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IPAI Revista Auditoria Interna Julho/Setembro 2016 Edição 64 ISSN 2183-3451
Julho/Setembro 2016 Revista trimestral Distribuição gratuita Edição 64 ISSN 2183-346X
Auditoria
participativa
2
IPAI Revista Auditoria Interna Julho /Setembro 2016 Edição 64 ISSN 2183-3451
Membros Colectivos
3
IPAI Revista Auditoria Interna Julho /Setembro 2016 Edição 64 ISSN 2183-3451
Parcerias e Protocolos
Informações sobre os protocolos celebrados contacte o IPAI: ipai@ipai.pt
Formações e datas sujeitas a confirmação.
Consulte o plano de formação:
http://www.ipai.pt/gca/index.php?id=217
Esclarecimentos e informações ipaiformacao@ipai.pt Anabela Mascarenhas - Telefone 213151002
4
IPAI Revista Auditoria Interna Julho /Setembro 2016 Edição 64 ISSN 2183-3451
Missão
Promover a partilha do saber e da prática em auditoria interna,
gestão do risco e controlo interno.
Índice
AVALIAÇÃO DA AUDITORIA INTERNA,
Joaquim Leite Pinheiro
5 2016 IIA CONFERENCE - GLOBAL COUNCIL 21
COMBATE À FRAUDE: A IMPORTÂNCIA DA
LITERACIA FINANCEIRA, Filipe Pontes
7 PESQUISA NA REDE 22
AUDITORIA PARTICIPATIVA, Andre Luiz
Marini Chagas
9 DESTAQUES 22
NOVOS REFERENCIAIS PARA OS
PROGRAMAS DE COMPLIANCE, Anabela Vaz
Ribeiro
17 CANETA DIGITAL 24
WORKSHOP: ―AUDITORIA INTERNA:
CRIAÇÃO DE VALOR‖
20 MEMBROS ADMITIDOS 24
POST-IT 26
Membro da
Filiado no
Propriedade e Administração
IPAI – Avenida Duque de Loulé, 5 – 2º B – 1050-085 LISBOA; ipai@ipai.pt; ipaiformacao@ipai.pt , NIPC 502718714
Telefone: 213151002
Ficha técnica:
Presidente da Direcção: Fátima Geada; Director: Joaquim Leite Pinheiro; Redacção: Manuel Barreiro; Raul
Fernandes;Conselho Editorial: Jorge Nunes, Manuel Barreiro, Fátima Geada, Francisco Melo Albino; Colaboradores:
Fátima Geada, Anabela Vaz Ribeiro, André Marini, Filipe Pontes .
Pré-impressão: IPAI; Impressão e Acabamento: FIG
Ano XVIII – Nº 64 – TRIMESTRAL Julho/Setembro 2016; TIRAGEM: 1200 exemplares. Registo: DGCS com o nº
123336; Depósito Legal: 144226/99; ISSN 2183-3451 Expedição por correio; Grátis; Correspondência: IPAI – Avenida
Duque de Loulé, 5 – 2º B – 1050-085 LISBOA @: ipai@ipai.pt; Web: www.ipai.pt; ERC: Exclusão de registo ao abrigo do
artº 12º, DR 8/99, 9 de Julho.
http://pt.linkedin.com/in/ipaichapteriia; https://twitter.com/IPAI_Portugal
Foto da capa: JLP
Nota: Os artigos vinculam exclusivamente os seus autores, não refletindo necessariamente as posições da Direcção
e do Conselho Editorial da Revista nem do IPAI. A aceitação de publicação dos artigos na Revista Auditoria
Interna do IPAI, implica a autorização para a inserção no sítio do IPAI após a edição da revista impressa.
5
IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451
Avaliação da Auditoria
Interna, Joaquim Leite Pinheiro
―O verdadeiro progresso não pode ser feito num ambiente de conflito ou fricção.
Descobrir o problema só é metade da batalha. A outra metade é implementar a
recomendação‖.
STEPHEN KEATIN, HONEYWELL
Auditoria Interna d deve ser periodicamente
avaliado, numa perspectiva de que é
fundamental acrescentar valor (Add Value)
em qualquer actividade exercida na estrutura de uma
empresa ou organização.
Se não se tiver em conta esta posição a Auditoria
Interna está condenada a não evoluir numa função de
apoio à gestão, numa óptica de apresentação de
soluções e não na identificação, exclusivamente; de
factos/ problemas.
É fundamental trilhar uma óptica proactiva no sentido
de actuar com a filosofia de ―não me tragam
problemas; apresentem-me propostas‖; transformem-
se em consultores e não em inspectores.
Neste contexto, que o próprio departamento proponha
a avaliação periódica da função, pelo que o IIA-The
Institute of Internal Auditors, INC. propõe três
metodologias, sintetizadas seguidamente.
As revisões internas são auditorias realizadas
periodicamente por membros qualificados do
Departamento de modo a ser avaliada a qualidade de
trabalho realizado.
Deverão ser abordados alguns aspectos de que
destacamos:
1. Foram identificados e avaliados os riscos
Operacionais, financeiros e fiscais na fase de
Planeamentos dos trabalhos de Auditoria?
2. O impacto dos riscos, benefícios e persas
potenciais foram adequadamente quantificados?
3. As equipas foram constituídas tendo por base a sua
capacidade de desempenho face aos objectivos do
trabalho?
4. Os incentivos são adequados de modo a estimular a
iniciativa e capacidade de desempenho?
5. Os incentivos são distribuídos face a avaliações de
desempenho dos diversos elementos da equipa?
A
6
IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451
As revisões externas são auditorias a realizar ao
departamento de auditoria interna por entidade
externa, com a qual não haja conflito de interesses, no
sentido de ser avaliada a performance do
Departamento e as acções correctivas a implementar.
Este último processo é um dos aspectos importantes já
que permitiria, em meu entender, que a metodologia
de realização e abordagem dos trabalhos fosse objecto
de avaliação por entidade sem interesse na matéria e
pudesse dar contributos para que a função Auditoria
tivesse um melhor desempenho, actuando
prioritariamente em áreas de maior risco para a
Empresa e com apresentação de soluções visando a
melhoria da performance da Empresa ou organização.
Neste âmbito o estabelecimento de protocolo de
colaboração entre Departamento de Auditoria Interna
de empresas de dimensão semelhante, poderá ser a
solução para execução de revisões externas.
Neste contexto, deverá ser equacionada a metodologia
mais apropriada para aferir a produtividade dos
"colarinhos brancos".
Apesar das dificuldades associadas a esta questão
deverá ser feito um esforço no sentido de melhorar a
correlação entre os "colarinhos brancos" e os
"colarinhos azuis" da Empresa.
Na função Auditoria tal medição poderá ser efectuada
comparando o número de técnicos existentes em
empresas homólogas, o número de trabalhos
efectuados, a melhoria existente a nível de execução
de trabalhos, o cumprimento das normas da auditoria
interna do I.I.A., o impacto dos trabalhos/relatórios no
aumento da produtividade e na eficiência das
operações, a escolha de áreas de risco para execução
dos trabalhos de auditoria, os ganhos decorrentes dos
relatórios.
O processo da qualidade na Auditoria Interna deverá
ser implementado numa óptica permanente de
perceber a vontade do cliente, ou seja, evidenciar
melhorias possíveis no desempenho por parte dos
operacionais, identificar os factores críticos de sucesso
num conceito moderno da função e contribuir para a
identificação das vantagens competitivas das diversas
actividades.
E deste modo, concorrer para o sucesso.
O envio de questionário aos responsáveis pelas áreas
auditadas/processos, de modo que formulem opiniões
sobre o desenvolvimento das auditorias, tanto no
campo das áreas analisadas, critérios de elaboração
dos relatórios, problemas identificados e plano de
acções correctivas.
Avaliação da Auditoria Interna
7
IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451
Combate à fraude: a importância da literacia
financeira, Filipe Pontes
A International Network on Financial Education
(INFE) da Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Económico (OCDE), apresentou
recentemente um estudo sobre tendências e
desenvolvimentos recentes na Europa em matéria de
formação financeira, no qual são também reportados
os resultados preliminares de um inquérito à literacia
financeira realizado em 2015 em mais de 20 países,
incluindo Portugal.
A INFE foi criada, em 2008, sob a égide da OCDE
para promover e divulgar princípios e boas práticas de
formação financeira e funciona como uma importante
plataforma para recolher dados sobre a literacia
financeira, elaborar relatórios analíticos e
comparativos e desenvolver investigação e
instrumentos de política de incremento dos níveis de
Literacia Financeira. Participam nesta rede entidades
reguladoras, bancos centrais, ministérios das finanças
e agências de educação financeira de países membros
e não membros da OCDE.
O Banco de Portugal (BdP) e a Autoridade de
Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) são
membros da INFE. O BdP é membro fundador desta
rede de literacia financeira, faz parte do Conselho
Consultivo (Advisory Board), órgão que estabelece
orientações estratégicas, e participa em vários grupos
de trabalho especializados desta rede.
Ora analisando os resultados verifica-se que nas
questões sobre:
A) Conhecimentos financeiros, os resultados do
inquérito concluem que:
a. Estamos acima da média dos países europeus
no que respeita ao conhecimento dos conceitos
de inflação e de diversificação de risco. Ou
seja, 87% dos portugueses mostram saber o que
é a inflação (média de 79% nos países europeus)
e 73% compreendem que a diversificação da
carteira de ações quando investem no mercado
de capitais contribui para a redução do risco
(média de 63% nos países europeus).
b. Portugal está em linha com a média dos países
europeus na identificação dos juros de um
empréstimo (87% dos entrevistados em
Portugal respondem corretamente), no cálculo
de juros simples (61%) e de juros compostos
(30%) e na identificação da relação entre
remuneração e risco (82%).
B) Comportamentos financeiros, os resultados do
inquérito concluem que:
a. Os resultados para Portugal estão acima da
média dos países em Europeus em 9 de 12
questões colocadas.
8
IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451
Neste contexto, é de destacar que 72% dos
entrevistados em Portugal referem fazer um
orçamento familiar (média de 63% nos países
europeus); 82% analisaram algum tipo de
informação antes de contratarem um produto
financeiro (média de 49% nos países europeus); e
79% afirmam controlar sistematicamente as
suas finanças pessoais (média de 71% nos países
europeus). Com resultados ainda ligeiramente
acima da média aparecem: pagamento
atempado de contas (81% dos entrevistados em
Portugal) e o facto de os inquiridos não
indicarem a necessidade de recurso ao crédito
para fazerem face às despesas quotidianas
(84%).
b. Os resultados para Portugal relacionados com a
proatividade na aplicação da poupança (37%)
estão abaixo da média dos países europeus,
devido à propensão para deixar o dinheiro na
conta de depósitos à ordem. Por último, e também
ligeiramente abaixo da média dos países europeus,
surge o recurso a informação independente na
escolha de produtos financeiros (6%), revelando
preferência pelo aconselhamento ao balcão, bem
como a indicação de o rendimento não ter sido
suficiente para cobrir o custo de vida nos
últimos 12 meses (35%).
Os resultados globais deste inquérito internacional
realizado pela INFE deverão ser publicados em
outubro.
Em Portugal, as questões da INFE foram incluídas
num Inquérito à Literacia Financeira da População
Portuguesa mais abrangente que foi conduzido pelo
BdP, ASF e pela Comissão do Mercados de Valores
Mobiliários (CMVM), no âmbito do Plano Nacional
de Formação Financeira e do Programa ―Todos
Contam‖.
A grande conclusão que se pode retirar destes números
é que existe genericamente uma evolução positiva nos
indicadores de Literacia Financeira apesar destes
resultados carecerem de uma análise mais fina que
provavelmente iremos conhecer na apresentação final
do estudo, prevista para Outubro próximo.
Para já as dificuldades de planificação orçamental,
a falta de proatividade na poupança e a ausência de
recolha de informações independentes apresentam-
se como os principais fatores a trabalhar.
Todos os esforços no combate à fraude são úteis e o
conhecimento é essencial!
Combate à fraude: a importância da literacia financeira
9
IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451
AUDITORIA PARTICIPATIVA, Andre Luiz Marini Chagas, Presidente do Instituto dos Auditores
Internos do Brasil, Coordenador da Comissão de Auditoria e Governança do CRA/RJ, Auditor do Sistema
Eletrobrás, cedido à EBC/SECOM/Presidência da República.
