UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
INSTITUTO DE BIOLOGIA ROBERTO ALCÂNTARA GOMES
DEPARTAMENTO DE ENSINO DE CIÊNCIAS ...
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PROJETO
Desenvolvimento e Produção de Material Pedagógico Diferenciado
para o Ensino de C...
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BOTÂNICA NO DIA-A-DIA
AO PROFESSOR
O projeto Botânica no dia-a-dia é resultado de muitos ...
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BOTÂNICA NO DIA-A-DIA
ÍNDICE
I - AS SUBSTÂNCIAS
01. Glicose
02. Amido
03. Óleos e Gordura...
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ROTEIROS
BOTÂNICA NO DIA-A-DIA
As Substâncias
01. Glicose
02. Amido
03. Óleos e Gorduras
...
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ROTEIRO 01 GLICOSE
PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO
A glicose é produzi...
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ROTEIRO 02 AMIDO
PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO
O amido é produzido n...
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PARA DISCUSSÃO
Os óleos e as gorduras s...
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ROTEIRO 04 PROTEÍNAS
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A celulose é fabri...
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ROTEIRO 06 PIGMENTOS
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ROTEIRO 07 CATALASE
PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO
Para a observação ...
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ROTEIRO 08 DNA
PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO
Os procedimentos para a...
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ROTEIROS
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As Estruturas
09. Folhas
10. Flores
11. Frutos
12. Semente...
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ROTEIRO 09 FOLHAS
PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO
As folhas das planta...
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Todas as estruturas ...
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Dentro do caule das ...
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15. Fotossíntese
16. Respiração
17. Circulaçã...
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ROTEIRO 15 FOTOSSÍNTESE
PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO
Com exceção da...
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ROTEIRO 16 RESPIRAÇÃO
PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO
Todos os seres v...
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ROTEIRO 17 CIRCULAÇÃO
PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO
No Roteiro 13 – ...
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ROTEIRO 18 TRANSPIRAÇÃO
PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO
A transpiração...
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ROTEIRO 19 GERMINAÇÃO
PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO
Enquanto as seme...
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ROTEIRO 20 CRESCIMENTO
PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO
Para as plantas...
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Roteiros Prof.ª Marly

  1. 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE BIOLOGIA ROBERTO ALCÂNTARA GOMES DEPARTAMENTO DE ENSINO DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA BOTÂNICA NO DIA-A-DIA Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva
  2. 2. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva PROJETO Desenvolvimento e Produção de Material Pedagógico Diferenciado para o Ensino de Ciências e Biologia em Escolas Públicas do Estado do Rio de Janeiro EQUIPE RESPONSÁVEL PELO PROJETO Prof.ª Esp. Marly Cruz Veiga da Silva Prof.ª Dra. Magui Aparecida Vallim da Silva (Coordenadora) Edmilson Costa Pinto da Cruz (Designer Gráfico)
  3. 3. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva BOTÂNICA NO DIA-A-DIA AO PROFESSOR O projeto Botânica no dia-a-dia é resultado de muitos anos dedicados a formar, especializar e atualizar professores de Ciências e Biologia dentro de uma abordagem metodológica moderna teórico-experimental. O Projeto fornece sugestões de atividades práticas que poderão servir para o enriquecimento do trabalho na sala de aula oferecendo também material de apoio às discussões que surjam. Não pretendemos que este projeto seja um livro de Botânica, em cada roteiro discutimos apenas tópicos que possam embasar as atividades práticas sugeridas. O Projeto Botânica no dia-a-dia foi desenvolvido em vinte roteiros que tratam das substâncias mais comuns encontradas nas plantas, das estruturas que as produzem (ou utilizam) e dos processos que mantém as plantas vivas. Cada roteiro é composto por duas partes:  PASSO A PASSO  o modo mais simples de fazer cada experiência proposta utilizando-se material de baixo custo, de fácil manuseio e de fácil reposição. As experiências podem ser realizadas em sala de aula (caso o colégio não tenha uma sala de ciências), como demonstração ou quando possível por grupos de alunos.  PARA DISCUSSÃO  tópicos necessários para embasamento teórico dos problemas levantados durante e depois da realização das experiências. Os tópicos escolhidos são aqueles utilizados nas aulas de Ciências e Biologia e são resultado da demanda dos professores de Ciências e Biologia que frequentam os cursos do DECB/IBRAG/UERJ. Os roteiros foram validados pelos professores do curso de Especialização em Ensino de Ciências e Biologia oferecido pelo DECB/IBRAG/UERJ (turma 2013) e pelos professores participantes do curso “Experimentando as ciências – III”, oferecido pelo CECIERJ (Centro de Ciências do Estado do Rio de Janeiro). Todas as modificações sugeridas pelos professores para tornar a linguagem mais clara e as etapas das experiências mais precisas foram incorporadas aos roteiros. Alguns roteiros foram adaptados do Projeto Ciência no dia-a-dia, em realização no DECB/IBRAG/UERJ desde 1992. No entanto a maioria deles foi criado especialmente para este projeto de modo que o ensino de Botânica possa ser efetivamente realizado com grande agrado pelos professores e seus alunos.
  4. 4. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva BOTÂNICA NO DIA-A-DIA ÍNDICE I - AS SUBSTÂNCIAS 01. Glicose 02. Amido 03. Óleos e Gorduras 04. Proteínas 05. Celulose 06. Pigmentos 07. Catalase 08. DNA II - AS ESTRUTURAS 09. Folhas 10. Flores 11. Frutos 12. Sementes 13. Caules 14. Raízes III - OS PROCESSOS 15. Fotossíntese 16. Respiração 17. Circulação 18. Transpiração 19. Germinação 20. Crescimento
  5. 5. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva ROTEIROS BOTÂNICA NO DIA-A-DIA As Substâncias 01. Glicose 02. Amido 03. Óleos e Gorduras 04. Proteínas 05. Celulose 06. Pigmentos 07. Catalase 08. DNA
  6. 6. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva BOTÂNICA NO DIA-A-DIA ROTEIRO 01 GLICOSE PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO A glicose é produzida pelas plantas que usam como material os átomos das moléculas de água e de gás carbônico e como fonte de energia a luz do sol captada pela clorofila (e em menor escala por outros pigmentos). O processo é comandado por enzimas específicas. A glicose não pode ser armazenada nas células por ser uma substância osmótica. Ela é transformada em sacarose (não osmótica) e assim corre dentro das nervuras e dos vasos condutores de seiva elaborada do caule (Floema) dissolvida em água. A sacarose é distribuída para toda a planta e vai ser usada como fonte de material e energia para a produção de amido, celulose, gorduras e vitaminas A, C, D, E. Para fabricar outras substâncias, as plantas necessitam de íons dos sais minerais que entram dissolvidos na água pelas raízes. OBS. - Recomendamos fazer experiências com adoçantes, por ser ocasião de discussão de fatos do cotidiano. Os adoçantes que usamos para o café e sucos podem apresentar resultado positivo no teste, não significando que contenham açúcar. Como não foram feitos para ir ao fogo podem durante a fervura, modificar a sua estrutura, tornando o teste inválido. Os adoçantes próprios para forno e fogão, sempre darão resultados negativos.   Coloque 2 tubos de ensaio na estante apropriada.  Coloque neles água até a altura de 2 cm.  Pingue 5 gotas de Reagente de Benedict em cada um.  Num deles coloque duas colherinhas de açúcar (marque-o com a caneta de retroprojetor).  Prepare e acenda a lamparina (VEJA O ROTEIRO).  Segure o tubo sem açúcar com o pegador de tubo de ensaio.  Aqueça o líquido com cuidado até que ele ferva.  Coloque-o na estante.  Aqueça o líquido do outro tubo, do mesmo modo. COMPARE OS RESULTADOS  o líquido que continha o açúcar fica com uma cor que varia do amarelo ao laranja.  a cor do líquido do outro tubo não varia. Ele foi usado como CONTROLE.  todas as vezes que o teste der positivo (cor amarela até o laranja) a substância testada tem glicose. FAÇA TAMBÉM  Teste outros líquidos como sucos de frutas, refrigerantes e adoçantes.  mesmo que o líquido seja escuro, se ele tiver glicose pode- se detectar a cor amarelo- alaranjada.
