m orte para remissão das trans­
gressões que havia sob a prim eira aliança, aqueles que
têm sido chamados recebam a promessa da herança
eterna. 16 Porque, onde há um testam ento, é necessá­
rio que intervenha a m orte de quem o fez. l7Sim , por­
que um testam ento só é confirm ado depois da m orte
de quem o fez, pois de m aneira nenhum a tem força de
lei enquanto vive quem fez o testam ento. l8Por isso,
98.8-12 Jr 31.31-34 “ 9.2ÊX25.31 *Êx 25.30 »9.3 Êx 26.33
49.4 Êx 30.1 eÊx 25.10-11 *Êx 16.33 SN m l7.8-10
*9.1-5 Êx 25.18,20 <9.6 Nm 18.2-6 19.7 Êx 30.10; Lv 16.2,14-18,34
*9 .9 Hb 7.19 '9.10 Hb 13.9 <"Nm 19.7 «9.11 Hb 8.2
»9.12 Hb 13.12 99.13 Lv 16.15-16 íN m 19.9,17-19
»9.14 1Pe 1.19 Í U 0 I .7 fTt 2.14 “9.15 Hb 7.22; 8.6; 12.24; 13.20
8.12 usarei de misericórdia (cf. ns. 2.16; 4.16) e dos seus pe­
cados jam ais me lembrarei. Uma vez que nos arrependemos e
pedimos perdão por nossos pecados e fazemos restituição, não
devemos mais nos lembrar deles, no sentido de guardar dor, an­
gústia ou nos sentirmos ainda amarrados. Lembramo-nos deles
como mostras da graça de Deus em nos dar vitória apesar de
nós. Lssas memórias nos mantêm humildes.
9.9 Isso é uma parábola para a época presente. Tal como a
sombra no capítulo anterior (cf. n. 8.5). Em certo sentido nos­
sas vidas também são parábolas, histórias simples que revelam
verdades espirituais e eternas.
9.10 até 0 tempo oportuno de reform a. A chegada de Jesus.
Esta reforma foi renovada, por assim dizer, na Reforma de Mar-
tinho Lutero, em 31 de outubro de 1517. Em certo sentido, ele
fez Jesus chegar de novo às pessoas comuns, não mais restrito
ao clero. Hoje estamos vivendo na plenitude de uma segunda
Reforma: a Igreja funciona com base em relacionamentos, pe­
quenos grupos e discipulado. Em certo sentido, essa reforma
também faz Jesus chegar de novo às pessoas comuns, não mais
restrito ao velho paradigma de culto, reuniões dominicais, clero
e templo (cf. Intro ). Cada reforma inclui uma mudança de pa­
radigma (cf. Intro.).
9.14 purificará a nossa consciência (v 9). Passado (cf. tc
2Pe), presente e futuro (cf. ns. 2Co 7.1). No passado, ele remo­
veu a mácula do pecado de uma vez por todas. No presente,
por nossa confissão, ganhamos uma consciência limpa (cf. ns.
At 23.1; 24.16; ITm 1.19). Satanás quer nos amarrar com falsa
culpa, mas Deus nos mostra como sair dessa armadilha. No
futuro, na presença de Jesus, seremos absolutamente e eter­
namente puros (cf. ns. 1Jo 3.1-3). de obras mortas. Qual a
diferença entre as obras mortas e as boas obras tantas vezes
indicadas como a marca do verdadeiro filho de Deus? Aquelas
dizem respeito a ganhar algo para si mesmo, seja aceitação por
Deus ou por outros; estas últimas, um coração de amor e ser­
viço em favor de outras pessoas.
9.15 ele é o M ediador (8.6; 12.24; cf. n. Um 2.5). da nova
aliança (cf. n. 7.22). O paradigma de clero ou sacerdotes como
mediadores mudou (cf. Intro.).
hebreus 9 — 10 390
nem a prim eira aliança foi sancionada sem sangue.
19Porque, havendo Moisés proclamado todos os m an­
damentos segundo a lei a todo o povo, pegou o sangue
dos bezerros e dos bodes, com água, lã tingida de escar­
late e hissopo e aspergiu não só o próprio livro, como
tam bém todo o povo, 20dizendo: "Este é o sangue da
aliança que Deus ordenou para vocês.”v- 21Igualm ente
tam bém aspergiu com sangue o tabernáculo“' e todos
os utensílios do serviço sagrado. 22De fato, segundo a
lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue; e
sem derram am ento de sangue“' não há remissão.
O sacrifício de Cristo é eficaz para sempre
23Era necessário, portanto, que as figuras^ das
coisas que se acham nos céus fossem purificadas
com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celes­
tiais requerem sacrifícios superiores àqueles. 24Por-
que Cristo não entrou em santuário feito por mãos
hum anas, figura do verdadeiro Santuário, porém no
próprio céu, para com parecer, agora, por nós, diante
de Deus. 25 Ele não entrou para oferecer a si m esm o
m uitas vezes, como o sumo sacerdote entra todos os
anos no Santo dos Santos com sangue alheio. 260ra,
neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido
m uitas vezes desde a fundação do m undo; agora, po­
rém , ao se cum prirem os te m p o s /’ se m anifestou uma
vez por todas," para aniquilar o pecado por m eio do
sacrifício de si m esm o. 27E, assim como aos hom ens
está ordenado m orrerem um a só vez," vindo, depois
disso, o juízo, 28assim tam bém Cristo, tendo-se ofere­
cido um a vez por todas para tira r os pecados de m ui-
'9 .1 9 -2 0 Êx 24.6-8 »9.21 Lv 8.15 *9.22Lv17.1l 79 .2 3 H b 8 .5
'9 .2 6 ICo 10.11; Hb 1.2 "110 3.5 *h b 7.27; 9.12,14 '9 .2 7 Gn 3.19
^9.28 IPe 3.18 "A t 1.11 tFp3.20 "10.1 Cl 2.17; Hb 8.5; 9.23
^Hb 7.19 '1 0 .5 -7 SI 40.6-8 ^10.11 Êx 29.38
9.20 “Este é o sangue da aliança...” (ICo 11.25).
9.22 “Este é o sangue da aliança.” Sem morte. A condenação
justa para o pecado é a morte (Rm 6.23). Este capítulo fala de
sangue doze vezes. Para o homem moderno toda conversa so­
bre sangue pode parecer esquisita, até entender que o sangue
representa a vida e a entrega de vida na morte.
9.23 superiores (10.34; cf. tc.).
9.26 Para aniquilar... o pecado. O paradigma do poder irre­
versível do pecado mudou (10.14,18; cf. Intro.).
9.2 7 -2 8 Todo homem morrerá e enfrentará o juízo final. Nor­
malmente pensamos que isso im plica simplesmente receber
um veredito. Mas possivelmente ha um elemento de auto-
julgam ento. O v. 10 ressalta que Cristo morreu para trazer
salvação, especificamente aqueles que esperam por ele.
C. S. Lewis em vários romances (A ultima batalha; O grande
abismo) coloca a visão de que. após a morte, cada pessoa
terá uma opção, uma decisão final. Em A ultima batalha rada
pessoa, após a morte, encontra o Grande Leão Aslan, que re­
presenta Jesus, alguns são atraídos, outros fogem dele. É uma
perspectiva surpreendente. Mesmo as pessoas que nunca co­
nheceram Aslan, mas sempre viveram a favor do bem, sendo
tos,d aparecerá segunda vez," não para tira r pecados,
mas para salvar aqueles que esperam por e le /
Ora, visto que a lei é apenas um a som bra dos
bens vindouros," não a im agem real das coi­
sas, nunca jam ais consegue aperfeiçoar os ofertan-
tes,b com os mesmos sacrifícios que, ano após ano,
continuam ente, eles oferecem. 2Se isto fosse possí­
vel, será que os sacrifícios não teriam deixado de ser
oferecidos? Porque os que prestam culto, tendo sido
purificados um a vez por todas, não mais teriam cons­
ciência de pecados! 3Entretanto, nesses sacrifícios faz-
-se recordação de pecados todos os anos, 4porque é
impossível que o sangue de touros e de bodes rem ova
pecados. 5Por isso, ao entrar no mundo, Cristo disse:
"Sacrifício e oferta não quiseste,
mas preparaste um corpo para m im ;
6 não te agradaste de holocaustos
e ofertas pelo pecado.
7 Então eu disse:
‘Eis aqui estou!
No rolo do livro está escrito a m eu respeito.
Estou aqui para fazer, ó Deus, a tua vontade."’"
8Depois de dizer, como acima: "Sacrifícios, ofertas,
holocaustos e ofertas pelo pecado não quiseste, nem
deles te agradaste" — coisas que se oferecem segun­
do a lei — , 9num segundo m om ento acrescentou:
"Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade." Re­
move o prim eiro para estabelecer o segundo. 10Nes­
sa vontade é que temos sido santificados, m ediante
a oferta do corpo de Jesus Cristo, um a vez por todas.
11 Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia,d
para exercer o serviço sagrado e oferecer m uitas vezes
os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem re­
m over pecados. I2jesus, porém , tendo oferecido, para
leais, retas, bondosas e com zelo para a justiça, estão entre
os atraídos.
10.1 sombra dos bens vindouros (cf. n. 8.5)
10.3 nesses sacrifícios faz-se recordação de pecados todos
os anos. Apesar de isso ser um problema do AT. crentes que não
resolvem seus pecados do passado continuam recordando-os, o
que os amarra (cf. tc. 2Pe). Pode ser que vivam de forma muito
devota a Deus, mas isso, apenas, não resolve sua angústia inte­
rior. Essas pessoas vivem em Rm 7, apenas visitando Rm 8 de vez
em quando (cf. n. Rm 8.9).
10.9 “Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade.”
(vs. 7.3b; Lc 22.42; Jo 4.54; cf. ns. M t 6.10; Rm 12.2). Frase fa ­
lada por Jesus. Tal irmão mais velho, tal irmão mais novo. Esta
é a mesma frase que devemos dizer ao começarmos cada dia.
Remove o primeiro para estabelecer o segundo.
Nota prática: sempre que somos sérios em estabelecer algo
novo, precisamos identificar o que vamos remover ou parar de
fazer. Sem isso, estaremos apenas nos enganando quanto a es­
tabelecer o novo. Para mudanças que permanecem, cf. Intro. Fm.
10.12 assentou-se à direita de Deus. Nos lugares celestiais
(Ef 1.20), onde nós também estamos sentados (cf. n. Ef 2.6; Intro. Ef).
391 Hebreus lo
sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-
-se à direita de Deus," i3aguardando, daí em diante,
até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos
seus p é s /14Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou
para sem pre os que estão sendo santificados. 15E disto
nos dá testem unho tam bém o Espírito Santo/" Porque,
após ter dito:
16 "Esta é a aliança que farei com eles,
depois daqueles dias, diz o Senhor:
Im p rim irei as m inhas leis no coração deles
e as inscreverei sobre a sua m ente",h
17 acrescenta:
"Tam bém de m odo nenhum
m e lem brarei dos seus pecados
e das suas iniquidades,
para sem pre.”'
I8 0 ra , onde há rem issão de pecados, não existe
mais necessidade de sacrifício pelo pecado.
O acesso à presença de Deus
i9Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no San­
tuário, pelo sangue de Jesus/ 20pelo novo e vivo cam i­
nho" que ele nos consagrou por meio do véu, isto é,
pela sua carne, 2ie tendo um grande sacerdote sobre
10.14 aperfeiçoou (2Pe 1.4) para sempre. Fato cumprido no
passado (10.10) e que também se refletira no futuro, na eter­
nidade. os que estão sendo santificado. Realidade no nosso
presente (cf. n. 9.14; cf. ns. 2Co 7.1). Vivemos entre o já feito e
o ainda a ser feito.
10.15 o Espírito Santo (cf. n. 5.7).
10.16 Imprimirei as minhas leis no coração deles (8.10:
Jr 31.33). Nosso novo coração (2Co 5.17). A lei real do amor
(cf. ns. Jo 13.34-35). os inscreverei (cf. n. 8.10) sobre a sua
mente (cf. n. Rm 12.2).
10.17 de modo nenhum me lembrarei dos seus pecado (cf. n. 8.12).
10.19 ousadia. Coragem (Ef 3.12: cf. ns. 2Tm 1.7). para en­
trar no Santuário. O paradigma do acesso a Deus mudou
(cf. Intro.)! Contraste com Et 4.11.
10.20 pelo novo e vivo caminho (cf n. Jo 14.6).
10.22 Este versículo descreve bem quatro formas de se preparar
e se santificar para entrar sem problemas na presença do Santo
Senhor. Vale a pena meditar nelas. Sem dúvida, não vale a pena en­
trar na presença dele com pecado em nossas vidas. As consequên­
cias são terríveis (vs. 26-31: cf. ns. ICo 11.27-34). coração (SI 51.10)
sincero (gr, alethines). “Verdadeiro’', “genuíno”, “real”, “autêntico”.
De forma pura (cf. n. Mt 5.8). sem hipocrisia (cf. n. M t 6.2): com in­
tegridade, sem pensar em andar com Deus e. ao mesmo tempo, an­
dar com o mundo, a carne ou o diabo (Tg 4.4.7-10: cf. n. M t 6.24).
em plena certeza de fé (11.1-6; Tg 1.6-8). Purificado da má cons­
ciência (cf. n. 9.14), o corpo lavado com água pura. Cada mem­
bro dos nossos corpos purificado. A Bíblia vê o ser humano como
um todo, de forma integral. O corpo também e espiritual, é o tem­
plo do Espírito Santo (ICo 6.19-20).
10.23 Guardemos firm e (cf n 2.1). o confissão do esperança
(cf. ns. 3.6; Cl 1.27). quem fe z a promessa (cf. Intro. 2Ts). éfiel.
a casa de Deus, 22aproximemo-nos, com um coração
sincero, em plena certeza de fé, tendo o coração pu-
rificadoí de m á consciência e o corpo lavado"1 com
água pura. 23Guardemos firm e a confissão da espe­
rança, sem vacilar," pois quem fez a promessa é fiel.0
24Consideremo-nos tam bém uns aos outros, para nos
estim ularm os ao am or e às boas obras/’ 25Não deixe­
mos de congregar-nos/' como é costume de alguns.
Pelo contrário, façamos admoestações," ainda mais
agora que vocês veem que o Dia se aproxima.
O castigo do pecado voluntário
26Porque, se continuarm os a pecar de propósito,'
depois de term os recebido o conhecimento da verdade,
já não resta sacrifício pelos pecados; 27pelo contrário,
resta apenas uma terrível expectativa de juízo e fogo"
vingador prestes a consum ir os adversários. 28Quem
tiver rejeitado a lei de Moisés m orre sem m isericórdia,
pelo depoim ento de duas ou três testem unhas." 29lma-
ginem quanto mais severo deve ser o castigo daquele
que pisou sobre o Filho de Deus, profanou o sangue da
«10.12 S1110.1; Hb 1.3 ^10.13 S1110.1; Hb 1.13 910.15H b3.7
* 10.16 Jr 31.33: Hb 8.10 <10.17 Jr 31.34; Hb 8.12 710.19 Ef 3.12;
Hb4.16 *1 0 .2 0 Jo 14.6 M o .22H b 9.14 <»Lv8.6 »10.23 H b 3.6;
4.14 «IC o 10.13 P I0 .2 4 Tt 2.14;3.8 <110.25 Mt 18.20 <Hb3.13
M 0 .2 6 H b 6.4-6; 2Pe 2.20-21 <10.27 Is 26.11 "10.28 Dt 17.6
10.24 Consideremo-nos (cf. n. 5.1). uns aos outros (cf, med
1Pe 1.22). para nos estimularmos (cf. n. 3.13). Incentivar, provo­
car, amar o suficiente para confrontar (cf, n. Ef 4,15). Dificilmente
isto se torna consistente sem pequenos grupos e encontros indi­
viduais com o propósito de discipulado e prestação de contas, ao
amor (cf. ns. Ef 3.14-21; Intro. Uo). Expressão interior, expres­
são do coração, e às boas obras. Expressão exterior; fé que
funciona (Ef 2.10; cf. Intro. Tg).
10.25 Não deixemos de congregar-nos. como é costume de
alguns. Este costume está crescendo entre os supostos crentes
sem igreja, aqueles que apenas visitam igrejas ou sentam no
banco sem se envolver, façam os admoestações. Encorajando
uns aos outros; confrontando em amor. Claramente o chamado
aqui não é simplesmente para nos congregarmos, e sim para
nos relacionarmos! Se não nos relacionamos, não nos amamos.
Se não nos amamos, não somos de Cristo (cf. n. Jo 13.34-35).
10.26-39 Esta e a quarta de cinco grandes advertem ias nesta
carta (cf. n. 2.1-4).
10.26 se continuarmos a pecar de propósito (6 4 8:
2Pe 2.20). É tão fácil enganarmos a nós mesmos (Jr 17.9), viver­
mos com cegueira, pecando sem perceber (Sl 19.12), desenvol­
ver “pecados de estimação”, que argumentamos para nós mes­
mos que não são, realmente, pecados (Sl 19.13): é fácil deixar
de resolver conflitos ou feridas, assim desenvolvendo brechas
e fortalezas. Enfim, precisamos desesperadamente vívenciar
duas dinâmicas: realmente entrar na presença do Deus santo
e deixá-lo revelar e transform ar a nossa realidade (vs, 19-23;
Sl 139.23-24; Is 6.1-7); e caminhar juntos para receber ajuda em
perceber e superar os nossos problemas e pecados (vs. 24-25;
Tg 5.17). depois de termos recebido o conhecimento da ver­
dade. Ouvir uma verdade e não vivê-la é muito perigoso. Pode
Hebreus i o — il 392
aliança1' com o qual foi santificado e insultou o Espírito
da graça!w 30Pois conhecemos aquele que disse:
"A m im pertence a vingança; eu re trib u ire i.” x
E outra vez:
”0 Senhor julgará o seu povo.”-1'
31 H orrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo.z
Apelo para o passado. A recompensa não tarda
32Lembrem-se dos dias passados, quando, depois de
iluminados, vocês sustentaram grande luta e sofrim en­
tos. 33Algumas vezes vocês foram transformados em
espetáculo, tanto para serem insultados quanto para
serem m altratados;“ outras vezes vocês se tornaram co-
participantes com aqueles que desse modo foram mata­
dos. * 34Porque vocês não apenas se compadeceram dos
encarcerados/ como tam bém aceitaram com alegria a
espoliação dos seus bens, porque sabiam que tinham
um patrim ônio superior e d u rá v e l/35Portanto, não per­
cam a confiança de vocês, porque ela tem grande recom ­
pensa. 36Vocês precisam perseverar/ para que, havendo
feito a vontade de Deus, alcancem a prom essa/
H O .29 Êx 24.8 ^Hb 2.3 * 10.30 Dt 32.35 /D t 32.36
z10.31 Lc 12.5 »10.33 1Co4.9 * Fp 4.4 n 0 .3 4 H b 1 3 .3 <HPe1.4
»10.36 Hb 12.1 iH b 6.12 510.37-38 Hc 2.3-4 410.391T s 5.9
111.1 Ou o fundamento »Rm 8.24; 2Co 4.18; 5.7 *11.3 Gn 1.1;
SI 33.6,9 »11.4G n4.3-10
37 "Porque, ainda dentro
de pouco tem po,
aquele que vem virá
e não irá dem orar;
38 mas o m eu justo
viverá pela fé;
e, se retroceder, dele
a m inha alm a
não se agradará."5
39Nós, porém , não somos dos que retrocedem para
a perdição, mas somos da fé, para a preservação da
a lm a /
A natureza da fé
Ora, a fé é a certeza7 de coisas que se espe­
ram , a convicção de fatos que não se veem ."
2Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testem unho.
3Pela fé, entendem os que o universo foi form ado
pela palavra de D e u s / de m aneira que o visível veio
a existir das coisas que não aparecem .
Exemplos de fé extraídos
do Antigo Testamento
Os p rim e iro s h e ró is
4 Pela fé, Abel ofereceu“ a Deus um sacrifício mais
excelente do que Caim, pelo qual obteve testem unho
de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às
ser que façamos isso em coisas secundárias. Mas se nâo resol­
vemos isso, andamos em pecado (Tg 4.17). Um pecado leva a
outro, que, por sua vez, leva à cegueira, à dureza de coracão e à
mornidão. Se não tivermos cuidado, poderemos nos encontrar
na mesma situação da igreja de Laodiceia, em que Deus quer
nos vom itar de sua boca (Ap 3.16).
10.32 vocês sustentaram grande luta e sofrimentos
(Ef 6.13-14).
10.34 patrim ônio superior e durável (cf. tc.).
10.36 Vocês precisam perseverar. E nâo apenas individual­
mente (vs. 24-25). Qualquer um de nós se perde sozinho. Sozi­
nho. nâo! para que... alcancem a promessa (cf. n. M t 24.15).
10.37 aquele que vem virá e não irá demorar. Temos que
realmente estar prontos para o retorno de Jesus a qualquer dia
(cf. n. M t 24.42).
10 .38 meu justo viverá pela fé (Hc 2.4: cf. n. Rm 1.17: tc
Rm). Esta frase introduz Hb 11. se retroceder,. Conta-se a
história de um exército que apenas tinha vitórias, até que
chegou o dia desastroso em que a batalha estava sendo per­
dida. O general falou para o moço que dava os toques de
trom beta tocar o som para a recuada. Ele tocou o som para
o ataque. O general gritou: “A recuada!”. O moço tocou o ata­
que de novo. Incrivelmente, atacar no momento em que tudo
estava perdido desmoronou o inimigo, e eles ganharam. De­
pois o general confrontou o moço perguntado iradam ente por
que nâo tocara a recuada. O moço explicou: “Ninguém nunca
me ensinou." Em certo sentido isso se aplica à vida cristã!
Cf. Hb 11.35-38.
10.39 Duas opções: perdição e conservação da alma. Se isso o
assusta, que bom. A maioria precisa de um pouco mais de susto
divino e temor divino.
11.1-40 O texto de Hb 11 é o atrio da fé do AT todo. Pela ins­
piração do Espírito Santo nomes grandes e pequenos surgem,
o que inclui duas mulheres, como Sara (v. 11) e Raabe (v, 31;
Js 6.25), entre outras grandes mulheres (v. 35).
11.1 a fé. Ela pode ser a confiança e firme crença na verdade,
no valor ou na confiabilidade de outra pessoa, conceito ou coi­
sa. Para o cristão, fé é viver com confiança em Deus. Apesar de
que podem existir provas, lógica ou argumentos intelectuais,
no final das contas, a fé não descansa neles. É intuitiva, em
nível de pressuposições. Nesse sentido, todos vivem pela fé.
A pergunta-chave é: fé em quem ou em quê7 O humanista tem
fé na humanidade e em si mesmo. O seguidor de Jesus tem fé
no Senhor e na sua obra redentora e transform adora dentro
de si. M uitos crentes vivem com um agnosticismo prático mais
do que por fé real, confiando em seus esforços e habilidades
em vez de realmente depender de Deus e andar pela fé. Para
ajudar as pessoas crescerem em sua fé, cf. n. Rm 10.17. que se
esperam. Para a diferença entre fé e esperança, cf. n. M t 6.30.
a convicção de fatos que não se veem (v. 27: cf. n. 2Co 5.7).
O objeto da nossa fé é invisível, mas não desconhecido.
11.3 Nossa fé nos ajuda entender Gn 1-3, que nâo e tanto uma
explicação científica, mas uma explicação espiritual. A fé res­
ponde mais o "porquê" da criação do que o “como".
11.4 um sacrifício mais excelente. A superioridade e a exce­
lência de Jesus são refletidas nas pessoas de fé que caminham
393 HEBREUS 11
suas ofertas. Por m eio da fé, tam bém m esm o depois
de m orto, ainda fa la /
5 Pela fé, Enoque foi levado6 a fim de não passar pela
morte; não foi achado, porque Deus o havia levado.
Pois, antes de ser levado, obteve testem unho de que
havia agradado a Deus. 6De fato, sem fé é impossível
agradar a D e u s / porque é necessário que aquele que
se aproxim a de Deus5 creia que ele existe e que recom ­
pensa os que o buscam.
7Pela fé, Noé, divinam ente instruído a respeito de
acontecim entos que ainda não se viam e sendo te­
m ente a Deus, construiu um a arca para a salvação de
sua fam ília.h Assim, ele condenou o m undo e se to r­
nou herdeiro da justiça que vem da fé.
O s p a tria rc a s
8Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu,' a fim
de ir para um lugar que devia receber como herança; e
partiu sem saber para onde ia. 9Pela fé, peregrinou7 na
terra da promessa como em terra alheia, habitando em
tendas com Isaque e jacó, herdeiros com ele da mesma
promessa. 10Porque Abraão aguardava a cidade que tem
fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e construtor.
11Pela fé, também , a própria Sarafc recebeu poder
para ser mãe, mesmo sendo já idosa, pois considerou
fiel aquele que lhe havia feito a promessa. 12Por isso,
tam bém de um só homem, praticam ente morto, saiu
um a posteridade tão numerosa como as estrelas do céu"
e inumerável como a areia"1que está na praia do mar.
i3Todos estes m orreram na fé. Não obtiveram as
promessas, mas viram -nas de longe, saudaram -na e
confessaram " que eram estrangeiros e peregrinos na
com ele (11.4,16,35,40; 12.24; cf. tc.). mesmo depois de morto,
ainda fa ia . Para quem tem ouvidos para ouvir (cf. n. M t 11.15).
11.6 Dois grandes desafios para ateus e agnósticos; (1) crer
que Deus existe; (2) crer que ele quer ser encontrado (2Cr 16.9;
Jr 29.13; Jo 4.23). Deus se revelou de três grandes formas para
quem quiser encontra-lo: (1) a criação, cujo ápice foi o próprio
ser humano, criado à imagem de Deus; (2) sua Palavra (cf. ns.
2Tm 3.16-17), aberta a quem busca, fechada a quem não quer
ouvir (cf. ns. M t 13.12-18); e (3) a maior revelação de todas, a
pessoa de Jesus Cristo (cf. ns. Jo 1.14; At 5.42).
1 1.7 temente a Deus (cf. Pv 1.7).
11.8 Peia fé, Abraão, quando chamado. A fé ouve o que os
outros não ouvem. Todo chamado é um ato de fé. obedeceu.
A fé sempre leva à ação (cf. med. Jo 5.19-20,30; Intro. e tc. Tg).
Cada herói neste capítulo mostrou sua fé em ação. partiu sem
saber para onde ia (cf. n. 2.8-9).
11.9 Pela fé, peregrinou (vs. 15.37; cf. ns. 2Co 5.20).
11.10 Deus é o arquiteto e construtor (cf. n. 3.6).
11.13 viram-nas de longe, saudaram -na e confessaram
(v. 27: cf. ns. Mc 8.22-26; Lc 7.44; Intro. 1Pe). eram estrangei­
ros e peregrinos na terra (cf. Si 84.5).
11.15 teriam oportunidade de voltar (10.58; Gn 24.5-6).
11.17-19 ofereceu Isaque (Gn 22.1-19). Em alguns momentos so­
mos chamados a “sacrificai" algo que é de sumo valor para nós. Pode
terra. 14Porque os que falam desse m odo m anifestam
estar procurando um a p átria.0 15E, se, na verdade, se
lem brassem daquela de onde saíram , teriam oportu­
nidade de voltar. i6M as, agora, desejam um a pátria
superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se enver­
gonha deles, de ser cham ado o seu Deus, porque lhes
preparou um a cidade.
17Pela fé, Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isa­
que. Aquele que acolheu as promessas de Deus estava
a ponto de sacrificar o seu filho unigénito,5 i8do qual
havia sido dito: "A sua descendência virá por meio de
Isaque."17l9Abraão considerou que Deus era poderoso
até para ressuscitar Isaque dentre os mortos, de onde
tam bém figuradam ente o recebeu de volta."
20 Pela fé, igualm ente Isaque abençoou5 Jacó e
Esaú, a respeito de coisas que ainda estavam para vir.
21 Pela fé, Jacó, quando estava para m orrer, aben­
çoou" cada um dos filhos de José e, apoiado sobre a
extrem idade do seu bordão, adorou a Deus.
22 Pela fé, José, próxim o do seu fim , fez m enção do
êxodo" dos filhos de Israel, bem como deu ordens a
respeito de seus próprios ossos.
M o is é s
23 Pela fé, Moisés, apenas nascido, foi ocultado por
seus pais durante três m e s e s / porque viram que o
4 G n 4.10; Hb 12.24 H 1 .5 Gn 5.21-24 711 .6 H b 13.2l SHb7.25
*1 1.7 Gn 6.13-22; IPe 3.20 '11.8 Gn 12.1-5 711.9 Gn 35.27
*11.11 Gn 18.11-14;21.2 711.12Gn15.5 '” Gn22.17 "11.13G n23.4
011.14 Hb 13.14 (>11.17 Gn 22.1-19 <711.18 Gn 21.12
<11.19 Rm 4.17,21 >11.20 Gn 27.27-29,39-40 '11.21 Gn 47.31— 48.20
"11.22 Gn 50.24-25; Êx 13.19 m .2 3 Êx 2.2; A t 7.20
bem ser algo que o próprio Deus nos deu: o cônjuge, um filho ou uma
filha, os nossos pais, uma casa ou até nosso ministério. Se seguirmos
o caminho das pedras, como Abraão, iremos em frente com a con­
fiança de que Deus irá resolver qualquer lacuna que aparecer, por
conta do nosso sacrifício (cf. ns. Mc 10.29-30: Jo 12.23-24).
11.18 Quando não entendemos Deus, temos que procurar a
perspectiva de que ele é fiel a tudo que falou. Se em algum mo­
mento a escuridão se aproximar e houver pouca luz, andemos
nessa pouca luz. À medida que formos fieis à Palavra. Deus nos
dará mais luz.
11.20-21 Pela fé, igualmente Isaque abençoou... Pela fé,
Jacó... abençoou. Gn 48.9.
11.21 Pela fé, Jacó... cada um dos filhos de José. Nesta pas­
sagem (vs. 8-22) há algo unico: cinco gerações de heróis da fé
por nome sem interrupção: Abraão, Isaque, Jacó, José e os dois
filhos de José (Efraím e Manassés, que se tornaram dois chefes
de tribos de Israel). Já que no AT não houve grandes referências
ao discipulado de uma geração para outra na época dos juízes e
reis e dali em diante, esta história é marcante. Cada um desses
heróis se destaca por seu investimento nos seus filhos, sendo
exemplos de diversas formas de discipulado, ainda no AT. Isto é
um grande incentivo para o nosso discipulado começar em casa.
11.23 seus pais. Quase anonimos; eles marcaram a história
por sua fé.
hebreus 11 — 12 394
m enino era b o n ito w e não ficaram am edrontados
pelo decreto do rei.
24Pela fé, M o is é s / quando já hom em feito, recusou
ser chamado filho da filha de Faraó, 25preferindo ser
m altratado junto com o povo de Deus a usufruir pra­
zeres transitórios do pecado. 26Ele entendeu que ser
desprezado por causa de Cristo-1' era um a riqueza
m aior do que os tesouros do Egito, porque contem pla­
va a recompensa.
27 Pela fé, Moisés abandonou o E g ito / não ficando
am edrontado com a ira do rei, pois perm aneceu fir­
m e como quem vê aquele que é invisível.0 28 Pela fé,
celebrou a Páscoa* e 0 derram am ento do sangue,
para que o e x te rm in a d o / não tocasse nos p rim o ­
gênitos dos israelitas. 29 Pela fé, atravessaram 0 m ar
V erm elho* como por terra seca. Quando os egípcios
tentaram fazer o m esmo, foram engolidos pelo mar.
Os is ra e lita s e m C a n a ã
30 Pela fé, ru íram as m uralhas de Jericó / depois de
rodeadas por sete dias. 31 Pela fé, Raabe, a prostituta,
não foi destruída^ com os desobedientes, porque
acolheu os espias com p a z /
»Êx2.2 »11.24Êx2.10-12 X11.26Hb 13.13; 1Pe4.14 ^11.27 Ê x2.15
°1Tm 1.17 *1 1.28 Êx 12.21-30 <Êx 12.23; ICo 10.10
*1 1.29 Êx 14.21-31 e11.30 Js 6.12-21 H l . 31 Js 6.22-25
9Js 2.1-21 * 11.32 Jz 6.11— 8.32 <Jz4.6— 5.31 / Jz 13.2— 16.31
*Jz 11.1— 12.7 USm 16.1; 1Rs 2.11 ISm 1.1— 25.1 "11.33 Dn 6.1-27
»11.34 Dn 3.1-30 P11.35 1Rs 17.17-24; 2Rs 4.25-37
911.36 1Rs 22.26-27; 2 0 18.25-26; Jr 20.2; 37.15; 38.6
M l.37 20 24.21 >2Rsl.8 '11.38 lRs 19.9
11.25 prazeres transitórios do pecado. Prazeres de 40 anos
ou possivelmente 80. Mas uma gota de água no mar em compa­
ração com a eternidade. Também uma gota no mar em compa­
ração com o impacto de sua vida (cf. n. At 21.13).
11.27 permaneceu firm e como quem vê aquele que é invisí­
vel (12.2). Nossa firmeza e nossa perseverança perante as d ifi­
culdades são em proporção a nossa visão espiritual.
11.29 Pela fe o povo de Israel atravessou o mar Vermelho. In-
felizmente não se mantiveram em sua fé e toda aquela geração
morreu no deserto por falta de fé (Nm 32.13).
11.32 -34 Estes heróis se destacam por seu sucesso no meio da
adversidade. A fé ou cresce, ou morre perante a adversidade.
Dá para medir a grandeza de uma pessoa pelo que é necessário
para ela desanimar.
11.34 da fraqueza tiraram força (Jz 16.28: cf. ns. 2Co 4.7 e
12.9-10).
11.35-38 Ser uma pessoa de fé não quer dizer que não ha­
verá sofrimento nem que será poupado da morte. O resultado
de bênção ou sofrimento não é o alvo de Deus. O objetivo dele
é crescermos para sermos como Jesus. A fé não é revelada na
porcentagem de vezes que Deus responde a nossas orações: é a
confiança no caráter, na obra e nos propósitos dele. A escola da
fé nos ensina como confiar em Deus para resolver nossos proble­
mas. Depois a pós-graduação nos ensina como confiar em Deus
quando ele não resolve nossos problemas (Jó 13.15; Dn 3.17-18).
11.35 Alguns foram torturados (i f np ITm 4.12).
32 E que m ais direi? C ertam ente m e faltará o tem ­
po necessário para falar de G id e ã o / de Baraque,' de
Sansão/ de J e fté / de D a v i/ de Sam uel"' e dos profe­
tas, 33qs quais, por m eio da fé, conquistaram reinos,
praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam
a boca de leões," 34extinguiram a violência do fogo,0
escaparam de ser m ortos à espada, da fraqueza tira ­
ram força, fizeram -se poderosos na guerra, puseram
em fuga exércitos estrangeiros. 35M ulheres recebe­
ram , pela ressurreição, os seus m o rto s /
Alguns foram to rturados, não aceitando seu res­
gate, para obterem su p erio r ressurreição; 36outros,
por sua vez, passaram pela prova de zom barias e
açoites, sim , até de algem as e p ris õ e s / 37Foram
a p e d re ja d o s / provados, serrados ao m eio, m ortos
ao fio da espada. A ndaram com o peregrinos, ves­
tidos de peles de ovelhas e de c a b ra s / passaram
por necessidades, foram afligidos e m altratados.
380 m undo não era digno deles. A ndaram errantes
pelos desertos, pelos m ontes, pelas c o vas/ pelos
antros da terra.
39Todos estes, m esm o tendo obtido bom testem u­
nho por m eio da fé, não obtiveram a concretização
da prom essa, 40porque Deus tinha previsto algo m e­
lh or para nós, para que eles, sem nós, não fossem
aperfeiçoados.
Jesus, Autor e Consumador da fé
Portanto, tam bém nós, visto que tem os a
rodear-nos tão grande nuvem de testem u-
11.38 O mundo não era digno deles. Que frase incrível. Será
que existem tais pessoas hoje)’ Possivelmente aqueles que mor­
rem por sua fé, especialmente em países muçulmanos.
11.40 para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados
(v. 13; Ef 4.13; 1Pe 1.12). Uma imagem que capta este conceito
é a de uma corrida de bastão. Aqueles que já correram não ga­
nharão a não ser que os últimos corram bem e ganhem. Isto
nos incentiva a correr bem, como também a preparar adequa­
damente a próxima geração por meio do discipulado.
12.1 Portanto. Referindo-se ao cap. anterior, também nós.
visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemu­
nhas. Os heróis da fe do passado (cap. 11). Apesar de nós não
conseguirmos ver o ceu eterno, e possível que as pessoas ali
nos vejam (Lc 16.22-24). A imagem aqui é de arquibancadas de
'‘torcedores" olhando para nós no campo de jogo (cf. n. Ef 3.10).
Nota pratica: pode-se colocar na margem de uma Bíblia os
nomes de amados heroís nossos que morreram e foram para
a glória à nossa frente, desembaraçando-nos de todo peso
(cf. n. Jo 15.2 med. Lc 9.57-62). O bem e inimigo do melhor. O
que não nos impele para frente nos detém. Reduzido o nosso
peso. isso nos permite correr bem melhor. Precisamos aprender
a viver uma vida simples, que nos permita correr com liberdade
e alegria a cada dia. Cf. o módulo de oito estudos sobre a vida
simples a partir de M t 6.33-34. do pecado que tão firm em ente
se apega a nós. Este não e um pecado simples e comum. É
um pecado arraigado. Precisamos saber como discernir e des-
395 Hebreus 12
E n t r e g a n d o - s e à s u a c o r r i d a : l i v r e d e p e s o s
Hb 12.1-2 (Estudo 1.4.4)
1. Qual o imperativo central destes versículos?
2. Faça uma lista das orientações relacionadas a como devemos viver.
3. Dê uma nota de 0 a 10 para você mesmo em cada item a seguir e explique sua nota.
a. Desembaraçar-se de todo o peso e do pecado que tenazmente o assedia.
b. Correr com perseverança a carreira que nos está proposta (num ritmo constante).
c. Olhar firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus.
4. Qual a relação de cada um desses três pontos com a vida simples?
5. Quais passos você poderia tomar esta semana para melhorar uma dessas três áreas?
Estudo opcional: Jo 15.1-2; lCo 9.24-27; 2Tm 2.3-4.
A disciplina que liberta
Todas as três atitudes necessárias para uma vida simples (desembaraçar-se, correr com perseverança e olhar firme­
mente), requerem disciplina. Os parágrafos que seguem nossa leitura em Hb 12 focalizam a importância e o valor da
disciplina. Temos a opção de caminhar de forma disciplinada ou de aguardar Deus chegar a nós para nos disciplinar.
No primeiro instante abraçamos as disciplinas espirituais, entendendo que, assim como um atleta se disciplina para
poder jogar melhor, nós fazemos o mesmo.
Richard Foster, no seu livro Celebração da disciplina - O caminho do crescimento espiritual, coloca desta forma:
as disciplinas espirituais visam ao nosso bem. Elas têm por finalidade trazer a abundância de Deus para a nossa vida.
É possível, contudo, transformá-las em outro conjunto de leis que matam a alma. As disciplinas dominadas pela lei
respiram morte.
Quando as disciplinas se degeneram em lei, elas são usadas para manipular e controlar pessoas. O foco fica no ex­
terno ao invés do interno. O foco externo mata; o interno dá vida. O externo trata da letra; o interno do espírito (2Co 3.6).
O segredo para não cair no legalismo é ficar atento à voz de Jesus. Sua voz não é difícil de ser ouvida. Não é difícil
entender suas instruções. Se começarmos a calcificar o que deveria sempre permanecer vivo e crescente, ele nos dirá.