RESUMO
A sociedade contemporânea cada vez mais moderna,
digitalizada e atenta aos gastos de sua nação determina
a necessidade de controles mais efetivos e eficientes
sobre verbas e orçamentos públicos.
O diálogo torna-se o elemento mais essencial para que
sociedade e Estado interajam e administrem
conjuntamente seus recursos. A metodologia de
auditoria participativa prima pelo diálogo, pois ouve a
sociedade, colhe evidências e elabora relatórios
capazes de aprimorar a qualidade da utilização dos
investimentos públicos e até mesmo privados. A
metodologia apresentada empodera a sociedade,
fortalece os mecanismos de controle social e estimula
o desenvolvimento de qualquer nação.
PALAVRAS-CHAVE
Controle social, auditoria participativa, sociedade,
diálogo, orçamento público, crescimento econômico,
planejamento, transparência, participação,
desenvolvimento social, efetividade.
INTRODUÇÃO
A Auditoria Participativa nasceu a partir da percepção
de que tal como ocorre em outras áreas da ação estatal,
também no controle há a necessidade de integrar a
sociedade nas ações do Estado.
A participação, contudo, não deve se restringir à
prestação de informações ou a possibilidade de
apresentação de denúncias, reclamações ou pedidos de
acesso a informações, embora essas práticas também
sejam elementos importantes de participação social.
Na metodologia apresentada o elemento diferencial é
que a sociedade participa ativamente dos trabalhos de
campo desenvolvido pela equipe de auditores. Desta
forma, e como se apresenta o conceito prima pelo
diálogo entre a sociedade e o Estado, bem como pelo
respeito aos direitos da cidadania, visto que oportuniza
construir espaços capazes de servir como canais que
assegurem a participação popular nas decisões estatais,
estimulando uma relação de co-responsabilidade entre
o Estado e a sociedade, além de conferir maior
legitimidade às decisões e ações do governo.
10
IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451
Boaventura de Sousa Santos, em Democratizar a
democracia, afirma que a democracia não pode ficar
restrita ao Estado, sendo necessário que a esfera não
estatal também se beneficie do processo
democratizante, pois somente com o diálogo entre
diferentes vertentes sociais é possível construir um
espaço público de deliberação.
Democratizar, portanto, não é somente ouvir, mas
também agir a partir do que se ouve.
No contexto da realização de grandes eventos no
Brasil, tais como a Copa do Mundo FIFA 2014 e os
Jogos Olímpicos, a sociedade civil brasileira discute e
acompanha os legados de infraestrutura física e de
investimentos em iniciativas de fomento ao desporto.
Surge então, a iniciativa pioneira de conformação de
Comitês para acompanhamento dos investimentos
públicos realizados na construção de estádios e de
meios de mobilidade urbana. Os comitês são parte
essencial do processo de auditoria participativa para
definição dos planos de obras e do emprego dos
recursos.
O trabalho, realizado pela equipe mista da Secretaria
de Controle Interno da Presidência da República e da
Sociedade Civil, consistiu em visitas técnicas nas 12
cidades-sede da Copa do Mundo FIFA 2014, para
avaliação de possíveis impactos sociais, aplicando
técnicas de auditoria tais como a inspeção física, a
entrevista, o exame documental, o levantamento de
pontos críticos nos projetos, nas licenças ambientais,
nas desapropriações e em outros aspectos técnicos e
sociais que pudessem representar entraves aos
empreendimentos e riscos às populações atingidas.
DESENVOLVIMENTO
As demandas da sociedade brasileira são crescentes e
distintas, mas se afunilam e convergem no momento
em que são requeridos controles efetivos sobre
orçamentos e verbas públicas, por meio dos quais
possam ser aferidas a qualidade e a transparência na
utilização de recursos públicos, sejam municipais,
estaduais, ou ainda, federais.
Visando ao pleno atendimento das crescentes
demandas oriundas da sociedade brasileira, a
metodologia de auditoria participativa fundamenta-se
em 3 (três) grandes eixos de sustentação, são eles:
1. Compromissos concretos
1.1Específico: objetividade e clareza na definição
do escopo do trabalho;
1.2Mensurável: obter resultados que possam ser
medidos;
1.3Relevante: alcançar contribuições e reais
avanços nas áreas afins;
1.4Delimitado no tempo: Estabelecer prazo para a
conclusão do compromisso;
1.5Factível: Quanto à possibilidade de realização,
no tocante ao prazo, orçamento, capacidades e
competências do órgão responsável.
2. Compromissos alinhados com o Planejamento
Estratégico
2.1Transparência: prover informações completas e
tempestivas com permanente acesso;
2.2Participação cidadã: mobilizar a sociedade para
debater e oferecer contribuições;
2.3Formação da equipe: formar equipes técnicas de
forma adequada e criteriosa.
3. Compromissos sobre a gestão
3.1Melhoria da prestação dos serviços públicos:
medidas que atuem sobre quaisquer serviços
públicos, melhorando a qualidade do setor;
3.2Aumento da integridade pública: medidas de
combate à corrupção, promoção da ética, acesso
à informação etc;
3.3Gestão mais efetiva dos recursos públicos:
medidas que reflitam os princípios de eficiência,
efetividade, economicidade etc;
3.4Aumento da responsabilidade corporativa:
medidas que afetem positivamente a governança
corporativa em questões como integridade,
proteção do meio ambiente, responsabilidade
social.
1) Belo Horizonte
Criada em 1897, a capital do Estado de Minas Gerais, Belo
Horizonte, foi a primeira cidade planejada do país. A cidade
que hoje tem uma população de cerca de 2,4 milhões de
habitantes, possui amplas avenidas, ruas arborizadas e
traços arquitetônicos peculiares.
Com o objetivo de preparar a cidade para a realização da
Copa das Confederações em 2013 e a Copa do Mundo de
Futebol em 2014, foram pactuadas ações entre o Governo
Federal, o Governo do Estado de Minas Gerais e a
Prefeitura de Belo Horizonte.
Auditoria participativa
11
IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451
Projetos e ações
Aeroportos: 3 ações
Desenvolvimento Turístico: 5 ações
Estádios: 1 ação
Mobilidade Urbana: 7 ações
Segurança Pública: 1 ação
Telecomunicações: 6 ações
Instalações Complementares (Copa das Confederações): 1
ação
Instalações Complementares (Copa 2014): 1 ação
Quadro Geral da Cidade
Previsão Matriz: R$ 2.622.076.039,41
Total Contratado: R$ 2.283.017.701,08
Total Executado (pago): R$ 1.425.980.305,93
2) Brasília
A cidade de Brasília, no Distrito Federal, foi projetada para
abrigar a nova Capital Federal do Brasil, e sua população
inicial foi formada por migrantes de todas as regiões do
país. Hoje, a cidade criada em 1960, tem uma população de
cerca de 2,6 milhões de habitantes.
Com o objetivo de preparar a cidade e o Estádio Mané
Garrincha para a realização da Copa das Confederações em
2013 e a Copa Mundial em 2014, foram pactuadas ações
entre o Governo Federal e o Governo do Distrito Federal.
Projetos e ações
Aeroportos: 3 ações
Desenvolvimento Turístico: 2 ações
Estádios: 1 ação
Mobilidade Urbana: 1 ação
Segurança Pública: 1 ação
Telecomunicações: 3 ações
Instalações Complementares (Copa das Confederações): 1
ação
Instalações Complementares (Copa 2014): 1 ação
Quadro Geral da Cidade
Previsão Matriz: R$ 2.168.659.901,39
Total Contratado: R$ 2.702.564.841,74
Total Executado (pago): R$ 2.338.094.987,12
3) Cuiabá
Cuiabá, capital de Mato Grosso, é um município situado às
margens do rio de mesmo nome e é considerada a cidade-
sede da Copa 2014 na região do Pantanal. Hoje, a cidade,
criada em 1719, tem uma população de cerca de 550 mil
habitantes.
Com o objetivo de preparar o município para a realização da
Copa do Mundo de Futebol em 2014, foram pactuadas
ações entre o Governo Federal e o Governo do Estado do
Mato Grosso.
Projetos e ações:
Aeroportos: 2 ações
Desenvolvimento Turístico: 3 ações
Estádios: 1 ação
Mobilidade Urbana: 3 ações
Segurança Pública: 1 ação
Telecomunicações: 6 ações
Instalações Complementares (Copa 2014): 1 ação
Quadro Geral da Cidade
Previsão Matriz: R$ 2.443.659.226,31
Total Contratado: R$ 2.388.655.259,35
Total Executado (pago): R$ 1.389.974.576,02
4) Curitiba
Capital do Estado do Paraná, Curitiba localiza-se na região
sul do Brasil e é o núcleo central de uma região
metropolitana formada por 26 municípios. Hoje, a cidade
criada em 1693, tem cerca de 1,8 milhões de habitantes.
Ações pactuadas entre o Governo Federal, o Governo do
Estado do Paraná, a Prefeitura de Curitiba e o Clube
Atlético Paranaense objetivam preparar a cidade e o estádio,
de propriedade do clube, para realização da Copa das
Confederações em 2013 e a Copa Mundial em 2014.
Projetos e ações
Aeroportos: 3 ações
Desenvolvimento Turístico: 3 ações
Estádios: 1 ação
Mobilidade Urbana: 10 ações
Segurança Pública: 1 ação
Telecomunicações: 6 ações
Instalações Complementares (Copa 2014): 1 ação
Quadro Geral da Cidade
Previsão Matriz: R$ 1.119.881.044,48
Total Contratado: R$ 988.186.432,75
Total Executado (pago): R$ 614.276.987,87
5) Fortaleza
A cidade de Fortaleza, capital do Ceará, localizada na
região nordeste do Brasil, desenvolveu-se às margens do
Riacho Pajeú. Hoje, o município criado em 1726, tem uma
população de cerca de 2,5 milhões de habitantes.
Com o objetivo de preparar a cidade para realização da
Copa das Confederações em 2013 e a Copa Mundial em
2014, foram pactuadas ações entre o Governo Federal, o
Governo do Estado do Ceará e a Prefeitura Municipal de
Fortaleza.
Projetos e ações
Aeroportos: 1 ação
Desenvolvimento Turístico: 8 ações
Estádios: 1 ação
Mobilidade Urbana: 6 ações
Portos: 1 ação
Segurança Pública: 1 ação
Telecomunicações: 6 ações
Auditoria participativa
12
IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451
Instalações Complementares (Copa das Confederações): 1
ação
Instalações Complementares (Copa 2014): 1 ação
Quadro Geral da Cidade
Previsão Matriz: R$ 1.642.190.650,30
Total Contratado: R$ 1.769.772.583,20
Total Executado (pago): R$ 918.098.191,39
6) Manaus
Localizada no encontro do Rio Negro com o Rio Solimões,
a cidade de Manaus, capital do Amazonas, é o portão de
entrada da Região Amazônica no Brasil. Criado em 1848, o
município tem hoje cerca de 1,7 milhões de habitantes.
Com o objetivo de preparar a cidade para a realização da
Copa das Confederações em 2013 e a Copa Mundial em
2014, foram pactuadas ações entre o Governo Federal, o
Governo do Estado do Amazonas e a Prefeitura de Manaus.
Projetos e ações
Aeroportos: 1 ação
Desenvolvimento Turístico: 2 ações
Estádios: 1 ação
Outros: 1 ação
Portos: 1 ação
Segurança Pública: 1 ação
Telecomunicações: 6 ações
Instalações Complementares (Copa 2014): 1 ação
Quadro Geral da Cidade
Previsão Matriz: R$ 1.308.237.018,08
Total Contratado: R$ 1.008.632.594,35
Total Executado (pago): R$ 717.879.142,76
7) Natal
A cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte, localiza-
se no extremo nordeste do Brasil e nasceu em 1599, às
margens do Rio Potengi, com a construção do Forte dos
Reis Magos. Hoje, o município conta com cerca de 806 mil
habitantes.
Com o objetivo de preparar a cidade para realização da
Copa das Confederações em 2013 e a Copa Mundial em
2014, foram pactuadas ações entre o Governo Federal, o
Governo do Estado do Rio Grande do Norte e a Prefeitura
de Natal.
Projetos e ações
Aeroportos: 2 ações
Desenvolvimento Turístico: 8 ações
Estádios: 1 ação
Mobilidade Urbana: 2 ações
Portos: 1 ação
Segurança Pública: 1 ação
Telecomunicações: 6 ações
Instalações Complementares (Copa 2014): 1 ação
Quadro Geral da Cidade
Previsão Matriz: R$ 1.546.343.428,35
Total Contratado: R$ 973.524.197,85
Total Executado (pago): R$ 446.254.759,19
8) Porto Alegre
Capital do Estado do Rio Grande do Sul, Porto Alegre é a
cidade mais meridional dentre as sedes da Copa 2014.
