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Como investir na Bolsa: tenho alguns artigos que podem ajudar nos seus
investimentos na Bovespa, aprender a comprar ações e aumentar a
cotação do futuro de seu dinheiro. O ideal mesmo é fazer um
investimento em um curso sobre a bolsa de valores ou mesmo
dispender algum tempo em um simulador da bolsa antes de dar um
passo mais comprometido. Em todo o caso, os artigos a seguir
podem ajudar:
14 Dicas ao Novatos: Eu não investiria em ações…
1. … que não fossem integrantes do Índice Bovespa. Particularmente eu ficaria nas
cinco primeiras maiores participações do índice. Melhor ainda, nas duas
primeiras: VALE 5 e PETR4.
2. … que não estivessem em clara e absoluta tendência de alta
3. … se ainda não conseguisse identificar uma tendência primária, secundária e
terciária
4. … se não soubesse identificar topos, fundos, suportes e resistências
5. … sem saber como dar ordens de stop e, sabendo, não compraria ações sem
imediatamente dar ordens de stop
6. … se não tivesse conversado franca e pessoalmente com pelo menos duas
pessoas que já têm uma boa experiência nos mercados.
7. … se já não tivesse lido pelo menos um bom livro sobre a bolsa se valores.
8. … se não lesse diariamente sobre a bolsa de valores em portais de notícias e em
blogs especializados em finanças e bolsa de valores.
9. … se não tivesse a disciplina para acompanhar diariamente, ou ao menos
semanalmente, as cotações daquelas em que eu estiver comprado.
10. … com todas as minhas economias.
11. … se não tivesse total responsabilidade sobre meus atos.
12. … com dinheiro emocionalmente comprometido.
13. … se não pudesse encarar possíveis e muito prováveis perdas
14. E mais importante: eu não investiria em ações se não tivesse entendido o
motivo de absolutamente todos os itens desta lista.
5 Passos simples para começar a investir em bolsa de
valores
Eu pincei esses passos da área de iniciantes da Bovespa. No entanto, procurei
acrescentar links de artigos que já escrevi para enriquecer seu aprendizado. A facilidade
de se começar a investir será um dos pontos em que baterei com freqüência pois é
notável o número de pessoas que não investe na bolsa por achar isso algo inacessível e
difícil.
1. O investidor procura uma Corretora Membro da Bovespa e preenche um
cadastro contratando seus serviços. Este é um passo importante, pois a
corretora além de cuidar de seu dinheiro vai orientar você principalmente em
seus primeiros passos. Saiba mais sobre como escolher a sua corretora.
2. Com a assessoria da Corretora, o investidor escolhe a ação ou as ações que
deseja comprar e dá a ordem para a Corretora. O seu corretor vai conversar
com você e tentar descobrir qual o seu perfil de investidor, se mais arrojado ou
alguém que busca mais segurança e lucros certos ainda que menores. Ele vai
orientá-lo sobre que dinheiro é melhor investir na bolsa, qual é o valor mínimo
para começar e que postura assumir no início enquanto aprende mais sobre o
mercado de ações.
3. A Corretora executa a ordem dada pelo investidor, comprando a ação na
Bovespa. É simples assim. Você faz uma ligação para o seu corretor e em
menos de um minuto sua ordem é cumprida. Suas ações estão vendidas ou já
foram compradas.
4. O cliente efetua o pagamento para a Corretora – com recursos previamente
depositados. Antes de tudo, você deposita o valor a ser investido na sua conta
na corretora. E só então as ações são compradas de acordo com suas ordens.
5. A Corretora credita as ações adquiridas pelo investidor em sua conta de
custódia, na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia. A CBLC nada
mais é que a responsável pela compensação e liquidação de operações realizadas
no mercado a vista da Bovespa.
Como investir na bolsa de valores
Ele faz parte do conteúdo do site Portal do Investidor, mantido pelo Ministério da
Fazenda, mas na verdade foi produzido pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
No Portal do Investidor, você ainda poderá ver outros vídeos básicos sobre finanças
pessoais e investimentos. O site inteiro, aliás, é visita obrigatória para quem está
começando na bolsa. Eu mesmo devo fazer uma imersão e trazer para você o que de
mais interessante encontrar ali.
Neste vídeo que aqui disponibilizo, a repórter Adriana Souza e Silva dá um panorama
sobre:
• fundos de investimento
• ações
• títulos da dívida pública
Chamo a atenção para o momento em que ela fala sobre o que é a CBLC (Companhia
Brasileira Liquidação e Custódia) e quais as suas funções, pois ajuda a entender melhor
alguns mecanismos da bolsa de valores. Fique atento também quando o assunto for
taxas e corretagem.
Por uma questão de facilidade para meu leitor, tomei a liberdade de colocar o vídeo no
YouTube. Se – apesar de eu dar os devidos créditos e acreditar que trata-se de um
material de divulgação gratuita – eu estiver violando algum direito autoral, peço que os
responsáveis me avisem para que, desta forma, eu apenas faça um link para o site
original.
Como escolher uma corretora para investir na bolsa
Escolher a corretora é a primeira decisão que você vai tomar depois de resolver entrar
na bolsa de valores. É ela quem vai fazer o meio de campo entre você e a Bovespa.
Você transmite a ordem de compra e venda e a empresa – mais especificamente seu
corretor – executa. Por isso, essa escolha pode influenciar toda a sua experiência a
seguir, a curto e a médio prazo.
Ela é membro da Bovespa?
Procure uma corretora entre as diversas que são membro da Bovespa. Se alguma
empresa o procurar, verifique antes se ela faz parte da lista.
Qual o valor mínimo para se cadastrar?
Nem todas corretoras operam com valores baixos e certamente todas operam com
valores altos. Mas, também certamente, com um pouco de pesquisa, você encontrará
uma de qualidade perfeita para seu perfil.
Quais são os custos?
Cada corretora tem uma política de custos diferente. Procure uma que se adeque ao seu
perfil. A que eu escolhi cobra 2% sobre a movimentação de venda de valores até R$
498,62 e essa taxa cai até o limite de 0,5% na medida em que os valores se aproximam
de R$ 3029.
Essas porcentagens são importantes, afinal se – no meu caso- eu tiver um lucro abaixo
de 2% em algum momento, isso não é suficiente para que valha a pena eu vender as
ações que os proporcionaram.
Um exemplo fictício:
Em determinado momento, algumas ações minhas no valor de R$ 100 subiram 2%.
Agora eu tenho R$ 102. Se eu vendê-las, a corretora ficará com R$ 2,04.
Ei! Esse era o meu lucro!Entendeu?
Fique atento, pois algumas corretoras abrem mão da porcentagem e mantém um valor
fixo muito baixo que pode parecer vantajoso em um primeiro momento, mas cobram
uma taxa mensal fixa, uma taxa de custódia das ações ou uma taxa de conta inativa –
que para quem pretende investir a longo prazo é pouco vantajosa. O barato pode sair
caro. Para saber mais sobre isso, leia o artigo sobre taxas de corretoras no blog
Dinheirama.
Qual a burocracia do cadastro em uma corretora?
É muito mais fácil e rápido que abrir uma conta em um banco (Porém, é claro que você
já vai ter que ter uma conta em banco). Na verdade, é tão fácil que você vai se perguntar
porque não fez isso antes e continua com juros de menos de 12% ao ano na Caderneta
de Poupança e tendo que enfrentar fila.
Para executar esse passo eu precisei de:
• Documento de identidade
• CPF
• Comprovante de endereço
• Uma conta corrente.
• Preenchimento de um cadastro.
• Assinatura de contrato.
Você foi bem tratado?
Essa é óbvia até se você pretende comprar um liqüidificador. Se a loja não o trata bem
você não volta mais. Se o corretor – a pessoa que estará em contato com você – não o
tratar bem, esqueça.
Eu e minha namorada marcamos uma hora na corretora e tivemos uma reunião de
aproximadamente 45 minutos com nosso corretor que pretendia esclarecer alguns
pontos sobre a bolsa e nos conhecer melhor para saber quais os investimentos mais
indicados para nosso perfil. Atendimento altamente personalizado, principalmente
considerando que o montante inicial de nosso investimento não é alto.