Nosso mundo está faminto por pessoas verdadeiramente transformadas. Liev Tolstói observou: "Todos pensam em
mudar a humanidade, e ninguém pensa em mudar a si mesmo." Estejamos entre os que creem que a transformação
interior de nossa vida é alvo digno de nosso melhor esforço.
Rm 13.8 — Estudo anterior ♦ | Próximo estudo — Lc 9.57-62
nhas, desem baraçando-nos de todo peso e do pe­
cado que tão firm em ente se apega a nós, corram os,
com perseverança, a carreira que nos está proposta,"
2olhando firm em en te para o A utor e Consum ador da
fé /’ Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava
proposta, suportou a cruz,c sem se im p o rtar com a
vergonha, e agora está sentado à direita do trono
de D e u s / 3Portanto, pensem naquele que suportou
“ 12.1 1C o9.24;Hb 10.36 M 2 .2 H b 2 .1 0 <Fp2.8 <<Hb1.3
tru ir fortalezas malignas, corramos (Jr 12.5: Fp 3.12-14: Intro.
Ef). com perseverança (cf. n. Tg 1.3). Correndo de forma dis­
ciplinada (vs. 4-12), entendendo que estamos numa maratona,
não numa corrida de 100 m. a carreira que nos está pro­
posta. Cada um tem uma carreira ou corrida diferente (cf. n,
ICo 12.15-19). Temos que descobrir qual é para que possamos
correr bem. Se não sabemos qual e, facilmente nos perderemos
respondendo às muitas pessoas que pedem ajuda em suas cor­
ridas. E se nós não corremos a nossa corrida, ninguém vai fazê-
-lo em nosso lugar. Depende de nós.
12.2 olhando firm em ente para... Jesus (2Tm 2 4; cf. ns. 3.1;
Sl 123.1-2). em troca da alegria (Lc 10.20-21) que lhe estava
proposta.
Nota prática: nunca conhecerem os a alegria da autone-
gaçâo enquanto não nos entregarm os em cada p a rticu la ri­
dade, Jesus vivia se sacrificando, com exuberante alegria
(Jo 15.11; 17.13). Será que você já se rendeu a Jesus Cristo
com subm issão absoluta)’ suportou a cruz (Fp 2.8). Q uanto
às im plicações de suportar a cruz para nós, cf. ns, M t 16.24;
Rm 6.6.
12.3 pensem (cf. n. 3.1). para que vocês não se cansem nem
desanimem (v. 5). Satanás tem como alvo que a oposição que
Hebreus 12 396
tam anha oposição dos pecadores contra si m esmo,
para que vocês não se cansem nem desanim em .
A disciplina de Deus é para o nosso bem
4Na luta contra o pecado vocês ainda não resisti­
ram até o sangue 5e se esqueceram da exortação que
é dirigida a vocês, como a filhos:
"Filho meu, não despreze
a correção que vem do Senhor,
nem desanim e quando
você é repreendido por ele;
6 porque o Senhor corrige a quem am a
e castiga todo filho a quem aceita.”"
7E para disciplina que vocês perseveram . Deus os
trata como filhos. E qual é o filho a quem o pai não cor-
rige?^ 8Mas, se estão sem essa correção, da qual todos
se tornaram participantes, então vocês são bastardos
*1 2 .5 -6 Pv 3.11-12; Jó 5.17 *12.7 Pv 13.24 512.11 Fp 1.11
* 12.12 Is 35.3 ' Jó 4.4 il2 .1 3 P v 4 .2 6 *12.14 Rm 12.18 'M t 5.8;
IJo 3.2 '” 12.15 Dt 29.18
e não filhos. 9Além disso, tínham os os nossos pais hu­
manos, que nos corrigiam , e nós os respeitávamos;
não havemos de estar em m uito m aior submissão ao
Pai espiritual e, então, viveremos? lOPois eles nos cor­
rigiam por pouco tem po, segundo m elhor lhes pare­
cia; Deus, porém , nos disciplina para o nosso próprio
bem, a fim de sermos participantes da sua santidade.
11 Na verdade, toda disciplina, ao ser aplicada, não
parece ser m otivo de alegria, mas de tristeza. Porém,
mais tarde, produz fruto pacífico aos que têm sido por
ela exercitados, fruto de justiça.3
l2Por isso, levantem*1as mãos cansadas e fortaleçam os
joelhos vacilantes.' i3Façam caminhos retos7para os seus
pés, para que o manco não se desvie, mas seja curado.
Firmes na graça de Deus
14 Procurem viver em p azA com todos e busquem
a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.1
15Cuidem para que ninguém fique afastado da gra­
ça de Deus, e que nenhum a raiz de am argura,"’ bro­
tando, cause perturbação, e, por m eio dela, m uitos
enfrentamos nos leve à murmuração, à blasfêmia, à redução da
marcha e até mesmo à desistência.
12.4-13 À medida que andarmos de forma disciplinada, tere­
mos menos disciplina externa para suportarmos. Ainda assim,
vamos errar (cf. n. Tg 3.1-2) e precisaremos de correção. Essa
correção, feita em amor, é um presente divino.
12.5 não despreze a correção que vem do Senhor (Pv 1.7,23;
3.11-12; 5.12-14; 12.1; Jr 2.30). Correção não á rejeição, apesar
de que uma pessoa profundamente ferida ou rejeitada pode
percebê-la assim. Quando formos corrigidos ou confrontados,
não devemos desanimar. Devemos sentir tristeza (v, 11) que
nos motive a mudanças, nem desanime quando você é re­
preendido por ele. Não devemos recuar e afastar-nos quando
corrigidos. Devemos aprender a agradecer a oportunidade de
crescer e a força que Deus e/ou outra pessoa está nos dando
para que avancemos.
12.6-9 Se amamos as pessoas com as quais caminhamos, es­
taremos envolvidos em ajudá-ías a correr melhor. Às vezes isso
requer ganhar o direito de ser ouvido. Mas, com o passar do
tempo, se ficamos quietos ao vermos problemas em suas vidas,
não as amamos de fato. Às vezes fazemos isso porque não que­
remos correr o risco de perder a amizade. Neste caso, estamos
amando mais a nós mesmos do que a elas. O verdadeiro amor
joga fora o medo (1Jo 4,18) e sabe confrontar em amor. Em con­
trapartida, nossos relacionamentos devem se caracterizar bem
mais por amor e aceitação do que por confronto e correção.
12.9 em muito maior submissão ao Pai. Quando corrigidos,
devemos procurar ouvir a voz de Deus em relação à área em
que erramos. Não devemos reagir e resistir, assim perdendo o
crescimento espiritual proposto.
12.10 nos disciplina para o nosso próprio bem. Não para o
seu próprio contentamento! A disciplina não é castigo, e sim
uma correção para nos edificar e fortalecer, a fim de. A disci­
plina com propósito ajuda muito. Quando vemos e abraçamos
sua finalidade, conseguimos pagar o preço, sermos participan­
tes da sua santidade. Isto é, para nos tornar mais como Jesus.
12.11 produz fru to pacifico... fru to de justiça. A disciplina
produz bons frutos, frutos do Espírito. Fugir dela produz obras
da carne, egocentrismo, aos que têm sido por ela exercita­
dos. Capacitados, treinados. Todos os heróis bíblicos grande­
mente usados por Deus foram primeiro testados e refinados.
12.12-13 os mãos cansadas. Enfraquecidas. Possivelmente
indique um indivíduo sobrecarregado, cansado e até esgotado,
os joelhos vacilantes. Cambaleando, falhando, pisando em
falso, perdendo a forca. Nestes vs. sobre ajudar pessoas ne­
cessitadas. o foco não é o pecado, e sim o apoio de que elas
precisam. O apoio tem que ser o contraponto à disciplina dos
versículos anteriores. Pode ser que haja pecado a ser confes­
sado: mas pode ser que a maior necessidade seja um ambiente
de amor e aceitacão em que as pessoas ganham confiança para
abrir o coração e revelar suas feridas (seja curado) que as ha­
viam levado a posturas e perspectivas erradas. Seja curado.
Cf. n. Tg 5.17.
12.14-29 Esta é a quinta e última de cinco grandes advertên­
cias nesta carta (cf. n. 2.1-4).
12.14 Procurem viver em paz. Sejam pessoas de paz (cf. n.
Lc 10.5-7). busquem a santificação (cf. n. 2Co 7.1; tc. 2Pe).
sem a qual ninguém verá o Senhor (cf. n. M t 5.8).
12.15 Cuidem (gr. episkopouentes). Vigiem. A palavra grega,
em forma substantivada, é "bispo”. É como aquele que cuida da
pessoa amada gravemente doente para que ninguém fique
afastado da graça de Deus (cf. ns. 10.24-26: At 20.28-31). raiz
(1Tm 6.10) de am argura (Ef 6.4; Cl 3.19). Uma frustração, uma
decepção ou um momento de ira que acaba sendo nutrido se
torna uma brecha; e uma brecha na qual convivemos por algum
tempo se torna uma fortaleza ou, mudando a metáfora, uma
erva daninha com espinhos que invade e contamina tudo ao
seu redor. Não há que tratar apenas os sintomas ou as expres­
sões visíveis do problema; a raiz tem que ser arrancada com
batalha espiritual e cura interior.
12.16 nenhum impuro (cf. ns. Tt 1.15). A impureza é colocada
aqui no mesmo nível da amargura - duas raízes contagiosas
397 HEBREUS 1 2 — 13
sejam contam inados. 16E cuidem para que não haja
nenhum im puro ou profano, com o foi Esaú, o qual,
por um prato de com ida, vendeu o seu direito de pri-
m o g e n itu ra /17Vocês sabem tam bém que, posterior­
m ente, querendo herd ar a bênção, foi rejeitado,0 pois
não achou lugar de arrependim ento, em bora, com lá­
grim as, o tivesse buscado.
13 Ora, vocês não chegaram ao fogo palpável e ar­
dente, à escuridão, às trevas, à tem pestade, l9ao toque
da trom beta e ao som de palavras tais, que aqueles
que ouviram isso pediram que não lhes fosse dito
mais n a d a / 20pois já não suportavam o que lhes era
ordenado: "Até um anim al, se tocar o m onte, será ape­
drejado." q 21 Na verdade, o espetáculo era tão horrível,
que Moisés disse: "Sinto-m e aterrado e trêm ulo!"r
22Mas vocês chegaram ao m onte Sião e à cidade do
Deus vivo, a Jerusalém celestial/ e a m ilhares de anjos,
e à universal assembleia 23e igreja dos prim ogênitos
arrolados nos céus/ e a Deus, o Juiz de todos," e aos
espíritos dos justos aperfeiçoados, 24e a Jesus, o M e­
diador da nova a lia n ç a / e ao sangue da aspersão que
fala coisas superiores ao que fala o próprio A bel.11'
25Tenham cuidado e não recusem ouvir aquele que
fala. Pois, se não escaparam aqueles que recusaram ou­
vir quem divinam ente os advertia sobre a te rra / m uito
menos escaparemos n ó s / se nos desviarmos daquele
que dos céus nos adverte. 26Naquele tempo, a voz dele
abalou a terra; agora, porém , ele prom ete, dizendo:
"Ainda uma vez, farei trem er não só a terra, mas tam ­
bém o céu."z 27Ora, esta palavra: "ainda uma vez" signi­
fica a remoção dessas coisas abaladas, como tinham
sido feitas, para que perm aneçam as coisas que não são
abaladas.
28 Por isso, recebendo nós um Reino inabalável, re­
tenham os a graça, pela qual sirvam os a Deus de modo
agradável," com reverência e santo temor. 29Porque o
nosso Deus é fogo consum idor/
Os deveres sociais
Seja constante o am or fraternal." 2Não se
esqueçam da h o s p ita lid a d e / pois alguns,
praticando-a, sem o saber acolheram a n jo s /
3Lem brem -se dos p re s o s / como se estivessem na
cadeia com eles; dos que sofrem m aus-tratos, como
se vocês mesmos fossem os m altratados.
4Digno de honra entre todos seja o m atrim ônio,
bem como o leito conjugal sem mácula; porque Deus
julgará os im puros e adúlteros."
5Que a vida de vocês seja isenta de avareza. Contentem-
-se com as coisas que vocês tê m / porque Deus disse: "De
m aneira alguma deixarei você, nunca jamais o abando­
narei."3 6Assim, afirmemos confiantemente:
"O Senhor é o m eu auxílio, não tem erei;
que me poderá fazer o hom em ?”,'
»12.16 Gn 25.29-34 «12.17 Gn 27.30-40 P12.18-19 Êx 19.16-22;
20.18-21; Dt 4.11-12; 5.22-27 412.20 Êx 19.12-13 H 2 .2 1 D t9 .1 9
512.22 Gl 4.26; Hb 11.10; Ap 21.2 <12.23 Lc 10.20 “ 2Tm 4.8
*1 2 .2 4 Hb 7.22; 8.6;9.15; 13.20 «,Gn4.10; Hb 11.4 *1 2 .2 5 Êx 20.19
/H b 2.3 z12.26 Ag 2.6 «12.28 Hb 13.21 <>12.29 D t 4.24
»13.1 Rm 12.10; 1Ts4.9 *1 3.2 Rm 12.13; 1Pe 4.9 «Gn 18.1-8; 19.1-3
*1 3.3 M t 25.36; Hb 10.34 «13.4 K o 6.9 *13.5 Fp 4.11 SDt 31.6-8;
Js 1.5 *1 3 .6 S1118.6
que destroem vidas, ou profano. Alguém que não dá valor as
coisas espirituais.
12.17 não achou lugar de arrependimento, embora, com
lágrimas, o tivesse buscado. Não sabemos os detalhes,
mas bem possivelmente as lágrimas fossem tristeza segundo
o mundo e não segundo Deus. Sendo assim, não era sinal de
arrependimento.
12.18-24 O Deus que nos fala não e um Deus temeroso, com
quem corremos risco de morte. É um Deus que nos ama e que
deu a sua vida por nos. Ele nos adotou, e somos uma família.
12.25 Tenham cuidado e não recusem ouvir aquele que
fala. Devemos prestar muita atenção, senão pode ser que per­
camos a graça que ele quer nos oferecer (cf. n. 3.7).
12.26-29 Quando nos sentimos abalados, podemos agradecer
Deus por sua obra purificadora em nossas vidas. Ele está remo­
vendo o que é abalável para que apenas o inabalável (o caráter
dele) fique. O temporário, o terreno pode ser abalado: o eterno
e celestial nunca. A Igreja pode ser abalada; o Reino nunca.
12.28 um Reino inabalável (cf. n. M t 19.50; Intro. e tc. Mt).
O que você está fazendo é inabalável? Vai durar para a eterni­
dade;
12.29 o nosso Deus é fogo consumidor (Sl 97.3; Is 33.14).
Nosso Deus consome tudo que não presta (1Co 3.12-15).
13.1 Seja constante. No início, quando não conhecemos tan­
to certas pessoas, e fácil amá-las; porém precisamos continuar
assim mesmo quando elas revelam aspectos que dificultam o
nosso amor. o am or fratern al. Cf. Jo 8.1-11.
13.2 hospitalidade (cf n. 1Pe 4.9). sem o saber acolheram
anjos (M t 25.44-45).
13.3 Lembrem-se dos presos (M t 25.37-40,44-46). dos que
sofrem maus-tratos. Os oprimidos, os abusados.
13.4 Digno de honra entre todos seja o matrimônio. Deve­
mos priorizar o nosso m atrim ônio e animar os nossos irmãos
a fazer o mesmo. Deus julgará os impuros (cf. ns. Tt 1.15) e
adúlteros (cf. n. 1Co 6.9).
13.5 isento de avareza (cf ns M t 6.19-24). Contentem-se
(1Tm 6.6.8; cf. n. Fp 4.11-12). nunca jam ais o abandonarei. O
medo do abandono é um dos piores. Isso requer um profundo
trabalho de restauração (cf. n. Lc 4.18-19).
13.6 “O Senhor é o meu auxílio...” (Sl 118.6; Rm 8.31). Forte ajuda.
Proteção. Defensor. "... não temerei...” (cf. ns. 2Tm 1.7; IPe 5.7-8).
13.7,17 Como podemos levar mais alegria aos nossos lí­
deres espirituais? Seguindo cinco verbos nestes versículos:
(1) Lembrem-se: honrando-os e surpreendendo-os de forma po­
sitiva; (2) considerando atentam ente: observando, percebendo
a graça e os propósitos de Deus neles; (3) imitem: seguindo a
fé e o exemplo deles (cf. n. 1Co 11.1). (4) Obedeçam: fazendo-
-os saber o que recebemos e como praticamos seu conselho.
(5) sejam submissos: sujeitando a eles de coração, sendo inter­
dependentes.
Hebreus 13 398
Os deveres espirituais
1Lem brem -se dos seus guias, os quais pregaram a
palavra de Deus a vocês; e, considerando atentam ente
o fim da vida deles, im item a fé que tiveram ,' 8jesus
Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sem pre.7
9Não se deixem envolver por doutrinas diferentes e
estranhas/' porque o que vale é ter o coração confir­
m ado com graça1 e não com alimentos,™ pois nunca
tiveram proveito os que com isto se preocuparam ,
lüPossuímos um altar do qual os que m inistram no
tabernáculo não têm direito de comer. 11 Pois aque­
les anim ais cujo sangue é trazido pelo sumo sacer­
dote para dentro do Santo dos Santos, como sacrifício
pelo pecado, têm o corpo queim ado fora do acam pa­
m ento.'1 i2Por isso, tam bém Jesus, para santificar o
povo,0 pelo seu próprio sangue, sofreu fora da cidade.p
l3Saiamos, pois, a ele, fora do acam pam ento, levando
a m esma desonra que ele suportou. l4N a verdade,
não temos aqui cidade perm anente, mas buscamos a
que há de v i r / 15Por meio de Jesus, pois, ofereçamos
a Deus, sempre, sacrifício de lo u v o r/ que é o fruto de
lábios que confessam o seu nom e.s16Não se esqueçam
da prática do bem e da m útua cooperação, pois de tais
sacrifícios Deus se agrada."
17Obedeçam aos seus guias“ e sejam submissos a
'13.7 Hb 6.12 713.8 S1102.27; Hb 1.12; 7.24 *13.9 Ef 4.14
OCo 1.21 m Rm 14.17; Hb 9.10 »13.11 Lv 16.27 «13.12 Hb 10.10
PJo 19.17 413.14 Hb 11.10,16:12.22 '13.15 Si 50.14,23:1Pe 2.5
5Os 14.2 '13.16 Fp 4.18 "13.17 Hb 13.7 "13.18 Rm 15.30; ITs 5.25
» A t 23.1; Hb 9.14 *13.19 Fm 22 713.20 Jo 10.11; IPe 2.25; 5.4
"H b 7.22; 8.6; 9.15; 12.24 «13.21 1Pe 5.10 * Fp 2.13 '13.24 Hb 13.7
eles, pois zelam pela alm a de vocês, como quem deve
prestar contas. Que eles possam fazer isto com ale­
gria e não gem endo; do contrário, isso não trará p ro ­
veito nenhum para vocês.
Recomendações pessoais
18Orem por n ó s / pois estamos certos de que te­
mos a consciência lim pa," querendo em todas as
circunstâncias fazer o que é correto. 19 Peço com in ­
sistência que vocês façam isto, para que eu lhes seja
restituído o m ais depressa possível. '
Doxologia
20Ora, o Deus da paz, que trouxe de volta dentre
os m ortos o nosso Senhor Jesus, o grande Pastor das
ovelhas,1' pelo sangue da eterna a lia n ç a / 21 aperfei­
çoe vocês em todo o b e m / para que vocês possam
fazer a vontade dele. Que ele opere em nós o que é
agradável diante d e le /1 por m eio de Jesus Cristo, a
quem seja a glória para todo o sem pre. /ãmém!
Saudações
22Irmãos, peço que suportem esta palavra de exor­
tação, porque, na verdade, escrevi de forma bem re­
sumida. 23Saibam que o irm ão Tim óteo foi posto em
liberdade. Se ele vier logo, irei vê-los na companhia dele.
24Saúdem todos os seus g u ia s / bem como todos
os santos. Os da Itália m andam saudações.
Bênção
25A graça seja com todos vocês.
13.9 Não se deixem envolver por doutrinas diferentes e es­
tranhas (cf. ns. 1Tm 1.5-4: 6.3-5).
13.14 não temos aqui cidade perm anente (cf n. 11.9)
13.15 sempre (cf. ns. Fp 4.4; ITs 5.16.18; Intro. e tc. Fp). ofe­
reçamos a Deus... sacrifício de louvor (cf. n. Ef 5.19; n. sobre
louvor a Deus em Ap 4.11).
13.16 prática do bem (cf. n. M t 5.16; Intro. e tc. Tg). mútua coo­
peração (cf. ns. At 2.44-45; 2Co 8.13-15; meds. 2Co 8.1-5.13-15;
IPe 1.22). Os sacrifícios que Deus quer são “verticais” (v. 15), entre
o homem e ele. e “horizontais" (v. 16), servindo uns aos outros.
13.17 Obedeçam, em gr. peitho, “seja persuadido”. Esta pa­
lavra não é comum para obediência. Ela indica mais uma pre­
disposição a confiar, prestar atenção e alinhar-se. aos seus
guias (v. 7; 1Co 15.15-16; ITs 5.12-13; 1Tm 5.17; IPe 5.1-5). Você
sabe quem são os seus guias7 Você tem mentores ou disci-
puladores que andam ao seu lado ou apenas tem líderes não
envolvidos em sua vida7 e sejam submissos a eles (gr. hupei-
ko). Concedam (cf. ns. Rm 13.1-7; Ef 5.22), Não independentes
(Jz 21.25; Pv 18.1). como quem deve prestar contas (Is 9.15-17;
M t 25.14-30: ITm 5.22). Todo líder também deve estar debaixo
de autoridade, não gemendo (Jr 13.17). A palavra aqui é a mes­
ma usada em Rm 8.23.26. isso não trará proveito nenhum
para vocês. Quando líderes e seguidores estão se relac tonan­
do bem, ambos acabam sendo fonte de graça uns para os ou­
tros. O mal de um causa problemas para o outro (Sl 106.32-33).
Nota prática: alguns benefícios de seguir as orientações dos
nossos líderes espirituais: (I) cobertura e proteção espiritual
(Éx 17.11-12), o que nos leva a errar menos; (2) receber a Pa­
lavra; (3) ter um exemplo de vida e de fé; (4) ter alguém com
dedicação especial a nosso favor; (5) trazer alegria para eles
e, consequentemente, bênçãos para nós; (6) dar força para
eles em vez de tirar força deles; (7) receber graça e sabedoria;
(8) ganhar espaço para exercer nosso chamado.
13.19 Peço com insistência (v. 22). Veja n Rm 12.1.
13.20 o grande Pastor das ovelhas. O exemplo para todo lí­
der pastoral (IPe 5.3-4).
13.21 aperfeiçoe vocês (gr. katartizo: cf. n. Ef 4.12). Ele nos
capacitou, opere em nós (cf. n. Fp 2 13).
13.23 Timóteo (cf. Intro. ITm).
13.25 A graça seja com todos vocês. Cf n. ICo 16.23.

10 biblia do_discipulado_-_1_tm_-_hb

  • 1.
    1 Timóteo Tal pai,tal filho -------------------------------------- • E ste livro é um manual para a vida da Igreja especialmente útil para pastores e líderes em geral. Mas quem apenas vê isso perde a mensagem central do livro: a relação de um pai espiritual com seu filho. A essência da liderança pastoral é relacional. Quem sabe fazer excelente administração da Igreja, pregar bem e coordenar as atividades, mas não sabe form ar filhos espirituais que se tornem pais espirituais (cf. n. IJo 2.12-14), está per­ dido como pastor. Esse lidera e forma órfãos espirituais, que dificilmente conseguirão entender os conceitos de paternidade espiritual e família espiritual. O que João, o amado discípulo, foi para Jesus, Timóteo também foi para Paulo. Nenhum outro livro nos mostra tão claramente a relação entre um pai e seu filho espiritual do que 1 e 2Tm. O amor, a intercessão, o abrir do coração, o apoio, as lembranças especiais, os anseios se combinam para expor essa relação. Este tipo de in­ timidade é um pouco parecido com a relação de um casal apaixonado. Cada um contribui de forma significativa e sinergética com a relação. Sem dúvida o pai forma o filho. Isso fica claro no caso de Paulo. Com profecias, imposição de mãos, ele expôs sua vida, ensinando, capacitando e acompanhando de perto Timóteo. Ao mesmo tempo, um filho também “forma" seu pai. O seguidor tem uma graça toda especial de estender um amor filial a um veterano que nunca conseguiria supor ou impor tal relação. Quando um seguidor chama seu líder de “pai”, ele estende uma graça que o líder nunca teria como ganhar sozinho. Pense em Timóteo e Paulo. Existem formas significativas pelas quais o amor, o carinho, a ternura e até as necessidades e carências de Timóteo transformaram esse homem ungido, guerreiro, apóstolo, pioneiro, desbravador, tornando-o pai. Ti­ móteo dava uma alegria única para Paulo, que não tinha filhos biologicos, acrescentando significado, legado e valor à sua vida. Fora 1 e 2Tm, isso se manifesta nos dois retratos de Timóteo como filho. Primeiro, as notas em ICo 4.14-21 descrevem Timóteo com seis características de um filho espiritual. A meditação nessa passagem descreve o valor de um mentor, discipulador ou pai espiritual. Depois, Paulo fala de não ter “nenhum outro de igual sentimento” como Timóteo (cf. ns. Fp 2.19-21). A maioria das relações discipulador-discípulo ou mentor-mentoreado não tem toda a profundidade e intim i­ dade de pai e filho espiritual. Ao mesmo tempo, podemos e devemos aprender de Paulo e Timóteo tudo quanto possível. Como líderes devemos amar nossos seguidores com amor ágape que lhes dê o amor fundamental de que tanto precisam. Como seguidores, o maior presente que podemos dar a nossos líderes não é nosso serviço e dons tanto quanto nossos corações. Onde o coração e o amor fluem, o ministério fluirá alem do que podería­ mos imaginar (Ef 3.14-21)1 T e x t o -c h a v e ... a Timóteo, verdadeiro filho nafé. (lTm 1.2) Um verdadeiro filho carrega o DNA do seu pai. A frase “tal pai, tal filho (filha)" se encaixa profunda­ mente. Jesus expressa isso na sua forma mais completa quando diz “Quem vê a mim vê o Pai” (cf. n. Jo 14.9). Estas características são adquiridas na caminhada, no dia a dia: não vem por um programa ou curso que focalize a mente ou até o comportamento. Numa vida muita corrida e cheia temos que descobrir formas de conviver com nossos discipuladores ou mentores para que a aproximação a pai espiritual possa acontecer. Temos que fazer o mesmo com nossos seguidores. Isto incluí atividades como comer, viajar, sair, fazer reti­ ros, ir a congressos, brincar, jogar esportes, tirar férias, estar nas casas um do outro etc. Para a maioria, isto apenas acontecerá se formos intencionais em agendar esses tipos de experiências junto com nossos encon­ tros dedicados ao crescimento espiritual. Dê uma nova olhada a sua agenda com isto em mente!
  • 2.
    355 1TIMÓTEO 1 Prefácioe saudação 1 Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pelo m andato de Deus, nosso Salvador, e de Cristo Jesus, nossa es­ perança, 2a Tim óteo," verdadeiro filho na fé. Que a graça, a m isericórdia e a paz, da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor, estejam com você. Advertência contra falsas doutrinas 3Quando eu estava de viagem , rum o à M acedônia, pedi a você que ainda perm anecesse em Efeso para adm oestar certas pessoas, a fim de que não ensinem outra d o u trin a,* 4nem se ocupem com fábulas e ge­ nealogias sem fim ." Essas coisas m ais prom ovem dis­ cussões do que o serviço de Deus, na fé. 50 objetivo da presente adm oestação visa ao am or que procede de coração p uro,* e de boa consciência," e de fé sem hipocrisia/ ^Algum as pessoas se desviaram destas coisas e se perderam em discussões inúteis,-® 7pre- tendendo passar por m estres da lei, não com preen­ dendo, porém , nem o que dizem , nem os assuntos sobre os quais falam com tanta ousadia.* 1.1 Paulo. Cf. n. Rm 1.1. apóstolo. Cf. n. ICo 12.28. de Cristo Jesus. Cristocêntrico, ele fala do Ungido por nome 15 vezes em seis capítulos e mais 14 nos quatro caps. de 2Tm. pelo m anda­ to (vontade) de Deus. Cf. n. M t 6.10. nosso esperança. Cf. ns. : m 8.24-25; Cl 1.27. 1.2 o Timóteo. Exercício espiritual: coloque seu nome no ;ugar de Timóteo. Imagine que esta carta foi escrita especifi­ camente para você. Imagine alguém que o amou o suficiente cara escrever-lhe esta carta; comprom etido com a sua vida e o seu ministério - nessa ordem. Em outro momento, você pode ler este livro como base de inspiração para escrever uma carta cara um discípulo ou filho espiritual seu. verdadeiro filho na fé Tt 1.4; cf. tc.). Paulo explicitam ente chama Timoteo assim qua­ tro vezes (ICo 4.17; 1Tm 1.2,18; 2Tm 1.2). Timóteo aparece por nome por volta de 24 vezes no NT, quase sempre ligado dire­ tamente ou indiretamente a Paulo: seis em Atos (16.1; 17.14-15; 18.5; 19.22: 20.4), seis como coautor de uma epístola com Paulo 2Co 1.1; Fp 1.1; Cl 1.1; ITs 1.1; 2Ts 1.1; Fm 1), seis em outras epís­ tolas (Rm 16.21; ICo 4.17; 16.10; 2Co 1.19; Fp 2.19; ITs 3.2,6), çuatro nas duas epístolas que levam seu nome (1Tm 1.2.18: 20: 2Tm 1.2) e em Hb 13.23. a graça, a misericórdia e a paz. Graça e paz. Cf. n. Rm 1.7. Misericórdia é um acréscimo que 5aulo não usa nas saudações de suas cartas às igrejas; ape­ nas o usa em suas cartas para Timoteo e Tito. Todos nós, como ndividuos, precisamos de misericórdia (vs. 13,16). Cf. n. M t 5.7. 1.3 pedi a você (gr. parakaleo.) Cf. n. Jo 14,16. para admoes­ tar (v. 5). Confrontar em amor. outra doutrina. Paulo ressalta nove vezes neste livro sua preocupação com a doutrina verda- teira. A boa doutrina ou ensino produz vidas boas. Doutrina ns sa leva a vidas falsas (v. 10). Cf. ns. 4.16: Tt 1.1; 2.1,10 e Intro. Tt. Invade o corpo como um câncer (2Tm 2.17). 1.4 Essas coisas mais promovem discussões (vs. 6-7; 6 5 5 2Tm 2.23; Tt 1.10-14; 3.9). Muitos estudos bíblicos promovem dis- tcssões, mas não mobilizam as pessoas a crescer e a agir. Infeliz- ~ente isso caracteriza muitas escolas bíblicas dominicais, como A lei e os seus objetivos 8Sabemos, porém , que a lei é b o a / se alguém se uti­ liza dela de m odo legítim o, 9tendo em vista que não se prom ulga lei para quem é justo, mas para trans­ gressores e rebeldes, para ím pios e pecadores, para irreligiosos e profanos, para os que m atam o pai ou a mãe, para os homicidas, lOpara os que praticam a im o­ ralidade, para os que se entregam a práticas hom os­ sexuais/ para os sequestradores, para os mentirosos, para os que fazem juram ento falso e para tudo o que for contrário à sã doutrina,* 11 segundo o evangelho da glória do Deus bendito, do qual fui encarregado/ A graça na vida de Paulo 12Sou grato para com aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso Senhor, que me considerou fiel, designando- -m e para o m inistério,"' 13a m im , que, no passado, era "1.2 At 16.1 &1.3 1Tm 6.3-5 H .4 lTm 4.7; 2Trm 4.4; Tt 1.14; 3.9 41.5 2Tm 2.22 "U m 1.19; 3.9 Ó Tm 1.5 91.6 1Tm 6.20-21; Tt 1.10; 3.9 *1.7 ITm 6.20-21 11.8 Rm 7.12,16 21.10 1Co 6.9-10 *Rm 1.29 '1.11 Gl 2.7; Tt 1.3 '"1.12 A t 9.15; 2Co 3.6 também grupos familiares ou células. Neste caso não passam de vaidade, uma perda de tempo com roupa religiosa (cf. n. 6.3-5). 1.5 O objetivo (alvo, propósito) da presente admoestação. O objetivo desta instrução (cf. n. 2Tm 3.16-17) deve ser o alvo de todo o nosso ensino, visa ao amor. A base e o cerne de tudo o que somos e tudo que fazemos. Cf. ns. Ef 3.14-21; Intro. 1Jo. que procede de coração puro. Limpo, sincero, simples, sem duplicidade ou engano. Cf n. M t 5.8. boa consciência (v. 19; 3.9: Hb 5.14). Cf. ns. At 25.1; 24.16. de fé sem hipocrisia. Fé revelada em obras. Cf. Intro, e tc. Tiago. 1.8-11 As pessoas que muitas vezes têm mais dificuldade com o evangelho não são as pessoas alistadas aqui. Elas geralmente sabem que suas vidas estão erradas, fora do caminho e péssi­ mas. O problema é muito maior para a pessoa que vive de forma religiosa ou humanista, sem “pecados notórios”. Paulo se dirige sobretudo a estas pessoas em Rm 2-3. 1 .1 1 0 evangelho. Cf. ns. Lc 2.11: Rm 3.10: tc. Rm: Intro. Mt. 1.12-17 Nota prática; cada discípulo deve ter um testemunho de sua salvação que conta com gratidão (v. 12) e que o comove a ponto de brotar em louvor (v. 17; cf. n. 6.13-16). Nossa trans­ formação deve servir como modelo (v. 16) para outros tomarem esse caminho. Quanto ao evangelismo pessoal, cf. módulo de oito estudos que começa em 2Co 5.14-21. 1.12 Sou grato. Cf. ns. ICo 1.4-9; ITs 5.18; cf. Intro. Fp. nosso Senhor (vs. 2,14). Cf. n. Rm 1.7; 10.9-10. Ser fiel precede a pró­ xima frase. Ter bom caráter deve preceder e ser a base para o ministério, designando-me para o ministério (2.7: 1Co 15.10). Cada um deve dizer isto. Como diz a Igreja em Células: “Cada membro, um m inistro”. Quem não conhece seus dons e seu próprio chamado ou ministério, deve ir atrás disso. Cf. np. ICo 12.15-19. 1.13 Era blasfemo e perseguidor e insolente. Transparente (cf. Intro. e tc. 2Co). O erro que cometemos não im porta tanto quanto o que fazemos depois! Cf. n, At 7,58. Mas obtive mise­ ricórdia (v. 16). Cf. ultim a n. de v. 2.
  • 3.
    1Timóteo 1 356 *0 « INTERCESSÃO: ORANDO POR UMA PESSOA NECESSITADA 1 Tm 2.1-8; Êx 32.11-14 (Estudo 1.3.7) 1. Em sua experiência, o que torna uma oração de intercessão eficaz? 2. Leia Êx 31.11-14. Qual a força do argumento de Moisés em Êx 32.11? 3. Qual a força do argumento em Êx 32.12? 4. Qual a força do argumento em Êx 32.13? 5. Procure alguém para orar com você por outra pessoa necessitada. Se estiver num pequeno grupo, poderiam se dividir em trios para duas pessoas orarem pela pessoa que mais sente que precisa de oração, seguindo as dicas abaixo. Estudo opcional: Gn 18.16-33; Rm 8.26-29; Um 2.1-8. Uma pequena ministração - cinco passos As grandes orações de intercessão como a de Moisés em Êx 31.11-14 e as de Gn 18.16-33; Ne 1; Dn 10.4-19 focam o caráter, as promessas e os propósitos de Deus. Elas são bem mais teocêntricas (Deus é o centro) do que antropocêntricas (a pessoa é o centro). Precisamos erguer nossas perspectivas terrenas para que elas se tornem celestiais (cf. n. 2Co 4.18). Cinco passos para ministrar para alguém e não apenas fazer uma oração pela pessoa. • Ouvir o coração da pessoa necessitada. Por dois ou três minutos, você pode fazer boas perguntas; procure ouvir e entender o coração da pessoa. • Ouvir o coração de Deus. Em silêncio de vários minutos, peça que Deus esclareça seu coração, sua perspectiva (cf. SI 29.3-9; 119.76). Peça que ele esclareça se o assunto apresentado realmente deve ser o foco ou se há uma raiz ou algo mais profundo para focar. Também peça que Deus indique uma passagem bíblica sob a qual orar, já que sua Palavra tem autoridade e poder únicos (cf. n. Hb 4.12). • Orar segundo o que ouvimos. Às vezes ouvimos ou sentimos que a pessoa necessitada precisa esclarecer algo ou ela mesma fazer uma oração; se assim for, ore depois disso. • Ouvir o coração da pessoa de novo. A melhor forma de fazer isso é pedir para que ela ore, expressando seu coração a Deus. Assim é possível discernir se a pessoa ainda está com o mesmo peso que antes ou se algo realmente aconteceu. Se nada mudou, encoraje a pessoa a marcar outro encontro com o grupo ou com outra pessoa que poderia ajudar melhor. • Dar acompanhamento. Peça que a pessoa compartilhe com seu líder pastoral, que pode ser o líder de seu pequeno grupo. Devemos pedir também que a pessoa escreva o que Deus falou e o que ele fez nesta pequena ministração antes de dormir à noite. Ébastante útil se ela puder compartilhar isso com a pessoa ou equipe que orou. E f 3.14-21 — Estudo a n te rio r P ró xim o estudo — Lc 11.5-13 blasfemo, perseguidor" e insolente. Mas obtive mise­ ricórdia, pois fiz isso na ignorância,0 na incredulidade. ^Transbordou, porém, a graça de nosso Senhorp com a fé e o am or que há em Cristo Jesus. 15Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo " 1 .1 3 A t8 .3 ;9.4-5;Gl 1.13 °A t3.17 n .1 4 R m 5 .2 0 91.15 1Co 15.9; Ef 3.8 '1.17 Rm 16.27 1.14 o am or (gr, ágape). Cf. n. Jo 21.15; tc. 1Jo. 1.15 digna de toda aceitação. Preste atenção. Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores (2 5 4) 1.17 oo Rei (6,15-16). Rei dos reis. aquele a quem as damos nos­ sas vidas em completa lealdade, Cf, n. M t 19.30; Intro. e tc. Mt. invisível. A não ser por meio de sua criação, de sua Palavra e, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.q l6Mas, por esta mesma razão, me foi concedida mise­ ricórdia, para que, em mim, o principal pecador, Cristo Jesus pudesse m ostrar a sua completa longanimidade, e eu servisse de modelo para todos os que hão de crer nele para a vida eterna, 17Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único," honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém! de forma mais clara, mediante Jesus (cf. ns. Jo 1.14.18; 14.6,9) e por causa de sermos o Corpo de Cristo, por meio de nos (cf. n. Ef 3.10). Deus único (Is 40.12-14). honro e glória. Cf. a parte sobre a glória na n. Jo 1.14. pelos séculos dos séculos. Para todo o resto da história humana e depois para a eternidade. Amém! Que assim seja!
  • 4.
