LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas




                   PERGUNTAS
                       e
                   RESPOSTAS
                        Leandro Bertoldo
LEANDRO BERTOLDO
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                        Dedico este livro à irmã em Cristo,
                          Luzinete Alves Leite
                          Que deu origem a presente obra.
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                     “Os que estão dispostos a assim aceitar as Sagradas
Escrituras sob a autoridade de Deus, são os que são abençoadas com a mais clara
luz. Solicitados a explicarem certas declarações, só saberão responder: ‘Assim é
apresentado nas Escrituras’”. (II Testemunhos Seletos, 305).


                                                                Ellen Gould White
                                              Escritora, conferencista, conselheira,
                                                     e educadora norte-americana.
                                                                       (1827-1915)
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                                    SUMÁRIO
Dados Biográficos
Prefácio

1º Módulo: Bíblia Sagrada
             1. A Bíblia e os Textos Originais
             2. Inspiração e Iluminação
             3. Diversidades de Interpretações
             4. Interpretações por Revelações
             5. Bíblia Tirada dos Crentes

2º Módulo: Espírito de Profecia
             6. Ellen White e o Verdadeiro Profeta
             7. A Incredulidade no Espírito de Profecia
             8. Como Crer no Espírito de Profecia
             9. Livros Intitulados Espírito de Profecia
             10. Ellen White e Outras Fontes
             11. Escritores Bíblicos e Outras Fontes
             12. As Leis do Plágio
             13. Vocabulário dos Profetas
             14. Assistentes Literários dos Profetas

3º Módulo: Línguas Estranhas
             15. Verdadeiro Dom de Línguas
             16. Falta de Entendimento de Línguas
             17. Igrejas e Demônios
             18. Falsos Profetas
             19. Insuficiência da Sinceridade
             20. Profecias Sobre Evangélicos

4º Módulo: Dons do Espírito
            21. Não Mereço os Dons do Espírito Santo
            22. Não Consigo os Dons do Espírito
            23. Não Recebi os Dons do Espírito Santo
            24. Como Saber Se Recebi o Espírito Santo
            25. Dons Proféticos na Igreja Adventista
            26. Dons do Espírito Santo na Igreja Adventista
            27. Santos Sem o Espírito Santo

5º Módulo: Batismo
            28. Batismo com Fogo
            29. Batismo de Recém-nascido
            30. Recusando o Batismo
            31. Procrastinando o Batismo
            32. A Igreja e o Batismo de Recém-Nascidos
            33. Rebatismo
            34. Um Só Batismo
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6º Módulo: Salvação
             35. Salvação Pela Fé da Família
             36. Uma Vez Salvo, Salvo Para Sempre
             37. Salvação Fora da Igreja
             38. Salvação Dentro da Igreja
             39. Tempos de Ignorância
             40. Salvação de Bebês
             41. Salvação de Animais

7º Módulo: Lei de Deus
             42. Graça e Salvação
             43. Lei e Salvação
             44. Mandamentos e Vida Eterna
             45. Lei do Amor
             46. Lei que durou até João
             47. Sábado e Salvação
             48. Leis Incoerentes
             49. Pena de Morte

8º Módulo: Juízo e Julgamento
             50. Julgados Pelas Obras ou Pelo Coração
             51. Perdão e Julgamento
             52. Juízo Sobre as Nações
             53. Espécies de Juízos

9º Módulo: A Igreja
             54. Uma Religião Cristã
             55. Uma Seita
             56. A Tradição
             57. Apresentação de Crianças
             58. Quantidade de Santa Ceia
             59. Rigor no Horário
             60. Mulheres Caladas na Igreja
             61. Mulheres Ensinando na Igreja
             62. Cristãos Indignos na Igreja
             63. Futuras Perseguições

10º Módulo: A Vinda de Cristo
             64. Deus e a Volta de Jesus
             65. Quem Viver Verá?
             66. Arrebatamento Secreto
             67. Os que Traspassaram
             68. Aparência Física na Ressurreição

11º Módulo: O Milênio
             69. O Reino Terrestre de Mil Anos
             70. Mil Anos no Céu
             71. Ímpios Salvos Durante o Milênio

12º Módulo: O Céu
             72. Recordações Antigas no Céu
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             73. Reconhecendo os Familiares no Céu
             74. Onde Estão Elias e Enoque
             75. Conhecendo os Heróis da Fé no Céu
             76. Atividades no Céu
             77. Casamentos no Céu
             78. Imediatamente para o Céu
             79. O Ladrão Crucificado e o Céu

13º Módulo: Conduta Cristã
             80. Brincos e Jóias
             81. Cinema e Televisão
             82. Literaturas Indevidas
             83. Leituras Indevidas no Sábado
             84. Teatro na Igreja

14º Módulo: Doutrinarias
             85. A Trindade
             86. Postura Ideal Para Oração
             87. Fogo Eterno em Sodoma
             88. Continuação do Mal
             89. Indevida Criação do Homem
             90. Comer de Tudo
             91. “Para Sempre” e “Perpétuo”
             92. Pregação aos Mortos
             93. Ano do Nascimento de Jesus
             94. Dia da Morte de Jesus
             95. Anjos e Sexo

15º Módulo: Miscelânea
            96. A Benção do Pecador
            97. Um Basta no Mundo
            98. Igreja Católica
            99. Árvore da Vida
            100. Pôr-do-Sol da Ira
            101. Criação da Mulher
            102. Símile da Igreja
            103. Origem de Deus
            104. O Arrependimento de Deus
            105. O Dia em que o Sol Parou
            106. Quantidade de Anjos
            107. Dinossauros
            108. Vida em Outros Mundos
            109. OVNI

Epílogo
Endereços
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                             DADOS BIOGRÁFICOS

       Leandro Bertoldo é o primogênito do casal José Bertoldo Sobrinho e Anita
Leandro Bezerra. Nasceu no dia 03 de março de 1959 no bairro de Belenzinho, na
cidade de São Paulo, SP. Quando nasceu, sua mãe contava dezoito anos de idade e seu
pai tinha trinta e dois anos. Seu irmão, Francisco Leandro Bertoldo, nasceu no dia 23 de
setembro de 1960 na cidade de Guarulhos, SP.

        Pai. Seu pai, José Bertoldo Sobrinho, veio ao mundo em São Vicente, Icó no
Estado do Ceará no dia 16 de setembro de 1926 e faleceu em 05 de junho de 2004. Era
filho do primeiro casamento de Francisco Bertoldo de Amorim com Águida Augusta de
Amorim, que também tiveram mais duas filhas: Gracilia e Odete. Com o falecimento de
Águida Augusta, o velho Francisco Amorim casou segunda vez com Francisca das
Chagas, com quem teve quatro filhos: Geraldo (Izidorio), Áurea, Águida e Antonio.
        À procura de melhores oportunidades financeiras e de trabalho, no fim da década
de quarenta, José Bertoldo Sobrinho migrou para o Estado de São Paulo.
        Ele sempre foi um homem muito esforçado e altamente competente em suas
atividades profissionais. No decorrer dos anos, com muita dedicação, aperfeiçoou-se em
seu ramo de trabalho, galgando diversas colocações profissionais. Foi Agricultor
(1938/1947), Ajudante de Pedreiro (1948/1952), Pedreiro (1953/1966), Mestre Concreto
(1967/1968), Mestre Pedreiro (1968/1973), Mestre de Obras (1974/1975) e Mestre
Geral de Obras (1975/1977), vindo a aposentar-se nesta última atividade em 10 de maio
de 1977. No princípio de sua carreira, começou recebendo quatro salários mínimos por
mês mais ajuda de custo, mas na época de sua aposentadoria estava ganhando dezenove
salários mínimos mensais, mais ajuda de custo.
        Durante sua vida, ele trabalhou nas empresas de Engenharia, Arquitetura e
Construções: “Hedeager – Bosworth do Brasil S.A.”; “Hoffmann Bosworth do Brasil
S.A.”; “Engenal – Engenharia e Comércio Ltda.”; “Christiani-Nielsen”; e “Transpavi –
Codrasa S.A.”. Aposentado, tornou-se um profissional autônomo.
        Como resultado de sua qualificação profissional ele era muito requisitado pelas
empreiteiras, razão pela qual viajava constantemente por todo o Brasil, participando na
construção de várias obras. No Estado de São Paulo, ele trabalhou nas cidades de
Araçatuba, Guarulhos, Mogi das Cruzes e São Paulo. No Estado de Minas Gerais, veio a
trabalhar nas cidades de Belo Horizonte, Ibiá e Poços de Caldas. No Estado do Paraná,
trabalhou em Porecatu, e no Estado da Bahia, trabalhou em Mataripe.
        Sua qualificação profissional era tão elevada que jamais ficou, um dia sequer,
desempregado. Ele era muito viajado e fazia amigos com grande facilidade. Todo o seu
comportamento cultural e moral era típico dos cearenses de sua classe social.

        Mãe. Sua mãe, Anita Leandro Bezerra, nasceu em Icó, no Estado do Ceará aos
20 de janeiro de 1941 e pereceu em 29 de agosto de 2010. Era filha de Olavo Leandro
Bezerra e de Rita Augusta Bezerra, e teve seis irmãos: Filomena, Francisco, Luzia,
Marieta, Moreira e Posa. Era tida como a mais bonita entre todas as suas irmãs.
        Embora não possuísse nenhuma educação formal, era muito inteligente e
talentosa. Aos trinta e um anos de idade aprendeu a ler e a escrever com perfeição em
apenas seis meses de aulas, ministradas por seu filho Leandro.
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       Sempre procurava nortear a sua vida por tudo o que era honesto, certo e correto.
Não gostava de nada que fosse errado ou imoral. Seu ditado preferido era: “nunca pegue
nada de ninguém, nem mesmo um palito de fósforo queimado”. Ela era bastante
perspicaz, impulsiva, desconfiada e extremamente cautelosa. Durante toda sua vida,
sempre foi muito dedicada ao lar e aos seus dois filhos e, ultimamente, à sua querida
neta Beatriz Bertoldo.

        Irmão. Seu irmão recebeu o nome de Francisco em homenagem ao avô paterno.
Na família, o seu apelido de infância era “Lico” e na adolescência passou a ser
conhecido pelos colegas de escola como “Chico”.
        Conforme testemunho de seus pais, o Lico nasceu “tirado a ferro”, ou seja, com
a ajuda do fórceps. Esse nascimento forçado deixou marcas indeléveis em seu couro
cabeludo. Quando sua mãe obteve alta na maternidade, as enfermeiras entregaram-lhe
uma criança da raça negra. Quando seu pai viu a criança, percebeu que houve algum
engano, e mandou a jovem parturiente retornar e falar com a parteira, a qual constatou o
engano, que foi prontamente corrigido.
        Lico nasceu tão pequenino que, segundo seu pai, poderia caber dentro de uma
caneca de meio litro. Em sua infância, ele sempre vivia com alguma enfermidade, razão
pela qual recebia um cuidado todo especial por parte de sua mãe. Mas, quando adulto,
tornou-se saudável, inteligente, decidido e seguro de si mesmo.
        Francisco é casado com Carla dos Reis Leandro Bertoldo, e tem dois lindos
filhos: Leandro e Felipe. Ele é um respeitável Oficial de Justiça pertencente ao quadro
dos funcionários do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

       Educação Formal. Em 15 de novembro de 1962, por questão de trabalho, o
casal José e Anita, juntamente com seus dois filhos, mudaram-se para o município de
Ibiá, Minas Gerais, local de onde Leandro preserva as suas primeiras recordações.
       Em 1964, o casal e seus dois filhos retornaram para São Paulo, vindo a fixar
residência da na pacata cidade de Mogi das Cruzes, onde Leandro recebeu toda sua
educação formal.
       Sua instrução teve início no Grupo Escolar Professora Leonor de Oliveira Mello
(1966-1971), e seguiu na Escola Estadual de 1º Grau - Dr. Deodato Wertheimer (1972-
1975) e na Escola Estadual de 2º Grau - Francisco Ferreira Lopes (1976-1978). Fez as
Faculdades de Física (1979-1981) e de Direito (2000-2004) na Universidade de Mogi
das Cruzes – UMC. Sempre foi um estudante altamente respeitado pelos professores e
colegas.
       Na escola primária, longe da mãe, no meio de pessoas estranhas, e totalmente
despreparado para a vida estudantil, Leandro encontrou grandes dificuldades e
obstáculos para adaptar-se à vida escolar. Porém, depois de alguns anos, tornou-se um
aluno esforçado e exemplar, obtendo excelentes notas em todas as disciplinas.
       No decorrer de sua vida estudantil, Leandro ganhou alguns certificados de honra
ao mérito e sempre recebeu elogios de diversos professores, tanto no primário, como no
ginásio e no colégio. Como estudante, seu principal objetivo sempre foi atender às
expectativas de seus pais. Ficava muito aborrecido quando não conseguia atingir esse
alvo.
       Com a finalidade de alcançar a excelência estudantil dedicou-se integralmente
aos estudos. Raramente brincava, jogava futebol ou empinava pipas porque os estudos,
os deveres domésticos e alguns trabalhos externos consumiam todo o seu tempo livre.
Sempre teve como prioridade o dever, depois o prazer.
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        Trabalhos e Afazeres. Desde os sete anos de idade, Leandro sempre foi muito
dedicado e trabalhador. Realizava pequenos afazeres domésticos, como lavar louça e
limpar a casa para sua mãe, sendo ele mesmo o maior beneficiado desse aprendizado.
Além disso, uma ou duas vezes por semana, Leandro entregava nos bares salgadinhos,
como coxinhas e bolinhos e vendia nas praças da cidade as balas de coco produzidas
pela vizinhança. Quando não estava fazendo esses trabalhos, Leandro catava caco de
vidro, ferro-velho e papelão nas ruas de Mogi das Cruzes para vender no Ferro Velho
localizado na rua Casarejos. Com mais idade, capinava os quintais dos vizinhos, fazia
aterros de terrenos, realizava pequenos carretos e ajudava a escavar poços de água. Com
o dinheiro que ganhava, algumas vezes, ajudava a sua mãe, mas na maioria das vezes
gostava mesmo era de comprar doces e revistas em quadrinhos que eram vendidas nos
sebos da cidade. Essas eram as suas principais distrações, mesmo porque, a família não
possuía televisor, telefone, energia elétrica ou mesmo água encanada.

        Carreira Profissional. A carreira profissional de Leandro teve início em 01 de
julho de 1975, e sempre transcorreu sob a égide do Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo, onde ocupou diversos cargos promocionais: Auxiliar, Auxiliar Judiciário,
Escrevente Técnico Judiciário, Chefe de Seção e Oficial Maior.
        Durante o período de julho de 1975 a outubro de 1984, Leandro exerceu as suas
funções no Cartório do Distribuidor Judicial, localizado no Fórum de Mogi das Cruzes.
A princípio era supervisionado por Mário Emerson Beck Bottion e, posteriormente, por
Silvio da Silva Pires. Nessa época o Cartório do Distribuidor era uma Serventia
Extrajudicial Anexada ao Cartório de Registro Civil de Mogi das Cruzes, tendo por
Escrivão o Senhor Diomar Mello Freire.
        O emprego de Leandro no Cartório do Distribuidor foi adquirido por seu pai,
que tinha amigos muito influentes na cidade de Mogi das Cruzes. Posteriormente,
Leandro realizou algumas provas e foi aprovado para o cargo de Escrevente pelo Juiz
Corregedor Dr. José Elias Habice Filho.
        Com a oficialização de todos os Cartórios Judiciais do Estado de São Paulo em
1984, Leandro pediu sua transferência, e foi lotado junto ao Segundo Ofício Cível de
Justiça de Mogi das Cruzes, sob a direção do Bel. Enio de Camargo Franco Junior.
Neste Cartório exerceu as funções de escrevente. Em 18 de dezembro de 1992 foi
nomeado escrevente-chefe pelo Meritíssimo Juiz Dr. Antonio Carlos Ribeiro dos
Santos. Em 02 de fevereiro de 2000 foi nomeado Oficial Maior pelo Excelentíssimo
Juiz Corregedor Dr. Marcos de Lima Porta.

        Pesquisas e Livros. Entre os anos de 1978 a 1985, Leandro realizou uma série
de pesquisas nas áreas da Física e da Matemática. Durante esse período de sete anos
desenvolveu, na forma matemática, centenas de teses e artigos científicos, totalmente
originais.
        Suas descobertas abrangem pesquisas em diversos ramos da Física Clássica,
Física Quântica e Relatividade. Entre seus trabalhos publicados, destacam-se: “Teoria
Matemática e Mecânica do Dinamismo”, “Teses da Física Clássica e Moderna” e
“Teoria do Ímpeto”.
        Também desenvolveu dezenas de teorias matemáticas inovadoras, entre as quais
se sobressaem as seguintes publicações: “Artigos Matemáticos”, “Cálculo Seguimental”
e o seu trabalho de “Geometria”.
        A partir de 1986, Leandro passou a dedicar seus esforços e energias nas
pesquisas da Teologia Bíblica. Suas observações resultaram em Cursos Bíblicos,
Estudos em Escatologia e Pesquisas Apologéticas. Seus livros são utilizados nas aulas
de estudos bíblicos e nas classes pós-batismais.
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        A poesia jorrou na veia literária de Leandro em sua adolescência e mocidade,
resultando na publicação de dois livros intitulados: “Lamentações de Leandro” e
“Profecias”.
        Leandro é apreciado por todos os que o conhecem. Tornou-se cientista, escritor,
expositor-teólogo, palestrante, poeta, professor e escrevente. Seus livros são conhecidos
em todo o Brasil e fora dele. Até o presente momento possui publicado mais de duas
dezenas de obras direcionadas para diversos seguimentos, tais como Física, Matemática,
Química, Poesia e Teologia.

        Casamento. Em 02 de julho de 1981, Leandro casou com uma jovem de
dezessete anos de temperamento forte chamada Francineide Maciel, com quem teve
uma filha muito dedicada aos estudos chamada Beatriz Maciel Bertoldo, que se formou
em Direito em 2004.
        Separado de fato desde 21 de setembro de 1985 e judicialmente desde 03 de
março de 1986, Leandro e Francineide vieram a se divorciar amigavelmente no dia 06
de dezembro de 1988.
        Com fim prematuro de seu casamento, após a sua separação judicial, Leandro
Bertoldo veio a conhecer a jovial e amável Daisy Menezes, com quem contraiu
matrimônio civil no dia 25 de junho de 1992 e religioso em 28 de junho de 1992. Desde
então, o casal tem convivido harmoniosamente, num relacionamento equilibrado e bem
sólido.

       Cães e o Gatão. Em novembro de 1998, a alegre cachorra, que recebeu o nome
de Fofa, tomou a inusitada decisão de conquistar e adotar o Leandro, a Daisy e a
Beatriz, como seus legítimos donos e proprietários.
       Quando jovem, a Fofa gostava de brincar de jogar bola na posição de goleiro.
Também gostava de lutar com o gato da casa, chamado gatão. Além disso, desde sua
juventude, Fofa sempre se divertiu perseguindo reflexos luminosos projetados na parede
ou no piso. Também gostava de olhar para o teto da casa, na procura de lagartixas para
abocanhar.
       Hoje, a Fofa é uma senhora de idade avançada. Perdeu um pouco a sua agilidade
e diminuiu as suas atividades “esportistas”. Não joga mais bola e nem pula como
antigamente. Ela cansa-se com mais facilidade e sua visão diminuiu um pouco a
acuidade. Passa boa parte do dia dormindo, mas continua sendo a mesma doce e meiga
cachorra.
       A partir da adoção da Fofa, vieram outras, como a da amorosa cachorra Pitucha,
que nunca gostou de bola, lutas ou de gatos; mais tarde veio a da nervosinha da Calma,
que gosta somente de latir e ver a rua, e tem sido o terror dos ratos; finalmente chegou o
mimado do Mimo, um tremendo lambe-botas, que estando loucamente apaixonado pela
senhora Fofa, não é correspondido no amor. Todos esses três cachorros também
decidiram, à semelhança da Fofa, conquistar o coração da família Bertoldo, adotando-os
como os seus únicos proprietários e eternos guardiões.

        Conversão. No mês de julho de 1985 a esforçada missionária voluntária Célia
Regina de Souza Xavier deu início às suas intensas atividades evangelísticas no Fórum
de Mogi das Cruzes, no qual também era funcionária recentemente aprovada num
concurso público bastante concorrido, sendo lotada junto ao Segundo Ofício Cível de
Justiça.
        Ela ministrava aos colegas de trabalho, bem como a diversos outros interessados,
os cursos bíblicos “Encontro Com a Vida” e “Família Feliz”. Também os presenteava
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com Bíblias e livros religiosos, tais como “Caminho a Cristo”, “O Desejado de Todas as
Nações” e “O Grande Conflito”.
        Como fruto da dedicada e perseverante atividade evangelística da Célia Xavier, a
partir de fevereiro de 1986, Leandro passou a compreender e aceitar as grandes
verdades proféticas e espirituais ensinadas na Bíblia Sagrada.
        No dia 21 de fevereiro de 1986, Célia Xavier compôs para Leandro um poema
intitulado “Assim Era...”. O qual, verdadeiramente, captou o conflito interior que havia
existido na vida de Leandro:

       Julgavas ser...
       Outrora, alguém seguro e capaz.
       Sempre a privar seu próprio
       Eu...

       Lutavas, portanto, com garra
       E vencias sempre que o desejavas.
       Até mesmo sacrificavas, a tua
       Natureza e a de quem o rodeava.

       Duvidoso, porém, às vezes era;
       Ruindo-se em seu interior
       Olhavas apenas o que restara.

       Boas eram as intenções, porém,
       Esmagadores foram os resultados.
       Ruiu-se, porém, tal situação.

       Tremendo foi teu pesar
       O que fez teu coração partir e
       Lágrimas por tua face rolar.

       Desde então, teu ser transbordou,
       Não somente de dor,
       Mas, principalmente, de amor.

        Logo a seguir, por meio da leitura do maravilhoso livro, intitulado “O Desejado
de Todas as Nações” e do Best Seller mundial, denominado “Caminho a Cristo”,
Leandro teve um “encontro pessoal” com Cristo no dia 23 de abril de 1986, fato que
mudou radicalmente o rumo e os valores de sua vida.
        Conforme o testemunho dado por Leandro Bertoldo, a partir desse momento o
mundo todo mudou para melhor. Tudo se tornou prazeroso, colorido e belo. Tudo era
novidade e interessante. A vida havia adquirido um novo significado e propósito. Uma
presença invisível tomou posse do seu coração. Nessa ocasião o vazio e a solidão que
sentia dentro d’alma dissiparam-se para sempre. Nunca mais se sentiu sozinho ou
solitário.

        Dois Sonhos. No dia em que se converteu, Leandro teve dois sonhos
impressionantes. No primeiro, sonhou que estava numa caverna do tamanho de um
quarto, e cujo interior tinha sido escavado no barranco, numa forma cúbica. Esse quarto
possuía, numa de suas paredes, uma única abertura localizada próxima ao teto, à direita
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
de Leandro. Por essa abertura entrava um intenso facho de luz que iluminava toda a
caverna.
        Imediatamente, Leandro acordou do sono e interpretou o sonho. A caverna
representava a sua vida, a qual havia estado vazia e sem rumo, mas agora estava
recomeçando a partir do zero. A abertura na parede para a entrada de luz representava a
Cristo que entrava em sua vida com o conhecimento da verdade que estava adquirindo
pelo estudo das Escrituras Sagradas.
        Depois voltou a dormir e teve outro sonho impressionante. Sonhou que ele, sua
filha e sua ex-esposa estavam fugindo desesperadamente de um grande e feroz cachorro
preto, que os perseguia implacavelmente com a intenção de devorá-los. Foi então que
Leandro viu ao longe uma escada em frente da casa de sua mãe, e correndo em sua
direção, subiu rapidamente os degraus junto com a sua filha. Porém, a sua ex-esposa
não conseguiu chegar a tempo e foi devorada pela fera negra.
        Novamente Leandro acordou do sono e interpretou o sonho. Sua interpretação
foi que ele, sua filha e sua ex-esposa estavam sendo perseguidos pelo demônio, que
queria destruí-los. Mas, somente Leandro e sua filha encontraram salvação numa
escada, que representava a Cristo. Todavia sua ex-esposa não teve a mesma sorte e foi
devorada e destruída pelo demônio.

        Estudos Bíblicos. Entre os meses de maio a dezembro de 1986, Leandro
começou a receber regularmente, por meio da Célia Xavier, algumas dezenas de lições
mimeografadas de cursos bíblicos produzidos por seu esposo, o dedicado professor
Valdir Gonçalves Xavier, que também ministrava os mesmos cursos para os membros
da igreja de Sabaúna e a outras pessoas que tinham interesse em conhecer as verdades
bíblicas.
        Com a sua velha Kombi Volkswagen amarela, o professor Valdir Xavier,
transportava os mais diversos interessados na mensagem divina, para assistir aos cultos
religiosos realizados todos os sábados no distrito de Sabaúna. Foi nessa localidade –
entre os meses de maio a julho de 1986 – que Leandro travou os seus primeiros contatos
com a Igreja Adventista do Sétimo Dia.
        O primeiro sermão que Leandro ouviu, ocorreu num sábado no distrito de
Sabaúna. Tratava-se do testemunho pessoal do ex-padre Oscar Ferraz do Amaral, que
depois de 27 anos servindo a Igreja Católica Apostólica Romana, conheceu as verdades
bíblicas através do livro “O Grande Conflito” e tornou-se Adventista do Sétimo Dia.
        A partir do dia 03 de agosto de 1986, Leandro passou a frequentar assiduamente
a Igreja Adventista do Sétimo Dia de Mogi das Cruzes, conhecida como “central”.
Também foi nesse dia e local que se apaixonou platonicamente – à primeira vista – por
uma jovem meiga que cantava num trio feminino. Seu nome era Daisy Menezes,
secretária da Escola Adventista Modelo. Tratava-se de uma bela moça de pele morena
clara, com lindos olhos castanhos. Ela tinha cabelos compridos e negros, que eram bem
cuidados. Sendo de baixa estatura, possuía um corpo proporcional ao seu peso e altura.
        Em setembro do mesmo ano, Leandro matriculou-se na Classe Bíblica
coordenada pelo amável, querido e sábio professor Pedro B’ärg. Um ano depois, mais
precisamente em 26 de setembro de 1987, Leandro selou o seu compromisso com Cristo
sendo batizado pelo consagrado e esforçado pastor distrital Davi Marski.

       Primeiro Encontro. A data de 26 de novembro de 1987 adquiriu um significado
muito importante na vida de Leandro Bertoldo. Pois foi nesse dia às 17h00 que ele teve
o seu primeiro encontro a jovem Daisy Menezes.
       Após combinarem por telefone, os jovens marcaram um encontro para depois de
dois dias. Esse encontro ocorreu numa ensolarada tarde de quinta feira, durante a
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
cerimônia religiosa do casamento do Silvano e da Kátia Moyano, que foi realizado na
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Mogi das Cruzes.
        Por estar atrasada ao encontro, Leandro achou que a Daisy havia desistido.
Porém, para sua grande alegria, ela compareceu e estava, simplesmente, deslumbrante,
trajando um belo conjunto amarelo. Mais tarde, nesse mesmo dia, Leandro pediu-a em
namoro. A princípio ela relutou, mas com o passar dos dias abriu o seu coração e
aceitou o pedido de namoro, o qual resultou em casamento.

       Trabalho Missionário. A partir de dezembro de 1987, indicado pelo pastor
Davi Marski, Leandro passou a realizar diversas palestras nas igrejas de Biritiba Mirim,
Brás Cubas, Jundiapeba, Mogi das Cruzes e Sabaúna. Ele manteve essa atividade por
sete anos, até que ocupações missionárias e a Classe Bíblica passaram a exigir sua
atenção e dedicação.
       Em fevereiro de 1988, influenciado pela professora Ozilda Pereira Moreira e
totalmente apoiado pela dedicada família Pereira, Leandro tornou-se professor da
Escola Sabatina, função que conservou até 26 de fevereiro de 1996.
       Em março de 1988, sob a orientação de uns dos grandes diretores de Ação
Missionária da Igreja Adventista de Mogi das Cruzes, Antenógenes Negrão, engajou-se
junto com a sua namorada Daisy Menezes nas atividades evangelísticas organizadas por
sua denominação religiosa.
       Em 1990, por indicação do esforçado diretor da Escola Sabatina, Antonio Prado
Júnior, Leandro foi nomeado vice-professor da Classe Bíblica, sob a inestimável
supervisão do professor Pedro B’ärg. Em 01 de janeiro de 1997 tornou-se professor de
Classe Bíblica.

        Dupla Missionária. Desde 1988, Leandro vinha ministrando estudos bíblicos no
bairro da Vila Industrial acompanhado por sua namorada Daisy Menezes. Em 1993,
convidado pelo arrojado missionário leigo e recém-batizado, Paulo César Mazanti,
Leandro formou com ele uma dupla missionária.
        Juntos, suas atividades missionárias se expandiram e alcançaram muitos outros
bairros da cidade de Mogi das Cruzes. Houve época em que cada sábado a dupla
ministrava estudos bíblicos para mais de quarenta interessados, numa jornada que
perfazia sete horas de trabalho. Tudo isto, tirando os cursos bíblicos ministrados uma
vez por semana, à noite, nas casas de interessados na mensagem.
        Em geral, a carreira missionária laica de Leandro Bertoldo e do seu amigo Paulo
Mazanti – em dupla ou individualmente – inclui dezenas de palestras sacras
apresentadas em diversas igrejas da região de Mogi das Cruzes. Também abarca
exposições de estudos bíblicos de casa em casa, nas classes bíblicas e nas igrejas locais.
        No currículo do Leandro e do Paulo figura uma passagem missionária, com
duração de um ano, na favela do Gica, a qual somente encerrou-se quando a favela
mudou de lugar por determinação das autoridades civis. Mesmo assim, esse trabalho
não ficou sem fruto. Anos depois, a dupla soube que vários membros da família Dinei,
haviam se decidido pelo santo batismo.
        Durante o primeiro semestre de 1999, Leandro Bertoldo, Paulo Mazanti e
Moacir dos Passos, atendendo à solicitação do irmão Edson Felix, realizaram aos
domingos, com grande sucesso, uma série de conferências bíblicas na recém-inaugurada
igreja de César de Souza, fundada pelo amável pastor distrital Paulo Queiroz.
        Como resultado de todas essas atividades missionárias, muitos foram os frutos
colhidos para o celeiro celestial de Cristo. Alguns desses preciosos frutos estão
congregando nas igrejas de César de Souza, Jundiapeba e Mogi das Cruzes.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
        Classe Pós-Batismal. Em 07 de fevereiro de 2004, época em que João Batista
da Silva era pastor distrital em Mogi das Cruzes, Leandro e o irmão Paulo César
Mazanti implantaram e coordenaram uma classe pós-batismal na igreja central de Mogi
das Cruzes, a qual continua funcionando até aos dias de hoje, aos sábados a partir das
14h30, fortalecendo a fé dos novos conversos e preparando-os para o ministério
missionário leigo.
        Pela classe pós-batismal passaram nomes que se tornaram lideres de
departamentos das igrejas locais: Anne Patrice Guimarães Leite, Beatriz Maciel
Bertoldo, David de Souza Maria, Donizete da Silva, José Lino Alves Machado,
Mauricio Epiphânio, Mauricio Shoji Kimoto, Nilton Satio Murakami, Tânia Faisã
Daghlawi Machado, Willians Roberto da Silva e tantos outros dedicados e esforçados
irmãos e irmãs que continuam trabalhando na causa do Senhor, ganhando almas para
Cristo.

        Metodologia da Classe. Um curso completo na classe pós-batismal é dividido
em sete módulos, sendo que cada módulo apresenta a duração de um semestre. A
apresentação de cada lição dura de 45 a 60 minutos. Dependendo da quantidade de
alunos, torna-se conveniente elaborar uma escala para que todos tenham a mesma
oportunidade de participar.
        No primeiro módulo o aluno assiste a apresentação de estudos bíblicos feita por
seu coordenador. No segundo, o aluno repete o estudo que assistiu. No terceiro módulo,
o instrutor escolhe aleatoriamente lições bíblicas para que o aluno improvise sua
apresentação. No quarto, o aluno é convidado a produzir as suas próprias lições
bíblicas. Neste módulo, o aluno recebe um tema, e durante a semana prepara a lição
empregando a Bíblia, a concordância e o dicionário bíblico, e no sábado apresenta sua
lição em público.
        Durante esses quatro módulos o aluno é interrompido em sua apresentação para
responder às perguntas feitas pelo coordenador sobre o tema que está sendo
desenvolvido. Essas perguntas têm por finalidade avaliar a compreensão que o aluno
adquiriu sobre o tema apresentando, levando-o a raciocinar e a interpretar o texto
bíblico com sabedoria, inteligência e lógica sistemática.
        No quinto módulo, o aluno passa a pregar sermões preparados. No sexto, o aluno
improvisa a pregação de sermões. Neste módulo, o professor escolhe um texto bíblico
para que o aluno desenvolva um tema na aula. Nesses dois módulos o aluno não é
interrompido em nenhum momento em sua palestra. Porém, ao terminar, ele recebe
orientações e críticas construtivas de todos os ouvintes. No sétimo e último módulo o
aluno aprende algumas noções de oratória. No decorrer de todo o curso, o interessado é
incentivado a praticar o que aprendeu, dando estudos bíblicos e pregando sermões em
pequenos grupos e igrejas.

        Cargos na Igreja. Ano após ano, Leandro vem ocupando, com grande prazer e
satisfação, diversos cargos eletivos na Igreja Adventista do Sétimo Dia de Mogi das
Cruzes. Durante seus vinte e três anos de batismo, Leandro foi Professor da Escola
Sabatina, Professor da Classe de Visitas, Coordenador de Classe Bíblica, Secretário da
Ação Missionária, Tesoureiro, Promotor de Literatura e Ancião.
        Atualmente, foi eleito pela comissão da igreja para coordenar as Classes Bíblicas
mantidas por sua denominação religiosa, aos sábados pela manhã e à tarde. Tem
recebido auxilio de vários professores, entre os quais se destacam: Cínthia Passos
Assumpção Pedroso, Maurício Epiphânio, Maurício Shoji Kimoto, Moacir dos Passos,
Nilton Satio Murakami e Willians Roberto da Silva.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
       Ministério Pessoal. Procurando suprir as necessidades de material religioso
específico para as Classes Bíblicas que coordenava, Leandro Bertoldo deu início em
2005 a um novo ministério evangelístico pessoal. Trata-se de um ministério pessoal de
publicação de literatura religiosa produzida pelo próprio autor.
       Seus livros seguem a linha de estudos bíblicos de cunho eminentemente
doutrinário, escatológico e apologético. Todos essencialmente fundamentados nas
Escrituras Sagradas. Alguns estudos apresentados em seus livros receberam críticas
construtivas emitidas pelo amigo Paulo Mazanti, com quem o autor costumava disputar
sobre pontos doutrinários.
       Tais obras têm levado muitas pessoas a se interessarem profundamente pelo
estudo da Bíblia Sagrada. Também tem sido uma grande bênção em despertar algumas
almas dormentes, mas sinceras e preciosas à vista de Deus, para a luz das grandes
verdades bíblicas. Porém, tais fatos somente tornaram-se possíveis devido aos esforços
de dedicados colaboradores como José Dionísio Correa, Donizete da Silva, Maurício
Quintas de Oliveira, Maurício Shoji Kimoto, Nilton Satio Murakami, Setembrino
Lobato Júnior, Valdemar Ferreira da Silva, Vanderléa Silva de Moura, Vladimir
Feliciano da Silva e muitos outros que trabalham com Leandro na obra de divulgação
das verdades eternas, cujos nomes estão arrolados no livro da vida.

        Nota de Falecimento. Desde 06 de setembro de 2008, o amigo e companheiro
de labor na Seara do Senhor, Paulo César Mazanti (1967-2008) descansa em Cristo. As
obras resultantes de sua fé sobrevivem em dezenas de corações sinceros e fiéis que
conheceram as verdades bíblicas por seu intermédio. Essas almas servem a Cristo em
diversas igrejas da região de Mogi das Cruzes.
        Embora nos dois últimos meses de vida, Paulo Mazanti tenha sofrido de dores
horríveis que lhe causaram sofrimentos inenarráveis, sua fé estava mais acalorada e viva
do que nunca. Nessas circunstâncias, ele jamais duvidou do amor de Deus por sua
pessoa. Em seus melhores momentos ele evidenciava uma firme confiança de que algo
melhor o aguardava. Suas palavras, seu modo de falar e sua espiritualidade
demonstraram a todos os visitantes que, apesar da adversidade, ele tinha se achegado a
Cristo, como jamais havia feito durante toda sua vida.
        Paulo César Mazanti nasceu em 20 de agosto de 1967 em Assis – SP. É filho de
José Mazanti e de Hilda Contin Mazanti. Exerceu a profissão de Engenheiro Elétrico e
de Perito Judicial em Mogi das Cruzes. Junto com seu pai, gostava de correr na São
Silvestre. Foi casado com a amável professora Irani Gonçalves Colletes Mazanti. O
casal não teve filhos. Paulo amava a natureza e os animais, ele tinha em sua casa três
cachorros e vários gatos.
        Paulo era um homem inteligente e bem ajustado. Possuidor de um carisma todo
especial, era admirado e querido por todos. Doce como açúcar, e como tal derretia-se
facilmente. Sempre foi uma pessoa ativa e também muito emotiva. Várias foram às
vezes que foi visto chorando. Sempre procurava ajudar a todos, sem olhar a quem.
Muitos foram os que lhe pediram emprestado e poucos os que lhe pagaram. Muitos
abusaram e se aproveitaram de sua bondade, sem jamais retribuir algo em troca. Mesmo
assim, Paulo jamais recusou ajudar a quem quer que fosse, quando solicitado.
        Agora, Paulo repousa no Cemitério da Saudade de Cândido Mota - SP,
aguardando a fulgurante manhã da ressurreição, quando então, ao comando de Jesus e
sob o toque da Trombeta de Deus, se levantará do pó da Terra glorificado e renovado.
Ele ressurgirá revestido num corpo incorruptível e imortal, para viver pela eternidade
adentro com todos os vencedores, herdeiros do Reino de Deus.
        Com uma reluzente coroa de ouro cravejada de pedras preciosas em sua cabeça e
vestido de luz, Paulo Mazanti caminhará deslumbrado pelas ruas de ouro da Nova
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
Jerusalém. Entreterá agradável conversa com Jesus, com os santos anjos e com todos os
salvos. Viverá numa Nova Terra, debaixo de um Novo Céu, renovado pelo Senhor
nosso Deus. Brincará com o lobo e com o cordeiro, que docilmente estarão
apascentando juntos, nas eternas relvas verdes da Nova Terra. Sentirá o cheiro
perfumado das flores do Jardim do Éden, e admirará sua beleza imorredoura. Beberá da
refrescante água que corre no rio da vida, cuja nascente está localizada aos pés do trono
de Deus e do Cordeiro. Saboreará o delicioso fruto da árvore da vida, que está no meio
da praça de ouro da Santa Cidade, e viverá para sempre, num estado de perfeita
felicidade. Quem não deseja estar nesse lugar maravilhoso?
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                    PREFÁCIO
“No Juízo, os homens não serão condenados porque conscienciosamente creram na
  mentira, mas porque não acreditaram na verdade, porque negligenciaram a
                 oportunidade de aprender o que é a verdade”
                               Ellen Gould White


       A presente obra originou-se das indagações da colega de trabalho Luzinete
Alves Leite que, desejando ser batizada na Igreja Adventista do Sétimo Dia, ansiava ver
respondidas algumas de suas mais caras perguntas sobre os mais diversos assuntos
emanados das Escrituras Sagradas.
       Como as suas questões eram profundas e o tempo no local de trabalho era
corrido para uma resposta verbal mais elaborada e fundamentada num claro “Assim diz
o Senhor”, solicitei-lhe que as escrevesse em papel e tinta. E que, na medida do
possível, procuraria responder às suas perguntas, também em papel e tinta.
       Em 16 de novembro de 2010, a Luzinete apresentou-me uma enorme lista de
perguntas, muitas das quais são altamente complexas. Posteriormente, entregou-me
outra lista contendo novas perguntas, o que resultou em quase quarenta questões.
Apesar disso, todas elas foram rapidamente respondidas e entregues à interessada no dia
07 de dezembro de 2010.
       Para minha grande satisfação, Luzinete e suas duas filhas Ingrid e Larine foram
batizadas por imersão em 12 de dezembro de 2010 e, agora, todos compartilham comigo
da mesma fé e esperança em Cristo Jesus e em Seu breve retorno a este mundo.
       Entusiasmado e motivado pela profundidade dos assuntos abordados nessas
consultorias, tomei a decisão de transformar as perguntas e as respostas dadas a
Luzinete em livro. Para isso acrescentei àquelas, muitas outras perguntas que me foram
propostas, por diversos interessados, no decorrer dos anos, bem como algumas de minha
própria autoria. Também acrescentei algumas perguntas extemporâneas formuladas por
Katiane Moyano em 8 de janeiro de 2011.
       Para responder a todas as perguntas que me foram formuladas, procurei pautar-
me exclusivamente por respostas simples e objetivas, unicamente fundamentadas nas
Escrituras Sagradas e no Espírito de Profecia. Tudo com vista a oferecer ao público
ledor um fundamento límpido e uma compreensão cristalina a respeito dos assuntos aqui
abordados.
       Sei que muitas das questões contidas nesta obra estão, naturalmente, no
inconsciente coletivo de todos os cristãos. De tal forma que muitos pensam da mesma
maneira sobre as mesmas questões e fazem as mesmas perguntas sobre os mesmos
assuntos que aqui são abordados. Portanto, o estudo destas questões é indispensável
para um instrutor bíblico eficiente.
       Didaticamente dividido em dez módulos, com mais de cem temas, o presente
livro procura responder às grandes perguntas feitas por boa parte das pessoas que
estudam as Escrituras Sagradas ou estão ingressando na vida cristã.
       Entre as várias perguntas aqui apresentadas, algumas são bastante simples,
outras altamente complexas. Nesta obra destacam-se as perguntas dos módulos que
tratam da Bíblia Sagrada, do Espírito de Profecia, dos Dons do Espírito Santo, do
Batismo, da Igreja Adventista do Sétimo dia etc.
       Evidentemente, pela sua própria natureza pedagógica, a presente obra não
procura exaurir os temas apresentados. Trata-se, simplesmente, de uma singela tentativa
de elucidar algumas dúvidas sobre assuntos de grande interesse para o povo de Deus.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
       Por fim, é o ardente desejo do meu coração que muitas almas interessadas no
estudo da Palavra de Deus possam enriquece-se espiritualmente com as perguntas e
respostas aqui apresentadas. Também faço votos para que esta obra possa, de alguma
maneira, tirar as dúvidas pessoais que porventura estão semeadas no coração do leitor
sincero à verdade.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 1ª PERGUNTA
                           A Bíblia e os Textos Originais

Existem várias traduções bíblicas, como saber que a Bíblia Sagrada segue a verdadeira
Palavra de Deus?


       Algumas pessoas supõem que a Bíblia Sagrada sofreu tantas traduções que o
texto original acabou ficando corrompido e mutilado, perdendo-se para sempre no
tempo.
        Porém, a verdade é que, caso as traduções da Bíblia Sagrada fossem realizadas
de traduções sobre traduções, então essas pessoas teriam razão em questionar a
veracidade do texto bíblico atual. Mas, no mundo protestante, as traduções não são
feitas de traduções sobre traduções, mas são realizadas tendo como referência um texto
grego altamente respeitado entre os estudiosos, bastante antigo.
        As traduções das Escrituras Sagradas são realizadas por eruditos, especialistas
nas línguas antigas e modernas. Tal fato oferece maior grau de segurança e
confiabilidade de que as traduções bíblicas, que hoje temos em mãos, seguem
verdadeiramente a Palavra de Deus.
        Os manuscritos bíblicos mais antigos, do qual os tradutores protestantes se
serviram, são produtos do meticuloso trabalho dos Massoretas, datado
aproximadamente do ano 1000 d.C. Mas como qualquer outro livro antigo que chegou
até aos dias de hoje, com um grande número de manuscritos, a pergunta que nos vem
mente é a seguinte: podemos confiar que o trabalho dos Massoretas realmente espelha o
verdadeiro conteúdo das escrituras originais?
        Bem, apesar dos manuscritos dos Massoretas estarem separados por um lapso de
tempo de quase mil anos dos textos originais, a verdade é que a arqueologia moderna
tem demonstrado que eles fizeram um excelente trabalho de preservação dos textos
bíblicos originais.
        Em março de 1947, um pastor beduíno que buscava uma cabra perdida de seu
rebanho, casualmente, deparou-se com uma gruta localizada nas encostas rochosas da
região do Mar Morto. Ao investigar o interior da gruta, constatou que ela continha
vários jarros de cerâmica, os quais estavam lacrados. Esses jarros continham inúmeros
documentos de escritos sagrados de uma seita judaica que existiu na época de Jesus,
conhecida como Essênios.
        Entre os documentos encontrados em vários desses jarros, destacam-se os textos
do profeta Isaías, fragmentos de um texto do profeta Samuel, textos dos profetas
menores, parte do livro de Levítico e uma paráfrase do livro de Jó.
        Esses manuscritos somente puderam resistir à ação do tempo porque foram
guardados em potes de cerâmica lacrados, que funcionaram como uma cápsula do
tempo. Entre outros fatores que ajudaram na conservação desses manuscritos destacam-
se a baixa umidade da região desértica e o isolamento do contato com o ar, com os
insetos e com os roedores.
        O estudo da cerâmica dos jarros e os testes de datação pelo método do carbono
14 estabeleceram que os documentos contidos nos jarros foram produzidos entre os anos
de 168 a.C a 233 d.C. Estes manuscritos causaram grande impacto na visão moderna
das Escrituras Sagradas, pois confirmaram a precisão da tradução do Texto Massorético,
do qual a Bíblia Sagrada foi traduzida para as línguas modernas.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
       Os célebres manuscritos do Mar Morto revelaram ao mundo que todo o
conteúdo da Bíblia Sagrada que possuímos em nossas mãos é exato, perfeito e verídico.
Os críticos esperavam que os textos bíblicos do Mar Morto revelassem supostas
corrupções nas Escrituras Sagradas, porém, tiveram uma grande decepção, haja vista
que nada de significativo foi encontrado para ser retirado ou acrescentado na Bíblia
Sagrada.
       Porém, caso não houvesse ocorrido a referida descoberta arqueológica dos textos
bíblicos nas cavernas do Mar Morto, ainda assim o mundo teria como avaliar a
originalidade da Bíblia Sagrada que temos em mãos.
       Nos primeiros séculos da Era Cristã, mais precisamente entre os séculos II e VII,
os Pais da Igreja escreveram centenas de livros. Nesses livros eles citaram e
comentaram milhares de passagens do Novo Testamento. Essas citações tornaram
possível constatar que o texto bíblico dos dias de hoje não sofreu nenhuma alteração no
decorrer dos séculos e corresponde, perfeitamente, em todos os seus pormenores, à
genuína Palavra de Deus.
       Outro método que permite avaliar a veracidade das Escrituras Sagradas editada
nos dias de hoje, está no estudo dos milhares de manuscritos e fragmentos escriturísticos
confeccionados nos primeiros séculos da Era Cristã.
       Comparada com outros escritos antigos, a Bíblia Sagrada foi
extraordinariamente preservada no decorrer dos séculos. Por exemplo, existem somente
sete manuscritos antigos da obra de Platão, porém, existem mais de 5.400 manuscritos
do Novo Testamento. Quando os textos de todos esses manuscritos bíblicos são
reunidos e comparados uns com os outros, constata-se que eles são 99,5% consistentes,
comprovando que a Bíblia Sagrada, atualmente editada, corresponde perfeitamente à
Palavra de Deus.
       Em geral, as versões tradicionais da Bíblia Sagrada na língua portuguesa são
excelentes. Porém, a versão da “Bíblia Almeida Revista e Corrigida”, edição de 1969,
oferece uma confiança muito grande no estudo da Palavra de Deus, já que é a tradução
mais antiga na língua portuguesa, que segue fielmente, palavra por palavra, o
manuscrito grego que serviu de base para a sua tradução.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 2ª PERGUNTA
                               Inspiração e Iluminação

Qual é a diferença entre ser “inspirado” e ser “iluminado” pelo Espírito Santo?


       Paulo afirma que “toda a Escritura é inspirada por Deus” (II Timóteo 3:16). O
apóstolo Pedro assevera que “a profecia nunca foi produzida por vontade de homem
algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (II Pedro
1:21). O salmista Davi declarou: “o espírito do Senhor falou por mim, e a sua palavra
esteve em minha boca” (II Samuel 23:2). Portanto, as Escrituras Sagradas foram
produzidas por “inspiração divina”. Na inspiração divina, o homem recebe as revelações
através de visões e sonhos dados pelo Senhor (Números 12:6).
        A Bíblia Sagrada também esclarece que “nenhuma profecia da Escritura é de
particular interpretação” (II Pedro 1:20). Isto significa que a Palavra de Deus não pode
ser interpretada de qualquer maneira e com qualquer idéia particular produzida pelos
homens.
        Para poder compreender o perfeito conteúdo da mensagem da Palavra de Deus, o
homem necessita ser iluminado pelo Espírito Santo, o qual esclarece o sentido, o
conteúdo e o significado da mensagem bíblica que foi dada por inspiração divina aos
santos profetas.
        Aqueles que são iluminados pelo Espírito Santo recebem o dom do
discernimento espiritual para interpretar corretamente as Escrituras Sagradas. Em
conjunto com o discernimento espiritual, a interpretação bíblica será sempre norteada
pelo seguinte princípio: “A Bíblia interpreta-se pela Bíblia”.
        As Escrituras Sagradas mostram que enquanto alguns profetas bíblicos foram
inspirados e iluminados, outros jamais foram iluminados para receber qualquer
compreensão a respeito de suas próprias visões e sonhos. Poucos foram os profetas que
receberam iluminação, e mesmo assim, só o receberam muito tempo depois de terem
sido divinamente inspirados com visões e sonhos. Por exemplo, o profeta Daniel não
entendeu a visão que havia recebido sob inspiração divina: “... e espantei-me acerca da
visão, e não havia quem a entendesse”. (Daniel 8:27).
        O rei Nabucodonosor foi divinamente inspirado através de um sonho profético,
entretanto ele não foi iluminando quanto à interpretação do seu próprio sonho profético:
“Tive um sonho, que me espantou; e as imaginações na minha cama e as visões da
minha cabeça me turbaram. Por mim pois se fez um decreto, pelo qual fossem
introduzidos à minha presença todos os sábios de Babilônia, para que me fizessem saber
a interpretação do sonho” (Daniel 4:5-6).
        O Faraó do Egito também foi divinamente inspirado, recebendo do Senhor dois
sonhos proféticos, mas ele não recebeu nenhuma iluminação divina quanto à
compreensão do significado de seus sonhos: “E aconteceu que, pela manhã, o seu
espírito perturbou-se, e enviou e chamou todos os adivinhadores do Egito e todos os
seus sábios; e Faraó contou-lhes os seus sonhos, mas ninguém havia que os
interpretasse a Faraó” (Gênesis 41:8).
        O apóstolo Pedro afirmou categoricamente que muitos profetas não foram
iluminados quanto às próprias visões e sonhos que receberam sob inspiração divina.
Razão pela qual passaram a inquirir, indagar e tratar diligentemente das profecias que
tinham recebido, inspiradas pelo Senhor: “Da qual salvação inquiriram e trataram
diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada. Indagando que
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava,
anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se
lhes havia de seguir. Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles
ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito
Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho: para as quais coisas os anjos desejam
bem atentar”. (I Pedro 1:10-12).
        Os próprios apóstolos estavam sem iluminação quanto a algumas das mensagens
de Jesus: “E eles nada disto entendiam, e esta palavra lhes era encoberta, não
percebendo o que se lhes dizia” (Lucas 18:34). “Mas eles não entendiam essa palavra,
que lhes era encoberta, para que a não compreendessem; e temiam interrogá-lo acerca
dessa palavra” (Lucas 9:45). “Jesus disse-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o
que era que lhes dizia” (João 10:6).
        Denota-se, portanto, que existe uma enorme diferença entre “inspiração” e
“iluminação”. Na “inspiração” o profeta recebe as mensagens divinas por meio de
visões e sonhos. Na “iluminação” o homem recebe o discernimento espiritual para
compreender as profundezas das mensagens bíblicas.
        Para receber iluminação do Espírito Santo e discernimento espiritual para
compreender as mensagens das Escrituras Sagradas, a fervorosa oração do cristão deve
ser uma só: “Sou teu servo: dá-me inteligência, para entender os teus testemunhos”
(Salmos 119:125) e seguir o seguinte conselho do Senhor: “Aconselho-te que... unjas os
teus olhos com colírio, para que vejas”. (Apocalipse 3:18).
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Perguntas e Respostas

                                  3ª PERGUNTA
                           Diversidades de Interpretações

Os homens interpretam a Bíblia Sagrada de diversas maneiras. Como saber qual é a
interpretação correta?


       É      bom lembrar que “nenhuma profecia da Escritura é de particular
interpretação” (II Pedro 1:20). Entretanto, muitos grupos religiosos apresentam
diferentes interpretações para as Escrituras Sagradas. Essas diversidades de
interpretações ocorrem porque esses grupos estão oferecendo uma “particular
interpretação” das Escrituras Sagradas.
        Do mesmo modo como se interpreta a verdade com a própria verdade, também
se interpreta a Bíblia com a própria Bíblia, porque “nada podemos contra a verdade,
senão pela verdade” (II Coríntios 13:8).
        Esse tipo de interpretação é chamado de “interpretação contextual”, porque ela
leva em consideração – com exclusividade absoluta – os próprios textos bíblicos ao
interpretar um texto bíblico específico. São as Escrituras interpretando as Escrituras. O
resultado dessa interpretação é obrigatório e incontestável para todos os santos do
Altíssimo, afinal de contas, são as próprias Escrituras dizendo ao homem como deve ser
compreendido seu próprio texto.
        Existe também a chamada “interpretação doutrinária”. Essa espécie de
interpretação é empregada pelos estudiosos quando as Escrituras Sagradas não contém
informações suficientes para permitir uma interpretação com as próprias Escrituras.
Essa interpretação é baseada na opinião dos doutrinadores que, evitando contradições
com conhecimentos consagrados, procuram equilibrar seus julgamentos com os
princípios gerais das Escrituras, no bom senso, no senso comum, nas razões lógicas e na
filosofia das próprias Escrituras Sagradas.
        Também existe a “pseudo-interpretação doutrinária”, na qual o interprete
emprega as Escrituras Sagradas sem nenhum critério científico, mas apenas como
pretexto para defender as suas próprias opiniões pessoais, seus próprios interesses
particulares ou alguma filosofia religiosa estranha às próprias Escrituras Sagradas.
Dentro desse contexto, as Escrituras Sagradas são usadas como pretexto para uma obra
de engano. Assim procedem algumas religiões espiritualistas orientais, o Esoterismo, a
Nova Era, o Espiritismo etc.
        Outra forma de interpretação é a chamada “interpretação revelada”, na qual a
interpretação das Escrituras Sagradas é feita por supostas revelações divinas. Nessa
forma de interpretação, ao homem não é dada a liberdade de pensar e interpretar as
Escrituras Sagradas, mas esse direito pertence exclusivamente às entidades
sobrenaturais. Esse fenômeno interpretativo psíquico ocorre no meio espírita e em certas
agremiações pentecostais.
        Diante de tantas interpretações bíblicas, como o homem pode conhecer qual é a
verdadeira interpretação das Escrituras Sagradas? Ora, a resposta é muito simples. Basta
seguir as orientações deixadas por Jesus Cristo e pelas próprias Escrituras Sagradas.
        Jesus disse aos crentes: “Examinais as Escrituras” (João 5:39). O Senhor sempre
remetia os homens ao exame das Escrituras Sagradas: “E ele lhe disse: Que está escrito
na lei? Como lês?” (Lucas 10:26). Jesus sempre empregou as Escrituras para provar a
verdade: “E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele
se achava em todas as Escrituras”. (Lucas 24:27).
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
        Um grande princípio que todo cristão honesto deveria observar para conhecer a
verdadeira interpretação bíblica é seguir o nobre exemplo deixado pelos bereanos, que,
diante de certas interpretações, ficavam “examinando cada dia nas Escrituras se estas
coisas eram assim”. (Atos 17:11).
        Ao examinar as Escrituras Sagradas, o crente deve levar em consideração a
perfeita harmonia existente entre os textos bíblicos, já que eles não possuem
contradições. “À Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca
verão a alva”. (Isaías 8:20). As interpretações bíblicas não devem ser baseadas num
único texto, mas em vários, haja vista que as mensagens bíblicas encontram-se “um
pouco aqui, um pouco ali”. (Isaías 28:10). A interpretação correta está em perfeita
conformidade com todos os textos bíblicos, devendo o crente sincero desprezar as
interpretações que contradizem qualquer texto das Escrituras Sagradas.
        Disse Jesus: “a Escritura não pode ser anulada” (João 10:35). Denota-se,
portanto, que a interpretação – qualquer que seja sua origem – não deve estar aquém ou
além da clara orientação da Palavra de Deus. Contudo, algumas pessoas que supõem
crer nas Escrituras Sagradas, na realidade, estão tão arraigadas e endurecidas nos seus
próprios erros e nas suas falsas interpretações que deles poder-se-ia dizer: “Se não
ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos
ressuscite”. (Lucas 16:31).
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Perguntas e Respostas

                                 4ª PERGUNTA
                           Interpretações por Revelações

São válidas as interpretações das Escrituras Sagradas quando provenientes de
revelações extrabíblicas?


       Uma das grandes revoluções religiosas que purificou a Igreja dos erros
doutrinários foi alcançada pelo movimento protestante do século XVI. Trata-se do
inalienável princípio da “Sola scriptura”, o qual estabelece que o universo da fé cristã
gira unicamente em torno da Bíblia Sagrada. Portanto, a Bíblia deve ser interpretada
com exclusividade absoluta pela própria Bíblia, especialmente porque “nada podemos
contra a verdade, senão pela verdade” (II Coríntios 13:8).
        Esse princípio máximo da cristandade bíblica, que também foi empregado por
Cristo e pelos santos apóstolos, baniu da Igreja todas as doutrinas heréticas que não
estavam em harmonia com as Escrituras Sagradas. Eliminou definitivamente todas as
formas de interpretações extrabíblicas provenientes de tradições ou de supostas
revelações sobrenaturais, muito comuns durante a Idade Média.
        Qualquer modo de interpretação das Escrituras Sagradas, obrigatoriamente, tem
que levar em consideração a harmonia sistemática das Escrituras: “À Lei e ao
Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva”. (Isaías
8:20). Portanto, é falsa toda interpretação que contraria ou não leva em consideração
todos os ensinos das Escrituras Sagradas.
        Como os mandamentos, as regras e todos os demais preceitos bíblicos estão
esparsos em toda a extensão das Escrituras Sagradas, então se torna necessário analisar
a Bíblia “um pouco aqui, um pouco ali”. (Isaías 28:10), razão pela qual os intérpretes
devem estudar as Santas Escrituras “conferindo uma coisa com a outra para achar a
causa”. (Eclesiastes 7:27).
        É claro que conferir um texto bíblico com outro, “um pouco aqui, um pouco ali”
“para achar a causa” explicativa da doutrina, não significa simplesmente colecionar,
ingenuamente, vários textos bíblicos para defender idéias pré-concebidas ou formar
idéias particulares. Mas consiste em realizar uma rigorosa análise hermenêutica de
textos bíblicos que tratam exclusivamente do mesmo tema, dentro do seu devido
contexto, para então poder chegar a um resultado válido. Portanto, a junção “um pouco
aqui, um pouco ali” consiste numa reunião de textos bíblicos temáticos,
contextualizados e conexos. Tudo isso é necessário porque “nenhuma profecia da
Escritura é de particular interpretação”. (II Pedro 1:20). Somente assim, as Escrituras
Sagradas são interpretadas pelas próprias Escrituras Sagradas.
        Jesus nunca ensinou nenhum ser humano a confiar em quaisquer espécies de
revelações sobrenaturais para “interpretar” as Escrituras Sagradas. Porém, orientou
todos os Seus seguidores a praticarem o seguinte princípio: “Examinais as Escrituras”.
(João 5:39). Jesus sempre remetia os crentes ao exame das Escrituras: “E ele lhe disse:
Que está escrito na lei? Como lês?” (Lucas 10:26).
        Os crentes fiéis jamais esperaram por qualquer “revelação sobrenatural” ou
“revelação extrabíblica” para compreenderem as Escrituras Sagradas. Mas eles a
pesquisavam por conta própria: “examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas
eram assim”. (Atos 17:11). Esse é o espírito que todos os cristãos devem ter, para não
serem enganados por falsos profetas.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
        O próprio Senhor Jesus Cristo nunca exigiu que alguém cresse nEle,
simplesmente, com base em Suas próprias revelações mas, levava-os a examinar as
Escrituras: “E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que
dele se achava em todas as Escrituras” (Lucas 24:27).
        Os santos homens de Deus nunca dependeram de qualquer espécie de revelação
sobrenatural para lhes interpretarem as Escrituras Sagradas. Eles mesmos liam e
procuravam compreender o sentido das Escrituras: “E leram no livro, na lei de Deus: e
declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse”. (Neemias 8:8).
        A verdade é que ninguém pode confiar em revelações extrabíblicas ou supostas
revelações sobrenaturais que visam “interpretar” a Bíblia Sagrada. O próprio Satanás
conhece profundamente as Escrituras Sagradas e, transfigurado em anjo de luz, pode
oferecer a interpretação que bem lhe convier, com o único propósito de enganar. A
própria Bíblia Sagrada adverte aos seus leitores crentes contra a obra de engano dos
últimos dias. Observe o que diz a Palavra de Deus:
        “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns
da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” (I Timóteo
4:1).
        “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e
prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (Mateus 24:24).
        “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu
nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas
maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci: apartai-vos de mim,
vós que praticais a iniquidade”. (Mateus 7:22-23).
        “A Bíblia nunca será suplantada por manifestações miraculosas. A verdade
precisa ser estudada, precisa ser pesquisada como tesouros escondidos. Não serão dadas
maravilhosas iluminações à parte da Palavra, ou para tomar o lugar dela. Apegai-vos à
Palavra, recebei o enxerto da Palavra, que torna os homens sábios para salvação”. (II
Mensagens Escolhidas, 48).
        Diante de tantas orientações e advertências bíblicas contra as manifestações do
sobrenatural, como é possível, então, que alguém possa confiar a salvação de sua
própria alma colocando-se nas mãos de interpretações provenientes de supostas
revelações sobrenaturais?
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                                   5ª PERGUNTA
                               Bíblia Tirada dos Crentes

                  No futuro, a Bíblia Sagrada será tirada dos cristãos?


       A Bíblia Sagrada não será tirada dos cristãos, no sentido de que o mundo
inteiro deixará de editar a Bíblia Sagrada. Eles também não serão impedidos de possuí-
la ou de estudá-la, enquanto estiverem livres de perseguições ou de prisões. Tal profecia
de que a Bíblia Sagrada será tirada dos cristãos é falsa, e se trata de uma lenda religiosa,
totalmente destituída de fundamento.
         Sobre a questão o Espírito de Profecia se manifesta da seguinte maneira:
“Chegará o tempo em que muitos serão privados da Palavra escrita. Se, porém, essa
Palavra é gravada na memória, ninguém poderá tirá-la de nós”. “Estudai a Palavra de
Deus. Entesourai na memória suas preciosas promessas, para que, quando formos
privados de nossas Bíblias, ainda estejamos de posse da Palavra de Deus”. (Eventos
Finais, 60).
         A profecia afirma que “muitos serão privados da Palavra escrita”. Muitos não
são todos, logo a Bíblia Sagrada não será tirada dos cristãos, mas os cristãos é quem
serão tirados da Bíblia Sagrada. Isso ocorrerá quando tiverem que fugir para locais
afastados e desertos, quando estiverem sendo perseguidos pelos malfeitores ou quando
forem lançados nas prisões. Desse modo ficarão impedidos de terem acesso a algum
exemplar das Santas Escrituras. Mas elas estão disponíveis a quem tiver a sorte de
conseguir fugir com algum exemplar.
         O que será tirado de todos é o Espírito Santo, o qual nos convence do pecado, da
justiça e do juízo (João 16:8). “O Espírito de Deus está, gradual mas seguramente,
sendo retirado da Terra. Pragas e juízos estão já caindo sobre os desprezadores da graça
de Deus. As calamidades em terra e mar, as condições sociais agitadas, os rumores de
guerra, são portentosos. Prenunciam a proximidade de acontecimentos da maior
importância. As forças do mal estão-se arregimentando e consolidando-se. Elas se estão
robustecendo para a última grande crise. Grandes mudanças estão prestes a operar-se no
mundo, e os acontecimentos finais serão rápidos”. (III Testemunhos Seletos, 280).
         Sem o Espírito Santo, os homens não podem ser convencidos do pecado para
poderem aceitar o Sacrifício de Cristo para expiação e perdão de seus pecados.
         Sem o Espírito Santo, os homens não podem compreender ou discernir o sentido
da Palavra de Deus, razão pela qual se pode aplicar a seguinte profecia: “Eis que vêm
dias, diz o Senhor Jeová, em que enviarei fome sobre a terra, não fome de pão, nem
sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. E irão vagabundos de um mar até
outro mar, e do norte até ao oriente: correrão por toda a parte, buscando a palavra do
Senhor, e não a acharão” (Amós 8:12).
         Caso a Bíblia Sagrada venha a ser tirada dos cristãos, não será no sentido literal
de ficarem privados ou impedidos de ter acesso físico a algum exemplar das Escrituras
Sagradas.
         Porém, a grande verdade é que a Bíblia Sagrada já está sendo tirada das mãos
dos cristãos, e eles nem estão percebendo a obra satânica que está em andamento no
mundo. A Bíblia Sagrada está sendo substituída por livros ecumênicos que querem se
passar por Escrituras Sagradas. Como exemplo dessa espécie de livros, temos a
chamada “Bíblia na Linguagem de Hoje”, a “Bíblia Viva” e tantas outras que, apesar do
título, não são Bíblias. Trata-se apenas de um livro ordinário que procura parafrasear a
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Perguntas e Respostas
Palavra de Deus. Razão pela qual podem, com propriedade, ser chamados de paráfrases.
Até mesmo a versão da “Bíblia Sagrada Almeida Atualizada” está fervilhando de erros
e contradições em relação aos originais. A única Bíblia protestante na língua portuguesa
que realmente está bem afinada e espelhando a Palavra de Deus é a “Bíblia Almeida
Corrigida”, edição de 1969. É claro que, como toda e qualquer tradução, ela também
não é perfeita, porém, está bem mais próxima da verdadeira Palavra de Deus.
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                                  6ª PERGUNTA
                         Ellen White e o Verdadeiro Profeta

Por que a Igreja Adventista menciona apenas um profeta: Ellen Gold White?


       Com referência aos profetas dos tempos antigos, a Igreja Adventista do
Sétimo Dia menciona e crê em todos os profetas bíblicos enviados por Deus. Com
relação aos tempos modernos, a Igreja Adventista do Sétimo Dia menciona e crê
somente em um profeta. Esse profeta é conhecido pelo nome de Ellen Gold White
(1827-1915). A razão para essa crença é justificada no fato incontestável de que,
reconhecidamente, houve apenas um profeta verdadeiro nestes últimos dias.
        Ellen Gold White foi a única profetisa dos tempos modernos que realmente
preencheu todas as especificações impostas pelas Escrituras Sagradas na identificação
de um verdadeiro profeta enviado por Deus.
        À semelhança dos profetas bíblicos, Deus falou com ela em visões e sonhos
(Números 12:6); propôs símile (Oséias 12:10). Tudo o que ela escreveu está em perfeita
harmonia com a Bíblia Sagrada (Isaías 8:20). Seus escritos não desviam da verdade
bíblica (Deuteronômio 13:1-3). Seus frutos dão testemunho de um verdadeiro profeta de
Deus (Mateus 7:16-20). À semelhança dos verdadeiros profetas enviados por Deus,
quando em visão Ellen White ficava inconsciente (Daniel 10:9); sem respiração durante
horas (Daniel 10:17) e ficava com os olhos abertos em êxtase (Números 24:4).
        Também foi profetizado nas Escrituras Sagradas que, nos últimos dias, a obra
desse profeta deveria acompanhar a Igreja até os fins dos tempos, e que seria uma das
características identificadoras da verdadeira Igreja. Observe: “E o dragão irou-se contra
a mulher, e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos
de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo”. (Apocalipse 12:17). “E eu lancei-me a
seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus
irmãos, que têm o testemunho de Jesus: adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o
espírito de profecia”. (Apocalipse 19:10).
        Percebe! A verdadeira Igreja é aquela que “guarda os mandamentos de Deus” e
tem o “testemunho de Jesus Cristo”. Mas, o que é o “testemunho de Jesus Cristo”? O
próprio livro do Apocalipse responde: “o testemunho de Jesus é o espírito de profecia”
(Apocalipse 19:10).
        A leitura, o estudo e a prática das mensagens contidas nos livros que resultaram
do Espírito de Profecia concedido a Ellen Gold White têm edificado a vida de milhões
de pessoas espalhadas pelo mundo inteiro. Os leitores desses livros se tornam melhores
como pessoas, cidadãos e, principalmente, como cristãos. A influência desses livros
inspirados tem levado milhões a crescer em conhecimento, sabedoria, saúde física e
mental. Muitos são levados a desenvolver uma vida piedosa e moral perante Deus e os
homens.
        Ao ler e praticar as mensagens dos livros do Espírito de Profecia, pode-se
facilmente verificar que, exceto a Bíblia Sagrada, não existe nenhum outro livro tão rico
e equilibrado em seus ensinos e orientações. Constante também a profunda
espiritualidade cristã transmitida nesses livros. Observe que muitas das profecias ali
anunciadas estão em pleno desenvolvimento nos nossos dias. Entre tais profecias,
destacam-se as seguintes: o crescimento dos movimentos católicos e protestantes
visando unir todas as religiões; o fim das barreiras existentes entre católicos e
protestantes; o fim do abismo entre Cristianismo e Espiritismo; o estrondoso
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
crescimento do Espiritismo no mundo; a influência religiosa dos protestantes sobre a
política norte-americana; o retorno da autoridade da Igreja Católica Romana sobre as
nações politizadas etc.
        A seguir, serão relacionadas, resumidamente, algumas das profecias anunciadas
por Ellen Gold White, as quais foram largamente confirmadas pelos fatos:
        Em 1854 Ellen White alertou que fumar cigarros é prejudicial à saúde e
responsável por alguns cânceres.
        Em 1869 ela divulgou que havia correntes elétricas circulando no cérebro,
sessenta anos antes que o Dr. Charles Horace Mayo (1865-1939), da Clínica Mayo,
provasse que ela estava absolutamente correta.
        Em 1905 Ellen White revelou que câncer era um germe. Tal afirmação foi
comprovada pelo Doutor Wendell Meredith Stanley (1904-1971), que ganhou o Prêmio
Nobel de Química em 1946.
        Em 1905 Ellen White escreveu que bebidas alcoólicas destroem as células
nervosas do cérebro. Quase um século depois, o Doutor Melvin Knisley, da
Universidade da Carolina do Sul, provou que as bebidas alcoólicas provocam danos
permanentes no cérebro.
        Ela previu que nos últimos dias da história deste mundo ocorreriam as mais
violentas tempestades: “Furacões, tormentas, tempestades, incêndios e inundações,
desastres em terra e mar, seguem-se um ao outro em rápida sequência”. (III
Testemunhos Seletos, 14).
        Ellen White profetizou que São Francisco viria a ser uma cidade conhecida por
sua homossexualidade, igual à Sodoma e Gomorra: “São Francisco e Oakland estão se
tornando como Sodoma e Gomorra, e o Senhor irá puni-las”. (Manuscrito 30, 1903).
        Ellen White alertou sobre os perigos que os homens terão que enfrentar nos
últimos dias. Será lançada “ao ar infecção mortal, e milhares perecem pela pestilência”
(O Grande Conflito, 639). Quem nunca ouviu falar de “Guerra Química ou Biológica”?
Quem nunca ouviu falar das ameaças do antraz, varíola ou das endemias das gripes
mortais etc.?
        Em sua visão sobre a Reforma de Saúde, muitos dos princípios que apresentou
foram ridicularizados ou ignorados. Mas, as descobertas cientificas posteriores vieram a
comprovar a veracidade desses princípios.
        Entre centenas de profecias, essas são apenas algumas amostras da veracidade do
dom profético concedido a Ellen White. Eis as razões pela qual a Igreja Adventista do
Sétimo Dia reconhece somente Ellen White como uma verdadeira profetiza dos tempos
modernos.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 7ª PERGUNTA
                      A Incredulidade no Espírito de Profecia

Por que alguns adventistas dizem não crer no Espírito de Profecia concedido à Igreja
Adventista do Sétimo Dia?


       Porque são adventistas heréticos! Do mesmo modo como seriam heréticos os
adventistas que negassem quaisquer doutrina defendida pela Igreja Adventista do
Sétimo Dia. Por exemplo, é herético quem nega a doutrina da Santíssima Trindade, ou a
Divindade de Cristo, ou a Lei, ou o Sábado, ou o Dízimo, ou o Santuário Celestial, ou a
Morte Vicária de Cristo, ou a Justificação pela Fé etc.
        Caso esses heréticos – que negam o Espírito de Profecia – tivessem vivido na
época do profeta Isaías, eles também teriam negado o Espírito de Profecia proveniente
do ministério profético de Isaías, como muitos daquela época o fizeram. Caso vivessem
na época do profeta Jeremias, também teriam negado o Espírito de Profecia ministrado
por Jeremias, como fizeram muitos daquela época. Caso vivessem na época de Cristo,
esses heréticos O teriam negado, como tantos outros o fizeram. Porém, vivem na época
de Ellen White, e da mesma forma como muitos dos antigos incrédulos, eles também
não crêem no Espírito de Profecia proveniente da mensageira do Senhor. Ora, se até
contra Jesus levantaram-se incrédulos, quanto mais contra Ellen White! “E
escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser
na sua pátria e na sua casa”. (Mateus 13:57). Os adventistas que não crêem no Espírito
de Profecia agem como aqueles a quem foram dirigidas as seguintes palavras: “A qual
dos profetas não perseguiram vossos pais?” (Atos 7:52).
        Satanás odeia os Testemunhos provenientes do Espírito de Profecia. Primeiro,
porque os Testemunhos o impedem de ter domínio absoluto sobre o mundo inteiro.
Segundo, porque revelam seus planos ardilosos contra a humanidade. Terceiro, porque
os Testemunhos preparam um povo para estar em pé no Grande Dia do Senhor. Por
essas razões, é intenção dos inimigos da verdade levar o descrédito nas mensagens
concedidas pelo Espírito de Profecia. Aliás, isso também foi profetizado. Observe:
        “É o plano de Satanás abalar a fé do povo de Deus nos Testemunhos”. (II
Testemunhos Seletos, 287).
        “O inimigo tem envidado seus magistrais esforços para abalar a fé de nosso
próprio povo nos Testemunhos. Isto é exatamente como Satanás tencionava que fosse, e
os que têm preparado o caminho para o povo não dar atenção às advertências e
repreensões dos Testemunhos do Espírito de Deus verão surgir uma torrente de erros de
toda a espécie”. (III Mensagens Escolhidas, 83).
        “Será ateado contra os testemunhos um ódio satânico. A operação de Satanás
será perturbar a fé das igrejas neles, por esta razão: Ele não pode achar caminho tão
fácil para introduzir seus enganos e prender almas em suas mentiras se as advertências e
repreensões e conselhos do Espírito de Deus forem atendidos”. (Carta 40, 1890).
        “Isto é exatamente como Satanás tencionava que fosse, e os que têm preparado o
caminho para o povo não dar atenção às advertências e repreensões dos Testemunhos do
Espírito de Deus verão surgir uma torrente de erros de toda a espécie”. (Carta 109,
1890).
        “Uma coisa é certa: Os adventistas do sétimo dia que se colocam sob o
estandarte de Satanás abandonarão primeiro sua fé nas advertências e repreensões
contidas nos Testemunhos do Espírito de Deus”. (III Mensagens Escolhidas, 84).
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Perguntas e Respostas
        A Bíblia Sagrada revela que nos últimos dias a verdadeira Igreja ressurgiria no
cenário mundial para advertir o mundo contra o sinal da besta. Essa Igreja é identificada
nas Escrituras Sagradas como constituída pelos remanescentes que guardam os
Mandamentos de Deus e tem o Testemunho de Jesus Cristo. Ocorre que o Testemunho
de Jesus Cristo nada mais é do que o dom do Espírito de Profecia concedido à
verdadeira Igreja. Note o que diz a Bíblia Sagrada: “E o dragão irou-se contra a mulher,
e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e
têm o testemunho de Jesus Cristo” “... porque o testemunho de Jesus é o espírito de
profecia”. (Apocalipse 12:17; 19:10).
        Portanto, os adventistas que guardam os Mandamentos de Deus, mas rejeitam o
Espírito de Profecia, não fazem parte da semente da mulher. Isto porque lhes falta um
dos requisitos básicos que os identificaria como sendo membros da verdadeira Igreja.
Logo, não são membros do verdadeiro povo de Deus, que guarda os Mandamentos de
Deus e têm o Testemunho de Jesus Cristo. Os nomes desses heréticos podem até mesmo
estar arrolado no rol dos membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que hoje é uma
Igreja Militante, mas eles não poderão fazer parte da Igreja Triunfante, que subsistirá
diante das provações que virão sobre o povo de Deus. O preparo necessário para vencer
as provas dos últimos dias está fundamentado na crença das mensagens deixadas por
Deus, no Espírito de Profecia concedido a Ellen Gold White.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 8ª PERGUNTA
                         Como Crer no Espírito de Profecia

Como posso crer nos escritos provenientes do Espírito de Profecia manifestado no
ministério de Ellen Gold White?


       Muito embora o ato de crer possa até mesmo provocar certas emoções e levar
a algum processo de racionalização, a verdade é que a crença não tem a sua origem em
nossa mente emocional ou em nossa mente racional. O ato de crer está diretamente
vinculado à nossa mente espiritual. Passamos a crer quando passamos a confiar na
veracidade de alguma pessoa, de alguma informação ou de alguma coisa.
        Não se pode exigir que alguém creia cegamente simplesmente porque outro está
pedindo ou mandando crer. Tal coisa não existe. Para crer precisamos confiar, e para
confiar precisamos conhecer e refletir. Estando em perfeito juízo, ninguém entregaria a
chave de sua casa ou de seu carro a um completo desconhecido simplesmente porque
ele pediu para confiar nele. Na realidade, para entregar a chave de sua casa ou de seu
carro a algum desconhecido, primeiramente é necessário conhecê-lo melhor, cientificar-
se de seus valores, sua formação, sua família, seu trabalho, seus amigos, seu endereço,
sua idoneidade, seu caráter etc. Somente então você poderá formar uma convicção para
ter certeza de que aquela pessoa é digna ou não de ter crédito.
        Milhões de pessoas passaram a crer na Bíblia Sagrada quando passaram a
conhecer e praticar a sua mensagem. Portanto, para que você possa crer ou não crer nos
Testemunhos dado pelo Espírito de Profecia, comece a estudá-los meticulosamente e
sistematicamente. Em sua leitura procure avaliar a possibilidade de um simples ser
humano produzir obra de tal magnitude com tanta profundidade, variedade e
espiritualidade. Verifique como a mensagem é consistente e apresentada de maneira
equilibrada e com bom senso. Compare os Testemunhos dados a Ellen White com a
Bíblia Sagrada, e verifique como os Testemunhos estão em perfeita harmonia com a
Palavra de Deus, não destoando em nada. Leve em consideração que a biblioteca do
Espírito de Profecia é constituída por mais de cem livros volumosos produzidos
durantes décadas, mas que não se contradizem em nenhuma única palavra. Verifique a
profunda espiritualidade que os Testemunhos apresentam e como eles nos influenciam
para melhor. Procure examinar como as profecias anunciadas nos Testemunhos vêm se
cumprindo no decorrer dos anos. Pratique os princípios de saúde anunciado nos
Testemunhos e depois verifique como muitos de seus males de saúde desapareceram.
Após a leitura dos Testemunhos observe como o seu conhecimento das Escrituras
Sagradas aumentou vertiginosamente. Note que você adquiriu uma sabedoria que não
possuía antes dessas leituras. Observe como a sua espiritualidade cresceu. Observe
como a sua fé, nas Escrituras Sagradas, aumentou. Depois de praticar tudo isso, diga-me
se você não passou a crer na inspiração divina dos escritos do Espírito de Profecia!
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                   9ª PERGUNTA
                        Livros Intitulados Espírito de Profecia

Por que os livros escritos por Ellen Gold White são denominados de “Espírito de
Profecia”, quando as Escrituras Sagradas parecem indicar que a expressão “Espírito
de Profecia” aplica-se ao dom profético concedido aos profetas?


       Sua pergunta é bastante interessante e oportuna. A Bíblia Sagrada ensina
claramente que a expressão “Espírito de Profecia” é equivalente à expressão
“Testemunho de Jesus”.
        Nesse sentido, observe o que diz as Escrituras Sagradas: “o testemunho de Jesus
é o espírito de profecia” (Apocalipse 19:10). Portanto, “Espírito de Profecia” e
“Testemunho de Jesus” são expressões diferentes, empregadas para designar a mesma
idéia bíblica.
        Do autor do Apocalipse é dito que ele “testificou da palavra de Deus, e do
testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto”. (Apocalipse 1:2) e que “estava
na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus
Cristo”. (Apocalipse 1:9). Portanto, por ter testificado da Palavra de Deus e do Espírito
de Profecia – Testemunho de Jesus Cristo – João foi exilado, por ordem do imperador
romano Domiciano, para a rochosa ilha de Patmos, localizada no mar Egeu.
        É evidente que todos os profetas bíblicos profetizaram inspirados pelo
“Testemunho de Jesus”, ou seja, pelo “Espírito de Profecia” concedido por Deus
àqueles homens santos. O interessante é que os escritos desses profetas passaram a ser
conhecidos pela expressão que serve para designar o dom profético: “Testemunho”.
Observe o que diz a Bíblia Sagrada: “À Lei e ao Testemunho! se eles não falarem
segundo esta palavra, nunca verão a alva”. (Isaías 8:20). “A lei do Senhor é perfeita, e
refrigera a alma: o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices”. (Salmos
19:7).
        A “lei” é o título bíblico que serve para identificar os primeiros cinco livros das
Escrituras Sagradas, cuja autoria é atribuída a Moisés. Esses livros são conhecidos nos
dias de hoje pela designação de Pentateuco. Quanto às expressões “Testemunho” ou
“Testemunho do Senhor”, podemos afirmar que se tratam da designação bíblica
empregada para identificar os escritos produzidos pelos santos profetas do Senhor.
Portanto, “Testemunhos do Senhor” é a metonímia para os escritos dos profetas.
        Ora, se os antigos chamaram os escritos dos santos profetas de “Testemunho do
Senhor”, quando tal designação referia-se ao dom profético concedido aos servos do
Senhor, então também é perfeitamente válido e lógico designar os escritos da profetiza
Ellen Gold White de “Testemunho de Jesus”. Porém, como a expressão “Testemunho de
Jesus” é equivalente à expressão “Espírito de Profecia”, não é nada demais chamar os
escritos de Ellen Gold White de “Espírito de Profecia”. Portanto, “Espírito de Profecia”
é uma metonímia que serve para designar os escritos de Ellen Gold White. Nada mais
simples, lógico e claro!
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                10ª PERGUNTA
                            Ellen White e Outras Fontes

É verdade que Ellen Gold White copiou textos de outras fontes para os seus próprios
livros? Isso não a descaracteriza como um profeta divinamente inspirado?


       Sim, realmente, Ellen Gold White transcreveu parágrafos de outras fontes,
enxertando-os em seus próprios trabalhos. Mas isso nunca foi novidade para ninguém e
muito menos para os leitores da escritora. Ela nunca escondeu tal fato de ninguém. Em
diversas ocasiões, ela mesma explicou francamente ao seu público ledor que havia
lançado mão de alguns textos de outros autores para explaná-los em seus próprios livros
ou para esclarecer melhor as idéias que queria transmitir.
        Ela deixou bem claro que esses escritores tinham se expressado melhor do que
ela sobre determinado ponto de vista, os quais estavam em perfeita harmonia com as
Escrituras Sagradas e com as suas próprias visões e sonhos.
        Portanto, a questão não se tratava de transcrever o conteúdo ou a idéia da
mensagem, mas simplesmente tratava-se de reproduzir a forma de expressar a
mensagem que ela tinha recebido.
        Observe o que a escritora afirmou sobre o assunto em questão: “Em alguns casos
em que algum historiador agrupou os fatos de tal modo a proporcionar, em síntese, uma
visão abrangente do assunto, ou resumiu convenientemente os pormenores, suas
palavras foram citadas textualmente; nalguns outros casos, porém, não se nomeou o
autor, visto que as transcrições não são feitas com o propósito de citar aquele escritor
como autoridade, mas porque sua declaração provê uma apresentação do assunto, pronta
e positiva. Narrando a experiência e perspectivas dos que levam avante a obra da
Reforma em nosso próprio tempo, fez-se uso semelhante de suas obras publicadas”.
(Grande Conflito, 13-14).
        Observe as informações prestadas pelo filho da escritora sobre a mesma questão:
“Quando redigia os capítulos para O Grande Conflito, ela fazia às vezes uma descrição
parcial de um acontecimento histórico importante, e quando a sua copista que preparava
os manuscritos para o prelo indagava a respeito do tempo e do lugar, minha mãe dizia
que essas coisas foram registradas por historiadores conscienciosos. Que fossem
inseridas as datas usadas por esses historiadores”. (III Mensagens Escolhidas, 447).
        “Em outras ocasiões, ao escrever o que lhe fora apresentado, mamãe encontrava
tão perfeitas descrições dos acontecimentos e apresentações dos fatos e das doutrinas
em nossos livros denominacionais, que copiava as palavras dessas autoridades”. (III
Mensagens Escolhidas, 447).
        É digno de nota observar que a autora descartava as partes dos textos que
estavam em desacordo com as visões que havia recebido. Mais tarde essas partes
rejeitadas mostraram-se absurdas e até contrária aos fatos e às novas descobertas da
Ciência. Até mesmo essa atitude demonstra que Ellen White era orientada divinamente.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                11ª PERGUNTA
                         Escritores Bíblicos e Outras Fontes

Algum escritor da Bíblia copiou textos de fontes fora das Escrituras Sagradas para
fundamentar os seus próprios escritos, à semelhança do que fez Ellen White?


       Sim, à semelhança de Ellen White, muitos escritores bíblicos copiaram textos
de fontes fora da Bíblia Sagrada para fundamentar as suas próprias obras. Em seus
escritos, esses escritores sacros admitiram abertamente ter anexado em seus textos
inspirados informações de fontes extrabíblicas. Hoje, essas fontes estão perdidas. Por
exemplo: O livro de Josué e o livro de Samuel registram acontecimentos que estavam
“escrito no livro do Reto” (Josué 10:13; II Samuel 1:18).
        Os autores dos livros de Crônicas e de Reis deixam bem claro que eles
empregaram fontes históricas extrabíblicas para complementarem suas próprias obras.
Eles mencionam as seguintes fontes: “livro dos sucessos de Salomão” (I Reis 11:41).
Também fazem referência aos livros: “Falas de Natã”, “Profecia de Aías”, “Visões de
Ido”, “Livro de Semaías” e “Livros dos Videntes” (II Crônicas 9:29; 12:15; 33:19).
Neemias também transcreveu para o seu próprio livro os dados contidos numa obra
intitulada “Livro da Genealogia” (Neemias 7:5).
        Apesar de vários escritores bíblicos terem copiado para as suas próprias obras
informações e textos de fontes extrabíblicas, isto não os descaracteriza como um profeta
divinamente inspirado. Então, por uma questão de coerência, o mesmo fato não possui o
condão de descaracterizar Ellen White como uma profetiza divinamente inspirada.
        Também se pode observar que algumas partes do Novo Testamento foram
copiadas de fontes extrabíblicas. Por exemplo: A passagem bíblica de Judas 4-5 é um
empréstimo literário copiado do livro Apócrifo de I Enoque 1:6.
        Na introdução do Evangelho de Lucas, o autor descreveu como realizou
pesquisas extrabíblicas para elaborar o evangelho que leva o seu nome: “Tendo pois
muitos empreendidos pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram.
Segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio, e foram
ministros da palavra. Pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó
excelente Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo
desde o princípio. Para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado”
(Lucas 1:1-4).
        O apóstolo Paulo também fez empréstimos literários de algumas fontes
extrabíblica de autores pagãos, reproduzindo-as em suas cartas. Mas, à semelhança de
Ellen White, ele também aplicava os textos copiados às verdades que Deus lhe havia
revelado. Vejamos alguns trechos que foram copiados:
        1. No século III antes de Cristo, o poeta grego Menandro escreveu: “Não vos
enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes”. Esse verso foi
reproduzido pelo apóstolo Paulo em I Coríntios 15:33.
        2. Na primeira parte de Atos 17:28, Paulo citou parte de uma poesia escrita por
Epimênides, de Creta, no século VI antes de Cristo: “Pois nEle vivemos, e nos
movemos, e existimos”.
        3. A segunda parte de Atos 17:28, é uma citação feita por Paulo do poeta
ciliciano Aratus (315-240 c.C.): “Como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele
também somos geração”.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
        4. Também em Tito 1:12, Paulo confessadamente transcreveu texto extrabíblico
de fonte pagã: “Um deles, seu próprio profeta, disse: Os cretenses são sempre
mentirosos, bestas ruins, ventres preguiçosos”.
        Todos esses escritores sacros copiaram de fontes extrabíblicas porque elas
estavam em perfeita harmonia com as verdades que lhes fora revelada pelo Senhor. É
digno de nota observar que tais fontes selecionadas pelos escritores bíblicos se tornaram
partes integrantes da mensagem divinamente inspirada.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 12ª PERGUNTA
                                    As Leis do Plágio

Ao copiar de outros autores, Ellen Gold White não teria violado as leis do plágio?


       Os empréstimos literários feitos por Ellen White de modo algum configuram
plágio. Um escritor não está impedido de citar textos de outros autores, ou de remanejar
os textos de outras fontes para dar-lhe novo sentido ou ampliar-lhe o significado ou
aplicação. Caso isto fosse considerado plágio, então o consagrado escritor brasileiro
Jorge Amado teria plagiado em sua obra monumental “Seara Vermelha” o livro de
Rachel de Queiroz, intitulado “O Quinze”.
         Além do mais, não se devem comparar as leis de direitos autorais do século XIX
com as leis de direitos autorais do final século XX ou do século XXI.
         Ao transcrever, para as suas próprias obras, parágrafos de outros escritores,
Ellen White estava realizando uma prática que era comum em sua época e que estava
em harmonia com as leis de direitos autorais existentes naquele tempo e, até mesmo,
nos dias de hoje.
         Muitos escritores que tiveram seus textos transcritos para as obras de Ellen
White ainda estavam vivos e conheciam o trabalho da escritora. Porém, eles jamais
questionaram ou reclamaram de supostas violações de direitos autorais. A verdade é que
eles não viram nenhuma violação autoral nas atividades literárias de Ellen Gold White.
         Para analisar legalmente a questão do suposto plágio cometido por Ellen White,
a Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia solicitou, em 1981, os serviços de
uma consultoria não adventista, especializada em direitos autorais.
         Após pesquisar os trabalhos de todos os autores envolvidos, bem como de outros
escritores não envolvidos e a legislação pertinente da época, o relatório pericial concluiu
que “Ellen White não foi plagiadora, e suas obras não constituíram uma infração dos
direitos autorais ou pirataria” (Adventist Review, 17 de setembro de 1981).
         As principais razões que levaram os peritos judiciais a chegarem a essa
conclusão foram as seguintes:
         Primeiro, as fontes de empréstimos literários feitos por Ellen White não estavam
cobertas por direitos autorais.
         Segundo, os peritos observaram que, mesmo que tais fontes estivessem sob a
proteção de direitos autorais, ainda assim, o emprego de parágrafos de outras fontes
literárias não constitui infração a direitos autorais, nem no século XIX e nem no XX.
         Terceiro, Ellen White não copiou os textos secamente, mas exerceu sobre eles
um profundo estudo e discriminação, rearranjando-os de tal modo que, inseridos dentro
do contexto de seu próprio trabalho, deu-lhes nova forma, aplicação e abrangência. Com
isso, produziu algo novo dentro de um contexto maior e melhor, tornando-os
legitimamente seus, tanto do ponto de vista legal quanto ético.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                13ª PERGUNTA
                              Vocabulário dos Profetas

Como pode um profeta, sob inspiração divina, expressar o que lhe foi revelado com as
suas próprias palavras? Por acaso as palavras também não são revelações divinas?


       A inspiração divina não atinge, necessariamente, a forma de expressão
empregada pelo profeta para transmitir as ideias que lhe foram divinamente reveladas.
        A realidade é que a inspiração divina limita-se ao âmbito do conteúdo da
mensagem, mas a forma, o estilo literário e as palavras empregadas para descrever o
objeto da revelação são produtos da mente do escritor sacro. Exceção é feita quando o
profeta transcreve “ipsis litteris” as expressões empregadas pelo Senhor no momento da
revelação.
        Sobre a questão, Ellen White declarou o seguinte: “Se bem que eu dependa do
Espírito do Senhor tanto para escrever minhas visões como para recebê-las, todavia as
palavras que emprego ao descrever o que vi são minhas, a menos que sejam as que me
foram ditas por um anjo, as quais eu sempre ponho entre aspas” (I Mensagens
Escolhidas, 37).
        A maior prova de que os profetas sacros tinham plena liberdade para se
expressarem está na enorme diversidade literária dos sessenta e seis livros que
compõem as Sagradas Escrituras. Nelas encontram-se livros escritos em diversos estilos
históricos (Josué, Crônicas, Neemias, Ester etc); em diversas formas poéticas (Jó,
Salmos e Provérbios); em diversas formas epistolares (Romanos, Timóteo, Tito,
Hebreus, Tiago, Pedro, Judas) etc. Além das diferenças de estilos, alguns livros
proféticos costumam registrar as expressões ditas pelo Senhor.
        Caso o Senhor houvesse inspirado cada palavra anotada na Bíblia Sagrada, então
todas as nações do mundo teriam que aprender a língua original da Bíblia Sagrada para
poder conhecer os vocábulos que foram divinamente inspirados. Todavia, não é isso que
ocorre, porque o que foi inspirado foi a mensagem bíblica e não a expressão linguística.
        A verdade é que as Escrituras Sagradas registram vários estilos literários,
mostrando a influência de cada escritor sacro na produção da Bíblia. Com relação ao
Novo Testamento, os vocabulários mais ricos aparecem nos escritos de Paulo e Lucas e
os vocabulários mais pobres aparecem no evangelho de Marcos.
        “Não são as palavras da Bíblia que são inspiradas, mas os homens é que o foram.
A inspiração não atua nas palavras do homem nem em suas expressões, mas no próprio
homem que, sob a influência do Espírito Santo, é tomado por pensamentos. As palavras,
porém, recebem o cunho da mente individual. A mente divina é difusa. A mente divina,
bem como Sua vontade, é combinada com a mente e a vontade humanas; assim, as
declarações do homem são a Palavra de Deus”. (I Mensagens Escolhidas, 21).
        As “informações” resultantes das revelações divinas são inspiradas, mas as
“palavras” empregadas pelos escritores sacros são divinamente iluminadas. Isto ocorre
para que os profetas possam expressar corretamente a revelação divina.
        Diante do exposto, fica claro que os escritores sacros tinham a plena liberdade
para se expressarem da melhor maneira que lhes era possível, sobre os temas que lhe
haviam sido revelado por inspiração divina. Evidentemente, esses escritores se
expressaram iluminados pelo Espírito Santo, mas sempre respeitando os limites de suas
instruções formais e capacidades intelectuais.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
       Em resumo, a Bíblia Sagrada é um produto da inspiração do pensamento, e não
produto da inspiração verbal. O que foi inspirado na Bíblia Sagrada foi a ideia e não a
forma de expressar essa ideia. O que foi inspirado nas Escrituras Sagradas foi a
mensagem e não a forma como a mensagem foi apresentada.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 14ª PERGUNTA
                          Assistentes Literários dos Profetas

Soube que Ellen Gold White empregava assistentes literários. Isto está em harmonia
com as Escrituras Sagradas?


       A Bíblia Sagrada jamais ocultou o fato de que muitos profetas e apóstolos
dependeram de assistentes literários para preparar os seus manuscritos inspirados, os
quais mais tarde tornaram-se partes das Escrituras Sagradas. Observe os seguintes
exemplos bíblicos:
         No Antigo Testamento tem-se o caso de Baruque, que foi secretário literário de
Jeremias: “Então Jeremias chamou a Baruque, filho de Nérias; e escreveu Baruque da
boca de Jeremias todas as palavras do Senhor, que ele lhe tinha revelado, no rolo de um
livro”. (Jeremias 36:4).
         “E perguntaram a Baruque, dizendo: Declara-nos agora como escreveste da sua
boca todas estas palavras. E disse-lhes Baruque: Com a sua boca ditava-me todas estas
palavras, e eu as escrevia no livro com tinta”. (Jeremias 36:17-18).
         No Novo Testamento, tem-se o caso de Tércio, que foi assistente literário do
apóstolo Paulo: “Eu, Tércio, que esta carta escrevi, vos saúdo no Senhor” (Romanos
16:22).
         Ainda no Novo Testamento, pode-se verificar que Pedro empregou Silvano
como seu assistente literário: “Por Silvano, vosso fiel irmão, como cuido, escrevi
abreviadamente, exortando e testificando que esta é a verdadeira graça de Deus, na qual
estais firmes”. (I Pedro. 5:12).
         Sem nenhuma contradição com as Escrituras Sagradas, Ellen Gold White
também empregava assistentes literários, tanto quanto os escritores bíblicos o faziam e
também pelas mesmas razões. Sem assistentes literários, muitos de seus sermões jamais
teriam sido estenografados e publicados.
         Com uma instrução formal bastante deficiente, Ellen White reconhecida suas
próprias limitações como escritora. “Não sou especialista em gramática” (III Mensagens
Escolhidas, 90). Além disso, a grande solicitação por seus escritos exigia ajuda literária:
“Depois da morte de meu marido, juntaram-se a mim fiéis auxiliares, que trabalharam
infatigavelmente em copiar os testemunhos e preparar os artigos para serem
publicados”. (I Mensagens Escolhidas, 50).
         As assistentes literárias de Ellen White tinham o dever de corrigir os erros
gramaticais, eliminar repetições desnecessárias e agrupas parágrafos e seções numa
ordem lógica. Outras assistentes literárias, especialmente Marian Davis, tinham a
função de realizar compilações dos escritos de Ellen White para complementar algum
capítulo de um novo livro da escritora.
         A respeito de sua secretária literária, Marian Davis, Ellen White declarou que ela
“toma meus artigos que são publicados nas revistas e cola-os em livros em branco.
Também possui uma cópia de todas as cartas que escrevo... os livros não são produções
de Marian, porém minhas, tiradas de todos os meus escritos”. (III Mensagens
Escolhidas, 91-92).
         Portanto, tanto quanto os escritores bíblicos, Ellen Gold White jamais manteve
segredo o fato de que fazia uso de assistentes literárias para poder melhor apresentar ao
publico as revelações que divinamente recebia.
LEANDRO BERTOLDO
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                                 15ª PERGUNTA
                             Verdadeiro Dom de Línguas

O que significa o dom de línguas estranhas na Bíblia? Como funciona?


       Com relação à expressão “línguas estranhas” registrada em I Coríntios 14:2, 4-
6, nota-se que a palavra “estranha” está grifada em itálico para mostrar ao leitor que tal
palavra não existe no texto original. Porém, foi colocada pelo tradutor para dar sentido
ao texto bíblico traduzido.
        Observe em I Coríntios 14:19 o verdadeiro significado da equivocada expressão
“língua estranha”, que foi acrescentada gratuitamente na Bíblia Sagrada pelo tradutor
João Ferreira de Almeida: “língua desconhecida”.
        A tradução “língua desconhecida” está correta, conforme atesta o texto original.
No lugar da expressão “língua estranha” o tradutor deveria ter colocado o texto bíblico:
“língua desconhecida”.
        Em I Coríntios 12:10 e 28 Paulo emprega a expressão “variedade de línguas”,
para mostrar que o dom de língua refere-se a outros idiomas, e não um tipo de língua
constituída por meia dúzia de palavras desconexas e extáticas que os evangélicos e
católicos carismáticos empregam como se fosse o verdadeiro dom de línguas bíblico.
        As expressões “língua desconhecida” e “variedade de línguas” são mais
condizentes do que “línguas estranhas”, cujo vocabulário não existe no texto original.
        Foi com vistas à pregação do evangelho que Jesus Cristo prometeu aos
discípulos o dom de línguas. Observe: “falarão novas línguas”. (Marcos 16:17). Note
bem, Jesus disse que os discípulos falariam “novas línguas”, e não que falariam “línguas
estranhas”. E por que falariam novas línguas? A resposta está dentro do contexto: os
discípulos falariam novas línguas para pregar o evangelho entre as diversas nações do
mundo.
        Todos os discípulos estavam reunidos em Jerusalém, diante de uma multidão “de
todas as nações que estão debaixo do Céu”. (Atos 2:5), em cumprimento à promessa de
Jesus, os discípulos “foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras
línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem”. (Atos 2:4).
        Observe que os discípulos falaram outras línguas. Não se tratava de línguas
estranhas, mas eram os idiomas existentes entre os representantes das nações que
estavam reunidas em Jerusalém: “partos e medas, elamitas, Mesopotâmia, Judéia,
Capadócia, Ponto, Ásia, Frígia, Panfília, Egito, Líbia, Cirene, romanos, cretenses e
árabes”. (Atos 2:9-11).
        Lucas, ao escrever o livro intitulado “Atos dos Apóstolos”, relacionou 16
(dezesseis) países, deixando claro que os discípulos falaram em dezesseis idiomas
distintos, que eram as línguas de nações estrangeiras, as quais foram perfeitamente
compreendidas pela multidão: “Como pois os ouvimos, cada um, na nossa própria
língua em que somos nascidos?” (Atos 2:8).
        A expressão “língua estranha”, com o sentido de esquisita, é totalmente
desconhecida na Palavra de Deus. As Escrituras revelam que os discípulos receberam o
dom de línguas, mas não eram línguas “estranhas”. Eram as línguas das nações do
mundo, certamente desconhecidas para eles, que eram indoutos; todavia, pelo dom do
Espírito Santo, passaram a falá-las e a comunicarem-se perfeitamente com as pessoas,
coisas que as “línguas estranhas” não fazem.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 16ª PERGUNTA
                         Falta de Entendimento de Línguas

Os evangélicos usam muito do dom de línguas estranhas para profetizar a vida
particular das pessoas. Se isso vem de Deus, por que ninguém entende nada?