Todas as vezes em que ligamos para ele, para tirar dúvidas ou para dar ordens de
compra, foi muito atencioso e paciente apesar de nossa inexperiência.
Dias depois de preencher o cadastro, recebemos os contratos para assinar em casa
acompanhado de um envelope selado para devolvê-lo, evitando assim um deslocamento
desnecessário.
Como posso saber mais sobre a escolha de uma corretora?
• Escolhendo um corretor e abrindo uma conta – parte de um artigo mais longo
que trata sobre compra e venda de ações online.
• Lista de corretoras membro da Bovespa – Não aceite imitações.
De quanto dinheiro preciso para começar a investir na
bolsa
Segundo a área para iniciantes do site da Bovespa, pode-se começar com qualquer
valor.
Não existe um valor mínimo exigido para investir na Bolsa. Isso varia em função do
preço das ações que se deseja comprar e até mesmo da Corretora que você escolher.
Eu mesmo estou começando com apenas R$ 500, o que hoje equivale a pouco mais de
US$ 250 pela atual cotação. Encontrei um corretor e uma empresa disposta a trabalhar a
partir desse valor. Para iniciar está bom.
Foi o suficiente para, no momento, comprar 5 ações da Petrobrás e 3 da Vale do Rio
Doce
Que dinheiro investir na bolsa de valores: como evitar comprometimento emocional
Posso usar o dinheiro que economizei para comprar minha casa para investir na bolsa e
completar o que falta, certo?Errado.
O melhor é investir um montante que não esteja comprometido de nenhuma forma.O
dinheiro para comprar a casa, para a faculdade dos filhos ou para quitar alguma dívida
não deve ser investido na bolsa de valores.
O mercado de ações é extremamente emocional e funciona de maneira emocional.
Quanto mais racional você puder ser, maior vantagem você terá. E, se você está ligado
emocionalmente de alguma forma ao dinheiro investido, isso é mais difícil.
Imagine a situação hipotética:
Em 2001, você tinha R$ 30 mil investidos em ações. Em setembro daquele ano
aconteceu uma tragédia com impacto global e as bolsas do mundo se desestabilizaram.
Muito possivelmente você viu seus R$ 30 mil se transformarem em R$ 10 mil.
Se esse dinheiro era para ser usado no financiamento de sua casa, você pode ter se
assustado e vendido todas as suas ações antes que as coisas piorassem. Mas, se não,
você conseguiu ser racional e esperou.
Meses depois as bolsas se recuperaram e, mais, atingiram patamares muito mais altos.
Quem manteve a calma saiu ganhando. Agora seus R$ 10 mil talvez fossem R$ 90 mil.
Então, antes de colocar o dinheiro na bolsa de valores, faça a pergunta: eu preciso
muito desse dinheiro?
Precisar de dinheiro todo o mundo precisa. Mas o quanto, não é mesmo?
As 5 mentiras que me impediam de investir na bolsa de
valores
Não tenho dinheiro suficiente: esperar juntar uma certa quantidade de dinheiro antes
de começar vai atrasá-lo. Você pode começar a investir com qualquer valor.
1. A bolsa de valores é muito complicada: ainda que você não queira ser um
especialista no assunto, as corretoras têm interesse em orientá-lo no
investimento que melhor se adequa a seu perfil.
2. A bolsa de valores é um jogo de azar: se você não sabe o que está fazendo, até
atravessar a rua é arriscado. A bolsa têm seus riscos, mas se você souber onde
está se metendo e tiver uma certa prudência, as chances de ter lucros maiores do
que na renda fixa são bem grandes.
3. O preço das ações é imprevisível: isso não é verdade. Embora não haja um
sistema com cem por cento de certeza sobre o movimento dos preços das ações,
existem métodos que podem prever as altas e as baixas dos papéis com precisão
suficiente para tornar seu investimento mais seguro.
4. É difícil começar a investir na bolsa: começar qualquer coisa é difícil. É a lei
da inércia. Mas começar a investir na bolsa, em si, é fácil. Mais fácil até do que
abrir uma conta corrente comum em um banco.
Tendência primária, secundária e terciária
Para poder operar de acordo com a tendência, é preciso saber identificá-la. Claro.
Mas você sabia que existem três tendências? Do maior para o menor prazo: primária,
secundária e terciária.
Tendência primária
É a tendência principal de um mercado.
Não chega a ser uma ciência exata a determinação da duração de uma tendência
primária, mas ela pode ser de um, dois ou mais anos.
Olhe para o gráfico do Índice da Bovespa desde meados do ano 2002 e pode-se dizer
que a tendência primária de alta do mercado ainda se mantém, mesmo com os tropeços
dos últimos meses.
Para longos períodos, longas periodicidades. Usemos a mensal. A melhor escala, neste
caso é a logarítmica:
(este gráfico pode ser visualizado gratuitamente na ADVFN)
Vê? Topos e fundos ascendentes. Neste instante temos a provável formação de um
fundo abaixo do fundo anterior. Se, nos próximos meses, for formado um topo
abaixo do topo anterior, teremos a provável confirmação da mudança de tendência
primária.
Pra ser bem sincero, fazia tempo em que um fundo não era formado tão acentuadamente
na Bovespa. Em ocasiões anteriores, a partir de 2003, tenho a impressão de que a bolsa
mais andou de lado do que outra coisa.
Tendência secundária
No gráfico acima, cada barrinha representa um mês. Cada uma delas seria
aproximadamente formada por 20 pregões.
Para entender a tendência secundária, apelo para explicações do site da Nelógica.
Em um mercado de alta, após um impulso para cima que forma um novo topo (mais alto
que o anterior), temos uma correção que forma um novo fundo (também mais alto que o
fundo anterior). Em uma tendência de baixa o oposto acontece, após uma queda que
forma um fundo mais baixo, acontece uma reação que cria um topo mais baixo. O
conjunto desses impulsos e correções dentro de uma tendência primária são as
chamadas tendências secundárias. Uma tendência secundária dura de 3 semanas a
alguns meses e pode corrigir até dois terços da tendência primária que ela faz
parte.
Se você olhar no gráfico acima, verá que no começo de 2004 houve uma pequena
correção para baixo para formar um novo fundo.
Isso não foi uma linha reta. Se olhássemos esse período menor – de alguns meses -,
usando uma periodicidade também menor, semanal – como se usássemos uma lupa –
veríamos que essa tendência secundária assumida pelo Ibovespa também é formada por
topos e fundos. No caso – por ser uma tendência secundária de baixa -, por fundos e
topos descendentes.
Tendência Terciária
Acionamos nossa lupa novamente e observamos a tendência secundária que usamos no
nosso exemplo, a do início de 2004. Desta vez, usando uma periodicidade ainda menro,
diária (cada candle corresponde a um pregão), detectamos que durante algumas
semanas, houve uma tendência terciária de alta. Mas as tendências terciárias de baixa
predominaram a ponto de aquele fundo ter se formado.
Mas é fundamental entender que, na Bolsa de Valores os preços nunca caminham em
linha reta. Para subir é preciso pequenas descidas de vez em quanto. Para descer, é
preciso pequenas descidas.
A esses movimentos chamamos de correções.
Segundo o site da Nelógica:
As tendências terciárias fazem parte das secundárias. São movimentos menores de, em
média, até 3 semanas. Elas se comportam em relação às tendências secundárias da
mesma maneira que as secundárias em relação às primárias. Quando estamos analisando
o mercado é interessante classificar as tendências do movimento atual, assim, podemos
avaliar melhor as ações a serem tomadas dentro de nossa estratégia operacional.
E, acima de tudo, é importante saber o que se quer obter da bolsa, qual o plano que você
está usando e qual a periodicidade em que você opera.
Topos e fundos; Suportes e Resistências
Publicado em 3.07.2007
Publicado por Marco Carvalho nas categorias Ações
17 Comentários
Candles
Para falar sobre isso eu primeiro deveria explicar o que são candles, mas está tão bem
explicado no Blog do Iniciante na Bolsa, do Alessandro Martins, que prefiro somente
linkar.
