Marta (1)

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Relatório sobre a bolha de 2014

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Marta (1)

  1. 1. 1. Introdução O fenômeno bolhas é de imprescindível importância para o mercado econômico do país e deve ser estudado a fundo .O futuro do preço de mercado, por definição é incerto. Na maioria dos casos ondas de valorização são seguidas por mais ondas de valorização, havendo boas razões econômicas por trás delas. Devido ao crescimento do PIB em 2010, o mercado imobiliário tendeu a investir em construções de novos estabelecimentos comerciais, porém, a partir de 2011 houve uma queda brusca do PIB e a economia começou a desacelerar oque reduz a demanda por imóveis comerciais. Na teoria com o crescimento do PIB a economia cresce. Portanto mais empresas tem o interesse em novos investimentos, assim, faz-se necessário o aluguel de novos escritórios, armazém, galpões, etc. Assim as vendas dos imóveis diminuem por não haver investidores interessados no uso desses, já que a economia esta desfavorável a investimentos e crescimento. Além disso, o os preços dos imóveis estavam altos devido ao anterior crescimento comercial e não reajuste na queda, desfavorecendo ainda mais o procura por esses imóveis. A consequência disso é que há mais imóveis e armazéns vagos no país. 2. Desenvolvimento A expressão “Bolha” se trata de um fenômeno financeiro marcado por preços que decolam da realidade para depois cair subitamente, como o inflar de uma bolha de sabão que ao estar muito grande, não suporta a tensão superficial e acaba por estourar. Uma bolha só se forma porque, até o dia em que estoura há um consenso em torno dos bons fundamentos da alta dos preços. Os maiores símbolos da bolha imobiliária no país não são os imóveis residenciais mas sim, os comerciais, devido a fúria construtora da ultima década. Em 2012 e 2013 os lançamentos somam 25 bilhões de reais, o maior volume da história do país. A ideia desses empreendedores imobiliários era que a demanda por área de escritórios seriam multiplicadas e quem não aproveitasse para construir perderia a maior oportunidade da história do Brasil. Um fator que deve ser levado em conta é que a demanda por imóveis residenciais não ocasionou na “bolha”, pois a disponibilidade de crédito, emprego e renda garante que haverá demanda por casas e apartamentos. Além disso, o volume de financiamentos e a renda continuam crescendo e o desemprego está estável. Conclui-se que o preço desses imóveis continua em alta nas principais cidades. Segundo a revista Exame a alta acumulada foi de
  2. 2. 61% (pesquisa em sete cidades considerando um valor inicial de 1 milhão de reais). A expectativa de um aumento ainda maior também gerou um recorde de construções, consequência disso foi que a alta de crescimento de área de galpões disponíveis no país cresceu 120% em apenas três anos. O fato é que os empreendimentos que estão ficando prontos recentemente foram desenhados no período de PIB elevado, assim sendo entreques para aluguel na queda do PIB. Para exemplificar, um apartamento pequeno de 35 metros quadrados recém- lançado em São Paulo costuma ultrapassar o valor de 1,1 milhões de reais. O americano Robert Shiller, ganhador do premio Nobel de economia, em uma visita a São Paulo, identificou o fenômeno “bolha” no mercado imobiliário brasileiro. Porém, concentrado apenas no setor comercial. Shiller, que estuda o mercado imobiliário americano há uma década, analisou que está acontecendo com o mercado imobiliário brasileiro numa visita a São Paulo e afirmou: “É bolha”. O efeito disso são imóveis vazios sendo a única alternativa é a diminuição dos preços. O valor pedido por imóvel era de 240 reais por metro quadrado e os interessados estão dispostos a pagar 180 reais. Os donos de alguns imóveis, um grupo de árabes bilionários, declararam que vão alugar quando o preço voltar a subir. Porém, que não pode se dar ao luxo aceita os preços mais baratos. Nesse estágio o aluguel comercial caiu 15% em São Paulo, 10% no Rio de Janeiro e 7% em Recife de 2012 a 2013. A casos em que em algumas regiões de São Paulo um quarto dos imóveis estão desocupados. “O que está acontecendo no mercado imobiliário comercial é consequência da desaceleração da economia, que está se espalhando por mais setores. A indústria não foi bem na década passada, e agora começa a haver problemas no setor de serviços”, diz o economista Marcos Lisboa, vice-presidente da escola de economia Inesper. (Leal & Vilarga, 29/05/2014) No mercado dos Shoppings há um sinal nítido de uma bolha estourando. O setor vive os efeitos de uma expansão caótica na ultima década. Os investidores se levaram pela ideia otimista de compra no país. Já que os brasileiros compram menos em shoppings do que os consumidores de outros países emergentes e desenvolvidos, os investidores concluíram que havia mais
  3. 3. espaço para empreendimentos do tipo. Porém, as disputas pelo espaço levou à empreendimentos fracos. Além disso, no caso de uma cidade com três shoppings ruins, um roubaria a clientela do outro. No entanto , os hotéis estão passando praticamente ilesos pela fase ruim do setor. Onde no caso há um problema de escassez e não de oferta. Em média os Hotéis do país tem uma taxa de 66% de ocupação, índice considerado saldável. Em Brasília e no Rio de Janeiro, as diárias aumentaram 12% no ano passado. Mas a Copa do Mundo poderá atrapalhar essa condição otimista, pois a construção, em algumas cidades cede está em um ritmo desordenado. Por Exemplo, em Belo Horizonte os números de quartos dos hotéis irão dobras até 2015, podendo reduzir a taxa de ocupação para 40%. 3. Conclusão Os números de prédios a ser entregues nesse ano deve ser equivalente ao do ano passado, sendo assim, a taxa de vacância continua subindo. Haverá dois cenários possíveis que dependem da economia. No setor dos Shoppings a situação não está mais favorável, onde estão previstas 43 inaugurações para 2014, sendo um novo recorde. No entanto no setor comercial, galpões e armazéns já tentaram sanar um pouco o problema. Diminuíram de 1,4 para 1 milhão de metros quadrados o numero de imóveis, baseados no excesso destes no mercado e na correção dos preços no ultimo ano. Mesmo assim, a quantidade de imóveis tende a crescer em 2015, então é possível que os preços caiam ainda mais. Há bolhas e bolhas. O mercado imobiliário comercial é cíclico, pois acompanha os altos e baixos típicos de uma economia de mercado. A bolha que ocasionou a queda da economia mundial surgiu em uma bolha no mercado imobiliário americano, onde o agravamento foi causado pelo excesso de dividas envolvidas, tanto de donos de residenciais como de construtores, que tomaram dinheiro demais emprestado dos bancos. No caso brasileiro a nossa “bolha” não terá efeito semelhante, pois o volume de dividas das empresas que controlam esse setor é relativamente baixo. Isso não quer dizer que não haverá consequências. No setor varejista dos shoppings haverá uma baixa de lucro por conta do baixo movimento. O mercado imobiliário brasileiro reflete a atual situação financeira do país. P seguimento comercial depende fundamentalmente das impressas investindo e na confiança no futuro da economia. A solução dos Shoppings seria um possível investimento em atração de publico, como o exemplo do aquário em Dubai, nos emirados árabes, assim aumentando as vendas.
  4. 4. Bibliografia Leal, A. L., & Vilarga, V. (29/05/2014). A bolha estourou . EXAME, 32-41.

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