       Sabemos que “o homem que toma a operação de milagres como a prova de sua
fé, verificará que Satanás pode, por meio de uma variedade de enganos, efetuar
prodígios que parecerão genuínos milagres”. (II Mensagens Escolhidas, 52). “Porque
surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se
possível fora, enganariam até os escolhidos”. (Mateus 24:24).
        “Algumas dessas pessoas têm formas de culto a que chamam dons, e dizem que
o Senhor os pôs na igreja. Tem uma algaravia sem sentido a que chamam língua
desconhecida, desconhecida não só ao homem, mas ao Senhor e a todo o Céu. Tais dons
são manufaturados por homens e mulheres ajudados pelo grande enganador. O
fanatismo, a falsa excitação, o falso falar línguas e os cultos ruidosos, têm sido
considerados dons postos na igreja por Deus. Alguns têm iludidos a esse respeito. Os
frutos de tudo isto não têm sido bons. ‘Pelos seus frutos os conhecereis’”. (Maranata!
Meditação Matinal, 152).
        O dom de língua manifestado entre os pentecostais e carismáticos (católicos
pentecostalizados) não passa de uma satânica falsificação do verdadeiro dom de língua
concedido pelo Espírito Santo. “Apresentei meu testemunho, declarando que esses
movimentos fanáticos, essa algazarra e ruído, eram inspirados pelo espírito de Satanás,
que operava milagres para enganar se possível os próprios eleitos”. (Carta 132, 1900).
        Foi comprovado por especialistas linguistas que o dom de língua dos
pentecostais consiste em meia dúzia de palavras desconexas, sem significado ou
conteúdo axiológico, razão pela qual ninguém entende nada. Na verdade, essa língua
não é somente desconhecida pelos homens, mas também desconhecida por Deus.
        Também foi demonstrado cientificamente, com equipamentos especiais que
registram a atividade do cérebro, que as pessoas que falam em línguas estranhas entram
num estado de transe, tanto quanto um médium que incorpora um espírito. Também foi
constatado que o cérebro de pessoas endemoninhadas apresenta as mesmas atividades
do cérebro da pessoa que fala em língua estranha.
        Aqueles que, alguma vez em sua vida, abriram a sua mente para permitir que
espíritos se manifestassem pelo falar línguas estranhas, perderam o seu livre arbítrio e
passaram à condição de escravos de Satanás. Essas pessoas ficam amarradas no
encantamento lançado pelo Diabo e dificilmente escaparão de suas garras.
        Além disso, a mistificação evangélica do dom de língua não obedece a nenhum
dos critérios bíblicos. As Escrituras Sagradas ordenam que a língua deve ser falada no
máximo por três pessoas e, mesmo assim, sob a condição imprescindível de que haja
intérprete: “E se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois, ou quando muito
três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na
igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus”. (I Coríntios 14:27-28). Porém, não é isso
que ocorre no mundo evangélico, onde todos falam ao mesmo tempo uma língua
misteriosa sem que haja qualquer pessoa para interpretar aos demais ouvintes a estranha
língua.
        Essa forma de manifestação não edifica a igreja e surge como resultado da
excitação nervosa provocada pelas manifestações dos “espíritos de demônios”
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
(Apocalipse 16:14), que estão vivendo nessas igrejas, posto que se tornaram “morada de
demônios” (Apocalipse 18:2), e que acompanham os falsos pastores.
       O dom de língua genuíno concedido pelo Espírito Santo consiste em falar em
línguas estrangeiras existentes e conhecidas pelas nações do mundo. Pelo menos foi isso
que Jesus ensinou: “E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão
os demônios; falarão novas línguas” (Mateus 16:7). O verdadeiro dom de língua é
concedido para a edificação e crescimento da Igreja em sua obra evangelística entre as
nações estrangeiras. Mas, mesmo assim, ele é concedido quando for necessário.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                17ª PERGUNTA
                                 Igrejas e Demônios

Na igreja um pastor falando em línguas estranhas impõe as suas mãos sobre as
pessoas, e elas caem no chão. Esse pastor está endemoniado? As pessoas que caíram
ao chão estão endemoniadas? Isto ocorreu comigo enquanto eu orava a Deus em
sinceridade de coração, e não ao inimigo, mas mesmo assim, por mais que eu me
esforçasse, não consegui manter-me em pé. Eu estava endemoniada?


       O movimento pentecostal surgiu oficialmente em 1905. Esse movimento
herdou muitas de suas doutrinas da Igreja Metodista. Mas suas práticas distintivas são
uma forma de espiritualismo disfarçado em cristianismo, o qual não passa de um grosso
arremedo dos verdadeiros dons do Espírito Santo. Como diz as Escrituras Sagradas, essa
Igreja “se tornou morada de demônios, e coito de todo espírito imundo, e coito de toda
ave imunda e aborrecível”. (Apocalipse 18:2).
        A respeito do assunto, Jesus disse o seguinte: “Muitos me dirão naquele dia:
Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos
demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi
abertamente: Nunca vos conheci: apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”.
(Mateus 7:22-23).
        “Homens, sob a influência de espíritos maus operarão milagres. Eles farão as
pessoas ficarem doentes mediante lançarem sobre elas encantamentos, removendo-os
depois de repente, levando outros a dizerem que a pessoa doente foi miraculosamente
curada”. (II Mensagens Escolhidas, 53).
        Não creio que você estivesse endemoniada (possuída pelo demônio). Mas posso
dizer com toda certeza, que você não caiu no chão através do poder de Deus. O que sei é
que Satanás lançou um encantamento sobre todos os que estavam naquela igreja, razão
pela qual não puderam resistir e susterem-se em pé.
        Você pode até mesmo ter orado com toda sinceridade de coração, mas a partir do
momento em que você se expôs em território inimigo você ficou totalmente sujeita ao
poder do maligno. “Os anjos de Deus guardarão Seu povo enquanto andarem no
caminho do dever; mas não há nenhuma segurança dessa proteção para os que
deliberadamente se aventuram no terreno de Satanás”. (Review and Herald, 27 de junho
de 1882).
        “Satanás está sempre alerta para enganar e desencaminhar. Ele usa todo
encantamento para atrair os homens para a larga estrada da desobediência. Ele está
empenhado em confundir os sentidos com sentimentos errôneos e remover os marcos
divisórios, colocando sua falsa inscrição nos marcos que Deus estabeleceu para
assinalar o caminho certo”. (I Mente, Caráter e Personalidade, 31)
        Deus tem pessoas sinceras e fiéis em todas essas igrejas, mas que, infelizmente,
estão sendo enganadas e mantidas presas nos encantamentos de Satanás. Para essas
pessoas, Deus tem a seguinte mensagem: “Sai dela, povo meu, para que não sejas
participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas”. (Apocalipse
18:4). Se você realmente é sincera à verdade e a Deus, então atenda ao chamado divino:
“Sai dela”.
LEANDRO BERTOLDO
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                                 18ª PERGUNTA
                                     Falsos Profetas

Os que se passam por “profetas”, dizem falar em nome de Deus: Que Deus mandou te
dizer isso, mandou dizer aquilo etc. Deus não precisa de intérprete! Algumas coisas se
concretizam tal qual profetizaram, outras nunca acontecem. O que realmente ocorre?


       Cristo profetizou que nos últimos tempos “surgirão muitos falsos profetas, e
enganarão a muitos” (Mateus 24:11). O Senhor nos advertiu contra os falsos profetas
com as seguintes palavras: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós
vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores”. (Mateus 7:15).
        Os falsos profetas que surgiram nestes últimos dias não se limitam apenas em
pregar ou ensinar suas falas doutrinas. Eles procuram convencer os seus ouvintes
enganando-os com a realização de grandes milagres. Eis o que Jesus Cristo disse a
respeito deles: “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes
sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos”. (Mateus 24:24).
Portanto, a realização de milagres não são provas de que o profeta é verdadeiro ou que
os milagres que realizam vêm de Deus.
        As Escrituras Sagradas revelam claramente que os milagres manifestados pelos
falsos profetas são produzidos por Satanás: “Porque são espíritos de demônios, que fazem
prodígios”. (Apocalipse 16:14). “E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura
em anjo de luz”. (II Coríntios 11:14). Logo, visando os desconhecedores da Palavra de
Deus, até mesmo o diabo realiza milagres, que nada mais são do que fenômenos
sobrenaturais, isto é, fenômenos que não têm explicações pelas leis da natureza.
        Os falsos profetas falam em nome de Deus porque estão sendo enganados por
Satanás. Eles pensam que a obra que realizam é de Deus, quando na realidade é obra
dos demônios. Veja o que a Bíblia Sagrada tem a dizer sobre as características dos
falsos profetas:
        1. “E disse-me o Senhor: Os profetas profetizam falsamente em meu nome;
nunca os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei: visão falsa, e adivinhação, e
vaidade, e o engano do seu coração é o que eles vos profetizam”. (Jeremias 14:14).
        2. “Não mandei os profetas, e todavia eles foram correndo: não lhes falei a eles,
e todavia eles profetizaram”. (Jeremias 23:21).
        3. “Tenho ouvido o que dizem aqueles profetas, profetizando mentiras em meu
nome, dizendo: Sonhei, sonhei”. (Jeremias 23:25).
        4. “Eis que eu sou contra os que profetizam sonhos mentirosos, diz o Senhor, e
os contam, e fazem errar o meu povo com as suas mentiras e com as suas leviandades:
pois eu não os enviei, nem lhes dei ordem; e não trouxeram proveito nenhum a este
povo, diz o Senhor”. (Jeremias 23:32).
        5. “Assim diz o Senhor Jeová: Ai dos profetas loucos que seguem o seu próprio
espírito e cousas que não viram!”. (Ezequiel 13:3).
        6. “Vêem vaidade e adivinhação mentirosa os que dizem: o Senhor disse;
quando o Senhor os não enviou; e fazem que se esperem o cumprimento da palavra”.
(Ezequiel 13:6).
        7. “Portanto assim diz o Senhor Jeová: Como falais vaidade, e vedes a mentira,
portanto eis que eu sou contra vós, diz o Senhor Jeová”. (Ezequiel 13:8).
        8. “Porque eles vos profetizam falsamente em meu nome: não os enviei, diz o
Senhor”. (Jeremias 29:9).
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
        9. “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deis ouvidos às palavras dos profetas,
que entre vós profetizam; ensinam-vos vaidades: falam da visão do seu coração, não da
boca do Senhor”. (Jeremias 23:16).
        Algumas das profecias previstas pelos falsos profetas podem até mesmo vir a se
concretizar. Isto ocorre porque os falsos profetas estão vaticinando sob o poder dos
espíritos de demônios. Mas, como criaturas que são, os demônios não são oniscientes.
Eles não possuem qualquer poder para prever o futuro.
        Então como explicar o fato de que algumas profecias anunciadas pelos falsos
profetas se cumprem? A resposta é muito simples, os demônios, conhecendo a marcha
dos acontecimentos da história humana, podem projetar o que provavelmente vai
ocorrer num futuro próximo. Do mesmo modo como você poderia projetar o que vai
acontecer amanhã em sua residência. Além disso, Satanás pode causar ou fazer
acontecer os fatos que ele mesmo anunciou como sendo profecia. Por exemplo, Satanás
poderia anunciar que determinada pessoa vai sofrer um acidente, então ele mesmo
provocaria o acidente para simular o cumprimento de suas supostas profecias.
LEANDRO BERTOLDO
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                                19ª PERGUNTA
                             Insuficiência da Sinceridade

Caso uma pessoa resolva visitar uma igreja para buscar a Deus, e naquele local ela faz
as suas orações com sinceridade de coração. Essa sinceridade é suficiente para Deus?


       Com       relação à “sinceridade” na religião, é necessário levamos em
consideração alguns fatores esclarecedores. “Ninguém se entregue à ilusão, tão
agradável ao coração humano, de que Deus aceitará a sinceridade, não importa qual seja
a fé, não importa quão imperfeita seja a vida”. (I Mensagens Escolhidas, 374).
        A sinceridade é necessária e fundamental na vida do fiel cristão, mas ela não é
toda suficiente para livrá-lo dos erros e equívocos. Por mais sincera que seja uma
pessoa, ela pode estar totalmente equivocada. Sou sincero ao responder às questões de
uma prova na qual tenho enorme interesse em ser aprovado, mas minha sinceridade não
é suficiente para me livrar das consequências de responder errado. “Há caminho que ao
homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte” (Provérbios 14:12).
        Um espírita vai ao centro e faz suas orações com sinceridade de coração. O
médium pode com toda a sua sinceridade dar passes, curar, ou fazer qualquer outra
coisa em benefício do próximo. Mas isto não quer dizer que se trata das benções divinas
ou de que Deus está presente naquele local apoiando aquelas práticas condenadas pelas
Escrituras Sagradas.
        Um católico pode venerar as relíquias ou as imagens dos santos com toda a
sinceridade do seu coração. Porém, por mais honesta que seja a sua sinceridade, isto não
transformará as relíquias ou a imagens em algo verdadeiro ou aprovado por Deus.
        “Por algum tempo Paulo fez uma obra muito cruel, julgando estar prestando
serviço a Deus, pois diz ele: ‘Porque o fiz ignorantemente, na incredulidade.’ I Tim.
1:13. Sua sinceridade, porém, não lhe justificou a obra, nem fez do erro, verdade”. (I
Mensagens Escolhidas, 346).
        “Mas a sinceridade não transforma o erro em verdade. Uma pessoa pode ingerir
veneno, pensando que é alimento; mas a sua sinceridade não a livrará dos efeitos dessa
dose”. (Fé e Obras, 33).
        “A sinceridade nunca salvará a alma das consequências de crer num erro. Sem
sinceridade não há genuína religião, mas a sinceridade numa religião falsa jamais
salvará o homem. Posso ser perfeitamente sincera em seguir um caminho errado, mas
isto não torna o caminho certo, nem me levará ao lugar a que eu desejava chegar. O
Senhor não quer que tenhamos cega credulidade, e chamemos isto fé que santifica”.
(Carta 12, 1890).
        Costumo dizer que a sinceridade do cristão deve estar comprometida com as
eternas verdades reveladas na Palavra de Deus, e não comprometida com as pessoas,
autoridades eclesiásticas ou com alguma denominação religiosa. O que está em jogo é a
nossa salvação!
        Bem, creio ter respondido a sua pergunta com relação à sinceridade da pessoa
numa igreja ou numa religião.
LEANDRO BERTOLDO
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                                 20ª PERGUNTA
                             Profecias Sobre Evangélicos

Ellen White profetizou alguma coisa sobre o movimento evangélico ou pentecostal?


       Em sua longa carreira cristã, Ellen Gold White previu o surgimento do
movimento pentecostal. A seguir observe algumas de suas profecias sobre o assunto:
        1. “A maneira em que Cristo operava era pregar a Palavra e aliviar o sofrimento
por meio de operações miraculosas de cura. Foi-me dito, entretanto, que não podemos
agora trabalhar dessa maneira; pois Satanás exercerá o seu poder de operar milagres. Os
servos de Deus não podem hoje trabalhar por meio de milagres, pois operações espúrias
de cura, dizendo-se divinas, serão realizadas”. (Medicina e Salvação, 14).
        2. “Está próximo o tempo em que os poderes enganadores de instrumentos
satânicos serão amplamente desenvolvidos. De um lado está Cristo, a quem foi dado
todo o poder no Céu e na Terra. Do outro está Satanás, exercendo continuamente seu
poder para iludir, para iludir com fortes enganos espiritualistas, para remover o povo de
Deus do lugar que deve ocupar na mente dos homens”. (Cristo em Seu Santuário, 14).
        3. “A Palavra de Deus declara que Satanás operará milagres. Fará com que as
pessoas fiquem doentes, e depois, de repente removerá delas seu poder satânico. Serão
consideradas então como curadas. Essas obras de cura aparente levarão os adventistas
do sétimo dia à prova”. (II Mensagens Escolhidas, 53).
        4. “O inimigo das almas deseja atrapalhar esta obra, e antes que chegue o tempo
para tal movimento, esforçar-se-á para impedi-la, introduzindo uma contrafação. Nas
igrejas que puder colocar sob seu poder sedutor, fará parecer que a bênção especial de
Deus foi derramada; se manifestará o que será considerado como grande interesse
religioso. Multidões exultarão de que Deus esteja operando maravilhosamente por elas,
quando a obra é de outro espírito. Sob o disfarce religioso, Satanás procurará estender
sua influência sobre o mundo cristão”. (Reavivamento e seus Resultados, 10).
        5. “Alguns serão tentados a aceitar essas maravilhas como sendo de Deus.
Enfermos serão curados à nossa vista. Milagres se efetuarão aos nossos olhos. Estamos
nós apercebidos para a prova que nos aguarda quando as mentirosas maravilhas de
Satanás forem mais amplamente exibidas? Não serão muitas pessoas enredadas e
arrebatadas? Separando-se dos positivos preceitos e mandamentos de Deus, e dando
ouvido às fábulas, o espírito de muitos se está preparando para receber esses milagres de
mentira”. (I Testemunhos Seletos, 100).
        6. “Estamos próximos do grande e último conflito. Cada movimento de avanço
feito agora, precisa ser realizado com esforço crescente, porque Satanás está operando
com todo o poder, a fim de aumentar as dificuldades em nosso caminho. Ele opera com
todo o engano da injustiça, para prender a alma dos homens”. (Carta 38, 1908).
        7. “Eles declaravam que possuíam a verdade, que havia milagres entre eles, que
anjos do Céu falavam e andavam com eles, que eram exercidos no meio deles grande
poder, sinais e prodígios, e que isso constituía o milênio temporal que haviam
aguardado por muito tempo”. (II Mensagens Escolhidas, 55).
        8. “O povo de Deus não encontrará sua segurança na operação de milagres, pois
Satanás havia de falsificar qualquer milagre que fosse feito”. (II Mensagens Escolhidas,
55).
        Diante das profecias anunciando o surgimento e desenvolvimento do movimento
evangélico pentecostal, as quais estão se cumprindo literalmente diante dos nossos
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
olhos, somos levados a confiar cada vez mais na veracidade das mensagens anunciadas
no Espírito de Profecia. O cumprimento dessas profecias oferece a certeza absoluta de
que as demais profecias anunciadas no Espírito de Profecia terão seu pleno
cumprimento no devido tempo.
LEANDRO BERTOLDO
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                                21ª PERGUNTA
                       Não Mereço os Dons do Espírito Santo

Por que às vezes eu peço um dom para Deus e não consigo obter? Eu não o mereço?


       É claro que você merece receber algum dom do Espírito Santo, como qualquer
outro cristão envolvido na obra de edificação da Igreja do Senhor. Mas a pergunta que
deve ser feita para si mesma é a seguinte: “Para que propósito desejo receber o dom do
Espírito Santo?” ”Estou preenchendo os requisitos necessários para receber o dom do
Espírito Santo?”
        Os dons do Espírito Santo são concedidos em benefício do crescimento
espiritual da Igreja, e mesmo assim, de acordo com as suas necessidades: “Assim
também vós, como desejais dons espirituais, procurai abundar neles, para edificação da
igreja”. (I Coríntios 14:12).
        Os dons do Espírito Santo não são concedidos, simplesmente, pela vontade ou
desejo individual das pessoas. As Escrituras Sagradas ensinam claramente que a
concessão dos dons espirituais está no querer do Espírito Santo, e não no querer dos
homens. “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo
particularmente a cada um como quer”. (I Coríntios 12:11).
        Além disso, o dom é concedido para aquilo que for útil na edificação da Igreja.
Caso o dom não seja útil ou necessário na obra de Deus, ele não será concedido: “Mas a
manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil”. (I Coríntios 12:7).
        O crente em Cristo somente receberá algum dom do Espírito Santo quando
estiver cumprindo alguns dos requisitos bíblicos fundamentais à vida plena do cristão.
Esses requisitos são sete: primeiro, aceitar a Jesus Cristo como Salvador pessoal e
Senhor de sua vida; segundo, comprometer-se com o santo batismo; terceiro, unir-se à
Igreja; quarto, frequentar assiduamente os cultos divinos; quinto, conhecer a Palavra de
Deus; sexto, viver na luz da Palavra de Deus; sétimo, abraçar alguma espécie de
trabalho na Seara do Senhor.
        Caso você esteja cumprindo todos esses requisitos, então com certeza absoluta
você possui pelo menos um dos dons do Espírito Santo.
LEANDRO BERTOLDO
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                                22ª PERGUNTA
                          Não Consigo os Dons do Espírito

Os dons que sempre pedi a Deus não são os dons de cantar ou de pregar, embora eu os
deseje muito, mas pedi os dons de sabedoria e fé; todavia, eu não consigo nenhum. Por
quê?


       A Bíblia é clara, claríssima em dizer que Deus concede sabedoria a todo
aquele que a pede com fé: “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus,
que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada. Peça-a, porém,
com fé, não duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada
pelo vento e lançada de uma para outra parte. Não pense tal homem que receberá do
Senhor alguma coisa”. (Tiago 1:5-7).
        A fé é uma das condições fundamentais para se receber qualquer coisa da parte
do Senhor: “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe: porque é necessário que aquele que
se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”.
(Hebreus 11:6).
        A Bíblia Sagrada define a fé como sendo “o firme fundamento das coisas que se
esperam, e a prova das coisas que se não vêem” (Hebreus 11:1). Podemos obter o dom
da fé procedendo da seguinte maneira: “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela
palavra de Deus”. (Romanos 10:17). Portanto, caso você realmente deseje obter o dom
da fé deverá primeiramente ouvir o que a Palavra de Deus tem a dizer. Sem o
conhecimento da Palavra de Deus a fé não pode ser implantada no coração humano,
simplesmente porque você não teria o que crer.
        As Escrituras Sagradas ensinam claramente que existem duas espécies de fé: “a
fé viva” e a “fé morta”. A fé viva é aquela acompanhada de obras, enquanto que a fé
morta não possui as obras correspondentes ao conhecimento da verdade. A fé viva
envolve razão, emoção e crença, mas a fé morta não passa de um simples assentimento
intelectual das verdades bíblicas, sem envolvimento de emoção, de crença ou de real
interesse pela verdade. Observe o que diz a Palavra de Deus sobre a fé:
        1. “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma”. (Tiago
2:17).
        2. “Mas dirá alguém: Tu tens a fé e eu tenho as obras: mostra-me a tua fé sem as
tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”. (Tiago 2:18).
        3. “Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?” (Tiago
2:20).
        4. “Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé
sem obras é morta”. (Tiago 2:26).
        Você pode até mesmo pensar que não possui ou não conseguiu o dom da
sabedoria ou da fé. Mas a verdade eles estão presentes em você. O que você precisa
fazer é empregar o dom que possui em benefício das outras pessoas para que o dom
possa crescer e se desenvolver cada vez mais.
LEANDRO BERTOLDO
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                                  23ª PERGUNTA
                         Não Recebi os Dons do Espírito Santo

Em oração pedi os dons de sabedoria e fé. A Bíblia fala que: “E tudo quanto pedires
em meu nome, eu o farei para que o Pai seja glorificado no Filho” (João 14:13). “Se
pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei” (João 14:14). “E tudo o que pedirdes
em oração crendo, o recebereis” (Mateus 21:22). Eu não recebi os dons, isto que dizer
que não tenho fé? Embora meu desejo seja enorme, não basta querer?


       É necessário querer, mas também é preciso buscar e praticar o dom desejado.
Por exemplo, caso você deseje o dom da música, deverá buscar e praticar a música para
que então o Espírito Santo possa conceder a você o dom da música. Caso queira o dom
de ensinar, você deverá buscar e praticar o ensino, para que então o Espírito Santo possa
conceder a você o dom do ensino. A promessa de Deus é: “Buscar-Me-eis e Me achareis
quando Me buscardes de todo o vosso coração”. (Jeremias 29:13).
        1. “Sois convidados a vir, pedir, buscar, bater; e é-vos dada a certeza de que não
o fareis em vão. Jesus diz: ‘Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei, e abrir-se-
vos-á. Porque aquele que pede recebe; e o que busca encontra; e, ao que bate, se abre’.
Mateus 7:7-8”. (Conselhos a Professores, Pais e Estudantes, 242).
        Você diz que orou pedindo os dons da sabedoria e da fé, mas que nada recebeu.
Bem, as respostas às orações são condicionais e dependem da atitude do crente perante
Deus.
        2. “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem
o seu ouvido agravado, para não poder ouvir.          Mas as vossas iniquidades fazem
divisão entre vós e o vosso Deus: e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para
que vos não ouça”. (Isaías 59:1-2).
        3. “Se eu atender à iniquidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá”. (Salmo
66:18).
        4. “O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será
abominável”. (Provérbios 28:9).
        5. “E esta é a confiança que temos nele, se pedirmos alguma coisa, segundo a
sua vontade, ele nos ouve”. (I João 5:14).
        6. “Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis
tudo o que quiserdes, e vos será feito”. (João 15:7).
        7. “Aqueles que não estiverem dispostos a abandonar todo o pecado e buscar
fervorosamente a bênção de Deus, não a obterão. Mas todos os que lançarem mão das
promessas de Deus, como fez Jacó, e forem tão fervorosos e perseverantes como ele o
foi, serão bem-sucedidos como ele”. (Patriarcas e Profetas, 203).
        Os dons são concedidos para um propósito sagrado visando o benefício do
cristão e do povo de Deus. Porém, para algumas pessoas, Tiago tem a seguinte
mensagem: “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos
deleites” (Tiago 4:3).
        No meu modo de ver, você já está recebendo sabedoria do alto. Sua decisão de
abraçar a verdade com a intenção de se batizar é uma forte evidência de que sua fé está
em operação. Além disso, suas perguntas refletem uma profunda inteligência e
sabedoria, que poucas pessoas possuem. Como você ainda pode dizer que não recebeu
nenhum dom espiritual?
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 24ª PERGUNTA
                       Como Saber Se Recebi o Espírito Santo

Como posso saber se tenho o Espírito Santo, quando não percebo ou penso que não
recebi qualquer dom espiritual?


       Alguns evangélicos, confundindo o batismo do Espírito Santo com os dons
concedidos pelo Espírito Santo, afirmam que aqueles que não falam em “línguas” não
estão batizados com o Espírito Santo. Todavia, tal ensino não tem respaldo nas
Escrituras Sagradas. pois elas registram que vários santos do Altíssimo receberam o
Espírito Santo mas, nunca falaram línguas: Os samaritanos (Atos 8:15-17); João Batista
(Lucas 1:15); A virgem Maria (Lucas 1:35); Isabel, prima da virgem Maria (Lucas
1:41); Zacarias, o pai de João Batista (Lucas 1:67); Jesus Cristo (Lucas 3:22); Os sete
diáconos da Igreja (Atos 6:1-7); Estevão, o primeiro mártir (Atos 6:5; 7:55); Paulo e
Barnabé (Atos 13: 2-3) etc.
        As Escrituras Sagradas ensinam claramente que todo aquele que recebe a palavra
de Deus e crê em Cristo está selado com o Espírito Santo: “Em quem também vós
estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e,
tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa”. (Efésios
1:13). Portanto, caso você tenha recebido a “palavra da verdade”, passando a crer em
Cristo, então você recebeu o Espírito Santo.
        Caso você tenha perdido o desejo de satisfazer as obras da carne, então você tem
o Espírito Santo: “Vós, porém, não estais na carne, mas no espírito, se é que o Espírito
de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é
dele”. (Romanos 8:9).
        É o Espírito Santo quem convence o homem do seu pecado para que possa ser
levado a crer em Cristo: “E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da
justiça e do juízo. Do pecado, porque não crêem em mim. Da justiça, porque vou para
meu Pai, e não me vereis mais. E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está
julgado”. (João 16:8-11). Portanto, caso você esteja convencida de que é pecadora e de
que necessita crer em Cristo para perdão dos seus pecados, então você recebeu o
Espírito Santo.
        Caso você venha reconhecendo que Jesus Cristo é o Senhor de sua vida, então
você recebeu o Espírito Santo: “Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém
que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema! E ninguém pode dizer que Jesus é o
Senhor, senão pelo Espírito Santo”. (I Coríntios 12:3).
        A produção do fruto do Espírito Santo representa outra forte evidência de que a
pessoa recebeu o Espírito Santo: “Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz,
longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança”. (Gálatas 5:22).
Portanto, o sinal de que você recebeu o Espírito Santo é a produção do fruto do Espírito.
        Caso você esteja obedecendo a Deus, guardando todos os seus mandamentos,
conforme revelado em Sua Palavra, então você recebeu o Espírito Santo: “E nós somos
testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus deu
àqueles que lhe obedecem”. (Atos 5:32). Porque “nem todo o que me diz: Senhor,
Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está
nos céus”. (Mateus 7:21).
        Bem, creio que esses critérios são mais do que suficientes para você aferir se
recebeu ou não o Espírito Santo.
LEANDRO BERTOLDO
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                                25ª PERGUNTA
                        Dons Proféticos na Igreja Adventista

Quais são os “dons proféticos” concedidos à Igreja Adventista do Sétimo Dia?


       O “dom profético” concedido à Igreja Adventista do Sétimo dia através do
ministério de Ellen White vai muito além do que apenas apresentar revelações sobre os
acontecimentos futuros.
        O dom profético resultante do ministério de Ellen White traz ricas orientações e
conselhos aos membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Esse dom versa sobre os
mais diversos assuntos espirituais. Trata da teologia bíblica, compreensão bíblica,
evangelismo, medicina, temperança, alimentação, psicologia, história, dieta alimentar,
beneficência social, educação infantil, educação juvenil, educação cristã. Também
oferece muitos conselhos aos professores, estudantes, jovens, pais, à família etc.
        Nestes últimos dias, o dom profético foi outorgado à Igreja Adventista do
Sétimo Dia com o propósito de preparar um povo para estar em pé naquele grande dia
do Senhor.
        Graças a este dom profético, a Igreja Adventista do Sétimo Dia foi advertida
sobre diversos assuntos, tais como as funestas consequências do ecumenismo, quando
ainda nem se cogitava de tal movimento. Também foi alertada sobre a apostasia do
movimento protestante que terá início na América do Norte. Encontra-se prevenida da
infeliz e futura união dos poderes religiosos com os poderes seculares. Foi avisada do
extraordinário crescimento do Espiritismo, quando esse movimento ainda era incipiente.
A Igreja foi alertada quanto à verdadeira natureza do movimento pentecostal, quando
ainda não havia nenhuma igreja pentecostal na face da Terra. A Igreja Adventista está
perfeitamente ciente das consequências que se seguirão à supremacia política e religiosa
que a Igreja Católica Romana alcançará no mundo todo etc.
        Como qualquer outro dom espiritual, o dom profético foi concedido visando à
edificação e o crescimento do corpo de Cristo. Os dons foram concedidos para que a
Igreja possa cumprir sua missão evangelística no mundo. Porém, são outorgados de
acordo com a necessidade da Igreja: “O que o poder humano pode fazer, o divino não é
solicitado a realizar. Deus não dispensa o auxílio humano. Fortalece-o, cooperando com
ele, ao servir-se das faculdades e aptidões que lhe foram dadas”. (O Desejado de Todas
as Nações, 535).
LEANDRO BERTOLDO
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                                 26ª PERGUNTA
                     Dons do Espírito Santo na Igreja Adventista

Quais são os dons do Espírito Santo que se manifestam na Igreja Adventista?


       Os dons mencionados nas Escrituras Sagradas são vários. Observe como os
dons estão relacionados nas várias passagens bíblicas:
        1. “Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo
mesmo Espírito, a palavra da ciência. E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro,
pelo mesmo Espírito, os dons de curar. E a outro a operação de maravilhas; e a outro a
profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a
outro a interpretação das línguas”. (I Coríntios 12:8-10).
        2. “E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar
profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros,
governos, variedades de línguas”. (I Coríntios 12:28).
        3. “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para
evangelistas, e outros para pastores e doutores. Querendo o aperfeiçoamento dos santos,
para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo. Até que todos cheguemos
à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da
estatura completa de Cristo”. (Efésios 4:11-13).
        Durante toda a sua existência – de acordo com a necessidade da obra
evangelística – a Igreja Adventista do Sétimo dia tem manifestado, em diversas
ocasiões, todos os dons do Espírito Santo. Por exemplo, desde o seu início, a Igreja
Adventista do Sétimo Dia tem sido orientada pelas mensagens do Espírito de Profecia.
        Em diversas ocasiões, curas extraordinárias têm ocorrido na Igreja Adventista do
Sétimo Dia como resultado da oração intercessora da irmandade. Por exemplo, na Igreja
de Mogi das Cruzes, temos o caso da irmã Cristina Kimoto, esposa do ancião Maurício
Shoji Kimoto. Ela estava desenganada pela medicina e necessitava urgentemente fazer
uma cirurgia do coração. Então a igreja reuniu-se na quarta-feira e realizou um culto de
oração dedicado especificamente à irmã Cristina. No dia seguinte, durante os
procedimentos pré-cirúrgicos, o médico constatou que ela havia recuperado
milagrosamente a saúde. A doença no coração havia desaparecido de um dia para o
outro. Tal acontecimento deixou médicos e enfermeiros assombrados. Eles não
conseguiam compreendem ou explicar o que havia acontecido. Mas todos nós sabíamos
o que havia ocorrido e ficamos felizes pelo Senhor nosso Deus ter honrado nossas
singelas orações.
        Outro caso de cura milagrosa ocorreu com a irmã Aline, filha do irmão Nivaldo
que frequentam a igreja central de Mogi das Cruzes. Ela foi contaminada pelo vírus da
Influenza A (H1N1), a popular gripe suína. Seu estado era tão grave que foi
imediatamente internada, logo a seguir entrou em coma. Sua situação tornou-se
desesperadora e ficava pior cada vez mais. Neste estágio crítico, os médicos disseram
que não havia retorno e nenhuma esperança. Todos os que entravam nesse estágio
morriam. Todavia, a igreja orava fervorosamente por ela. O resultado foi que Deus, em
sua infinita sabedoria e misericórdia, restaurou-lhe rapidamente a saúde. Tal fato agitou
toda a ala da enfermaria hospitalar, que fazia questão de visitar a moça que fora
milagrosamente curada de uma doença mortal.
        Até mesmo o genuíno dom de línguas se manifestou quando foi necessário. Por
exemplo: “Reid Simonns (nome alterado) parou um momento em seu sermão, para dar
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
tempo a que o intérprete traduzisse suas últimas frases. A multidão de japoneses,
reunida naquela esquina de Tóquio para ouvir o que o soldado americano tinha a dizer,
subitamente deu demonstração de espanto. Todos mantinham seus olhos fixos no jovem
ocidental, sem voltarem ao intérprete. Reid repetiu a sentença e esperou novamente pela
tradução. Foi quando alguém declarou: ‘O senhor não precisa de tradutor. Está falando
japonês!’” (Atalaia, 3/76, pág. 4).
        Mas tudo isso é pouco quando comparado ao extraordinário derramamento do
Espírito Santo que está por vir: “Servos de Deus, com o rosto iluminado e a
resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para
proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será
dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e
maravilhas seguirão aos crentes”. (Maranata! - Meditação Matinal, 18).
LEANDRO BERTOLDO
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                                 27ª PERGUNTA
                             Santos Sem o Espírito Santo

Durante o período em que a porta da graça estiver fechada, os santos ficarão sem
receber o Espírito Santo?


       Sabemos pela revelação divina que o “Espírito de Deus está, gradual mas
seguramente, sendo retirado da Terra”. (Beneficência Social, 134).
        O Espírito Santo será totalmente retirado da Terra quando a porta da graça
estiver fechada. “Quando Jesus deixar o Santíssimo, Seu Espírito refreador será retirado
dos dominadores e do povo” (I Testemunhos Seletos, 74).
        “Ao deixar Jesus Sua posição como intercessor do homem junto a Deus, faz-se o
solene anúncio: ‘Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e
quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda’ Apocalipse
22:11. Então o Espírito repressor de Deus é retirado da Terra”. (Patriarcas e Profetas,
201).
        “Quando a decisão irrevogável do santuário houver sido pronunciada, e para
sempre tiver sido fixado o destino do mundo, os habitantes da Terra não o saberão. As
formas da religião continuarão a ser mantidas por um povo do qual finalmente o
Espírito de Deus Se terá retirado”. (O Grande Conflito, 615).
        O Espírito Santo estará totalmente ausente da Terra durante todo o período da
queda das sete últimas pragas. Isto ocorre porque, com o fechamento da porta da graça,
não haverá mais possibilidade de salvação para nenhum ser humano.
        “Removeu-se a restrição que estivera sobre os ímpios, e Satanás tem domínio
completo sobre os que finalmente se encontram impenitentes. Terminou a
longanimidade de Deus. O mundo rejeitou a Sua misericórdia, desprezou-Lhe o amor,
pisando Sua lei. Os ímpios passaram os limites de seu tempo de graça; o Espírito de
Deus, persistentemente resistido, foi, por fim, retirado. Desabrigados da graça divina,
não têm proteção contra o maligno”. (O Grande Conflito, 614).
        Quando as sete últimas pragas estiverem para terminar, o Espírito Santo será de
novo derramado sobre os santos do Altíssimo. “Logo ouvimos a voz de Deus,
semelhante a muitas águas, a qual nos anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus. Os
santos vivos, em número de 144.000, reconheceram e entenderam a voz, ao passo que
os ímpios julgaram fosse um trovão ou terremoto. Ao declarar Deus a hora, verteu sobre
nós o Espírito Santo, e nosso rosto brilhou com o esplendor da glória de Deus, como
aconteceu com Moisés, na descida do monte Sinai” (Primeiros Escritos, 15).
        Diante de todo o exposto, fica claro que o Espírito Santo será retirado da Terra
quando a porta da graça for fechada. Também se sabe que no início da sétima praga o
Espírito Santo será novamente derramado sobre os santos. Disso tudo se depreende que,
durante todo o período do tempo de angústia de Jacó, os santos serão rigorosamente
provados espiritualmente e moralmente, mas sem a benéfica influência do Espírito
Santo.
LEANDRO BERTOLDO
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                                 28ª PERGUNTA
                                  Batismo com Fogo

O que a Bíblia Sagrada quer dizer com a expressão “batismo com fogo”, que os
evangélicos e alguns católicos costumam aplicar às suas manifestações carismáticas?


       Em certa ocasião, durante o seu ministério messiânico, João Batista fez
referência a três espécies de batismos, a saber: batismo com água, batismo com o
Espírito Santo e batismo com fogo. Observe o que ele disse a respeito desse assunto: “E
eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após
mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará
com o Espírito Santo, e com fogo”. (Mateus 3:11; Lucas 3:16). Uma análise bíblica
minuciosa de cada espécie de batismo que foi mencionado por João Batista, leva a
conclusões extraordinárias:
        Batismo com água. Os Evangelhos mostram que o batismo era um ritual
praticado por João Batista, que batizada com água para o arrependimento.
Etimologicamente a palavra batismo significa imersão, submersão. Disso, denota-se que
o batismo era praticado por imersão em algum rio da região.
        O batismo foi adotado e ordenado por Jesus Cristo como condição para a
salvação (Mateus 28:19; Marcos 16:16). O batismo cristão simboliza a morte e o
sepultamento do velho homem, bem como a ressurreição de um novo homem (Romanos
6:3-4) que anda “também em novidade de vida” (Romanos 6:4). É neste batismo que o
homem ingressa como membro do povo de Deus e dá início à sua caminhada cristã.
        Batismo com o Espírito Santo. Essa espécie de batismo ocorre no instante em
que o Espírito Santo convence o homem “do pecado, e da justiça e do juízo” (João
16:8). A evidência desse batismo manifesta-se quando o cristão passa a produzir o fruto
do Espírito: “caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão,
temperança” (Gálatas 5:22). Não se deve confundir o batismo com o Espírito Santo com
os dons concedidos pelo Espírito Santo. Conforme a Sua vontade, o Espírito Santo pode
conceder alguns dons espirituais aos homens: “Porque a um pelo Espírito é dada a
palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência. E a outro,
pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar. E a outro a
operação de maravilhas: e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e
a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas” (I Coríntios 12:8-
10). A verdade é que todos os cristãos recebem do Espírito algum dom, o qual é
necessário à edificação do corpo de Cristo. A questão é que muitos cristãos não
desenvolvem o dom ainda embrionário que receberam.
        Batismo com fogo. João deixou bem claro que Jesus “batizará com o Espírito
Santo, e com fogo” (Mateus 3:11). Sobre a natureza desses dois batismos basta
comparar com o versículo seguinte, pois o próprio João Batista esclareceu que Jesus
“em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e
queimará a palha com fogo que nunca se apagará”. (Mateus 3:12).
        Como a Bíblia é explicada pela própria Bíblia, fica claro que João Batista estava
fazendo uma clara distinção entre duas classes de pessoas: aquelas que recebem o
batismo com o Espírito Santo e aquelas que recebem o batismo com fogo. Conforme a
metáfora empregada por João Batista, o “trigo” recebe o batismo com o Espírito Santo,
posto que Jesus “recolherá no celeiro o seu trigo”. A “palha” recebe o batismo com
fogo, posto que Jesus “queimará a palha com fogo”. (Mateus 3:12). Em suma, os
LEANDRO BERTOLDO
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pecadores arrependidos receberão o batismo “com o Espírito Santo”, mas os pecadores
impenitentes receberão o batismo “com fogo”.
        Sobre o batismo “com fogo”, a Bíblia Sagrada afirma que no juízo final os
ímpios “subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade
amada; mas desceu fogo do céu, e os devorou”. (Apocalipse 20:9). Sobre o batismo
“com fogo” as Escrituras Sagradas dizem que “aquele que não foi achado escrito no
livro da vida foi lançado no lago de fogo”. (Apocalipse 20:15). Sobre o batismo “com
fogo” está escrito que “quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos
homicidas, e aos fornicários, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a
sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte”.
(Apocalipse 21:8).
        Portanto, como os evangélicos e os carismáticos desejam ardentemente o
batismo com fogo, então é melhor você afastar-se imediatamente desses grupos
religiosos, porque eles mesmos estão profetizando o seu terrível destino final “no lago
que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte”. (Apocalipse 21:8).
LEANDRO BERTOLDO
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                                29ª PERGUNTA
                             Batismo de Recém-nascido

Fui batizada quando era recém-nascida numa igreja considerada cristã. Isso me torna
cristã?


       Um dos grandes enganos do Anticristo é levar as pessoas a pensarem que elas
são cristãs e que estão salvas, quando na realidade estão perdidas e totalmente fora da
graça. “Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da
morte.” (Provérbios 14:12).
        A Bíblia Sagrada estabelece as condições mínimas para que uma pessoa possa se
tornar cristã. Essas condições são as seguintes:
        Compreensão da Palavra de Deus. Para que uma pessoa possa tornar-se cristã
é necessário que ela receba ensinos sobre Palavra de Deus, para depois poder decidir-se
pelo batismo: “Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as ... ensinando-as a
guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado...” (Mateus 28:19-20). É claro que
um bebê recém-nascido não tem as mínimas condições de compreender qualquer
espécie de ensino da Palavra de Deus para poder decidir ser batizado.
        Crer no Evangelho. Para que uma pessoa possa tornar-se cristã é necessário que
ela creia na mensagem da Palavra de Deus, para depois se decidir pelo batismo: “Quem
crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Mateus 16:15-16).
Pergunta-se. Um recém-nascido tem condições de crer e decidir-se pelo batismo? É
claro que não!
        Nascer de Novo. Para que uma pessoa possa tornar-se cristã é necessário que ela
venha a nascer de novo: “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo
que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3:3). Por
acaso, um recém-nascido tem condições de passar pelo novo nascimento? É evidente
que não!
        Falta de Mandamento Bíblico. Não existe nas Escrituras Sagradas nenhuma
linha que ateste ou mostre o batismo de recém-nascidos. O batismo sempre foi de
homens e mulheres adultos, nem mesmo crianças são mencionadas. As Escrituras
Sagradas não mostram qualquer mandamento ou autorização divina ordenando o
batismo de recém-nascidos. Não existe tal coisa na Bíblia Sagrada, mas trata-se de
invenção humana que deve ser rechaçada.
        Aqueles que realizam o batismo de recém-nascidos, afirmam que esse batismo
tem por objetivo apagar o pecado original cometido por Adão e Eva. Mas, tal
pensamento é totalmente absurdo e contrário à Santa Palavra de Deus. Primeiro, porque
Cristo morreu pelo pecado de todos (II Coríntios 5:15), inclusive pelos pecados de Adão
e Eva. Segundo, o que apaga os pecados é o sangue de Cristo e não um simples batismo.
Terceiro, a função do batismo não é apagar o pecado original de Adão e Eva, mas sim
representar a morte do velho homem e a ressurreição de um novo homem (Romanos 6:-
3-4; Colossenses 2:12).
        Além disso a Palavra de Deus afirma que “a alma que pecar, essa morrerá: o
filho não levará a maldade do pai, nem o pai levará a maldade do filho: a justiça do
justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele”. (Ezequiel 18:20).
Portanto, não carregamos o pecado original de Adão e Eva, simplesmente porque o filho
não herda os pecados do pai. A Bíblia Sagrada mostra que Deus perdoa os pecados, mas
as consequências do pecado permanecem. Por exemplo, um assassino pode ter o seu
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
pecado perdoado por Deus, mas isso não trará de volta as pessoas que ele assassinou.
Destarte, Deus perdoou os pecados de Adão e Eva, mas as consequências desse pecado
continuam. “Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo” (I
João 3:8).
LEANDRO BERTOLDO
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                                30ª PERGUNTA
                                Recusando o Batismo

Conheço uma pessoa que diz ter aceitado a Jesus Cristo, mas não quer ser batizada de
jeito nenhum. Ela será salva?


       Uma pessoa que diz acreditar em Cristo, mas não deseja ser batizada, mostra
pela sua decisão que não está convertida. Mostra que não quer compromisso com Cristo
ou com a Palavra do Senhor. Ela é como Caim que queria servir a Deus do seu modo e
não do modo de Deus. Caso essa pessoa venha a falecer estando nessa situação, ela não
será salva. As condições para a salvação foram explicitamente estabelecidas por Cristo:
“Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”. (Marcos
16:16).
        Além disso quem ordenou o batismo foi o próprio Senhor Jesus Cristo:
“Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do
Espírito Santo”. (Mateus 28:19). Logo, o santo batismo é o primeiro ato de fé aceitável
a Deus, no qual o pecador submete-se a Cristo como o Senhor de sua vida.
        Por meio do batismo o pecador entra em concerto com o Senhor, passando a
viver de acordo com os elevados padrões do Novo Concerto. Neste concerto o pecador
propõe-se a cumprir as condições do Plano da Salvação e Deus propõe-se a salvar o
pecador. As Escrituras Sagradas mostram que no passado todas as pessoas de todas as
classes sociais que desejaram abraçar o cristianismo tiveram que ser batizadas.
        Não tem parte com o Novo Concerto todo aquele que recusar o santo batismo.
Não nasceu de novo quem afirma que crê em Cristo, mas não deseja ser batizado. Não
pense tal pessoa que entrará no reino de Deus, haja vista que Jesus afirmou que: “que
aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus”. (João
3:5).
        Aquele que diz que crê em Cristo, mas não deseja ser batizado, mostra que
possui uma fé morta. Manifesta possuir uma fé que não passa de mero assentimento
intelectual e emocional a respeito de Cristo e das verdades bíblicas. A verdadeira fé é
acompanhada das obras correspondentes à crença. “Assim também a fé, se não tiver as
obras, é morta em si mesma”. “Mas dirá alguém: Tu tens a fé e eu tenho as obras:
mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”.
“Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?” “Porque, assim
como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta”. (Tiago
2:17, 18, 20 e 26). Em última análise a falta de fé é o que leva a pessoa a não desejar
passar pelo santo batismo. Ela pensa que crê em Cristo, mas suas obras mostram que
está iludida.
LEANDRO BERTOLDO
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                                31ª PERGUNTA
                              Procrastinando o Batismo

Caso Jesus retornasse no dia de hoje, serei salva sem ter sido batizada, embora tivesse
anteriormente decidido que seria batizada.


       Para responder a esta pergunta, seria conveniente levar em consideração duas
situações bem distintas, como as que se seguem:
        Primeira situação. Caso você morresse no dia de hoje, podem ocorrer duas
hipóteses: Na primeira hipótese você tomou a decisão de ser batizada, mas procrastinou
o momento do seu batismo, então você não será salva. O risco foi por sua conta. Como
diz o ditado popular: de boas intenções o inferno está cheio. Na segunda hipótese você
tomou a decisão de ser batizada e nunca procrastinou o seu batismo, então você seria
salva. Isto porque circunstâncias alheias à sua vontade impediram o seu batismo dentro
do tempo hábil de sua vida. Por exemplo, o ladrão da cruz se converteu na hora
undécima, quando estava pregado numa cruz. Aquele salteador não teve nenhuma
oportunidade de sair da cruz para ser batizado. Porém, mesmo assim, ele testemunhou
de sua fé em Cristo e o Senhor o recebeu por essa profissão de fé, prometendo-lhe o
Paraíso.
        Segunda situação. Caso Jesus voltasse hoje e você não estivesse batizada –
qualquer que seja a circunstância – você estaria irremediavelmente perdida. Isso porque
quando Jesus retornar a este mundo, a porta da graça estará fechada há muito tempo.
Nesse tempo, não haverá mais oportunidade de salvação para nenhum ser humano.
        Por ocasião do retorno de Jesus, a pregação do evangelho no mundo inteiro
estará concluída há muito tempo: “E este evangelho do reino será pregado em todo o
mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim”. (Mateus 24:14). Durante o
tempo da graça, todos terão tempo mais do que suficiente para se batizarem. Somente
ficará sem o santo batismo aquele que realmente não desejar ser batizado.
        Quando a pregação do evangelho, no mundo inteiro, tiver sido concluída, todas
as nações, línguas, tribos e povos terão feito as suas respectivas escolhas, seja para a
vida ou para a morte. Seja escolhendo ser batizada, ou recusando o santo batismo, ou
ainda procrastinando o batismo. Caso a pessoa esteja procrastinando e nesse ínterim a
porta da graça venha a se fechar, então ela estará irremediavelmente perdida.
        A porta da graça se fecha para todos os homens em três ocasiões bem distintas:
a) no momento em que Cristo encerrar o Seu Ministério Sacerdotal no Santuário
Celestial; b) no momento em que o cristão comete o pecado imperdoável de blasfêmia
contra o Espírito Santo; c) e no instante em que a pessoa morre, ocasião em que o seu
destino eterno fica selado para sempre.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                32ª PERGUNTA
                      A Igreja e o Batismo de Recém-Nascidos

Por que a Igreja Adventista do Sétimo Dia não batiza recém-nascido?


       Conforme as Palavras de Jesus registradas em Mateus 16:16, o batismo é uma
das condições para a salvação. Também é condição para o perdão dos pecados,
regeneração do homem e evidência do novo nascimento da água e do Espírito. Embora
o batismo em si mesmo não salve ninguém, a sua prática manifesta em obras a fé do
crente em Cristo e sua decisão de unir-se com Cristo dentro do Novo Concerto.
        A Igreja Adventista do Sétimo Dia não realiza batismo de recém-nascido
simplesmente porque tal prática não é bíblica. Qualquer pessoa ao ler as Escrituras
Sagradas desde o livro do Gênesis até ao Apocalipse jamais encontrará uma única linha
que autorize o batismo de recém-nascido. A Bíblia Sagrada apresenta homens e
mulheres sendo batizados, mas jamais mencionou ou realizou o batismo de recém-
nascidos ou de crianças. Na verdade, o batismo apócrifo de crianças começou a ser
praticado somente a partir do século II da Era Cristã.
        A decisão para o batismo é personalíssima. Ninguém pode ser batizado por
procuração. Ninguém pode ser batizado em lugar de outro. Ninguém pode apadrinhar o
batismo de qualquer outra pessoa. Essa é uma prática maliciosa e enganosa “de
filosofias e vãs sutilezas” (Colossenses 2:8) ou “como dizem, as profundezas de
Satanás” (Apocalipse 2:24).
        Para que alguém possa ser batizado é necessário preencher alguns requisitos
fundamentais, os quais são impossíveis de serem preenchidos pelos recém-nascidos.
        O primeiro requisito consiste em receber os ensinos de Cristo para ser batizado:
“Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do
Espírito Santo” (Mateus 28:19). Um recém-nascido não tem condições de ser ensinado
para decidir-se pelo batismo.
        O segundo requisito consiste crer em Cristo e em Seus ensinos para poder ser
batizado: “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”
(Marcos 16:16). Um recém-nascido não tem condições de crer para decidir-se pelo
batismo.
        O terceiro requisito consiste na forma de batismo bíblico, que deve ser por
imersão, no qual o interessado é mergulhado nas águas. Um recém-nascido não pode ser
mergulhado nas águas, sob pena de sofrer afogamento ou engasgos.
        Diante desses requisitos sagrados, fica claro que o batismo de recém-nascidos é
antibíblico, e como a Igreja Adventista do Sétimo Dia se pauta exclusivamente pelos
ensinos das Escrituras Sagradas, então ela não realiza batismo de recém-nascidos.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                33ª PERGUNTA
                                      Rebatismo

Sou batizada por imersão numa determinada igreja. Preciso ser batizada novamente na
Igreja Adventista do Sétimo Dia?


       Primeiramente, devemos levar em consideração que o “rebatismo” é uma
doutrina bíblica. Ele é praticado quando alguém passa de uma confissão de fé para
outra. Por exemplo, a Bíblia Sagrada revela que na cidade de Éfeso havia uns doze
homens que tinham sido batizados por imersão pelo profeta João Batista quando creram
na doutrina do arrependimento e na vinda do Messias. Muitos anos depois, o apóstolo
Paulo apresentou a eles uma nova luz, então aqueles que aceitaram a nova fé foram
rebatizados (Atos 19:1-7). Assim também, quando uma pessoa abandona a antiga fé de
sua denominação religiosa para abraçar uma luz maior, então ela deve ser rebatizada na
nova fé que está passando a professar.
        A razão para o rebatismo também se justifica pela autoridade dada por Jesus
Cristo à Sua Igreja: “Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado
no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu”. (Mateus 18:18). O
batismo é o ritual que liga a pessoa na terra como membro da Igreja e, uma vez ligada
na terra, também é ligada no céu.
        Quando alguém abandona o ensino de sua igreja para abraçar algum outro corpo
doutrinário ministrado por outra denominação religiosa cristã, essa pessoa é desligada
como membro de sua antiga denominação, e considerada herética. Então fica claro que
essa pessoa deve ser rebatizada para que seja novamente ligada na terra e no céu. Em
síntese, qualquer membro da igreja que tenha sido desligado na terra, deve ser
rebatizado para que possa novamente ser religado tanto na terra como no céu.
        Sem o batismo, ninguém será ligado na terra ou no céu, exceto em alguns casos
excepcionais, quando circunstâncias alheias à vontade do interessado o impedem de ser
batizado. Enquadram-se nessa situação as pessoas que se decidiram pelo batismo, mas
estando moribunda, não podem ter alta hospitalar. Também é o caso dos interessados
que se encontram numa prisão de segurança máxima, estando impedidos pelas
autoridades de ser batizados. Como exemplo bíblico, temos o caso do ladrão da cruz
que, tecnicamente, foi aceito por “profissão de fé” porque não teve oportunidade de sair
da cruz para ser batizado.
        Também é conveniente lembrar que Jesus Cristo não precisava ser batizado por
João Batista, muito menos para o batismo do arrependimento. Porém, mesmo assim, Ele
insistiu em ser batizado para dar exemplo a todos os seus seguidores: “Então veio Jesus
da Galiléia ter com João junto do Jordão, para ser batizado por ele. Mas João opunha-
se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim? Jesus, porém,
respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a
justiça. Então ele o permitiu”. (Mateus 3:13-15). Se Jesus Cristo, que não precisava ser
batizado para o arrependimento, foi assim mesmo batizado, então por que implicar no
rebatismo de algumas pessoas que foram desligadas de suas Igrejas?
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 34ª PERGUNTA
                                    Um Só Batismo

Paulo afirma que há “um só batismo”. Então, por que rebatizar pessoas que já foram
batizadas por imersão?


       Paulo afirma que há “Um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Efésios 4:4).
A palavra “um” ou “uma” acompanhada do adjetivo “só” deixa de valorizar o
significado numérico da unidade para transmitir o sentido de sua singularidade e
exclusividade. Portanto, Paulo está procurando dar ênfase na natureza singular, na
qualidade e no propósito do verdadeiro Senhor, da verdadeira fé e do verdadeiro
batismo.
        Por exemplo, quando é dito que “há uma só Santa Ceia”, isto não significa que
ela deve ser realizada apenas uma única vez para depois nunca ser realizada. O que
significa é que, embora possa haver várias formas de celebrar a Santa Ceia, uma só é a
forma correta e verdadeira. Do mesmo modo, quando é dito que há uma só Igreja, isto
não significa que ela é única no mundo. Mas significa que, entre todas as Igrejas, só ela
é a verdadeira.
        Portanto, quando Paulo fala em “um só Senhor”, seu significado é o de
exclusividade. O apóstolo está excluindo todos os outros senhores para individualizar o
verdadeiro Senhor. Quando Paulo fala em “uma só fé”, ele está excluindo todas as
outras confissões de fé para individualizar a verdadeira fé. Quando Paulo fala em “um
só batismo”, ele está excluindo todas as outras formas de batismos para individualizar o
verdadeiro batismo. Em outras palavras, existem vários senhores, mas um só é o
verdadeiro. Existe várias fé, mas uma só é verdadeira. Existem vários batismos, mas um
só é verdadeiro. Devemos crer no mesmo Senhor, tendo a mesma fé e praticando o
mesmo batismo. Deus revelou uma só forma de fé e nos autorizou um só rito de
batismo: o de imersão em nome da Santíssima Trindade.
        Caso Paulo estivesse considerando apenas o valor numérico do batismo, então
todas as pessoas que foram batizadas quando eram recém-nascidas não poderiam ser
rebatizadas. Mas não é isso que ocorre no ceio de toda a cristandade, simplesmente
porque os cristãos entendem que o rito do batismo é um só. Portanto, o batismo é único,
não no sentido de ser ministrado somente uma vez, mas por ter uma única forma correta
de ser praticado. Então, qual é a razão para o “rebatismo”? A resposta é muito simples,
vejamos:
        Primeiro, é necessário considerar que o batismo bíblico é o batismo por imersão
em nome da Santíssima Trindade, caso alguém tenha sido batizado de forma diferente,
então é necessário ser corretamente batizado, ou seja, passar por um rebatismo.
        Segundo, caso alguém tenha sido batizado por imersão, acreditando em falsas
doutrinas ou não possuindo toda a luz da verdade, então é necessário que essa pessoa
seja rebatizada. Isso porque o batismo resulta da crença do cristão. Caso sua crença não
condiga com a verdade bíblica, então é necessário o rebatismo. Sabemos que o
conhecimento dos ensinos bíblicos são pré-requisitos para o batismo. Portanto, a
aceitação de novas verdades bíblicas dentro de outra denominação religiosa justifica o
rebatismo. Esta afirmativa está em harmonia com as experiências de um grupo de
crentes de Éfeso. Eles tinham sido batizados por imersão, todavia não conheciam
totalmente a verdade. Porém, quando foram ensinados e conheceram a verdade, então
eles foram rebatizados por determinação do apóstolo Paulo (Atos 19:1-7).
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
        Terceiro, a pessoa que de fato não creu na verdade bíblica não recebeu o batismo
válido. Aquele que se batiza precisa nascer de novo. Caso não tenha nascido de novo é
aconselhável que seja rebatizado quando passar pelo fenômeno espiritual do novo
nascimento. Como consequência, apostatados que se converteram e desejam voltar à
comunhão da igreja devem ser rebatizados. Nada mais claro e lógico!
LEANDRO BERTOLDO
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                                35ª PERGUNTA
                             Salvação Pela Fé da Família

Todos na minha família são cristãos. Eu serei salva por eles serem cristãos?


       Ninguém será salvo em grupo. Na verdade, as Escrituras Sagradas ensinam
que a salvação é individual: “De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a
Deus” (Romanos 14:12).
        A salvação é um dom personalíssimo intransferível, porque para ser salvo é
necessário crer em Cristo: “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está
condenado”. “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no
Filho não verá a vida”. (João 3:18, 36). Caso todos os membros de sua família creiam
em Cristo eles poderão ser salvos, mas se você mesma não crer, então não existe
nenhuma possibilidade de salvação para você, muita menos por força da fé dos
membros de sua família.
        A consagração de algum membro da família não suprirá a ausência de santidade
em outros. Mesmo os homens santos de Deus não conseguiriam livrar da perdição os
seus próprios filhos. Observe o que diz as Escrituras Sagradas: “Ainda que Noé, Daniel
e Jó estivessem no meio dela, vivo eu, diz o Senhor Jeová, que nem filho nem filha eles
livrariam, mas só livrariam as suas próprias almas pela sua justiça”. (Ezequiel 14:20).
        “Não são salvos em massa, mas como indivíduos. A influência pessoal é um
poder. Cumpre-nos achegar-nos àqueles a quem desejamos beneficiar”. (O Maior
Discurso de Cristo, pág. 36).
        “A obra de preparação é uma obra individual. Não somos salvos em grupos. A
pureza e a devoção de um, não suprirá a falta dessas qualidades em outro. ... Cada um
deve ser provado, e achado sem mancha ou ruga, ou coisa semelhante”. (O Grande
Conflito, 482-490).
        Todos os seres humanos foram dotados pelo Criador com o raciocínio e o livre
arbítrio, razão pela qual cada um é responsável por suas decisões. Portanto, cada um
deverá decidir se deseja ser salvo ou não. Observe, a seguir, duas passagens bíblicas
mostrando que o homem possui o livre arbítrio: “Eis que estou à porta, e bato: se
alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele
comigo”. “E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem
sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida”. (Apocalipse 3:20; 22:17).
LEANDRO BERTOLDO
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                                  36ª PERGUNTA
                          Uma Vez Salvo, Salvo Para Sempre

A Bíblia afirma que “todo aquele que crer será salvo”. Os evangélicos usam muito esta
promessa como evidência de que o cristão não precisa fazer mais nada. Basta aceitar,
ser batizado e a salvação já estará garantida, como uma barganha (podem fazer de
tudo aqui na Terra).


       Esta afirmativa evangélica está totalmente na contramão dos ensinos das
Escrituras Sagradas. Um versículo bíblico não pode ser interpretado isoladamente de
todo o contexto da Bíblia Sagrado. Por exemplo as Escrituras Sagradas ensinam num
versículo que “Cristo morreu por todos” (II Coríntios 5:14-15), então podemos concluir
que todos serão salvos incondicionalmente? É claro que não! Esse versículo precisa ser
interpretado dentro de todo o contexto bíblico, o qual ensina que “quem crer e for
batizado será salvo” (Marcos 16:16). Ou seja, Cristo morreu por todos, mas serão salvos
somente aqueles que crerem e forem batizados. Por sua vez, esse versículo precisa levar
em consideração outros textos bíblicos, tais como: “Nem todo o que me diz: Senhor,
Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está
nos céus”. (Mateus 7:21).
        A teoria que de “uma vez salvo, salvo para sempre”, existente entre muitos
evangélicos, é uma das grandes mentiras inventadas pelo diabo. A Bíblia Sagrada não
ensina tal heresia. Vejamos o que realmente alguns versículos bíblicos dizem sobre a
questão:
        Caso a salvação do cristão já esteja garantida, então por que o cristão tem que ser
fiel até à morte para poder receber a coroa da vida? “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a
coroa da vida”. (Apocalipse 2:10). É claro que, caso o cristão deixe de ser fiel, ele não
receberá a coroa da vida.
        As Escrituras Sagradas ensinam que o homem pode cair da graça. “Separados
estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído”. (Gálatas 5:4).
Evidentemente, só cai da graça quem está na graça.
        Tanto a cristão pode perder a salvação, que o apóstolo Paulo escreveu: “Aquele,
pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia”. (I Coríntios 10:12).
        Supondo que, uma vez salvo, salvo para sempre, então por que Paulo não se
considerava justificado? “Porque em nada me sinto culpado; mas nem por isso me
considero justificado; pois quem me julga é o Senhor”. (I Coríntios 4:4).
        Cuidando que, uma vez salvo, salvo para sempre, então por que sem a
santificação ninguém verá o Senhor? “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a
qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14).
        Presumindo que, uma vez salvo, salvo para sempre, então por que o Senhor
riscará do Seu livro todo aquele que pecar contra Ele? “Então disse o Senhor a Moisés:
Aquele que pecar contra mim, a este riscarei eu do meu livro” (Êxodo 32:33).
        Supondo que, uma vez salvo, salvo para sempre, então porque o cristão é
exortado a perseverar até o fim para ser salvo: “Mas aquele que perseverar até ao fim
será salvo”. (Mateus 24:13). Caso o cristão não persevere até o fim ele não será salvo.
        Finalmente, pode-se dizer que “há no mundo religioso uma teoria de santificação
que, em si mesma, é falsa, e perigosa em sua influência. Em muitos casos aqueles que
professam santificação não possuem a genuína. Sua santificação consiste em um culto
por palavras e em teoria. Aqueles que estão realmente buscando o perfeito caráter
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
cristão, jamais condescenderão com o pensamento de que estão sem pecado. Sua vida
pode ser irrepreensível; podem estar vivendo como representantes da verdade que
aceitaram; porém, quanto mais consagram a mente para se demorar no caráter de Cristo
e mais se aproximam de Sua divina imagem, tanto mais claramente discernirão Sua
imaculada perfeição e mais profundamente sentirão seus próprios defeitos”
(Santificação, 7).
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas


                                37ª PERGUNTA
                               Salvação Fora da Igreja

Aceitando a Jesus, poderei ser salva sem unir-me ou frequentar uma Igreja?


       A Bíblia é clara, claríssima, em ensinar que o cristão deve unir-se à Igreja,
frequentar os seus cultos religiosos e participar de sua missão mundial (I Coríntios
11:18; 14:26). Foi Cristo quem fundou a Sua Igreja na Terra e afirmou que as portas do
inferno não prevaleceriam contra ela (Mateus 16:18). Cristo também “é a cabeça do
corpo da Igreja” (Colossenses 1:18). Paulo ensinava por toda parte em cada igreja
(Coríntios 4:17), e não por toda parte para cada pessoa individualmente.
        A Igreja foi resgatada com o precioso sangue de Cristo e deve ser apascentada
pelos seus líderes (Atos 20:28). Então, como ser apascentado não fazendo parte da
Igreja? As Escrituras Sagradas ensinam claramente que todos os que criam em Cristo
uniam-se à Igreja (Atos 2:47). “Todos os membros devem avançar juntos, para que a
Igreja se torne um espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens”. (III Mensagens
Escolhidas, 16).
        Contrariando o costume de alguns, os cristãos são exortados, biblicamente, a não
deixar de congregar-se: “Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns,
antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai
aproximando aquele dia” (Hebreus 10:25). Também são exortados a andar
convenientemente “na casa de Deus, que é a igreja de Deus vivo, a coluna e firmeza da
verdade” (I Timóteo 3:15).
        O cristão precisa unir-se e permanecer na Igreja, caso contrário não terá parte
com Cristo em Seu Reino. “A igreja foi organizada para o serviço; e numa vida de
serviço dedicado a Cristo, a conexão com a igreja é um dos primeiros passos. A
lealdade para com Cristo exige o fiel cumprimento dos deveres da igreja”. (Mensagens
aos Jovens, 219).
        Quando alguém diz que aceita a Cristo, porém, não deseja unir-se à Igreja,
mostra com sua atitude que não está convertido e que não quer compromisso com a
verdade. Essa atitude é típica que quem não possui uma fé viva, mas uma simples
crença, que não passa de mero assentimento intelectual e moral quanto às verdades da
Palavra de Deus.
        Como alguém poderá receber os dons espirituais para edificação da Igreja (I
Coríntios 14:12), se não faz parte da Igreja? Como poderá ser edificado estando
separado da Igreja? Como alguém poderá cumprir a “grande comissão” deixada por
Jesus Cristo se está separado da Igreja?
        “Foi na ordenação dos doze que se deram os primeiros passos na organização da
igreja, que depois da partida de Cristo devia levar avante Sua obra na Terra”. (Atos dos
Apóstolos, 18).
        “Por que os crentes constituem uma Igreja? Porque deste modo Cristo quer
aumentar sua utilidade no mundo e fortalecer sua influência pessoal para o bem. Na
Igreja deve ser mantida uma disciplina que proteja os direitos de todos e aumente o
senso da dependência mútua”. (III Mensagens Escolhidas, 16).
        Todos os que não estiverem unidos à “Igreja de Deus”, não fazem parte do corpo
de Cristo. Se não fazem parte do corpo de Cristo, não poderão ser salvos. É verdade que
a Igreja não salva ninguém, mas separado dela não poderá haver salvação. Pois, não
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
havendo Igreja, Cristo deixa de possuir um corpo visível na Terra. Não havendo o corpo
de Cristo na Terra dificilmente haverá pregações ou novas conversões, em consequência
o cristianismo se extinguiria.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                38ª PERGUNTA
                             Salvação Dentro da Igreja

              Serei salva por ter-me unido e estar frequentando a Igreja?


       A Igreja não possui virtude ou poder para salvar qualquer pessoa. Essa não é a
sua função. A Igreja é a congregação daqueles que foram salvos pelo sangue de Jesus.
“A Igreja é uma sociedade cristã formada para os membros que a compõem, para que
cada membro desfrute a ajuda de todas as virtudes e talentos dos outros membros e a
atuação de Deus sobre eles, de acordo com seus diversos dons e capacidades”. (III
Mensagens Escolhidas, 16).
        O Senhor confiou à Sua Igreja os oráculos divinos. À Igreja foi incumbida a
missão de pregar o evangelho em todo o mundo, em testemunho a todas as nações
(Mateus 24:14). Além disso, é com a assiduidade aos cultos divinos que os seus
membros fortalecem uns aos outros na vitória contra o mal, contra o pecado e contra as
artimanhas de Satanás. Fortalecem-se contra as perseguições, contra a miséria e ajudam-
se mutuamente no crescimento na graça e na santidade.
        “Unir-se à igreja, embora seja um passo necessário e importante, de si mesmo
não faz de ninguém um cristão. Se quisermos garantir um título no Céu, nosso coração
deve estar unido a Cristo e a Seu povo”. (Bible Echo e Signs of the Times, 01/09/1888).
        “Vossa ligação com a igreja, o modo como os irmãos vos considerem, não terá
qualquer valor a menos que creiais em Cristo. Não basta crer a respeito dEle; precisais
crer nEle. Tendes de confiar inteiramente em Sua graça salvadora”. (Conselhos Sobre
Educação, 79).
        É bem verdade que a Igreja não salva ninguém. Mas, ela é a vereda espiritual
que traz ânimo e fortaleza na caminhada cristã, rumo ao lar celestial. Unido à Igreja o
cristão tem uma probabilidade muito grande de permanecer fiel à fé até o fim dos seus
dias. Frequentando os cultos divinos, o cristão terá a sua natureza espiritual
devidamente alimentada para vencer as tentações que há no mundo.
        É claro que o cristão não será salvo, simplesmente, porque frequenta a Igreja,
mas será salvo porque a Igreja lhe proporciona conforto, paz, esperança, segurança,
admoestação, força para viver e alimento espiritual para que possa criar profundas
raízes em Cristo Jesus, Nosso Senhor.
LEANDRO BERTOLDO
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                                 39ª PERGUNTA
                                Tempos de Ignorância

A Bíblia diz que Deus não leva em conta os tempos da ignorância, então porque Ele
não deixou todo mundo na ignorância para que todos pudessem ser salvos?


       Realmente, a Bíblia Sagrada diz que Deus não leva em consideração os
tempos da ignorância. Tal conceito está registrado no seguinte versículo: “Mas Deus,
não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em
todo o lugar, que se arrependam” (Atos 17:30).
        Para que seja possível o arrependimento e o perdão, Deus não leva em
consideração os pecados praticados pelos homens nos tempos de ignorância. Caso fosse
levado em consideração o pecado praticado na ignorância, então ninguém poderia ser
salvo.
        Existem pelo menos dois grupos de pessoas que podem cometer pecados em sua
ignorância: 1) o grupo que conhece parte da verdade; 2) o grupo que desconhece
totalmente a verdade.
        I. O primeiro grupo é constituído por cristãos que estão fielmente servindo ao
Senhor, mas não possuem toda a luz das verdades bíblicas. Nestas circunstâncias, Deus
não leva em conta a sua ignorância. Por exemplo, Lutero não possuía o conhecimento
de toda a verdade, porém, Deus o usou para disparar a reforma que mudou a face do
mundo inteiro. Na verdade o mundo moderno deve muito mais ao movimento da
reforma protestante do que à revolução científica. Se não fosse a reforma protestante, a
revolução científica não encontraria espaço para expressar a suas descobertas, as quais
contrariavam a filosofia escolástica.
        Nesse primeiro grupo podem ocorrer as seguintes situações:
        a) Caso esse grupo de cristãos venha a conhecer novas verdades e aceitá-las,
Deus não leva em conta o tempo de sua ignorância. “Mas, avisando tu o justo, para que
o justo não peque, e ele não pecar, certamente viverá, porque foi avisado; e tu livraste a
tua alma” (Ezequiel 3:21).
        b) Caso esse grupo de cristãos recuse receber as novas verdades bíblicas, então
Deus levará em conta o tempo de sua ignorância. Aos judeus que faziam profissão de fé,
disse Jesus: “Se eu não viera, nem lhes houvera falado, não teriam pecado, mas agora
não têm desculpa do seu pecado”. (João 15:22). “Quando eu disser ao justo que
certamente viverá, e ele, confiando na sua justiça, praticar iniquidade, não virão em
memória todas as suas justiças, mas na sua iniquidade, que pratica, ele morrerá”
(Ezequiel 33:13).
        II. O segundo grupo é constituído por pessoas que não estão servindo a Deus.
Portanto, elas não possuem nenhum compromisso com a verdade. Se vierem a pecar, e
nunca venham a receber o conhecimento da verdade, então será levado em conta o
tempo de sua ignorância. “Porque todos os que sem lei pecaram sem lei também
perecerão”. (Romanos 2:12).
        Nesse segundo grupo podem ocorrer as seguintes situações:
        a) Caso esse grupo recuse o conhecimento da verdade, então será levado em
consideração o tempo de sua ignorância. “Se eu disser ao ímpio: Ó ímpio, certamente
morrerás; e tu não falares, para desviar o ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na
sua iniquidade”. (Ezequiel 33:8). “Mas, quando tu tiveres falado para desviar o ímpio do
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
seu caminho, para que se converta dele, e ele se não converter do seu caminho, ele
morrerá na sua iniquidade”. (Ezequiel 33:9).
        b) Caso esse grupo venha a conhecer a verdade e se arrepender, passando a
andar em conformidade com a luz, então Deus não leva em conta os tempos de sua
ignorância. “De todos os seus pecados com que pecou não se fará memória contra ele:
juízo e justiça fez, certamente viverá”. (Ezequiel 33:16). Para esse grupo os “tempos da
ignorância” mencionados nas Escrituras Sagradas, aplicam-se ao pecador, que
abandonando a sua vida de pecado, converte-se à verdade bíblica. Portanto, a partir do
momento da conversão, Deus não leva mais em conta as obras ímpias que esse pecador
arrependido realizou em sua ignorância.
        Para os que se arrependeram e nasceram de novo em Cristo, Deus não leva “em
conta os tempos da ignorância”. Eles agora são “como filhos obedientes, não vos
conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância”. (I Pedro
1:14).
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 40ª PERGUNTA
                                   Salvação de Bebês

Todos os bebês e deficientes mentais que morreram serão salvos?


       A Bíblia Sagrada mostra que os filhos de pais descrentes sofreram as mesmas
consequências que os seus pais. Por exemplo, a descrença dos antediluvianos levou a
destruição dos pais e dos filhos pelas águas do dilúvio. Porém, a crença de Noé levou a
sua própria salvação e a de seus filhos. A descrença dos sodomitas levou a destruição
dos pais e de seus filhos pelo fogo que caiu nas cidades de Sodoma e Gomorra. Todavia,
a crença de Ló levou a sua salvação e a de suas filhas. Quando caíram as dez pragas, a
descrença dos egípcios levou à morte tanto de pais como de filhos. Por outro lado, a fé
dos israelitas protegeu pais e filhos dos efeitos das pragas egípcias. Na destruição de
Jericó pereceram pais e filhos, mas a fé de Raabe protegeu seus familiares.
        O princípio básico é que a fé de um dos pais protege a ausência de fé dos filhos
dependentes, que ainda não atingiram a idade da razão. “Doutra sorte, os vossos filhos
seriam imundos; mas, agora, são santos”. (I Coríntios 7:14). Destarte, têm-se as
seguintes situações:
        a) Filhos obedientes e falecidos de pais crentes serão salvos, porque a fé dos pais
protege a ausência de fé dos filhos. Aos filhos de pais crentes disse Jesus: “Deixai vir a
mim os meninos, e não os impeçais, porque dos tais é o reino de Deus”. (Lucas 18:16).
“Ao surgirem os pequenos, imortais, de seu leito de pó, imediatamente seguirão
caminho, voando, para os braços maternos. Reencontrar-se-ão, para nunca mais se
separarem”. (II Mensagens Escolhidas, 260);
        b) Filhos indisciplinados e falecidos, de pais crentes, não serão salvos. “Alguns
pais permitem que Satanás lhes dirija os filhos, e seus filhos não são reprimidos, mas
permite-se que tenham mau temperamento, e sejam irascíveis, egoístas e desobedientes.
Se eles morressem, esses filhos não seriam levados para o Céu”. (III Mensagens
Escolhidas, 314-315);
        c) Filhos obedientes e falecidos, de pais crentes, serão salvos. Caso,
posteriormente, os pais venham negar a fé e morrer nessa situação, eles estarão
perdidos. Mas, os filhos anteriormente mortos continuação com a sua salvação
garantida. “Muitos dos pequeninos, porém, não terão mãe ali. Em vão nos pomos à
escuta do arrebatador cântico de triunfo por parte da mãe. Os anjos acolherão os
pequeninos sem mãe e os conduzirão para junto da árvore da vida”. (II Mensagens
Escolhidas, 260);
        d) Filhos falecidos, de pais ímpios falecidos, estão perdidos porque seus pais não
tinham fé para proteger a ausência de fé dos filhos;
        e) Filhos falecidos, de pais ímpios, estão perdidos. Porém, caso os pais venham
posteriormente a aceitar a fé e morram nessa condição, eles serão salvos. Mas, com
relação aos seus filhos anteriormente mortos, existe uma ressalva: “Não podemos dizer
se todos os filhos de pais descrentes serão salvos, porque Deus não tornou conhecido o
Seu propósito a respeito desse assunto”. (III Mensagens Escolhidas, 313-315);
        “Alguns têm perguntado se os filhinhos, mesmo de pais que creem, hão de ser
salvos, pois não tiveram nenhuma prova de caráter, e todos precisam ser provados, e seu
caráter tem de ser determinado pela prova. É feita a pergunta: ‘Como podem as
criancinhas ter este teste e prova?’ Respondo que a fé dos pais que creem protege os
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
filhos, como sucedeu quando Deus enviou Seus juízos sobre os primogênitos dos
egípcios”. (III Mensagens Escolhidas, 314).
        “Os pais evidenciavam sua fé obedecendo implicitamente às instruções que lhes
foram dadas, e a fé dos pais protegia a eles mesmos e a seus filhos. Eles manifestavam
sua fé em Jesus, o grande Sacrifício, cujo sangue era prefigurado no cordeiro imolado.
O anjo destruidor passava por toda casa que continha esse sinal. Isto é um símbolo para
mostrar que a fé dos pais se estende a seus filhos e os protege do anjo destruidor”. (III
Mensagens Escolhidas, 314).
        Relato de um caso de filho deficiente de pais cristãos: “Quanto ao caso de ‘A’,
vós o encarais como é agora e deplorais sua simplicidade. Ele não tem consciência do
pecado. A graça de Deus removerá toda essa imbecilidade hereditária e transmitida, e
ele terá uma herança entre os santos na luz. A vós o Senhor concedeu sanidade mental.
Pelo que diz respeito à faculdade do raciocínio, ‘A’ é uma criança, mas possui também
a submissão e a obediência de uma criança”. (VIII Manuscript Releases, 210).
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 41ª PERGUNTA
                                 Salvação de Animais

Os animais que morreram também estarão no céu junto com os salvos?


       A Bíblia ensina claramente que haverá animais no céu. Observe: “E morará o
lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho de leão
e a nédia ovelha viverão juntos, e um menino pequeno os guiará. A vaca e a ursa
pastarão juntas, e seus filhos juntos se deitarão; e o leão comerá palha como o boi. E
brincará a criança de peito sobre a toca do áspide, e o já desmamado meterá a sua mão
na cova do basilisco. Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da minha
santidade, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem
o mar”. (Isaías 11:6-9).
        “O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi: e
o pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo
monte, diz o Senhor”. (Isaías 65:25).
        No reino que Deus estabelecerá na Terra, os animais serão extremamente
mansos. O lobo que é um animal feroz, pastará junto com o cordeiro. O leão que é um
animal carnívoro, comerá alimento vegetal, do mesmo modo como o boi. Na criação do
mundo, o homem e os animais comiam somente vegetais (Gênesis 1:29-30), e no futuro
eles tornarão a apresentar essa mesma natureza.
        Nenhum animal fará mal e nem causará dano algum em todo o reino de Deus.
Na verdade, quando os animais foram criados por Deus, eles eram dóceis e herbívoros.
Mas com a entrada do pecado, a Terra foi amaldiçoada (Gênesis 3:17-18). A partir desse
instante, alguns dos animais sofreram uma transformação e se tornaram selvagens,
alguns deles adquirindo presas e instintos carnívoros.
        Que no reino de Deus haverá animais, não resta sombra de dúvidas. Mas de onde
eles vêm, ou qual é a origem desses animais? Bem, sobre esse assunto Deus não revelou
muita coisa: “As cousas encobertas são para o Senhor nosso Deus; porém as reveladas
são para nós e para nossos filhos para sempre, para cumprirmos todas as palavras desta
lei” (Deuteronômio 29:29). Apesar disso, existem duas teorias que procuram explicar
esse tema:
        a) Alguns defendem a tese de que esses animais vêm do próprio Jardim do Éden,
que foi arrebatado para o Céu poucos instantes antes do dilúvio universal que devastou a
vida humana da face do planeta. Isso significa que esses animais terão que se reproduzir
para poder encher a Terra;
        b) Como a Bíblia trata a questão dos animais na Nova Terra como se fosse uma
transformação que ocorrerá com os animais, outros defendem a tese de que os animais
vêm como resultado das coisas que “não subiram ao coração do homem” (I Coríntios
2:9). Eles são aqueles animais que os justos devotaram amor e desejo de possuí-los para
sempre. Por exemplo, a fé de Noé supriria a ausência de fé de um eventual filho infante,
levando-o para dentro da arca. Também foi a fé de Noé que salvou os animais da
extinção. Do mesmo modo como a fé dos pais supre a ausência da fé dos filhos infantes,
assim também a mesma fé protege os animais do coração dos santos.
LEANDRO BERTOLDO
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                                42ª PERGUNTA
                                  Graça e Salvação

Sabendo que a salvação é pela graça, então porque precisamos guardar a lei?


       As Escrituras Sagradas ensinam claramente que somos salvos pela graça,
mediante a fé, e julgados pelas obras, sem a qual a fé é morta. “Porque pela graça sois
salvos, por meio da fé” (Efésios 2:8) “e foram julgados cada um segundo as suas obras”.
(Apocalipse 20:13).
        A salvação do homem “não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque
somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou
para que andássemos nelas”. (Efésios 2:9-10).
        A salvação do homem é o resultado de um plano divino elaborado antes da
fundação do mundo. “O plano da salvação fora estabelecido antes da criação da Terra;
pois Cristo é ‘o Cordeiro morto desde a fundação do mundo’ (Apocalipse
13:8)”. (Patriarcas e Profetas, 63). “O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido,
ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de
vós”. (I Pedro 1:20).
        O plano da salvação foi elaborado para funcionar na complementaridade da
“graça e fé”. A graça é a parte que Deus fez para salvar todos os homens por meio de
Cristo Jesus. A fé é a parte que o homem faz ao aceitar a graça manifestada em Cristo
Jesus. Esses dois atos – divino e humano – complementam-se e consolidam a eficácia
do plano da salvação na vida do crente.
        Por sua vez, a fé genuína é concretizada em obras, haja vista que a fé sem as
obras está morta: “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. ...
Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta? ... Porque, assim
como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta”. (Tiago
2:17, 20 e 26). Disse Tiago: “eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”. (Tiago
2:18).
        Como a fé e as obras são os dois lados da mesma moeda, o homem receberá sua
recompensa segundo as suas obras: “E eis que cedo venho, e o meu galardão está
comigo, para dar a cada um segundo a sua obra”. (Apocalipse 22:12). “Porque o Filho
do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo
as suas obras”. (Mateus 16:27).
        Como a fé e as obras são os dois remos de um barco, todos serão julgados
segundo as suas obras: “os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos
livros, segundo as suas obras”... “e foram julgados cada um segundo as suas obras”.
(Apocalipse 20:12-13). “E, se invocais por Pai aquele que sem acepção de pessoas,
julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa
peregrinação”. (I Pedro 1:17).
        Conhecedor desses conceitos, o apóstolo Paulo declarou o seguinte:
“Concluímos pois que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei”. (Romanos
3:28). Evidentemente, a fé não dispensa a obediência à lei, haja vista que a seguir o
próprio apóstolo acrescentou a seguinte mensagem em sua epístola: “Anulamos, pois, a
lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei”. (Romanos 3:31). Portanto,
o homem não é justificado pelas “obras da lei”. Mas, é justificado pela fé, a qual para
estar viva precisa ser acompanhada pelas “obras da lei”.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
        Desenvolvendo o seu raciocínio sobre a validade da lei na vida dos cristãos,
Paulo escreveu o seguinte: “Pois quê? Pecaremos porque não estamos debaixo da lei,
mas debaixo da graça? de modo nenhum”. (Romanos 6:15). “Que diremos pois? É a lei
pecado? De modo nenhum: mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não
conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás”. (Romanos 7:7). “Por
isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o
conhecimento do pecado”. (Romanos 3:20).
        Completando o mesmo raciocínio da validade da lei na vida do cristão, Tiago
declarou o seguinte: “Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só
ponto, tornou-se culpado de todos. Porque aquele que disse: Não cometerás adultério,
também disse: Não matarás. Se tu pois não cometeres adultério, mas matares, estás feito
transgressor da lei” (Tiago 2:10-11).
        Em suma, pode-se dizer que a lei não salva ninguém, mas ninguém será salvo
sem obedecer a lei. A verdade é que, ao mesmo tempo em que a graça perdoa os
pecados, ela também transforma o crente para obedecer à lei. Mesmo porque, sem a
santificação “ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14) e todos serão julgados pelas
obras resultantes de sua fé (Apocalipse 20:12-13).
LEANDRO BERTOLDO
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                                 43ª PERGUNTA
                                     Lei e Salvação

             O homem pode ser salvo através da obediência à lei de Deus?


       Inicialmente é necessário deixar bem claro que a lei não salva ninguém. A lei
não foi dada como método de salvação, mas foi dada ao homem como método de
santificação (João 17:17). Nenhuma lei possui mérito ou virtude para salvar qualquer
pecador arrependido. “E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de
Deus, porque o justo viverá da fé”. (Gálatas 3:11). “Por isso nenhuma carne será
justificada diante dele pelas obras da lei”. (Romanos 3:20).
        A função da lei jamais consistiu em salvar qualquer pecador de seus pecados,
mas sempre consistiu em mostrar ao homem o que é pecado: “porque pela lei vem o
conhecimento do pecado” ... “mas eu não conheci o pecado senão pela lei”. (Romanos
3:20; 7:7). A transgressão da lei constitui-se em pecado. “Todo aquele que pratica o
pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei” (I João 3:4).
        Por sua vez, o pecado tem como remuneração a morte. Observe o que diz as
Escrituras: “o pecado, sendo consumado, gera a morte”...“porque o salário do pecado é
a morte”... “o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei” (Tiago 1:15;
Romanos 6:23; I Coríntios 15:56).
        Caso a salvação pudesse ser obtida por meio das obras da lei, então o sacrifício
de Cristo teria sido inútil. Note o que diz as Escrituras: “porque, se a justiça provém da
lei, segue-se que Cristo morreu debalde” ... “porque, se dada fosse uma lei que pudesse
vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei”. (Gálatas 2:21; 3:21).
        Além disso, as Escrituras Sagradas ensinam claramente que aqueles que
procuram salvar-se pela observância da lei estão separados de Cristo e fora da graça.
Observe: “Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei: da graça tendes
caído”. (Gálatas 5:4).
        As Escrituras Sagradas também declaram que aqueles que estão vivendo na
carne não se sujeitam à obediência da lei de Deus. Porém, os cristãos fiéis ao Senhor
não estão vivendo na carne, razão pela qual estão sujeitos à obediência da lei de Deus.
“Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de
Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar
a Deus”. (Romanos 8:7-8).
        A verdade é que a lei não foi dada, a quem quer que seja, como método de
salvação. Porém, o cristão observa a santa lei de Deus como resultado da graça
operando em sua vida.
LEANDRO BERTOLDO
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                                44ª PERGUNTA
                            Mandamentos e Vida Eterna

A Bíblia ensina que somos salvos pela graça, então por que Jesus aconselhou o jovem
rico a guardar os mandamentos da lei para entrar na vida eterna?

       “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em
Jesus Cristo” (Gálatas 2:16), então porque Jesus disse ao jovem rico para guardar os
mandamentos da lei para obter a vida eterna?
        Essa pergunta é muito interessante, mas vamos analisar o que Jesus disse ao
jovem rico: “Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos”. (Mateus
19:17). Para que o jovem soubesse quais eram os mandamentos que estava se referindo,
Jesus fez questão de citar alguns preceitos do decálogo: “E Jesus disse: Não matarás,
não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho. Honra teu pai e tua
mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo”. (Mateus 19:18-19).
        Bem, a resposta para a pergunta formulada é bastante simples. Qualquer pessoa
que comete pecado está separada da vida eterna. Observe o que as Escrituras Sagradas
tem a dizer sobre a questão: “vós sabeis que nenhum homicida tem permanecente nele a
vida eterna”. (I João 3:15).
        A Bíblia Sagrada define o pecado como sendo a transgressão da lei (I João 3:4) e
apresenta o salário do pecado como sendo a morte (Romanos 6:23). Também informa
que os cristãos que simplesmente “ouvem a lei não são justos diante de Deus: mas os
que praticam a lei hão de ser justificados”. (Romanos 2:13). Portanto, “se queres,
porém, entrar na vida, guarda os mandamentos”. (Mateus 19:17).
        Foi por esse motivo que Jesus anunciou o seguinte: “nem todo o que me diz:
Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai,
que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós
em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos
muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci: apartai-vos de
mim, vós que praticais a iniquidade”. (Mateus 7:21-23).
        “A fé e as obras precisam andar de mãos dadas; pois a fé sem as obras, por si só
está morta”. (Fé e Obras, 97). A fé destituída de obras não passa de mero assentimento
intelectual às verdades bíblicas. A fé sem obras não está comprometida com a verdade.
“Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma”. ... “Porque, assim
como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta”. (Tiago
2:17, 26). Invertendo o lado da moeda, pode-se dizer que o homem é justificado pelas
obras que resultam de uma fé viva e não justificado por uma fé morta, a qual é
destituída de obras: “Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente
pela fé”. (Tiago 2:24).
        Bem, retornando à história do jovem, este respondeu a Jesus sobre a guarda dos
mandamentos: “Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade; que me falta
ainda?” (Mateus 19:20).
        Então Jesus arrematou a conversa com o seguinte lance: “Se queres ser perfeito,
vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; e vem e segue-
me”. (Mateus 19:21).
        Portanto, quando Jesus ordenou ao jovem guardar os mandamentos da lei para
entrar na vida, Ele estava mostrando que a guarda dos mandamentos é necessário para
que ele não fosse condenado. Porém, a simples guarda dos mandamentos da lei de Deus
não salva ninguém, se a pessoa que os guarda não estiver seguindo a Jesus.
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                                 45ª PERGUNTA
                                     Lei do Amor

Aprendi em determinada igreja que Jesus aboliu os Dez Mandamentos substituindo por
apenas dois novos, mais fáceis de serem observados. Isto é verdade?


       Não, isto não é verdade. Mesmo porque a citação feita por Jesus sobre os dois
mandamentos não representava nenhuma inovação, mas tratava-se simplesmente de
uma repetição de dois antigos mandamentos registrados na época de Moisés no Antigo
Testamento. Observe: “Amarás pois o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda
a tua alma, e de todo o teu poder”. (Deuteronômio 6:5). “... amarás o teu próximo como
a ti mesmo: Eu sou o Senhor”. (Levítico 19:18). Portanto, Jesus não anunciou nenhuma
novidade para aqueles que conheciam e conhecem as Escrituras Sagradas.
        A realidade é que Jesus não veio para “destruir” ou “ab-rogar” qualquer preceito
escrito no livro da Lei ou nos Profetas, mas Ele veio em cumprimento das profecias
registradas nesses livros (Mateus 5:17).
        O Senhor jamais fez referência em abolir qualquer um dos dez mandamentos.
Muito menos insinuou em abolir todos os dez mandamentos ou em substituí-los por
outros dois. O que Jesus fez foi extrair a essência e o espírito que orientam cada uma
das mensagens das Escrituras Sagradas. Observe:
        “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a
tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o
segundo semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois
mandamentos depende toda a lei e os profetas” (Mateus 22:37-40).
        A expressão “lei e os profetas” é uma clara referência aos escritos do Antigo
Testamento, especialmente porque a palavra “lei” refere-se aos cinco primeiros livros
das Escrituras Sagradas, e a palavra “profetas” refere-se aos demais escritos produzidos
pelos profetas bíblicos. Portanto, Jesus está se referido à parte das escrituras, que nos
dias de hoje são conhecidas como Antigo Testamento.
        Quando Jesus disse que “destes dois mandamentos depende toda a lei e os
profetas” (Mateus 22:40), Ele estava querendo dizer que a compreensão do verdadeiro
espírito das Escrituras Sagradas está na aplicação desses dois grandes mandamentos.
        “Ambos estes mandamentos são uma expressão do princípio do amor. Não se
pode guardar o primeiro e violar o segundo, nem se pode observar o segundo enquanto
se transgride o primeiro”. (O Desejado de Todas as Nações, 607).
        O amor é um sentimento subjetivo que necessita de meios para poder se
expressar e precisa ser aplicado em todas as mensagens das Escrituras Sagradas. Por
exemplo, quando aplicado à oração do Senhor, observa-se que na primeira parte da
oração está registrado nosso dever para com Deus e na segunda parte da oração, nossa
obrigação para com nosso semelhante.
        Quanto ao decálogo, pode-se afirmar que os primeiros quatro mandamentos
referem-se à prática do nosso amor a Deus e os seis últimos referem-se à materialização
do nosso amor ao próximo. “De sorte que o cumprimento da lei é o amor”. (Romanos
13:10). “Os dois grandes princípios da lei de Deus são o supremo amor a Deus e amor
altruísta ao próximo. Os primeiros quatro mandamentos e os últimos seis dependem
desses dois princípios, ou deles provêm”. (Serviço Cristão, 192).
        Com relação aos seis últimos mandamentos do decálogo e sua relação com o
amor ao próximo, Paulo afirmou o seguinte: “Com efeito: Não adulterarás: Não
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matarás: Não furtarás: Não darás falso testemunho: Não cobiçarás: e se há algum outro
mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”.
(Romanos 13:9). Ainda com relação ao nosso amor ao próximo, disse o santo apóstolo:
“... porque quem ama aos outros cumpriu a lei”. (Romanos 13:8). “Porque toda a lei se
cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. (Gálatas
5:14).
        Em conclusão pode-se acrescentar que: “dez preceitos breves, compreensivos, e
dotados de autoridade, abrangem os deveres do homem para com Deus e seus
semelhantes; e todos baseados no grande princípio fundamental do amor”. (Patriarca e
Profetas, 305).
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                                 46ª PERGUNTA
                                Lei que durou até João

É verdade que não precisamos guardar a lei porque ela durou até João Batista?


       Respondendo aos fariseus, Jesus Cristo afirmou que: “A lei e os profetas
duraram até João”. (Lucas 16:16). No contexto desse versículo, a palavra “lei”,
mencionada por Jesus, refere-se aos primeiros cinco livros das Escrituras Sagradas, cuja
produção é atribuída a Moises. Quanto à expressão “profetas”, é uma clara referência
aos escritos dos profetas bíblicos. Logo, as expressões “Lei” e “Profetas” referem-se às
Escrituras Sagradas do Antigo Testamento.
        Denota-se, portanto, que Jesus não está fazendo alusão aos “dez mandamentos”,
os quais foram escritos pelo dedo de Deus em duas tábuas de pedra e posteriormente
transcrito por Moisés na Lei. O que Jesus está dizendo é que as Escrituras do Antigo
Testamento duraram até João.
        Observe que na edição Revista e Corrigida da Bíblia Sagrada traduzida por João
Ferreira de Almeida, a palavra “duraram” foi destacada com a letra em itálico. Isto quer
dizer que o tradutor, não encontrando uma palavra na língua portuguesa correspondesse
ao original, acabou colocando aquela que supunha ser mais correta para completar o
sentido do versículo bíblico. Como era extremamente honesto, o tradutor fez questão de
destacar em itálico todas as palavras que havia acrescentado por conta própria. Disso,
infere-se que a palavra “duraram” não faz parte do texto original produzido pelo
evangelista Lucas.
        Então, qual seria a palavra correta? A resposta é muito simples e está registrada
nas próprias Escrituras Sagradas. Observe como o evangelista Mateus escreveu o
mesmo discurso que Jesus proferiu contra os fariseus: “Porque todos os profetas e a lei
profetizaram até João”. (Mateus 11:13).
        No lugar da palavra “duraram” o correto seria o emprego da expressão
“profetizaram”. No Evangelho de Mateus, esta palavra não está em itálico, o que indica
que ela corresponde exatamente à palavra do texto original.
        Com relação ao conteúdo da mensagem, Jesus está dizendo aos fariseus que a
Lei e os Profetas “profetizaram” até João Batista, e “desde então é anunciado o reino de
Deus” (Lucas 16:16), ou seja, a partir de João Batista, as profecias anunciadas nos livros
da Lei e nos Profetas sobre o Cristo passaram a ter o seu cumprimento.
        Fica desta forma refutada a suposição antibíblica de que a lei durou até João
Batista e que os cristãos estão dispensados de observar os dez mandamentos.
        Porém, o mais curioso é que os inimigos da verdade – ferrenhos adversários do
sábado e da lei de Deus – afirmam com ares de doutores que a lei findou com João
Batista. Mas, mostrando total falta de discernimento e coerência, também afirmam que a
lei findou na cruz. Ora, se findou com João Batista como poderia findar outra vez na
cruz? Bem, para um bom entendedor, meia palavra basta!
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 47ª PERGUNTA
                                  Sábado e Salvação

No Espírito de Profecia está escrito que o sábado importa em salvação. Isso não seria
legalismo e uma forma de procurar salvação pelas obras da lei?