    357 1TIMÓTEO 1— 2 O bom combate 18 Esta é a adm oestação que faço a você, m eu filho Tim óteo, segundo as profecias que anteriorm ente foram feitas a respeito de você:' que, firm ado nelas, você com bata o bom c o m b a te / 19m antendo fé e boa co n sciência/ porque alguns, tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na f é / 20 Entre esses estão H im eneu e Alexandre, os quais entreguei a Sa­ tanás,"' para serem castigados, a fim de que apren­ dam a não blasfem ar. A prática da oração. Um só Mediador 2 Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de gra­ ças, em favor de todos os homens. 2Orem em favor dos reis e de todos os que exercem autoridade, para que vivamos vida mansa e tranquila, com toda piedade e respeito. 3Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, 4que deseja que todos os hom ens sejam sal­ vos e cheguem ao pleno conhecim ento da v e rd a d e / 5Porque existe um só Deus* e um só M e d ia d o / en­ tre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, 6o qual a si mesmo se deurf em resgate por todos/’testem unho que se deve prestar em tempos oportunos. ^ Para isto fui de­ signado p reg ad o / e apóstolo — afirm o a verdade, não m into — , m estre dos gentios na fé e na verdade. Instruções para homens e mulheres 8Quero, portanto, que os hom ens orem em todos os lugares, levantando mãos santas,5 sem ira e sem anim osidade. 9Da mesma form a, que as m ulheres/1 em traje de­ cente, se enfeitem com m odéstia e bom senso, não com tranças no cabelo, com ouro, ou pérolas, ou com roupas caras, lOporém com boas obras,' como convém a m ulheres que professam ser piedosas. 11A m ulher 51.18 U m 4.14 riT m 6.12;2T m 4.7 «1.19 U m 3.9 MTm6.21 » 1 .2 0 ICo 5.5 « 2 .4 Tt 2.11 í>2.5 1Co8.6 «Hb9.1S 82.6 Gl 1.4; Tt 2.14 «M t20.28 f2.7 2Tm1.11 92.8 SI 141.2 * 2.9 IPe 3.3-5 '2.10 At 9.36; U m 5.10 1.18 meu filho Timóteo. Cf Intro. e tc. segundo os profecias (4.14). Profecias sâo palavras de poder divino; cf. n. 1Co 14.1. combata (6.12). Entre plenamente na batalha. Cf. n. Jo 10.10: ns. Ef 6.10-18. firm ado nelas. As profecias, que são de alto valor, como indicado aqui. o bom combate (Um 4.7). 1.19 mantendo fé e boa consciência (v. 5: 3.9; 4.2: cf. ns. At 23.1: 24.16). tendo rejeitado a boa consciência. Alerta! Desperte! Os primeiros passos para perder a fé começam com 0 endurecer do coração (4.2), quando damos passos de desobe­ diência. Esta possibilidade não é hipotética; ela já era bem real no tempo de Paulo (v, 20) e continua sendo em nosso tempo. O numero de ex-evangélicos está crescendo de forma alarmante. Até certas igrejas e denominações não se identificam mais com ser evangélico, especialmente nos EUA e na Europa. 1.20 Ensino falso como 0 de Elimeneu (2Tm 2.17) precisa ser cortado do Corpo para que não seja contagioso. 2.1 Antes de tudo. Como prioridade geral1exorto (gr. paraka- leo). Cf. n. Jo 14.16. Devemos orar sem cessarem favor de todas as pessoas que conhecemos. Cf. n, Mc 1.35 e oito estudos sobre oração a partir de Sl 23. 2.2 em fav o r dos reis. Paulo nos incentiva a orar pelas autori­ dades como grupo estratégico. Nota pratica: pense na quantidade e na profundidade de suas críticas as autoridades; pense também na quantidade e na profundidade de suas orações por essas pessoas. Algo pre­ cisa mudar em você7 E, se mudasse, quais seriam alguns efeitos dessa mudança? com toda piedade (gr. Eusebeo). M uito mais que religiosidade. Devoção, vivência com Deus, ter 0 caráter de Deus, santidade. Em inglês, godlmess. Paulo usa esta palavra nove vezes neste livro, numero maior do que no resto do NT todo (2.2.10; ,3.16; 4.7-8; 6.3,5-6.11). Que desafio e que privilégio - viver com Deus e ter seu caráter! 2.3 Isto é bom e aceitável. Rm 12.2. nosso Salvador (1.1; 4.10). Cf. n At 5.31. 2.4 pleno conhecimento (gr. epiginosko). Uma forma intensiva de g/nosko. Cf. n, Tt 1.1. 2.5 Jesus como 0 único caminho para 0 Pai é uma ofensa para a maioria das pessoas que não 0 conhecem. O v. 6 explica 0 mo­ tivo de ele ser 0 único caminho (Hb 9.15; cf. n. Jo 14.6). 2.6 em tempos (kairós; cf. n. Mc 1.15) oportunos (cf. 2Tm 4.1-2). Quando o coração da outra pessoa está aberto. Até esse ponto, é bem melhor fazer boas perguntas, esperando que 0 Espírito possa usá-las para provocar fome e sede. Cf. duas perguntas diagnosticas valiosas no evangelismo (med. Mc 8.14-21). Para crescer em seu evangelismo pessoal, cf. modulo de oito estudos que começa em 2Co 5.14-21. 2.7 Para isto fu i designado (vs, 1,12). Devemos ser como Paulo aqui e poder expressar 0 nosso chamado (sonho) em uma oração. 2.8 levantando mãos santas. Para orar de forma eficaz (v. 1), não podemos ter pecado em nossas vidas. Por isso vale a pena ter um período de confissão antes de entrar em intercessão, sem ira e sem animosidade. Temos que ser pessoas resolvi­ das, sanadas. Sem isso acabaremos orando e ministrando de nossa carne e desejos, e não da pureza e poder plenos de Jesus. 2.9 Da mesma form a... mulheres. O ponto de partida para ho­ mens e mulheres é 0 mesmo, em traje decente. Pedro também ressalta que a beleza interior é muito superior à beleza exte­ rior (IPe 3.1-4). bom senso (v, 15). Do gr. sophrosune. De forma sóbria (cf. ns. 2Tm 1.7; Tt 2.2). Não se pode traduzir adequada­ mente ao português. O grego significa uma limitação voluntária da liberdade de pensamento e comportamento (Zodhiates). Esta palavra é a chave interpretativa dos vs. 9-15. Como cristãs, as mulheres eram iguais aos homens. O perigo era que pode­ riam exagerar seu novo sta tu s e liberdade. 2.11 A mulher (gr. gune). Pode ser traduzido como uma mu­ lher ou uma esposa. Já que 0 v. 12 fala do marido, faz sentido traduzir o v. 11 como “a mulher”. Isso resolve muito debate, in­ dicando que as esposas deveriam resolver suas perguntas em casa e não no meio do culto, aprenda. A mulher deve apren­ der, diferentemente do que era permitido na cultura geral, em silêncio (gr. hesuchia). Esta expressão poderia ser traduzida como “tranquilamente", isto é, “sem causar distúrbio”, como em outros lugares (2Ts 3.12; Um 2.2: IPe 3.4) O espírito de aprendiz deve caracterizar as mulheres - como também os homens.
  • 5.
    1TIMÓTEO 2 —3 358 aprenda em silêncio, com toda a subm issão/ 12E não perm ito que a m ulher ensine, nem que exerça autori­ dade sobre o homem; esteja, porém, em silêncio. ^ P o r­ que, prim eiro, foi form ado Adão,k depois, Eva/14E Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão."1l5M as ela será salva tendo filhos, se per­ m anecer em fé, am or e santificação, com bom senso. As qualificações dos bispos e dos diáconos 3 Fiel é a palavra: se alguém deseja o episcopado, exce­ lente obra almeja. 2É necessário, pois, que o bispo 12.11 ICo 11.3; 14.34 *2.13 Gn 2.7 'G n 2.21-22; IC o 11.8 ">2.14 Gn 3.1-6; 2Co 11.3 « 3 .2 -4 2Tm 2.24; Tt 1.6-9 *3 .7 2Tm 2.26 f3 .8 T t 1.7; 1Pe5.2 2 .12-1 4 E não permito que a mulher ensine. O verbo ensi­ nar" quer dizer "ensine continuam ente”. Paulo não permitia que uma esposa (n. v. 11) tomasse a liderança espiritual do lar. nem que exerça autoridade (gr. authenteo). Esta é a única vez no NT que esta palavra aparece. Significa ser um autocrata, um governador absoluto. A tradução literal seria “nem que usur­ pe autoridade” (como diz a versão KJV, em inglês). Nos tempos bíblicos, apenas homens eram discípulos. De forma parecida, apenas homens eram discipuladores, mestres e rabinos. Paulo fala às mulheres aqui que ainda não aprenderam a cultura de submissão no culto, aquelas que não sabiam como aprender de forma quieta, ordenada e submissa, nem sabiam ensinar de forma submissa. O destaque aqui é que toda pessoa que ensina tem que ser submissa. Interpretado este texto por esta perspec­ tiva. as mulheres podem ensinar, tal como os homens, sempre sendo submissas. Sabemos que as mulheres tinham dons de profecia (At 2.17-18; 21.9: ICo 11.5). Seja profecia, seja ensino (como Priscila), as mulheres tinham que aprender a usar seus dons de forma ordenada e submissa, tal como os homens. Noto prática: quando enfrentamos passagens que não en­ tendemos ou que são difíceis, temos duas opções: crer que a Bíblia é inspirada por Deus no original (2Tm 3.16-17) e confiar que existe uma boa explicação, ainda que seja demorado para encontrá-la. A segunda opção é achar que tem uma perspectiva maior que a da Bíblia e descartar o que não gostou ou não en­ tendeu. Neste caso minha “verdade” (com minuscula) se torna maior que o Verdade (com maiúscula). Isso dificulta muito des­ cobrir a Verdade, porque neste caso se descarta tudo que não se gosta ou que pode ser incômodo. Já que a Verdade incomoda e nos chama a mudar, é provável que não conseguiremos vé- -la ainda quando estiver claramente exposta em nossa frente. Cf. ns. Mc 4.13; M t 2,1-6; 13.3-23. 2.15 ela será salva tendo filhos. E im portante valorizar o cha­ mado e a influência de uma mãe espiritual. Ela não deve des­ prezar a si nem outros devem fazer isso por se dedicar a seus filhos de forma especial. É um alto chamado, um alto privilégio. 3.1-13 Nesta seção sobre critérios de liderança, Paulo inclui quatro que. classicamente, são áreas de derrota para muitos líderes: sexo (v, 2). dinheiro (v. 3), colocar o ministério antes da família (vs. 4-5) e orgulho (v, 6). 3.1 O desejo de ser líder é muito bom. Existe ambição santa (Rm 2.7-8). Ao mesmo tempo existem condições. As condícões se aplicam bem a discipuladores e líderes. Ter bom caráter é destacado nestes versículos, não carisma. A descrição que se- seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, moderado, sensato, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; 3não dado ao vinho, não violento, porém cordial, inimigo de conflitos, não avarento; 4e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito.0 5Pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus? 6Que o bispo não seja recém- -convertido, para não acontecer que fique cheio de orgu­ lho e incorra na condenação do diabo. 7Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair na desonra e no laço cio diabo.* 8Do m esm o modo, quanto a diáconos, é necessá­ rio que sejam respeitáveis, de um a só palavra, não inclinados a m uito vinho, não gananciosos/ 9con- gue é de uma pessoa saudável para com Deus, para consigo mesma, para com a sua família e para com a comunidade. Nota pratica: isto ressalta o valor de um ministério de res­ tauração na igreja local que possa ajudar as pessoas a resolver problemas emocionais e relacionais, feridas e conflitos não re­ solvidos. Cf. n. Lc 4.18-19. 3.2 irrepreensível (v. 10: 5.7: Tt 1.6). Não é receber certo número de votos; é ser reconhecido por quase toda a igreja, senão toda, por não ter problemas de carater e relacionamento, esposo de uma só mulher. Comprometido com a sua esposa, vivendo em pureza sexual (cf. ns. M t 5.8); não "casado" com seu trabalho. moderado. Equilibrado, sensato. Com domínio próprio. Cf. n. Gl 5.22-23. modesto. Humilde e que não chama atenção para si mesmo, hospitaleiro. O lar é o lugar mais natural para relações, intimidade, evangelismo e discipulado. Quem não sabe abrir sua casa sempre sera limitado nessas áreas, apto para ensinar (2Tm 2.24). Esta é uma qualidade de maturidade e caráter, não de dom espiritual. Essa pessoa tem experiência e sabedoria que naturalmente transbordam para outros. 3.3 não dado ao vinho. Sem vícios. Isto pode ser estendido a incluir o ativismo. não violento. Não controlador, dominador, manipulador, opressor, Não impor a sua perspectiva. Tudo isso e o oposto do verdadeiro servo-líder. Cf. ns. M t 18.1; 20.25-28; Lc 9.46. porém cordial. Amável, inimigo de conflitos. Paci­ ficador (Tg 3.17-18). não avarento. Não apegado ao dinheiro (6.9-10.17-19). Não procura formas de levar vantagem nem ten­ ta se aproveitar de outros por meio de seu serviço. 3.4-5 que governe bem a própria casa (v. 12). De forma geral, cuidar da família é a melhor mostra de como um líder cuidará de uma equipe, grupo fam iliar ou igreja. Criando bem os seus fi­ lhos, ele demonstra que tem as qualidades para criar bem filhos espirituais. Isto está em contraste com 2Tm 3.3. 3.6 não seja recém-convertido (v 10). para não acontecer que fique cheio de orgulho. O orgulho é morte para a lideran­ ça espiritual. 3.7 bom testemunho dos de fo ra. Relaciona-se bem dentro da igreja e fora. o fim de não cair... no laço do diabo. Brechas abrem oportunidades para o diabo: brechas não resolvidas se tornam fortalezas. 3.8 Do mesmo modo. quanto a diáconos. Servos oficiais da igreja também devem ter as qualidades indicadas acima, de uma só palavra. Pessoas de palavra, fiéis, sinceras, íntegras, não enganosas nem hipócritas. 3.9 conservando o mistério (v. 16: cf. n. Rm 11.25) da fé. Tendo
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    359 1Timóteo 3— 4 servando o m istério da fé com a consciência lim pa.d lOTam bém estes devem ser p rim eiram en te experi­ m entados;6 e, caso se m ostrarem irrepreensíveis, que exerçam o diaconato. 11 Do m esm o modo, quanto a m ulheres, é necessário que elas sejam respeitá­ veis, não m aldizentes, m oderadas e fiéis em tu d o / 120 diácono seja m arido de um a só m ulher e governe bem os seus filhos e a própria casa.í; 13 Pois os que desem penharem bem o diaconato alcançam para si mesmos um a posição de h o n ra^ e m uita ousadia na fé em Cristo Jesus. A igreja de Deus e o mistério da piedade 14Escrevo estas coisas a você, esperando ir vê-lo em breve. l5M as, se eu dem orar, você saberá como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e fundam ento da verdade. l6Sem dúvida, grande é o m istério da piedade: "Aquele que foi m anifestado na carne' foi justificado em espírito, visto pelos anjos, pregado entre os gentio s/ olhos espirituais para ver além da aparência e das coisas físicas, a fim de enxergar verdades, princípios e propósitos espirituais. consciência limpa. Cf. n. 1.19. 3.10 Também estes elevem ser primeiramente experim enta­ dos. A estes líderes devem ser dados trabalhos que revelem seu caráter e suas habilidades. Normalmente devem ter experiência em liderar indivíduos antes de liderar pequenos grupos, e pe­ quenos grupos antes de eles liderarem grupos grandes. Aqueles que se demonstram bons em um nível são candidatos para um próximo nível. 3.11 Do mesmo modo, quanto a mulheres. De forma geral, os mesmos critérios se aplicam a mulheres em liderança como a homens. 3.12 Cf. vs. 4-5. 3.13 alcançam... posição de honra. Tornam-se veteranos com um valor especial nas horas de batalha. 3.15-16 como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja. Os maiores destaques em 1 e 2Tm quanto ao compor­ tamento na igreja incluem liderança saudável, caráter cristão (santidade), evangelismo, ensino e discipulado. coluna e fu n ­ damento da verdade. A Igreja revela a pessoa de Deus. Nossa teologia (visão e entendimento de Deus) se revela na maneira como vivemos. O ensino apostólico (v. 15) tinha o propósito (1.5) de as pessoas viverem de uma forma que revelaria a Deus. Toda teologia é autobiográfica. Cf. Intro. Rm. 3.16 mistério. Cf. n. Rm 11.25. piedade. Cf. n. 2.2. Aqui se destacam doutrinas fundamentais, bases do primeiro credo. De forma parecida, os chamados “fundam entalistas” em 2010 estabeleceram cinco fundamentos inegociáveis: (1) a inerrância das Escrituras; (2) a deidade de Jesus Cristo; (3) o nascimento virginal de Jesus; (4) a expiação pelo sangue de Jesus; (5) a res­ surreição física de Jesus. 4.1 o Espírito Santo. Cf. n. At 1.2: Intro. At. nos últimos crido no m undo, recebido na glória."k A apostasia nos últimos tempos 4 Ora, o Espírito afirm a expressam ente que, nos últim os tem pos," alguns apostatarão da fé /’ por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de dem ônios, 2pela hipocrisia dos que falam m entiras e que têm a consciência cauterizada, 3que proíbem o casam ento e exigem abstinência de alim entos que Deus criou para serem recebidos" com gratidão pe­ los que creem e conhecem a verdade. 4 Pois tudo o que Deus criou é b o m / e, se recebido com gratidão, nada é recusável, 5porque é santificado pela palavra de Deus e pela oração. Exortação à fidelidade no ministério 6 Expondo estas coisas aos irmãos, você será bom m inistro de Cristo Jesus, alim entado com as palavras da fé e da boa doutrina que você tem seguido. 7Mas 43.9 1Tm 1.5,19 e3.10 1Tm5.22 ^3.11 Tt 2.3 53.12 1Tm 3.4 43.13 M t 25.21 '3.16 Jo 1.14 ICl 1.23 *E f 1.20 “4.1 2Tm 3.1; 2Pe 3.3 42Ts 2.3 '4.3 Gn 1.29; 9.3; Cl 2.16 <*4,4 Gn 1.31 tempos (2Tm 5.1). apostatarão da fé. Ou abandonarão a fé. Pessoas aparentemente crentes se perderão espiritualm ente. Cf n Jo 6.66. por obedecerem a espíritos enganadores. Elas perdem-se por não discernirem as raízes espirituais em outras pessoas e acabarem obedecendo a guias espirituais errados e perdidos. 4.2 pela hipocrisia. Cf. n M t 6.2. falam mentiras... Cf. ns. Jo 8.44; Ef 4.25. que têm a consciência cauterizada (Jr 17.9. cf. n. 1.19). Como resultado de constância no pecado; cf. os gen­ tios em Ef 4.19; Rm 1.24-25,28. Nota pratica: não devemos pular estes vs. ou outros pare­ cidos (2Tm 3.1-9) achando que nada têm a ver conosco. Temos que cuidar de nós mesmos e dos nossos companheiros para que nós mesmos não caiamos nisto. Cf. n. At 20.28. 4.3-5 A marca desta seita perigosa e a superespiritualidade. Ela acrescenta critérios de abstinência não bíblicos, rejeitando 0 gozar de tudo que Deus criou. Estas pessoas perdem a segunda parte do propósito do homem segundo 0 catecismo de West- minster: glorificar a Deus e gozá-lo para sempre, com gratidão (v. 3). A ênfase destaca que devemos celebrar 0 mundo físico e não nos afastar dele. Estes vs. aclaram 0 motivo de agradecer a Deus antes de toda refeição. 4.6 ministro de Cristo Jesus. Esta pessoa ministra, acima de tudo, a Jesus; apenas de forma secundária às pessoas. Entretan­ to, os ministros percebem que, à medida que ministram às pes­ soas, estão ministrando a Jesus também (cf. ns. M t 25.40-46; Ef 6.21: Cl 1.27). alimentado com as palavras da fé e da boa doutrina. Em contraste com vs. 1-2. Temos que ter muito cuidado com 0 nosso “regime espiritual”. Em certo sentido, tornamo-nos aquilo com 0 qual nos alimentamos espiritualmente. 4.7 Exercite-se, (“treine-se”) pessoalmente, na piedade. So­ mos 0 que fazemos. Como podemos nos treinar? Com discipli­ nas espirituais. Cf. ns. e med. 1Co 9.24-27.
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    1Timóteo 4 —5 360 rejeite as fábulas profanas6' e de velhas caducas. Exer­ cite-se, pessoalmente, na piedade, 8Pois o exercício fí­ sico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de vir. 9Fiel é esta palavra e digna de in­ teira aceitação. 10Ora, é para esse fim que trabalham os e nos esforçamos, porque temos posto a nossa espe­ rança no Deus vivo/ Salvador de todos,especialm ente dos que creem. 11 Ordene estas coisas e ensine-as. 12Ninguém o des­ preze por você ser jovem ;h pelo contrário, seja um exemplo para os fiéis/ na palavra, na conduta, no amor, na fé, na pureza. l3Até a m inha chegada/ dedique-se à leitura pública das Escrituras, à exortação, ao ensino. i4Não seja negligente para com o dom que você re- f 4.7 1Tm 1.4;2 T m 2.16;4.4;Tt 1.14 *4.101Tm 3.15 51Tm 2.4 *4 .1 2 1Co 16.11 'Tt 2.7 J4.13 1Tm 3.14 *4.14 2Tm 1.6 OTm 1.18 <"4.15 Js 1.8; SI 19.14 "F p l.2 5 4.8 o exercício físico (gr. gymnasio). de onde vem a palavra "ginásio". Esta expressão, ligada ao v. 7, poderia ser traduzida como “treinamento'' ou "capacitação’', para pouco é provei­ toso. O exercício físico é básico e fundamental para quem quer manter seu corpo em forma; mas o proveito disso é pequeno se não entendemos que é também uma disciplina espiritual feita para nos aproximar de Jesus e de seus propósitos para nós. Se o exercício físico é pouco proveitoso em comparação com o es­ piritual. quão im portante é o exercício espiritual! 4.9 Fiel é esta palavra (3 1). 4.10 para esse fim . A eficácia do evangelho. Vida com pro- posito. nos esforçamos (6.12). Cf. ns. Cl 1.28-29. nosso espe­ rança. Cf. ns Rm 8.29-25; Cl 1.27. Salvador. Cf. n, At 5.31. 4.12 Ninguém o despreze por você ser jovem. Nem por con­ ta do seu gênero, etnia, nacionalidade, classe social, personali­ dade, dom, chamado ou qualquer outra dimensão de sua vida. Pensando na mocidade, os que já não são jovens devem investir de forma profunda e intencional para levantar a geração emer­ gente. Se essas pessoas se tornam mentores de jovens, pode ser sua maior contribuição ao Remo de Deus1pelo contrário, seja um exemplo para os fiéis. Jovens e jovens adultos (ou outros que se sentem menosprezados), acordem (cf. n. Ef 5.19; tc. Ef). Vocês têm mais liberdade como solteiros ou até como casados sem filhos para servir ao Senhor do que terão depois. Aprovei­ tem essa liberdade! Cf. n. ICo 7.32. na palavra. 2Tm 3.16-17. na conduta. 2Tm 5.10. na pureza (1.5). Cf. n. 3.2. Nota prática: Agnes, menina de treze anos. se tornou már­ tir em 303 d.C. Aqueles que iriam matá-la, incentivaram-na a reconsiderar a sua fé por eia ser apenas criança. Ela respondeu: “Posso ser uma criança, mas a fé não habita nos anos, e sim no coração". 4.13 dedique-se. Tenha foco. Não caia em fazer um pouco de tudo sem ser bom ou excelente em nada. Isto se aplica especial­ mente a nossos dons (v. 19). 4 .14 Não seja negligente. Palavras especialmente relevan­ tes para alguém inseguro ou desanimado que recua do minis­ tério para com o dom que você recebeu. Cf ns. 2Tm 1.6-8. m ediante profecia. Cf. n. 1.18. imposição das mãos (5.22; 2Tm 1.6; At 6.6). Cf. n. At 6.6. cebeu,,f o qual lhe foi dado m ediante profecia/ com a imposição das mãos do presbitério. 15M edite estas coi­ sas”' e dedique-se a elas, para que o seu progresso seja visto por todos.” i6Cuide de você mesmo e da doutrina. Continue nestes deveres; porque, fazendo assim, você salvará tanto a si mesmo como aos que o ouvem. Como tratar os que creem 5 Não repreenda um hom em m ais velho; pelo con­ trário, exorte-o como você faria com o seu pai. Trate os mais jovens como irm ãos, 2as m ulheres mais velhas, como mães, e as mais jovens, como irmãs, com toda a pureza. As viúvas 3Honre as viúvas que não têm ninguém para cuidar delas. 4Mas, se algum a viúva tem filhos ou netos, que estes aprendam prim eiro a exercer piedade para com a própria casa e a recom pensar os seus pais, pois isto 4.15 Medite estas coisas. Na verdade, “medite" poderia ser traduzido como “ocupe-se” ou “seja diligente", para que o seu progresso seja visto por todos (Fp 3.12-19). Como líderes, não devemos fugir da prestação de contas, atividade que deixa claro como estamos caminhando. Devemos entender que essa prestação e para nos ajudar a melhorar, para que possamos ser o modelo que queremos ser para outras pessoas. 4.16 Cuide de você mesmo e da doutrina. E um imperativo com dois aspectos sequenciais. Ninguém tem o direito de cuidar da doutrina se não está sendo cuidado. Nós somos a doutrina. A teologia (conhecimento de Deus) sempre é autobiográfica. Cuide de si mesmo (Gl 6.1). Você é a maior responsabilidade de mordomia que você tem. Cf. n. At 20.28. fazendo assim, você salvará tanto a si mesmo (ICo 9.27) como aos que o ouvem (Êx 18.17-18). Paulo não está falando aqui da vida eterna, mas da vida humana. Quantos pastores e lideres, quantos país e mães se perderam no caminho, e seus seguidores ou filhos espirituais ou carnais se perderam junto com eles. A responsabilidade de um líder é grande porque tanto suas vitórias como suas falhas são difundidas num campo bem maior. Cf. ns. Tg 3.1-2. 5.1-2 Tai como em Tt 2.1-9, Paulo relaciona a doutrina (9.16) com formas práticas de como viver, O padrão para relaciona­ mentos na Igreja é a família. Très características principais de uma família saudável são amor, respeito e alegria. Nota pratica: a qualidade, ou a falta dela, no m atrim ônio e na família do pastor ou dos líderes afeta profundamente os re­ lacionamentos em uma igreja. Por isso é necessário que os ca­ samentos e as famílias sejam saudáveis, como também que haja ensino sobre relacionamentos. Poucos ministérios na igreja são tão estratégicos como os que focalizam os relacionamentos (como nas células ou grupos familiares), matrimônio, a família, as relações e a restauração. 5.3-16 Instrução sobre viuvas. Ao mesmo tempo, as viúvas são vulneráveis e especialmente livres para servir. Paulo dá dicas para assegurar que sejam protegidas ao mesmo tempo em que incen­ tiva que aproveitem para se dedicar ao ministério se seus fiíhos já forem crescidos. Na igreja precisamos valorizar as viúvas, os viúvos e as pessoas aposentadas, tanto quanto proteger essas pessoas em áreas nas quais são mais vulneráveis, estimulando-as
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    361 1TIMÓTEO 5 Es t r a t é g ia s p a r a o c r e s c i m e n t o lTm 4.11-16 (Estudo 1.7.7) 1. Você tem um orientador ou discipuiador? Por quê? 2. Quantos imperativos se encontram nesta passagem? 3. Quais as indicações de apoio a Timóteo no texto? 4. Quais as razões para Timóteo seguir a orientação de Paulo? 5. Em qual das áreas que Paulo destaca você sente mais necessidade de focar? Estudo opcional: l_c8.11-15; 2Tm 3.10-17; Hb 5.11-14. Valor da profecia com a imposição das mãos de líderes espirituais O texto de lTm 4.11-16 destaca muitas estratégias para nosso crescimento e para ajudar outras pessoas em seu crescimento. Possivelmente o mais raro para muitas pessoas é a profecia e a imposição de mãos de líderes espirituais. Qual o valor disso? A profecia é uma palavra que vem de Deus (cf. n. iCo 14.1). Para quem é sensível ao Espírito Santo, seu valor é difícil de medir. Essa palavra, ainda mais se estiver ligada a uma passagem bíblica, acaba sendo viva, eficaz e mais afiada do que uma espada de dois gumes, penetrando fundo (cf. n. Hb 4.12). Vivifica. Norteia. Muda-nos. Eleva-nos. Dá-nos nova coragem, poder e, no caso específico de Timóteo, um dom espiritual. A imposição de mãos de líderes espirituais tem o potencial de transmitir uma graça sobrenatural (cf. n. At 6.6). A autoridade espiritual desses líderes lhes permite discernir o que o Pai está fazendo; e lhes permite perceber tanto a necessidade como o potencial da pessoa por quem estão orando. É um trabalho em equipe que é bem mais forte do que um trabalho solitário. Quando acontece num momento kairós, de transição ou crise, seu efeito pode ser transfor­ mador. Paulo refere-se à imposição de mãos em relação a Timóteo em vários outros momentos (lTm 1.18; 2Tm 1.6-7). Neste caso, como pode ser em outros casos parecidos, a união de profecia com a imposição de mãos do presbitério acaba sendo transformadora. Não é apenas um ajuste ou um passo de crescimento; é ser alavancado pelo Espírito de forma surpreendente a um nível de vida ou ministério que nem imaginávamos. Lc 10.38-42 — Estudo anterior ♦ | Próximo estudo — Jo 21.15-17 é aceitável diante de Deus.0 5Aquela que é viúva de fato e não tem ninguém para cuidar dela espera em Deus e persevera em súplicas e orações, noite e dia. 6Entretanto, a que se entrega aos prazeres, mesmo viva, está m orta. 7Ordene estas coisas, para que sejam irrepreensíveis. 8Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialm ente dos da própria casa, esse negou a fé e é pior do que o descrente. 9Não seja inscrita senão viúva que tenha mais de sessenta anos de idade, tenha sido esposa de um só m arido lüe seja recom endada pelo testem unho de boas obras: se criou filhos, se exercitou hospitalidade, se lavou os pés dos santos, se socorreu os atribulados, se viveu na prática zelosa de toda boa o b ra / para serem ativas no ministério. Especialmente nesta época, a maioria que se aposenta ainda tem boa saúde e vigor para servir de forma significativa. Entre outras coisas, elas têm um potencial grande para serem mentores ou discipuladores. 5.6 O hedonismo, a filosofia de se entregar ao prazer, é oco. Tem a aparência de alegria, mas está vazio por dentro. 11Mas não inclua na lista viúvas mais novas, por­ que, quando seus desejos fazem com que se afastem de Cristo, querem casar, l2tornando-se condenáveis por anularem o seu prim eiro compromisso. l3Além do mais, aprendem tam bém a viver ociosas,0 andando de casa em casa; e não somente ficam ociosas, mas ainda se tornam fofoqueiras e introm etidas,d falando o que não devem. HQuero, portanto, que as viúvas mais no­ vas casem / criem filhos, sejam boas donas de casa e não deem ao adversário motivo algum para falar m al de n ó s /15Pois algumas já se desviaram, seguindo Satanás. »5.4 Ef 6.1-2 &5.10 1Tm2.10 <5.132Ts3.11 ^IP e 4.15 e5.14 ICo 7.9 Ó Tm 6.1;T t 2.5 5.8 A família tem que ser a prioridade antes do ministério (3.4-5). Quem não cuida bem do seu cônjuge e da sua família, não é bom crente, muito menos um líder exemplar. 5.9-10 As viúvas maduras e os aposentados que ainda são ativos devem estar firmemente envolvidos em ministérios de forma sig­ nificativa - se eles têm o caráter que corresponde a esse papel.
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    1Timóteo 5 —6 362 l6Se algum a m ulher crente tem viúvas em sua fa­ m ília, socorra-as, para que a igreja não fique sobre­ carregada e possa socorrer as viúvas que não têm ninguém para cuidar delas.-9 Os presbíteros U D evem ser considerados m erecedores de paga­ m ento em dobro os presbíteros que presidem bem, especialmente os que se esforçam na pregação da pa­ lavra e no e n s in o / 18Po ís a Escritura declara: "Não am ordace o boi quando ele pisa o trigo."1E ainda: "0 trabalhador é digno do seu salário."7 i9N ão aceite denúncia contra presbítero, senão ex­ clusivam ente sob o depoim ento de duas ou três tes­ te m u n h a s / Vários conselhos 20 Quanto aos que vivem no pecado, repreenda-os na presença de todos, para que tam bém os dem ais tem am . 21Diante de Deus, de Cristo jesus e dos anjos eleitos, peço com insistência que você guarde estes conselhos, sem preconceito, nada fazendo com espírito de parcia­ lidade. 22Não tenha pressa para im por as mãos sobre alg uém / Não seja cúmplice dos pecados dos outros. Conserve-se puro. 23Não beba som ente água; beba tam bém um pou­ co de vinho, por causa do seu estômago e das suas frequentes enferm idades. 240s pecados de alguns hom ens são notórios e le­ vam a juízo, mas os de outros só se m anifestam mais 95.16 1Tm 5.3-4 *5.17 ITs 5.12 i 5.18 Dt 25.4; 1Co 9.9 iM t 10.10; Lc 10.7 *5.19 Dt 17.6; 19.15; Mt 18.16 '5.22 Um 3.10 m5.25 SI 37.6 06.1 Ef 6.5; Tt 2.9; 1Pe 2.18 *Tt2.5 c6.2Fm16 «<6.3 Um 1.3 *6.6 Pv 15.16; Lc 3.14; Fp4.11; Hb 13.5 '6.7 Jó 1.21; Ec 5.15 96.8 Pv 30.7-9 h6.9 Pv 23.4; 28.20 tarde. 25Do m esm o m odo tam bém as boas obras se evidenciam e aquelas que ainda não são m anifestas não poderão ficar escondidas."’ Os senhores e os servos 6 Todos os servos que estão debaixo de jugo conside­ rem dignos de toda honra o próprio senhor," para que o nome de Deus e a doutrina não sejam difam ados/ 2Também os que têm senhor crente não o tratem com desrespeito, porque é irmão;" pelo contrário, trabalhem ainda mais, pois ele, que partilha do seu bom serviço, é crente e amado. Ensine e recomende estas coisas. Os falsos mestres e os perigos da riqueza 3Se alguém ensina outra doutrinari e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino segundo a piedade, 4esse é orgulhoso e não en­ tende nada, mas tem um desejo doentio por discussões e brigas a respeito de palavras. E daí que nascem a in­ veja, a provocação, as difamações, as suspeitas malignas, 5as polêmicas sem fim, por homens cuja m ente é per­ vertida e que estão privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro. 6De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o con­ tentamento." ^Porque nada trouxemos para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele/ 8Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes.9 90ra, os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos tolos e perniciosos, que levam as pes­ soas a se afundar na ruína e na perdição/ 10Porque o am or ao dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atorm enta­ ram com muitas dores. O bom combate da fé 11Mas você, hom em de Deus, fuja de tudo isso. Siga a 5.19-21 Em alguns casos, a disciplina de um presbítero ou líder pastoral da igreja deve ser pública devido ao círculo de influên­ cia que tem. As consequências de não fazer isso incluem: (I) fal­ ta de temor santo na igreja (Dt 13.11; At 5.11); (2) acusações de pare ialidade; (3) o próprio presbítero ou líder não levar o pecado cometido a serio e errar de novo. Ao mesmo tempo precisamos lembrar que o propósito da disciplina não é punição, e sim res­ tauração. Cf. ns. M t 18.15-18. 5.22 Não devemos colocar ninguém rapidamente em cargos de liderança. Esses indivíduos devem ser provados no ministério para depois ser reconhecido publicamente o que eles já fazem. Nota pratica: no caso de uma equipe ministerial e muito mais no caso de uma equipe pastoral, pode ser sábio convidar um bom candidato á equipe para ser um acompanhante por certo período, possivelmente um ano. Ao final desse ano, se o indivíduo realmente acrescenta à equipe, demonstra que está comprometido com a visão e a missão e com os membros da equipe, pode-se convidá-lo a tornar-se um membro oficial da equipe. Durante esse ano se espera que houve alguns conflitos que permitiram ver quão ensinável é a pessoa e sua humildade em resolver os problemas quando errou. Cf. ns. Tg 1.1-2. 5.23 Remédios realmente têm seu lugar. Nem tudo é resolvido por meio da cura divina. 5.24-25 Cedo ou tarde a lei da semeadura (a lei das conse­ quências) se manifestará. 6.1- 2 Dicas para escravos. Hoje em dia estes vs. servem para em­ pregados e funcionários em geral. Cf. ns. Ef 6.5-9. De novo, a dou­ trina. o nome de Deus e como vivemos estão interligados (cf, n. 5.1- 2). Toda teologia é autobiográfica. Cf. n. Rm 1.16; Intro. Rm. 6.3-5 Procure corrigir pessoas que discutem passagens bí­ blicas e conceitos espirituais, mas nunca os colocam em prá­ tica. Se não respondem, confronte-as em amor; se ainda assim não responderem, afaste-se deles (vs. 20-21: 4.7; 2Tm 2.25-26; Tt 3.9-11). Cf. ns. 1.3-4. 6.3 ensino segundo a piedade. Cf. ns. 2.2; Tt 1.1. 6.6-8 o contentam ento. Cf. n Fp 4.11-12. 6 .9 -1 0 os que querem fic a r ricos (vs. 17-19). Cf ns. M t 6.19-34. 6.11 homem de Deus. Que nome nobre. Sua identidade esta
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    363 1TIMÓTEO 6 justiça,a piedade, a fé, o amor, a perseverança, a m ansi­ dão.' 12Combata o bom combate da féJ Tome posse da vida eterna, para a qual você tam bém foi chamado e de que você fez a boa confissão diante de m uitas testem u­ nhas. 13Diante de Deus, que preserva a vida de todas as coisas, e diante de Cristo Jesus, que, na presença de Pôncio P ilato s/ fez a boa confissão, eu exorto você 14a que guarde este m andato imaculado, irrepreensível, até a manifestação de nosso Senhor Jesus C risto/ 15a qual, no tem po certo, há de ser revelada pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, 16o único que possui im ortalidade, que habita em luz inacessível, a quem hom em algum jamais viu, nem é capaz de ver.'" A ele honra e poder eterno. Amém! Os ricos rtExorte os ricos deste mundo que não sejam orgu­ lhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza," mas em Deus, que tudo nos proporciona ri­ camente para o nosso prazer;" 18que pratiquem o bem, sejam ricos em boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; I9que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apodera­ rem da verdadeira vida.p Conselho final 20E você, ó Timóteo, guarde o que lhe foi confiado,1qevi­ tando os falatórios inúteis e profanos' e as contradições daquilo que falsamente chamam de "conhecimento”, 21pois alguns, professando-o, se desviaram da fé.s Bênção A graça seja com vocês. <6.11 2Tm 2.22 J6.12 ITm 1.18; 2Tm 4.7 *6.13 Jo 18.37 '6 .1 4 2Tm 4.1;Tt 2.13 <” 6.16 U m 1.17 "6.17 SI 62.10; Lc 12.20 «At 14.17 46,19 M t 6.20 46.20 2Tm 1.14 f2Tm 2.16 <6.21 U m 1.19 em Deus: você não é cidadão deste mundo. Cf. n. 2Co 5.20 fu ja de tudo isso. As disciplinas da abstinência ajudam m uito nisto. Siga. Busque, procure, corra atrás de... O pecado e a maldade precisam ser substituídos por outra coisa. Se não, continuarão nos afligindo e poderão nos conquistar. Devemos ter alvos e projetos de crescimento intencionais, apoiados e incentivados por companheiros e mentores ou discipuiadores. Quem está correndo atrás dessas coisas dificilm ente cairá nos pecados alistados antes. 6.12 Combata o bom combate (1.18; 2Tm 4.7). Cf. n. M t 11.12; Cl 1.28-29. Tome posse da vida eterna. A salvação é passado, presente e futuro. Precisamos tom ar posse no presente do que foi feito para nós no passado. 6 .13-1 6 Paulo começa a descrever a Deus para quem Timóteo precisa se comprometer e não consegue parar. Acaba brotando em louvor na medida em que pensa em Deus (cf. n. 1.17), como fez repetidas vezes neste livro (1.17; 2.5-6: 3.16). 6.15 Soberano (M t 6.24). Cf. ns. Rm 8.28-29 e 9.19-33. O Rei dos reis. Cf. n. M t 19.30; Intro. e tc. Mt. e Senhor dos senho­ res. Cf. n. Rm 1.7 e 10.9-10. 6 .17-1 9 Cf. n. 6.9-10. 6.21 A graça seja com vocês. Cf. n. ICo 16.23.
