História                                     Prova Global - 10.º ano                                                   www.edusurfa.pt



                                                      I
          Das duas questões que se seguem responda apenas a uma.


          1.a QUESTÃO
                                                                                                                   Doc. B – Apoxiómeno,
          Doc. A – Eloquência e superioridade humana                                                                        de Lisipo

              Foi a nossa cidade que revelou a cultura [...].
              Foi ela que honrou a eloquência, que todos desejam, e cujos possuidores são
          invejados. Ela tem consciência de que somos, de todos os animais, os únicos que a
          natureza dotou deste privilégio e que, por termos esta superioridade, diferimos em tudo
          o mais. [...] Os discursos belos e artísticos não são apanágio das pessoas inferiores, mas
          obra de uma alma que pensa bem; os sábios e os que parecem ignorantes diferem uns
          dos outros sobretudo nisto, [...] os que foram criados desde início como homens livres
          não se conhecem pela coragem, riqueza ou qualidades dessa espécie, mas distinguem-
          se sobretudo pela maneira de falar, e é este o sinal mais seguro da educação de cada um
          de nós, e aqueles que sabem usar bem da palavra, não só são poderosos no seu país,
          como honrados nos outros.
                                                   Isócrates, Panegírico, em Hélade – Antologia da Cultura Grega




          – Evidencie, a partir dos documentos A e B, o humanismo e o racionalismo das
            manifestações culturais gregas.



          2.a QUESTÃO

          Doc. C – O fórum romano                                               Doc. D – Do fórum romano constavam os seguintes
                                                                                         edifícios:

                                                                                             – Arco de Sétimo Severo
                                                                                             – Cúria: sala onde o Senado se reunia
                                                                                             – Basílica Emília
                                                                                             – Templo de Antonino e de Faustina
                                                                                             – Tribuna das Arengas
                                                                                             – Coluna de Focas
                                                                                             – Templo de Júlio César
                                                                                             – Casa do Grande Pontífice
                                                                                             – Templo de Saturno
                                                                                             – Basílica Júlia
                                                                                             – Templo de Castor e Pólux
                                                                                             – Templo de Vesta
                                                                                             – Casa das Vestais
                                                                                             – Arco de Tito


          – Mostre como o fórum constituía uma síntese da vida política, económica e sociocultural
            de Roma.




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História                                    Prova Global - 10.º ano                                                                 www.edusurfa.pt




                                                                           II
                        Das duas questões que se seguem responda apenas a uma.


                        1.a QUESTÃO


                        Doc. A

                            Eu, Afonso, pela graça de Deus rei de Aragão, conde de Barcelona, marquês da
                        Provenza, dou e concedo a ti, Guillem de Anglesola, o meu castelo de Mur, por mim e
                        meus sucessores, e o terás com serviço e fidelidade. Te dou e concedo este castelo com
                        todos os seus termos e pertenças, saídas e as melhorias que faças nele [...]. Dou-to e to
                        concedo em feudo; far-me-ás serviço e ter-me-ás fidelidade perpétua tanto a mim como a
                        meus sucessores. [...] Esta carta foi escrita em Barbastro, no mês de Novembro do ano de
                        1192.
                                                                                              Liber Feudorum Maior, vol. I, Barcelona



                        – Com base no documento A, descreva as relações vassálicas entre a aristocracia na
                          sociedade feudal.



                        2.a QUESTÃO


                        Doc. B

                            O que, com certeza, os condes dificilmente poderiam ver com bons olhos, era a
                        ascensão dos senhores locais e o poder militar que iam adquirindo, ao ponto de um deles,
                        justamente Gonçalo Trastamires, ter conseguido conquistar Montemor, e de outros,
                        provavelmente os senhores de Riba Douro, terem conduzido acções semelhantes na região
                        de Paiva e Entre-os-Rios, tudo isto consolidado, depois, com as primeiras campanhas de
                        Fernando, o Magno, em terra portuguesa. [...]
                            Não menos importante é o facto de estes infanções formarem um grupo não muito
                        grande, mas unido (em particular pelos laços de parentesco) e que domina na região mais
                        rica em homens e com maior capacidade de expansão demográfica de todo o território, o
                        Minho, ou melhor, a região delimitada pelo mar, o rio Lima, o Marão, o Gerês e o Douro.
                                             J. Mattoso, “A nobreza minhota na origem de Portugal”, revista História, n.º 6, Abril, 1979



                        – Explique o processo de formação da nobreza senhorial portucalense nos séculos XI-XII.




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História                                         Prova Global - 10.º ano                                                   www.edusurfa.pt



                                                               III
           Das duas questões que se seguem responda apenas a uma.