Topos e fundos
Tudo aquilo que estiver condicionado a regra da oferta e da procura, como é o caso das
ações, commodits, etc., faz movimentos para cima e para baixo. Quando um preço
chega a um determinado patamar e começa a retornar, chamamos aquele preço mais alto
de topo. Quando isso acontece na ponta de baixo, chamamos de fundo. Veja o gráfico
de candles:
Demarquei alguns topos e alguns fundos. É importante entender este conceito pois topos
e fundos acescentes demonstram tendência de alta, topos e fundos descendentes
demonstram tendência de baixa. Para ficar mais claro, olhe o gráfico e perceba que
quando os preços estão caindo os topos vão ficando cada vez mais baixos, assim como
os fundos. O inverso acontece quando os preços começam a subir.
Os preços sobem ou descem em forma de raio e nunca em linha reta. Esse movimento
de ao subir, descer um pouco e retomar o movimento de alta chama-se correção ou
pivot (lê-se: pivô). É através dos topos e fundos que define-se a tendendia de baixa, alta
ou lateral.
Assimile
• Topos e fundos ascendentes: Alta;
• Topos e fundos descendentes: baixa;
• Topos e fundos fazendo linhas paralelas: lado/lateral/congestão.
Através dos topos e fundos que podemos definir
Preço Memória
Imagine ir ao mercado comprar refrigerante. Você o faz comprando uma garrafa a R$
1,00. Em outro momento você volta ao mercado e encontra o mesmo refrigerante a
R$1,50 e considera que está muito caro e não quer comprar. Em outra incursão,
descobre o “gasoso” a R$ 0,70 e considera uma pechincha e leva dois para aproveitar o
preço barato.
Isso é o Preço Memória, consideramos um valor barato e o outro caro. Com ações
acontece o mesmo e é justamente nestes dois pontos que acontecem as resistências e os
suportes. Os suportes são quando os compradores começam a achar que está barato e
começam a comprar. Analogamente o inverso acontece nas resistências. Isso é tão
importante que em uma escala de importância nos indicadores usados na análise técnica
suportes e resistência estão em primeiro lugar.
Suportes e Resistências
Para traçar os suportes e resistências faz-se um traço na horizontal para
ligar os topos ou os fundos. Essa é a ferramenta imprescindível,
sem ela não há análise que dê certo. O melhor suporte é aquele que
foi resistência anteriormente como mostro no exemplo acima.
Sempre que os preços chegam aos suportes ou resistências chamamos isso de testar o
suporte/resistência. Ao bater em uma dessas barreiras os preços tendem a recuar um
pouco e quando os preços as atravessam chamamos isso de rompimento, justamente
onde entram as Teorias de Dow a saber: Todo rompimento deve ser confirmado pelo
volume e por outro índice.
É no rompimento que está o ponto de entrada e saída do merado. No exemplo existem
dois pontos de entrada, assinalados pelas linhas verdes, onde foram rompidas as
resistências. Calma, não faça nenhuma compra ainda. Precisamos aprender antes como
confirmar estes rompimentos e esse será o assunto de próximos posts.
Para fixar
• Tende definir você o que são topos e fundos, sabe identificá-los em um gráfico?
• Suportes e resistências são topos ou fundos conectados por uma linha horizontal.
• Os melhores suportes/resistências são aqueles que foram resistências/suportes
anteriormente.
• Quando mais vezes um suporte/resistência for testado, mais forte ele é.
Use “stops” para proteger o que você já ganhou na
bolsa de valores
Hoje a VALE5, não bastasse o que vinha subindo desde quinta-feira passada, abriu o
pregão na Bovespa em um gap considerável. Basicamente, o seu valor mais baixo de
hoje ficou acima do mais alto de ontem.
O alerta chegou por email, dado pelo Marco ao iniciante aqui.
Hoje a Vale abriu em gap de alta… ótimo!! Mas a parada agora é você colocar um stop
na posição para garantir a gordura… A metodologia é colocá-lo um pouco abaixo da
mínima de hoje. Ou seja, uns R$79,5, porque assim, se por alguma desventura o preço
despencar, ao bater no R$ 79,50, a corretora vende automaticamente e você garante o
lucro entre o seu preço de compra e o stop.
Foi rapidinho. Liguei para a minha corretora e coloquei o stop – que, como você deve
ter percebido, é um dispositivo de segurança para os seus investimentos. Caso haja uma
queda brusca – por enquanto, nem sinal disso -, já garanti a porcentagem da corretagem
e ainda um bom lucrinho em relação ao preço que paguei nos papéis.
Às vezes, o iniciante deixa de executar decisões e de tomar medidas importantes para a
segurança de seu dinheiro porque considera que elas são trabalhosas ou que não vale a
pena.
No momento a Vale5 está emR$ 81,48.
Blogs sobre investimentos, educação financeira, ações
e bolsa de valores
No começo eu achei que seria difícil encontrar outros blogs que tratassem com maior
preocupação dos mesmos temas que pretendo abordar. Fiquei surpreso e mordi a língua
pois em menos de duas semanas de inaugurado o novo site, já tenho em meu agregador
de feeds diversos blogs que convido meus leitores a acompanharem também.
1. Como comprar meias
2. Dinheirama
3. Mercado Financeiro
4. Trading Quantitativo
5. Seagull Trading
6. Dr Fox Investor Blog
7. Forex/RDO/1/2/3/50 Pips
8. AC Investor Blog
9. Mensalinho
10. Stock Buster
11. Bull Trading X
12. I Invested in my Way
13. CHR Investor
14. Finanças S.A.
Alguns são atualizados com mais frequência que outros, um certo número é estrangeiro
– mas sempre há informação interessante que pode ser filtrada – e uns se mantém mais
no foco das finanças que outros.
Vários se prendem à análise e outros preferem ser mais narrativos, mas creio que todos
podem vir a acrescentar nos próximos meses e anos durante os quais devo acompanhá-
los.
Deixo também ao leitor a possibilidade da leitura também desses outros blogs. Se
esqueci de alguém, por favor, me avise.
Existem três formas de se investir em ações:
• Individualmente
Você procura uma Corretora de Valores e abre uma conta naquela que mais
estiver adequada ao seu perfil de investidor (consulte nossa seção Como
escolher uma Corretora) .
Em seguida, com o apoio dos profissionais da Corretora escolhida, seleciona as
empresas das quais deseja se tornar sócio e transmite ao corretor a ordem de
compra daquelas ações. Você pode comprar e vender ações pela internet (home
broker). Antes de escolher a sua corretora, pergunte se ela possui este serviço.
• Veja a lista de Corretoras e escolha a sua
• Clubes de Investimento
Você e seus amigos, familiares ou colegas de trabalho podem formar um Clube
de Investimento. Juntos, os participantes do clube vão somar seus valores, o que
dará um montante maior do que se você investisse sozinho. Além disso,
participando de um clube cria-se o hábito de investir mensalmente.
Para abrir um Clube de Investimento, reúna um grupo de pessoas que tenha um
objetivo comum e procure uma Corretora. Ela dará todas as orientações para a
criação do clube.
Saiba mais sobre os Clubes de Investimento.
• Fundos de Investimento
Você compra cotas de um fundo de ações, administrado por uma Corretora de
Valores, um Banco ou um Gestor de Recursos independente, autorizado pela
CVM.
3) Como escolher as ações?
Para escolher as ações, o investidor deve colocar na balança três fatores:
• a liquidez da ação, ou seja, a facilidade de vender aquela ação quando você
quiser
• o retorno da ação, ou seja, quanto dinheiro você pode ganhar com ela
• o risco da ação, ou seja, quais as chances daquela companhia ter uma queda
agressiva no valor de suas ações por conta de alguma notícia inesperada.
Importante
Antes de iniciar seus investimentos, você deve fazer algumas ponderações. Ganhos a
curto prazo não devem ser a expectativa de quem decide investir em ações. Você não
deve investir neste mercado aquele dinheiro destinado a pagar suas contas do dia-a-dia.