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    2TIMÓTEO Tal pai, talfilho; tal filho, tais netos ------------------------------------------- e A s duas cartas a Timóteo são as maiores expressões que temos de uma relação pai-filho espiritual na Bíblia (cf. Intro. Um) depois da própria vida de Jesus com seus discípulos. A Segunda Epístola a Timóteo acres­ centa uma visão sobre netos espirituais (Pv 17.6), sobre a terceira geração. Na verdade 2Tm 2.1-2 fala de pelo menos quatro gerações, bem possivelmente seis (cf. tc). O escritor Keith Phillips, em seu livro A form ação de um discípulo, diz que o nosso ministério apenas se comprova na quarta geração. Se não fizermos discípulos, a Igreja morrerá em poucas gerações. Se fizermos ape­ nas discípulos, a Igreja morrerá na próxima geração. Temos de fazer discipuladoresI Keith Phillips não está contente com isso, apenas, porque só com discípulos a Igreja pode morrer, apesar de isso demorar três gerações. Temos de fazer discipuladores que sabem form ar outros discipuladores! Dessa forma, a Igreja nunca morrerá. Podemos achar a ênfase no discipulado e na m ultiplicação um tanto exagerada. Mas não é. Timóteo era responsável pela igreja em Éfeso. Com menos de trinta anos após Timóteo receber esta carta, João escreve sobre a igreja em Éfeso chamando-a ao arrependimento por haver deixado o primeiro amor (Ap 2.4-5), Josué é um exemplo maravilhoso de um homem plenamente entregue a Deus. Infelizm ente, ele também é um exemplo de alguém que não discipulou e, consequentem ente, com a sua morte e a de sua geração, surgiu uma geração que não conhecia Deus (Jz 2.8,10). Esta continua sendo a história de todos os ju í­ zes e de quase todos os bons reis de Judá. Nada diferente hoje. Poucos líderes discipulam seriamente os potenciais líderes do futuro, e m uito menos levantam sucessores. Não existe sucesso sem sucessor (cf. n. Jo 10.12). O Sl 78.5-8 nos dá uma ilustração de pelo menos quatro gerações se m ultiplicando. O maior exemplo de alguém que parece ter feito isso por mais de quatro gerações é Asafe. com filhos físicos e espirituais por 440 anos (cf. 2Cr 20.14). Veja a seguir uma tabela que compara a diferença entre um discipulado m ultiplica­ dor a cada ano e um evangelismo no qual o evangelista leva uma pessoa a Cristo anualmente, durante dez anos de ministério. DISCIPULADO COM CRESCIMENTO ANO EVANGELISMO COM CRESCIMENTO MULTIPLICADOR ADICIONAL 1+1=2 1 1+1=2 2+2=4 2 2+1=3 4+4=8 3 3+1=4 8+8=16 4 4+1=5 16+16=32 5 5+1=6 32+32=64 6 6+1=7 64+64=128 7 7+1=8 128+128=256 8 8+1=9 256+256=512 9 9+1=10 512+512=1024 10 10+1=11 Dá para entender por que Satanás se opõe tanto ao discipulado e aos discipuladores?
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    365 2TIMÓTE0 1 Te x t o - c h a v e Quanto a você, meufilho, fortifique-se na graça que está em CristoJesus. Eo que você ouviu de mim na presença de muitas testemunhas, isso mesmo transmita a homensfiéis e também idôneos para instruir a outros. (2Tm 2.1-2) Que bênção maravilhosa ter alguém que o chama de “filho" ou de “pai” no sentido espiritual (cf. Intro. Um). Apenas quem tem paternidade espiritual sabe bem como exercer o mesmo. Formar, reproduzir discí­ pulos saudáveis depende de ser um discípulo saudável. Todos nós “reproduzimos” segundo a nossa espé­ cie, querendo ou não. Timóteo era responsável por igrejas na região de Éfeso. Quem tem responsabilidade maior, seus erros em geral têm consequências amplas (Tg 3.1-2). Que bênção ainda ter um pai espiritual na hora de tanta responsabilidade assim. Este texto é um dos mais conhecidos entre discipuladores por seu efeito multiplicador, falando de qua­ tro gerações: Paulo; Timóteo; homens fiéis e idôneos; e outros. Em certo sentido dá para ver seis gerações a partir do v. 1: Cristo Jesus; Barnabé (cf. o módulo sobre ele a partir de Sl 142.3-7) e então a sequência acima. Que cada um de nós possa ser fiel não apenas para com a nossa geração (como Josué), nem apenas para a próxima, e sim olhando para os próximas, para um movimento de discipulado feito para durar. (Mais deta­ lhes sobre estes versículos, cf. ns. 1-2). Uma palavra de alento. Discípulos multiplicam. Demônios não! Prefácio e saudação 1 Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, conform e a prom essa da vida em Cristo Je­ sus,“ 2ao am ado filho Tim ó teo .b Que a graça, a m isericórdia e a paz, da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor, estejam com você. Ação de graças 3Dou graças a Deus, a quem, desde os meus ante­ passados, sirvo com a consciência lim pa,“ porque, sem cessar, lem bro de você nas minhas orações, noite e dia. 4Lem brando das suas lágrimas, estou ansioso por ver você, para que eu transborde de alegria. 5Lembro da sua fé sem fingimento, a mesma que, prim eiram ente, habitou em sua avó Loide e em sua m ãerf Eunice, e es­ tou certo de que habita tam bém em você.® Conselhos 6Por esta razão, venho lem brar-lh e que reavive o dom de Deus que está em você pela im posição das m inhas m ã o s /7Porque Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de am or e de m oderação.5 «1.1 U o 2.25 *1 .2 At 16.1; 1Co 4.17 <1.3 ITm 1.5; 3.9 <<1.5 A t 16.1 f 2Tm 3.15 h .6 ITm 4.14 Jl.7 R m 8 .1 5 1.1 Introdução típica. Cf. n. ITm 1.1. 1.2 Saudação parecida com a de 1Tm (cf. n. ITm 1.2). am ado filho (cf. n. M t 3.17). 1.3 Dou graças a Deus. Cf. ns. ICo 1.4-9; ITs 5.18; cf. Intro. Fp. consciência limpa. Cf. ns. At 23.1; 24.16; 1Tm 1.19. sem ces­ sar... nas minhas orações. Cf. n. Rm 1.9. noite e dia. Cf. n. ITs 5.17. Possivelmente Paulo tivesse o hábito de orar por certas oessoas várias vezes por dia, assim como Daniel (Dn 6.10). 1.4 lágrimas (cf. ns. M t 5.4). Relação íntima; sem vergonha quanto a falar de lágrimas. Paulo sabia chorar (cf. n. At 20.31) e era sensível ao choro de Timóteo, estou ansioso... Paulo ti­ nha grande inteligência emocional. Cf. n. 2Co 11.29; Intro. 2Co. transborde de alegria. Cf. ns. Lc 10.17-23; Jo 15.11; Intro. Fp. Aqui, Paulo expressa um coração de amor paternal que acaba brotando nos vs. 6-7. 1.5 Lembro. Ajuda muito a um discipuiador ver a vida familiar Jo seu discípulo, em sua avó Loide. Tal mãe, tal filha, tal neto. Cf. Intro. A maternidade espiritual pode ser tão profunda como a paternidade. 1.6 venho lem brar-lhe. Amar o suficiente para confrontar. Cf. n. Ef 4.15. reavive o dom de Deus. Todo líder, obrei­ ro ou pastor precisa de tempos de renovo e de alguém que pode lhe cham ar para isso quando se perde no corre-corre do m inistério, pela im posição das minhas mãos. Um ato de intim idade, de identificação e de transm issão de graça. Cf. n. At 6.6. 1.7 espirito de covardia (Ap 21.8). De medo (cf. n. IPe 5.7-8). Deus realmente não quer que tenhamos medo quanto a nossos dons e chamado. Covardia é fugir de algo que nos dá medo ou que parece muito difícil; coragem é confrontar isso. Nota prática: perante algo assustador, tom e o prim eiro passo e veja o que acontece. Será bem mais fácil se você tiver ao seu lado um companheiro, mas de poder (v. 8). Gr. duna- mis. Cf. Js 1.8; n. At 1.8. de am or (v. 13). Gr. ágape. 1Co 13; cf. n. Jo 21.15; tc. 1Jo. O amor tira fora o medo (1Jo 4.18). e de m oderação (gr. sõphronism os). Saúde mental, sobrieda­ de, uma mente equilibrada ou sã ou autodisciplina (cf. ns. 4.5; ITm 2.9), preservando-nos de exageros e desequilíbrio. Variantes desta mesma palavra aparecem na descrição de esposas (bom senso, 2Tm 2.9) e em Tito, presbíteros, ho­ mens idosos, jovens recém-casadas, moços e todo crente (cf. n. Tt 2.2).
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    2TIMÓTEO 1 —2 366 8Portanto, não se envergonhe do testem unho de nosso S en h o r/ nem do seu prisioneiro, que sou eu. Pelo contrário, participe com igo dos sofrim entos a favor do evangelho, segundo o poder de Deus, 9que nos salvou e nos cham ou com santa vocação,' não se­ gundo as nossas o b ras/ mas conform e a sua própria determ inação e graça que nos foi dada em Cristo Je­ sus, antes dos tem pos eternos, tOe m anifestada agora pelo aparecim ento de nosso Salvador Cristo Jesus/' Ele não só destruiu a m o rte / como trouxe à luz a vida e a im ortalidade,'" m ediante o evangelho. 11 Para este evangelho eu fui designado pregador, apóstolo e m estre" 12e, por isso, estou sofrendo estas coisas. Mas não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia." l3M antenha o padrão das sãs palavras que de m im você ouviu com fé e com o am or que está em Cristo Jesus. H G uarde o bom depósito, m ediante o Espírito Santo que habita em n ó s /’ * 1.8 Mc 8.38 '1.9 Tt 3.5 /E f 2.9 *1.10 Lc 2.11; At 13.23; 2Pe 1.11 'IC o 15.26 m 1Co 15.53-54; Hb 2.14 "1.11 Ef 3.7; ITm 2.7 o1.122T m 4.8 P1.14R m 8.9 41 .1 5 2Tm 4.10,16 '1 .1 6 2T m 4.19 s2Tm 1.8 '1.17 At 28.30 “ 1.18 2Tm 4.8 «2.2 ICo 4.2 <’2.4 2Co5.9 '2 .5 ICo 9.25 1.8 não se envergonhe (vs. 12,16). Cf. n. Mc 8.38. Pelo con­ trário. 0 Reino de ponta-cabeça (cf. n. M t 19.30; tc. Mc). Tro­ cando celebração por vergonha; transform ando fraquezas em vantagens (cf. ns. 2Co 4.7 e 12.9-10). sofrimentos (tf. Intro. 1Pe). Paulo nunca se considerou uma vítima; até em cadeias se considerava vitorioso, aproveitado das cadeias para avançar o evangelho, a favo r do evangelho (v. 10: 2.8). Cf. ns. Lc 2.11; Rm 3.10; tc. Rm; Intro. Mt. 1.9 que nos salvou e nos chamou com santa vocação. Duas grandes vertentes de graça em nossas vidas. 1.10 Salvador. Cf. n. At 5.31. 1.11 eu fu i designado. Cf. ITm 2.7. pregador (Tt 1.3). Cf. np. 3.16. apóstolo. Cf. n, ICo 12.28. e mestre. Cf. n. Ef 4.11. 1.12 por isso, estou sofrendo estas coisas. O chamado de Deus geralmente traz algum sofrimento, tanto interno (abne­ gação) como externo (não ser compreendido ou ate enfrentar resistência), sei em quem tenho crido. Não em que tinha crido, e sim em quem. estou certo. Certeza não nas circunstâncias, e sim no caráter de Deus. As circunstâncias podem ser ruins, mas Deus sempre é confiável. Nota prática: o que você entregou para Deus, confiando que ele realmente cuidará disso7 Especificamente7 1.13 M antenha o padrão. Siga o meu exemplo. Cf. n. ICo 11.1. 1.14 Guarde o bom depósito. No v. 12 Paulo declara sua confiança que Deus guardará o seu depósito. Mais uma vez vemos o casamento entre o humano e o divino; depender de Deus como se tudo dependesse dele e se esforçar como se tudo dependesse de nós, simultaneamente (cf. ns. ICo 15.10; Fp 2.12-13; Cl 1.27-29). m ediante o Espírito Santo. Cf. n. At 1.2; Intro. At. 1.15 me abandonaram (4.10,16). É saudável com partilhar as nossas dificuldades e necessidades. A situação do apóstolo preso i5Você já deve estar ciente de que todos os da pro­ víncia da Ásia m e abandonaram .q Entre eles se encon­ tram Fígelo e Hermógenes. l6Que o Senhor conceda m isericórdia à casa de O n esífo ro / porque, m uitas ve­ zes, m e deu ânim o e nunca se envergonhou das m i­ nhas algemas.5 l7Pelo contrário, quando chegou a R o m a/ me procurou com persistência até me encon­ trar. 180 Senhor lhe conceda, naquele Dia," achar m i­ sericórdia da parte do Senhor. E você sabe, m elhor do que eu, quantos serviços ele m e prestou em Éfeso. Os estímulos no combate da fé e no sofrimento por Cristo 2 Quanto a você, m eu filho, fortifique-se na graça que está em Cristo Jesus. 2E o que você ouviu de m im na presença de m uitas testem unhas, isso m es­ mo transm ita a hom ens fiéis" e tam bém idôneos para in struir a outros. 3Participe dos meus sofrim entos como bom sol­ dado de Cristo Jesus. 4Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu obje­ tivo é agradar aquele que o re c ru to u / 5Igualm ente, o atleta não é coroado se não com petir segundo as re­ gras." 60 lavrador que trabalha deve ser o prim eiro a 1.18 misericórdia. Cf. n. M t 5.7. O que Onesíforo semeou, ele irá colher. 2.1 meu filho (cf. tc). O pai maduro sabe quando e como tratar outras pessoas como família e focar em sua identidade de filhos (cf. Intro. 1Tm). E sabe quando tratar as outras pessoas como guerreiras focando no estratégico, no sacrifício, na disciplina, na firmeza e nas prioridades de um soldado (vs. 3-4; cf. ns. IJo 2.12-14). E sabe quando ser "fílhinho" e deixar que outros cuidem dele (cf. ns. 2Co 7.5-6). Isto inclui ter um mentor, alguém que cuide dele (cf. oito estudos sobre como ser um bom discí­ pulo ou mentoreado a partir de M t 16.24-26 e oito sobre como ser um bom discipulador ou mentor a partir de M t 28.16-20). fortifique-se (Ef 6.10) na graça (cf. ns. ICo 15.10: 2Co 12.8: Ef 2.8-9). não na doutrina ou no conhecimento. Uma orientação paradoxal celebrando a tensão criativa entre o esforço humano (“fortifique-se") e a forca divina (“na graca"). Cf. n. 1.14. que está em Cristo Jesus. Todo bom discipulador cria dependência em Jesus, não em si mesmo. 2.2 E o que você ouviu (Tg 1.18). Na verdade foi um impacto de vida. não apenas de ouvir o ensino (3.10-11). na presença de muitas testemunhas. Ensino direto e indireto. Paulo ensinou para a sua equipe e em grupos pequenos (cf. n. Lc 7.18; med. 1Co 12.12-13), como também em grupos grandes. Timóteo apro­ veitou isso em ambos os contextos, isso mesmo transmita. Dis- cipule. Repasse. Forme outros como você foi formado, e também idôneos para instruir (v. 24). Desc rito em ITm 3.1-15 (cf ns. ali). Isto ressalta a suprema importância da boa seleção. Cf. oito estu­ dos sobre isto a partir de Lc 6.12-16. a outros. O efeito m ultipli­ cador. Sobre o valor da multiplicação, cf. Intro. e tc. aqui. 2.3-7 O que soldados, atletas (ICo 9.24-27; Hb 12.1-2) e lavra­ dores no campo têm em comum? Submissão, dedicação, disci­ plina, sacrifício, trabalho duro no presente para ver resultados
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    367 2TIMÓTEO 2 participardos frutos." 7Pense bem no que acabo de dizer, porque o Senhor dará a você com preensão em todas as coisas.e 8Lembre-se de Jesus Cristo, ressuscitado de entre os mortos, descendente de D avi/ segundo o meu evange­ lho.-9 9É por ele que estou sofrendo até algemas/' como malfeitor. Mas a palavra de Deus não está algemada. lOPor esta razão, tudo suporto por causa dos eleitos,' para que tam bém eles obtenham a salvação que está em Cristo Jesus, com eterna glória. 11Fiel é esta palavra: "Se já m orrem os com ele, tam bém viverem os com e le / 12 se perseveram os, tam bém com ele reinarem os; se o negam os/1ele, por sua vez, nos negará; 13 se somos infiéis, ele perm anece fie l/ pois de m aneira nenhum a pode negar a si mesmo." As falsas doutrinas e os falsos crentes 14Lem bre a todos essas coisas, dando testem unho solene diante de Deus, para que evitem conflitos de palavras, pois isso não serve para nada, a não ser para prejudicar os ouvintes."1 l5Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que m aneja bem a palavra da verdade." 16Evite, igualm ente, os falatórios inúteis e profanos, pois os que se entregam a isso avançarão cada vez mais na im piedade. U A lém disso, a linguagem deles corrói como câncer. Entre esses estão Him eneu e Fi- leto, 18que se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição já aconteceu, e estão pervertendo alguns em sua fé. 19Entretanto, o firm e fundam ento de Deus perm anece, tendo este selo: “O Senhor conhece os que lhe pertencem .”0 E mais: "Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nom e do Senhor.” p 20Ora, num a grande casa não há somente utensílios de ouro e de prata; há tam bém de m adeira e de barro. Alguns, para honra; outros, porém , para desonra. 21As­ sim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes er­ ros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu senhor, estando preparado para toda boa obra.9 22 Fuja, tam bém , das paixões da mocidade. Siga a justiça, a fé, o am or e a paz' com os que, de coração puro, invocam o Senhor. 23 Evite as discussões insensatas e absur­ das, pois você sabe que elas só provocam brigas.5 240 servo do Senhor não deve andar m etido em brigas/ mas deve ser brando para com todos," apto para en­ sin ar/’ paciente, 25disciplinando com mansidão os que se opõem,"' na expectativa de que Deus lhes conceda 42.6 IC o 9.10 «2.7 SI 119.125 *2.8 Rm 1.3 9Rm2.16 *2 .9 Fp 1.7 '2.10 Cl 1.24 72.11 Rm 6.8 *2.12 M t 10.33; Lc 12.9 '2.13 Rm 3.3; ICo 1.9 »>2.14 1Tm 6.4; Tt 3.9 "2.152C o3.6; ITm 4.6 »2.19 Jo 10.14,27; ICo 8.3 PSI 34.14; Jó 28.28 92.21 Ef 2.10; 2Tm 3.17; Tt 3.1 '2.22 ITm 6.11 52.23 ITm 1.4;Tt 3.9 Í2 .2 4 ITm 3.3 “ ITs 2.7 "U m 3.2 » 2 .2 5 Gl 6.1 no futuro. Alguém com chamado considera esses custos um privilégio. Às vezes, porem, quem é voluntário queixa-se o tem­ po todo. Para o chamado, servir é um privilégio, um motivo de agradecimento; para o voluntário é dispendioso, um motivo de sentir que alguém deve lhe agradecer. Cf. n. Lc 9.57-62. 2.7 Pense. Reflita. Medite. A parte nossa, porque o Senhor dará a você compreensão. A parte divina. Cf. n. 1.14. 2.8-10 Os maiores exemplos que devem nos inspirar quanto aos vs. 3-7 são Jesus (v. 8) e Paulo (vs. 9-10). Nota prática: até que ponto você. como discipulador, é uma inspiração para seus seguidores, como uma pessoa chamada (vs. 5-7) ? 2.11-13 Os custos de seguir Jesus são altíssimos, mas os be­ nefícios são maiores ainda. Se já morremos. Cf. n. Rm 6.2-4,6. também viveremos com ele. Para viver com Cristo e preciso morrer com ele. Cf. ns. M t 16.24-25; Jo 12.23-24; Rm 6.5. se perseveramos. Cf. n. Rm 5.3 também com ele reinaremos. Cf. n. M t 24.13. se o negamos... nos negará. (Cf. n. Mc 8.58). ele permanece fiel. Não im porta como agimos, o caráter do Senhor não mudará. Lembre a história da mulher infiel, Gômer, e do profeta fiel, Oseias. 2.14 evitem conflitos (vs. 14,16-18,23-26: 4.3-4). Cf. ns. ITm 1.3-4; 4.7; 6.3-5. 2.15 aprovado (vs. 20-21). Alguém que passa por provas e e forjado. Ser aprovado e m uito mais do que ser útil. Deus usa to ­ das as circunstâncias como ele quiser. Mas ser aprovado e ga­ nhar um lugar especial em seu coração (cf. n. M t 25.21.23). que não tem de que se envergonhar. Cf. ns. M t 24.42; 25.14-30. que m aneja bem a palavra da verdade (cf. n. 3.17; np ITm 2.12-14). Uma regra básica de interpretação da Bíblia é que o texto deve ser entendido de forma literal, contextuai, bíblica e/ou histórica. (1) Literal: manter o que o texto diz literalmente, a não ser que algo indique que dada passagem não é literal, como, por exemplo, no caso de uma poesia, metáfora ou pará­ bola. (2) Contextuai: manter o texto em seu contexto histórico e cultural. (3) Bíblica: uma passagem é consistente com o resto da Bíblia. (4) Histórica: uma passagem é consistente com o que a Igreja tem entendido ao longo dos séculos (e que se alinha com os credos básicos da história da Igreja: Credo dos Apósto­ los, de Niceia e de Atanásio). Cf. uma lista completa de regras ao final da Intro. a esta Bíblia. 2.17 corrói como câncer. E flui de uma pessoa para outra como vírus contagioso (cf. ns. ICo 5: Hb 12.15). Himeneu. Cf. ITm 1,20. 2.19 Aparte-se (vs. 21-22). Uma ferramenta na batalha contra a carne, o mundo e o diabo são as disciplinas espirituais de abstinência. 2.21 se alguém a si mesmo se purificar (v 22: ITm 1.5). Cf. ns. M t 5.8. preparado para toda boa obra (cf. n. 3.17). 2.22 Fuja (5.5). Siga. Cf. n. 1Tm 6.11. com os que... invocam o Senhor. Sozinho, não1Cf. Ec 4.9-12. 2 .23-2 6 Evite discussões inúteis. Cf. n. 2.14. 2.24 apto para ensinar. Cf n. 1Tm 3.2. 2.25 disciplinando com mansidão (cf. n. Gl 6.1) os que se opõem. Cf. ns. M t 18.15-18; ns. 1Co 5. não só o arrependi­ mento. Cf. n. At 7.58.
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    2TIMÓTEO 2 —3 368 não só o arrependim ento para conhecerem a v e rd a d e / 26mas tam bém o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do d ia b o / que os prendeu para fazerem o que ele quer. Os males e as corrupções dos últimos dias 3 Mas você precisa saber disto: nos últim os dias sobrevirão tempos d ifíc e is / 2pois os hom ens se­ rão egoístas, avarentos, orgulhosos, arrogantes, blasfe- madores, desobedientes aos pais, ingratos, irreligiosos, 3sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, sem dom ínio de si, cruéis, inimigos do bem ,* 4traidores, atrevidos, convencidos, mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus, 5tendo form a de piedade, negan- do-lhe, entretanto, o poder. Fique longe tam bém des­ tes. 6Pois entre estes se encontram os que se infiltram nas casas e conseguem cativar m ulherinhas sobrecar­ regadas de pecados, que são levadas por todo tipo de desejos, 7que estão sem pre aprendendo e nunca con­ seguem chegar ao conhecim ento da verdade. 8E do m esm o m odo que Janes e Jambres resistiram a M oi- *lTm 2.4 72.26 Um 3.7 »3.1 ITm 4.1; 2Pe 3.3 <>3.3 Rm 1.30-31 »3.8 Êx 7.11 <<3.9 Ex 7.12; 8.18; 9.11 »3.11 At 13.14-52 <At 14.1-7 9At 14.8-20 <>2Tm4.17 <3.12 Jo 15.20; At 14.22 73.15 2Tm 1.5 *Jo 5.39; 20.31; 1Co 1.21 2.26 Libertação. 3.1 sobrevirão tempos difíceis. Demoramos para perceber os tempos e consequentemente demoramos para responder aos tempos (cf. ns. Ef 5.14-16; tc. Ef). 3.2-9 Para crentes que se relacionam principalmente com ou­ tros crentes, pode ser que esta lista parece exagerada. Mas quando pensamos nos filmes e nas novelas as características aqui destacadas realmente prevalecem. Resumindo em valores contemporâneos: humanismo, materialismo, individualismo, hedonismo, erotismo, secularismo e relacionamentos descartá­ veis. Isto é pior em se tratando não apenas de pessoas comuns com estas características, e sim líderes. M uito pior ainda se são líderes religiosos, supostamente 'cristãos1' (cf. ns. 2Pe 2.1-22; Intro. 2Pe). 3.2 Vigiemos. Somos tentados a agir segundo uma ou outra destas características porque a carne caminha naturalmente para elas, o mundo as exalta e o diabo nos tenta. Infelizmen- te alguns líderes e pastores demonstram algumas delas (cf. n. ITm 4.2). egoístas (cf. Intro. Judas). Essa é a essência do dilema humano, da natureza pecaminosa. Desviar-se dessa conduta continua sendo um desafio para os filhos de Deus. A chave é ser cheio do Espírito, porque sem isso não temos chance de ven­ cer a carne, o mundo e o diabo, avarentos (ITm 6.9-10,17-19; cf. ns. M t 6.19-24). orgulhosos, arrogantes. Orgulhosos, deso­ bedientes aos pais. Um espirito de independência, tão obvio nos adolescentes de hoje e dali em diante, ingratos. Sem ver as muitas bênçãos que tem. irreligiosos. Consequência natural de Deus parecer distante ou duvidar dele. 3.4 mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus. Cf n. 2.19. 3.5 tendo form a (aparência) de piedade. Religiosidade (Is 58.1-12), negando-lhe... o poder. Não viver no poder do Es­ pírito; não ver milagres, não usar dons sobrenaturais. Deus não s é s / tam bém estes resistem à verdade. São homens que têm a m ente totalm ente corrom pida, reprovados quanto à fé. 9Mas esses não irão longe, porque a in­ sensatez deles ficará evidente a todos, como tam bém aconteceu com a insensatez de Janes e Jam bres.* Paulo elogia e exorta Timóteo lOVocê, porém , tem seguido de perto o m eu en­ sino, a m inha conduta, o m eu propósito, a m inha fé, a m inha paciência, o m eu amor, a m inha perse­ verança, 11 as m inhas perseguições e os m eus sofri­ mentos, que tive de enfrentar em A n tio q u ia / Icônioí e L is tra / Quantas perseguições tive de suportar! Po­ rém o Senhor m e livrou de todas elas.* l2N a verdade, todos os que querem viver piedosam ente em Cristo Jesus serão perseguidos.' i3M as os hom ens p erver­ sos e im postores irão de m al a pior, enganando e sendo enganados. Inspiração, valor e utilidade da Escritura l4Você, porém , perm aneça naquilo que aprendeu e em que acredita firm em ente, sabendo de quem você o aprendeu I5e que, desde a in fân cia/ você co­ nhece as sagradas letras, que podem torná-lo sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.* l6Toda a Es­ se manifesta. M uitas igrejas precisam clamar a Deus para não caírem nisto ou para saírem disto. Fique longe também destes (2.25-26; ICo 6,18). Cf. ns. M t 18.15-18; ns. 1Co 5. 3.7 Descrição de quem aprende sem praticar (Hb 5.11-14: cf. n. M t 28.20 e med. M t 7.21-27; Tg 1,22-25). conhecimento (gr. epignosis). Pleno conhecimento subjetivo ou por experiência. Cf. n. Tt 1.1. 3.8 resistem à verdade. Cf. np. 1Tm 2.12-14. 3.10-11 Você, porém (v. 14: 4.5: Tt 2.1). O quadro muda dra­ maticamente para o crente. Em contraste com a onda maligna ao seu redor, ele precisa se colocar na brecha, tem seguido de perto... Faz a diferença ter uma relação íntima com um disci- pulador ou mentor que mostre a vida em Jesus, o meu ensino, a minha conduta... O ensino não pode ficar independente de demonstração, o meu propósito, a minha fé... São nove áreas da vida de Paulo que transbordam no seu discipulado. O disci- pulado precisa ser integral, atingindo todas as areas da vida. É vida em vida, não mente em mente. 3.12 A perseguição não deve nos surpreender (M t 5.10-12). Se não experimentamos nenhuma perseguição, devemos nos per­ guntar se estamos realmente revelando Jesus ou se estamos sendo como agentes secretos. 3.13 enganando e sendo enganados (v. 7). Colhemos o que semeamos. 3.16 inspirada por Deus (cf. np. 1Tm 2.12-14). A Bíblia tem uma integridade milagrosa: é composta por 66 livros escritos por 40 autores em 5 continentes e em 3 idiomas ao longo de 1500 anos. Cinco razões para acreditar nas Escrituras: (1) histo­ ricidade; (2) integridade (unidade na diversidade); (3) profecia cumprida; (4) poder de transform ar vidas; (5) Jesus acreditava nas Escrituras do AT. e útil. Toda pregação, todo ensinamento, todo estudo bíblico deve ter resultados objetivos em nossas vi-
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    369 2TIMÓTE0 3— 4 critura é inspirada por D eusí e útil para o ensino,'” para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, 17a fim de que o hom em de Deus seja p e r­ feito e perfeitam ente habilitad o para toda boa obra. A fidelidade na pregação 4 Diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar vivos e m ortos,“ pela sua m anifestaçãob e pelo seu Reino, peço a você com insistência 2que pregue a palavra, insista, quer seja oportuno, quer não, cor­ rija, repreenda, exorte com toda a paciência e dou­ trina. 3Pois virá o tem po em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, se rodearão de m estres se­ gundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos. 4 Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.” 5Você, porém , seja sóbrio em todas as coisas, suporte as aflições, das. Se não tem, fazemos ma! para nós mesmos e para os que nos ouvem. Cf. n. M t 28.20; meds. M t 7.21-27; Tg 1.22-25. para o ensino (cf. n. Tt 1.1). Base conceituai, intelectual, doutriná­ ria. Mas não para por aí! para a repreensão. Confronto em amor, convencer-se do pecado e a necessidade de mudança. para a correção. M ostrar o caminho certo; restaurar a uma posição certa ou reta. para a educação (treinamento, capa­ citação; Ef 6.4; cf. ns. M t 10.1; Ef 4.12) no justiça (M t 6.33; cf. n. Rm 3.21). No caráter de Deus e os relacionamentos que refletem esse caráter. Cf. oito med. sobre o estudo da Palavra a partir de At 6.4. Nota prática: a maioria das igrejas tem uma cultura de eventos. Até os cultos dominicais são eventos, não parte de um processo objetivo de crescimento ou discipulado. Prega­ mos sem nunca perguntar na semana seguinte se as pessoas fizeram coisa alguma com a pregação. As pessoas vão para o culto sem caneta e caderno, mas elas não vão para a escola, o colégio ou a universidade de forma despreparada assim. As pessoas não vão à igreja para aprender e crescer, mas para ouvir e sentir-se bem. O problema principal não é com as pes­ soas; é com o pregador. Proposta: separar três m inutos no início e no final de cada mensagem para as pessoas interagi­ rem sobre a aplicação prática do tópico ministrado. Nos primei­ ros três minutos, o pregador faria um resumo de um minuto, possivelmente com projetor multimídia, e nos dois minutos se­ guintes, as pessoas conversariam com a pessoa ao seu lado so­ bre o que fizeram com base nessa mensagem da semana. Nos últim os três minutos, as pessoas conversariam com a pessoa ao seu lado sobre o que fariam durante a semana com base na mensagem. Isso seria revolucionário. Seriam passos na di­ reção de uma cultura de discipulado! Para outra ideia de culto participativo, cf. np. ICo 11.17-22. 3.17 a fim de que. Todas as nossas atividades espirituais (v. 16) devem ter propósito. Sem isso tudo é mero ativismo. o homem (e a mulher) de Deus. Pertencemos a Deus, não a nós mesmos (Gl 2.20; Fp 1.21; 3.8). seja perfeito. Destacando o ser“. Cf. n. Fp 3.15. e perfeitam ente habilitado (Lc 6.40). Des­ tacando o “fazer“. Os dois juntos combinam para que possamos capacitar outros (cf. tc). 4.1 Difícil pensar em palavras mais fortes antes de passar uma mensagem. Para Paulo este é o paralelo a M t 28.18 quanto a se faça o trabalho de um evangelista, cum pra plena­ m ente o seu m in is té rio / 6 Quanto a m im , já estou sendo oferecido por liba­ ç ã o / e o tem po da m inha partida chegou/7C om bati o bom combate,5 completei a carreira, guardei a fé. 8Des­ de agora me está guardada a coroa da justiça, que o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a m im , mas tam bém a todos os que am am a sua vinda. O apóstolo abandonado pelos homens, não por Deus 9Empenhe-se por vir até aqui o mais depressa possí­ vel. 10Porque D e m a s / tendo am ado o presente século, '3.16 2Pe 1.21 m Rm 15.4 »4.1 At 10.42 4lTm 6.14 <4.4 U m 1.4; 4.7;T t 1.14 44.5 Cl 4.17 «4.6 Nm 28.7; Fp 2.17 ^Fp 1.23 04.7 ITm 1.18; 6.12 *4 .1 0 Cl 4.14; Fm 24 comunicar com toda a autoridade. Quer dizer que para ele o v. seguinte é parecido em peso com a Grande Comissão de Jesus. São suas últimas palavras e queria deixá-las gravadas no cora­ ção e na mente de Timóteo e da geração futura; nós. 4.2 pregue a palavra (v, 17). Seja para crentes, seja para não crentes, comunique a mensagem divina claramente. A essência disso flui da nossa transform ação interna, nossa própria vida ilustrando e demonstrando a palavra que pregamos, insista, quer seja oportuno, quer não. Quer sintamos vontade ou não. No campo espiritual existem pessoas ‘inaproveitáveis’, pessoas espiritualm ente decrépitas, que se recusam a fazer qualquer coisa, a menos que sintam uma inspiração sobrenatu­ ral. A prova de que o nosso relacionamento com Deus está cor­ reto é que fazemos o melhor que podemos, quer nos sintamos inspirados ou não.'- Tudo para Ele, 25/4. corrija, repreenda, exorte. Palavras que ecoam 3.16. com toda a paciência. Per­ severança, sem desistir (2.25-26). e doutrina. Cf. n ITm 4.16. 4.3-4 não suportarão a sã doutrina. Cf. np. ITm 2.12-14. 4.4 entregando-se às fábulas. Cf. n. 2.14. 4.5 seja sóbrio. M oderado, equilibrado (cf. n. 1.7), em to ­ das as coisas. Isto requer abraçar a genialidade do “e" no lugar da tirania do “ou”, como diz Jím Collins. A m aioria das verdades no Reino de Deus e na descrição de Deus tem ver­ dades ou princípios opostos igualm ente im portantes. Em vez de cair em um extrem o ou outro, precisamos abraçar ambas as verdades sim ultaneam ente. Seja predestinação ou livre- -arbítrio, força divina ou força humana, o amor e a santidade de Deus, a liderança e o serviço; vez por outra existem princí­ pios paralelos e aparentem ente antagónicos que precisamos descobrir como celebrar ambos sem tra ir ou menosprezar nenhum dos dois. suporte as aflições (1.8,12; 2.3,9-10; 3.12; IPe 2.21-24). Cf. n. 3.12. Não existe m inistério sem aflição. Estamos confrontando a carne, o mundo e o diabo, fa ç a o trabalho de um evangelista. Cf. Intro. Jo. cum pra plena­ m ente o seu m inistério (At 20.24). Para poder dizer como Paulo aqui no v. 7 e como Jesus em Jo 17.4 (cf. n. ali) que realm ente glorificam os a Deus na terra, term inando a obra que o Pai nos deu para fazer. 4.6-8 Finalizou bem! Cf. n. M t 25.21,23. 4.10 Demas... me abandonou (v. 16; 1.15). Finalizou mal. Tito. Cf. n. Tt 1.4,
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    2TIMÓTEO 4 370 meabandonou e se foi para Tessalônica. Crescente foi para a Galácia. Tito foi para a Dalmácia. 11Somente Lu­ cas' está comigo. Encontre Marcos-' e traga-o junto com você, pois me é útil para o m inistério. 12Quanto a T i­ quico,* m andei-o para Éfeso. l3Q uando você vier, traga a capa que deixei em T ro ad e/ na casa de Carpo. Tra­ ga tam bém os livros, especialm ente os pergaminhos. 14Alexandre,'" o latoeiro, me causou m uitos males; o Senhor dará a retribuição de acordo com o que ele fez. i5Tom e cuidado com ele tam bém você, porque resistiu fortem ente às nossas palavras. 16Na m inha p rim eira defesa, ninguém foi a m eu favor; todos me abandonaram . Que isto não lhes seja posto na conta! 17Mas o Senhor esteve ao m eu lado '4.11 Cl 4.14; Fm 24 iA t 12.12,25; 13.13; 15.37-39; Cl 4.10; Fm 24 *4.12 A t 20.4; Ef 6.21 -22; Cl 4.7-8 '4 .1 3 A t2 0 .6 m4.14 ITm 1.20 "4.17 U m 1.12 <>2Tm3.11 P4.18 2Co 1.10 44.19 At 18.2 '2Tm 1.16-17 S4.20 Rm 16.23 'A t 20.4; 21.29 e m e revestiu de forças," para que, por m eu in ter­ m édio, a pregação fosse plenam ente cum prida, e to ­ dos os gentios a ouvissem . E fui libertado da boca do leão .0 180 Senhor me livrará tam bém de toda obra m aligna e me levará salvo para o seu Reino celes­ tial. p A ele, glória pelos séculos dos séculos. Am ém ! Saudações 19 Dê saudações a Prisca e Á quila,“1e à casa de One- síforo.' 20Erastos ficou em Corinto. Quanto a Tró- fim o / deixei-o doente em M ileto. 21 Faça o possível para v ir antes do inverno. Êubulo m anda saudações; 0 m esm o fazem Prudente, Lino, Cláudia e todos os irm ãos. Bênção 220 Senhor seja com o seu espírito. A graça esteja com vocês. 4.11 Marcos... e traga-o junto com você (IPe 5.15). Cf. Intro. Mc. 4.12 tiquico. Cf. n. Ef 6.21. 4 .18 seu Reino. Cf. n, M t I9.50: Intro. e tc. M t. 4 .20 Trófimo. Membro da equipe internacional de Paulo (At 20.4; 21.29). Dos sete alistados em At 20.4, apenas ele. Timóteo e Tiquico (v. 12) foram a equipe de Paulo no final de sua vida. Ao mesmo tempo. Paulo cita outros cinco fiéis compa­ nheiros de equipe neste capitulo (Crescente, em Tt 10), Lucas, Marcos (v. 11) e Erasto (v, 20), ju nto com um grupo de irmãos que ele cita por nome (v. 21). Paulo realmente foi um homem de equipe (rf. n. At 20.4). deixei-o doente em Mileto. Um testemunho de que Deus nem sempre cura toda enfermidade (Fp 2.50; ITm 5.23). 4.21 Cláudia. Prec isamos de am i/ades boas entre pessoas do sexo oposto. Cf. ns M< 16.9; 1Co 7.1. 4.22 A graça esteja com vocês. Cf. n ICo 16.23
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    371 2TIMÓTEO t ^t ESTUDANDO A PALAVRA COM RESULTADOS 2Tm 3.16-17 (Estudo 1.2.3) 1. Você confia que a Bíblia é divinamente inspirada? Por quê? 2. Qual é o propósito da Bíblia? 3. Quais os resultados visíveis das Escrituras em alguém que é formado e forjado pela Palavra? 4. 0 que quer dizer ser "perfeito" (v. 17)? 5. 0 que levaria você a ver resultados ou frutos de seu estudo da Palavra? Estudo opcional: Mt 7.24-27; Lc 6.40; 2Tm 3.14-15. Um diário espiritual Um diário espiritual é um relatório de encontros com Deus (cf. n. Ef 4.30). De forma simples, esse diário trabalha com apenas duas perguntas: 1. O que Deus está dizendo para mim? 2. O que eu vou fazer com base nisto? A primeira pergunta ("O que Deus está dizendo para mim?") pode tomar várias formas: • Você pode escrever uma oração expressando para Deus o que você está sentindo. • Usando sua imaginação santificada, você pode fazer o inverso do proposto no item anterior e escrever o que pensa que Deus falaria para você ("Meu amado, quanto tempo desde que sentamos juntos..."). • Você pode fazer uma lista de observações, interpretações e aplicações suas com base no seu estudo de uma passagem bíblica. A segunda pergunta ("O que eu vou fazer com base nisto?") também tem várias possibilidades: • Pode ser uma oração na qual você se compromete a uma ação de obediência. • Pode ser uma aplicação indicada de forma mensurável ou objetiva. • Pode ser um compromisso de aprofundar o assunto estudado de várias formas. Mt 4.4 — Estudo anterior ♦ | Próximo estudo — Tg 1.22-25
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    Tito Colocando em ordemo que resta -------------------------------------------------------------------Q A reforma de uma casa com estrutura ruim é bem mais difícil do que a construção do zero. O desafio de Tito era corrigir valores culturais contrários ao Reino de Deus e estabelecer a vida e o ensino de Jesus em sua cidade e em seu país, Creta. Os dois alicerces apostólicos nos quais a Igreja foi construída são: (1) liderança saudável que reflete a vida de Jesus; (2) ensino prático quanto a como viver. Em primeiro lugar, colocar as coisas em ordem comeca com as vidas dos pastores/presbíteros (1.5). Pas­ tor saudável, igreja saudável. Pastor pastoreado, pastor saudável. Para eles terem o caráter de Cristo (1.6-9), alguém antes transmitiu esse DNA para eles. É algo mais absorvido do que ensinado. É vida em vida. É discipu- lado. É o que Jesus fez. Em segundo lugar, o presbítero/pastor ensina doutrina não como fatos “secos”, e sim como poder trans­ form ador de vidas (cf. n. 1Co 2.4). A base é a sua própria vida, transformada e em transformação, que lhe dá autoridade e autenticidade para outros o acompanharem nessa transformação (1.9). Essa doutrina ou esse ensinamento fluem de pleno conhecimento da verdade segundo a piedade (cf. n. 1.1), revelando-se no caráter (1.6-9) e no estilo de vida de cada um (2.1-10). É a verdade vivenciada. Colocar uma igreja, um grupo, um ministério ou uma equipe em ordem exige alguns requisitos, o primeiro e maior sendo uma vida interior ordenada para o líder. Isto requer um processo contínuo de santificação (cf. n. 2Co 7.1), res­ tauração (cf. n. Lc 4.18-19) e caminhar de glória em glória (cf. tc. 2Co 3.18). Nossas maiores batalhas quanto a colocar tudo em ordem quase sempre são internas. Vencendo estas batalhas, as externas se resolvem bem mais facilmente. O segundo requisito para colocar ordem num grupo, ministério ou igreja é ter experiência e visão de como as coisas devem ser nessa unidade. A pessoa precisa ser um “pai” (cf. ns. Uo 2.12-14) que sabe gerar filhinhos e form ar jovens guerreiros (líderes) na visão e prática desse grupo. O terceiro fator que ajuda muito é ter um discipulador ou mentor. Sempre enfrentaremos pessoas e situações que não sabemos resolver. Vamos tropeçar (cf. ns. Tg 3.1-2). É fato. Por isso é muito útil ter alguém para dar suporte, como Tito tinha em Paulo. Tal qual dizemos no movimento de discipulado e de pastoreio de pastores: “Sozinho, não”! Liderança sã e doutrina sã levam a uma igreja saudável com membros santificados, sãos. Isso adorna a dou­ trina de Deus, tornando tanto o Senhor como a sua doutrina ainda mais atraentes (2.10). Igrejas não atraentes não crescem. Provavelmente precisam de ajuda de alguém como Tito. Igrejas que crescem também precisam dessa ajuda, porque nem tudo que cresce é automaticamente saudável. T e x t o - c h a v e Foi por esta causa que deixei você em Creta: para que pusesse em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísse presbíteros, conforme prescrevi a você. (Tt 1.5) Creta tinha uma cultura complicada, com afinidade por mentira, malícia, violência e preguiça (1.12-13). A desordem ou “antiordem” cultural precisava ser confrontada e contornada. Para resolver isso, era ne­ cessário que os pastores ou presbíteros das igrejas mostrassem vidas transformadas, deixando o DNA da cultura cretense (3.3) em prol do DNA da cultura do Reino de Deus (3.1-2). E isso dependeu do exemplo e do discipulado de Tito. Não é nada diferente hoje. Os membros da Igreja precisam de pastores e líderes que revelem um en­ sino e vida saudáveis. Para isso fluir como na epístola de Tito, eles precisam de um “Tito” que os discipule e mostre o caminho. E esse “Tito" também precisa de um pastoreio em sua vida, como Tito tinha com Paulo.
