Observatório de Economia e Gestão de Fraude
www.obegef.pt
Publicado no Jornal i Online
17/04/2019
OBSERVATÓRIO CONTRA A FRAUDE
Transparência e compromisso eleitoral
Desafiar os candidatos às eleições para o parlamento europeu a subscrever uma série de compromissos, demonstrado
assim o apoio a uma União Europeia mais íntegra e transparente.
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Filipe Pontes
Com o aproximar de um período elei-
toral intenso, com eleições para o
Parlamento Europeu, para o Parla-
mento (e Governo) da Região Autó-
noma da Madeira e, depois, as legisla-
tivas para a Assembleia da República,
torna-se importante reforçar o com-
promisso entre eleitor e eleito.
Escrutinar o trabalho realizado pelos
representantes dos cidadãos nos
órgãos parlamentares (os Deputados)
é fundamental. Neste âmbito, existem
vários indicadores e rankings sobre o
trabalho político realizado, oferecen-
do, nomeadamente, a possibilidade
de confirmar afirmações e promessas
com a realidade concretizada, e aqui
destaco o projeto e agora também o
programa polígrafo como um bom
exemplo de clarificação da opinião
pública com a verdade.
Estas ferramentas que existem hoje
permitem escrutínio reativo da ativi-
dade, mas mais importante ainda
seria o compromisso prévio antes da
eleição e aqui o meu destaque vai
para a campanha desenvolvida a nível
europeu e liderado pela Transparency
Internacional, subscrito até ao
momento por 14 dos principais can-
didatos de todas as famílias políticas
europeias. A campanha chama-se
stand up for integrity e tem como
objetivo desafiar os candidatos às
eleições europeias para o parlamento
europeu a subscrever uma série de
compromissos, demonstrado assim o
apoio a uma União Europeia mais
íntegra e transparente.
A campanha estabelece ainda quatro
prioridades políticas na luta anticor-
rupção, que para a Transparência
Internacional devem ser também
subscritas: fazer cumprir o Estado de
Direito, impedir que indivíduos cor-
ruptos e o seu dinheiro ilícito entrem
na UE, apoiar a criação de um orga-
nismo de ética independente da UE e
apoiar a transparência legislativa.
Exemplos deste servem para fortale-
cer o compromisso eleitoral e aumen-
tar a confiança do eleitor, mas devem
cada vez mais serem encarados com
naturalidade para uma democracia
madura como a nossa!

Artigo de abril Publicação jornal i

  • 1.
    Observatório de Economiae Gestão de Fraude www.obegef.pt Publicado no Jornal i Online 17/04/2019 OBSERVATÓRIO CONTRA A FRAUDE Transparência e compromisso eleitoral Desafiar os candidatos às eleições para o parlamento europeu a subscrever uma série de compromissos, demonstrado assim o apoio a uma União Europeia mais íntegra e transparente. _____________________ Filipe Pontes Com o aproximar de um período elei- toral intenso, com eleições para o Parlamento Europeu, para o Parla- mento (e Governo) da Região Autó- noma da Madeira e, depois, as legisla- tivas para a Assembleia da República, torna-se importante reforçar o com- promisso entre eleitor e eleito. Escrutinar o trabalho realizado pelos representantes dos cidadãos nos órgãos parlamentares (os Deputados) é fundamental. Neste âmbito, existem vários indicadores e rankings sobre o trabalho político realizado, oferecen- do, nomeadamente, a possibilidade de confirmar afirmações e promessas com a realidade concretizada, e aqui destaco o projeto e agora também o programa polígrafo como um bom exemplo de clarificação da opinião pública com a verdade. Estas ferramentas que existem hoje permitem escrutínio reativo da ativi- dade, mas mais importante ainda seria o compromisso prévio antes da eleição e aqui o meu destaque vai para a campanha desenvolvida a nível europeu e liderado pela Transparency Internacional, subscrito até ao momento por 14 dos principais can- didatos de todas as famílias políticas europeias. A campanha chama-se stand up for integrity e tem como objetivo desafiar os candidatos às eleições europeias para o parlamento europeu a subscrever uma série de compromissos, demonstrado assim o apoio a uma União Europeia mais íntegra e transparente. A campanha estabelece ainda quatro prioridades políticas na luta anticor- rupção, que para a Transparência Internacional devem ser também subscritas: fazer cumprir o Estado de Direito, impedir que indivíduos cor- ruptos e o seu dinheiro ilícito entrem na UE, apoiar a criação de um orga- nismo de ética independente da UE e apoiar a transparência legislativa. Exemplos deste servem para fortale- cer o compromisso eleitoral e aumen- tar a confiança do eleitor, mas devem cada vez mais serem encarados com naturalidade para uma democracia madura como a nossa!