Pense no médio e longo prazo quando decidir investir em ações. Em prazos maiores, é
possível reverter eventuais quedas nos preços das ações que comprar.
Entenda o Mercado de Ações
Este é o seu primeiro contato com a Bolsa e com o mercado de ações? Veja algumas
definições básicas antes de começar a investir na Bolsa.
Introdução
Quanto mais desenvolvida é uma economia, mais ativo é o seu mercado de capitais, o
que se traduz em mais oportunidades para as pessoas, empresas e instituições aplicarem
suas poupanças.
Ao abrir seu capital, uma empresa encontra uma fonte de captação de recursos
financeiros permanentes. A plena abertura de capital acontece quando a empresa lança
suas ações ao público, ou seja, emite ações e as negocia nas bolsas de valores.
E você, ao adquirir ações, passa a ser também sócio da empresa - um acionista.
Ações como formação de patrimônio
Embora o folclore do mercado destaque sempre casos de investidores que tiveram
grandes ganhos no curto prazo na bolsa, não deve ser esta a expectativa de quem decide
investir em ações.
Por ser um investimento de renda variável, o investidor nunca deve comprometer na sua
aquisição de ações recursos que serão necessários para despesas de primeira
necessidade ou gastos imediatos.
É recomendável que o investidor diversifique seus investimentos entre várias opções de
poupança. E dedique ao mercado de ações aquela parcela de recursos sobre a qual tenha
uma perspectiva de retorno de médio e longo prazos, ou seja, o dinheiro que sobra para
um investimento de longo prazo, para formação de patrimônio ou para uma poupança de
5, 10 ou 15 anos.
É importante também que o investidor seja bem assessorado ao decidir suas aplicações.
Acompanhar o noticiário econômico, seguir as publicações legais das companhias,
acessar informações específicas requerem esforço e conhecimentos técnicos
especializados.
As Corretoras e outros intermediários financeiros dispõem de profissionais voltados à
análise de mercado, de setores e de companhias, e com eles o investidor poderá se
informar sobre o momento certo de comprar e vender determinadas ações para obter
melhores resultados.
O investidor pode ainda buscar orientação sobre formas coletivas de investimento, como
clubes e fundos de investimento, sob a administração de instituições e intermediários
financeiros. Caso o investidor opte por deles participar por meio da aquisição de quotas,
a decisão de quando, como e onde aplicar no mercado acionário os recursos dos vários
quotistas é de responsabilidade dessas instituições e intermediários. Mensalmente, o
investidor recebe o extrato demonstrativo de sua posição e pode, a qualquer momento,
informar-se sobre a evolução das quotas, calculada e divulgada diariamente.
Enfim, não importa a forma pela qual se invista, se individual ou coletivamente. O
importante é saber que a ação é, principalmente, uma alternativa de formação de
patrimônio.
Entenda o mercado
Torna-se mais evidente a cada dia a contribuição positiva do mercado de capitais e,
especificamente, o destacado papel do mercado acionário para o desenvolvimento
econômico.
A idéia de que o mercado acionário, notadamente nos países em desenvolvimento,
envolveria apenas negociações na esfera financeira, desprovidas de qualquer impacto
sobre o setor real da economia, mostrou-se definitivamente superada.
De acordo com estudos divulgados pelo Banco Mundial, foi encontrado um alto grau de
correlação entre os indicadores dos mercados acionários e o crescimento médio
verificado no período 1976-96.
A conclusão foi de que o mercado acionário não apenas seguiu o crescimento
econômico, mas proporcionou os meios para prognosticar as taxas futuras de
crescimento do capital, da produtividade e da renda per capita.
São inúmeras as contribuições a serem citadas:
• Ao carregar recursos dos poupadores e disponibilizá-los para o uso dos
investidores, o mercado de ações incentiva não apenas a formação da poupança
interna, mas, particularmente, a geração de poupança de longo prazo. É inegável
a relação entre a formação de poupança com os processos de crescimento auto-
sustentado e manutenção do desenvolvimento econômico.
• O mercado de ações, ao premiar, via maximização dos retornos, o uso eficiente
dos recursos e o momento correto da tomada de decisão, torna o próprio
mercado cada vez mais eficiente e esse efeito é transmitido aos demais setores
da economia. Por sua vez, um mercado eficiente proporciona uma ampla gama
de alternativas de financiamento, isoladamente ou pela combinação entre as
diversas opções, reduzindo custos financeiros, o que contribui decisivamente
para a saúde financeira das empresas, com conseqüente valorização do capital
investido pelos acionistas.
• Um mercado acionário desenvolvido, com bom volume, liquidez e adequada
regulamentação, facilita os negócios de mudança de controle/propriedade e
privatização, o que tem contribuído para o aumento da produtividade econômica
nos últimos anos, em nível global.
• A demanda por informações e demonstrações financeiras de qualidade, por parte
do mercado acionário, é um fator que estimula a cultura empresarial e do público
geral, com frutos para toda a atividade econômica.
• O mercado acionário reflete a opinião dos principais agentes sobre a conjuntura
econômica doméstica e internacional e suas perspectivas, constituindo-se
também em importante formador de opinião. Assim, os diagnósticos e
recomendações originadas desse mercado são elementos que os condutores da
política econômica costumam considerar na tomada de decisões.
• Finalmente, cabe destacar o papel fundamental de um mercado de ações
eficiente e desenvolvido para atrair, maximizar e consolidar a presença e
permanência do capital externo.
Valor da informação
O mercado de ações é movido a informação. Todos os agentes demandam informações
sobre as companhias, os agregados setoriais e macroeconômicos, os negócios realizados
e em andamento e os respectivos investidores.
A informação sobre o passado e o presente é, de início, utilizada para a avaliação de
desempenho de uma ação ou do mercado como um todo. Mas a utilização mais nobre da
informação é servir como base para projetar o comportamento futuro.
As mesmas informações podem gerar interpretações diferenciadas. Isso acontece
normalmente, resultando em comportamentos diferenciados, como por exemplo, alguns
considerarem que é momento de vender determinada ação, enquanto outros tantos
decidem que é hora de comprar. Nesse caso, muitos negócios seriam fechados, sem que
fosse exercida qualquer pressão sobre o movimento dos preços.
Para evitar análises equivocadas, o investidor conta com um profissional especializado,
o analista de mercado. Atuando de forma independente ou como funcionário de uma
instituição intermediária (Corretora de Valores), o analista deve sempre ser consultado
antes de se tomar decisões quanto à composição de carteiras de investimento e ao
momento mais adequado à compra e venda de ações.
Esses profissionais estão constantemente atentos às informações obrigatórias e
voluntárias divulgadas pelas empresas e aos diversos indicadores de conjuntura setorial,
macroeconômica e de mercado. Com esse conjunto de informações, podem projetar
desempenhos e retornos e calcular o preço justo das ações, derivando daí suas
recomendações.
Saiba mais sobre as Corretoras do Mercado de Ações da BM&FBOVESPA
Obrigatórias ou espontâneas, as informações são alvo de cuidadosa regulamentação por
parte do órgão regulador do mercado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e das
bolsas de valores, objetivando evitar a chamada "informação privilegiada".
Esta significa a informação fornecida de forma restrita a certos agentes, pelas empresas
ou por intermediários, em menor tempo ou melhor qualidade ou quantidade do que a
distribuída ao público em geral, possibilitando ganhos resultantes do diferencial de
informações, aos favorecidos por tal prática.
A regra básica vigente é que toda a comunidade dos investidores receba as mesmas
informações ao mesmo tempo, cabendo punições para os infratores.
Riscos
Ações são ativos de renda variável, ou seja, não oferecem ao investidor uma
rentabilidade garantida, previamente conhecida. Por não oferecer uma garantia de
retorno, este é um investimento considerado de risco.