Criado em 1772, o município hoje tem cerca de 1,4 milhões
de habitantes.
Ações pactuadas entre o Governo Federal, a Prefeitura
Municipal de Porto Alegre e o Sport Club Internacional,
tradicional clube de futebol da cidade, têm o objetivo de
preparar a cidade para realização da Copa das
Confederações em 2013 e a Copa Mundial em 2014.
Projetos e ações
Aeroportos: 3 ações
Desenvolvimento Turístico: 4 ações
Estádios: 1 ação
Mobilidade Urbana: 2 ações
Segurança Pública: 1 ação
Telecomunicações: 6 ações
Instalações Complementares (Copa 2014): 1 ação
Quadro Geral da Cidade
Previsão Matriz: R$ 508.501.085,38
Total Contratado: R$ 678.703.363,23
Total Executado (pago): R$ 461.110.014,33
9) Recife
Capital do Estado de Pernambuco, Recife, está situada sobre
uma planície constituída por ilhas, penínsulas, alagados e
manguezais envolvidos por cinco rios: Beberibe,
Capibaribe, Tejipió e braços do Jaboatão e do Pirapama,
conferindo-lhe características peculiares. A planície é
circundada por colinas em arco que se estendem do norte ao
sul, de Olinda até Prazeres (Jaboatão). Criada em 1537, a
cidade hoje tem aproximadamente 1,5 milhões de
habitantes.
Com o objetivo de preparar a cidade para realização da
Copa do Mundo de Futebol em 2014, foram pactuadas
ações entre o Governo Federal, o Governo do Estado de
Pernambuco e a Prefeitura de Recife.
Projetos e ações
Desenvolvimento Turístico: 18 ações
Estádios: 1 ação
Mobilidade Urbana: 7 ações
Portos: 1 ação
Segurança Pública: 1 ação
Telecomunicações: 6 ações
Instalações Complementares (Copa das Confederações): 1
ação
Instalações Complementares (Copa 2014): 1 ação
Auditoria participativa
13
IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451
Quadro Geral da Cidade
Previsão Matriz: R$ 1.673.137.143,96
Total Contratado: R$ 1.425.124.564,63
Total Executado (pago): R$ 534.431.106,47
10) Rio de Janeiro
A cidade do Rio de Janeiro, localizada na região sudeste do
Brasil, foi a segunda capital do Brasil. Criado em 1565, o
município hoje tem aproximadamente 6,2 milhões de
habitantes.
Com o objetivo de preparar a cidade para realização da
Copa das Confederações em 2013 e a Copa do Mundo de
Futebol em 2014, foram pactuadas ações entre o Governo
Federal, o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a
Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro.
Projetos e ações
Aeroportos: 3 ações
Desenvolvimento Turístico: 11 ações
Estádios: 1 ação
Mobilidade Urbana: 3 ações
Segurança Pública: 2 ações
Telecomunicações: 6 ações
Instalações Complementares (Copa das Confederações): 1
ação
Instalações Complementares (Copa 2014): 1 ação
Quadro Geral da Cidade
Previsão Matriz: R$ 3.872.996.211,94
Total Contratado: R$ 3.463.118.824,87
Total Executado (pago): R$ 2.619.384.814,95
11) Salvador
Salvador (BA), localizada na região nordeste do Brasil, foi a
primeira capital do Brasil. Criada em 1549, a cidade conta
hoje com aproximadamente 3 milhões de habitantes.
Com o objetivo de preparar a cidade para a realização da
Copa das Confederações em 2013 e a Copa Mundial em
2014, foram pactuadas ações entre o Governo Federal, o
Governo do Estado da Bahia e a Prefeitura Municipal de
Salvador.
Projetos e ações
Aeroportos: 3 ações
Desenvolvimento Turístico: 18 ações
Estádios: 1 ação
Mobilidade Urbana: 2 ações
Portos: 1 ação
Segurança Pública: 1 ação
Telecomunicações: 6 ações
Instalações Complementares (Copa das Confederações): 1
ação
Instalações Complementares (Copa 2014): 1 ação
Quadro Geral da Cidade
Previsão Matriz: R$ 949.130.000,00
Total Contratado: R$ 983.588.223,71
Total Executado (pago): R$ 911.503.294,10
12) São Paulo
Situada a uma altitude de 860 metros, no planalto de
Piratininga, sudeste do Brasil, a cidade de São Paulo é a
capital do Estado mais populoso do país. Fundado em 1554,
o município conta hoje com cerca de 11 milhões de
habitantes.
Com o objetivo de preparar a cidade para a realização da
Copa do Mundo de Futebol em 2014, foram pactuadas
ações entre o Governo Federal, o Governo do Estado de São
Paulo e a Prefeitura de São Paulo.
Projetos e ações
Aeroportos: 6 ações
Desenvolvimento Turístico: 4 ações
Estádios: 1 ação
Mobilidade Urbana: 1 ação
Portos: 1 ação
Segurança Pública: 1 ação
Telecomunicações: 6 ações
Instalações Complementares (Copa 2014): 1 ação
Quadro Geral da Cidade
Previsão Matriz: R$ 5.085.175.062,43
Total Contratado: R$ 6.982.616.202,66
Total Executado (pago): R$ 6.155.875.021,68
Auditoria participativa
14
IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451
No intuito de melhorar a compreensão da dimensão financeira dos investimentos no empreendimento Copa do
Mundo FIFA 2014, apresenta-se abaixo a matriz de responsabilidade orçamentária segregada por projeto e por
cidade-sede.
Em reais (R$).
RESULTADOS
As 12 cidades-sedes foram visitadas e avaliadas sobre
o prisma social, sendo identificados pontos relativos
ao trabalho, à moradia e a questão do acesso à
informação.
A partir da utilização da metodologia de auditoria
participativa, tornou-se possível aferir resultados
positivos que representaram ganhos institucionais
relativos às ações governamentais pertinentes à Copa
do Mundo FIFA 2014, entre os quais, destacamos:
 Oportunidade de contato com a Administração
Pública Federal para postularem suas
reivindicações quanto aos empreendimentos
relativos à Copa;
 Implementação de técnica de controle até então não
utilizada;
 Possibilidade de contribuição com o
aperfeiçoamento do processo, em especial, com as
observações dos grupos populares que vivem nas
cercanias dos empreendimentos;
 Contribuição com diversas políticas públicas;
 Fomento ao diálogo com a sociedade.
Em termos gerais, as ações realizadas contribuíram
enormemente para o desenvolvimento da metodologia,
de forma que poderá ser aplicada para a avaliação de
outros programas, principalmente aqueles que se
destinam ao desenvolvimento de políticas públicas de
impacto direto na sociedade.
Como resultado, a metodologia de sucesso adotada
pelos Auditores da Presidência da República do Brasil
para avaliar possíveis impactos sociais das obras
relativas à Copa do Mundo FIFA 2014 foi apresentada
em diversos fóruns e seminários, entre os quais:
1. Congresso Brasileiro de Auditoria Interna
(Gramado/BR - outubro 2012);
2. Reunião Técnica na sede do Instituto dos Auditores
Internos (Flórida/EUA - abril 2013);
3. Seminário promovido pelo Instituto Ethos,
denominado Transparência na Copa 2014 (Belo
Horizonte/BR – junho 2013);
4. São Paulo Aberta, evento promovido pela
Prefeitura da cidade de São Paulo (São Paulo/BR -
outubro 2013);
Auditoria participativa
15
IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451
5. XV Congresso Internacional de Contabilidade e
Auditoria, organizado pelo Instituto Superior de
Contabilidade e Administração de Coimbra
(ISCAC) e pela Ordem dos Técnicos Oficiais de
Contas (OTOC) de Portugal (Coimbra/Portugal –
junho 2015);
6. Reunião Técnica com a Auditoria Interna da EDP –
Energias de Portugal (Lisboa/Portugal junho 2015);
7. Reunião Técnica com a Controladoria-Geral da
União, Presidência da República do Brasil
(Brasília/BR - setembro de 2015);
8. 6º Congresso Brasileiro de Gestão do Ministério
Público, promovido pelo Conselho Nacional do
Ministério Público (Brasília/BR – novembro 2015);
9. XXII Conferência de Auditoria de Portugal,
realizada pelo IPAI – Instituto Português de
Auditoria Interna (Lisboa/Portugal – novembro
2015);
10.Reunião Técnica com a Universidade de Coimbra -
Faculdade de Economia (Coimbra/Portugal –
novembro 2015);
11.Reunião Técnica com o CONACI – Conselho
Nacional de Controle Interno – Controladoria Geral
da União (Brasília DF – março de 2016);
12.Reunião Técnica com o Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento – PNUD / ONU
(Brasília DF – março de 2016);
13.Seminário da EBSERH – Empresa Brasileira de
Serviços Hospitalares (Brasília – março de 2016);
14.Reunião Técnica com o Banco Mundial –
Departamento de Mobilização e Gestão de
Recursos Públicos (abril de 2016);
15.Reuniões Técnicas em diversos países, tais como:
Chile, Itália, Bélgica, França, Luxemburgo e
Portugal.
CONCLUSÃO
A metodologia de Auditoria Participativa mostrou-se
eficaz quanto aos objetivos propostos, pois permitiu o
diálogo com a sociedade e a consequente identificação
de aspectos que representaram impactos sociais
relevantes sobre as obras da Copa do Mundo FIFA
2014.
A sociedade empoderada a partir dos relatórios
elaborados pelos Auditores da Secretaria de Controle
Interno da Presidência da República fomentou o
contato com diversos órgãos públicos na busca de
solução para as localidades que se encontravam
impactadas.
Desta forma, por permitir o acesso direto e rápido ao
que se apresentava como mais urgente para a
sociedade organizada, a metodologia objeto deste
artigo cumpriu efetivamente a finalidade a que se
destinou.
Atualmente, existem municípios brasileiros iniciando
práticas similares a esta metodologia, evidentemente
com as devidas adaptações, para atender plenamente
ao objeto mais específico.
Em meados de 2015, a Universidade de Coimbra, por
meio da Faculdade de Economia, adotou tratativas
iniciais para avaliar projeto pioneiro de diálogo entre
alunos, docentes e mercado de trabalho, que irá aferir
e evidenciar possibilidades de crescimento com base
na metodologia de Auditoria Participativa.
Cabe destacar que existem relatos de empresas de
capital privado que estão se baseando na metodologia
para ouvir seus clientes, fornecedores e "stakeholders"
para, após a fase de entrevistas técnicas e testes de
evidenciação, aprimorarem seus sistemas de controles
internos e, consequentemente, agregarem valor real
aos seus produtos e ou serviços.
Auditoria participativa
16
IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451
A metodologia de Auditoria Participativa solidifica-se
a cada cenário, tendo aprimoramentos constantes e
recebendo um conjunto de adaptações para atender
plenamente as necessidades de organizações ou
demandas de diversas nações. Tais alterações ensejam
reflexões mais completas e complexas, mas evidencia
o cumprimento do seu objetivo inicial, pois desperta
profissionais dos mais variados setores, públicos ou
privados, a valorizar mais a inserção de pessoas em
decisões sobre projetos que impactam diretamente a
qualidade de vida de todos.
A metodologia apresentada evidenciou o
empoderamento e o encorajamento da sociedade.
Encorajar a sociedade organizada, por meio do
diálogo, integra e respeita a pauta mundial, possibilita
o combate a toda forma de corrupção, o
desenvolvimento econômico inclusivo, e o
estabelecimento da justiça social.
REFERÊNCIAS
1) Normas brasileiras para o exercício da Auditoria
Interna – IIA Brasil;
2) IPPF - International Professional Practices
Framework – IIA Global;
3) Instrução normativa nº 01 - Controladoria Geral da
União;
4) Normas de Auditoria - Tribunal de Contas da
União;
5) William ATTIE - Auditoria: um curso moderno e
completo -1998;
6) Franz UHL e João FERNANDES – Auditoria
Interna – 1971;
7) Diretrizes para as normas de controle interno do
setor público – INTOSAI;
8) Paulo BARALDI – Gerenciamento de Riscos –
2004.
