Prof. Teixeira

BARROCO
Nossa Senhora do Rosário dos
Homens Pretos – Sabará-MG
Construção provavelmente
  interrompida em 1878
igreja
N. S. do Pilar

  Ouro Preto
Igreja N. S. do Pilar – Ouro Preto
Igreja N. S. do Ó
      Sabará-MG
 Igreja N. S. do Ó
     (interior)
 Detalhe:
influência oriental no Barroco Mineiro
Santuário do Bom Jesus do Monte
          (em Portugal)
Santuário do Senhor Bom Jesus de
Matosinhos – em Congonhas-MG
Aleijadinho
     (1730-1814)




 É considerado o
 maior expoente da
 arte barroca em
 Minas Gerais
Passos da Paixão
    de Cristo
 66 figuras
  esculpidas em
  cedro por
  Aleijadinho (e
  sua equipe) e
  pintadas por
  Manoel da Costa
  Ataíde e
  Francisco Xavier
  Carneiro.
 Datam entre
  1796 a 1799.
 igreja São
 Francisco de
 Assis
 Ouro Preto
 Mestre Ataíde
  (1762-1830)




 Manuel da
  Costa Ataíde foi
  um dos mais
  brilhantes
  artistas do
  Barroco Mineiro.
Caravaggio
“O santo sepulcro”


 Michelangelo
  Merisi da
  Caravaggio
  (1571-1610): pintor
  italiano
  considerado um
  dos primeiros
  representantes do
  Barroco.
Caravaggio




 “A decapitação
  de São João
  Batista”
 As obras dos pintores europeus,
 representantes do Barroco,
 valorizam as cores, as sombras e a
 luz, e privilegiam os contrates. As
 imagens não são tão centralizadas
 quanto as renascentistas e
 aparecem de forma dinâmica,
 valorizando o movimento.
Gregório de Matos e Guerra
                (1633/1696)
 Gregório de Matos, o Boca do Inferno,
 nasceu na Bahia e foi o primeiro de
 nossos satíricos. Fez o Curso de Leis na
 Universidade de Coimbra. Voltou ao Brasil
 com 47 anos, sob a proteção do arcebispo
 da Bahia. Tantas e tais fez que não só
 perdeu a proteção do prelado, como ainda
 foi degredado para Angola. Reabilitado,
 voltou, indo para Recife, onde conquistou
 simpatias e viveu com menos turbulência
 que na Bahia.
Epigrama
                                               Gregório de Matos

 Juízo anatômico dos achaques que padecia o corpo da
  República em todos os membros, e inteira definição do que em
  todos os tempos é a Bahia.


  Que falta nesta cidade?... Verdade.
  Que mais por sua desonra?... Honra.
  Falta mais que se lhe ponha?... Vergonha.

  O demo a viver se exponha,
  Por mais que a fama a exalta,
  Numa cidade onde falta
  Verdade, honra, vergonha. [...]

          achaque: imperfeição moral; vício, defeito
Quais são seus doces objetos?... Pretos.
Tem outros bens mais maciços?... Mestiços.
Quais destes lhe são mais gratos?... Mulatos.

Dou ao Demo os insensatos,
Dou ao Demo o povo asnal,
Que estima por cabedal,
Pretos, mestiços, mulatos. [...]
Que vai pela clerezia?... Simonia.
E pelos membros da Igreja?... Inveja.
Cuidei que mais se lhe punha?... Unha

Sazonada caramunha,
Enfim, que na Santa Sé
O que mais se pratica é
Simonia, inveja e unha [...]

    simonia: venda ilícita de coisas sagradas.
    caramunha: careta, choro de criança, queixa.
    sazonado: 1. (fruto) maduro; 2. refletido, pensado.
Padre Antônio Vieira
                 (1608-1697)

 Padre Antônio Vieira
  nasceu em 1608 em
  Lisboa, Portugal. Veio
  para o Brasil aos sete
  anos. Estudou na
  Companhia de Jesus da
  Bahia. A maior parte de
  sua obra foi escrita no
  Brasil. O Sermão da
  Sexagésima foi proferido
  em 1653 em Lisboa.
A pregação que frutifica, a pregação que
aproveita, não é aquela que dá gosto ao
ouvinte, é aquela que lhe dá pena. Quando
o ouvinte a cada palavra do pregador treme;
quando cada palavra do pregador é um
torcedor para o coração do ouvinte; quando
o ouvinte vai do sermão para casa confuso
e atônito, sem saber parte de si, então é a
preparação qual convém, então se pode
esperar que faça fruto: Et fructum afferunt in
patientia.
Enfim, para que os pregadores saibam
como hão-de pregar e os ouvintes a quem
hão-de ouvir, acabo com um exemplo do
nosso Reino, e quase dos nossos tempos.
Pregavam em Coimbra dois famosos
pregadores, ambos bem conhecidos por
seus escritos; não os nomeio, porque os
hei-de desigualar. Altercou-se entre alguns
doutores da Universidade qual dos dois
fosse maior pregador; e como não há juízo
sem inclinação, uns diziam este, outros,
aquele.
Mas um lente, que entre os mais tinha
  maior autoridade, concluiu desta maneira:
  «Entre dois sujeitos tão grandes não me
  atrevo a interpor juízo; só direi uma
  diferença, que sempre experimento:
  quando ouço um, saio do sermão muito
  contente do pregador; quando ouço outro,
  saio muito descontente de mim.»