       Realmente, no Espírito de Profecia está escrito que: “Santificar o sábado ao
Senhor importa em salvação eterna”. (III Testemunhos Seletos, 23). Mas, também está
escrito que: “Conquanto tenhamos de estar em harmonia com a lei de Deus, não somos
salvos pelas obras da lei; contudo, não podemos ser salvos sem obediência”. (Fé e
Obras, 95). Em outro trecho diz que: “Quem procura alcançar o Céu por suas próprias
obras, guardando a lei, tenta uma impossibilidade. Não pode o homem salvar-se sem a
obediência, mas suas obras não devem provir de si mesmo; Cristo deve operar nele o
querer e o efetuar, segundo Sua boa vontade”. (I Mensagens Escolhidas, 363).
        Logo, a observância do santo sábado não se trata de legalismo ou de salvação
pelas obras da lei porque o próprio Espírito de Profecia descaracteriza a tese de
legalismo ou de salvação pelas obras da lei.
        O sábado faz parte dos “dez mandamentos” (Êxodo 20:3-17), que foram escritos
pelo dedo de Deus (Êxodo 31:18) em duas tábuas de pedra (Deuteronômio 4:13), as
quais foram colocadas no interior da arca da aliança (Deuteronômio 10:5).
        A observância do santo sábado implica em salvação eterna tanto quanto não ter
outros deuses diante do Senhor (Êxodo 20:3) ou não prestar culto a imagens de
escultura (Êxodo 20:4-6) ou ainda não tomar o nome do Senhor Deus em vão (Êxodo
20:7). A observância do santo sábado resulta em salvação eterna, tanto quanto honrar
pai e mãe, não matar, não adulterar, não furtar, não dizer falso testemunho e não cobiçar
(Êxodo 20:12-17).
        Em outras palavras, a observância do sábado implica em salvação eterna, tanto
quanto a observância de cada um dos dez mandamentos. Sabe por quê? Porque o pecado
é definido pelas Santas Escrituras como “transgressão da lei” (I João 3:4). Por sua vez,
“o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Então, pergunta-se: qual cristão
sincero e fiel à Palavra de Deus deseja viver uma vida de pecado resultante da
transgressão da lei de Deus, cuja consequência final é a sua morte eterna?
        “Sabendo isto: que a lei não é feita para o justo, mas para os injustos” (I
Timóteo 1:9). A observância da lei importa em salvação eterna porque aquele que
transgride a lei comete injustiça. “Não sabeis que os injustos não hão de herdar o Reino
de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os
efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem
os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus”. (I Coríntios 6:9-10).
“Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho,
não cobiçarás, e, se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás
ao teu próximo como a ti mesmo” (Romanos 13:9).
        Eis a razão pela qual a observância do sábado e dos demais preceitos do
decálogo implicam em salvação eterna. Portanto, não se trata de salvação pelas obras da
lei, mas sim de evitar a prática do pecado resultante da transgressão da lei de Deus com
o seu terrível salário: a morte.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 48ª PERGUNTA
                                    Leis Incoerentes

Num dos mandamentos do decálogo Deus mandou não matar. Então, por que Ele
mandou matar os malfeitores? Não há nisso uma incoerência?


       As Escrituras Sagradas registram a existência de diversas espécies de leis.
Qualquer pessoa honesta e com o mínimo de discernimento, ao ler as Escrituras
Sagradas, constatará facilmente essa enorme variedade de leis. Um estudo científico e
sistemático das Escrituras Sagradas permite identificar, classificar e agrupar essa
heterogeneidade de leis da seguinte maneira: “leis morais”, “leis cerimoniais”, “leis
civis”, “leis criminais”, “leis de saúde”, “leis territoriais” etc.
        O decálogo – dez palavras – é uma lei moral registrada “em duas tábuas de
pedra” (Deuteronômio 4:13), “escritas pelo dedo de Deus” (Êxodo 31:18), conhecida
como “dez mandamentos” (Êxodo 34:28; Deuteronômio 4:13; 10:4). Sobre as tábuas de
pedra, disse Moisés: “e pus as tábuas na arca que fizera: e ali estão, como o Senhor me
ordenou” (Deuteronômio 10:5). Portanto, “na arca não havia senão somente as duas
tábuas, que Moisés tinha posto junto a Horebe”. (II Crônicas 5:10).
        Diferentemente do decálogo, todas as demais leis foram registradas “num livro”
(Deuteronômio 31:24) que “Moisés escreveu” (Êxodo 24:4). A princípio, esse livro era
conhecido como “livro do concerto” (Êxodo 24:7-8); “livro da lei” (Deuteronômio
31:26); “livro da lei de Moisés” (Josué 23:6) etc. Sobre esse livro, Moisés ordenou aos
Levitas o seguinte procedimento: “Tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da arca do
concerto do Senhor vosso Deus”. (Deuteronômio 31:26).
        Entre os “dez mandamentos”, registrados nas duas tábuas de pedra, o Senhor
ordenou a prática do seguinte preceito moral: “Não matarás” (Êxodo 20:13). Porém,
entre as diversas leis registradas no “livro da lei”, o Senhor ordenou a observância da
seguinte norma criminal: “E quem matar a alguém certamente morrerá” (Levítico
24:17).
        Então, como entender o fato de que Deus mandou não matar, mas ao mesmo
tempo ordenou matar? Bem, a resposta para essa pergunta é muito simples. A Bíblia
Sagrada não contém contradições. Os “dez mandamentos” constituem uma lei moral,
cuja prática dirige-se individualmente e indistintamente a todas as pessoas. Ela serve
como norma de conduta individual e deve ser praticada por todos os homens tementes a
Deus. Porém, as leis criminais registradas no “livro da lei”, estabelecem sanções ao
transgressor, inclusive com aplicação da pena de morte. Essas sanções somente
poderiam ser aplicadas pelas autoridades judiciárias da teocracia israelita e jamais pelas
pessoas, individualmente.
        Seria mais ou menos como nos dias de hoje. Ninguém pode matar. Todavia, se
alguém vier a matar a outrem, então as autoridades policiais e judiciárias tomarão as
providências necessárias para punir o infrator do Código Penal. Em certos países, como
por exemplo, em alguns Estados da América do Norte, aplicam-se a pena de morte
àquele que matar alguém.
        Portanto, não existe nenhuma incoerência, ou contradição no fato de Deus
estabelecer uma norma de conduta universal para ser observada por todos os homens e
também estabelecer sanções criminais àqueles que a transgredirem. É claro que tudo
isso foi feito em benefício da paz e segurança de toda uma sociedade, porque os
malfeitores sempre existiram e sempre vão existir.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                49ª PERGUNTA
                                    Pena de Morte

                      A Bíblia Sagrada aprova a pena de morte?


       Sim, as Escrituras Sagradas aprovam a pena de morte, desde que seja aplicada
pela nação, em benefício de toda a comunidade.
        A seguir observe alguns exemplos registrados na Bíblia Sagrada de leis
criminais contendo a pena de morte e que deveriam ser aplicadas pelo governo
Teocrático de Israel:
        “E quem matar a alguém certamente morrerá” (Levítico 24:17); “Quem ferir
alguém, que morra, ele também certamente morrerá” (Êxodo 21:12); “O que ferir a seu
pai, ou a sua mãe, certamente morrerá” (Êxodo 21:15); “E quem amaldiçoar a seu pai
ou a sua mãe, certamente morrerá” (Êxodo 21:17); “Também o homem que adulterar
com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente
morrerá o adúltero e a adúltera” (Levítico 20:10); “Quando também um homem se
deitar com outro homem como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente
morrerão; o seu sangue é sobre eles” (Levítico 20:13); “Todo aquele que se deitar com
animal, certamente morrerá” (Êxodo 22:19); “O que sacrificar aos deuses, e não só ao
Senhor, será morto” (Êxodo 22:20); “E aquele que blasfemar o nome do Senhor,
certamente morrerá; toda a congregação certamente o apedrejará; assim o estrangeiro
como o natural, blasfemando o nome do Senhor, será morto”. (Levítico 24:16); “Seis
dias se trabalhará, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso ao Senhor: todo
aquele que fizer obra nele morrerá” (Êxodo 35:2); “A feiticeira não deixarás viver”.
(Êxodo 22:18).
        Diante do fato inegável de que Deus ordenou a aplicação da pena de morte aos
que incorriam em infrações, então como entender o sentido e aplicação dos “dez
mandamentos”, especialmente o mandamento que diz: “Não matarás” (Êxodo 20:13)?
        Bem, as Escrituras Sagradas esclarecem que os dez mandamentos foram escritos
pelo próprio dedo de Deus em duas tábuas de pedra, e que foram guardadas dentro da
arca da aliança. A lei dos dez mandamentos visa alcançar indistintamente a todos os
homens, e deve ser observada de forma individual por cada pessoa em benefício de sua
vida espiritual e em sociedade.
        Destarte, nenhuma pessoa tem o direito de agir de forma individual, particular
ou pessoalmente no exercício de qualquer espécie de justiça pelas próprias mãos. Essa
atribuição pertence com exclusivamente absoluta à nação. A prática de justiça pelas
próprias razões não é justiça, mas vingança! Ninguém, individualmente, pode matar
qualquer outro ser humano, mesmo a pretexto de fazer justiça. Somente o Estado pode
fazer justiça, mesmo que seja para aplicar a pena de morte ao cidadão.
        É claro que os “dez mandamentos” não possuem apenas o aspecto legal, na
realidade, o seu principal objetivo é o lado espiritual. A transgressão dos dez
mandamentos não tem somente consequências temporais, mas suas consequências
podem ser eternas.
        Os dez mandamentos visam à formação de pessoas tementes ao Senhor e
santificadas na obediência dos preceitos da santa lei de Deus, especialmente porque “a
lei é santa; e o mandamento, santo, justo e bom” (Romanos 7:12). Portanto, como
reflexo da natureza da lei de Deus, sua observância torna aquele que teme ao Senhor em
um homem santo, justo e bom.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                  50ª PERGUNTA
                        Julgados Pelas Obras ou Pelo Coração

Como será o julgamento final? Se não seremos julgados pelas nossas obras, Jesus nos
julgará pelo coração?


       A Bíblia Sagrada deixa claro que o homem é salvo pela graça mediante a sua
fé e julgado pelas suas obras. Ele é julgado pelas obras porque as obras manifestam que
o crente possui uma fé viva.
        Observe o que diz a Bíblia Sagrada: “Assim também a fé, se não tiver as obras, é
morta em si mesma”. (Tiago 2:17). “Mas dirá alguém: Tu tens a fé e eu tenho as obras:
mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”.
(Tiago 2:18). “Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?”
(Tiago 2:20). “Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a
fé sem obras é morta”. (Tiago 2:26).
        As Escrituras Sagradas ensinam claramente que seremos julgados pelas nossas
obras, as quais refletem a nossa fé. A Bíblia Sagrada diz que todos nós compareceremos
diante do tribunal de Cristo para receber o que tivermos feito por meio do nosso corpo.
Note: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um
receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal”. (II Coríntios
5:10).
        Conforme as Escrituras Sagradas, os mortos serão julgados segundo as suas
obras: “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se
os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida: e os mortos foram julgados pelas coisas
que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras”. (Apocalipse 20:12).
        Deus trará a juízo toda a obra: “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a
Deus, e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo o homem. Porque
Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom
quer seja mau”. (Eclesiastes 12:13-14).
        O Pai julga segundo a obra de cada um: “E, se invocais por Pai aquele que sem
acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo
da vossa peregrinação”. (I Pedro 1:17).
        Seremos julgados por nossas obras porque as obras são concretas e a fé é
subjetiva. As obras são visíveis e a fé invisível. As obras são tangíveis e a fé intangível.
Somente as obras podem tornar visível aos olhos a fé que possuímos.
        Diz um ditado popular que de “boas intenções o inferno está cheio”. Ninguém
será julgado pelas boas intenções ou pelas coisas boas que estão no coração. Na
verdade, os textos sagrados deixam bem claro que todos nós seremos julgados pelas
obras, quer seja boa quer seja má. “Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até
tudo o que está encoberto, quer seja bom quer seja mau”. (Eclesiastes 12:14).
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                51ª PERGUNTA
                                Perdão e Julgamento

Tendo em vista que os nossos pecados são perdoados e esquecidos, então como
explicar que no julgamento final eles virão à tona? Então não foram perdoados?


       Diz as Escrituras Sagradas: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e
justo, para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça”. (I João 1:9).
        A expiação do pecado envolve duas fases bem distintas: a morte do Cordeiro e a
intercessão do Sumo Sacerdote. Portanto, o perdão do pecado vem com a morte do
Cordeiro, mas a sua purificação vem pelo ministério intercessor do Sumo Sacerdote.
        Tal fato ocorre porque os pecados cometidos pelas pessoas são meticulosamente
registrados nos livros celestiais (Apocalipse 20:12). Porém, quando o pecador, crendo
no “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29), arrepende-se de seu
pecado, “confessa e deixa” ele “alcançará misericórdia”. (Provérbios 28:13). Assim,
nessas condições, os pecados serão perdoados, Deus não mais imputa ao pecador
contrito o efeito do “salário do pecado” (Romanos 6:23). Todavia, os pecados
continuam registrados nos livros do céu, os quais serão purificados somente por ocasião
do Juízo Divino, ou seja, Deus perdoa, mas a purificação dos pecados ocorrerá no dia do
Juízo.
        Examinando as Escrituras Sagradas, pode-se verificar que existe uma diferença
muito grande entre “perdão” e “purificação” do pecado. Quando nos arrependemos e
confessamos os nossos pecados, obtemos o perdão e somos justificados pelo sangue de
Cristo. Porém, a purificação do pecado aguarda o momento oportuno do Juízo.
        Um simples estudo do ritual do santuário terrestre mostra que havia duas fases
no processo de expiação dos pecados. A primeira fase ocorria diariamente e envolvia o
primeiro compartimento do santuário. Nessa fase, o pecador obtinha o perdão
transferindo figuradamente o seu pecado para uma vítima sacrifical, que poderia ser
uma cabra. A segunda fase ocorria apenas uma vez ao ano e envolvia o segundo
compartimento do santuário, era chamado dia da expiação. Nessa fase ocorria a
purificação definitiva do pecado que havia sido transferido da vítima sacrifical para o
santuário no decorrer do ano. Portanto, os pecados confessados eram perdoados. Porém,
era somente no “dia da expiação” que os pecados confessados pelos penitentes eram
definitivamente purificados do santuário.
        Do mesmo modo, quando confessamos os nossos pecados invocando o nome de
Cristo, alcançamos o perdão, porém, esses pecados continuam registrados nos livros do
céu e serão apagados somente no dia do Juízo.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 52ª PERGUNTA
                                 Juízo Sobre as Nações

Se Deus é um Deus de amor, então por que Ele mandou exterminar certos povos, como
os cananeus, filisteus, amalequitas, jebuseus etc.?


       Deus ordenou a destruição de várias nações por uma questão de Justiça e
Juízo. Essas nações não eram inocentes perante a face do Senhor. Na verdade, o Senhor
havia dado oportunidade atrás de oportunidade para que elas se arrependessem e
mudassem o seu modo de proceder, mas não quiseram. “O Senhor é longânimo e grande
em beneficência, que perdoa a iniquidade e a transgressão, que o culpado não tem por
inocente e visita a iniquidade dos pais sobre os filhos até à terceira e quarta geração”.
(Números 14:18).
        “Aos habitantes de Canaã havia sido concedida ampla oportunidade para o
arrependimento. ... Semelhantes aos homens antediluvianos, os cananeus apenas viviam
para blasfemar do Céu e contaminar a Terra”. (Patriarcas e Profetas, 520). O Senhor
havia enviado sacerdotes e profetas para que vivessem no meio dessas nações pagãs e
lhes ensinassem as Suas eternas verdades. A exemplo, têm-se registrado os seguintes
casos: Melquisedeque (Gênesis 14:18), Balaão (Números 22:18), Jonas (Jonas 1:1-2)
etc.
        “Em todos os séculos se concede aos homens seu período de luz e privilégios,
um tempo de prova, em que se pode reconciliar com Deus. Há, porém, um limite a essa
graça. A misericórdia pode interceder por anos e ser negligenciada e rejeitada; vem,
porém, o tempo em que essa misericórdia faz sua derradeira súplica. O coração torna-se
tão endurecido que cessa de atender ao Espírito Santo de Deus. Então a suave, atraente
voz não mais suplica ao pecador, e cessam as reprovações e advertências”. (O Desejado
de Todas as Nações, 587)
        O Senhor esperou várias gerações antes de tomar a decisão de praticar Juízo e
Justiça contra essas nações impenitentes. Observe o que diz as Escrituras Sagradas:
“Então, disse a Abrão: Saibas, decerto, que peregrina será a tua semente em terra que
não é sua; e servi-los-á e afligi-la-ão quatrocentos anos. Mas também eu julgarei a gente
à qual servirão, e depois sairão com grande fazenda. E tu irás a teus pais em paz; em boa
velhice serás sepultado. E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça
dos amorreus não está ainda cheia”. (Gênesis 15:13-16).
        “Ao mesmo tempo em que a misericórdia de Deus suporta longamente o
transgressor, há um limite além do qual os homens não podem ir no pecado. Quando é
atingido aquele limite, os oferecimentos de misericórdia são retirados, e inicia-se o
ministério do juízo”. (Patriarcas e Profetas, 165).
        Deus entrou em juízo com os antediluvianos porque toda carne “estava
corrompida diante da face de Deus: e encheu-se a terra de violência”. (Gênesis 6:11).
Destruiu Sodoma porque “eram maus os varões de Sodoma e grandes pecadores contra
o Senhor”. (Gênesis 13:13). Mesmo assim, o Senhor disse que, se em Sodoma houvesse
apenas dez justos, Ele não destruiria a cidade “por amor dos dez” (Gênesis 18:32).
        A grande verdade é que aqueles povos haviam atingido o limite da misericórdia
divina. Quando esse limite é atingido, o Senhor intervém e “faz justiça e juízo a todos os
oprimidos”. (Salmos 103:6). Os povos que foram destruídos não eram de forma alguma
inocentes perante o Senhor. Eles não tinham nenhuma desculpa pela sua deliberada
rebelião contra o Seu Criador e Mantenedor.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
        Deus não se compraz com o mal. Por essa razão Ele pratica “beneficência, juízo
e justiça na terra” (Jeremias 9:24). A verdade é que a destruição de pecadores é uma
estranha obra ao santo caráter de Deus (Isaías 28:21). “Porque não tomo prazer na morte
do que morre, diz o Senhor Jeová: convertei-vos, pois, e vivei”. (Ezequiel 18:32).
        E quanto ao futuro? Bem, chegará o dia em que todas as nações do mundo serão
destruídas. Deus dará um basta na maldade do homem. “Então, aparecerá no céu o sinal
do Filho do Homem; e todas as tribos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem
vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória” (Mateus 24:30).
        “Durante todos os séculos da história deste mundo os maus obreiros têm estado
acumulando ira para o dia da ira, e quando chegar plenamente o tempo em que a
iniquidade houver atingido o limite estabelecido da misericórdia divina, Sua clemência
terminará. Quando as contas acumuladas nos livros de registro do Céu indicarem que a
soma da transgressão está completa, virá a ira, sem mistura de misericórdia, e ver-se-á
então que tremenda coisa é esgotar a paciência divina. Esta crise será atingida quando as
nações se unirem na invalidação da lei de Deus”. (Maranata! – Meditação Matinal,
260).
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 53ª PERGUNTA
                                  Espécies de Juízos

Quantos juízos de Deus há? Quais sãos os juízos divinos mencionados nas Escrituras
Sagradas?


       Nas páginas das Escrituras Sagradas pode ser vislumbrada, pelo menos, a
existência de duas espécies de juízos praticados pelo Senhor, a saber: “Juízo Secular” e
“Juízo Escatológico”.
        O “Juízo Secular” é aquele que ocasionalmente Deus aplica sobre as nações do
mundo. Por exemplo, Deus entrou em juízo contra os antediluvianos, contra Sodoma e
Gomorra, contra Nínive por meio do profeta Jonas etc. Dessa espécie de juízo está
escrito o seguinte: “E assolarei Patros, e porei fogo em Zoã, e executarei juízos em Nô”.
“Assim, executarei juízos no Egito, e saberão que eu sou o Senhor”. (Ezequiel 30:14,
19). Portanto, Deus faz juízo sobre a Terra.
        O “Juízo Escatológico” é aquele que Deus aplicará no futuro a todos os
homens, quer sejam justos ou ímpios. Esse Juízo envolve a salvação ou a perdição
eterna. Será aplicado em cada ser humano, como resultado de suas obras, de forma
individual e distinta.
        O “Juízo Escatológico” é somente um, mas encontra-se subdividido em quatro
fases bem diversas, a saber: “Juízo Investigativo”, “Juízo Retribuitivo”, “Juízo
Comprobatório” e “Juízo Executivo”.
        A primeira fase do “Juízo Escatológico” é chamada teologicamente de “Juízo
Investigativo”. Essa fase é conduzida pelo Pai e pelo Filho e ocorre antes do retorno de
Jesus a este mundo. Nesta fase serão julgados todos os que possuem o nome registrado
no livro da vida. Nesse Juízo “os únicos casos a serem considerados são os do povo
professo de Deus. O julgamento dos ímpios constitui obra distinta e separada, e ocorre
em ocasião posterior” (GC, 484). Os que forem aprovados ressuscitarão para a vida
eterna no início do período dos mil anos. Desses, disse Jesus: “O que vencer será
vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e
confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”. (Apocalipse 3:5).
        A segunda fase do “Juízo Escatológico” é chamada teologicamente de “Juízo
Retribuitivo”. Esta fase ocorre na segunda vinda de Cristo a este mundo, no início dos
mil anos. Todos que estiverem vivos receberão a sua respectiva recompensa: os que
praticaram o bem irão para a vida eterna e os que praticaram o mal para a condenação
eterna. “Conjuro-te pois diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os
vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino”. (II Timóteo 4:1). “E destes profetizou
também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com
milhares de seus santos. Para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os
ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas
as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele”. (Judas 1:14-15).
        A terceira fase do “Juízo Escatológico” é chamada teologicamente de “Juízo
Comprobatório”. Esta fase é realizada pelos santos e ocorre durante o período de mil
anos no reino de Cristo. Serão julgados todos os que não possuem o nome registrado no
livro da vida. “Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo
deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? Não
sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta
vida?” (I Coríntios 6:2-3).
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
        A quarta fase do “Juízo Escatológico” é chamada teologicamente de “Juízo
Executivo”. Essa fase ocorre pouco tempo depois determinado o período dos mil anos.
Todos os ímpios ressuscitam para a condenação e sofrem sua pena no lago de fogo, que
é a segunda morte. “E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no
lago de fogo”. (Apocalipse 20:15).
        A diferença entre o “Juízo Retribuitivo” e o “Juízo Executivo” é a seguinte:
        a) No “Juízo Retribuitivo”, a pena dos ímpios é provisória porque eles ainda não
passaram pelo “Juízo Comprobatório”, enquanto que no “Juízo Executivo” sua pena é
definitiva porque agora foram penalizados no “Juízo Comprobatório”.
        b) O “Juízo Retribuitivo” ocorre somente sobre os santos e ímpios que estiverem
vivos na segunda vinda de Cristo, enquanto que o “Juízo Executivo” ocorre somente e
sobre todos os ímpios que já viveram na face da Terra.
        c) O “Juízo Retribuitivo” vem como resultado das decisões proferidas do “Juízo
Investigativo”. Enquanto que o “Juízo Executivo” vem como consequência das decisões
proferidas no “Juízo Comprobatório”.
        d) O “Juízo Retribuitivo” ocorre para galardoar os santos com a ressurreição da
vida eterna, os quais foram aprovados no “Juízo Investigativo”. Porém, o “Juízo
Executivo” ocorre para galardoar os ímpios com a ressurreição da condenação à morte
eterna, os quais foram penalizados no “Juízo Comprobatório”.
        Em síntese, a Bíblia Sagrada deixa claro que, desde tempos remotos, o Senhor
pratica justiça e juízo sobre as nações do mundo. Esse juízo é chamado de “Juízo
Secular”. As Escrituras Sagradas também esclarecem que Deus praticará um juízo
universal e final sobre toda a humanidade. Esse juízo é chamado de “Juízo
Escatológico”, e encontra-se subdividido em quatro fases: “Juízo Investigativo”, “Juízo
Retribuitivo”, “Juízo Comprobatório” e “Juízo Executivo”.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 54ª PERGUNTA
                                 Uma Religião Cristã

                  Quando uma religião pode ser considerada cristã?

        Uma religião somente pode ser considerada cristã quando sua doutrina
fundamental está fundamentada nas Escrituras Sagradas e centrada no Evangelho de
Cristo. Mas o que é o Evangelho? A palavra “evangelho” quer dizer boas novas.
Portanto, o Evangelho de Cristo é as boas novas de salvação. A respeito do evangelho
disse Jesus: “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho
a todas as gentes, e então virá o fim” (Mateus 24:14).
        Uma religião é tida como cristã quando ela crê plenamente na Palavra de Deus:
“Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para
corrigir, para instruir em justiça. Para que o homem de Deus seja perfeito, e
perfeitamente instruído para toda a boa obra” (II Timóteo 3:16-17).
        Uma religião é considerada cristã quando ela crê em Cristo e somente em Cristo
para a salvação: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho
unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João
3:16).
        Uma religião é dita cristã quando ela crê em Cristo para perdão dos pecados:
"Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por
nossos pecados, segundo as Escrituras” (Coríntios 15:3).
        Uma religião é vista como cristã quando ela crê unicamente em Cristo para
salvação: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum
outro nome há, dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:12).
        Uma religião é cristã quando ela crê unicamente em Cristo como mediador:
“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo
homem” (I Timóteo 2:5).
        Uma religião é cristã quando ela crê e aguarda a segunda vinda de Cristo: “Não
se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai
há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito: vou preparar-vos lugar. E, se
eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que
onde eu estiver estejais vós também” (João 14:1-3).
        Uma religião é cristã quando ela crê que Cristo ressuscitará todos os santos no
último dia da civilização: “Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: que todo
aquele que vê o Filho, e crê nele tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”
(João 6:40).
        Esses são os critérios mínimos e necessários para que uma seita, ou como se
queira, uma religião possa ser considerada cristã. Caso falte qualquer um desses
requisitos, tal religião não pode ser considerada cristã. Esses critérios são bíblicos e
foram estabelecidos por Jesus Cristo, posto que eles representam a essência mínima do
Evangelho Eterno.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 55ª PERGUNTA
                                       Uma Seita

Alguns dizem que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma seita. Seria essa afirmação
verdadeira? Afinal de contas o que é seita?


       Entre as religiões mais influentes do planeta e que se destacam pelo grande
número de adeptos estão: cristianismo (2,1 bilhões), islã (1,3 bilhões), hinduísmo (900
milhões), budismo (360-376 milhões) e judaísmo (18 milhões).
        Sob essa perspectiva, o cristianismo é uma das grandes religiões do mundo.
Porém, todas as ramificações (divisões) do cristianismo existentes no mundo não
passam de seitas cristãs. Quando todas as ramificações do cristianismo são observadas
macroscopicamente, como uma unidade, elas constituem o cristianismo mundial.
Porém, quando as ramificações são observadas individualmente em suas fragmentações,
elas constituem as seitas do cristianismo mundial.
        Todas as seitas costumam intitular suas denominações religiosas de “Igreja”.
Nesse sentido, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, como todas as demais Igrejas
existentes no mundo, como a Batista, Anglicana, Metodista, Assembléia de Deus,
Congregação Cristã e tantas outras, são seitas, já que cada uma sozinha não constitui em
sua inteireza o cristianismo mundial.
        A própria Bíblia Sagrada traz a idéia de seita. Por exemplo, o judaísmo estava
dividido, no mínimo, em três seitas: fariseus, saduceus e essênios.
        As Escrituras Sagradas classificam os saduceus de seita: “E, levantando-se o
sumo sacerdote e todos os que estavam com ele (e eram eles da seita dos saduceus),
encheram-se de inveja” (Atos 5:17).
        Os fariseus também são identificados nas Escrituras Sagradas como uma seita:
“Alguns, porém, da seita dos fariseus que tinham crido se levantaram, dizendo que era
mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés” (Atos 15:5).
“Sabendo de mim, desde o princípio (se o quiserem testificar), que, conforme a mais
severa seita da nossa religião, vivi fariseu” (Atos 26:5).
        O próprio cristianismo foi classificado nas Escrituras Sagradas como seita:
“Temos achado que este homem é uma peste e promotor de sedições entre todos os
judeus, por todo o mundo, e o principal defensor da seita dos nazarenos” (Atos 24:5).
“Mas confesso-te que, conforme aquele Caminho, a que chamam seita, assim sirvo ao
Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na Lei e nos Profetas” (Atos
24:14). “No entanto, bem quiséramos ouvir de ti o que sentes; porque, quanto a esta
seita, notório nos é que em toda parte se fala contra ela” (Atos 28:22). Portanto, seita é
uma ramificação do tronco principal.
        Porém, aqueles que procuram distorcer o sentido original da expressão “seita”
para taxar pejorativamente os filhos de Deus, deveriam lembrar-se das palavras de
nosso Senhor Jesus Cristo: “Se chamaram Belzebu ao pai de família, quanto mais aos
seus domésticos?” (Mateus 10:25).
        Os inimigos da verdade, não tendo argumentos razoáveis para condenar a obra
de Cristo, partiram para a ignorância chamando-O de Belzebu. Assim também acontece
nos dias de hoje. Os inimigos da verdade, não tendo argumentos bíblicos plausíveis para
condenar a obra dos filhos de Deus, partem para a ignorância, taxando-os de seita, com
o objetivo de denegrir a imagem desses fiéis portadores do evangelho.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
        Os fiéis filhos de Deus pejorativamente taxados de seitas e desprestigiados
como cristãos, podem se considerar felizes porque coisas semelhantes fizeram com
todos os portadores da verdade e com o próprio Senhor Jesus Cristo: “Bem-aventurados
sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra
vós, por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus;
porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós”. (Mateus 5:11-12).
        Alguns que não são da verdade e que não estão satisfeitos com as verdades
bíblicas ensinadas pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, procuram por todas as formas
minimizar sua poderosa influência no mundo, taxando-a de seita. Mas como fiéis e
sinceros cristãos que são, os Adventistas do Sétimo Dia regozijam-se “de terem sido
julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus” (Atos 5:41). Além do mais, não
é nada demais ser classificado como seita, mesmo porque, tecnicamente, todas as
Igrejas não passam de seitas.
LEANDRO BERTOLDO
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                                 56ª PERGUNTA
                                      A Tradição

                 Guardar tradições religiosas é pecado perante Deus?


       Bem, tudo depende da espécie de tradição que está sendo guardada. Isto
porque existem no mundo cristão, pelo menos, três espécies de tradições: a) A tradição
que é diretamente contrária à palavra de Deus; b) a tradição que está em harmonia com
a Palavra de Deus; c) a tradição que, embora não contrarie diretamente, também não
está em harmonia com a Palavra de Deus.
       Tradições Dissonantes. Com relação à tradição contrária à Palavra de Deus,
disse Jesus: “Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por que transgredis vós também o
mandamento de Deus pela vossa tradição? Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas
que são preceitos dos homens”. (Mateus 15:3 e 9).
       Do mesmo modo como ocorria no tempo de Cristo, assim também ocorre nos
dias de hoje. Muitas tradições tomam o lugar da Palavra de Deus, mas Jesus Cristo
negou a validade dessas tradições, afirmando que por elas os homens anulam o
mandamento de Deus e adoram a Deus em vão. Paulo advertiu severamente a Igreja
fundada por Cristo contra a prática das tradições dos homens: “Tende cuidado, para que
ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição
dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo”. (Colossenses
2:8).
       Diante do exposto, fica claro que a prática de qualquer tradição contrária à
Palavra de Deus, que não seja segundo Cristo, torna imprestável a adoração por ser uma
prática pecaminosa. Quando os homens colocam as “tradições humanas” acima da
“revelação divina”, eles estão inutilizando a Palavra de Deus e inutilmente adorando a
Deus. Por exemplo, a veneração de imagem e relíquias é uma tradição contrária ao
mandamento bíblico que proíbe tal prática. A observância do domingo é uma tradição
contrária ao mandamento bíblico que ordena a santificação do sábado. O batismo por
aspersão é uma tradição contrária à Palavra de Deus, que ensina somente o batismo por
imersão. O batismo de recém-nascidos é uma tradição contrária à Palavra de Deus, haja
vista que o recém-nascido não pode ser ensinado, não pode crer e nem pode decidir-se
pelo batismo. Além destas, existem muitas outras tradições contrárias à Palavra de
Deus, tais como o culto à Virgem Maria; o rosário; o dogma da transubstanciação; a
canonização de santos; a vendas de indulgências; a confissão auricular; a reza da Ave
Maria; a infalibilidade papal, purgatório etc.
       Tradições Harmônicas. Também existem as tradições que não contrariam a
Palavra de Deus. Essas espécies de tradições estão em perfeita consonância com os
princípios bíblicos. Por exemplo, casar de véu e grinalda ou cultuar na quarta feira são
tradições que não contrariam a Palavra de Deus. Observe o que Paulo disse a respeito
das tradições que estão em harmonia com a Revelação Divina: “Então, irmãos, estai
firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola
nossa”. (II Tessalonicenses 2:15). Em outro passo disse o seguinte: “Mandamo-vos,
porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão
que andar desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebeu”. (II
Tessalonicenses 3:6).
       Tradições Duvidosas. Existe também uma terceira espécie de tradição, que é a
tradição dúbia ou sutil. Esta espécie de tradição oscila entre dois extremos. Ela aparenta
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
não ser contrária à Palavra de Deus, mas também – de alguma maneira – não está em
harmonia com a Palavra de Deus. Essa espécie de tradição deve ser evitada a todo custo
porque ela possui embutida uma sutileza enganosa, induzindo as pessoas a erros. Alguns
exemplos clássicos dessa espécie de tradição são os seguintes: queima de velas em
cultos religiosos; água benta; obrigatoriedade do celibato sacerdotal etc.
        Portanto, com relação às tradições, elas podem ser divididas em três partes: 1) as
tradições “opostas” aos ensinos bíblicos devem, terminantemente, ser rechaçadas como
antibíblicas; 2) as tradições em “harmonia” com a Palavra de Deus são facultativas e
podem ser praticadas, porém não são obrigatórias; 3) as tradições que não são
diretamente contrárias, mas de alguma forma não estão em harmonia com a Palavra de
Deus, devem ser evitadas a todo custo.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 57ª PERGUNTA
                              Apresentação de Crianças

A apresentação de recém-nascidos ao Senhor é ensinamento bíblico?


       Sim, a apresentação de recém-nascidos ao Senhor é uma doutrina bíblica, mas
não doutrina do Novo Testamento. Isto porque a apresentação de recém-nascidos é uma
lei cerimonial que foi abolida na cruz por Cristo Jesus, nosso Senhor.
        No Livro da Lei está escrito que todo primogênito deveria ser consagrado ao
Senhor: “Santifica-me todo primogênito, o que abrir toda madre entre os filhos de
Israel, de homens e de animais; porque meu é” (Êxodo 13:2). “Porque todo primogênito
meu é; desde o dia em que feri a todo o primogênito na terra do Egito, santifiquei para
mim todo o primogênito em Israel, desde o homem até ao animal; meus serão; eu sou o
Senhor”. (Números 3:13).
        Diante do exposto, está claro que somente o filho “primogênito” tinha o
privilégio de ser santificado ao Senhor. Isto significa que os demais filhos não
precisariam ser consagrados ao Senhor.
        Também percebe-se que somente o filho macho era consagrado ao Senhor. Isto
quer dizer que as fêmeas não precisavam ser apresentadas ao Senhor.
        Nota-se também que não eram somente os filhos primogênitos machos que eram
santificados ao Senhor, mas também os filhotes primogênitos machos dos animais eram
consagrados ao Senhor.
        Em cumprimento a esse cerimonial religioso, Jesus Cristo foi apresentado ao
Senhor no Templo Sagrado: “E, quando os oito dias foram cumpridos para circuncidar o
menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser
concebido. E, cumprindo-se os dias da purificação, segundo a lei de Moisés, o levaram a
Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor. (segundo o que está escrito na lei do Senhor:
Todo macho primogênito será consagrado ao Senhor)”. (Lucas 2:21-23).
        O cerimonial de apresentação de recém-nascidos, realizado por alguns grupos
religiosos cristãos, não é doutrina bíblica do Antigo Testamento e muito menos do
Novo. Senão vejamos: a) as denominações cristãs não apresentam ao Senhor somente o
filho primogênito, mas apresentam tantos filhos quanto o casal tiver; b) a apresentação
do primogênito era obrigatória, mas as apresentações feitas nos dias de hoje pelos
cristãos são facultativas; c) hoje em dia, as apresentações não se limitam somente aos
filhos machos, mas também abrangem as fêmeas; d) os cristãos não apresentam os seus
animais primogênitos, conforme era exigido pela lei.
        Diante do exposto, fica claro que o ritual de apresentação infantil realizado nos
dias de hoje pelos cristãos não preenche nenhum dos requisitos bíblicos. Portanto, trata-
se de uma cerimônia espúria.
        A prática de apresentar recém-nascidos ao Senhor entrou na Igreja por força de
certas circunstâncias sociais e culturais, bem como pela tremenda força da religiosidade
católica dominante na mente da população sul-americana do início do século XX.
        Muitos casais haviam abandonado a religião católica para abraçar a luz das
verdades bíblicas ensinadas pelas Igrejas Protestantes. Porém, alguns casais tinham
receio de abandonar a prática do batismo de seus recém-nascidos. Este fenômeno
ocorria porque esses conversos eram novos na fé e muitos casais convertidos eram
molestados por familiares, vizinhos e amigos católicos para batizarem os seus filhos
recém-nascidos.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
       Como os protestantes não realizam a prática católica do batismo infantil,
algumas Igrejas Protestantes tomaram a iniciativa de realizar um singelo cerimonial de
apresentação de recém-nascidos para evitar que os pais batizassem seus filhos na Igreja
Católica. Tal fato serviu para amenizar os problemas de consciência daqueles que eram
fracos na fé e tapar a boca dos familiares católicos. Porém, esse costume começou a se
generalizar, e com o tempo tornou-se uma tradição que continua sendo praticada até aos
dias de hoje, mesmo tendo desaparecido a causas originais que deram origem à
apresentação de crianças nas Igrejas Protestantes.
       Diante da falta de um claro “Assim diz o Senhor”, torna-se evidente que a
apresentação de recém-nascidos nas igrejas cristãs é uma tradição de homens. É bem
verdade que essa tradição não contraria nenhum princípio ou mandamento bíblico, razão
pela qual pode ser praticada, mas a sua observância não é obrigatória, haja vista não ser
mandamento bíblico.
LEANDRO BERTOLDO
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                                 58ª PERGUNTA
                              Quantidade de Santa Ceia

Nas igrejas evangélicas a Santa Ceia ocorre uma vez por mês. Por que é tão raro ter
santa ceia na Igreja Adventista do Sétimo Dia?


       De fato, as igrejas evangélicas realizam a Santa Ceia uma vez ao mês.
Todavia, a Santa Ceia que realizam não está santificada pela Palavra de Deus porque
sua realização não obedece aos critérios e orientações deixados pelo Senhor Jesus
Cristo.
        Antes de realizar a Santa Ceia, o Senhor recomendou à Sua Igreja a prática do
cerimonial do lava-pés, como uma forma de exame de consciência, humildade e
reconciliação com o próximo. O ritual do lava-pés é um preparo necessário e
indispensável para que não haja participação indigna na Ceia do Senhor porque
“qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado
do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se pois o homem a si mesmo, e assim coma
deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe
para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor”. (I Coríntios 11:27-
29).
        A Igreja Adventista do Sétimo Dia recebeu da Palavra do Senhor o que ela
ensina: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, lavou os pés dos discípulos,
dizendo: “Ora se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés
uns aos outros” (João 13:14). “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz,
façais vós também” (João 13:15). “Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as
fizerdes” (João 13:17).
        Por três vezes o Senhor recomendou veementemente a obrigação dos cristãos
lavarem os pés uns dos outros, num ritual de humildade, purificação de consciência e
reconciliação. Somente após ter instituído e realizado o ritual de lavagem dos pés é que
Jesus Cristo também instituiu e participou da Santa Ceia.
        A Ceia do Senhor é um acontecimento solene e extremamente sagrado na Igreja
Adventista do Sétimo Dia. Em média, ela é realizada quatro vezes ao ano para evitar a
sua formalização e banalização. Normalmente, a Santa Ceia ocorre após uma semana de
oração e consagração dos membros da igreja. Dessa forma, quando a Santa Ceia é
realizada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, ela se reveste de toda a sua solenidade,
majestade, importância e santidade.
        Ademais, as Escrituras Sagradas não estabelecem quantidade mínima ou
máxima de Santa Ceia. O próprio Senhor Jesus Cristo a realizou apenas uma vez
durante Seus três anos e meio de ministério evangelístico.
        Na verdade, a Ceia do Senhor veio para substituir a festa típica da Páscoa, a qual
era realizada apenas uma vez ao ano: “No décimo quarto dia do mês, à tarde, celebrava-
se a Páscoa, comemorando as suas cerimônias solenes e impressionantes o livramento
do cativeiro do Egito, e apontando ao futuro sacrifício que libertaria do cativeiro do
pecado. Quando o Salvador rendeu Sua vida no Calvário, cessou a significação da
Páscoa, e a ordenança da Ceia do Senhor foi instituída como memorial do mesmo
acontecimento de que a Páscoa fora tipo”. (Patriarcas e Profetas, 539). Portanto, o ideal
é a Santa Ceia seja realizada uma vez ao ano, haja vista que ela veio para substituir a
Páscoa, que era realizada apenas uma vez ao ano.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
       Porém, por falta de uma orientação mais explicita, a Ceia do Senhor é realizada
tantas vezes quanto se queira. A Bíblia Sagrada não estabelece claramente nenhum
limite mínimo ou máximo para a sua realização. É por esta razão que a Igreja Central de
Mogi das Cruzes tem por costume realizar a Santa Ceia apenas quatro vezes ao ano,
pelos motivos retro apresentados.
LEANDRO BERTOLDO
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                                59ª PERGUNTA
                                  Rigor no Horário

Por que há tanto rigor no cumprimento do horário do término do culto divino? É certo
que há pregadores que excedem o horário do culto, tornando-o exaustivo e cansativo,
mas algumas vezes a mensagem é tão boa e agradável. Não seria como bloquear a
palavra de Deus? O almoço é mais importante do que a mensagem?


       O almoço não é a razão do rigor no cumprimento do horário do culto divino.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia costuma levar em consideração uma série de fatores
ao estabelecer e limitar o horário do culto.
        Todos sabem que a Igreja é constituída por uma enorme diversidade de pessoas.
Algumas são bebês, crianças, outras são jovens, adultos e outras são idosas. Algumas
pessoas possuem um poder de concentração maior, outras nem tanto. Algumas são
extremamente cultas, outras totalmente incultas. Algumas pessoas dependem de
horários de ônibus para retornar para suas residências. Outras possuem um cônjuge
incrédulo esperando o cônjuge crente retornar da igreja para almoçar em família. Enfim,
as situações são diversas e variadas, razão pela qual a Igreja Adventista procura, em
média, atender a todas, sem causar maiores problemas ou aborrecimentos à irmandade.
Além do mais, a palavra inspirada estabelece as razões do horário de culto. Observe:
        Está comprovado que quando um discurso é longo “as pessoas não podem
digerir tanto; sua mente tampouco os pode apreender, e chegam a cansar-se e confundir-
se ao ser-lhes apresentada tanta matéria em um único sermão”. (Evangelismo, 177).
        Um discurso longo “não somente cansa o povo, mas de maneira tal consome o
tempo e a energia do pastor que o incapacita para empenhar-se no trabalho pessoal que
deve seguir-se”. (Manuscrito 14, 1887).
        “Discursos compridos são exaustivos para o orador e exaustivos para os ouvintes
que têm de ficar sentados tanto tempo. A metade da matéria apresentada seria de maior
benefício para o ouvinte do que a grande quantidade entornada pelo orador”. (Testem.
Ministros e Obreiros Evangélicos, 256).
        “Longos discursos sobrecarregam o espírito das crianças. Demasiado falar leva-
las-á a aborrecer até a instrução espiritual”. (Testimonies on Sabbath School Work,
107).
        “Sejam os discursos curtos, espirituais e elevados. Esteja o pregador cheio da
Palavra do Senhor. Saiba cada homem que vai ao púlpito que tem anjos do Céu em seu
auditório”. (Testem. Ministros e Obreiros Evangélicos, 338).
        Disse Jesus: “Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar
agora”. (João 16:12). “Em Seus discursos, Cristo não lhes apresentou muitas coisas de
uma vez, para não lhes confundir a mente”. (Manuscrito 25, 1890).
        Nosso Deus é um Deus de ordem. Se o próprio Universo possui uma ordem
estabelecida em sua complexidade, quanto mais a Igreja de Deus!
        Portanto, para evitar prejudicar alguns dos membros da irmandade, a Igreja
Adventista do Sétimo Dia não costuma abusar dos horários do culto divino, até mesmo
porque a Igreja segue alguns princípios orientadores, que determina que tudo seja feito
com ordem: “faça-se tudo decentemente e com ordem”. (I Coríntios 14:40). Foi por
causa da ordem que deve haver na Igreja que Paulo deixou Tito em Creta: “Por esta
causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam, e
de cidade em cidade estabelecesses presbíteros, como já te mandei”. (Tito 5).
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                60ª PERGUNTA
                             Mulheres Caladas na Igreja

Observo que na Igreja Adventista do Sétimo Dia, as mulheres costumam falar no
púlpito. Esse costume não contraria as Escrituras Sagradas que mandam as mulheres
ficarem caladas?


       Infelizmente existem muitas mentes simplórias que, inadvertidamente, leem os
versículos bíblicos sem levar em consideração todo o seu contexto imediato ou mediato,
ou ainda leem os versículos sem ponderar com o restante das Escrituras Sagradas.
Lamentavelmente, essa espécie de interpretação totalmente descontextualizada é típica
de pessoas chamadas “analfabetos funcionais”, ou seja, sabem ler, mas não sabem
interpretar corretamente o que leem.
        Sobre a questão das mulheres estarem caladas nas igrejas, Paulo afirmou o
seguinte: “As mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar;
mas estejam sujeitas, como também ordena a lei”. (I Coríntios 14:34).
        Com base na ingênua leitura do referido versículo, alguns, arvorando-se com
ares de doutores, mostram sua total ignorância e machismo ao afirmarem que as
mulheres não podem falar nas igrejas, concluindo com isso que elas não podem pregar
ou ensinar nas igrejas.
        Mas esses “doutores”, em sua santa ignorância, parecem que se esqueceram de
ler a continuação do versículo bíblico, que complementa a idéia inicial apresentada pelo
apóstolo Paulo: “E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus
próprios maridos; porque é indecente que as mulheres falem na igreja”. (I Coríntios
14:35).
        Diante desses dois versículos bíblicos, torna-se evidente que a proibição divina
nada tem a ver com mulheres pregando as verdades bíblicas entre o povo de Deus, mas
simplesmente tratava-se de impedir que as mulheres ficassem com conversas paralelas
nas igrejas. Tanto é verdade que, segundo esclarecimento prestado pelo próprio
versículo, caso alguma mulher desejasse aprender alguma coisa ensinada nas igrejas, ela
deveria interrogar “em casa a seus próprios maridos”, justamente para evitar conversas
paralelas nas igrejas.
        A proibição divina não impedia as mulheres de pregarem ou ensinarem nas
igrejas, mas simplesmente procurava eliminar as conversas paralelas, que ocorriam nas
igrejas. Mesmo porque, o apóstolo Paulo cuidava de igrejas que foram administradas
por mulheres. Caso as mulheres não pudessem falar, pregar, ensinar ou servir nas
igrejas, elas jamais poderiam ter fundado ou mantido igrejas em suas próprias casas.
Observe:
        1. “Recomendo-vos pois Febe, nossa irmã, a qual serve na igreja que está em
Cencréia”. (Romanos 16:1).
        2. “Saudai a Trifena e a Trifosa, as quais trabalham no Senhor. Saudai à amada
Pérsida, a qual muito trabalhou no Senhor”. (Romanos 16:12).
        3. “As igrejas da Ásia vos saúdam. Saúdam-vos afetuosamente no Senhor Áquila
e Prisca, com a igreja que está em sua casa”. (I Coríntios 16:19).
        4. “Saudai aos irmãos que estão em Laodicéia, e a Ninfa e à igreja que está em
sua casa”. (Colossenses 4:15).
        5. “E à nossa irmã Ápia, e a Arquipo, nosso camarada, e à igreja que está em tua
casa”. (Filemom 1:2).
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
       6. “E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes essas
mulheres que trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com os outros
cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida”. (Filipenses 4:3).
       Deus nunca proibiu qualquer mulher de falar ou ensinar nas congregações do
povo de Deus. Mesmo porque, no decorrer da história, o Senhor concedeu revelações
divinas a muitas mulheres para que elas administrassem o povo do Senhor: (Êxodo
15:20; Juízes 4:4; II Reis 22:14; Lucas 2:36; Atos 21:9). Caso as mulheres não
pudessem falar, ensinar ou conduzir o povo de Deus, então elas não poderiam ter sido
chamadas pelo Senhor para profetizar e anunciar a mensagem divina.
       Portanto, está claro que Paulo não está proibindo as mulheres de pregarem ou
ensinarem os oráculos sagrados nas congregações cristãs. O contexto considerado por
Paulo era outro, a proibição anunciada no versículo bíblico procurava restringir as
mulheres de conversarem nas igrejas.
       Evidentemente, a igreja é um local sagrado de oração, reflexão e de reverente
adoração. Com o seu dom natural para conversar, as mulheres quebrariam a reverência
que deve haver na Casa de Deus, razão pela qual, já naquela época era tido como
“indecente que as mulheres falem na igreja”.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 61ª PERGUNTA
                            Mulheres Ensinando na Igreja

Notei que as mulheres adventistas costumam ensinar nas igrejas. Então como fica o
fato do apóstolo Paulo ter proibido as mulheres de ensinarem nas igrejas, conforme I
Timóteo 2:11-12?


       A grande verdade é que o apóstolo Paulo jamais proibiu a qualquer mulher de
ensinar ou pregar nas igrejas. Mesmo porque, em seus escritos epistolares, o apóstolo
faz referência a várias igrejas que eram administradas por mulheres dedicadas e zelosas,
que trabalhavam na obra de evangelização (Romanos 16:1; 16:12; I Coríntios 16:19;
Filipenses 4:3; Colossenses 4:15; Filemom 1:2). Caso as mulheres não pudessem
ensinar as pessoas interessadas na mensagem cristã, então elas não poderiam ser
missionárias, professoras, ou evangelistas.
        O que o santo apóstolo proibiu foi que as mulheres, tomando o lugar da
autoridade – que pertence exclusivamente ao marido – passassem a ensinar aos seus
próprios esposos. Observe: “A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não
permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que
esteja em silêncio”. (I Timóteo 2:11-12).
        Da leitura do versículo depreende-se que a mulher deveria aprender em silêncio,
evitando as conversas frívolas e desnecessárias na igreja. Paulo também não permitiu
que a mulher ensinasse ao seu próprio marido, e nem mesmo que empregasse de
autoridade sobre seu esposo. Isto “porque o marido é a cabeça da mulher” (Efésios
5:23). O marido deve manter-se como o chefe e líder de sua família. Deve amar,
proteger e dar total segurança à sua esposa, porque os dois são uma só carne.
        O versículo bíblico não impede as mulheres de ensinarem aos outros. Como
impedir a mulher de ensinar aos seus filhos? Como impedir a mulher de ensinar aos
seus parentes? Como impedir a mulher de ensinar as suas vizinhas ou amigas
interessadas em conhecer a sua fé cristã?
        O impedimento paulino limitava-se tão-somente que a esposa ensinasse ao seu
próprio marido, justamente para evitar que a sua autoridade patriarcal fosse diminuída
ou usurpada.
        A verdade é que, no decorrer dos séculos, Deus chamou várias mulheres para
que se tornassem profetas e líderes espirituais do Seu povo. É claro que elas tiveram que
falar para ensinar sobre as maravilhosas verdades reveladas pelo Senhor. Observe o que
diz as Escrituras Sagradas:
        1. Deus chamou a irmã de Moisés para profetiza: “Então Miriã, a profetisa, a
irmã de Aarão, tomou o tamboril na sua mão, e todas as mulheres saíram atrás dela com
tamboris e com danças”. (Êxodo 15:20).
        2. No período dos juízes que governaram a Israel, Deus chamou Débora para ser
profeta e juíza de Seu povo: “E Débora, mulher profetisa, mulher de Lapidote, julgava a
Israel naquele tempo”. (Juízes 4:4).
        3. Na época dos reis, Deus chamou Hulda para ser profeta. Sua autoridade era
tão respeitada, que as mais altas autoridades a consultavam: “Então foi o sacerdote
Hilquias, e Aicão, e Acbor, e Safã, e Asaías à profetisa Hulda, mulher de Salum, filho
de Ticva, o filho de Harás, o guarda das vestiduras (e ela habitava em Jerusalém, na
segunda parte), e lhe falaram”. (II Reis 22:14).
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
        4. Na época do nascimento de Jesus, a profetiza Ana é mencionada nas
Escrituras Sagradas: “E estava ali a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser”.
(Lucas 2:36).
        5. No início da Igreja, o diácono Filipe “tinha este quatro filhas donzelas, que
profetizavam” (Atos 21:9).
        Caso as mulheres não pudessem ensinar ao povo de Deus o caminho a seguir,
então o Senhor teria perdido tempo concedendo o dom do Espírito de Profecia às
mulheres, supondo o absurdo de que elas deveriam permanecer caladas.
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                                 62ª PERGUNTA
                             Cristãos Indignos na Igreja

É certo ficar desanimada porque na igreja existem algumas pessoas indignas do nome
cristão? Elas professam seguir a Cristo, mas fora da igreja não se distinguem dos
mundanos!


       É fato incontestável que em todas as denominações religiosas, sem nenhuma
exceção, existem muitas pessoas que não estão de fato convertidas a Cristo e às
verdades bíblicas. “Há na igreja tanto crentes como descrentes ... Há grande diferença
entre uma suposta união e uma união verdadeira com Cristo, pela fé. O professar crer na
verdade põe homens na igreja, mas isso não prova que tenham união vital com a Videira
verdadeira”. (Reavivamento e Seus Resultados, 43, 44).
        Os descrentes que frequentam a igreja, juntamente com os crentes, foram
comparados por Jesus como constituindo o joio, que cresce no meio do trigo até à época
da ceifa (Mateus 13:24-30). “O mundo é um mundo caído, e a igreja é um lugar
representado por um campo em que crescem joio e trigo. Terão de crescer juntos até a
ceifa. Não é dever nosso desarraigar o joio, segundo a sabedoria humana, para que, por
sugestão de Satanás, não se dê o caso de que o trigo seja arrancado, na suposição de ser
joio”. (Carta 63, 1893).
        Também é fato inegável que os doze apóstolos foram orientados pessoalmente
por Jesus Cristo, mas um deles era Judas. Então é razoável considerar que nas igrejas
haja muitos judas. “Podeis criar na mente um mundo irreal e imaginar uma igreja ideal,
onde as tentações de Satanás não incitem para o mal, mas essa perfeição só existe em
tua imaginação”. (Carta 63, 1893).
        Falta com a verdade quem diz que na sua denominação religiosa não há joio ou
judas ou que todos são sinceros e fiéis cristãos. Isto porque o próprio Senhor Jesus
Cristo afirmou que o trigo e o joio somente seriam colhidos na ceifa (Mateus 13:30).
Como o trigo ainda não foi colhido, concluímos que o joio também não o foi e,
portanto, a ceifa ainda não ocorreu. Caso alguém ainda insista em dizer que na sua
igreja não há joio, então essa não é a Igreja de Cristo, porque o Senhor disse que na Sua
Igreja o joio cresceria com o trigo até ceifa.
        Estamos na Igreja por causa de Cristo e não por causa das pessoas. Como fiéis
cristãos, devemos olhar somente para Cristo e não para os homens. Cristo é o nosso
padrão, modelo e referencial para mirar. É por Cristo que devemos aferir nosso caráter e
não pelas pessoas, por melhores que elas sejam. A própria Bíblia Sagrada afirma que
devemos olhar para Cristo. Observe: “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé”
(Hebreus 12:2). “Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque
eu sou Deus, e não há outro” (Isaías 45:22).
        Jamais devemos tirar nosso olhar de Cristo e de Sua verdade para colocá-lo
sobre as pessoas e seus problemas, mesmo porque “muitos são chamados, mas poucos
escolhidos” (Mateus 22:14). Além disso, “nem todos os que são d’Israel são israelitas”
(Romanos 9:6). Antes do amadurecimento e da ceifa, não há como saber quem é joio e
quem é trigo. Portanto, devemos olhar exclusivamente para Jesus Cristo e para ninguém
mais.
        Em suma, “por haver na igreja membros indignos, não tem o mundo o direito de
duvidar da verdade do cristianismo, nem devem os cristãos desanimar por causa destes
falsos irmãos. Como foi com a igreja primitiva? Ananias e Safira uniram-se aos
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Perguntas e Respostas
discípulos. Simão Mago foi batizado. Demas, que abandonou a Paulo, era considerado
crente. Judas Iscariotes foi um dos apóstolos. O Redentor não quer perder uma única
pessoa. Sua experiência com Judas é relatada para mostrar Sua longanimidade com a
corrompida natureza humana; e nos ordena sermos pacientes como Ele o foi. Disse que
até ao fim do tempo haveria falsos irmãos na igreja”. (Parábolas de Jesus, 73).
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Perguntas e Respostas

                                 63ª PERGUNTA
                                 Futuras Perseguições

A exemplo de Paulo, no futuro sofreremos perseguições por causa da nossa fé?


       Sim, as Escrituras anunciam que pouco antes da segunda vinda de Cristo
haverá um período de grande tribulação no mundo e, especialmente, contra os santos do
Altíssimo, os quais recusarão receber o sinal da besta, ou servir a besta e sua imagem.
Observe o que diz a Palavra Sagrada:
        1. “E seguiu-os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a
besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão. Também o tal
beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será
atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro”.
(Apocalipse 14:9-10).
        2. “E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto da sua
semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus
Cristo”. (Apocalipse 12:17).
        3. “E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta pelos
filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve
nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se
achar escrito no livro”. (Daniel 12:1).
        4. “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da
hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra”.
(Apocalipse 3:10).
        “Foi-me mostrada a posição elevada e de responsabilidade que o povo de Deus
deve ocupar. Eles são o sal da Terra e a luz do mundo, e devem andar assim como
Cristo andou. Hão de passar por grande tribulação. O presente é um tempo de luta e
prova. Diz nosso Salvador: ‘Ao quem vencer lhe concederei que se assente comigo no
Meu trono; assim como Eu venci, e Me assentei com Meu Pai no Seu trono.’ Apoc.
3:21. A recompensa não é dada a todos quantos professam ser seguidores de Cristo, mas
aos que vencerem assim como Ele venceu. Devemos estudar a vida de Cristo, e
aprender o que seja confessá-Lo diante do mundo”. (I Testemunhos Seletos, 101).
        “Eis que a grande crise vem sobre o mundo. As Escrituras ensinam que o papado
deverá readquirir sua supremacia perdida, e que os fogos da perseguição serão reatados
por meio das concessões oportunistas do chamado mundo protestante”. (II Mensagens
Escolhidas, 367).
        “‘E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto da sua semente,
os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo.’ Apoc.
12:17. Num futuro não muito distante haveremos de ver estas palavras cumpridas,
quando as igrejas protestantes se aliarem com o mundo e o poder papal contra os que
guardam os mandamentos de Deus”. (II Testemunhos Seletos, 149).
        “O mundo todo há de ser instigado à inimizade contra os adventistas do sétimo
dia, porque eles não rendem homenagem ao papado, honrando o domingo, instituição
desse poder anticristão. É desígnio de Satanás fazer com que eles sejam exterminados
da Terra, a fim de que não seja contestada sua supremacia no mundo”. (A Igreja
Remanescente, 34).
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
       “Como os defensores da verdade se recusem a honrar o descanso dominical,
alguns deles serão lançados na prisão, exilados, e outros tratados como escravos”. (O
Grande Conflito, 608).
       Quando a imagem da besta for formada e a própria besta adquirir proeminência
no mundo, então os santos do Altíssimo, que guardam os mandamentos de Deus,
passarão por tremendas perseguições. Mas não há motivo para entrar em desespero,
porque nesse tempo de angústia, o Senhor será uma segura fortaleza para o Seu povo
santo.
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                                  64ª PERGUNTA
                                Deus e a Volta de Jesus

Deus estará nos céus esperando Jesus retornar com aqueles que forem arrebatados na
segunda vinda de Cristo?


       A Bíblia Sagrada esclarece que quando o Senhor Jesus retornar a este mundo,
haverá no céu um silêncio que durará por quase meia hora profética: “E havendo aberto
o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora” (Apocalipse 8:1).
       Conforme Ezequiel 4:6-7, cada dia profético corresponde a um ano literal.
Portanto, um dia profético é constituído por 24 horas proféticas. Sendo que, vinte e
quatro horas proféticas, correspondem a 360 dias literais. Assim pode-se apresentar a
seguinte igualdade:


                           24 horas proféticas -------- 360 dias literais
                           ½ hora profética -------------- x dias literais


       Por uma simples regra de três tem-se o seguinte resultado:

                           x = (½ . 360)/24 = 7,5 dias literais


         Desse modo fica evidenciado que meia hora profética corresponde a 7,5 dias
literais. Como a profecia diz que o silêncio no Céu durou por “quase” meia hora, isso
significa que essa “quase meia hora” corresponde a sete dias literais. Esse é o tempo que
Jesus gastará para retornar à Terra e voltar ao céu com todos os salvos.
         Esse silêncio indica que o céu ficará totalmente vazio, pois todos os santos anjos
estarão acompanhando Jesus Cristo em Sua segunda vinda a este planeta.
         Apesar desse silêncio sepulcral, as Escrituras Sagradas nada dizem sobre o Pai
deixar o céu para acompanhar o Filho na Sua segunda vinda ao planeta Terra. Também
nada dizem sobre o Pai ficar no céu, aguardando o Filho retornar com todos salvos e
santos anjos.
         O que as Escrituras Sagradas ensinam claramente é que é Cristo quem voltará
segunda vez a este mundo. Elas também esclarecem que Cristo não virá sozinho, mas
voltará a este mundo acompanhado por todos os santos anjos do céu, cujo número é de
milhares de milhares e milhões de milhões. Observe o que diz as Escrituras Sagradas:
         Jesus retornará a este mundo acompanhando por todos os santos anjos: “E
quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se
assentará no trono da sua glória”. “Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai,
com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras”. (Mateus 25:31;
16:27).
         Jesus enviará os anjos que O acompanham para ajuntar todos os salvos: “Então
aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e
verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E
ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus
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Perguntas e Respostas
escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus”. (Mateus
24:30-31).
       Portanto, até onde as Escrituras Sagradas revelam, Cristo voltará a este mundo
acompanhado pelos santos anjos do céu. A Bíblia Sagrada nada revela sobre o Pai
acompanhar Jesus, em Sua segunda vinda. Neste ponto deve-se aplicar o seguinte
princípio bíblico: “As coisas encobertas são para o Senhor, nosso Deus; porém as
reveladas são para nós e para nossos filhos, para sempre”. (Deuteronômio 29:29).
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                                  65ª PERGUNTA
                                   Quem Viver Verá?

A Bíblia fala que todo olho verá a volta de Jesus. Isto significa que os ímpios e os justos
mortos ressuscitarão para ver o retorno de Jesus?


       Com relação a todos verem a volta de Jesus, as Escrituras Sagradas esclarecem
o seguinte: “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da
terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com
poder e grande glória”. (Mateus 24:30).
        Outro versículo paralelo explica o seguinte: “Eis que vem com as nuvens, e todo
olho O verá, até quantos O traspassaram. E todas as tribos da Terra se lamentarão sobre
Ele. Certamente. Amém”. (Apocalipse 1:7).
        A vinda do Senhor Jesus é comparada ao relâmpago, visível a todos os olhos,
desde o Oriente até o Ocidente. “Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto,
não saiais; eis que ele está no interior da casa, não acrediteis. Porque, assim como o
relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do
Filho do homem”. (Mateus 24:26-27).
        Os olhos que verão Jesus vindo sobre as nuvens do céu, serão os olhos de todas
as pessoas que estiverem vivas naquele “grande dia do Senhor”, ou seja: “todas as tribos
da Terra”. Evidentemente isto inclui os olhos dos santos e dos ímpios que estiverem
vivos naquele dia. Os ímpios mortos não verão o Senhor em Sua segunda vinda. Os
únicos ímpios que verão a segunda vinda de Cristo a este mundo são aqueles que O
traspassaram, os demais não O verão.
        Quando Jesus retornar a este mundo, somente os santos mortos é quem serão
ressuscitados na chamada “primeira ressurreição” no início do período de mil anos.
Note o que diz as Escrituras Sagradas: “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte
na primeira ressurreição: sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão
sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos” (Apocalipse 20:6).
        Os ímpios mortos não serão ressuscitados na segunda vinda de Cristo. Eles
somente serão ressuscitados na chamada “segunda ressurreição”, a qual ocorrerá quando
terminar os mil anos. Observe o que diz a Bíblia Sagrada: “Mas os outros mortos
[ímpios] não reviveram, até que os mil anos se acabaram” (Apocalipse 20:5).
        Pelo que foi exposto, fica claro que os santos mortos e os ímpios mortos não
verão o momento da chegada de Jesus Cristo a este mundo, em Sua segunda vinda.
Somente depois da chegada de Jesus é que os santos mortos serão ressuscitados, para
juntamente com os santos vivos “encontrar o Senhor nos ares”. (I Tessalonicenses 4:17).
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                                66ª PERGUNTA
                               Arrebatamento Secreto

É verdade que o arrebatamento dos santos será secreto ou invisível aos olhos
humanos?


       A Bíblia Sagrada não fala de nenhum outro arrebatamento dos santos, a não
ser daquele que ocorrerá no dia em que Jesus retornar a este mundo. “Porque o mesmo
Senhor descerá do céu com alarido e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e
os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos,
seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e
assim estaremos sempre com o Senhor” (I Tessalonicenses 4:16-17).
        Conforme informações contidas nas Escrituras Sagradas, o arrebatamento dos
santos do Altíssimo será tão secreto quanto um grande trovão ou relâmpago que se
mostra do Oriente ao Ocidente à vista de todos. “Porque, assim como o relâmpago sai
do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem”
(Mateus 24:27).
        A vinda de Cristo a este mundo, para arrebatar a Sua Igreja para o céu, será tão
secreta que “todo o olho o verá” (Apocalipse 1:7) e “todas as tribos da terra se
lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e
grande glória” (Mateus 24:30).
        O arrebatamento da Igreja será tão secreto que Jesus “enviará os seus anjos com
rijo clamor de trombeta” (Mateus 24:31), os quais “separarão os maus dentre os justos”
(Mateus 13:49) e “estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro. Estando
duas moendo no moinho será levada uma, e deixada outra”. (Mateus 24:40-41).
        O arrebatamento da Igreja, na segunda vinda de Cristo, será tão secreto, que o
Senhor Jesus se manifestará desde os céus “como labareda de fogo, tomando vingança
dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor
Jesus Cristo. Os quais por castigo padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a
glória do seu poder”. (II Tessalonicenses 1:8-9).
        Jesus voltará a este mundo do mesmo modo como para o céu foi visto subir. Ele
subiu em carne e osso e voltará em carne e osso. Ele subiu de forma visível aos olhos de
todos e voltará de forma visível aos olhos de todos. Seu arrebatamento nada teve de
oculto ou secreto e sua vinda nada terá de oculto ou secreto. “E quando dizia isto,
vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.
E estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram
dois varões vestidos de branco. Os quais lhe disseram: Varões galileus, por que estais
olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir
assim como para o céu o vistes ir”. (Atos 1:9-11).
        Portanto, com a segunda vinda de Cristo a este mundo, ocorrerá o arrebatamento
de Sua Igreja. Esse arrebatamento nada tem de invisível ou de secreto. Nada tem que
não seja aparente ou que seja encoberto. Nada tem que seja escondido ou oculto.
Mesmo porque as Escrituras Sagradas não falam de nenhum outro arrebatamento no fim
dos tempos, além daquele que ocorrerá na segunda vinda de Cristo.
        Os versículos expostos evidenciam que a doutrina do arrebatamento secreto não
tem nenhum fundamento nas Escrituras Sagradas. Essa doutrina não passa de produto
da imaginação e fantasia humana. É uma doutrina totalmente destituída dos critérios
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Perguntas e Respostas
basilares da Hermenêutica Sacra. A essa doutrina espúria devemos obedecer ao seguinte
conselho do apóstolo Paulo: “rejeita as fábulas profanas”. (I Timóteo 4:7).
        O arrebatamento secreto é uma doutrina baseada numa coleção de versículos
bíblicos desconexos, os quais descontextualizados de sua mensagem original, foram
interpretados ao bel prazer dos defensores dessa esdrúxula doutrina. A bem da verdade,
tal doutrina não passa de uma mera ficção religiosa existente na imaginação daqueles
que a defendem. Ela é uma doutrina antibíblica produzida pela mente humana. “Mas em
vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens”. (Mateus 15:9).
        “As coisas reveladas são para nós e nossos filhos, mas não devemos permitir que
nossa imaginação fabrique doutrinas concernentes a coisas não reveladas”. (Medicina e
Salvação, 100).
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                                67ª PERGUNTA
                                Os que Traspassaram

Por que a Bíblia Sagrada diz que aqueles que traspassaram a Jesus verão a Sua vinda?
Quem são essas pessoas?


       A passagem bíblica em questão é a seguinte: “Eis que vem com as nuvens, e
todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se
lamentarão sobre ele. Sim! Amém!” (Apocalipse 1:7).
        A palavra traspassar ou transpassar tem o mesmo significado. São palavras
sinônimas. Elas significam “varar de lado a lado”, “furar de lado a lado”. No processo
de crucifixão, Jesus teve as Suas mãos e os Seus pés furados de lado a lado ao serem
atravessados pelos cravos de ferro dos soldados romanos. Após a sua morte, estando na
cruz, Jesus ainda teve o seu franco atravessado pela lança de um dos soldados romanos.
Esses fatos ocorreram em sincronia com a profecia da Escritura Sagrada que diz:
“Verão aquele que traspassaram” (João 19:33-37). Os que traspassaram a Jesus são
todas as pessoas que estiveram envolvidas no processo de Sua crucifixão.
        Muitas passagens das Escrituras Sagradas deixam claro que todos aqueles que
traspassaram a Jesus terão o imenso desprazer de testemunhar a Sua vinda, nas nuvens
do céu, com poder e grande glória.
        Jesus fez uma curiosa declaração ao sumo sacerdote, que procurava pretexto
para condená-lo: “e vereis o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e
vindo sobre as nuvens do céu” (Marcos 14:62).
        O sumo sacerdote e todos aqueles que estiveram envolvidos na crucifixão de
Jesus estão mortos há quase dois mil anos. Então, como eles poderão ver “aquele que
traspassaram” (João 19:37)? Bem, a única resposta possível é que todos eles terão que
ser ressuscitados especialmente para presenciarem a segunda vinda de Cristo.
        Sobre essa ressurreição especial, o profeta Daniel declarou: “E muitos dos que
dormem no pó da terra ressuscitarão uns para a vida eterna, e outros para vergonha e
desprezo eterno” (Daniel 12:2). Portanto, dois grupos de pessoas ressuscitarão do pó da
terra: “uns... para a vida eterna” e “outros... para a vergonha e desprezo eterno”.
        Nessa ressurreição especial, aqueles que ressuscitarão “para vergonha e desprezo
eterno” são justamente os que traspassaram a Jesus. Mas, quem são aqueles que
ressuscitarão, nessa mesma ocasião, “para a vida eterna”? Bem, o livro do Apocalipse
responde: “E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos
que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito para que descansem dos seus
trabalhos, e as suas obras os sigam” (Apocalipse 14:13).
        Esta mensagem é anunciada logo após a proclamação da mensagem do terceiro
anjo. Isto significa que todos aqueles que “desde agora” – durante a proclamação da
mensagem do terceiro anjo – morrerem no Senhor são bem-aventurados. Mas por que
especialmente estes são bem-aventurados e outros que morreram em Cristo antes desta
mensagem angélica não são chamados de bem-aventurados? A resposta é muito
simples: Esses bem-aventurados que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo
também participarão de uma ressurreição especial para testemunhar a segunda vinda de
Cristo.
        “Todos os que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo saem do túmulo
glorificados, para ouvirem o concerto de paz, estabelecido por Deus com os que
guardam a Sua lei”. E “os que zombaram e escarneceram da agonia de Cristo, e os mais
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
acérrimos inimigos de Sua verdade e povo, ressuscitam para contemplá-Lo em Sua
glória, e ver a honra conferida aos fiéis e obedientes” (Grande Conflito, 643).
        Portanto, antes do retorno de Cristo a este mundo haverá uma ressurreição
especial, na qual dois grupos de pessoas farão parte: “uns” ressuscitarão “para a vida
eterna” e “outros” ressuscitarão “para vergonha e desprezo eterno”. Nessa ocasião, os
que ressuscitarem para a “vida eterna” serão constituídos por todos os que morreram na
fé da mensagem do terceiro anjo e os que ressuscitarem “para a vergonha e desprezo
eterno” serão constituídos por todos os que traspassaram a Jesus.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 68ª PERGUNTA
                          Aparência Física na Ressurreição

Caso Jesus voltasse hoje, permaneceríamos com a aparência física de nossa idade
atual? Ou seja, as crianças continuarão sendo crianças, os jovens continuarão sendo
jovens e os velhos assim permanecerão?


       A      Bíblia Sagrada ensina que os santos do Altíssimo ressuscitarão
incorruptíveis e imortais: “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos
dormiremos, mas todos seremos transformados. Num momento, num abrir e fechar de
olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão
incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível
se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade”. (I
Coríntios 15:51-53).
        Na segunda vinda de Cristo, os santos serão ressuscitados no frescor da eterna
juventude, num corpo incorruptível e imortal. Todos os salvos receberão um corpo
semelhante ao corpo glorioso do Senhor Jesus: “Que transformará o nosso corpo
abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar
também a si todas as coisas”. (Filipenses 3:21).
        As crianças ressuscitarão incorruptíveis e imortais, mas ainda serão crianças,
todavia, crescerão e se desenvolverão. Os jovens ressuscitarão jovens e os velhos
ressuscitarão no frescor da eterna juventude. Na eternidade, todos os salvos serão para
sempre jovens.
        As crianças ressuscitarão crianças: “Ao surgirem os pequenos, imortais, de seu
leito de pó, imediatamente seguirão caminho, voando, para os braços maternos.
Reencontrar-se-ão, para nunca mais se separarem”. (II Mensagens Escolhidas, 260).
        Os salvos ressuscitam com a mesma estatura que possuíam, porém no frescor da
eterna juventude. “Todos saem do túmulo com a mesma estatura que tinham quando ali
entraram. Adão, que está em pé entre a multidão dos ressuscitados, é de grande altura e
formas majestosas, de estatura pouco menor que o Filho de Deus. Apresenta assinalado
contraste com o povo das gerações posteriores; sob este único ponto de vista se revela a
grande degeneração da raça. Todos, porém, surgem com a louçania e vigor de eterna
mocidade”. (GC, 644).
        Todos os salvos recuperarão a estatura original do homem ao participarem da
árvore da vida. “No princípio o homem foi criado à semelhança de Deus, não somente
no caráter, mas na forma e aspecto. O pecado desfigurou e quase obliterou a imagem
divina; mas Cristo veio para restaurar aquilo que se havia perdido. Ele mudará nosso
corpo vil, modelando-o conforme Seu corpo glorioso. As formas mortais, corruptíveis,
destituídas de garbo, poluídas pelo pecado, tornam-se perfeitas, belas e imortais. Todos
os defeitos e deformidades são deixados no túmulo. Restabelecidos à árvore da vida, no
Éden há tanto tempo perdido, os remidos crescerão até à estatura completa da raça em
sua glória primitiva”. (GC, 645).
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                  69ª PERGUNTA
                            O Reino Terrestre de Mil Anos

Quando Jesus voltar a este mundo, Ele vai permanecer na Terra durante o milênio ou
voltará para o Céu?


       Existe uma heresia no seio da cristandade que ensina a antibíblica doutrina de
que Cristo, com todos os salvos, reinarão na Terra durante um período de mil anos.
Ocorre que tal doutrina é totalmente contrária aos ensinos registrados nas páginas das
Escrituras Sagradas.
        A verdade é que os salvos reinarão com Cristo durante mil anos, mas não na
Terra, e sim no Céu.
        Sabe-se que os crentes possuem uma cidade que está localizada no Céu, onde
também se encontra Jesus: “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos
o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Filipenses 3:20).
        Há quase dois mil anos, Jesus partiu para ficar junto do Pai que está no céu. Ele
prometeu preparar lugar nas moradas celestiais para todos os salvos. Quando concluísse
a Sua obra, o Senhor assegurou que virá “outra vez” para levar todos os salvos para
junto dEle. Observe: “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-
lo teria dito: vou preparar-vos lugar. E, se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez e
vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14:2-
3). Logo, os crentes serão arrebatados para ficar com Cristo no Céu e não para ficar na
Terra.
        A grande verdade é que, quando Jesus descer do Céu, os santos não governarão
a Terra com o Senhor durante os mil anos, mas todos serão arrebatados para encontrar
Jesus nas alturas, para estarem para sempre com o Senhor: “Porque o mesmo Senhor
descerá do céu com alarido e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que
morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos
arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim
estaremos sempre com o Senhor” (I Tessalonicenses 4:16-17).
        Diante dos versículos bíblicos apresentados, fica claro que Jesus não reinará com
os salvos neste planeta durante o período de mil anos. Mas todos os salvos serão
arrebatados para o Céu e lá reinarão com Cristo durante mil anos, habitando nas
moradas celestiais preparadas pelo Senhor: “Bem-aventurado e santo aquele que tem
parte na primeira ressurreição: sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão
sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos” (Apocalipse 20:6).
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Perguntas e Respostas

                                70ª PERGUNTA
                                   Mil Anos no Céu

Os justos vivos serão arrebatados e viverão por mil anos nos céus e depois voltarão a
essa Terra, como uma Terra prometida?


       Todos os santos mortos serão ressuscitados na segunda vinda de Cristo, e
juntos com os santos vivos, serão arrebatados para encontrar o Senhor nos ares e
reinarão com Cristo durante mil anos no Céu. Após decorrerem os mil anos, todos os
santos descerão à Terra, a qual será renovada e restaurado à sua perfeição original por
Deus para servir de lar para todos os salvos.
        Os santos serão arrebatados para o Céu para ficarem com o Senhor Jesus:
“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido e com voz de arcanjo, e com a
trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os
que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o
Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor”. (I Tessalonicenses 4:16-17).
        Os santos reinarão com Cristo por um período de mil anos. “Bem-aventurado e
santo aquele que tem parte na primeira ressurreição: sobre estes não tem poder a
segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos”.
(Apocalipse 20:6).
        Deus torna novos o céu e a Terra para ser a eterna morada de todos os salvos. “E
vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram,
e o mar já não existe. E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus
descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido”. (Apocalipse
21:1-2).
        Deus criou a Terra com o propósito de que ela fosse habitada. “Porque assim diz
o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; ele a estabeleceu,
não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o Senhor e não há
outro”. (Isaías 45:18).
        A Terra será restaurada à sua perfeição original e edênica: “E o que estava
assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas”. (Apocalipse 21:5). O
Jardim do Éden retornará para a Terra. Os salvos viverão para sempre e o mal já não
mais existirá. Na Nova Terra, “não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem
dor; porque já as primeiras coisas são passadas”. (Apocalipse 21:4). A Terra renovada
por Deus será o eterno lar dos salvos, e a Nova Jerusalém será a capital do futuro reino
que Deus estabelecerá na Terra para sempre.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 71ª PERGUNTA
                           Ímpios Salvos Durante o Milênio

Durante o período de mil anos, aqueles que ficarem aqui na Terra terão chance de ser
salvos?


       Os mil anos terão início com a ressurreição dos santos do Altíssimo
(Apocalipse 20:6), na segunda vinda de Cristo (I Tessalonicenses 4:16-17). Porém,
quando Jesus retornar a este mundo, a porta da graça estará definitivamente fechada.
Nessas circunstâncias não haverá possibilidade de salvação para mais ninguém.
        A título de ilustração considere o caso dos antediluvianos: Quando Noé e sua
família entraram na arca, o Senhor fez questão de fechar a porta da arca. Isto significava
que havia terminado o tempo da graça concedido aos antediluvianos. Ninguém mais
poderia entrar ou sair da arca depois que a sua porta foi fechada. Não havia mais
oportunidade de perdão ou de salvação. Pois o tempo da graça estava encerrado. Assim
também se dará na segunda vinda de Cristo.
        “Haverá um outro tempo de graça? Não, não. Este engano deve ser
imediatamente abandonado. O atual tempo de graça é tudo quanto havemos de ter.
Compreendeis que a salvação de seres humanos caídos precisa ser assegurada na vida
presente, ou eles estarão para sempre perdidos?”. (I Mensagens Escolhidas, 91).
        Durante o período de mil anos, somente os ímpios e os pecadores ficarão na
Terra. Porém, além da porta da graça encontrar-se fechada, eles não terão nenhuma
chance de serem salvos simplesmente porque quando Jesus voltar pela segunda vez a
este mundo, todos os ímpios vivos serão destruídos e aniquilados pelo esplendor da
glória do Senhor, e ficarão mortos durante todo o período de mil anos. Observe o que
diz alguns versículos bíblicos:
        1. “E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o
Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder. Como labareda de fogo, tomando
vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso
Senhor Jesus Cristo. Os quais por castigo padecerão eterna perdição, ante a face do
Senhor e a glória do seu poder”. (II Tessalonicenses 1:7-9).
        2. “E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua
boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda. A esse cuja vinda é segundo a eficácia
de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira. E com todo o engano da
injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se
salvarem”. (II Tessalonicenses 2:8-10).
        3. “Eis que o dia do Senhor vem, horrendo, com furor e ira ardente, para pôr a
terra em assolação, e destruir os pecadores dela. Porque as estrelas dos céus e os astros
não deixarão brilhar a sua luz; o sol se escurecerá ao nascer, e a lua não fará
resplandecer a sua luz. E visitarei sobre o mundo a maldade, e sobre os ímpios a sua
iniquidade: e farei cessar a arrogância dos atrevidos, e abaterei a soberba dos tiranos”.
(Isaías 13:9-11).
        4. “E serão os mortos do Senhor, naquele dia, desde uma extremidade da terra
até à outra extremidade da terra: não serão pranteados, nem recolhidos, nem sepultados;
mas serão como estrume sobre a face da terra”. (Jeremias 25:33).
        Os ímpios somente voltarão a receber a vida após terminarem os mil anos: “Mas
os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram” (Apocalipse 20:5).
“Ao fim dos mil anos, Cristo volta novamente à Terra. É acompanhado pelo exército
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Perguntas e Respostas
dos remidos, e seguido por um cortejo de anjos. Descendo com grande majestade,
ordena aos ímpios mortos que ressuscitem para receber a condenação. Surgem estes
como um grande exército, inumerável como a areia do mar. Que contraste com aqueles
que ressurgiram na primeira ressurreição! Os justos estavam revestidos de imortal
juventude e beleza. Os ímpios trazem os traços da doença e da morte”. (A Verdade
Sobre os Anjos, 288).
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Perguntas e Respostas

                                72ª PERGUNTA
                            Recordações Antigas no Céu

Teremos lembranças das coisas terrestres quando estivermos no céu?


       Lembrar... lembraremos. Mas não “sentiremos” o desejo ou a vontade de
relembrar as coisas ruins e desagradáveis que nos aconteceram e que nos fizeram sofrer.
        Quando estivermos no Céu, as lembranças das coisas ruins que ocorreram
conosco não exercerão nenhuma influência sobre as nossas emoções. Por exemplo, nos
dias de hoje, passamos por muitos aborrecimentos e sofrimentos, como perda de entes
queridos, prejuízos financeiros, desempregos, divórcios, brigas etc. Todavia, depois de
algum tempo, nossas feridas emocionais acabam sarando e não ficamos relembrando,
remoendo ou sofrendo pelas coisas ruins que aconteceram em nossas vidas.
        No Céu não teremos razões plausíveis para querer ficar fixando a mente em
remoer lembranças de coisas passadas, que nos causaram dano e sofrimento. Isto não
quer dizer que ficaremos sem memória dos acontecimentos que nos causaram dores,
sofrimentos e tristezas. Simplesmente não procuraremos nos lembrar deles.
        No céu, o estado de felicidade dos salvos será tão grande que compensará todas
as coisas ruins pelas quais passaram neste mundo de dor, pranto, sofrimento e morte.
Como exemplo ilustrativo desse tipo de “esquecimento”, observe o que Jesus disse: “A
mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas,
depois de ter dado à luz a criança, já se não lembra da aflição, pelo prazer de haver
nascido um homem no mundo”. (João 16:21). O fato de ter dado à luz não quer dizer
que a mãe perdeu a memória do sofrimento das coisas passadas, mas tais coisas
simplesmente não vêm à tona, em sua memória.
        Em outras palavras, no Céu não ficaremos desmemoriados. Nossa memória não
será apagada. Nossas lembranças não serão aniquiladas. Caso nossa memória fosse
apagada não seriamos mais nós mesmos, com a nossa personalidade. O que acontecerá
no Céu é que não teremos nenhum desejo de lembrar as coisas do passado porque Deus
nos consolará por tudo que sofremos neste mundo. Sentiremos plenamente
recompensados pela dor que passamos: “E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e
não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas
são passadas”. (Apocalipse 21:4).
        “Pensais que alguém ali tomará tempo para falar de suas provações e terríveis
dificuldades? ‘Não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória
delas.’ Isa. 65:17. Deus... ‘lhes enxugará dos olhos toda lágrima.’ Apocalipse 21:4”.
(Manuscrito 18, 1894).
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                                73ª PERGUNTA
                        Reconhecendo os Familiares no Céu

Reconheceremos os nossos familiares e amados quando estivermos no céu?


       Sim, no céu nós vamos reconhecer nossos familiares, amigos e amados. Caso
as informações em nosso cérebro fossem apagadas, então já não seriamos mais os
mesmos, com o nosso caráter, emoções, sentimentos, experiências e conhecimentos.
        A seguir, observe a citação de alguns comentários autorizados que mostram que
no céu reconheceremos nossos familiares e amigos:
        1. “O semblante do Salvador ressuscitado, Sua maneira, Sua linguagem, tudo era
familiar aos discípulos. Como Jesus ressurgiu dos mortos, assim hão de ressuscitar os
que nEle dormem. Reconheceremos os nossos amigos, da mesma maneira que os
discípulos a Jesus. Talvez hajam sido deformados, doentes, desfigurados nesta vida
mortal, ressurgindo em plena saúde e formosura; no entanto, no corpo glorificado, será
perfeitamente mantida a identidade”. (O Desejado de Todas as Nações, 804).
        2. “Quando nossos amigos descem à sepultura, eles não nos parecem belos. Pode
ser que levemos ao descanso nosso pai ou nossa mãe: quando ressurgirem, as rugas
terão todas desaparecidas, mas serão eles mesmos, e os reconheceremos”. (Maranata,
279).
        3. “Veremos nossos filhos outra vez. Encontrar-nos-emos com eles e os
reconheceremos nas cortes celestes”. (Carta 196, 1899).
        4. “Quando a seara da Terra for recolhida, veremos o resultado de nossa labuta;
pois veremos aqueles por quem trabalhamos e oramos, reunidos no celeiro celestial.
Assim entraremos no gozo de nosso Senhor, quando ‘o trabalho da Sua alma Ele verá e
ficará satisfeito’. Isa. 53:11”. (Special Testimonies on Education, 67-72).
        5. “O maior dom de Deus é Cristo, cuja vida é nossa, pois nos foi dada. Ele
morreu por nós, e ressuscitou em nosso favor, a fim de que pudéssemos sair da
sepultura para um glorioso companheirismo com os anjos celestiais, encontrar-nos com
nossos entes queridos e reconhecer-lhes a fisionomia, pois a semelhança com Cristo não
destrói sua imagem, mas a transforma à gloriosa imagem dEle. Todos os santos ligados
aqui por laços familiares conhecerão ali uns aos outros”. (III Mensagens Escolhidas,
316).
        Diante do que foi exposto, fica evidente que, quando estivermos no Céu, vamos
reconhecer todos nossos conhecidos que forem dignos de alcançarem a salvação.
Reconheceremos os membros de nossa família, nossos amigos, nossos vizinhos, nossos
colegas, bem como aqueles que evangelizamos e tiveram o privilégio de estar no Céu.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                74ª PERGUNTA
                             Onde Estão Elias e Enoque

Onde estão vivendo as pessoas que foram para o céu, como por exemplo, Elias,
Enoque, Moisés etc? O que elas estão fazendo?


       A Bíblia Sagrada fala de algumas pessoas que foram para o Céu. Algumas
foram arrebatadas sem passar pela experiência da morte. Outras morreram, foram
ressuscitadas e levadas para o Céu. Como exemplo, as Escrituras Sagradas citam os
casos de Enoque, Elias, Moisés e os santos que ressuscitaram após a ressurreição de
Jesus. O livro do Apocalipse fala de 24 anciãos que estão no Céu.
        Algumas dessas pessoas estão visitando outros mundos. Outras estão juntas ao
trono de Deus, participando do plano dEle para com a raça humana. Mas todas elas
possuem morada na santa cidade, a Nova Jerusalém.
        Enoque foi visto visitando um mundo com sete luas: “Perguntei-lhe se este era o
lugar para onde fora transportado da Terra. Ele disse: - Não é; minha morada é na
cidade, e eu vim visitar este lugar”.
        A Bíblia Sagrada ensina que Enoque e Elias foram arrebatados vivos para o Céu.
Esses homens não passaram pela experiência da morte.
        Enoque, o sétimo depois de Adão, foi arrebatado ao Céu sem ver a morte: “Pela
fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o
trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a
Deus”. (Hebreus 11:5).
        Elias, o profeta do Altíssimo, foi trasladado ao Céu sem passar pela morte:
“Sucedeu pois que, havendo o Senhor de elevar a Elias num redemoinho ao céu, Elias
partiu com Eliseu de Gilgal. E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um
carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro: e Elias subiu ao céu num
redemoinho”. (II Reis 2:1 e 11).
        As Escrituras Sagradas ensinam que Moisés morreu (Deuteronômio 34:5-8), mas
foi ressuscitado por Miguel: “Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e
disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra
ele; mas disse: O Senhor te repreenda”. (Judas 1:9).
        A Ressurreição de Moisés é uma realidade, tanto que, quando Jesus esteve na
Terra, o próprio Moisés e o profeta Elias desceram do Céu. Os dois apareceram ao
Senhor Jesus Cristo, tendo por testemunhas quatro dos santos apóstolos: “Seis dias
depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em
particular a um alto monte. E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu
como o sol, e os seus vestidos se tornaram brancos como a luz. E eis que lhes
apareceram Moisés e Elias, falando com ele”. (Mateus 17:1-3).
        Após a ressurreição de Jesus, muitos santos que estavam mortos também
ressuscitaram: “E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam
foram ressuscitados. E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na
cidade santa, e apareceram a muitos” (Mateus 27:52-53).
        O Apocalipse revela que no centro do governo de Deus há vinte e quatro
anciãos: “E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos; e vi assentados sobre os
tronos vinte e quatro anciãos vestidos de vestidos brancos; e tinham sobre suas cabeças
coroas de ouro”. (Apocalipse 4:4).
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
        Diante do exposto, fica claro que alguns dos santos, como por exemplo, Enoque
estão visitando outros planetas e conhecendo os seus habitantes. Outros estão no
terceiro Céu realizando várias atividades junto ao trono de Deus. Por exemplo, Moisés e
Elias desceram para confortar a Jesus no desenvolvimento do Plano da Salvação. Os 24
anciãos, que assistem perante a face do Senhor, observam e testemunham o desenrolar
do Plano da Salvação.
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Perguntas e Respostas

                                75ª PERGUNTA
                        Conhecendo os Heróis da Fé no Céu

Nós conheceremos a Davi, Elias e os que forem para o Céu, como por exemplo, o
homem crucificado ao lado de Jesus?


       No Céu haverá pessoas salvas de todas as épocas e de todas as nações, tribos,
línguas e povos. Todos esses salvos constituirão as nações futuras do Novo Mundo.
        É claro que no Céu vamos conhecer pessoalmente cada membro da família de
Deus, mesmo porque teremos toda a eternidade para conhecê-los.
        Lá no Céu teremos o privilégio de conhecer todos os heróis da fé, tais como
Davi, Elias, Moisés, Isaías, Jeremias, Daniel, Abrão, Isaque, Jacó etc. Conheceremos
esses heróis do mesmo modo como o apóstolo Pedro conheceu a Elias e Moisés, quando
eles desceram no monte da transfiguração (Mateus 17:1-3).
        No Céu, os salvos se assentarão à mesa com os heróis da fé. “Tendo recebido o
reino, Ele virá em glória, como Rei dos reis e Senhor dos senhores, para a redenção de
Seu povo, que deve assentar-se ‘com Abraão, Isaque e Jacó’, à Sua mesa, em Seu reino
(Mateus 8:11; Lucas 22:30), a fim de participar da ceia das bodas do Cordeiro”. (GC,
427). Destarte, verificamos que conheceremos Abraão, Isaque, Jacó e, evidentemente,
todos os demais salvos.
        Os salvos não perderão a sua personalidade ou caráter, de forma que nós os
conheceremos como eles realmente são. Eis um vislumbre de pessoas que vamos
conhecer no Céu: “Entre a multidão resgatada acham-se os apóstolos de Cristo, o
heróico Paulo, o ardoroso Pedro, o amado e amante João, e seus fiéis irmãos, e com
estes o vasto exército dos mártires”. (GC, 667/668). Em suma, os salvos conhecerão os
grandes personagens bíblicos do mesmo modo como conhecemos nossos vizinhos,
amigos e parentes.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 76ª PERGUNTA
                                   Atividades no Céu

Sou muito inquieta e não consigo ficar parada. Por essa razão, gostaria de saber o que
faremos no Céu? Teremos tarefas ou atividades?


       A imagem de que no Céu os salvos ficarão eternamente tocando monótonas
melodias com harpas entre as nuvens é uma diabólica invenção de Satanás. Este grande
adversário de Deus e dos homens visa unicamente ridicularizar e menosprezar o Céu,
criando uma falsa impressão de um lugar de ócio e infindo tédio.
        Deus criou e dotou o homem com grandes faculdades mentais capazes de
conhecer, estudar, compreender e apreender os segredos da criação e da natureza. É
propósito divino que o homem continue estudando e crescendo no conhecimento dos
mistérios da criação do Universo.
        No céu, “todas as faculdades se desenvolverão, ampliar-se-ão todas as
capacidades. A aquisição de conhecimentos não cansará o espírito nem esgotará as
energias. Ali os mais grandiosos empreendimentos poderão ser levados avante,
alcançadas as mais elevadas aspirações, as mais altas ambições realizadas; e surgirão
ainda novas alturas a atingir, novas maravilhas a admirar, novas verdades a
compreender, novos objetivos a aguçar as faculdades do espírito, da alma e do corpo”.
(GC, 677-678).
        “Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus.
Livres da mortalidade, alçarão voo incansável para os mundos distantes - mundos que
fremiram de tristeza ante o espetáculo da desgraça humana, e ressoaram com cânticos
de alegria ao ouvir as novas de uma alma resgatada. Com indizível deleite os filhos da
Terra entram de posse da alegria e sabedoria dos seres não caídos. Participam dos
tesouros do saber e entendimento adquiridos durante séculos e séculos, na contemplação
da obra de Deus. Com visão desanuviada olham para a glória da criação, achando-se
sóis, estrelas e sistemas planetários, todos na sua indicada ordem, a circular em redor do
trono da Divindade. Em todas as coisas, desde a mínima até à maior, está escrito o nome
do Criador, e em todas se manifestam as riquezas de Seu poder”. (GC, 677-678).
        “E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão mais e mais abundantes e
gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo,
também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão”. (GC, 677-678).
        Portanto, teremos infindas tarefas a realizar no Céu. Com a nossa capacidade
intelectual estudaremos os segredos do Universo, cresceremos em conhecimento e
aplicaremos o conhecimento adquirido em benefício de todos os salvos.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                77ª PERGUNTA
                                 Casamentos no Céu

                       No céu haverá casamento e procriação?


       Deus dotou o homem com as nobres faculdades do raciocínio e do livre
arbítrio, razão pela qual tem a capacidade de decisão. Diante desses predicados, o
homem é absolutamente responsável por todos os seus atos, os quais podem ser morais
e imorais.
        Diferentemente dos animais, Deus não permitiu que os homens se unissem ao
seu cônjuge atraído apenas pelo instinto sexual, sem maiores compromissos ou
responsabilidades morais. Foi por este motivo que o Senhor realizou o primeiro
casamento no Jardim do Éden, com o objetivo de procriação para encher a Terra. “E
Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e
sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o
animal que se move sobre a terra”. (Gênesis 1:28). Quando a Terra estivesse cheia de
seres humanos, a procriação deveria cessar pela decisão moral do homem. Mas a
entrada do pecado no mundo prejudicou esse plano. Devido a morte dos seres vivos, a
procriação continua para evitar a extinção da humanidade.
        Quanto ao mundo vindouro, Jesus deixou bem claro que no Céu não haverá
casamentos e nem haverá procriações: “Porquanto, quando ressuscitarem dos mortos,
nem casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos que estão nos
céus”. (Marcos 12:25). Os anjos não nasceram, mas foram criados individualmente.
Eles não se casam e nem se procriam.
        Divergindo radicalmente da seita dos Fariseus, a seita dos Saduceus não
acreditava na ressurreição dos mortos. Por essa razão, visando contrariar os ensinos de
Jesus sobre a ressurreição dos mortos, os Saduceus levantaram uma ousada hipótese
para provar como seria contraditória e absurda a existência da ressurreição. Para isso,
consideraram a hipotética situação de uma mulher que havia ficado viúva de sete
maridos. De quem ela seria esposa, caso ela ressuscitasse junto com os seus sete
maridos? Dentro desse contexto, Jesus revelou que no mundo vindouro os salvos não
mais se darão em casamento. Nessa nova ordem, não mais haverá marido ou esposa.
        “Homens há hoje que expressam a crença de que haverá casamentos e
nascimentos na nova Terra; os que creem nas Escrituras, porém, não podem admitir tais
doutrinas. A doutrina de que nascerão filhos na nova Terra não constitui parte da ‘firme
palavra da profecia’. As palavras de Cristo são demasiadas claras para serem entendidas
mal. Elas esclarecem de uma vez por todas a questão dos casamentos e nascimentos na
nova Terra. Nenhum dos que forem despertados da morte, nem dos que forem
trasladados sem ver a morte, casará ou será dado em casamento. Eles serão como os
anjos de Deus, membros da família real”. (Maranata! Meditação Matinal, 367).
        A Bíblia Sagrada ensina que quando os santos ressuscitarem eles serão levados
para o Céu e reinarão com Cristo por mil anos (Apocalipse 20:6). Depois dos mil anos,
os santos serão trazidos de volta, para habitar a Terra renovada (Apocalipse 20:9). Não
haverá necessidade de casamento ou de procriação porque a quantidade de habitantes do
planeta já terá atingido o seu número limite de seres vivos.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 78ª PERGUNTA
                              Imediatamente para o Céu

Quando os justos morrem, eles vão imediatamente para o céu?


       Pelos ensinos das Sagradas Escrituras, podemos demonstrar claramente que é
impossível que os justos mortos estejam no céu, ou que os ímpios mortos estejam no
inferno sofrendo a danação eterna. As razões para tal afirmação estão fundamentadas
nos seguintes fatos bíblicos:
        a) A recompensa da vida eterna dos justos não é dada no momento em que eles
morrem, mas será dada somente quando Jesus retornar pela segunda vez a este mundo.
“Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a
cada um segundo as suas obras”. (Mateus 16:27). “E eis que cedo venho, e o meu
galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra”. (Apocalipse 22:12). “O
qual recompensará cada um segundo as suas obras. A saber: a vida eterna aos que, com
perseverança em fazer bem, procuram glória, e honra e incorrupção. Mas a indignação e
a ira aos que são contenciosos, e desobedientes à verdade e obedientes à iniquidade”.
(Romanos 2:6-8).
        b) Paulo não esperava receber sua recompensa imediatamente após a sua morte,
mas somente no dia da vinda do Senhor. Observe: “Combati o bom combate, acabei a
carreira, guardei a fé”. “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o
Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os
que amarem a sua vinda”. (II Timóteo 4:7-8).
        c) Quando o justo morre, ele não vai imediatamente para o céu, mas vai para a
sepultura, descansar no pó da terra até ao dia da ressurreição. “Todos vão para um lugar:
todos são pó, e todos ao pó tornarão”. (Eclesiastes 3:20). “No suor do teu rosto comerás
o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado: porquanto és pó, e em pó
te tornarás”. (Gênesis 3:19).
        “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem cousa
nenhuma, nem tão pouco eles têm jamais recompensa, mas a sua memória ficou
entregue ao esquecimento. Até o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja já pereceram, e já
não têm parte alguma neste século, em cousa alguma do que se faz debaixo do sol”.
(Eclesiastes 9:5-6).
        “Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem,
para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. Porque, se
cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus
os tornará a trazer com ele”. (I Tessalonicenses 4:13-14).
        d) Os justos mortos não estão no céu, mas estão descansando nos sepulcros. Eles
voltarão a reviver somente no dia da ressurreição, quando Jesus retornar pela segunda
vez a este mundo. “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas
forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem indústria, nem ciência,
nem sabedoria alguma”. (Eclesiastes 9:10). “Não vos maravilheis disto; porque vem a
hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem
sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da
condenação”. (João 5:28-29).
        Os justos ressuscitarão no início do milênio: “Bem-aventurado e santo aquele
que tem parte na primeira ressurreição: sobre estes não tem poder a segunda morte; mas
serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos”. (Apocalipse 20:6).
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
Porém, os ímpios ressuscitam ao término do milênio: “Mas os outros mortos não
reviveram, até que os mil anos se acabaram”. (Apocalipse 20:5).
        Portanto, quando os justos morrem, eles não vão imediatamente para o céu; nem
os ímpios, quando morrem, vão imediatamente para o inferno. Na realidade, todos ficam
descansando no pó da terra, aguardando a sua respectiva ressurreição para então poder
voltar a viver.
LEANDRO BERTOLDO
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                                 79ª PERGUNTA
                            O Ladrão Crucificado e o Céu

Antes de morrer, Jesus disse ao ladrão da cruz o seguinte: “ainda hoje estará
comigo...”. Isto quer dizer que o ladrão da cruz foi para o paraíso no mesmo dia em
que morreu?