REFERÊNCIAS WEB
www.iiabrasil.org.br; www.theiia.org;
www.cgu.gov.br; www.tcu.gov.br;
www.transparencia.gov.br/copa,
www.portalpopulardacopa.org.br,
www.observatoriodasmetropoles.net
Auditoria participativa
17
IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451
Novos referenciais para os Programas
de Compliance
A ISO - International Standards Organization - continua a
dar passos firmes rumo ao objetivo da sustentabilidade,
Anabela Vaz Ribeiro - Presidente do ONS APEE
pós a publicação da ISO 26000 Guia para a
Responsabilidade Social, um referencial
que mobilizou mais de 90 países e 45
organizações internacionais, continuam a surgir
referenciais que se constituem como contributos
incontornáveis para a sustentabilidade.
Por outro lado, com os riscos do negócio a crescer e as
imposições colocadas por clientes, estes referenciais
irão constituir-se, mais tarde ou mais cedo, em novos
requisitos dos Programas de Compliance de muitas
organizações.
A tendência das empresas serem responsabilizadas
pelos atos dos seus fornecedores ou parceiros de
negócio, coloca-as na posição de exigir a
implementação desta soft law como forma de se
protegerem do risco e das implicações financeiras e
reputacionais que esses riscos podem representar.
Neste momento estão a ser desenvolvidas duas
normas internacionais da ISO que se inserem neste
contexto e que poderão vir a, curto prazo, a fazer parte
das exigências aos fornecedores: a ISO 37001 Sistema
de Gestão Anti-Suborno e a ISO 20400 Compras
Sustentáveis.
De acordo com dados do Banco Mundial a estimativa
é que sejam pagos em subornos o equivalente a 3% do
PIB Mundial, a ISO 37001, que nasce com base na
norma Britânica BS 10500 Sistema de Gestão Anti
Suborno, foi criada para abordar esta questão.
A
A verdade é que esta nova forma de estar nos vai beneficiar a todos:
clientes, consumidores, comunidades e ambiente.
18
IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451
Apostando no interesse das organizações quererem
demonstrar a sua ética, a norma adota a estrutura
comum às normas de Sistemas de Gestão da ISO por
forma a que seja compatível com outros referenciais já
adotados por muitas organizações como é o caso das
normas da qualidade, ambiente, gestão de risco, entre
muitas outras.
Com a publicação prevista para o último trimestre de
2016, o principal objetivo da norma é apoiar as
organizações a combaterem o suborno através da
implementação de uma cultura de integridade,
transparência e conformidade com as leis e
regulamentos aplicáveis à sua atividade, com os
requisitos definidos pela ISO 37001 e pela própria
organização, contemplados nas suas políticas,
procedimentos e controlos.
A organização deverá adotar uma política anti
suborno, realizar avaliações de risco de suborno e due
diligence em projetos e parceiros de negócio,
implementar controlos financeiros e comerciais, entre
outras medidas.
A adoção da norma ISO 37001 é uma demonstração
para as diferentes partes interessadas como: governos
e entidades reguladoras, investidores, acionistas,
parceiros e fornecedores, colaboradores e as
comunidades de que a organização tem um sistema
eficaz que lhe permite combater o suborno.
Apesar dos méritos do referencial é pena que não
contemple outras formas de corrupção como sejam a
fraude, lavagem de dinheiro ou outras atividades
relacionadas a práticas de corrupção, pois a
erradicação do suborno é apenas uma pequena parte
de uma grande realidade.
Numa época em que as normas de sistemas de gestão
estão a direcionar-se para o desempenho e não apenas
para o processo, espera-se que esta mudança traga
resultados mais visíveis do que no passado.
Baseado no mesmo racional do risco e da
responsabilidade pelos atos de terceiros, está a ser
desenvolvido o referencial ISO 20400 Compras
Sustentáveis que se dirige à sustentabilidade nas
cadeias de abastecimento.
Este referencial vem complementar a ISO 26000 no
que se refere à introdução de critérios éticos e de
sustentabilidade nas compras e pretende-se com o
mesmo gerir os impactes gerados pelos seus
fornecedores e parceiros.
Na realidade as compras são um instrumento eficaz e
adequado para alavancar o contributo para o
desenvolvimento sustentável, pois a motivação das
organizações para cumprir os requisitos do cliente está
diretamente relacionada com as suas vendas e
capacidade de realizar contratos.
Na realidade ainda existem múltiplas organizações
clientes que delegam nos seus fornecedores a
responsabilidade por assegurar determinados
requisitos, desresponsabilizando-se de certa forma de
alguns compromissos no que respeita à
sustentabilidade, particularmente em termos
ambientais.
Existem muitas outras que, pelo grau de confiança nos
seus parceiros de negócio não exigem evidências
documentais do cumprimento de requisitos legais,
regulamentares, alvarás e licenças para operar, o que
dá aso a incumprimentos de diversa ordem.
Novos referenciais para os Programas de Compliance
19
IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451
Alguns por desconhecimento e outros por falta de
visão de longo prazo e pressão dos custos.
A futura ISO 20400 padroniza diretrizes e princípios
para todas as partes interessadas que trabalham com
processos de compra internos e externos - incluindo
fornecedores, compradores e autoridades locais -
como parte de um esforço para demonstrar boas
práticas de compras sustentáveis.
Estes esforços baseiam-se em compromissos como
transparência, prestação de contas, conduta ética,
respeito pelos direitos humanos, respeito pelos
interesses das partes interessadas, entre outros.
Os clientes que exijam aos seus fornecedores a
conformidade com este referencial estarão a
salvaguardar-se dos riscos inerentes a estes temas e a
colocar muitas PME’s na rota da sustentabilidade.
Se cruzarmos estes dois referenciais com a Diretiva
95/2014 emitida pela União Europeia que obriga as
empresas com mais de 500 colaboradores a efetuar um
relatório de informação não financeira, já em 2017,
verificamos que os temas em análise se sobrepõem.
Para as grandes empresas poderem reportar, os
fornecedores que fazem parte das suas cadeias de
abastecimento terão que fornecer dados sobre a forma
como trabalham neste domínio, o que constitui mais
uma alavanca em prol da sustentabilidade.
Com as políticas e os instrumentos que têm vindo a
ser criados para este objetivo, é expectável que dentro
de alguns anos se vejam resultados, pois as empresas
fornecedoras não terão alternativa senão cumprir a
expectativa dos seus clientes, sob pena de perderem
negócios e contratos relevantes.
A verdade é que esta nova forma de estar nos vai
beneficiar a todos: clientes, consumidores,
comunidades e ambiente.
Novos referenciais para os Programas de Compliance
20
IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451
Eventos
IPCG/BAKER TILLY
12 de Julho de 2016 - Workshop ―Auditoria Interna: Criação de Valor‖
Decorreu no dia 12 de julho o Workshop – Auditoria Interna, Criação de Valor, organizado em parceria entre o
IPCG - Instituto Português de Corporate Governance e a Baker Tilly.
Como principais oradores estiveram presentes:
Eng. Manuel Agria – IPCG; Dr. Paulo Bandeira - SRS Soc. Advogados;Dra. Fátima Geada - Presidente do IPAI e
Dir. Auditoria Interna TAP; Dr. Luís Lee - Dir. Auditoria Interna Jose de Mello Saúde; Paulo Gil André -
Managing Partner da Baker Tilly (Audit & Risk Management)
No Workshop discutiram-se entre outros temas, os Desafios e as tendências da Auditoria Interna, o seu âmbito de
atuação, bem como se partilharam experiências e casos práticos, nomeadamente o papel de consultores e experts,
órgão de gestão e demais colaboradores das organizações, em diferentes abordagens da Auditoria Interna.
Fonte:http://www.bakertilly.com.pt/
21
IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451
2016 IIA CONFERENCE - GLOBAL COUNCIL
Participação do IPAI, representado pela Presidente da Direcção Prof. Drª Fátima Geada
22
IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451
PESQUISA NA REDE
What makes a good life? Lessons from the longest study on happiness | Robert Waldinger
https://www.youtube.com/watch?v=8KkKuTCFvzI
DESTAQUES
http://www.acfe.com/rttn-red-flags.aspx
(15/09/2016)
Behavioral Red Flags
It is common for occupational fraudsters to exhibit
certain behavioral traits or characteristics while
committing their schemes. In 92% of the cases we
analyzed, the fraudster displayed at least one of these
behavioral red flags, and in 64% of cases, multiple red
flags were observed before the fraud was detected. By
understanding how these behavioral clues are related
to fraudulent conduct, we can improve our ability to
catch occupational fraud at an early stage and
minimize its costs.
The chart below shows the percent of cases in which
various behavioral red flags were exhibited by the
fraudsters in our study. Select one of the options
below to see how behavioral red flags vary based on
the following factors: the perpetrator’s position, the
type of fraud and the perpetrator’s gender.
Summary of Findings
 Survey participants estimated that the typical
organization loses 5% of revenues each year to
fraud. If applied to the 2013 estimated Gross
World Product, this translates to a potential
projected global fraud loss of nearly $3.7 trillion.
 The median loss caused by the frauds in our
study was $145,000. Additionally, 22% of the
cases involved losses of at least $1 million.
23
IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451
 The median duration — the amount of time
from when the fraud commenced until it was
detected — for the fraud cases reported to us
was 18 months.
 36% of frauds with a median loss of
$130,000.
 Collusion helps employees evade independent
checks and other anti-fraud controls, enabling
them to steal larger amounts. The median loss in
a fraud committed by a single person was $80,000,
but as the number of perpetrators increased, losses
rose dramatically. In cases with two perpetrators
the median loss was $200,000, for Occupational
frauds can be classified into three primary
categories: asset misappropriations, corruption
and financial statement fraud. Of these, asset
misappropriations are the most common,
occurring in 85% of the cases in our study, as
well as the least costly, causing a median loss of
$130,000. In contrast, only 9% of cases involved
financial statement fraud, but those cases had
the greatest financial impact, with a median loss
of $1 million. Corruption schemes fell in the
middle in terms of both frequency (37% of cases)
and median loss ($200,000).
 Many cases involve more than one category of
occupational fraud. Approximately 30% of the
schemes in our study included two or more of the
three primary forms of occupational fraud.
 Tips are consistently and by far the most
common detection method. Over 40% of all cases
were detected by a tip — more than twice the rate
of any other detection method. Employees
accounted for nearly half of all tips that led to the
discovery of fraud.
 Organizations with hotlines were much more
likely to catch fraud by a tip, which our data
shows is the most effective way to detect fraud.
These organizations also experienced frauds that
were 41% less costly, and they detected frauds
50% more quickly.
 The smallest organizations tend to suffer
disproportionately large losses due to
occupational fraud. Additionally, the specific
fraud risks faced by small businesses differ from
those faced by larger organizations, with certain
categories of fraud being much more prominent at
small entities than at their larger counterparts.
 The banking and financial services, government
and public administration, and manufacturing
industries continue to have the greatest number
of cases reported in our research, while the
mining, real estate, and oil and gas industries had
the largest reported median losses.
 The presence of anti-fraud controls is associated
with reduced fraud losses and shorter fraud
duration. Fraud schemes that occurred at victim
organizations that had implemented any of several
common anti-fraud controls were significantly less
costly and were detected much more quickly than
frauds at organizations lacking these controls.
 The higher the perpetrator’s level of authority,
the greater fraud losses tend to be.
Owners/executives only accounted for 19% of all
cases, but they caused a median loss of $500,000.
Employees, conversely, committed 42% of
occupational frauds but only caused a median loss
of $75,000. Managers ranked in the middle,
committing three perpetrators it was $355,000 and
when four or more perpetrators were involved the
median loss exceeded $500,000.
 Approximately 77% of the frauds in our study
were committed by individuals working in one
of seven departments: accounting, operations,
sales, executive/upper management, customer
service, purchasing and finance.
 It takes time and effort to recover the money
stolen by perpetrators, and many organizations
are never able to fully do so. At the time of our
survey, 58% of the victim organizations had not
recovered any of their losses due to fraud, and only
14% had made a full recovery.
Destaques
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IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451
CANETA DIGITAL
Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso.
Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso
edifício inteiro, Clarice Lispector.