           1.a QUESTÃO

           Doc. A

              D. DINIS                   • Peste (1316) e fomes (1315-17)

                                         • Fomes (1333-34)
                                         • Guerra com Castela (1336-37)
                                         • Quebra da moeda
              D. AFONSO IV               • Peste Negra em Portugal (1348)
                                         • Leis do Trabalho (1349)
                                         • Fomes (1350 e 1355-56)
                                         • Peste (1356)

              D. PEDRO                   • Surtos de peste (1361-65)
                                         • 1.ª Guerra Fernandina (1369-71). Grandes inundações.
                                           Quebra da moeda (1369)
              D. FERNANDO                • 2.ª Guerra Fernandina (1372-73). Tumultos populares
                                         • Seca (1375). Lei das Sesmarias (1375)
                                         • 3.ª Guerra Fernandina (1381-82)
                                         • Revolução e guerra com Castela (1383-85)
              INTERREGNO                 • Peste (1384)
                                         • Quebra da moeda (1386)

           – Integre, a partir do documento A, no contexto europeu da época, as tensões sociais
             ocorridas em Portugal no século XIV.

           2.a QUESTÃO
           Doc. B – Do sistema de capitanias ao                 Doc. C – Poderes de uma hacendada no México (1615)
                    governador-geral
                                                                    Saibam quantos virem esta escritura como eu Dona Joana Altamirano,
               Eu, El-Rei [D. João III], faço saber             viúva de Alonço de Villanueba Çerbantes, vizinha desta cidade do México
           a vós, Tomé de Sousa, fidalgo da minha               de Nova Espanha, digo que, porquanto havendo recebido da poderosa mão
           casa, que vendo eu quanto serviço de                 de Deus Nosso Senhor muitos bens, o dito Alonço de Villanueba Çerbantes
           Deus e meu é conservar e enobrecer as                meu marido e eu acordámos de fazer e fundar vínculo e morgadio a favor de
           capitanias e povoações do Brasil e                   Alonço de Villanueba Çerbantes, nosso filho mais velho, considerando que
           encontrar maneira de que melhor se                   os bens que se partem e dividem se costumam perder e consumir, e que
           possam ir povoando para exaltação da                 ficando agregados e indivisos permanecem e aumentam [...]; e os que gozam
           nossa Santa Fé e para proveito dos                   das rendas de tais morgadios estão mais dispostos a amparar e defender as
           meus reinos e dos naturais [...] resolvi             repúblicas e cidades onde vivem, e a servir o seu rei e senhor natural assim
           nomear-vos governador-geral das ditas                na paz como na guerra, como os obriga a lei natural e divina, do que resulta
           terras do Brasil.                                    ser Deus Nosso Senhor servido e a sua santa fé exaltada.
                          Regimento de Tomé de Sousa, 1549                                  F. Chevalier, La formación de los grandes latifundios en Mexico



           – Relacione, a partir dos documentos B e C, a organização económica e administrativa
             adoptada pelos estados ibéricos nos espaços que colonizaram com os condicionalismos
             etnoculturais e políticos dos referidos espaços.




Provas Globais de História 10.º ano                          © 2001 Porto Editora, Lda