       Bem, a interpretação correta desse versículo exige certos esclarecimentos.
Primeiro, porque nos tempos antigos não havia pontos gramaticais, tais como ponto
final, vírgula, exclamação, interrogação etc. Os manuscritos originais gregos não tinham
nenhuma espécie de pontuação. Os sinais de pontuação somente começaram a ser
introduzidos na Idade Média, mais precisamente no século IX , depois de Cristo.
        É claro que a colocação da pontuação alterara completamente o sentido de um
texto, por exemplo, Matos Soares, Basílio Pereira e outros que traduziram as Escrituras
Sagradas, verteram o versículo em questão no seguinte modo: “Em verdade te digo:
hoje estarás comigo no Paraíso”. Caso a pontuação seja colocada depois da palavra
“hoje”, teríamos: “Em verdade te digo hoje: estarás comigo no Paraíso”.
        Portanto, o versículo traduzido pela Bíblia Sagrada Almeida Corrigida para a
seguinte forma: “E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu
reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas
23:42-43), deveria ter sido traduzido desta forma: “E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de
mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo hoje, que
estarás comigo no Paraíso”. (Lucas 23:42-43), ou seja, Jesus está dizendo ao ladrão da
cruz o seguinte: “Em verdade te digo hoje,” (agora, neste instante, neste momento) “que
estarás comigo no Paraíso”.
        Além disso, muitas outras versões autorizadas da Bíblia Sagrada traduzem
corretamente o versículo em questão, do seguinte modo:
        1. “Na verdade de digo hoje, que serás comigo no Paraíso”. Tradução
Trinitariana em português, editada pela “Trinitarian Bible Society” de Londres em
1883.
        2. “E Ele disse-lhe: Na verdade, digo-te neste dia: Comigo estarás no Paraíso”.
Emphasized New Testament, de Joseph Bryand Rotterdam, impresso em Londres, em
1903.
        3. “Jesus lhe disse: Na verdade te digo hoje, estarás comigo no Paraíso”. The
New Testament, de George M. Lamsa.
        4. “E Jesus lhe disse: Na verdade a ti estou dizendo hoje, comigo estarás no
Paraíso”. Concordant Version, em inglês.
        5. “Jesus lhe disse: Na verdade te digo hoje, que comigo estarás no Jardim do
Éden”. Manuscrito Curetoniano da Versão Siríaca, existente no Museu Britânico.
        A maior prova bíblica da coerência de todas essas traduções é o fato indiscutível
de que naquela sexta-feira, quando Jesus e o ladrão morreram na cruz, eles não foram
para o Paraíso “naquele mesmo dia”, pois três dias depois, quando Jesus ressuscitou, Ele
afirmou categoricamente a Maria Madalena que ainda não havia subido para o Céu,
onde está o Paraíso. Observe o que diz o texto sagrado: “Disse-lhe Jesus: Não me
detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes
que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. (João 20:17).
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 80ª PERGUNTA
                                    Brincos e Jóias

Por que as mulheres Adventistas do Sétimo Dia não usam brincos ou colares? Que
pecado há nisso? Entendo que é mais grave uma vestimenta inadequada (curta e
sensual) do que um batom por exemplo.


       A essência fundamental de sua pergunta é a seguinte: “Por que as mulheres
Adventistas do Sétimo Dia não usam brincos ou colares? Que pecado há nisso?” Para
que você possa sentir a força de sua pergunta, considere a seguinte repergunta: “Por que
as mulheres Adventistas do Sétimo Dia não usam brincos, colares, correntes,
gargantilhas, pulseiras, tornozeleiras, piercings etc? Que pecado há nisso?” O que você
pensaria das mulheres adventistas que fizessem tatuagens nas pernas, braços, virilhas,
ou pescoço. Que pecado há nisso?
        Percebe? Quando estamos acostumados ou acomodados com alguma coisa, não
notamos a tremenda força negativa de seu impacto em nossa vida.
        A verdade é que a proibição ao uso de jóias ou de adereços, e mesmo a modéstia
nas vestimentas, é uma ordem divina explicitamente registrada pelos santos Apóstolos
no Novo Testamento.
        “A Bíblia ensina modéstia no vestuário. ‘Que do mesmo modo as mulheres se
ataviem em traje honesto.’ I Tim. 2:9. Isto proíbe ostentação nos vestidos, cores
berrantes, profusa ornamentação. Tudo que tenha o objetivo de chamar a atenção para a
pessoa, ou provocar admiração, está excluído do traje modesto recomendado pela
Palavra de Deus. Nosso vestuário não deve ser dispendioso - não ‘com ouro, ou pérolas,
ou vestidos preciosos’. I Tim. 2:9”. (Ciência do Bom Viver, 287).
        As Escrituras determinam que o homem e a mulher devem usar roupas próprias,
que caracterizam o seu sexo: “Não haverá traje de homem na mulher, e não vestirá o
homem vestido de mulher: porque, qualquer que faz isto abominação é ao Senhor teu
Deus”. (Deuteronômio 22:5).
        O apóstolo Paulo exorta as mulheres tementes ao Senhor a ser modesta em suas
vestes, evitando a ostentação, o orgulho, a vaidade resultante do uso de tranças, do uso
de objetos de ouro, do uso de pérolas e do uso de vestidos luxuosos: “Que do mesmo
modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças,
ou com ouro, ou pérolas ou vestidos preciosos. Mas (como convém a mulheres que
fazem profissão de servir a Deus) com boas obras”. (I Timóteo 2:9-10).
        O apóstolo Pedro fornece às mulheres cristãs várias orientações quanto ao uso de
jóias e adornos: “O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de
jóias de ouro, na compostura de vestidos”. (I Pedro 3:3).
        O cristão não deve andar na vaidade e ostentação das pessoas incrédulas: “E
digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os
outros gentios, na vaidade do seu sentido”. (Efésios 4:17). Não devem condescender
com nada que leve à ostentação e exibicionismo. “Enganosa é a graça e vaidade a
formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada”. (Provérbios 31:30).
        Para o mundo é perfeitamente lícito o uso de jóias, correntes de ouro ou de prata.
Também são lícitos o uso de vestuários luxuosos, saias e vestidos curtos ou muito
decotados e sensuais. Todas essas coisas alimentam a natureza carnal do ser humano.
Elas alimentam a vaidade, a ostentação, o orgulho, o sensualismo, etc. Porém, tendo em
vista a revelação divina, essas coisas, embora lícitas, não convém aos verdadeiros
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
cristãos que vivem no espírito e não na carne: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem
todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar
por nenhuma”. (I Coríntios 6:12).
        “A abnegação no vestir faz parte de nosso dever cristão. Trajar-se com
simplicidade, e abster-se de ostentação de jóias e ornamentos de toda espécie, está em
harmonia com nossa fé. Somos nós do número dos que veem a loucura dos mundanos
em condescender com a extravagância do vestuário, bem como com o amor das
diversões?” (I Testemunhos Seletos, 350).
        Alguns teólogos costumam fazer uma clara distinção entre “jóias funcionais” e
“jóias ornamentais”. As jóias ornamentais têm por objetivo destacar, com exclusividade
absoluta, a riqueza, o luxo, o esplendor e a magnificência do seu proprietário, levando
aqueles que as usam à ostentação, ao orgulho e à vaidade. Porém, as jóias funcionais
são padronizadas pela sociedade, e possuem a única função de indicar alguma atividade
profissional ou social praticada pelo indivíduo que usa tal jóia. Por exemplo, aliança é
uma jóia e indica à sociedade que a pessoa está comprometida com um noivado ou
casamento. O anel de formatura indica para a sociedade o profissional e a sua área de
atividade.
        Um relógio não deixa de ser uma jóia funcional, haja vista que serve para indicar
as horas do dia. Porém, é claro que um relógio também pode ser usado como uma jóia
ornamental, desde que contenha aparatos que o destacam como jóia ornamental. Uma
caneta é uma jóia funcional, mas transforma-se em jóia ornamental quando carregada de
exibição de riquezas, luxo e ostentação.
        Em resumo, o cristão deve vestir-se como os lírios do campo (Lucas 12:27) e ser
simples como uma pomba (Mateus 10:16).
LEANDRO BERTOLDO
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                                 81ª PERGUNTA
                                  Cinema e Televisão

Por que os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia são orientados a não
frequentarem cinemas?


       O cinema e a televisão nada mais são do que aparelhos elétricos e eletrônicos
que apresentam ao público as gravações digitalizadas ou feitas em películas de peças
teatrais. É claro que, nos dias de hoje, o cinema tornou as peças teatrais infinitamente
mais sofisticadas, especialmente devido aos extraordinários efeitos especiais que podem
produzir através de computadores e criar a ilusão de realidade. Porém, em última
análise, as apresentações cinematográficas não deixam de ser uma mera exibição de
peças teatrais.
        Ocorre que, desde a sua fundação, os membros da Igreja Adventista do Sétimo
Dia têm recebido orientações no sentido de evitar assistir as peças de teatros, sejam
quais forem. Veja alguma dessas orientações, bem como as suas razões e motivos:
        1. “Entre as casas de diversões, a mais perigosa é o teatro. Em lugar de ser uma
escola de moralidade e virtude, como costuma ser chamada, é ele justamente o viveiro
da imoralidade. Os hábitos viciosos e as tendências pecaminosas são fortalecidos e
confirmados por esses entretenimentos. As cantigas baixas, os gestos, expressões e
atitudes indecentes corrompem a imaginação e rebaixam a moral”. (Conselhos Sobre
Educação, 57).
        2. “Não existe em nosso país influência mais poderosa para corromper a
imaginação, destruir as impressões religiosas e enfraquecer o gosto pelos prazeres
tranquilos e as sóbrias realidades da vida, do que as diversões teatrais. O gosto por estas
cenas aumenta com cada transigência, assim como o desejo para com as bebidas
intoxicantes se fortalece com seu uso. O único caminho seguro é evitar o teatro, o circo,
e todos os outros lugares de diversões duvidosos”. (Conselhos Sobre Educação, 57).
        3. “A bênção de Deus não seria invocada sobre a hora passada no teatro ou na
dança. Cristão algum desejaria encontrar a morte em tal lugar. Nenhum quereria ser
encontrado aí, quando Cristo viesse”. (Mensagens aos Jovens, 398).
        4. “O verdadeiro cristão não desejará entrar em nenhum lugar de diversão nem
se entregar a nenhum entretenimento sobre que não possa pedir a bênção divina. Não
será encontrado no teatro, e nos salões de jogos. Não se unirá aos alegres valsistas, nem
contemporizará com nenhum outro enfeitiçante prazer que lhe venha banir a Cristo do
espírito”. (Mensagens aos Jovens, 398).
        5. “As cidades de nosso tempo tornam-se depressa como Sodoma e Gomorra. Os
muitos feriados animam à ociosidade. Os divertimentos - o teatro, corridas de cavalo,
jogos, as bebidas alcoólicas, banquetes e orgias - estimulam ao extremo todas as
paixões”. (Parábolas de Jesus, 54).
        6. “Não podemos andar nas ruas de nossas cidades sem encontrar chocantes
notícias de crimes que serão contados e recontados nos romances e no teatro. A mente é
educada para familiarizar-se com o pecado”. (Bible Echo, 15 de outubro de 1894).
        7. “A bebida intoxicante, o fumo, o teatro e as corridas - esses e muitos outros
males estão entorpecendo as sensibilidades do homem, e fazendo com que multidões
façam ouvidos moucos [surdos] aos misericordiosos rogos de Deus”. (Review and
Herald, 23 de junho de 1903).
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
        8. “Os amantes dos prazeres lotam teatros, hipódromos, cassinos e outros
divertimentos. Em todo lugar, prevalece a diversão; contudo, o tempo da angústia se
aproxima rapidamente e a porta da graça há de se fechar para sempre”. (Vida de Jesus,
182).
        9. “Satanás está continuamente arranjando engodos com que desviar a mente da
solene obra de preparação para as cenas que se acham num próximo futuro. Por
intermédio dos mundanos, entretém uma constante estimulação, a fim de induzir os
imprudentes a se unirem aos prazeres do mundo. Existem shows, conferências, e uma
ilimitada variedade de distrações destinadas a levar ao amor do mundo; e mediante esta
união com ele é a fé enfraquecida”. (Mensagens aos Jovens, 373).
        10. “Há aprazíveis espetáculos, diversões, conferências sobre frenologia, e uma
infindável variedade de empreendimentos que surgem de contínuo, e são calculados a
levar o povo de Deus a amar o mundo e as coisas que há no mundo. Mediante esta união
com o mundo, a fé se enfraquece, e os meios que deveriam ser empregados na causa da
verdade presente, são transferidos para as fileiras do inimigo. Por meio desses diferentes
veículos, está Satanás drenando habilmente a bolsa do povo de Deus, e assim pesa sobre
eles o desagrado do Senhor”. (I Testemunhos Seletos, 177).
        Diante do exposto e pelos motivos apresentados, fica claro que os Adventistas
do Sétimo Dia não devem frequentar cinemas ou teatros. Devem até mesmo exercer
certa parcimônia com a televisão, sob pena de alimentarem a natureza carnal e implantar
em seus espíritos um profundo desinteresse pelas coisas sagradas, tornando-os cristãos
mornos – apáticos às verdades bíblicas.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 82ª PERGUNTA
                                 Literaturas Indevidas

Existe algum tipo de literatura que os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia
devem evitar?


       Qualquer pessoa esclarecida sabe que nem tudo o que se encontra registrado
em livros é bom ou edifica o caráter do cristão. Existem infinidades de obras literárias
escritas por diversas espécies de pessoas, muitas da quais possuem mentes, moral e
caráter duvidosos. Entre essas mentes, encontram-se desde anões intelectuais e
espirituais, até ateus convictos e pretensos sábios. “O mundo está inundado de livros
repletos de erros sedutores. A juventude recebe como verdade aquilo que a Bíblia
denuncia como falso, e amam e se apegam a enganos que importam em ruína para sua
alma”. (A Ciência do Bom Viver, 445).
        Em suas tramas literárias, alguns autores apregoam o ateísmo e outros divulgam
filosofias contrárias aos princípios bíblicos. Há muitas obras que estão impregnadas de
espiritualismo e filosofias anticristãs, outras são totalmente refratárias à boa moral e
corrompem os bons costumes da sociedade. Algumas obras ensinam a fabricar bombas
e armas caseiras, outras apregoam o racismo, o sensualismo, a violência e o terror.
Ainda outras, fazem apologia ao crime, levando o leitor a ter simpatia pelas mentes
criminosas etc. Como resultado disso tudo, os últimos dias serão difíceis e violentos. “E,
por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar
até ao fim será salvo”. (Mateus 24:12-13).
        Observe a seguir algumas orientações inspiradas quanto ao tipo de leitura que o
cristão deve evitar para não contaminar a sua mente, moral e espiritualidade:
        1. “Obras de ficção de baixo valor não trazem proveito algum. Não transmitem
genuíno conhecimento; não inspiram grandes e bons propósitos; não suscitam no
coração ardentes desejos de pureza; não produzem na alma fome de justiça. Pelo
contrário, tomam o tempo que deveria ser dedicado aos deveres práticos da vida e ao
serviço de Deus - tempo esse que deveria ser dedicado à oração, a visitar os doentes, a
cuidar dos necessitados e a educar-se para uma vida útil”. (Fundamentos da Educação
Cristã, 92).
        2. “Ouvem e leem tanto acerca de crimes aviltantes que a consciência, que já
fora delicada, e que teria recuado com horror de tais cenas, se torna endurecida, e
ocupam-se com tais coisas com ávido interesse”. (Patriarcas e Profetas, 459).
        3. “As histórias de amor e os frívolos e excitantes contos constituem outra classe
de livros que é uma maldição para todo leitor. O autor pode acrescentar boa moral e
através de toda a sua obra pode entretecer sentimentos religiosos; todavia, na maioria
dos casos, Satanás está apenas vestido em trajes angélicos, para, tanto mais eficazmente,
enganar e seduzir. O espírito é afetado em grande medida por aquilo de que se
alimenta”. (O Colportor Evangelista, 143).
        4. “Há, hoje, nos manicômios, milhares cuja mente se tornou desequilibrada pela
leitura de novelas, leitura essa que resulta na edificação de castelos no ar e doentio
sentimentalismo. A Bíblia é o Livro dos livros. Ela vos dará saúde e vida. É um
calmante para os nervos e comunica solidez de mente e firmeza de
princípio”. (Conselhos Sobre a Escola Sabatina, 22).
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
        5. “A literatura destituída de valor, histórias imaginárias, são ansiosamente
devoradas, ao passo que a Bíblia, com todos os seus tesouros de sagrada verdade,
permanece negligenciada sobre nossa mesa”. (Mensagens aos Jovens, 257).
        6. “Se tendes tido o hábito de ler livros de narrativas fictícias, considerareis se é
correto gastardes o vosso tempo com esses livros, que meramente ocupam o tempo e
vos divertem, mas não vos proporcionam vigor mental ou moral? Se os estais lendo, e
percebeis que eles produzem mórbida avidez por novelas estimulantes, se vos levam a
ter aversão à Bíblia e a pô-la de lado, se vos envolvem em trevas e afastamento de Deus
- se esta é a influência que eles exercem sobre vós, detende-vos exatamente onde
estais”. (Fundamentos da Educação Cristã, 92).
        7. “Os leitores de contos frívolos e excitantes tornam-se inabilitados para os
deveres que lhes estão diante. Eles levam uma vida irreal e não tem nenhum desejo de
um emprego útil, nenhum desejo de examinar as Escrituras, para alimentar-se do maná
celestial”. (O Colportor Evangelista, 143).
        8. “Meus queridos amigos jovens, interrogai vossa própria experiência quanto à
influência das histórias excitantes. Podeis vós, depois de tal leitura, abrir a Bíblia e ler
com interesse a Palavra da vida? Não achais desinteressante o Livro de Deus? O
encanto daquela história de amor vos domina a mente, destruindo-lhe o saudável sono, e
tornando-vos impossível fixar a atenção sobre as importantes e solenes verdades que
dizem respeito a vosso bem-estar eterno”. (Mensagens aos Jovens, 273).
        9. “Orgulhamo-nos da vasta difusão de literatura; mas a multiplicação de livros,
até os que em si mesmos não são perniciosos, pode ser um positivo mal. Com a imensa
maré de material impresso a derramar-se constantemente do prelo [tipografia], adultos e
jovens formam o hábito da leitura apressada e superficial, e a mente perde a sua
capacidade para um pensamento contínuo e vigoroso”. (Educação, 189).
        10. “Tenho visto moças, professas seguidoras de Cristo, que se sentiam
positivamente infelizes, se não tivessem nas mãos qualquer novo romance ou conto. A
mente pede estimulante da mesma maneira que o bêbado anela a bebida alcoólica. Essas
moças não manifestavam nenhum espírito de devoção; não difundiam nenhuma luz
celeste entre suas companheiras para as encaminhar à fonte do conhecimento. Não
possuíam profunda experiência religiosa. Se esta espécie de leitura não estivesse sempre
diante delas, poderia ter havido alguma esperança de reforma de sua parte; ansiavam-na,
porém, e insistiam em tê-la”. (Mensagens aos Jovens, 281).
        Eis as razões pelas quais os Adventistas do Sétimo Dia devem terminantemente
evitar a leitura de determinadas obras literárias.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 83ª PERGUNTA
                             Leituras Indevidas no Sábado

Os Adventistas do Sétimo Dia podem ler livros, jornais ou revistas no dia de sábado?


       Depende, caso a leitura seja de livros, jornais ou revista, que tratam
exclusivamente de assuntos espirituais de origem bíblica, então tais obras podem ser
lidas aos sábados. Porém, tratando-se de leitura de livros, jornais ou revistas profanas,
então tais obras não podem ser lidas aos sábados, porque tal atividade constitui-se em
profanação ao santo sábado do Senhor. Veja o que o profeta Isaias escreveu sobre o
modo de observar o “santo dia do Senhor”:
        “Se desviares o teu pé do sábado, de fazer a tua vontade no meu santo dia, e se
chamares ao sábado deleitoso, e santo dia do Senhor digno de honra, e o honrares não
seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falar as
tuas próprias palavras. Então te deleitarás no Senhor, e te farei cavalgar sobre as alturas
da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do Senhor o
disse”. (Isaías 58:13-14).
        Observe que nessa passagem bíblica existem três orientações divinas quanto à
santificação do sábado:
        1. “Não seguindo os teus caminhos”. Essa orientação bíblica nos ensina que no
dia de sábado não devemos seguir nossos próprios caminhos e propósitos. Neste dia,
mais do que em qualquer outro, devemos seguir os caminhos do Senhor. “Nenhum
serviço relacionado aos seis dias de trabalho será deixado para o sábado”. (III
Testemunhos Seletos, 21).
        a) “Recomendamos a todos que não lavem sua louça no sábado se for possível
evitá-lo. Deus é desonrado por todo trabalho desnecessário efetuado no Seu santo dia.
Não é incoerente, e, sim, apropriado, que a louça fique por lavar até o fim do sábado, se
isto puder ser feito assim”. (Carta 104, 1901).
        b) “O sábado não deve ser empregado em consertar roupa, cozer o alimento,
nem em divertimentos ou quaisquer outras ocupações mundanas. Antes do pôr-do-sol,
ponde de parte todo o trabalho secular, e fazei desaparecer os jornais profanos”. (III
Testemunhos Seletos, 22).
        c) “Embora deva abster-se de cozinhar aos sábados, não é necessário ingerir a
comida fria. Em dias frios, convém aquecer o alimento preparado no dia anterior”. (III
Testemunhos Seletos, 23-24).
        d) “Não deve viajar no sábado, salvo quando haja real sofrimento a ser aliviado.
Quando este é o caso, não é profanação do sábado viajar o médico nesse dia; mas os
casos ordinários devem ser adiados”. (Medicina e Salvação, 215).
        2. “Nem pretendendo fazer a tua própria vontade”. Essa mensagem divina nos
orienta que, no dia do sábado, não devemos pretender fazer nossa própria vontade em
detrimento da vontade divina. Isto quer dizer que a vontade de Deus deve prevalecer
sobre a vontade do homem. Caso nossa vontade não esteja em harmonia com a
santidade do dia do sábado, então ela deve ser deixada de lado.
        a) “Não deveis perder as preciosas horas do sábado, levantando-vos tarde. No
sábado a família deve levantar-se cedo. Despertando tarde, é fácil atrapalhar-se com a
refeição matinal e a preparação para a Escola Sabatina. Disso resulta pressa,
impaciência e precipitação, dando lugar a que a família se possua de sentimentos
impróprios desse dia”. (III Testemunhos Seletos, 23).
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
        b) “Desagrada a Deus que os observadores do sábado durmam muito tempo no
sábado. Eles desonram a seu Criador em assim fazer e por seu exemplo, dizem que os
seis dias são demasiado preciosos para que os empreguem para descansar. Precisam
ganhar dinheiro, mesmo que seja roubando-se do necessário sono, que recuperam
dormindo durante as horas santas”. (I Testemunhos Seletos, 292).
        c) “Procurar prazeres, jogar bola, nadar, não era uma necessidade, mas
pecaminosa negligência do dia sagrado santificado por Jeová”. (Carta 252, 1906).
        3. “Nem falar as tuas próprias palavras”. No dia de sábado, não devemos
pretender falar nossas próprias palavras, mas falar somente de coisas sagradas. Portanto,
não devemos falar sobre filmes, novelas, noticiários, negócios, livros, jornais ou revistas
profanas. Tudo isso seria profanar a santidade do sábado. “Ao começar o sábado,
devemos pôr-nos guarda a nós mesmos, a nossos atos e palavras, para que não
roubemos a Deus, aproveitando-nos para nosso próprio uso daquele tempo que pertence
estritamente ao Senhor”. (Orientação da Criança, 529).
        a) “Aqueles que no sábado discutem assuntos de negócios ou fazem planos, são
considerados por Deus como se estivessem empenhados na própria transação de
negócio. Para santificar o sábado não devemos mesmo permitir que nosso espírito se
ocupe com coisas de caráter mundano”. (Patriarcas e Profetas, 307).
        b) “O sábado não deve ser passado em ociosidade, mas tanto em casa como na
igreja, cumpre-nos manifestar espírito de adoração. Aquele que nos deu seis dias para
nossas ocupações materiais, abençoou e santificou o sétimo dia e o separou para Si”. (III
Testemunhos Seletos, 28).
        Diante do exposto, fica claro que o sábado não é dia de leitura de jornais,
revistas ou livros profanos. Não é dia de assistir DVD com filmes profanos ou televisão
com sua programação profana. Não é dia de ouvir músicas seculares. Não é dia de fazer
lições de casa ou frequentar cursos profissionalizantes. As horas sagradas do sábado
devem ser inteiramente dedicadas ao Senhor. Todas as atividades profanas devem ser
eliminadas no sábado. Durante essas horas sagradas, o cristão deve consagrar o seu
caminho, a sua vontade e a suas palavras ao Senhor.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                 84ª PERGUNTA
                                   Teatro na Igreja

É correto a Igreja apresentar peças teatrais de cunho religioso, com representação de
personagens bíblicos, parábolas ou outras histórias bíblicas?


       É bom lembrar que o cristão não deve participar ou assistir representações de
peças teatrais. Caso a própria Igreja venha a realizar representações teatrais, sob o
argumento de cunho religioso, “as objeções para não ir a casas de espetáculos são
removidas de muitas mentes, e a alegação de que cenas morais de alto padrão vão ser
representadas no teatro faz ruir a última barreira”. (Conselho Sobre Saúde, 240).
        As representações de peças teatrais na Igreja são totalmente desaconselhadas:
“No início de meu trabalho, foi dada a mensagem de que todas as representações
teatrais, em conexão com a pregação da verdade presente, fossem desaconselhadas e
proibidas”. (Evangelismo, 137).
        As representações teatrais na Igreja não beneficiam a ninguém: “Não devem os
obreiros procurar métodos pelos quais ofereçam um espetáculo, consumindo tempo em
representações teatrais e exibições de música, pois isto não beneficia a
ninguém”. (Fundamento da Educação Cristã, 253).
        Representações teatrais não estão em harmonia com a mensagem divina: “A
exibição não está em harmonia com os princípios da Palavra de Deus... O homem é
exaltado. A verdade não progride, mas fica retardada. Homens e mulheres judiciosos
podem ver que as representações teatrais não estão em harmonia com a solene
mensagem que tendes a apresentar”. (Carta 190, 1902).
        Pastores não devem encenar representações teatrais na Igreja: “Não devem os
pastores pregar opiniões de homens, não devem contar anedotas nem encenar
representações teatrais, nem exibir-se; mas, como se estivessem na presença de Deus e
do Senhor Jesus Cristo, têm de pregar a Palavra”. (Review and Herald, 28 de setembro
de 1897).
        Um sermão teatral é visto pelas pessoas como uma simples peça de teatro, e o
pastor é visto como um ator ordinário: “Podem falar acerca da eloquência do pastor em
termos cheios de admiração, mas não foram em nada levados mais perto da decisão.
Falam do sermão como o fariam de uma peça de teatro, e do pastor como o fariam de
um ator. Eles poderão voltar a escutar tais discursos, mas dali sairão sem haver recebido
impressão nem alimento”. (Obreiros Evangélicos, 154).
        Representações de peças teatrais na Igreja não alimentam o espírito:
“Representações fantasistas da verdade podem provocar um êxtase dos sentidos, mas
não raro, verdades apresentadas desta maneira não suprem o alimento necessário ao
fortalecimento e robustecimento do crente para as batalhas da vida”. (Atos dos
Apóstolos, 252).
        Em suma, a Igreja foi divinamente aconselhada a evitar representações de peças
teatrais, mesmo de conteúdo religioso ou bíblico. A representação de peças teatrais na
Igreja possui a tendência de criar em alguns corações o prazer e o gosto pelo teatro.
Porém, a grande agravante nas representações de peças de teatros na Igreja é o fato de
que as verdades da Palavra de Deus aparecerão no espírito de muitos cristãos como uma
mera ficção, como qualquer outra peça de teatro mundano, quando na verdade trata-se
de realidades eternas.
LEANDRO BERTOLDO
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                                 85ª PERGUNTA
                                      A Trindade

Como será a Trindade no céu? Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Nós
veremos como pessoa somente a Jesus? Ou nós veremos Deus e Jesus como duas
pessoas separadas fisicamente? Ou ainda nós veremos Deus e Jesus numa única
pessoa, tendo em vista que Jesus é nosso advogado e Juiz? A Trindade é uma só pessoa,
mas fisicamente aos nossos olhos os dois terão a mesma aparência?


       Deus é um só, mas Ele é formado por três membros distintos e divinos: Pai,
Filho e Espírito Santo. Por analogia, podemos dizer que a família é uma só, mas ela
pode ser formada por três membros humanos: pai, mãe e filho.
        Este raciocínio também é registrado nas páginas da Bíblia Sagrada, quando o
Senhor diz que o homem e a mulher serão dois numa só carne: “E disse: Portanto
deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne. Assim
não são mais dois, mas uma só carne”. (Mateus 19:5-6).
        As Santas Escrituras ensinam claramente que há um só Deus: “E o escriba lhe
disse: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus, e que não há
outro além dele” (Marcos 12:32). “Tu crês que há um só Deus: fazes bem: também os
demônios o creem, e estremecem” (Tiago 2:19).
        A Palavra de Deus apresenta os três membros da divindade (Pai, Filho e Espírito
Santo) em pé de igualdade. Observe o que diz a Bíblia Sagrada:
        1. “E aconteceu naqueles dias que Jesus, tendo ido de Nazaré, da Galiléia, foi
batizado por João, no Jordão. E, logo que saiu da água, viu os céus abertos, e o Espírito,
que como pomba descia sobre ele. E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és o meu
Filho amado em quem me comprazo” (Marcos 1:9-11).
        2. “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só
esperança da vossa vocação. Um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Um só Deus e
Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos”. (Efésios 4:4-6).
        3. “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para
a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça, e paz vos seja multiplicada” (I
Pedro 1:2).
        4. “Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do
Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28:19).
        5. “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito
Santo seja com vós todos. Amém” (II Coríntios 13:14).
        A palavra “trindade” não se encontra registrada na Bíblia Sagrada, porém a
“idéia” traduzida pela expressão “trindade” encontra-se exposta na Palavra de Deus. Do
mesmo modo, como as expressões “Bíblia Sagrada”, “milênio”, “escatologia”,
“onisciência”, “onipresença”, “onipotência” e centenas de outras não se encontram
registradas nas Escrituras Sagradas, mas a “ideia” que elas representam encontram-se
impecavelmente registradas.
        É evidente que no céu nós veremos, individualmente e distintamente, cada um
dos três membros da Santíssima Trindade. Eles são iguais em sua natureza, caráter,
santidade, objetivos, propósitos etc., mas são distintos em sua unidade.
        O cristão não tem um “Deus Pai”, um “Deus Filho” e um “Deus Espírito Santo”.
Esse erro é cometido por muitas pessoas que falam sobre a Santíssima Trindade. O que
o cristão tem é “Deus, o Pai”, “Deus, o Filho” e “Deus, o Espírito Santo”, ou seja, o
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
cristão faz referência a um só Deus, mas direciona sua mente a um dos membros da
divindade, fazendo referência ao Pai, ou então ao Filho ou ainda ao Espírito Santo. Caso
o cristão pudesse ver a divindade como “Deus Pai”, “Deus Filho” e “Deus Espírito
Santo”, então estariam diante de três deuses e não somente de um.
LEANDRO BERTOLDO
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                                 86ª PERGUNTA
                              Postura Ideal Para Oração

                         Qual é a posição ideal para a oração?


       Em regra geral, a posição ideal para realizar orações é a de joelhos. Vejamos
alguns exemplos bíblicos:
        Jesus orava de joelhos: “E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e pondo-se
de joelhos, orava”. (Lucas 22:41).
        Esdras ajoelhou-se às três horas da tarde para fazer a sua oração: “E perto do
sacrifício da tarde me levantei da minha aflição, havendo já rasgado o meu vestido e o
meu manto, e me pus de joelhos, e estendi as minhas mãos para o Senhor meu Deus”.
(Esdras 9:5).
        Três vezes ao dia, o profeta Daniel tinha o costume de orar ajoelhado em seu
quarto: “Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa
(ora havia no seu quarto janelas abertas da banda de Jerusalém), e três vezes no dia se
punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como também antes
costumava fazer” (Daniel 6:10).
        Pedro pôs-se de joelho para orar pela ressurreição de Tabita: “Mas Pedro,
fazendo-as sair a todas, pôs-se de joelhos e orou: e, voltando-se para o corpo, disse:
Tabita, levanta-te. E ela abriu os olhos, e, vendo a Pedro, assentou-se” (Atos 9:40).
        Paulo orava de joelhos com toda a igreja: “E, havendo dito isto, pôs-se de
joelhos, e orou com todos eles”. (Atos 20:36).
        A equipe missionária coordenada por Paulo orava de joelhos: “E, havendo
passado ali aqueles dias, saímos, e seguimos nosso caminho, acompanhando-nos todos,
com suas mulheres e filhos até fora da cidade; e, postos de joelhos na praia, oramos”.
(Atos 21:5).
        O ato de ajoelhar-se é um ato de adoração, que mostra submissão e servidão. O
demônio tentou a Jesus oferecendo-lhe os reinos do mundo com a seguinte condição:
“Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares”. (Mateus 4:9). Mas Jesus rejeitou a
proposta do demônio com as seguintes palavras: “Vai-te, Satanás, porque está escrito:
Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás”. (Mateus 4:10). Portanto, o ato de
ajoelhar é um ato de adoração e servidão, o qual deve ser dedicado exclusivamente a
Deus, e a ninguém mais.
        Pedro recusou a adoração de Cornélio, dizendo que ele também era um homem:
“E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus
pés, o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem”.
(Atos 10:25-26).
        Um anjo do céu recusou a adoração de João, dizendo para adorar a Deus: “E eu
lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu
conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus: adora a Deus”. (Apocalipse
19:10). Comete o pecado de blasfêmia o ser humano que aceita a adoração de outro ser
humano.
        Em regra geral, a oração é feita de joelhos, como um reverente ato de adoração e
servidão a Deus. Porém, existem algumas raras exceções registradas nas páginas das
Escrituras Sagradas, onde a oração foi feita em pé ou deitado.
        Por força de sua doença terminal, Ezequias orou deitado, e o Senhor ouviu a sua
oração: “Naqueles dias, adoeceu Ezequias de morte; e o profeta Isaías, filho de Amoz,
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
veio a ele e lhe disse: Assim diz o Senhor: Ordena a tua casa, porque morrerás e não
viverás. Então, virou o rosto para a parede e orou ao Senhor, dizendo”. (II Reis 20:1-2).
        O rei Josafá orou em pé diante da congregação de Judá e de Jerusalém: “E pôs-
se Josafá em pé na congregação de Judá e de Jerusalém, na casa do Senhor, diante do
pátio novo. E disse: Ah! Senhor, Deus de nossos pais, porventura não és tu Deus nos
céus? Pois tu és Dominador sobre todos os reinos das gentes, e na tua mão há força e
poder, e não há quem te possa resistir”. (II Crônicas 20:5-6).
        Após o cativeiro babilônico, os levitas oraram em pé diante do povo: “E Jesua,
Bani, Cadmiel, Sebanias, Buni, Serebias, Bani e Quenani se puseram em pé no lugar
alto dos levitas, e clamaram em alta voz ao Senhor seu Deus” (Neemias 9:4).
        Os fariseus oravam em pé, em todos os lugares, com a intenção de serem
admirados pelos homens. Tal atitude foi severamente condenada por Jesus: “E, quando
orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e
às esquinas das ruas para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já
receberam o seu galardão” (Mateus 6:5).
        O fariseu e o publicano oraram em pé: “O fariseu, estando em pé, orava consigo
desta maneira: Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens,
roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. ... O publicano,
porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia
no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” (Lucas 18:11 e 13).
        Antes da ressurreição de Lázaro, Cristo orou em pé: “Cristo, sereno, Se acha de
pé ante a tumba. Paira sobre todos os presentes uma santa solenidade. Cristo Se
aproxima do sepulcro. Erguendo os olhos ao Céu, diz: ‘Pai, graças Te dou por Me
haveres ouvido’” (O Desejado de Todas as Nações, 511).
        Diante do exposto, fica claro que a oração deve ser feita de joelhos e dedicada
exclusivamente a Deus, que é digno de louvor, honra e adoração. Como exceção à regra
geral da oração de joelhos, existe a oração em pé, a qual deve ser utilizada com
parcimônia, apenas em certas situações especiais em que a oração de joelho não seja
recomendável ou possível.
LEANDRO BERTOLDO
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                                87ª PERGUNTA
                              Fogo Eterno em Sodoma

A Bíblia diz que Sodoma e Gomorra foram destruídas pelo “fogo eterno”. Então seus
habitantes não passarão pela segunda morte?


       Para avaliar a referida pergunta, considere o versículo bíblico do qual ela foi
extraída: “Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-
se corrompido como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo,
sofrendo a pena do fogo eterno”. (Judas 1:7).
        Da análise desse versículo, chega-se a duas conclusões bastante interessantes.
        Primeira conclusão. A expressão “fogo eterno” não tem o sentido ou conotação
de um fogo que continua queimando sem jamais cessar. Caso significasse um fogo que
não tem fim, então conclui-se que “Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas”
ainda estão queimando até nos dias de hoje, sofrendo a pena do “fogo eterno”. Mas tal
conclusão não corresponde à realidade dos fatos. As próprias Escrituras Sagradas
afirmam que Deus abateu as cidades de Sodoma e Gomorra “num momento”,
“reduzindo-as a cinza” (Lamentações 4:6 e II Pedro 2:6).
        Então, qual é o real significado da frase bíblica “fogo eterno”? A resposta é
muito simples, trata-se de uma figura de linguagem que traduz a idéia de que as
consequências do fogo permanecem para sempre. Logo, são as consequências que são
eternas, e não propriamente as chamas do fogo. Quem ainda insistir que o fogo eterno
permanece queimando para sempre, então que viaje para o Oriente, na região onde se
localizavam as cidades de Sodoma e Gomorra, e constate se elas ainda continuam
ardendo nas chamas do fogo eterno, com todos os seus habitantes.
        Segunda conclusão. Da análise do versículo em questão verifica-se que
Sodoma e Gomorra foram postas para “exemplo” a todos os ímpios. Os quais sofrerão a
pena do “fogo eterno” no dia do juízo final, ocasião em que passarão pela segunda
morte. Aliás, as próprias Escrituras Sagradas afirmam que Sodoma e Gomorra foram
postas “para exemplo aos que vivessem impiamente”. (II Pedro 2:6), e não que essas
cidades passaram pela pena do fogo do juízo final, sofrendo a segunda morte. Mesmo
porque os habitantes de Sodoma e Gomorra ainda estavam experimentado a primeira
morte. Como então poderia passar pela segunda morte, sem antes passar pela primeira?
        Ademais, o próprio Senhor Jesus Cristo deixou bem claro que as cidades de
Sodoma e Gomorra ainda não sofreram a pena do juízo final no lago de fogo e enxofre.
Observe o que disse o Senhor: “Em verdade vos digo que, no dia do juízo, haverá
menos rigor para o país de Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade” ... “Porém eu
vos digo que haverá menos rigor para os de Sodoma, no dia do juízo, do que para ti”.
(Mateus 10:15 e 11:24).
        Portanto, Sodoma e Gomorra foram cidades destruídas pelo fogo, e postas para
exemplo do fogo eterno que consumirá todos os ímpios e pecadores para sempre. Jesus
deixou claro que os habitantes de Sodoma e Gomorra ressuscitarão no dia do juízo para
receber, no lago de fogo e enxofre, a recompensa que suas más ações fazem por
merecer. Portanto, essas cidades ainda não sofreram a pena definitiva no lago de fogo e
enxofre, a qual ocorrerá no dia do Juízo Final.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                88ª PERGUNTA
                                 Continuação do Mal

Sabendo que Deus tinha conhecimento da maldade do pecado de Lúcifer, então por que
não foi dado um basta em tudo isso no Céu?


       Vários são os motivos e as razões pelas quais Deus permitiu que o mal tivesse
prosseguimento em sua obra nefasta. Entre as principais razões, destaca-se o fato de que
o caráter de Deus estava em jogo. Caso o Senhor tivesse tomado a resoluta decisão de
destruir imediatamente a Lúcifer, então os demais habitantes do céu passariam servir a
Deus por terror e não mais por amor. Teriam Deus como um adversário a quem servir.
Veriam Deus como um intolerante tirano. Não mais O veriam como um ser santo,
amoroso, misericordioso, piedoso, compassivo, longânimo e grande em beneficência.
Além disso, caso o Senhor houvesse destruído Lúcifer de forma sumária, os habitantes
do Universo poderiam cogitar com seus pensamentos que Lúcifer poderia ter razão em
sua rebelião e reivindicações. Lúcifer passaria a ser um mártir, que foi morto por uma
causa justa, e não um inimigo que com justiça deveria ser eliminado para o bem de todo
o Universo.
        “Deus, em Sua sabedoria, permitiu que Satanás levasse avante sua obra, até que
o espírito de dissabor amadurecesse em ativa revolta. Era necessário que seus planos se
desenvolvessem completamente, para que sua verdadeira natureza e tendência pudessem
ser vistas por todos”. (Grande Conflito, 497).
        “Seu poder para enganar era muito grande; e, disfarçando-se sob o manto da
falsidade, obtivera vantagem. Mesmo os anjos fiéis não lhe podiam discernir
perfeitamente o caráter, ou ver para onde levava a sua obra”. (Grande Conflito, 497).
        “Mesmo quando foi decidido que ele não mais poderia permanecer no Céu, a
Sabedoria infinita não destruiu a Satanás. Visto que apenas o serviço por amor pode ser
aceito por Deus, a submissão de Suas criaturas deve repousar em uma convicção sobre a
Sua justiça e benevolência. Os habitantes do Céu e de outros mundos, não estando
preparados para compreender a natureza ou consequências do pecado, não poderiam ter
visto então a justiça e misericórdia de Deus com a destruição de Satanás”. (Grande
Conflito, 498).
        “Nem mesmo os anjos fiéis reconheceram plenamente seu [de Lúcifer] caráter.
Esta é a razão por que Deus não o destruiu imediatamente. Se o tivesse feito, os santos
anjos não teriam percebido o amor e a justiça de Deus. Uma só dúvida quanto à
bondade de Deus teria sido como má semente, que produziria o amargo fruto do pecado
e da desgraça. Por isto foi poupado o autor do mal, para desenvolver plenamente seu
caráter”. (Parábolas de Jesus, 72).
        “Houvesse ele sido imediatamente excluído da existência, e teriam servido a
Deus antes por temor do que por amor. A influência do enganador não teria sido
destruída por completo, tampouco o espírito de rebelião se teria desarraigado
totalmente. Devia-se permitir que o mal chegasse a sazonar. Para o bem do Universo
inteiro, através dos séculos sem fim, devia Satanás desenvolver mais completamente
seus princípios, para que suas acusações contra o governo divino pudessem ser vistas
sob sua verdadeira luz por todos os seres criados, e para sempre pudessem ser postas
acima de qualquer dúvida a justiça e misericórdia de Deus e a imutabilidade de Sua lei”.
(Grande Conflito, 499).
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
       “A rebelião de Satanás deveria ser uma lição para todo o Universo por todos os
séculos vindouros, um testemunho perpétuo da natureza e terríveis resultados do
pecado”. (Grande Conflito, 499).
LEANDRO BERTOLDO
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                                 89ª PERGUNTA
                             Indevida Criação do Homem

Sabendo que Adão e Eva iriam pecar, então por que Deus os criou?


       O homem é um agente moral dotado de livre arbítrio e, portanto, responsável
por todos os seus atos: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o
homem semear, isso também ceifará”. (Gálatas 6:7).
        Mesmo estando onisciente de que o homem pecaria, o Senhor Deus decidiu
continuar com a Sua obra de criação, simplesmente porque já tinha encontrado uma
solução para o problema do pecado.
        O Filho de Deus decidiu vir ao mundo “para desfazer as obras do diabo” (I João
3.8). “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para
que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).
        1. “O plano da salvação fora estabelecido antes da criação da Terra; pois Cristo é
‘o Cordeiro morto desde a fundação do mundo’ (Apocalipse 13:8)”. (Patriarcas e
Profetas, 63).
        2. Cristo foi conhecido antes da fundação do mundo. “O qual, na verdade, em
outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes
últimos tempos por amor de vós” (I Pedro 1:20).
        3. A graça foi dada em Cristo antes dos tempos dos séculos. “Que nos salvou, e
chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu
próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos
séculos” (II Timóteo 1:9).
        4. A vida eterna foi prometida antes dos tempos dos séculos. “Em esperança da
vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos”
(Tito 1:2).
        5. Os cristãos foram eleitos antes da fundação do mundo. “Como também nos
elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis
diante dele em caridade” (Efésios 1:4).
        6. “A redenção faz parte da natureza divina. É prerrogativa de Deus ter de
reconstruir, não de destruir. O Filho de Deus foi dado para morrer, antes da fundação do
mundo”. (Testem. Ministros e Obreiros Evangélicos, 264).
        Deus não desiste de algum projeto simplesmente porque seja problemático. O
Senhor não tem medo de problemas. Ele não fica intimidado pelas circunstâncias
desfavoráveis. Ele tem a solução para todos os casos, “porque para Deus nada é
impossível” (Lucas 1:37).
LEANDRO BERTOLDO
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                                90ª PERGUNTA
                                   Comer de Tudo

Após o dilúvio, Deus permitiu o homem comer de todas as espécies de animais,
independentemente de serem limpos ou imundos?


       Antes do Dilúvio Universal, o alimento permitido ao homem consistia
somente de vegetais e frutos da terra, conforme prescrição dada por Deus a Adão e Eva:
“E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dá semente, que está sobre a face
de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto de árvore que dá semente, ser-vos-á
para mantimento” (Gênesis 1:29). Do suor resultante do árduo trabalho de cultivar a
terra, disse Deus: “comerás dela todos os dias da tua vida” (Gênesis 3:17).
        O fenômeno do Dilúvio Universal, que varreu a superfície do planeta, devastou
todas as espécies de vegetais que serviam de alimentos para os seres humanos. Diante
da situação de urgência e extrema necessidade falimentar, o Senhor autorizou o homem
a comer livremente da carne animal, do mesmo modo como Ele havia feito
anteriormente com relação aos vegetais. Observe: “Tudo quanto se move, que é vivente,
será para vosso mantimento; tudo vos tenho dado como a erva verde” (Gênesis 9:3).
        Com base na simples leitura desse versículo, alguns, desconsiderando todo o
contexto bíblico, supõem que Deus autorizou o homem a comer livremente de tudo “que
é vivente”. Diante dessa absurda suposição, o homem poderia comer livremente urubus,
corvos, abutres, morcegos, sapos, lagartixas, cobras, pulgas, carrapatos, moscas,
varejeiras, baratas, minhocas etc., sem sofrer nenhum dano em sua saúde física. Ainda
considerando essa esdrúxula suposição, pode-se afirmar que seria perfeitamente lícito
ao homem praticar o canibalismo, haja vista que a ordem divina afirma: “Tudo quanto
se move... será para vosso mantimento”.
        A suposição de que o homem tem a plena liberdade para comer livremente
qualquer tipo de carne é totalmente descabida e contrária às próprias Escrituras
Sagradas, haja vista que os antediluvianos faziam clara distinção entre animais limpos e
animais imundos.
        Eis o que diz o texto sagrado: “De todo o animal limpo tomarás para ti sete e
sete, macho e sua fêmea; mas dos animais que não são limpos, dois, o macho e sua
fêmea”. (Gênesis 7:2). Observe o que também diz o seguinte texto: “Dos animais
limpos, e dos animais que não são limpos, e das aves e de todo o réptil sobre a terra.
Entraram de dois em dois para Noé na arca, macho e fêmea, como Deus ordenara a
Noé” (Gênesis 7:8-9).
        Em suma, Deus havia ordenado que dos animais limpos, deveriam entrar na arca
sete casais; mas, dos animais que não são limpos, deveriam entrar na arca apenas dois
casais. Tudo com o propósito de “conservar em vida a semente sobre a face de toda a
terra” (Gênesis 7:3).
        Caso Noé e os demais membros de sua família resolvessem comer os “animais
que não são limpos” – cujo número era reduzido à apenas dois casais – há muito tempo
o apetite de Noé teria sido a causa da extinção de várias espécies de animais. Tal fato
teria contrariado frontalmente a ordem divina que determinava Noé e sua família
“conservares vivos contigo; macho e fêmea serão... para os conservares em vida”
(Gênesis 6:19-20).
        Pela Bíblia Sagrada, os homens devem diferenciar os animais limpos, que são
próprios para alimentação, dos animais imundos, que são impróprios para alimentação.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
Observe: “Para fazer diferença entre o imundo e o limpo; e entre os animais que se
podem comer e os animais que não se podem comer”. (Levítico 11:47).
       Deus não deixou ninguém ficar em dúvida quanto à correta identificação dos
animais que são limpos e dos animais que não limpos, e que Noé conhecia muito bem.
Note: “Tudo o que tem unhas fendidas, e a fenda das unhas divide em duas, e remói,
entre os animais, aquilo comereis. Destes porém não comereis, dos que remoem ou dos
que têm unhas fendidas: o camelo, que remói mas não tem unhas fendidas este vos será
imundo. E o coelho, porque remói, mas não tem as unhas fendidas, este vos será
imundo. E a lebre, porque remói, mas não tem as unhas fendidas, esta vos será imunda.
Também o porco, porque tem unhas fendidas, e a fenda das unhas divide em duas, mas
não remói; este vos será imundo”. (Levítico 11:3-7).
LEANDRO BERTOLDO
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                                 91ª PERGUNTA
                            “Para Sempre” e “Perpétuo”

Na Bíblia Sagrada, a palavra “para sempre” implica em algo sem fim?


       As expressões “para sempre” e “perpétuo”, na Bíblia Sagrada, não implicam
em eternidade absoluta e incondicional, mas tem o sentido relativo e limitado de
continuidade condicional, ou seja, deve continuar sendo praticado indefinidamente
enquanto existirem certas condições “sine qua non” que justifique a sua prática.
        Pelo estudo das Escrituras Sagradas, pode-se constatar que as expressões
bíblicas “para sempre” e “perpétuo” são condicionais quando se referem aos predicados
relacionados aos seres humanos, e incondicionais quando se referem aos predicados
relacionados à divindade.
        Por exemplo, a Bíblia Sagrada afirma que Geazi e seus descendentes pegariam a
lepra de Naamã para sempre (II Reis 5:27). Mas isso não quer dizer que Geazi e seus
descendentes estão vivendo até os dias de hoje com a lepra de Naamã. Na verdade, a
expressão “para sempre” estava condicionada a toda existência de Geazi e a de seus
descendentes. Quando estes morreram, cessou o “para sempre”.
        Assim que Samuel foi desmamado, sua mãe o entregou no santuário, aos
cuidados do sacerdote Eli, para que Samuel “lá fique para sempre” (I Samuel 1:22). Isto
não quer dizer que Samuel continua vivendo até os dias de hoje servindo ao Senhor. Na
verdade, a expressão “para sempre” é uma figura de linguagem, indicando que Samuel
serviria o Senhor para sempre, mas enquanto durasse a sua existência. Estando Samuel
morto (I Samuel 28:3), também cessou o “para sempre”.
        Aquele que desejasse permanecer como servo do seu senhor, deveria ter sua
orelha furada com uma sovela, então “servo será para sempre” (Deuteronômio 15:17). É
claro que o servo não permaneceria vivendo para sempre, para servir ao seu senhor.
Porém, enquanto vivesse, estaria na condição de servo para sempre. Condição essa que
terminaria com a morte do servo.
        Em conformidade com as Santas Escrituras, a páscoa deveria ser celebrada “nas
vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo” (Êxodo 12:14). Observe que o
“estatuto perpétuo” está condicionado por “vossas gerações”. Portanto, desaparecendo
as “vossas gerações” também desapareceria o “estatuto perpétuo”.
        Aarão e seus filhos deveriam comer no lugar santo as ofertas queimadas ao
Senhor, por “estatuto perpétuo” (Levítico 24:9). Note que o “estatuto perpétuo” está
condicionado a Aarão e seus descendentes e às ofertas queimadas ao Senhor. Caso
desapareça Aarão e seus descendentes ou desapareçam as ofertas queimadas, então
também desapareceria o “estatuto perpétuo”.
        Muitos rituais religiosos foram “para sempre” ou “perpétuo”, como por
exemplo, a páscoa (Êxodo 12:24); a queima do incenso (Êxodo 30:21); o sacerdócio
Levítico (Êxodo 40:15); as ofertas de paz (Levítico 3:17); a parte dos sacerdotes nos
sacrifícios (Levítico 6:18, 22; 7:34, 36); o sacrifício anual de animais (Levítico 16:29,
31,34) etc. Mas, como foi dito, os termos “perpétuo” e “para sempre” estão sempre
limitados a alguma condição “sine qua non”, e como esses rituais foram abolidos por
Cristo (Colossenses 2:14, Daniel 9:27 e Marcos 15:38), então eles deixaram de ser “para
sempre” e “perpétuo”.
LEANDRO BERTOLDO
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                                 92ª PERGUNTA
                                 Pregação aos Mortos

               Quando Jesus morreu, o Seu espírito pregou aos mortos?


       Sua pergunta é uma interpretação baseada na seguinte passagem bíblica:
“Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para
levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito. No
qual também foi e pregou aos espíritos em prisão. Os quais em outro tempo foram
rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se
preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água que também,
como uma verdadeira figura, agora vos salva, batismo, não do despojamento da
imundícia da carne, mas da indagação de uma boa consciência para com Deus, pela
ressurreição de Jesus Cristo”. (I Pedro 3:18-21).
         Alguns intérpretes, que costumam abonar a hipótese da imortalidade da alma,
supõem que em algum momento, entre a crucifixão e ressurreição de Cristo, Seu
espírito desceu ao inferno para pregar aos espíritos em prisão dos antediluvianos.
         Conforme essa interpretação, o Espírito de Cristo pregou aos espíritos que
estavam aprisionados no inferno. Ocorre que o texto bíblico não faz nenhuma referência
à palavra inferno ou a qualquer outra equivalente.
         Nessa interpretação, Deus estaria fazendo acepção de pessoas, oferecendo aos
antediluvianos dos dias de Noé uma segunda oportunidade de salvação. Tal fato nega as
Escrituras Sagradas, que ensinam explicitamente que Deus não faz acepção de pessoas
(Deuteronômio 10:17) e que não há segunda oportunidade de salvação “... aos homens
está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo”. (Hebreus 9:27). Com
a morte cessam todas as oportunidades de salvação (Eclesiastes 9:10).
         Contrariando a própria doutrina do inferno, de onde ninguém retorna, essa
interpretação deixa claro que aqueles que rejeitaram a Cristo, durante sua vida aqui na
Terra, podem sair do inferno para serem salvos.
         Essa interpretação supõe que os ímpios mortos têm a vida eterna no inferno,
quando Jesus Cristo negou tal fato ao afirmar que “aquele que não crê no Filho não verá
a vida” (João 3:36). Além do mais, as Escrituras Sagradas ensinam que os mortos não
sabem de coisa alguma (Eclesiastes 9:5-6).
         Mas, o que a Bíblia Sagrada entende pela expressão “espíritos em prisão”? Bem,
essa expressão refere-se àqueles que estão presos no pecado, porque “todo aquele que
comete pecado é servo do pecado” (João 8.34). Os “espíritos em prisão” são aqueles que
estão presos nos “laços do diabo, em que à vontade dele estão presos” (II Timóteo
2:26).
         Jesus, através do “Espírito do Senhor”, veio para “apregoar liberdade aos cativos
... pôr em liberdade os oprimidos ... a anunciar o ano aceitável do Senhor”. (Lucas 4:18-
19).
         Destarte, os “espíritos em prisão” eram os antediluvianos, contemporâneos de
Noé. Eles eram servos do pecado (Gênesis 6:5) e estavam presos nos laços do diabo
(Gênesis 6:11), os quais “nos dias de Noé” foram rebeldes à advertência divina.
         A respeito dos dias de Noé, “disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para
sempre com o homem, porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e
vinte anos”. (Gênesis 6:3). Isto significa que durante cento e vinte anos, o Espírito do
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
Senhor contendeu com os antediluvianos, mas eles foram rebeldes quanto à
longanimidade de Deus.
        Cristo, mediante o Espírito Santo, advertiu os antediluvianos da iminente
destruição do mundo. Noé, como “pregoeiro da justiça” (II Pedro 2:5), foi o instrumento
que o Espírito de Cristo utilizou para pregar aos “espíritos em prisão”, isto é, os
antediluvianos contemporâneos de Noé, durante cento e vinte anos.
        Portanto, não existe nenhuma evidência nas Escrituras Sagradas demonstrando
que Cristo tenha pregado a quem quer que seja, enquanto morto. Cristo jamais pregou
aos contemporâneos de Noé depois que eles morreram. A verdade é que Cristo, pelo
Espírito Santo, mediante Noé, pregou aos antediluvianos durante cento e vinte anos.
LEANDRO BERTOLDO
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                                93ª PERGUNTA
                            Ano do Nascimento de Jesus

É verdade que Jesus Cristo não nasceu no “ano um” da Era Cristã? Então em que ano
Ele nasceu?


       Para responder a essa pergunta, precisamos analisar duas passagens bíblicas
fundamentais à compreensão do assunto em questão.
        A primeira dessas passagens diz o seguinte: “Sabe e entende: desde a saída da
ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas
e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos
angustiosos” (Daniel 9:25).
        “Messias” é uma expressão hebraica, que significa “Ungido”, e que foi traduzido
para o grego como “Cristo”.
        Segundo o profeta Daniel, entre a ordem para edificar Jerusalém até ao Messias,
“decorreriam sete semanas e sessenta e duas semanas”.
        A soma das sete semanas mais as sessenta e duas semanas correspondem a
sessenta e nove semanas: (7 + 62 = 69 semanas).
        Cada semana é constituída por sete dias. Logo sessenta e nove semanas
constituem quatrocentos, oitenta e três dias: (7 x 69 = 483 dias).
        Porém, em profecia, cada “dia profético” corresponde a um ano literal. Por
exemplo: “um dia te dei por cada ano” (Ezequiel 4:6). “por cada dia um ano” (Números
14:34). Portanto, tem-se nessa profecia um período de quatrocentos, oitenta e três anos
que decorreriam até a manifestação do Messias.
        A ordem para restaurar e edificar Jerusalém foi emitida pelo rei Artaxerxes
(Esdras 7:11), no “sétimo ano deste rei” (Esdras 7:8) que, segundo a História Universal,
corresponde ao ano 457 antes de Cristo.
        Destarte, os 483 anos tiveram sua contagem iniciada no ano 457 antes de Cristo.
Logo, esse período terminou no ano 27 da Era Cristã: (– 457 + 483 = 26 + 1 = 27).
        Quando se faz a transição da contagem de tempo “antes de Cristo” para “depois
de Cristo”, deve-se adicionar um ano à contagem. Isto porque nos algarismos romano
não existe o número zero, o qual não foi levado em consideração quando da mudança do
tempo de “antes de Cristo” para “depois de Cristo”.
        No ano 27 da Era Cristã, o Messias foi batizado e deu início ao Seu ministério
messiânico. Nessa ocasião, Ele estava completando trinta anos de idade. Observe o que
diz o Evangelho de Lucas: “E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo
batizado também Jesus, orando ele, o céu se abriu ... E o mesmo Jesus começava a ser
de quase trinta anos”. (Lucas 3:21 e 23).
        Destarte, no ano 27 da Era Cristã o Messias tinha 30 anos de idade. Com base
nessas informações podemos calcular o ano do Seu nascimento.

                           27 d.C. – 30 anos de idade = – 3

       Porém, quando se faz a transição da contagem de tempo “depois de Cristo” para
“antes de Cristo”, deve-se subtrair um ano da contagem.

                                   – 3 – 1 = – 4 a.C.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
        Diante da demonstração apresentada, fica claro que Jesus Cristo nasceu no ano 4
antes do início da Era Cristã.
        Além dos valores calculados aritmeticamente pelos dados proféticos, alguns
fatos históricos bem documentados vinculados com o nascimento de Cristo, corroboram
a tese de que Jesus nasceu no ano 4 antes do início da Era Cristã.
        A História mostra que Herodes I, o Grande, morreu no ano 4 a.C. (ano 750 da
fundação de Roma). O historiador Flavius Josephus afirma que pouco antes da morte de
Herodes I ocorreu um eclipse lunar. Esse eclipse tem sido identificado como aquele
ocorrido em 13 de março do ano 4 antes da Era Cristã. “Morto, porém, Herodes, eis que
o anjo do Senhor apareceu, num sonho, a José, no Egito. Dizendo: Levanta-te, e toma o
menino e sua mãe, e vai para a terra de Israel, porque já estão mortos os que
procuravam a morte do menino”. (Mateus 2:19-20).
        Diante do exposto, depreende-se que, além dos cálculos baseados nas profecias
bíblicas, os fatos históricos comprovam que o nascimento de Cristo ocorreu no ano 4
antes do início da Era Cristã.
LEANDRO BERTOLDO
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                                 94ª PERGUNTA
                                 Dia da Morte de Jesus

                      Em que hora, dia, mês e ano Jesus morreu?


       Em sua pergunta você está pedindo muita coisa! Mas, vamos ver o que as
Escrituras Sagradas tem a dizer sobre as questões apresentados.
        Hora do falecimento de Jesus. Com relação à hora da crucifixão até à hora do
falecimento de Jesus, a Bíblia Sagrada apresenta as seguintes informações: “E era a hora
terceira, e o crucificaram ... E, chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até
à hora nona ... E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí,
lemá sabactâni? Isso, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? ...
E Jesus, dando um grande brado, expirou”. (Marcos 15:25, 33, 34, 37).
        Pelas Escrituras Sagradas, o dia é contado “duma tarde a outra tarde” (Levítico
23:32), encerrando e iniciando com o pôr-do-sol (Mateus 28:1; Lucas 23:54). O dia é
um período de vinte e quatro horas, sendo doze horas de parte clara e doze horas de
parte escura. (Gênesis 1:31).
        As horas do dia eram contadas a partir das seis horas da manhã. Destarte, a
primeira hora corresponde ao período entre 6h00-7h00, a segunda a hora compreende o
período entre 7h00-8h00, a terceira hora era completada às 9h00, a quarta hora era
completada às 10h00, a quinta hora era completada às 11h00, a sexta hora era
completada à 12h00, e assim sucessivamente. Como a Palavra de Deus afirma que Jesus
expirou na “hora nona”, então podemos concluir que Jesus faleceu às quinze horas.
        Dia e mês da morte de Jesus. Quanto ao dia e mês em que Jesus morreu, as
Escrituras Sagradas informam que o Senhor foi julgado, condenado, crucificado e
executado no dia em que seria comemorada a Páscoa. Observe as evidências
apresentadas nas seguintes passagens bíblicas:
        Jesus foi inquirido na casa de Caifás pela manhã. Era uma sexta-feira, dia em
que seria comemorada a Páscoa: “Depois, levaram Jesus da casa de Caifás para a
audiência. E era pela manhã cedo. E não entraram na audiência, para não se
contaminarem e poderem comer a Páscoa”. (João 18.28).
        Tentando livrar a Jesus, Pilatos invocou o costume judaico de libertar alguém no
dia da Páscoa. “Mas vós tendes por costume que eu vos solte alguém por ocasião da
Páscoa. Quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus? João 18.40 Então, todos voltaram
a gritar, dizendo: Este não, mas Barrabás! E Barrabás era um salteador”. (João 18.39-
40).
        Jesus foi entregue para ser crucificado no momento em que a Páscoa começava a
ser preparada. “E era a preparação da Páscoa e quase à hora sexta; e disse aos judeus:
Eis aqui o vosso rei. Mas eles bradaram: Tira! Tira! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Hei
de crucificar o vosso rei? Responderam os principais dos sacerdotes: Não temos rei,
senão o César. Então, entregou-lho, para que fosse crucificado. E tomaram a Jesus e o
levaram”. (João 19:14-16).
        As Escrituras informam que, desde a época de Moisés, a Páscoa sempre foi
comemorada numa data fixa mensal: “No mês primeiro, aos catorze do mês, pela tarde,
é a Páscoa do Senhor”. (Levítico 23:5). “Porém no mês primeiro, aos catorze dias do
mês é a páscoa do Senhor. E aos quinze dias do mesmo mês haverá festa: sete dias se
comerão pães asmos. No primeiro dia haverá santa convocação: nenhuma obra servil
fareis”. (Números 28:16-18).
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
        No dia seguinte ao da Páscoa havia “santa convocação” e nenhum trabalho
secular deveria ser realizado, razão pela qual esse dia era conhecido como sábado
cerimonial. Na ocasião da crucificação de Jesus, o dia seguinte ao da Páscoa
providencialmente coincidiu com o sábado semanal, razão pela qual foi dito que “era
grande o dia de sábado” (João 19:31).
        O primeiro mês era conhecido pelo nome de nisã. Observe o que diz as
Escrituras Sagradas: “No primeiro mês (que é o mês de nisã)” (Ester 3:7). Portanto,
Jesus faleceu no dia catorze de nisã, numa sexta-feira.
        Ano em que Jesus expirou. Sabemos que Jesus tinha a idade de trinta e três
anos e meio quando veio a falecer. Também sabemos que Ele nasceu no ano 4 antes da
Era Cristã (ver o tema da pergunta anterior). Portanto, o Senhor expirou na cruz no ano
31 da Era Cristã. Observe o singelo cálculo aritmético que se segue: – 4 + 33,5 + 1 = 31
        Quando se faz a transição da contagem de tempo “antes de Cristo” para “depois
de Cristo”, deve-se somar “um ano” à contagem.
        Diante de todas as evidências apresentadas podemos concluir que Jesus Cristo
veio a falecer numa sexta-feira, às quinze horas do dia catorze do primeiro mês (nisã) do
ano 31 da Era Cristã: (14/01/31).
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                                95ª PERGUNTA
                                     Anjos e Sexo

É verdade que os anjos tiveram relações sexuais com os seres humanos?


       Nos dias de hoje, uma parcela da cristandade supõe que os anjos tiveram
relações sexuais com os primeiros habitantes do planeta. Essa hipótese é baseada na
seguinte passagem bíblica: “Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram
formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Havia, naqueles dias,
gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos
homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os
varões de fama”. (Gênesis 6:2, 4).
        A grande verdade é que tal interpretação nunca foi doutrina cristã. Mas tratava-
se de uma explicação herética, criada em tempos remotos por alguns escribas judeus.
Tal interpretação encontra-se registrada em alguns livros apócrifos, sendo rechaçada
pelo livro – também apócrifo – intitulado Caverna do Tesouro 14:2. Observe: “Por esse
motivo, escribas antigos incorreram em erro quando escreveram que os Anjos desceram
do céu, uniram-se às filhas dos homens, que por essa união geraram aqueles gigantes.
Isso não é verdade; falaram disso sem terem conhecimento”.
        Os defensores dessa doutrina simplesmente supõem que os mencionados “filhos
de Deus” (Gênesis 6:2) sejam os anjos. Este é o ponto crucial de toda essa interpretação
extravagante.
        A verdade é que nenhuma parte do livro de Gênesis relaciona a expressão “filhos
de Deus” com os anjos. Além disso, a relação sexual não faz parte da natureza dos seres
espirituais. Os anjos são seres espirituais (Hebreus 1:14) criados de forma
individualizada. Não existe entre os anjos o gênero masculino ou feminino. Eles não se
casam e nem se dão em casamento (Marcos 12:25). Eles não se reproduzem, sendo que
desde sua criação, o seu número permanece sempre o mesmo.
        Uma interpretação correta necessita levar em consideração todo o contexto
bíblico no qual os versículos em questão estão inseridos. Observe que o contexto está
relacionando o desenvolvimento de duas genealogias, a saber: os descendentes de Caim
(Gênesis 4:17-24) e os descendentes de Sete (Gênesis 5:3-32). Os descendentes de Caim
estavam em aberta rebelião contra o Senhor, porém os descendentes de Sete invocavam
o nome do Senhor (Gênesis 4:26).
        Portanto, dentro do contexto, os filhos de Deus estão representados pela
genealogia daqueles que invocavam o nome do Senhor. Porém, dentro do mesmo
contexto, os filhos dos homens estão representados pela genealogia daqueles que não
queriam nada com o Senhor.
        Essas duas genealogias mesclaram-se, quando “viram os filhos de Deus que as
filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que
escolheram”. (Gênesis 6:2). A relação sexual entre essas duas gerações, até então
separadas, deram origem aos homens valentes e de fama que houve na antiguidade
(Gênesis 6:4).
        Contrariando o que algumas pessoas supõem, é bom deixar bem claro que a
união sexual entre os filhos de Deus com as filhas dos homens não geraram gigantes. A
bem da verdade, esses gigantes já existiam na face da Terra, tanto antes como depois
dos filhos de Deus terem tido relações sexuais com as filhas dos homens. Observe o que
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
diz a Bíblia Sagrada: “Havia, naqueles dias, gigantes na terra; e também depois, quando
os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos”. (Gênesis 6:4).
        Em conclusão, é totalmente apócrifa a interpretação que supõe que os filhos de
Deus eram os anjos que tiveram relações sexuais com as filhas dos homens gerando
gigantes. Na realidade, os filhos de Deus eram os descendentes de Sete que tiveram
relações sexuais com os descendentes incrédulos das filhas dos homens. Essa união não
gerou descendentes gigantes, mas sim “os valentes que houve na antiguidade, os varões
de fama”. (Gênesis 6:4).
LEANDRO BERTOLDO
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                                 96ª PERGUNTA
                                 A Benção do Pecador

                 Deus abençoa o cristão que está vivendo em pecado?


       Em algumas circunstâncias especiais, Deus abençoa o pecador que está em
trevas espirituais para conduzi-lo à luz das verdades eternas. Afinal de contas, os anjos
são “espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a
salvação?” (Hebreus 1:14).
        Porém, Deus não pode abençoar a pessoa que, embora conheça a verdade,
voluntariamente insiste em viver na prática do pecado. Caso o Senhor abençoasse
aquele que vive deliberadamente pecando, então Ele estaria confirmando o caminho
errado do pecador. Pelo estudo da Bíblia Sagrada, sabemos que este não é o propósito
divino. “Ainda que se mostre favor ao ímpio, nem por isso aprende a justiça; até na terra
da retidão, ele pratica a iniquidade e não atenta para a majestade do Senhor”. (Isaías
26:10).
        Aliás, Deus nem mesmo ouve as orações daquele que está vivendo
voluntariamente na prática do pecado, quanto mais abençoará tal pessoa.
        O salmista afirmou que Deus não ouviria as suas orações caso ele consentisse
com o pecado no seu coração: “Se eu atender à iniquidade no meu coração, o Senhor
não me ouvirá”.(Salmos 66:18).
        A oração daquele que não quer ouvir a Palavra de Deus é abominável: “O que
desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável”. (Provérbios
28:9).
        Nossos pecados nos separam de Deus: “Mas as vossas iniquidades fazem divisão
entre vós e o vosso Deus: e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que
vos não ouça”. (Isaías 59:2).
        Deus não ouve a pecadores: “Ora nós sabemos que Deus não ouve a pecadores;
mas, se alguém é temente a Deus, e faz a sua vontade, a esse ouve”. (João 9:31).
        Mas o nosso Deus é grandioso em perdoar, e está disposto em abençoar aquele
que abandonar o pecado, convertendo-se ao Senhor: “Deixe o ímpio o seu caminho, e o
homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá
dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar”. (Isaías 55: 7).
        Definitivamente, o pecador contumaz não é abençoado por Deus. Eis o que diz
as Escrituras Sagradas: “O mal perseguirá aos pecadores, mas os justos serão
galardoados com o bem”. (Provérbios 13:21). “Eis que o justo é punido na terra; quanto
mais o ímpio e o pecador!” (Provérbios 13:21; 11:31).
        Caso você esteja vivendo na prática de algum pecado conhecido, então abandone
esse pecado e volte para Deus. Então o Senhor lhe abençoará abundantemente, mais do
que você possa imaginar ou pensar. “Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um
pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de
arrependimento” (Lucas 17:7).
LEANDRO BERTOLDO
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                                 97ª PERGUNTA
                                 Um Basta no Mundo

Diante de tanta maldade no mundo, por que Deus não dá um basta em tudo isso?


       Deus tem um tempo estabelecido para todos os Seus desígnios. “Tudo tem o
seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”. (Eclesiastes
3:1). Por exemplo, na plenitude do tempo, Deus enviou o Seu Filho a este mundo
(Gálatas 4:4). Sobre a restauração de todas as coisas, Jesus respondeu aos discípulos:
“Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu
próprio poder”. (Atos 1:7). Portanto, embora não saibamos o momento exato do fim,
ainda assim, na plenitude do tempo, Deus dará um basta a este mundo de maldade e
pecado. Várias são as razões pela qual o mundo ainda continua existindo na prática de
sua maldade.
        Primeira. Deus tem um meio para aferir o momento exato para julgar as nações
do mundo. Se até hoje Deus não tomou nenhuma providência para dar um fim na
maldade do mundo é porque os seus pecados ainda não transbordaram as bordas da taça
do Senhor. “Porque na mão do Senhor há um cálice cujo vinho ferve, cheio de mistura,
e dá a beber dele; certamente todos os ímpios da terra sorverão e beberão as suas fezes”.
(Salmos 75:8). Por exemplo, no passado Deus não deu um fim imediato à nação dos
amorreus porque esse povo ainda não havia ultrapassado o limite da misericórdia
divina: “... porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia”. (Gênesis
15:16).
        “Deus mantém uma conta com as nações. Quando chegar plenamente o tempo
em que a iniquidade terá atingido o prescrito limite da misericórdia de Deus, cessará
Sua clemência. Quando os números acumulados nos livros de registro do Céu indicarem
que o total da transgressão está completo, virá a ira”. (V Testimonies, 524).
        “Ao mesmo tempo em que a misericórdia de Deus suporta longamente o
transgressor, há um limite além do qual os homens não podem ir no pecado. Quando é
atingido aquele limite, os oferecimentos de misericórdia são retirados, e inicia-se o
ministério do juízo”. (Patriarcas e Profetas, 165).
        Segundo. Apesar da magnitude da maldade que campeia o planeta, o Senhor
ainda não destruiu o mundo porque Ele não se compraz com a morte de quem quer que
seja: “Porque não tomo prazer na morte do que morre, diz o Senhor Jeová: convertei-
vos, pois, e vivei”. (Ezequiel 18:32).
        Terceiro. Deus ainda não destruiu este mundo porque existem pessoas sinceras
e honestas que ainda não conhecem o evangelho: “O Senhor não retarda a sua promessa,
ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que
alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se”. (II Pedro 3:9). “Porque isto
é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador. Que quer que todos os homens se
salvem, e venham ao conhecimento da verdade”. (I Timóteo 2:4).
        Quarto. Deus é tão misericordioso e compassivo que se comprometeu a deixar
de destruir a cidade de Sodoma, caso houvesse alguns justos habitando aquela
localidade: “Então disse o Senhor: Se eu em Sodoma achar cinquenta justos dentro da
cidade, pouparei a todo o lugar por amor deles”. (Gênesis 18:26).
        Portanto, Deus ainda não destruiu o mundo por causa de uns poucos justos que
ainda restam na Terra e influenciam os homens para o bem. “O Senhor Se deleita na
misericórdia; e, por amor dos poucos que realmente O servem, restringe as calamidades,
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
prolongando a tranquilidade das multidões. Mal compreendem os que pecam contra
Deus que devem sua própria vida aos poucos fiéis a quem se deleitam em ridicularizar e
oprimir”. (O Grande Conflito, 632). Quando, porém, o número de justos se tornar
suficientemente reduzido em relação ao número dos ímpios que dominam a Terra, então
o Senhor virá para dar um basta na maldade deste mundo.
LEANDRO BERTOLDO
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                                98ª PERGUNTA
                                    Igreja Católica

Por que os protestantes ensinam que a Igreja Católica é um ramo falso do
cristianismo?

        A Igreja Católica é tida por toda cristandade como uma expressão falsa do
cristianismo, por vários motivos. Primeiro, ela tornou-se herética quando abandonou as
verdades bíblicas. Segundo, ela tornou-se herética por causa do seu sincretismo
religioso com o paganismo romano. Terceiro, ela tornou-se herética quando abraçou o
poder secular para impor à força seus dogmas destituídos de fundamentos bíblicos.
        Essa Igreja abandonou os ensinos cardeais das Escrituras Sagradas, os quais
eram tidos em alta conta por Jesus e pelos apóstolos. Substituiu muitas doutrinas da
Palavra de Deus por doutrinas que não passam de invenções produzidas pela
imaginação humana. Para justificar seus erros, adotaram a tradição como fonte de
doutrina, a qual sobrepõe a própria Palavra de Deus. À essa Igreja, poderia ser aplicada
a seguinte palavra de Jesus: “E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento
de Deus”. “Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos
homens”. (Mateus 15:6 e 9).
        Muitos dos apóstolos de Jesus profetizaram sobre a apostasia que entraria no
meio da Igreja, resultando numa expressão falsa do cristianismo conhecido como
anticristo (I João 2:18). Pedro profetizou que falsos doutores introduziriam
disfarçadamente heresias, e que o caminho da verdade seria blasfemado. “E também
houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que
introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou,
trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções,
pelos quais será blasfemado o caminho da verdade”. (II Pedro 2:1-2).
        Paulo profetizou que a verdadeira doutrina seria seriamente prejudicada porque
os muitos doutores eclesiásticos desviariam a Igreja do caminho da verdade. “Porque
virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos,
amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências. E desviarão os
ouvidos da verdade, voltando às fábulas”. (II Timóteo 4:3-4).
        Paulo também profetizou que a apostasia viria sobre a Igreja quando surgisse o
homem do pecado, o qual se assentaria como Deus, na Igreja de Deus, querendo parecer
Deus. “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes
venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição. O qual se
opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se
assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus”. (II Tessalonicenses
2:3-4).
        Contrariando os mais claros ensinos das Escrituras Sagradas, essa Igreja realiza
batismos de bebês num pseudobatismo de aspersão. No ano 310 inventou a reza pelos
defuntos; em 320 o uso de velas; em 394 a missa; em 431 o culto à Virgem Maria; em
783 a veneração das imagens e relíquias; em 850 o uso da água benta; em 993 a
canonização dos santos; em 1074 o celibato sacerdotal; em 1090 inventou o rosário; em
1184 instituiu a Santa Inquisição; em 1190 vendas de indulgências; em 1215 criou a
confissão auricular; em 1215 o dogma da transubstanciação; em 1316 instituiu a reza da
Ave Maria; em 1546 equiparou a tradição à Bíblia; em 1870 instituiu o dogma da
infalibilidade papal; em 1950 o dogma da Presença Real e Corporal de Maria no Céu
etc.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
        Blasfemou da autoridade divina ao alterar abertamente os “dez mandamentos”
da santa lei de Deus. Para isso, descartou o mandamento que proíbe o culto de imagens
e ardilosamente desdobrou o décimo mandamento para manter o número original de dez
mandamentos. Substituiu o quarto mandamento que ordena a santificação do sábado
para a observância do domingo, cujas origens se perdem no culto do paganismo.
        Contrariando o Novo Testamento, essa Igreja apóstata elegeu a Virgem Maria
como mediadora entre Deus e os homens, quando Paulo ensinou que há “um só
Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem”. (I Timóteo 2:5). Inventou que
os santos possuem mérito, quando Pedro afirmou que além de Jesus “em nenhum outro
há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os
homens pelo qual devamos ser salvos”. (Atos 4:12).
        Essa Igreja herética, tacitamente, nega a suficiência do sacrifício expiatório de
Cristo para perdão dos pecados, ao ensinar a salvação pela indulgência, pelas boas obras
e pela purgação dos pecados veniais no purgatório. Com isso, ela prega outro
evangelho. “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro
evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema”. (Gálatas 1:8).
        Por conjugar o poder religioso com o poder secular, essa Igreja criou o Santo
Tribunal da Inquisição, que de santo nada tinha. Por meio das atividades desse
famigerado tribunal, milhões de pessoas foram torturadas, mutiladas, trucidadas,
estupradas, empaladas, assassinadas, queimadas, estranguladas e afogadas.
Constrangidos pelo medo, milhões de pessoas tiveram que abdicar dos ditames de sua
consciência, de sua liberdade de expressão e de seu livre arbítrio, para sujeitarem-se à
vontade desse arrogando poder pseudocrístão. Tudo isso está registrado nos anais da
História Universal.
        A Bíblia Sagrada compara a Igreja Católica a uma mulher prostituta, infiel a
Cristo e à Sua verdade: “Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está
assentada sobre muitas águas. Com a qual se prostituíram os reis da terra; e os que
habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua prostituição”. “E a mulher estava
vestida de púrpura e de escarlata, adornada com ouro, e pedras preciosas, e pérolas, e
tinha na mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua
prostituição”. “E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos e do sangue
das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração”.
(Apocalipse 17:1-2; 4, 6).
LEANDRO BERTOLDO
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                                 99ª PERGUNTA
                                    Árvore da Vida

As Escrituras Sagradas ensinam que os salvos serão imortais. Então por que razão da
árvore da vida?


       Quando Jesus retornar pela segunda vez a este mundo, com poder e grande
glória, acompanhado por milhares de milhares e milhões de milhões de anjos, então os
santos do Altíssimo de todas as épocas e de todas as nações ressuscitarão do pó da
Terra, imortais e incorruptíveis (I Coríntios 15:51-53).
        Os santos ressuscitarão no frescor da eterna juventude. Porém, eles trarão em seu
corpo ressuscitado um dos resquícios da terrível degradação causada pelo pecado no
decorrer dos séculos: a estatura.
        “Todos saem do túmulo com a mesma estatura que tinham quando ali entraram.
Adão, que está em pé entre a multidão dos ressuscitados, é de grande altura e formas
majestosas, de estatura pouco menor que o Filho de Deus. Apresenta assinalado
contraste com o povo das gerações posteriores; sob este único ponto de vista se revela a
grande degeneração da raça. Todos, porém, surgem com a louçania e vigor de eterna
mocidade”. (Grande Conflito, 644).
        Com relação ao fruto e às folhas da árvore da vida a Bíblia Sagrada registra o
seguinte: “No meio da sua praça, e de uma e da outra banda do rio, estava a árvore da
vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são
para a saúde das nações”. (Apocalipse 22:2). “O fruto da árvore da vida, no Jardim do
Éden, possuía virtude sobrenatural. Comê-lo produzia vida eterna. Seu fruto era o
antídoto da morte. Suas folhas serviam para manter a vida e a imortalidade”. (Maranata!
- Meditação Matinal, 323).
        Os frutos e as folhas da árvore da vida eliminarão o efeito da degeneração
sofrida na estatura da raça humana no decorrer das gerações, trazendo completa saúde
ao corpo dos santos ressuscitados: “Restabelecidos à árvore da vida, no Éden há tanto
tempo perdido, os remidos crescerão até à estatura completa da raça em sua glória
primitiva. Os últimos traços da maldição do pecado serão removidos, e os fiéis de Cristo
aparecerão na beleza do Senhor nosso Deus”. (GC, 643).
        Além de restaurar a estatua mirrada dos santos ressuscitados, bebês de mães que
não foram salvas serão conduzidos até a árvore da vida. “Quando os pequenos se
levantam imortais de seus berços no pó, imediatamente voam até os braços de suas
mães. Reúnem-se outra vez, para nunca mais se separarem. Todavia, muitos destes
pequenos não têm ali suas mães. Esperávamos ouvir as canções de triunfo destas mães,
porém em vão. Os anjos recebem os pequenos órfãos e os conduzem à árvore da vida”.
(The Youth"s Instructor, 1º de abril de 1858).
LEANDRO BERTOLDO
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                                100ª PERGUNTA
                                   Pôr-do-Sol da Ira

O que o apóstolo Paulo quer dizer aos cristãos com a seguinte exortação: “não se
ponha o sol sobre a vossa ira”?


       O dicionário online de português define a palavra “ira” como sendo um
sentimento de raiva, cólera, fúria, desejo de vingança. Sobre a “ira”, o apóstolo Paulo
escreveu o seguinte: “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira”
(Efésios 4:26). A questão que se levanta é a seguinte: o que Paulo está querendo dizer
com a expressão “não se ponha o sol sobre a vossa ira”?
        Inicialmente, é necessário considerar que nas epístolas de Paulo: “há pontos
difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem e igualmente as outras
Escrituras, para sua própria perdição” (II Pedro 3:16).
        Alguns mais afoitos, interpretam esse texto bíblico de modo simplista.
Apresentam a ideia de que os cristãos não devem manter-se irados até o pôr-do-sol.
Então o que dizer daqueles que ficam irados poucos instantes antes do pôr-do-sol, ou
durante o pôr-do-sol ou ainda imediatamente após o pôr-do-sol?
        A verdade é que Paulo nada disse sobre o “pôr-do-sol” da vossa ira, mas ele
simplesmente disse: “não se ponha o sol sobre a vossa ira”. Essas duas expressões são
conceitos claramente distintos.
        O apóstolo Paulo não proíbe o cristão de irar-se, mas o proíbe de dar vazão ao
seu sentimento de ira. Observe: “irai-vos e não pequeis” (Efésios 4:26). Mesmo porque
a ira é uma paixão carnal que incita a agressividade do ser humano contra algum outrem
que o contrariou.
        A verdade é que Paulo não está considerando a possibilidade do fenômeno
natural do pôr-do-sol, mas está tão-somente tratando de coisas espirituais. Mesmo
porque o pôr-do-sol é um fenômeno físico natural, enquanto que a ira é um sentimento
abstrato. Ninguém pode por o Sol sobre qualquer espécie de sentimento, pois ele
somente de põe sobre a linha do horizonte e não sobre a ira do ser humano.
        Quando Paulo afirmou “não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Efésios 4:26), ele
estava empregando uma metáfora. No mundo natural, uma das funções do Sol é
iluminar. No mundo espiritual, o cristão não deve permitir que o Sol seja posto sobre a
sua ira. O cristão não deve procurar racionalizar sua ira para justificar as suas razões.
Não deve permitir que a sua ira venha à luz. O cristão não deve permitir que a sua ira
venha a manifestar-se. Tanto é verdade que o apóstolo diz “irai-vos e não pequeis”.
Logo, o cristão não deve trazer sua ira à luz. Não deve permitir que a sua ira
resplandeça.
        O versículo deixa bem claro que o cristão pode até mesmo irar-se, mas ele não
pode pecar, trazendo à luz a sua ira. Foi por essa razão que logo a seguir, no contexto,
Paulo declarou enfaticamente: “não deis lugar ao diabo” (Efésios 4:27).
        Paulo afirmou “não se ponha o sol sobre a vossa ira”. Como a ira é um
sentimento, então o apóstolo poderia, com propriedade, aplicar essa expressão para
qualquer outro sentimento negativo, tais como cobiça, inveja, concupiscência etc.
Então, ele poderia dizer: “não se ponha o sol sobre a vossa cobiça”, “não se ponha o sol
sobre a vossa inveja” ou “não se ponha o sol sobre a vossa concupiscência” etc.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
       Mas com relação aos sentimentos positivos, tais como amor, misericórdia,
perdão etc., poder-se-ia dizer o seguinte: “ponha o sol sobre a vossa misericórdia”,
“ponha o sol sobre o vosso perdão”, “ponha o sol sobre o vosso amor”.
LEANDRO BERTOLDO
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                                101ª PERGUNTA
                                  Criação da Mulher

Por que Deus, ao fazer a mulher, tirou uma costela de Adão? Ele não poderia moldar a
mulher a partir da própria terra?


       É claro que Deus poderia muito bem ter criado a mulher a partir do pó da
Terra, do mesmo modo como havia criado o homem. Porém, caso assim houvesse
procedido, por mais semelhante que o homem e a mulher fossem, eles sempre seriam
duas criações distintas.
        Visando evitar essa diferenciação, “o Senhor Deus fez cair um sono pesado
sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu
lugar. E da costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a
a Adão”. (Gênesis 2:21-22).
        “O próprio Deus deu a Adão uma companheira. Proveu-lhe uma ‘adjutora’ -
ajudadora esta que lhe correspondesse - a qual estava em condições de ser sua
companheira, e que poderia ser um com ele, em amor e simpatia. Eva foi criada de uma
costela tirada do lado de Adão, significando que não o deveria dominar, como a cabeça,
nem ser pisada sob os pés como se fosse inferior, mas estar a seu lado como sua igual, e
ser amada e protegida por ele. Como parte do homem, osso de seus ossos, e carne de sua
carne, era ela o seu segundo eu, mostrando isto a íntima união e apego afetivo que deve
existir nesta relação. ‘Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes a
alimenta e sustenta.’ Efésios 5:29. ‘Portanto deixará o varão a seu pai e a sua mãe, e
apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.’ Gênesis 2:24”. (Patriarcas e
Profetas, 46).
        Portanto, a mulher não se tornou outra criação distinta e independente da criação
do homem. Por essa razão, o apóstolo Paulo afirmou que “a mulher é a glória do
homem” (I Coríntios 11:7).
        Nos propósitos divinos era absolutamente necessário levar o homem a
reconhecer que a mulher provém de sua própria essência, de seu osso e de sua carne. O
homem não poderia ver a mulher como outra criação distinta de sua própria criação.
Tanto é verdade que Adão imediatamente foi levado a reconhecer a seguinte verdade:
“Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa,
porquanto do varão foi tomada”. (Gênesis 2:23).
LEANDRO BERTOLDO
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                                 102ª PERGUNTA
                                     Símile da Igreja

Onde está escrito na Bíblia Sagrada que a Igreja é simbolizada por uma mulher?


       Tanto no Antigo como no Novo Testamento, muitas são as passagens bíblicas
que apresentam a Igreja como símbolo de uma mulher.
        Nesse simbolismo, uma mulher virtuosa representa a verdadeira Igreja, e uma
mulher prostituta representa uma Igreja apostatada da verdade.
        O Novo Testamento apresenta algumas passagens bíblicas demonstrando que a
Igreja é simbolizada por uma mulher. Por exemplo, o apóstolo Paulo apresenta uma
metáfora da Igreja comparando-a com uma mulher virgem: “Porque estou zeloso de vós
com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem
pura a um marido, a saber, a Cristo”. (I Coríntios 11:2).
        A verdadeira Igreja é comparada como a esposa de Cristo: “Regozijemo-nos, e
alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua
esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente;
porque o linho fino são as justiças dos santos”. (Apocalipse 19:7-8).
        A verdadeira Igreja é simbolizada por uma mulher vestida do sol: “E viu-se um
grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma
coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça”. (Apocalipse 12:1).
        “Em Apocalipse, capítulo 17, Babilônia é representada por uma mulher – figura
que a Bíblia usa como símbolo de igreja, sendo uma mulher virtuosa a igreja pura, e
uma mulher desprezível, a igreja apóstata”. (Grande Conflito, 381).
        O livro do Apocalipse retrata uma contrafação da verdadeira Igreja com o
símbolo de uma mulher devassa adornada de valores mundanos: “E veio um dos sete
anjos que tinham as sete taças e falou comigo, dizendo-me: Vem, mostrar-te-ei a
condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas ... vi uma mulher
assentada sobre uma besta de cor escarlate, que estava cheia de nomes de blasfêmia e
tinha sete cabeças e dez chifres. E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata,
adornada com ouro, e pedras preciosas, e pérolas, e tinha na mão um cálice de ouro
cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição”. (Apocalipse 17:1, 3-4).
        O Antigo Testamento também apresenta a Igreja pelo símbolo de uma mulher:
“A formosa e delicada, a filha de Sião, eu deixarei desolada”. (Jeremias 6:2).
        A Igreja é comparada a uma mulher e Deus a Seu marido. “Porque o teu Criador
é o teu marido; Senhor dos Exércitos é o seu nome; e o Santo de Israel é o teu Redentor;
ele será chamado o Deus de toda a terra. Porque o Senhor te chamou como a uma
mulher desamparada e triste de espírito; como a uma mulher da mocidade, que é
desprezada, diz o teu Deus”. (Isaias 54:5-6).
        A Igreja foi comparada a uma mulher adúltera: “Eles dizem: Se um homem
despedir sua mulher, e ela se ausentar dele e se ajuntar a outro homem, porventura,
tornará a ela mais? Não se poluiria de todo aquela terra? Ora, tu te maculaste com
muitos amantes; mas, ainda assim, torna para mim, diz o Senhor. E, quando por causa
de tudo isso, por ter cometido adultério, a rebelde Israel despedi e lhe dei o seu libelo de
divórcio, vi que a aleivosa Judá, sua irmã, não temeu; mas foi-se e também ela mesma
se prostituiu”. (Jeremias 3:1 e 8).
        A antiga Igreja foi comparada a uma mulher prostituta: “Também te prostituíste
com os filhos da Assíria, porquanto eras insaciável; e, prostituindo-te com eles, nem
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ainda assim ficaste farta. Antes, multiplicaste as tuas prostituições na terra de Canaã até
à Caldéia e nem ainda com isso te fartaste. Quão fraco é teu coração, diz o Senhor
Jeová, fazendo tu todas essas coisas, obra de uma meretriz imperiosa!” (Ezequiel 16:28-
30)
       A antiga Igreja foi comparada a uma mulher que ficou sendo do Senhor: “E,
passando eu por ti, vi-te, e eis que o teu tempo era tempo de amores; e estendi sobre ti a
ourela do meu manto e cobri a tua nudez; e dei-te juramento e entrei em concerto
contigo, diz o Senhor Jeová, e tu ficaste sendo minha”. (Ezequiel 16:8).
       Estes são alguns dos versículos bíblicos do Novo e do Antigo Testamento que
relacionam a Igreja com o simbolismo de uma mulher.
LEANDRO BERTOLDO
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                                103ª PERGUNTA
                                   Origem de Deus

A Bíblia ensina que Deus é o criador de todas as coisas. Se antes da criação não havia
nada, e nada pode vir do nada, então como Deus passou a existir a partir do nada?


       Nas entrelinhas desse raciocínio está implícita a equivocada suposição de que
Deus foi criado e, portanto, teve um início ou princípio. Mas a realidade é outra. Deus é
sem começo e sem fim, Ele não teve início e nem terá fim. Deus é de eternidade
pretérita a eternidade futura. Ninguém pode colocar Deus dentro do quadro da criação
temporal do Universo. Deus pertence a uma outra realidade, quando ainda nem existia o
Universo com o espaço, tempo e a matéria.
        Admitindo a absurda hipótese de que Deus não existe porque seria necessário
alguém criá-Lo, então, esse “alguém” seria o verdadeiro Deus. Mas disso surge outra
questão: quem criou esse “alguém” que criou Deus? Com esse raciocínio, entramos num
círculo vicioso e sem fim.
        Caso venhamos admitir a suposição de que Deus não existe porque nada pode
vir do nada, então procure responder à seguinte pergunta: como você explica o fato
incontestável de que você existe, embora saiba que nada vem do nada? Como você
explica o fato de que as coisas existem, muito embora nada possa vir do nada? Se Deus
não existe, porque nada pode vir do nada, então você não existe porque nada pode vir do
nada, e todas as coisas também não existem, porque nada pode vir do nada. Porém, tal
conclusão não corresponde à realidade dos fatos.
        A verdade é que, sendo o homem uma criatura enquadrada dentro da obra da
criação do espaço e do tempo, ele possui uma mente muito limitada para alcançar a
compreensão da grandeza ilimitada da origem ou existência de Deus, que é “desde os
dias da eternidade” (Miquéias 5:2).
        O máximo que a mente humana consegue captar da existência de Deus é que Ele
é de “eternidade a eternidade” (Salmos 90:2). Tomando como referencial o presente,
Deus vem de uma eternidade passada e segue adiante numa eternidade futura, sem
limite de início ou de fim. Retroagindo no tempo passado, verifica-se que a existência
de Deus sempre continua e não tem início. Avançando para o futuro, verifica-se que a
existência de Deus sempre continua e não tem fim.
        Não tendo outro modo de como apresentar toda a sua existência, eternidade e
atividade ao homem, o Senhor identificou-se com o inusitado nome de “EU SOU”
(Êxodo 3:14). Esse nome expressa a ideia de que Deus é tudo. “EU SOU”, logo existo.
“EU SOU” a causa de tudo. “EU SOU” atemporal. EU SOU aquele que permanece.
        “Nosso conhecimento de Deus é parcial e imperfeito. Quando o conflito
terminar, e o Homem Cristo Jesus reconhecer perante o Pai os Seus fiéis obreiros, que
num mundo de pecado, dEle têm dado um verdadeiro testemunho, compreenderão eles
claramente o que agora lhes é mistério”. (A Ciência do Bom Viver, 420).
LEANDRO BERTOLDO
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                                104ª PERGUNTA
                             O Arrependimento de Deus

Qual seria a interpretação do versículo que diz que Deus se arrependeu? Por acaso
Deus se arrepende?


       Conforme o dicionário “Online de Português” (www.dicio.com.br/), a palavra
arrepender-se quer dizer “mudar de opinião, parecer ou propósito”. Também quer dizer:
“Ter mágoa ou pesar dos erros ou faltas cometidas”.
        Devido à própria singularidade de Deus, a linguagem humana é totalmente
insuficiente para descrever alguns predicados manifestados pela divindade. Apesar
disso, os escritores bíblicos procuraram transmitir a atitude de Deus, mesmo
empregando palavras deficientes, mas que pudessem oferecer aos homens uma
compreensão maior a respeito da divindade.
        É claro que o arrependimento de Deus é totalmente diferente do arrependimento
dos seres humanos. Alias, é exatamente isso que a Bíblia Sagrada ensina. Observe:
        “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se
arrependa: porventura diria ele, e não o faria? ou falaria, e não o confirmaria?”
(Números 23:19).
        “E também aquele que é a Força de Israel não mente nem se arrepende:
porquanto não é um homem para que se arrependa” (I Samuel 15:29).
        A Bíblia Sagrada não contém contradições. Quando ela afirma que Deus se
arrependeu, devemos concluir que Deus não se arrepende da mesma maneira que o ser
humano. Na maioria das vezes, os homens se arrependem por “ter mágoa ou pesar dos
erros ou faltas cometidas”. Mas tais predicados humanos não pertencem à divindade,
que não tem mágoa ou pesar, e nem comete faltas ou erros.
        O arrependimento de Deus envolve tão-somente a mudança do propósito divino
em relação às condições estabelecidas para o homem. Observe o seguinte exemplo
bíblico:
        “Bem pode ser que ouçam, e se convertam cada um do seu mau caminho, e eu
me arrependa do mal que intento fazer-lhes por causa da maldade das suas ações”
(Jeremias 26:3).
        Da leitura do referido versículo, depreende-se que, caso o povo se convertesse de
seus maus caminhos, então o Senhor mudaria e se arrependeria, ou seja, mudaria de
propósito deixando de punir os maus atos do povo.
        A verdade é que as promessas e profecias bíblicas são condicionais. Caso os
homens cumpram as condições estipuladas por Deus, então o Senhor também cumpre as
Suas promessas ou profecias. Caso os homens alterem as condições estabelecidas por
Deus, então o Senhor deixa de cumprir as Suas promessas ou profecias. Na verdade, as
próprias Escrituras Sagradas estabelecem os princípios sobre esse assunto. Observe:
        “No momento em que falar contra uma nação, e contra um reino para arrancar, e
para derribar, e para destruir. Se a tal nação, contra a qual falar, se converter da sua
maldade, também eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe” (Jeremias 18:7-8).
        “E no momento em que falar de uma gente e de um reino, para edificar e para
plantar. Se ela fizer o mal diante dos meus olhos, não dando ouvidos à minha voz, então
me arrependerei do bem que tinha dito que lhe faria” (Jeremias 18:9-10).
        Como exemplo clássico desses princípios, tem-se o caso do profeta Jonas, que
profetizou a destruição de Nínive dentro de quarenta dias. Observe: “Ainda quarenta
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dias, e Nínive será subvertida” (Jonas 3:4). Ocorre que os perversos habitantes de
Nínive “creram em Deus” (Jonas 3:5). “E Deus viu as obras deles, como se converteram
do seu mau caminho: e Deus se arrependeu do mal que tinha dito que lhes faria, e não o
fez” (Jonas 3:10).
        Observe que a profecia anunciada por Jonas não se cumpriu, porque ela estava
condicionada à atitude do povo. Como o povo mudou suas más atitudes, então Deus
também mudou o seu propósito, ou na linguagem bíblica, “Deus se arrependeu” (Jonas
3:10).
        Portanto, quando um autor sacro afirma em seus escritos que Deus se
arrependeu, ele está transmitindo a ideia, na linguagem humana, de que Deus mudou de
propósito porque houve mudança de atitude por parte do homem.
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                                105ª PERGUNTA
                              O Dia em que o Sol Parou

A Bíblia não está errada quando diz que Josué ordenou que o Sol parasse, quando
sabemos que na realidade é a Terra que deveria ser parada?