Que ninguém se engane, só se consegue a
simplicidade através de muito trabalho, Clarice
Lispector
Membros admitidos
Joaquim Eduardo Pinto Ribeiro
Sandra Cristina Machado Meira Dias
Cristiano António Ferreira Assunção Reguengo
Margarida Maria Melo de Sousa Loureiro
Vitor Paulo Gonzalêz Ribeiro
Sofia Isabel dos Santos Figueiredo Vaz
Ricardo Alexandre Domingos Isidoro
Mónica alexandre Coimbra Laranjeira Valente Graça
Vitor Manuel Sardinha Piteira
Luisa Maria da Silveira e Sousa Melo Alves
Ana Raquel Farias Correia dos Santos Andrade
Raquel Sofia e Areia Costa Dias
Fábio Santos Jardim
Pedro José Soares Borges de Carvalho
Rodrigo José Tralha Batista
Pedro Miguel Fernandes Ribeiro
Patricia Salomé Marques das Neves
Pedro José de Magalhães Amaro
Carla Isabel Rebocho Patarata Dionísio
Paulo Jorge Campina Peres de Almeida
Patrícia Sofia Neves Oliveira Pereira
Tiago André Alves Ferreira
Patrícia Alexandra Matoso Ferreira
Marta Sofia Ferreira Umbelino
Ana Luisa Pimentel Alves
25
IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451
26
IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451
Post-it
27
IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451
SUGESTÃO DE LEITURA
Publicidade
28
IPAI Revista Auditoria Interna Julho/Setembro 2016 Edição 64 ISSN 2183-3451CAI 2016
17 de Novembro
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Avaliação da Auditoria Interna e Combate à Fraude

  • 1. 1 IPAI Revista Auditoria Interna Julho/Setembro 2016 Edição 64 ISSN 2183-3451 Julho/Setembro 2016 Revista trimestral Distribuição gratuita Edição 64 ISSN 2183-346X Auditoria participativa
  • 2. 2 IPAI Revista Auditoria Interna Julho /Setembro 2016 Edição 64 ISSN 2183-3451 Membros Colectivos
  • 3. 3 IPAI Revista Auditoria Interna Julho /Setembro 2016 Edição 64 ISSN 2183-3451 Parcerias e Protocolos Informações sobre os protocolos celebrados contacte o IPAI: ipai@ipai.pt Formações e datas sujeitas a confirmação. Consulte o plano de formação: http://www.ipai.pt/gca/index.php?id=217 Esclarecimentos e informações ipaiformacao@ipai.pt Anabela Mascarenhas - Telefone 213151002
  • 4. 4 IPAI Revista Auditoria Interna Julho /Setembro 2016 Edição 64 ISSN 2183-3451 Missão Promover a partilha do saber e da prática em auditoria interna, gestão do risco e controlo interno. Índice AVALIAÇÃO DA AUDITORIA INTERNA, Joaquim Leite Pinheiro 5 2016 IIA CONFERENCE - GLOBAL COUNCIL 21 COMBATE À FRAUDE: A IMPORTÂNCIA DA LITERACIA FINANCEIRA, Filipe Pontes 7 PESQUISA NA REDE 22 AUDITORIA PARTICIPATIVA, Andre Luiz Marini Chagas 9 DESTAQUES 22 NOVOS REFERENCIAIS PARA OS PROGRAMAS DE COMPLIANCE, Anabela Vaz Ribeiro 17 CANETA DIGITAL 24 WORKSHOP: ―AUDITORIA INTERNA: CRIAÇÃO DE VALOR‖ 20 MEMBROS ADMITIDOS 24 POST-IT 26 Membro da Filiado no Propriedade e Administração IPAI – Avenida Duque de Loulé, 5 – 2º B – 1050-085 LISBOA; ipai@ipai.pt; ipaiformacao@ipai.pt , NIPC 502718714 Telefone: 213151002 Ficha técnica: Presidente da Direcção: Fátima Geada; Director: Joaquim Leite Pinheiro; Redacção: Manuel Barreiro; Raul Fernandes;Conselho Editorial: Jorge Nunes, Manuel Barreiro, Fátima Geada, Francisco Melo Albino; Colaboradores: Fátima Geada, Anabela Vaz Ribeiro, André Marini, Filipe Pontes . Pré-impressão: IPAI; Impressão e Acabamento: FIG Ano XVIII – Nº 64 – TRIMESTRAL Julho/Setembro 2016; TIRAGEM: 1200 exemplares. Registo: DGCS com o nº 123336; Depósito Legal: 144226/99; ISSN 2183-3451 Expedição por correio; Grátis; Correspondência: IPAI – Avenida Duque de Loulé, 5 – 2º B – 1050-085 LISBOA @: ipai@ipai.pt; Web: www.ipai.pt; ERC: Exclusão de registo ao abrigo do artº 12º, DR 8/99, 9 de Julho. http://pt.linkedin.com/in/ipaichapteriia; https://twitter.com/IPAI_Portugal Foto da capa: JLP Nota: Os artigos vinculam exclusivamente os seus autores, não refletindo necessariamente as posições da Direcção e do Conselho Editorial da Revista nem do IPAI. A aceitação de publicação dos artigos na Revista Auditoria Interna do IPAI, implica a autorização para a inserção no sítio do IPAI após a edição da revista impressa.
  • 5. 5 IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451 Avaliação da Auditoria Interna, Joaquim Leite Pinheiro ―O verdadeiro progresso não pode ser feito num ambiente de conflito ou fricção. Descobrir o problema só é metade da batalha. A outra metade é implementar a recomendação‖. STEPHEN KEATIN, HONEYWELL Auditoria Interna d deve ser periodicamente avaliado, numa perspectiva de que é fundamental acrescentar valor (Add Value) em qualquer actividade exercida na estrutura de uma empresa ou organização. Se não se tiver em conta esta posição a Auditoria Interna está condenada a não evoluir numa função de apoio à gestão, numa óptica de apresentação de soluções e não na identificação, exclusivamente; de factos/ problemas. É fundamental trilhar uma óptica proactiva no sentido de actuar com a filosofia de ―não me tragam problemas; apresentem-me propostas‖; transformem- se em consultores e não em inspectores. Neste contexto, que o próprio departamento proponha a avaliação periódica da função, pelo que o IIA-The Institute of Internal Auditors, INC. propõe três metodologias, sintetizadas seguidamente. As revisões internas são auditorias realizadas periodicamente por membros qualificados do Departamento de modo a ser avaliada a qualidade de trabalho realizado. Deverão ser abordados alguns aspectos de que destacamos: 1. Foram identificados e avaliados os riscos Operacionais, financeiros e fiscais na fase de Planeamentos dos trabalhos de Auditoria? 2. O impacto dos riscos, benefícios e persas potenciais foram adequadamente quantificados? 3. As equipas foram constituídas tendo por base a sua capacidade de desempenho face aos objectivos do trabalho? 4. Os incentivos são adequados de modo a estimular a iniciativa e capacidade de desempenho? 5. Os incentivos são distribuídos face a avaliações de desempenho dos diversos elementos da equipa? A
  • 6. 6 IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451 As revisões externas são auditorias a realizar ao departamento de auditoria interna por entidade externa, com a qual não haja conflito de interesses, no sentido de ser avaliada a performance do Departamento e as acções correctivas a implementar. Este último processo é um dos aspectos importantes já que permitiria, em meu entender, que a metodologia de realização e abordagem dos trabalhos fosse objecto de avaliação por entidade sem interesse na matéria e pudesse dar contributos para que a função Auditoria tivesse um melhor desempenho, actuando prioritariamente em áreas de maior risco para a Empresa e com apresentação de soluções visando a melhoria da performance da Empresa ou organização. Neste âmbito o estabelecimento de protocolo de colaboração entre Departamento de Auditoria Interna de empresas de dimensão semelhante, poderá ser a solução para execução de revisões externas. Neste contexto, deverá ser equacionada a metodologia mais apropriada para aferir a produtividade dos "colarinhos brancos". Apesar das dificuldades associadas a esta questão deverá ser feito um esforço no sentido de melhorar a correlação entre os "colarinhos brancos" e os "colarinhos azuis" da Empresa. Na função Auditoria tal medição poderá ser efectuada comparando o número de técnicos existentes em empresas homólogas, o número de trabalhos efectuados, a melhoria existente a nível de execução de trabalhos, o cumprimento das normas da auditoria interna do I.I.A., o impacto dos trabalhos/relatórios no aumento da produtividade e na eficiência das operações, a escolha de áreas de risco para execução dos trabalhos de auditoria, os ganhos decorrentes dos relatórios. O processo da qualidade na Auditoria Interna deverá ser implementado numa óptica permanente de perceber a vontade do cliente, ou seja, evidenciar melhorias possíveis no desempenho por parte dos operacionais, identificar os factores críticos de sucesso num conceito moderno da função e contribuir para a identificação das vantagens competitivas das diversas actividades. E deste modo, concorrer para o sucesso. O envio de questionário aos responsáveis pelas áreas auditadas/processos, de modo que formulem opiniões sobre o desenvolvimento das auditorias, tanto no campo das áreas analisadas, critérios de elaboração dos relatórios, problemas identificados e plano de acções correctivas. Avaliação da Auditoria Interna
  • 7. 7 IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451 Combate à fraude: a importância da literacia financeira, Filipe Pontes A International Network on Financial Education (INFE) da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), apresentou recentemente um estudo sobre tendências e desenvolvimentos recentes na Europa em matéria de formação financeira, no qual são também reportados os resultados preliminares de um inquérito à literacia financeira realizado em 2015 em mais de 20 países, incluindo Portugal. A INFE foi criada, em 2008, sob a égide da OCDE para promover e divulgar princípios e boas práticas de formação financeira e funciona como uma importante plataforma para recolher dados sobre a literacia financeira, elaborar relatórios analíticos e comparativos e desenvolver investigação e instrumentos de política de incremento dos níveis de Literacia Financeira. Participam nesta rede entidades reguladoras, bancos centrais, ministérios das finanças e agências de educação financeira de países membros e não membros da OCDE. O Banco de Portugal (BdP) e a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) são membros da INFE. O BdP é membro fundador desta rede de literacia financeira, faz parte do Conselho Consultivo (Advisory Board), órgão que estabelece orientações estratégicas, e participa em vários grupos de trabalho especializados desta rede. Ora analisando os resultados verifica-se que nas questões sobre: A) Conhecimentos financeiros, os resultados do inquérito concluem que: a. Estamos acima da média dos países europeus no que respeita ao conhecimento dos conceitos de inflação e de diversificação de risco. Ou seja, 87% dos portugueses mostram saber o que é a inflação (média de 79% nos países europeus) e 73% compreendem que a diversificação da carteira de ações quando investem no mercado de capitais contribui para a redução do risco (média de 63% nos países europeus). b. Portugal está em linha com a média dos países europeus na identificação dos juros de um empréstimo (87% dos entrevistados em Portugal respondem corretamente), no cálculo de juros simples (61%) e de juros compostos (30%) e na identificação da relação entre remuneração e risco (82%). B) Comportamentos financeiros, os resultados do inquérito concluem que: a. Os resultados para Portugal estão acima da média dos países em Europeus em 9 de 12 questões colocadas.