A rentabilidade dos investidores é composta de dividendos ou participação nos
resultados e benefícios concedidos pela empresa emissora, além do eventual ganho de
capital advindo da venda da ação no mercado secundário (Bolsa de Valores). O retorno
do investimento dependerá de uma série de fatores, tais como desempenho da empresa,
comportamento da economia brasileira e internacional etc.
Por esse motivo, é aconselhável que o investidor não dependa do recurso aplicado em
ações para gastos imediatos e que tenha um horizonte de investimento de médio e longo
prazos, quando eventuais desvalorizações das ações poderão ser revertidas.

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Como investir na bolsa

  • 1. Como investir na Bolsa: tenho alguns artigos que podem ajudar nos seus investimentos na Bovespa, aprender a comprar ações e aumentar a cotação do futuro de seu dinheiro. O ideal mesmo é fazer um investimento em um curso sobre a bolsa de valores ou mesmo dispender algum tempo em um simulador da bolsa antes de dar um passo mais comprometido. Em todo o caso, os artigos a seguir podem ajudar: 14 Dicas ao Novatos: Eu não investiria em ações… 1. … que não fossem integrantes do Índice Bovespa. Particularmente eu ficaria nas cinco primeiras maiores participações do índice. Melhor ainda, nas duas primeiras: VALE 5 e PETR4. 2. … que não estivessem em clara e absoluta tendência de alta 3. … se ainda não conseguisse identificar uma tendência primária, secundária e terciária 4. … se não soubesse identificar topos, fundos, suportes e resistências 5. … sem saber como dar ordens de stop e, sabendo, não compraria ações sem imediatamente dar ordens de stop 6. … se não tivesse conversado franca e pessoalmente com pelo menos duas pessoas que já têm uma boa experiência nos mercados. 7. … se já não tivesse lido pelo menos um bom livro sobre a bolsa se valores. 8. … se não lesse diariamente sobre a bolsa de valores em portais de notícias e em blogs especializados em finanças e bolsa de valores. 9. … se não tivesse a disciplina para acompanhar diariamente, ou ao menos semanalmente, as cotações daquelas em que eu estiver comprado. 10. … com todas as minhas economias. 11. … se não tivesse total responsabilidade sobre meus atos. 12. … com dinheiro emocionalmente comprometido. 13. … se não pudesse encarar possíveis e muito prováveis perdas 14. E mais importante: eu não investiria em ações se não tivesse entendido o motivo de absolutamente todos os itens desta lista. 5 Passos simples para começar a investir em bolsa de valores Eu pincei esses passos da área de iniciantes da Bovespa. No entanto, procurei acrescentar links de artigos que já escrevi para enriquecer seu aprendizado. A facilidade de se começar a investir será um dos pontos em que baterei com freqüência pois é notável o número de pessoas que não investe na bolsa por achar isso algo inacessível e difícil. 1. O investidor procura uma Corretora Membro da Bovespa e preenche um cadastro contratando seus serviços. Este é um passo importante, pois a corretora além de cuidar de seu dinheiro vai orientar você principalmente em seus primeiros passos. Saiba mais sobre como escolher a sua corretora.
  • 2. 2. Com a assessoria da Corretora, o investidor escolhe a ação ou as ações que deseja comprar e dá a ordem para a Corretora. O seu corretor vai conversar com você e tentar descobrir qual o seu perfil de investidor, se mais arrojado ou alguém que busca mais segurança e lucros certos ainda que menores. Ele vai orientá-lo sobre que dinheiro é melhor investir na bolsa, qual é o valor mínimo para começar e que postura assumir no início enquanto aprende mais sobre o mercado de ações. 3. A Corretora executa a ordem dada pelo investidor, comprando a ação na Bovespa. É simples assim. Você faz uma ligação para o seu corretor e em menos de um minuto sua ordem é cumprida. Suas ações estão vendidas ou já foram compradas. 4. O cliente efetua o pagamento para a Corretora – com recursos previamente depositados. Antes de tudo, você deposita o valor a ser investido na sua conta na corretora. E só então as ações são compradas de acordo com suas ordens. 5. A Corretora credita as ações adquiridas pelo investidor em sua conta de custódia, na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia. A CBLC nada mais é que a responsável pela compensação e liquidação de operações realizadas no mercado a vista da Bovespa. Como investir na bolsa de valores Ele faz parte do conteúdo do site Portal do Investidor, mantido pelo Ministério da Fazenda, mas na verdade foi produzido pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). No Portal do Investidor, você ainda poderá ver outros vídeos básicos sobre finanças pessoais e investimentos. O site inteiro, aliás, é visita obrigatória para quem está começando na bolsa. Eu mesmo devo fazer uma imersão e trazer para você o que de mais interessante encontrar ali. Neste vídeo que aqui disponibilizo, a repórter Adriana Souza e Silva dá um panorama sobre: • fundos de investimento • ações • títulos da dívida pública Chamo a atenção para o momento em que ela fala sobre o que é a CBLC (Companhia Brasileira Liquidação e Custódia) e quais as suas funções, pois ajuda a entender melhor alguns mecanismos da bolsa de valores. Fique atento também quando o assunto for taxas e corretagem. Por uma questão de facilidade para meu leitor, tomei a liberdade de colocar o vídeo no YouTube. Se – apesar de eu dar os devidos créditos e acreditar que trata-se de um material de divulgação gratuita – eu estiver violando algum direito autoral, peço que os responsáveis me avisem para que, desta forma, eu apenas faça um link para o site original.
  • 3. Como escolher uma corretora para investir na bolsa Escolher a corretora é a primeira decisão que você vai tomar depois de resolver entrar na bolsa de valores. É ela quem vai fazer o meio de campo entre você e a Bovespa. Você transmite a ordem de compra e venda e a empresa – mais especificamente seu corretor – executa. Por isso, essa escolha pode influenciar toda a sua experiência a seguir, a curto e a médio prazo. Ela é membro da Bovespa? Procure uma corretora entre as diversas que são membro da Bovespa. Se alguma empresa o procurar, verifique antes se ela faz parte da lista. Qual o valor mínimo para se cadastrar? Nem todas corretoras operam com valores baixos e certamente todas operam com valores altos. Mas, também certamente, com um pouco de pesquisa, você encontrará uma de qualidade perfeita para seu perfil. Quais são os custos? Cada corretora tem uma política de custos diferente. Procure uma que se adeque ao seu perfil. A que eu escolhi cobra 2% sobre a movimentação de venda de valores até R$ 498,62 e essa taxa cai até o limite de 0,5% na medida em que os valores se aproximam de R$ 3029. Essas porcentagens são importantes, afinal se – no meu caso- eu tiver um lucro abaixo de 2% em algum momento, isso não é suficiente para que valha a pena eu vender as ações que os proporcionaram. Um exemplo fictício: Em determinado momento, algumas ações minhas no valor de R$ 100 subiram 2%. Agora eu tenho R$ 102. Se eu vendê-las, a corretora ficará com R$ 2,04. Ei! Esse era o meu lucro!Entendeu? Fique atento, pois algumas corretoras abrem mão da porcentagem e mantém um valor fixo muito baixo que pode parecer vantajoso em um primeiro momento, mas cobram uma taxa mensal fixa, uma taxa de custódia das ações ou uma taxa de conta inativa – que para quem pretende investir a longo prazo é pouco vantajosa. O barato pode sair caro. Para saber mais sobre isso, leia o artigo sobre taxas de corretoras no blog Dinheirama. Qual a burocracia do cadastro em uma corretora? É muito mais fácil e rápido que abrir uma conta em um banco (Porém, é claro que você já vai ter que ter uma conta em banco). Na verdade, é tão fácil que você vai se perguntar porque não fez isso antes e continua com juros de menos de 12% ao ano na Caderneta de Poupança e tendo que enfrentar fila.
