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Sobre textos de Franklin de Oliveira*
(*)Literatura e Civilização (1971); e dos blogs
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Origens
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Nascido no seio de uma família muito reli...
“Hermann Hesse já foi definido como o
homem mais sábio do nosso tempo.
Sábio não no sentido de erudito,
embora tivesse sid...
Primeiros grandes passos
“Peter Camenzid” (1904)
foi o primeiro livro do
romancista HH. “De
tranquila poeticidade
pastoral...
“SENTIMENTOestranho
o de quem caminha na neblina…*”
- Nesse verso de um poema de HH, Franklin diz ter
encontrado “a chave ...
“Amor, pensamento - o resgate do
Ser”
Em “Narciso e Goldmund” (1980) F.O. vê a
“redenção próxima”. Redenção, diz Franklin,...
“Pode haver coisa mais terrível do que a solidão de um homem em sua
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E pra fechar… um poema de
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Hermann Hesse

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Há escritores que conhecem a popularidade em vida; outros que só são conhecidos por gerações futuras. Hermann Hesse foi conhecido, respeitado e lido em seu tempo. Voltou como uma onda nos anos 60/70 do séc.XX. O crítico Franklin de Oliveira escreveu nos anos 80 que os jovens redescobriam Hesse. É essa a intenção desta apresentação, ajudar a você leitor a redescobrir no séc. XXI, o grande Hesse. Estes slides foram compostos sobre textos de Franklin de Oliveira (**)Literatura e Civilização (1971); e dos blogs de Alfredo Monte e Ivo Barroso.

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Hermann Hesse

  1. 1. Redescobrir Hermann HesseHesse Sobre textos de Franklin de Oliveira* (*)Literatura e Civilização (1971); e dos blogs de Alfredo Monte e Ivo Barroso
  2. 2. Origens *Hermann Hesse (HH) - Escritor alemão, que em 1923 naturalizou-se suíço. Nascido no seio de uma família muito religiosa, filho de pais missionários protestantes que tinham pregado o cristianismo na Índia.Wikipédia Nascimento: 2 de julho de 1877, Calw, Alemanha Falecimento: 9 de agosto de 1962, Montagnola, SuíçaFalecimento: 9 de agosto de 1962, Montagnola, Suíça *Wikipedia “Agora*, começamos a redescobrir Hermann Hesse. Ainda bem. Redescobrir, porque há mais ou menos 20 anos ele empolgava os nossos leitores, particularmente os jovens.” (*) Obs.: “agora”=1969!
  3. 3. “Hermann Hesse já foi definido como o homem mais sábio do nosso tempo. Sábio não no sentido de erudito, embora tivesse sido enorme a sua cultura, mas na acepção de homem que viveu a condição … platônica: a perfeição moral, pela fundaa perfeição moral, pela funda participação em tudo que é belo, justo, bom e verdadeiro. Sábio como sinônimo de santo - a sabedoria como conquista da oculta santidade da vida: a sacralidade do existir. A sabedoria da vida …”
  4. 4. Primeiros grandes passos “Peter Camenzid” (1904) foi o primeiro livro do romancista HH. “De tranquila poeticidade pastoral, esta novela- 1. “Demian” (1919). 2. “O Lobo da Estepe” (1927).N’O Lobo “tudo é tensão, ambivalência, atração e repulsão, sístole e diástole, síncrese e diácrase, inspiração e pastoral, esta novela- idílio é de funda nota elegíaca”. Mas depois vieram duas explosões no que Franklin chama de “fixação hesseana da crise da consciência humana” síncrese e diácrase, inspiração e expiração, atração e repulsão, oscilações polares, rasgadas dilacerações do Ser - o ser sem resgate. Fera ou homem, ou homem-fera? Radiografia de um mundo em desintegração, Harry Haller - um indivíduo … num mundo estranho carregando a desesperança…”
  5. 5. “SENTIMENTOestranho o de quem caminha na neblina…*” - Nesse verso de um poema de HH, Franklin diz ter encontrado “a chave da leitura de O Lobo da Estepe”. - “Pode-se viver em tensão todo o tempo? Tem o artista o direito de servir à humanidade o tempo todo a angústria? Ou o seu dever é flechá-la, para a destruir? Mas como?..” (*)Siga o link para ler crítica de Alfredo Monte sobre Hesse
  6. 6. “Amor, pensamento - o resgate do Ser” Em “Narciso e Goldmund” (1980) F.O. vê a “redenção próxima”. Redenção, diz Franklin, “assentada nas duas coisas mais belas do mundo, segundo Hesse: os seios femininos e o cérebro do pensador. Amor, pensamento - o resgate do ser.pensador. Amor, pensamento - o resgate do ser. Ressurreição vislumbrada. Logo os caminhos da redenção viriam em “O Jogo das Contas de Vidro” (1943) - o último romance de HH, livro em que ele assumiu a excelsitude de ‘minister verbi divini’”
  7. 7. “Pode haver coisa mais terrível do que a solidão de um homem em sua própria casa?” Em “Rosshalde”, diz Franklin, “é a dor humana autêntica que ele narra - o sofrimento silencioso do homem que descobre que o mundo daqueles que ele ama não é o seu mundo, e começa, para não afundar no desespero desta descoberta, a perseguir as últimas coisas que lhe resta: a sua arte e o carinho do filho menor…(e) perde a aposta nas duas esperanças (...) “Compreende, então, que o homem, para viver … tem de “recriar o mundo como única salvação possível”. Estaria nesse romance, muitas vezes mal compreendido, o grande tema de sua literatura? Veja a resposta de Franklin de Oliveira: - “Na verdade, o grande tema de Hesse é saber até que ponto podemos- “Na verdade, o grande tema de Hesse é saber até que ponto podemos suportar a vida, tal como ela nos foi transmitida: saber até que ponto aguentamos ‘entre não poder viver e não poder morrer. A resposta final a esta pergunta… está em O Jogo das Contas de Vidro”, “a mais bela utopia que nenhum outro humano de nosso tempo a poderia conceber, a não ser Herman Hesse, o mais sábio de todos os homens” (F.O., 1969, L&C., pág. 172.)
  8. 8. E pra fechar… um poema de Hesse* (*) Siga o Link para ler a tradução de Ivo Barroso

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