  • 8. 8 IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451 Neste contexto, é de destacar que 72% dos entrevistados em Portugal referem fazer um orçamento familiar (média de 63% nos países europeus); 82% analisaram algum tipo de informação antes de contratarem um produto financeiro (média de 49% nos países europeus); e 79% afirmam controlar sistematicamente as suas finanças pessoais (média de 71% nos países europeus). Com resultados ainda ligeiramente acima da média aparecem: pagamento atempado de contas (81% dos entrevistados em Portugal) e o facto de os inquiridos não indicarem a necessidade de recurso ao crédito para fazerem face às despesas quotidianas (84%). b. Os resultados para Portugal relacionados com a proatividade na aplicação da poupança (37%) estão abaixo da média dos países europeus, devido à propensão para deixar o dinheiro na conta de depósitos à ordem. Por último, e também ligeiramente abaixo da média dos países europeus, surge o recurso a informação independente na escolha de produtos financeiros (6%), revelando preferência pelo aconselhamento ao balcão, bem como a indicação de o rendimento não ter sido suficiente para cobrir o custo de vida nos últimos 12 meses (35%). Os resultados globais deste inquérito internacional realizado pela INFE deverão ser publicados em outubro. Em Portugal, as questões da INFE foram incluídas num Inquérito à Literacia Financeira da População Portuguesa mais abrangente que foi conduzido pelo BdP, ASF e pela Comissão do Mercados de Valores Mobiliários (CMVM), no âmbito do Plano Nacional de Formação Financeira e do Programa ―Todos Contam‖. A grande conclusão que se pode retirar destes números é que existe genericamente uma evolução positiva nos indicadores de Literacia Financeira apesar destes resultados carecerem de uma análise mais fina que provavelmente iremos conhecer na apresentação final do estudo, prevista para Outubro próximo. Para já as dificuldades de planificação orçamental, a falta de proatividade na poupança e a ausência de recolha de informações independentes apresentam- se como os principais fatores a trabalhar. Todos os esforços no combate à fraude são úteis e o conhecimento é essencial! Combate à fraude: a importância da literacia financeira
  • 9. 9 IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451 AUDITORIA PARTICIPATIVA, Andre Luiz Marini Chagas, Presidente do Instituto dos Auditores Internos do Brasil, Coordenador da Comissão de Auditoria e Governança do CRA/RJ, Auditor do Sistema Eletrobrás, cedido à EBC/SECOM/Presidência da República. RESUMO A sociedade contemporânea cada vez mais moderna, digitalizada e atenta aos gastos de sua nação determina a necessidade de controles mais efetivos e eficientes sobre verbas e orçamentos públicos. O diálogo torna-se o elemento mais essencial para que sociedade e Estado interajam e administrem conjuntamente seus recursos. A metodologia de auditoria participativa prima pelo diálogo, pois ouve a sociedade, colhe evidências e elabora relatórios capazes de aprimorar a qualidade da utilização dos investimentos públicos e até mesmo privados. A metodologia apresentada empodera a sociedade, fortalece os mecanismos de controle social e estimula o desenvolvimento de qualquer nação. PALAVRAS-CHAVE Controle social, auditoria participativa, sociedade, diálogo, orçamento público, crescimento econômico, planejamento, transparência, participação, desenvolvimento social, efetividade. INTRODUÇÃO A Auditoria Participativa nasceu a partir da percepção de que tal como ocorre em outras áreas da ação estatal, também no controle há a necessidade de integrar a sociedade nas ações do Estado. A participação, contudo, não deve se restringir à prestação de informações ou a possibilidade de apresentação de denúncias, reclamações ou pedidos de acesso a informações, embora essas práticas também sejam elementos importantes de participação social. Na metodologia apresentada o elemento diferencial é que a sociedade participa ativamente dos trabalhos de campo desenvolvido pela equipe de auditores. Desta forma, e como se apresenta o conceito prima pelo diálogo entre a sociedade e o Estado, bem como pelo respeito aos direitos da cidadania, visto que oportuniza construir espaços capazes de servir como canais que assegurem a participação popular nas decisões estatais, estimulando uma relação de co-responsabilidade entre o Estado e a sociedade, além de conferir maior legitimidade às decisões e ações do governo.
  • 10. 10 IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451 Boaventura de Sousa Santos, em Democratizar a democracia, afirma que a democracia não pode ficar restrita ao Estado, sendo necessário que a esfera não estatal também se beneficie do processo democratizante, pois somente com o diálogo entre diferentes vertentes sociais é possível construir um espaço público de deliberação. Democratizar, portanto, não é somente ouvir, mas também agir a partir do que se ouve. No contexto da realização de grandes eventos no Brasil, tais como a Copa do Mundo FIFA 2014 e os Jogos Olímpicos, a sociedade civil brasileira discute e acompanha os legados de infraestrutura física e de investimentos em iniciativas de fomento ao desporto. Surge então, a iniciativa pioneira de conformação de Comitês para acompanhamento dos investimentos públicos realizados na construção de estádios e de meios de mobilidade urbana. Os comitês são parte essencial do processo de auditoria participativa para definição dos planos de obras e do emprego dos recursos. O trabalho, realizado pela equipe mista da Secretaria de Controle Interno da Presidência da República e da Sociedade Civil, consistiu em visitas técnicas nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo FIFA 2014, para avaliação de possíveis impactos sociais, aplicando técnicas de auditoria tais como a inspeção física, a entrevista, o exame documental, o levantamento de pontos críticos nos projetos, nas licenças ambientais, nas desapropriações e em outros aspectos técnicos e sociais que pudessem representar entraves aos empreendimentos e riscos às populações atingidas. DESENVOLVIMENTO As demandas da sociedade brasileira são crescentes e distintas, mas se afunilam e convergem no momento em que são requeridos controles efetivos sobre orçamentos e verbas públicas, por meio dos quais possam ser aferidas a qualidade e a transparência na utilização de recursos públicos, sejam municipais, estaduais, ou ainda, federais. Visando ao pleno atendimento das crescentes demandas oriundas da sociedade brasileira, a metodologia de auditoria participativa fundamenta-se em 3 (três) grandes eixos de sustentação, são eles: 1. Compromissos concretos 1.1Específico: objetividade e clareza na definição do escopo do trabalho; 1.2Mensurável: obter resultados que possam ser medidos; 1.3Relevante: alcançar contribuições e reais avanços nas áreas afins; 1.4Delimitado no tempo: Estabelecer prazo para a conclusão do compromisso; 1.5Factível: Quanto à possibilidade de realização, no tocante ao prazo, orçamento, capacidades e competências do órgão responsável. 2. Compromissos alinhados com o Planejamento Estratégico 2.1Transparência: prover informações completas e tempestivas com permanente acesso; 2.2Participação cidadã: mobilizar a sociedade para debater e oferecer contribuições; 2.3Formação da equipe: formar equipes técnicas de forma adequada e criteriosa. 3. Compromissos sobre a gestão 3.1Melhoria da prestação dos serviços públicos: medidas que atuem sobre quaisquer serviços públicos, melhorando a qualidade do setor; 3.2Aumento da integridade pública: medidas de combate à corrupção, promoção da ética, acesso à informação etc; 3.3Gestão mais efetiva dos recursos públicos: medidas que reflitam os princípios de eficiência, efetividade, economicidade etc; 3.4Aumento da responsabilidade corporativa: medidas que afetem positivamente a governança corporativa em questões como integridade, proteção do meio ambiente, responsabilidade social. 1) Belo Horizonte Criada em 1897, a capital do Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte, foi a primeira cidade planejada do país. A cidade que hoje tem uma população de cerca de 2,4 milhões de habitantes, possui amplas avenidas, ruas arborizadas e traços arquitetônicos peculiares. Com o objetivo de preparar a cidade para a realização da Copa das Confederações em 2013 e a Copa do Mundo de Futebol em 2014, foram pactuadas ações entre o Governo Federal, o Governo do Estado de Minas Gerais e a Prefeitura de Belo Horizonte. Auditoria participativa
  • 11. 11 IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451 Projetos e ações Aeroportos: 3 ações Desenvolvimento Turístico: 5 ações Estádios: 1 ação Mobilidade Urbana: 7 ações Segurança Pública: 1 ação Telecomunicações: 6 ações Instalações Complementares (Copa das Confederações): 1 ação Instalações Complementares (Copa 2014): 1 ação Quadro Geral da Cidade Previsão Matriz: R$ 2.622.076.039,41 Total Contratado: R$ 2.283.017.701,08 Total Executado (pago): R$ 1.425.980.305,93 2) Brasília A cidade de Brasília, no Distrito Federal, foi projetada para abrigar a nova Capital Federal do Brasil, e sua população inicial foi formada por migrantes de todas as regiões do país. Hoje, a cidade criada em 1960, tem uma população de cerca de 2,6 milhões de habitantes. Com o objetivo de preparar a cidade e o Estádio Mané Garrincha para a realização da Copa das Confederações em 2013 e a Copa Mundial em 2014, foram pactuadas ações entre o Governo Federal e o Governo do Distrito Federal. Projetos e ações Aeroportos: 3 ações Desenvolvimento Turístico: 2 ações Estádios: 1 ação Mobilidade Urbana: 1 ação Segurança Pública: 1 ação Telecomunicações: 3 ações Instalações Complementares (Copa das Confederações): 1 ação Instalações Complementares (Copa 2014): 1 ação Quadro Geral da Cidade Previsão Matriz: R$ 2.168.659.901,39 Total Contratado: R$ 2.702.564.841,74 Total Executado (pago): R$ 2.338.094.987,12 3) Cuiabá Cuiabá, capital de Mato Grosso, é um município situado às margens do rio de mesmo nome e é considerada a cidade- sede da Copa 2014 na região do Pantanal. Hoje, a cidade, criada em 1719, tem uma população de cerca de 550 mil habitantes. Com o objetivo de preparar o município para a realização da Copa do Mundo de Futebol em 2014, foram pactuadas ações entre o Governo Federal e o Governo do Estado do Mato Grosso. Projetos e ações: Aeroportos: 2 ações Desenvolvimento Turístico: 3 ações Estádios: 1 ação Mobilidade Urbana: 3 ações Segurança Pública: 1 ação Telecomunicações: 6 ações Instalações Complementares (Copa 2014): 1 ação Quadro Geral da Cidade Previsão Matriz: R$ 2.443.659.226,31 Total Contratado: R$ 2.388.655.259,35 Total Executado (pago): R$ 1.389.974.576,02 4) Curitiba Capital do Estado do Paraná, Curitiba localiza-se na região sul do Brasil e é o núcleo central de uma região metropolitana formada por 26 municípios. Hoje, a cidade criada em 1693, tem cerca de 1,8 milhões de habitantes. Ações pactuadas entre o Governo Federal, o Governo do Estado do Paraná, a Prefeitura de Curitiba e o Clube Atlético Paranaense objetivam preparar a cidade e o estádio, de propriedade do clube, para realização da Copa das Confederações em 2013 e a Copa Mundial em 2014. Projetos e ações Aeroportos: 3 ações Desenvolvimento Turístico: 3 ações Estádios: 1 ação Mobilidade Urbana: 10 ações Segurança Pública: 1 ação Telecomunicações: 6 ações Instalações Complementares (Copa 2014): 1 ação Quadro Geral da Cidade Previsão Matriz: R$ 1.119.881.044,48 Total Contratado: R$ 988.186.432,75 Total Executado (pago): R$ 614.276.987,87 5) Fortaleza A cidade de Fortaleza, capital do Ceará, localizada na região nordeste do Brasil, desenvolveu-se às margens do Riacho Pajeú. Hoje, o município criado em 1726, tem uma população de cerca de 2,5 milhões de habitantes. Com o objetivo de preparar a cidade para realização da Copa das Confederações em 2013 e a Copa Mundial em 2014, foram pactuadas ações entre o Governo Federal, o Governo do Estado do Ceará e a Prefeitura Municipal de Fortaleza. Projetos e ações Aeroportos: 1 ação Desenvolvimento Turístico: 8 ações Estádios: 1 ação Mobilidade Urbana: 6 ações Portos: 1 ação Segurança Pública: 1 ação Telecomunicações: 6 ações Auditoria participativa