  7. 7. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva BOTÂNICA NO DIA-A-DIA ROTEIRO 02 AMIDO PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO O amido é produzido nas células das plantas, dentro dos cloroplastos. Ele é insolúvel na água, por isso não é fabricado no citoplasma. Para fabricar uma molécula de amido a planta utiliza como material cerca de 1000 moléculas de glicose. A energia necessária para isso vem da queima de outras moléculas de glicose durante a respiração celular. Este processo é comandado por enzimas específicas. Observe na figura que as moléculas de glicose estão arrumadas todas na mesma direção. Para duas moléculas de glicose se unirem, uma molécula cede um íon H + , a outra um íon OH - formando uma molécula de água. O amido substância não osmótica é usado como reserva nas sementes, raízes e caules. Quando precisa ser utilizado, outras enzimas juntam uma molécula de água entre duas moléculas de glicose, recompondo-as. As longas moléculas de amido se enrolam em forma de hélice e os íons de iodo, componente do lugol se encaixam entre as espiras, fazendo com que o amido fique roxo. O papel de jornal é feito apenas de celulose, que não apresenta a cor roxa quando em contato com o lugol. Para fazer com que o papel fique branco é colocado amido na massa de celulose, isto facilita a leitura e faz com que o papel dure mais.   Coloque uma colherinha de farinha de trigo numa plaquinha de plástico.  Em outra plaquinha coloque uma colherinha de açúcar. o açúcar servirá como CONTROLE da experiência.  Com o molhador coloque um pouco de água nas duas plaquinhas.  Misture bem.  Pingue 2 gotas de lugol em cada plaquinha.  Observe o aparecimento da cor roxa em uma delas.  a cor roxa indica a presença do amido.  Agora teste as substâncias em que você quiser verificar a presença do amido.  todas as vezes que aparecer a cor roxa, a substância tem amido. FAÇA TAMBÉM  Pingue uma gota de lugol no papel de jornal e uma gota no papel branco.  verifique o aparecimento da cor roxa no papel branco OBS - Forre a mesa com um plástico antes de pingar o lugol nos papéis.
  8. 8. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva BOTÂNICA NO DIA-A-DIA ROTEIRO 03 ÓLEOS E GORDURAS PARA DISCUSSÃO Os óleos e as gorduras são produzidos pelas plantas que usam apenas os átomos das moléculas de glicose e energia que obtém na respiração celular, queimando outras moléculas de glicose. O processo é realizado com a ajuda das enzimas específicas. Os óleos e as gorduras são da família química dos ácidos orgânicos. Os óleos à temperatura ambiente são líquidos como os de soja, girassol, canola, algodão. As gorduras são sólidas como a de coco e do chocolate. Estas substâncias são armazenadas no citoplasma das sementes (e em outros órgãos em baixa percentagem) em forma de gotinhas microscópicas. Através de processos químicos os óleos podem virar gorduras como os óleos de amendoim, algodão, soja. As margarinas são um exemplo desta transformação. Óleos e gorduras são utilizados pela planta como reserva nas sementes. Em algumas plantas podemos encontrar os óleos essenciais, dentro de pequenas glândulas nas folhas ou na casca de frutos cítricos. Estes óleos essenciais são responsáveis pelo aroma e agem como repelentes de insetos. O mentol e o limoleno (das frutas cítricas) são exemplos comuns. PASSO A PASSO  Separe dois pedaços de papel branco.  Pingue num deles uma gota de água.  Pingue no outro uma gota de óleo de soja.  Coloque os dois papéis em cima de uma mesa e espere mais ou menos por 5 minutos. COMPARE OS RESULTADOS  no papel em que foi pingado óleo fica uma mancha translúcida.  no outro não fica mancha nenhuma quando a água evapora.  Corte no meio uma semente de castanha do Pará.  Esfregue a parte cortada num papel branco.  Observe se a mancha de óleo apareceu.  Amasse algumas sementes de girassol entre duas folhas de papel branco.  Observe se aparece a mancha translúcida característica dos óleos.  Pegue uma semente de castanha do Pará com a pinça de metal.  Coloque-a na chama da lamparina.  Quando pegar fogo afaste-a da chama.  Observe como ela fica pegando fogo durante muito tempo. FAÇA TAMBÉM  Tire a casca de uma laranja pêra ou seleta.  Prenda a vela na placa de azulejo.  Acenda a vela.  Dobre a casca no meio e “espirre” com cuidado o líquido que sai da casca na chama da vela.  Observe como as gotinhas do limoleno pegam fogo.
  9. 9. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva BOTÂNICA NO DIA-A-DIA ROTEIRO 04 PROTEÍNAS PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO Para fazer proteínas e também outras substâncias como vitamina B, pigmentos, hormônios, aminoácidos, enzimas e outros produtos, as plantas necessitam além dos átomos da molécula de glicose, íons das moléculas de sais minerais que entram dissolvidos na água, pelas raízes. A energia para isso é conseguida pela quebra das moléculas de glicose na respiração celular e o processo é comandado por enzimas específicas. As proteínas são armazenadas principalmente nas sementes onde são utilizadas na construção das novas plantinhas durante a germinação. As sementes de soja como as do feijão contém bastante proteína e são utilizadas em dietas vegetarianas. Quando testamos a presença de proteína na farinha de trigo o teste costuma dar positivo. Como nos grãos de trigo o fruto e a semente estão muito unidos, quando eles são moídos para fazer a farinha, a proteína das sementes se mistura com o amido do fruto fazendo com que o teste dê positivo. O leite em pó sugerido para teste é feito através da desidratação do leite dos herbívoros produzido com o material das plantas que comem.   Coloque uma colherinha rasa de farinha de soja na plaquinha de plástico.  Coloque um pouco de água e misture bem.  Prepare outra plaquinha da mesma forma usando o açúcar.  Pingue em cada plaquinha 5 gotas de hidróxido de sódio e 5 gotas de sulfato de cobre e misture bem. COMPARE OS RESULTADOS  a coloração roxa que aparece na farinha de soja indica a presença de proteína. OBS - O açúcar foi usado como controle da experiência (não apareceu a cor roxa).  Faça este teste sempre que quiser verificar se um alimento contém proteína.  se usar grãos não se esqueça de amassá-los bem antes de fazer o teste. FAÇA TAMBÉM  Faça o teste usando farinha de trigo.  Faça o teste utilizando leite em pó.  discuta o resultado positivo destes testes.