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    373 Tito 1 Prefácioe saudação 1 Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para prom over a fé dos eleitos de Deus e o ple­ no conhecim ento da verdade segundo a piedade, 2na esperança da vida eterna" que o Deus que não pode m e n tir6 prom eteu antes dos tem pos eternos 3e, no m om ento oportuno, m anifestou a sua palavra m e­ diante a pregação que m e foi confiada por m andato de Deus, nosso Salvador," 4a T ito ,d verdadeiro filho, segundo a fé com um ." Que a graça e a paz, da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Salvador, estejam com você. Deveres e qualificações dos ministros 5Foi por esta causa que deixei você em Creta: para que pusesse em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísse presbíteros/ conforme prescreví a você: 6alguém que seja irrepreensível, m a­ rido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não são acusados de devassidão, nem são insubordinados.5 7 Porque é indispensável que, na condição de adm i­ nistrador de D eus/' o bispo seja irrepreensível, não arrogante, alguém que não se irrita facilm ente, não apegado ao vinho, não violento, nem ganancioso.' 8Pelo contrário, o bispo deve ser hospitaleiro, am igo 1.1 Paulo. Cf. n. Rm 1.1. servo de Deus (Rm 1.1: Gl 1.10; Fp 1.1). Esta identidade antecede sua função m inisterial, e apóstolo. Cf. n. 1Co 12.28. de Jesus Cristo. Sua comissão e seu m inistério fluem de Jesus, para promover. Chamado com propósito. Paulo expressa clara e nitidam ente seu foco. o pleno conhecim ento (gr. epignosis). Este conhecim ento é uma form a intensiva de ginosko (cf. n. Jo 8.32). É um co­ nhecim ento profundo e pleno que vem pela experiência (M t 7.2/4-27, 28.20; Tg 1.21-27). da verdade. Cf. ns. Jo 8.52; 14.6. segundo a piedade (cf. n. 1Tm 2.2). Conhecim ento que transform a vidas e norteia sobre como viver. Cf. n. 2.1 e o contraste com 1.16. 1.2 na esperança (2.15; 5.7). Cf. ns. Rm 8.24-25; Cl 1.27. o Deus que não pode mentir. À luz da verdade comentada no v. 1 e tendo em vista que os cretenses eram grandes mentirosos (v. 12), Paulo destaca o caráter de Deus para confrontar os cre­ tenses. prometeu. Cf. Intro. 2Ts. 1.3 nosso Salvador (1.3-4; 2.10.13; 3.4,6). Paulo destaca de forma especial o papel do Salvador neste livro. Das 24 vezes que a palavra "Salvador'’ aparece no NT, seis estão nestes três capítulos (1.3-4; 2.10,13; 3.4,6). Cf. n. At 5.31. Há tempo para tudo (Ec 3.1): tempo para enfatizar Jesus como Salvador e tem­ po para enfatizar a pessoa dele como Senhor. O destaque sobre o Salvador aqui pode ser porque os cretenses precisavam mui­ to ser salvos, resgatados de sua cultura distorcida e perversa (vs. 12-13; cf. n. At 5.31). 1.4 Tito. Não mencionado em Atos, aparece 13 vezes nas epístolas de Paulo. Foi com ele para Jerusalém (Gl 2.1-3); pro­ vavelmente estava com ele em Éfeso. de onde ele foi para Corinto e voltou para Éfeso; firmou a igreja em Creta (Tt 1.5); acompanhou-o em Nicópolis (Grécia, Tt 3.12); estava com Paulo em Roma, de onde saiu para dar cobertura a igreja de Dalma- do bem , sensato, justo, piedoso, deve ter dom ínio de si, 9ser apegado à palavra fiel, que é segundo a dou­ trina, para que possa exortar pelo reto ensino e con­ vencer os que o contradizem . Os falsos mestres e as falsas doutrinas 18 Porque existem m uitos, especialm ente os da cir­ cuncisão, que são insubordinados, falam coisas sem sentido e enganam os outros. 11 É preciso fazer com que se calem, porque andam pervertendo casas in ­ teiras, ensinando o que não devem, com a intenção vergonhosa de ganhar dinheiro. 12Foi um dos creten­ ses, um próprio profeta deles, que disse: "Os creten­ ses são sem pre m entirosos, feras terríveis, comilões preguiçosos.”! l3Este testem unho é verdadeiro. Por­ tanto, repreenda-os severam ente, para que sejam sadios na fé7 I4e não se ocupem com fábulas ju dai­ cas,6 nem com m andam entos de hom ens/ que se des­ viam da verdade. l5Todas as coisas são puras para os puros;™ mas, para os im puros e descrentes, nada é <M .2Tt3.7 * Hb 6.18 <1.3 1Tm 1.1;2.3;Tt 2.10; 3.4 <0.4 2C o8.23; Gi 2.3 f 2Pe 1.1 0 .5 At 14.23 91.6 ITm 3.2 &1.7 1C04.1 '1Tm 3.3; 1Re 5.2 11.12 Afirmação atribuída a Epimênides, poeta cretense do sexto século a.C. 71.13 Tt 2.2 *1.14 1Tm 1.4; 4.7; 2Tm 4.4 'M t 15.9; Cl 2.22 ™1.15 Rm 14.14,20 cia (2Tm 4.10), e terminou em Creta de novo. verdadeiro filho. Não existia elogio maior para Paulo. Isso expressava que Tifo tinha seu DNA. seu coração, seu chamado, sua unção (cf. n. 2Co 8.23). Que a graça e a paz. Cf. n. Rm 1.7. 1.5 Cf. Intro. etc. 1.6-8 Estas qualidades são bem parecidas com as de ITm 3.1-12 (cf. ns.). Paulo acrescenta cinco qualidades aqui que não havia destacado ali: adm inistrador (mordomo) de Deus (v. 7; cf. n. Lc 12.42); não arrogante (dominante, v. 7; 1Pe 5.3); amigo do bem (v. 8; em contraste com v. 16); justo (v. 8; caráter e rela­ cionamentos retos); piedoso (v. 8: santo, cf. n. 1Tm 2.2); que tenha domínio (1Co 2.4-5; 4.20; cf. ns. M t 4.4; At 1.8; Hb 4.12). 1.9 apegado. Aderente, adepto, partidário, ligado. E você, é assim quanto a Palavra? segundo a doutrina. Cf. ns. 1.1; 2.1,10; 2Tm 2.15. para que possa exortar e convencer. Cf. ns. 2Tm 3.16-17. 1.10-1 6 Em certo sentido descreve o oposto de presbíteros - líderes pervertidos que arrastam seguidores para a sua des­ truição. 1.10 especialmente os da circuncisão. Pessoas de religiosi­ dade externa, de tradições, estatutos, usos e costumes, falam coisas sem sentido (v. 14; 3.9). Cf. ns. 1Tm 1.3-4; 6.3-5. 1.11 É preciso fazer com que se calem. Cf ns 2Tm 2.23 26. 1.13 repreenda-os severamente. Confrontando-os em amor. Cf. n. Ef 4.15 para que sejam sadios na fé . O propósito de todo confronto, como também toda disciplina, é a restauração (cf, ns. M t 18.15-22). 1.15 os puros. Cf. n. M t 5.8. os impuros. A mente e a consciên­ cia impuras são terríveis. A mudança de impureza para pureza normalmente requer quebrantamento e arrependimento (cf. n. M t 5.2). Se é algo arraigado, normalmente requer libertação e/ou cura das memórias (cf. med. Lc 2.19), junto com discipulado para manter o renovo mental (cf. ns. Lc 11.24-26; Rm 12.2).
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    TITO 1 —2 374 puro. Porque tanto a m ente como a consciência de­ les estão corrom pidas. l6A firm am que conhecem a Deus, mas o negam por m eio do que fazem ;" é por isso que são abom ináveis, desobedientes e reprova­ dos para qualquer boa obra.0 Instruções para várias classes de pessoas crentes 2 Você, porém , ensine o que está de acordo com a sã dou trin a.“ 2Quanto aos hom ens idosos, que sejam m odera­ dos, respeitáveis, sensatos, sadios na fé, no am or e na perseverança. 3 Do mesmo modo, quanto às m ulheres idosas, que tenham conduta reverente, não sejam caluniadoras, nem escravizadas a m uito vinho. Que sejam mestras do bem , 4a fim de instruírem as jovens recém-casadas a am ar o m arido e os filhos, 5a que sejam sensatas, puras, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao m a­ rid o ,6 para que a palavra de Deus não seja difam ada." »1.16 IJo 2.4 OTt 2.7,14; 3.1,8,14 «2.1 ITm 1.10 *2 .5 Ef 5.22; 03,18 f ITm 5.14 42.71Tm4.12 f2.81Pe2.12 '2.9 ITm 6.1; IPe 2.18 92.10 ITm 1.1; 2.3; Tt 1.3; 3.4 42.11 ITm 2.4; Tt 3.4 '2.13 ICo 1.7; Fp 3.20; ITm 6.14 72Pe 1.1 *2 .1 4 Gl 1.4; ITm 2.6 'SI 130.8 mÊx 19.5; Dt 7.6; 14.2 «Tt 1.16; 2.7; 3.1,8,14 »2.15 ITm 4.12 1.16 são abomináveis. Detestáveis. Perigosos. Devemos afastar-nos deles porque são como um vírus, contagiosos. Cf. ns. M t 7.15-23. 2.1 Você, porém. Cf. n. 2Tm 3.10-11. a sã doutrina. Como é evidente nos vs. 2-10, para Paulo, a sã doutrina era um ensino prático sobre como viver, não uma teologia sistemática ou ca­ tequese. Cf. n. v. 10. 2.2 Quanto aos homens idosos, que sejam. De em refletir de forma geral o caráter de um presbítero (vs. 6-9). Devem haver chegado a ser pais espirituais (cf. n. IJo 2.12-14) e discipula- dores. Precisamos aproveitar os nossos aposentados (cf. ns. ITm 5.3-16) sensatos (gr. sophron). A raiz dessa mesma palavra no grego aparece neste livro na descrição das jovens recém- -casadas (sensatas; v. 5), os moços ("moderados”; v. 6), todo crente (“de forma sensata”; v. 12) e presbíteros (“deve ter domí­ nio de si"; 1.8). Cf. ns. ITm 1.7; 2.9. 2.3 Do mesmo modo, quanto às mulheres idosas. Devem haver sido mães espirituais e discipuladoras (cf. Intro. Lc). mestras do bem. Capacitadas para ensinar o que é bom (cf. n. 2Tm 2.2). 2.4-6 Falando de jovens, casados ou solteiros, ele os instruí a caminhar de forma sólida e madura. João fala que devem ser guerreiros (IJo 2.12-14). Precisam de instrutores para isso. 2.4 o fim de instruírem (capacitarem) os jovens recém- -casadas. Essas mães espirituais devem focar especialmente as mulheres recém-casadas (v, 4), A maioria dos casais enfrentam os primeiros meses e anos de casamento sem mentores. Espera- -se que tiveram aconselhamento pré-nupcial, mas infelizmente, em geral, os novos casais são abandonados nesse primeiro ano tão difícil e fundamental quando iniciam seu casamento. 2.6 Do mesmo modo, quanto aos mais jovens (Ec 12.1). De­ vem caminhar como as jovens recém-casadas, com as devidas adaptações, sejam moderados. Estão na maior encruzilhada 6Do m esm o modo, quanto aos mais jovens, exorte- -os para que, em todas as coisas, sejam m oderados. 7Seja você mesmo um exemplo de boas obras.6 No ensino, mostre integridade, reverência, 81inguagem sa­ dia e irrepreensível, para que o adversário seja envergo­ nhado, não tendo nada de mau a dizer a nosso respeito." 9Quanto aos servo s/ que sejam , em tudo, obedien­ tes ao seu senhor, dando-lhe m otivo de satisfação. Que não sejam respondões, lOnem furtem ; pelo con­ trário, deem prova de toda a fidelidade, a fim de que, em todas as coisas, m anifestem a beleza da doutrina de Deus, nosso Salvador." A graça salvadora de Deus 11 Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os hom ens/’ 12Ela nos educa para que, renegadas a im piedade e as paixões mundanas, viva­ mos neste mundo de form a sensata, justa e piedosa, l3aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória' do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus.' l4Ele se deu a si mesmo por nós,6 a fim de nos rem ir de toda iniquidade/ e purificar, para si mesmo, um povo ex­ clusivamente seu,'" dedicado à prática de boas obras." 15Ensine estas coisas. Tam bém exorte e repreenda com toda a autoridade. Que ninguém despreze você." de suas vidas, em que fazem opções decisivas. Facilmente po­ dem se perder se não caminharem bem-acompanhados e men- toreados/discipulados. Cf. np. ICo 7.32. 2.7-8 Estes dois versículos são parecidos com ITm 4.11-16. Seja você mesmo um exemplo (v. 7). Não temos como ajudar bem os outros se nós mesmos não estamos bem (cf. Intro.; n, ITm 4.16). não tendo nada de mau a dizer a nosso respeito. O nosso” indica que uma crítica ou indignidade da parte de Tito seria tam­ bém de seu discipulador, Paulo. 0 discipulador se orgulha de seu discípulo, mas também sofre quando ele faz mal ou se sai mal. A falha do discípulo é. de alguma forma, uma falha do discipulador. 2.9 Quanto aos servos. Funcionários. Empregados. Cf. ns. Ef 6.5-9, 2.10 nem furtem . (Lf 4.28). pelo contrário. Devemos não apenas evitar tudo que for errado, como também fazer o opos­ to (v. 12), o bem que reflete a gloria de Deus. a fim de que... manifestem. O propósito de nossas vidas serem atraentes (IPe 3.1-2) e para revelar a “doutrina de Deus” ou a pessoa dele, seu caráter, a verdade sobre ele, seus propósitos, seu coração, nosso Salvador (v 13: cf. n. 1.3). 2.12 Ela nos educa. Treinando-nos. capacitando-nos. renega­ das a impiedade. Ensinando-nos a dizer “não" e nos abster dos desejos da carne, vivamos neste mundo. Não afastados, e sim como agentes transformadores (cf. ns. M t 5.13-16). sensata (tf. n. 2.2). piedosa (cf. n. ITm 2.2). 2.13 aguardando (cf. n. IJo 3.3). esperança. Cf. ns. Rm 8.24-25: Cl 1.27. 2.14 purificar, para si mesmo. As impurezas são reveladas no fogo. na luz e no dia a dia. um povo exclusivamente seu (IPe 2.9). dedicado à prática de boas obras (l 16; 2.7,14; 3.1,8,14; Hb 10.24). Fé que funciona (cf. Intro. e tc. Tiago). 2.15 exorte (gr. parakaleo: cf. n. Jo 14.16). e repreenda (1.9). Cf. ns. 2Tm 3.16-17. Que ninguém despreze você. Cf. n. ITm 4.12.
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    375 Tito 3 Asalvação pela graça leva às boas obras 3 Lem bre a todos que se sujeitem aos que gover­ nam e às autoridades," que sejam obedientes e estejam prontos para toda boa o b ra / 2Que não difam em ninguém . Que sejam pacíficos, cordiais," dando provas de toda cortesia para com todos. 3Pois nós tam bém , no passad o / éram os insensatos, deso­ bedientes, desgarrados, escravos de todo tipo de pai­ xões e prazeres, vivendo em m aldade e inveja, sendo odiados e odiando-nos uns aos outros. 4Quando, po­ rém , se m anifestou" a bondade de Deus, nosso Salva­ d o r/ e o seu am or por todos, 5ele nos salvou não por obras de justiça praticadas por nós,5 mas segundo a sua m isericórdia. Ele nos salvou m ediante o lavar re­ generador e renovador do Espírito S a n to / 6que ele derram ou sobre nós ricam ente,' por m eio de Jesus Cristo, nosso Salvador, ?a fim de que, justificados por g raça/ nos tornem os seus h e rd e iro s / segundo a es­ perança da vida eterna. 8 Fiel é esta palavra, e quero que você fale ousa­ dam ente a respeito dessas coisas, para que os que creem em Deus se em penhem na prática de boas o b ra s / Estas coisas são excelentes e proveitosas para todas as pessoas. 9Evite discussões tolas, genealo­ gias, controvérsias e debates sobre a lei; porque são inúteis e sem valor."1m Evite a pessoa que provoca d i­ visões," depois de adm oestá-la um a ou duas vezes, 11 pois você sabe que tal pessoa está pervertida, vive pecando e por si m esm a está condenada. Recomendações particulares 12 Quando eu lhe enviar Á rtem as ou Tíquico," faça o possível para v ir ao m eu encontro em Nicópolis. Estou resolvido a passar o inverno ali. l3A jude da m elhor m aneira possível Zenas, o in térprete da lei, e tam bém A p o io / para que não lhes falte nada para a viagem . 14E, quanto aos nossos, que aprendam tam ­ bém a se em penhar na prática de boas obras5 a favor dos necessitados, para não se tornarem infrutíferos. Saudações i5Todos os que estão com igo m andam saudações a você. Dê saudações àqueles que nos am am na fé. Bênção A graça seja com todos vocês. 03.1 Rm 13.1-7; lTm 2.1-2; IPe 2.13 *T t 1.16; 2.7,14; 3.8,14 c3.2 Fp4.5 8 3 .3 0 3 .7 «3.4 Tt 2.11 Q Tm 1.1; 2.3; Tt 1.3; 2.10 93.5 2Tm 1.9 hJo 3.5; Ef 5.26; IPe 1.3; 3.21 '3 .6 Ji 2.28; At 2.33; Rm 5.5 73.7 Rm 3.24 *Rm 8.17 '3 .8 Tt 1.16; 2.7,14; 3.1,14 m3.9 2Tm 2.23 "3.10 Rm 16.17 «3.12 A t 20.4; Ef 6.21-22; Cl 4.7-8; 2Tm 4.12 93.13 A t 18.24; ICo 16.12 93.14 Tt 1.16; 2.7,14; 3.1,8 3.1 Lembre a todos que se sujeitem aos que governam. Cf. n Rm 13.1-7. 3.2 não difamem ninguém. Ninguém! Nem a sogra, o presi­ dente, o pastor, a pessoa incrédula ou a si mesmo. Quando não temos nada bom ou bondoso para dizer sobre alguém, deve­ mos esforçar-nos para não dizer nada. Uma boa regra e não dizer sobre alguém o que você não diria se a pessoa estivesse presente. Quando quebramos essa regra, uma e outra vez, e o que falamos chega aos ouvidos dessa pessoa (inclusive nosso cônjuge), as consequências são desagradáveis, sejam pacífi­ cos. Reconciliadores (cf. ns. 2Co 5.18-20). 3.3 Ajuda tremendamente lembrar que nós erramos também em algum momento, assim como alguém errou para conosco recentemente. Isso nos ajuda a ser mais humildes e criar pontes para essas pessoas por meio de nossos erros, facilitando que elas se abram e que assim possam caminhar para a mudança. O equivalente a este versículo é uma excelente forma de co­ meçar a com partilhar o nosso testemunho (Ef 2.2-3; cf. med. Ap 2.12-13). 3.4 nosso Salvador (v. 6; cf. n. 1.3). 3.5 não por obras. Cf. n. Ef 2 8 9 mas segundo a sua m i­ sericórdia. Cf. n. M t 5.7. do Espírito Santo. Cf. n. At 1.2; Intro. At. 3.6 que ele derramou. A unção do Espírito. 3.7 nos tornemos seus herdeiros (Rm 8.16-17). 3.9-11 Cf. ns. ITm 1.3-4; 6.3-5. 3.10 Evita. Separe-se (2Jo 10) a pessoa que provoca divisões (Rm 16.17). 3.12-1 3 Equipe. Cf. ns. At 20.4; 2Co 7.5-6. Apoio. cf. ns. At 18.24-28: ICo 16.12 3.14 a favo r dos necessitados (At 20.53-35; em contraste com 1.11). As necessidades são a porta aos relacionamentos. Não conhecer as necessidades de outros indica falta de relaciona­ mento. Conhecer as necessidades e não agir indica um coração endurecido. Precisamos ser sensíveis a nossas necessidades, como também as de outros. Quando as necessidades de certas pessoas nos afligem ou preocupam profundamente, pode ser um sina! de nosso chamado. Cf. ns. Jo 4.7. para não se torna­ rem infrutíferos (M t 15.22; 2Pe 1.8; Jd 12). Quem endurece seu coração quanto as necessidades das pessoas e não entra em ação para ajudá-las, então se torna infrutífero. 3.15 A graça seja com todos vocês. Cf. n. 1Co 16 23.
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    Filemom Sozinho, não! Epreciso dois para mudar paradigmas ----------------------------------------------------------------------------------------------- $ N inguém muda sozinho. Nem você nem eu. Nem o seu cônjuge nem o seu filho. Nem o seu discípulo nem o seu díscipulador. Se as pessoas ao nosso redor não mudam para nós, apesar de nossas melhores inten­ ções de mudança, logo estaremos de volta à nossa velha forma de agir. Cinco passos* para mudanças que permanecem são: 1. Identificar claramente uma área na qual queremos mudar. 2. Desenvolver convicção divina ao ouvir Deus falar em sua Palavra. 3. Discernir impedimentos sérios, internos ou externos. 4. Ter um encontro divino, com ministração em oração. 5. Ter um plano e um companheiro. Onésimo não conseguia mudar sozinho. Não podia viver plenamente livre em Cristo sem restituir o mal que fez para Filemom, Mas sem um mediador (Paulo), nem conseguiria chegar a Filemom devido ao grande mal que havia causado para ele. Mesmo que conseguisse chegar a Filemom, ainda dependia de mudanças em Filemom para poder recomeçar a sua vida. Ao mesmo tempo, Filemom não conseguiria viver plenamente livre em Cristo se não tratasse a Onésimo de forma diferente de antes. Ele precisava mudar profundamente por dentro para superar as feridas, decepções e perdas que havia experimentado em sua relação com Onésimo. Cada um precisava do outro para viver a plenitude dos propósitos de Deus para as suas vidas. Paulo, como mediador, mentor e conselheiro, ajudou cada um a entender de forma diferente a si mesmo e o outro. Dois são bem melhor que um, e um cordão de três dobras não se rebenta facilmente (Ec 4.9-12), E você7 Com qual dos três você mais se identifica7 Com Onésimo, que precisava de perdão e tinha que res­ titu ir um mal que fez? Com Filemom, que precisava perdoar e liberar alguém que o feriu para recomeçar a sua vida de forma diferente7 Ou com Paulo, uma ponte para ajudar dois outros amados a superar conflitos e dores e retomar o relacionamento como companheiros e até “escudeiros” um do outro7 Pode até ser que você não se identifique tanto com nenhum desses três papéis, mas percebe que precisa de mudanças significativas em sua vida. Procure outros para acompanhá-lo nos cinco passos acima. * Para mais informações sobre os cinco passos, cf. med. Tg 1.5-8. T e x t o - c h a v e Portanto, se você me considera companheiro, receba-o corno recebería a mim. (Fm 17] “Companheiro” - que palavra profunda. Quantas pessoas não têm companheiros, mas apenas têm colegas ou membros de um pequeno grupo, equipe ou igreja. O que é um companheiro7 É alguém que com­ partilha a sua visão, se importa com ela, mas se importa com você ainda mais. O companheiro ouve, faz perguntas, oferece opções, é sinergético. Está firme com você nos altos e nos baixos, sabe celebrar, sabe chorar. Não o abandona quando as coisas são difíceis. É um “escudeiro”. "... receba-o como receberia a mim”. (Fm 17). Companheirismo contagiante e multiplicador. Compa­ nheirismo que se abre ao invés de se fechar, que se estende em vez de se proteger. A pessoa assim en­ xerga potencial e se arrisca para que o outro se sinta realizado. E entende o valor que ganhou na vida da outra pessoa e está disposto a usar isso para acrescentar valor ao outro. Neste caso, há dois talentos (M t 25.15,17), dois indivíduos: separados e afastados. Juntá-los é um “risco”, mas o potencial disso para a multiplicação no Reino vale a pena. Sem dúvida, ao final Paulo ouviu palavras de afirmação do seu Mestre por haver se arriscado em favor de dois amigos seus (M t 25.22-23).
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    377 FlLEMOM Prefácio esaudação 1 Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus, e o irm ão T im ó ­ teo, ao am ado Filem om , que é tam bém nosso colabo­ rador, 2à igreja que se reúne em sua casa, à irm ã Áfia e a A rquipo,0 nosso com panheiro de lutas,* 3Que a graça e a paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo estejam com vocês. Ação de graças 4Dou graças ao m eu Deus, lem brando sem pre de você nas m inhas orações, 5porque tenho ouvido falar da fé que você tem no Senhor Jesus e do seu am or por todos os santos.c 60ro para que a com unhão da sua fé se torne eficaz no pleno conhecim ento de todo o bem que há em n ó s / para com Cristo. 7Pois, irm ão, o seu am or me trouxe grande alegria e consolo, visto que o coração dos santos tem sido reanim ado por vocêT Paulo intercede em favor de Onésimo 8Pois bem , ainda que eu sinta plena liberdade em Cristo para ordenar a você o que convém ser feito, 9prefiro, no entanto, solicitar em nom e do amor, sen­ do o que sou, Paulo, o velho, e agora tam bém prisio­ neiro de Cristo Jesus. 10 Faço um pedido em favor de m eu filho O n é s im o / que gerei entre algem as.5 H A n - 1-25 Paulo é um mestre em reconciliar e resolver conflitos. Este livro é um profundo e lindo estudo de caso nessa área. 1 Paulo. cf. n. Rm 1.1. prisioneiro (vs. 9,23). Cf. n. Ef 3.1. Paulo deixa seu chamado de apóstolo de lado para tratar com File­ mom como prisioneiro, dando outro tom a esta carta relaciona­ da a Onésimo, escravo que. de acordo com a lei, merecia morrer ou ser prisioneiro. Revela-nos o profundo poder da identifica­ ção. de Cristo Jesus. O autor é muito cristocêntrico. Ele cita Jesus por 6 vezes neste cap. (vs. 1,3.5-6,23-25; cf. n. Ef 1.1; Intro. e tc. Ap). e o irmão Timóteo (cf. Intro. ITm). Equipe (cf. ns. At 20.A; 2Co 7.5-6). ao am ado (vs. 5.7,9,16). Filemom, que é também nosso colaborador. Profunda afirmação (cf. ns. ICo 1.4-9; 2Co 1.12-14; 3.9) e valorização. 2 ò igreja que se reúne em sua casa. Cf. n. At 2.2. ò irmã Áfia. Cf. ns. Rm 16.1; At 5.1. nosso companheiro de lutas. Guerreiro. 3 Saudação paulina comum (cf. n. Rm 1.7). 4 Dou graças. A gratidão marcava Paulo (cf. ns, 1Co 1.4-9; ITs 5.18; cf. Intro. Fp). nas minhas orações. Intercessor (cf. ns Rm 1.9-10; 15.30; med. ITm 2.1-8). 5-7 Afirmação (cf. ns. 2Co 1.12-14; 3.9). 7 me trouxe grande alegria. Cf. ns. tc 10.17-25; Jo 15.11; Intro. FP- 8-10 ordenar... solicitar, (gr. parakaleo). Cf. n Rm 12.1. Este e o mesmo espírito de Jesus. Ele tem todo o direito de nos man­ dar fazer tudo que ele quiser, mas ele faz um apelo aos nossos corações para que respondamos voluntariam ente (v. 14) e não apenas por obediência. Nota prática: todo líder deve caminhar como Jesus e Paulo neste sentido, não apenas por sua autoridade, e sim por causa de um apelo afetivo (cf. n. M t 20.28). 10 meu filho Onésimo (Cl 4.9). Que intim idade surpreendente! O velho (v. 9) gerou mais um filho em sua velhice! Paulo apenas tes, ele era in útil para você; atualm ente, porém , é útil, 1para você e para m im . 12 Eu o estou m andando de volta a você — ele, quero dizer, o meu próprio coração. 13Eu queria conservá-lo comigo para, em seu lugar, me servir nas algemas que carrego por causa do evangelho; I4nada, porém, quis fa­ zer sem que você consentisse, para que a sua bondade não venha a ser como que um a obrigação, mas algo que é feito de livre vontade.* 15Poís acredito que ele veio a ser afastado de você tem porariam ente, a fim de que você o receba para sempre, l6não como escravo, mas, m uito mais do que escravo, como irm ão caríssimo,1es­ pecialm ente de m im e, com m aior razão, de você, quer como ser humano, quer como irm ão no Senhor. 17 Portanto, se você m e considera com panheiro, receba-o com o receberia a m im . 18 E, se ele causou algum dano a você ou lhe deve algum a coisa, ponha tudo na m inha conta. 19Eu, Paulo, de próprio punho,7 o escrevo: Eu pagarei. É claro que não preciso dizer que você m e deve a própria vida. 20Sim, irm ão, que eu receba de você, no Senhor, este benefício. R eani­ m e o m eu coração em C risto /' °2 Cl 4.17 ^Fp 2.25 <5 0 1 .4 ^6 Fp 1.9 <7 ICo 16.18; 2Co 7.13 0 Cl 4.9 9 IC o 4.14-15 111 Onésimo significa útil *1 4 2 0 0 9 .7 ; 1Pe5.2 '1 6 IC o 7.22; ITm 6.2 719 ICo 16.21; Gl 6.11 *2 0 Fm 7 chama três indivíduos de “filhos": Timóteo (cf. Intro. e tc. ITm), Tito (1.4) e Onésimo. 11 útil. Significado do nome de Onésimo. para você e para mim. Paulo ata as três vidas - ele mesmo, Filemom e Onésimo (Er 4.12). 12-13 o meu próprio coração. Paulo estava na prisão. Com todo o seu sofrimento, suas dores, limitações e dificuldades, foi muito difícil abrir mão da pessoa que mais aquecia o seu co­ ração. Mas ele fez isso por amor, sabendo que o seu sacrifício iria trazer benefícios incalculáveis para Onésimo, como também para Filemom. 15 Nota prática: num período de separação, Deus pode fazer uma obra maior em nossas vidas, preparando-nos para voltar a certa pessoa de modo bem diferente do que éramos. Onésimo saiu como escravo e foragido da lei; e voltou como filho e irmão. Para uma aplicação disso ao casamento, cf. ns. 1Co 7.10-24 e espedalmente ICo 7.11. 16 irmão caríssimo. De sumo valor quer como ser humano, quer como irmão. O valor que Paulo declara, com todas as letras, não é apenas espiritual; é algo tangível, baseado no ser­ viço amoroso que Onésimo prestou a ele e que Pauio confiava que ele prestaria a Filemom. 17 Cf. tc. como receberia a mim. Espírito parecido com o de Jesus em M t 25.40. 18-19 ponha tudo na minha conta... Eu pagarei. Paulo aca­ ba com qualquer sombra de dúvida que Filemom pudesse ter, assim propõe que Onésimo trabalhasse até pagar o que devia a ele ou que havia roubado. Paulo assume todas as dívidas de Onésimo e se torna segurança ou fiador para ele. O resultado é que Onésimo ficou livre. 20 Reanime o meu coração em Cristo (cf. n. At 27.3). como Filemom havia feito para tantos outros (v. 7).
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    FILEMOM 378 21Certo, comoestou, da sua obediência, eu escrevo a você, sabendo que fará mais do que estou pedindo. 22 E, ao mesmo tempo, prepare-m e tam bém pousada, pois espero que, por m eio das orações de vocês, eu lhes se­ rei restituído/ '2 2 Fp 1.24-25 ™23 Cl 1.7; 4.12 "2 4 At 12.12,25; 13.13; 15.37-39; Cl 4.10 "A t 19.29; 27.2;Cl 4.10 PCI 4.14; 2Tm 4.10 PCI 4.14; 2 T m 4 .ll "25 Gl 6.18 Saudações 23Epafras,m prisioneiro comigo, em Cristo Jesus, 24Marcos,n A ristarco,0 D em asp e Lucas,q meus cola­ boradores, m andam saudações a você. Bênção 25A graça do Senhor Jesus Cristo seja com o espí­ rito de todos v o c ê s / 21 sabendo que fa rá mais do que estou pedindo. O amor 24 Marcos (cf. Intro. Mc). Aristarco (cf. n. Cl 3.10) Demos não se satisfaz em responder às necessidades de outros ou (cf. 2Tm 4,10). Lucas. O amado médico (2Tm 4.11). meus cola- seus pedidos: quer ir além, amando de forma formosa. boradores. Equipe (cf. ns. At 20.4; 2Co 7.5-6). 25 A graça... Cf. n. ICo 16.23.
  • 26.