10 ano

  • 1.
    História Prova Global - 10.º ano www.edusurfa.pt I Das duas questões que se seguem responda apenas a uma. 1.a QUESTÃO Doc. B – Apoxiómeno, Doc. A – Eloquência e superioridade humana de Lisipo Foi a nossa cidade que revelou a cultura [...]. Foi ela que honrou a eloquência, que todos desejam, e cujos possuidores são invejados. Ela tem consciência de que somos, de todos os animais, os únicos que a natureza dotou deste privilégio e que, por termos esta superioridade, diferimos em tudo o mais. [...] Os discursos belos e artísticos não são apanágio das pessoas inferiores, mas obra de uma alma que pensa bem; os sábios e os que parecem ignorantes diferem uns dos outros sobretudo nisto, [...] os que foram criados desde início como homens livres não se conhecem pela coragem, riqueza ou qualidades dessa espécie, mas distinguem- se sobretudo pela maneira de falar, e é este o sinal mais seguro da educação de cada um de nós, e aqueles que sabem usar bem da palavra, não só são poderosos no seu país, como honrados nos outros. Isócrates, Panegírico, em Hélade – Antologia da Cultura Grega – Evidencie, a partir dos documentos A e B, o humanismo e o racionalismo das manifestações culturais gregas. 2.a QUESTÃO Doc. C – O fórum romano Doc. D – Do fórum romano constavam os seguintes edifícios: – Arco de Sétimo Severo – Cúria: sala onde o Senado se reunia – Basílica Emília – Templo de Antonino e de Faustina – Tribuna das Arengas – Coluna de Focas – Templo de Júlio César – Casa do Grande Pontífice – Templo de Saturno – Basílica Júlia – Templo de Castor e Pólux – Templo de Vesta – Casa das Vestais – Arco de Tito – Mostre como o fórum constituía uma síntese da vida política, económica e sociocultural de Roma. Provas Globais de História 10.º ano © 2001 Porto Editora, Lda
  • 2.
    História Prova Global - 10.º ano www.edusurfa.pt II Das duas questões que se seguem responda apenas a uma. 1.a QUESTÃO Doc. A Eu, Afonso, pela graça de Deus rei de Aragão, conde de Barcelona, marquês da Provenza, dou e concedo a ti, Guillem de Anglesola, o meu castelo de Mur, por mim e meus sucessores, e o terás com serviço e fidelidade. Te dou e concedo este castelo com todos os seus termos e pertenças, saídas e as melhorias que faças nele [...]. Dou-to e to concedo em feudo; far-me-ás serviço e ter-me-ás fidelidade perpétua tanto a mim como a meus sucessores. [...] Esta carta foi escrita em Barbastro, no mês de Novembro do ano de 1192. Liber Feudorum Maior, vol. I, Barcelona – Com base no documento A, descreva as relações vassálicas entre a aristocracia na sociedade feudal. 2.a QUESTÃO Doc. B O que, com certeza, os condes dificilmente poderiam ver com bons olhos, era a ascensão dos senhores locais e o poder militar que iam adquirindo, ao ponto de um deles, justamente Gonçalo Trastamires, ter conseguido conquistar Montemor, e de outros, provavelmente os senhores de Riba Douro, terem conduzido acções semelhantes na região de Paiva e Entre-os-Rios, tudo isto consolidado, depois, com as primeiras campanhas de Fernando, o Magno, em terra portuguesa. [...] Não menos importante é o facto de estes infanções formarem um grupo não muito grande, mas unido (em particular pelos laços de parentesco) e que domina na região mais rica em homens e com maior capacidade de expansão demográfica de todo o território, o Minho, ou melhor, a região delimitada pelo mar, o rio Lima, o Marão, o Gerês e o Douro. J. Mattoso, “A nobreza minhota na origem de Portugal”, revista História, n.º 6, Abril, 1979 – Explique o processo de formação da nobreza senhorial portucalense nos séculos XI-XII. Provas Globais de História 10.º ano © 2001 Porto Editora, Lda
  • 3.
    História Prova Global - 10.º ano www.edusurfa.pt III Das duas questões que se seguem responda apenas a uma. 1.a QUESTÃO Doc. A D. DINIS • Peste (1316) e fomes (1315-17) • Fomes (1333-34) • Guerra com Castela (1336-37) • Quebra da moeda D. AFONSO IV • Peste Negra em Portugal (1348) • Leis do Trabalho (1349) • Fomes (1350 e 1355-56) • Peste (1356) D. PEDRO • Surtos de peste (1361-65) • 1.ª Guerra Fernandina (1369-71). Grandes inundações. Quebra da moeda (1369) D. FERNANDO • 2.ª Guerra Fernandina (1372-73). Tumultos populares • Seca (1375). Lei das Sesmarias (1375) • 3.ª Guerra Fernandina (1381-82) • Revolução e guerra com Castela (1383-85) INTERREGNO • Peste (1384) • Quebra da moeda (1386) – Integre, a partir do documento A, no contexto europeu da época, as tensões sociais ocorridas em Portugal no século XIV. 2.a QUESTÃO Doc. B – Do sistema de capitanias ao Doc. C – Poderes de uma hacendada no México (1615) governador-geral Saibam quantos virem esta escritura como eu Dona Joana Altamirano, Eu, El-Rei [D. João III], faço saber viúva de Alonço de Villanueba Çerbantes, vizinha desta cidade do México a vós, Tomé de Sousa, fidalgo da minha de Nova Espanha, digo que, porquanto havendo recebido da poderosa mão casa, que vendo eu quanto serviço de de Deus Nosso Senhor muitos bens, o dito Alonço de Villanueba Çerbantes Deus e meu é conservar e enobrecer as meu marido e eu acordámos de fazer e fundar vínculo e morgadio a favor de capitanias e povoações do Brasil e Alonço de Villanueba Çerbantes, nosso filho mais velho, considerando que encontrar maneira de que melhor se os bens que se partem e dividem se costumam perder e consumir, e que possam ir povoando para exaltação da ficando agregados e indivisos permanecem e aumentam [...]; e os que gozam nossa Santa Fé e para proveito dos das rendas de tais morgadios estão mais dispostos a amparar e defender as meus reinos e dos naturais [...] resolvi repúblicas e cidades onde vivem, e a servir o seu rei e senhor natural assim nomear-vos governador-geral das ditas na paz como na guerra, como os obriga a lei natural e divina, do que resulta terras do Brasil. ser Deus Nosso Senhor servido e a sua santa fé exaltada. Regimento de Tomé de Sousa, 1549 F. Chevalier, La formación de los grandes latifundios en Mexico – Relacione, a partir dos documentos B e C, a organização económica e administrativa adoptada pelos estados ibéricos nos espaços que colonizaram com os condicionalismos etnoculturais e políticos dos referidos espaços. Provas Globais de História 10.º ano © 2001 Porto Editora, Lda