  10. 10. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva BOTÂNICA NO DIA-A-DIA ROTEIRO 05 CELULOSE PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO A celulose é fabricada pelas plantas que utilizam as moléculas de glicose como material e como fonte de energia. Enzimas específicas arrumam cerca de 1000 moléculas de glicose unindo-as da forma que podemos ver na figura abaixo. A forma como ela é arrumada (em direções opostas umas às outras) faz com que seja o principal material da estrutura das plantas dando a elas dureza e maleabilidade. A celulose é um dos materiais que forma as paredes dos tubos condutores de seiva que se estendem desde as raízes até as finas nervuras das folhas, passando pelo caule. Além da celulose, os vasos condutores têm um outro composto, a lignina, que colabora para sua rigidez e impede a expansão de suas paredes quando a água sobe sob pressão por eles. A forma de arrumação das moléculas de glicose comandadas por enzimas específicas fazem com que amido e celulose sejam muito diferentes quanto à estrutura e aproveitamento pelos animais. Podemos digerir facilmente o amido mas não digerimos a celulose por falta de enzimas digestivas para isso. Só alguns tipos de bactérias e protozoários têm celulase - enzima que digere a celulose.  OBS - Como não temos um teste específico para celulose de fácil realização sugerimos que se façam experimentos de exclusão para ver o que ela não é ou contém.  Use a serragem (celulose) e faça os testes para amido, gordura, proteína e glicose.  todos darão negativo. FAÇA TAMBÉM  Recolha folhas secas ou gravetos para demonstrar a dureza e a maleabilidade da celulose.  Queime um graveto e observe quanta energia sai dele em forma de calor e luz.  discuta como a celulose é fabricada pelas plantas.
  11. 11. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva BOTÂNICA NO DIA-A-DIA ROTEIRO 06 PIGMENTOS PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO A grande variedade de coloração das folhas das plantas pode ser explicada pela qualidade e quantidade dos pigmentos presentes em cada uma. Os principais pigmentos das plantas são: CLOROFILAS - há vários tipos, sendo as principais a clorofila a e a clorofila b. Como são insolúveis em água as clorofilas estão dentro de plastos. São as responsáveis principais pela absorção da energia do sol e sua transferência para as moléculas de glicose. A clorofila absorve a radiação vermelha, azul e violeta não absorvendo quase a verde. CAROTENÓIDES – pigmentos acessórios na fotossíntese são de cor amarela, laranja ou vermelha. São insolúveis em água e também estão dentro de plastos. São estes pigmentos que dão a cor vermelha ao tomate, amarela aos grãos de milho e laranja às cenouras. Estes pigmentos estão presentes nas folhas das plantas, mascarados pelo verde da clorofila. Quando as plantas estão prestes a perder as folhas, retiram delas a clorofila para aproveitar os íons Mg. Então podemos ver os carotenóides, que fazem com que fiquem amarelas ou vermelhas. Este processo é bem visível nas amendoeiras. A xantofila é também um carotenóide amarelo muito comum em folhas. A cor amarela das flores é produzida também pelos carotenóides. ANTOCIANINAS – pigmentos solúveis em água serão discutidos no Roteiro 09 – Flores, por sua importância na polinização das flores e dispersão dos frutos.   Separe algumas folhas verde escuro.  Corte-as em pedaços pequenos.  Coloque os pedaços no amassador com um pouco de álcool e de água.  Amasse bem até obter um líquido bem concentrado.  se for preciso coloque um pouco mais de álcool e de água.  Deixe repousar um pouco e transfira o líquido, com a ajuda do funil para um copo.  Dobre a tira de papel de filtro no sentido longitudinal e coloque-a dentro do líquido do copo.  Após uns 5 minutos retire o papel do líquido e observe-o.  dependendo do tipo de folha que você usou poderá observar 3 faixas coloridas: - verde escuro (clorofila a) - verde claro (clorofila b) - amarelo (carotenoides)  Use folhas de coloração verde claro (e de outros tons) e repita a experiência.  Compare o tipo (cor e tamanho) das faixas coloridas. FAÇA TAMBÉM  Repita a experiência com folhas vermelhas ou roxas.  Observe uma nova faixa colorida referente à presença de antocianina nestas folhas.
  12. 12. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva BOTÂNICA NO DIA-A-DIA ROTEIRO 07 CATALASE PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO Para a observação da ação de enzimas escolhemos a CATALASE presente em todas as células animais e vegetais. Esta enzima age nas células destruindo as moléculas de água oxigenada que se formam numa das etapas de respiração celular. A reação química é a seguinte: Catalase 2 H2O2 2 H2O + O2 Além da catalase, luz, calor e algumas substâncias químicas provocam a quebra das moléculas de água oxigenada em água e oxigênio. A água oxigenada é usada como antisséptico: quando nos ferimos, as células de nossa pele são lesadas e deixam sair de dentro delas a catalase. Quando colocada no ferimento produz oxigênio que podemos ver pelas borbulhas que aparecem. Este oxigênio é muito eficaz na eliminação de bactérias anaeróbicas (não precisam de ar) que possam estar presentes no ferimento e causar inflamações. O oxigênio sai da água oxigenada em forma de moléculas invisíveis aos nossos olhos.  Separe cinco grãos de feijão.  se tiver tempo ponha-os de molho na água durante 10 minutos.  Triture-os no amassador em pedaços pequenos.  Coloque os grãos amassados numa plaquinha.  Separe outra plaquinha.  Coloque água oxigenada nas duas.  Espere uns cincos minutos e observe:  na plaquinha com o feijão amassado, a enzima catalase presente nas células quebra rapidamente as moléculas da água oxigenada liberando o oxigênio, que forma as borbulhas observadas.  na plaquinha controle o oxigênio também sai muito lentamente, pois a luz e a temperatura também quebram as moléculas de água oxigenada, mas não o podemos ver. FAÇA TAMBÉM  Prepare outras plaquinhas com pedaços amassados de outras partes de vegetais: folhas, flores, raízes, caule, frutos.  Pingue água oxigenada nelas e verifique a presença de catalase.  as vezes o processo é muito lento e você deve esperar uns 10 minutos, para observar os resultados.