    Hebreus Além da religiosidade ----------------------------------• Hebreus é um livro de contrastes. Os muitos contrastes podem ser resumidos nisto: a religião é con­ frontada pela relação com uma pessoa: Jesus Cristo. Alguém ilustrou isso, certa vez, com um caminho que acaba em uma encruzilhada. A esquerda, o sinal indica “ Religião'’; à direita, “Jesus Cristo”. Quem não entende claramente a diferença ficará perdido, seja essa pessoa não crente, seja membro da Igreja. Nunca seremos salvos nem cresceremos espiritualm ente de forma significativa por uma religião, um sistema espe­ cifico de crer e agir. Muitos crentes ainda investem mais energia num sistema de crer e agir do que numa relação pessoal com Jesus. O pastor Ed René Kivitz ressalta esse problema em seu livro Quebrando paradigmas e indica quatro mu­ danças do Antigo para o Novo Testamento. PARADIGMA AT NT Dia sagrado Sábado Todos os dias Lugar sagrado 0 templo Nós somos templo do Espírito Santo Pessoa sagrada 0 sacerdote Todos os membros da Igreja, o “sacerdócio real” Tempo sagrado Culto A vida toda (Rm 12.1; ICo 10.31: 1Pe 2.5) Muitos crentes, possivelmente a maioria, ainda vivem no modelo do Antigo Testamento. Sua espiritualidade é expressa principalmente, se não exclusivamente, em um dia da semana (domingo), em um lugar (o templo da igreja), sob a direção do clero durante o culto. O autor de Hebreus nos chama a viver fora da caixa religiosa e experimentar uma relação radical com um Jesus radical. • Foco em Jesus e não em seus servos e mensageiros (cap. 1). • Uma vida plena que inclui sofrim ento em lugar de superespiritualidade (2.10-18). • Descanso (3.7-4.11) em lugar de ativismo; uma vida de obras. • Fraqueza, que não é motivo de vergonha, e sim de dependência e vitória (4.14-5.10). • Maturidade e posição espiritual, que não vêm de conhecimento e títulos, e sim de treinamento e prática (5.11-14). • Coerência e firmeza (nos sete dias da semana, pela vida toda) em vez de vacilação (mudando de posição de domingo para segunda-feira e de volta no próximo domingo; cap. 6). • Um sacerdote que acaba com o clero como intermediário porque transforma todos nós em sacerdotes (caps. 7-8:1 Pe 2.9), cada um com acesso livre a Deus (10.19-22). • Um Deus que julga com justiça e santidade; não um Deus que aceita apenas as pessoas religiosas e boas (6.4-12: 10.26-39: 12.16-29). • Disciplina, para não tornar-se mimado (12.1-15; cf. ns. e meds. 1Co 9.24-27). Abracemos a aventura que Jesus propõe! Não nos satisfaçamos nem nos acomodemos com sistemas, estru­ turas e cultos que nos deixem confortáveis. O Leão de Judá não é um “leão domesticado”. Texto-chave Evidentemente, não há dúvida de que o inferior é abençoado pelo superior... Por isso mesmo,Jesus se tornoufiador de superior aliança. (Hb 7.7,22) As palavras “superior” e "m elhor” aparecem por volta de 15 vezes em Hebreus, o que indica o con­ traste entre a religiosidade da velha aliança e o relacionamento com Jesus na nova. A única form a de ganhar o superior é abrir mão do inferior. Quem não abre mão, nunca realmente conhece Jesus.
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    Hebreus i 380 Avida é relacionamentos. Todo o resto são detalhes. Ame Deus e o seu próximo como a si mesmo (Mt 22.36-40). Assim cumprimos toda a lei. Amar significa ser cheio do Espírito; contra tais pessoas que amam não há lei. A vida cristã nunca se reduz à religiosidade externa, apesar de que sempre se expressa de forma visível. Se quiser se aprofundar na supremacia de Jesus, cf. Intro. Cl. A revelação de Deus 1 Havendo Deus, antigam ente, falado, m uitas vezes e de m uitas maneiras, aos pais, pelos pro fetas,^ n es­ tes últim os d ia s / nos falou pelo Filho, a quem consti­ tuiu herdeiroc de todas as coisas e pelo qual tam bém fez o u n iverso / 30 Filho, que é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu S er/ sustentando todas as coisas pela sua palavra p odero sa/ depois de ter feito a purificação dos pecados5 assentou-se à di­ reita da Majestade, nas a ltu ra s / 4tendo-se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nom e do que eles.' Cristo é o Filho, os anjos são ministros 5Pois a qual dos anjos Deus em algum m om ento disse: "Você é m eu Filho, hoje eu gerei você"?-' E outra vez: «1.1 Os 12.11 b1.2 IPe 1.5,20 'M c 12.7 <0o 1.3; IC08.6 c1 .3 Cl 1.15;2C o4.4 t d 1.17 9Hb9.14 *E f 1.20;H b 8.1 '1 .4 Ef 1.21; Fp 2.9; IPe 3.22 Í1 .5 SI 2.7; A t 13.33 * 2Sm 7.14; 1Cr 17.13 '1 .6 D t 32.43 «>1.7 S1104.4 "1.8-9 SI 45.6-7 "Eu lhe serei Pai, e ele m e será Filho”?A' 6E, novam ente, ao in tro d u zir o Prim ogênito no m undo, diz: "E todos os anjos de Deus 0 adorem ."1 7Ainda, quanto aos anjos, diz: "Aquele que a seus anjos faz ventos, e a seus m inistros, labareda de fogo.”"’ 8Mas a respeito do Filho diz: "O teu trono, ó Deus, é para todo o sem pre; cetro de justiça é 0 cetro do teu reino. 9 Am aste a justiça e odiaste a iniquidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com 0 óleo de alegria como a nenhum dos teus com panheiros."" 10Diz ainda: "No princípio, Senhor, lançaste os fundam entos da terra, e os céus são obra das tuas mãos. 11 Eles perecerão, mas tu perm aneces; todos eles envelhecerão como um a veste; 1.1 Primeiro contraste deste livro (cf. Intro.): antes Deus falou indiretamente; agora passou a falar diretamente! antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras. Quanto mais hoje! Ele fala bem mais hoje porque somos seus filhos, com seu Espírito, e nâo dependemos apenas de momentos excepcionais, como visões e profetas ungidos. Cf. med. Jo 5.19-20,30. pelos profetas (M t 21.53-44). 1.2 pelo Filho. Segundo contraste deste livro. Diferentemen­ te de Paulo, que nâo conseguia parar de falar de Jesus Cristo (cf. n. Ef 1.1), 0 autor descreve em detalhes Jesus, sem nunca falar seu nome até 2.9. Ele introduz 0 Filho à luz de sua identi­ dade eterna. Revela 0 mistério na pessoa de Jesus quando ha­ víamos chegado a pensar que 0 conhecíamos muito bem. Abre as cortinas do céu. 1.3 O Filho, que é o resplendor da glória de Deus. Olhar diretamente para ele é como olhar diretamente para 0 sol. assentou-se à direita da Majestade, nas alturas (v 15; Ef 1.20; cf. n. Ef 2.6). 1.4 tendo-se tornado tão superior (cf. tc.). Outro grande con­ traste: Jesus está tâo acima dos maiores seres no Universo, que estes ficam apenas na categoria de servos (v. 14). O paradigma de excelência mudou (cf. Intro.). mais excelente nome. Gabriel. Miguel. Lúcifer. O nome dos maiores anjos não chega perto do nome nem sequer mencionado deste “Filho” (Ap 19.12-13,16). 1.5 “Você é meu Filho...” (5.5; cf. n. M t 3.17). Nenhuma outra fra­ se seria mais clara quanto à superioridade e grandeza de Jesus. Nota pratica: é difícil entender a magnitude do feito de Je­ sus, que nos tornou também filhos de Deus. Em certo sentido este v. se aplica a cada verdadeiro filho dele. Nossa identidade nele e um mistério tâo grande como a própria identidade dele. Quem entende essa identidade nunca sofre de inferioridade, superioridade ou problemas com sua própria imagem (cf. ns. M t 11.11; ICo 15.10,42; 1Jo 3.1). “Fu lhe serei Pai...”. A maior qualidade de um filho não é algo inerente a ele; é sua relação com seu pai. Disso flui sua identidade, seu DNA, sua razão de ser, seu propósito na vida (cf. n. Jo 5.19-20). 1.8 teu reino (cf. n. M t 19.30; Intro. e tc. Mt). 1.9 Amaste a justiça (M t 6.55; Rm 14.17: Ap 19.11; cf. n. Rm 5.21). com 0 óleo de alegria (cf. ns. Lc 10.17-23; Jo 15.11; Intro. Fp). Que todos nós, discípulos de Jesus Cristo, possamos com partilhar esta unção! Cf. SI 45.7-8, em que esta unção de alegria está no contexto do casamento do rei.
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    381 HEBREUS 1— 2 12 com o m anto tu os enrolarás, e, com o vestes, serão igualm ente m udados. Tu, porém , és o m esmo, e os teus anos jam ais terão fim ."0 13Ora, a qual dos anjos Deus em algum m om ento disse: "Sente-se à m inha direita, até que eu ponha os seus inim igos por estrado dos seus pés"?'' i^N ão são todos eles espíritos m inistradores, en­ viados para serviço9 a favor dos que vão herdar a sal­ vação? A grande salvação 2 Por esta razão, im porta que nos apeguemos, com mais firm eza, às verdades ouvidas, para que delas jam ais nos desviemos. 2Se, pois, se tornou firm e a pa­ lavra falada por meio de anjos," e toda transgressão ou desobediência recebeu justo castigo, 3como escapare­ mos nós, se não levarmos a sério tão grande salvação?h Esta, tendo sido anunciada inicialm ente pelo Senhor, foi-nos depois confirm ada pelos que a ouviram ? ^Tam ­ bém Deus testem unhou juntam ente com eles, por meio de sinais, prodígios, vários milagres e a distribui­ ção do Espírito Santo, segundo a sua v o n ta d e / Jesus, sumo sacerdote idôneo e compassivo 5Pois não foi a anjos que Deus sujeitou o m undo que há de vir, sobre o qual estamos falando. 6Pelo 1.13 “.Sente-se à minha direita...”. No mesmo espírito da np. do v. 5, esta frase se aplica a nos (cf. n. Ef 2.6: Intro. Ef). 1.14 o salvação. Plena santidade e sanidade (cf. n, ICo 15.2). 0 propósito eterno de Deus: form ar uma família de filhos pare­ cidos com o seu Filho (2.10-13). 2.1-4 Esta é a primeira de cinco grandes advertências nesta carta (3.7-4.13: 5.11-6.12: 10.26-39; 12.14-29). 2.1 apeguemos, com mais firm eza... (3.6,14; 4.14: 10.23) ... às verdades ouvidas (cf. n. M t 2.13-14). Firmeza nos chama à postura de guerreiro (cf. Intro. Ef). jam ais nos desviemos. Começamos a nos desviar quando paramos de procurar Deus (cf. M t 6.33; tc. Mt). Desviamo-nos facilmente; nâo rapida­ mente, mas facilmente, sem nos dar conta: uma correnteza lenta nos leva longe dele. Por isso precisamos de companheiros alertas ao nosso redor (cf. ns. 10.24-25). 2.4 distribuição do Espírito Santo. Dons que manifestam gra­ ça divina (cf. n. 1Co 12.1). 2.6 alguém, em certo lugar (4,4; Si 8.4-6). O Espírito Santo mostra um bom senso de humor inspirando estas palavras. Alivia-nos no momento em que precisamos saber o que a Bíblia diz mas sem conseguir lembrar onde! É bem mais im portante viver e com partilhar o que a Bíblia diz do que saber cada refe­ rência de cor. 2.8-9 ainda não vemos todas as coisas (ICo 15.12). Muita contrário, alguém , em certo lugar, deu testem unho, dizendo: "Que é o hom em , que dele te lem bres? Ou o filho do hom em , que o visites? 7 Fizeste-o, por um pouco, m enor do que os anjos e de glória e de honra o coroaste. 8 Todas as coisas sujeitaste debaixo dos seus pés."0 Ora, ao lhe sujeitar todas as coisas, nada deixou fora do seu dom ínio. Neste m om ento, porém , ainda não vem os todas as coisas a ele sujeitas. 9Vemos, porém , aquele que, por um pouco, foi feito m enor do que os anjos, Jesus, que, por causa do sofrim ento da m orte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a m orte por to d o s / lOPorque convinha que Deus, por cuja causa e por m eio de quem todas as coisas e x is te m / conduzindo m uitos filhos à glória, aperfeiçoasse/ por m eio de sofrim entos, o A u to r' da salvação deles. 11 Pois, tanto o que santifica7 como os que são santificados/' todos vêm de um só. E por isso que Jesus não se envergo- n h a; de cham á-los de irm ãos,'" i2dizendo: "A meus irm ãos declararei o teu nom e, no m eio da congregação eu te louvarei”.'1 »1.10-12S1102.25-27 P1.13S1110.1 <11.145134.7 »2.2A t7.53:G l3.19 *2 .3 Hb 10.29; 12.25 «Lc 1.2 *2 .4 ICo 12.4,11 »2.6-8 SI 8.4-6 *2.9 2Co 5.15 92.10 Rm 11.36 *H b 5.9; 7.28 'H b 12.2 72.11 Hb 13.12 *Jo 17.19; Hb 10.10 /H b 11.16 ">Jo 20.17 »2.125122.22 coisa não entendemos; pouca ou nenhuma coisa entendemos completamente. Vemos, porém, aquele. Vendo Jesus, o que não vemos e não entendemos se torna insignificante. Não sa­ bemos o que acontecerá em nosso futuro, mas sabemos quem tem nosso futuro na palma de sua mão. “Se você não consegue ver muito à frente, ande até onde você consegue ver" (Dawson Trotman; SI 119.105), 2.8 ainda não vemos todas as coisas a ele sujeitas. Mas temos o privilégio de sermos uma exceção, submetendo-nos e assim revelando sua glória. 2.9 por causa do sofrim ento (v. 18). Sofrimento, se for expe­ rim entado da forma que Deus quer, tem resultados surpreen­ dentes (cf. ns. Tg 1.2-8; Intro. IPe). fo i coroado de glória (cf. ns. Jo 12.23-24; Fp 2.5-11). graça (cf. n. Ef 2.8-9). A graça de Deus se mostra de forma singular na m orte de Jesus (cf. n. Jo 114). 2.10 conduzindo muitos filhos à glória (vs. 11-13; n. 1.14). aperfeiçoasse, por meio de sofrimentos (v. 18; 4.15; 5.8; Rm 8.17; 2Co 4.17: cf. ns. 2Co 12.7-10). Seu sofrim ento o aper­ feiçoou como líder. 2.11 tanto o que santifica (cf. n. Jo 17.19). como os que são santificados (cf. ns. Rm 8.9; 2Co 7.1). todos vêm de um só. Todos têm o mesmo DNA espiritual. 2.12 declararei o teu nome. O teu caráter”.
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    Hebreus 2 —3 382 13 E outra vez: "Eu porei nele a m inha confiança.”0 E ainda: "Eis aqui estou eu e os filhos que Deus m e deu.”p rtVisto, pois, que os filhos têm participação com um de carne e sangue, tam bém Jesus, igualm ente, partici­ pou dessas coisas, para que, por sua m orte, destruísse aquele que tem o poder da m orte, a saber, o diabo,q I5e livrasse todos os que, pelo pavor da m orte, esta­ vam sujeitos à escravidão'" por toda a vida. 16Poís ele, evidentem ente, não socorre anjos, mas socorre a descendência de Abraão. i?Por isso m esm o, era ne­ cessário que, em todas as coisas, ele se tornasse se­ m elhante aos irm ãos,5 para ser m isericordioso e fiel sum o sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do p o vo / 18Pois, na­ quilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é po­ deroso para socorrer os que são tentados." Cristo é superior a Moisés 3 Por isso, santos irm ãos, vocês que são p artici­ pantes da vocação celestial,“ considerem aten- 02.13 Is 8.17 Pis 8.18 42.14 1Tm 1.10; IJo 3.8 f 2.15Rm 8.15 «2.17 Rm 8.3; Fp 2.7 <1Jo2.2 "2.18 Hb 4.15-16 "3.1 Fp 3.14; 2Tm 1.9 *H b 4.14 <3.2 Nm 12.7 tam ente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus,b 2o qual é fiel àquele que o consti­ tuiu, como tam bém Moisés foi fiel em toda a casa de D e u s / 3 No entanto, assim como aquele que estabe­ lece um a casa tem m aior honra do que a casa em si, tam bém Jesus tem sido considerado digno de m aior glória do que Moisés. 4Pois toda casa é estabelecida por alguém , mas aquele que estabeleceu todas as coi­ sas é Deus. 5E Moisés era fiel, em toda a casa de Deus, como servo, para testem unho das coisas que haviam de ser anunciadas; 6Cristo, porém , como Filho, é fiel em sua casa. Esta casa somos nós, se guardarm os fir­ me, até o fim, a ousadia e a exultação da esperança. O perigo da incredulidade e da desobediência 7Por isso, como diz o Espírito Santo: "Hoje, se ouvirem a sua voz, 8 não endureçam o coração com o foi na rebelião, no dia da tentação no deserto, 9 onde os pais de vocês me tentaram , pondo-m e à prova, e viram as m inhas obras durante quarenta anos. 10 Por isso, m e indignei contra essa geração e disse: ‘0 coração deles sem pre se afasta de m im ; e eles não conheceram os meus caminhos.' 2.13 “Eu porei nele a minha confiança.” (cap. 11). 2.14 Destruísse... o diabo (cf. n. Jo 10.10). 2.15 pelo pavor... estavam sujeitos à escravidão. O medo escra­ viza (cf ns. 2Tm 1.7; 1Pe 5.7-8). Satanás não consegue parar alguém que não tem mais medo da morte (cf. ns. Fp 1.21; Hb 11.35-38). Com essas pessoas ele perdeu sua maior ameaça e arma. 2.17 em todas as coisas, ele se tomasse semelhante aos ir­ mãos. Incluindo em nossas fraquezas e tentações (cf. n. 4.15). para ser misericordioso. Quem se esquece de ser misericor­ dioso, esquece que recebeu misericórdia (cf. ns. M t 6.14-15; 19.22-35). e fiel. Estas duas qualidades de ser misericordioso e fiel devem marcar todo líder e todo intercessor, os que esten­ dem uma mão para as pessoas necessitadas e outra para Deus. 2.18 Cada um de nossos sofrimentos, até os que merecemos por haver pecado ou errado, podem se tornar poderosos para ajudar outros nas horas de dificuldade. Se os escondemos, privamos de ajuda as pessoas necessitadas. Se os revelamos, elas podem saber que alguém entende sua situação e não estão mais sozinhas. No primeiro caso o caminho da salvação pode se fechar: no segundo, se abrir. Ai de nós se o nosso orgulho nos leva a nos proteger e consequentemente contribui, mesmo de modo indireto, para alguém tropeçar (M t 18.6). O paradigma de como ser um líder exemplar mudou (cf. Intro.). 3.1 santos (cf. n. 2.11). irmãos (cf. ns. 1.5,14). vocação celes­ tial. Vocação dupla: alinhar-nos com o ceu, do qual somos cida­ dãos, e representar o céu e o Reino de Deus para os terrestres, cidadãos da terra (cf. ns. Jo 17.11.14-16.18; 2Co 5.20). ‘A verda­ deira religião confronta a terra com o céu e faz a eternidade encostar-se ao te m po / (A. W. Tozer). considerem atentam en­ te (10.24; 12.2; cf. n. 2.8-9), Estudem o assunto, pensem; pes­ quisem, reflitam. Porque assim crescemos e nos tornamos mais como aquele que seguimos. Quando eie enche nosso horizonte, todo o resto se torna bem secundário, o Apóstolo. O Enviado (cf. n. Jo 17.18). Jesus (cf. tc. Hb; Intro. Ap). 3.2 o qual é fie l (v. 5: 2.17). àquele que o constituiu (2Tm 2.4). Moisés. 3.3 maior honra... maior glória (cf tc ). 3.5-6 Existe uma grande diferença entre identidade de servo e de filho (cf. n. M t 11.11). 3.6 sua casa. Seus esforços estão focados em construir qual casa. a sua ou a dele? O seu reino ou o dele? O seu ministé­ rio ou o dele? A qual casa somos nós (cf. n, M t 16.18). Jesus é o arquiteto e construtor geral. Ao mesmo tempo, ele delega para nós a tarefa de seguir seu padrão (8.5) e ser arquitetos e construtores juniores (nas várias denominações, igrejas e mi­ nistérios). Cf. ns. ICo 3.9-11. se guardamos firm e (cf. n. 2.1). ousadia (cf. ns. 2Tm 1.7). esperança (6.15.18-19; 7.19; 10.23; 11.1; cf. ns. Rm 8.24-25: Cl 1.27). 3.7 O início da segunda advertência neste livro (cf. n. 2.1-4). o Espírito Santo (2.4; 6.4; 9.8; 10.15: cf. n. At 1.2: Intro. At). Eioje, se ouvirem a sua voz (v. 15: cf. n. 4.7). M uitos crentes geral­ mente não ouvem a voz de Deus (cf. ns. M t 13.12-18). Quem tem ouvidos, que aprenda ouvir (cf. n. M t 11.15)! Para crescer em sua habilidade de ouvir Deus, cf. med. Jo 5.19-20.30. 3.8 não endureçam o coração (vs. 13.15: 4.7: 5.11; Ez 3.7-9: cf. n. M t 13.15). no dia da tentação (ou proa). Cada tentação
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    383 Hebreus 3— 4 11 Assim, ju rei na m inha ira: ‘Não entrarão no m eu descanso.'”£Í l2Tenham cuidado, irmãos, para que nenhum de vocês tenha um coração perverso e descrente, que o leve a se afastar do Deus vivo. i3Pelo contrário, ani­ m em uns aos outros todos os d ia s / durante o tem po que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vocês seja endurecido pelo engano do pecado/ 14Porque temos nos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guar­ darm os firm e, até o fim, a confiança que, desde o p rin ­ cípio, tiv e m o s /15Como se diz: "Hoje, se ouvirem a sua voz, não endureçam o coração, como foi na rebelião.”,, 16E quem foram os que, tendo ouvido, se rebela­ ram? Não foram , de fato, todos os que saíram do Egito por m eio de Moisés? 17E contra quem Deus se indig­ nou durante quarenta anos? Não foi contra os que pe­ caram, cujos cadáveres caíram no deserto? 18E contra quem jurou que não entrariam no seu descanso, senão contra os que foram desobedientes? i9Vemos, pois, que não puderam entrar por causa da incredulidade.' A entrada no descanso de Deus pela fé 4 Portanto, visto que nos foi deixada a prom essa de en trar no descanso de Deus, precisam os ficar com tem or, para não acontecer que fique a im pres­ são de que algum de vocês tenha falhado. 2Porque tam bém a nós foram anunciadas as boas-novas, exa­ tam ente como aconteceu com eles. Mas a palavra que ouviram não lhes trouxe nenhum proveito, visto não ter sido acom panhada pela fé naqueles que a ouvi­ r a m / 3Nós, porém , que cremos, entram os no des­ canso, conform e Deus disse: "Assim, jurei na m inha ira: 'Não entrarão no m eu descanso.'”í’ Disse isso, mesmo as obras já estando concluídas desde a fundação do mundo. 4Porque, em certo lugar, assim disse a respeito do sétim o dia: “No sétim o dia, Deus descansou de todas as obras que tinha feito."c 5E novamente, no mesmo lugar: "Não entrarão no m eu descanso."d 6Visto, portanto, que resta entrarem alguns naquele descanso e que, por causa da desobe­ diência, não entraram aqueles aos quais anteriorm ente foram anunciadas as boas-novas, 7de novo, determ ina certo dia, Hoje, falando por Davi, m uito tem po depois, segundo antes tinha sido declarado: "Hoje, se ouvirem a sua voz, não endureçam o coração."e 43.7-11 SI 95.7-11 «3.13 1Ts5.11 film7.11 93.14 Hb 6.11 43.15 SI 95.7-8 '3.16-19 Nm 14.1-35 «4.2 Rm 10.16-17 *4 .3 SI 95.11 c4.4 Gn 2.2 <*4.5 SI 95.11; Hb 3.11 «4.7 SI 95.7-8 ou prova nos oferece a opção de ou sensibilizar nossos cora­ ções a Deus. ou endurecé-lo (cf. n. 4.15). No primeiro caso nos aproximamos dele; no segundo nos afastamos. 3.11 na minha ira (vs. 10.17: 4 .3 :10.31: cf. n. Rm 1.18). no meu descanso. A palavra "descanso” aparece dez vezes de 5.11 até 4.11, Esta reflexão é um profundo desafio para o ativista. 3.12 Tenham cuidado. Cf. n. ITm 4.16. irmãos... descrente. Cf. v. 19. que o leve a se afastar do Deus vivo. Deus não se assusta com nossas duvidas, sempre que as usemos para ir atrás dele. Mas se usamos nossas dúvidas como motivo de nos afastar dele, estaremos encrencados para valer (vs. 15-19). 3.13 animem (gr. parakaleo, cf. n. Jo 14.16). uns aos outros (cf. med. IPe 1.22). Quem é sábio procura companheiros e men­ tores ou discipuladores para receber cuidado, não confiando em si mesmo (12.14-16; cf. ns. 10.24-25: At 20.28-51: 2Sm: IRs). Cada um tem pontos cegos (cf. ns. 2Pe 1.8-9: med. Lc 2.19). todos os dias. Como estilo de vida. com certa disciplina e ri­ gor, durante o tempo que se chama Hoje. Não deixe para amanhã para ser obediente, não deixe o sol se pôr sobre sua desobediência: se assim fizer, estará abrindo uma brecha para Satanás. Uma brecha não resolvida se torna uma fortaleza: uma fortaleza não resolvida se torna um estilo de vida desobediente (vs. 15-19). 3.15 Não pense resolver seus problemas amanhã. Resolva-os hoje! Se você não fizer isso logo que tiver a oportunidade, pode ser que amanhã também não fará e que sua vida desmorone (<f. n. v. 7). 3.16 E quem... se rebelaram? Não foram , de fato , todos? O endurecimento e a consequente rebelião podem ser coletivos. Precisamos manter nossos corações e mentes ligados direta- mente a Deus. Não podemos achar que estamos bem apenas porque parecemos com todos ao nosso redor. 3.18-19 Os dois grandes princípios-chaves na vida cristã são confiar (4.24) e obedecer (4.6). Sempre que realmente confiamos, obedecemos. Sempre que obedecemos de coração, aumenta nos­ sa fé e confiança. Nossa fé funciona (cf. Intro. e tc. Tg). 4.1 precisamos fic ar com temor... que algum de vocês te­ nha falhado. As cinco advertências (n. 2.1-4) têm em comum a possibilidade de cristãos se desviarem e se perderem, até eter­ namente. Precisamos estar em alerta quanto a nós mesmos, nossos companheiros mais próximos e os membros da nossa igreja. Esse tipo de falha foi bastante comum no Antigo Testa­ mento (v. 2). 4.2 Ouvir a palavra não muda vidas (cf. ns. M t 13.10-18): ouvir com fe. sim. 4.3 na minha ira (cf n 3 11) Não entrarão no meu descanso. (cf. n. 5.11). 4.7 “Hoje. se ouvirem a sua voz, não endureçam o coração.” Esta é a terceira vez que o autor repete a mesma frase (3.7,15; cf. med. Jo 3.1-15). Ele claramente está m uito preocupado que seus leitores realmente prestem atenção e saiam desse embara­ ço (cf. n. 3.7). Enquanto ouvimos a voz de Deus ainda é "Hoje”. Mas se ignorarmos ou desobedecermos continuamente, perde­ remos a habilidade de ouvir a sua voz - e ele pode até parar de falar conosco (cf. ns. 3.15: ISm 28.6). E você!’ No seu caso, ele tem razão para ficar preocupado7
  • 31.
    Hebreus 4 —5 384 80ra, se [osué lhes tivesse dado d escanso/não fa­ laria, posteriorm ente, a respeito de outro dia. 9Por­ tanto, resta um repouso sabático para o povo de Deus. 10 Porque aquele que entrou no descanso de Deus,3 tam bém ele m esm o descansou de suas obras, como Deus descansou das s u a s / 11 Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência. 12Porque a palavra de Deus é viva,' e eficaz/ e mais cortante do que qualquer espada de dois g u m e s / e penetra até o ponto de dividir alm a e espírito, juntas e medulas, e é apta para ju lg a / os pen­ samentos e propósitos do coração. 13 E não há criatura que não seja m anifesta na sua presença; pelo contrá­ rio, todas as coisas estão descobertas e expostas aos olhos daquele a quem temos de prestar contas.'" Jesus, o sumo sacerdote eterno U Tendo, pois, Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote" que penetrou os céus,0 conserve­ mos firm es a nossa confissão.p 15 Porque não temos ót.8 Dt 31.7; Js 22.4 54.10Ap14.13 '’Gn 2.2; Hb4.4 '4.12 1Pe 1.23 /Is 55.11 ^Ef 6.17; Ap 2.12 Do 12.48 <”4.13 Jó 34.21; SI 33.13 "4.14Hb2.17;3.1 «Hb9.24 5Hb10.23 54.15Hb2.18 Mo8.46; 2Co 5.21; Hb 7.26; IPe 2.22 *4.16 Hb 10.19 «5.3 Lv 9.7 1*5.4 Êx 28.1 '5 .5 SI 2.7; Hb 1.5 4.9 resta um repouso sabático para o povo de Deus. O dia sabático; o descanso, uma vez por semana, é uma expressão de uma realidade invisível e espiritual por meio de uma forma visível e física (cf. n. Ef 5.32). 4.11 Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso. Este paradoxo expressa a continuidade da tensão criativa entre descansar na ação de Deus e se esforçar - como em 2Tm 2.1 (cf. ns. ICo 15.10; Fp 2.12-13; Cl 1.27-29)! 4.12 Porque a palavra de Deus é viva. A Palavra que Deus fala. é viva (Is 55.11). na medida em que e vivificada pelo Espi­ rito (cf. ns. cf. n. Jo 5.39: ICo 8.1; 2Co 5.6). e eficaz. Quando o terreno do coração está preparado (cf. ns. M t 13.12-18; med, Lc 8.4-15). mais cortante do que qualquer espada (Ef 6.17). Com um instrum ento tão poderoso, temos que manejá-lo muito bem (2Tm 2.15) para ele não acabar cortando pessoas de forma que as fira. de dois gumes. Consolar e corrigir. M inistrar a ver­ dade e o amor, sabendo quando cortar de uma forma e quando de outra penetra. Revela motivações, até o ponto de dividir alm a e espírito. Divide as perspectivas e inclinações humanas e as divinas, pensamentos e... coração. Discerne a raiz do que pensamos e do que sentimos. 4.13 todas as coisas estão descobertas. Cf. 51 139.23 24. o quem temos de prestar contas (Rm 14.12). E muito melhor prestar contas numa relação de discipulado ou mentoría aqui na terra, quando ainda podemos mudar e melhorar, do que prestar contas no ceu, quando nada pode ser mudado. Fazer isso aqui e agora é um privilégio porque nos prepara para não passar mal diante de Deus ao final das nossas vidas. 4.15 nossas fraquezas. Jesus experimentou todas as mesmas fraquezas que qualquer um de nós. as dores e fraquezas comuns à humanidade (cf. n. Jo 11.33,35). Ele se identificou conosco e sumo sacerdote que não possa com padecer-se das nossas fraquezas;'? pelo contrário, ele foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.' 16Portanto, aproxim em o-nos do trono da graça com confiança," a fim de receberm os m isericórdia e encon­ trarm os graça para ajuda em m om ento oportuno. Cristo, superior ao sacerdócio da antiga aliança 5 Porque todo sumo sacerdote, sendo escolhido dentre os hom ens, é constituído nas coisas rela­ cionadas com Deus, a favor dos hom ens, para ofere­ cer dons e sacrifícios pelos pecados. 2E ele é capaz de com padecer-se dos ignorantes e dos que se des­ viam do cam inho, pois tam bém ele m esm o está ro­ deado de fraquezas. 3 E, por esta razão, deve oferecer sacrifícios pelos pecados, tanto do povo como de si m esm o." 4Ninguém , pois, tom a esta honra para si m esmo, senão quando cham ado por Deus, como aconteceu com A rã o / 5Assim, tam bém Cristo não glorificou a si mesmo para se to rn ar sum o sacerdote, mas quem o g lorifi­ cou foi aquele que lhe disse: "Você é m eu Filho, hoje eu gerei você.”" assim criou uma ponte para sabermos que não estamos sozi­ nhos. Precisamos criar pontes até outras pessoas, sendo trans­ parentes acerca das nossas fraquezas (cf. Intro. 2Co; ns. e med. 2Co 3.7-18), tentado (cf. ns. 5.9: Jó 1.11; M t 4.1: ICo 10.13). em todas as coisas. Sexo. dinheiro, fama, orgulho, ira e qualquer outra coisa que você queira acrescentar (cf. ns. M t 4.1-11). ò nos­ sa semelhança (5.7-8). Quando isso foi mais difícil para Jesus? Possivelmente no jardim do Getsêmani. Dois jardins, o Éden e o Getsêmani. Duas tentações que mudariam a história humana. Pensando no lado humano, Jesus, sendo como nós, como ele pôde haver resistido7 Ele prevaleceu porque não ficou sozinho mas manteve os discípulos por perto e regularmente voltou para eles no meio da sua luta. Ele fez isso preocupado com seus discí­ pulos7 Bem possivelmente foi para o seu próprio bem (Lc 22.28). Noto pratica: precisamos estabelecer hábitos que minimi­ zem riscos quanto a pecar (cf. n. 1Jo 2.1). especialmente em momentos de maior vulnerabilidade, como situações de can­ saço e solidão. 4.16 aproximemo-nos do trono da graça com confiança (10.19-22). Confiantes que podemos ser autênticos o fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça. E o que re­ cebemos, então dar (cf. n. 2.16). 5.2 Dando sequência a 4.15-16, este versículo também des­ creve Jesus (vs. 5.7-9). E você. está ativo e intencionalmente crescendo para ser como Jesus7 Este versículo descreve você? compadecer-se. Sentir dor com alguém, dos ignorantes. Em vez de julgá-los. compreende-os. entendendo as fraquezas deles e as suas próprias fraquezas. Isso é especialmente importante na hora de levar correção ou confronto em amor (cf. n. Gl 6.1). Cf. ilustração disso em vs. 11-14, com continuação em 6.9-12. 5.5 “Você é meu Filho...” (cf. n 1.5).
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    385 Hebreus 5 USANDOA PALAVRA PARA MUDANÇAS PROFUNDAS Hb 4.12-13; Is 55.8-11 (Estudo 1.2.8) 1. Qual foi uma das últimas vezes que você experimentou o poder da Palavra em sua vida? 2. Com base nestes versículos, descreva o poder das Escrituras, em suas próprias palavras. 3. O que transforma a Palavra de simples letras ordenadas em algo tão poderoso? 4. O que precisaria acontecer para você ministrar a Palavra com poder na vida de outras pessoas? 5. Quais passos você tomará nessa direção? Estudo opcional: Jr 20.9; Mt 4.1-11; Hb 5.11-14. Ministrando a Palavra com autoridade Três princípios básicos podem ser bastante úteis para ministrar a Palavra com autoridade. 1. Integridade, autenticidade, santidade. A Palavra que atinge nosso coração poderá fluir com facilidade para atingir o coração de outros. Se vivenciarmos o que a Palavra diz, teremos uma autoridade nata. A Palavra, que é real para nós, naturalmente se tornará real para outras pessoas. 2. Interpretação correta das Escrituras. Repasse os princípios de interpretação da Bíblia listados no final da Introdução desta Bíblia. São fundamentais para todo líder de pequeno grupo e para todo discípulo de Jesus Cristo. 3. Saber discernir entre o coração de Deus, o seu e o de outra pessoa. Perguntas ou passos que podem ajudar nisso incluem; > Qual é a batalha espiritual por trás dos problemas que a pessoa enfrenta? > Quais os propósitos de Deus nessa situação? Para onde ele quer levar a pessoa? Cf. ns. e med. Jo 5.19-20,30. > Olhe para dentro do seu coração. Você está envolvido emocionalmente de uma forma que não consegue ouvir bem o coração do outro ou de Deus? Cf. SI 139.23-24. > O que Deus vem fazendo até agora? > Abrace a imprevisibilidade como presente de Deus, abrindo o caminho para crescimento e mudança. Lc 8.4-15 — Estudo anterior ♦ | Próximo estudo — Mt 6.9-13 6E em outro lugar tam bém diz; "Você é sacerdote para sem pre, segundo a ordem de M elquisedeque.’,<í 7Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clam or e lágrimas, orações4’ e súplicas a quem o podia livrar da m orte, foi ouvido por causa da sua piedade. 8Em bora fosse Filho, aprendeu a obe­ diência pelas coisas que sofreu 9e, tendo sido aper­ feiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe o b e d e c e m /10 E Deus o nom eou sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque. Os cristãos não tinham progredido 11A esse respeito tem os m uitas coisas a dizer e di­ fíceis de explicar, porque vocês ficaram com preguiça <*5.6 SI 110.4 *5.7 M t 26.36-46; Mc 14.32-42; Lc 22.39-46 75.9 Hb 2.10 5.7 com fo rte clamor e lágrimas (cf. ns. M t 5.4; Jo 11.35). por causa da sua piedade (cf. n. 1Tm 2.2). Outras versões dizem: “por sua submissão” (cf. ns. M t 6.10; 26.59). 5.8 aprendeu a obediência. Quanto mais nos! Cf. n. M t 28.20 e med. M t 7.21-27: Tg 1.22-25. pelas coisas que sofreu (cf. ns. 2.10:4.15). 5.9 tendo sido aperfeiçoado. Jesus passou por um processo de amadurecimento e aperfeiçoamento igual ao que nós pas­ samos, porém sem ele pecar (2.10; 4.15). A cada nova situação ele tinha a opção de pecar, de depender de si mesmo, tal como nós temos essa escolha. Por isso ele nos entende tão profunda­ mente. E por isso sabemos que podemos escolher não pecar, não depender apenas de nós mesmos, a cada nova situação que enfrentamos, tornou-se o Autor da salvação. Seguindo em suas pisadas (cf. tc. IPe), ele nos capacita para também ser­ mos um canal de salvação para outros, mostrando o caminho para Jesus. 5 .1 1 — 6.12 Esta e a terceira de cinco grandes advertências nesta carta (cf. n. 2.1-4). 5.11 temos muitas coisas a dizer e difíceis de explicar. Jo 16.12-13. vocês ficaram com preguiça de ouvir. Outra versão diz: “lentos para aprender". Não tinham fome e sede de coisas
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    Hebreus 5 —6 386 de ouvir.9 12 Pois, quando já deviam ser m estres, le­ vando em conta o tem po decorrido, vocês têm , nova­ m ente, necessidade de alguém que lhes ensine quais são os princípios elem entares dos oráculos de Deus; assim, passaram a ter necessidade de leite e não de alim ento sólido. 13Ora, todo aquele que se alim enta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança.h i*M a s 0 alim ento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculda­ des exercitadas para discernir não som ente o bem, mas tam bém 0 mal. Exortação ao progresso na fé 6 Por isso, deixando os princípios elem entares da doutrina de Cristo/' avancemos para o que é per­ feito, não lançando de novo a base do arrependim ento de obras m ortas* e da fé em Deus, 2o ensino de batis­ mos e da imposição de mãos, da ressurreição dos m or­ tos e do juízo eterno. 3Isso faremos, se Deus perm itir.0 95.11 Hb6.12 *5.12-13 IC o 3.2; 1Pe 2.2 «6.1 Hb 5.12 *H b9.14 <"6.3 A t 18.21; ICo 16.7 86.4 Hb 10.32 f6 .5 H b 2 .5 f 6.6 Hb 10.29 96.8 Gn 3.17-18 Os perigos espirituais 4É impossível, pois, que aqueles que um a vez foram ilu m in ad o s/ provaram o dom celestial, tornaram -se participantes do Espírito Santo, 5provaram a boa pa­ lavra de Deus e os poderes do m undo vindouro" 6e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependim ento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à zomba- ria/7P o rq u e a terra que absorve a chuva que frequen­ tem ente cai sobre ela e produz erva útil para aqueles que a cultivam recebe bênção da parte de Deus; 8mas, se produz espinhos e ervas daninhas, é rejeitada e está perto da m aldição;9 e o seu fim é ser queimada. As coisas melhores e pertencentes à salvação 8Porém, quanto a vocês, meus amados, estamos persuadidos das coisas que são m elhores e que per­ tencem à salvação, ainda que falemos desta m aneira. 18Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do trabalho que vocês fizeram e do am or que m ostraram para com o seu nome, pois vocês serviram e ainda es­ tão servindo aos santos. 11 Desejamos que cada um de vocês continue m ostrando, até o fim, o mesmo em pe- espirituais. Deixaram de ser verdadeiros discípulos (cf.n. M t 13.12). Bem possivelmente gostavam muito de falar (cf. n. Tg 1.19). nada ensináveis. Nota prática: isto se aplica aos novos convertidos que cres­ cem pouco. Infelizmente, isso também é comum a muitos evan­ gélicos de anos na fé. O risco cresce à medida que as pessoas (1) têm mais estudo, especialmente em relação ao ensino supe­ rior e estudos teológicos; (2) têm mais recursos financeiros; e (3) têm cargos superiores, são mestres, professores de teologia, pastores ou líderes em suas igrejas ou ministérios. Conhecem tanto que acham difícil aprender muito mais (cf. n. ICo 8.1-2). 5.12 quando já deviam ser mestres (SI 119 99-110). Eles de­ veriam estar reproduzindo o seu caráter em outras pessoas, ajudando outros “filhinhos” crescerem (cf n IJo 2.12-14). no­ vamente. Eles já haviam recebido o ensinamento fundamental, mas não prestaram atenção nem o aplicaram (v. 14). Pode ser que fizeram isso por um período, mas depois perderam a simpli­ cidade de viver como verdadeiros discípulos, ter necessidade de leite. Cf. ns, ICo 3.1 2. 5.13 inexperiente. Sem experiência. Não coloca em pratica. no palavra da justiça. Cf. ns. Rm 3.21: 2Co 5.21; 2Pe 1.8-9. é criança. No sentido negativo: egocêntrico, dependente, sem responsabilidade. 5.14 adultos. Os maduros, que podem ser divididos em dois grupos, os jovens e os pais (cf. n. IJo 2.12-14). pela prática. Exercício constante. Ensino sem prática faz mais mal do que bem. Cf. n. M t 28.20 e meds. M t 7.21-27; Tg 1.22-25. A prática nos faz crescer, ela nos dá conhecimento que é vivo porque foi vivido, experimentado, têm os suas faculdades exercitadas. São capacitados, treinados; tornaram-se aptos. Estão em forma espiritualmente, para discernir. A prática leva à renovação da mente e à habilidade de perceber a vontade e os propósitos de Deus (cf. n. Rm 12.2: med. Jo 5.19-20.30). 6.1 os princípios elementares. Toda igreja deve ter um conjun­ to de ensino considerado como básico para alguém se tornar um membro dela. Nota pratica: algumas igrejas têm três conjuntos. Um disci- pulado para alguém se tornar membro, um discipulado de no­ vos membros e um discipulado de líderes. Essas igrejas enten­ dem a visão de Jesus de que o discipulado não é apenas para os novos convertidos, a base. Os fundamentos, da doutrina de Cristo (cf. ns. 2Tm 2.15; Tt 1.1; 2.1,10). arrependimento (cf. n. M t 3.2). de obras mortas (cf. n, 9.14). da fé em Deus (cf. ns. 2 0 )5 .7 ; Hb 11.1). 6.2 batismos. A iniciacão na nova vida é integração ao Corpo de Cristo. O plural provavelmente indique o batismo em água (cf. n. At 2.41) e pelo Espirito (cf. n. At 1.5). imposição de mãos. Isto pode incluir estar debaixo de autoridade (cf. n. At 6.6; med. ITm 4.11-16). ressurreição dos mortos (cf. ns. At 4.2: Rm 6.2-5; 1Co 15.12-49). e do juízo eterno (cf. ns. M t 25.46; Lc 14.35: 1Co 3.12-15; 2Co 5.9-10; Hb 9.27-28). Nota prática: muitos problemas de aconselhamento têm a ver com a falta destes seis fundamentos nas vidas das pessoas. Com o fundamento em ação (cf. n. Lc 6.48), muitas vezes o pro­ blema desaparecerá: sem ele, muitas vezes trataremos apenas sintomas, nunca realmente resolvendo nada. 6.3 se Deus perm itir (Tg 4.15-16). 6 .4 -8 Sempre existe caminho de volta para a pessoa desvia­ da ou caída que quer se arrepender e retornar. Quem apenas produz frutos da carne (v. 8; cf. ns. M t 7.15-23) e não de arrependim ento e quebrantam ento, esta realm ente perdido (cf. n. 10.26). 6.8 e o seu fim é ser queimada (cf. ns. M t 25.46: Lc 14.35). 6.9-12 O perigo e real (vs. 4-8). Eles são candidatos a cair nesse perigo (5.11-14). mas creem que realmente sairão de sua indo­ lência (v. 12) para retomar o caminho certo. 6.11 mostrando, até o fim , o mesmo empenho (ICo 9 27), plena certeza da esperança (vs. 15,18-19; cf. n. 3.6).
