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Pedrógão: antecipar em vez de reagir

Artigo publicado na edição online de 5/9/2018 do Jornal i. Crónica da responsabilidade do Observatório de economia e gestão de fraude.

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Pedrógão: antecipar em vez de reagir

  1. 1. OBSERVATÓRIO CONTRA A FRAUDE Pedrógão: antecipar em vez de reagir Passado mais de um ano sobre a fa- tídica tragédia que ficará na história com o incêndio de Pedrógão o tema corrente de conversa, para além das visitas do Presidente da República às zonas afetadas, tem sido a aplica- ção de fundos e de apoios que foram dados para os “supostos” afetados pelos incêndios. Se enquanto há um ano o quase unanimismo na soli- dariedade era rei, hoje passado um mês dos incêndios de Monchique é visível que o tema das contas de so- lidariedade entrou num fracasso tal que caíram em desuso pelo que tal situação merece esta reflexão. A situação de supostas fraudes que hoje são tema debatido em praça pública pela, pelo menos discutível, priorização na utilização de dinhei- ros públicos e de verbas recolhidas em eventos solidários marcam a atualidade, com o próprio Presi- dente da República a pedir cabal esclarecimento. A questão é tão mais grave pois não só não se conseguiu evitar os ter- ríveis acontecimentos do ano pas- sado, como também não se anteci- pou e não se preparou a distribuição de verbas e subsídios. Na falta de melhor reage-se agora com ações de fiscalização a posteriori, as quais, para além de não serem eficazes na correção de todas as situações, não evitam o sentimento de desconfi- ança que se instalou na sociedade em geral. O Verão ainda não acabou e a onda de solidariedade outrora vigente Filipe Pontes não será mais hoje tema possível de ocorrer e perguntam porquê? Pois a urgência e o atabalhoamento no ataque ao fogo foram estendidos no período posterior ao seu rescaldo e continua a não ser possível, não só, evitar que ele vote a ocorrer, como garantir a correta distribuição de apoios. Antecipar este tipo de situação ca- recia de uma prévia existência de planos e critérios que não são claros e que a pressão mediática e política cede constantemente, caindo em processos de reação por vezes des- proporcionais e de cosmética. Antecipar é sempre melhor que re- agir! Publicado no Jornal i Online no dia 05/09/2018 As ações de fiscalização a posteriori não são eficazes na correção de todas as situações e não evitam o sentimento de desconfiança que se instalou na sociedade em geral.

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