  13. 13. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva BOTÂNICA NO DIA-A-DIA ROTEIRO 08 DNA PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO Os procedimentos para a extração do DNA eram realizados apenas em laboratórios especializados. Hoje, levando-se em consideração as características químicas das células e das moléculas de DNA é fácil extraí-lo das células. Assim são escolhidos reagentes que desempenham funções diferentes no processo: SAL Arrebenta a membrana celular por osmose.  quando colocamos sal num pedaço de batata crua, ela perde a água de suas células e começa a murchar. DETERGENTE Dissolve a membrana celular, que tem os lipídios como principal constituinte.  os detergentes removem a gordura agarrada na louça e nas panelas. Após usar estes reagentes a membrana celular se rompe e o conteúdo da célula (citoplasma e núcleo) é liberado. ÁLCOOL Dissolve água mas não dissolve açúcar.  esta é uma experiência que você pode fazer. O álcool dissolve o citoplasma aquoso, mas não o DNA que por ser menos denso que a solução forma feito uma nuvem esbranquiçada próxima à superfície. O DNA é formado por nucleotídeos feitos de:  um grupo fosfato  uma pentose (açúcar)  uma base nitrogenada  Coloque a embalagem de álcool no congelador.  Coloque 2 morangos (ou 2 pedaços de banana) dentro do saco plástico.  Aperte bem o saco plástico para obter uma pasta da fruta.  Adicione 1 colher de sobremesa de sal e misture bem.  Adicione 2 colheres de sobremesa de detergente neutro.  Amasse bem (se for necessário coloque 1 ou 2 colheres de água).  Use um funil para colocar um pouco desta pasta no tubo de ensaio de 2,5 cm de diâmetro, até a metade dele.  Derrame o álcool gelado no tubo até quase a borda.  Com o palito de madeira mexa a solução em movimentos circulares por 1 min.  Observe a separação do DNA que fica flutuando na solução. OBS – Como não temos um experimento fácil para testar o DNA, faça as experiências de exclusão para evidenciar o que ele não é, e o que não contém ou contém.  Retire com o palito de madeira o DNA que fica sobrenadando na solução e coloque-o na placa de plástico média.  Distribua o DNA em 3 plaquinhas menores e em 1 tubo de ensaio de 15 cm de diâmetro.  Faça os testes para gordura, amido, proteína e glicose. (consulte os Roteiros 1, 2, 3 e 4).  os testes para gordura, amido e proteína serão negativos.  o teste para glicose dará positivo, graças à desoxirribose – um açúcar da estrutura do DNA.
  14. 14. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva ROTEIROS BOTÂNICA NO DIA-A-DIA As Estruturas 09. Folhas 10. Flores 11. Frutos 12. Sementes 13. Caules 14. Raízes
  15. 15. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva BOTÂNICA NO DIA-A-DIA ROTEIRO 09 FOLHAS PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO As folhas das plantas exercem várias funções, entre outras:  Fotossíntese  Transpiração  Respiração  Circulação  Brotamento A estrutura das folhas é bem semelhante. PECÍOLO – um cabinho por onde entram os vasos condutores de seiva bruta – água e sais minerais e por onde saem da folha vasos condutores de seiva elaborada – água e açúcar (sacarose). Por estes vasos também passam muitas outras substâncias como hormônios, aminoácidos, vitaminas, enzimas. NERVURAS – formadas pelos vasos condutores e que vão ficando mais finas à medida que se afastam da nervura central. Nas monocotiledôneas em geral as nervuras são paralelas à nervura central como no milho, arroz, lírios. Nas dicotiledôneas as nervuras são bem espalhadas em todas as direções. MESÓFILO – tecido onde estão as células que fazem a fotossíntese. Todas estas células estão muito próximas às finas nervuras por onde entram e saem os produtos da folha. O conjunto das nervuras e do mesófilo forma o LIMBO. A parte superior das folhas é coberta por uma película impermeável à água – a cutícula, feita de cera, que a deixa com aspecto mais brilhante. Na parte inferior do mesófilo encontramos os estômatos que regulam a quantidade de água que sai da folha e a de gás carbônico que entra. Os estômatos estão em muito maior quantidade na parte ventral da folha, mais protegidos contra a poeira, o calor e o vento.  Escolha algumas folhas verdes de plantas diferentes.  Observe nelas as seguintes estruturas:  o pecíolo (cabinho);  as nervuras;  o tecido entre as nervuras (mesófilo).  Observe as duas faces da folha:  quais as diferenças entre elas?  Observe a posição das nervuras:  são paralelas entre si?  são bem ramificadas?  são monocotiledôneas ou dicotiledôneas?  Observe as diferenças quanto: forma, espessura, tamanho, textura, forma das nervuras, borda, brilho e cor.  Faça um herbário com as folhas da seguinte maneira:  Escolha folhas com nervuras finas.  Arranje um catálogo telefônico velho. Se não tiver, corte folhas de jornal em quatro partes.  Distribua as folhas das plantas entre as páginas do catálogo ou do jornal esticando-as bem.  Anote num papel branco o número da folha e dados que sejam importantes: nome da planta, data, local onde foi coletada, nome do coletor e mais o que achar importante.  Coloque o catalogo ou jornal com as folhas das plantas debaixo de um livro pesado.  Espere uma semana e verifique se já secaram.  Se não secaram, mude as folhas de lugar.  Quando estiverem secas aplique no pecíolo e no ápice da folha um pouco de cola em bastão.  Prenda-as em folhas de papel branco.  Passe os dados para estas folhas.  Coloque dentro do saco plástico. OBS - Veja o modelo fornecido.