  • 4. Para executar esse passo eu precisei de: • Documento de identidade • CPF • Comprovante de endereço • Uma conta corrente. • Preenchimento de um cadastro. • Assinatura de contrato. Você foi bem tratado? Essa é óbvia até se você pretende comprar um liqüidificador. Se a loja não o trata bem você não volta mais. Se o corretor – a pessoa que estará em contato com você – não o tratar bem, esqueça. Eu e minha namorada marcamos uma hora na corretora e tivemos uma reunião de aproximadamente 45 minutos com nosso corretor que pretendia esclarecer alguns pontos sobre a bolsa e nos conhecer melhor para saber quais os investimentos mais indicados para nosso perfil. Atendimento altamente personalizado, principalmente considerando que o montante inicial de nosso investimento não é alto. Todas as vezes em que ligamos para ele, para tirar dúvidas ou para dar ordens de compra, foi muito atencioso e paciente apesar de nossa inexperiência. Dias depois de preencher o cadastro, recebemos os contratos para assinar em casa acompanhado de um envelope selado para devolvê-lo, evitando assim um deslocamento desnecessário. Como posso saber mais sobre a escolha de uma corretora? • Escolhendo um corretor e abrindo uma conta – parte de um artigo mais longo que trata sobre compra e venda de ações online. • Lista de corretoras membro da Bovespa – Não aceite imitações. De quanto dinheiro preciso para começar a investir na bolsa Segundo a área para iniciantes do site da Bovespa, pode-se começar com qualquer valor. Não existe um valor mínimo exigido para investir na Bolsa. Isso varia em função do preço das ações que se deseja comprar e até mesmo da Corretora que você escolher. Eu mesmo estou começando com apenas R$ 500, o que hoje equivale a pouco mais de US$ 250 pela atual cotação. Encontrei um corretor e uma empresa disposta a trabalhar a partir desse valor. Para iniciar está bom.
  • 5. Foi o suficiente para, no momento, comprar 5 ações da Petrobrás e 3 da Vale do Rio Doce Que dinheiro investir na bolsa de valores: como evitar comprometimento emocional Posso usar o dinheiro que economizei para comprar minha casa para investir na bolsa e completar o que falta, certo?Errado. O melhor é investir um montante que não esteja comprometido de nenhuma forma.O dinheiro para comprar a casa, para a faculdade dos filhos ou para quitar alguma dívida não deve ser investido na bolsa de valores. O mercado de ações é extremamente emocional e funciona de maneira emocional. Quanto mais racional você puder ser, maior vantagem você terá. E, se você está ligado emocionalmente de alguma forma ao dinheiro investido, isso é mais difícil. Imagine a situação hipotética: Em 2001, você tinha R$ 30 mil investidos em ações. Em setembro daquele ano aconteceu uma tragédia com impacto global e as bolsas do mundo se desestabilizaram. Muito possivelmente você viu seus R$ 30 mil se transformarem em R$ 10 mil. Se esse dinheiro era para ser usado no financiamento de sua casa, você pode ter se assustado e vendido todas as suas ações antes que as coisas piorassem. Mas, se não, você conseguiu ser racional e esperou. Meses depois as bolsas se recuperaram e, mais, atingiram patamares muito mais altos. Quem manteve a calma saiu ganhando. Agora seus R$ 10 mil talvez fossem R$ 90 mil. Então, antes de colocar o dinheiro na bolsa de valores, faça a pergunta: eu preciso muito desse dinheiro? Precisar de dinheiro todo o mundo precisa. Mas o quanto, não é mesmo? As 5 mentiras que me impediam de investir na bolsa de valores Não tenho dinheiro suficiente: esperar juntar uma certa quantidade de dinheiro antes de começar vai atrasá-lo. Você pode começar a investir com qualquer valor. 1. A bolsa de valores é muito complicada: ainda que você não queira ser um especialista no assunto, as corretoras têm interesse em orientá-lo no investimento que melhor se adequa a seu perfil. 2. A bolsa de valores é um jogo de azar: se você não sabe o que está fazendo, até atravessar a rua é arriscado. A bolsa têm seus riscos, mas se você souber onde está se metendo e tiver uma certa prudência, as chances de ter lucros maiores do que na renda fixa são bem grandes.
  • 6. 3. O preço das ações é imprevisível: isso não é verdade. Embora não haja um sistema com cem por cento de certeza sobre o movimento dos preços das ações, existem métodos que podem prever as altas e as baixas dos papéis com precisão suficiente para tornar seu investimento mais seguro. 4. É difícil começar a investir na bolsa: começar qualquer coisa é difícil. É a lei da inércia. Mas começar a investir na bolsa, em si, é fácil. Mais fácil até do que abrir uma conta corrente comum em um banco. Tendência primária, secundária e terciária Para poder operar de acordo com a tendência, é preciso saber identificá-la. Claro. Mas você sabia que existem três tendências? Do maior para o menor prazo: primária, secundária e terciária. Tendência primária É a tendência principal de um mercado. Não chega a ser uma ciência exata a determinação da duração de uma tendência primária, mas ela pode ser de um, dois ou mais anos. Olhe para o gráfico do Índice da Bovespa desde meados do ano 2002 e pode-se dizer que a tendência primária de alta do mercado ainda se mantém, mesmo com os tropeços dos últimos meses. Para longos períodos, longas periodicidades. Usemos a mensal. A melhor escala, neste caso é a logarítmica:
  • 7. (este gráfico pode ser visualizado gratuitamente na ADVFN) Vê? Topos e fundos ascendentes. Neste instante temos a provável formação de um fundo abaixo do fundo anterior. Se, nos próximos meses, for formado um topo abaixo do topo anterior, teremos a provável confirmação da mudança de tendência primária. Pra ser bem sincero, fazia tempo em que um fundo não era formado tão acentuadamente na Bovespa. Em ocasiões anteriores, a partir de 2003, tenho a impressão de que a bolsa mais andou de lado do que outra coisa. Tendência secundária No gráfico acima, cada barrinha representa um mês. Cada uma delas seria aproximadamente formada por 20 pregões. Para entender a tendência secundária, apelo para explicações do site da Nelógica. Em um mercado de alta, após um impulso para cima que forma um novo topo (mais alto que o anterior), temos uma correção que forma um novo fundo (também mais alto que o fundo anterior). Em uma tendência de baixa o oposto acontece, após uma queda que forma um fundo mais baixo, acontece uma reação que cria um topo mais baixo. O conjunto desses impulsos e correções dentro de uma tendência primária são as chamadas tendências secundárias. Uma tendência secundária dura de 3 semanas a alguns meses e pode corrigir até dois terços da tendência primária que ela faz parte. Se você olhar no gráfico acima, verá que no começo de 2004 houve uma pequena correção para baixo para formar um novo fundo. Isso não foi uma linha reta. Se olhássemos esse período menor – de alguns meses -, usando uma periodicidade também menor, semanal – como se usássemos uma lupa – veríamos que essa tendência secundária assumida pelo Ibovespa também é formada por topos e fundos. No caso – por ser uma tendência secundária de baixa -, por fundos e topos descendentes. Tendência Terciária Acionamos nossa lupa novamente e observamos a tendência secundária que usamos no nosso exemplo, a do início de 2004. Desta vez, usando uma periodicidade ainda menro, diária (cada candle corresponde a um pregão), detectamos que durante algumas semanas, houve uma tendência terciária de alta. Mas as tendências terciárias de baixa predominaram a ponto de aquele fundo ter se formado. Mas é fundamental entender que, na Bolsa de Valores os preços nunca caminham em linha reta. Para subir é preciso pequenas descidas de vez em quanto. Para descer, é preciso pequenas descidas. A esses movimentos chamamos de correções.