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    387 Hebreus 6— 7 nho para a plena certeza da esperança; 12para que não se tornem preguiçosos,h mas im itadores daqueles que, pela fé e pela paciência, herdam as promessas,' A promessa de Deus é imutável 13 Pois, quando Deus fez a promessa a Abraão, visto que não tinha ninguém superior por quem jurar, jurou por si mesmo, i4dizendo: "Certamente eu o abençoa­ rei e m ultiplicarei os seus descendentes.", 15E assim, depois de esperar com paciência, Abraão obteve a promessa. 16Pois os homens juram pelo que lhes é su­ perior, e o juram ento, servindo de garantia, é para eles o fim de toda discussão. 17Por isso, Deus, quando quis m ostrar com mais clareza aos herdeiros da promessa que o seu propósito era imutável, confirm ou-o com um juram ento, I8para que, m ediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus m in ta / forte alento te­ nhamos nós que já corremos para o refúgio, a fim de to­ m ar posse da esperança que nos foi proposta. i9Temos esta esperança por âncora da alm a, segura e firm e e que penetra além do véu,/ 20onde Jesus, como precur­ sor, entrou por nós, tendo-se tornado sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de M elquisedeque.m Melquisedeque, tipo de Cristo 7 Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacer­ dote do Deus Altíssimo, foi ao encontro de Abraão, quando este voltava da matança dos reis, e o abençoou. 2Foi para ele que Abraão separou o dízim o de tudo." Prim eiram ente o nome dele significa "rei da justiça"; depois tam bém é "rei de Salém", ou seja, "rei da paz”. 3Sem pai, sem mãe, sem genealogia, ele não teve princí­ pio de dias nem fim de existência, mas, feito semelhante ao Filho de Deus,1’ perm anece sacerdote para sempre. O sacerdócio de Cristo é superior ao levítico 4Vejam como era grande esse a quem Abraão, o patriarca, pagou o dízim o tirado dos m elhores des­ pojos. 50ra, os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm m andam ento de recolher, de acordo com a lei, os dízim os do povo, ou seja, dos seus ir­ mãos, em bora estes sejam descendentes de A braão.c 6E ntretanto, aquele cuja genealogia não se inclui entre os filhos de Levi recebeu dízim os de A braão e abençoou o que tinha as promessas. 7 Evidentem en­ te, não há dúvida de que o in ferior é abençoado pelo superior. 8Aliás, aqui são hom ens m ortais os que re­ cebem dízim os, porém ali o dízim o foi recebido por aquele de quem se testifica que vive. 9E, por assim dizer, tam bém Levi, que recebe dízim os, pagou-os na pessoa de Abraão. 10 Porque Levi, por assim dizer, já estava no corpo de seu pai Abraão, quando M elquise­ deque foi ao encontro deste. O sacerdócio de Cristo é eterno 11 Portanto, se a perfeição fosse possível por meio do sacerdócio levítico — pois foi com base nele que o povo recebeu a lei — , que necessidade haveria ainda de que se levantasse outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arâo?'1 12Pois, quando se m uda o sacer­ dócio, necessariamente m uda tam bém a lei. 13 Porque aquele de quem são ditas estas coisas pertence a outra tribo, da qual ninguém prestou serviço diante do altar; i4pois é evidente que nosso Senhor procedeu de Judá,e tribo à qual Moisés nunca falou nada a respeito de sa­ cerdócio. 15 E isto é ainda m uito mais evidente, quando, à semelhança de Melquisedeque, surge outro sacer­ dote, i6constituído não conform e a lei de m andam ento carnal, mas segundo o poder de vida que não tem fim. 17Porque dele se testifica; "Você é sacerdote para sem pre, segundo a ordem de M elquisedeque.”^ 18 Portanto, por um lado, se revoga a ordenança an­ terior, por causa de sua fraqueza e inutilidade, iSpois a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma;-9 e, por outro lado, se introduz esperança superior, pela qual nos chega­ mos a Deus. 20E isto não se deu sem juram ento. Porque os ou­ tros são feitos sacerdotes sem juram ento, 21 mas este foi feito sacerdote com juram ento, por aquele que lhe disse: *6 .1 2 Hb 5.11 'H b 10.36 76.13-14 Gn 22.16-17 *6 .1 8 Nm 23.19; ISm 15.29; Tt 1.2 '6 .1 9 L v l6 .2 '»6.20 SI 110.4; Hb 5.6,10 »7.1 Gn 14.17-20 *7 .3 Hb 4.14; 6.6 »7.5 Nm 18.21 *7.11 H b 8.6-7 f 7,14Gn 49.10; Is 11.1; Ap 5.5 17.17 SI 110.4; Hb 5.6 97.19 Rm 8.3; Hb 7.11 6.12 preguiçosos. “Negligentes", "inativos", "parados", “inúteis". imitadores (cf. n. ICo 11.1). paciência (cf. n. Gl 5.22). 6.14 multiplicarei os seus descendentes. Deus sempre teve, e continua tendo, coração e visão multiplicadores (cf. 2Tm). 6.15 depois de esperar (cf. n, v 11) com paciência (v. 15). cf. n. M t 24.13. 6.18 m ediante duas coisas imutáveis. Para quem ainda está um pouquinho inseguro com Deus e sua Palavra serem absolu­ tos, passamos aqui para o "absoluto absoluto"! Cf. Intro. 2Ts. esperança que nos fo i proposta (cf. n 3.6). 6.19 âncora da alm a. Não importa a tempestade, não pode­ mos nos perder. O que é abalável pode se perder, mas o inaba- lável ficará firme (cf. ns. 12.26-29; M t 7.25). 7.2 dízimo (vs. 4-6,8-9: Lv 18.21; Nm 18.26; Ne 10.38; cf. n, M t 23.23). "rei da justiça”... "rei de Salém”. Cf. n. Rm 14.17. 7 .19 o lei nunca aperfeiçoou coisa algum a. Esta frase é uma critica profunda ao legalismo e à elevação de usos e cos­ tumes como parte da identidade espiritual, superior (v. 22; 8.6). Cf tc pela qual nos chegamos a Deus (v 25: cf. ns 10.19-23).
  • 35.
    Hebreus 7 —8 388 "0 Senhor jurou e não se arrependerá: 'Você é sacerdote para sem pre.’",! 22 Por isso m esm o, Jesus se tornou fiador de supe­ rio r aliança.' 230ra, os outros são feitos sacerdotes em maior número, porque são impedidos pela morte de continuar; 24jesus, no entanto, porque continua para sempre/ tem o seu sacerdó­ cio imutável. 25Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para inter­ ceder por eles/’ 26 Porque nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem m ácula/ separado dos pecadores e exaltado acima dos céus, 27que não tem necessidade, como os outros sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados/” depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu." 28Porque a lei constitui homens sujeitos a fraquezas como sumos sacerdotes, mas a palavra do juramento, que foi posterior à lei, consti­ tui o Filho, perfeito para sempre.0 Jesus, Mediador da nova aliança 8 Ora, o essencial das coisas que tem os dito é que possuímos tal sumo sacerdote, que se assentou à direita do tro n o 0 da M ajestade nos céus, 2com o m i­ nistro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o hom em ,b 3Pois todo sumo sacerdote é constituído para ofe- *7.21 SI 110.4; Hb 5.6; 7.17 '7.22 Hb 8.6;9.15; 12.24; 13.20 77.24 Hb 5.6; 13.8 *7.25 Rm 8.34; Hb 9.24 '7 .2 6 2Co 5.21; H b 4.14-15; IPe 2.22 ">7.27Lv9.7 «Ef 5.2; Hb 9.12,28; 10.10 «7.28 Hb 2.10; 5.9 «8.1 SI 110.1; Hb 1.3; 4.14 *8 .2 Hb 9.11,24 «8.3Hb5.1 48.5 Cl 2.17; Hb 9.23; 10.1 «Êx 25.40; A t 7.44 *8.6 Hb 7.22; 9.15; 12.24; 13.20 7.22 superior aliança. “Pacto”, “acordo”, “convênio”. Esta aliança é irrevogável, eterna e transform adora de dentro para fora (cf. ns. 2Co 3.6-18). Passamos de inimigos de Deus a ami­ gos dele e muito mais que amigos, filhos dele (Rm 5.6-8,10-11; 8.14-17). A aliança nos transform a em aliados de coração e nos torna aliados uns dos outros. Toda a barreira de inimizade ou hostilidade entre nós é derrubada (Ef 2,11-18; Gl 3.28). Tornamo- -nos como irmãos de sangue - o sangue de Jesusl A aliança vertical não é real sem expressão horizontal (M t 22.35-40). A aliança horizontal é bem expressada no cântico "Aliança no Senhor eu tenho com você". 7.25 vivendo sempre para interceder por eles (Uo 2.1; cf. n Rm 8.34), 8.5 sombra das coisas celestiais (10.1). As expressões espi­ rituais do AT eram apenas uma sombra das expressões do NT ou nova aliança. E em certo sentido as expressões espirituais nossas são, ainda, uma sombra das coisas celestes e eternas (1Co 13.12); a Ceia do Senhor, o casamento, a batismo, o celi­ bato etc. “Tenha cuidado para fa ze r tudo de acordo com o m odelo...” E o modelo para nos e Jesus (Jo 13.15-17; iCo 11.1). que fo i mostrado a você no monte. Não devemos duvidar recer dons e sacrifícios;0 por isso, era necessário que tam bém esse sumo sacerdote tivesse o que oferecer. 40ra, se ele estivesse na terra, nem mesmo sacerdote seria, visto existirem aqueles que oferecem os dons se­ gundo a lei. 5Estes m inistram em figura e som bra das coisas celestiais,d assim como Moisés foi divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo. Pois Deus disse: "Tenha cuidado para fazer tudo de acordo com o modelo que foi m ostrado a você no m onte."06Mas agora Jesus obteve um m inistério tanto mais excelente, quanto é tam bém M ediador de superior aliança^insti­ tuída com base em superiores promessas. 7Porque, se aquela prim eira aliança tivesse sido sem defeito, de m aneira alguma estaria sendo buscado lugar para uma segunda. 8E, de fato, repreendendo-os, diz: "Eis aí vêm dias, diz o Senhor, e firm arei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá, 9 não segundo a aliança que fiz com os seus pais, no dia em que os tom ei pela mão, para os conduzir para fora da terra do Egito; pois eles não continuaram na m inha aliança, e eu não dei atenção a eles, diz o Senhor. 10 Porque esta é a aliança que farei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Im p rim irei as m inhas leis na m ente deles e as inscreverei sobre o seu coração; e eu serei o seu Deus, e eles serão o m eu povo. 11 E não ensinará jam ais cada um ao seu próxim o, nem cada um ao seu irm ão, dizendo: 'Conheça o Senhor; no vale (lugar de desafios e dificuldades) o que ficou claro no monte (lugar de revelação especial). Quanto maiores forem as dificuldades, maior será a necessidade de voltar para o monte e renovar nossa força e perspectiva no Senhor. 8.6 tanto mais excelente... superior aliança... superiores promessas (9.23: cf. tc.). 8.10 Na nova aliança as orientações não estão escritas em tábuas de pedra; elas estão escritas em nossas mentes e em nossos corações (cf. n. 10.16). E vivem dentro de nós. 8.11 Conheça (gr. ginosko; cf. n. Jo 8.32) o Senhor. Conhe­ cimento pessoal, pela experiência, porque todos me conhe­ cerão (gr. ginosko). O discipulador não ensina os discípulos como conhecer Jesus: eles já o conhecem. Ele ensina-os a cres­ cerem seu conhecimento. E essa habilidade, no fundo, não é intelectual, e sim algo que deriva da experiência. Quem substi­ tui o crescimento em experiências pelo crescimento intelectual não é um verdadeiro discipulador. A melhor forma de ajudar um discípulo a crescer em sua experiência de Jesus é levá-lo à presença do Senhor para, juntos, ouvirem dele. O paradigma da formação mudou de centrado em um mestre para ser cen­ trado em Cristo (cf. Intro.).
  • 36.
    389 HEBREUS 8— 9 porque todos m e conhecerão, desde o m enor deles até o maior. 12 Pois, para com as suas iniquidades, usarei de m isericórdia e dos seus pecados jam ais m e lem brarei.”9 13Quando ele diz "nova aliança", torna antiquada a prim eira. Ora, aquilo que se torna antiquado e enve­ lhecido está prestes a desaparecer. Os ritos, ofertas e sacrifícios mosaicos eram imperfeitos e ineficazes 9 Ora, a prim eira aliança tam bém tinha preceitos de culto divino e o seu santuário terrestre. 2Com efeito, foi preparado o tabernáculo, cuja parte da frente, onde estavam o candelabro,0 a mesa e os pães da proposição,0 se chama o Santo Lugar. 3Por trás do segundo véu se encontrava o tabernáculo que se cha­ ma o Santo dos S a n to s /4ao qual pertencia um altar de ouro para o incensod e a arca da aliança totalm ente co­ berta de ouro,0 na qual estava um a urna de ouro con­ tendo o m a n á /o bordão de A rã o / que floresceu, e as tábuas da aliança. 5Sobre a arca estavam os querubins de glória, que, com a sua sombra, cobriam o propicia­ tó rio / Dessas coisas, todavia, não falaremos, agora, porm enorizadam ente. 6Ora, depois de tudo isto assim preparado, os sa­ cerdotes entram continuam ente no prim eiro tab er­ náculo' para realizar os serviços sagrados; 7mas, no segundo, o sum o sacerdote entra sozinho um a vez por a n o / não sem sangue, que oferece por si e pelos pecados de ignorância do povo. 8Com isto o Espírito Santo quer dar a entender que o cam inho do Santuá­ rio ainda não se m anifestou, enquanto o prim eiro tabernáculo continua erguido. 9Isso é um a parábola para a época presente, na qual se oferecem dons e sacrifícios, em bora estes, no que diz respeito à cons­ ciência, sejam ineficazes para aperfeiçoar aquele que presta c u lto / i8pois não passam de ordenanças da carne, baseadas som ente em com idas/ bebidas e d i­ versas cerim ônias de purificação,'” im postas até o tem po oportuno de reform a. O sacrifício de Cristo é perfeito e eficaz 11 Quando, porém , Cristo veio como sum o sacer­ dote dos bens já realizados, m ediante o m aior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos hum anas, quer dizer, não desta criação,” 12e não pelo sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue,0 entrou no Santuário, um a vez por todas, tendo obti­ do eterna redenção. 13 Portanto, se o sangue de bodes e de touros9 e a cinza de um a n o v ilh a / aspergidos sobre os contam inados, os santificam quanto à pu­ rificação da carne, 14m uito m ais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si m esm o se ofereceu sem m ácula a Deus,' pu rificará5 a nossa consciência de obras m ortas, para servirm os ao Deus vivo !' 15 Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança," a fim de que, intervindo a m orte para remissão das trans­ gressões que havia sob a prim eira aliança, aqueles que têm sido chamados recebam a promessa da herança eterna. 16 Porque, onde há um testam ento, é necessá­ rio que intervenha a m orte de quem o fez. l7Sim , por­ que um testam ento só é confirm ado depois da m orte de quem o fez, pois de m aneira nenhum a tem força de lei enquanto vive quem fez o testam ento. l8Por isso, 98.8-12 Jr 31.31-34 “ 9.2ÊX25.31 *Êx 25.30 »9.3 Êx 26.33 49.4 Êx 30.1 eÊx 25.10-11 *Êx 16.33 SN m l7.8-10 *9.1-5 Êx 25.18,20 <9.6 Nm 18.2-6 19.7 Êx 30.10; Lv 16.2,14-18,34 *9 .9 Hb 7.19 '9.10 Hb 13.9 <"Nm 19.7 «9.11 Hb 8.2 »9.12 Hb 13.12 99.13 Lv 16.15-16 íN m 19.9,17-19 »9.14 1Pe 1.19 Í U 0 I .7 fTt 2.14 “9.15 Hb 7.22; 8.6; 12.24; 13.20 8.12 usarei de misericórdia (cf. ns. 2.16; 4.16) e dos seus pe­ cados jam ais me lembrarei. Uma vez que nos arrependemos e pedimos perdão por nossos pecados e fazemos restituição, não devemos mais nos lembrar deles, no sentido de guardar dor, an­ gústia ou nos sentirmos ainda amarrados. Lembramo-nos deles como mostras da graça de Deus em nos dar vitória apesar de nós. Lssas memórias nos mantêm humildes. 9.9 Isso é uma parábola para a época presente. Tal como a sombra no capítulo anterior (cf. n. 8.5). Em certo sentido nos­ sas vidas também são parábolas, histórias simples que revelam verdades espirituais e eternas. 9.10 até 0 tempo oportuno de reform a. A chegada de Jesus. Esta reforma foi renovada, por assim dizer, na Reforma de Mar- tinho Lutero, em 31 de outubro de 1517. Em certo sentido, ele fez Jesus chegar de novo às pessoas comuns, não mais restrito ao clero. Hoje estamos vivendo na plenitude de uma segunda Reforma: a Igreja funciona com base em relacionamentos, pe­ quenos grupos e discipulado. Em certo sentido, essa reforma também faz Jesus chegar de novo às pessoas comuns, não mais restrito ao velho paradigma de culto, reuniões dominicais, clero e templo (cf. Intro ). Cada reforma inclui uma mudança de pa­ radigma (cf. Intro.). 9.14 purificará a nossa consciência (v 9). Passado (cf. tc 2Pe), presente e futuro (cf. ns. 2Co 7.1). No passado, ele remo­ veu a mácula do pecado de uma vez por todas. No presente, por nossa confissão, ganhamos uma consciência limpa (cf. ns. At 23.1; 24.16; ITm 1.19). Satanás quer nos amarrar com falsa culpa, mas Deus nos mostra como sair dessa armadilha. No futuro, na presença de Jesus, seremos absolutamente e eter­ namente puros (cf. ns. 1Jo 3.1-3). de obras mortas. Qual a diferença entre as obras mortas e as boas obras tantas vezes indicadas como a marca do verdadeiro filho de Deus? Aquelas dizem respeito a ganhar algo para si mesmo, seja aceitação por Deus ou por outros; estas últimas, um coração de amor e ser­ viço em favor de outras pessoas. 9.15 ele é o M ediador (8.6; 12.24; cf. n. Um 2.5). da nova aliança (cf. n. 7.22). O paradigma de clero ou sacerdotes como mediadores mudou (cf. Intro.).
  • 37.
    hebreus 9 —10 390 nem a prim eira aliança foi sancionada sem sangue. 19Porque, havendo Moisés proclamado todos os m an­ damentos segundo a lei a todo o povo, pegou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã tingida de escar­ late e hissopo e aspergiu não só o próprio livro, como tam bém todo o povo, 20dizendo: "Este é o sangue da aliança que Deus ordenou para vocês.”v- 21Igualm ente tam bém aspergiu com sangue o tabernáculo“' e todos os utensílios do serviço sagrado. 22De fato, segundo a lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue; e sem derram am ento de sangue“' não há remissão. O sacrifício de Cristo é eficaz para sempre 23Era necessário, portanto, que as figuras^ das coisas que se acham nos céus fossem purificadas com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celes­ tiais requerem sacrifícios superiores àqueles. 24Por- que Cristo não entrou em santuário feito por mãos hum anas, figura do verdadeiro Santuário, porém no próprio céu, para com parecer, agora, por nós, diante de Deus. 25 Ele não entrou para oferecer a si m esm o m uitas vezes, como o sumo sacerdote entra todos os anos no Santo dos Santos com sangue alheio. 260ra, neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido m uitas vezes desde a fundação do m undo; agora, po­ rém , ao se cum prirem os te m p o s /’ se m anifestou uma vez por todas," para aniquilar o pecado por m eio do sacrifício de si m esm o. 27E, assim como aos hom ens está ordenado m orrerem um a só vez," vindo, depois disso, o juízo, 28assim tam bém Cristo, tendo-se ofere­ cido um a vez por todas para tira r os pecados de m ui- '9 .1 9 -2 0 Êx 24.6-8 »9.21 Lv 8.15 *9.22Lv17.1l 79 .2 3 H b 8 .5 '9 .2 6 ICo 10.11; Hb 1.2 "110 3.5 *h b 7.27; 9.12,14 '9 .2 7 Gn 3.19 ^9.28 IPe 3.18 "A t 1.11 tFp3.20 "10.1 Cl 2.17; Hb 8.5; 9.23 ^Hb 7.19 '1 0 .5 -7 SI 40.6-8 ^10.11 Êx 29.38 9.20 “Este é o sangue da aliança...” (ICo 11.25). 9.22 “Este é o sangue da aliança.” Sem morte. A condenação justa para o pecado é a morte (Rm 6.23). Este capítulo fala de sangue doze vezes. Para o homem moderno toda conversa so­ bre sangue pode parecer esquisita, até entender que o sangue representa a vida e a entrega de vida na morte. 9.23 superiores (10.34; cf. tc.). 9.26 Para aniquilar... o pecado. O paradigma do poder irre­ versível do pecado mudou (10.14,18; cf. Intro.). 9.2 7 -2 8 Todo homem morrerá e enfrentará o juízo final. Nor­ malmente pensamos que isso im plica simplesmente receber um veredito. Mas possivelmente ha um elemento de auto- julgam ento. O v. 10 ressalta que Cristo morreu para trazer salvação, especificamente aqueles que esperam por ele. C. S. Lewis em vários romances (A ultima batalha; O grande abismo) coloca a visão de que. após a morte, cada pessoa terá uma opção, uma decisão final. Em A ultima batalha rada pessoa, após a morte, encontra o Grande Leão Aslan, que re­ presenta Jesus, alguns são atraídos, outros fogem dele. É uma perspectiva surpreendente. Mesmo as pessoas que nunca co­ nheceram Aslan, mas sempre viveram a favor do bem, sendo tos,d aparecerá segunda vez," não para tira r pecados, mas para salvar aqueles que esperam por e le / Ora, visto que a lei é apenas um a som bra dos bens vindouros," não a im agem real das coi­ sas, nunca jam ais consegue aperfeiçoar os ofertan- tes,b com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, continuam ente, eles oferecem. 2Se isto fosse possí­ vel, será que os sacrifícios não teriam deixado de ser oferecidos? Porque os que prestam culto, tendo sido purificados um a vez por todas, não mais teriam cons­ ciência de pecados! 3Entretanto, nesses sacrifícios faz- -se recordação de pecados todos os anos, 4porque é impossível que o sangue de touros e de bodes rem ova pecados. 5Por isso, ao entrar no mundo, Cristo disse: "Sacrifício e oferta não quiseste, mas preparaste um corpo para m im ; 6 não te agradaste de holocaustos e ofertas pelo pecado. 7 Então eu disse: ‘Eis aqui estou! No rolo do livro está escrito a m eu respeito. Estou aqui para fazer, ó Deus, a tua vontade."’" 8Depois de dizer, como acima: "Sacrifícios, ofertas, holocaustos e ofertas pelo pecado não quiseste, nem deles te agradaste" — coisas que se oferecem segun­ do a lei — , 9num segundo m om ento acrescentou: "Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade." Re­ move o prim eiro para estabelecer o segundo. 10Nes­ sa vontade é que temos sido santificados, m ediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, um a vez por todas. 11 Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia,d para exercer o serviço sagrado e oferecer m uitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem re­ m over pecados. I2jesus, porém , tendo oferecido, para leais, retas, bondosas e com zelo para a justiça, estão entre os atraídos. 10.1 sombra dos bens vindouros (cf. n. 8.5) 10.3 nesses sacrifícios faz-se recordação de pecados todos os anos. Apesar de isso ser um problema do AT. crentes que não resolvem seus pecados do passado continuam recordando-os, o que os amarra (cf. tc. 2Pe). Pode ser que vivam de forma muito devota a Deus, mas isso, apenas, não resolve sua angústia inte­ rior. Essas pessoas vivem em Rm 7, apenas visitando Rm 8 de vez em quando (cf. n. Rm 8.9). 10.9 “Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade.” (vs. 7.3b; Lc 22.42; Jo 4.54; cf. ns. M t 6.10; Rm 12.2). Frase fa ­ lada por Jesus. Tal irmão mais velho, tal irmão mais novo. Esta é a mesma frase que devemos dizer ao começarmos cada dia. Remove o primeiro para estabelecer o segundo. Nota prática: sempre que somos sérios em estabelecer algo novo, precisamos identificar o que vamos remover ou parar de fazer. Sem isso, estaremos apenas nos enganando quanto a es­ tabelecer o novo. Para mudanças que permanecem, cf. Intro. Fm. 10.12 assentou-se à direita de Deus. Nos lugares celestiais (Ef 1.20), onde nós também estamos sentados (cf. n. Ef 2.6; Intro. Ef).
  • 38.
    391 Hebreus lo sempre,um único sacrifício pelos pecados, assentou- -se à direita de Deus," i3aguardando, daí em diante, até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus p é s /14Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sem pre os que estão sendo santificados. 15E disto nos dá testem unho tam bém o Espírito Santo/" Porque, após ter dito: 16 "Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor: Im p rim irei as m inhas leis no coração deles e as inscreverei sobre a sua m ente",h 17 acrescenta: "Tam bém de m odo nenhum m e lem brarei dos seus pecados e das suas iniquidades, para sem pre.”' I8 0 ra , onde há rem issão de pecados, não existe mais necessidade de sacrifício pelo pecado. O acesso à presença de Deus i9Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no San­ tuário, pelo sangue de Jesus/ 20pelo novo e vivo cam i­ nho" que ele nos consagrou por meio do véu, isto é, pela sua carne, 2ie tendo um grande sacerdote sobre 10.14 aperfeiçoou (2Pe 1.4) para sempre. Fato cumprido no passado (10.10) e que também se refletira no futuro, na eter­ nidade. os que estão sendo santificado. Realidade no nosso presente (cf. n. 9.14; cf. ns. 2Co 7.1). Vivemos entre o já feito e o ainda a ser feito. 10.15 o Espírito Santo (cf. n. 5.7). 10.16 Imprimirei as minhas leis no coração deles (8.10: Jr 31.33). Nosso novo coração (2Co 5.17). A lei real do amor (cf. ns. Jo 13.34-35). os inscreverei (cf. n. 8.10) sobre a sua mente (cf. n. Rm 12.2). 10.17 de modo nenhum me lembrarei dos seus pecado (cf. n. 8.12). 10.19 ousadia. Coragem (Ef 3.12: cf. ns. 2Tm 1.7). para en­ trar no Santuário. O paradigma do acesso a Deus mudou (cf. Intro.)! Contraste com Et 4.11. 10.20 pelo novo e vivo caminho (cf n. Jo 14.6). 10.22 Este versículo descreve bem quatro formas de se preparar e se santificar para entrar sem problemas na presença do Santo Senhor. Vale a pena meditar nelas. Sem dúvida, não vale a pena en­ trar na presença dele com pecado em nossas vidas. As consequên­ cias são terríveis (vs. 26-31: cf. ns. ICo 11.27-34). coração (SI 51.10) sincero (gr, alethines). “Verdadeiro’', “genuíno”, “real”, “autêntico”. De forma pura (cf. n. Mt 5.8). sem hipocrisia (cf. n. M t 6.2): com in­ tegridade, sem pensar em andar com Deus e. ao mesmo tempo, an­ dar com o mundo, a carne ou o diabo (Tg 4.4.7-10: cf. n. M t 6.24). em plena certeza de fé (11.1-6; Tg 1.6-8). Purificado da má cons­ ciência (cf. n. 9.14), o corpo lavado com água pura. Cada mem­ bro dos nossos corpos purificado. A Bíblia vê o ser humano como um todo, de forma integral. O corpo também e espiritual, é o tem­ plo do Espírito Santo (ICo 6.19-20). 10.23 Guardemos firm e (cf n 2.1). o confissão do esperança (cf. ns. 3.6; Cl 1.27). quem fe z a promessa (cf. Intro. 2Ts). éfiel. a casa de Deus, 22aproximemo-nos, com um coração sincero, em plena certeza de fé, tendo o coração pu- rificadoí de m á consciência e o corpo lavado"1 com água pura. 23Guardemos firm e a confissão da espe­ rança, sem vacilar," pois quem fez a promessa é fiel.0 24Consideremo-nos tam bém uns aos outros, para nos estim ularm os ao am or e às boas obras/’ 25Não deixe­ mos de congregar-nos/' como é costume de alguns. Pelo contrário, façamos admoestações," ainda mais agora que vocês veem que o Dia se aproxima. O castigo do pecado voluntário 26Porque, se continuarm os a pecar de propósito,' depois de term os recebido o conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; 27pelo contrário, resta apenas uma terrível expectativa de juízo e fogo" vingador prestes a consum ir os adversários. 28Quem tiver rejeitado a lei de Moisés m orre sem m isericórdia, pelo depoim ento de duas ou três testem unhas." 29lma- ginem quanto mais severo deve ser o castigo daquele que pisou sobre o Filho de Deus, profanou o sangue da «10.12 S1110.1; Hb 1.3 ^10.13 S1110.1; Hb 1.13 910.15H b3.7 * 10.16 Jr 31.33: Hb 8.10 <10.17 Jr 31.34; Hb 8.12 710.19 Ef 3.12; Hb4.16 *1 0 .2 0 Jo 14.6 M o .22H b 9.14 <»Lv8.6 »10.23 H b 3.6; 4.14 «IC o 10.13 P I0 .2 4 Tt 2.14;3.8 <110.25 Mt 18.20 <Hb3.13 M 0 .2 6 H b 6.4-6; 2Pe 2.20-21 <10.27 Is 26.11 "10.28 Dt 17.6 10.24 Consideremo-nos (cf. n. 5.1). uns aos outros (cf, med 1Pe 1.22). para nos estimularmos (cf. n. 3.13). Incentivar, provo­ car, amar o suficiente para confrontar (cf, n. Ef 4,15). Dificilmente isto se torna consistente sem pequenos grupos e encontros indi­ viduais com o propósito de discipulado e prestação de contas, ao amor (cf. ns. Ef 3.14-21; Intro. Uo). Expressão interior, expres­ são do coração, e às boas obras. Expressão exterior; fé que funciona (Ef 2.10; cf. Intro. Tg). 10.25 Não deixemos de congregar-nos. como é costume de alguns. Este costume está crescendo entre os supostos crentes sem igreja, aqueles que apenas visitam igrejas ou sentam no banco sem se envolver, façam os admoestações. Encorajando uns aos outros; confrontando em amor. Claramente o chamado aqui não é simplesmente para nos congregarmos, e sim para nos relacionarmos! Se não nos relacionamos, não nos amamos. Se não nos amamos, não somos de Cristo (cf. n. Jo 13.34-35). 10.26-39 Esta e a quarta de cinco grandes advertem ias nesta carta (cf. n. 2.1-4). 10.26 se continuarmos a pecar de propósito (6 4 8: 2Pe 2.20). É tão fácil enganarmos a nós mesmos (Jr 17.9), viver­ mos com cegueira, pecando sem perceber (Sl 19.12), desenvol­ ver “pecados de estimação”, que argumentamos para nós mes­ mos que não são, realmente, pecados (Sl 19.13): é fácil deixar de resolver conflitos ou feridas, assim desenvolvendo brechas e fortalezas. Enfim, precisamos desesperadamente vívenciar duas dinâmicas: realmente entrar na presença do Deus santo e deixá-lo revelar e transform ar a nossa realidade (vs, 19-23; Sl 139.23-24; Is 6.1-7); e caminhar juntos para receber ajuda em perceber e superar os nossos problemas e pecados (vs. 24-25; Tg 5.17). depois de termos recebido o conhecimento da ver­ dade. Ouvir uma verdade e não vivê-la é muito perigoso. Pode
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    Hebreus i o— il 392 aliança1' com o qual foi santificado e insultou o Espírito da graça!w 30Pois conhecemos aquele que disse: "A m im pertence a vingança; eu re trib u ire i.” x E outra vez: ”0 Senhor julgará o seu povo.”-1' 31 H orrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo.z Apelo para o passado. A recompensa não tarda 32Lembrem-se dos dias passados, quando, depois de iluminados, vocês sustentaram grande luta e sofrim en­ tos. 33Algumas vezes vocês foram transformados em espetáculo, tanto para serem insultados quanto para serem m altratados;“ outras vezes vocês se tornaram co- participantes com aqueles que desse modo foram mata­ dos. * 34Porque vocês não apenas se compadeceram dos encarcerados/ como tam bém aceitaram com alegria a espoliação dos seus bens, porque sabiam que tinham um patrim ônio superior e d u rá v e l/35Portanto, não per­ cam a confiança de vocês, porque ela tem grande recom ­ pensa. 36Vocês precisam perseverar/ para que, havendo feito a vontade de Deus, alcancem a prom essa/ H O .29 Êx 24.8 ^Hb 2.3 * 10.30 Dt 32.35 /D t 32.36 z10.31 Lc 12.5 »10.33 1Co4.9 * Fp 4.4 n 0 .3 4 H b 1 3 .3 <HPe1.4 »10.36 Hb 12.1 iH b 6.12 510.37-38 Hc 2.3-4 410.391T s 5.9 111.1 Ou o fundamento »Rm 8.24; 2Co 4.18; 5.7 *11.3 Gn 1.1; SI 33.6,9 »11.4G n4.3-10 37 "Porque, ainda dentro de pouco tem po, aquele que vem virá e não irá dem orar; 38 mas o m eu justo viverá pela fé; e, se retroceder, dele a m inha alm a não se agradará."5 39Nós, porém , não somos dos que retrocedem para a perdição, mas somos da fé, para a preservação da a lm a / A natureza da fé Ora, a fé é a certeza7 de coisas que se espe­ ram , a convicção de fatos que não se veem ." 2Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testem unho. 3Pela fé, entendem os que o universo foi form ado pela palavra de D e u s / de m aneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem . Exemplos de fé extraídos do Antigo Testamento Os p rim e iro s h e ró is 4 Pela fé, Abel ofereceu“ a Deus um sacrifício mais excelente do que Caim, pelo qual obteve testem unho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às ser que façamos isso em coisas secundárias. Mas se nâo resol­ vemos isso, andamos em pecado (Tg 4.17). Um pecado leva a outro, que, por sua vez, leva à cegueira, à dureza de coracão e à mornidão. Se não tivermos cuidado, poderemos nos encontrar na mesma situação da igreja de Laodiceia, em que Deus quer nos vom itar de sua boca (Ap 3.16). 10.32 vocês sustentaram grande luta e sofrimentos (Ef 6.13-14). 10.34 patrim ônio superior e durável (cf. tc.). 10.36 Vocês precisam perseverar. E nâo apenas individual­ mente (vs. 24-25). Qualquer um de nós se perde sozinho. Sozi­ nho. nâo! para que... alcancem a promessa (cf. n. M t 24.15). 10.37 aquele que vem virá e não irá demorar. Temos que realmente estar prontos para o retorno de Jesus a qualquer dia (cf. n. M t 24.42). 10 .38 meu justo viverá pela fé (Hc 2.4: cf. n. Rm 1.17: tc Rm). Esta frase introduz Hb 11. se retroceder,. Conta-se a história de um exército que apenas tinha vitórias, até que chegou o dia desastroso em que a batalha estava sendo per­ dida. O general falou para o moço que dava os toques de trom beta tocar o som para a recuada. Ele tocou o som para o ataque. O general gritou: “A recuada!”. O moço tocou o ata­ que de novo. Incrivelmente, atacar no momento em que tudo estava perdido desmoronou o inimigo, e eles ganharam. De­ pois o general confrontou o moço perguntado iradam ente por que nâo tocara a recuada. O moço explicou: “Ninguém nunca me ensinou." Em certo sentido isso se aplica à vida cristã! Cf. Hb 11.35-38. 10.39 Duas opções: perdição e conservação da alma. Se isso o assusta, que bom. A maioria precisa de um pouco mais de susto divino e temor divino. 11.1-40 O texto de Hb 11 é o atrio da fé do AT todo. Pela ins­ piração do Espírito Santo nomes grandes e pequenos surgem, o que inclui duas mulheres, como Sara (v. 11) e Raabe (v, 31; Js 6.25), entre outras grandes mulheres (v. 35). 11.1 a fé. Ela pode ser a confiança e firme crença na verdade, no valor ou na confiabilidade de outra pessoa, conceito ou coi­ sa. Para o cristão, fé é viver com confiança em Deus. Apesar de que podem existir provas, lógica ou argumentos intelectuais, no final das contas, a fé não descansa neles. É intuitiva, em nível de pressuposições. Nesse sentido, todos vivem pela fé. A pergunta-chave é: fé em quem ou em quê7 O humanista tem fé na humanidade e em si mesmo. O seguidor de Jesus tem fé no Senhor e na sua obra redentora e transform adora dentro de si. M uitos crentes vivem com um agnosticismo prático mais do que por fé real, confiando em seus esforços e habilidades em vez de realmente depender de Deus e andar pela fé. Para ajudar as pessoas crescerem em sua fé, cf. n. Rm 10.17. que se esperam. Para a diferença entre fé e esperança, cf. n. M t 6.30. a convicção de fatos que não se veem (v. 27: cf. n. 2Co 5.7). O objeto da nossa fé é invisível, mas não desconhecido. 11.3 Nossa fé nos ajuda entender Gn 1-3, que nâo e tanto uma explicação científica, mas uma explicação espiritual. A fé res­ ponde mais o "porquê" da criação do que o “como". 11.4 um sacrifício mais excelente. A superioridade e a exce­ lência de Jesus são refletidas nas pessoas de fé que caminham
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    393 HEBREUS 11 suasofertas. Por m eio da fé, tam bém m esm o depois de m orto, ainda fa la / 5 Pela fé, Enoque foi levado6 a fim de não passar pela morte; não foi achado, porque Deus o havia levado. Pois, antes de ser levado, obteve testem unho de que havia agradado a Deus. 6De fato, sem fé é impossível agradar a D e u s / porque é necessário que aquele que se aproxim a de Deus5 creia que ele existe e que recom ­ pensa os que o buscam. 7Pela fé, Noé, divinam ente instruído a respeito de acontecim entos que ainda não se viam e sendo te­ m ente a Deus, construiu um a arca para a salvação de sua fam ília.h Assim, ele condenou o m undo e se to r­ nou herdeiro da justiça que vem da fé. O s p a tria rc a s 8Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu,' a fim de ir para um lugar que devia receber como herança; e partiu sem saber para onde ia. 9Pela fé, peregrinou7 na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. 10Porque Abraão aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e construtor. 11Pela fé, também , a própria Sarafc recebeu poder para ser mãe, mesmo sendo já idosa, pois considerou fiel aquele que lhe havia feito a promessa. 12Por isso, tam bém de um só homem, praticam ente morto, saiu um a posteridade tão numerosa como as estrelas do céu" e inumerável como a areia"1que está na praia do mar. i3Todos estes m orreram na fé. Não obtiveram as promessas, mas viram -nas de longe, saudaram -na e confessaram " que eram estrangeiros e peregrinos na com ele (11.4,16,35,40; 12.24; cf. tc.). mesmo depois de morto, ainda fa ia . Para quem tem ouvidos para ouvir (cf. n. M t 11.15). 11.6 Dois grandes desafios para ateus e agnósticos; (1) crer que Deus existe; (2) crer que ele quer ser encontrado (2Cr 16.9; Jr 29.13; Jo 4.23). Deus se revelou de três grandes formas para quem quiser encontra-lo: (1) a criação, cujo ápice foi o próprio ser humano, criado à imagem de Deus; (2) sua Palavra (cf. ns. 2Tm 3.16-17), aberta a quem busca, fechada a quem não quer ouvir (cf. ns. M t 13.12-18); e (3) a maior revelação de todas, a pessoa de Jesus Cristo (cf. ns. Jo 1.14; At 5.42). 1 1.7 temente a Deus (cf. Pv 1.7). 11.8 Peia fé, Abraão, quando chamado. A fé ouve o que os outros não ouvem. Todo chamado é um ato de fé. obedeceu. A fé sempre leva à ação (cf. med. Jo 5.19-20,30; Intro. e tc. Tg). Cada herói neste capítulo mostrou sua fé em ação. partiu sem saber para onde ia (cf. n. 2.8-9). 11.9 Pela fé, peregrinou (vs. 15.37; cf. ns. 2Co 5.20). 11.10 Deus é o arquiteto e construtor (cf. n. 3.6). 11.13 viram-nas de longe, saudaram -na e confessaram (v. 27: cf. ns. Mc 8.22-26; Lc 7.44; Intro. 1Pe). eram estrangei­ ros e peregrinos na terra (cf. Si 84.5). 11.15 teriam oportunidade de voltar (10.58; Gn 24.5-6). 11.17-19 ofereceu Isaque (Gn 22.1-19). Em alguns momentos so­ mos chamados a “sacrificai" algo que é de sumo valor para nós. Pode terra. 14Porque os que falam desse m odo m anifestam estar procurando um a p átria.0 15E, se, na verdade, se lem brassem daquela de onde saíram , teriam oportu­ nidade de voltar. i6M as, agora, desejam um a pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se enver­ gonha deles, de ser cham ado o seu Deus, porque lhes preparou um a cidade. 17Pela fé, Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isa­ que. Aquele que acolheu as promessas de Deus estava a ponto de sacrificar o seu filho unigénito,5 i8do qual havia sido dito: "A sua descendência virá por meio de Isaque."17l9Abraão considerou que Deus era poderoso até para ressuscitar Isaque dentre os mortos, de onde tam bém figuradam ente o recebeu de volta." 20 Pela fé, igualm ente Isaque abençoou5 Jacó e Esaú, a respeito de coisas que ainda estavam para vir. 21 Pela fé, Jacó, quando estava para m orrer, aben­ çoou" cada um dos filhos de José e, apoiado sobre a extrem idade do seu bordão, adorou a Deus. 22 Pela fé, José, próxim o do seu fim , fez m enção do êxodo" dos filhos de Israel, bem como deu ordens a respeito de seus próprios ossos. M o is é s 23 Pela fé, Moisés, apenas nascido, foi ocultado por seus pais durante três m e s e s / porque viram que o 4 G n 4.10; Hb 12.24 H 1 .5 Gn 5.21-24 711 .6 H b 13.2l SHb7.25 *1 1.7 Gn 6.13-22; IPe 3.20 '11.8 Gn 12.1-5 711.9 Gn 35.27 *11.11 Gn 18.11-14;21.2 711.12Gn15.5 '” Gn22.17 "11.13G n23.4 011.14 Hb 13.14 (>11.17 Gn 22.1-19 <711.18 Gn 21.12 <11.19 Rm 4.17,21 >11.20 Gn 27.27-29,39-40 '11.21 Gn 47.31— 48.20 "11.22 Gn 50.24-25; Êx 13.19 m .2 3 Êx 2.2; A t 7.20 bem ser algo que o próprio Deus nos deu: o cônjuge, um filho ou uma filha, os nossos pais, uma casa ou até nosso ministério. Se seguirmos o caminho das pedras, como Abraão, iremos em frente com a con­ fiança de que Deus irá resolver qualquer lacuna que aparecer, por conta do nosso sacrifício (cf. ns. Mc 10.29-30: Jo 12.23-24). 11.18 Quando não entendemos Deus, temos que procurar a perspectiva de que ele é fiel a tudo que falou. Se em algum mo­ mento a escuridão se aproximar e houver pouca luz, andemos nessa pouca luz. À medida que formos fieis à Palavra. Deus nos dará mais luz. 11.20-21 Pela fé, igualmente Isaque abençoou... Pela fé, Jacó... abençoou. Gn 48.9. 11.21 Pela fé, Jacó... cada um dos filhos de José. Nesta pas­ sagem (vs. 8-22) há algo unico: cinco gerações de heróis da fé por nome sem interrupção: Abraão, Isaque, Jacó, José e os dois filhos de José (Efraím e Manassés, que se tornaram dois chefes de tribos de Israel). Já que no AT não houve grandes referências ao discipulado de uma geração para outra na época dos juízes e reis e dali em diante, esta história é marcante. Cada um desses heróis se destaca por seu investimento nos seus filhos, sendo exemplos de diversas formas de discipulado, ainda no AT. Isto é um grande incentivo para o nosso discipulado começar em casa. 11.23 seus pais. Quase anonimos; eles marcaram a história por sua fé.