  16. 16. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva BOTÂNICA NO DIA-A-DIA ROTEIRO 10 FLORES PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO A grande variedade de cores das flores é devida à presença de pigmentos que encontramos em suas pétalas: CAROTENÓIDES – responsáveis pelas cores amarelo e laranja. São insolúveis em água e por isso ficam dentro dos plastos. Os carotenoides não são substâncias indicadoras de pH, (as clorofilas também não) e assim a cor de uma flor amarela ou laranja não varia na mesma flor. ANTOCIANINAS – responsáveis pelas cores vermelha, rosa, azul, lilás e roxa das flores (e também pelas cores vermelha e roxa de algumas folhas). São solúveis em água e por isso podem estar espalhadas no citoplasma ou dentro de vacúolos. As antocianinas são substâncias indicadoras de pH, variando sua cor se o líquido do citoplasma for ácido ou básico.  flores do manacá nascem roxas. À medida que as substâncias básicas do citoplasma vão sendo gastas as flores começam a perder a cor até ficarem brancas quando o suco celular fica neutro. FLAVONOL – é um pigmento encontrado nas flores, invisível para nós. Está localizado nas células da flor funcionando como um guia para o nectário, para abelhas, vespas borboletas que conseguem enxergá-lo. As flores noturnas são geralmente verdes e perfumadas. As plantas não gastam material e energia fabricando pigmentos que não seriam visíveis para as mariposas, seu principal polinizador.  Consiga flores de várias cores.  Dobre as tiras de papel de filtro de 15 cm pelo meio, no sentido do comprimento.  Coloque entre as duas partes da tira pétalas do mesmo tipo de flores.  Amasse as pétalas entre as tiras de papel de filtro rolando um lápis ou caneta sobre elas até o papel ficar bem colorido com o suco das pétalas.  Abra as tiras e tire o resto das pétalas de dentro delas.  Pingue numa das pontas da tira uma gota de ácido clorídrico.  pode usar também ácido acético.  Pingue na outra ponta uma gota de hidróxido de sódio.  pode usar também bicarbonato de sódio.  Compare os resultados.  as flores amarelas ou de cor laranja não alteram sua cor. Os pigmentos são carotenoides.  as flores azuis, lilás ou roxas ficam avermelhadas com os ácidos. O pigmento é a antocianina.  as flores cor de rosa e vermelho ficam arroxeadas ou verdes com as bases. O pigmento também é a antocianina. OBS - Cada flor utilizada dá um resultado próprio, que deve ser analisado tendo em vista o comportamento das antocianinas responsáveis por sua cor. OBS - Podem também ser usados nesta prática os procedimentos iguais aos do Roteiro 06 - PIGMENTOS
  17. 17. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva BOTÂNICA NO DIA-A-DIA ROTEIRO 11 FRUTOS PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO Todas as estruturas das plantas que possuem sementes dentro, sejam grandes como abóboras ou pequenas como uvas são consideradas frutos. Além de protegerem as sementes colaboram em sua dispersão Os frutos estão ligados ao caule por um “cabo” formado por tecido bem resistente. Dentro dele passam o xilema e o floema que levam para o fruto e para as sementes, as substâncias necessárias para seu desenvolvimento. Enquanto as sementes não estão maduras (prontas para germinar) os frutos permanecem presos às plantas e apresentam algumas características que dificultam os mecanismos de dispersão: cor verde, falta de açúcar, de cheiro, presença de cica nos frutos comestíveis e presença de muita água nos frutos secos. Quando as sementes estão prontas para germinar, estas características se modificam: aparecem cores e cheiros atrativos, o amido se transforma em açúcar e a cica some. Os frutos secos, sem água podem explodir ou voar espalhando as sementes para longe. Muitos frutos são chamados legumes como o jiló, pepino, tomate, pois normalmente são comidos com sal. Outros são chamados de frutas como a laranja, o caqui e comidas como sobremesa.  Observe os frutos do amendoim.  a fina capa que o cobre é o epicarpo de cor amarela.  Aperte suavemente o fruto para que ele se separe em duas partes.  a capa branca e macia que está perto da semente é o endocarpo.  Com a faca alfa corte a casca do fruto.  Observe o mesocarpo fibroso, cheio de ar que faz com que o fruto de amendoim seja bem leve.  Observe as sementes bem arrumadas dentro do fruto.  Com a ajuda da lente procure em cada semente uma cicatriz pequena, esbranquiçada deixada pela entrada da nervura.  em vagens não maduras pode-se observar a nervura que liga a semente ao fruto.  Escolha outros frutos fáceis de serem observados pelos alunos como vagens, mamão, abóbora, melancia e identifique as suas partes. OBS - Devido à grande variedade de frutos é difícil neste roteiro comentarmos as estruturas de cada um.
  18. 18. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva BOTÂNICA NO DIA-A-DIA ROTEIRO 12 SEMENTES PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO Cada semente, não importando o seu tamanho, das minúsculas sementes dos capins, às grandes sementes dos abacates, é formada por três partes. TEGUMENTO – capa protetora de cor, textura e consistência muito variadas. Geralmente é impermeável à umidade do ar. Algumas resistem até à ação das enzimas digestivas dos animais podendo assim contribuir para a dispersão das sementes. ENDOSPERMA – tecido constituído de substância de reserva, localizado entre o embrião e o tegumento. As substâncias de reserva são:  amido – como no feijão  óleo – como no girassol  proteína – como na soja Estas substâncias são consumidas durante a germinação e nas primeiras fases do crescimento. OBS – Nas sementes de feijão o amido está dentro dos cotilédones – folhas embrionárias. Em outras sementes, como nas de abóbora está fora deles. EMBRIÃO – constituído de um ou dois cotilédones – folhas embrionárias. Preso no meio destas folhas encontramos o caulículo (caule pequeno). Numa das pontas do caulículo ficam duas pequenas folhinhas que depois da germinação se desenvolverão nas folhas primárias. Na outra ponta do caulículo fica a radícula (pequena raiz) que dará origem à raiz primária. Nas folhas embrionárias – os cotilédones, estão as enzimas responsáveis pela transformação das substâncias de reserva em moléculas aproveitáveis pelo embrião para crescer.  Coloque 10 sementes de feijão de molho na água no dia anterior à experiência.  Quando for utilizá-las, seque-as bem.  Separe as cascas (o tegumento) utilizando a faca alfa.  Seque bem as cascas e cole-as numa folha de papel.  Observe os dois cotilédones de cor branca – são feitos de amido.  Amasse dois cotilédones e faça o teste do amido com eles.  Abra com a faca alfa outros dois cotilédones.  Observe o embrião preso num deles.  Transfira o embrião para uma placa de plástico.  Seque os cotilédones e cole-os perto das cascas.  Observe o embrião com a lupa e diferencie suas partes:  caulículo  radícula  folhinhas primárias  Cole o embrião na folha de papel, perto dos cotilédones.