       Na época em que Josué viveu, o senso comum geral era que o Sol girava em
torno da Terra, e não ao contrário. No decorrer dos séculos o consenso de que o Sol gira
em torno da Terra foi sistematizado por vários filósofos e matemáticos gregos e,
finalmente, sintetizada pelo gênio Cláudio Ptolomeu (90-168 d.C.), em sua obra
máxima intitulada “Almagesto”.
        Foi somente no século XV que Nicolau Copérnico (1473-1543) revolucionou a
Astronomia, defendendo a concepção de que a Terra gira em torno do Sol, e não ao
contrário. Essas concepções modernas foram confirmadas pelas observações
telescópicas realizadas por Galileu Galilei (1564-1642), sistematizada cientificamente
por Johannes Kepler (1571-1630) e generalizada pelo genial físico inglês Isaac Newton
(1642-1727).
        Com relação ao registro bíblico, é digno de nota observar que não foi Deus, mas
sim o homem quem ordenou que o Sol parasse. Portanto, não se tratava de uma
revelação divina, mas simplesmente da compreensão que Josué possuía a respeito da
questão do movimento dos corpos celestes.
        É claro que Deus, que é infinito em sabedoria, compreendeu exatamente qual
eram a verdadeira intenção e propósito da solicitação feita por Josué: prolongar a
duração do dia.
        Porém, como não sabemos pedir como convém, o Espírito Santo ajuda as nossas
fraquezas e intercede corretamente por nós perante Deus. Observe: “E da mesma
maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que
havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos
inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é
ele que segundo Deus intercede pelos santos”. (Romanos 8:26-27).
        Portanto, Deus compreendeu exatamente o que deveria ser feito para atender ao
comando dado por Josué. Em vez de parar o Sol, simplesmente parou a Terra. Isto
supondo que não tenha ocorrido nenhum outro fenômeno desconhecido que tenha dado
causa ao efeito aparente da prolongação do dia.
        “Então Josué falou ao Senhor, no dia em que o Senhor deu os amorreus na mão
dos filhos de Israel, e disse aos olhos dos israelitas: Sol, detém-te em Gibeom, e tu lua,
no vale de Ajalom”. “E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus
inimigos. Isto não está escrito no livro do Reto? O sol pois se deteve no meio do céu, e
não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro”. (Josué 10:12-13).
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                               106ª PERGUNTA
                                Quantidade de Anjos

                            Quantos anjos existem no céu?


       As Escrituras Sagradas não revelam explicitamente a quantidade exata de
anjos que existentes no Céu. Todavia, elas permitem que os homens tenham um
vislumbre da enorme população de seres angelicais.
       A base para termos uma idéia da quantidade “mínima” de anjos existentes no
Céu está registrada nas Escrituras Sagradas, nas seguintes passagens:
       “Um rio de fogo manava e saía de diante dele: milhares de milhares o serviam, e
milhões de milhões estavam diante dele: assentou-se o juízo, e abriram-se os livros”.
(Daniel 7:10).
       “E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono... e era o número deles
milhões de milhões e milhares de milhares”. (Apocalipse 5:11).
       Por meio desses dois versículos bíblicos podemos constatar que o número de
anjos celestiais é de milhares de milhares e milhões de milhões.
       Transformando a expressão “milhares de milhares” em número, temos no
“mínimo” o seguinte resultado, calculado pela classe dos milhares, na ordem de sua
unidade numérica:

                           Milhares de milhares = 000.000

      Transformando a expressão “milhões de milhões” em número, temos no
“mínimo” o seguinte valor, calculado pela classe dos milhões, na ordem de sua unidade
numérica:

                        Milhões de Milhões = 000.000.000.000

       Portanto, milhares de milhares e milhões de milhões corresponde no “mínimo” à
seguinte quantidade:

                           000.000.000.000.000.000 = 1018

       Calculado pelo valor “mínimo” dos milhares e dos milhões, que é a unidade
numérica de suas respectivas classes numéricas, podemos concluir que existem no Céu
– no mínimo – um quintilhão de anjos, isto é, mil quatrilhões de anjos ou 10 elevado à
18ª potência.
       Para se ter uma noção de comparação, basta considerar que a população mundial
nos dias de hoje aproxima-se dos sete bilhões de pessoas, cujo valor numérico
corresponde à seguinte expressão aritmética:

                               7.000.000.000 = 7 x 109

      Portanto, a população mundial nos dias de hoje é muito pequena quando
comparada com a população “mínima” de anjos celestiais.
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                               107ª PERGUNTA
                                     Dinossauros

                       É verdade que os dinossauros existiram?


       Que os dinossauros existiram aos milhões na face da Terra, não resta a menor
sombra de dúvida. Os registros fósseis, silenciosamente, dão testemunho ao mundo de
que os dinossauros existiram e foram subitamente extintos da face do planeta. Nos
museus do mundo inteiro existem milhares de esqueletos desses gigantescos animais
que comprovam a sua existência e sua morte repentina.
        Porém, os dinossauros não são obras da criação divina. Eles surgiram como
resultado das experiências de miscigenação realizada pelos ímpios antediluvianos.
        “Nenhuma planta nociva foi colocada no grande jardim do Senhor, mas depois
que Adão e Eva pecaram, nasceram ervas venenosas. Na parábola do semeador, foi feita
ao dono da casa a pergunta: ‘Senhor, não semeastes boa semente no teu campo? Donde
vem, pois, o joio?’ O dono da casa respondeu: ‘Um inimigo fez isso’ (Mateus 13:27-
28). Todo joio é semeado pelo maligno. Toda erva nociva é de sua semeadura, e por
seus métodos engenhosos de amalgamação ele corrompeu a Terra com joio” (II
Mensagens Escolhidas, 288-289).
        É um erro crasso pensar que as formas de vidas do passado devam ser
compreendidas em termos dos processos biológicos em andamento nos dias de hoje.
Nenhum cientista questiona o fato de que os cruzamentos de espécies próximas podem
produzir descendentes híbridos. Antes do dilúvio universal, as condições de vida eram
outras e os animais eram vigorosos, nada impedindo que alguns cruzamentos de
espécies, hoje extintas, tenham dado origem aos dinossauros.
        Tanto é que os dinossauros não foram criados por Deus, que foram abruptamente
extintos pelas águas do dilúvio que varreu a superfície do planeta. Nenhum dos
dinossauros entrou na arca que salvou o mundo antigo. “Todas as espécies de animais
que Deus criara foram preservadas na arca. As espécies confusas que Deus não criou,
que eram resultado de amalgamação, foram destruídas pelo dilúvio” (III Spiritual Gifts,
75).
        Deus não deixou os homens de gerações futuras sem prova da existência de um
mundo que teve seu apogeu antes da época do dilúvio universal: “Nos dias de Noé,
homens, animais e árvores, muitas vezes maiores do que os que hoje existem, foram
sepultados, e assim conservados, como prova para as gerações posteriores de que os
antediluvianos pereceram por um dilúvio”. (Patriarcas e Profetas, 112).
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                               108ª PERGUNTA
                              Vida em Outros Mundos

                   Existem outros mundos habitados no Universo?


       A Ciência não nega a possibilidade de vida fora da Terra. Na verdade, as
evidências analisadas pelos cientistas, até o presente momento, apontam para a
existência de vida em outros planetas.
        Quando a Teoria da Probabilidade leva em consideração a imensidão do
Universo, o enorme número de estrelas e os incontáveis planetas existentes fora do
Sistema Solar, torna-se muito difícil negar a possibilidade de vida inteligente fora da
Terra.
        Muito embora as Escrituras Sagradas não falem explicitamente sobre a
existência de vida em outros planetas, elas deixam antever essa possibilidade. Além
disso, é bom saber que os próprios anjos são vidas extraterrestres.
        A Bíblia Sagrada fala da pluralidade de outros mundos. Ela deixa bem claro que
Deus não criou apenas o planeta Terra, mas também criou outros mundos: “Pela fé,
entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados”. (Hebreus 11:3).
        “Deus tem mundos e mais mundos que são obedientes a Sua lei. Estes mundos
são dirigidos com referência à glória do Criador. Ao verem os habitantes desses mundos
o grande preço que foi pago para resgatar o homem, enchem-se de assombro”. (RE, 25-
09-1900).
        “Finitos são os homens que vivem neste pequenino átomo de mundo; Deus tem
inumeráveis mundos obedientes a Suas leis, e dirigidos para Sua glória. Quando os
homens avançarem em suas pesquisas científicas até aonde lhes permitam as limitadas
faculdades, existe ainda para além uma infinidade que lhes escapa à
apreensão”. (Conselhos Professores, Pais e Estudantes, 3).
        A Bíblia Sagrada diz que quando os filhos de Deus vieram apresentar-se perante
o Senhor como representante dos seus mundos, Satanás também se apresentou perante o
Senhor como representante deste mundo.
        “E vindo um dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o
Senhor, veio também Satanás entre eles. Então, o Senhor disse a Satanás: De onde
vens? E Satanás respondeu ao Senhor disse: De rodear a terra e passear por ela”. (Jó
1:6-7).
        “E, vindo outro dia, em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o
Senhor, veio também Satanás entre eles apresentar-se perante o Senhor. Então, o Senhor
disse a Satanás: De onde vens? E respondeu Satanás ao Senhor e disse: De rodear a terra
e passear por ela”. (Jó 2:1-2)
        “Alguém honrado por todo o Céu veio a este mundo para, revestido da natureza
humana, postar-Se à cabeceira da humanidade, testificando aos anjos caídos e aos
habitantes dos mundos não caídos que, pelo auxílio divino que foi provido, todos podem
andar na vereda da obediência aos mandamentos de Deus”. (I Mensagens Escolhidas,
309).
        “Cristo veio em forma humana para mostrar aos habitantes dos mundos não
caídos e do mundo caído, que amplas providências foram tomadas para habilitar os
seres humanos a viverem em lealdade com seu Criador”. (I Mensagens Escolhidas, 2).
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Perguntas e Respostas
        “Não foi senão por ocasião da morte de Cristo que o caráter de Satanás se
revelou claramente aos anjos e aos mundos não caídos”. (Signs of the Times, 27 de
agosto de 1902).
        “Ouvi aclamações de vitória dos anjos e dos santos remidos, os quais ressoavam
como dez milhares de instrumentos musicais, porque não mais deveriam ser molestados
e tentados por Satanás, e porque os habitantes de outros mundos estavam livres de sua
presença e tentações”. (História da Redenção, pág. 416).
        “Então os que guardaram os mandamentos de Deus respirarão com um vigor
imortal, por sob a árvore da vida e, através de infindáveis, séculos, os habitantes dos
mundos que não pecaram contemplarão no jardim de delícias um modelo da obra
perfeita da criação de Deus, intacto da maldição do pecado - modelo do que teria sido a
Terra inteira se tão-somente houvesse o homem cumprido o plano glorioso do Criador”.
(Patriarcas e Profetas, 56).
        Diante das considerações expostas e das passagens apresentadas, fica claro que
existe vida inteligente fora do planeta Terra. Porém, esses seres extraterrestres não
viajam para a Terra, em vista do grande conflito entre o bem e o mal que se desenrola
neste mundo.
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas

                               109ª PERGUNTA
                                        OVNI

                     Existem Objetos Voadores Não Identificados?


       A resposta para a sua pergunta é um retumbante sim. Realmente existem
milhares de objetos voadores não identificados (OVNIs) cruzando o céu do planeta
Terra.
        Embora existam muitas fraudes praticadas por homens desprezíveis e
abomináveis, a verdade é que tais objetos voadores foram muitas vezes observados,
fotografados e filmados por homens sérios e idôneos, em várias partes do globo
terrestre.
        Para os cristãos que creem nas Escrituras Sagradas, os OVNIs deixaram a muito
tempo de serem objetos voadores não identificados. Pela revelação divina registrada nas
Escrituras Sagradas, esses objetos voadores são tratados como “objetos voadores
identificados” (OVIs).
        Bíblia Sagrada ensina que os seres humanos não são os únicos habitantes do
planeta Terra. A grande verdade é que os terrestres compartilham o planeta com seres
alados que vieram das profundezas do céu, os quais “não guardaram o seu principado,
mas deixaram a sua própria habitação” (Judas 6). Esses seres alienígenas habitam o
planeta Terra em total segredo.
        Veja o que a Bíblia Sagrada tem a dizer sobre a origem desses seres alados vindo
do espaço celeste: “E houve batalha no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o
dragão, e batalhava o dragão e os seus anjos. Mas não prevaleceram, nem mais o seu
lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o
Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos
foram lançados com ele”. (Apocalipse 12:7-9).
        Por esses versículos chega-se à clara conclusão que este mundo, além de ser
habitado por seres humanos, também é habitado por anjos rebeldes que foram lançados
para a Terra.
        Por ser um anjo glorioso, Satanás aparenta o aspecto de um relâmpago (Mateus
28:3). A semelhança do seu aspecto também pode ser descrita “como ardentes brasas de
fogo” (Ezequiel 1:13). Devido à sua aparência relampejante, esses seres ao se
deslocarem pelo céu noturno aparentam a semelhança de bolas de fogo ou de luzes. “E
os seres viventes corriam, e voltavam, à semelhança de um clarão de relâmpago”
(Ezequiel 1:14).
        Denota-se, portanto, que essas bolas de fogo ou luzes no céu nada mais são do os
anjos rebeldes, os quais são identificados pelos homens incrédulos como sendo os
famigerados objetos voadores não identificados. Mas Jesus os identificou e descreveu a
aparência luminosa desses objetos: “Eu via Satanás, como raio, cair do céu”. (Lucas
10:18).
        Curiosamente, os nativos da Nigéria e da Região do Gabão, na África, referem-
se a essas luzes como um Aku, que significa demônio.
        Os prodígios sobrenaturais de aparição de discos voadores ou de criaturas
esverdeadas que ora aparecem como gigantes e ora como criaturas anãs, são produções
diabólicas. Satanás tem poder para se transformar e assumir a aparência de qualquer ser
vivo. Tudo não passa de mistificações dos “espíritos de demônios, que fazem
prodígios”. (Apocalipse 16:14).
LEANDRO BERTOLDO
Perguntas e Respostas
       Há pessoas que dizem que foram abduzidas por alienígenas. Na realidade essas
pessoas foram possuídas pelos anjos caídos e em transe receberam implantes de
memórias falsas, colocadas por tais criaturas rebeldes.
       Quando esses supostos abduzidos são hipnotizados, essas memórias implantadas
emergem como acontecimentos supostamente reais.
       Portanto, para o cristão, as bolas de fogo ou de luzes que atravessam o céu
noturno não são objetos voadores não identificados (OVNIs), mas são demônios que
cruzam o céu, ao se deslocar “nos lugares celestiais” (Efésios 6:12).
LEANDRO BERTOLDO
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                                   Epílogo



        “Homens da maior inteligência não podem compreender os mistérios de
Jeová revelados na Natureza. A divina inspiração formula muitas perguntas a que
o sábio mais profundo não sabe responder. Essas perguntas não foram feitas para
que ele a elas respondesse, mas para chamar-nos a atenção para os profundos
mistérios de Deus, e ensinar-nos que limitada é a nossa sabedoria; que no ambiente
de nossa vida diária, muitas coisas existem além da compreensão das mentes
finitas; que o discernimento e propósitos de Deus excedem a pesquisa. Sua
sabedoria é inescrutável”. (III Testemunhos Seletos, 260).



                                                                 Ellen Gould White
                                               Escritora, conferencista, conselheira,
                                                      e educadora norte-americana.
                                                                        (1827-1915)
LEANDRO BERTOLDO
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                                ENDEREÇOS

Conheça as Escrituras Sagradas visitando os seguintes endereços em
Mogi das Cruzes:

Socorro – R. Aristóphanes Cataldo Éboli, 305 – Vl. Oliveira
Botujuru – Av. Felipe Sawaya, 154 – Cl. São Paulo
Brás Cubas – R. Odilon Afonso, 80 – Brás Cubas
Vila Cléo – R. Celeste Amaroso Mulheise, 123 – Vl. Lavínia
César de Souza – R. Pereira Barreto, 22 – César de Souza
Jd. Santa Cecília – R. Massao Kakiute, 159 – Jd. Santa Cecília
Jundiapeba – R. Benedito de S. Branco, 80 – Vl. Stº Antonio
Mogi das Cruzes – R. Cel. Santos Cardoso, 434, Jd. Santista
Sabaúna – R. Joaquim G. de Faria, 26 - Sabaúna
Vila Natal – R. Desidério Jorge, 402 – Vila Natal
Vila Nova Jundiapeba – R. Alfredo Crestana, 590
Jardim Margarida – R. Fátima, 115 – Jd. Margarida
Biritiba Mirim – Av. Maria José Siqueira Melo, 280 – Centro
Jd. dos Eucaliptos – Rua José Servulo da Costa, 777 – B. Mirim
Casqueiro – Estrada Servidão, 50 – Biritiba Mirim
Cocuéra – Faz. Hollancountry, Cocuéra – Biritiba Mirim
Pomar do Carmo – R. das Acácias, 60 – Biritiba Mirim

