Proposta de redação

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    My name is Blessing
    i am a young lady with a kind and open heart,
    I enjoy my life,but life can't be complete if you don't have a person to share it
    with. blessing_11111@yahoo.com

    Hoping To Hear From You
    Yours Blessing
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Proposta de redação

  1. 1. Colégio Militar de Campo Grande – CMCG Seção de Ensino E - 1º ano Colégio Língua Portuguesa – Ten Graciela Granetto e Asp Sirley Texto dissertativo – I – Proposta de Redação COLETÂNEA Qualidades e valores Estão confundindo um problema de ordem pedagógica, que dizrespeito às escolas, com uma velha discussão teórica da sociolinguística,que reconhece e valoriza o linguajar popular. Esse é um terreno pantanoso.Ninguém de bom-senso discorda de que a expressão popular tem validadecomo forma de comunicação. Só que é preciso que se reconheça que alíngua culta reúne infinitamente mais qualidades e valores. Ela é a únicaque consegue produzir e traduzir os pensamentos que circulam no mundoda filosofia, da literatura, das artes e das ciências. A linguagem popular aque alguns colegas meus se referem, por sua vez, não apresentavocabulário nem tampouco estatura gramatical que permitam desenvolveridéias de maior complexidade - tão caras a uma sociedade que almejaevoluir. Por isso, é óbvio que não cabe às escolas ensiná-la.[Evanildo Bechara, gramático e filólogo, em entrevista a revista Veja,29 de maio de 2011] Samba do ArnestoO compositor Adoniran Barbosa usava a norma popular da línguaportuguesa em suas canções.
  2. 2. Pertinente, adequado e necessário (...) Darwin nunca disse em nenhum lugar de seus escritos que “ohomem vem do macaco”. Ele disse, sim, que humanos e demais primatasdeviam ter se originado de um ancestral comum.(...) Da mesma forma,nenhum linguista sério, brasileiro ou estrangeiro, jamais disse ou escreveuque os estudantes usuários de variedades linguísticas mais distantes dasnormas urbanas de prestígio deveriam permanecer ali, fechados em suacomunidade, em sua cultura e em sua língua. O que esses profissionaisvêm tentando fazer as pessoas entenderem é que defender uma coisa nãosignifica automaticamente combater a outra. Defender o respeito àvariedade linguística dos estudantes não significa que não cabe à escolaintroduzi-los ao mundo da cultura letrada e aos discursos que ela aciona. Cabe à escola ensinar aos alunos o que eles não sabem! Parece óbvio,mas é preciso repetir isso a todo momento. Não é preciso ensinar nenhum brasileiro a dizer “isso é para mimtomar?”, porque essa regra gramatical (sim, caros leigos, é uma regragramatical) já faz parte da língua materna de 99% dos nossoscompatriotas. O que é preciso ensinar é a forma “isso é para eu tomar?”,porque ela não faz parte da gramática da maioria dos falantes de portuguêsbrasileiro, mas por ainda servir de arame farpado entre os que falam“certo” e os que falam “errado”, é dever da escola apresentar essa outraregra aos alunos, de modo que eles - se julgarem pertinente, adequado enecessário - possam vir a usá-la.[Marcos Bagno, escritor e linguista, narevista Carta Capital] Mestiçagens da língua Quando em 1727 o rei de Portugal proibiu que no Brasil se falasse alíngua brasileira, a chamada língua geral, o nheengatu, é que começou adisseminação forçada do português como língua do País, uma línguaestrangeira. O português formal só lentamente foi se impondo ao falar eescrever dos brasileiros, como língua de domínio colonial, tendo sido atéentão apenas língua de repartição pública. A discrepância entre a línguaescrita e a língua falada é entre nós consequência histórica dessaimposição, veto aos perigos políticos de uma língua potencialmentenacional, imenso risco para a dominação portuguesa.[José de Souza Martins, cientista social, professor emérito daUniversidade de São Paulo, em O Estado de S. Paulo]
  3. 3. Norma culta X variantes linguísticas: qual deve ser a posição da escola? Qualquer um, mesmo sem nunca ter passado pela escola, sabe quenão pode falar sempre do mesmo jeito com todas as pessoas, pois, atémesmo entre os familiares, cada relação está marcada por um níveldiferente de formalidade. A linguagem que usamos às vezes é maisinformal, às vezes é mais séria, impessoal. Nessas situações menospessoais, a norma culta é a mais adequada para garantir um contatorespeitoso e mais claro entre os indivíduos. Por isso, quando o falanteconsegue variar a linguagem, adequando o nível de formalidade a suasintenções, à situação e à pessoa com quem fala, dizemos que ele possuiboa competência linguística. O conhecimento das variedades linguísticasamplia nossas possibilidades de comunicação, mas é a norma culta quegarante a manutenção de uma unidade linguística ao país. Com base nostextos da coletânea a seguir, elabore uma dissertação sobre o tema:considerando que a norma culta é variante mais valorizada socialmente,qual deve ser a posição da escola em relação às outras varianteslinguísticas?Orientações:Sua redação DEVE seguir o esquema básico do texto dissertativo.DEVE ter de 20 a 30 linhas e apresentar as características estudadas naaula anterior. Bom trabalho!

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