  19. 19. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva BOTÂNICA NO DIA-A-DIA ROTEIRO 13 CAULES PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO Dentro do caule das plantas, dia e noite, a água está sempre correndo em vasos feitos de celulose e lignina:  das raízes para as folhas a água com sais minerais dissolvidos – seiva bruta, sobe pelos vasos chamados lenhosos na parte mais interna da casca – o conjunto deles é o xilema.  das folhas para toda a planta em direção às raízes, bem junto à parte mais externa da casca, vasos liberianos conduzem água com diferentes tipos de açúcares – a seiva elaborada. O conjunto é chamado floema. O açúcar mais comum é a sacarose. Pelo xilema e pelo floema são conduzidos outros produtos como hormônios, vitaminas, resinas, aminoácidos, enzimas. Na experiência proposta ao se cortar o caule da planta no sentido longitudinal pode-se ver os vasos do xilema coloridos pela anilina. Nas folhas pode-se ver as nervuras coloridas, mas o corante se espalha também pelo mesófilo. Todas as células das folhas recebem água e sais minerais, hormônios e outras substâncias através das nervuras. OBS - As moléculas das anilinas são muito grandes para entrarem nos microscópicos pelos absorventes das raízes. Por isso na experiência recomendamos usar só os caules.  Você pode fazer uma experiência CONTROLE colocando as plantas com raízes na anilina.  Com uma semana de antecedência ponha para germinar 10 sementes de girassol ou de feijão.  use terra preta e os copinhos transparentes furados.  Molhe todos os dias.  Quando as plantinhas estiverem com mais ou menos 10 cm prepare as anilinas.  Coloque separadamente as anilinas vermelha e azul em 2 tubos de ensaio até a altura de 2 cm.  Prepare outro tubo com água.  Corte as três plantinhas maiores bem próximo à raiz com a faca alfa.  Mergulhe imediatamente as três plantinhas, cada uma num tubo de ensaio.  Coloque os tubos na estante.  Espere 10 minutos e observe se as folhas das plantas já começaram a mudar de cor.  se precisar espere mais 10 minutos.  Retire uma das plantas da anilina e lave para tirar o corante da parte externa do caule.  Agora corte com a faca alfa, cuidadosamente, o caule no sentido do comprimento, bem no meio.  Com a lupa observe as finas linhas que levam o corante para as folhas.  Faça o mesmo com a outra planta da anilina.  Observe as folhas com a lupa e procure observar se as nervuras estão coloridas e se o corante já se espalhou para as células da folha.  a planta na água pura foi usada como CONTROLE da experiência. OBS - Guarde a anilina para outra experiência.
  20. 20. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva BOTÂNICA NO DIA-A-DIA ROTEIRO 14 RAÍZES PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO A observação de raízes aéreas pode ser feita em algumas plantas como o fícus, a Costela-de-Adão, entre outras.  tente observar na ponta de algumas destas raízes, uma estrutura chamada COIFA, que serve para facilitar o crescimento no solo. As plantas mono e dicotiledôneas têm raízes bem diferentes e que são um bom critério para classificá- las. MONOCOTILEDÔNEAS – raízes em “cabeleira”: muitas raízes quase da mesma espessura, com muitos pêlos nas pontas.  observe as raízes de plantas mono- cotiledôneas como coqueiros que aparecem na superfície do solo. DICOTILEDÔNEAS – uma raiz central mais grossa de onde saem outras mais finas.  observe as raízes das mangueiras, fícus que aparecem na superfície do solo. Nas pontas mais finas de todas as raízes estão PÊLOS ABSORVENTES que só podem ser vistos com o microscópio. OBS - Para a experiência estamos fornecendo sementes não irradiadas. Muitas sementes (principalmente as vendidas em supermercados) não germinam, pois são irradiadas para matar ovos de besouros que possam ter. Desta forma os cereais duram muito mais, mas a radiação – que não permanece na semente – mata também suas células germinativas impedindo-as de germinar.  Prepare dois copinhos de café transparentes (furados embaixo) colocando areia até a metade deles.  Coloque-os em cima das placas de plástico de tamanho médio.  Use a caneta de retroprojetor e escreva nos copinhos o que vai plantar.  num deles coloque 4 sementes de feijão.  no outro 10 sementes de arroz.  Cubra as sementes com areia.  Coloque água com o molhador, bem devagar, até ela aparecer na placa de plástico.  Observe todos os dias colocando água quando necessário.  Quando as plantinhas estiverem com mais de 10 cm, tire-as do copinho com cuidado lavando bem as raízes.  a areia sai facilmente delas.  Observe a estrutura das raízes, a falta de clorofila delas e seu modo de crescimento.  Observe com a lupa nas pontas das raízes pêlos cada vez mais finos.  Compare as raízes do feijão e do arroz.  Discuta a diferença entre as raízes de plantas mono e dicotiledôneas. FAÇA TAMBÉM  Use o mesmo método para ver raízes de outras plantas como soja, milho e girassol.  descubra quais são as mono e quais são as dicotiledôneas.  Faça um herbário com as plantinhas.
  21. 21. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva ROTEIROS BOTÂNICA NO DIA-A-DIA Os Processos 15. Fotossíntese 16. Respiração 17. Circulação 18. Transpiração 19. Germinação 20. Crescimento
  22. 22. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva BOTÂNICA NO DIA-A-DIA ROTEIRO 15 FOTOSSÍNTESE PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO Com exceção da energia nuclear toda a energia que consumimos na Terra, vem do sol. A energia que retiramos dos alimentos ou do álcool quando usado como combustível está relativamente há pouco tempo da Terra, quando comparada com a energia dos derivados de petróleo guardada há cerca de 250 milhões de anos. Durante o processo da fotossíntese as folhas liberam as moléculas do oxigênio produzido para atmosfera. Nas plantas terrestres não podemos ver este processo, já que sai em forma de moléculas invisíveis aos nossos olhos. Nas plantas aquáticas como a elódea, o oxigênio (como não é muito solúvel em água), à medida que vai sendo produzido se acumula em cima das folhas, podendo então ser visualizado. A colocação de bicarbonato de sódio na água torna o processo mais rápido, já que a reação química entre ele e a água produz gás carbônico necessário para a fotossíntese. Coloque bicarbonato de sódio na água para discutir com os alunos, que o gás carbônico obtido fica dissolvido na água não formando bolhinhas. Como vemos inúmeras bolhinhas em uma das folhas e elas não são de gás carbônico, só podem ser do oxigênio produzido na fotossíntese. A colocação do experimento na sombra evidencia o papel da luz do sol no processo.  Consiga alguns ramos de elódea e mantenha-os dentro de um vidro cheio de água sem cloro  para tirar o cloro da água deixe-a em repouso por um dia numa vasilha aberta.  Separe 2 tubos de ensaio de boca larga (diâmetro de 2,5cm).  Marque-os com os números 1 e 2, com a caneta de retroprojetor.  Coloque neles água do vidro até quase a borda.  Coloque no tubo 2 uma colherinha rasa de bicarbonato de sódio.  Coloque-os na estante.  Corte duas pontas da elódea com aproximadamente 5 cm.  Coloque cada uma das partes dentro de um dos tubos.  Coloque o conjunto na luz do sol.  Observe após 10 minutos  cada folhinha da elódea deverá estar coberta por minúsculas bolhinhas.  no tubo 2, a quantidade de bolhinhas é muito maior. FAÇA TAMBÉM  Prepare outros dois tubos da mesma maneira e coloque-os na sombra.  compare os resultados obtidos com os das plantas colocadas no sol.