  • 8. Segundo o site da Nelógica: As tendências terciárias fazem parte das secundárias. São movimentos menores de, em média, até 3 semanas. Elas se comportam em relação às tendências secundárias da mesma maneira que as secundárias em relação às primárias. Quando estamos analisando o mercado é interessante classificar as tendências do movimento atual, assim, podemos avaliar melhor as ações a serem tomadas dentro de nossa estratégia operacional. E, acima de tudo, é importante saber o que se quer obter da bolsa, qual o plano que você está usando e qual a periodicidade em que você opera. Topos e fundos; Suportes e Resistências Publicado em 3.07.2007 Publicado por Marco Carvalho nas categorias Ações 17 Comentários Candles Para falar sobre isso eu primeiro deveria explicar o que são candles, mas está tão bem explicado no Blog do Iniciante na Bolsa, do Alessandro Martins, que prefiro somente linkar. Topos e fundos Tudo aquilo que estiver condicionado a regra da oferta e da procura, como é o caso das ações, commodits, etc., faz movimentos para cima e para baixo. Quando um preço chega a um determinado patamar e começa a retornar, chamamos aquele preço mais alto de topo. Quando isso acontece na ponta de baixo, chamamos de fundo. Veja o gráfico de candles: Demarquei alguns topos e alguns fundos. É importante entender este conceito pois topos e fundos acescentes demonstram tendência de alta, topos e fundos descendentes demonstram tendência de baixa. Para ficar mais claro, olhe o gráfico e perceba que quando os preços estão caindo os topos vão ficando cada vez mais baixos, assim como os fundos. O inverso acontece quando os preços começam a subir. Os preços sobem ou descem em forma de raio e nunca em linha reta. Esse movimento de ao subir, descer um pouco e retomar o movimento de alta chama-se correção ou pivot (lê-se: pivô). É através dos topos e fundos que define-se a tendendia de baixa, alta ou lateral. Assimile • Topos e fundos ascendentes: Alta; • Topos e fundos descendentes: baixa; • Topos e fundos fazendo linhas paralelas: lado/lateral/congestão. Através dos topos e fundos que podemos definir
  • 9. Preço Memória Imagine ir ao mercado comprar refrigerante. Você o faz comprando uma garrafa a R$ 1,00. Em outro momento você volta ao mercado e encontra o mesmo refrigerante a R$1,50 e considera que está muito caro e não quer comprar. Em outra incursão, descobre o “gasoso” a R$ 0,70 e considera uma pechincha e leva dois para aproveitar o preço barato. Isso é o Preço Memória, consideramos um valor barato e o outro caro. Com ações acontece o mesmo e é justamente nestes dois pontos que acontecem as resistências e os suportes. Os suportes são quando os compradores começam a achar que está barato e começam a comprar. Analogamente o inverso acontece nas resistências. Isso é tão importante que em uma escala de importância nos indicadores usados na análise técnica suportes e resistência estão em primeiro lugar. Suportes e Resistências Para traçar os suportes e resistências faz-se um traço na horizontal para ligar os topos ou os fundos. Essa é a ferramenta imprescindível, sem ela não há análise que dê certo. O melhor suporte é aquele que foi resistência anteriormente como mostro no exemplo acima. Sempre que os preços chegam aos suportes ou resistências chamamos isso de testar o suporte/resistência. Ao bater em uma dessas barreiras os preços tendem a recuar um pouco e quando os preços as atravessam chamamos isso de rompimento, justamente onde entram as Teorias de Dow a saber: Todo rompimento deve ser confirmado pelo volume e por outro índice. É no rompimento que está o ponto de entrada e saída do merado. No exemplo existem dois pontos de entrada, assinalados pelas linhas verdes, onde foram rompidas as resistências. Calma, não faça nenhuma compra ainda. Precisamos aprender antes como confirmar estes rompimentos e esse será o assunto de próximos posts. Para fixar • Tende definir você o que são topos e fundos, sabe identificá-los em um gráfico? • Suportes e resistências são topos ou fundos conectados por uma linha horizontal. • Os melhores suportes/resistências são aqueles que foram resistências/suportes anteriormente. • Quando mais vezes um suporte/resistência for testado, mais forte ele é. Use “stops” para proteger o que você já ganhou na bolsa de valores Hoje a VALE5, não bastasse o que vinha subindo desde quinta-feira passada, abriu o pregão na Bovespa em um gap considerável. Basicamente, o seu valor mais baixo de hoje ficou acima do mais alto de ontem.
  • 10. O alerta chegou por email, dado pelo Marco ao iniciante aqui. Hoje a Vale abriu em gap de alta… ótimo!! Mas a parada agora é você colocar um stop na posição para garantir a gordura… A metodologia é colocá-lo um pouco abaixo da mínima de hoje. Ou seja, uns R$79,5, porque assim, se por alguma desventura o preço despencar, ao bater no R$ 79,50, a corretora vende automaticamente e você garante o lucro entre o seu preço de compra e o stop. Foi rapidinho. Liguei para a minha corretora e coloquei o stop – que, como você deve ter percebido, é um dispositivo de segurança para os seus investimentos. Caso haja uma queda brusca – por enquanto, nem sinal disso -, já garanti a porcentagem da corretagem e ainda um bom lucrinho em relação ao preço que paguei nos papéis. Às vezes, o iniciante deixa de executar decisões e de tomar medidas importantes para a segurança de seu dinheiro porque considera que elas são trabalhosas ou que não vale a pena. No momento a Vale5 está emR$ 81,48. Blogs sobre investimentos, educação financeira, ações e bolsa de valores No começo eu achei que seria difícil encontrar outros blogs que tratassem com maior preocupação dos mesmos temas que pretendo abordar. Fiquei surpreso e mordi a língua pois em menos de duas semanas de inaugurado o novo site, já tenho em meu agregador de feeds diversos blogs que convido meus leitores a acompanharem também. 1. Como comprar meias 2. Dinheirama 3. Mercado Financeiro 4. Trading Quantitativo 5. Seagull Trading 6. Dr Fox Investor Blog 7. Forex/RDO/1/2/3/50 Pips 8. AC Investor Blog 9. Mensalinho 10. Stock Buster 11. Bull Trading X 12. I Invested in my Way 13. CHR Investor 14. Finanças S.A. Alguns são atualizados com mais frequência que outros, um certo número é estrangeiro – mas sempre há informação interessante que pode ser filtrada – e uns se mantém mais no foco das finanças que outros.
  • 11. Vários se prendem à análise e outros preferem ser mais narrativos, mas creio que todos podem vir a acrescentar nos próximos meses e anos durante os quais devo acompanhá- los. Deixo também ao leitor a possibilidade da leitura também desses outros blogs. Se esqueci de alguém, por favor, me avise. Existem três formas de se investir em ações: • Individualmente Você procura uma Corretora de Valores e abre uma conta naquela que mais estiver adequada ao seu perfil de investidor (consulte nossa seção Como escolher uma Corretora) . Em seguida, com o apoio dos profissionais da Corretora escolhida, seleciona as empresas das quais deseja se tornar sócio e transmite ao corretor a ordem de compra daquelas ações. Você pode comprar e vender ações pela internet (home broker). Antes de escolher a sua corretora, pergunte se ela possui este serviço. • Veja a lista de Corretoras e escolha a sua • Clubes de Investimento Você e seus amigos, familiares ou colegas de trabalho podem formar um Clube de Investimento. Juntos, os participantes do clube vão somar seus valores, o que dará um montante maior do que se você investisse sozinho. Além disso, participando de um clube cria-se o hábito de investir mensalmente. Para abrir um Clube de Investimento, reúna um grupo de pessoas que tenha um objetivo comum e procure uma Corretora. Ela dará todas as orientações para a criação do clube. Saiba mais sobre os Clubes de Investimento. • Fundos de Investimento Você compra cotas de um fundo de ações, administrado por uma Corretora de Valores, um Banco ou um Gestor de Recursos independente, autorizado pela CVM. 3) Como escolher as ações? Para escolher as ações, o investidor deve colocar na balança três fatores: • a liquidez da ação, ou seja, a facilidade de vender aquela ação quando você quiser • o retorno da ação, ou seja, quanto dinheiro você pode ganhar com ela • o risco da ação, ou seja, quais as chances daquela companhia ter uma queda agressiva no valor de suas ações por conta de alguma notícia inesperada.