  • 12. 12 IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451 Instalações Complementares (Copa das Confederações): 1 ação Instalações Complementares (Copa 2014): 1 ação Quadro Geral da Cidade Previsão Matriz: R$ 1.642.190.650,30 Total Contratado: R$ 1.769.772.583,20 Total Executado (pago): R$ 918.098.191,39 6) Manaus Localizada no encontro do Rio Negro com o Rio Solimões, a cidade de Manaus, capital do Amazonas, é o portão de entrada da Região Amazônica no Brasil. Criado em 1848, o município tem hoje cerca de 1,7 milhões de habitantes. Com o objetivo de preparar a cidade para a realização da Copa das Confederações em 2013 e a Copa Mundial em 2014, foram pactuadas ações entre o Governo Federal, o Governo do Estado do Amazonas e a Prefeitura de Manaus. Projetos e ações Aeroportos: 1 ação Desenvolvimento Turístico: 2 ações Estádios: 1 ação Outros: 1 ação Portos: 1 ação Segurança Pública: 1 ação Telecomunicações: 6 ações Instalações Complementares (Copa 2014): 1 ação Quadro Geral da Cidade Previsão Matriz: R$ 1.308.237.018,08 Total Contratado: R$ 1.008.632.594,35 Total Executado (pago): R$ 717.879.142,76 7) Natal A cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte, localiza- se no extremo nordeste do Brasil e nasceu em 1599, às margens do Rio Potengi, com a construção do Forte dos Reis Magos. Hoje, o município conta com cerca de 806 mil habitantes. Com o objetivo de preparar a cidade para realização da Copa das Confederações em 2013 e a Copa Mundial em 2014, foram pactuadas ações entre o Governo Federal, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte e a Prefeitura de Natal. Projetos e ações Aeroportos: 2 ações Desenvolvimento Turístico: 8 ações Estádios: 1 ação Mobilidade Urbana: 2 ações Portos: 1 ação Segurança Pública: 1 ação Telecomunicações: 6 ações Instalações Complementares (Copa 2014): 1 ação Quadro Geral da Cidade Previsão Matriz: R$ 1.546.343.428,35 Total Contratado: R$ 973.524.197,85 Total Executado (pago): R$ 446.254.759,19 8) Porto Alegre Capital do Estado do Rio Grande do Sul, Porto Alegre é a cidade mais meridional dentre as sedes da Copa 2014. Criado em 1772, o município hoje tem cerca de 1,4 milhões de habitantes. Ações pactuadas entre o Governo Federal, a Prefeitura Municipal de Porto Alegre e o Sport Club Internacional, tradicional clube de futebol da cidade, têm o objetivo de preparar a cidade para realização da Copa das Confederações em 2013 e a Copa Mundial em 2014. Projetos e ações Aeroportos: 3 ações Desenvolvimento Turístico: 4 ações Estádios: 1 ação Mobilidade Urbana: 2 ações Segurança Pública: 1 ação Telecomunicações: 6 ações Instalações Complementares (Copa 2014): 1 ação Quadro Geral da Cidade Previsão Matriz: R$ 508.501.085,38 Total Contratado: R$ 678.703.363,23 Total Executado (pago): R$ 461.110.014,33 9) Recife Capital do Estado de Pernambuco, Recife, está situada sobre uma planície constituída por ilhas, penínsulas, alagados e manguezais envolvidos por cinco rios: Beberibe, Capibaribe, Tejipió e braços do Jaboatão e do Pirapama, conferindo-lhe características peculiares. A planície é circundada por colinas em arco que se estendem do norte ao sul, de Olinda até Prazeres (Jaboatão). Criada em 1537, a cidade hoje tem aproximadamente 1,5 milhões de habitantes. Com o objetivo de preparar a cidade para realização da Copa do Mundo de Futebol em 2014, foram pactuadas ações entre o Governo Federal, o Governo do Estado de Pernambuco e a Prefeitura de Recife. Projetos e ações Desenvolvimento Turístico: 18 ações Estádios: 1 ação Mobilidade Urbana: 7 ações Portos: 1 ação Segurança Pública: 1 ação Telecomunicações: 6 ações Instalações Complementares (Copa das Confederações): 1 ação Instalações Complementares (Copa 2014): 1 ação Auditoria participativa
  • 13. 13 IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451 Quadro Geral da Cidade Previsão Matriz: R$ 1.673.137.143,96 Total Contratado: R$ 1.425.124.564,63 Total Executado (pago): R$ 534.431.106,47 10) Rio de Janeiro A cidade do Rio de Janeiro, localizada na região sudeste do Brasil, foi a segunda capital do Brasil. Criado em 1565, o município hoje tem aproximadamente 6,2 milhões de habitantes. Com o objetivo de preparar a cidade para realização da Copa das Confederações em 2013 e a Copa do Mundo de Futebol em 2014, foram pactuadas ações entre o Governo Federal, o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro. Projetos e ações Aeroportos: 3 ações Desenvolvimento Turístico: 11 ações Estádios: 1 ação Mobilidade Urbana: 3 ações Segurança Pública: 2 ações Telecomunicações: 6 ações Instalações Complementares (Copa das Confederações): 1 ação Instalações Complementares (Copa 2014): 1 ação Quadro Geral da Cidade Previsão Matriz: R$ 3.872.996.211,94 Total Contratado: R$ 3.463.118.824,87 Total Executado (pago): R$ 2.619.384.814,95 11) Salvador Salvador (BA), localizada na região nordeste do Brasil, foi a primeira capital do Brasil. Criada em 1549, a cidade conta hoje com aproximadamente 3 milhões de habitantes. Com o objetivo de preparar a cidade para a realização da Copa das Confederações em 2013 e a Copa Mundial em 2014, foram pactuadas ações entre o Governo Federal, o Governo do Estado da Bahia e a Prefeitura Municipal de Salvador. Projetos e ações Aeroportos: 3 ações Desenvolvimento Turístico: 18 ações Estádios: 1 ação Mobilidade Urbana: 2 ações Portos: 1 ação Segurança Pública: 1 ação Telecomunicações: 6 ações Instalações Complementares (Copa das Confederações): 1 ação Instalações Complementares (Copa 2014): 1 ação Quadro Geral da Cidade Previsão Matriz: R$ 949.130.000,00 Total Contratado: R$ 983.588.223,71 Total Executado (pago): R$ 911.503.294,10 12) São Paulo Situada a uma altitude de 860 metros, no planalto de Piratininga, sudeste do Brasil, a cidade de São Paulo é a capital do Estado mais populoso do país. Fundado em 1554, o município conta hoje com cerca de 11 milhões de habitantes. Com o objetivo de preparar a cidade para a realização da Copa do Mundo de Futebol em 2014, foram pactuadas ações entre o Governo Federal, o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo. Projetos e ações Aeroportos: 6 ações Desenvolvimento Turístico: 4 ações Estádios: 1 ação Mobilidade Urbana: 1 ação Portos: 1 ação Segurança Pública: 1 ação Telecomunicações: 6 ações Instalações Complementares (Copa 2014): 1 ação Quadro Geral da Cidade Previsão Matriz: R$ 5.085.175.062,43 Total Contratado: R$ 6.982.616.202,66 Total Executado (pago): R$ 6.155.875.021,68 Auditoria participativa
  • 14. 14 IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451 No intuito de melhorar a compreensão da dimensão financeira dos investimentos no empreendimento Copa do Mundo FIFA 2014, apresenta-se abaixo a matriz de responsabilidade orçamentária segregada por projeto e por cidade-sede. Em reais (R$). RESULTADOS As 12 cidades-sedes foram visitadas e avaliadas sobre o prisma social, sendo identificados pontos relativos ao trabalho, à moradia e a questão do acesso à informação. A partir da utilização da metodologia de auditoria participativa, tornou-se possível aferir resultados positivos que representaram ganhos institucionais relativos às ações governamentais pertinentes à Copa do Mundo FIFA 2014, entre os quais, destacamos:  Oportunidade de contato com a Administração Pública Federal para postularem suas reivindicações quanto aos empreendimentos relativos à Copa;  Implementação de técnica de controle até então não utilizada;  Possibilidade de contribuição com o aperfeiçoamento do processo, em especial, com as observações dos grupos populares que vivem nas cercanias dos empreendimentos;  Contribuição com diversas políticas públicas;  Fomento ao diálogo com a sociedade. Em termos gerais, as ações realizadas contribuíram enormemente para o desenvolvimento da metodologia, de forma que poderá ser aplicada para a avaliação de outros programas, principalmente aqueles que se destinam ao desenvolvimento de políticas públicas de impacto direto na sociedade. Como resultado, a metodologia de sucesso adotada pelos Auditores da Presidência da República do Brasil para avaliar possíveis impactos sociais das obras relativas à Copa do Mundo FIFA 2014 foi apresentada em diversos fóruns e seminários, entre os quais: 1. Congresso Brasileiro de Auditoria Interna (Gramado/BR - outubro 2012); 2. Reunião Técnica na sede do Instituto dos Auditores Internos (Flórida/EUA - abril 2013); 3. Seminário promovido pelo Instituto Ethos, denominado Transparência na Copa 2014 (Belo Horizonte/BR – junho 2013); 4. São Paulo Aberta, evento promovido pela Prefeitura da cidade de São Paulo (São Paulo/BR - outubro 2013); Auditoria participativa
  • 15. 15 IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451 5. XV Congresso Internacional de Contabilidade e Auditoria, organizado pelo Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC) e pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC) de Portugal (Coimbra/Portugal – junho 2015); 6. Reunião Técnica com a Auditoria Interna da EDP – Energias de Portugal (Lisboa/Portugal junho 2015); 7. Reunião Técnica com a Controladoria-Geral da União, Presidência da República do Brasil (Brasília/BR - setembro de 2015); 8. 6º Congresso Brasileiro de Gestão do Ministério Público, promovido pelo Conselho Nacional do Ministério Público (Brasília/BR – novembro 2015); 9. XXII Conferência de Auditoria de Portugal, realizada pelo IPAI – Instituto Português de Auditoria Interna (Lisboa/Portugal – novembro 2015); 10.Reunião Técnica com a Universidade de Coimbra - Faculdade de Economia (Coimbra/Portugal – novembro 2015); 11.Reunião Técnica com o CONACI – Conselho Nacional de Controle Interno – Controladoria Geral da União (Brasília DF – março de 2016); 12.Reunião Técnica com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD / ONU (Brasília DF – março de 2016); 13.Seminário da EBSERH – Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Brasília – março de 2016); 14.Reunião Técnica com o Banco Mundial – Departamento de Mobilização e Gestão de Recursos Públicos (abril de 2016); 15.Reuniões Técnicas em diversos países, tais como: Chile, Itália, Bélgica, França, Luxemburgo e Portugal. CONCLUSÃO A metodologia de Auditoria Participativa mostrou-se eficaz quanto aos objetivos propostos, pois permitiu o diálogo com a sociedade e a consequente identificação de aspectos que representaram impactos sociais relevantes sobre as obras da Copa do Mundo FIFA 2014. A sociedade empoderada a partir dos relatórios elaborados pelos Auditores da Secretaria de Controle Interno da Presidência da República fomentou o contato com diversos órgãos públicos na busca de solução para as localidades que se encontravam impactadas. Desta forma, por permitir o acesso direto e rápido ao que se apresentava como mais urgente para a sociedade organizada, a metodologia objeto deste artigo cumpriu efetivamente a finalidade a que se destinou. Atualmente, existem municípios brasileiros iniciando práticas similares a esta metodologia, evidentemente com as devidas adaptações, para atender plenamente ao objeto mais específico. Em meados de 2015, a Universidade de Coimbra, por meio da Faculdade de Economia, adotou tratativas iniciais para avaliar projeto pioneiro de diálogo entre alunos, docentes e mercado de trabalho, que irá aferir e evidenciar possibilidades de crescimento com base na metodologia de Auditoria Participativa. Cabe destacar que existem relatos de empresas de capital privado que estão se baseando na metodologia para ouvir seus clientes, fornecedores e "stakeholders" para, após a fase de entrevistas técnicas e testes de evidenciação, aprimorarem seus sistemas de controles internos e, consequentemente, agregarem valor real aos seus produtos e ou serviços. Auditoria participativa
  • 16. 16 IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451 A metodologia de Auditoria Participativa solidifica-se a cada cenário, tendo aprimoramentos constantes e recebendo um conjunto de adaptações para atender plenamente as necessidades de organizações ou demandas de diversas nações. Tais alterações ensejam reflexões mais completas e complexas, mas evidencia o cumprimento do seu objetivo inicial, pois desperta profissionais dos mais variados setores, públicos ou privados, a valorizar mais a inserção de pessoas em decisões sobre projetos que impactam diretamente a qualidade de vida de todos. A metodologia apresentada evidenciou o empoderamento e o encorajamento da sociedade. Encorajar a sociedade organizada, por meio do diálogo, integra e respeita a pauta mundial, possibilita o combate a toda forma de corrupção, o desenvolvimento econômico inclusivo, e o estabelecimento da justiça social. REFERÊNCIAS 1) Normas brasileiras para o exercício da Auditoria Interna – IIA Brasil; 2) IPPF - International Professional Practices Framework – IIA Global; 3) Instrução normativa nº 01 - Controladoria Geral da União; 4) Normas de Auditoria - Tribunal de Contas da União; 5) William ATTIE - Auditoria: um curso moderno e completo -1998; 6) Franz UHL e João FERNANDES – Auditoria Interna – 1971; 7) Diretrizes para as normas de controle interno do setor público – INTOSAI; 8) Paulo BARALDI – Gerenciamento de Riscos – 2004. REFERÊNCIAS WEB www.iiabrasil.org.br; www.theiia.org; www.cgu.gov.br; www.tcu.gov.br; www.transparencia.gov.br/copa, www.portalpopulardacopa.org.br, www.observatoriodasmetropoles.net Auditoria participativa
  • 17. 17 IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451 Novos referenciais para os Programas de Compliance A ISO - International Standards Organization - continua a dar passos firmes rumo ao objetivo da sustentabilidade, Anabela Vaz Ribeiro - Presidente do ONS APEE pós a publicação da ISO 26000 Guia para a Responsabilidade Social, um referencial que mobilizou mais de 90 países e 45 organizações internacionais, continuam a surgir referenciais que se constituem como contributos incontornáveis para a sustentabilidade. Por outro lado, com os riscos do negócio a crescer e as imposições colocadas por clientes, estes referenciais irão constituir-se, mais tarde ou mais cedo, em novos requisitos dos Programas de Compliance de muitas organizações. A tendência das empresas serem responsabilizadas pelos atos dos seus fornecedores ou parceiros de negócio, coloca-as na posição de exigir a implementação desta soft law como forma de se protegerem do risco e das implicações financeiras e reputacionais que esses riscos podem representar. Neste momento estão a ser desenvolvidas duas normas internacionais da ISO que se inserem neste contexto e que poderão vir a, curto prazo, a fazer parte das exigências aos fornecedores: a ISO 37001 Sistema de Gestão Anti-Suborno e a ISO 20400 Compras Sustentáveis. De acordo com dados do Banco Mundial a estimativa é que sejam pagos em subornos o equivalente a 3% do PIB Mundial, a ISO 37001, que nasce com base na norma Britânica BS 10500 Sistema de Gestão Anti Suborno, foi criada para abordar esta questão. A A verdade é que esta nova forma de estar nos vai beneficiar a todos: clientes, consumidores, comunidades e ambiente.