  23. 23. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva BOTÂNICA NO DIA-A-DIA ROTEIRO 16 RESPIRAÇÃO PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO Todos os seres vivos, plantas ou animais respiram dia e noite enquanto estiverem vivos. No processo da respiração a glicose reage com o oxigênio produzindo gás carbônico, água e calor. No nosso corpo, uma parte do gás carbônico produzido pelos nossos trilhões de células é carregada para os pulmões combinado com as moléculas de hemoglobina. A outra parte é carregada em forma de ácido carbônico, dissolvido em água. O azul de bromotimol usado nesta experiência é um indicador de pH. Em meio ácido é amarelo, em meio básico azul. Quando sopramos nele a água fica ácida e o líquido fica amarelo. Sabendo-se que o gás carbônico se transforma em ácido carbônico quando dissolvido em água e que o azul de bromotimol é um indicador ácido-base pode-se entender a experiência proposta. As plantas respiram também dia e noite, mas durante o dia o gás carbônico produzido é utilizado na fotossíntese. Durante a noite (ou no escuro) não ocorre a fotossíntese e o gás carbônico é liberado para o ar. Ao se combinar com a água que dissolve o azul de bromotimol, torna-a ácida mudando a cor do líquido.  Escolha dois galhos com folhas de uma planta que esteja no sol. (não os arranque)  Prepare dois sacos plásticos colocando 10 gotas de azul de bromotimol dentro deles.  Leve-os até as plantas e coloque um galho com folhas dentro de cada um deles.  Feche-os com os pregadores.  Cubra um dos sacos com folhas com dois sacos plásticos pretos para não entrar nenhuma luz.  Espere uma hora.  Abra os sacos com as folhas e verifique a cor do azul de bromotimol dentro deles. FAÇA TAMBÉM  Prepare dois tubos de ensaio colocando neles 5 gotas de azul de bromotimol e água até a altura de 2 cm.  Sopre devagar dentro de um deles com o canudo plástico.  observe o resultado.  Coloque-o na estante.  No outro tubo coloque uma gota de ácido.  Se não acontecer nada pingue mais uma gota.  Quando o líquido mudar de cor para amarelo, pingue gotas de hidróxido de sódio até ele retornar à cor azul. CO2 + H2O H2CO3
  24. 24. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva BOTÂNICA NO DIA-A-DIA ROTEIRO 17 CIRCULAÇÃO PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO No Roteiro 13 – Caules, foram discutidos a estrutura e as funções do xilema e do floema. A água que penetra pelos microscópicos pêlos absorventes das raízes, conduzindo os sais minerais em forma de íons, chega através dos vasos lenhosos até cada folha da planta, passando pelo tronco e pelos galhos. Por mais alta que a planta seja – algumas podem alcançar 100 m – a água chega às folhas, vencendo a gravidade que a puxa para baixo. O conjunto dos vasos lenhosos é chamado XILEMA. Os vasos condutores do xilema resistem às grandes pressões de água do seu interior graças às substâncias de que são feitos: celulose e lignina. As substâncias produzidas nas células das folhas na fotossíntese e em outros processos, constituem a seiva elaborada. Estas substâncias dissolvidas na água penetram nas finas nervuras da folha e passam para os vasos liberianos do caule – o FLOEMA, em direção às raízes. No floema são transportadas substâncias como sacarose – um açúcar menos osmótico que a glicose, aminoácidos, enzimas, vitaminas e hormônios. O floema está localizado na parte mais externa e o xilema na parte mais interna da casca dos caules. As anilinas usadas neste experimento são as usadas em alimento. Outras anilinas podem não dar resultados por terem moléculas grandes que não entram nos vasos condutores.  - Consiga lírios, rosas ou cravos brancos.  plantas de jardim de caules bem claro como beijos e coleus podem ser usados com ótimos resultados.  Prepare as anilinas vermelha e azul colocando-as em tubos de ensaio de 2,5 cm de diâmetro separados, até a altura de 3 cm.  Prepare outro tubo usando água pura.  ele será usado como CONTROLE.  Coloque os tubos na estante própria.  Corte os caules das plantas deixando-os com aproximadamente 15 cm das folhas.  Mergulhe-os rapidamente nos líquidos.  Coloque-os num lugar bem iluminado.  Observe de 10 em 10 minutos até que as flores ou folhas das plantas que estão no corante apresentem alguma coloração.  Retire as plantas das anilinas e lave bem os caules.  Corte os caules no sentido do seu comprimento e observe os vasos do xilema coloridos.  Observe nas folhas (ou nas pétalas) com a lupa:  a rede de nervuras cada vez mais claras à medida que se afastam da nervura central.  as células da folha entre as nervuras – o mesófilo, onde o corante se espalha.
  25. 25. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva BOTÂNICA NO DIA-A-DIA ROTEIRO 18 TRANSPIRAÇÃO PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO A transpiração é o processo responsável pela subida de água das raízes até as folhas formando um sistema hidráulico contínuo ligando a água do solo ao vapor de água do ar. Nas folhas, a água que chega às células trazidas pelas nervuras evapora rapidamente. Cada molécula de água que sai é imediatamente reposta por outra que estava na nervura mais próxima e assim por diante através dos vasos lenhosos até que uma molécula de água entra nos pelos absorventes da raiz. A parte superior das folhas é coberta por uma cutícula feita de cera que a protege da invasão dos microorganismos e do excesso de transpiração. Na parte inferior das folhas encontramos uma grande quantidade de estômatos microscópicos por onde sai à água e entra o gás carbônico necessário para a fotossíntese. O vapor de água é invisível, mas podemos sentir a umidade nas estufas e nas florestas. Quando o vapor de água condensa dentro de um saco plástico podemos ver que ele fica embaçado pelas pequenas gotinhas de água que se formam. A transpiração é responsável também pela manutenção da temperatura das folhas, sempre baixa mesmo que as folhas estejam no sol. Quando usamos o papel de cobalto para evidenciar a transpiração, apenas o que está em contato com a parte inferior onde estão os estômatos fica na cor rosa. O cloreto de cobalto tem a cor azul quando seco e rosa quando dissolvido em água.  Separe dois sacos plásticos transparentes, bem secos.  Coloque num deles algumas folhas de plantas vivas.  Deixe o outro sem nada, ele servirá de CONTROLE.  Feche-os com pregador.  Observe por uns cinco minutos.  as paredes do saco com as folhas deverão ficar cobertas de minúsculas gotinhas de água (embaçadas). FAÇA TAMBÉM  Separe duas tiras de papel de filtro.  Pingue nelas cloreto de cobalto até ficarem bem molhadas.  Escolha um dos modos abaixo para secar as tiras. Elas deverão ficar com a cor azul:  coloque-as no sol, ou  coloque-as no forno de micro- ondas, ou  aqueça-as com cuidado no calor da chama da vela  Quando o papel de filtro ficar azul – chamado papel de cobalto, prossiga.  escolha a folha de uma planta que esteja no sol, mas não a arranque.  cubra as duas faces da folha com o papel de cobalto.  cubra os dos lados do papel de cobalto com as lâminas, de vidro.  prenda o conjunto com os pregadores  espere 20 minutos  Desfaça o conjunto e observe o papel de cobalto, ele deverá estar rosa na parte inferior e continuar azul na parte superior da folha.