Perguntas e Respostas

  • 1.
    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas PERGUNTAS e RESPOSTAS Leandro Bertoldo
  • 2.
    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Dedico este livro à irmã em Cristo, Luzinete Alves Leite Que deu origem a presente obra.
  • 3.
    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas “Os que estão dispostos a assim aceitar as Sagradas Escrituras sob a autoridade de Deus, são os que são abençoadas com a mais clara luz. Solicitados a explicarem certas declarações, só saberão responder: ‘Assim é apresentado nas Escrituras’”. (II Testemunhos Seletos, 305). Ellen Gould White Escritora, conferencista, conselheira, e educadora norte-americana. (1827-1915)
  • 4.
    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas SUMÁRIO Dados Biográficos Prefácio 1º Módulo: Bíblia Sagrada 1. A Bíblia e os Textos Originais 2. Inspiração e Iluminação 3. Diversidades de Interpretações 4. Interpretações por Revelações 5. Bíblia Tirada dos Crentes 2º Módulo: Espírito de Profecia 6. Ellen White e o Verdadeiro Profeta 7. A Incredulidade no Espírito de Profecia 8. Como Crer no Espírito de Profecia 9. Livros Intitulados Espírito de Profecia 10. Ellen White e Outras Fontes 11. Escritores Bíblicos e Outras Fontes 12. As Leis do Plágio 13. Vocabulário dos Profetas 14. Assistentes Literários dos Profetas 3º Módulo: Línguas Estranhas 15. Verdadeiro Dom de Línguas 16. Falta de Entendimento de Línguas 17. Igrejas e Demônios 18. Falsos Profetas 19. Insuficiência da Sinceridade 20. Profecias Sobre Evangélicos 4º Módulo: Dons do Espírito 21. Não Mereço os Dons do Espírito Santo 22. Não Consigo os Dons do Espírito 23. Não Recebi os Dons do Espírito Santo 24. Como Saber Se Recebi o Espírito Santo 25. Dons Proféticos na Igreja Adventista 26. Dons do Espírito Santo na Igreja Adventista 27. Santos Sem o Espírito Santo 5º Módulo: Batismo 28. Batismo com Fogo 29. Batismo de Recém-nascido 30. Recusando o Batismo 31. Procrastinando o Batismo 32. A Igreja e o Batismo de Recém-Nascidos 33. Rebatismo 34. Um Só Batismo
  • 5.
    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 6º Módulo: Salvação 35. Salvação Pela Fé da Família 36. Uma Vez Salvo, Salvo Para Sempre 37. Salvação Fora da Igreja 38. Salvação Dentro da Igreja 39. Tempos de Ignorância 40. Salvação de Bebês 41. Salvação de Animais 7º Módulo: Lei de Deus 42. Graça e Salvação 43. Lei e Salvação 44. Mandamentos e Vida Eterna 45. Lei do Amor 46. Lei que durou até João 47. Sábado e Salvação 48. Leis Incoerentes 49. Pena de Morte 8º Módulo: Juízo e Julgamento 50. Julgados Pelas Obras ou Pelo Coração 51. Perdão e Julgamento 52. Juízo Sobre as Nações 53. Espécies de Juízos 9º Módulo: A Igreja 54. Uma Religião Cristã 55. Uma Seita 56. A Tradição 57. Apresentação de Crianças 58. Quantidade de Santa Ceia 59. Rigor no Horário 60. Mulheres Caladas na Igreja 61. Mulheres Ensinando na Igreja 62. Cristãos Indignos na Igreja 63. Futuras Perseguições 10º Módulo: A Vinda de Cristo 64. Deus e a Volta de Jesus 65. Quem Viver Verá? 66. Arrebatamento Secreto 67. Os que Traspassaram 68. Aparência Física na Ressurreição 11º Módulo: O Milênio 69. O Reino Terrestre de Mil Anos 70. Mil Anos no Céu 71. Ímpios Salvos Durante o Milênio 12º Módulo: O Céu 72. Recordações Antigas no Céu
  • 6.
    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 73. Reconhecendo os Familiares no Céu 74. Onde Estão Elias e Enoque 75. Conhecendo os Heróis da Fé no Céu 76. Atividades no Céu 77. Casamentos no Céu 78. Imediatamente para o Céu 79. O Ladrão Crucificado e o Céu 13º Módulo: Conduta Cristã 80. Brincos e Jóias 81. Cinema e Televisão 82. Literaturas Indevidas 83. Leituras Indevidas no Sábado 84. Teatro na Igreja 14º Módulo: Doutrinarias 85. A Trindade 86. Postura Ideal Para Oração 87. Fogo Eterno em Sodoma 88. Continuação do Mal 89. Indevida Criação do Homem 90. Comer de Tudo 91. “Para Sempre” e “Perpétuo” 92. Pregação aos Mortos 93. Ano do Nascimento de Jesus 94. Dia da Morte de Jesus 95. Anjos e Sexo 15º Módulo: Miscelânea 96. A Benção do Pecador 97. Um Basta no Mundo 98. Igreja Católica 99. Árvore da Vida 100. Pôr-do-Sol da Ira 101. Criação da Mulher 102. Símile da Igreja 103. Origem de Deus 104. O Arrependimento de Deus 105. O Dia em que o Sol Parou 106. Quantidade de Anjos 107. Dinossauros 108. Vida em Outros Mundos 109. OVNI Epílogo Endereços
  • 7.
    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas DADOS BIOGRÁFICOS Leandro Bertoldo é o primogênito do casal José Bertoldo Sobrinho e Anita Leandro Bezerra. Nasceu no dia 03 de março de 1959 no bairro de Belenzinho, na cidade de São Paulo, SP. Quando nasceu, sua mãe contava dezoito anos de idade e seu pai tinha trinta e dois anos. Seu irmão, Francisco Leandro Bertoldo, nasceu no dia 23 de setembro de 1960 na cidade de Guarulhos, SP. Pai. Seu pai, José Bertoldo Sobrinho, veio ao mundo em São Vicente, Icó no Estado do Ceará no dia 16 de setembro de 1926 e faleceu em 05 de junho de 2004. Era filho do primeiro casamento de Francisco Bertoldo de Amorim com Águida Augusta de Amorim, que também tiveram mais duas filhas: Gracilia e Odete. Com o falecimento de Águida Augusta, o velho Francisco Amorim casou segunda vez com Francisca das Chagas, com quem teve quatro filhos: Geraldo (Izidorio), Áurea, Águida e Antonio. À procura de melhores oportunidades financeiras e de trabalho, no fim da década de quarenta, José Bertoldo Sobrinho migrou para o Estado de São Paulo. Ele sempre foi um homem muito esforçado e altamente competente em suas atividades profissionais. No decorrer dos anos, com muita dedicação, aperfeiçoou-se em seu ramo de trabalho, galgando diversas colocações profissionais. Foi Agricultor (1938/1947), Ajudante de Pedreiro (1948/1952), Pedreiro (1953/1966), Mestre Concreto (1967/1968), Mestre Pedreiro (1968/1973), Mestre de Obras (1974/1975) e Mestre Geral de Obras (1975/1977), vindo a aposentar-se nesta última atividade em 10 de maio de 1977. No princípio de sua carreira, começou recebendo quatro salários mínimos por mês mais ajuda de custo, mas na época de sua aposentadoria estava ganhando dezenove salários mínimos mensais, mais ajuda de custo. Durante sua vida, ele trabalhou nas empresas de Engenharia, Arquitetura e Construções: “Hedeager – Bosworth do Brasil S.A.”; “Hoffmann Bosworth do Brasil S.A.”; “Engenal – Engenharia e Comércio Ltda.”; “Christiani-Nielsen”; e “Transpavi – Codrasa S.A.”. Aposentado, tornou-se um profissional autônomo. Como resultado de sua qualificação profissional ele era muito requisitado pelas empreiteiras, razão pela qual viajava constantemente por todo o Brasil, participando na construção de várias obras. No Estado de São Paulo, ele trabalhou nas cidades de Araçatuba, Guarulhos, Mogi das Cruzes e São Paulo. No Estado de Minas Gerais, veio a trabalhar nas cidades de Belo Horizonte, Ibiá e Poços de Caldas. No Estado do Paraná, trabalhou em Porecatu, e no Estado da Bahia, trabalhou em Mataripe. Sua qualificação profissional era tão elevada que jamais ficou, um dia sequer, desempregado. Ele era muito viajado e fazia amigos com grande facilidade. Todo o seu comportamento cultural e moral era típico dos cearenses de sua classe social. Mãe. Sua mãe, Anita Leandro Bezerra, nasceu em Icó, no Estado do Ceará aos 20 de janeiro de 1941 e pereceu em 29 de agosto de 2010. Era filha de Olavo Leandro Bezerra e de Rita Augusta Bezerra, e teve seis irmãos: Filomena, Francisco, Luzia, Marieta, Moreira e Posa. Era tida como a mais bonita entre todas as suas irmãs. Embora não possuísse nenhuma educação formal, era muito inteligente e talentosa. Aos trinta e um anos de idade aprendeu a ler e a escrever com perfeição em apenas seis meses de aulas, ministradas por seu filho Leandro.
  • 8.
    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Sempre procurava nortear a sua vida por tudo o que era honesto, certo e correto. Não gostava de nada que fosse errado ou imoral. Seu ditado preferido era: “nunca pegue nada de ninguém, nem mesmo um palito de fósforo queimado”. Ela era bastante perspicaz, impulsiva, desconfiada e extremamente cautelosa. Durante toda sua vida, sempre foi muito dedicada ao lar e aos seus dois filhos e, ultimamente, à sua querida neta Beatriz Bertoldo. Irmão. Seu irmão recebeu o nome de Francisco em homenagem ao avô paterno. Na família, o seu apelido de infância era “Lico” e na adolescência passou a ser conhecido pelos colegas de escola como “Chico”. Conforme testemunho de seus pais, o Lico nasceu “tirado a ferro”, ou seja, com a ajuda do fórceps. Esse nascimento forçado deixou marcas indeléveis em seu couro cabeludo. Quando sua mãe obteve alta na maternidade, as enfermeiras entregaram-lhe uma criança da raça negra. Quando seu pai viu a criança, percebeu que houve algum engano, e mandou a jovem parturiente retornar e falar com a parteira, a qual constatou o engano, que foi prontamente corrigido. Lico nasceu tão pequenino que, segundo seu pai, poderia caber dentro de uma caneca de meio litro. Em sua infância, ele sempre vivia com alguma enfermidade, razão pela qual recebia um cuidado todo especial por parte de sua mãe. Mas, quando adulto, tornou-se saudável, inteligente, decidido e seguro de si mesmo. Francisco é casado com Carla dos Reis Leandro Bertoldo, e tem dois lindos filhos: Leandro e Felipe. Ele é um respeitável Oficial de Justiça pertencente ao quadro dos funcionários do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Educação Formal. Em 15 de novembro de 1962, por questão de trabalho, o casal José e Anita, juntamente com seus dois filhos, mudaram-se para o município de Ibiá, Minas Gerais, local de onde Leandro preserva as suas primeiras recordações. Em 1964, o casal e seus dois filhos retornaram para São Paulo, vindo a fixar residência da na pacata cidade de Mogi das Cruzes, onde Leandro recebeu toda sua educação formal. Sua instrução teve início no Grupo Escolar Professora Leonor de Oliveira Mello (1966-1971), e seguiu na Escola Estadual de 1º Grau - Dr. Deodato Wertheimer (1972- 1975) e na Escola Estadual de 2º Grau - Francisco Ferreira Lopes (1976-1978). Fez as Faculdades de Física (1979-1981) e de Direito (2000-2004) na Universidade de Mogi das Cruzes – UMC. Sempre foi um estudante altamente respeitado pelos professores e colegas. Na escola primária, longe da mãe, no meio de pessoas estranhas, e totalmente despreparado para a vida estudantil, Leandro encontrou grandes dificuldades e obstáculos para adaptar-se à vida escolar. Porém, depois de alguns anos, tornou-se um aluno esforçado e exemplar, obtendo excelentes notas em todas as disciplinas. No decorrer de sua vida estudantil, Leandro ganhou alguns certificados de honra ao mérito e sempre recebeu elogios de diversos professores, tanto no primário, como no ginásio e no colégio. Como estudante, seu principal objetivo sempre foi atender às expectativas de seus pais. Ficava muito aborrecido quando não conseguia atingir esse alvo. Com a finalidade de alcançar a excelência estudantil dedicou-se integralmente aos estudos. Raramente brincava, jogava futebol ou empinava pipas porque os estudos, os deveres domésticos e alguns trabalhos externos consumiam todo o seu tempo livre. Sempre teve como prioridade o dever, depois o prazer.
  • 9.
    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Trabalhos e Afazeres. Desde os sete anos de idade, Leandro sempre foi muito dedicado e trabalhador. Realizava pequenos afazeres domésticos, como lavar louça e limpar a casa para sua mãe, sendo ele mesmo o maior beneficiado desse aprendizado. Além disso, uma ou duas vezes por semana, Leandro entregava nos bares salgadinhos, como coxinhas e bolinhos e vendia nas praças da cidade as balas de coco produzidas pela vizinhança. Quando não estava fazendo esses trabalhos, Leandro catava caco de vidro, ferro-velho e papelão nas ruas de Mogi das Cruzes para vender no Ferro Velho localizado na rua Casarejos. Com mais idade, capinava os quintais dos vizinhos, fazia aterros de terrenos, realizava pequenos carretos e ajudava a escavar poços de água. Com o dinheiro que ganhava, algumas vezes, ajudava a sua mãe, mas na maioria das vezes gostava mesmo era de comprar doces e revistas em quadrinhos que eram vendidas nos sebos da cidade. Essas eram as suas principais distrações, mesmo porque, a família não possuía televisor, telefone, energia elétrica ou mesmo água encanada. Carreira Profissional. A carreira profissional de Leandro teve início em 01 de julho de 1975, e sempre transcorreu sob a égide do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, onde ocupou diversos cargos promocionais: Auxiliar, Auxiliar Judiciário, Escrevente Técnico Judiciário, Chefe de Seção e Oficial Maior. Durante o período de julho de 1975 a outubro de 1984, Leandro exerceu as suas funções no Cartório do Distribuidor Judicial, localizado no Fórum de Mogi das Cruzes. A princípio era supervisionado por Mário Emerson Beck Bottion e, posteriormente, por Silvio da Silva Pires. Nessa época o Cartório do Distribuidor era uma Serventia Extrajudicial Anexada ao Cartório de Registro Civil de Mogi das Cruzes, tendo por Escrivão o Senhor Diomar Mello Freire. O emprego de Leandro no Cartório do Distribuidor foi adquirido por seu pai, que tinha amigos muito influentes na cidade de Mogi das Cruzes. Posteriormente, Leandro realizou algumas provas e foi aprovado para o cargo de Escrevente pelo Juiz Corregedor Dr. José Elias Habice Filho. Com a oficialização de todos os Cartórios Judiciais do Estado de São Paulo em 1984, Leandro pediu sua transferência, e foi lotado junto ao Segundo Ofício Cível de Justiça de Mogi das Cruzes, sob a direção do Bel. Enio de Camargo Franco Junior. Neste Cartório exerceu as funções de escrevente. Em 18 de dezembro de 1992 foi nomeado escrevente-chefe pelo Meritíssimo Juiz Dr. Antonio Carlos Ribeiro dos Santos. Em 02 de fevereiro de 2000 foi nomeado Oficial Maior pelo Excelentíssimo Juiz Corregedor Dr. Marcos de Lima Porta. Pesquisas e Livros. Entre os anos de 1978 a 1985, Leandro realizou uma série de pesquisas nas áreas da Física e da Matemática. Durante esse período de sete anos desenvolveu, na forma matemática, centenas de teses e artigos científicos, totalmente originais. Suas descobertas abrangem pesquisas em diversos ramos da Física Clássica, Física Quântica e Relatividade. Entre seus trabalhos publicados, destacam-se: “Teoria Matemática e Mecânica do Dinamismo”, “Teses da Física Clássica e Moderna” e “Teoria do Ímpeto”. Também desenvolveu dezenas de teorias matemáticas inovadoras, entre as quais se sobressaem as seguintes publicações: “Artigos Matemáticos”, “Cálculo Seguimental” e o seu trabalho de “Geometria”. A partir de 1986, Leandro passou a dedicar seus esforços e energias nas pesquisas da Teologia Bíblica. Suas observações resultaram em Cursos Bíblicos, Estudos em Escatologia e Pesquisas Apologéticas. Seus livros são utilizados nas aulas de estudos bíblicos e nas classes pós-batismais.
  • 10.
    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas A poesia jorrou na veia literária de Leandro em sua adolescência e mocidade, resultando na publicação de dois livros intitulados: “Lamentações de Leandro” e “Profecias”. Leandro é apreciado por todos os que o conhecem. Tornou-se cientista, escritor, expositor-teólogo, palestrante, poeta, professor e escrevente. Seus livros são conhecidos em todo o Brasil e fora dele. Até o presente momento possui publicado mais de duas dezenas de obras direcionadas para diversos seguimentos, tais como Física, Matemática, Química, Poesia e Teologia. Casamento. Em 02 de julho de 1981, Leandro casou com uma jovem de dezessete anos de temperamento forte chamada Francineide Maciel, com quem teve uma filha muito dedicada aos estudos chamada Beatriz Maciel Bertoldo, que se formou em Direito em 2004. Separado de fato desde 21 de setembro de 1985 e judicialmente desde 03 de março de 1986, Leandro e Francineide vieram a se divorciar amigavelmente no dia 06 de dezembro de 1988. Com fim prematuro de seu casamento, após a sua separação judicial, Leandro Bertoldo veio a conhecer a jovial e amável Daisy Menezes, com quem contraiu matrimônio civil no dia 25 de junho de 1992 e religioso em 28 de junho de 1992. Desde então, o casal tem convivido harmoniosamente, num relacionamento equilibrado e bem sólido. Cães e o Gatão. Em novembro de 1998, a alegre cachorra, que recebeu o nome de Fofa, tomou a inusitada decisão de conquistar e adotar o Leandro, a Daisy e a Beatriz, como seus legítimos donos e proprietários. Quando jovem, a Fofa gostava de brincar de jogar bola na posição de goleiro. Também gostava de lutar com o gato da casa, chamado gatão. Além disso, desde sua juventude, Fofa sempre se divertiu perseguindo reflexos luminosos projetados na parede ou no piso. Também gostava de olhar para o teto da casa, na procura de lagartixas para abocanhar. Hoje, a Fofa é uma senhora de idade avançada. Perdeu um pouco a sua agilidade e diminuiu as suas atividades “esportistas”. Não joga mais bola e nem pula como antigamente. Ela cansa-se com mais facilidade e sua visão diminuiu um pouco a acuidade. Passa boa parte do dia dormindo, mas continua sendo a mesma doce e meiga cachorra. A partir da adoção da Fofa, vieram outras, como a da amorosa cachorra Pitucha, que nunca gostou de bola, lutas ou de gatos; mais tarde veio a da nervosinha da Calma, que gosta somente de latir e ver a rua, e tem sido o terror dos ratos; finalmente chegou o mimado do Mimo, um tremendo lambe-botas, que estando loucamente apaixonado pela senhora Fofa, não é correspondido no amor. Todos esses três cachorros também decidiram, à semelhança da Fofa, conquistar o coração da família Bertoldo, adotando-os como os seus únicos proprietários e eternos guardiões. Conversão. No mês de julho de 1985 a esforçada missionária voluntária Célia Regina de Souza Xavier deu início às suas intensas atividades evangelísticas no Fórum de Mogi das Cruzes, no qual também era funcionária recentemente aprovada num concurso público bastante concorrido, sendo lotada junto ao Segundo Ofício Cível de Justiça. Ela ministrava aos colegas de trabalho, bem como a diversos outros interessados, os cursos bíblicos “Encontro Com a Vida” e “Família Feliz”. Também os presenteava
  • 11.
    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas com Bíblias e livros religiosos, tais como “Caminho a Cristo”, “O Desejado de Todas as Nações” e “O Grande Conflito”. Como fruto da dedicada e perseverante atividade evangelística da Célia Xavier, a partir de fevereiro de 1986, Leandro passou a compreender e aceitar as grandes verdades proféticas e espirituais ensinadas na Bíblia Sagrada. No dia 21 de fevereiro de 1986, Célia Xavier compôs para Leandro um poema intitulado “Assim Era...”. O qual, verdadeiramente, captou o conflito interior que havia existido na vida de Leandro: Julgavas ser... Outrora, alguém seguro e capaz. Sempre a privar seu próprio Eu... Lutavas, portanto, com garra E vencias sempre que o desejavas. Até mesmo sacrificavas, a tua Natureza e a de quem o rodeava. Duvidoso, porém, às vezes era; Ruindo-se em seu interior Olhavas apenas o que restara. Boas eram as intenções, porém, Esmagadores foram os resultados. Ruiu-se, porém, tal situação. Tremendo foi teu pesar O que fez teu coração partir e Lágrimas por tua face rolar. Desde então, teu ser transbordou, Não somente de dor, Mas, principalmente, de amor. Logo a seguir, por meio da leitura do maravilhoso livro, intitulado “O Desejado de Todas as Nações” e do Best Seller mundial, denominado “Caminho a Cristo”, Leandro teve um “encontro pessoal” com Cristo no dia 23 de abril de 1986, fato que mudou radicalmente o rumo e os valores de sua vida. Conforme o testemunho dado por Leandro Bertoldo, a partir desse momento o mundo todo mudou para melhor. Tudo se tornou prazeroso, colorido e belo. Tudo era novidade e interessante. A vida havia adquirido um novo significado e propósito. Uma presença invisível tomou posse do seu coração. Nessa ocasião o vazio e a solidão que sentia dentro d’alma dissiparam-se para sempre. Nunca mais se sentiu sozinho ou solitário. Dois Sonhos. No dia em que se converteu, Leandro teve dois sonhos impressionantes. No primeiro, sonhou que estava numa caverna do tamanho de um quarto, e cujo interior tinha sido escavado no barranco, numa forma cúbica. Esse quarto possuía, numa de suas paredes, uma única abertura localizada próxima ao teto, à direita
  • 12.
    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas de Leandro. Por essa abertura entrava um intenso facho de luz que iluminava toda a caverna. Imediatamente, Leandro acordou do sono e interpretou o sonho. A caverna representava a sua vida, a qual havia estado vazia e sem rumo, mas agora estava recomeçando a partir do zero. A abertura na parede para a entrada de luz representava a Cristo que entrava em sua vida com o conhecimento da verdade que estava adquirindo pelo estudo das Escrituras Sagradas. Depois voltou a dormir e teve outro sonho impressionante. Sonhou que ele, sua filha e sua ex-esposa estavam fugindo desesperadamente de um grande e feroz cachorro preto, que os perseguia implacavelmente com a intenção de devorá-los. Foi então que Leandro viu ao longe uma escada em frente da casa de sua mãe, e correndo em sua direção, subiu rapidamente os degraus junto com a sua filha. Porém, a sua ex-esposa não conseguiu chegar a tempo e foi devorada pela fera negra. Novamente Leandro acordou do sono e interpretou o sonho. Sua interpretação foi que ele, sua filha e sua ex-esposa estavam sendo perseguidos pelo demônio, que queria destruí-los. Mas, somente Leandro e sua filha encontraram salvação numa escada, que representava a Cristo. Todavia sua ex-esposa não teve a mesma sorte e foi devorada e destruída pelo demônio. Estudos Bíblicos. Entre os meses de maio a dezembro de 1986, Leandro começou a receber regularmente, por meio da Célia Xavier, algumas dezenas de lições mimeografadas de cursos bíblicos produzidos por seu esposo, o dedicado professor Valdir Gonçalves Xavier, que também ministrava os mesmos cursos para os membros da igreja de Sabaúna e a outras pessoas que tinham interesse em conhecer as verdades bíblicas. Com a sua velha Kombi Volkswagen amarela, o professor Valdir Xavier, transportava os mais diversos interessados na mensagem divina, para assistir aos cultos religiosos realizados todos os sábados no distrito de Sabaúna. Foi nessa localidade – entre os meses de maio a julho de 1986 – que Leandro travou os seus primeiros contatos com a Igreja Adventista do Sétimo Dia. O primeiro sermão que Leandro ouviu, ocorreu num sábado no distrito de Sabaúna. Tratava-se do testemunho pessoal do ex-padre Oscar Ferraz do Amaral, que depois de 27 anos servindo a Igreja Católica Apostólica Romana, conheceu as verdades bíblicas através do livro “O Grande Conflito” e tornou-se Adventista do Sétimo Dia. A partir do dia 03 de agosto de 1986, Leandro passou a frequentar assiduamente a Igreja Adventista do Sétimo Dia de Mogi das Cruzes, conhecida como “central”. Também foi nesse dia e local que se apaixonou platonicamente – à primeira vista – por uma jovem meiga que cantava num trio feminino. Seu nome era Daisy Menezes, secretária da Escola Adventista Modelo. Tratava-se de uma bela moça de pele morena clara, com lindos olhos castanhos. Ela tinha cabelos compridos e negros, que eram bem cuidados. Sendo de baixa estatura, possuía um corpo proporcional ao seu peso e altura. Em setembro do mesmo ano, Leandro matriculou-se na Classe Bíblica coordenada pelo amável, querido e sábio professor Pedro B’ärg. Um ano depois, mais precisamente em 26 de setembro de 1987, Leandro selou o seu compromisso com Cristo sendo batizado pelo consagrado e esforçado pastor distrital Davi Marski. Primeiro Encontro. A data de 26 de novembro de 1987 adquiriu um significado muito importante na vida de Leandro Bertoldo. Pois foi nesse dia às 17h00 que ele teve o seu primeiro encontro a jovem Daisy Menezes. Após combinarem por telefone, os jovens marcaram um encontro para depois de dois dias. Esse encontro ocorreu numa ensolarada tarde de quinta feira, durante a
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas cerimônia religiosa do casamento do Silvano e da Kátia Moyano, que foi realizado na Igreja Adventista do Sétimo Dia de Mogi das Cruzes. Por estar atrasada ao encontro, Leandro achou que a Daisy havia desistido. Porém, para sua grande alegria, ela compareceu e estava, simplesmente, deslumbrante, trajando um belo conjunto amarelo. Mais tarde, nesse mesmo dia, Leandro pediu-a em namoro. A princípio ela relutou, mas com o passar dos dias abriu o seu coração e aceitou o pedido de namoro, o qual resultou em casamento. Trabalho Missionário. A partir de dezembro de 1987, indicado pelo pastor Davi Marski, Leandro passou a realizar diversas palestras nas igrejas de Biritiba Mirim, Brás Cubas, Jundiapeba, Mogi das Cruzes e Sabaúna. Ele manteve essa atividade por sete anos, até que ocupações missionárias e a Classe Bíblica passaram a exigir sua atenção e dedicação. Em fevereiro de 1988, influenciado pela professora Ozilda Pereira Moreira e totalmente apoiado pela dedicada família Pereira, Leandro tornou-se professor da Escola Sabatina, função que conservou até 26 de fevereiro de 1996. Em março de 1988, sob a orientação de uns dos grandes diretores de Ação Missionária da Igreja Adventista de Mogi das Cruzes, Antenógenes Negrão, engajou-se junto com a sua namorada Daisy Menezes nas atividades evangelísticas organizadas por sua denominação religiosa. Em 1990, por indicação do esforçado diretor da Escola Sabatina, Antonio Prado Júnior, Leandro foi nomeado vice-professor da Classe Bíblica, sob a inestimável supervisão do professor Pedro B’ärg. Em 01 de janeiro de 1997 tornou-se professor de Classe Bíblica. Dupla Missionária. Desde 1988, Leandro vinha ministrando estudos bíblicos no bairro da Vila Industrial acompanhado por sua namorada Daisy Menezes. Em 1993, convidado pelo arrojado missionário leigo e recém-batizado, Paulo César Mazanti, Leandro formou com ele uma dupla missionária. Juntos, suas atividades missionárias se expandiram e alcançaram muitos outros bairros da cidade de Mogi das Cruzes. Houve época em que cada sábado a dupla ministrava estudos bíblicos para mais de quarenta interessados, numa jornada que perfazia sete horas de trabalho. Tudo isto, tirando os cursos bíblicos ministrados uma vez por semana, à noite, nas casas de interessados na mensagem. Em geral, a carreira missionária laica de Leandro Bertoldo e do seu amigo Paulo Mazanti – em dupla ou individualmente – inclui dezenas de palestras sacras apresentadas em diversas igrejas da região de Mogi das Cruzes. Também abarca exposições de estudos bíblicos de casa em casa, nas classes bíblicas e nas igrejas locais. No currículo do Leandro e do Paulo figura uma passagem missionária, com duração de um ano, na favela do Gica, a qual somente encerrou-se quando a favela mudou de lugar por determinação das autoridades civis. Mesmo assim, esse trabalho não ficou sem fruto. Anos depois, a dupla soube que vários membros da família Dinei, haviam se decidido pelo santo batismo. Durante o primeiro semestre de 1999, Leandro Bertoldo, Paulo Mazanti e Moacir dos Passos, atendendo à solicitação do irmão Edson Felix, realizaram aos domingos, com grande sucesso, uma série de conferências bíblicas na recém-inaugurada igreja de César de Souza, fundada pelo amável pastor distrital Paulo Queiroz. Como resultado de todas essas atividades missionárias, muitos foram os frutos colhidos para o celeiro celestial de Cristo. Alguns desses preciosos frutos estão congregando nas igrejas de César de Souza, Jundiapeba e Mogi das Cruzes.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Classe Pós-Batismal. Em 07 de fevereiro de 2004, época em que João Batista da Silva era pastor distrital em Mogi das Cruzes, Leandro e o irmão Paulo César Mazanti implantaram e coordenaram uma classe pós-batismal na igreja central de Mogi das Cruzes, a qual continua funcionando até aos dias de hoje, aos sábados a partir das 14h30, fortalecendo a fé dos novos conversos e preparando-os para o ministério missionário leigo. Pela classe pós-batismal passaram nomes que se tornaram lideres de departamentos das igrejas locais: Anne Patrice Guimarães Leite, Beatriz Maciel Bertoldo, David de Souza Maria, Donizete da Silva, José Lino Alves Machado, Mauricio Epiphânio, Mauricio Shoji Kimoto, Nilton Satio Murakami, Tânia Faisã Daghlawi Machado, Willians Roberto da Silva e tantos outros dedicados e esforçados irmãos e irmãs que continuam trabalhando na causa do Senhor, ganhando almas para Cristo. Metodologia da Classe. Um curso completo na classe pós-batismal é dividido em sete módulos, sendo que cada módulo apresenta a duração de um semestre. A apresentação de cada lição dura de 45 a 60 minutos. Dependendo da quantidade de alunos, torna-se conveniente elaborar uma escala para que todos tenham a mesma oportunidade de participar. No primeiro módulo o aluno assiste a apresentação de estudos bíblicos feita por seu coordenador. No segundo, o aluno repete o estudo que assistiu. No terceiro módulo, o instrutor escolhe aleatoriamente lições bíblicas para que o aluno improvise sua apresentação. No quarto, o aluno é convidado a produzir as suas próprias lições bíblicas. Neste módulo, o aluno recebe um tema, e durante a semana prepara a lição empregando a Bíblia, a concordância e o dicionário bíblico, e no sábado apresenta sua lição em público. Durante esses quatro módulos o aluno é interrompido em sua apresentação para responder às perguntas feitas pelo coordenador sobre o tema que está sendo desenvolvido. Essas perguntas têm por finalidade avaliar a compreensão que o aluno adquiriu sobre o tema apresentando, levando-o a raciocinar e a interpretar o texto bíblico com sabedoria, inteligência e lógica sistemática. No quinto módulo, o aluno passa a pregar sermões preparados. No sexto, o aluno improvisa a pregação de sermões. Neste módulo, o professor escolhe um texto bíblico para que o aluno desenvolva um tema na aula. Nesses dois módulos o aluno não é interrompido em nenhum momento em sua palestra. Porém, ao terminar, ele recebe orientações e críticas construtivas de todos os ouvintes. No sétimo e último módulo o aluno aprende algumas noções de oratória. No decorrer de todo o curso, o interessado é incentivado a praticar o que aprendeu, dando estudos bíblicos e pregando sermões em pequenos grupos e igrejas. Cargos na Igreja. Ano após ano, Leandro vem ocupando, com grande prazer e satisfação, diversos cargos eletivos na Igreja Adventista do Sétimo Dia de Mogi das Cruzes. Durante seus vinte e três anos de batismo, Leandro foi Professor da Escola Sabatina, Professor da Classe de Visitas, Coordenador de Classe Bíblica, Secretário da Ação Missionária, Tesoureiro, Promotor de Literatura e Ancião. Atualmente, foi eleito pela comissão da igreja para coordenar as Classes Bíblicas mantidas por sua denominação religiosa, aos sábados pela manhã e à tarde. Tem recebido auxilio de vários professores, entre os quais se destacam: Cínthia Passos Assumpção Pedroso, Maurício Epiphânio, Maurício Shoji Kimoto, Moacir dos Passos, Nilton Satio Murakami e Willians Roberto da Silva.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Ministério Pessoal. Procurando suprir as necessidades de material religioso específico para as Classes Bíblicas que coordenava, Leandro Bertoldo deu início em 2005 a um novo ministério evangelístico pessoal. Trata-se de um ministério pessoal de publicação de literatura religiosa produzida pelo próprio autor. Seus livros seguem a linha de estudos bíblicos de cunho eminentemente doutrinário, escatológico e apologético. Todos essencialmente fundamentados nas Escrituras Sagradas. Alguns estudos apresentados em seus livros receberam críticas construtivas emitidas pelo amigo Paulo Mazanti, com quem o autor costumava disputar sobre pontos doutrinários. Tais obras têm levado muitas pessoas a se interessarem profundamente pelo estudo da Bíblia Sagrada. Também tem sido uma grande bênção em despertar algumas almas dormentes, mas sinceras e preciosas à vista de Deus, para a luz das grandes verdades bíblicas. Porém, tais fatos somente tornaram-se possíveis devido aos esforços de dedicados colaboradores como José Dionísio Correa, Donizete da Silva, Maurício Quintas de Oliveira, Maurício Shoji Kimoto, Nilton Satio Murakami, Setembrino Lobato Júnior, Valdemar Ferreira da Silva, Vanderléa Silva de Moura, Vladimir Feliciano da Silva e muitos outros que trabalham com Leandro na obra de divulgação das verdades eternas, cujos nomes estão arrolados no livro da vida. Nota de Falecimento. Desde 06 de setembro de 2008, o amigo e companheiro de labor na Seara do Senhor, Paulo César Mazanti (1967-2008) descansa em Cristo. As obras resultantes de sua fé sobrevivem em dezenas de corações sinceros e fiéis que conheceram as verdades bíblicas por seu intermédio. Essas almas servem a Cristo em diversas igrejas da região de Mogi das Cruzes. Embora nos dois últimos meses de vida, Paulo Mazanti tenha sofrido de dores horríveis que lhe causaram sofrimentos inenarráveis, sua fé estava mais acalorada e viva do que nunca. Nessas circunstâncias, ele jamais duvidou do amor de Deus por sua pessoa. Em seus melhores momentos ele evidenciava uma firme confiança de que algo melhor o aguardava. Suas palavras, seu modo de falar e sua espiritualidade demonstraram a todos os visitantes que, apesar da adversidade, ele tinha se achegado a Cristo, como jamais havia feito durante toda sua vida. Paulo César Mazanti nasceu em 20 de agosto de 1967 em Assis – SP. É filho de José Mazanti e de Hilda Contin Mazanti. Exerceu a profissão de Engenheiro Elétrico e de Perito Judicial em Mogi das Cruzes. Junto com seu pai, gostava de correr na São Silvestre. Foi casado com a amável professora Irani Gonçalves Colletes Mazanti. O casal não teve filhos. Paulo amava a natureza e os animais, ele tinha em sua casa três cachorros e vários gatos. Paulo era um homem inteligente e bem ajustado. Possuidor de um carisma todo especial, era admirado e querido por todos. Doce como açúcar, e como tal derretia-se facilmente. Sempre foi uma pessoa ativa e também muito emotiva. Várias foram às vezes que foi visto chorando. Sempre procurava ajudar a todos, sem olhar a quem. Muitos foram os que lhe pediram emprestado e poucos os que lhe pagaram. Muitos abusaram e se aproveitaram de sua bondade, sem jamais retribuir algo em troca. Mesmo assim, Paulo jamais recusou ajudar a quem quer que fosse, quando solicitado. Agora, Paulo repousa no Cemitério da Saudade de Cândido Mota - SP, aguardando a fulgurante manhã da ressurreição, quando então, ao comando de Jesus e sob o toque da Trombeta de Deus, se levantará do pó da Terra glorificado e renovado. Ele ressurgirá revestido num corpo incorruptível e imortal, para viver pela eternidade adentro com todos os vencedores, herdeiros do Reino de Deus. Com uma reluzente coroa de ouro cravejada de pedras preciosas em sua cabeça e vestido de luz, Paulo Mazanti caminhará deslumbrado pelas ruas de ouro da Nova
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Jerusalém. Entreterá agradável conversa com Jesus, com os santos anjos e com todos os salvos. Viverá numa Nova Terra, debaixo de um Novo Céu, renovado pelo Senhor nosso Deus. Brincará com o lobo e com o cordeiro, que docilmente estarão apascentando juntos, nas eternas relvas verdes da Nova Terra. Sentirá o cheiro perfumado das flores do Jardim do Éden, e admirará sua beleza imorredoura. Beberá da refrescante água que corre no rio da vida, cuja nascente está localizada aos pés do trono de Deus e do Cordeiro. Saboreará o delicioso fruto da árvore da vida, que está no meio da praça de ouro da Santa Cidade, e viverá para sempre, num estado de perfeita felicidade. Quem não deseja estar nesse lugar maravilhoso?
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas PREFÁCIO “No Juízo, os homens não serão condenados porque conscienciosamente creram na mentira, mas porque não acreditaram na verdade, porque negligenciaram a oportunidade de aprender o que é a verdade” Ellen Gould White A presente obra originou-se das indagações da colega de trabalho Luzinete Alves Leite que, desejando ser batizada na Igreja Adventista do Sétimo Dia, ansiava ver respondidas algumas de suas mais caras perguntas sobre os mais diversos assuntos emanados das Escrituras Sagradas. Como as suas questões eram profundas e o tempo no local de trabalho era corrido para uma resposta verbal mais elaborada e fundamentada num claro “Assim diz o Senhor”, solicitei-lhe que as escrevesse em papel e tinta. E que, na medida do possível, procuraria responder às suas perguntas, também em papel e tinta. Em 16 de novembro de 2010, a Luzinete apresentou-me uma enorme lista de perguntas, muitas das quais são altamente complexas. Posteriormente, entregou-me outra lista contendo novas perguntas, o que resultou em quase quarenta questões. Apesar disso, todas elas foram rapidamente respondidas e entregues à interessada no dia 07 de dezembro de 2010. Para minha grande satisfação, Luzinete e suas duas filhas Ingrid e Larine foram batizadas por imersão em 12 de dezembro de 2010 e, agora, todos compartilham comigo da mesma fé e esperança em Cristo Jesus e em Seu breve retorno a este mundo. Entusiasmado e motivado pela profundidade dos assuntos abordados nessas consultorias, tomei a decisão de transformar as perguntas e as respostas dadas a Luzinete em livro. Para isso acrescentei àquelas, muitas outras perguntas que me foram propostas, por diversos interessados, no decorrer dos anos, bem como algumas de minha própria autoria. Também acrescentei algumas perguntas extemporâneas formuladas por Katiane Moyano em 8 de janeiro de 2011. Para responder a todas as perguntas que me foram formuladas, procurei pautar- me exclusivamente por respostas simples e objetivas, unicamente fundamentadas nas Escrituras Sagradas e no Espírito de Profecia. Tudo com vista a oferecer ao público ledor um fundamento límpido e uma compreensão cristalina a respeito dos assuntos aqui abordados. Sei que muitas das questões contidas nesta obra estão, naturalmente, no inconsciente coletivo de todos os cristãos. De tal forma que muitos pensam da mesma maneira sobre as mesmas questões e fazem as mesmas perguntas sobre os mesmos assuntos que aqui são abordados. Portanto, o estudo destas questões é indispensável para um instrutor bíblico eficiente. Didaticamente dividido em dez módulos, com mais de cem temas, o presente livro procura responder às grandes perguntas feitas por boa parte das pessoas que estudam as Escrituras Sagradas ou estão ingressando na vida cristã. Entre as várias perguntas aqui apresentadas, algumas são bastante simples, outras altamente complexas. Nesta obra destacam-se as perguntas dos módulos que tratam da Bíblia Sagrada, do Espírito de Profecia, dos Dons do Espírito Santo, do Batismo, da Igreja Adventista do Sétimo dia etc. Evidentemente, pela sua própria natureza pedagógica, a presente obra não procura exaurir os temas apresentados. Trata-se, simplesmente, de uma singela tentativa de elucidar algumas dúvidas sobre assuntos de grande interesse para o povo de Deus.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Por fim, é o ardente desejo do meu coração que muitas almas interessadas no estudo da Palavra de Deus possam enriquece-se espiritualmente com as perguntas e respostas aqui apresentadas. Também faço votos para que esta obra possa, de alguma maneira, tirar as dúvidas pessoais que porventura estão semeadas no coração do leitor sincero à verdade.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 1ª PERGUNTA A Bíblia e os Textos Originais Existem várias traduções bíblicas, como saber que a Bíblia Sagrada segue a verdadeira Palavra de Deus? Algumas pessoas supõem que a Bíblia Sagrada sofreu tantas traduções que o texto original acabou ficando corrompido e mutilado, perdendo-se para sempre no tempo. Porém, a verdade é que, caso as traduções da Bíblia Sagrada fossem realizadas de traduções sobre traduções, então essas pessoas teriam razão em questionar a veracidade do texto bíblico atual. Mas, no mundo protestante, as traduções não são feitas de traduções sobre traduções, mas são realizadas tendo como referência um texto grego altamente respeitado entre os estudiosos, bastante antigo. As traduções das Escrituras Sagradas são realizadas por eruditos, especialistas nas línguas antigas e modernas. Tal fato oferece maior grau de segurança e confiabilidade de que as traduções bíblicas, que hoje temos em mãos, seguem verdadeiramente a Palavra de Deus. Os manuscritos bíblicos mais antigos, do qual os tradutores protestantes se serviram, são produtos do meticuloso trabalho dos Massoretas, datado aproximadamente do ano 1000 d.C. Mas como qualquer outro livro antigo que chegou até aos dias de hoje, com um grande número de manuscritos, a pergunta que nos vem mente é a seguinte: podemos confiar que o trabalho dos Massoretas realmente espelha o verdadeiro conteúdo das escrituras originais? Bem, apesar dos manuscritos dos Massoretas estarem separados por um lapso de tempo de quase mil anos dos textos originais, a verdade é que a arqueologia moderna tem demonstrado que eles fizeram um excelente trabalho de preservação dos textos bíblicos originais. Em março de 1947, um pastor beduíno que buscava uma cabra perdida de seu rebanho, casualmente, deparou-se com uma gruta localizada nas encostas rochosas da região do Mar Morto. Ao investigar o interior da gruta, constatou que ela continha vários jarros de cerâmica, os quais estavam lacrados. Esses jarros continham inúmeros documentos de escritos sagrados de uma seita judaica que existiu na época de Jesus, conhecida como Essênios. Entre os documentos encontrados em vários desses jarros, destacam-se os textos do profeta Isaías, fragmentos de um texto do profeta Samuel, textos dos profetas menores, parte do livro de Levítico e uma paráfrase do livro de Jó. Esses manuscritos somente puderam resistir à ação do tempo porque foram guardados em potes de cerâmica lacrados, que funcionaram como uma cápsula do tempo. Entre outros fatores que ajudaram na conservação desses manuscritos destacam- se a baixa umidade da região desértica e o isolamento do contato com o ar, com os insetos e com os roedores. O estudo da cerâmica dos jarros e os testes de datação pelo método do carbono 14 estabeleceram que os documentos contidos nos jarros foram produzidos entre os anos de 168 a.C a 233 d.C. Estes manuscritos causaram grande impacto na visão moderna das Escrituras Sagradas, pois confirmaram a precisão da tradução do Texto Massorético, do qual a Bíblia Sagrada foi traduzida para as línguas modernas.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Os célebres manuscritos do Mar Morto revelaram ao mundo que todo o conteúdo da Bíblia Sagrada que possuímos em nossas mãos é exato, perfeito e verídico. Os críticos esperavam que os textos bíblicos do Mar Morto revelassem supostas corrupções nas Escrituras Sagradas, porém, tiveram uma grande decepção, haja vista que nada de significativo foi encontrado para ser retirado ou acrescentado na Bíblia Sagrada. Porém, caso não houvesse ocorrido a referida descoberta arqueológica dos textos bíblicos nas cavernas do Mar Morto, ainda assim o mundo teria como avaliar a originalidade da Bíblia Sagrada que temos em mãos. Nos primeiros séculos da Era Cristã, mais precisamente entre os séculos II e VII, os Pais da Igreja escreveram centenas de livros. Nesses livros eles citaram e comentaram milhares de passagens do Novo Testamento. Essas citações tornaram possível constatar que o texto bíblico dos dias de hoje não sofreu nenhuma alteração no decorrer dos séculos e corresponde, perfeitamente, em todos os seus pormenores, à genuína Palavra de Deus. Outro método que permite avaliar a veracidade das Escrituras Sagradas editada nos dias de hoje, está no estudo dos milhares de manuscritos e fragmentos escriturísticos confeccionados nos primeiros séculos da Era Cristã. Comparada com outros escritos antigos, a Bíblia Sagrada foi extraordinariamente preservada no decorrer dos séculos. Por exemplo, existem somente sete manuscritos antigos da obra de Platão, porém, existem mais de 5.400 manuscritos do Novo Testamento. Quando os textos de todos esses manuscritos bíblicos são reunidos e comparados uns com os outros, constata-se que eles são 99,5% consistentes, comprovando que a Bíblia Sagrada, atualmente editada, corresponde perfeitamente à Palavra de Deus. Em geral, as versões tradicionais da Bíblia Sagrada na língua portuguesa são excelentes. Porém, a versão da “Bíblia Almeida Revista e Corrigida”, edição de 1969, oferece uma confiança muito grande no estudo da Palavra de Deus, já que é a tradução mais antiga na língua portuguesa, que segue fielmente, palavra por palavra, o manuscrito grego que serviu de base para a sua tradução.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 2ª PERGUNTA Inspiração e Iluminação Qual é a diferença entre ser “inspirado” e ser “iluminado” pelo Espírito Santo? Paulo afirma que “toda a Escritura é inspirada por Deus” (II Timóteo 3:16). O apóstolo Pedro assevera que “a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (II Pedro 1:21). O salmista Davi declarou: “o espírito do Senhor falou por mim, e a sua palavra esteve em minha boca” (II Samuel 23:2). Portanto, as Escrituras Sagradas foram produzidas por “inspiração divina”. Na inspiração divina, o homem recebe as revelações através de visões e sonhos dados pelo Senhor (Números 12:6). A Bíblia Sagrada também esclarece que “nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação” (II Pedro 1:20). Isto significa que a Palavra de Deus não pode ser interpretada de qualquer maneira e com qualquer idéia particular produzida pelos homens. Para poder compreender o perfeito conteúdo da mensagem da Palavra de Deus, o homem necessita ser iluminado pelo Espírito Santo, o qual esclarece o sentido, o conteúdo e o significado da mensagem bíblica que foi dada por inspiração divina aos santos profetas. Aqueles que são iluminados pelo Espírito Santo recebem o dom do discernimento espiritual para interpretar corretamente as Escrituras Sagradas. Em conjunto com o discernimento espiritual, a interpretação bíblica será sempre norteada pelo seguinte princípio: “A Bíblia interpreta-se pela Bíblia”. As Escrituras Sagradas mostram que enquanto alguns profetas bíblicos foram inspirados e iluminados, outros jamais foram iluminados para receber qualquer compreensão a respeito de suas próprias visões e sonhos. Poucos foram os profetas que receberam iluminação, e mesmo assim, só o receberam muito tempo depois de terem sido divinamente inspirados com visões e sonhos. Por exemplo, o profeta Daniel não entendeu a visão que havia recebido sob inspiração divina: “... e espantei-me acerca da visão, e não havia quem a entendesse”. (Daniel 8:27). O rei Nabucodonosor foi divinamente inspirado através de um sonho profético, entretanto ele não foi iluminando quanto à interpretação do seu próprio sonho profético: “Tive um sonho, que me espantou; e as imaginações na minha cama e as visões da minha cabeça me turbaram. Por mim pois se fez um decreto, pelo qual fossem introduzidos à minha presença todos os sábios de Babilônia, para que me fizessem saber a interpretação do sonho” (Daniel 4:5-6). O Faraó do Egito também foi divinamente inspirado, recebendo do Senhor dois sonhos proféticos, mas ele não recebeu nenhuma iluminação divina quanto à compreensão do significado de seus sonhos: “E aconteceu que, pela manhã, o seu espírito perturbou-se, e enviou e chamou todos os adivinhadores do Egito e todos os seus sábios; e Faraó contou-lhes os seus sonhos, mas ninguém havia que os interpretasse a Faraó” (Gênesis 41:8). O apóstolo Pedro afirmou categoricamente que muitos profetas não foram iluminados quanto às próprias visões e sonhos que receberam sob inspiração divina. Razão pela qual passaram a inquirir, indagar e tratar diligentemente das profecias que tinham recebido, inspiradas pelo Senhor: “Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada. Indagando que
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir. Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho: para as quais coisas os anjos desejam bem atentar”. (I Pedro 1:10-12). Os próprios apóstolos estavam sem iluminação quanto a algumas das mensagens de Jesus: “E eles nada disto entendiam, e esta palavra lhes era encoberta, não percebendo o que se lhes dizia” (Lucas 18:34). “Mas eles não entendiam essa palavra, que lhes era encoberta, para que a não compreendessem; e temiam interrogá-lo acerca dessa palavra” (Lucas 9:45). “Jesus disse-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que era que lhes dizia” (João 10:6). Denota-se, portanto, que existe uma enorme diferença entre “inspiração” e “iluminação”. Na “inspiração” o profeta recebe as mensagens divinas por meio de visões e sonhos. Na “iluminação” o homem recebe o discernimento espiritual para compreender as profundezas das mensagens bíblicas. Para receber iluminação do Espírito Santo e discernimento espiritual para compreender as mensagens das Escrituras Sagradas, a fervorosa oração do cristão deve ser uma só: “Sou teu servo: dá-me inteligência, para entender os teus testemunhos” (Salmos 119:125) e seguir o seguinte conselho do Senhor: “Aconselho-te que... unjas os teus olhos com colírio, para que vejas”. (Apocalipse 3:18).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 3ª PERGUNTA Diversidades de Interpretações Os homens interpretam a Bíblia Sagrada de diversas maneiras. Como saber qual é a interpretação correta? É bom lembrar que “nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação” (II Pedro 1:20). Entretanto, muitos grupos religiosos apresentam diferentes interpretações para as Escrituras Sagradas. Essas diversidades de interpretações ocorrem porque esses grupos estão oferecendo uma “particular interpretação” das Escrituras Sagradas. Do mesmo modo como se interpreta a verdade com a própria verdade, também se interpreta a Bíblia com a própria Bíblia, porque “nada podemos contra a verdade, senão pela verdade” (II Coríntios 13:8). Esse tipo de interpretação é chamado de “interpretação contextual”, porque ela leva em consideração – com exclusividade absoluta – os próprios textos bíblicos ao interpretar um texto bíblico específico. São as Escrituras interpretando as Escrituras. O resultado dessa interpretação é obrigatório e incontestável para todos os santos do Altíssimo, afinal de contas, são as próprias Escrituras dizendo ao homem como deve ser compreendido seu próprio texto. Existe também a chamada “interpretação doutrinária”. Essa espécie de interpretação é empregada pelos estudiosos quando as Escrituras Sagradas não contém informações suficientes para permitir uma interpretação com as próprias Escrituras. Essa interpretação é baseada na opinião dos doutrinadores que, evitando contradições com conhecimentos consagrados, procuram equilibrar seus julgamentos com os princípios gerais das Escrituras, no bom senso, no senso comum, nas razões lógicas e na filosofia das próprias Escrituras Sagradas. Também existe a “pseudo-interpretação doutrinária”, na qual o interprete emprega as Escrituras Sagradas sem nenhum critério científico, mas apenas como pretexto para defender as suas próprias opiniões pessoais, seus próprios interesses particulares ou alguma filosofia religiosa estranha às próprias Escrituras Sagradas. Dentro desse contexto, as Escrituras Sagradas são usadas como pretexto para uma obra de engano. Assim procedem algumas religiões espiritualistas orientais, o Esoterismo, a Nova Era, o Espiritismo etc. Outra forma de interpretação é a chamada “interpretação revelada”, na qual a interpretação das Escrituras Sagradas é feita por supostas revelações divinas. Nessa forma de interpretação, ao homem não é dada a liberdade de pensar e interpretar as Escrituras Sagradas, mas esse direito pertence exclusivamente às entidades sobrenaturais. Esse fenômeno interpretativo psíquico ocorre no meio espírita e em certas agremiações pentecostais. Diante de tantas interpretações bíblicas, como o homem pode conhecer qual é a verdadeira interpretação das Escrituras Sagradas? Ora, a resposta é muito simples. Basta seguir as orientações deixadas por Jesus Cristo e pelas próprias Escrituras Sagradas. Jesus disse aos crentes: “Examinais as Escrituras” (João 5:39). O Senhor sempre remetia os homens ao exame das Escrituras Sagradas: “E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?” (Lucas 10:26). Jesus sempre empregou as Escrituras para provar a verdade: “E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras”. (Lucas 24:27).
  • 24.
    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Um grande princípio que todo cristão honesto deveria observar para conhecer a verdadeira interpretação bíblica é seguir o nobre exemplo deixado pelos bereanos, que, diante de certas interpretações, ficavam “examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim”. (Atos 17:11). Ao examinar as Escrituras Sagradas, o crente deve levar em consideração a perfeita harmonia existente entre os textos bíblicos, já que eles não possuem contradições. “À Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva”. (Isaías 8:20). As interpretações bíblicas não devem ser baseadas num único texto, mas em vários, haja vista que as mensagens bíblicas encontram-se “um pouco aqui, um pouco ali”. (Isaías 28:10). A interpretação correta está em perfeita conformidade com todos os textos bíblicos, devendo o crente sincero desprezar as interpretações que contradizem qualquer texto das Escrituras Sagradas. Disse Jesus: “a Escritura não pode ser anulada” (João 10:35). Denota-se, portanto, que a interpretação – qualquer que seja sua origem – não deve estar aquém ou além da clara orientação da Palavra de Deus. Contudo, algumas pessoas que supõem crer nas Escrituras Sagradas, na realidade, estão tão arraigadas e endurecidas nos seus próprios erros e nas suas falsas interpretações que deles poder-se-ia dizer: “Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite”. (Lucas 16:31).
  • 25.
    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 4ª PERGUNTA Interpretações por Revelações São válidas as interpretações das Escrituras Sagradas quando provenientes de revelações extrabíblicas? Uma das grandes revoluções religiosas que purificou a Igreja dos erros doutrinários foi alcançada pelo movimento protestante do século XVI. Trata-se do inalienável princípio da “Sola scriptura”, o qual estabelece que o universo da fé cristã gira unicamente em torno da Bíblia Sagrada. Portanto, a Bíblia deve ser interpretada com exclusividade absoluta pela própria Bíblia, especialmente porque “nada podemos contra a verdade, senão pela verdade” (II Coríntios 13:8). Esse princípio máximo da cristandade bíblica, que também foi empregado por Cristo e pelos santos apóstolos, baniu da Igreja todas as doutrinas heréticas que não estavam em harmonia com as Escrituras Sagradas. Eliminou definitivamente todas as formas de interpretações extrabíblicas provenientes de tradições ou de supostas revelações sobrenaturais, muito comuns durante a Idade Média. Qualquer modo de interpretação das Escrituras Sagradas, obrigatoriamente, tem que levar em consideração a harmonia sistemática das Escrituras: “À Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva”. (Isaías 8:20). Portanto, é falsa toda interpretação que contraria ou não leva em consideração todos os ensinos das Escrituras Sagradas. Como os mandamentos, as regras e todos os demais preceitos bíblicos estão esparsos em toda a extensão das Escrituras Sagradas, então se torna necessário analisar a Bíblia “um pouco aqui, um pouco ali”. (Isaías 28:10), razão pela qual os intérpretes devem estudar as Santas Escrituras “conferindo uma coisa com a outra para achar a causa”. (Eclesiastes 7:27). É claro que conferir um texto bíblico com outro, “um pouco aqui, um pouco ali” “para achar a causa” explicativa da doutrina, não significa simplesmente colecionar, ingenuamente, vários textos bíblicos para defender idéias pré-concebidas ou formar idéias particulares. Mas consiste em realizar uma rigorosa análise hermenêutica de textos bíblicos que tratam exclusivamente do mesmo tema, dentro do seu devido contexto, para então poder chegar a um resultado válido. Portanto, a junção “um pouco aqui, um pouco ali” consiste numa reunião de textos bíblicos temáticos, contextualizados e conexos. Tudo isso é necessário porque “nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação”. (II Pedro 1:20). Somente assim, as Escrituras Sagradas são interpretadas pelas próprias Escrituras Sagradas. Jesus nunca ensinou nenhum ser humano a confiar em quaisquer espécies de revelações sobrenaturais para “interpretar” as Escrituras Sagradas. Porém, orientou todos os Seus seguidores a praticarem o seguinte princípio: “Examinais as Escrituras”. (João 5:39). Jesus sempre remetia os crentes ao exame das Escrituras: “E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?” (Lucas 10:26). Os crentes fiéis jamais esperaram por qualquer “revelação sobrenatural” ou “revelação extrabíblica” para compreenderem as Escrituras Sagradas. Mas eles a pesquisavam por conta própria: “examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim”. (Atos 17:11). Esse é o espírito que todos os cristãos devem ter, para não serem enganados por falsos profetas.
  • 26.
    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas O próprio Senhor Jesus Cristo nunca exigiu que alguém cresse nEle, simplesmente, com base em Suas próprias revelações mas, levava-os a examinar as Escrituras: “E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras” (Lucas 24:27). Os santos homens de Deus nunca dependeram de qualquer espécie de revelação sobrenatural para lhes interpretarem as Escrituras Sagradas. Eles mesmos liam e procuravam compreender o sentido das Escrituras: “E leram no livro, na lei de Deus: e declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse”. (Neemias 8:8). A verdade é que ninguém pode confiar em revelações extrabíblicas ou supostas revelações sobrenaturais que visam “interpretar” a Bíblia Sagrada. O próprio Satanás conhece profundamente as Escrituras Sagradas e, transfigurado em anjo de luz, pode oferecer a interpretação que bem lhe convier, com o único propósito de enganar. A própria Bíblia Sagrada adverte aos seus leitores crentes contra a obra de engano dos últimos dias. Observe o que diz a Palavra de Deus: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” (I Timóteo 4:1). “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (Mateus 24:24). “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci: apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”. (Mateus 7:22-23). “A Bíblia nunca será suplantada por manifestações miraculosas. A verdade precisa ser estudada, precisa ser pesquisada como tesouros escondidos. Não serão dadas maravilhosas iluminações à parte da Palavra, ou para tomar o lugar dela. Apegai-vos à Palavra, recebei o enxerto da Palavra, que torna os homens sábios para salvação”. (II Mensagens Escolhidas, 48). Diante de tantas orientações e advertências bíblicas contra as manifestações do sobrenatural, como é possível, então, que alguém possa confiar a salvação de sua própria alma colocando-se nas mãos de interpretações provenientes de supostas revelações sobrenaturais?
  • 27.
    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 5ª PERGUNTA Bíblia Tirada dos Crentes No futuro, a Bíblia Sagrada será tirada dos cristãos? A Bíblia Sagrada não será tirada dos cristãos, no sentido de que o mundo inteiro deixará de editar a Bíblia Sagrada. Eles também não serão impedidos de possuí- la ou de estudá-la, enquanto estiverem livres de perseguições ou de prisões. Tal profecia de que a Bíblia Sagrada será tirada dos cristãos é falsa, e se trata de uma lenda religiosa, totalmente destituída de fundamento. Sobre a questão o Espírito de Profecia se manifesta da seguinte maneira: “Chegará o tempo em que muitos serão privados da Palavra escrita. Se, porém, essa Palavra é gravada na memória, ninguém poderá tirá-la de nós”. “Estudai a Palavra de Deus. Entesourai na memória suas preciosas promessas, para que, quando formos privados de nossas Bíblias, ainda estejamos de posse da Palavra de Deus”. (Eventos Finais, 60). A profecia afirma que “muitos serão privados da Palavra escrita”. Muitos não são todos, logo a Bíblia Sagrada não será tirada dos cristãos, mas os cristãos é quem serão tirados da Bíblia Sagrada. Isso ocorrerá quando tiverem que fugir para locais afastados e desertos, quando estiverem sendo perseguidos pelos malfeitores ou quando forem lançados nas prisões. Desse modo ficarão impedidos de terem acesso a algum exemplar das Santas Escrituras. Mas elas estão disponíveis a quem tiver a sorte de conseguir fugir com algum exemplar. O que será tirado de todos é o Espírito Santo, o qual nos convence do pecado, da justiça e do juízo (João 16:8). “O Espírito de Deus está, gradual mas seguramente, sendo retirado da Terra. Pragas e juízos estão já caindo sobre os desprezadores da graça de Deus. As calamidades em terra e mar, as condições sociais agitadas, os rumores de guerra, são portentosos. Prenunciam a proximidade de acontecimentos da maior importância. As forças do mal estão-se arregimentando e consolidando-se. Elas se estão robustecendo para a última grande crise. Grandes mudanças estão prestes a operar-se no mundo, e os acontecimentos finais serão rápidos”. (III Testemunhos Seletos, 280). Sem o Espírito Santo, os homens não podem ser convencidos do pecado para poderem aceitar o Sacrifício de Cristo para expiação e perdão de seus pecados. Sem o Espírito Santo, os homens não podem compreender ou discernir o sentido da Palavra de Deus, razão pela qual se pode aplicar a seguinte profecia: “Eis que vêm dias, diz o Senhor Jeová, em que enviarei fome sobre a terra, não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. E irão vagabundos de um mar até outro mar, e do norte até ao oriente: correrão por toda a parte, buscando a palavra do Senhor, e não a acharão” (Amós 8:12). Caso a Bíblia Sagrada venha a ser tirada dos cristãos, não será no sentido literal de ficarem privados ou impedidos de ter acesso físico a algum exemplar das Escrituras Sagradas. Porém, a grande verdade é que a Bíblia Sagrada já está sendo tirada das mãos dos cristãos, e eles nem estão percebendo a obra satânica que está em andamento no mundo. A Bíblia Sagrada está sendo substituída por livros ecumênicos que querem se passar por Escrituras Sagradas. Como exemplo dessa espécie de livros, temos a chamada “Bíblia na Linguagem de Hoje”, a “Bíblia Viva” e tantas outras que, apesar do título, não são Bíblias. Trata-se apenas de um livro ordinário que procura parafrasear a
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Palavra de Deus. Razão pela qual podem, com propriedade, ser chamados de paráfrases. Até mesmo a versão da “Bíblia Sagrada Almeida Atualizada” está fervilhando de erros e contradições em relação aos originais. A única Bíblia protestante na língua portuguesa que realmente está bem afinada e espelhando a Palavra de Deus é a “Bíblia Almeida Corrigida”, edição de 1969. É claro que, como toda e qualquer tradução, ela também não é perfeita, porém, está bem mais próxima da verdadeira Palavra de Deus.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 6ª PERGUNTA Ellen White e o Verdadeiro Profeta Por que a Igreja Adventista menciona apenas um profeta: Ellen Gold White? Com referência aos profetas dos tempos antigos, a Igreja Adventista do Sétimo Dia menciona e crê em todos os profetas bíblicos enviados por Deus. Com relação aos tempos modernos, a Igreja Adventista do Sétimo Dia menciona e crê somente em um profeta. Esse profeta é conhecido pelo nome de Ellen Gold White (1827-1915). A razão para essa crença é justificada no fato incontestável de que, reconhecidamente, houve apenas um profeta verdadeiro nestes últimos dias. Ellen Gold White foi a única profetisa dos tempos modernos que realmente preencheu todas as especificações impostas pelas Escrituras Sagradas na identificação de um verdadeiro profeta enviado por Deus. À semelhança dos profetas bíblicos, Deus falou com ela em visões e sonhos (Números 12:6); propôs símile (Oséias 12:10). Tudo o que ela escreveu está em perfeita harmonia com a Bíblia Sagrada (Isaías 8:20). Seus escritos não desviam da verdade bíblica (Deuteronômio 13:1-3). Seus frutos dão testemunho de um verdadeiro profeta de Deus (Mateus 7:16-20). À semelhança dos verdadeiros profetas enviados por Deus, quando em visão Ellen White ficava inconsciente (Daniel 10:9); sem respiração durante horas (Daniel 10:17) e ficava com os olhos abertos em êxtase (Números 24:4). Também foi profetizado nas Escrituras Sagradas que, nos últimos dias, a obra desse profeta deveria acompanhar a Igreja até os fins dos tempos, e que seria uma das características identificadoras da verdadeira Igreja. Observe: “E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo”. (Apocalipse 12:17). “E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus: adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia”. (Apocalipse 19:10). Percebe! A verdadeira Igreja é aquela que “guarda os mandamentos de Deus” e tem o “testemunho de Jesus Cristo”. Mas, o que é o “testemunho de Jesus Cristo”? O próprio livro do Apocalipse responde: “o testemunho de Jesus é o espírito de profecia” (Apocalipse 19:10). A leitura, o estudo e a prática das mensagens contidas nos livros que resultaram do Espírito de Profecia concedido a Ellen Gold White têm edificado a vida de milhões de pessoas espalhadas pelo mundo inteiro. Os leitores desses livros se tornam melhores como pessoas, cidadãos e, principalmente, como cristãos. A influência desses livros inspirados tem levado milhões a crescer em conhecimento, sabedoria, saúde física e mental. Muitos são levados a desenvolver uma vida piedosa e moral perante Deus e os homens. Ao ler e praticar as mensagens dos livros do Espírito de Profecia, pode-se facilmente verificar que, exceto a Bíblia Sagrada, não existe nenhum outro livro tão rico e equilibrado em seus ensinos e orientações. Constante também a profunda espiritualidade cristã transmitida nesses livros. Observe que muitas das profecias ali anunciadas estão em pleno desenvolvimento nos nossos dias. Entre tais profecias, destacam-se as seguintes: o crescimento dos movimentos católicos e protestantes visando unir todas as religiões; o fim das barreiras existentes entre católicos e protestantes; o fim do abismo entre Cristianismo e Espiritismo; o estrondoso
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas crescimento do Espiritismo no mundo; a influência religiosa dos protestantes sobre a política norte-americana; o retorno da autoridade da Igreja Católica Romana sobre as nações politizadas etc. A seguir, serão relacionadas, resumidamente, algumas das profecias anunciadas por Ellen Gold White, as quais foram largamente confirmadas pelos fatos: Em 1854 Ellen White alertou que fumar cigarros é prejudicial à saúde e responsável por alguns cânceres. Em 1869 ela divulgou que havia correntes elétricas circulando no cérebro, sessenta anos antes que o Dr. Charles Horace Mayo (1865-1939), da Clínica Mayo, provasse que ela estava absolutamente correta. Em 1905 Ellen White revelou que câncer era um germe. Tal afirmação foi comprovada pelo Doutor Wendell Meredith Stanley (1904-1971), que ganhou o Prêmio Nobel de Química em 1946. Em 1905 Ellen White escreveu que bebidas alcoólicas destroem as células nervosas do cérebro. Quase um século depois, o Doutor Melvin Knisley, da Universidade da Carolina do Sul, provou que as bebidas alcoólicas provocam danos permanentes no cérebro. Ela previu que nos últimos dias da história deste mundo ocorreriam as mais violentas tempestades: “Furacões, tormentas, tempestades, incêndios e inundações, desastres em terra e mar, seguem-se um ao outro em rápida sequência”. (III Testemunhos Seletos, 14). Ellen White profetizou que São Francisco viria a ser uma cidade conhecida por sua homossexualidade, igual à Sodoma e Gomorra: “São Francisco e Oakland estão se tornando como Sodoma e Gomorra, e o Senhor irá puni-las”. (Manuscrito 30, 1903). Ellen White alertou sobre os perigos que os homens terão que enfrentar nos últimos dias. Será lançada “ao ar infecção mortal, e milhares perecem pela pestilência” (O Grande Conflito, 639). Quem nunca ouviu falar de “Guerra Química ou Biológica”? Quem nunca ouviu falar das ameaças do antraz, varíola ou das endemias das gripes mortais etc.? Em sua visão sobre a Reforma de Saúde, muitos dos princípios que apresentou foram ridicularizados ou ignorados. Mas, as descobertas cientificas posteriores vieram a comprovar a veracidade desses princípios. Entre centenas de profecias, essas são apenas algumas amostras da veracidade do dom profético concedido a Ellen White. Eis as razões pela qual a Igreja Adventista do Sétimo Dia reconhece somente Ellen White como uma verdadeira profetiza dos tempos modernos.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 7ª PERGUNTA A Incredulidade no Espírito de Profecia Por que alguns adventistas dizem não crer no Espírito de Profecia concedido à Igreja Adventista do Sétimo Dia? Porque são adventistas heréticos! Do mesmo modo como seriam heréticos os adventistas que negassem quaisquer doutrina defendida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Por exemplo, é herético quem nega a doutrina da Santíssima Trindade, ou a Divindade de Cristo, ou a Lei, ou o Sábado, ou o Dízimo, ou o Santuário Celestial, ou a Morte Vicária de Cristo, ou a Justificação pela Fé etc. Caso esses heréticos – que negam o Espírito de Profecia – tivessem vivido na época do profeta Isaías, eles também teriam negado o Espírito de Profecia proveniente do ministério profético de Isaías, como muitos daquela época o fizeram. Caso vivessem na época do profeta Jeremias, também teriam negado o Espírito de Profecia ministrado por Jeremias, como fizeram muitos daquela época. Caso vivessem na época de Cristo, esses heréticos O teriam negado, como tantos outros o fizeram. Porém, vivem na época de Ellen White, e da mesma forma como muitos dos antigos incrédulos, eles também não crêem no Espírito de Profecia proveniente da mensageira do Senhor. Ora, se até contra Jesus levantaram-se incrédulos, quanto mais contra Ellen White! “E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa”. (Mateus 13:57). Os adventistas que não crêem no Espírito de Profecia agem como aqueles a quem foram dirigidas as seguintes palavras: “A qual dos profetas não perseguiram vossos pais?” (Atos 7:52). Satanás odeia os Testemunhos provenientes do Espírito de Profecia. Primeiro, porque os Testemunhos o impedem de ter domínio absoluto sobre o mundo inteiro. Segundo, porque revelam seus planos ardilosos contra a humanidade. Terceiro, porque os Testemunhos preparam um povo para estar em pé no Grande Dia do Senhor. Por essas razões, é intenção dos inimigos da verdade levar o descrédito nas mensagens concedidas pelo Espírito de Profecia. Aliás, isso também foi profetizado. Observe: “É o plano de Satanás abalar a fé do povo de Deus nos Testemunhos”. (II Testemunhos Seletos, 287). “O inimigo tem envidado seus magistrais esforços para abalar a fé de nosso próprio povo nos Testemunhos. Isto é exatamente como Satanás tencionava que fosse, e os que têm preparado o caminho para o povo não dar atenção às advertências e repreensões dos Testemunhos do Espírito de Deus verão surgir uma torrente de erros de toda a espécie”. (III Mensagens Escolhidas, 83). “Será ateado contra os testemunhos um ódio satânico. A operação de Satanás será perturbar a fé das igrejas neles, por esta razão: Ele não pode achar caminho tão fácil para introduzir seus enganos e prender almas em suas mentiras se as advertências e repreensões e conselhos do Espírito de Deus forem atendidos”. (Carta 40, 1890). “Isto é exatamente como Satanás tencionava que fosse, e os que têm preparado o caminho para o povo não dar atenção às advertências e repreensões dos Testemunhos do Espírito de Deus verão surgir uma torrente de erros de toda a espécie”. (Carta 109, 1890). “Uma coisa é certa: Os adventistas do sétimo dia que se colocam sob o estandarte de Satanás abandonarão primeiro sua fé nas advertências e repreensões contidas nos Testemunhos do Espírito de Deus”. (III Mensagens Escolhidas, 84).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas A Bíblia Sagrada revela que nos últimos dias a verdadeira Igreja ressurgiria no cenário mundial para advertir o mundo contra o sinal da besta. Essa Igreja é identificada nas Escrituras Sagradas como constituída pelos remanescentes que guardam os Mandamentos de Deus e tem o Testemunho de Jesus Cristo. Ocorre que o Testemunho de Jesus Cristo nada mais é do que o dom do Espírito de Profecia concedido à verdadeira Igreja. Note o que diz a Bíblia Sagrada: “E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo” “... porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia”. (Apocalipse 12:17; 19:10). Portanto, os adventistas que guardam os Mandamentos de Deus, mas rejeitam o Espírito de Profecia, não fazem parte da semente da mulher. Isto porque lhes falta um dos requisitos básicos que os identificaria como sendo membros da verdadeira Igreja. Logo, não são membros do verdadeiro povo de Deus, que guarda os Mandamentos de Deus e têm o Testemunho de Jesus Cristo. Os nomes desses heréticos podem até mesmo estar arrolado no rol dos membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que hoje é uma Igreja Militante, mas eles não poderão fazer parte da Igreja Triunfante, que subsistirá diante das provações que virão sobre o povo de Deus. O preparo necessário para vencer as provas dos últimos dias está fundamentado na crença das mensagens deixadas por Deus, no Espírito de Profecia concedido a Ellen Gold White.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 8ª PERGUNTA Como Crer no Espírito de Profecia Como posso crer nos escritos provenientes do Espírito de Profecia manifestado no ministério de Ellen Gold White? Muito embora o ato de crer possa até mesmo provocar certas emoções e levar a algum processo de racionalização, a verdade é que a crença não tem a sua origem em nossa mente emocional ou em nossa mente racional. O ato de crer está diretamente vinculado à nossa mente espiritual. Passamos a crer quando passamos a confiar na veracidade de alguma pessoa, de alguma informação ou de alguma coisa. Não se pode exigir que alguém creia cegamente simplesmente porque outro está pedindo ou mandando crer. Tal coisa não existe. Para crer precisamos confiar, e para confiar precisamos conhecer e refletir. Estando em perfeito juízo, ninguém entregaria a chave de sua casa ou de seu carro a um completo desconhecido simplesmente porque ele pediu para confiar nele. Na realidade, para entregar a chave de sua casa ou de seu carro a algum desconhecido, primeiramente é necessário conhecê-lo melhor, cientificar- se de seus valores, sua formação, sua família, seu trabalho, seus amigos, seu endereço, sua idoneidade, seu caráter etc. Somente então você poderá formar uma convicção para ter certeza de que aquela pessoa é digna ou não de ter crédito. Milhões de pessoas passaram a crer na Bíblia Sagrada quando passaram a conhecer e praticar a sua mensagem. Portanto, para que você possa crer ou não crer nos Testemunhos dado pelo Espírito de Profecia, comece a estudá-los meticulosamente e sistematicamente. Em sua leitura procure avaliar a possibilidade de um simples ser humano produzir obra de tal magnitude com tanta profundidade, variedade e espiritualidade. Verifique como a mensagem é consistente e apresentada de maneira equilibrada e com bom senso. Compare os Testemunhos dados a Ellen White com a Bíblia Sagrada, e verifique como os Testemunhos estão em perfeita harmonia com a Palavra de Deus, não destoando em nada. Leve em consideração que a biblioteca do Espírito de Profecia é constituída por mais de cem livros volumosos produzidos durantes décadas, mas que não se contradizem em nenhuma única palavra. Verifique a profunda espiritualidade que os Testemunhos apresentam e como eles nos influenciam para melhor. Procure examinar como as profecias anunciadas nos Testemunhos vêm se cumprindo no decorrer dos anos. Pratique os princípios de saúde anunciado nos Testemunhos e depois verifique como muitos de seus males de saúde desapareceram. Após a leitura dos Testemunhos observe como o seu conhecimento das Escrituras Sagradas aumentou vertiginosamente. Note que você adquiriu uma sabedoria que não possuía antes dessas leituras. Observe como a sua espiritualidade cresceu. Observe como a sua fé, nas Escrituras Sagradas, aumentou. Depois de praticar tudo isso, diga-me se você não passou a crer na inspiração divina dos escritos do Espírito de Profecia!
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 9ª PERGUNTA Livros Intitulados Espírito de Profecia Por que os livros escritos por Ellen Gold White são denominados de “Espírito de Profecia”, quando as Escrituras Sagradas parecem indicar que a expressão “Espírito de Profecia” aplica-se ao dom profético concedido aos profetas? Sua pergunta é bastante interessante e oportuna. A Bíblia Sagrada ensina claramente que a expressão “Espírito de Profecia” é equivalente à expressão “Testemunho de Jesus”. Nesse sentido, observe o que diz as Escrituras Sagradas: “o testemunho de Jesus é o espírito de profecia” (Apocalipse 19:10). Portanto, “Espírito de Profecia” e “Testemunho de Jesus” são expressões diferentes, empregadas para designar a mesma idéia bíblica. Do autor do Apocalipse é dito que ele “testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto”. (Apocalipse 1:2) e que “estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo”. (Apocalipse 1:9). Portanto, por ter testificado da Palavra de Deus e do Espírito de Profecia – Testemunho de Jesus Cristo – João foi exilado, por ordem do imperador romano Domiciano, para a rochosa ilha de Patmos, localizada no mar Egeu. É evidente que todos os profetas bíblicos profetizaram inspirados pelo “Testemunho de Jesus”, ou seja, pelo “Espírito de Profecia” concedido por Deus àqueles homens santos. O interessante é que os escritos desses profetas passaram a ser conhecidos pela expressão que serve para designar o dom profético: “Testemunho”. Observe o que diz a Bíblia Sagrada: “À Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva”. (Isaías 8:20). “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma: o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices”. (Salmos 19:7). A “lei” é o título bíblico que serve para identificar os primeiros cinco livros das Escrituras Sagradas, cuja autoria é atribuída a Moisés. Esses livros são conhecidos nos dias de hoje pela designação de Pentateuco. Quanto às expressões “Testemunho” ou “Testemunho do Senhor”, podemos afirmar que se tratam da designação bíblica empregada para identificar os escritos produzidos pelos santos profetas do Senhor. Portanto, “Testemunhos do Senhor” é a metonímia para os escritos dos profetas. Ora, se os antigos chamaram os escritos dos santos profetas de “Testemunho do Senhor”, quando tal designação referia-se ao dom profético concedido aos servos do Senhor, então também é perfeitamente válido e lógico designar os escritos da profetiza Ellen Gold White de “Testemunho de Jesus”. Porém, como a expressão “Testemunho de Jesus” é equivalente à expressão “Espírito de Profecia”, não é nada demais chamar os escritos de Ellen Gold White de “Espírito de Profecia”. Portanto, “Espírito de Profecia” é uma metonímia que serve para designar os escritos de Ellen Gold White. Nada mais simples, lógico e claro!
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 10ª PERGUNTA Ellen White e Outras Fontes É verdade que Ellen Gold White copiou textos de outras fontes para os seus próprios livros? Isso não a descaracteriza como um profeta divinamente inspirado? Sim, realmente, Ellen Gold White transcreveu parágrafos de outras fontes, enxertando-os em seus próprios trabalhos. Mas isso nunca foi novidade para ninguém e muito menos para os leitores da escritora. Ela nunca escondeu tal fato de ninguém. Em diversas ocasiões, ela mesma explicou francamente ao seu público ledor que havia lançado mão de alguns textos de outros autores para explaná-los em seus próprios livros ou para esclarecer melhor as idéias que queria transmitir. Ela deixou bem claro que esses escritores tinham se expressado melhor do que ela sobre determinado ponto de vista, os quais estavam em perfeita harmonia com as Escrituras Sagradas e com as suas próprias visões e sonhos. Portanto, a questão não se tratava de transcrever o conteúdo ou a idéia da mensagem, mas simplesmente tratava-se de reproduzir a forma de expressar a mensagem que ela tinha recebido. Observe o que a escritora afirmou sobre o assunto em questão: “Em alguns casos em que algum historiador agrupou os fatos de tal modo a proporcionar, em síntese, uma visão abrangente do assunto, ou resumiu convenientemente os pormenores, suas palavras foram citadas textualmente; nalguns outros casos, porém, não se nomeou o autor, visto que as transcrições não são feitas com o propósito de citar aquele escritor como autoridade, mas porque sua declaração provê uma apresentação do assunto, pronta e positiva. Narrando a experiência e perspectivas dos que levam avante a obra da Reforma em nosso próprio tempo, fez-se uso semelhante de suas obras publicadas”. (Grande Conflito, 13-14). Observe as informações prestadas pelo filho da escritora sobre a mesma questão: “Quando redigia os capítulos para O Grande Conflito, ela fazia às vezes uma descrição parcial de um acontecimento histórico importante, e quando a sua copista que preparava os manuscritos para o prelo indagava a respeito do tempo e do lugar, minha mãe dizia que essas coisas foram registradas por historiadores conscienciosos. Que fossem inseridas as datas usadas por esses historiadores”. (III Mensagens Escolhidas, 447). “Em outras ocasiões, ao escrever o que lhe fora apresentado, mamãe encontrava tão perfeitas descrições dos acontecimentos e apresentações dos fatos e das doutrinas em nossos livros denominacionais, que copiava as palavras dessas autoridades”. (III Mensagens Escolhidas, 447). É digno de nota observar que a autora descartava as partes dos textos que estavam em desacordo com as visões que havia recebido. Mais tarde essas partes rejeitadas mostraram-se absurdas e até contrária aos fatos e às novas descobertas da Ciência. Até mesmo essa atitude demonstra que Ellen White era orientada divinamente.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 11ª PERGUNTA Escritores Bíblicos e Outras Fontes Algum escritor da Bíblia copiou textos de fontes fora das Escrituras Sagradas para fundamentar os seus próprios escritos, à semelhança do que fez Ellen White? Sim, à semelhança de Ellen White, muitos escritores bíblicos copiaram textos de fontes fora da Bíblia Sagrada para fundamentar as suas próprias obras. Em seus escritos, esses escritores sacros admitiram abertamente ter anexado em seus textos inspirados informações de fontes extrabíblicas. Hoje, essas fontes estão perdidas. Por exemplo: O livro de Josué e o livro de Samuel registram acontecimentos que estavam “escrito no livro do Reto” (Josué 10:13; II Samuel 1:18). Os autores dos livros de Crônicas e de Reis deixam bem claro que eles empregaram fontes históricas extrabíblicas para complementarem suas próprias obras. Eles mencionam as seguintes fontes: “livro dos sucessos de Salomão” (I Reis 11:41). Também fazem referência aos livros: “Falas de Natã”, “Profecia de Aías”, “Visões de Ido”, “Livro de Semaías” e “Livros dos Videntes” (II Crônicas 9:29; 12:15; 33:19). Neemias também transcreveu para o seu próprio livro os dados contidos numa obra intitulada “Livro da Genealogia” (Neemias 7:5). Apesar de vários escritores bíblicos terem copiado para as suas próprias obras informações e textos de fontes extrabíblicas, isto não os descaracteriza como um profeta divinamente inspirado. Então, por uma questão de coerência, o mesmo fato não possui o condão de descaracterizar Ellen White como uma profetiza divinamente inspirada. Também se pode observar que algumas partes do Novo Testamento foram copiadas de fontes extrabíblicas. Por exemplo: A passagem bíblica de Judas 4-5 é um empréstimo literário copiado do livro Apócrifo de I Enoque 1:6. Na introdução do Evangelho de Lucas, o autor descreveu como realizou pesquisas extrabíblicas para elaborar o evangelho que leva o seu nome: “Tendo pois muitos empreendidos pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram. Segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio, e foram ministros da palavra. Pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio. Para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado” (Lucas 1:1-4). O apóstolo Paulo também fez empréstimos literários de algumas fontes extrabíblica de autores pagãos, reproduzindo-as em suas cartas. Mas, à semelhança de Ellen White, ele também aplicava os textos copiados às verdades que Deus lhe havia revelado. Vejamos alguns trechos que foram copiados: 1. No século III antes de Cristo, o poeta grego Menandro escreveu: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes”. Esse verso foi reproduzido pelo apóstolo Paulo em I Coríntios 15:33. 2. Na primeira parte de Atos 17:28, Paulo citou parte de uma poesia escrita por Epimênides, de Creta, no século VI antes de Cristo: “Pois nEle vivemos, e nos movemos, e existimos”. 3. A segunda parte de Atos 17:28, é uma citação feita por Paulo do poeta ciliciano Aratus (315-240 c.C.): “Como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração”.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 4. Também em Tito 1:12, Paulo confessadamente transcreveu texto extrabíblico de fonte pagã: “Um deles, seu próprio profeta, disse: Os cretenses são sempre mentirosos, bestas ruins, ventres preguiçosos”. Todos esses escritores sacros copiaram de fontes extrabíblicas porque elas estavam em perfeita harmonia com as verdades que lhes fora revelada pelo Senhor. É digno de nota observar que tais fontes selecionadas pelos escritores bíblicos se tornaram partes integrantes da mensagem divinamente inspirada.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 12ª PERGUNTA As Leis do Plágio Ao copiar de outros autores, Ellen Gold White não teria violado as leis do plágio? Os empréstimos literários feitos por Ellen White de modo algum configuram plágio. Um escritor não está impedido de citar textos de outros autores, ou de remanejar os textos de outras fontes para dar-lhe novo sentido ou ampliar-lhe o significado ou aplicação. Caso isto fosse considerado plágio, então o consagrado escritor brasileiro Jorge Amado teria plagiado em sua obra monumental “Seara Vermelha” o livro de Rachel de Queiroz, intitulado “O Quinze”. Além do mais, não se devem comparar as leis de direitos autorais do século XIX com as leis de direitos autorais do final século XX ou do século XXI. Ao transcrever, para as suas próprias obras, parágrafos de outros escritores, Ellen White estava realizando uma prática que era comum em sua época e que estava em harmonia com as leis de direitos autorais existentes naquele tempo e, até mesmo, nos dias de hoje. Muitos escritores que tiveram seus textos transcritos para as obras de Ellen White ainda estavam vivos e conheciam o trabalho da escritora. Porém, eles jamais questionaram ou reclamaram de supostas violações de direitos autorais. A verdade é que eles não viram nenhuma violação autoral nas atividades literárias de Ellen Gold White. Para analisar legalmente a questão do suposto plágio cometido por Ellen White, a Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia solicitou, em 1981, os serviços de uma consultoria não adventista, especializada em direitos autorais. Após pesquisar os trabalhos de todos os autores envolvidos, bem como de outros escritores não envolvidos e a legislação pertinente da época, o relatório pericial concluiu que “Ellen White não foi plagiadora, e suas obras não constituíram uma infração dos direitos autorais ou pirataria” (Adventist Review, 17 de setembro de 1981). As principais razões que levaram os peritos judiciais a chegarem a essa conclusão foram as seguintes: Primeiro, as fontes de empréstimos literários feitos por Ellen White não estavam cobertas por direitos autorais. Segundo, os peritos observaram que, mesmo que tais fontes estivessem sob a proteção de direitos autorais, ainda assim, o emprego de parágrafos de outras fontes literárias não constitui infração a direitos autorais, nem no século XIX e nem no XX. Terceiro, Ellen White não copiou os textos secamente, mas exerceu sobre eles um profundo estudo e discriminação, rearranjando-os de tal modo que, inseridos dentro do contexto de seu próprio trabalho, deu-lhes nova forma, aplicação e abrangência. Com isso, produziu algo novo dentro de um contexto maior e melhor, tornando-os legitimamente seus, tanto do ponto de vista legal quanto ético.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 13ª PERGUNTA Vocabulário dos Profetas Como pode um profeta, sob inspiração divina, expressar o que lhe foi revelado com as suas próprias palavras? Por acaso as palavras também não são revelações divinas? A inspiração divina não atinge, necessariamente, a forma de expressão empregada pelo profeta para transmitir as ideias que lhe foram divinamente reveladas. A realidade é que a inspiração divina limita-se ao âmbito do conteúdo da mensagem, mas a forma, o estilo literário e as palavras empregadas para descrever o objeto da revelação são produtos da mente do escritor sacro. Exceção é feita quando o profeta transcreve “ipsis litteris” as expressões empregadas pelo Senhor no momento da revelação. Sobre a questão, Ellen White declarou o seguinte: “Se bem que eu dependa do Espírito do Senhor tanto para escrever minhas visões como para recebê-las, todavia as palavras que emprego ao descrever o que vi são minhas, a menos que sejam as que me foram ditas por um anjo, as quais eu sempre ponho entre aspas” (I Mensagens Escolhidas, 37). A maior prova de que os profetas sacros tinham plena liberdade para se expressarem está na enorme diversidade literária dos sessenta e seis livros que compõem as Sagradas Escrituras. Nelas encontram-se livros escritos em diversos estilos históricos (Josué, Crônicas, Neemias, Ester etc); em diversas formas poéticas (Jó, Salmos e Provérbios); em diversas formas epistolares (Romanos, Timóteo, Tito, Hebreus, Tiago, Pedro, Judas) etc. Além das diferenças de estilos, alguns livros proféticos costumam registrar as expressões ditas pelo Senhor. Caso o Senhor houvesse inspirado cada palavra anotada na Bíblia Sagrada, então todas as nações do mundo teriam que aprender a língua original da Bíblia Sagrada para poder conhecer os vocábulos que foram divinamente inspirados. Todavia, não é isso que ocorre, porque o que foi inspirado foi a mensagem bíblica e não a expressão linguística. A verdade é que as Escrituras Sagradas registram vários estilos literários, mostrando a influência de cada escritor sacro na produção da Bíblia. Com relação ao Novo Testamento, os vocabulários mais ricos aparecem nos escritos de Paulo e Lucas e os vocabulários mais pobres aparecem no evangelho de Marcos. “Não são as palavras da Bíblia que são inspiradas, mas os homens é que o foram. A inspiração não atua nas palavras do homem nem em suas expressões, mas no próprio homem que, sob a influência do Espírito Santo, é tomado por pensamentos. As palavras, porém, recebem o cunho da mente individual. A mente divina é difusa. A mente divina, bem como Sua vontade, é combinada com a mente e a vontade humanas; assim, as declarações do homem são a Palavra de Deus”. (I Mensagens Escolhidas, 21). As “informações” resultantes das revelações divinas são inspiradas, mas as “palavras” empregadas pelos escritores sacros são divinamente iluminadas. Isto ocorre para que os profetas possam expressar corretamente a revelação divina. Diante do exposto, fica claro que os escritores sacros tinham a plena liberdade para se expressarem da melhor maneira que lhes era possível, sobre os temas que lhe haviam sido revelado por inspiração divina. Evidentemente, esses escritores se expressaram iluminados pelo Espírito Santo, mas sempre respeitando os limites de suas instruções formais e capacidades intelectuais.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Em resumo, a Bíblia Sagrada é um produto da inspiração do pensamento, e não produto da inspiração verbal. O que foi inspirado na Bíblia Sagrada foi a ideia e não a forma de expressar essa ideia. O que foi inspirado nas Escrituras Sagradas foi a mensagem e não a forma como a mensagem foi apresentada.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 14ª PERGUNTA Assistentes Literários dos Profetas Soube que Ellen Gold White empregava assistentes literários. Isto está em harmonia com as Escrituras Sagradas? A Bíblia Sagrada jamais ocultou o fato de que muitos profetas e apóstolos dependeram de assistentes literários para preparar os seus manuscritos inspirados, os quais mais tarde tornaram-se partes das Escrituras Sagradas. Observe os seguintes exemplos bíblicos: No Antigo Testamento tem-se o caso de Baruque, que foi secretário literário de Jeremias: “Então Jeremias chamou a Baruque, filho de Nérias; e escreveu Baruque da boca de Jeremias todas as palavras do Senhor, que ele lhe tinha revelado, no rolo de um livro”. (Jeremias 36:4). “E perguntaram a Baruque, dizendo: Declara-nos agora como escreveste da sua boca todas estas palavras. E disse-lhes Baruque: Com a sua boca ditava-me todas estas palavras, e eu as escrevia no livro com tinta”. (Jeremias 36:17-18). No Novo Testamento, tem-se o caso de Tércio, que foi assistente literário do apóstolo Paulo: “Eu, Tércio, que esta carta escrevi, vos saúdo no Senhor” (Romanos 16:22). Ainda no Novo Testamento, pode-se verificar que Pedro empregou Silvano como seu assistente literário: “Por Silvano, vosso fiel irmão, como cuido, escrevi abreviadamente, exortando e testificando que esta é a verdadeira graça de Deus, na qual estais firmes”. (I Pedro. 5:12). Sem nenhuma contradição com as Escrituras Sagradas, Ellen Gold White também empregava assistentes literários, tanto quanto os escritores bíblicos o faziam e também pelas mesmas razões. Sem assistentes literários, muitos de seus sermões jamais teriam sido estenografados e publicados. Com uma instrução formal bastante deficiente, Ellen White reconhecida suas próprias limitações como escritora. “Não sou especialista em gramática” (III Mensagens Escolhidas, 90). Além disso, a grande solicitação por seus escritos exigia ajuda literária: “Depois da morte de meu marido, juntaram-se a mim fiéis auxiliares, que trabalharam infatigavelmente em copiar os testemunhos e preparar os artigos para serem publicados”. (I Mensagens Escolhidas, 50). As assistentes literárias de Ellen White tinham o dever de corrigir os erros gramaticais, eliminar repetições desnecessárias e agrupas parágrafos e seções numa ordem lógica. Outras assistentes literárias, especialmente Marian Davis, tinham a função de realizar compilações dos escritos de Ellen White para complementar algum capítulo de um novo livro da escritora. A respeito de sua secretária literária, Marian Davis, Ellen White declarou que ela “toma meus artigos que são publicados nas revistas e cola-os em livros em branco. Também possui uma cópia de todas as cartas que escrevo... os livros não são produções de Marian, porém minhas, tiradas de todos os meus escritos”. (III Mensagens Escolhidas, 91-92). Portanto, tanto quanto os escritores bíblicos, Ellen Gold White jamais manteve segredo o fato de que fazia uso de assistentes literárias para poder melhor apresentar ao publico as revelações que divinamente recebia.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 15ª PERGUNTA Verdadeiro Dom de Línguas O que significa o dom de línguas estranhas na Bíblia? Como funciona? Com relação à expressão “línguas estranhas” registrada em I Coríntios 14:2, 4- 6, nota-se que a palavra “estranha” está grifada em itálico para mostrar ao leitor que tal palavra não existe no texto original. Porém, foi colocada pelo tradutor para dar sentido ao texto bíblico traduzido. Observe em I Coríntios 14:19 o verdadeiro significado da equivocada expressão “língua estranha”, que foi acrescentada gratuitamente na Bíblia Sagrada pelo tradutor João Ferreira de Almeida: “língua desconhecida”. A tradução “língua desconhecida” está correta, conforme atesta o texto original. No lugar da expressão “língua estranha” o tradutor deveria ter colocado o texto bíblico: “língua desconhecida”. Em I Coríntios 12:10 e 28 Paulo emprega a expressão “variedade de línguas”, para mostrar que o dom de língua refere-se a outros idiomas, e não um tipo de língua constituída por meia dúzia de palavras desconexas e extáticas que os evangélicos e católicos carismáticos empregam como se fosse o verdadeiro dom de línguas bíblico. As expressões “língua desconhecida” e “variedade de línguas” são mais condizentes do que “línguas estranhas”, cujo vocabulário não existe no texto original. Foi com vistas à pregação do evangelho que Jesus Cristo prometeu aos discípulos o dom de línguas. Observe: “falarão novas línguas”. (Marcos 16:17). Note bem, Jesus disse que os discípulos falariam “novas línguas”, e não que falariam “línguas estranhas”. E por que falariam novas línguas? A resposta está dentro do contexto: os discípulos falariam novas línguas para pregar o evangelho entre as diversas nações do mundo. Todos os discípulos estavam reunidos em Jerusalém, diante de uma multidão “de todas as nações que estão debaixo do Céu”. (Atos 2:5), em cumprimento à promessa de Jesus, os discípulos “foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem”. (Atos 2:4). Observe que os discípulos falaram outras línguas. Não se tratava de línguas estranhas, mas eram os idiomas existentes entre os representantes das nações que estavam reunidas em Jerusalém: “partos e medas, elamitas, Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto, Ásia, Frígia, Panfília, Egito, Líbia, Cirene, romanos, cretenses e árabes”. (Atos 2:9-11). Lucas, ao escrever o livro intitulado “Atos dos Apóstolos”, relacionou 16 (dezesseis) países, deixando claro que os discípulos falaram em dezesseis idiomas distintos, que eram as línguas de nações estrangeiras, as quais foram perfeitamente compreendidas pela multidão: “Como pois os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?” (Atos 2:8). A expressão “língua estranha”, com o sentido de esquisita, é totalmente desconhecida na Palavra de Deus. As Escrituras revelam que os discípulos receberam o dom de línguas, mas não eram línguas “estranhas”. Eram as línguas das nações do mundo, certamente desconhecidas para eles, que eram indoutos; todavia, pelo dom do Espírito Santo, passaram a falá-las e a comunicarem-se perfeitamente com as pessoas, coisas que as “línguas estranhas” não fazem.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 16ª PERGUNTA Falta de Entendimento de Línguas Os evangélicos usam muito do dom de línguas estranhas para profetizar a vida particular das pessoas. Se isso vem de Deus, por que ninguém entende nada? Sabemos que “o homem que toma a operação de milagres como a prova de sua fé, verificará que Satanás pode, por meio de uma variedade de enganos, efetuar prodígios que parecerão genuínos milagres”. (II Mensagens Escolhidas, 52). “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos”. (Mateus 24:24). “Algumas dessas pessoas têm formas de culto a que chamam dons, e dizem que o Senhor os pôs na igreja. Tem uma algaravia sem sentido a que chamam língua desconhecida, desconhecida não só ao homem, mas ao Senhor e a todo o Céu. Tais dons são manufaturados por homens e mulheres ajudados pelo grande enganador. O fanatismo, a falsa excitação, o falso falar línguas e os cultos ruidosos, têm sido considerados dons postos na igreja por Deus. Alguns têm iludidos a esse respeito. Os frutos de tudo isto não têm sido bons. ‘Pelos seus frutos os conhecereis’”. (Maranata! Meditação Matinal, 152). O dom de língua manifestado entre os pentecostais e carismáticos (católicos pentecostalizados) não passa de uma satânica falsificação do verdadeiro dom de língua concedido pelo Espírito Santo. “Apresentei meu testemunho, declarando que esses movimentos fanáticos, essa algazarra e ruído, eram inspirados pelo espírito de Satanás, que operava milagres para enganar se possível os próprios eleitos”. (Carta 132, 1900). Foi comprovado por especialistas linguistas que o dom de língua dos pentecostais consiste em meia dúzia de palavras desconexas, sem significado ou conteúdo axiológico, razão pela qual ninguém entende nada. Na verdade, essa língua não é somente desconhecida pelos homens, mas também desconhecida por Deus. Também foi demonstrado cientificamente, com equipamentos especiais que registram a atividade do cérebro, que as pessoas que falam em línguas estranhas entram num estado de transe, tanto quanto um médium que incorpora um espírito. Também foi constatado que o cérebro de pessoas endemoninhadas apresenta as mesmas atividades do cérebro da pessoa que fala em língua estranha. Aqueles que, alguma vez em sua vida, abriram a sua mente para permitir que espíritos se manifestassem pelo falar línguas estranhas, perderam o seu livre arbítrio e passaram à condição de escravos de Satanás. Essas pessoas ficam amarradas no encantamento lançado pelo Diabo e dificilmente escaparão de suas garras. Além disso, a mistificação evangélica do dom de língua não obedece a nenhum dos critérios bíblicos. As Escrituras Sagradas ordenam que a língua deve ser falada no máximo por três pessoas e, mesmo assim, sob a condição imprescindível de que haja intérprete: “E se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus”. (I Coríntios 14:27-28). Porém, não é isso que ocorre no mundo evangélico, onde todos falam ao mesmo tempo uma língua misteriosa sem que haja qualquer pessoa para interpretar aos demais ouvintes a estranha língua. Essa forma de manifestação não edifica a igreja e surge como resultado da excitação nervosa provocada pelas manifestações dos “espíritos de demônios”
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas (Apocalipse 16:14), que estão vivendo nessas igrejas, posto que se tornaram “morada de demônios” (Apocalipse 18:2), e que acompanham os falsos pastores. O dom de língua genuíno concedido pelo Espírito Santo consiste em falar em línguas estrangeiras existentes e conhecidas pelas nações do mundo. Pelo menos foi isso que Jesus ensinou: “E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas” (Mateus 16:7). O verdadeiro dom de língua é concedido para a edificação e crescimento da Igreja em sua obra evangelística entre as nações estrangeiras. Mas, mesmo assim, ele é concedido quando for necessário.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 17ª PERGUNTA Igrejas e Demônios Na igreja um pastor falando em línguas estranhas impõe as suas mãos sobre as pessoas, e elas caem no chão. Esse pastor está endemoniado? As pessoas que caíram ao chão estão endemoniadas? Isto ocorreu comigo enquanto eu orava a Deus em sinceridade de coração, e não ao inimigo, mas mesmo assim, por mais que eu me esforçasse, não consegui manter-me em pé. Eu estava endemoniada? O movimento pentecostal surgiu oficialmente em 1905. Esse movimento herdou muitas de suas doutrinas da Igreja Metodista. Mas suas práticas distintivas são uma forma de espiritualismo disfarçado em cristianismo, o qual não passa de um grosso arremedo dos verdadeiros dons do Espírito Santo. Como diz as Escrituras Sagradas, essa Igreja “se tornou morada de demônios, e coito de todo espírito imundo, e coito de toda ave imunda e aborrecível”. (Apocalipse 18:2). A respeito do assunto, Jesus disse o seguinte: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci: apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”. (Mateus 7:22-23). “Homens, sob a influência de espíritos maus operarão milagres. Eles farão as pessoas ficarem doentes mediante lançarem sobre elas encantamentos, removendo-os depois de repente, levando outros a dizerem que a pessoa doente foi miraculosamente curada”. (II Mensagens Escolhidas, 53). Não creio que você estivesse endemoniada (possuída pelo demônio). Mas posso dizer com toda certeza, que você não caiu no chão através do poder de Deus. O que sei é que Satanás lançou um encantamento sobre todos os que estavam naquela igreja, razão pela qual não puderam resistir e susterem-se em pé. Você pode até mesmo ter orado com toda sinceridade de coração, mas a partir do momento em que você se expôs em território inimigo você ficou totalmente sujeita ao poder do maligno. “Os anjos de Deus guardarão Seu povo enquanto andarem no caminho do dever; mas não há nenhuma segurança dessa proteção para os que deliberadamente se aventuram no terreno de Satanás”. (Review and Herald, 27 de junho de 1882). “Satanás está sempre alerta para enganar e desencaminhar. Ele usa todo encantamento para atrair os homens para a larga estrada da desobediência. Ele está empenhado em confundir os sentidos com sentimentos errôneos e remover os marcos divisórios, colocando sua falsa inscrição nos marcos que Deus estabeleceu para assinalar o caminho certo”. (I Mente, Caráter e Personalidade, 31) Deus tem pessoas sinceras e fiéis em todas essas igrejas, mas que, infelizmente, estão sendo enganadas e mantidas presas nos encantamentos de Satanás. Para essas pessoas, Deus tem a seguinte mensagem: “Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas”. (Apocalipse 18:4). Se você realmente é sincera à verdade e a Deus, então atenda ao chamado divino: “Sai dela”.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 18ª PERGUNTA Falsos Profetas Os que se passam por “profetas”, dizem falar em nome de Deus: Que Deus mandou te dizer isso, mandou dizer aquilo etc. Deus não precisa de intérprete! Algumas coisas se concretizam tal qual profetizaram, outras nunca acontecem. O que realmente ocorre? Cristo profetizou que nos últimos tempos “surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos” (Mateus 24:11). O Senhor nos advertiu contra os falsos profetas com as seguintes palavras: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores”. (Mateus 7:15). Os falsos profetas que surgiram nestes últimos dias não se limitam apenas em pregar ou ensinar suas falas doutrinas. Eles procuram convencer os seus ouvintes enganando-os com a realização de grandes milagres. Eis o que Jesus Cristo disse a respeito deles: “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos”. (Mateus 24:24). Portanto, a realização de milagres não são provas de que o profeta é verdadeiro ou que os milagres que realizam vêm de Deus. As Escrituras Sagradas revelam claramente que os milagres manifestados pelos falsos profetas são produzidos por Satanás: “Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios”. (Apocalipse 16:14). “E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz”. (II Coríntios 11:14). Logo, visando os desconhecedores da Palavra de Deus, até mesmo o diabo realiza milagres, que nada mais são do que fenômenos sobrenaturais, isto é, fenômenos que não têm explicações pelas leis da natureza. Os falsos profetas falam em nome de Deus porque estão sendo enganados por Satanás. Eles pensam que a obra que realizam é de Deus, quando na realidade é obra dos demônios. Veja o que a Bíblia Sagrada tem a dizer sobre as características dos falsos profetas: 1. “E disse-me o Senhor: Os profetas profetizam falsamente em meu nome; nunca os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei: visão falsa, e adivinhação, e vaidade, e o engano do seu coração é o que eles vos profetizam”. (Jeremias 14:14). 2. “Não mandei os profetas, e todavia eles foram correndo: não lhes falei a eles, e todavia eles profetizaram”. (Jeremias 23:21). 3. “Tenho ouvido o que dizem aqueles profetas, profetizando mentiras em meu nome, dizendo: Sonhei, sonhei”. (Jeremias 23:25). 4. “Eis que eu sou contra os que profetizam sonhos mentirosos, diz o Senhor, e os contam, e fazem errar o meu povo com as suas mentiras e com as suas leviandades: pois eu não os enviei, nem lhes dei ordem; e não trouxeram proveito nenhum a este povo, diz o Senhor”. (Jeremias 23:32). 5. “Assim diz o Senhor Jeová: Ai dos profetas loucos que seguem o seu próprio espírito e cousas que não viram!”. (Ezequiel 13:3). 6. “Vêem vaidade e adivinhação mentirosa os que dizem: o Senhor disse; quando o Senhor os não enviou; e fazem que se esperem o cumprimento da palavra”. (Ezequiel 13:6). 7. “Portanto assim diz o Senhor Jeová: Como falais vaidade, e vedes a mentira, portanto eis que eu sou contra vós, diz o Senhor Jeová”. (Ezequiel 13:8). 8. “Porque eles vos profetizam falsamente em meu nome: não os enviei, diz o Senhor”. (Jeremias 29:9).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 9. “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deis ouvidos às palavras dos profetas, que entre vós profetizam; ensinam-vos vaidades: falam da visão do seu coração, não da boca do Senhor”. (Jeremias 23:16). Algumas das profecias previstas pelos falsos profetas podem até mesmo vir a se concretizar. Isto ocorre porque os falsos profetas estão vaticinando sob o poder dos espíritos de demônios. Mas, como criaturas que são, os demônios não são oniscientes. Eles não possuem qualquer poder para prever o futuro. Então como explicar o fato de que algumas profecias anunciadas pelos falsos profetas se cumprem? A resposta é muito simples, os demônios, conhecendo a marcha dos acontecimentos da história humana, podem projetar o que provavelmente vai ocorrer num futuro próximo. Do mesmo modo como você poderia projetar o que vai acontecer amanhã em sua residência. Além disso, Satanás pode causar ou fazer acontecer os fatos que ele mesmo anunciou como sendo profecia. Por exemplo, Satanás poderia anunciar que determinada pessoa vai sofrer um acidente, então ele mesmo provocaria o acidente para simular o cumprimento de suas supostas profecias.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 19ª PERGUNTA Insuficiência da Sinceridade Caso uma pessoa resolva visitar uma igreja para buscar a Deus, e naquele local ela faz as suas orações com sinceridade de coração. Essa sinceridade é suficiente para Deus? Com relação à “sinceridade” na religião, é necessário levamos em consideração alguns fatores esclarecedores. “Ninguém se entregue à ilusão, tão agradável ao coração humano, de que Deus aceitará a sinceridade, não importa qual seja a fé, não importa quão imperfeita seja a vida”. (I Mensagens Escolhidas, 374). A sinceridade é necessária e fundamental na vida do fiel cristão, mas ela não é toda suficiente para livrá-lo dos erros e equívocos. Por mais sincera que seja uma pessoa, ela pode estar totalmente equivocada. Sou sincero ao responder às questões de uma prova na qual tenho enorme interesse em ser aprovado, mas minha sinceridade não é suficiente para me livrar das consequências de responder errado. “Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte” (Provérbios 14:12). Um espírita vai ao centro e faz suas orações com sinceridade de coração. O médium pode com toda a sua sinceridade dar passes, curar, ou fazer qualquer outra coisa em benefício do próximo. Mas isto não quer dizer que se trata das benções divinas ou de que Deus está presente naquele local apoiando aquelas práticas condenadas pelas Escrituras Sagradas. Um católico pode venerar as relíquias ou as imagens dos santos com toda a sinceridade do seu coração. Porém, por mais honesta que seja a sua sinceridade, isto não transformará as relíquias ou a imagens em algo verdadeiro ou aprovado por Deus. “Por algum tempo Paulo fez uma obra muito cruel, julgando estar prestando serviço a Deus, pois diz ele: ‘Porque o fiz ignorantemente, na incredulidade.’ I Tim. 1:13. Sua sinceridade, porém, não lhe justificou a obra, nem fez do erro, verdade”. (I Mensagens Escolhidas, 346). “Mas a sinceridade não transforma o erro em verdade. Uma pessoa pode ingerir veneno, pensando que é alimento; mas a sua sinceridade não a livrará dos efeitos dessa dose”. (Fé e Obras, 33). “A sinceridade nunca salvará a alma das consequências de crer num erro. Sem sinceridade não há genuína religião, mas a sinceridade numa religião falsa jamais salvará o homem. Posso ser perfeitamente sincera em seguir um caminho errado, mas isto não torna o caminho certo, nem me levará ao lugar a que eu desejava chegar. O Senhor não quer que tenhamos cega credulidade, e chamemos isto fé que santifica”. (Carta 12, 1890). Costumo dizer que a sinceridade do cristão deve estar comprometida com as eternas verdades reveladas na Palavra de Deus, e não comprometida com as pessoas, autoridades eclesiásticas ou com alguma denominação religiosa. O que está em jogo é a nossa salvação! Bem, creio ter respondido a sua pergunta com relação à sinceridade da pessoa numa igreja ou numa religião.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 20ª PERGUNTA Profecias Sobre Evangélicos Ellen White profetizou alguma coisa sobre o movimento evangélico ou pentecostal? Em sua longa carreira cristã, Ellen Gold White previu o surgimento do movimento pentecostal. A seguir observe algumas de suas profecias sobre o assunto: 1. “A maneira em que Cristo operava era pregar a Palavra e aliviar o sofrimento por meio de operações miraculosas de cura. Foi-me dito, entretanto, que não podemos agora trabalhar dessa maneira; pois Satanás exercerá o seu poder de operar milagres. Os servos de Deus não podem hoje trabalhar por meio de milagres, pois operações espúrias de cura, dizendo-se divinas, serão realizadas”. (Medicina e Salvação, 14). 2. “Está próximo o tempo em que os poderes enganadores de instrumentos satânicos serão amplamente desenvolvidos. De um lado está Cristo, a quem foi dado todo o poder no Céu e na Terra. Do outro está Satanás, exercendo continuamente seu poder para iludir, para iludir com fortes enganos espiritualistas, para remover o povo de Deus do lugar que deve ocupar na mente dos homens”. (Cristo em Seu Santuário, 14). 3. “A Palavra de Deus declara que Satanás operará milagres. Fará com que as pessoas fiquem doentes, e depois, de repente removerá delas seu poder satânico. Serão consideradas então como curadas. Essas obras de cura aparente levarão os adventistas do sétimo dia à prova”. (II Mensagens Escolhidas, 53). 4. “O inimigo das almas deseja atrapalhar esta obra, e antes que chegue o tempo para tal movimento, esforçar-se-á para impedi-la, introduzindo uma contrafação. Nas igrejas que puder colocar sob seu poder sedutor, fará parecer que a bênção especial de Deus foi derramada; se manifestará o que será considerado como grande interesse religioso. Multidões exultarão de que Deus esteja operando maravilhosamente por elas, quando a obra é de outro espírito. Sob o disfarce religioso, Satanás procurará estender sua influência sobre o mundo cristão”. (Reavivamento e seus Resultados, 10). 5. “Alguns serão tentados a aceitar essas maravilhas como sendo de Deus. Enfermos serão curados à nossa vista. Milagres se efetuarão aos nossos olhos. Estamos nós apercebidos para a prova que nos aguarda quando as mentirosas maravilhas de Satanás forem mais amplamente exibidas? Não serão muitas pessoas enredadas e arrebatadas? Separando-se dos positivos preceitos e mandamentos de Deus, e dando ouvido às fábulas, o espírito de muitos se está preparando para receber esses milagres de mentira”. (I Testemunhos Seletos, 100). 6. “Estamos próximos do grande e último conflito. Cada movimento de avanço feito agora, precisa ser realizado com esforço crescente, porque Satanás está operando com todo o poder, a fim de aumentar as dificuldades em nosso caminho. Ele opera com todo o engano da injustiça, para prender a alma dos homens”. (Carta 38, 1908). 7. “Eles declaravam que possuíam a verdade, que havia milagres entre eles, que anjos do Céu falavam e andavam com eles, que eram exercidos no meio deles grande poder, sinais e prodígios, e que isso constituía o milênio temporal que haviam aguardado por muito tempo”. (II Mensagens Escolhidas, 55). 8. “O povo de Deus não encontrará sua segurança na operação de milagres, pois Satanás havia de falsificar qualquer milagre que fosse feito”. (II Mensagens Escolhidas, 55). Diante das profecias anunciando o surgimento e desenvolvimento do movimento evangélico pentecostal, as quais estão se cumprindo literalmente diante dos nossos
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas olhos, somos levados a confiar cada vez mais na veracidade das mensagens anunciadas no Espírito de Profecia. O cumprimento dessas profecias oferece a certeza absoluta de que as demais profecias anunciadas no Espírito de Profecia terão seu pleno cumprimento no devido tempo.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 21ª PERGUNTA Não Mereço os Dons do Espírito Santo Por que às vezes eu peço um dom para Deus e não consigo obter? Eu não o mereço? É claro que você merece receber algum dom do Espírito Santo, como qualquer outro cristão envolvido na obra de edificação da Igreja do Senhor. Mas a pergunta que deve ser feita para si mesma é a seguinte: “Para que propósito desejo receber o dom do Espírito Santo?” ”Estou preenchendo os requisitos necessários para receber o dom do Espírito Santo?” Os dons do Espírito Santo são concedidos em benefício do crescimento espiritual da Igreja, e mesmo assim, de acordo com as suas necessidades: “Assim também vós, como desejais dons espirituais, procurai abundar neles, para edificação da igreja”. (I Coríntios 14:12). Os dons do Espírito Santo não são concedidos, simplesmente, pela vontade ou desejo individual das pessoas. As Escrituras Sagradas ensinam claramente que a concessão dos dons espirituais está no querer do Espírito Santo, e não no querer dos homens. “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer”. (I Coríntios 12:11). Além disso, o dom é concedido para aquilo que for útil na edificação da Igreja. Caso o dom não seja útil ou necessário na obra de Deus, ele não será concedido: “Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil”. (I Coríntios 12:7). O crente em Cristo somente receberá algum dom do Espírito Santo quando estiver cumprindo alguns dos requisitos bíblicos fundamentais à vida plena do cristão. Esses requisitos são sete: primeiro, aceitar a Jesus Cristo como Salvador pessoal e Senhor de sua vida; segundo, comprometer-se com o santo batismo; terceiro, unir-se à Igreja; quarto, frequentar assiduamente os cultos divinos; quinto, conhecer a Palavra de Deus; sexto, viver na luz da Palavra de Deus; sétimo, abraçar alguma espécie de trabalho na Seara do Senhor. Caso você esteja cumprindo todos esses requisitos, então com certeza absoluta você possui pelo menos um dos dons do Espírito Santo.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 22ª PERGUNTA Não Consigo os Dons do Espírito Os dons que sempre pedi a Deus não são os dons de cantar ou de pregar, embora eu os deseje muito, mas pedi os dons de sabedoria e fé; todavia, eu não consigo nenhum. Por quê? A Bíblia é clara, claríssima em dizer que Deus concede sabedoria a todo aquele que a pede com fé: “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada. Peça-a, porém, com fé, não duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa”. (Tiago 1:5-7). A fé é uma das condições fundamentais para se receber qualquer coisa da parte do Senhor: “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe: porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”. (Hebreus 11:6). A Bíblia Sagrada define a fé como sendo “o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” (Hebreus 11:1). Podemos obter o dom da fé procedendo da seguinte maneira: “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus”. (Romanos 10:17). Portanto, caso você realmente deseje obter o dom da fé deverá primeiramente ouvir o que a Palavra de Deus tem a dizer. Sem o conhecimento da Palavra de Deus a fé não pode ser implantada no coração humano, simplesmente porque você não teria o que crer. As Escrituras Sagradas ensinam claramente que existem duas espécies de fé: “a fé viva” e a “fé morta”. A fé viva é aquela acompanhada de obras, enquanto que a fé morta não possui as obras correspondentes ao conhecimento da verdade. A fé viva envolve razão, emoção e crença, mas a fé morta não passa de um simples assentimento intelectual das verdades bíblicas, sem envolvimento de emoção, de crença ou de real interesse pela verdade. Observe o que diz a Palavra de Deus sobre a fé: 1. “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma”. (Tiago 2:17). 2. “Mas dirá alguém: Tu tens a fé e eu tenho as obras: mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”. (Tiago 2:18). 3. “Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?” (Tiago 2:20). 4. “Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta”. (Tiago 2:26). Você pode até mesmo pensar que não possui ou não conseguiu o dom da sabedoria ou da fé. Mas a verdade eles estão presentes em você. O que você precisa fazer é empregar o dom que possui em benefício das outras pessoas para que o dom possa crescer e se desenvolver cada vez mais.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 23ª PERGUNTA Não Recebi os Dons do Espírito Santo Em oração pedi os dons de sabedoria e fé. A Bíblia fala que: “E tudo quanto pedires em meu nome, eu o farei para que o Pai seja glorificado no Filho” (João 14:13). “Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei” (João 14:14). “E tudo o que pedirdes em oração crendo, o recebereis” (Mateus 21:22). Eu não recebi os dons, isto que dizer que não tenho fé? Embora meu desejo seja enorme, não basta querer? É necessário querer, mas também é preciso buscar e praticar o dom desejado. Por exemplo, caso você deseje o dom da música, deverá buscar e praticar a música para que então o Espírito Santo possa conceder a você o dom da música. Caso queira o dom de ensinar, você deverá buscar e praticar o ensino, para que então o Espírito Santo possa conceder a você o dom do ensino. A promessa de Deus é: “Buscar-Me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração”. (Jeremias 29:13). 1. “Sois convidados a vir, pedir, buscar, bater; e é-vos dada a certeza de que não o fareis em vão. Jesus diz: ‘Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei, e abrir-se- vos-á. Porque aquele que pede recebe; e o que busca encontra; e, ao que bate, se abre’. Mateus 7:7-8”. (Conselhos a Professores, Pais e Estudantes, 242). Você diz que orou pedindo os dons da sabedoria e da fé, mas que nada recebeu. Bem, as respostas às orações são condicionais e dependem da atitude do crente perante Deus. 2. “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem o seu ouvido agravado, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus: e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça”. (Isaías 59:1-2). 3. “Se eu atender à iniquidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá”. (Salmo 66:18). 4. “O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável”. (Provérbios 28:9). 5. “E esta é a confiança que temos nele, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve”. (I João 5:14). 6. “Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito”. (João 15:7). 7. “Aqueles que não estiverem dispostos a abandonar todo o pecado e buscar fervorosamente a bênção de Deus, não a obterão. Mas todos os que lançarem mão das promessas de Deus, como fez Jacó, e forem tão fervorosos e perseverantes como ele o foi, serão bem-sucedidos como ele”. (Patriarcas e Profetas, 203). Os dons são concedidos para um propósito sagrado visando o benefício do cristão e do povo de Deus. Porém, para algumas pessoas, Tiago tem a seguinte mensagem: “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites” (Tiago 4:3). No meu modo de ver, você já está recebendo sabedoria do alto. Sua decisão de abraçar a verdade com a intenção de se batizar é uma forte evidência de que sua fé está em operação. Além disso, suas perguntas refletem uma profunda inteligência e sabedoria, que poucas pessoas possuem. Como você ainda pode dizer que não recebeu nenhum dom espiritual?
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 24ª PERGUNTA Como Saber Se Recebi o Espírito Santo Como posso saber se tenho o Espírito Santo, quando não percebo ou penso que não recebi qualquer dom espiritual? Alguns evangélicos, confundindo o batismo do Espírito Santo com os dons concedidos pelo Espírito Santo, afirmam que aqueles que não falam em “línguas” não estão batizados com o Espírito Santo. Todavia, tal ensino não tem respaldo nas Escrituras Sagradas. pois elas registram que vários santos do Altíssimo receberam o Espírito Santo mas, nunca falaram línguas: Os samaritanos (Atos 8:15-17); João Batista (Lucas 1:15); A virgem Maria (Lucas 1:35); Isabel, prima da virgem Maria (Lucas 1:41); Zacarias, o pai de João Batista (Lucas 1:67); Jesus Cristo (Lucas 3:22); Os sete diáconos da Igreja (Atos 6:1-7); Estevão, o primeiro mártir (Atos 6:5; 7:55); Paulo e Barnabé (Atos 13: 2-3) etc. As Escrituras Sagradas ensinam claramente que todo aquele que recebe a palavra de Deus e crê em Cristo está selado com o Espírito Santo: “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa”. (Efésios 1:13). Portanto, caso você tenha recebido a “palavra da verdade”, passando a crer em Cristo, então você recebeu o Espírito Santo. Caso você tenha perdido o desejo de satisfazer as obras da carne, então você tem o Espírito Santo: “Vós, porém, não estais na carne, mas no espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”. (Romanos 8:9). É o Espírito Santo quem convence o homem do seu pecado para que possa ser levado a crer em Cristo: “E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não crêem em mim. Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais. E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado”. (João 16:8-11). Portanto, caso você esteja convencida de que é pecadora e de que necessita crer em Cristo para perdão dos seus pecados, então você recebeu o Espírito Santo. Caso você venha reconhecendo que Jesus Cristo é o Senhor de sua vida, então você recebeu o Espírito Santo: “Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema! E ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo”. (I Coríntios 12:3). A produção do fruto do Espírito Santo representa outra forte evidência de que a pessoa recebeu o Espírito Santo: “Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança”. (Gálatas 5:22). Portanto, o sinal de que você recebeu o Espírito Santo é a produção do fruto do Espírito. Caso você esteja obedecendo a Deus, guardando todos os seus mandamentos, conforme revelado em Sua Palavra, então você recebeu o Espírito Santo: “E nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem”. (Atos 5:32). Porque “nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”. (Mateus 7:21). Bem, creio que esses critérios são mais do que suficientes para você aferir se recebeu ou não o Espírito Santo.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 25ª PERGUNTA Dons Proféticos na Igreja Adventista Quais são os “dons proféticos” concedidos à Igreja Adventista do Sétimo Dia? O “dom profético” concedido à Igreja Adventista do Sétimo dia através do ministério de Ellen White vai muito além do que apenas apresentar revelações sobre os acontecimentos futuros. O dom profético resultante do ministério de Ellen White traz ricas orientações e conselhos aos membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Esse dom versa sobre os mais diversos assuntos espirituais. Trata da teologia bíblica, compreensão bíblica, evangelismo, medicina, temperança, alimentação, psicologia, história, dieta alimentar, beneficência social, educação infantil, educação juvenil, educação cristã. Também oferece muitos conselhos aos professores, estudantes, jovens, pais, à família etc. Nestes últimos dias, o dom profético foi outorgado à Igreja Adventista do Sétimo Dia com o propósito de preparar um povo para estar em pé naquele grande dia do Senhor. Graças a este dom profético, a Igreja Adventista do Sétimo Dia foi advertida sobre diversos assuntos, tais como as funestas consequências do ecumenismo, quando ainda nem se cogitava de tal movimento. Também foi alertada sobre a apostasia do movimento protestante que terá início na América do Norte. Encontra-se prevenida da infeliz e futura união dos poderes religiosos com os poderes seculares. Foi avisada do extraordinário crescimento do Espiritismo, quando esse movimento ainda era incipiente. A Igreja foi alertada quanto à verdadeira natureza do movimento pentecostal, quando ainda não havia nenhuma igreja pentecostal na face da Terra. A Igreja Adventista está perfeitamente ciente das consequências que se seguirão à supremacia política e religiosa que a Igreja Católica Romana alcançará no mundo todo etc. Como qualquer outro dom espiritual, o dom profético foi concedido visando à edificação e o crescimento do corpo de Cristo. Os dons foram concedidos para que a Igreja possa cumprir sua missão evangelística no mundo. Porém, são outorgados de acordo com a necessidade da Igreja: “O que o poder humano pode fazer, o divino não é solicitado a realizar. Deus não dispensa o auxílio humano. Fortalece-o, cooperando com ele, ao servir-se das faculdades e aptidões que lhe foram dadas”. (O Desejado de Todas as Nações, 535).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 26ª PERGUNTA Dons do Espírito Santo na Igreja Adventista Quais são os dons do Espírito Santo que se manifestam na Igreja Adventista? Os dons mencionados nas Escrituras Sagradas são vários. Observe como os dons estão relacionados nas várias passagens bíblicas: 1. “Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência. E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar. E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas”. (I Coríntios 12:8-10). 2. “E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas”. (I Coríntios 12:28). 3. “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores. Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo. Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo”. (Efésios 4:11-13). Durante toda a sua existência – de acordo com a necessidade da obra evangelística – a Igreja Adventista do Sétimo dia tem manifestado, em diversas ocasiões, todos os dons do Espírito Santo. Por exemplo, desde o seu início, a Igreja Adventista do Sétimo Dia tem sido orientada pelas mensagens do Espírito de Profecia. Em diversas ocasiões, curas extraordinárias têm ocorrido na Igreja Adventista do Sétimo Dia como resultado da oração intercessora da irmandade. Por exemplo, na Igreja de Mogi das Cruzes, temos o caso da irmã Cristina Kimoto, esposa do ancião Maurício Shoji Kimoto. Ela estava desenganada pela medicina e necessitava urgentemente fazer uma cirurgia do coração. Então a igreja reuniu-se na quarta-feira e realizou um culto de oração dedicado especificamente à irmã Cristina. No dia seguinte, durante os procedimentos pré-cirúrgicos, o médico constatou que ela havia recuperado milagrosamente a saúde. A doença no coração havia desaparecido de um dia para o outro. Tal acontecimento deixou médicos e enfermeiros assombrados. Eles não conseguiam compreendem ou explicar o que havia acontecido. Mas todos nós sabíamos o que havia ocorrido e ficamos felizes pelo Senhor nosso Deus ter honrado nossas singelas orações. Outro caso de cura milagrosa ocorreu com a irmã Aline, filha do irmão Nivaldo que frequentam a igreja central de Mogi das Cruzes. Ela foi contaminada pelo vírus da Influenza A (H1N1), a popular gripe suína. Seu estado era tão grave que foi imediatamente internada, logo a seguir entrou em coma. Sua situação tornou-se desesperadora e ficava pior cada vez mais. Neste estágio crítico, os médicos disseram que não havia retorno e nenhuma esperança. Todos os que entravam nesse estágio morriam. Todavia, a igreja orava fervorosamente por ela. O resultado foi que Deus, em sua infinita sabedoria e misericórdia, restaurou-lhe rapidamente a saúde. Tal fato agitou toda a ala da enfermaria hospitalar, que fazia questão de visitar a moça que fora milagrosamente curada de uma doença mortal. Até mesmo o genuíno dom de línguas se manifestou quando foi necessário. Por exemplo: “Reid Simonns (nome alterado) parou um momento em seu sermão, para dar
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas tempo a que o intérprete traduzisse suas últimas frases. A multidão de japoneses, reunida naquela esquina de Tóquio para ouvir o que o soldado americano tinha a dizer, subitamente deu demonstração de espanto. Todos mantinham seus olhos fixos no jovem ocidental, sem voltarem ao intérprete. Reid repetiu a sentença e esperou novamente pela tradução. Foi quando alguém declarou: ‘O senhor não precisa de tradutor. Está falando japonês!’” (Atalaia, 3/76, pág. 4). Mas tudo isso é pouco quando comparado ao extraordinário derramamento do Espírito Santo que está por vir: “Servos de Deus, com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes”. (Maranata! - Meditação Matinal, 18).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 27ª PERGUNTA Santos Sem o Espírito Santo Durante o período em que a porta da graça estiver fechada, os santos ficarão sem receber o Espírito Santo? Sabemos pela revelação divina que o “Espírito de Deus está, gradual mas seguramente, sendo retirado da Terra”. (Beneficência Social, 134). O Espírito Santo será totalmente retirado da Terra quando a porta da graça estiver fechada. “Quando Jesus deixar o Santíssimo, Seu Espírito refreador será retirado dos dominadores e do povo” (I Testemunhos Seletos, 74). “Ao deixar Jesus Sua posição como intercessor do homem junto a Deus, faz-se o solene anúncio: ‘Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda’ Apocalipse 22:11. Então o Espírito repressor de Deus é retirado da Terra”. (Patriarcas e Profetas, 201). “Quando a decisão irrevogável do santuário houver sido pronunciada, e para sempre tiver sido fixado o destino do mundo, os habitantes da Terra não o saberão. As formas da religião continuarão a ser mantidas por um povo do qual finalmente o Espírito de Deus Se terá retirado”. (O Grande Conflito, 615). O Espírito Santo estará totalmente ausente da Terra durante todo o período da queda das sete últimas pragas. Isto ocorre porque, com o fechamento da porta da graça, não haverá mais possibilidade de salvação para nenhum ser humano. “Removeu-se a restrição que estivera sobre os ímpios, e Satanás tem domínio completo sobre os que finalmente se encontram impenitentes. Terminou a longanimidade de Deus. O mundo rejeitou a Sua misericórdia, desprezou-Lhe o amor, pisando Sua lei. Os ímpios passaram os limites de seu tempo de graça; o Espírito de Deus, persistentemente resistido, foi, por fim, retirado. Desabrigados da graça divina, não têm proteção contra o maligno”. (O Grande Conflito, 614). Quando as sete últimas pragas estiverem para terminar, o Espírito Santo será de novo derramado sobre os santos do Altíssimo. “Logo ouvimos a voz de Deus, semelhante a muitas águas, a qual nos anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus. Os santos vivos, em número de 144.000, reconheceram e entenderam a voz, ao passo que os ímpios julgaram fosse um trovão ou terremoto. Ao declarar Deus a hora, verteu sobre nós o Espírito Santo, e nosso rosto brilhou com o esplendor da glória de Deus, como aconteceu com Moisés, na descida do monte Sinai” (Primeiros Escritos, 15). Diante de todo o exposto, fica claro que o Espírito Santo será retirado da Terra quando a porta da graça for fechada. Também se sabe que no início da sétima praga o Espírito Santo será novamente derramado sobre os santos. Disso tudo se depreende que, durante todo o período do tempo de angústia de Jacó, os santos serão rigorosamente provados espiritualmente e moralmente, mas sem a benéfica influência do Espírito Santo.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 28ª PERGUNTA Batismo com Fogo O que a Bíblia Sagrada quer dizer com a expressão “batismo com fogo”, que os evangélicos e alguns católicos costumam aplicar às suas manifestações carismáticas? Em certa ocasião, durante o seu ministério messiânico, João Batista fez referência a três espécies de batismos, a saber: batismo com água, batismo com o Espírito Santo e batismo com fogo. Observe o que ele disse a respeito desse assunto: “E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo”. (Mateus 3:11; Lucas 3:16). Uma análise bíblica minuciosa de cada espécie de batismo que foi mencionado por João Batista, leva a conclusões extraordinárias: Batismo com água. Os Evangelhos mostram que o batismo era um ritual praticado por João Batista, que batizada com água para o arrependimento. Etimologicamente a palavra batismo significa imersão, submersão. Disso, denota-se que o batismo era praticado por imersão em algum rio da região. O batismo foi adotado e ordenado por Jesus Cristo como condição para a salvação (Mateus 28:19; Marcos 16:16). O batismo cristão simboliza a morte e o sepultamento do velho homem, bem como a ressurreição de um novo homem (Romanos 6:3-4) que anda “também em novidade de vida” (Romanos 6:4). É neste batismo que o homem ingressa como membro do povo de Deus e dá início à sua caminhada cristã. Batismo com o Espírito Santo. Essa espécie de batismo ocorre no instante em que o Espírito Santo convence o homem “do pecado, e da justiça e do juízo” (João 16:8). A evidência desse batismo manifesta-se quando o cristão passa a produzir o fruto do Espírito: “caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gálatas 5:22). Não se deve confundir o batismo com o Espírito Santo com os dons concedidos pelo Espírito Santo. Conforme a Sua vontade, o Espírito Santo pode conceder alguns dons espirituais aos homens: “Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência. E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar. E a outro a operação de maravilhas: e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas” (I Coríntios 12:8- 10). A verdade é que todos os cristãos recebem do Espírito algum dom, o qual é necessário à edificação do corpo de Cristo. A questão é que muitos cristãos não desenvolvem o dom ainda embrionário que receberam. Batismo com fogo. João deixou bem claro que Jesus “batizará com o Espírito Santo, e com fogo” (Mateus 3:11). Sobre a natureza desses dois batismos basta comparar com o versículo seguinte, pois o próprio João Batista esclareceu que Jesus “em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará”. (Mateus 3:12). Como a Bíblia é explicada pela própria Bíblia, fica claro que João Batista estava fazendo uma clara distinção entre duas classes de pessoas: aquelas que recebem o batismo com o Espírito Santo e aquelas que recebem o batismo com fogo. Conforme a metáfora empregada por João Batista, o “trigo” recebe o batismo com o Espírito Santo, posto que Jesus “recolherá no celeiro o seu trigo”. A “palha” recebe o batismo com fogo, posto que Jesus “queimará a palha com fogo”. (Mateus 3:12). Em suma, os