  • 12. Importante Antes de iniciar seus investimentos, você deve fazer algumas ponderações. Ganhos a curto prazo não devem ser a expectativa de quem decide investir em ações. Você não deve investir neste mercado aquele dinheiro destinado a pagar suas contas do dia-a-dia. Pense no médio e longo prazo quando decidir investir em ações. Em prazos maiores, é possível reverter eventuais quedas nos preços das ações que comprar. Entenda o Mercado de Ações Este é o seu primeiro contato com a Bolsa e com o mercado de ações? Veja algumas definições básicas antes de começar a investir na Bolsa. Introdução Quanto mais desenvolvida é uma economia, mais ativo é o seu mercado de capitais, o que se traduz em mais oportunidades para as pessoas, empresas e instituições aplicarem suas poupanças. Ao abrir seu capital, uma empresa encontra uma fonte de captação de recursos financeiros permanentes. A plena abertura de capital acontece quando a empresa lança suas ações ao público, ou seja, emite ações e as negocia nas bolsas de valores. E você, ao adquirir ações, passa a ser também sócio da empresa - um acionista. Ações como formação de patrimônio Embora o folclore do mercado destaque sempre casos de investidores que tiveram grandes ganhos no curto prazo na bolsa, não deve ser esta a expectativa de quem decide investir em ações. Por ser um investimento de renda variável, o investidor nunca deve comprometer na sua aquisição de ações recursos que serão necessários para despesas de primeira necessidade ou gastos imediatos. É recomendável que o investidor diversifique seus investimentos entre várias opções de poupança. E dedique ao mercado de ações aquela parcela de recursos sobre a qual tenha uma perspectiva de retorno de médio e longo prazos, ou seja, o dinheiro que sobra para um investimento de longo prazo, para formação de patrimônio ou para uma poupança de 5, 10 ou 15 anos. É importante também que o investidor seja bem assessorado ao decidir suas aplicações. Acompanhar o noticiário econômico, seguir as publicações legais das companhias, acessar informações específicas requerem esforço e conhecimentos técnicos especializados. As Corretoras e outros intermediários financeiros dispõem de profissionais voltados à análise de mercado, de setores e de companhias, e com eles o investidor poderá se
  • 13. informar sobre o momento certo de comprar e vender determinadas ações para obter melhores resultados. O investidor pode ainda buscar orientação sobre formas coletivas de investimento, como clubes e fundos de investimento, sob a administração de instituições e intermediários financeiros. Caso o investidor opte por deles participar por meio da aquisição de quotas, a decisão de quando, como e onde aplicar no mercado acionário os recursos dos vários quotistas é de responsabilidade dessas instituições e intermediários. Mensalmente, o investidor recebe o extrato demonstrativo de sua posição e pode, a qualquer momento, informar-se sobre a evolução das quotas, calculada e divulgada diariamente. Enfim, não importa a forma pela qual se invista, se individual ou coletivamente. O importante é saber que a ação é, principalmente, uma alternativa de formação de patrimônio. Entenda o mercado Torna-se mais evidente a cada dia a contribuição positiva do mercado de capitais e, especificamente, o destacado papel do mercado acionário para o desenvolvimento econômico. A idéia de que o mercado acionário, notadamente nos países em desenvolvimento, envolveria apenas negociações na esfera financeira, desprovidas de qualquer impacto sobre o setor real da economia, mostrou-se definitivamente superada. De acordo com estudos divulgados pelo Banco Mundial, foi encontrado um alto grau de correlação entre os indicadores dos mercados acionários e o crescimento médio verificado no período 1976-96. A conclusão foi de que o mercado acionário não apenas seguiu o crescimento econômico, mas proporcionou os meios para prognosticar as taxas futuras de crescimento do capital, da produtividade e da renda per capita. São inúmeras as contribuições a serem citadas: • Ao carregar recursos dos poupadores e disponibilizá-los para o uso dos investidores, o mercado de ações incentiva não apenas a formação da poupança interna, mas, particularmente, a geração de poupança de longo prazo. É inegável a relação entre a formação de poupança com os processos de crescimento auto- sustentado e manutenção do desenvolvimento econômico. • O mercado de ações, ao premiar, via maximização dos retornos, o uso eficiente dos recursos e o momento correto da tomada de decisão, torna o próprio mercado cada vez mais eficiente e esse efeito é transmitido aos demais setores da economia. Por sua vez, um mercado eficiente proporciona uma ampla gama de alternativas de financiamento, isoladamente ou pela combinação entre as diversas opções, reduzindo custos financeiros, o que contribui decisivamente para a saúde financeira das empresas, com conseqüente valorização do capital investido pelos acionistas.
  • 14. • Um mercado acionário desenvolvido, com bom volume, liquidez e adequada regulamentação, facilita os negócios de mudança de controle/propriedade e privatização, o que tem contribuído para o aumento da produtividade econômica nos últimos anos, em nível global. • A demanda por informações e demonstrações financeiras de qualidade, por parte do mercado acionário, é um fator que estimula a cultura empresarial e do público geral, com frutos para toda a atividade econômica. • O mercado acionário reflete a opinião dos principais agentes sobre a conjuntura econômica doméstica e internacional e suas perspectivas, constituindo-se também em importante formador de opinião. Assim, os diagnósticos e recomendações originadas desse mercado são elementos que os condutores da política econômica costumam considerar na tomada de decisões. • Finalmente, cabe destacar o papel fundamental de um mercado de ações eficiente e desenvolvido para atrair, maximizar e consolidar a presença e permanência do capital externo. Valor da informação O mercado de ações é movido a informação. Todos os agentes demandam informações sobre as companhias, os agregados setoriais e macroeconômicos, os negócios realizados e em andamento e os respectivos investidores. A informação sobre o passado e o presente é, de início, utilizada para a avaliação de desempenho de uma ação ou do mercado como um todo. Mas a utilização mais nobre da informação é servir como base para projetar o comportamento futuro. As mesmas informações podem gerar interpretações diferenciadas. Isso acontece normalmente, resultando em comportamentos diferenciados, como por exemplo, alguns considerarem que é momento de vender determinada ação, enquanto outros tantos decidem que é hora de comprar. Nesse caso, muitos negócios seriam fechados, sem que fosse exercida qualquer pressão sobre o movimento dos preços. Para evitar análises equivocadas, o investidor conta com um profissional especializado, o analista de mercado. Atuando de forma independente ou como funcionário de uma instituição intermediária (Corretora de Valores), o analista deve sempre ser consultado antes de se tomar decisões quanto à composição de carteiras de investimento e ao momento mais adequado à compra e venda de ações. Esses profissionais estão constantemente atentos às informações obrigatórias e voluntárias divulgadas pelas empresas e aos diversos indicadores de conjuntura setorial, macroeconômica e de mercado. Com esse conjunto de informações, podem projetar desempenhos e retornos e calcular o preço justo das ações, derivando daí suas recomendações. Saiba mais sobre as Corretoras do Mercado de Ações da BM&FBOVESPA Obrigatórias ou espontâneas, as informações são alvo de cuidadosa regulamentação por parte do órgão regulador do mercado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e das bolsas de valores, objetivando evitar a chamada "informação privilegiada".
  • 15. Esta significa a informação fornecida de forma restrita a certos agentes, pelas empresas ou por intermediários, em menor tempo ou melhor qualidade ou quantidade do que a distribuída ao público em geral, possibilitando ganhos resultantes do diferencial de informações, aos favorecidos por tal prática. A regra básica vigente é que toda a comunidade dos investidores receba as mesmas informações ao mesmo tempo, cabendo punições para os infratores. Riscos Ações são ativos de renda variável, ou seja, não oferecem ao investidor uma rentabilidade garantida, previamente conhecida. Por não oferecer uma garantia de retorno, este é um investimento considerado de risco. A rentabilidade dos investidores é composta de dividendos ou participação nos resultados e benefícios concedidos pela empresa emissora, além do eventual ganho de capital advindo da venda da ação no mercado secundário (Bolsa de Valores). O retorno do investimento dependerá de uma série de fatores, tais como desempenho da empresa, comportamento da economia brasileira e internacional etc. Por esse motivo, é aconselhável que o investidor não dependa do recurso aplicado em ações para gastos imediatos e que tenha um horizonte de investimento de médio e longo prazos, quando eventuais desvalorizações das ações poderão ser revertidas.