  26. 26. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva BOTÂNICA NO DIA-A-DIA ROTEIRO 19 GERMINAÇÃO PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO Enquanto as sementes estão secas elas não germinam. A casca impermeável não deixa a umidade do ar penetrar no seu interior. Quando ficam de molho ou na terra molhada a casca amolece e a água penetra nelas. As substâncias de reserva – na maioria das sementes o amido, começam a se transformar nos açúcares que serão utilizados pelo embrião para crescer – É o início da GERMINAÇÃO. Dependendo do tipo de semente: feijão, girassol, arroz, milho o modo como o processo acontece varia um pouco, mas sempre dentro de um padrão. As enzimas para transformação do amido em açúcares estão dentro dos cotilédones – folhas embrionárias. O desenvolvimento do embrião geralmente começa pelo crescimento da radícula que força a abertura da casca, cresce para baixo, empurrando a semente para fora da casca. O hipocótilo cresce para cima levando os cotilédones. Eles com a luz começam a ficar verdes. No ápice do caule estão as folhas primárias que ainda não têm o padrão de folhas da planta. O alimento continua a ser fornecido pelas substâncias de reserva até as folhas começarem a fazer fotossíntese. Os cotilédones ficam murchos e caem. Na germinação fica bem evidenciado o caráter que distingue as plantas mono das dicotiledôneas. A técnica da herborização permite que tenhamos vários modelos para comparação.  Coloque 5 sementes de feijão e 5 grãos de milho de molho, de um dia para o outro.  Coloque areia em 10 copinhos furados.  Coloque uma semente de feijão em cada copinho e marque-os com a caneta de retroprojetor.  Coloque um pouco de areia por cima.  Coloque os copinhos em cima de uma placa de plástico média.  Molhe até a água aparecer na placa.  Faça a mesma coisa com os grãos de milho.  Molhe todos os dias.  À medida que forem germinando tire-os da areia, lave-os e seque-os para fazer uma sequência de germinação.  Cole os exemplares numa folha de papel, colocando a data em cada um.  Utilize a técnica usada para herborizar folhas.  use folhas de papel separadas para o feijão e para o milho.  Coloque para germinar as outras sementes fornecidas: girassol e arroz.  Observe a diferença entre a germinação das mono e das dicotiledôneas.
  27. 27. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva BOTÂNICA NO DIA-A-DIA ROTEIRO 20 CRESCIMENTO PARA DISCUSSÃO PASSO A PASSO Para as plantas crescerem é necessário que além de água e ar obtenham sais minerais. Estes entram pelos absorventes, em forma de íons dissolvidos em água. As condições ideais para que uma planta cresça são fornecidas pela terra preta, composta de areia, argila e húmus. A areia composta de grãos de quartzo favorece a presença de ar entre seus grandes grãos. Os minúsculos grãos de argila feitos de feldspato e mica adsorvem a água mantendo-a sempre úmida e o húmus resultante da decomposição de plantas e animais do solo fornece os sais minerais. Após a germinação lentamente a planta vai ganhando estruturas que permitem sua sobrevivência. A radícula vai se diferenciando apresentando na ponta um tecido especial de proteção – a coifa e de uma zona coberta de minúsculos pêlos absorventes. O caule cresce em comprimento e em espessura e aparecem pequenas protuberâncias que originam as folhas. Com apenas alguns milímetros as folhas já tem todas as suas células, que depois só se distendem tomando a forma própria de cada planta. Todo o processo de crescimento é comandado por hormônios específicos em cada estrutura. O crescimento das raízes para baixo, dos caules para cima e “para o sol” em alguns casos é devido à presença de um fitormônio – a auxina. O papel da auxina nas células é “amolecer” a celulose da parede celular permitindo que ela se distenda – aumente de tamanho sob a pressão da água. Quando a auxina se concentra num dos lados da célula só esse lado “amolece” permitindo o crescimento. O outro lado, com pouca auxina fica mais rígido e não cresce. O crescimento só de um dos lados enverga a célula para o lado que não cresce. Os fatores que concentram a auxina num dos lados da célula são a gravidade e a destruição dela pela luz do sol.  Repita os procedimentos para colocar 5 sementes de feijão e 5 grãos de milho para germinar.  Use terra preta em vez de areia para as plantas poderem crescer.  Observe as modificações que ocorrem durante o crescimento.  Compare o crescimento do milho e o feijão.  Herborize as pequenas plantas para poder compará-las. FAÇA TAMBÉM  Coloque algumas plantinhas numa janela em que bata sol só de manhã ou só de tarde.  Não mexa nelas durante alguns dias.  Observe o seu crescimento em direção ao sol.  Coloque outras plantinhas num lugar em que peguem sol de manhã e de tarde.  Observe como crescem retas, para cima sem inclinações.
  28. 28. Prof.ª Marly Cruz Veiga da Silva BOTÂNICA NO DIA-A-DIA BIBLIOGRAFIA Bizzo, N. Ciências: fácil ou difícil? 7ª ed. São Paulo: Ática, 1998. Blough, Glenn O; SCHWARTZ, Julius; HUGGETT, Albert J. Como Ensinar Ciências. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico S.A., 1972. BRASIL. Fundação Brasileira para o Desenvolvimento de Ciências. Laboratório Básico Polivalente de Ciências para o 1º grau: manual do professor. Rio de Janeiro: FENAME/PREMEN/DEF, 1978. BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio: Ciências da Natureza, Matemática e suas tecnologias. Brasília: MEC/Secretaria de Educação Média e tecnológica, 1999. 114p. CARVALHO, Anna M. Pessoa; Gil-Pérez, Daniel. Formação de Professores de Ciências: tendências e inovações. São Paulo, Cortez, 1993. COUTINHO, Leopoldo Magno. Botânica. Ed. Cultrix Ltda. S.P, 1975. KRASILCHIK, Myriam (coord). Ciência Integrada. Projeto MEC/PREMEN/CECISP. São Paulo: Gráfica Editora Hamburg, 1977. KRASILCHIK, Myriam. Prática de Ensino de Biologia. 4ª edição - 2ª impressão. São Paulo, EDUSP, 2008. SCHULTZ, ALarich R. Botânica na Escola Secundária. Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais. Instituto Nac. de Est. Pedagógicos. M. Educ Cult. Rio de Janeiro, 1959. SILVA, Marly Cruz Veiga da; ROSA, Almir Fonseca. Guias de Estudo de Ciências 1, 2, 3, 4 e 5. Niterói, RJ: Imprensa Oficial do Estado do Rio de janeiro, 1978. SOUZA, Maria Helena Soares de; SPINELLI, Walter. Guia Prático para Cursos de Laboratório: do material à elaboração de relatórios. São Paulo: Scipione, 1977. 111p. TAIZ, Lincoln; ZEIGER, Eduardo. Fisiologia Vegetal. 3ª edição. Porto Alegre: Artmed, 2004.

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