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    hebreus 11 —12 394 m enino era b o n ito w e não ficaram am edrontados pelo decreto do rei. 24Pela fé, M o is é s / quando já hom em feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, 25preferindo ser m altratado junto com o povo de Deus a usufruir pra­ zeres transitórios do pecado. 26Ele entendeu que ser desprezado por causa de Cristo-1' era um a riqueza m aior do que os tesouros do Egito, porque contem pla­ va a recompensa. 27 Pela fé, Moisés abandonou o E g ito / não ficando am edrontado com a ira do rei, pois perm aneceu fir­ m e como quem vê aquele que é invisível.0 28 Pela fé, celebrou a Páscoa* e 0 derram am ento do sangue, para que o e x te rm in a d o / não tocasse nos p rim o ­ gênitos dos israelitas. 29 Pela fé, atravessaram 0 m ar V erm elho* como por terra seca. Quando os egípcios tentaram fazer o m esmo, foram engolidos pelo mar. Os is ra e lita s e m C a n a ã 30 Pela fé, ru íram as m uralhas de Jericó / depois de rodeadas por sete dias. 31 Pela fé, Raabe, a prostituta, não foi destruída^ com os desobedientes, porque acolheu os espias com p a z / »Êx2.2 »11.24Êx2.10-12 X11.26Hb 13.13; 1Pe4.14 ^11.27 Ê x2.15 °1Tm 1.17 *1 1.28 Êx 12.21-30 <Êx 12.23; ICo 10.10 *1 1.29 Êx 14.21-31 e11.30 Js 6.12-21 H l . 31 Js 6.22-25 9Js 2.1-21 * 11.32 Jz 6.11— 8.32 <Jz4.6— 5.31 / Jz 13.2— 16.31 *Jz 11.1— 12.7 USm 16.1; 1Rs 2.11 ISm 1.1— 25.1 "11.33 Dn 6.1-27 »11.34 Dn 3.1-30 P11.35 1Rs 17.17-24; 2Rs 4.25-37 911.36 1Rs 22.26-27; 2 0 18.25-26; Jr 20.2; 37.15; 38.6 M l.37 20 24.21 >2Rsl.8 '11.38 lRs 19.9 11.25 prazeres transitórios do pecado. Prazeres de 40 anos ou possivelmente 80. Mas uma gota de água no mar em compa­ ração com a eternidade. Também uma gota no mar em compa­ ração com o impacto de sua vida (cf. n. At 21.13). 11.27 permaneceu firm e como quem vê aquele que é invisí­ vel (12.2). Nossa firmeza e nossa perseverança perante as d ifi­ culdades são em proporção a nossa visão espiritual. 11.29 Pela fe o povo de Israel atravessou o mar Vermelho. In- felizmente não se mantiveram em sua fé e toda aquela geração morreu no deserto por falta de fé (Nm 32.13). 11.32 -34 Estes heróis se destacam por seu sucesso no meio da adversidade. A fé ou cresce, ou morre perante a adversidade. Dá para medir a grandeza de uma pessoa pelo que é necessário para ela desanimar. 11.34 da fraqueza tiraram força (Jz 16.28: cf. ns. 2Co 4.7 e 12.9-10). 11.35-38 Ser uma pessoa de fé não quer dizer que não ha­ verá sofrimento nem que será poupado da morte. O resultado de bênção ou sofrimento não é o alvo de Deus. O objetivo dele é crescermos para sermos como Jesus. A fé não é revelada na porcentagem de vezes que Deus responde a nossas orações: é a confiança no caráter, na obra e nos propósitos dele. A escola da fé nos ensina como confiar em Deus para resolver nossos proble­ mas. Depois a pós-graduação nos ensina como confiar em Deus quando ele não resolve nossos problemas (Jó 13.15; Dn 3.17-18). 11.35 Alguns foram torturados (i f np ITm 4.12). 32 E que m ais direi? C ertam ente m e faltará o tem ­ po necessário para falar de G id e ã o / de Baraque,' de Sansão/ de J e fté / de D a v i/ de Sam uel"' e dos profe­ tas, 33qs quais, por m eio da fé, conquistaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões," 34extinguiram a violência do fogo,0 escaparam de ser m ortos à espada, da fraqueza tira ­ ram força, fizeram -se poderosos na guerra, puseram em fuga exércitos estrangeiros. 35M ulheres recebe­ ram , pela ressurreição, os seus m o rto s / Alguns foram to rturados, não aceitando seu res­ gate, para obterem su p erio r ressurreição; 36outros, por sua vez, passaram pela prova de zom barias e açoites, sim , até de algem as e p ris õ e s / 37Foram a p e d re ja d o s / provados, serrados ao m eio, m ortos ao fio da espada. A ndaram com o peregrinos, ves­ tidos de peles de ovelhas e de c a b ra s / passaram por necessidades, foram afligidos e m altratados. 380 m undo não era digno deles. A ndaram errantes pelos desertos, pelos m ontes, pelas c o vas/ pelos antros da terra. 39Todos estes, m esm o tendo obtido bom testem u­ nho por m eio da fé, não obtiveram a concretização da prom essa, 40porque Deus tinha previsto algo m e­ lh or para nós, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados. Jesus, Autor e Consumador da fé Portanto, tam bém nós, visto que tem os a rodear-nos tão grande nuvem de testem u- 11.38 O mundo não era digno deles. Que frase incrível. Será que existem tais pessoas hoje)’ Possivelmente aqueles que mor­ rem por sua fé, especialmente em países muçulmanos. 11.40 para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados (v. 13; Ef 4.13; 1Pe 1.12). Uma imagem que capta este conceito é a de uma corrida de bastão. Aqueles que já correram não ga­ nharão a não ser que os últimos corram bem e ganhem. Isto nos incentiva a correr bem, como também a preparar adequa­ damente a próxima geração por meio do discipulado. 12.1 Portanto. Referindo-se ao cap. anterior, também nós. visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemu­ nhas. Os heróis da fe do passado (cap. 11). Apesar de nós não conseguirmos ver o ceu eterno, e possível que as pessoas ali nos vejam (Lc 16.22-24). A imagem aqui é de arquibancadas de '‘torcedores" olhando para nós no campo de jogo (cf. n. Ef 3.10). Nota pratica: pode-se colocar na margem de uma Bíblia os nomes de amados heroís nossos que morreram e foram para a glória à nossa frente, desembaraçando-nos de todo peso (cf. n. Jo 15.2 med. Lc 9.57-62). O bem e inimigo do melhor. O que não nos impele para frente nos detém. Reduzido o nosso peso. isso nos permite correr bem melhor. Precisamos aprender a viver uma vida simples, que nos permita correr com liberdade e alegria a cada dia. Cf. o módulo de oito estudos sobre a vida simples a partir de M t 6.33-34. do pecado que tão firm em ente se apega a nós. Este não e um pecado simples e comum. É um pecado arraigado. Precisamos saber como discernir e des-
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    395 Hebreus 12 En t r e g a n d o - s e à s u a c o r r i d a : l i v r e d e p e s o s Hb 12.1-2 (Estudo 1.4.4) 1. Qual o imperativo central destes versículos? 2. Faça uma lista das orientações relacionadas a como devemos viver. 3. Dê uma nota de 0 a 10 para você mesmo em cada item a seguir e explique sua nota. a. Desembaraçar-se de todo o peso e do pecado que tenazmente o assedia. b. Correr com perseverança a carreira que nos está proposta (num ritmo constante). c. Olhar firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus. 4. Qual a relação de cada um desses três pontos com a vida simples? 5. Quais passos você poderia tomar esta semana para melhorar uma dessas três áreas? Estudo opcional: Jo 15.1-2; lCo 9.24-27; 2Tm 2.3-4. A disciplina que liberta Todas as três atitudes necessárias para uma vida simples (desembaraçar-se, correr com perseverança e olhar firme­ mente), requerem disciplina. Os parágrafos que seguem nossa leitura em Hb 12 focalizam a importância e o valor da disciplina. Temos a opção de caminhar de forma disciplinada ou de aguardar Deus chegar a nós para nos disciplinar. No primeiro instante abraçamos as disciplinas espirituais, entendendo que, assim como um atleta se disciplina para poder jogar melhor, nós fazemos o mesmo. Richard Foster, no seu livro Celebração da disciplina - O caminho do crescimento espiritual, coloca desta forma: as disciplinas espirituais visam ao nosso bem. Elas têm por finalidade trazer a abundância de Deus para a nossa vida. É possível, contudo, transformá-las em outro conjunto de leis que matam a alma. As disciplinas dominadas pela lei respiram morte. Quando as disciplinas se degeneram em lei, elas são usadas para manipular e controlar pessoas. O foco fica no ex­ terno ao invés do interno. O foco externo mata; o interno dá vida. O externo trata da letra; o interno do espírito (2Co 3.6). O segredo para não cair no legalismo é ficar atento à voz de Jesus. Sua voz não é difícil de ser ouvida. Não é difícil entender suas instruções. Se começarmos a calcificar o que deveria sempre permanecer vivo e crescente, ele nos dirá. Nosso mundo está faminto por pessoas verdadeiramente transformadas. Liev Tolstói observou: "Todos pensam em mudar a humanidade, e ninguém pensa em mudar a si mesmo." Estejamos entre os que creem que a transformação interior de nossa vida é alvo digno de nosso melhor esforço. Rm 13.8 — Estudo anterior ♦ | Próximo estudo — Lc 9.57-62 nhas, desem baraçando-nos de todo peso e do pe­ cado que tão firm em ente se apega a nós, corram os, com perseverança, a carreira que nos está proposta," 2olhando firm em en te para o A utor e Consum ador da fé /’ Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz,c sem se im p o rtar com a vergonha, e agora está sentado à direita do trono de D e u s / 3Portanto, pensem naquele que suportou “ 12.1 1C o9.24;Hb 10.36 M 2 .2 H b 2 .1 0 <Fp2.8 <<Hb1.3 tru ir fortalezas malignas, corramos (Jr 12.5: Fp 3.12-14: Intro. Ef). com perseverança (cf. n. Tg 1.3). Correndo de forma dis­ ciplinada (vs. 4-12), entendendo que estamos numa maratona, não numa corrida de 100 m. a carreira que nos está pro­ posta. Cada um tem uma carreira ou corrida diferente (cf. n, ICo 12.15-19). Temos que descobrir qual é para que possamos correr bem. Se não sabemos qual e, facilmente nos perderemos respondendo às muitas pessoas que pedem ajuda em suas cor­ ridas. E se nós não corremos a nossa corrida, ninguém vai fazê- -lo em nosso lugar. Depende de nós. 12.2 olhando firm em ente para... Jesus (2Tm 2 4; cf. ns. 3.1; Sl 123.1-2). em troca da alegria (Lc 10.20-21) que lhe estava proposta. Nota prática: nunca conhecerem os a alegria da autone- gaçâo enquanto não nos entregarm os em cada p a rticu la ri­ dade, Jesus vivia se sacrificando, com exuberante alegria (Jo 15.11; 17.13). Será que você já se rendeu a Jesus Cristo com subm issão absoluta)’ suportou a cruz (Fp 2.8). Q uanto às im plicações de suportar a cruz para nós, cf. ns, M t 16.24; Rm 6.6. 12.3 pensem (cf. n. 3.1). para que vocês não se cansem nem desanimem (v. 5). Satanás tem como alvo que a oposição que
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    Hebreus 12 396 tamanha oposição dos pecadores contra si m esmo, para que vocês não se cansem nem desanim em . A disciplina de Deus é para o nosso bem 4Na luta contra o pecado vocês ainda não resisti­ ram até o sangue 5e se esqueceram da exortação que é dirigida a vocês, como a filhos: "Filho meu, não despreze a correção que vem do Senhor, nem desanim e quando você é repreendido por ele; 6 porque o Senhor corrige a quem am a e castiga todo filho a quem aceita.”" 7E para disciplina que vocês perseveram . Deus os trata como filhos. E qual é o filho a quem o pai não cor- rige?^ 8Mas, se estão sem essa correção, da qual todos se tornaram participantes, então vocês são bastardos *1 2 .5 -6 Pv 3.11-12; Jó 5.17 *12.7 Pv 13.24 512.11 Fp 1.11 * 12.12 Is 35.3 ' Jó 4.4 il2 .1 3 P v 4 .2 6 *12.14 Rm 12.18 'M t 5.8; IJo 3.2 '” 12.15 Dt 29.18 e não filhos. 9Além disso, tínham os os nossos pais hu­ manos, que nos corrigiam , e nós os respeitávamos; não havemos de estar em m uito m aior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos? lOPois eles nos cor­ rigiam por pouco tem po, segundo m elhor lhes pare­ cia; Deus, porém , nos disciplina para o nosso próprio bem, a fim de sermos participantes da sua santidade. 11 Na verdade, toda disciplina, ao ser aplicada, não parece ser m otivo de alegria, mas de tristeza. Porém, mais tarde, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça.3 l2Por isso, levantem*1as mãos cansadas e fortaleçam os joelhos vacilantes.' i3Façam caminhos retos7para os seus pés, para que o manco não se desvie, mas seja curado. Firmes na graça de Deus 14 Procurem viver em p azA com todos e busquem a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.1 15Cuidem para que ninguém fique afastado da gra­ ça de Deus, e que nenhum a raiz de am argura,"’ bro­ tando, cause perturbação, e, por m eio dela, m uitos enfrentamos nos leve à murmuração, à blasfêmia, à redução da marcha e até mesmo à desistência. 12.4-13 À medida que andarmos de forma disciplinada, tere­ mos menos disciplina externa para suportarmos. Ainda assim, vamos errar (cf. n. Tg 3.1-2) e precisaremos de correção. Essa correção, feita em amor, é um presente divino. 12.5 não despreze a correção que vem do Senhor (Pv 1.7,23; 3.11-12; 5.12-14; 12.1; Jr 2.30). Correção não á rejeição, apesar de que uma pessoa profundamente ferida ou rejeitada pode percebê-la assim. Quando formos corrigidos ou confrontados, não devemos desanimar. Devemos sentir tristeza (v, 11) que nos motive a mudanças, nem desanime quando você é re­ preendido por ele. Não devemos recuar e afastar-nos quando corrigidos. Devemos aprender a agradecer a oportunidade de crescer e a força que Deus e/ou outra pessoa está nos dando para que avancemos. 12.6-9 Se amamos as pessoas com as quais caminhamos, es­ taremos envolvidos em ajudá-ías a correr melhor. Às vezes isso requer ganhar o direito de ser ouvido. Mas, com o passar do tempo, se ficamos quietos ao vermos problemas em suas vidas, não as amamos de fato. Às vezes fazemos isso porque não que­ remos correr o risco de perder a amizade. Neste caso, estamos amando mais a nós mesmos do que a elas. O verdadeiro amor joga fora o medo (1Jo 4,18) e sabe confrontar em amor. Em con­ trapartida, nossos relacionamentos devem se caracterizar bem mais por amor e aceitação do que por confronto e correção. 12.9 em muito maior submissão ao Pai. Quando corrigidos, devemos procurar ouvir a voz de Deus em relação à área em que erramos. Não devemos reagir e resistir, assim perdendo o crescimento espiritual proposto. 12.10 nos disciplina para o nosso próprio bem. Não para o seu próprio contentamento! A disciplina não é castigo, e sim uma correção para nos edificar e fortalecer, a fim de. A disci­ plina com propósito ajuda muito. Quando vemos e abraçamos sua finalidade, conseguimos pagar o preço, sermos participan­ tes da sua santidade. Isto é, para nos tornar mais como Jesus. 12.11 produz fru to pacifico... fru to de justiça. A disciplina produz bons frutos, frutos do Espírito. Fugir dela produz obras da carne, egocentrismo, aos que têm sido por ela exercita­ dos. Capacitados, treinados. Todos os heróis bíblicos grande­ mente usados por Deus foram primeiro testados e refinados. 12.12-13 os mãos cansadas. Enfraquecidas. Possivelmente indique um indivíduo sobrecarregado, cansado e até esgotado, os joelhos vacilantes. Cambaleando, falhando, pisando em falso, perdendo a forca. Nestes vs. sobre ajudar pessoas ne­ cessitadas. o foco não é o pecado, e sim o apoio de que elas precisam. O apoio tem que ser o contraponto à disciplina dos versículos anteriores. Pode ser que haja pecado a ser confes­ sado: mas pode ser que a maior necessidade seja um ambiente de amor e aceitacão em que as pessoas ganham confiança para abrir o coração e revelar suas feridas (seja curado) que as ha­ viam levado a posturas e perspectivas erradas. Seja curado. Cf. n. Tg 5.17. 12.14-29 Esta é a quinta e última de cinco grandes advertên­ cias nesta carta (cf. n. 2.1-4). 12.14 Procurem viver em paz. Sejam pessoas de paz (cf. n. Lc 10.5-7). busquem a santificação (cf. n. 2Co 7.1; tc. 2Pe). sem a qual ninguém verá o Senhor (cf. n. M t 5.8). 12.15 Cuidem (gr. episkopouentes). Vigiem. A palavra grega, em forma substantivada, é "bispo”. É como aquele que cuida da pessoa amada gravemente doente para que ninguém fique afastado da graça de Deus (cf. ns. 10.24-26: At 20.28-31). raiz (1Tm 6.10) de am argura (Ef 6.4; Cl 3.19). Uma frustração, uma decepção ou um momento de ira que acaba sendo nutrido se torna uma brecha; e uma brecha na qual convivemos por algum tempo se torna uma fortaleza ou, mudando a metáfora, uma erva daninha com espinhos que invade e contamina tudo ao seu redor. Não há que tratar apenas os sintomas ou as expres­ sões visíveis do problema; a raiz tem que ser arrancada com batalha espiritual e cura interior. 12.16 nenhum impuro (cf. ns. Tt 1.15). A impureza é colocada aqui no mesmo nível da amargura - duas raízes contagiosas
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    397 HEBREUS 12 — 13 sejam contam inados. 16E cuidem para que não haja nenhum im puro ou profano, com o foi Esaú, o qual, por um prato de com ida, vendeu o seu direito de pri- m o g e n itu ra /17Vocês sabem tam bém que, posterior­ m ente, querendo herd ar a bênção, foi rejeitado,0 pois não achou lugar de arrependim ento, em bora, com lá­ grim as, o tivesse buscado. 13 Ora, vocês não chegaram ao fogo palpável e ar­ dente, à escuridão, às trevas, à tem pestade, l9ao toque da trom beta e ao som de palavras tais, que aqueles que ouviram isso pediram que não lhes fosse dito mais n a d a / 20pois já não suportavam o que lhes era ordenado: "Até um anim al, se tocar o m onte, será ape­ drejado." q 21 Na verdade, o espetáculo era tão horrível, que Moisés disse: "Sinto-m e aterrado e trêm ulo!"r 22Mas vocês chegaram ao m onte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial/ e a m ilhares de anjos, e à universal assembleia 23e igreja dos prim ogênitos arrolados nos céus/ e a Deus, o Juiz de todos," e aos espíritos dos justos aperfeiçoados, 24e a Jesus, o M e­ diador da nova a lia n ç a / e ao sangue da aspersão que fala coisas superiores ao que fala o próprio A bel.11' 25Tenham cuidado e não recusem ouvir aquele que fala. Pois, se não escaparam aqueles que recusaram ou­ vir quem divinam ente os advertia sobre a te rra / m uito menos escaparemos n ó s / se nos desviarmos daquele que dos céus nos adverte. 26Naquele tempo, a voz dele abalou a terra; agora, porém , ele prom ete, dizendo: "Ainda uma vez, farei trem er não só a terra, mas tam ­ bém o céu."z 27Ora, esta palavra: "ainda uma vez" signi­ fica a remoção dessas coisas abaladas, como tinham sido feitas, para que perm aneçam as coisas que não são abaladas. 28 Por isso, recebendo nós um Reino inabalável, re­ tenham os a graça, pela qual sirvam os a Deus de modo agradável," com reverência e santo temor. 29Porque o nosso Deus é fogo consum idor/ Os deveres sociais Seja constante o am or fraternal." 2Não se esqueçam da h o s p ita lid a d e / pois alguns, praticando-a, sem o saber acolheram a n jo s / 3Lem brem -se dos p re s o s / como se estivessem na cadeia com eles; dos que sofrem m aus-tratos, como se vocês mesmos fossem os m altratados. 4Digno de honra entre todos seja o m atrim ônio, bem como o leito conjugal sem mácula; porque Deus julgará os im puros e adúlteros." 5Que a vida de vocês seja isenta de avareza. Contentem- -se com as coisas que vocês tê m / porque Deus disse: "De m aneira alguma deixarei você, nunca jamais o abando­ narei."3 6Assim, afirmemos confiantemente: "O Senhor é o m eu auxílio, não tem erei; que me poderá fazer o hom em ?”,' »12.16 Gn 25.29-34 «12.17 Gn 27.30-40 P12.18-19 Êx 19.16-22; 20.18-21; Dt 4.11-12; 5.22-27 412.20 Êx 19.12-13 H 2 .2 1 D t9 .1 9 512.22 Gl 4.26; Hb 11.10; Ap 21.2 <12.23 Lc 10.20 “ 2Tm 4.8 *1 2 .2 4 Hb 7.22; 8.6;9.15; 13.20 «,Gn4.10; Hb 11.4 *1 2 .2 5 Êx 20.19 /H b 2.3 z12.26 Ag 2.6 «12.28 Hb 13.21 <>12.29 D t 4.24 »13.1 Rm 12.10; 1Ts4.9 *1 3.2 Rm 12.13; 1Pe 4.9 «Gn 18.1-8; 19.1-3 *1 3.3 M t 25.36; Hb 10.34 «13.4 K o 6.9 *13.5 Fp 4.11 SDt 31.6-8; Js 1.5 *1 3 .6 S1118.6 que destroem vidas, ou profano. Alguém que não dá valor as coisas espirituais. 12.17 não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado. Não sabemos os detalhes, mas bem possivelmente as lágrimas fossem tristeza segundo o mundo e não segundo Deus. Sendo assim, não era sinal de arrependimento. 12.18-24 O Deus que nos fala não e um Deus temeroso, com quem corremos risco de morte. É um Deus que nos ama e que deu a sua vida por nos. Ele nos adotou, e somos uma família. 12.25 Tenham cuidado e não recusem ouvir aquele que fala. Devemos prestar muita atenção, senão pode ser que per­ camos a graça que ele quer nos oferecer (cf. n. 3.7). 12.26-29 Quando nos sentimos abalados, podemos agradecer Deus por sua obra purificadora em nossas vidas. Ele está remo­ vendo o que é abalável para que apenas o inabalável (o caráter dele) fique. O temporário, o terreno pode ser abalado: o eterno e celestial nunca. A Igreja pode ser abalada; o Reino nunca. 12.28 um Reino inabalável (cf. n. M t 19.50; Intro. e tc. Mt). O que você está fazendo é inabalável? Vai durar para a eterni­ dade; 12.29 o nosso Deus é fogo consumidor (Sl 97.3; Is 33.14). Nosso Deus consome tudo que não presta (1Co 3.12-15). 13.1 Seja constante. No início, quando não conhecemos tan­ to certas pessoas, e fácil amá-las; porém precisamos continuar assim mesmo quando elas revelam aspectos que dificultam o nosso amor. o am or fratern al. Cf. Jo 8.1-11. 13.2 hospitalidade (cf n. 1Pe 4.9). sem o saber acolheram anjos (M t 25.44-45). 13.3 Lembrem-se dos presos (M t 25.37-40,44-46). dos que sofrem maus-tratos. Os oprimidos, os abusados. 13.4 Digno de honra entre todos seja o matrimônio. Deve­ mos priorizar o nosso m atrim ônio e animar os nossos irmãos a fazer o mesmo. Deus julgará os impuros (cf. ns. Tt 1.15) e adúlteros (cf. n. 1Co 6.9). 13.5 isento de avareza (cf ns M t 6.19-24). Contentem-se (1Tm 6.6.8; cf. n. Fp 4.11-12). nunca jam ais o abandonarei. O medo do abandono é um dos piores. Isso requer um profundo trabalho de restauração (cf. n. Lc 4.18-19). 13.6 “O Senhor é o meu auxílio...” (Sl 118.6; Rm 8.31). Forte ajuda. Proteção. Defensor. "... não temerei...” (cf. ns. 2Tm 1.7; IPe 5.7-8). 13.7,17 Como podemos levar mais alegria aos nossos lí­ deres espirituais? Seguindo cinco verbos nestes versículos: (1) Lembrem-se: honrando-os e surpreendendo-os de forma po­ sitiva; (2) considerando atentam ente: observando, percebendo a graça e os propósitos de Deus neles; (3) imitem: seguindo a fé e o exemplo deles (cf. n. 1Co 11.1). (4) Obedeçam: fazendo- -os saber o que recebemos e como praticamos seu conselho. (5) sejam submissos: sujeitando a eles de coração, sendo inter­ dependentes.
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    Hebreus 13 398 Osdeveres espirituais 1Lem brem -se dos seus guias, os quais pregaram a palavra de Deus a vocês; e, considerando atentam ente o fim da vida deles, im item a fé que tiveram ,' 8jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sem pre.7 9Não se deixem envolver por doutrinas diferentes e estranhas/' porque o que vale é ter o coração confir­ m ado com graça1 e não com alimentos,™ pois nunca tiveram proveito os que com isto se preocuparam , lüPossuímos um altar do qual os que m inistram no tabernáculo não têm direito de comer. 11 Pois aque­ les anim ais cujo sangue é trazido pelo sumo sacer­ dote para dentro do Santo dos Santos, como sacrifício pelo pecado, têm o corpo queim ado fora do acam pa­ m ento.'1 i2Por isso, tam bém Jesus, para santificar o povo,0 pelo seu próprio sangue, sofreu fora da cidade.p l3Saiamos, pois, a ele, fora do acam pam ento, levando a m esma desonra que ele suportou. l4N a verdade, não temos aqui cidade perm anente, mas buscamos a que há de v i r / 15Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de lo u v o r/ que é o fruto de lábios que confessam o seu nom e.s16Não se esqueçam da prática do bem e da m útua cooperação, pois de tais sacrifícios Deus se agrada." 17Obedeçam aos seus guias“ e sejam submissos a '13.7 Hb 6.12 713.8 S1102.27; Hb 1.12; 7.24 *13.9 Ef 4.14 OCo 1.21 m Rm 14.17; Hb 9.10 »13.11 Lv 16.27 «13.12 Hb 10.10 PJo 19.17 413.14 Hb 11.10,16:12.22 '13.15 Si 50.14,23:1Pe 2.5 5Os 14.2 '13.16 Fp 4.18 "13.17 Hb 13.7 "13.18 Rm 15.30; ITs 5.25 » A t 23.1; Hb 9.14 *13.19 Fm 22 713.20 Jo 10.11; IPe 2.25; 5.4 "H b 7.22; 8.6; 9.15; 12.24 «13.21 1Pe 5.10 * Fp 2.13 '13.24 Hb 13.7 eles, pois zelam pela alm a de vocês, como quem deve prestar contas. Que eles possam fazer isto com ale­ gria e não gem endo; do contrário, isso não trará p ro ­ veito nenhum para vocês. Recomendações pessoais 18Orem por n ó s / pois estamos certos de que te­ mos a consciência lim pa," querendo em todas as circunstâncias fazer o que é correto. 19 Peço com in ­ sistência que vocês façam isto, para que eu lhes seja restituído o m ais depressa possível. ' Doxologia 20Ora, o Deus da paz, que trouxe de volta dentre os m ortos o nosso Senhor Jesus, o grande Pastor das ovelhas,1' pelo sangue da eterna a lia n ç a / 21 aperfei­ çoe vocês em todo o b e m / para que vocês possam fazer a vontade dele. Que ele opere em nós o que é agradável diante d e le /1 por m eio de Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sem pre. /ãmém! Saudações 22Irmãos, peço que suportem esta palavra de exor­ tação, porque, na verdade, escrevi de forma bem re­ sumida. 23Saibam que o irm ão Tim óteo foi posto em liberdade. Se ele vier logo, irei vê-los na companhia dele. 24Saúdem todos os seus g u ia s / bem como todos os santos. Os da Itália m andam saudações. Bênção 25A graça seja com todos vocês. 13.9 Não se deixem envolver por doutrinas diferentes e es­ tranhas (cf. ns. 1Tm 1.5-4: 6.3-5). 13.14 não temos aqui cidade perm anente (cf n. 11.9) 13.15 sempre (cf. ns. Fp 4.4; ITs 5.16.18; Intro. e tc. Fp). ofe­ reçamos a Deus... sacrifício de louvor (cf. n. Ef 5.19; n. sobre louvor a Deus em Ap 4.11). 13.16 prática do bem (cf. n. M t 5.16; Intro. e tc. Tg). mútua coo­ peração (cf. ns. At 2.44-45; 2Co 8.13-15; meds. 2Co 8.1-5.13-15; IPe 1.22). Os sacrifícios que Deus quer são “verticais” (v. 15), entre o homem e ele. e “horizontais" (v. 16), servindo uns aos outros. 13.17 Obedeçam, em gr. peitho, “seja persuadido”. Esta pa­ lavra não é comum para obediência. Ela indica mais uma pre­ disposição a confiar, prestar atenção e alinhar-se. aos seus guias (v. 7; 1Co 15.15-16; ITs 5.12-13; 1Tm 5.17; IPe 5.1-5). Você sabe quem são os seus guias7 Você tem mentores ou disci- puladores que andam ao seu lado ou apenas tem líderes não envolvidos em sua vida7 e sejam submissos a eles (gr. hupei- ko). Concedam (cf. ns. Rm 13.1-7; Ef 5.22), Não independentes (Jz 21.25; Pv 18.1). como quem deve prestar contas (Is 9.15-17; M t 25.14-30: ITm 5.22). Todo líder também deve estar debaixo de autoridade, não gemendo (Jr 13.17). A palavra aqui é a mes­ ma usada em Rm 8.23.26. isso não trará proveito nenhum para vocês. Quando líderes e seguidores estão se relac tonan­ do bem, ambos acabam sendo fonte de graça uns para os ou­ tros. O mal de um causa problemas para o outro (Sl 106.32-33). Nota prática: alguns benefícios de seguir as orientações dos nossos líderes espirituais: (I) cobertura e proteção espiritual (Éx 17.11-12), o que nos leva a errar menos; (2) receber a Pa­ lavra; (3) ter um exemplo de vida e de fé; (4) ter alguém com dedicação especial a nosso favor; (5) trazer alegria para eles e, consequentemente, bênçãos para nós; (6) dar força para eles em vez de tirar força deles; (7) receber graça e sabedoria; (8) ganhar espaço para exercer nosso chamado. 13.19 Peço com insistência (v. 22). Veja n Rm 12.1. 13.20 o grande Pastor das ovelhas. O exemplo para todo lí­ der pastoral (IPe 5.3-4). 13.21 aperfeiçoe vocês (gr. katartizo: cf. n. Ef 4.12). Ele nos capacitou, opere em nós (cf. n. Fp 2 13). 13.23 Timóteo (cf. Intro. ITm). 13.25 A graça seja com todos vocês. Cf n. ICo 16.23.