  • 18. 18 IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451 Apostando no interesse das organizações quererem demonstrar a sua ética, a norma adota a estrutura comum às normas de Sistemas de Gestão da ISO por forma a que seja compatível com outros referenciais já adotados por muitas organizações como é o caso das normas da qualidade, ambiente, gestão de risco, entre muitas outras. Com a publicação prevista para o último trimestre de 2016, o principal objetivo da norma é apoiar as organizações a combaterem o suborno através da implementação de uma cultura de integridade, transparência e conformidade com as leis e regulamentos aplicáveis à sua atividade, com os requisitos definidos pela ISO 37001 e pela própria organização, contemplados nas suas políticas, procedimentos e controlos. A organização deverá adotar uma política anti suborno, realizar avaliações de risco de suborno e due diligence em projetos e parceiros de negócio, implementar controlos financeiros e comerciais, entre outras medidas. A adoção da norma ISO 37001 é uma demonstração para as diferentes partes interessadas como: governos e entidades reguladoras, investidores, acionistas, parceiros e fornecedores, colaboradores e as comunidades de que a organização tem um sistema eficaz que lhe permite combater o suborno. Apesar dos méritos do referencial é pena que não contemple outras formas de corrupção como sejam a fraude, lavagem de dinheiro ou outras atividades relacionadas a práticas de corrupção, pois a erradicação do suborno é apenas uma pequena parte de uma grande realidade. Numa época em que as normas de sistemas de gestão estão a direcionar-se para o desempenho e não apenas para o processo, espera-se que esta mudança traga resultados mais visíveis do que no passado. Baseado no mesmo racional do risco e da responsabilidade pelos atos de terceiros, está a ser desenvolvido o referencial ISO 20400 Compras Sustentáveis que se dirige à sustentabilidade nas cadeias de abastecimento. Este referencial vem complementar a ISO 26000 no que se refere à introdução de critérios éticos e de sustentabilidade nas compras e pretende-se com o mesmo gerir os impactes gerados pelos seus fornecedores e parceiros. Na realidade as compras são um instrumento eficaz e adequado para alavancar o contributo para o desenvolvimento sustentável, pois a motivação das organizações para cumprir os requisitos do cliente está diretamente relacionada com as suas vendas e capacidade de realizar contratos. Na realidade ainda existem múltiplas organizações clientes que delegam nos seus fornecedores a responsabilidade por assegurar determinados requisitos, desresponsabilizando-se de certa forma de alguns compromissos no que respeita à sustentabilidade, particularmente em termos ambientais. Existem muitas outras que, pelo grau de confiança nos seus parceiros de negócio não exigem evidências documentais do cumprimento de requisitos legais, regulamentares, alvarás e licenças para operar, o que dá aso a incumprimentos de diversa ordem. Novos referenciais para os Programas de Compliance
  • 19. 19 IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451 Alguns por desconhecimento e outros por falta de visão de longo prazo e pressão dos custos. A futura ISO 20400 padroniza diretrizes e princípios para todas as partes interessadas que trabalham com processos de compra internos e externos - incluindo fornecedores, compradores e autoridades locais - como parte de um esforço para demonstrar boas práticas de compras sustentáveis. Estes esforços baseiam-se em compromissos como transparência, prestação de contas, conduta ética, respeito pelos direitos humanos, respeito pelos interesses das partes interessadas, entre outros. Os clientes que exijam aos seus fornecedores a conformidade com este referencial estarão a salvaguardar-se dos riscos inerentes a estes temas e a colocar muitas PME’s na rota da sustentabilidade. Se cruzarmos estes dois referenciais com a Diretiva 95/2014 emitida pela União Europeia que obriga as empresas com mais de 500 colaboradores a efetuar um relatório de informação não financeira, já em 2017, verificamos que os temas em análise se sobrepõem. Para as grandes empresas poderem reportar, os fornecedores que fazem parte das suas cadeias de abastecimento terão que fornecer dados sobre a forma como trabalham neste domínio, o que constitui mais uma alavanca em prol da sustentabilidade. Com as políticas e os instrumentos que têm vindo a ser criados para este objetivo, é expectável que dentro de alguns anos se vejam resultados, pois as empresas fornecedoras não terão alternativa senão cumprir a expectativa dos seus clientes, sob pena de perderem negócios e contratos relevantes. A verdade é que esta nova forma de estar nos vai beneficiar a todos: clientes, consumidores, comunidades e ambiente. Novos referenciais para os Programas de Compliance
  • 20. 20 IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451 Eventos IPCG/BAKER TILLY 12 de Julho de 2016 - Workshop ―Auditoria Interna: Criação de Valor‖ Decorreu no dia 12 de julho o Workshop – Auditoria Interna, Criação de Valor, organizado em parceria entre o IPCG - Instituto Português de Corporate Governance e a Baker Tilly. Como principais oradores estiveram presentes: Eng. Manuel Agria – IPCG; Dr. Paulo Bandeira - SRS Soc. Advogados;Dra. Fátima Geada - Presidente do IPAI e Dir. Auditoria Interna TAP; Dr. Luís Lee - Dir. Auditoria Interna Jose de Mello Saúde; Paulo Gil André - Managing Partner da Baker Tilly (Audit & Risk Management) No Workshop discutiram-se entre outros temas, os Desafios e as tendências da Auditoria Interna, o seu âmbito de atuação, bem como se partilharam experiências e casos práticos, nomeadamente o papel de consultores e experts, órgão de gestão e demais colaboradores das organizações, em diferentes abordagens da Auditoria Interna. Fonte:http://www.bakertilly.com.pt/
  • 21. 21 IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451 2016 IIA CONFERENCE - GLOBAL COUNCIL Participação do IPAI, representado pela Presidente da Direcção Prof. Drª Fátima Geada
  • 22. 22 IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451 PESQUISA NA REDE What makes a good life? Lessons from the longest study on happiness | Robert Waldinger https://www.youtube.com/watch?v=8KkKuTCFvzI DESTAQUES http://www.acfe.com/rttn-red-flags.aspx (15/09/2016) Behavioral Red Flags It is common for occupational fraudsters to exhibit certain behavioral traits or characteristics while committing their schemes. In 92% of the cases we analyzed, the fraudster displayed at least one of these behavioral red flags, and in 64% of cases, multiple red flags were observed before the fraud was detected. By understanding how these behavioral clues are related to fraudulent conduct, we can improve our ability to catch occupational fraud at an early stage and minimize its costs. The chart below shows the percent of cases in which various behavioral red flags were exhibited by the fraudsters in our study. Select one of the options below to see how behavioral red flags vary based on the following factors: the perpetrator’s position, the type of fraud and the perpetrator’s gender. Summary of Findings  Survey participants estimated that the typical organization loses 5% of revenues each year to fraud. If applied to the 2013 estimated Gross World Product, this translates to a potential projected global fraud loss of nearly $3.7 trillion.  The median loss caused by the frauds in our study was $145,000. Additionally, 22% of the cases involved losses of at least $1 million.
  • 23. 23 IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451  The median duration — the amount of time from when the fraud commenced until it was detected — for the fraud cases reported to us was 18 months.  36% of frauds with a median loss of $130,000.  Collusion helps employees evade independent checks and other anti-fraud controls, enabling them to steal larger amounts. The median loss in a fraud committed by a single person was $80,000, but as the number of perpetrators increased, losses rose dramatically. In cases with two perpetrators the median loss was $200,000, for Occupational frauds can be classified into three primary categories: asset misappropriations, corruption and financial statement fraud. Of these, asset misappropriations are the most common, occurring in 85% of the cases in our study, as well as the least costly, causing a median loss of $130,000. In contrast, only 9% of cases involved financial statement fraud, but those cases had the greatest financial impact, with a median loss of $1 million. Corruption schemes fell in the middle in terms of both frequency (37% of cases) and median loss ($200,000).  Many cases involve more than one category of occupational fraud. Approximately 30% of the schemes in our study included two or more of the three primary forms of occupational fraud.  Tips are consistently and by far the most common detection method. Over 40% of all cases were detected by a tip — more than twice the rate of any other detection method. Employees accounted for nearly half of all tips that led to the discovery of fraud.  Organizations with hotlines were much more likely to catch fraud by a tip, which our data shows is the most effective way to detect fraud. These organizations also experienced frauds that were 41% less costly, and they detected frauds 50% more quickly.  The smallest organizations tend to suffer disproportionately large losses due to occupational fraud. Additionally, the specific fraud risks faced by small businesses differ from those faced by larger organizations, with certain categories of fraud being much more prominent at small entities than at their larger counterparts.  The banking and financial services, government and public administration, and manufacturing industries continue to have the greatest number of cases reported in our research, while the mining, real estate, and oil and gas industries had the largest reported median losses.  The presence of anti-fraud controls is associated with reduced fraud losses and shorter fraud duration. Fraud schemes that occurred at victim organizations that had implemented any of several common anti-fraud controls were significantly less costly and were detected much more quickly than frauds at organizations lacking these controls.  The higher the perpetrator’s level of authority, the greater fraud losses tend to be. Owners/executives only accounted for 19% of all cases, but they caused a median loss of $500,000. Employees, conversely, committed 42% of occupational frauds but only caused a median loss of $75,000. Managers ranked in the middle, committing three perpetrators it was $355,000 and when four or more perpetrators were involved the median loss exceeded $500,000.  Approximately 77% of the frauds in our study were committed by individuals working in one of seven departments: accounting, operations, sales, executive/upper management, customer service, purchasing and finance.  It takes time and effort to recover the money stolen by perpetrators, and many organizations are never able to fully do so. At the time of our survey, 58% of the victim organizations had not recovered any of their losses due to fraud, and only 14% had made a full recovery. Destaques
  • 24. 24 IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451 CANETA DIGITAL Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro, Clarice Lispector. Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho, Clarice Lispector Membros admitidos Joaquim Eduardo Pinto Ribeiro Sandra Cristina Machado Meira Dias Cristiano António Ferreira Assunção Reguengo Margarida Maria Melo de Sousa Loureiro Vitor Paulo Gonzalêz Ribeiro Sofia Isabel dos Santos Figueiredo Vaz Ricardo Alexandre Domingos Isidoro Mónica alexandre Coimbra Laranjeira Valente Graça Vitor Manuel Sardinha Piteira Luisa Maria da Silveira e Sousa Melo Alves Ana Raquel Farias Correia dos Santos Andrade Raquel Sofia e Areia Costa Dias Fábio Santos Jardim Pedro José Soares Borges de Carvalho Rodrigo José Tralha Batista Pedro Miguel Fernandes Ribeiro Patricia Salomé Marques das Neves Pedro José de Magalhães Amaro Carla Isabel Rebocho Patarata Dionísio Paulo Jorge Campina Peres de Almeida Patrícia Sofia Neves Oliveira Pereira Tiago André Alves Ferreira Patrícia Alexandra Matoso Ferreira Marta Sofia Ferreira Umbelino Ana Luisa Pimentel Alves
  • 25. 25 IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451
  • 26. 26 IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451 Post-it
  • 27. 27 IPAI Revista Auditoria Interna Abril/Junho 2016 Edição 63 ISSN 2183-3451 SUGESTÃO DE LEITURA Publicidade
  • 28. 28 IPAI Revista Auditoria Interna Julho/Setembro 2016 Edição 64 ISSN 2183-3451CAI 2016 17 de Novembro Participe- registe a data na sua agenda