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas pecadores arrependidos receberão o batismo “com o Espírito Santo”, mas os pecadores impenitentes receberão o batismo “com fogo”. Sobre o batismo “com fogo”, a Bíblia Sagrada afirma que no juízo final os ímpios “subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; mas desceu fogo do céu, e os devorou”. (Apocalipse 20:9). Sobre o batismo “com fogo” as Escrituras Sagradas dizem que “aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”. (Apocalipse 20:15). Sobre o batismo “com fogo” está escrito que “quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicários, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte”. (Apocalipse 21:8). Portanto, como os evangélicos e os carismáticos desejam ardentemente o batismo com fogo, então é melhor você afastar-se imediatamente desses grupos religiosos, porque eles mesmos estão profetizando o seu terrível destino final “no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte”. (Apocalipse 21:8).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 29ª PERGUNTA Batismo de Recém-nascido Fui batizada quando era recém-nascida numa igreja considerada cristã. Isso me torna cristã? Um dos grandes enganos do Anticristo é levar as pessoas a pensarem que elas são cristãs e que estão salvas, quando na realidade estão perdidas e totalmente fora da graça. “Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.” (Provérbios 14:12). A Bíblia Sagrada estabelece as condições mínimas para que uma pessoa possa se tornar cristã. Essas condições são as seguintes: Compreensão da Palavra de Deus. Para que uma pessoa possa tornar-se cristã é necessário que ela receba ensinos sobre Palavra de Deus, para depois poder decidir-se pelo batismo: “Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as ... ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado...” (Mateus 28:19-20). É claro que um bebê recém-nascido não tem as mínimas condições de compreender qualquer espécie de ensino da Palavra de Deus para poder decidir ser batizado. Crer no Evangelho. Para que uma pessoa possa tornar-se cristã é necessário que ela creia na mensagem da Palavra de Deus, para depois se decidir pelo batismo: “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Mateus 16:15-16). Pergunta-se. Um recém-nascido tem condições de crer e decidir-se pelo batismo? É claro que não! Nascer de Novo. Para que uma pessoa possa tornar-se cristã é necessário que ela venha a nascer de novo: “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3:3). Por acaso, um recém-nascido tem condições de passar pelo novo nascimento? É evidente que não! Falta de Mandamento Bíblico. Não existe nas Escrituras Sagradas nenhuma linha que ateste ou mostre o batismo de recém-nascidos. O batismo sempre foi de homens e mulheres adultos, nem mesmo crianças são mencionadas. As Escrituras Sagradas não mostram qualquer mandamento ou autorização divina ordenando o batismo de recém-nascidos. Não existe tal coisa na Bíblia Sagrada, mas trata-se de invenção humana que deve ser rechaçada. Aqueles que realizam o batismo de recém-nascidos, afirmam que esse batismo tem por objetivo apagar o pecado original cometido por Adão e Eva. Mas, tal pensamento é totalmente absurdo e contrário à Santa Palavra de Deus. Primeiro, porque Cristo morreu pelo pecado de todos (II Coríntios 5:15), inclusive pelos pecados de Adão e Eva. Segundo, o que apaga os pecados é o sangue de Cristo e não um simples batismo. Terceiro, a função do batismo não é apagar o pecado original de Adão e Eva, mas sim representar a morte do velho homem e a ressurreição de um novo homem (Romanos 6:- 3-4; Colossenses 2:12). Além disso a Palavra de Deus afirma que “a alma que pecar, essa morrerá: o filho não levará a maldade do pai, nem o pai levará a maldade do filho: a justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele”. (Ezequiel 18:20). Portanto, não carregamos o pecado original de Adão e Eva, simplesmente porque o filho não herda os pecados do pai. A Bíblia Sagrada mostra que Deus perdoa os pecados, mas as consequências do pecado permanecem. Por exemplo, um assassino pode ter o seu
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas pecado perdoado por Deus, mas isso não trará de volta as pessoas que ele assassinou. Destarte, Deus perdoou os pecados de Adão e Eva, mas as consequências desse pecado continuam. “Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo” (I João 3:8).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 30ª PERGUNTA Recusando o Batismo Conheço uma pessoa que diz ter aceitado a Jesus Cristo, mas não quer ser batizada de jeito nenhum. Ela será salva? Uma pessoa que diz acreditar em Cristo, mas não deseja ser batizada, mostra pela sua decisão que não está convertida. Mostra que não quer compromisso com Cristo ou com a Palavra do Senhor. Ela é como Caim que queria servir a Deus do seu modo e não do modo de Deus. Caso essa pessoa venha a falecer estando nessa situação, ela não será salva. As condições para a salvação foram explicitamente estabelecidas por Cristo: “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”. (Marcos 16:16). Além disso quem ordenou o batismo foi o próprio Senhor Jesus Cristo: “Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. (Mateus 28:19). Logo, o santo batismo é o primeiro ato de fé aceitável a Deus, no qual o pecador submete-se a Cristo como o Senhor de sua vida. Por meio do batismo o pecador entra em concerto com o Senhor, passando a viver de acordo com os elevados padrões do Novo Concerto. Neste concerto o pecador propõe-se a cumprir as condições do Plano da Salvação e Deus propõe-se a salvar o pecador. As Escrituras Sagradas mostram que no passado todas as pessoas de todas as classes sociais que desejaram abraçar o cristianismo tiveram que ser batizadas. Não tem parte com o Novo Concerto todo aquele que recusar o santo batismo. Não nasceu de novo quem afirma que crê em Cristo, mas não deseja ser batizado. Não pense tal pessoa que entrará no reino de Deus, haja vista que Jesus afirmou que: “que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus”. (João 3:5). Aquele que diz que crê em Cristo, mas não deseja ser batizado, mostra que possui uma fé morta. Manifesta possuir uma fé que não passa de mero assentimento intelectual e emocional a respeito de Cristo e das verdades bíblicas. A verdadeira fé é acompanhada das obras correspondentes à crença. “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma”. “Mas dirá alguém: Tu tens a fé e eu tenho as obras: mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”. “Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?” “Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta”. (Tiago 2:17, 18, 20 e 26). Em última análise a falta de fé é o que leva a pessoa a não desejar passar pelo santo batismo. Ela pensa que crê em Cristo, mas suas obras mostram que está iludida.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 31ª PERGUNTA Procrastinando o Batismo Caso Jesus retornasse no dia de hoje, serei salva sem ter sido batizada, embora tivesse anteriormente decidido que seria batizada. Para responder a esta pergunta, seria conveniente levar em consideração duas situações bem distintas, como as que se seguem: Primeira situação. Caso você morresse no dia de hoje, podem ocorrer duas hipóteses: Na primeira hipótese você tomou a decisão de ser batizada, mas procrastinou o momento do seu batismo, então você não será salva. O risco foi por sua conta. Como diz o ditado popular: de boas intenções o inferno está cheio. Na segunda hipótese você tomou a decisão de ser batizada e nunca procrastinou o seu batismo, então você seria salva. Isto porque circunstâncias alheias à sua vontade impediram o seu batismo dentro do tempo hábil de sua vida. Por exemplo, o ladrão da cruz se converteu na hora undécima, quando estava pregado numa cruz. Aquele salteador não teve nenhuma oportunidade de sair da cruz para ser batizado. Porém, mesmo assim, ele testemunhou de sua fé em Cristo e o Senhor o recebeu por essa profissão de fé, prometendo-lhe o Paraíso. Segunda situação. Caso Jesus voltasse hoje e você não estivesse batizada – qualquer que seja a circunstância – você estaria irremediavelmente perdida. Isso porque quando Jesus retornar a este mundo, a porta da graça estará fechada há muito tempo. Nesse tempo, não haverá mais oportunidade de salvação para nenhum ser humano. Por ocasião do retorno de Jesus, a pregação do evangelho no mundo inteiro estará concluída há muito tempo: “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim”. (Mateus 24:14). Durante o tempo da graça, todos terão tempo mais do que suficiente para se batizarem. Somente ficará sem o santo batismo aquele que realmente não desejar ser batizado. Quando a pregação do evangelho, no mundo inteiro, tiver sido concluída, todas as nações, línguas, tribos e povos terão feito as suas respectivas escolhas, seja para a vida ou para a morte. Seja escolhendo ser batizada, ou recusando o santo batismo, ou ainda procrastinando o batismo. Caso a pessoa esteja procrastinando e nesse ínterim a porta da graça venha a se fechar, então ela estará irremediavelmente perdida. A porta da graça se fecha para todos os homens em três ocasiões bem distintas: a) no momento em que Cristo encerrar o Seu Ministério Sacerdotal no Santuário Celestial; b) no momento em que o cristão comete o pecado imperdoável de blasfêmia contra o Espírito Santo; c) e no instante em que a pessoa morre, ocasião em que o seu destino eterno fica selado para sempre.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 32ª PERGUNTA A Igreja e o Batismo de Recém-Nascidos Por que a Igreja Adventista do Sétimo Dia não batiza recém-nascido? Conforme as Palavras de Jesus registradas em Mateus 16:16, o batismo é uma das condições para a salvação. Também é condição para o perdão dos pecados, regeneração do homem e evidência do novo nascimento da água e do Espírito. Embora o batismo em si mesmo não salve ninguém, a sua prática manifesta em obras a fé do crente em Cristo e sua decisão de unir-se com Cristo dentro do Novo Concerto. A Igreja Adventista do Sétimo Dia não realiza batismo de recém-nascido simplesmente porque tal prática não é bíblica. Qualquer pessoa ao ler as Escrituras Sagradas desde o livro do Gênesis até ao Apocalipse jamais encontrará uma única linha que autorize o batismo de recém-nascido. A Bíblia Sagrada apresenta homens e mulheres sendo batizados, mas jamais mencionou ou realizou o batismo de recém- nascidos ou de crianças. Na verdade, o batismo apócrifo de crianças começou a ser praticado somente a partir do século II da Era Cristã. A decisão para o batismo é personalíssima. Ninguém pode ser batizado por procuração. Ninguém pode ser batizado em lugar de outro. Ninguém pode apadrinhar o batismo de qualquer outra pessoa. Essa é uma prática maliciosa e enganosa “de filosofias e vãs sutilezas” (Colossenses 2:8) ou “como dizem, as profundezas de Satanás” (Apocalipse 2:24). Para que alguém possa ser batizado é necessário preencher alguns requisitos fundamentais, os quais são impossíveis de serem preenchidos pelos recém-nascidos. O primeiro requisito consiste em receber os ensinos de Cristo para ser batizado: “Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28:19). Um recém-nascido não tem condições de ser ensinado para decidir-se pelo batismo. O segundo requisito consiste crer em Cristo e em Seus ensinos para poder ser batizado: “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Marcos 16:16). Um recém-nascido não tem condições de crer para decidir-se pelo batismo. O terceiro requisito consiste na forma de batismo bíblico, que deve ser por imersão, no qual o interessado é mergulhado nas águas. Um recém-nascido não pode ser mergulhado nas águas, sob pena de sofrer afogamento ou engasgos. Diante desses requisitos sagrados, fica claro que o batismo de recém-nascidos é antibíblico, e como a Igreja Adventista do Sétimo Dia se pauta exclusivamente pelos ensinos das Escrituras Sagradas, então ela não realiza batismo de recém-nascidos.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 33ª PERGUNTA Rebatismo Sou batizada por imersão numa determinada igreja. Preciso ser batizada novamente na Igreja Adventista do Sétimo Dia? Primeiramente, devemos levar em consideração que o “rebatismo” é uma doutrina bíblica. Ele é praticado quando alguém passa de uma confissão de fé para outra. Por exemplo, a Bíblia Sagrada revela que na cidade de Éfeso havia uns doze homens que tinham sido batizados por imersão pelo profeta João Batista quando creram na doutrina do arrependimento e na vinda do Messias. Muitos anos depois, o apóstolo Paulo apresentou a eles uma nova luz, então aqueles que aceitaram a nova fé foram rebatizados (Atos 19:1-7). Assim também, quando uma pessoa abandona a antiga fé de sua denominação religiosa para abraçar uma luz maior, então ela deve ser rebatizada na nova fé que está passando a professar. A razão para o rebatismo também se justifica pela autoridade dada por Jesus Cristo à Sua Igreja: “Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu”. (Mateus 18:18). O batismo é o ritual que liga a pessoa na terra como membro da Igreja e, uma vez ligada na terra, também é ligada no céu. Quando alguém abandona o ensino de sua igreja para abraçar algum outro corpo doutrinário ministrado por outra denominação religiosa cristã, essa pessoa é desligada como membro de sua antiga denominação, e considerada herética. Então fica claro que essa pessoa deve ser rebatizada para que seja novamente ligada na terra e no céu. Em síntese, qualquer membro da igreja que tenha sido desligado na terra, deve ser rebatizado para que possa novamente ser religado tanto na terra como no céu. Sem o batismo, ninguém será ligado na terra ou no céu, exceto em alguns casos excepcionais, quando circunstâncias alheias à vontade do interessado o impedem de ser batizado. Enquadram-se nessa situação as pessoas que se decidiram pelo batismo, mas estando moribunda, não podem ter alta hospitalar. Também é o caso dos interessados que se encontram numa prisão de segurança máxima, estando impedidos pelas autoridades de ser batizados. Como exemplo bíblico, temos o caso do ladrão da cruz que, tecnicamente, foi aceito por “profissão de fé” porque não teve oportunidade de sair da cruz para ser batizado. Também é conveniente lembrar que Jesus Cristo não precisava ser batizado por João Batista, muito menos para o batismo do arrependimento. Porém, mesmo assim, Ele insistiu em ser batizado para dar exemplo a todos os seus seguidores: “Então veio Jesus da Galiléia ter com João junto do Jordão, para ser batizado por ele. Mas João opunha- se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim? Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele o permitiu”. (Mateus 3:13-15). Se Jesus Cristo, que não precisava ser batizado para o arrependimento, foi assim mesmo batizado, então por que implicar no rebatismo de algumas pessoas que foram desligadas de suas Igrejas?
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 34ª PERGUNTA Um Só Batismo Paulo afirma que há “um só batismo”. Então, por que rebatizar pessoas que já foram batizadas por imersão? Paulo afirma que há “Um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Efésios 4:4). A palavra “um” ou “uma” acompanhada do adjetivo “só” deixa de valorizar o significado numérico da unidade para transmitir o sentido de sua singularidade e exclusividade. Portanto, Paulo está procurando dar ênfase na natureza singular, na qualidade e no propósito do verdadeiro Senhor, da verdadeira fé e do verdadeiro batismo. Por exemplo, quando é dito que “há uma só Santa Ceia”, isto não significa que ela deve ser realizada apenas uma única vez para depois nunca ser realizada. O que significa é que, embora possa haver várias formas de celebrar a Santa Ceia, uma só é a forma correta e verdadeira. Do mesmo modo, quando é dito que há uma só Igreja, isto não significa que ela é única no mundo. Mas significa que, entre todas as Igrejas, só ela é a verdadeira. Portanto, quando Paulo fala em “um só Senhor”, seu significado é o de exclusividade. O apóstolo está excluindo todos os outros senhores para individualizar o verdadeiro Senhor. Quando Paulo fala em “uma só fé”, ele está excluindo todas as outras confissões de fé para individualizar a verdadeira fé. Quando Paulo fala em “um só batismo”, ele está excluindo todas as outras formas de batismos para individualizar o verdadeiro batismo. Em outras palavras, existem vários senhores, mas um só é o verdadeiro. Existe várias fé, mas uma só é verdadeira. Existem vários batismos, mas um só é verdadeiro. Devemos crer no mesmo Senhor, tendo a mesma fé e praticando o mesmo batismo. Deus revelou uma só forma de fé e nos autorizou um só rito de batismo: o de imersão em nome da Santíssima Trindade. Caso Paulo estivesse considerando apenas o valor numérico do batismo, então todas as pessoas que foram batizadas quando eram recém-nascidas não poderiam ser rebatizadas. Mas não é isso que ocorre no ceio de toda a cristandade, simplesmente porque os cristãos entendem que o rito do batismo é um só. Portanto, o batismo é único, não no sentido de ser ministrado somente uma vez, mas por ter uma única forma correta de ser praticado. Então, qual é a razão para o “rebatismo”? A resposta é muito simples, vejamos: Primeiro, é necessário considerar que o batismo bíblico é o batismo por imersão em nome da Santíssima Trindade, caso alguém tenha sido batizado de forma diferente, então é necessário ser corretamente batizado, ou seja, passar por um rebatismo. Segundo, caso alguém tenha sido batizado por imersão, acreditando em falsas doutrinas ou não possuindo toda a luz da verdade, então é necessário que essa pessoa seja rebatizada. Isso porque o batismo resulta da crença do cristão. Caso sua crença não condiga com a verdade bíblica, então é necessário o rebatismo. Sabemos que o conhecimento dos ensinos bíblicos são pré-requisitos para o batismo. Portanto, a aceitação de novas verdades bíblicas dentro de outra denominação religiosa justifica o rebatismo. Esta afirmativa está em harmonia com as experiências de um grupo de crentes de Éfeso. Eles tinham sido batizados por imersão, todavia não conheciam totalmente a verdade. Porém, quando foram ensinados e conheceram a verdade, então eles foram rebatizados por determinação do apóstolo Paulo (Atos 19:1-7).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Terceiro, a pessoa que de fato não creu na verdade bíblica não recebeu o batismo válido. Aquele que se batiza precisa nascer de novo. Caso não tenha nascido de novo é aconselhável que seja rebatizado quando passar pelo fenômeno espiritual do novo nascimento. Como consequência, apostatados que se converteram e desejam voltar à comunhão da igreja devem ser rebatizados. Nada mais claro e lógico!
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 35ª PERGUNTA Salvação Pela Fé da Família Todos na minha família são cristãos. Eu serei salva por eles serem cristãos? Ninguém será salvo em grupo. Na verdade, as Escrituras Sagradas ensinam que a salvação é individual: “De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Romanos 14:12). A salvação é um dom personalíssimo intransferível, porque para ser salvo é necessário crer em Cristo: “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado”. “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida”. (João 3:18, 36). Caso todos os membros de sua família creiam em Cristo eles poderão ser salvos, mas se você mesma não crer, então não existe nenhuma possibilidade de salvação para você, muita menos por força da fé dos membros de sua família. A consagração de algum membro da família não suprirá a ausência de santidade em outros. Mesmo os homens santos de Deus não conseguiriam livrar da perdição os seus próprios filhos. Observe o que diz as Escrituras Sagradas: “Ainda que Noé, Daniel e Jó estivessem no meio dela, vivo eu, diz o Senhor Jeová, que nem filho nem filha eles livrariam, mas só livrariam as suas próprias almas pela sua justiça”. (Ezequiel 14:20). “Não são salvos em massa, mas como indivíduos. A influência pessoal é um poder. Cumpre-nos achegar-nos àqueles a quem desejamos beneficiar”. (O Maior Discurso de Cristo, pág. 36). “A obra de preparação é uma obra individual. Não somos salvos em grupos. A pureza e a devoção de um, não suprirá a falta dessas qualidades em outro. ... Cada um deve ser provado, e achado sem mancha ou ruga, ou coisa semelhante”. (O Grande Conflito, 482-490). Todos os seres humanos foram dotados pelo Criador com o raciocínio e o livre arbítrio, razão pela qual cada um é responsável por suas decisões. Portanto, cada um deverá decidir se deseja ser salvo ou não. Observe, a seguir, duas passagens bíblicas mostrando que o homem possui o livre arbítrio: “Eis que estou à porta, e bato: se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”. “E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida”. (Apocalipse 3:20; 22:17).
  • 70.
    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 36ª PERGUNTA Uma Vez Salvo, Salvo Para Sempre A Bíblia afirma que “todo aquele que crer será salvo”. Os evangélicos usam muito esta promessa como evidência de que o cristão não precisa fazer mais nada. Basta aceitar, ser batizado e a salvação já estará garantida, como uma barganha (podem fazer de tudo aqui na Terra). Esta afirmativa evangélica está totalmente na contramão dos ensinos das Escrituras Sagradas. Um versículo bíblico não pode ser interpretado isoladamente de todo o contexto da Bíblia Sagrado. Por exemplo as Escrituras Sagradas ensinam num versículo que “Cristo morreu por todos” (II Coríntios 5:14-15), então podemos concluir que todos serão salvos incondicionalmente? É claro que não! Esse versículo precisa ser interpretado dentro de todo o contexto bíblico, o qual ensina que “quem crer e for batizado será salvo” (Marcos 16:16). Ou seja, Cristo morreu por todos, mas serão salvos somente aqueles que crerem e forem batizados. Por sua vez, esse versículo precisa levar em consideração outros textos bíblicos, tais como: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”. (Mateus 7:21). A teoria que de “uma vez salvo, salvo para sempre”, existente entre muitos evangélicos, é uma das grandes mentiras inventadas pelo diabo. A Bíblia Sagrada não ensina tal heresia. Vejamos o que realmente alguns versículos bíblicos dizem sobre a questão: Caso a salvação do cristão já esteja garantida, então por que o cristão tem que ser fiel até à morte para poder receber a coroa da vida? “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida”. (Apocalipse 2:10). É claro que, caso o cristão deixe de ser fiel, ele não receberá a coroa da vida. As Escrituras Sagradas ensinam que o homem pode cair da graça. “Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído”. (Gálatas 5:4). Evidentemente, só cai da graça quem está na graça. Tanto a cristão pode perder a salvação, que o apóstolo Paulo escreveu: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia”. (I Coríntios 10:12). Supondo que, uma vez salvo, salvo para sempre, então por que Paulo não se considerava justificado? “Porque em nada me sinto culpado; mas nem por isso me considero justificado; pois quem me julga é o Senhor”. (I Coríntios 4:4). Cuidando que, uma vez salvo, salvo para sempre, então por que sem a santificação ninguém verá o Senhor? “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14). Presumindo que, uma vez salvo, salvo para sempre, então por que o Senhor riscará do Seu livro todo aquele que pecar contra Ele? “Então disse o Senhor a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei eu do meu livro” (Êxodo 32:33). Supondo que, uma vez salvo, salvo para sempre, então porque o cristão é exortado a perseverar até o fim para ser salvo: “Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo”. (Mateus 24:13). Caso o cristão não persevere até o fim ele não será salvo. Finalmente, pode-se dizer que “há no mundo religioso uma teoria de santificação que, em si mesma, é falsa, e perigosa em sua influência. Em muitos casos aqueles que professam santificação não possuem a genuína. Sua santificação consiste em um culto por palavras e em teoria. Aqueles que estão realmente buscando o perfeito caráter
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas cristão, jamais condescenderão com o pensamento de que estão sem pecado. Sua vida pode ser irrepreensível; podem estar vivendo como representantes da verdade que aceitaram; porém, quanto mais consagram a mente para se demorar no caráter de Cristo e mais se aproximam de Sua divina imagem, tanto mais claramente discernirão Sua imaculada perfeição e mais profundamente sentirão seus próprios defeitos” (Santificação, 7).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 37ª PERGUNTA Salvação Fora da Igreja Aceitando a Jesus, poderei ser salva sem unir-me ou frequentar uma Igreja? A Bíblia é clara, claríssima, em ensinar que o cristão deve unir-se à Igreja, frequentar os seus cultos religiosos e participar de sua missão mundial (I Coríntios 11:18; 14:26). Foi Cristo quem fundou a Sua Igreja na Terra e afirmou que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela (Mateus 16:18). Cristo também “é a cabeça do corpo da Igreja” (Colossenses 1:18). Paulo ensinava por toda parte em cada igreja (Coríntios 4:17), e não por toda parte para cada pessoa individualmente. A Igreja foi resgatada com o precioso sangue de Cristo e deve ser apascentada pelos seus líderes (Atos 20:28). Então, como ser apascentado não fazendo parte da Igreja? As Escrituras Sagradas ensinam claramente que todos os que criam em Cristo uniam-se à Igreja (Atos 2:47). “Todos os membros devem avançar juntos, para que a Igreja se torne um espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens”. (III Mensagens Escolhidas, 16). Contrariando o costume de alguns, os cristãos são exortados, biblicamente, a não deixar de congregar-se: “Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia” (Hebreus 10:25). Também são exortados a andar convenientemente “na casa de Deus, que é a igreja de Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade” (I Timóteo 3:15). O cristão precisa unir-se e permanecer na Igreja, caso contrário não terá parte com Cristo em Seu Reino. “A igreja foi organizada para o serviço; e numa vida de serviço dedicado a Cristo, a conexão com a igreja é um dos primeiros passos. A lealdade para com Cristo exige o fiel cumprimento dos deveres da igreja”. (Mensagens aos Jovens, 219). Quando alguém diz que aceita a Cristo, porém, não deseja unir-se à Igreja, mostra com sua atitude que não está convertido e que não quer compromisso com a verdade. Essa atitude é típica que quem não possui uma fé viva, mas uma simples crença, que não passa de mero assentimento intelectual e moral quanto às verdades da Palavra de Deus. Como alguém poderá receber os dons espirituais para edificação da Igreja (I Coríntios 14:12), se não faz parte da Igreja? Como poderá ser edificado estando separado da Igreja? Como alguém poderá cumprir a “grande comissão” deixada por Jesus Cristo se está separado da Igreja? “Foi na ordenação dos doze que se deram os primeiros passos na organização da igreja, que depois da partida de Cristo devia levar avante Sua obra na Terra”. (Atos dos Apóstolos, 18). “Por que os crentes constituem uma Igreja? Porque deste modo Cristo quer aumentar sua utilidade no mundo e fortalecer sua influência pessoal para o bem. Na Igreja deve ser mantida uma disciplina que proteja os direitos de todos e aumente o senso da dependência mútua”. (III Mensagens Escolhidas, 16). Todos os que não estiverem unidos à “Igreja de Deus”, não fazem parte do corpo de Cristo. Se não fazem parte do corpo de Cristo, não poderão ser salvos. É verdade que a Igreja não salva ninguém, mas separado dela não poderá haver salvação. Pois, não
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas havendo Igreja, Cristo deixa de possuir um corpo visível na Terra. Não havendo o corpo de Cristo na Terra dificilmente haverá pregações ou novas conversões, em consequência o cristianismo se extinguiria.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 38ª PERGUNTA Salvação Dentro da Igreja Serei salva por ter-me unido e estar frequentando a Igreja? A Igreja não possui virtude ou poder para salvar qualquer pessoa. Essa não é a sua função. A Igreja é a congregação daqueles que foram salvos pelo sangue de Jesus. “A Igreja é uma sociedade cristã formada para os membros que a compõem, para que cada membro desfrute a ajuda de todas as virtudes e talentos dos outros membros e a atuação de Deus sobre eles, de acordo com seus diversos dons e capacidades”. (III Mensagens Escolhidas, 16). O Senhor confiou à Sua Igreja os oráculos divinos. À Igreja foi incumbida a missão de pregar o evangelho em todo o mundo, em testemunho a todas as nações (Mateus 24:14). Além disso, é com a assiduidade aos cultos divinos que os seus membros fortalecem uns aos outros na vitória contra o mal, contra o pecado e contra as artimanhas de Satanás. Fortalecem-se contra as perseguições, contra a miséria e ajudam- se mutuamente no crescimento na graça e na santidade. “Unir-se à igreja, embora seja um passo necessário e importante, de si mesmo não faz de ninguém um cristão. Se quisermos garantir um título no Céu, nosso coração deve estar unido a Cristo e a Seu povo”. (Bible Echo e Signs of the Times, 01/09/1888). “Vossa ligação com a igreja, o modo como os irmãos vos considerem, não terá qualquer valor a menos que creiais em Cristo. Não basta crer a respeito dEle; precisais crer nEle. Tendes de confiar inteiramente em Sua graça salvadora”. (Conselhos Sobre Educação, 79). É bem verdade que a Igreja não salva ninguém. Mas, ela é a vereda espiritual que traz ânimo e fortaleza na caminhada cristã, rumo ao lar celestial. Unido à Igreja o cristão tem uma probabilidade muito grande de permanecer fiel à fé até o fim dos seus dias. Frequentando os cultos divinos, o cristão terá a sua natureza espiritual devidamente alimentada para vencer as tentações que há no mundo. É claro que o cristão não será salvo, simplesmente, porque frequenta a Igreja, mas será salvo porque a Igreja lhe proporciona conforto, paz, esperança, segurança, admoestação, força para viver e alimento espiritual para que possa criar profundas raízes em Cristo Jesus, Nosso Senhor.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 39ª PERGUNTA Tempos de Ignorância A Bíblia diz que Deus não leva em conta os tempos da ignorância, então porque Ele não deixou todo mundo na ignorância para que todos pudessem ser salvos? Realmente, a Bíblia Sagrada diz que Deus não leva em consideração os tempos da ignorância. Tal conceito está registrado no seguinte versículo: “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam” (Atos 17:30). Para que seja possível o arrependimento e o perdão, Deus não leva em consideração os pecados praticados pelos homens nos tempos de ignorância. Caso fosse levado em consideração o pecado praticado na ignorância, então ninguém poderia ser salvo. Existem pelo menos dois grupos de pessoas que podem cometer pecados em sua ignorância: 1) o grupo que conhece parte da verdade; 2) o grupo que desconhece totalmente a verdade. I. O primeiro grupo é constituído por cristãos que estão fielmente servindo ao Senhor, mas não possuem toda a luz das verdades bíblicas. Nestas circunstâncias, Deus não leva em conta a sua ignorância. Por exemplo, Lutero não possuía o conhecimento de toda a verdade, porém, Deus o usou para disparar a reforma que mudou a face do mundo inteiro. Na verdade o mundo moderno deve muito mais ao movimento da reforma protestante do que à revolução científica. Se não fosse a reforma protestante, a revolução científica não encontraria espaço para expressar a suas descobertas, as quais contrariavam a filosofia escolástica. Nesse primeiro grupo podem ocorrer as seguintes situações: a) Caso esse grupo de cristãos venha a conhecer novas verdades e aceitá-las, Deus não leva em conta o tempo de sua ignorância. “Mas, avisando tu o justo, para que o justo não peque, e ele não pecar, certamente viverá, porque foi avisado; e tu livraste a tua alma” (Ezequiel 3:21). b) Caso esse grupo de cristãos recuse receber as novas verdades bíblicas, então Deus levará em conta o tempo de sua ignorância. Aos judeus que faziam profissão de fé, disse Jesus: “Se eu não viera, nem lhes houvera falado, não teriam pecado, mas agora não têm desculpa do seu pecado”. (João 15:22). “Quando eu disser ao justo que certamente viverá, e ele, confiando na sua justiça, praticar iniquidade, não virão em memória todas as suas justiças, mas na sua iniquidade, que pratica, ele morrerá” (Ezequiel 33:13). II. O segundo grupo é constituído por pessoas que não estão servindo a Deus. Portanto, elas não possuem nenhum compromisso com a verdade. Se vierem a pecar, e nunca venham a receber o conhecimento da verdade, então será levado em conta o tempo de sua ignorância. “Porque todos os que sem lei pecaram sem lei também perecerão”. (Romanos 2:12). Nesse segundo grupo podem ocorrer as seguintes situações: a) Caso esse grupo recuse o conhecimento da verdade, então será levado em consideração o tempo de sua ignorância. “Se eu disser ao ímpio: Ó ímpio, certamente morrerás; e tu não falares, para desviar o ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniquidade”. (Ezequiel 33:8). “Mas, quando tu tiveres falado para desviar o ímpio do
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas seu caminho, para que se converta dele, e ele se não converter do seu caminho, ele morrerá na sua iniquidade”. (Ezequiel 33:9). b) Caso esse grupo venha a conhecer a verdade e se arrepender, passando a andar em conformidade com a luz, então Deus não leva em conta os tempos de sua ignorância. “De todos os seus pecados com que pecou não se fará memória contra ele: juízo e justiça fez, certamente viverá”. (Ezequiel 33:16). Para esse grupo os “tempos da ignorância” mencionados nas Escrituras Sagradas, aplicam-se ao pecador, que abandonando a sua vida de pecado, converte-se à verdade bíblica. Portanto, a partir do momento da conversão, Deus não leva mais em conta as obras ímpias que esse pecador arrependido realizou em sua ignorância. Para os que se arrependeram e nasceram de novo em Cristo, Deus não leva “em conta os tempos da ignorância”. Eles agora são “como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância”. (I Pedro 1:14).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 40ª PERGUNTA Salvação de Bebês Todos os bebês e deficientes mentais que morreram serão salvos? A Bíblia Sagrada mostra que os filhos de pais descrentes sofreram as mesmas consequências que os seus pais. Por exemplo, a descrença dos antediluvianos levou a destruição dos pais e dos filhos pelas águas do dilúvio. Porém, a crença de Noé levou a sua própria salvação e a de seus filhos. A descrença dos sodomitas levou a destruição dos pais e de seus filhos pelo fogo que caiu nas cidades de Sodoma e Gomorra. Todavia, a crença de Ló levou a sua salvação e a de suas filhas. Quando caíram as dez pragas, a descrença dos egípcios levou à morte tanto de pais como de filhos. Por outro lado, a fé dos israelitas protegeu pais e filhos dos efeitos das pragas egípcias. Na destruição de Jericó pereceram pais e filhos, mas a fé de Raabe protegeu seus familiares. O princípio básico é que a fé de um dos pais protege a ausência de fé dos filhos dependentes, que ainda não atingiram a idade da razão. “Doutra sorte, os vossos filhos seriam imundos; mas, agora, são santos”. (I Coríntios 7:14). Destarte, têm-se as seguintes situações: a) Filhos obedientes e falecidos de pais crentes serão salvos, porque a fé dos pais protege a ausência de fé dos filhos. Aos filhos de pais crentes disse Jesus: “Deixai vir a mim os meninos, e não os impeçais, porque dos tais é o reino de Deus”. (Lucas 18:16). “Ao surgirem os pequenos, imortais, de seu leito de pó, imediatamente seguirão caminho, voando, para os braços maternos. Reencontrar-se-ão, para nunca mais se separarem”. (II Mensagens Escolhidas, 260); b) Filhos indisciplinados e falecidos, de pais crentes, não serão salvos. “Alguns pais permitem que Satanás lhes dirija os filhos, e seus filhos não são reprimidos, mas permite-se que tenham mau temperamento, e sejam irascíveis, egoístas e desobedientes. Se eles morressem, esses filhos não seriam levados para o Céu”. (III Mensagens Escolhidas, 314-315); c) Filhos obedientes e falecidos, de pais crentes, serão salvos. Caso, posteriormente, os pais venham negar a fé e morrer nessa situação, eles estarão perdidos. Mas, os filhos anteriormente mortos continuação com a sua salvação garantida. “Muitos dos pequeninos, porém, não terão mãe ali. Em vão nos pomos à escuta do arrebatador cântico de triunfo por parte da mãe. Os anjos acolherão os pequeninos sem mãe e os conduzirão para junto da árvore da vida”. (II Mensagens Escolhidas, 260); d) Filhos falecidos, de pais ímpios falecidos, estão perdidos porque seus pais não tinham fé para proteger a ausência de fé dos filhos; e) Filhos falecidos, de pais ímpios, estão perdidos. Porém, caso os pais venham posteriormente a aceitar a fé e morram nessa condição, eles serão salvos. Mas, com relação aos seus filhos anteriormente mortos, existe uma ressalva: “Não podemos dizer se todos os filhos de pais descrentes serão salvos, porque Deus não tornou conhecido o Seu propósito a respeito desse assunto”. (III Mensagens Escolhidas, 313-315); “Alguns têm perguntado se os filhinhos, mesmo de pais que creem, hão de ser salvos, pois não tiveram nenhuma prova de caráter, e todos precisam ser provados, e seu caráter tem de ser determinado pela prova. É feita a pergunta: ‘Como podem as criancinhas ter este teste e prova?’ Respondo que a fé dos pais que creem protege os
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas filhos, como sucedeu quando Deus enviou Seus juízos sobre os primogênitos dos egípcios”. (III Mensagens Escolhidas, 314). “Os pais evidenciavam sua fé obedecendo implicitamente às instruções que lhes foram dadas, e a fé dos pais protegia a eles mesmos e a seus filhos. Eles manifestavam sua fé em Jesus, o grande Sacrifício, cujo sangue era prefigurado no cordeiro imolado. O anjo destruidor passava por toda casa que continha esse sinal. Isto é um símbolo para mostrar que a fé dos pais se estende a seus filhos e os protege do anjo destruidor”. (III Mensagens Escolhidas, 314). Relato de um caso de filho deficiente de pais cristãos: “Quanto ao caso de ‘A’, vós o encarais como é agora e deplorais sua simplicidade. Ele não tem consciência do pecado. A graça de Deus removerá toda essa imbecilidade hereditária e transmitida, e ele terá uma herança entre os santos na luz. A vós o Senhor concedeu sanidade mental. Pelo que diz respeito à faculdade do raciocínio, ‘A’ é uma criança, mas possui também a submissão e a obediência de uma criança”. (VIII Manuscript Releases, 210).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 41ª PERGUNTA Salvação de Animais Os animais que morreram também estarão no céu junto com os salvos? A Bíblia ensina claramente que haverá animais no céu. Observe: “E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho de leão e a nédia ovelha viverão juntos, e um menino pequeno os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e seus filhos juntos se deitarão; e o leão comerá palha como o boi. E brincará a criança de peito sobre a toca do áspide, e o já desmamado meterá a sua mão na cova do basilisco. Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da minha santidade, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar”. (Isaías 11:6-9). “O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi: e o pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor”. (Isaías 65:25). No reino que Deus estabelecerá na Terra, os animais serão extremamente mansos. O lobo que é um animal feroz, pastará junto com o cordeiro. O leão que é um animal carnívoro, comerá alimento vegetal, do mesmo modo como o boi. Na criação do mundo, o homem e os animais comiam somente vegetais (Gênesis 1:29-30), e no futuro eles tornarão a apresentar essa mesma natureza. Nenhum animal fará mal e nem causará dano algum em todo o reino de Deus. Na verdade, quando os animais foram criados por Deus, eles eram dóceis e herbívoros. Mas com a entrada do pecado, a Terra foi amaldiçoada (Gênesis 3:17-18). A partir desse instante, alguns dos animais sofreram uma transformação e se tornaram selvagens, alguns deles adquirindo presas e instintos carnívoros. Que no reino de Deus haverá animais, não resta sombra de dúvidas. Mas de onde eles vêm, ou qual é a origem desses animais? Bem, sobre esse assunto Deus não revelou muita coisa: “As cousas encobertas são para o Senhor nosso Deus; porém as reveladas são para nós e para nossos filhos para sempre, para cumprirmos todas as palavras desta lei” (Deuteronômio 29:29). Apesar disso, existem duas teorias que procuram explicar esse tema: a) Alguns defendem a tese de que esses animais vêm do próprio Jardim do Éden, que foi arrebatado para o Céu poucos instantes antes do dilúvio universal que devastou a vida humana da face do planeta. Isso significa que esses animais terão que se reproduzir para poder encher a Terra; b) Como a Bíblia trata a questão dos animais na Nova Terra como se fosse uma transformação que ocorrerá com os animais, outros defendem a tese de que os animais vêm como resultado das coisas que “não subiram ao coração do homem” (I Coríntios 2:9). Eles são aqueles animais que os justos devotaram amor e desejo de possuí-los para sempre. Por exemplo, a fé de Noé supriria a ausência de fé de um eventual filho infante, levando-o para dentro da arca. Também foi a fé de Noé que salvou os animais da extinção. Do mesmo modo como a fé dos pais supre a ausência da fé dos filhos infantes, assim também a mesma fé protege os animais do coração dos santos.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 42ª PERGUNTA Graça e Salvação Sabendo que a salvação é pela graça, então porque precisamos guardar a lei? As Escrituras Sagradas ensinam claramente que somos salvos pela graça, mediante a fé, e julgados pelas obras, sem a qual a fé é morta. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé” (Efésios 2:8) “e foram julgados cada um segundo as suas obras”. (Apocalipse 20:13). A salvação do homem “não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”. (Efésios 2:9-10). A salvação do homem é o resultado de um plano divino elaborado antes da fundação do mundo. “O plano da salvação fora estabelecido antes da criação da Terra; pois Cristo é ‘o Cordeiro morto desde a fundação do mundo’ (Apocalipse 13:8)”. (Patriarcas e Profetas, 63). “O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós”. (I Pedro 1:20). O plano da salvação foi elaborado para funcionar na complementaridade da “graça e fé”. A graça é a parte que Deus fez para salvar todos os homens por meio de Cristo Jesus. A fé é a parte que o homem faz ao aceitar a graça manifestada em Cristo Jesus. Esses dois atos – divino e humano – complementam-se e consolidam a eficácia do plano da salvação na vida do crente. Por sua vez, a fé genuína é concretizada em obras, haja vista que a fé sem as obras está morta: “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. ... Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta? ... Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta”. (Tiago 2:17, 20 e 26). Disse Tiago: “eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”. (Tiago 2:18). Como a fé e as obras são os dois lados da mesma moeda, o homem receberá sua recompensa segundo as suas obras: “E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra”. (Apocalipse 22:12). “Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras”. (Mateus 16:27). Como a fé e as obras são os dois remos de um barco, todos serão julgados segundo as suas obras: “os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras”... “e foram julgados cada um segundo as suas obras”. (Apocalipse 20:12-13). “E, se invocais por Pai aquele que sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação”. (I Pedro 1:17). Conhecedor desses conceitos, o apóstolo Paulo declarou o seguinte: “Concluímos pois que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei”. (Romanos 3:28). Evidentemente, a fé não dispensa a obediência à lei, haja vista que a seguir o próprio apóstolo acrescentou a seguinte mensagem em sua epístola: “Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei”. (Romanos 3:31). Portanto, o homem não é justificado pelas “obras da lei”. Mas, é justificado pela fé, a qual para estar viva precisa ser acompanhada pelas “obras da lei”.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Desenvolvendo o seu raciocínio sobre a validade da lei na vida dos cristãos, Paulo escreveu o seguinte: “Pois quê? Pecaremos porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? de modo nenhum”. (Romanos 6:15). “Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum: mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás”. (Romanos 7:7). “Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado”. (Romanos 3:20). Completando o mesmo raciocínio da validade da lei na vida do cristão, Tiago declarou o seguinte: “Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu pois não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei” (Tiago 2:10-11). Em suma, pode-se dizer que a lei não salva ninguém, mas ninguém será salvo sem obedecer a lei. A verdade é que, ao mesmo tempo em que a graça perdoa os pecados, ela também transforma o crente para obedecer à lei. Mesmo porque, sem a santificação “ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14) e todos serão julgados pelas obras resultantes de sua fé (Apocalipse 20:12-13).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 43ª PERGUNTA Lei e Salvação O homem pode ser salvo através da obediência à lei de Deus? Inicialmente é necessário deixar bem claro que a lei não salva ninguém. A lei não foi dada como método de salvação, mas foi dada ao homem como método de santificação (João 17:17). Nenhuma lei possui mérito ou virtude para salvar qualquer pecador arrependido. “E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé”. (Gálatas 3:11). “Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei”. (Romanos 3:20). A função da lei jamais consistiu em salvar qualquer pecador de seus pecados, mas sempre consistiu em mostrar ao homem o que é pecado: “porque pela lei vem o conhecimento do pecado” ... “mas eu não conheci o pecado senão pela lei”. (Romanos 3:20; 7:7). A transgressão da lei constitui-se em pecado. “Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei” (I João 3:4). Por sua vez, o pecado tem como remuneração a morte. Observe o que diz as Escrituras: “o pecado, sendo consumado, gera a morte”...“porque o salário do pecado é a morte”... “o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei” (Tiago 1:15; Romanos 6:23; I Coríntios 15:56). Caso a salvação pudesse ser obtida por meio das obras da lei, então o sacrifício de Cristo teria sido inútil. Note o que diz as Escrituras: “porque, se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde” ... “porque, se dada fosse uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei”. (Gálatas 2:21; 3:21). Além disso, as Escrituras Sagradas ensinam claramente que aqueles que procuram salvar-se pela observância da lei estão separados de Cristo e fora da graça. Observe: “Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei: da graça tendes caído”. (Gálatas 5:4). As Escrituras Sagradas também declaram que aqueles que estão vivendo na carne não se sujeitam à obediência da lei de Deus. Porém, os cristãos fiéis ao Senhor não estão vivendo na carne, razão pela qual estão sujeitos à obediência da lei de Deus. “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus”. (Romanos 8:7-8). A verdade é que a lei não foi dada, a quem quer que seja, como método de salvação. Porém, o cristão observa a santa lei de Deus como resultado da graça operando em sua vida.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 44ª PERGUNTA Mandamentos e Vida Eterna A Bíblia ensina que somos salvos pela graça, então por que Jesus aconselhou o jovem rico a guardar os mandamentos da lei para entrar na vida eterna? “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo” (Gálatas 2:16), então porque Jesus disse ao jovem rico para guardar os mandamentos da lei para obter a vida eterna? Essa pergunta é muito interessante, mas vamos analisar o que Jesus disse ao jovem rico: “Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos”. (Mateus 19:17). Para que o jovem soubesse quais eram os mandamentos que estava se referindo, Jesus fez questão de citar alguns preceitos do decálogo: “E Jesus disse: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho. Honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo”. (Mateus 19:18-19). Bem, a resposta para a pergunta formulada é bastante simples. Qualquer pessoa que comete pecado está separada da vida eterna. Observe o que as Escrituras Sagradas tem a dizer sobre a questão: “vós sabeis que nenhum homicida tem permanecente nele a vida eterna”. (I João 3:15). A Bíblia Sagrada define o pecado como sendo a transgressão da lei (I João 3:4) e apresenta o salário do pecado como sendo a morte (Romanos 6:23). Também informa que os cristãos que simplesmente “ouvem a lei não são justos diante de Deus: mas os que praticam a lei hão de ser justificados”. (Romanos 2:13). Portanto, “se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos”. (Mateus 19:17). Foi por esse motivo que Jesus anunciou o seguinte: “nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci: apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”. (Mateus 7:21-23). “A fé e as obras precisam andar de mãos dadas; pois a fé sem as obras, por si só está morta”. (Fé e Obras, 97). A fé destituída de obras não passa de mero assentimento intelectual às verdades bíblicas. A fé sem obras não está comprometida com a verdade. “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma”. ... “Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta”. (Tiago 2:17, 26). Invertendo o lado da moeda, pode-se dizer que o homem é justificado pelas obras que resultam de uma fé viva e não justificado por uma fé morta, a qual é destituída de obras: “Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé”. (Tiago 2:24). Bem, retornando à história do jovem, este respondeu a Jesus sobre a guarda dos mandamentos: “Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade; que me falta ainda?” (Mateus 19:20). Então Jesus arrematou a conversa com o seguinte lance: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; e vem e segue- me”. (Mateus 19:21). Portanto, quando Jesus ordenou ao jovem guardar os mandamentos da lei para entrar na vida, Ele estava mostrando que a guarda dos mandamentos é necessário para que ele não fosse condenado. Porém, a simples guarda dos mandamentos da lei de Deus não salva ninguém, se a pessoa que os guarda não estiver seguindo a Jesus.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 45ª PERGUNTA Lei do Amor Aprendi em determinada igreja que Jesus aboliu os Dez Mandamentos substituindo por apenas dois novos, mais fáceis de serem observados. Isto é verdade? Não, isto não é verdade. Mesmo porque a citação feita por Jesus sobre os dois mandamentos não representava nenhuma inovação, mas tratava-se simplesmente de uma repetição de dois antigos mandamentos registrados na época de Moisés no Antigo Testamento. Observe: “Amarás pois o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder”. (Deuteronômio 6:5). “... amarás o teu próximo como a ti mesmo: Eu sou o Senhor”. (Levítico 19:18). Portanto, Jesus não anunciou nenhuma novidade para aqueles que conheciam e conhecem as Escrituras Sagradas. A realidade é que Jesus não veio para “destruir” ou “ab-rogar” qualquer preceito escrito no livro da Lei ou nos Profetas, mas Ele veio em cumprimento das profecias registradas nesses livros (Mateus 5:17). O Senhor jamais fez referência em abolir qualquer um dos dez mandamentos. Muito menos insinuou em abolir todos os dez mandamentos ou em substituí-los por outros dois. O que Jesus fez foi extrair a essência e o espírito que orientam cada uma das mensagens das Escrituras Sagradas. Observe: “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas” (Mateus 22:37-40). A expressão “lei e os profetas” é uma clara referência aos escritos do Antigo Testamento, especialmente porque a palavra “lei” refere-se aos cinco primeiros livros das Escrituras Sagradas, e a palavra “profetas” refere-se aos demais escritos produzidos pelos profetas bíblicos. Portanto, Jesus está se referido à parte das escrituras, que nos dias de hoje são conhecidas como Antigo Testamento. Quando Jesus disse que “destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas” (Mateus 22:40), Ele estava querendo dizer que a compreensão do verdadeiro espírito das Escrituras Sagradas está na aplicação desses dois grandes mandamentos. “Ambos estes mandamentos são uma expressão do princípio do amor. Não se pode guardar o primeiro e violar o segundo, nem se pode observar o segundo enquanto se transgride o primeiro”. (O Desejado de Todas as Nações, 607). O amor é um sentimento subjetivo que necessita de meios para poder se expressar e precisa ser aplicado em todas as mensagens das Escrituras Sagradas. Por exemplo, quando aplicado à oração do Senhor, observa-se que na primeira parte da oração está registrado nosso dever para com Deus e na segunda parte da oração, nossa obrigação para com nosso semelhante. Quanto ao decálogo, pode-se afirmar que os primeiros quatro mandamentos referem-se à prática do nosso amor a Deus e os seis últimos referem-se à materialização do nosso amor ao próximo. “De sorte que o cumprimento da lei é o amor”. (Romanos 13:10). “Os dois grandes princípios da lei de Deus são o supremo amor a Deus e amor altruísta ao próximo. Os primeiros quatro mandamentos e os últimos seis dependem desses dois princípios, ou deles provêm”. (Serviço Cristão, 192). Com relação aos seis últimos mandamentos do decálogo e sua relação com o amor ao próximo, Paulo afirmou o seguinte: “Com efeito: Não adulterarás: Não
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas matarás: Não furtarás: Não darás falso testemunho: Não cobiçarás: e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. (Romanos 13:9). Ainda com relação ao nosso amor ao próximo, disse o santo apóstolo: “... porque quem ama aos outros cumpriu a lei”. (Romanos 13:8). “Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. (Gálatas 5:14). Em conclusão pode-se acrescentar que: “dez preceitos breves, compreensivos, e dotados de autoridade, abrangem os deveres do homem para com Deus e seus semelhantes; e todos baseados no grande princípio fundamental do amor”. (Patriarca e Profetas, 305).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 46ª PERGUNTA Lei que durou até João É verdade que não precisamos guardar a lei porque ela durou até João Batista? Respondendo aos fariseus, Jesus Cristo afirmou que: “A lei e os profetas duraram até João”. (Lucas 16:16). No contexto desse versículo, a palavra “lei”, mencionada por Jesus, refere-se aos primeiros cinco livros das Escrituras Sagradas, cuja produção é atribuída a Moises. Quanto à expressão “profetas”, é uma clara referência aos escritos dos profetas bíblicos. Logo, as expressões “Lei” e “Profetas” referem-se às Escrituras Sagradas do Antigo Testamento. Denota-se, portanto, que Jesus não está fazendo alusão aos “dez mandamentos”, os quais foram escritos pelo dedo de Deus em duas tábuas de pedra e posteriormente transcrito por Moisés na Lei. O que Jesus está dizendo é que as Escrituras do Antigo Testamento duraram até João. Observe que na edição Revista e Corrigida da Bíblia Sagrada traduzida por João Ferreira de Almeida, a palavra “duraram” foi destacada com a letra em itálico. Isto quer dizer que o tradutor, não encontrando uma palavra na língua portuguesa correspondesse ao original, acabou colocando aquela que supunha ser mais correta para completar o sentido do versículo bíblico. Como era extremamente honesto, o tradutor fez questão de destacar em itálico todas as palavras que havia acrescentado por conta própria. Disso, infere-se que a palavra “duraram” não faz parte do texto original produzido pelo evangelista Lucas. Então, qual seria a palavra correta? A resposta é muito simples e está registrada nas próprias Escrituras Sagradas. Observe como o evangelista Mateus escreveu o mesmo discurso que Jesus proferiu contra os fariseus: “Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João”. (Mateus 11:13). No lugar da palavra “duraram” o correto seria o emprego da expressão “profetizaram”. No Evangelho de Mateus, esta palavra não está em itálico, o que indica que ela corresponde exatamente à palavra do texto original. Com relação ao conteúdo da mensagem, Jesus está dizendo aos fariseus que a Lei e os Profetas “profetizaram” até João Batista, e “desde então é anunciado o reino de Deus” (Lucas 16:16), ou seja, a partir de João Batista, as profecias anunciadas nos livros da Lei e nos Profetas sobre o Cristo passaram a ter o seu cumprimento. Fica desta forma refutada a suposição antibíblica de que a lei durou até João Batista e que os cristãos estão dispensados de observar os dez mandamentos. Porém, o mais curioso é que os inimigos da verdade – ferrenhos adversários do sábado e da lei de Deus – afirmam com ares de doutores que a lei findou com João Batista. Mas, mostrando total falta de discernimento e coerência, também afirmam que a lei findou na cruz. Ora, se findou com João Batista como poderia findar outra vez na cruz? Bem, para um bom entendedor, meia palavra basta!
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 47ª PERGUNTA Sábado e Salvação No Espírito de Profecia está escrito que o sábado importa em salvação. Isso não seria legalismo e uma forma de procurar salvação pelas obras da lei? Realmente, no Espírito de Profecia está escrito que: “Santificar o sábado ao Senhor importa em salvação eterna”. (III Testemunhos Seletos, 23). Mas, também está escrito que: “Conquanto tenhamos de estar em harmonia com a lei de Deus, não somos salvos pelas obras da lei; contudo, não podemos ser salvos sem obediência”. (Fé e Obras, 95). Em outro trecho diz que: “Quem procura alcançar o Céu por suas próprias obras, guardando a lei, tenta uma impossibilidade. Não pode o homem salvar-se sem a obediência, mas suas obras não devem provir de si mesmo; Cristo deve operar nele o querer e o efetuar, segundo Sua boa vontade”. (I Mensagens Escolhidas, 363). Logo, a observância do santo sábado não se trata de legalismo ou de salvação pelas obras da lei porque o próprio Espírito de Profecia descaracteriza a tese de legalismo ou de salvação pelas obras da lei. O sábado faz parte dos “dez mandamentos” (Êxodo 20:3-17), que foram escritos pelo dedo de Deus (Êxodo 31:18) em duas tábuas de pedra (Deuteronômio 4:13), as quais foram colocadas no interior da arca da aliança (Deuteronômio 10:5). A observância do santo sábado implica em salvação eterna tanto quanto não ter outros deuses diante do Senhor (Êxodo 20:3) ou não prestar culto a imagens de escultura (Êxodo 20:4-6) ou ainda não tomar o nome do Senhor Deus em vão (Êxodo 20:7). A observância do santo sábado resulta em salvação eterna, tanto quanto honrar pai e mãe, não matar, não adulterar, não furtar, não dizer falso testemunho e não cobiçar (Êxodo 20:12-17). Em outras palavras, a observância do sábado implica em salvação eterna, tanto quanto a observância de cada um dos dez mandamentos. Sabe por quê? Porque o pecado é definido pelas Santas Escrituras como “transgressão da lei” (I João 3:4). Por sua vez, “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Então, pergunta-se: qual cristão sincero e fiel à Palavra de Deus deseja viver uma vida de pecado resultante da transgressão da lei de Deus, cuja consequência final é a sua morte eterna? “Sabendo isto: que a lei não é feita para o justo, mas para os injustos” (I Timóteo 1:9). A observância da lei importa em salvação eterna porque aquele que transgride a lei comete injustiça. “Não sabeis que os injustos não hão de herdar o Reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus”. (I Coríntios 6:9-10). “Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás, e, se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Romanos 13:9). Eis a razão pela qual a observância do sábado e dos demais preceitos do decálogo implicam em salvação eterna. Portanto, não se trata de salvação pelas obras da lei, mas sim de evitar a prática do pecado resultante da transgressão da lei de Deus com o seu terrível salário: a morte.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 48ª PERGUNTA Leis Incoerentes Num dos mandamentos do decálogo Deus mandou não matar. Então, por que Ele mandou matar os malfeitores? Não há nisso uma incoerência? As Escrituras Sagradas registram a existência de diversas espécies de leis. Qualquer pessoa honesta e com o mínimo de discernimento, ao ler as Escrituras Sagradas, constatará facilmente essa enorme variedade de leis. Um estudo científico e sistemático das Escrituras Sagradas permite identificar, classificar e agrupar essa heterogeneidade de leis da seguinte maneira: “leis morais”, “leis cerimoniais”, “leis civis”, “leis criminais”, “leis de saúde”, “leis territoriais” etc. O decálogo – dez palavras – é uma lei moral registrada “em duas tábuas de pedra” (Deuteronômio 4:13), “escritas pelo dedo de Deus” (Êxodo 31:18), conhecida como “dez mandamentos” (Êxodo 34:28; Deuteronômio 4:13; 10:4). Sobre as tábuas de pedra, disse Moisés: “e pus as tábuas na arca que fizera: e ali estão, como o Senhor me ordenou” (Deuteronômio 10:5). Portanto, “na arca não havia senão somente as duas tábuas, que Moisés tinha posto junto a Horebe”. (II Crônicas 5:10). Diferentemente do decálogo, todas as demais leis foram registradas “num livro” (Deuteronômio 31:24) que “Moisés escreveu” (Êxodo 24:4). A princípio, esse livro era conhecido como “livro do concerto” (Êxodo 24:7-8); “livro da lei” (Deuteronômio 31:26); “livro da lei de Moisés” (Josué 23:6) etc. Sobre esse livro, Moisés ordenou aos Levitas o seguinte procedimento: “Tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da arca do concerto do Senhor vosso Deus”. (Deuteronômio 31:26). Entre os “dez mandamentos”, registrados nas duas tábuas de pedra, o Senhor ordenou a prática do seguinte preceito moral: “Não matarás” (Êxodo 20:13). Porém, entre as diversas leis registradas no “livro da lei”, o Senhor ordenou a observância da seguinte norma criminal: “E quem matar a alguém certamente morrerá” (Levítico 24:17). Então, como entender o fato de que Deus mandou não matar, mas ao mesmo tempo ordenou matar? Bem, a resposta para essa pergunta é muito simples. A Bíblia Sagrada não contém contradições. Os “dez mandamentos” constituem uma lei moral, cuja prática dirige-se individualmente e indistintamente a todas as pessoas. Ela serve como norma de conduta individual e deve ser praticada por todos os homens tementes a Deus. Porém, as leis criminais registradas no “livro da lei”, estabelecem sanções ao transgressor, inclusive com aplicação da pena de morte. Essas sanções somente poderiam ser aplicadas pelas autoridades judiciárias da teocracia israelita e jamais pelas pessoas, individualmente. Seria mais ou menos como nos dias de hoje. Ninguém pode matar. Todavia, se alguém vier a matar a outrem, então as autoridades policiais e judiciárias tomarão as providências necessárias para punir o infrator do Código Penal. Em certos países, como por exemplo, em alguns Estados da América do Norte, aplicam-se a pena de morte àquele que matar alguém. Portanto, não existe nenhuma incoerência, ou contradição no fato de Deus estabelecer uma norma de conduta universal para ser observada por todos os homens e também estabelecer sanções criminais àqueles que a transgredirem. É claro que tudo isso foi feito em benefício da paz e segurança de toda uma sociedade, porque os malfeitores sempre existiram e sempre vão existir.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 49ª PERGUNTA Pena de Morte A Bíblia Sagrada aprova a pena de morte? Sim, as Escrituras Sagradas aprovam a pena de morte, desde que seja aplicada pela nação, em benefício de toda a comunidade. A seguir observe alguns exemplos registrados na Bíblia Sagrada de leis criminais contendo a pena de morte e que deveriam ser aplicadas pelo governo Teocrático de Israel: “E quem matar a alguém certamente morrerá” (Levítico 24:17); “Quem ferir alguém, que morra, ele também certamente morrerá” (Êxodo 21:12); “O que ferir a seu pai, ou a sua mãe, certamente morrerá” (Êxodo 21:15); “E quem amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe, certamente morrerá” (Êxodo 21:17); “Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera” (Levítico 20:10); “Quando também um homem se deitar com outro homem como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue é sobre eles” (Levítico 20:13); “Todo aquele que se deitar com animal, certamente morrerá” (Êxodo 22:19); “O que sacrificar aos deuses, e não só ao Senhor, será morto” (Êxodo 22:20); “E aquele que blasfemar o nome do Senhor, certamente morrerá; toda a congregação certamente o apedrejará; assim o estrangeiro como o natural, blasfemando o nome do Senhor, será morto”. (Levítico 24:16); “Seis dias se trabalhará, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso ao Senhor: todo aquele que fizer obra nele morrerá” (Êxodo 35:2); “A feiticeira não deixarás viver”. (Êxodo 22:18). Diante do fato inegável de que Deus ordenou a aplicação da pena de morte aos que incorriam em infrações, então como entender o sentido e aplicação dos “dez mandamentos”, especialmente o mandamento que diz: “Não matarás” (Êxodo 20:13)? Bem, as Escrituras Sagradas esclarecem que os dez mandamentos foram escritos pelo próprio dedo de Deus em duas tábuas de pedra, e que foram guardadas dentro da arca da aliança. A lei dos dez mandamentos visa alcançar indistintamente a todos os homens, e deve ser observada de forma individual por cada pessoa em benefício de sua vida espiritual e em sociedade. Destarte, nenhuma pessoa tem o direito de agir de forma individual, particular ou pessoalmente no exercício de qualquer espécie de justiça pelas próprias mãos. Essa atribuição pertence com exclusivamente absoluta à nação. A prática de justiça pelas próprias razões não é justiça, mas vingança! Ninguém, individualmente, pode matar qualquer outro ser humano, mesmo a pretexto de fazer justiça. Somente o Estado pode fazer justiça, mesmo que seja para aplicar a pena de morte ao cidadão. É claro que os “dez mandamentos” não possuem apenas o aspecto legal, na realidade, o seu principal objetivo é o lado espiritual. A transgressão dos dez mandamentos não tem somente consequências temporais, mas suas consequências podem ser eternas. Os dez mandamentos visam à formação de pessoas tementes ao Senhor e santificadas na obediência dos preceitos da santa lei de Deus, especialmente porque “a lei é santa; e o mandamento, santo, justo e bom” (Romanos 7:12). Portanto, como reflexo da natureza da lei de Deus, sua observância torna aquele que teme ao Senhor em um homem santo, justo e bom.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 50ª PERGUNTA Julgados Pelas Obras ou Pelo Coração Como será o julgamento final? Se não seremos julgados pelas nossas obras, Jesus nos julgará pelo coração? A Bíblia Sagrada deixa claro que o homem é salvo pela graça mediante a sua fé e julgado pelas suas obras. Ele é julgado pelas obras porque as obras manifestam que o crente possui uma fé viva. Observe o que diz a Bíblia Sagrada: “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma”. (Tiago 2:17). “Mas dirá alguém: Tu tens a fé e eu tenho as obras: mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”. (Tiago 2:18). “Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?” (Tiago 2:20). “Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta”. (Tiago 2:26). As Escrituras Sagradas ensinam claramente que seremos julgados pelas nossas obras, as quais refletem a nossa fé. A Bíblia Sagrada diz que todos nós compareceremos diante do tribunal de Cristo para receber o que tivermos feito por meio do nosso corpo. Note: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal”. (II Coríntios 5:10). Conforme as Escrituras Sagradas, os mortos serão julgados segundo as suas obras: “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida: e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras”. (Apocalipse 20:12). Deus trará a juízo toda a obra: “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom quer seja mau”. (Eclesiastes 12:13-14). O Pai julga segundo a obra de cada um: “E, se invocais por Pai aquele que sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação”. (I Pedro 1:17). Seremos julgados por nossas obras porque as obras são concretas e a fé é subjetiva. As obras são visíveis e a fé invisível. As obras são tangíveis e a fé intangível. Somente as obras podem tornar visível aos olhos a fé que possuímos. Diz um ditado popular que de “boas intenções o inferno está cheio”. Ninguém será julgado pelas boas intenções ou pelas coisas boas que estão no coração. Na verdade, os textos sagrados deixam bem claro que todos nós seremos julgados pelas obras, quer seja boa quer seja má. “Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom quer seja mau”. (Eclesiastes 12:14).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 51ª PERGUNTA Perdão e Julgamento Tendo em vista que os nossos pecados são perdoados e esquecidos, então como explicar que no julgamento final eles virão à tona? Então não foram perdoados? Diz as Escrituras Sagradas: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça”. (I João 1:9). A expiação do pecado envolve duas fases bem distintas: a morte do Cordeiro e a intercessão do Sumo Sacerdote. Portanto, o perdão do pecado vem com a morte do Cordeiro, mas a sua purificação vem pelo ministério intercessor do Sumo Sacerdote. Tal fato ocorre porque os pecados cometidos pelas pessoas são meticulosamente registrados nos livros celestiais (Apocalipse 20:12). Porém, quando o pecador, crendo no “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29), arrepende-se de seu pecado, “confessa e deixa” ele “alcançará misericórdia”. (Provérbios 28:13). Assim, nessas condições, os pecados serão perdoados, Deus não mais imputa ao pecador contrito o efeito do “salário do pecado” (Romanos 6:23). Todavia, os pecados continuam registrados nos livros do céu, os quais serão purificados somente por ocasião do Juízo Divino, ou seja, Deus perdoa, mas a purificação dos pecados ocorrerá no dia do Juízo. Examinando as Escrituras Sagradas, pode-se verificar que existe uma diferença muito grande entre “perdão” e “purificação” do pecado. Quando nos arrependemos e confessamos os nossos pecados, obtemos o perdão e somos justificados pelo sangue de Cristo. Porém, a purificação do pecado aguarda o momento oportuno do Juízo. Um simples estudo do ritual do santuário terrestre mostra que havia duas fases no processo de expiação dos pecados. A primeira fase ocorria diariamente e envolvia o primeiro compartimento do santuário. Nessa fase, o pecador obtinha o perdão transferindo figuradamente o seu pecado para uma vítima sacrifical, que poderia ser uma cabra. A segunda fase ocorria apenas uma vez ao ano e envolvia o segundo compartimento do santuário, era chamado dia da expiação. Nessa fase ocorria a purificação definitiva do pecado que havia sido transferido da vítima sacrifical para o santuário no decorrer do ano. Portanto, os pecados confessados eram perdoados. Porém, era somente no “dia da expiação” que os pecados confessados pelos penitentes eram definitivamente purificados do santuário. Do mesmo modo, quando confessamos os nossos pecados invocando o nome de Cristo, alcançamos o perdão, porém, esses pecados continuam registrados nos livros do céu e serão apagados somente no dia do Juízo.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 52ª PERGUNTA Juízo Sobre as Nações Se Deus é um Deus de amor, então por que Ele mandou exterminar certos povos, como os cananeus, filisteus, amalequitas, jebuseus etc.? Deus ordenou a destruição de várias nações por uma questão de Justiça e Juízo. Essas nações não eram inocentes perante a face do Senhor. Na verdade, o Senhor havia dado oportunidade atrás de oportunidade para que elas se arrependessem e mudassem o seu modo de proceder, mas não quiseram. “O Senhor é longânimo e grande em beneficência, que perdoa a iniquidade e a transgressão, que o culpado não tem por inocente e visita a iniquidade dos pais sobre os filhos até à terceira e quarta geração”. (Números 14:18). “Aos habitantes de Canaã havia sido concedida ampla oportunidade para o arrependimento. ... Semelhantes aos homens antediluvianos, os cananeus apenas viviam para blasfemar do Céu e contaminar a Terra”. (Patriarcas e Profetas, 520). O Senhor havia enviado sacerdotes e profetas para que vivessem no meio dessas nações pagãs e lhes ensinassem as Suas eternas verdades. A exemplo, têm-se registrado os seguintes casos: Melquisedeque (Gênesis 14:18), Balaão (Números 22:18), Jonas (Jonas 1:1-2) etc. “Em todos os séculos se concede aos homens seu período de luz e privilégios, um tempo de prova, em que se pode reconciliar com Deus. Há, porém, um limite a essa graça. A misericórdia pode interceder por anos e ser negligenciada e rejeitada; vem, porém, o tempo em que essa misericórdia faz sua derradeira súplica. O coração torna-se tão endurecido que cessa de atender ao Espírito Santo de Deus. Então a suave, atraente voz não mais suplica ao pecador, e cessam as reprovações e advertências”. (O Desejado de Todas as Nações, 587) O Senhor esperou várias gerações antes de tomar a decisão de praticar Juízo e Justiça contra essas nações impenitentes. Observe o que diz as Escrituras Sagradas: “Então, disse a Abrão: Saibas, decerto, que peregrina será a tua semente em terra que não é sua; e servi-los-á e afligi-la-ão quatrocentos anos. Mas também eu julgarei a gente à qual servirão, e depois sairão com grande fazenda. E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado. E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia”. (Gênesis 15:13-16). “Ao mesmo tempo em que a misericórdia de Deus suporta longamente o transgressor, há um limite além do qual os homens não podem ir no pecado. Quando é atingido aquele limite, os oferecimentos de misericórdia são retirados, e inicia-se o ministério do juízo”. (Patriarcas e Profetas, 165). Deus entrou em juízo com os antediluvianos porque toda carne “estava corrompida diante da face de Deus: e encheu-se a terra de violência”. (Gênesis 6:11). Destruiu Sodoma porque “eram maus os varões de Sodoma e grandes pecadores contra o Senhor”. (Gênesis 13:13). Mesmo assim, o Senhor disse que, se em Sodoma houvesse apenas dez justos, Ele não destruiria a cidade “por amor dos dez” (Gênesis 18:32). A grande verdade é que aqueles povos haviam atingido o limite da misericórdia divina. Quando esse limite é atingido, o Senhor intervém e “faz justiça e juízo a todos os oprimidos”. (Salmos 103:6). Os povos que foram destruídos não eram de forma alguma inocentes perante o Senhor. Eles não tinham nenhuma desculpa pela sua deliberada rebelião contra o Seu Criador e Mantenedor.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Deus não se compraz com o mal. Por essa razão Ele pratica “beneficência, juízo e justiça na terra” (Jeremias 9:24). A verdade é que a destruição de pecadores é uma estranha obra ao santo caráter de Deus (Isaías 28:21). “Porque não tomo prazer na morte do que morre, diz o Senhor Jeová: convertei-vos, pois, e vivei”. (Ezequiel 18:32). E quanto ao futuro? Bem, chegará o dia em que todas as nações do mundo serão destruídas. Deus dará um basta na maldade do homem. “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; e todas as tribos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória” (Mateus 24:30). “Durante todos os séculos da história deste mundo os maus obreiros têm estado acumulando ira para o dia da ira, e quando chegar plenamente o tempo em que a iniquidade houver atingido o limite estabelecido da misericórdia divina, Sua clemência terminará. Quando as contas acumuladas nos livros de registro do Céu indicarem que a soma da transgressão está completa, virá a ira, sem mistura de misericórdia, e ver-se-á então que tremenda coisa é esgotar a paciência divina. Esta crise será atingida quando as nações se unirem na invalidação da lei de Deus”. (Maranata! – Meditação Matinal, 260).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 53ª PERGUNTA Espécies de Juízos Quantos juízos de Deus há? Quais sãos os juízos divinos mencionados nas Escrituras Sagradas? Nas páginas das Escrituras Sagradas pode ser vislumbrada, pelo menos, a existência de duas espécies de juízos praticados pelo Senhor, a saber: “Juízo Secular” e “Juízo Escatológico”. O “Juízo Secular” é aquele que ocasionalmente Deus aplica sobre as nações do mundo. Por exemplo, Deus entrou em juízo contra os antediluvianos, contra Sodoma e Gomorra, contra Nínive por meio do profeta Jonas etc. Dessa espécie de juízo está escrito o seguinte: “E assolarei Patros, e porei fogo em Zoã, e executarei juízos em Nô”. “Assim, executarei juízos no Egito, e saberão que eu sou o Senhor”. (Ezequiel 30:14, 19). Portanto, Deus faz juízo sobre a Terra. O “Juízo Escatológico” é aquele que Deus aplicará no futuro a todos os homens, quer sejam justos ou ímpios. Esse Juízo envolve a salvação ou a perdição eterna. Será aplicado em cada ser humano, como resultado de suas obras, de forma individual e distinta. O “Juízo Escatológico” é somente um, mas encontra-se subdividido em quatro fases bem diversas, a saber: “Juízo Investigativo”, “Juízo Retribuitivo”, “Juízo Comprobatório” e “Juízo Executivo”. A primeira fase do “Juízo Escatológico” é chamada teologicamente de “Juízo Investigativo”. Essa fase é conduzida pelo Pai e pelo Filho e ocorre antes do retorno de Jesus a este mundo. Nesta fase serão julgados todos os que possuem o nome registrado no livro da vida. Nesse Juízo “os únicos casos a serem considerados são os do povo professo de Deus. O julgamento dos ímpios constitui obra distinta e separada, e ocorre em ocasião posterior” (GC, 484). Os que forem aprovados ressuscitarão para a vida eterna no início do período dos mil anos. Desses, disse Jesus: “O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”. (Apocalipse 3:5). A segunda fase do “Juízo Escatológico” é chamada teologicamente de “Juízo Retribuitivo”. Esta fase ocorre na segunda vinda de Cristo a este mundo, no início dos mil anos. Todos que estiverem vivos receberão a sua respectiva recompensa: os que praticaram o bem irão para a vida eterna e os que praticaram o mal para a condenação eterna. “Conjuro-te pois diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino”. (II Timóteo 4:1). “E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos. Para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele”. (Judas 1:14-15). A terceira fase do “Juízo Escatológico” é chamada teologicamente de “Juízo Comprobatório”. Esta fase é realizada pelos santos e ocorre durante o período de mil anos no reino de Cristo. Serão julgados todos os que não possuem o nome registrado no livro da vida. “Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?” (I Coríntios 6:2-3).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas A quarta fase do “Juízo Escatológico” é chamada teologicamente de “Juízo Executivo”. Essa fase ocorre pouco tempo depois determinado o período dos mil anos. Todos os ímpios ressuscitam para a condenação e sofrem sua pena no lago de fogo, que é a segunda morte. “E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”. (Apocalipse 20:15). A diferença entre o “Juízo Retribuitivo” e o “Juízo Executivo” é a seguinte: a) No “Juízo Retribuitivo”, a pena dos ímpios é provisória porque eles ainda não passaram pelo “Juízo Comprobatório”, enquanto que no “Juízo Executivo” sua pena é definitiva porque agora foram penalizados no “Juízo Comprobatório”. b) O “Juízo Retribuitivo” ocorre somente sobre os santos e ímpios que estiverem vivos na segunda vinda de Cristo, enquanto que o “Juízo Executivo” ocorre somente e sobre todos os ímpios que já viveram na face da Terra. c) O “Juízo Retribuitivo” vem como resultado das decisões proferidas do “Juízo Investigativo”. Enquanto que o “Juízo Executivo” vem como consequência das decisões proferidas no “Juízo Comprobatório”. d) O “Juízo Retribuitivo” ocorre para galardoar os santos com a ressurreição da vida eterna, os quais foram aprovados no “Juízo Investigativo”. Porém, o “Juízo Executivo” ocorre para galardoar os ímpios com a ressurreição da condenação à morte eterna, os quais foram penalizados no “Juízo Comprobatório”. Em síntese, a Bíblia Sagrada deixa claro que, desde tempos remotos, o Senhor pratica justiça e juízo sobre as nações do mundo. Esse juízo é chamado de “Juízo Secular”. As Escrituras Sagradas também esclarecem que Deus praticará um juízo universal e final sobre toda a humanidade. Esse juízo é chamado de “Juízo Escatológico”, e encontra-se subdividido em quatro fases: “Juízo Investigativo”, “Juízo Retribuitivo”, “Juízo Comprobatório” e “Juízo Executivo”.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 54ª PERGUNTA Uma Religião Cristã Quando uma religião pode ser considerada cristã? Uma religião somente pode ser considerada cristã quando sua doutrina fundamental está fundamentada nas Escrituras Sagradas e centrada no Evangelho de Cristo. Mas o que é o Evangelho? A palavra “evangelho” quer dizer boas novas. Portanto, o Evangelho de Cristo é as boas novas de salvação. A respeito do evangelho disse Jesus: “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim” (Mateus 24:14). Uma religião é tida como cristã quando ela crê plenamente na Palavra de Deus: “Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça. Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (II Timóteo 3:16-17). Uma religião é considerada cristã quando ela crê em Cristo e somente em Cristo para a salvação: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Uma religião é dita cristã quando ela crê em Cristo para perdão dos pecados: "Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras” (Coríntios 15:3). Uma religião é vista como cristã quando ela crê unicamente em Cristo para salvação: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:12). Uma religião é cristã quando ela crê unicamente em Cristo como mediador: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (I Timóteo 2:5). Uma religião é cristã quando ela crê e aguarda a segunda vinda de Cristo: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito: vou preparar-vos lugar. E, se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14:1-3). Uma religião é cristã quando ela crê que Cristo ressuscitará todos os santos no último dia da civilização: “Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: que todo aquele que vê o Filho, e crê nele tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:40). Esses são os critérios mínimos e necessários para que uma seita, ou como se queira, uma religião possa ser considerada cristã. Caso falte qualquer um desses requisitos, tal religião não pode ser considerada cristã. Esses critérios são bíblicos e foram estabelecidos por Jesus Cristo, posto que eles representam a essência mínima do Evangelho Eterno.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 55ª PERGUNTA Uma Seita Alguns dizem que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma seita. Seria essa afirmação verdadeira? Afinal de contas o que é seita? Entre as religiões mais influentes do planeta e que se destacam pelo grande número de adeptos estão: cristianismo (2,1 bilhões), islã (1,3 bilhões), hinduísmo (900 milhões), budismo (360-376 milhões) e judaísmo (18 milhões). Sob essa perspectiva, o cristianismo é uma das grandes religiões do mundo. Porém, todas as ramificações (divisões) do cristianismo existentes no mundo não passam de seitas cristãs. Quando todas as ramificações do cristianismo são observadas macroscopicamente, como uma unidade, elas constituem o cristianismo mundial. Porém, quando as ramificações são observadas individualmente em suas fragmentações, elas constituem as seitas do cristianismo mundial. Todas as seitas costumam intitular suas denominações religiosas de “Igreja”. Nesse sentido, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, como todas as demais Igrejas existentes no mundo, como a Batista, Anglicana, Metodista, Assembléia de Deus, Congregação Cristã e tantas outras, são seitas, já que cada uma sozinha não constitui em sua inteireza o cristianismo mundial. A própria Bíblia Sagrada traz a idéia de seita. Por exemplo, o judaísmo estava dividido, no mínimo, em três seitas: fariseus, saduceus e essênios. As Escrituras Sagradas classificam os saduceus de seita: “E, levantando-se o sumo sacerdote e todos os que estavam com ele (e eram eles da seita dos saduceus), encheram-se de inveja” (Atos 5:17). Os fariseus também são identificados nas Escrituras Sagradas como uma seita: “Alguns, porém, da seita dos fariseus que tinham crido se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés” (Atos 15:5). “Sabendo de mim, desde o princípio (se o quiserem testificar), que, conforme a mais severa seita da nossa religião, vivi fariseu” (Atos 26:5). O próprio cristianismo foi classificado nas Escrituras Sagradas como seita: “Temos achado que este homem é uma peste e promotor de sedições entre todos os judeus, por todo o mundo, e o principal defensor da seita dos nazarenos” (Atos 24:5). “Mas confesso-te que, conforme aquele Caminho, a que chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na Lei e nos Profetas” (Atos 24:14). “No entanto, bem quiséramos ouvir de ti o que sentes; porque, quanto a esta seita, notório nos é que em toda parte se fala contra ela” (Atos 28:22). Portanto, seita é uma ramificação do tronco principal. Porém, aqueles que procuram distorcer o sentido original da expressão “seita” para taxar pejorativamente os filhos de Deus, deveriam lembrar-se das palavras de nosso Senhor Jesus Cristo: “Se chamaram Belzebu ao pai de família, quanto mais aos seus domésticos?” (Mateus 10:25). Os inimigos da verdade, não tendo argumentos razoáveis para condenar a obra de Cristo, partiram para a ignorância chamando-O de Belzebu. Assim também acontece nos dias de hoje. Os inimigos da verdade, não tendo argumentos bíblicos plausíveis para condenar a obra dos filhos de Deus, partem para a ignorância, taxando-os de seita, com o objetivo de denegrir a imagem desses fiéis portadores do evangelho.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Os fiéis filhos de Deus pejorativamente taxados de seitas e desprestigiados como cristãos, podem se considerar felizes porque coisas semelhantes fizeram com todos os portadores da verdade e com o próprio Senhor Jesus Cristo: “Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós”. (Mateus 5:11-12). Alguns que não são da verdade e que não estão satisfeitos com as verdades bíblicas ensinadas pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, procuram por todas as formas minimizar sua poderosa influência no mundo, taxando-a de seita. Mas como fiéis e sinceros cristãos que são, os Adventistas do Sétimo Dia regozijam-se “de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus” (Atos 5:41). Além do mais, não é nada demais ser classificado como seita, mesmo porque, tecnicamente, todas as Igrejas não passam de seitas.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 56ª PERGUNTA A Tradição Guardar tradições religiosas é pecado perante Deus? Bem, tudo depende da espécie de tradição que está sendo guardada. Isto porque existem no mundo cristão, pelo menos, três espécies de tradições: a) A tradição que é diretamente contrária à palavra de Deus; b) a tradição que está em harmonia com a Palavra de Deus; c) a tradição que, embora não contrarie diretamente, também não está em harmonia com a Palavra de Deus. Tradições Dissonantes. Com relação à tradição contrária à Palavra de Deus, disse Jesus: “Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por que transgredis vós também o mandamento de Deus pela vossa tradição? Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens”. (Mateus 15:3 e 9). Do mesmo modo como ocorria no tempo de Cristo, assim também ocorre nos dias de hoje. Muitas tradições tomam o lugar da Palavra de Deus, mas Jesus Cristo negou a validade dessas tradições, afirmando que por elas os homens anulam o mandamento de Deus e adoram a Deus em vão. Paulo advertiu severamente a Igreja fundada por Cristo contra a prática das tradições dos homens: “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo”. (Colossenses 2:8). Diante do exposto, fica claro que a prática de qualquer tradição contrária à Palavra de Deus, que não seja segundo Cristo, torna imprestável a adoração por ser uma prática pecaminosa. Quando os homens colocam as “tradições humanas” acima da “revelação divina”, eles estão inutilizando a Palavra de Deus e inutilmente adorando a Deus. Por exemplo, a veneração de imagem e relíquias é uma tradição contrária ao mandamento bíblico que proíbe tal prática. A observância do domingo é uma tradição contrária ao mandamento bíblico que ordena a santificação do sábado. O batismo por aspersão é uma tradição contrária à Palavra de Deus, que ensina somente o batismo por imersão. O batismo de recém-nascidos é uma tradição contrária à Palavra de Deus, haja vista que o recém-nascido não pode ser ensinado, não pode crer e nem pode decidir-se pelo batismo. Além destas, existem muitas outras tradições contrárias à Palavra de Deus, tais como o culto à Virgem Maria; o rosário; o dogma da transubstanciação; a canonização de santos; a vendas de indulgências; a confissão auricular; a reza da Ave Maria; a infalibilidade papal, purgatório etc. Tradições Harmônicas. Também existem as tradições que não contrariam a Palavra de Deus. Essas espécies de tradições estão em perfeita consonância com os princípios bíblicos. Por exemplo, casar de véu e grinalda ou cultuar na quarta feira são tradições que não contrariam a Palavra de Deus. Observe o que Paulo disse a respeito das tradições que estão em harmonia com a Revelação Divina: “Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa”. (II Tessalonicenses 2:15). Em outro passo disse o seguinte: “Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que andar desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebeu”. (II Tessalonicenses 3:6). Tradições Duvidosas. Existe também uma terceira espécie de tradição, que é a tradição dúbia ou sutil. Esta espécie de tradição oscila entre dois extremos. Ela aparenta
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas não ser contrária à Palavra de Deus, mas também – de alguma maneira – não está em harmonia com a Palavra de Deus. Essa espécie de tradição deve ser evitada a todo custo porque ela possui embutida uma sutileza enganosa, induzindo as pessoas a erros. Alguns exemplos clássicos dessa espécie de tradição são os seguintes: queima de velas em cultos religiosos; água benta; obrigatoriedade do celibato sacerdotal etc. Portanto, com relação às tradições, elas podem ser divididas em três partes: 1) as tradições “opostas” aos ensinos bíblicos devem, terminantemente, ser rechaçadas como antibíblicas; 2) as tradições em “harmonia” com a Palavra de Deus são facultativas e podem ser praticadas, porém não são obrigatórias; 3) as tradições que não são diretamente contrárias, mas de alguma forma não estão em harmonia com a Palavra de Deus, devem ser evitadas a todo custo.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 57ª PERGUNTA Apresentação de Crianças A apresentação de recém-nascidos ao Senhor é ensinamento bíblico? Sim, a apresentação de recém-nascidos ao Senhor é uma doutrina bíblica, mas não doutrina do Novo Testamento. Isto porque a apresentação de recém-nascidos é uma lei cerimonial que foi abolida na cruz por Cristo Jesus, nosso Senhor. No Livro da Lei está escrito que todo primogênito deveria ser consagrado ao Senhor: “Santifica-me todo primogênito, o que abrir toda madre entre os filhos de Israel, de homens e de animais; porque meu é” (Êxodo 13:2). “Porque todo primogênito meu é; desde o dia em que feri a todo o primogênito na terra do Egito, santifiquei para mim todo o primogênito em Israel, desde o homem até ao animal; meus serão; eu sou o Senhor”. (Números 3:13). Diante do exposto, está claro que somente o filho “primogênito” tinha o privilégio de ser santificado ao Senhor. Isto significa que os demais filhos não precisariam ser consagrados ao Senhor. Também percebe-se que somente o filho macho era consagrado ao Senhor. Isto quer dizer que as fêmeas não precisavam ser apresentadas ao Senhor. Nota-se também que não eram somente os filhos primogênitos machos que eram santificados ao Senhor, mas também os filhotes primogênitos machos dos animais eram consagrados ao Senhor. Em cumprimento a esse cerimonial religioso, Jesus Cristo foi apresentado ao Senhor no Templo Sagrado: “E, quando os oito dias foram cumpridos para circuncidar o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido. E, cumprindo-se os dias da purificação, segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor. (segundo o que está escrito na lei do Senhor: Todo macho primogênito será consagrado ao Senhor)”. (Lucas 2:21-23). O cerimonial de apresentação de recém-nascidos, realizado por alguns grupos religiosos cristãos, não é doutrina bíblica do Antigo Testamento e muito menos do Novo. Senão vejamos: a) as denominações cristãs não apresentam ao Senhor somente o filho primogênito, mas apresentam tantos filhos quanto o casal tiver; b) a apresentação do primogênito era obrigatória, mas as apresentações feitas nos dias de hoje pelos cristãos são facultativas; c) hoje em dia, as apresentações não se limitam somente aos filhos machos, mas também abrangem as fêmeas; d) os cristãos não apresentam os seus animais primogênitos, conforme era exigido pela lei. Diante do exposto, fica claro que o ritual de apresentação infantil realizado nos dias de hoje pelos cristãos não preenche nenhum dos requisitos bíblicos. Portanto, trata- se de uma cerimônia espúria. A prática de apresentar recém-nascidos ao Senhor entrou na Igreja por força de certas circunstâncias sociais e culturais, bem como pela tremenda força da religiosidade católica dominante na mente da população sul-americana do início do século XX. Muitos casais haviam abandonado a religião católica para abraçar a luz das verdades bíblicas ensinadas pelas Igrejas Protestantes. Porém, alguns casais tinham receio de abandonar a prática do batismo de seus recém-nascidos. Este fenômeno ocorria porque esses conversos eram novos na fé e muitos casais convertidos eram molestados por familiares, vizinhos e amigos católicos para batizarem os seus filhos recém-nascidos.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Como os protestantes não realizam a prática católica do batismo infantil, algumas Igrejas Protestantes tomaram a iniciativa de realizar um singelo cerimonial de apresentação de recém-nascidos para evitar que os pais batizassem seus filhos na Igreja Católica. Tal fato serviu para amenizar os problemas de consciência daqueles que eram fracos na fé e tapar a boca dos familiares católicos. Porém, esse costume começou a se generalizar, e com o tempo tornou-se uma tradição que continua sendo praticada até aos dias de hoje, mesmo tendo desaparecido a causas originais que deram origem à apresentação de crianças nas Igrejas Protestantes. Diante da falta de um claro “Assim diz o Senhor”, torna-se evidente que a apresentação de recém-nascidos nas igrejas cristãs é uma tradição de homens. É bem verdade que essa tradição não contraria nenhum princípio ou mandamento bíblico, razão pela qual pode ser praticada, mas a sua observância não é obrigatória, haja vista não ser mandamento bíblico.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 58ª PERGUNTA Quantidade de Santa Ceia Nas igrejas evangélicas a Santa Ceia ocorre uma vez por mês. Por que é tão raro ter santa ceia na Igreja Adventista do Sétimo Dia? De fato, as igrejas evangélicas realizam a Santa Ceia uma vez ao mês. Todavia, a Santa Ceia que realizam não está santificada pela Palavra de Deus porque sua realização não obedece aos critérios e orientações deixados pelo Senhor Jesus Cristo. Antes de realizar a Santa Ceia, o Senhor recomendou à Sua Igreja a prática do cerimonial do lava-pés, como uma forma de exame de consciência, humildade e reconciliação com o próximo. O ritual do lava-pés é um preparo necessário e indispensável para que não haja participação indigna na Ceia do Senhor porque “qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se pois o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor”. (I Coríntios 11:27- 29). A Igreja Adventista do Sétimo Dia recebeu da Palavra do Senhor o que ela ensina: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, lavou os pés dos discípulos, dizendo: “Ora se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros” (João 13:14). “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (João 13:15). “Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes” (João 13:17). Por três vezes o Senhor recomendou veementemente a obrigação dos cristãos lavarem os pés uns dos outros, num ritual de humildade, purificação de consciência e reconciliação. Somente após ter instituído e realizado o ritual de lavagem dos pés é que Jesus Cristo também instituiu e participou da Santa Ceia. A Ceia do Senhor é um acontecimento solene e extremamente sagrado na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Em média, ela é realizada quatro vezes ao ano para evitar a sua formalização e banalização. Normalmente, a Santa Ceia ocorre após uma semana de oração e consagração dos membros da igreja. Dessa forma, quando a Santa Ceia é realizada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, ela se reveste de toda a sua solenidade, majestade, importância e santidade. Ademais, as Escrituras Sagradas não estabelecem quantidade mínima ou máxima de Santa Ceia. O próprio Senhor Jesus Cristo a realizou apenas uma vez durante Seus três anos e meio de ministério evangelístico. Na verdade, a Ceia do Senhor veio para substituir a festa típica da Páscoa, a qual era realizada apenas uma vez ao ano: “No décimo quarto dia do mês, à tarde, celebrava- se a Páscoa, comemorando as suas cerimônias solenes e impressionantes o livramento do cativeiro do Egito, e apontando ao futuro sacrifício que libertaria do cativeiro do pecado. Quando o Salvador rendeu Sua vida no Calvário, cessou a significação da Páscoa, e a ordenança da Ceia do Senhor foi instituída como memorial do mesmo acontecimento de que a Páscoa fora tipo”. (Patriarcas e Profetas, 539). Portanto, o ideal é a Santa Ceia seja realizada uma vez ao ano, haja vista que ela veio para substituir a Páscoa, que era realizada apenas uma vez ao ano.
  • 104.
    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Porém, por falta de uma orientação mais explicita, a Ceia do Senhor é realizada tantas vezes quanto se queira. A Bíblia Sagrada não estabelece claramente nenhum limite mínimo ou máximo para a sua realização. É por esta razão que a Igreja Central de Mogi das Cruzes tem por costume realizar a Santa Ceia apenas quatro vezes ao ano, pelos motivos retro apresentados.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 59ª PERGUNTA Rigor no Horário Por que há tanto rigor no cumprimento do horário do término do culto divino? É certo que há pregadores que excedem o horário do culto, tornando-o exaustivo e cansativo, mas algumas vezes a mensagem é tão boa e agradável. Não seria como bloquear a palavra de Deus? O almoço é mais importante do que a mensagem? O almoço não é a razão do rigor no cumprimento do horário do culto divino. A Igreja Adventista do Sétimo Dia costuma levar em consideração uma série de fatores ao estabelecer e limitar o horário do culto. Todos sabem que a Igreja é constituída por uma enorme diversidade de pessoas. Algumas são bebês, crianças, outras são jovens, adultos e outras são idosas. Algumas pessoas possuem um poder de concentração maior, outras nem tanto. Algumas são extremamente cultas, outras totalmente incultas. Algumas pessoas dependem de horários de ônibus para retornar para suas residências. Outras possuem um cônjuge incrédulo esperando o cônjuge crente retornar da igreja para almoçar em família. Enfim, as situações são diversas e variadas, razão pela qual a Igreja Adventista procura, em média, atender a todas, sem causar maiores problemas ou aborrecimentos à irmandade. Além do mais, a palavra inspirada estabelece as razões do horário de culto. Observe: Está comprovado que quando um discurso é longo “as pessoas não podem digerir tanto; sua mente tampouco os pode apreender, e chegam a cansar-se e confundir- se ao ser-lhes apresentada tanta matéria em um único sermão”. (Evangelismo, 177). Um discurso longo “não somente cansa o povo, mas de maneira tal consome o tempo e a energia do pastor que o incapacita para empenhar-se no trabalho pessoal que deve seguir-se”. (Manuscrito 14, 1887). “Discursos compridos são exaustivos para o orador e exaustivos para os ouvintes que têm de ficar sentados tanto tempo. A metade da matéria apresentada seria de maior benefício para o ouvinte do que a grande quantidade entornada pelo orador”. (Testem. Ministros e Obreiros Evangélicos, 256). “Longos discursos sobrecarregam o espírito das crianças. Demasiado falar leva- las-á a aborrecer até a instrução espiritual”. (Testimonies on Sabbath School Work, 107). “Sejam os discursos curtos, espirituais e elevados. Esteja o pregador cheio da Palavra do Senhor. Saiba cada homem que vai ao púlpito que tem anjos do Céu em seu auditório”. (Testem. Ministros e Obreiros Evangélicos, 338). Disse Jesus: “Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora”. (João 16:12). “Em Seus discursos, Cristo não lhes apresentou muitas coisas de uma vez, para não lhes confundir a mente”. (Manuscrito 25, 1890). Nosso Deus é um Deus de ordem. Se o próprio Universo possui uma ordem estabelecida em sua complexidade, quanto mais a Igreja de Deus! Portanto, para evitar prejudicar alguns dos membros da irmandade, a Igreja Adventista do Sétimo Dia não costuma abusar dos horários do culto divino, até mesmo porque a Igreja segue alguns princípios orientadores, que determina que tudo seja feito com ordem: “faça-se tudo decentemente e com ordem”. (I Coríntios 14:40). Foi por causa da ordem que deve haver na Igreja que Paulo deixou Tito em Creta: “Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam, e de cidade em cidade estabelecesses presbíteros, como já te mandei”. (Tito 5).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 60ª PERGUNTA Mulheres Caladas na Igreja Observo que na Igreja Adventista do Sétimo Dia, as mulheres costumam falar no púlpito. Esse costume não contraria as Escrituras Sagradas que mandam as mulheres ficarem caladas? Infelizmente existem muitas mentes simplórias que, inadvertidamente, leem os versículos bíblicos sem levar em consideração todo o seu contexto imediato ou mediato, ou ainda leem os versículos sem ponderar com o restante das Escrituras Sagradas. Lamentavelmente, essa espécie de interpretação totalmente descontextualizada é típica de pessoas chamadas “analfabetos funcionais”, ou seja, sabem ler, mas não sabem interpretar corretamente o que leem. Sobre a questão das mulheres estarem caladas nas igrejas, Paulo afirmou o seguinte: “As mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei”. (I Coríntios 14:34). Com base na ingênua leitura do referido versículo, alguns, arvorando-se com ares de doutores, mostram sua total ignorância e machismo ao afirmarem que as mulheres não podem falar nas igrejas, concluindo com isso que elas não podem pregar ou ensinar nas igrejas. Mas esses “doutores”, em sua santa ignorância, parecem que se esqueceram de ler a continuação do versículo bíblico, que complementa a idéia inicial apresentada pelo apóstolo Paulo: “E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é indecente que as mulheres falem na igreja”. (I Coríntios 14:35). Diante desses dois versículos bíblicos, torna-se evidente que a proibição divina nada tem a ver com mulheres pregando as verdades bíblicas entre o povo de Deus, mas simplesmente tratava-se de impedir que as mulheres ficassem com conversas paralelas nas igrejas. Tanto é verdade que, segundo esclarecimento prestado pelo próprio versículo, caso alguma mulher desejasse aprender alguma coisa ensinada nas igrejas, ela deveria interrogar “em casa a seus próprios maridos”, justamente para evitar conversas paralelas nas igrejas. A proibição divina não impedia as mulheres de pregarem ou ensinarem nas igrejas, mas simplesmente procurava eliminar as conversas paralelas, que ocorriam nas igrejas. Mesmo porque, o apóstolo Paulo cuidava de igrejas que foram administradas por mulheres. Caso as mulheres não pudessem falar, pregar, ensinar ou servir nas igrejas, elas jamais poderiam ter fundado ou mantido igrejas em suas próprias casas. Observe: 1. “Recomendo-vos pois Febe, nossa irmã, a qual serve na igreja que está em Cencréia”. (Romanos 16:1). 2. “Saudai a Trifena e a Trifosa, as quais trabalham no Senhor. Saudai à amada Pérsida, a qual muito trabalhou no Senhor”. (Romanos 16:12). 3. “As igrejas da Ásia vos saúdam. Saúdam-vos afetuosamente no Senhor Áquila e Prisca, com a igreja que está em sua casa”. (I Coríntios 16:19). 4. “Saudai aos irmãos que estão em Laodicéia, e a Ninfa e à igreja que está em sua casa”. (Colossenses 4:15). 5. “E à nossa irmã Ápia, e a Arquipo, nosso camarada, e à igreja que está em tua casa”. (Filemom 1:2).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 6. “E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com os outros cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida”. (Filipenses 4:3). Deus nunca proibiu qualquer mulher de falar ou ensinar nas congregações do povo de Deus. Mesmo porque, no decorrer da história, o Senhor concedeu revelações divinas a muitas mulheres para que elas administrassem o povo do Senhor: (Êxodo 15:20; Juízes 4:4; II Reis 22:14; Lucas 2:36; Atos 21:9). Caso as mulheres não pudessem falar, ensinar ou conduzir o povo de Deus, então elas não poderiam ter sido chamadas pelo Senhor para profetizar e anunciar a mensagem divina. Portanto, está claro que Paulo não está proibindo as mulheres de pregarem ou ensinarem os oráculos sagrados nas congregações cristãs. O contexto considerado por Paulo era outro, a proibição anunciada no versículo bíblico procurava restringir as mulheres de conversarem nas igrejas. Evidentemente, a igreja é um local sagrado de oração, reflexão e de reverente adoração. Com o seu dom natural para conversar, as mulheres quebrariam a reverência que deve haver na Casa de Deus, razão pela qual, já naquela época era tido como “indecente que as mulheres falem na igreja”.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 61ª PERGUNTA Mulheres Ensinando na Igreja Notei que as mulheres adventistas costumam ensinar nas igrejas. Então como fica o fato do apóstolo Paulo ter proibido as mulheres de ensinarem nas igrejas, conforme I Timóteo 2:11-12? A grande verdade é que o apóstolo Paulo jamais proibiu a qualquer mulher de ensinar ou pregar nas igrejas. Mesmo porque, em seus escritos epistolares, o apóstolo faz referência a várias igrejas que eram administradas por mulheres dedicadas e zelosas, que trabalhavam na obra de evangelização (Romanos 16:1; 16:12; I Coríntios 16:19; Filipenses 4:3; Colossenses 4:15; Filemom 1:2). Caso as mulheres não pudessem ensinar as pessoas interessadas na mensagem cristã, então elas não poderiam ser missionárias, professoras, ou evangelistas. O que o santo apóstolo proibiu foi que as mulheres, tomando o lugar da autoridade – que pertence exclusivamente ao marido – passassem a ensinar aos seus próprios esposos. Observe: “A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio”. (I Timóteo 2:11-12). Da leitura do versículo depreende-se que a mulher deveria aprender em silêncio, evitando as conversas frívolas e desnecessárias na igreja. Paulo também não permitiu que a mulher ensinasse ao seu próprio marido, e nem mesmo que empregasse de autoridade sobre seu esposo. Isto “porque o marido é a cabeça da mulher” (Efésios 5:23). O marido deve manter-se como o chefe e líder de sua família. Deve amar, proteger e dar total segurança à sua esposa, porque os dois são uma só carne. O versículo bíblico não impede as mulheres de ensinarem aos outros. Como impedir a mulher de ensinar aos seus filhos? Como impedir a mulher de ensinar aos seus parentes? Como impedir a mulher de ensinar as suas vizinhas ou amigas interessadas em conhecer a sua fé cristã? O impedimento paulino limitava-se tão-somente que a esposa ensinasse ao seu próprio marido, justamente para evitar que a sua autoridade patriarcal fosse diminuída ou usurpada. A verdade é que, no decorrer dos séculos, Deus chamou várias mulheres para que se tornassem profetas e líderes espirituais do Seu povo. É claro que elas tiveram que falar para ensinar sobre as maravilhosas verdades reveladas pelo Senhor. Observe o que diz as Escrituras Sagradas: 1. Deus chamou a irmã de Moisés para profetiza: “Então Miriã, a profetisa, a irmã de Aarão, tomou o tamboril na sua mão, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris e com danças”. (Êxodo 15:20). 2. No período dos juízes que governaram a Israel, Deus chamou Débora para ser profeta e juíza de Seu povo: “E Débora, mulher profetisa, mulher de Lapidote, julgava a Israel naquele tempo”. (Juízes 4:4). 3. Na época dos reis, Deus chamou Hulda para ser profeta. Sua autoridade era tão respeitada, que as mais altas autoridades a consultavam: “Então foi o sacerdote Hilquias, e Aicão, e Acbor, e Safã, e Asaías à profetisa Hulda, mulher de Salum, filho de Ticva, o filho de Harás, o guarda das vestiduras (e ela habitava em Jerusalém, na segunda parte), e lhe falaram”. (II Reis 22:14).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 4. Na época do nascimento de Jesus, a profetiza Ana é mencionada nas Escrituras Sagradas: “E estava ali a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser”. (Lucas 2:36). 5. No início da Igreja, o diácono Filipe “tinha este quatro filhas donzelas, que profetizavam” (Atos 21:9). Caso as mulheres não pudessem ensinar ao povo de Deus o caminho a seguir, então o Senhor teria perdido tempo concedendo o dom do Espírito de Profecia às mulheres, supondo o absurdo de que elas deveriam permanecer caladas.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 62ª PERGUNTA Cristãos Indignos na Igreja É certo ficar desanimada porque na igreja existem algumas pessoas indignas do nome cristão? Elas professam seguir a Cristo, mas fora da igreja não se distinguem dos mundanos! É fato incontestável que em todas as denominações religiosas, sem nenhuma exceção, existem muitas pessoas que não estão de fato convertidas a Cristo e às verdades bíblicas. “Há na igreja tanto crentes como descrentes ... Há grande diferença entre uma suposta união e uma união verdadeira com Cristo, pela fé. O professar crer na verdade põe homens na igreja, mas isso não prova que tenham união vital com a Videira verdadeira”. (Reavivamento e Seus Resultados, 43, 44). Os descrentes que frequentam a igreja, juntamente com os crentes, foram comparados por Jesus como constituindo o joio, que cresce no meio do trigo até à época da ceifa (Mateus 13:24-30). “O mundo é um mundo caído, e a igreja é um lugar representado por um campo em que crescem joio e trigo. Terão de crescer juntos até a ceifa. Não é dever nosso desarraigar o joio, segundo a sabedoria humana, para que, por sugestão de Satanás, não se dê o caso de que o trigo seja arrancado, na suposição de ser joio”. (Carta 63, 1893). Também é fato inegável que os doze apóstolos foram orientados pessoalmente por Jesus Cristo, mas um deles era Judas. Então é razoável considerar que nas igrejas haja muitos judas. “Podeis criar na mente um mundo irreal e imaginar uma igreja ideal, onde as tentações de Satanás não incitem para o mal, mas essa perfeição só existe em tua imaginação”. (Carta 63, 1893). Falta com a verdade quem diz que na sua denominação religiosa não há joio ou judas ou que todos são sinceros e fiéis cristãos. Isto porque o próprio Senhor Jesus Cristo afirmou que o trigo e o joio somente seriam colhidos na ceifa (Mateus 13:30). Como o trigo ainda não foi colhido, concluímos que o joio também não o foi e, portanto, a ceifa ainda não ocorreu. Caso alguém ainda insista em dizer que na sua igreja não há joio, então essa não é a Igreja de Cristo, porque o Senhor disse que na Sua Igreja o joio cresceria com o trigo até ceifa. Estamos na Igreja por causa de Cristo e não por causa das pessoas. Como fiéis cristãos, devemos olhar somente para Cristo e não para os homens. Cristo é o nosso padrão, modelo e referencial para mirar. É por Cristo que devemos aferir nosso caráter e não pelas pessoas, por melhores que elas sejam. A própria Bíblia Sagrada afirma que devemos olhar para Cristo. Observe: “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé” (Hebreus 12:2). “Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro” (Isaías 45:22). Jamais devemos tirar nosso olhar de Cristo e de Sua verdade para colocá-lo sobre as pessoas e seus problemas, mesmo porque “muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mateus 22:14). Além disso, “nem todos os que são d’Israel são israelitas” (Romanos 9:6). Antes do amadurecimento e da ceifa, não há como saber quem é joio e quem é trigo. Portanto, devemos olhar exclusivamente para Jesus Cristo e para ninguém mais. Em suma, “por haver na igreja membros indignos, não tem o mundo o direito de duvidar da verdade do cristianismo, nem devem os cristãos desanimar por causa destes falsos irmãos. Como foi com a igreja primitiva? Ananias e Safira uniram-se aos
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas discípulos. Simão Mago foi batizado. Demas, que abandonou a Paulo, era considerado crente. Judas Iscariotes foi um dos apóstolos. O Redentor não quer perder uma única pessoa. Sua experiência com Judas é relatada para mostrar Sua longanimidade com a corrompida natureza humana; e nos ordena sermos pacientes como Ele o foi. Disse que até ao fim do tempo haveria falsos irmãos na igreja”. (Parábolas de Jesus, 73).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 63ª PERGUNTA Futuras Perseguições A exemplo de Paulo, no futuro sofreremos perseguições por causa da nossa fé? Sim, as Escrituras anunciam que pouco antes da segunda vinda de Cristo haverá um período de grande tribulação no mundo e, especialmente, contra os santos do Altíssimo, os quais recusarão receber o sinal da besta, ou servir a besta e sua imagem. Observe o que diz a Palavra Sagrada: 1. “E seguiu-os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão. Também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro”. (Apocalipse 14:9-10). 2. “E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo”. (Apocalipse 12:17). 3. “E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta pelos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro”. (Daniel 12:1). 4. “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra”. (Apocalipse 3:10). “Foi-me mostrada a posição elevada e de responsabilidade que o povo de Deus deve ocupar. Eles são o sal da Terra e a luz do mundo, e devem andar assim como Cristo andou. Hão de passar por grande tribulação. O presente é um tempo de luta e prova. Diz nosso Salvador: ‘Ao quem vencer lhe concederei que se assente comigo no Meu trono; assim como Eu venci, e Me assentei com Meu Pai no Seu trono.’ Apoc. 3:21. A recompensa não é dada a todos quantos professam ser seguidores de Cristo, mas aos que vencerem assim como Ele venceu. Devemos estudar a vida de Cristo, e aprender o que seja confessá-Lo diante do mundo”. (I Testemunhos Seletos, 101). “Eis que a grande crise vem sobre o mundo. As Escrituras ensinam que o papado deverá readquirir sua supremacia perdida, e que os fogos da perseguição serão reatados por meio das concessões oportunistas do chamado mundo protestante”. (II Mensagens Escolhidas, 367). “‘E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo.’ Apoc. 12:17. Num futuro não muito distante haveremos de ver estas palavras cumpridas, quando as igrejas protestantes se aliarem com o mundo e o poder papal contra os que guardam os mandamentos de Deus”. (II Testemunhos Seletos, 149). “O mundo todo há de ser instigado à inimizade contra os adventistas do sétimo dia, porque eles não rendem homenagem ao papado, honrando o domingo, instituição desse poder anticristão. É desígnio de Satanás fazer com que eles sejam exterminados da Terra, a fim de que não seja contestada sua supremacia no mundo”. (A Igreja Remanescente, 34).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas “Como os defensores da verdade se recusem a honrar o descanso dominical, alguns deles serão lançados na prisão, exilados, e outros tratados como escravos”. (O Grande Conflito, 608). Quando a imagem da besta for formada e a própria besta adquirir proeminência no mundo, então os santos do Altíssimo, que guardam os mandamentos de Deus, passarão por tremendas perseguições. Mas não há motivo para entrar em desespero, porque nesse tempo de angústia, o Senhor será uma segura fortaleza para o Seu povo santo.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 64ª PERGUNTA Deus e a Volta de Jesus Deus estará nos céus esperando Jesus retornar com aqueles que forem arrebatados na segunda vinda de Cristo? A Bíblia Sagrada esclarece que quando o Senhor Jesus retornar a este mundo, haverá no céu um silêncio que durará por quase meia hora profética: “E havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora” (Apocalipse 8:1). Conforme Ezequiel 4:6-7, cada dia profético corresponde a um ano literal. Portanto, um dia profético é constituído por 24 horas proféticas. Sendo que, vinte e quatro horas proféticas, correspondem a 360 dias literais. Assim pode-se apresentar a seguinte igualdade: 24 horas proféticas -------- 360 dias literais ½ hora profética -------------- x dias literais Por uma simples regra de três tem-se o seguinte resultado: x = (½ . 360)/24 = 7,5 dias literais Desse modo fica evidenciado que meia hora profética corresponde a 7,5 dias literais. Como a profecia diz que o silêncio no Céu durou por “quase” meia hora, isso significa que essa “quase meia hora” corresponde a sete dias literais. Esse é o tempo que Jesus gastará para retornar à Terra e voltar ao céu com todos os salvos. Esse silêncio indica que o céu ficará totalmente vazio, pois todos os santos anjos estarão acompanhando Jesus Cristo em Sua segunda vinda a este planeta. Apesar desse silêncio sepulcral, as Escrituras Sagradas nada dizem sobre o Pai deixar o céu para acompanhar o Filho na Sua segunda vinda ao planeta Terra. Também nada dizem sobre o Pai ficar no céu, aguardando o Filho retornar com todos salvos e santos anjos. O que as Escrituras Sagradas ensinam claramente é que é Cristo quem voltará segunda vez a este mundo. Elas também esclarecem que Cristo não virá sozinho, mas voltará a este mundo acompanhado por todos os santos anjos do céu, cujo número é de milhares de milhares e milhões de milhões. Observe o que diz as Escrituras Sagradas: Jesus retornará a este mundo acompanhando por todos os santos anjos: “E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória”. “Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras”. (Mateus 25:31; 16:27). Jesus enviará os anjos que O acompanham para ajuntar todos os salvos: “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus”. (Mateus 24:30-31). Portanto, até onde as Escrituras Sagradas revelam, Cristo voltará a este mundo acompanhado pelos santos anjos do céu. A Bíblia Sagrada nada revela sobre o Pai acompanhar Jesus, em Sua segunda vinda. Neste ponto deve-se aplicar o seguinte princípio bíblico: “As coisas encobertas são para o Senhor, nosso Deus; porém as reveladas são para nós e para nossos filhos, para sempre”. (Deuteronômio 29:29).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 65ª PERGUNTA Quem Viver Verá? A Bíblia fala que todo olho verá a volta de Jesus. Isto significa que os ímpios e os justos mortos ressuscitarão para ver o retorno de Jesus? Com relação a todos verem a volta de Jesus, as Escrituras Sagradas esclarecem o seguinte: “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória”. (Mateus 24:30). Outro versículo paralelo explica o seguinte: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho O verá, até quantos O traspassaram. E todas as tribos da Terra se lamentarão sobre Ele. Certamente. Amém”. (Apocalipse 1:7). A vinda do Senhor Jesus é comparada ao relâmpago, visível a todos os olhos, desde o Oriente até o Ocidente. “Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais; eis que ele está no interior da casa, não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem”. (Mateus 24:26-27). Os olhos que verão Jesus vindo sobre as nuvens do céu, serão os olhos de todas as pessoas que estiverem vivas naquele “grande dia do Senhor”, ou seja: “todas as tribos da Terra”. Evidentemente isto inclui os olhos dos santos e dos ímpios que estiverem vivos naquele dia. Os ímpios mortos não verão o Senhor em Sua segunda vinda. Os únicos ímpios que verão a segunda vinda de Cristo a este mundo são aqueles que O traspassaram, os demais não O verão. Quando Jesus retornar a este mundo, somente os santos mortos é quem serão ressuscitados na chamada “primeira ressurreição” no início do período de mil anos. Note o que diz as Escrituras Sagradas: “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição: sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos” (Apocalipse 20:6). Os ímpios mortos não serão ressuscitados na segunda vinda de Cristo. Eles somente serão ressuscitados na chamada “segunda ressurreição”, a qual ocorrerá quando terminar os mil anos. Observe o que diz a Bíblia Sagrada: “Mas os outros mortos [ímpios] não reviveram, até que os mil anos se acabaram” (Apocalipse 20:5). Pelo que foi exposto, fica claro que os santos mortos e os ímpios mortos não verão o momento da chegada de Jesus Cristo a este mundo, em Sua segunda vinda. Somente depois da chegada de Jesus é que os santos mortos serão ressuscitados, para juntamente com os santos vivos “encontrar o Senhor nos ares”. (I Tessalonicenses 4:17).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 66ª PERGUNTA Arrebatamento Secreto É verdade que o arrebatamento dos santos será secreto ou invisível aos olhos humanos? A Bíblia Sagrada não fala de nenhum outro arrebatamento dos santos, a não ser daquele que ocorrerá no dia em que Jesus retornar a este mundo. “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (I Tessalonicenses 4:16-17). Conforme informações contidas nas Escrituras Sagradas, o arrebatamento dos santos do Altíssimo será tão secreto quanto um grande trovão ou relâmpago que se mostra do Oriente ao Ocidente à vista de todos. “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem” (Mateus 24:27). A vinda de Cristo a este mundo, para arrebatar a Sua Igreja para o céu, será tão secreta que “todo o olho o verá” (Apocalipse 1:7) e “todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória” (Mateus 24:30). O arrebatamento da Igreja será tão secreto que Jesus “enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta” (Mateus 24:31), os quais “separarão os maus dentre os justos” (Mateus 13:49) e “estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro. Estando duas moendo no moinho será levada uma, e deixada outra”. (Mateus 24:40-41). O arrebatamento da Igreja, na segunda vinda de Cristo, será tão secreto, que o Senhor Jesus se manifestará desde os céus “como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Os quais por castigo padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder”. (II Tessalonicenses 1:8-9). Jesus voltará a este mundo do mesmo modo como para o céu foi visto subir. Ele subiu em carne e osso e voltará em carne e osso. Ele subiu de forma visível aos olhos de todos e voltará de forma visível aos olhos de todos. Seu arrebatamento nada teve de oculto ou secreto e sua vinda nada terá de oculto ou secreto. “E quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco. Os quais lhe disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir”. (Atos 1:9-11). Portanto, com a segunda vinda de Cristo a este mundo, ocorrerá o arrebatamento de Sua Igreja. Esse arrebatamento nada tem de invisível ou de secreto. Nada tem que não seja aparente ou que seja encoberto. Nada tem que seja escondido ou oculto. Mesmo porque as Escrituras Sagradas não falam de nenhum outro arrebatamento no fim dos tempos, além daquele que ocorrerá na segunda vinda de Cristo. Os versículos expostos evidenciam que a doutrina do arrebatamento secreto não tem nenhum fundamento nas Escrituras Sagradas. Essa doutrina não passa de produto da imaginação e fantasia humana. É uma doutrina totalmente destituída dos critérios
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas basilares da Hermenêutica Sacra. A essa doutrina espúria devemos obedecer ao seguinte conselho do apóstolo Paulo: “rejeita as fábulas profanas”. (I Timóteo 4:7). O arrebatamento secreto é uma doutrina baseada numa coleção de versículos bíblicos desconexos, os quais descontextualizados de sua mensagem original, foram interpretados ao bel prazer dos defensores dessa esdrúxula doutrina. A bem da verdade, tal doutrina não passa de uma mera ficção religiosa existente na imaginação daqueles que a defendem. Ela é uma doutrina antibíblica produzida pela mente humana. “Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens”. (Mateus 15:9). “As coisas reveladas são para nós e nossos filhos, mas não devemos permitir que nossa imaginação fabrique doutrinas concernentes a coisas não reveladas”. (Medicina e Salvação, 100).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 67ª PERGUNTA Os que Traspassaram Por que a Bíblia Sagrada diz que aqueles que traspassaram a Jesus verão a Sua vinda? Quem são essas pessoas? A passagem bíblica em questão é a seguinte: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém!” (Apocalipse 1:7). A palavra traspassar ou transpassar tem o mesmo significado. São palavras sinônimas. Elas significam “varar de lado a lado”, “furar de lado a lado”. No processo de crucifixão, Jesus teve as Suas mãos e os Seus pés furados de lado a lado ao serem atravessados pelos cravos de ferro dos soldados romanos. Após a sua morte, estando na cruz, Jesus ainda teve o seu franco atravessado pela lança de um dos soldados romanos. Esses fatos ocorreram em sincronia com a profecia da Escritura Sagrada que diz: “Verão aquele que traspassaram” (João 19:33-37). Os que traspassaram a Jesus são todas as pessoas que estiveram envolvidas no processo de Sua crucifixão. Muitas passagens das Escrituras Sagradas deixam claro que todos aqueles que traspassaram a Jesus terão o imenso desprazer de testemunhar a Sua vinda, nas nuvens do céu, com poder e grande glória. Jesus fez uma curiosa declaração ao sumo sacerdote, que procurava pretexto para condená-lo: “e vereis o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu” (Marcos 14:62). O sumo sacerdote e todos aqueles que estiveram envolvidos na crucifixão de Jesus estão mortos há quase dois mil anos. Então, como eles poderão ver “aquele que traspassaram” (João 19:37)? Bem, a única resposta possível é que todos eles terão que ser ressuscitados especialmente para presenciarem a segunda vinda de Cristo. Sobre essa ressurreição especial, o profeta Daniel declarou: “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno” (Daniel 12:2). Portanto, dois grupos de pessoas ressuscitarão do pó da terra: “uns... para a vida eterna” e “outros... para a vergonha e desprezo eterno”. Nessa ressurreição especial, aqueles que ressuscitarão “para vergonha e desprezo eterno” são justamente os que traspassaram a Jesus. Mas, quem são aqueles que ressuscitarão, nessa mesma ocasião, “para a vida eterna”? Bem, o livro do Apocalipse responde: “E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam” (Apocalipse 14:13). Esta mensagem é anunciada logo após a proclamação da mensagem do terceiro anjo. Isto significa que todos aqueles que “desde agora” – durante a proclamação da mensagem do terceiro anjo – morrerem no Senhor são bem-aventurados. Mas por que especialmente estes são bem-aventurados e outros que morreram em Cristo antes desta mensagem angélica não são chamados de bem-aventurados? A resposta é muito simples: Esses bem-aventurados que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo também participarão de uma ressurreição especial para testemunhar a segunda vinda de Cristo. “Todos os que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo saem do túmulo glorificados, para ouvirem o concerto de paz, estabelecido por Deus com os que guardam a Sua lei”. E “os que zombaram e escarneceram da agonia de Cristo, e os mais
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas acérrimos inimigos de Sua verdade e povo, ressuscitam para contemplá-Lo em Sua glória, e ver a honra conferida aos fiéis e obedientes” (Grande Conflito, 643). Portanto, antes do retorno de Cristo a este mundo haverá uma ressurreição especial, na qual dois grupos de pessoas farão parte: “uns” ressuscitarão “para a vida eterna” e “outros” ressuscitarão “para vergonha e desprezo eterno”. Nessa ocasião, os que ressuscitarem para a “vida eterna” serão constituídos por todos os que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo e os que ressuscitarem “para a vergonha e desprezo eterno” serão constituídos por todos os que traspassaram a Jesus.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 68ª PERGUNTA Aparência Física na Ressurreição Caso Jesus voltasse hoje, permaneceríamos com a aparência física de nossa idade atual? Ou seja, as crianças continuarão sendo crianças, os jovens continuarão sendo jovens e os velhos assim permanecerão? A Bíblia Sagrada ensina que os santos do Altíssimo ressuscitarão incorruptíveis e imortais: “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados. Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade”. (I Coríntios 15:51-53). Na segunda vinda de Cristo, os santos serão ressuscitados no frescor da eterna juventude, num corpo incorruptível e imortal. Todos os salvos receberão um corpo semelhante ao corpo glorioso do Senhor Jesus: “Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas”. (Filipenses 3:21). As crianças ressuscitarão incorruptíveis e imortais, mas ainda serão crianças, todavia, crescerão e se desenvolverão. Os jovens ressuscitarão jovens e os velhos ressuscitarão no frescor da eterna juventude. Na eternidade, todos os salvos serão para sempre jovens. As crianças ressuscitarão crianças: “Ao surgirem os pequenos, imortais, de seu leito de pó, imediatamente seguirão caminho, voando, para os braços maternos. Reencontrar-se-ão, para nunca mais se separarem”. (II Mensagens Escolhidas, 260). Os salvos ressuscitam com a mesma estatura que possuíam, porém no frescor da eterna juventude. “Todos saem do túmulo com a mesma estatura que tinham quando ali entraram. Adão, que está em pé entre a multidão dos ressuscitados, é de grande altura e formas majestosas, de estatura pouco menor que o Filho de Deus. Apresenta assinalado contraste com o povo das gerações posteriores; sob este único ponto de vista se revela a grande degeneração da raça. Todos, porém, surgem com a louçania e vigor de eterna mocidade”. (GC, 644). Todos os salvos recuperarão a estatura original do homem ao participarem da árvore da vida. “No princípio o homem foi criado à semelhança de Deus, não somente no caráter, mas na forma e aspecto. O pecado desfigurou e quase obliterou a imagem divina; mas Cristo veio para restaurar aquilo que se havia perdido. Ele mudará nosso corpo vil, modelando-o conforme Seu corpo glorioso. As formas mortais, corruptíveis, destituídas de garbo, poluídas pelo pecado, tornam-se perfeitas, belas e imortais. Todos os defeitos e deformidades são deixados no túmulo. Restabelecidos à árvore da vida, no Éden há tanto tempo perdido, os remidos crescerão até à estatura completa da raça em sua glória primitiva”. (GC, 645).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 69ª PERGUNTA O Reino Terrestre de Mil Anos Quando Jesus voltar a este mundo, Ele vai permanecer na Terra durante o milênio ou voltará para o Céu? Existe uma heresia no seio da cristandade que ensina a antibíblica doutrina de que Cristo, com todos os salvos, reinarão na Terra durante um período de mil anos. Ocorre que tal doutrina é totalmente contrária aos ensinos registrados nas páginas das Escrituras Sagradas. A verdade é que os salvos reinarão com Cristo durante mil anos, mas não na Terra, e sim no Céu. Sabe-se que os crentes possuem uma cidade que está localizada no Céu, onde também se encontra Jesus: “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Filipenses 3:20). Há quase dois mil anos, Jesus partiu para ficar junto do Pai que está no céu. Ele prometeu preparar lugar nas moradas celestiais para todos os salvos. Quando concluísse a Sua obra, o Senhor assegurou que virá “outra vez” para levar todos os salvos para junto dEle. Observe: “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo- lo teria dito: vou preparar-vos lugar. E, se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14:2- 3). Logo, os crentes serão arrebatados para ficar com Cristo no Céu e não para ficar na Terra. A grande verdade é que, quando Jesus descer do Céu, os santos não governarão a Terra com o Senhor durante os mil anos, mas todos serão arrebatados para encontrar Jesus nas alturas, para estarem para sempre com o Senhor: “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (I Tessalonicenses 4:16-17). Diante dos versículos bíblicos apresentados, fica claro que Jesus não reinará com os salvos neste planeta durante o período de mil anos. Mas todos os salvos serão arrebatados para o Céu e lá reinarão com Cristo durante mil anos, habitando nas moradas celestiais preparadas pelo Senhor: “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição: sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos” (Apocalipse 20:6).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 70ª PERGUNTA Mil Anos no Céu Os justos vivos serão arrebatados e viverão por mil anos nos céus e depois voltarão a essa Terra, como uma Terra prometida? Todos os santos mortos serão ressuscitados na segunda vinda de Cristo, e juntos com os santos vivos, serão arrebatados para encontrar o Senhor nos ares e reinarão com Cristo durante mil anos no Céu. Após decorrerem os mil anos, todos os santos descerão à Terra, a qual será renovada e restaurado à sua perfeição original por Deus para servir de lar para todos os salvos. Os santos serão arrebatados para o Céu para ficarem com o Senhor Jesus: “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor”. (I Tessalonicenses 4:16-17). Os santos reinarão com Cristo por um período de mil anos. “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição: sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos”. (Apocalipse 20:6). Deus torna novos o céu e a Terra para ser a eterna morada de todos os salvos. “E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido”. (Apocalipse 21:1-2). Deus criou a Terra com o propósito de que ela fosse habitada. “Porque assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o Senhor e não há outro”. (Isaías 45:18). A Terra será restaurada à sua perfeição original e edênica: “E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas”. (Apocalipse 21:5). O Jardim do Éden retornará para a Terra. Os salvos viverão para sempre e o mal já não mais existirá. Na Nova Terra, “não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas”. (Apocalipse 21:4). A Terra renovada por Deus será o eterno lar dos salvos, e a Nova Jerusalém será a capital do futuro reino que Deus estabelecerá na Terra para sempre.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 71ª PERGUNTA Ímpios Salvos Durante o Milênio Durante o período de mil anos, aqueles que ficarem aqui na Terra terão chance de ser salvos? Os mil anos terão início com a ressurreição dos santos do Altíssimo (Apocalipse 20:6), na segunda vinda de Cristo (I Tessalonicenses 4:16-17). Porém, quando Jesus retornar a este mundo, a porta da graça estará definitivamente fechada. Nessas circunstâncias não haverá possibilidade de salvação para mais ninguém. A título de ilustração considere o caso dos antediluvianos: Quando Noé e sua família entraram na arca, o Senhor fez questão de fechar a porta da arca. Isto significava que havia terminado o tempo da graça concedido aos antediluvianos. Ninguém mais poderia entrar ou sair da arca depois que a sua porta foi fechada. Não havia mais oportunidade de perdão ou de salvação. Pois o tempo da graça estava encerrado. Assim também se dará na segunda vinda de Cristo. “Haverá um outro tempo de graça? Não, não. Este engano deve ser imediatamente abandonado. O atual tempo de graça é tudo quanto havemos de ter. Compreendeis que a salvação de seres humanos caídos precisa ser assegurada na vida presente, ou eles estarão para sempre perdidos?”. (I Mensagens Escolhidas, 91). Durante o período de mil anos, somente os ímpios e os pecadores ficarão na Terra. Porém, além da porta da graça encontrar-se fechada, eles não terão nenhuma chance de serem salvos simplesmente porque quando Jesus voltar pela segunda vez a este mundo, todos os ímpios vivos serão destruídos e aniquilados pelo esplendor da glória do Senhor, e ficarão mortos durante todo o período de mil anos. Observe o que diz alguns versículos bíblicos: 1. “E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder. Como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Os quais por castigo padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder”. (II Tessalonicenses 1:7-9). 2. “E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda. A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira. E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem”. (II Tessalonicenses 2:8-10). 3. “Eis que o dia do Senhor vem, horrendo, com furor e ira ardente, para pôr a terra em assolação, e destruir os pecadores dela. Porque as estrelas dos céus e os astros não deixarão brilhar a sua luz; o sol se escurecerá ao nascer, e a lua não fará resplandecer a sua luz. E visitarei sobre o mundo a maldade, e sobre os ímpios a sua iniquidade: e farei cessar a arrogância dos atrevidos, e abaterei a soberba dos tiranos”. (Isaías 13:9-11). 4. “E serão os mortos do Senhor, naquele dia, desde uma extremidade da terra até à outra extremidade da terra: não serão pranteados, nem recolhidos, nem sepultados; mas serão como estrume sobre a face da terra”. (Jeremias 25:33). Os ímpios somente voltarão a receber a vida após terminarem os mil anos: “Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram” (Apocalipse 20:5). “Ao fim dos mil anos, Cristo volta novamente à Terra. É acompanhado pelo exército