 Sermão da Sexagésima – Padre Antônio Vieira
02. barroco pre

02. barroco pre

  • 1.
  • 2.
    Nossa Senhora doRosário dos Homens Pretos – Sabará-MG
  • 3.
    Construção provavelmente interrompida em 1878
  • 4.
    igreja N. S. doPilar Ouro Preto
  • 5.
    Igreja N. S.do Pilar – Ouro Preto
  • 6.
    Igreja N. S.do Ó Sabará-MG
  • 7.
     Igreja N.S. do Ó (interior)
  • 8.
  • 9.
    Santuário do BomJesus do Monte (em Portugal)
  • 10.
    Santuário do SenhorBom Jesus de Matosinhos – em Congonhas-MG
  • 11.
    Aleijadinho (1730-1814)  É considerado o maior expoente da arte barroca em Minas Gerais
  • 12.
    Passos da Paixão de Cristo  66 figuras esculpidas em cedro por Aleijadinho (e sua equipe) e pintadas por Manoel da Costa Ataíde e Francisco Xavier Carneiro.  Datam entre 1796 a 1799.
  • 13.
     igreja São Francisco de Assis Ouro Preto
  • 16.
     Mestre Ataíde (1762-1830)  Manuel da Costa Ataíde foi um dos mais brilhantes artistas do Barroco Mineiro.
  • 17.
    Caravaggio “O santo sepulcro” Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571-1610): pintor italiano considerado um dos primeiros representantes do Barroco.
  • 18.
    Caravaggio  “A decapitação de São João Batista”
  • 19.
     As obrasdos pintores europeus, representantes do Barroco, valorizam as cores, as sombras e a luz, e privilegiam os contrates. As imagens não são tão centralizadas quanto as renascentistas e aparecem de forma dinâmica, valorizando o movimento.
  • 20.
    Gregório de Matose Guerra (1633/1696)  Gregório de Matos, o Boca do Inferno, nasceu na Bahia e foi o primeiro de nossos satíricos. Fez o Curso de Leis na Universidade de Coimbra. Voltou ao Brasil com 47 anos, sob a proteção do arcebispo da Bahia. Tantas e tais fez que não só perdeu a proteção do prelado, como ainda foi degredado para Angola. Reabilitado, voltou, indo para Recife, onde conquistou simpatias e viveu com menos turbulência que na Bahia.
  • 21.
    Epigrama Gregório de Matos  Juízo anatômico dos achaques que padecia o corpo da República em todos os membros, e inteira definição do que em todos os tempos é a Bahia. Que falta nesta cidade?... Verdade. Que mais por sua desonra?... Honra. Falta mais que se lhe ponha?... Vergonha. O demo a viver se exponha, Por mais que a fama a exalta, Numa cidade onde falta Verdade, honra, vergonha. [...] achaque: imperfeição moral; vício, defeito
  • 22.
    Quais são seusdoces objetos?... Pretos. Tem outros bens mais maciços?... Mestiços. Quais destes lhe são mais gratos?... Mulatos. Dou ao Demo os insensatos, Dou ao Demo o povo asnal, Que estima por cabedal, Pretos, mestiços, mulatos. [...]
  • 23.
    Que vai pelaclerezia?... Simonia. E pelos membros da Igreja?... Inveja. Cuidei que mais se lhe punha?... Unha Sazonada caramunha, Enfim, que na Santa Sé O que mais se pratica é Simonia, inveja e unha [...] simonia: venda ilícita de coisas sagradas. caramunha: careta, choro de criança, queixa. sazonado: 1. (fruto) maduro; 2. refletido, pensado.
  • 24.
    Padre Antônio Vieira (1608-1697)  Padre Antônio Vieira nasceu em 1608 em Lisboa, Portugal. Veio para o Brasil aos sete anos. Estudou na Companhia de Jesus da Bahia. A maior parte de sua obra foi escrita no Brasil. O Sermão da Sexagésima foi proferido em 1653 em Lisboa.
  • 25.
    A pregação quefrutifica, a pregação que aproveita, não é aquela que dá gosto ao ouvinte, é aquela que lhe dá pena. Quando o ouvinte a cada palavra do pregador treme; quando cada palavra do pregador é um torcedor para o coração do ouvinte; quando o ouvinte vai do sermão para casa confuso e atônito, sem saber parte de si, então é a preparação qual convém, então se pode esperar que faça fruto: Et fructum afferunt in patientia.
  • 26.
    Enfim, para queos pregadores saibam como hão-de pregar e os ouvintes a quem hão-de ouvir, acabo com um exemplo do nosso Reino, e quase dos nossos tempos. Pregavam em Coimbra dois famosos pregadores, ambos bem conhecidos por seus escritos; não os nomeio, porque os hei-de desigualar. Altercou-se entre alguns doutores da Universidade qual dos dois fosse maior pregador; e como não há juízo sem inclinação, uns diziam este, outros, aquele.
  • 27.
    Mas um lente,que entre os mais tinha maior autoridade, concluiu desta maneira: «Entre dois sujeitos tão grandes não me atrevo a interpor juízo; só direi uma diferença, que sempre experimento: quando ouço um, saio do sermão muito contente do pregador; quando ouço outro, saio muito descontente de mim.»  Sermão da Sexagésima – Padre Antônio Vieira