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas dos remidos, e seguido por um cortejo de anjos. Descendo com grande majestade, ordena aos ímpios mortos que ressuscitem para receber a condenação. Surgem estes como um grande exército, inumerável como a areia do mar. Que contraste com aqueles que ressurgiram na primeira ressurreição! Os justos estavam revestidos de imortal juventude e beleza. Os ímpios trazem os traços da doença e da morte”. (A Verdade Sobre os Anjos, 288).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 72ª PERGUNTA Recordações Antigas no Céu Teremos lembranças das coisas terrestres quando estivermos no céu? Lembrar... lembraremos. Mas não “sentiremos” o desejo ou a vontade de relembrar as coisas ruins e desagradáveis que nos aconteceram e que nos fizeram sofrer. Quando estivermos no Céu, as lembranças das coisas ruins que ocorreram conosco não exercerão nenhuma influência sobre as nossas emoções. Por exemplo, nos dias de hoje, passamos por muitos aborrecimentos e sofrimentos, como perda de entes queridos, prejuízos financeiros, desempregos, divórcios, brigas etc. Todavia, depois de algum tempo, nossas feridas emocionais acabam sarando e não ficamos relembrando, remoendo ou sofrendo pelas coisas ruins que aconteceram em nossas vidas. No Céu não teremos razões plausíveis para querer ficar fixando a mente em remoer lembranças de coisas passadas, que nos causaram dano e sofrimento. Isto não quer dizer que ficaremos sem memória dos acontecimentos que nos causaram dores, sofrimentos e tristezas. Simplesmente não procuraremos nos lembrar deles. No céu, o estado de felicidade dos salvos será tão grande que compensará todas as coisas ruins pelas quais passaram neste mundo de dor, pranto, sofrimento e morte. Como exemplo ilustrativo desse tipo de “esquecimento”, observe o que Jesus disse: “A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas, depois de ter dado à luz a criança, já se não lembra da aflição, pelo prazer de haver nascido um homem no mundo”. (João 16:21). O fato de ter dado à luz não quer dizer que a mãe perdeu a memória do sofrimento das coisas passadas, mas tais coisas simplesmente não vêm à tona, em sua memória. Em outras palavras, no Céu não ficaremos desmemoriados. Nossa memória não será apagada. Nossas lembranças não serão aniquiladas. Caso nossa memória fosse apagada não seriamos mais nós mesmos, com a nossa personalidade. O que acontecerá no Céu é que não teremos nenhum desejo de lembrar as coisas do passado porque Deus nos consolará por tudo que sofremos neste mundo. Sentiremos plenamente recompensados pela dor que passamos: “E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas”. (Apocalipse 21:4). “Pensais que alguém ali tomará tempo para falar de suas provações e terríveis dificuldades? ‘Não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas.’ Isa. 65:17. Deus... ‘lhes enxugará dos olhos toda lágrima.’ Apocalipse 21:4”. (Manuscrito 18, 1894).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 73ª PERGUNTA Reconhecendo os Familiares no Céu Reconheceremos os nossos familiares e amados quando estivermos no céu? Sim, no céu nós vamos reconhecer nossos familiares, amigos e amados. Caso as informações em nosso cérebro fossem apagadas, então já não seriamos mais os mesmos, com o nosso caráter, emoções, sentimentos, experiências e conhecimentos. A seguir, observe a citação de alguns comentários autorizados que mostram que no céu reconheceremos nossos familiares e amigos: 1. “O semblante do Salvador ressuscitado, Sua maneira, Sua linguagem, tudo era familiar aos discípulos. Como Jesus ressurgiu dos mortos, assim hão de ressuscitar os que nEle dormem. Reconheceremos os nossos amigos, da mesma maneira que os discípulos a Jesus. Talvez hajam sido deformados, doentes, desfigurados nesta vida mortal, ressurgindo em plena saúde e formosura; no entanto, no corpo glorificado, será perfeitamente mantida a identidade”. (O Desejado de Todas as Nações, 804). 2. “Quando nossos amigos descem à sepultura, eles não nos parecem belos. Pode ser que levemos ao descanso nosso pai ou nossa mãe: quando ressurgirem, as rugas terão todas desaparecidas, mas serão eles mesmos, e os reconheceremos”. (Maranata, 279). 3. “Veremos nossos filhos outra vez. Encontrar-nos-emos com eles e os reconheceremos nas cortes celestes”. (Carta 196, 1899). 4. “Quando a seara da Terra for recolhida, veremos o resultado de nossa labuta; pois veremos aqueles por quem trabalhamos e oramos, reunidos no celeiro celestial. Assim entraremos no gozo de nosso Senhor, quando ‘o trabalho da Sua alma Ele verá e ficará satisfeito’. Isa. 53:11”. (Special Testimonies on Education, 67-72). 5. “O maior dom de Deus é Cristo, cuja vida é nossa, pois nos foi dada. Ele morreu por nós, e ressuscitou em nosso favor, a fim de que pudéssemos sair da sepultura para um glorioso companheirismo com os anjos celestiais, encontrar-nos com nossos entes queridos e reconhecer-lhes a fisionomia, pois a semelhança com Cristo não destrói sua imagem, mas a transforma à gloriosa imagem dEle. Todos os santos ligados aqui por laços familiares conhecerão ali uns aos outros”. (III Mensagens Escolhidas, 316). Diante do que foi exposto, fica evidente que, quando estivermos no Céu, vamos reconhecer todos nossos conhecidos que forem dignos de alcançarem a salvação. Reconheceremos os membros de nossa família, nossos amigos, nossos vizinhos, nossos colegas, bem como aqueles que evangelizamos e tiveram o privilégio de estar no Céu.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 74ª PERGUNTA Onde Estão Elias e Enoque Onde estão vivendo as pessoas que foram para o céu, como por exemplo, Elias, Enoque, Moisés etc? O que elas estão fazendo? A Bíblia Sagrada fala de algumas pessoas que foram para o Céu. Algumas foram arrebatadas sem passar pela experiência da morte. Outras morreram, foram ressuscitadas e levadas para o Céu. Como exemplo, as Escrituras Sagradas citam os casos de Enoque, Elias, Moisés e os santos que ressuscitaram após a ressurreição de Jesus. O livro do Apocalipse fala de 24 anciãos que estão no Céu. Algumas dessas pessoas estão visitando outros mundos. Outras estão juntas ao trono de Deus, participando do plano dEle para com a raça humana. Mas todas elas possuem morada na santa cidade, a Nova Jerusalém. Enoque foi visto visitando um mundo com sete luas: “Perguntei-lhe se este era o lugar para onde fora transportado da Terra. Ele disse: - Não é; minha morada é na cidade, e eu vim visitar este lugar”. A Bíblia Sagrada ensina que Enoque e Elias foram arrebatados vivos para o Céu. Esses homens não passaram pela experiência da morte. Enoque, o sétimo depois de Adão, foi arrebatado ao Céu sem ver a morte: “Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus”. (Hebreus 11:5). Elias, o profeta do Altíssimo, foi trasladado ao Céu sem passar pela morte: “Sucedeu pois que, havendo o Senhor de elevar a Elias num redemoinho ao céu, Elias partiu com Eliseu de Gilgal. E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro: e Elias subiu ao céu num redemoinho”. (II Reis 2:1 e 11). As Escrituras Sagradas ensinam que Moisés morreu (Deuteronômio 34:5-8), mas foi ressuscitado por Miguel: “Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda”. (Judas 1:9). A Ressurreição de Moisés é uma realidade, tanto que, quando Jesus esteve na Terra, o próprio Moisés e o profeta Elias desceram do Céu. Os dois apareceram ao Senhor Jesus Cristo, tendo por testemunhas quatro dos santos apóstolos: “Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte. E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e os seus vestidos se tornaram brancos como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele”. (Mateus 17:1-3). Após a ressurreição de Jesus, muitos santos que estavam mortos também ressuscitaram: “E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados. E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa, e apareceram a muitos” (Mateus 27:52-53). O Apocalipse revela que no centro do governo de Deus há vinte e quatro anciãos: “E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos; e vi assentados sobre os tronos vinte e quatro anciãos vestidos de vestidos brancos; e tinham sobre suas cabeças coroas de ouro”. (Apocalipse 4:4).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Diante do exposto, fica claro que alguns dos santos, como por exemplo, Enoque estão visitando outros planetas e conhecendo os seus habitantes. Outros estão no terceiro Céu realizando várias atividades junto ao trono de Deus. Por exemplo, Moisés e Elias desceram para confortar a Jesus no desenvolvimento do Plano da Salvação. Os 24 anciãos, que assistem perante a face do Senhor, observam e testemunham o desenrolar do Plano da Salvação.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 75ª PERGUNTA Conhecendo os Heróis da Fé no Céu Nós conheceremos a Davi, Elias e os que forem para o Céu, como por exemplo, o homem crucificado ao lado de Jesus? No Céu haverá pessoas salvas de todas as épocas e de todas as nações, tribos, línguas e povos. Todos esses salvos constituirão as nações futuras do Novo Mundo. É claro que no Céu vamos conhecer pessoalmente cada membro da família de Deus, mesmo porque teremos toda a eternidade para conhecê-los. Lá no Céu teremos o privilégio de conhecer todos os heróis da fé, tais como Davi, Elias, Moisés, Isaías, Jeremias, Daniel, Abrão, Isaque, Jacó etc. Conheceremos esses heróis do mesmo modo como o apóstolo Pedro conheceu a Elias e Moisés, quando eles desceram no monte da transfiguração (Mateus 17:1-3). No Céu, os salvos se assentarão à mesa com os heróis da fé. “Tendo recebido o reino, Ele virá em glória, como Rei dos reis e Senhor dos senhores, para a redenção de Seu povo, que deve assentar-se ‘com Abraão, Isaque e Jacó’, à Sua mesa, em Seu reino (Mateus 8:11; Lucas 22:30), a fim de participar da ceia das bodas do Cordeiro”. (GC, 427). Destarte, verificamos que conheceremos Abraão, Isaque, Jacó e, evidentemente, todos os demais salvos. Os salvos não perderão a sua personalidade ou caráter, de forma que nós os conheceremos como eles realmente são. Eis um vislumbre de pessoas que vamos conhecer no Céu: “Entre a multidão resgatada acham-se os apóstolos de Cristo, o heróico Paulo, o ardoroso Pedro, o amado e amante João, e seus fiéis irmãos, e com estes o vasto exército dos mártires”. (GC, 667/668). Em suma, os salvos conhecerão os grandes personagens bíblicos do mesmo modo como conhecemos nossos vizinhos, amigos e parentes.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 76ª PERGUNTA Atividades no Céu Sou muito inquieta e não consigo ficar parada. Por essa razão, gostaria de saber o que faremos no Céu? Teremos tarefas ou atividades? A imagem de que no Céu os salvos ficarão eternamente tocando monótonas melodias com harpas entre as nuvens é uma diabólica invenção de Satanás. Este grande adversário de Deus e dos homens visa unicamente ridicularizar e menosprezar o Céu, criando uma falsa impressão de um lugar de ócio e infindo tédio. Deus criou e dotou o homem com grandes faculdades mentais capazes de conhecer, estudar, compreender e apreender os segredos da criação e da natureza. É propósito divino que o homem continue estudando e crescendo no conhecimento dos mistérios da criação do Universo. No céu, “todas as faculdades se desenvolverão, ampliar-se-ão todas as capacidades. A aquisição de conhecimentos não cansará o espírito nem esgotará as energias. Ali os mais grandiosos empreendimentos poderão ser levados avante, alcançadas as mais elevadas aspirações, as mais altas ambições realizadas; e surgirão ainda novas alturas a atingir, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos objetivos a aguçar as faculdades do espírito, da alma e do corpo”. (GC, 677-678). “Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade, alçarão voo incansável para os mundos distantes - mundos que fremiram de tristeza ante o espetáculo da desgraça humana, e ressoaram com cânticos de alegria ao ouvir as novas de uma alma resgatada. Com indizível deleite os filhos da Terra entram de posse da alegria e sabedoria dos seres não caídos. Participam dos tesouros do saber e entendimento adquiridos durante séculos e séculos, na contemplação da obra de Deus. Com visão desanuviada olham para a glória da criação, achando-se sóis, estrelas e sistemas planetários, todos na sua indicada ordem, a circular em redor do trono da Divindade. Em todas as coisas, desde a mínima até à maior, está escrito o nome do Criador, e em todas se manifestam as riquezas de Seu poder”. (GC, 677-678). “E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão mais e mais abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão”. (GC, 677-678). Portanto, teremos infindas tarefas a realizar no Céu. Com a nossa capacidade intelectual estudaremos os segredos do Universo, cresceremos em conhecimento e aplicaremos o conhecimento adquirido em benefício de todos os salvos.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 77ª PERGUNTA Casamentos no Céu No céu haverá casamento e procriação? Deus dotou o homem com as nobres faculdades do raciocínio e do livre arbítrio, razão pela qual tem a capacidade de decisão. Diante desses predicados, o homem é absolutamente responsável por todos os seus atos, os quais podem ser morais e imorais. Diferentemente dos animais, Deus não permitiu que os homens se unissem ao seu cônjuge atraído apenas pelo instinto sexual, sem maiores compromissos ou responsabilidades morais. Foi por este motivo que o Senhor realizou o primeiro casamento no Jardim do Éden, com o objetivo de procriação para encher a Terra. “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra”. (Gênesis 1:28). Quando a Terra estivesse cheia de seres humanos, a procriação deveria cessar pela decisão moral do homem. Mas a entrada do pecado no mundo prejudicou esse plano. Devido a morte dos seres vivos, a procriação continua para evitar a extinção da humanidade. Quanto ao mundo vindouro, Jesus deixou bem claro que no Céu não haverá casamentos e nem haverá procriações: “Porquanto, quando ressuscitarem dos mortos, nem casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos que estão nos céus”. (Marcos 12:25). Os anjos não nasceram, mas foram criados individualmente. Eles não se casam e nem se procriam. Divergindo radicalmente da seita dos Fariseus, a seita dos Saduceus não acreditava na ressurreição dos mortos. Por essa razão, visando contrariar os ensinos de Jesus sobre a ressurreição dos mortos, os Saduceus levantaram uma ousada hipótese para provar como seria contraditória e absurda a existência da ressurreição. Para isso, consideraram a hipotética situação de uma mulher que havia ficado viúva de sete maridos. De quem ela seria esposa, caso ela ressuscitasse junto com os seus sete maridos? Dentro desse contexto, Jesus revelou que no mundo vindouro os salvos não mais se darão em casamento. Nessa nova ordem, não mais haverá marido ou esposa. “Homens há hoje que expressam a crença de que haverá casamentos e nascimentos na nova Terra; os que creem nas Escrituras, porém, não podem admitir tais doutrinas. A doutrina de que nascerão filhos na nova Terra não constitui parte da ‘firme palavra da profecia’. As palavras de Cristo são demasiadas claras para serem entendidas mal. Elas esclarecem de uma vez por todas a questão dos casamentos e nascimentos na nova Terra. Nenhum dos que forem despertados da morte, nem dos que forem trasladados sem ver a morte, casará ou será dado em casamento. Eles serão como os anjos de Deus, membros da família real”. (Maranata! Meditação Matinal, 367). A Bíblia Sagrada ensina que quando os santos ressuscitarem eles serão levados para o Céu e reinarão com Cristo por mil anos (Apocalipse 20:6). Depois dos mil anos, os santos serão trazidos de volta, para habitar a Terra renovada (Apocalipse 20:9). Não haverá necessidade de casamento ou de procriação porque a quantidade de habitantes do planeta já terá atingido o seu número limite de seres vivos.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 78ª PERGUNTA Imediatamente para o Céu Quando os justos morrem, eles vão imediatamente para o céu? Pelos ensinos das Sagradas Escrituras, podemos demonstrar claramente que é impossível que os justos mortos estejam no céu, ou que os ímpios mortos estejam no inferno sofrendo a danação eterna. As razões para tal afirmação estão fundamentadas nos seguintes fatos bíblicos: a) A recompensa da vida eterna dos justos não é dada no momento em que eles morrem, mas será dada somente quando Jesus retornar pela segunda vez a este mundo. “Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras”. (Mateus 16:27). “E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra”. (Apocalipse 22:12). “O qual recompensará cada um segundo as suas obras. A saber: a vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, e honra e incorrupção. Mas a indignação e a ira aos que são contenciosos, e desobedientes à verdade e obedientes à iniquidade”. (Romanos 2:6-8). b) Paulo não esperava receber sua recompensa imediatamente após a sua morte, mas somente no dia da vinda do Senhor. Observe: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”. “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda”. (II Timóteo 4:7-8). c) Quando o justo morre, ele não vai imediatamente para o céu, mas vai para a sepultura, descansar no pó da terra até ao dia da ressurreição. “Todos vão para um lugar: todos são pó, e todos ao pó tornarão”. (Eclesiastes 3:20). “No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado: porquanto és pó, e em pó te tornarás”. (Gênesis 3:19). “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem cousa nenhuma, nem tão pouco eles têm jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento. Até o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja já pereceram, e já não têm parte alguma neste século, em cousa alguma do que se faz debaixo do sol”. (Eclesiastes 9:5-6). “Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele”. (I Tessalonicenses 4:13-14). d) Os justos mortos não estão no céu, mas estão descansando nos sepulcros. Eles voltarão a reviver somente no dia da ressurreição, quando Jesus retornar pela segunda vez a este mundo. “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem indústria, nem ciência, nem sabedoria alguma”. (Eclesiastes 9:10). “Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação”. (João 5:28-29). Os justos ressuscitarão no início do milênio: “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição: sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos”. (Apocalipse 20:6).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Porém, os ímpios ressuscitam ao término do milênio: “Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram”. (Apocalipse 20:5). Portanto, quando os justos morrem, eles não vão imediatamente para o céu; nem os ímpios, quando morrem, vão imediatamente para o inferno. Na realidade, todos ficam descansando no pó da terra, aguardando a sua respectiva ressurreição para então poder voltar a viver.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 79ª PERGUNTA O Ladrão Crucificado e o Céu Antes de morrer, Jesus disse ao ladrão da cruz o seguinte: “ainda hoje estará comigo...”. Isto quer dizer que o ladrão da cruz foi para o paraíso no mesmo dia em que morreu? Bem, a interpretação correta desse versículo exige certos esclarecimentos. Primeiro, porque nos tempos antigos não havia pontos gramaticais, tais como ponto final, vírgula, exclamação, interrogação etc. Os manuscritos originais gregos não tinham nenhuma espécie de pontuação. Os sinais de pontuação somente começaram a ser introduzidos na Idade Média, mais precisamente no século IX , depois de Cristo. É claro que a colocação da pontuação alterara completamente o sentido de um texto, por exemplo, Matos Soares, Basílio Pereira e outros que traduziram as Escrituras Sagradas, verteram o versículo em questão no seguinte modo: “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso”. Caso a pontuação seja colocada depois da palavra “hoje”, teríamos: “Em verdade te digo hoje: estarás comigo no Paraíso”. Portanto, o versículo traduzido pela Bíblia Sagrada Almeida Corrigida para a seguinte forma: “E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:42-43), deveria ter sido traduzido desta forma: “E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo hoje, que estarás comigo no Paraíso”. (Lucas 23:42-43), ou seja, Jesus está dizendo ao ladrão da cruz o seguinte: “Em verdade te digo hoje,” (agora, neste instante, neste momento) “que estarás comigo no Paraíso”. Além disso, muitas outras versões autorizadas da Bíblia Sagrada traduzem corretamente o versículo em questão, do seguinte modo: 1. “Na verdade de digo hoje, que serás comigo no Paraíso”. Tradução Trinitariana em português, editada pela “Trinitarian Bible Society” de Londres em 1883. 2. “E Ele disse-lhe: Na verdade, digo-te neste dia: Comigo estarás no Paraíso”. Emphasized New Testament, de Joseph Bryand Rotterdam, impresso em Londres, em 1903. 3. “Jesus lhe disse: Na verdade te digo hoje, estarás comigo no Paraíso”. The New Testament, de George M. Lamsa. 4. “E Jesus lhe disse: Na verdade a ti estou dizendo hoje, comigo estarás no Paraíso”. Concordant Version, em inglês. 5. “Jesus lhe disse: Na verdade te digo hoje, que comigo estarás no Jardim do Éden”. Manuscrito Curetoniano da Versão Siríaca, existente no Museu Britânico. A maior prova bíblica da coerência de todas essas traduções é o fato indiscutível de que naquela sexta-feira, quando Jesus e o ladrão morreram na cruz, eles não foram para o Paraíso “naquele mesmo dia”, pois três dias depois, quando Jesus ressuscitou, Ele afirmou categoricamente a Maria Madalena que ainda não havia subido para o Céu, onde está o Paraíso. Observe o que diz o texto sagrado: “Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. (João 20:17).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 80ª PERGUNTA Brincos e Jóias Por que as mulheres Adventistas do Sétimo Dia não usam brincos ou colares? Que pecado há nisso? Entendo que é mais grave uma vestimenta inadequada (curta e sensual) do que um batom por exemplo. A essência fundamental de sua pergunta é a seguinte: “Por que as mulheres Adventistas do Sétimo Dia não usam brincos ou colares? Que pecado há nisso?” Para que você possa sentir a força de sua pergunta, considere a seguinte repergunta: “Por que as mulheres Adventistas do Sétimo Dia não usam brincos, colares, correntes, gargantilhas, pulseiras, tornozeleiras, piercings etc? Que pecado há nisso?” O que você pensaria das mulheres adventistas que fizessem tatuagens nas pernas, braços, virilhas, ou pescoço. Que pecado há nisso? Percebe? Quando estamos acostumados ou acomodados com alguma coisa, não notamos a tremenda força negativa de seu impacto em nossa vida. A verdade é que a proibição ao uso de jóias ou de adereços, e mesmo a modéstia nas vestimentas, é uma ordem divina explicitamente registrada pelos santos Apóstolos no Novo Testamento. “A Bíblia ensina modéstia no vestuário. ‘Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto.’ I Tim. 2:9. Isto proíbe ostentação nos vestidos, cores berrantes, profusa ornamentação. Tudo que tenha o objetivo de chamar a atenção para a pessoa, ou provocar admiração, está excluído do traje modesto recomendado pela Palavra de Deus. Nosso vestuário não deve ser dispendioso - não ‘com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos’. I Tim. 2:9”. (Ciência do Bom Viver, 287). As Escrituras determinam que o homem e a mulher devem usar roupas próprias, que caracterizam o seu sexo: “Não haverá traje de homem na mulher, e não vestirá o homem vestido de mulher: porque, qualquer que faz isto abominação é ao Senhor teu Deus”. (Deuteronômio 22:5). O apóstolo Paulo exorta as mulheres tementes ao Senhor a ser modesta em suas vestes, evitando a ostentação, o orgulho, a vaidade resultante do uso de tranças, do uso de objetos de ouro, do uso de pérolas e do uso de vestidos luxuosos: “Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas ou vestidos preciosos. Mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras”. (I Timóteo 2:9-10). O apóstolo Pedro fornece às mulheres cristãs várias orientações quanto ao uso de jóias e adornos: “O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura de vestidos”. (I Pedro 3:3). O cristão não deve andar na vaidade e ostentação das pessoas incrédulas: “E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade do seu sentido”. (Efésios 4:17). Não devem condescender com nada que leve à ostentação e exibicionismo. “Enganosa é a graça e vaidade a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada”. (Provérbios 31:30). Para o mundo é perfeitamente lícito o uso de jóias, correntes de ouro ou de prata. Também são lícitos o uso de vestuários luxuosos, saias e vestidos curtos ou muito decotados e sensuais. Todas essas coisas alimentam a natureza carnal do ser humano. Elas alimentam a vaidade, a ostentação, o orgulho, o sensualismo, etc. Porém, tendo em vista a revelação divina, essas coisas, embora lícitas, não convém aos verdadeiros
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas cristãos que vivem no espírito e não na carne: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma”. (I Coríntios 6:12). “A abnegação no vestir faz parte de nosso dever cristão. Trajar-se com simplicidade, e abster-se de ostentação de jóias e ornamentos de toda espécie, está em harmonia com nossa fé. Somos nós do número dos que veem a loucura dos mundanos em condescender com a extravagância do vestuário, bem como com o amor das diversões?” (I Testemunhos Seletos, 350). Alguns teólogos costumam fazer uma clara distinção entre “jóias funcionais” e “jóias ornamentais”. As jóias ornamentais têm por objetivo destacar, com exclusividade absoluta, a riqueza, o luxo, o esplendor e a magnificência do seu proprietário, levando aqueles que as usam à ostentação, ao orgulho e à vaidade. Porém, as jóias funcionais são padronizadas pela sociedade, e possuem a única função de indicar alguma atividade profissional ou social praticada pelo indivíduo que usa tal jóia. Por exemplo, aliança é uma jóia e indica à sociedade que a pessoa está comprometida com um noivado ou casamento. O anel de formatura indica para a sociedade o profissional e a sua área de atividade. Um relógio não deixa de ser uma jóia funcional, haja vista que serve para indicar as horas do dia. Porém, é claro que um relógio também pode ser usado como uma jóia ornamental, desde que contenha aparatos que o destacam como jóia ornamental. Uma caneta é uma jóia funcional, mas transforma-se em jóia ornamental quando carregada de exibição de riquezas, luxo e ostentação. Em resumo, o cristão deve vestir-se como os lírios do campo (Lucas 12:27) e ser simples como uma pomba (Mateus 10:16).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 81ª PERGUNTA Cinema e Televisão Por que os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia são orientados a não frequentarem cinemas? O cinema e a televisão nada mais são do que aparelhos elétricos e eletrônicos que apresentam ao público as gravações digitalizadas ou feitas em películas de peças teatrais. É claro que, nos dias de hoje, o cinema tornou as peças teatrais infinitamente mais sofisticadas, especialmente devido aos extraordinários efeitos especiais que podem produzir através de computadores e criar a ilusão de realidade. Porém, em última análise, as apresentações cinematográficas não deixam de ser uma mera exibição de peças teatrais. Ocorre que, desde a sua fundação, os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia têm recebido orientações no sentido de evitar assistir as peças de teatros, sejam quais forem. Veja alguma dessas orientações, bem como as suas razões e motivos: 1. “Entre as casas de diversões, a mais perigosa é o teatro. Em lugar de ser uma escola de moralidade e virtude, como costuma ser chamada, é ele justamente o viveiro da imoralidade. Os hábitos viciosos e as tendências pecaminosas são fortalecidos e confirmados por esses entretenimentos. As cantigas baixas, os gestos, expressões e atitudes indecentes corrompem a imaginação e rebaixam a moral”. (Conselhos Sobre Educação, 57). 2. “Não existe em nosso país influência mais poderosa para corromper a imaginação, destruir as impressões religiosas e enfraquecer o gosto pelos prazeres tranquilos e as sóbrias realidades da vida, do que as diversões teatrais. O gosto por estas cenas aumenta com cada transigência, assim como o desejo para com as bebidas intoxicantes se fortalece com seu uso. O único caminho seguro é evitar o teatro, o circo, e todos os outros lugares de diversões duvidosos”. (Conselhos Sobre Educação, 57). 3. “A bênção de Deus não seria invocada sobre a hora passada no teatro ou na dança. Cristão algum desejaria encontrar a morte em tal lugar. Nenhum quereria ser encontrado aí, quando Cristo viesse”. (Mensagens aos Jovens, 398). 4. “O verdadeiro cristão não desejará entrar em nenhum lugar de diversão nem se entregar a nenhum entretenimento sobre que não possa pedir a bênção divina. Não será encontrado no teatro, e nos salões de jogos. Não se unirá aos alegres valsistas, nem contemporizará com nenhum outro enfeitiçante prazer que lhe venha banir a Cristo do espírito”. (Mensagens aos Jovens, 398). 5. “As cidades de nosso tempo tornam-se depressa como Sodoma e Gomorra. Os muitos feriados animam à ociosidade. Os divertimentos - o teatro, corridas de cavalo, jogos, as bebidas alcoólicas, banquetes e orgias - estimulam ao extremo todas as paixões”. (Parábolas de Jesus, 54). 6. “Não podemos andar nas ruas de nossas cidades sem encontrar chocantes notícias de crimes que serão contados e recontados nos romances e no teatro. A mente é educada para familiarizar-se com o pecado”. (Bible Echo, 15 de outubro de 1894). 7. “A bebida intoxicante, o fumo, o teatro e as corridas - esses e muitos outros males estão entorpecendo as sensibilidades do homem, e fazendo com que multidões façam ouvidos moucos [surdos] aos misericordiosos rogos de Deus”. (Review and Herald, 23 de junho de 1903).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 8. “Os amantes dos prazeres lotam teatros, hipódromos, cassinos e outros divertimentos. Em todo lugar, prevalece a diversão; contudo, o tempo da angústia se aproxima rapidamente e a porta da graça há de se fechar para sempre”. (Vida de Jesus, 182). 9. “Satanás está continuamente arranjando engodos com que desviar a mente da solene obra de preparação para as cenas que se acham num próximo futuro. Por intermédio dos mundanos, entretém uma constante estimulação, a fim de induzir os imprudentes a se unirem aos prazeres do mundo. Existem shows, conferências, e uma ilimitada variedade de distrações destinadas a levar ao amor do mundo; e mediante esta união com ele é a fé enfraquecida”. (Mensagens aos Jovens, 373). 10. “Há aprazíveis espetáculos, diversões, conferências sobre frenologia, e uma infindável variedade de empreendimentos que surgem de contínuo, e são calculados a levar o povo de Deus a amar o mundo e as coisas que há no mundo. Mediante esta união com o mundo, a fé se enfraquece, e os meios que deveriam ser empregados na causa da verdade presente, são transferidos para as fileiras do inimigo. Por meio desses diferentes veículos, está Satanás drenando habilmente a bolsa do povo de Deus, e assim pesa sobre eles o desagrado do Senhor”. (I Testemunhos Seletos, 177). Diante do exposto e pelos motivos apresentados, fica claro que os Adventistas do Sétimo Dia não devem frequentar cinemas ou teatros. Devem até mesmo exercer certa parcimônia com a televisão, sob pena de alimentarem a natureza carnal e implantar em seus espíritos um profundo desinteresse pelas coisas sagradas, tornando-os cristãos mornos – apáticos às verdades bíblicas.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 82ª PERGUNTA Literaturas Indevidas Existe algum tipo de literatura que os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia devem evitar? Qualquer pessoa esclarecida sabe que nem tudo o que se encontra registrado em livros é bom ou edifica o caráter do cristão. Existem infinidades de obras literárias escritas por diversas espécies de pessoas, muitas da quais possuem mentes, moral e caráter duvidosos. Entre essas mentes, encontram-se desde anões intelectuais e espirituais, até ateus convictos e pretensos sábios. “O mundo está inundado de livros repletos de erros sedutores. A juventude recebe como verdade aquilo que a Bíblia denuncia como falso, e amam e se apegam a enganos que importam em ruína para sua alma”. (A Ciência do Bom Viver, 445). Em suas tramas literárias, alguns autores apregoam o ateísmo e outros divulgam filosofias contrárias aos princípios bíblicos. Há muitas obras que estão impregnadas de espiritualismo e filosofias anticristãs, outras são totalmente refratárias à boa moral e corrompem os bons costumes da sociedade. Algumas obras ensinam a fabricar bombas e armas caseiras, outras apregoam o racismo, o sensualismo, a violência e o terror. Ainda outras, fazem apologia ao crime, levando o leitor a ter simpatia pelas mentes criminosas etc. Como resultado disso tudo, os últimos dias serão difíceis e violentos. “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo”. (Mateus 24:12-13). Observe a seguir algumas orientações inspiradas quanto ao tipo de leitura que o cristão deve evitar para não contaminar a sua mente, moral e espiritualidade: 1. “Obras de ficção de baixo valor não trazem proveito algum. Não transmitem genuíno conhecimento; não inspiram grandes e bons propósitos; não suscitam no coração ardentes desejos de pureza; não produzem na alma fome de justiça. Pelo contrário, tomam o tempo que deveria ser dedicado aos deveres práticos da vida e ao serviço de Deus - tempo esse que deveria ser dedicado à oração, a visitar os doentes, a cuidar dos necessitados e a educar-se para uma vida útil”. (Fundamentos da Educação Cristã, 92). 2. “Ouvem e leem tanto acerca de crimes aviltantes que a consciência, que já fora delicada, e que teria recuado com horror de tais cenas, se torna endurecida, e ocupam-se com tais coisas com ávido interesse”. (Patriarcas e Profetas, 459). 3. “As histórias de amor e os frívolos e excitantes contos constituem outra classe de livros que é uma maldição para todo leitor. O autor pode acrescentar boa moral e através de toda a sua obra pode entretecer sentimentos religiosos; todavia, na maioria dos casos, Satanás está apenas vestido em trajes angélicos, para, tanto mais eficazmente, enganar e seduzir. O espírito é afetado em grande medida por aquilo de que se alimenta”. (O Colportor Evangelista, 143). 4. “Há, hoje, nos manicômios, milhares cuja mente se tornou desequilibrada pela leitura de novelas, leitura essa que resulta na edificação de castelos no ar e doentio sentimentalismo. A Bíblia é o Livro dos livros. Ela vos dará saúde e vida. É um calmante para os nervos e comunica solidez de mente e firmeza de princípio”. (Conselhos Sobre a Escola Sabatina, 22).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 5. “A literatura destituída de valor, histórias imaginárias, são ansiosamente devoradas, ao passo que a Bíblia, com todos os seus tesouros de sagrada verdade, permanece negligenciada sobre nossa mesa”. (Mensagens aos Jovens, 257). 6. “Se tendes tido o hábito de ler livros de narrativas fictícias, considerareis se é correto gastardes o vosso tempo com esses livros, que meramente ocupam o tempo e vos divertem, mas não vos proporcionam vigor mental ou moral? Se os estais lendo, e percebeis que eles produzem mórbida avidez por novelas estimulantes, se vos levam a ter aversão à Bíblia e a pô-la de lado, se vos envolvem em trevas e afastamento de Deus - se esta é a influência que eles exercem sobre vós, detende-vos exatamente onde estais”. (Fundamentos da Educação Cristã, 92). 7. “Os leitores de contos frívolos e excitantes tornam-se inabilitados para os deveres que lhes estão diante. Eles levam uma vida irreal e não tem nenhum desejo de um emprego útil, nenhum desejo de examinar as Escrituras, para alimentar-se do maná celestial”. (O Colportor Evangelista, 143). 8. “Meus queridos amigos jovens, interrogai vossa própria experiência quanto à influência das histórias excitantes. Podeis vós, depois de tal leitura, abrir a Bíblia e ler com interesse a Palavra da vida? Não achais desinteressante o Livro de Deus? O encanto daquela história de amor vos domina a mente, destruindo-lhe o saudável sono, e tornando-vos impossível fixar a atenção sobre as importantes e solenes verdades que dizem respeito a vosso bem-estar eterno”. (Mensagens aos Jovens, 273). 9. “Orgulhamo-nos da vasta difusão de literatura; mas a multiplicação de livros, até os que em si mesmos não são perniciosos, pode ser um positivo mal. Com a imensa maré de material impresso a derramar-se constantemente do prelo [tipografia], adultos e jovens formam o hábito da leitura apressada e superficial, e a mente perde a sua capacidade para um pensamento contínuo e vigoroso”. (Educação, 189). 10. “Tenho visto moças, professas seguidoras de Cristo, que se sentiam positivamente infelizes, se não tivessem nas mãos qualquer novo romance ou conto. A mente pede estimulante da mesma maneira que o bêbado anela a bebida alcoólica. Essas moças não manifestavam nenhum espírito de devoção; não difundiam nenhuma luz celeste entre suas companheiras para as encaminhar à fonte do conhecimento. Não possuíam profunda experiência religiosa. Se esta espécie de leitura não estivesse sempre diante delas, poderia ter havido alguma esperança de reforma de sua parte; ansiavam-na, porém, e insistiam em tê-la”. (Mensagens aos Jovens, 281). Eis as razões pelas quais os Adventistas do Sétimo Dia devem terminantemente evitar a leitura de determinadas obras literárias.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 83ª PERGUNTA Leituras Indevidas no Sábado Os Adventistas do Sétimo Dia podem ler livros, jornais ou revistas no dia de sábado? Depende, caso a leitura seja de livros, jornais ou revista, que tratam exclusivamente de assuntos espirituais de origem bíblica, então tais obras podem ser lidas aos sábados. Porém, tratando-se de leitura de livros, jornais ou revistas profanas, então tais obras não podem ser lidas aos sábados, porque tal atividade constitui-se em profanação ao santo sábado do Senhor. Veja o que o profeta Isaias escreveu sobre o modo de observar o “santo dia do Senhor”: “Se desviares o teu pé do sábado, de fazer a tua vontade no meu santo dia, e se chamares ao sábado deleitoso, e santo dia do Senhor digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falar as tuas próprias palavras. Então te deleitarás no Senhor, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do Senhor o disse”. (Isaías 58:13-14). Observe que nessa passagem bíblica existem três orientações divinas quanto à santificação do sábado: 1. “Não seguindo os teus caminhos”. Essa orientação bíblica nos ensina que no dia de sábado não devemos seguir nossos próprios caminhos e propósitos. Neste dia, mais do que em qualquer outro, devemos seguir os caminhos do Senhor. “Nenhum serviço relacionado aos seis dias de trabalho será deixado para o sábado”. (III Testemunhos Seletos, 21). a) “Recomendamos a todos que não lavem sua louça no sábado se for possível evitá-lo. Deus é desonrado por todo trabalho desnecessário efetuado no Seu santo dia. Não é incoerente, e, sim, apropriado, que a louça fique por lavar até o fim do sábado, se isto puder ser feito assim”. (Carta 104, 1901). b) “O sábado não deve ser empregado em consertar roupa, cozer o alimento, nem em divertimentos ou quaisquer outras ocupações mundanas. Antes do pôr-do-sol, ponde de parte todo o trabalho secular, e fazei desaparecer os jornais profanos”. (III Testemunhos Seletos, 22). c) “Embora deva abster-se de cozinhar aos sábados, não é necessário ingerir a comida fria. Em dias frios, convém aquecer o alimento preparado no dia anterior”. (III Testemunhos Seletos, 23-24). d) “Não deve viajar no sábado, salvo quando haja real sofrimento a ser aliviado. Quando este é o caso, não é profanação do sábado viajar o médico nesse dia; mas os casos ordinários devem ser adiados”. (Medicina e Salvação, 215). 2. “Nem pretendendo fazer a tua própria vontade”. Essa mensagem divina nos orienta que, no dia do sábado, não devemos pretender fazer nossa própria vontade em detrimento da vontade divina. Isto quer dizer que a vontade de Deus deve prevalecer sobre a vontade do homem. Caso nossa vontade não esteja em harmonia com a santidade do dia do sábado, então ela deve ser deixada de lado. a) “Não deveis perder as preciosas horas do sábado, levantando-vos tarde. No sábado a família deve levantar-se cedo. Despertando tarde, é fácil atrapalhar-se com a refeição matinal e a preparação para a Escola Sabatina. Disso resulta pressa, impaciência e precipitação, dando lugar a que a família se possua de sentimentos impróprios desse dia”. (III Testemunhos Seletos, 23).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas b) “Desagrada a Deus que os observadores do sábado durmam muito tempo no sábado. Eles desonram a seu Criador em assim fazer e por seu exemplo, dizem que os seis dias são demasiado preciosos para que os empreguem para descansar. Precisam ganhar dinheiro, mesmo que seja roubando-se do necessário sono, que recuperam dormindo durante as horas santas”. (I Testemunhos Seletos, 292). c) “Procurar prazeres, jogar bola, nadar, não era uma necessidade, mas pecaminosa negligência do dia sagrado santificado por Jeová”. (Carta 252, 1906). 3. “Nem falar as tuas próprias palavras”. No dia de sábado, não devemos pretender falar nossas próprias palavras, mas falar somente de coisas sagradas. Portanto, não devemos falar sobre filmes, novelas, noticiários, negócios, livros, jornais ou revistas profanas. Tudo isso seria profanar a santidade do sábado. “Ao começar o sábado, devemos pôr-nos guarda a nós mesmos, a nossos atos e palavras, para que não roubemos a Deus, aproveitando-nos para nosso próprio uso daquele tempo que pertence estritamente ao Senhor”. (Orientação da Criança, 529). a) “Aqueles que no sábado discutem assuntos de negócios ou fazem planos, são considerados por Deus como se estivessem empenhados na própria transação de negócio. Para santificar o sábado não devemos mesmo permitir que nosso espírito se ocupe com coisas de caráter mundano”. (Patriarcas e Profetas, 307). b) “O sábado não deve ser passado em ociosidade, mas tanto em casa como na igreja, cumpre-nos manifestar espírito de adoração. Aquele que nos deu seis dias para nossas ocupações materiais, abençoou e santificou o sétimo dia e o separou para Si”. (III Testemunhos Seletos, 28). Diante do exposto, fica claro que o sábado não é dia de leitura de jornais, revistas ou livros profanos. Não é dia de assistir DVD com filmes profanos ou televisão com sua programação profana. Não é dia de ouvir músicas seculares. Não é dia de fazer lições de casa ou frequentar cursos profissionalizantes. As horas sagradas do sábado devem ser inteiramente dedicadas ao Senhor. Todas as atividades profanas devem ser eliminadas no sábado. Durante essas horas sagradas, o cristão deve consagrar o seu caminho, a sua vontade e a suas palavras ao Senhor.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 84ª PERGUNTA Teatro na Igreja É correto a Igreja apresentar peças teatrais de cunho religioso, com representação de personagens bíblicos, parábolas ou outras histórias bíblicas? É bom lembrar que o cristão não deve participar ou assistir representações de peças teatrais. Caso a própria Igreja venha a realizar representações teatrais, sob o argumento de cunho religioso, “as objeções para não ir a casas de espetáculos são removidas de muitas mentes, e a alegação de que cenas morais de alto padrão vão ser representadas no teatro faz ruir a última barreira”. (Conselho Sobre Saúde, 240). As representações de peças teatrais na Igreja são totalmente desaconselhadas: “No início de meu trabalho, foi dada a mensagem de que todas as representações teatrais, em conexão com a pregação da verdade presente, fossem desaconselhadas e proibidas”. (Evangelismo, 137). As representações teatrais na Igreja não beneficiam a ninguém: “Não devem os obreiros procurar métodos pelos quais ofereçam um espetáculo, consumindo tempo em representações teatrais e exibições de música, pois isto não beneficia a ninguém”. (Fundamento da Educação Cristã, 253). Representações teatrais não estão em harmonia com a mensagem divina: “A exibição não está em harmonia com os princípios da Palavra de Deus... O homem é exaltado. A verdade não progride, mas fica retardada. Homens e mulheres judiciosos podem ver que as representações teatrais não estão em harmonia com a solene mensagem que tendes a apresentar”. (Carta 190, 1902). Pastores não devem encenar representações teatrais na Igreja: “Não devem os pastores pregar opiniões de homens, não devem contar anedotas nem encenar representações teatrais, nem exibir-se; mas, como se estivessem na presença de Deus e do Senhor Jesus Cristo, têm de pregar a Palavra”. (Review and Herald, 28 de setembro de 1897). Um sermão teatral é visto pelas pessoas como uma simples peça de teatro, e o pastor é visto como um ator ordinário: “Podem falar acerca da eloquência do pastor em termos cheios de admiração, mas não foram em nada levados mais perto da decisão. Falam do sermão como o fariam de uma peça de teatro, e do pastor como o fariam de um ator. Eles poderão voltar a escutar tais discursos, mas dali sairão sem haver recebido impressão nem alimento”. (Obreiros Evangélicos, 154). Representações de peças teatrais na Igreja não alimentam o espírito: “Representações fantasistas da verdade podem provocar um êxtase dos sentidos, mas não raro, verdades apresentadas desta maneira não suprem o alimento necessário ao fortalecimento e robustecimento do crente para as batalhas da vida”. (Atos dos Apóstolos, 252). Em suma, a Igreja foi divinamente aconselhada a evitar representações de peças teatrais, mesmo de conteúdo religioso ou bíblico. A representação de peças teatrais na Igreja possui a tendência de criar em alguns corações o prazer e o gosto pelo teatro. Porém, a grande agravante nas representações de peças de teatros na Igreja é o fato de que as verdades da Palavra de Deus aparecerão no espírito de muitos cristãos como uma mera ficção, como qualquer outra peça de teatro mundano, quando na verdade trata-se de realidades eternas.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 85ª PERGUNTA A Trindade Como será a Trindade no céu? Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Nós veremos como pessoa somente a Jesus? Ou nós veremos Deus e Jesus como duas pessoas separadas fisicamente? Ou ainda nós veremos Deus e Jesus numa única pessoa, tendo em vista que Jesus é nosso advogado e Juiz? A Trindade é uma só pessoa, mas fisicamente aos nossos olhos os dois terão a mesma aparência? Deus é um só, mas Ele é formado por três membros distintos e divinos: Pai, Filho e Espírito Santo. Por analogia, podemos dizer que a família é uma só, mas ela pode ser formada por três membros humanos: pai, mãe e filho. Este raciocínio também é registrado nas páginas da Bíblia Sagrada, quando o Senhor diz que o homem e a mulher serão dois numa só carne: “E disse: Portanto deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne. Assim não são mais dois, mas uma só carne”. (Mateus 19:5-6). As Santas Escrituras ensinam claramente que há um só Deus: “E o escriba lhe disse: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além dele” (Marcos 12:32). “Tu crês que há um só Deus: fazes bem: também os demônios o creem, e estremecem” (Tiago 2:19). A Palavra de Deus apresenta os três membros da divindade (Pai, Filho e Espírito Santo) em pé de igualdade. Observe o que diz a Bíblia Sagrada: 1. “E aconteceu naqueles dias que Jesus, tendo ido de Nazaré, da Galiléia, foi batizado por João, no Jordão. E, logo que saiu da água, viu os céus abertos, e o Espírito, que como pomba descia sobre ele. E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és o meu Filho amado em quem me comprazo” (Marcos 1:9-11). 2. “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação. Um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos”. (Efésios 4:4-6). 3. “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça, e paz vos seja multiplicada” (I Pedro 1:2). 4. “Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28:19). 5. “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com vós todos. Amém” (II Coríntios 13:14). A palavra “trindade” não se encontra registrada na Bíblia Sagrada, porém a “idéia” traduzida pela expressão “trindade” encontra-se exposta na Palavra de Deus. Do mesmo modo, como as expressões “Bíblia Sagrada”, “milênio”, “escatologia”, “onisciência”, “onipresença”, “onipotência” e centenas de outras não se encontram registradas nas Escrituras Sagradas, mas a “ideia” que elas representam encontram-se impecavelmente registradas. É evidente que no céu nós veremos, individualmente e distintamente, cada um dos três membros da Santíssima Trindade. Eles são iguais em sua natureza, caráter, santidade, objetivos, propósitos etc., mas são distintos em sua unidade. O cristão não tem um “Deus Pai”, um “Deus Filho” e um “Deus Espírito Santo”. Esse erro é cometido por muitas pessoas que falam sobre a Santíssima Trindade. O que o cristão tem é “Deus, o Pai”, “Deus, o Filho” e “Deus, o Espírito Santo”, ou seja, o
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas cristão faz referência a um só Deus, mas direciona sua mente a um dos membros da divindade, fazendo referência ao Pai, ou então ao Filho ou ainda ao Espírito Santo. Caso o cristão pudesse ver a divindade como “Deus Pai”, “Deus Filho” e “Deus Espírito Santo”, então estariam diante de três deuses e não somente de um.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 86ª PERGUNTA Postura Ideal Para Oração Qual é a posição ideal para a oração? Em regra geral, a posição ideal para realizar orações é a de joelhos. Vejamos alguns exemplos bíblicos: Jesus orava de joelhos: “E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e pondo-se de joelhos, orava”. (Lucas 22:41). Esdras ajoelhou-se às três horas da tarde para fazer a sua oração: “E perto do sacrifício da tarde me levantei da minha aflição, havendo já rasgado o meu vestido e o meu manto, e me pus de joelhos, e estendi as minhas mãos para o Senhor meu Deus”. (Esdras 9:5). Três vezes ao dia, o profeta Daniel tinha o costume de orar ajoelhado em seu quarto: “Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas da banda de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como também antes costumava fazer” (Daniel 6:10). Pedro pôs-se de joelho para orar pela ressurreição de Tabita: “Mas Pedro, fazendo-as sair a todas, pôs-se de joelhos e orou: e, voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te. E ela abriu os olhos, e, vendo a Pedro, assentou-se” (Atos 9:40). Paulo orava de joelhos com toda a igreja: “E, havendo dito isto, pôs-se de joelhos, e orou com todos eles”. (Atos 20:36). A equipe missionária coordenada por Paulo orava de joelhos: “E, havendo passado ali aqueles dias, saímos, e seguimos nosso caminho, acompanhando-nos todos, com suas mulheres e filhos até fora da cidade; e, postos de joelhos na praia, oramos”. (Atos 21:5). O ato de ajoelhar-se é um ato de adoração, que mostra submissão e servidão. O demônio tentou a Jesus oferecendo-lhe os reinos do mundo com a seguinte condição: “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares”. (Mateus 4:9). Mas Jesus rejeitou a proposta do demônio com as seguintes palavras: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás”. (Mateus 4:10). Portanto, o ato de ajoelhar é um ato de adoração e servidão, o qual deve ser dedicado exclusivamente a Deus, e a ninguém mais. Pedro recusou a adoração de Cornélio, dizendo que ele também era um homem: “E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus pés, o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem”. (Atos 10:25-26). Um anjo do céu recusou a adoração de João, dizendo para adorar a Deus: “E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus: adora a Deus”. (Apocalipse 19:10). Comete o pecado de blasfêmia o ser humano que aceita a adoração de outro ser humano. Em regra geral, a oração é feita de joelhos, como um reverente ato de adoração e servidão a Deus. Porém, existem algumas raras exceções registradas nas páginas das Escrituras Sagradas, onde a oração foi feita em pé ou deitado. Por força de sua doença terminal, Ezequias orou deitado, e o Senhor ouviu a sua oração: “Naqueles dias, adoeceu Ezequias de morte; e o profeta Isaías, filho de Amoz,
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas veio a ele e lhe disse: Assim diz o Senhor: Ordena a tua casa, porque morrerás e não viverás. Então, virou o rosto para a parede e orou ao Senhor, dizendo”. (II Reis 20:1-2). O rei Josafá orou em pé diante da congregação de Judá e de Jerusalém: “E pôs- se Josafá em pé na congregação de Judá e de Jerusalém, na casa do Senhor, diante do pátio novo. E disse: Ah! Senhor, Deus de nossos pais, porventura não és tu Deus nos céus? Pois tu és Dominador sobre todos os reinos das gentes, e na tua mão há força e poder, e não há quem te possa resistir”. (II Crônicas 20:5-6). Após o cativeiro babilônico, os levitas oraram em pé diante do povo: “E Jesua, Bani, Cadmiel, Sebanias, Buni, Serebias, Bani e Quenani se puseram em pé no lugar alto dos levitas, e clamaram em alta voz ao Senhor seu Deus” (Neemias 9:4). Os fariseus oravam em pé, em todos os lugares, com a intenção de serem admirados pelos homens. Tal atitude foi severamente condenada por Jesus: “E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão” (Mateus 6:5). O fariseu e o publicano oraram em pé: “O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. ... O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” (Lucas 18:11 e 13). Antes da ressurreição de Lázaro, Cristo orou em pé: “Cristo, sereno, Se acha de pé ante a tumba. Paira sobre todos os presentes uma santa solenidade. Cristo Se aproxima do sepulcro. Erguendo os olhos ao Céu, diz: ‘Pai, graças Te dou por Me haveres ouvido’” (O Desejado de Todas as Nações, 511). Diante do exposto, fica claro que a oração deve ser feita de joelhos e dedicada exclusivamente a Deus, que é digno de louvor, honra e adoração. Como exceção à regra geral da oração de joelhos, existe a oração em pé, a qual deve ser utilizada com parcimônia, apenas em certas situações especiais em que a oração de joelho não seja recomendável ou possível.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 87ª PERGUNTA Fogo Eterno em Sodoma A Bíblia diz que Sodoma e Gomorra foram destruídas pelo “fogo eterno”. Então seus habitantes não passarão pela segunda morte? Para avaliar a referida pergunta, considere o versículo bíblico do qual ela foi extraída: “Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo- se corrompido como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno”. (Judas 1:7). Da análise desse versículo, chega-se a duas conclusões bastante interessantes. Primeira conclusão. A expressão “fogo eterno” não tem o sentido ou conotação de um fogo que continua queimando sem jamais cessar. Caso significasse um fogo que não tem fim, então conclui-se que “Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas” ainda estão queimando até nos dias de hoje, sofrendo a pena do “fogo eterno”. Mas tal conclusão não corresponde à realidade dos fatos. As próprias Escrituras Sagradas afirmam que Deus abateu as cidades de Sodoma e Gomorra “num momento”, “reduzindo-as a cinza” (Lamentações 4:6 e II Pedro 2:6). Então, qual é o real significado da frase bíblica “fogo eterno”? A resposta é muito simples, trata-se de uma figura de linguagem que traduz a idéia de que as consequências do fogo permanecem para sempre. Logo, são as consequências que são eternas, e não propriamente as chamas do fogo. Quem ainda insistir que o fogo eterno permanece queimando para sempre, então que viaje para o Oriente, na região onde se localizavam as cidades de Sodoma e Gomorra, e constate se elas ainda continuam ardendo nas chamas do fogo eterno, com todos os seus habitantes. Segunda conclusão. Da análise do versículo em questão verifica-se que Sodoma e Gomorra foram postas para “exemplo” a todos os ímpios. Os quais sofrerão a pena do “fogo eterno” no dia do juízo final, ocasião em que passarão pela segunda morte. Aliás, as próprias Escrituras Sagradas afirmam que Sodoma e Gomorra foram postas “para exemplo aos que vivessem impiamente”. (II Pedro 2:6), e não que essas cidades passaram pela pena do fogo do juízo final, sofrendo a segunda morte. Mesmo porque os habitantes de Sodoma e Gomorra ainda estavam experimentado a primeira morte. Como então poderia passar pela segunda morte, sem antes passar pela primeira? Ademais, o próprio Senhor Jesus Cristo deixou bem claro que as cidades de Sodoma e Gomorra ainda não sofreram a pena do juízo final no lago de fogo e enxofre. Observe o que disse o Senhor: “Em verdade vos digo que, no dia do juízo, haverá menos rigor para o país de Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade” ... “Porém eu vos digo que haverá menos rigor para os de Sodoma, no dia do juízo, do que para ti”. (Mateus 10:15 e 11:24). Portanto, Sodoma e Gomorra foram cidades destruídas pelo fogo, e postas para exemplo do fogo eterno que consumirá todos os ímpios e pecadores para sempre. Jesus deixou claro que os habitantes de Sodoma e Gomorra ressuscitarão no dia do juízo para receber, no lago de fogo e enxofre, a recompensa que suas más ações fazem por merecer. Portanto, essas cidades ainda não sofreram a pena definitiva no lago de fogo e enxofre, a qual ocorrerá no dia do Juízo Final.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 88ª PERGUNTA Continuação do Mal Sabendo que Deus tinha conhecimento da maldade do pecado de Lúcifer, então por que não foi dado um basta em tudo isso no Céu? Vários são os motivos e as razões pelas quais Deus permitiu que o mal tivesse prosseguimento em sua obra nefasta. Entre as principais razões, destaca-se o fato de que o caráter de Deus estava em jogo. Caso o Senhor tivesse tomado a resoluta decisão de destruir imediatamente a Lúcifer, então os demais habitantes do céu passariam servir a Deus por terror e não mais por amor. Teriam Deus como um adversário a quem servir. Veriam Deus como um intolerante tirano. Não mais O veriam como um ser santo, amoroso, misericordioso, piedoso, compassivo, longânimo e grande em beneficência. Além disso, caso o Senhor houvesse destruído Lúcifer de forma sumária, os habitantes do Universo poderiam cogitar com seus pensamentos que Lúcifer poderia ter razão em sua rebelião e reivindicações. Lúcifer passaria a ser um mártir, que foi morto por uma causa justa, e não um inimigo que com justiça deveria ser eliminado para o bem de todo o Universo. “Deus, em Sua sabedoria, permitiu que Satanás levasse avante sua obra, até que o espírito de dissabor amadurecesse em ativa revolta. Era necessário que seus planos se desenvolvessem completamente, para que sua verdadeira natureza e tendência pudessem ser vistas por todos”. (Grande Conflito, 497). “Seu poder para enganar era muito grande; e, disfarçando-se sob o manto da falsidade, obtivera vantagem. Mesmo os anjos fiéis não lhe podiam discernir perfeitamente o caráter, ou ver para onde levava a sua obra”. (Grande Conflito, 497). “Mesmo quando foi decidido que ele não mais poderia permanecer no Céu, a Sabedoria infinita não destruiu a Satanás. Visto que apenas o serviço por amor pode ser aceito por Deus, a submissão de Suas criaturas deve repousar em uma convicção sobre a Sua justiça e benevolência. Os habitantes do Céu e de outros mundos, não estando preparados para compreender a natureza ou consequências do pecado, não poderiam ter visto então a justiça e misericórdia de Deus com a destruição de Satanás”. (Grande Conflito, 498). “Nem mesmo os anjos fiéis reconheceram plenamente seu [de Lúcifer] caráter. Esta é a razão por que Deus não o destruiu imediatamente. Se o tivesse feito, os santos anjos não teriam percebido o amor e a justiça de Deus. Uma só dúvida quanto à bondade de Deus teria sido como má semente, que produziria o amargo fruto do pecado e da desgraça. Por isto foi poupado o autor do mal, para desenvolver plenamente seu caráter”. (Parábolas de Jesus, 72). “Houvesse ele sido imediatamente excluído da existência, e teriam servido a Deus antes por temor do que por amor. A influência do enganador não teria sido destruída por completo, tampouco o espírito de rebelião se teria desarraigado totalmente. Devia-se permitir que o mal chegasse a sazonar. Para o bem do Universo inteiro, através dos séculos sem fim, devia Satanás desenvolver mais completamente seus princípios, para que suas acusações contra o governo divino pudessem ser vistas sob sua verdadeira luz por todos os seres criados, e para sempre pudessem ser postas acima de qualquer dúvida a justiça e misericórdia de Deus e a imutabilidade de Sua lei”. (Grande Conflito, 499).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas “A rebelião de Satanás deveria ser uma lição para todo o Universo por todos os séculos vindouros, um testemunho perpétuo da natureza e terríveis resultados do pecado”. (Grande Conflito, 499).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 89ª PERGUNTA Indevida Criação do Homem Sabendo que Adão e Eva iriam pecar, então por que Deus os criou? O homem é um agente moral dotado de livre arbítrio e, portanto, responsável por todos os seus atos: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. (Gálatas 6:7). Mesmo estando onisciente de que o homem pecaria, o Senhor Deus decidiu continuar com a Sua obra de criação, simplesmente porque já tinha encontrado uma solução para o problema do pecado. O Filho de Deus decidiu vir ao mundo “para desfazer as obras do diabo” (I João 3.8). “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). 1. “O plano da salvação fora estabelecido antes da criação da Terra; pois Cristo é ‘o Cordeiro morto desde a fundação do mundo’ (Apocalipse 13:8)”. (Patriarcas e Profetas, 63). 2. Cristo foi conhecido antes da fundação do mundo. “O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós” (I Pedro 1:20). 3. A graça foi dada em Cristo antes dos tempos dos séculos. “Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos” (II Timóteo 1:9). 4. A vida eterna foi prometida antes dos tempos dos séculos. “Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos” (Tito 1:2). 5. Os cristãos foram eleitos antes da fundação do mundo. “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade” (Efésios 1:4). 6. “A redenção faz parte da natureza divina. É prerrogativa de Deus ter de reconstruir, não de destruir. O Filho de Deus foi dado para morrer, antes da fundação do mundo”. (Testem. Ministros e Obreiros Evangélicos, 264). Deus não desiste de algum projeto simplesmente porque seja problemático. O Senhor não tem medo de problemas. Ele não fica intimidado pelas circunstâncias desfavoráveis. Ele tem a solução para todos os casos, “porque para Deus nada é impossível” (Lucas 1:37).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 90ª PERGUNTA Comer de Tudo Após o dilúvio, Deus permitiu o homem comer de todas as espécies de animais, independentemente de serem limpos ou imundos? Antes do Dilúvio Universal, o alimento permitido ao homem consistia somente de vegetais e frutos da terra, conforme prescrição dada por Deus a Adão e Eva: “E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dá semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto de árvore que dá semente, ser-vos-á para mantimento” (Gênesis 1:29). Do suor resultante do árduo trabalho de cultivar a terra, disse Deus: “comerás dela todos os dias da tua vida” (Gênesis 3:17). O fenômeno do Dilúvio Universal, que varreu a superfície do planeta, devastou todas as espécies de vegetais que serviam de alimentos para os seres humanos. Diante da situação de urgência e extrema necessidade falimentar, o Senhor autorizou o homem a comer livremente da carne animal, do mesmo modo como Ele havia feito anteriormente com relação aos vegetais. Observe: “Tudo quanto se move, que é vivente, será para vosso mantimento; tudo vos tenho dado como a erva verde” (Gênesis 9:3). Com base na simples leitura desse versículo, alguns, desconsiderando todo o contexto bíblico, supõem que Deus autorizou o homem a comer livremente de tudo “que é vivente”. Diante dessa absurda suposição, o homem poderia comer livremente urubus, corvos, abutres, morcegos, sapos, lagartixas, cobras, pulgas, carrapatos, moscas, varejeiras, baratas, minhocas etc., sem sofrer nenhum dano em sua saúde física. Ainda considerando essa esdrúxula suposição, pode-se afirmar que seria perfeitamente lícito ao homem praticar o canibalismo, haja vista que a ordem divina afirma: “Tudo quanto se move... será para vosso mantimento”. A suposição de que o homem tem a plena liberdade para comer livremente qualquer tipo de carne é totalmente descabida e contrária às próprias Escrituras Sagradas, haja vista que os antediluvianos faziam clara distinção entre animais limpos e animais imundos. Eis o que diz o texto sagrado: “De todo o animal limpo tomarás para ti sete e sete, macho e sua fêmea; mas dos animais que não são limpos, dois, o macho e sua fêmea”. (Gênesis 7:2). Observe o que também diz o seguinte texto: “Dos animais limpos, e dos animais que não são limpos, e das aves e de todo o réptil sobre a terra. Entraram de dois em dois para Noé na arca, macho e fêmea, como Deus ordenara a Noé” (Gênesis 7:8-9). Em suma, Deus havia ordenado que dos animais limpos, deveriam entrar na arca sete casais; mas, dos animais que não são limpos, deveriam entrar na arca apenas dois casais. Tudo com o propósito de “conservar em vida a semente sobre a face de toda a terra” (Gênesis 7:3). Caso Noé e os demais membros de sua família resolvessem comer os “animais que não são limpos” – cujo número era reduzido à apenas dois casais – há muito tempo o apetite de Noé teria sido a causa da extinção de várias espécies de animais. Tal fato teria contrariado frontalmente a ordem divina que determinava Noé e sua família “conservares vivos contigo; macho e fêmea serão... para os conservares em vida” (Gênesis 6:19-20). Pela Bíblia Sagrada, os homens devem diferenciar os animais limpos, que são próprios para alimentação, dos animais imundos, que são impróprios para alimentação.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Observe: “Para fazer diferença entre o imundo e o limpo; e entre os animais que se podem comer e os animais que não se podem comer”. (Levítico 11:47). Deus não deixou ninguém ficar em dúvida quanto à correta identificação dos animais que são limpos e dos animais que não limpos, e que Noé conhecia muito bem. Note: “Tudo o que tem unhas fendidas, e a fenda das unhas divide em duas, e remói, entre os animais, aquilo comereis. Destes porém não comereis, dos que remoem ou dos que têm unhas fendidas: o camelo, que remói mas não tem unhas fendidas este vos será imundo. E o coelho, porque remói, mas não tem as unhas fendidas, este vos será imundo. E a lebre, porque remói, mas não tem as unhas fendidas, esta vos será imunda. Também o porco, porque tem unhas fendidas, e a fenda das unhas divide em duas, mas não remói; este vos será imundo”. (Levítico 11:3-7).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 91ª PERGUNTA “Para Sempre” e “Perpétuo” Na Bíblia Sagrada, a palavra “para sempre” implica em algo sem fim? As expressões “para sempre” e “perpétuo”, na Bíblia Sagrada, não implicam em eternidade absoluta e incondicional, mas tem o sentido relativo e limitado de continuidade condicional, ou seja, deve continuar sendo praticado indefinidamente enquanto existirem certas condições “sine qua non” que justifique a sua prática. Pelo estudo das Escrituras Sagradas, pode-se constatar que as expressões bíblicas “para sempre” e “perpétuo” são condicionais quando se referem aos predicados relacionados aos seres humanos, e incondicionais quando se referem aos predicados relacionados à divindade. Por exemplo, a Bíblia Sagrada afirma que Geazi e seus descendentes pegariam a lepra de Naamã para sempre (II Reis 5:27). Mas isso não quer dizer que Geazi e seus descendentes estão vivendo até os dias de hoje com a lepra de Naamã. Na verdade, a expressão “para sempre” estava condicionada a toda existência de Geazi e a de seus descendentes. Quando estes morreram, cessou o “para sempre”. Assim que Samuel foi desmamado, sua mãe o entregou no santuário, aos cuidados do sacerdote Eli, para que Samuel “lá fique para sempre” (I Samuel 1:22). Isto não quer dizer que Samuel continua vivendo até os dias de hoje servindo ao Senhor. Na verdade, a expressão “para sempre” é uma figura de linguagem, indicando que Samuel serviria o Senhor para sempre, mas enquanto durasse a sua existência. Estando Samuel morto (I Samuel 28:3), também cessou o “para sempre”. Aquele que desejasse permanecer como servo do seu senhor, deveria ter sua orelha furada com uma sovela, então “servo será para sempre” (Deuteronômio 15:17). É claro que o servo não permaneceria vivendo para sempre, para servir ao seu senhor. Porém, enquanto vivesse, estaria na condição de servo para sempre. Condição essa que terminaria com a morte do servo. Em conformidade com as Santas Escrituras, a páscoa deveria ser celebrada “nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo” (Êxodo 12:14). Observe que o “estatuto perpétuo” está condicionado por “vossas gerações”. Portanto, desaparecendo as “vossas gerações” também desapareceria o “estatuto perpétuo”. Aarão e seus filhos deveriam comer no lugar santo as ofertas queimadas ao Senhor, por “estatuto perpétuo” (Levítico 24:9). Note que o “estatuto perpétuo” está condicionado a Aarão e seus descendentes e às ofertas queimadas ao Senhor. Caso desapareça Aarão e seus descendentes ou desapareçam as ofertas queimadas, então também desapareceria o “estatuto perpétuo”. Muitos rituais religiosos foram “para sempre” ou “perpétuo”, como por exemplo, a páscoa (Êxodo 12:24); a queima do incenso (Êxodo 30:21); o sacerdócio Levítico (Êxodo 40:15); as ofertas de paz (Levítico 3:17); a parte dos sacerdotes nos sacrifícios (Levítico 6:18, 22; 7:34, 36); o sacrifício anual de animais (Levítico 16:29, 31,34) etc. Mas, como foi dito, os termos “perpétuo” e “para sempre” estão sempre limitados a alguma condição “sine qua non”, e como esses rituais foram abolidos por Cristo (Colossenses 2:14, Daniel 9:27 e Marcos 15:38), então eles deixaram de ser “para sempre” e “perpétuo”.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 92ª PERGUNTA Pregação aos Mortos Quando Jesus morreu, o Seu espírito pregou aos mortos? Sua pergunta é uma interpretação baseada na seguinte passagem bíblica: “Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito. No qual também foi e pregou aos espíritos em prisão. Os quais em outro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água que também, como uma verdadeira figura, agora vos salva, batismo, não do despojamento da imundícia da carne, mas da indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo”. (I Pedro 3:18-21). Alguns intérpretes, que costumam abonar a hipótese da imortalidade da alma, supõem que em algum momento, entre a crucifixão e ressurreição de Cristo, Seu espírito desceu ao inferno para pregar aos espíritos em prisão dos antediluvianos. Conforme essa interpretação, o Espírito de Cristo pregou aos espíritos que estavam aprisionados no inferno. Ocorre que o texto bíblico não faz nenhuma referência à palavra inferno ou a qualquer outra equivalente. Nessa interpretação, Deus estaria fazendo acepção de pessoas, oferecendo aos antediluvianos dos dias de Noé uma segunda oportunidade de salvação. Tal fato nega as Escrituras Sagradas, que ensinam explicitamente que Deus não faz acepção de pessoas (Deuteronômio 10:17) e que não há segunda oportunidade de salvação “... aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo”. (Hebreus 9:27). Com a morte cessam todas as oportunidades de salvação (Eclesiastes 9:10). Contrariando a própria doutrina do inferno, de onde ninguém retorna, essa interpretação deixa claro que aqueles que rejeitaram a Cristo, durante sua vida aqui na Terra, podem sair do inferno para serem salvos. Essa interpretação supõe que os ímpios mortos têm a vida eterna no inferno, quando Jesus Cristo negou tal fato ao afirmar que “aquele que não crê no Filho não verá a vida” (João 3:36). Além do mais, as Escrituras Sagradas ensinam que os mortos não sabem de coisa alguma (Eclesiastes 9:5-6). Mas, o que a Bíblia Sagrada entende pela expressão “espíritos em prisão”? Bem, essa expressão refere-se àqueles que estão presos no pecado, porque “todo aquele que comete pecado é servo do pecado” (João 8.34). Os “espíritos em prisão” são aqueles que estão presos nos “laços do diabo, em que à vontade dele estão presos” (II Timóteo 2:26). Jesus, através do “Espírito do Senhor”, veio para “apregoar liberdade aos cativos ... pôr em liberdade os oprimidos ... a anunciar o ano aceitável do Senhor”. (Lucas 4:18- 19). Destarte, os “espíritos em prisão” eram os antediluvianos, contemporâneos de Noé. Eles eram servos do pecado (Gênesis 6:5) e estavam presos nos laços do diabo (Gênesis 6:11), os quais “nos dias de Noé” foram rebeldes à advertência divina. A respeito dos dias de Noé, “disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem, porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos”. (Gênesis 6:3). Isto significa que durante cento e vinte anos, o Espírito do
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Senhor contendeu com os antediluvianos, mas eles foram rebeldes quanto à longanimidade de Deus. Cristo, mediante o Espírito Santo, advertiu os antediluvianos da iminente destruição do mundo. Noé, como “pregoeiro da justiça” (II Pedro 2:5), foi o instrumento que o Espírito de Cristo utilizou para pregar aos “espíritos em prisão”, isto é, os antediluvianos contemporâneos de Noé, durante cento e vinte anos. Portanto, não existe nenhuma evidência nas Escrituras Sagradas demonstrando que Cristo tenha pregado a quem quer que seja, enquanto morto. Cristo jamais pregou aos contemporâneos de Noé depois que eles morreram. A verdade é que Cristo, pelo Espírito Santo, mediante Noé, pregou aos antediluvianos durante cento e vinte anos.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 93ª PERGUNTA Ano do Nascimento de Jesus É verdade que Jesus Cristo não nasceu no “ano um” da Era Cristã? Então em que ano Ele nasceu? Para responder a essa pergunta, precisamos analisar duas passagens bíblicas fundamentais à compreensão do assunto em questão. A primeira dessas passagens diz o seguinte: “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos” (Daniel 9:25). “Messias” é uma expressão hebraica, que significa “Ungido”, e que foi traduzido para o grego como “Cristo”. Segundo o profeta Daniel, entre a ordem para edificar Jerusalém até ao Messias, “decorreriam sete semanas e sessenta e duas semanas”. A soma das sete semanas mais as sessenta e duas semanas correspondem a sessenta e nove semanas: (7 + 62 = 69 semanas). Cada semana é constituída por sete dias. Logo sessenta e nove semanas constituem quatrocentos, oitenta e três dias: (7 x 69 = 483 dias). Porém, em profecia, cada “dia profético” corresponde a um ano literal. Por exemplo: “um dia te dei por cada ano” (Ezequiel 4:6). “por cada dia um ano” (Números 14:34). Portanto, tem-se nessa profecia um período de quatrocentos, oitenta e três anos que decorreriam até a manifestação do Messias. A ordem para restaurar e edificar Jerusalém foi emitida pelo rei Artaxerxes (Esdras 7:11), no “sétimo ano deste rei” (Esdras 7:8) que, segundo a História Universal, corresponde ao ano 457 antes de Cristo. Destarte, os 483 anos tiveram sua contagem iniciada no ano 457 antes de Cristo. Logo, esse período terminou no ano 27 da Era Cristã: (– 457 + 483 = 26 + 1 = 27). Quando se faz a transição da contagem de tempo “antes de Cristo” para “depois de Cristo”, deve-se adicionar um ano à contagem. Isto porque nos algarismos romano não existe o número zero, o qual não foi levado em consideração quando da mudança do tempo de “antes de Cristo” para “depois de Cristo”. No ano 27 da Era Cristã, o Messias foi batizado e deu início ao Seu ministério messiânico. Nessa ocasião, Ele estava completando trinta anos de idade. Observe o que diz o Evangelho de Lucas: “E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus, orando ele, o céu se abriu ... E o mesmo Jesus começava a ser de quase trinta anos”. (Lucas 3:21 e 23). Destarte, no ano 27 da Era Cristã o Messias tinha 30 anos de idade. Com base nessas informações podemos calcular o ano do Seu nascimento. 27 d.C. – 30 anos de idade = – 3 Porém, quando se faz a transição da contagem de tempo “depois de Cristo” para “antes de Cristo”, deve-se subtrair um ano da contagem. – 3 – 1 = – 4 a.C.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Diante da demonstração apresentada, fica claro que Jesus Cristo nasceu no ano 4 antes do início da Era Cristã. Além dos valores calculados aritmeticamente pelos dados proféticos, alguns fatos históricos bem documentados vinculados com o nascimento de Cristo, corroboram a tese de que Jesus nasceu no ano 4 antes do início da Era Cristã. A História mostra que Herodes I, o Grande, morreu no ano 4 a.C. (ano 750 da fundação de Roma). O historiador Flavius Josephus afirma que pouco antes da morte de Herodes I ocorreu um eclipse lunar. Esse eclipse tem sido identificado como aquele ocorrido em 13 de março do ano 4 antes da Era Cristã. “Morto, porém, Herodes, eis que o anjo do Senhor apareceu, num sonho, a José, no Egito. Dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e vai para a terra de Israel, porque já estão mortos os que procuravam a morte do menino”. (Mateus 2:19-20). Diante do exposto, depreende-se que, além dos cálculos baseados nas profecias bíblicas, os fatos históricos comprovam que o nascimento de Cristo ocorreu no ano 4 antes do início da Era Cristã.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 94ª PERGUNTA Dia da Morte de Jesus Em que hora, dia, mês e ano Jesus morreu? Em sua pergunta você está pedindo muita coisa! Mas, vamos ver o que as Escrituras Sagradas tem a dizer sobre as questões apresentados. Hora do falecimento de Jesus. Com relação à hora da crucifixão até à hora do falecimento de Jesus, a Bíblia Sagrada apresenta as seguintes informações: “E era a hora terceira, e o crucificaram ... E, chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até à hora nona ... E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí, lemá sabactâni? Isso, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? ... E Jesus, dando um grande brado, expirou”. (Marcos 15:25, 33, 34, 37). Pelas Escrituras Sagradas, o dia é contado “duma tarde a outra tarde” (Levítico 23:32), encerrando e iniciando com o pôr-do-sol (Mateus 28:1; Lucas 23:54). O dia é um período de vinte e quatro horas, sendo doze horas de parte clara e doze horas de parte escura. (Gênesis 1:31). As horas do dia eram contadas a partir das seis horas da manhã. Destarte, a primeira hora corresponde ao período entre 6h00-7h00, a segunda a hora compreende o período entre 7h00-8h00, a terceira hora era completada às 9h00, a quarta hora era completada às 10h00, a quinta hora era completada às 11h00, a sexta hora era completada à 12h00, e assim sucessivamente. Como a Palavra de Deus afirma que Jesus expirou na “hora nona”, então podemos concluir que Jesus faleceu às quinze horas. Dia e mês da morte de Jesus. Quanto ao dia e mês em que Jesus morreu, as Escrituras Sagradas informam que o Senhor foi julgado, condenado, crucificado e executado no dia em que seria comemorada a Páscoa. Observe as evidências apresentadas nas seguintes passagens bíblicas: Jesus foi inquirido na casa de Caifás pela manhã. Era uma sexta-feira, dia em que seria comemorada a Páscoa: “Depois, levaram Jesus da casa de Caifás para a audiência. E era pela manhã cedo. E não entraram na audiência, para não se contaminarem e poderem comer a Páscoa”. (João 18.28). Tentando livrar a Jesus, Pilatos invocou o costume judaico de libertar alguém no dia da Páscoa. “Mas vós tendes por costume que eu vos solte alguém por ocasião da Páscoa. Quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus? João 18.40 Então, todos voltaram a gritar, dizendo: Este não, mas Barrabás! E Barrabás era um salteador”. (João 18.39- 40). Jesus foi entregue para ser crucificado no momento em que a Páscoa começava a ser preparada. “E era a preparação da Páscoa e quase à hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso rei. Mas eles bradaram: Tira! Tira! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei? Responderam os principais dos sacerdotes: Não temos rei, senão o César. Então, entregou-lho, para que fosse crucificado. E tomaram a Jesus e o levaram”. (João 19:14-16). As Escrituras informam que, desde a época de Moisés, a Páscoa sempre foi comemorada numa data fixa mensal: “No mês primeiro, aos catorze do mês, pela tarde, é a Páscoa do Senhor”. (Levítico 23:5). “Porém no mês primeiro, aos catorze dias do mês é a páscoa do Senhor. E aos quinze dias do mesmo mês haverá festa: sete dias se comerão pães asmos. No primeiro dia haverá santa convocação: nenhuma obra servil fareis”. (Números 28:16-18).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas No dia seguinte ao da Páscoa havia “santa convocação” e nenhum trabalho secular deveria ser realizado, razão pela qual esse dia era conhecido como sábado cerimonial. Na ocasião da crucificação de Jesus, o dia seguinte ao da Páscoa providencialmente coincidiu com o sábado semanal, razão pela qual foi dito que “era grande o dia de sábado” (João 19:31). O primeiro mês era conhecido pelo nome de nisã. Observe o que diz as Escrituras Sagradas: “No primeiro mês (que é o mês de nisã)” (Ester 3:7). Portanto, Jesus faleceu no dia catorze de nisã, numa sexta-feira. Ano em que Jesus expirou. Sabemos que Jesus tinha a idade de trinta e três anos e meio quando veio a falecer. Também sabemos que Ele nasceu no ano 4 antes da Era Cristã (ver o tema da pergunta anterior). Portanto, o Senhor expirou na cruz no ano 31 da Era Cristã. Observe o singelo cálculo aritmético que se segue: – 4 + 33,5 + 1 = 31 Quando se faz a transição da contagem de tempo “antes de Cristo” para “depois de Cristo”, deve-se somar “um ano” à contagem. Diante de todas as evidências apresentadas podemos concluir que Jesus Cristo veio a falecer numa sexta-feira, às quinze horas do dia catorze do primeiro mês (nisã) do ano 31 da Era Cristã: (14/01/31).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 95ª PERGUNTA Anjos e Sexo É verdade que os anjos tiveram relações sexuais com os seres humanos? Nos dias de hoje, uma parcela da cristandade supõe que os anjos tiveram relações sexuais com os primeiros habitantes do planeta. Essa hipótese é baseada na seguinte passagem bíblica: “Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Havia, naqueles dias, gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os varões de fama”. (Gênesis 6:2, 4). A grande verdade é que tal interpretação nunca foi doutrina cristã. Mas tratava- se de uma explicação herética, criada em tempos remotos por alguns escribas judeus. Tal interpretação encontra-se registrada em alguns livros apócrifos, sendo rechaçada pelo livro – também apócrifo – intitulado Caverna do Tesouro 14:2. Observe: “Por esse motivo, escribas antigos incorreram em erro quando escreveram que os Anjos desceram do céu, uniram-se às filhas dos homens, que por essa união geraram aqueles gigantes. Isso não é verdade; falaram disso sem terem conhecimento”. Os defensores dessa doutrina simplesmente supõem que os mencionados “filhos de Deus” (Gênesis 6:2) sejam os anjos. Este é o ponto crucial de toda essa interpretação extravagante. A verdade é que nenhuma parte do livro de Gênesis relaciona a expressão “filhos de Deus” com os anjos. Além disso, a relação sexual não faz parte da natureza dos seres espirituais. Os anjos são seres espirituais (Hebreus 1:14) criados de forma individualizada. Não existe entre os anjos o gênero masculino ou feminino. Eles não se casam e nem se dão em casamento (Marcos 12:25). Eles não se reproduzem, sendo que desde sua criação, o seu número permanece sempre o mesmo. Uma interpretação correta necessita levar em consideração todo o contexto bíblico no qual os versículos em questão estão inseridos. Observe que o contexto está relacionando o desenvolvimento de duas genealogias, a saber: os descendentes de Caim (Gênesis 4:17-24) e os descendentes de Sete (Gênesis 5:3-32). Os descendentes de Caim estavam em aberta rebelião contra o Senhor, porém os descendentes de Sete invocavam o nome do Senhor (Gênesis 4:26). Portanto, dentro do contexto, os filhos de Deus estão representados pela genealogia daqueles que invocavam o nome do Senhor. Porém, dentro do mesmo contexto, os filhos dos homens estão representados pela genealogia daqueles que não queriam nada com o Senhor. Essas duas genealogias mesclaram-se, quando “viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram”. (Gênesis 6:2). A relação sexual entre essas duas gerações, até então separadas, deram origem aos homens valentes e de fama que houve na antiguidade (Gênesis 6:4). Contrariando o que algumas pessoas supõem, é bom deixar bem claro que a união sexual entre os filhos de Deus com as filhas dos homens não geraram gigantes. A bem da verdade, esses gigantes já existiam na face da Terra, tanto antes como depois dos filhos de Deus terem tido relações sexuais com as filhas dos homens. Observe o que
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas diz a Bíblia Sagrada: “Havia, naqueles dias, gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos”. (Gênesis 6:4). Em conclusão, é totalmente apócrifa a interpretação que supõe que os filhos de Deus eram os anjos que tiveram relações sexuais com as filhas dos homens gerando gigantes. Na realidade, os filhos de Deus eram os descendentes de Sete que tiveram relações sexuais com os descendentes incrédulos das filhas dos homens. Essa união não gerou descendentes gigantes, mas sim “os valentes que houve na antiguidade, os varões de fama”. (Gênesis 6:4).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 96ª PERGUNTA A Benção do Pecador Deus abençoa o cristão que está vivendo em pecado? Em algumas circunstâncias especiais, Deus abençoa o pecador que está em trevas espirituais para conduzi-lo à luz das verdades eternas. Afinal de contas, os anjos são “espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” (Hebreus 1:14). Porém, Deus não pode abençoar a pessoa que, embora conheça a verdade, voluntariamente insiste em viver na prática do pecado. Caso o Senhor abençoasse aquele que vive deliberadamente pecando, então Ele estaria confirmando o caminho errado do pecador. Pelo estudo da Bíblia Sagrada, sabemos que este não é o propósito divino. “Ainda que se mostre favor ao ímpio, nem por isso aprende a justiça; até na terra da retidão, ele pratica a iniquidade e não atenta para a majestade do Senhor”. (Isaías 26:10). Aliás, Deus nem mesmo ouve as orações daquele que está vivendo voluntariamente na prática do pecado, quanto mais abençoará tal pessoa. O salmista afirmou que Deus não ouviria as suas orações caso ele consentisse com o pecado no seu coração: “Se eu atender à iniquidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá”.(Salmos 66:18). A oração daquele que não quer ouvir a Palavra de Deus é abominável: “O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável”. (Provérbios 28:9). Nossos pecados nos separam de Deus: “Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus: e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça”. (Isaías 59:2). Deus não ouve a pecadores: “Ora nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus, e faz a sua vontade, a esse ouve”. (João 9:31). Mas o nosso Deus é grandioso em perdoar, e está disposto em abençoar aquele que abandonar o pecado, convertendo-se ao Senhor: “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar”. (Isaías 55: 7). Definitivamente, o pecador contumaz não é abençoado por Deus. Eis o que diz as Escrituras Sagradas: “O mal perseguirá aos pecadores, mas os justos serão galardoados com o bem”. (Provérbios 13:21). “Eis que o justo é punido na terra; quanto mais o ímpio e o pecador!” (Provérbios 13:21; 11:31). Caso você esteja vivendo na prática de algum pecado conhecido, então abandone esse pecado e volte para Deus. Então o Senhor lhe abençoará abundantemente, mais do que você possa imaginar ou pensar. “Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” (Lucas 17:7).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 97ª PERGUNTA Um Basta no Mundo Diante de tanta maldade no mundo, por que Deus não dá um basta em tudo isso? Deus tem um tempo estabelecido para todos os Seus desígnios. “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”. (Eclesiastes 3:1). Por exemplo, na plenitude do tempo, Deus enviou o Seu Filho a este mundo (Gálatas 4:4). Sobre a restauração de todas as coisas, Jesus respondeu aos discípulos: “Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder”. (Atos 1:7). Portanto, embora não saibamos o momento exato do fim, ainda assim, na plenitude do tempo, Deus dará um basta a este mundo de maldade e pecado. Várias são as razões pela qual o mundo ainda continua existindo na prática de sua maldade. Primeira. Deus tem um meio para aferir o momento exato para julgar as nações do mundo. Se até hoje Deus não tomou nenhuma providência para dar um fim na maldade do mundo é porque os seus pecados ainda não transbordaram as bordas da taça do Senhor. “Porque na mão do Senhor há um cálice cujo vinho ferve, cheio de mistura, e dá a beber dele; certamente todos os ímpios da terra sorverão e beberão as suas fezes”. (Salmos 75:8). Por exemplo, no passado Deus não deu um fim imediato à nação dos amorreus porque esse povo ainda não havia ultrapassado o limite da misericórdia divina: “... porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia”. (Gênesis 15:16). “Deus mantém uma conta com as nações. Quando chegar plenamente o tempo em que a iniquidade terá atingido o prescrito limite da misericórdia de Deus, cessará Sua clemência. Quando os números acumulados nos livros de registro do Céu indicarem que o total da transgressão está completo, virá a ira”. (V Testimonies, 524). “Ao mesmo tempo em que a misericórdia de Deus suporta longamente o transgressor, há um limite além do qual os homens não podem ir no pecado. Quando é atingido aquele limite, os oferecimentos de misericórdia são retirados, e inicia-se o ministério do juízo”. (Patriarcas e Profetas, 165). Segundo. Apesar da magnitude da maldade que campeia o planeta, o Senhor ainda não destruiu o mundo porque Ele não se compraz com a morte de quem quer que seja: “Porque não tomo prazer na morte do que morre, diz o Senhor Jeová: convertei- vos, pois, e vivei”. (Ezequiel 18:32). Terceiro. Deus ainda não destruiu este mundo porque existem pessoas sinceras e honestas que ainda não conhecem o evangelho: “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se”. (II Pedro 3:9). “Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador. Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade”. (I Timóteo 2:4). Quarto. Deus é tão misericordioso e compassivo que se comprometeu a deixar de destruir a cidade de Sodoma, caso houvesse alguns justos habitando aquela localidade: “Então disse o Senhor: Se eu em Sodoma achar cinquenta justos dentro da cidade, pouparei a todo o lugar por amor deles”. (Gênesis 18:26). Portanto, Deus ainda não destruiu o mundo por causa de uns poucos justos que ainda restam na Terra e influenciam os homens para o bem. “O Senhor Se deleita na misericórdia; e, por amor dos poucos que realmente O servem, restringe as calamidades,
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas prolongando a tranquilidade das multidões. Mal compreendem os que pecam contra Deus que devem sua própria vida aos poucos fiéis a quem se deleitam em ridicularizar e oprimir”. (O Grande Conflito, 632). Quando, porém, o número de justos se tornar suficientemente reduzido em relação ao número dos ímpios que dominam a Terra, então o Senhor virá para dar um basta na maldade deste mundo.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 98ª PERGUNTA Igreja Católica Por que os protestantes ensinam que a Igreja Católica é um ramo falso do cristianismo? A Igreja Católica é tida por toda cristandade como uma expressão falsa do cristianismo, por vários motivos. Primeiro, ela tornou-se herética quando abandonou as verdades bíblicas. Segundo, ela tornou-se herética por causa do seu sincretismo religioso com o paganismo romano. Terceiro, ela tornou-se herética quando abraçou o poder secular para impor à força seus dogmas destituídos de fundamentos bíblicos. Essa Igreja abandonou os ensinos cardeais das Escrituras Sagradas, os quais eram tidos em alta conta por Jesus e pelos apóstolos. Substituiu muitas doutrinas da Palavra de Deus por doutrinas que não passam de invenções produzidas pela imaginação humana. Para justificar seus erros, adotaram a tradição como fonte de doutrina, a qual sobrepõe a própria Palavra de Deus. À essa Igreja, poderia ser aplicada a seguinte palavra de Jesus: “E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus”. “Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens”. (Mateus 15:6 e 9). Muitos dos apóstolos de Jesus profetizaram sobre a apostasia que entraria no meio da Igreja, resultando numa expressão falsa do cristianismo conhecido como anticristo (I João 2:18). Pedro profetizou que falsos doutores introduziriam disfarçadamente heresias, e que o caminho da verdade seria blasfemado. “E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade”. (II Pedro 2:1-2). Paulo profetizou que a verdadeira doutrina seria seriamente prejudicada porque os muitos doutores eclesiásticos desviariam a Igreja do caminho da verdade. “Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências. E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas”. (II Timóteo 4:3-4). Paulo também profetizou que a apostasia viria sobre a Igreja quando surgisse o homem do pecado, o qual se assentaria como Deus, na Igreja de Deus, querendo parecer Deus. “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição. O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus”. (II Tessalonicenses 2:3-4). Contrariando os mais claros ensinos das Escrituras Sagradas, essa Igreja realiza batismos de bebês num pseudobatismo de aspersão. No ano 310 inventou a reza pelos defuntos; em 320 o uso de velas; em 394 a missa; em 431 o culto à Virgem Maria; em 783 a veneração das imagens e relíquias; em 850 o uso da água benta; em 993 a canonização dos santos; em 1074 o celibato sacerdotal; em 1090 inventou o rosário; em 1184 instituiu a Santa Inquisição; em 1190 vendas de indulgências; em 1215 criou a confissão auricular; em 1215 o dogma da transubstanciação; em 1316 instituiu a reza da Ave Maria; em 1546 equiparou a tradição à Bíblia; em 1870 instituiu o dogma da infalibilidade papal; em 1950 o dogma da Presença Real e Corporal de Maria no Céu etc.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Blasfemou da autoridade divina ao alterar abertamente os “dez mandamentos” da santa lei de Deus. Para isso, descartou o mandamento que proíbe o culto de imagens e ardilosamente desdobrou o décimo mandamento para manter o número original de dez mandamentos. Substituiu o quarto mandamento que ordena a santificação do sábado para a observância do domingo, cujas origens se perdem no culto do paganismo. Contrariando o Novo Testamento, essa Igreja apóstata elegeu a Virgem Maria como mediadora entre Deus e os homens, quando Paulo ensinou que há “um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem”. (I Timóteo 2:5). Inventou que os santos possuem mérito, quando Pedro afirmou que além de Jesus “em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos”. (Atos 4:12). Essa Igreja herética, tacitamente, nega a suficiência do sacrifício expiatório de Cristo para perdão dos pecados, ao ensinar a salvação pela indulgência, pelas boas obras e pela purgação dos pecados veniais no purgatório. Com isso, ela prega outro evangelho. “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema”. (Gálatas 1:8). Por conjugar o poder religioso com o poder secular, essa Igreja criou o Santo Tribunal da Inquisição, que de santo nada tinha. Por meio das atividades desse famigerado tribunal, milhões de pessoas foram torturadas, mutiladas, trucidadas, estupradas, empaladas, assassinadas, queimadas, estranguladas e afogadas. Constrangidos pelo medo, milhões de pessoas tiveram que abdicar dos ditames de sua consciência, de sua liberdade de expressão e de seu livre arbítrio, para sujeitarem-se à vontade desse arrogando poder pseudocrístão. Tudo isso está registrado nos anais da História Universal. A Bíblia Sagrada compara a Igreja Católica a uma mulher prostituta, infiel a Cristo e à Sua verdade: “Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas. Com a qual se prostituíram os reis da terra; e os que habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua prostituição”. “E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, adornada com ouro, e pedras preciosas, e pérolas, e tinha na mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição”. “E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração”. (Apocalipse 17:1-2; 4, 6).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 99ª PERGUNTA Árvore da Vida As Escrituras Sagradas ensinam que os salvos serão imortais. Então por que razão da árvore da vida? Quando Jesus retornar pela segunda vez a este mundo, com poder e grande glória, acompanhado por milhares de milhares e milhões de milhões de anjos, então os santos do Altíssimo de todas as épocas e de todas as nações ressuscitarão do pó da Terra, imortais e incorruptíveis (I Coríntios 15:51-53). Os santos ressuscitarão no frescor da eterna juventude. Porém, eles trarão em seu corpo ressuscitado um dos resquícios da terrível degradação causada pelo pecado no decorrer dos séculos: a estatura. “Todos saem do túmulo com a mesma estatura que tinham quando ali entraram. Adão, que está em pé entre a multidão dos ressuscitados, é de grande altura e formas majestosas, de estatura pouco menor que o Filho de Deus. Apresenta assinalado contraste com o povo das gerações posteriores; sob este único ponto de vista se revela a grande degeneração da raça. Todos, porém, surgem com a louçania e vigor de eterna mocidade”. (Grande Conflito, 644). Com relação ao fruto e às folhas da árvore da vida a Bíblia Sagrada registra o seguinte: “No meio da sua praça, e de uma e da outra banda do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações”. (Apocalipse 22:2). “O fruto da árvore da vida, no Jardim do Éden, possuía virtude sobrenatural. Comê-lo produzia vida eterna. Seu fruto era o antídoto da morte. Suas folhas serviam para manter a vida e a imortalidade”. (Maranata! - Meditação Matinal, 323). Os frutos e as folhas da árvore da vida eliminarão o efeito da degeneração sofrida na estatura da raça humana no decorrer das gerações, trazendo completa saúde ao corpo dos santos ressuscitados: “Restabelecidos à árvore da vida, no Éden há tanto tempo perdido, os remidos crescerão até à estatura completa da raça em sua glória primitiva. Os últimos traços da maldição do pecado serão removidos, e os fiéis de Cristo aparecerão na beleza do Senhor nosso Deus”. (GC, 643). Além de restaurar a estatua mirrada dos santos ressuscitados, bebês de mães que não foram salvas serão conduzidos até a árvore da vida. “Quando os pequenos se levantam imortais de seus berços no pó, imediatamente voam até os braços de suas mães. Reúnem-se outra vez, para nunca mais se separarem. Todavia, muitos destes pequenos não têm ali suas mães. Esperávamos ouvir as canções de triunfo destas mães, porém em vão. Os anjos recebem os pequenos órfãos e os conduzem à árvore da vida”. (The Youth"s Instructor, 1º de abril de 1858).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 100ª PERGUNTA Pôr-do-Sol da Ira O que o apóstolo Paulo quer dizer aos cristãos com a seguinte exortação: “não se ponha o sol sobre a vossa ira”? O dicionário online de português define a palavra “ira” como sendo um sentimento de raiva, cólera, fúria, desejo de vingança. Sobre a “ira”, o apóstolo Paulo escreveu o seguinte: “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Efésios 4:26). A questão que se levanta é a seguinte: o que Paulo está querendo dizer com a expressão “não se ponha o sol sobre a vossa ira”? Inicialmente, é necessário considerar que nas epístolas de Paulo: “há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição” (II Pedro 3:16). Alguns mais afoitos, interpretam esse texto bíblico de modo simplista. Apresentam a ideia de que os cristãos não devem manter-se irados até o pôr-do-sol. Então o que dizer daqueles que ficam irados poucos instantes antes do pôr-do-sol, ou durante o pôr-do-sol ou ainda imediatamente após o pôr-do-sol? A verdade é que Paulo nada disse sobre o “pôr-do-sol” da vossa ira, mas ele simplesmente disse: “não se ponha o sol sobre a vossa ira”. Essas duas expressões são conceitos claramente distintos. O apóstolo Paulo não proíbe o cristão de irar-se, mas o proíbe de dar vazão ao seu sentimento de ira. Observe: “irai-vos e não pequeis” (Efésios 4:26). Mesmo porque a ira é uma paixão carnal que incita a agressividade do ser humano contra algum outrem que o contrariou. A verdade é que Paulo não está considerando a possibilidade do fenômeno natural do pôr-do-sol, mas está tão-somente tratando de coisas espirituais. Mesmo porque o pôr-do-sol é um fenômeno físico natural, enquanto que a ira é um sentimento abstrato. Ninguém pode por o Sol sobre qualquer espécie de sentimento, pois ele somente de põe sobre a linha do horizonte e não sobre a ira do ser humano. Quando Paulo afirmou “não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Efésios 4:26), ele estava empregando uma metáfora. No mundo natural, uma das funções do Sol é iluminar. No mundo espiritual, o cristão não deve permitir que o Sol seja posto sobre a sua ira. O cristão não deve procurar racionalizar sua ira para justificar as suas razões. Não deve permitir que a sua ira venha à luz. O cristão não deve permitir que a sua ira venha a manifestar-se. Tanto é verdade que o apóstolo diz “irai-vos e não pequeis”. Logo, o cristão não deve trazer sua ira à luz. Não deve permitir que a sua ira resplandeça. O versículo deixa bem claro que o cristão pode até mesmo irar-se, mas ele não pode pecar, trazendo à luz a sua ira. Foi por essa razão que logo a seguir, no contexto, Paulo declarou enfaticamente: “não deis lugar ao diabo” (Efésios 4:27). Paulo afirmou “não se ponha o sol sobre a vossa ira”. Como a ira é um sentimento, então o apóstolo poderia, com propriedade, aplicar essa expressão para qualquer outro sentimento negativo, tais como cobiça, inveja, concupiscência etc. Então, ele poderia dizer: “não se ponha o sol sobre a vossa cobiça”, “não se ponha o sol sobre a vossa inveja” ou “não se ponha o sol sobre a vossa concupiscência” etc.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Mas com relação aos sentimentos positivos, tais como amor, misericórdia, perdão etc., poder-se-ia dizer o seguinte: “ponha o sol sobre a vossa misericórdia”, “ponha o sol sobre o vosso perdão”, “ponha o sol sobre o vosso amor”.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 101ª PERGUNTA Criação da Mulher Por que Deus, ao fazer a mulher, tirou uma costela de Adão? Ele não poderia moldar a mulher a partir da própria terra? É claro que Deus poderia muito bem ter criado a mulher a partir do pó da Terra, do mesmo modo como havia criado o homem. Porém, caso assim houvesse procedido, por mais semelhante que o homem e a mulher fossem, eles sempre seriam duas criações distintas. Visando evitar essa diferenciação, “o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar. E da costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão”. (Gênesis 2:21-22). “O próprio Deus deu a Adão uma companheira. Proveu-lhe uma ‘adjutora’ - ajudadora esta que lhe correspondesse - a qual estava em condições de ser sua companheira, e que poderia ser um com ele, em amor e simpatia. Eva foi criada de uma costela tirada do lado de Adão, significando que não o deveria dominar, como a cabeça, nem ser pisada sob os pés como se fosse inferior, mas estar a seu lado como sua igual, e ser amada e protegida por ele. Como parte do homem, osso de seus ossos, e carne de sua carne, era ela o seu segundo eu, mostrando isto a íntima união e apego afetivo que deve existir nesta relação. ‘Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta.’ Efésios 5:29. ‘Portanto deixará o varão a seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.’ Gênesis 2:24”. (Patriarcas e Profetas, 46). Portanto, a mulher não se tornou outra criação distinta e independente da criação do homem. Por essa razão, o apóstolo Paulo afirmou que “a mulher é a glória do homem” (I Coríntios 11:7). Nos propósitos divinos era absolutamente necessário levar o homem a reconhecer que a mulher provém de sua própria essência, de seu osso e de sua carne. O homem não poderia ver a mulher como outra criação distinta de sua própria criação. Tanto é verdade que Adão imediatamente foi levado a reconhecer a seguinte verdade: “Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada”. (Gênesis 2:23).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 102ª PERGUNTA Símile da Igreja Onde está escrito na Bíblia Sagrada que a Igreja é simbolizada por uma mulher? Tanto no Antigo como no Novo Testamento, muitas são as passagens bíblicas que apresentam a Igreja como símbolo de uma mulher. Nesse simbolismo, uma mulher virtuosa representa a verdadeira Igreja, e uma mulher prostituta representa uma Igreja apostatada da verdade. O Novo Testamento apresenta algumas passagens bíblicas demonstrando que a Igreja é simbolizada por uma mulher. Por exemplo, o apóstolo Paulo apresenta uma metáfora da Igreja comparando-a com uma mulher virgem: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo”. (I Coríntios 11:2). A verdadeira Igreja é comparada como a esposa de Cristo: “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos”. (Apocalipse 19:7-8). A verdadeira Igreja é simbolizada por uma mulher vestida do sol: “E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça”. (Apocalipse 12:1). “Em Apocalipse, capítulo 17, Babilônia é representada por uma mulher – figura que a Bíblia usa como símbolo de igreja, sendo uma mulher virtuosa a igreja pura, e uma mulher desprezível, a igreja apóstata”. (Grande Conflito, 381). O livro do Apocalipse retrata uma contrafação da verdadeira Igreja com o símbolo de uma mulher devassa adornada de valores mundanos: “E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças e falou comigo, dizendo-me: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas ... vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor escarlate, que estava cheia de nomes de blasfêmia e tinha sete cabeças e dez chifres. E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, adornada com ouro, e pedras preciosas, e pérolas, e tinha na mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição”. (Apocalipse 17:1, 3-4). O Antigo Testamento também apresenta a Igreja pelo símbolo de uma mulher: “A formosa e delicada, a filha de Sião, eu deixarei desolada”. (Jeremias 6:2). A Igreja é comparada a uma mulher e Deus a Seu marido. “Porque o teu Criador é o teu marido; Senhor dos Exércitos é o seu nome; e o Santo de Israel é o teu Redentor; ele será chamado o Deus de toda a terra. Porque o Senhor te chamou como a uma mulher desamparada e triste de espírito; como a uma mulher da mocidade, que é desprezada, diz o teu Deus”. (Isaias 54:5-6). A Igreja foi comparada a uma mulher adúltera: “Eles dizem: Se um homem despedir sua mulher, e ela se ausentar dele e se ajuntar a outro homem, porventura, tornará a ela mais? Não se poluiria de todo aquela terra? Ora, tu te maculaste com muitos amantes; mas, ainda assim, torna para mim, diz o Senhor. E, quando por causa de tudo isso, por ter cometido adultério, a rebelde Israel despedi e lhe dei o seu libelo de divórcio, vi que a aleivosa Judá, sua irmã, não temeu; mas foi-se e também ela mesma se prostituiu”. (Jeremias 3:1 e 8). A antiga Igreja foi comparada a uma mulher prostituta: “Também te prostituíste com os filhos da Assíria, porquanto eras insaciável; e, prostituindo-te com eles, nem
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas ainda assim ficaste farta. Antes, multiplicaste as tuas prostituições na terra de Canaã até à Caldéia e nem ainda com isso te fartaste. Quão fraco é teu coração, diz o Senhor Jeová, fazendo tu todas essas coisas, obra de uma meretriz imperiosa!” (Ezequiel 16:28- 30) A antiga Igreja foi comparada a uma mulher que ficou sendo do Senhor: “E, passando eu por ti, vi-te, e eis que o teu tempo era tempo de amores; e estendi sobre ti a ourela do meu manto e cobri a tua nudez; e dei-te juramento e entrei em concerto contigo, diz o Senhor Jeová, e tu ficaste sendo minha”. (Ezequiel 16:8). Estes são alguns dos versículos bíblicos do Novo e do Antigo Testamento que relacionam a Igreja com o simbolismo de uma mulher.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 103ª PERGUNTA Origem de Deus A Bíblia ensina que Deus é o criador de todas as coisas. Se antes da criação não havia nada, e nada pode vir do nada, então como Deus passou a existir a partir do nada? Nas entrelinhas desse raciocínio está implícita a equivocada suposição de que Deus foi criado e, portanto, teve um início ou princípio. Mas a realidade é outra. Deus é sem começo e sem fim, Ele não teve início e nem terá fim. Deus é de eternidade pretérita a eternidade futura. Ninguém pode colocar Deus dentro do quadro da criação temporal do Universo. Deus pertence a uma outra realidade, quando ainda nem existia o Universo com o espaço, tempo e a matéria. Admitindo a absurda hipótese de que Deus não existe porque seria necessário alguém criá-Lo, então, esse “alguém” seria o verdadeiro Deus. Mas disso surge outra questão: quem criou esse “alguém” que criou Deus? Com esse raciocínio, entramos num círculo vicioso e sem fim. Caso venhamos admitir a suposição de que Deus não existe porque nada pode vir do nada, então procure responder à seguinte pergunta: como você explica o fato incontestável de que você existe, embora saiba que nada vem do nada? Como você explica o fato de que as coisas existem, muito embora nada possa vir do nada? Se Deus não existe, porque nada pode vir do nada, então você não existe porque nada pode vir do nada, e todas as coisas também não existem, porque nada pode vir do nada. Porém, tal conclusão não corresponde à realidade dos fatos. A verdade é que, sendo o homem uma criatura enquadrada dentro da obra da criação do espaço e do tempo, ele possui uma mente muito limitada para alcançar a compreensão da grandeza ilimitada da origem ou existência de Deus, que é “desde os dias da eternidade” (Miquéias 5:2). O máximo que a mente humana consegue captar da existência de Deus é que Ele é de “eternidade a eternidade” (Salmos 90:2). Tomando como referencial o presente, Deus vem de uma eternidade passada e segue adiante numa eternidade futura, sem limite de início ou de fim. Retroagindo no tempo passado, verifica-se que a existência de Deus sempre continua e não tem início. Avançando para o futuro, verifica-se que a existência de Deus sempre continua e não tem fim. Não tendo outro modo de como apresentar toda a sua existência, eternidade e atividade ao homem, o Senhor identificou-se com o inusitado nome de “EU SOU” (Êxodo 3:14). Esse nome expressa a ideia de que Deus é tudo. “EU SOU”, logo existo. “EU SOU” a causa de tudo. “EU SOU” atemporal. EU SOU aquele que permanece. “Nosso conhecimento de Deus é parcial e imperfeito. Quando o conflito terminar, e o Homem Cristo Jesus reconhecer perante o Pai os Seus fiéis obreiros, que num mundo de pecado, dEle têm dado um verdadeiro testemunho, compreenderão eles claramente o que agora lhes é mistério”. (A Ciência do Bom Viver, 420).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 104ª PERGUNTA O Arrependimento de Deus Qual seria a interpretação do versículo que diz que Deus se arrependeu? Por acaso Deus se arrepende? Conforme o dicionário “Online de Português” (www.dicio.com.br/), a palavra arrepender-se quer dizer “mudar de opinião, parecer ou propósito”. Também quer dizer: “Ter mágoa ou pesar dos erros ou faltas cometidas”. Devido à própria singularidade de Deus, a linguagem humana é totalmente insuficiente para descrever alguns predicados manifestados pela divindade. Apesar disso, os escritores bíblicos procuraram transmitir a atitude de Deus, mesmo empregando palavras deficientes, mas que pudessem oferecer aos homens uma compreensão maior a respeito da divindade. É claro que o arrependimento de Deus é totalmente diferente do arrependimento dos seres humanos. Alias, é exatamente isso que a Bíblia Sagrada ensina. Observe: “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa: porventura diria ele, e não o faria? ou falaria, e não o confirmaria?” (Números 23:19). “E também aquele que é a Força de Israel não mente nem se arrepende: porquanto não é um homem para que se arrependa” (I Samuel 15:29). A Bíblia Sagrada não contém contradições. Quando ela afirma que Deus se arrependeu, devemos concluir que Deus não se arrepende da mesma maneira que o ser humano. Na maioria das vezes, os homens se arrependem por “ter mágoa ou pesar dos erros ou faltas cometidas”. Mas tais predicados humanos não pertencem à divindade, que não tem mágoa ou pesar, e nem comete faltas ou erros. O arrependimento de Deus envolve tão-somente a mudança do propósito divino em relação às condições estabelecidas para o homem. Observe o seguinte exemplo bíblico: “Bem pode ser que ouçam, e se convertam cada um do seu mau caminho, e eu me arrependa do mal que intento fazer-lhes por causa da maldade das suas ações” (Jeremias 26:3). Da leitura do referido versículo, depreende-se que, caso o povo se convertesse de seus maus caminhos, então o Senhor mudaria e se arrependeria, ou seja, mudaria de propósito deixando de punir os maus atos do povo. A verdade é que as promessas e profecias bíblicas são condicionais. Caso os homens cumpram as condições estipuladas por Deus, então o Senhor também cumpre as Suas promessas ou profecias. Caso os homens alterem as condições estabelecidas por Deus, então o Senhor deixa de cumprir as Suas promessas ou profecias. Na verdade, as próprias Escrituras Sagradas estabelecem os princípios sobre esse assunto. Observe: “No momento em que falar contra uma nação, e contra um reino para arrancar, e para derribar, e para destruir. Se a tal nação, contra a qual falar, se converter da sua maldade, também eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe” (Jeremias 18:7-8). “E no momento em que falar de uma gente e de um reino, para edificar e para plantar. Se ela fizer o mal diante dos meus olhos, não dando ouvidos à minha voz, então me arrependerei do bem que tinha dito que lhe faria” (Jeremias 18:9-10). Como exemplo clássico desses princípios, tem-se o caso do profeta Jonas, que profetizou a destruição de Nínive dentro de quarenta dias. Observe: “Ainda quarenta
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas dias, e Nínive será subvertida” (Jonas 3:4). Ocorre que os perversos habitantes de Nínive “creram em Deus” (Jonas 3:5). “E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho: e Deus se arrependeu do mal que tinha dito que lhes faria, e não o fez” (Jonas 3:10). Observe que a profecia anunciada por Jonas não se cumpriu, porque ela estava condicionada à atitude do povo. Como o povo mudou suas más atitudes, então Deus também mudou o seu propósito, ou na linguagem bíblica, “Deus se arrependeu” (Jonas 3:10). Portanto, quando um autor sacro afirma em seus escritos que Deus se arrependeu, ele está transmitindo a ideia, na linguagem humana, de que Deus mudou de propósito porque houve mudança de atitude por parte do homem.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 105ª PERGUNTA O Dia em que o Sol Parou A Bíblia não está errada quando diz que Josué ordenou que o Sol parasse, quando sabemos que na realidade é a Terra que deveria ser parada? Na época em que Josué viveu, o senso comum geral era que o Sol girava em torno da Terra, e não ao contrário. No decorrer dos séculos o consenso de que o Sol gira em torno da Terra foi sistematizado por vários filósofos e matemáticos gregos e, finalmente, sintetizada pelo gênio Cláudio Ptolomeu (90-168 d.C.), em sua obra máxima intitulada “Almagesto”. Foi somente no século XV que Nicolau Copérnico (1473-1543) revolucionou a Astronomia, defendendo a concepção de que a Terra gira em torno do Sol, e não ao contrário. Essas concepções modernas foram confirmadas pelas observações telescópicas realizadas por Galileu Galilei (1564-1642), sistematizada cientificamente por Johannes Kepler (1571-1630) e generalizada pelo genial físico inglês Isaac Newton (1642-1727). Com relação ao registro bíblico, é digno de nota observar que não foi Deus, mas sim o homem quem ordenou que o Sol parasse. Portanto, não se tratava de uma revelação divina, mas simplesmente da compreensão que Josué possuía a respeito da questão do movimento dos corpos celestes. É claro que Deus, que é infinito em sabedoria, compreendeu exatamente qual eram a verdadeira intenção e propósito da solicitação feita por Josué: prolongar a duração do dia. Porém, como não sabemos pedir como convém, o Espírito Santo ajuda as nossas fraquezas e intercede corretamente por nós perante Deus. Observe: “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos”. (Romanos 8:26-27). Portanto, Deus compreendeu exatamente o que deveria ser feito para atender ao comando dado por Josué. Em vez de parar o Sol, simplesmente parou a Terra. Isto supondo que não tenha ocorrido nenhum outro fenômeno desconhecido que tenha dado causa ao efeito aparente da prolongação do dia. “Então Josué falou ao Senhor, no dia em que o Senhor deu os amorreus na mão dos filhos de Israel, e disse aos olhos dos israelitas: Sol, detém-te em Gibeom, e tu lua, no vale de Ajalom”. “E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus inimigos. Isto não está escrito no livro do Reto? O sol pois se deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro”. (Josué 10:12-13).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 106ª PERGUNTA Quantidade de Anjos Quantos anjos existem no céu? As Escrituras Sagradas não revelam explicitamente a quantidade exata de anjos que existentes no Céu. Todavia, elas permitem que os homens tenham um vislumbre da enorme população de seres angelicais. A base para termos uma idéia da quantidade “mínima” de anjos existentes no Céu está registrada nas Escrituras Sagradas, nas seguintes passagens: “Um rio de fogo manava e saía de diante dele: milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões estavam diante dele: assentou-se o juízo, e abriram-se os livros”. (Daniel 7:10). “E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono... e era o número deles milhões de milhões e milhares de milhares”. (Apocalipse 5:11). Por meio desses dois versículos bíblicos podemos constatar que o número de anjos celestiais é de milhares de milhares e milhões de milhões. Transformando a expressão “milhares de milhares” em número, temos no “mínimo” o seguinte resultado, calculado pela classe dos milhares, na ordem de sua unidade numérica: Milhares de milhares = 000.000 Transformando a expressão “milhões de milhões” em número, temos no “mínimo” o seguinte valor, calculado pela classe dos milhões, na ordem de sua unidade numérica: Milhões de Milhões = 000.000.000.000 Portanto, milhares de milhares e milhões de milhões corresponde no “mínimo” à seguinte quantidade: 000.000.000.000.000.000 = 1018 Calculado pelo valor “mínimo” dos milhares e dos milhões, que é a unidade numérica de suas respectivas classes numéricas, podemos concluir que existem no Céu – no mínimo – um quintilhão de anjos, isto é, mil quatrilhões de anjos ou 10 elevado à 18ª potência. Para se ter uma noção de comparação, basta considerar que a população mundial nos dias de hoje aproxima-se dos sete bilhões de pessoas, cujo valor numérico corresponde à seguinte expressão aritmética: 7.000.000.000 = 7 x 109 Portanto, a população mundial nos dias de hoje é muito pequena quando comparada com a população “mínima” de anjos celestiais.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 107ª PERGUNTA Dinossauros É verdade que os dinossauros existiram? Que os dinossauros existiram aos milhões na face da Terra, não resta a menor sombra de dúvida. Os registros fósseis, silenciosamente, dão testemunho ao mundo de que os dinossauros existiram e foram subitamente extintos da face do planeta. Nos museus do mundo inteiro existem milhares de esqueletos desses gigantescos animais que comprovam a sua existência e sua morte repentina. Porém, os dinossauros não são obras da criação divina. Eles surgiram como resultado das experiências de miscigenação realizada pelos ímpios antediluvianos. “Nenhuma planta nociva foi colocada no grande jardim do Senhor, mas depois que Adão e Eva pecaram, nasceram ervas venenosas. Na parábola do semeador, foi feita ao dono da casa a pergunta: ‘Senhor, não semeastes boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio?’ O dono da casa respondeu: ‘Um inimigo fez isso’ (Mateus 13:27- 28). Todo joio é semeado pelo maligno. Toda erva nociva é de sua semeadura, e por seus métodos engenhosos de amalgamação ele corrompeu a Terra com joio” (II Mensagens Escolhidas, 288-289). É um erro crasso pensar que as formas de vidas do passado devam ser compreendidas em termos dos processos biológicos em andamento nos dias de hoje. Nenhum cientista questiona o fato de que os cruzamentos de espécies próximas podem produzir descendentes híbridos. Antes do dilúvio universal, as condições de vida eram outras e os animais eram vigorosos, nada impedindo que alguns cruzamentos de espécies, hoje extintas, tenham dado origem aos dinossauros. Tanto é que os dinossauros não foram criados por Deus, que foram abruptamente extintos pelas águas do dilúvio que varreu a superfície do planeta. Nenhum dos dinossauros entrou na arca que salvou o mundo antigo. “Todas as espécies de animais que Deus criara foram preservadas na arca. As espécies confusas que Deus não criou, que eram resultado de amalgamação, foram destruídas pelo dilúvio” (III Spiritual Gifts, 75). Deus não deixou os homens de gerações futuras sem prova da existência de um mundo que teve seu apogeu antes da época do dilúvio universal: “Nos dias de Noé, homens, animais e árvores, muitas vezes maiores do que os que hoje existem, foram sepultados, e assim conservados, como prova para as gerações posteriores de que os antediluvianos pereceram por um dilúvio”. (Patriarcas e Profetas, 112).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 108ª PERGUNTA Vida em Outros Mundos Existem outros mundos habitados no Universo? A Ciência não nega a possibilidade de vida fora da Terra. Na verdade, as evidências analisadas pelos cientistas, até o presente momento, apontam para a existência de vida em outros planetas. Quando a Teoria da Probabilidade leva em consideração a imensidão do Universo, o enorme número de estrelas e os incontáveis planetas existentes fora do Sistema Solar, torna-se muito difícil negar a possibilidade de vida inteligente fora da Terra. Muito embora as Escrituras Sagradas não falem explicitamente sobre a existência de vida em outros planetas, elas deixam antever essa possibilidade. Além disso, é bom saber que os próprios anjos são vidas extraterrestres. A Bíblia Sagrada fala da pluralidade de outros mundos. Ela deixa bem claro que Deus não criou apenas o planeta Terra, mas também criou outros mundos: “Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados”. (Hebreus 11:3). “Deus tem mundos e mais mundos que são obedientes a Sua lei. Estes mundos são dirigidos com referência à glória do Criador. Ao verem os habitantes desses mundos o grande preço que foi pago para resgatar o homem, enchem-se de assombro”. (RE, 25- 09-1900). “Finitos são os homens que vivem neste pequenino átomo de mundo; Deus tem inumeráveis mundos obedientes a Suas leis, e dirigidos para Sua glória. Quando os homens avançarem em suas pesquisas científicas até aonde lhes permitam as limitadas faculdades, existe ainda para além uma infinidade que lhes escapa à apreensão”. (Conselhos Professores, Pais e Estudantes, 3). A Bíblia Sagrada diz que quando os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor como representante dos seus mundos, Satanás também se apresentou perante o Senhor como representante deste mundo. “E vindo um dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles. Então, o Senhor disse a Satanás: De onde vens? E Satanás respondeu ao Senhor disse: De rodear a terra e passear por ela”. (Jó 1:6-7). “E, vindo outro dia, em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles apresentar-se perante o Senhor. Então, o Senhor disse a Satanás: De onde vens? E respondeu Satanás ao Senhor e disse: De rodear a terra e passear por ela”. (Jó 2:1-2) “Alguém honrado por todo o Céu veio a este mundo para, revestido da natureza humana, postar-Se à cabeceira da humanidade, testificando aos anjos caídos e aos habitantes dos mundos não caídos que, pelo auxílio divino que foi provido, todos podem andar na vereda da obediência aos mandamentos de Deus”. (I Mensagens Escolhidas, 309). “Cristo veio em forma humana para mostrar aos habitantes dos mundos não caídos e do mundo caído, que amplas providências foram tomadas para habilitar os seres humanos a viverem em lealdade com seu Criador”. (I Mensagens Escolhidas, 2).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas “Não foi senão por ocasião da morte de Cristo que o caráter de Satanás se revelou claramente aos anjos e aos mundos não caídos”. (Signs of the Times, 27 de agosto de 1902). “Ouvi aclamações de vitória dos anjos e dos santos remidos, os quais ressoavam como dez milhares de instrumentos musicais, porque não mais deveriam ser molestados e tentados por Satanás, e porque os habitantes de outros mundos estavam livres de sua presença e tentações”. (História da Redenção, pág. 416). “Então os que guardaram os mandamentos de Deus respirarão com um vigor imortal, por sob a árvore da vida e, através de infindáveis, séculos, os habitantes dos mundos que não pecaram contemplarão no jardim de delícias um modelo da obra perfeita da criação de Deus, intacto da maldição do pecado - modelo do que teria sido a Terra inteira se tão-somente houvesse o homem cumprido o plano glorioso do Criador”. (Patriarcas e Profetas, 56). Diante das considerações expostas e das passagens apresentadas, fica claro que existe vida inteligente fora do planeta Terra. Porém, esses seres extraterrestres não viajam para a Terra, em vista do grande conflito entre o bem e o mal que se desenrola neste mundo.
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas 109ª PERGUNTA OVNI Existem Objetos Voadores Não Identificados? A resposta para a sua pergunta é um retumbante sim. Realmente existem milhares de objetos voadores não identificados (OVNIs) cruzando o céu do planeta Terra. Embora existam muitas fraudes praticadas por homens desprezíveis e abomináveis, a verdade é que tais objetos voadores foram muitas vezes observados, fotografados e filmados por homens sérios e idôneos, em várias partes do globo terrestre. Para os cristãos que creem nas Escrituras Sagradas, os OVNIs deixaram a muito tempo de serem objetos voadores não identificados. Pela revelação divina registrada nas Escrituras Sagradas, esses objetos voadores são tratados como “objetos voadores identificados” (OVIs). Bíblia Sagrada ensina que os seres humanos não são os únicos habitantes do planeta Terra. A grande verdade é que os terrestres compartilham o planeta com seres alados que vieram das profundezas do céu, os quais “não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação” (Judas 6). Esses seres alienígenas habitam o planeta Terra em total segredo. Veja o que a Bíblia Sagrada tem a dizer sobre a origem desses seres alados vindo do espaço celeste: “E houve batalha no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhava o dragão e os seus anjos. Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele”. (Apocalipse 12:7-9). Por esses versículos chega-se à clara conclusão que este mundo, além de ser habitado por seres humanos, também é habitado por anjos rebeldes que foram lançados para a Terra. Por ser um anjo glorioso, Satanás aparenta o aspecto de um relâmpago (Mateus 28:3). A semelhança do seu aspecto também pode ser descrita “como ardentes brasas de fogo” (Ezequiel 1:13). Devido à sua aparência relampejante, esses seres ao se deslocarem pelo céu noturno aparentam a semelhança de bolas de fogo ou de luzes. “E os seres viventes corriam, e voltavam, à semelhança de um clarão de relâmpago” (Ezequiel 1:14). Denota-se, portanto, que essas bolas de fogo ou luzes no céu nada mais são do os anjos rebeldes, os quais são identificados pelos homens incrédulos como sendo os famigerados objetos voadores não identificados. Mas Jesus os identificou e descreveu a aparência luminosa desses objetos: “Eu via Satanás, como raio, cair do céu”. (Lucas 10:18). Curiosamente, os nativos da Nigéria e da Região do Gabão, na África, referem- se a essas luzes como um Aku, que significa demônio. Os prodígios sobrenaturais de aparição de discos voadores ou de criaturas esverdeadas que ora aparecem como gigantes e ora como criaturas anãs, são produções diabólicas. Satanás tem poder para se transformar e assumir a aparência de qualquer ser vivo. Tudo não passa de mistificações dos “espíritos de demônios, que fazem prodígios”. (Apocalipse 16:14).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Há pessoas que dizem que foram abduzidas por alienígenas. Na realidade essas pessoas foram possuídas pelos anjos caídos e em transe receberam implantes de memórias falsas, colocadas por tais criaturas rebeldes. Quando esses supostos abduzidos são hipnotizados, essas memórias implantadas emergem como acontecimentos supostamente reais. Portanto, para o cristão, as bolas de fogo ou de luzes que atravessam o céu noturno não são objetos voadores não identificados (OVNIs), mas são demônios que cruzam o céu, ao se deslocar “nos lugares celestiais” (Efésios 6:12).
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas Epílogo “Homens da maior inteligência não podem compreender os mistérios de Jeová revelados na Natureza. A divina inspiração formula muitas perguntas a que o sábio mais profundo não sabe responder. Essas perguntas não foram feitas para que ele a elas respondesse, mas para chamar-nos a atenção para os profundos mistérios de Deus, e ensinar-nos que limitada é a nossa sabedoria; que no ambiente de nossa vida diária, muitas coisas existem além da compreensão das mentes finitas; que o discernimento e propósitos de Deus excedem a pesquisa. Sua sabedoria é inescrutável”. (III Testemunhos Seletos, 260). Ellen Gould White Escritora, conferencista, conselheira, e educadora norte-americana. (1827-1915)
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    LEANDRO BERTOLDO Perguntas eRespostas ENDEREÇOS Conheça as Escrituras Sagradas visitando os seguintes endereços em Mogi das Cruzes: Socorro – R. Aristóphanes Cataldo Éboli, 305 – Vl. Oliveira Botujuru – Av. Felipe Sawaya, 154 – Cl. São Paulo Brás Cubas – R. Odilon Afonso, 80 – Brás Cubas Vila Cléo – R. Celeste Amaroso Mulheise, 123 – Vl. Lavínia César de Souza – R. Pereira Barreto, 22 – César de Souza Jd. Santa Cecília – R. Massao Kakiute, 159 – Jd. Santa Cecília Jundiapeba – R. Benedito de S. Branco, 80 – Vl. Stº Antonio Mogi das Cruzes – R. Cel. Santos Cardoso, 434, Jd. Santista Sabaúna – R. Joaquim G. de Faria, 26 - Sabaúna Vila Natal – R. Desidério Jorge, 402 – Vila Natal Vila Nova Jundiapeba – R. Alfredo Crestana, 590 Jardim Margarida – R. Fátima, 115 – Jd. Margarida Biritiba Mirim – Av. Maria José Siqueira Melo, 280 – Centro Jd. dos Eucaliptos – Rua José Servulo da Costa, 777 – B. Mirim Casqueiro – Estrada Servidão, 50 – Biritiba Mirim Cocuéra – Faz. Hollancountry, Cocuéra – Biritiba Mirim Pomar do Carmo – R. das Acácias, 60 – Biritiba Mirim