Ricardo AngéLico - There will be no safety zone

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Exposição individual de RICARDO ANGÉLICO na galeria Carlos Carvalho arte contemporânea, de 19 de Janeiro a 05 de Março de 2011

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Ricardo AngéLico - There will be no safety zone

  1. 1. RICARDO ANGÉLICO There will be no safety zone19/01/11 - 05/03/11 INAUGURAÇÃO 19/01/11 às 21h30
  2. 2. Home is in your head, 2010Óleo e acrílico s/ linho,144 x 130 cm
  3. 3. Wake up breath keep breathing, 2010 Óleo e acrílico s/ linho, 180 x 160 cm
  4. 4. Regarding the torture of dudes, 2010Óleo e acrílico s/ linho,135 x 145 cm
  5. 5. Como sobreviver ao fim do mundo, 2010 Óleo e acrílico s/ linho, 155 x 144 cm
  6. 6. Concentrate and shuffle, 2010Óleo e acrílico s/ linho,143 x 160 cm
  7. 7. The glue man is out again, 2010 Óleo e acrílico s/ tela, 143 x 195 cm
  8. 8. The first lesson in democracy, 2010 Todos os dias são o último dia da humanidade, 2010Óleo e acrílico s/ papel preparado Óleo e acrílico s/ papel preparado100 x 120 cm 100 x 120 cm
  9. 9. The common enemy of mankind, 2010 Kreationist-konstructivist komissar, 2010Óleo e acrílico s/ papel preparado Óleo e acrílico s/ papel preparado100 x 120 cm 100 x 120 cm
  10. 10. Konquering king kaboo, 2010Óleo e acrílico s/ papel preparado100 x 120 cm
  11. 11. The krypton klub konspiracy, 2010 Óleo e acrílico s/ papel preparado 100 x 120 cm
  12. 12. Série The hygiene of civilization, 2010Técnica mista s/ papel, 21 x 29,7 cm
  13. 13. Série The hygiene of civilization, 2010 Técnica mista s/ papel, 21 x 29,7 cm
  14. 14. Série The hygiene of civilization, 2010Técnica mista s/ papel, 21 x 29,7 cm
  15. 15. Série The hygiene of civilization, 2010 Técnica mista s/ papel, 21 x 29,7 cm
  16. 16. There will be no safety zoneRicardo AngélicoDesenho e pintura20/01 - 05/03 2011Inauguração 19/01 21h30Para esta exposição, Ricardo Angélico apresentará um novo conjunto de trabalhos onde se podem distinguir duas partes: um grupo detrabalhos inspirado no Ku klux klan, a partir da história de Stetson Kennedy, que nos anos 40 se infiltra no grupo com o objectivo de destrui-loou desacreditá-lo; e um outro de pinturas tematicamente independentes, lidando genericamente com noções de aventura, compromisso eopressão em contextos específicos, ficcionados ou não.A primeira série de obras propõe episódios de uma hipotética organização do Klan, pequenas ficções à volta de um grupo marginal que emborase apresente como variação/actualização do klan original, poderia ser de qualquer grupo extremista parecido, mais politizado ou integrado, coma sua mecânica interna de propaganda, culpabilização, instigação violenta, recrutamento, etc.; ainda as dinâmicas individuais desses membroscom vida dupla e existência mais ou menos frustrada, movimentando-se em comunidades complacentes que os toleram tanto quanto receiam.Existe um certo pendor novelesco que uma série deste tipo favorece: a criação de personagens em continuidade; a organização de pequenosquadros dramáticos que podem sugerir ambientes domésticos ou fantásticos, absurdos ou épicos, quase como episódios de uma soap operaonde o tema pode ser sério e a forma pode ser ligeira, num registo que se imagina próximo do cinema de aventuras, da banda desenhada ou daliteratura sensacionalista.Há um conjunto de desenhos onde este universo é desenvolvido num exercício mais narrativo/ textual e onde a fragmentação de episódios,as micro-narrativas dessa comunidade imaginária se expande como um work in progress, um estudo alargado de personagens e acções, comoesboços para um guião cinematográfico.Comum ao conjunto de todas as pinturas é a atmosfera de instabilidade e insegurança que domina cada pequeno acontecimento, reflexo deuma convivência problematizada de homem com tecnologia, do homem com a natureza, de um desconforto ou desajustamento a que sãosujeitos os actores em cada imagem-metáfora. Embora não existam enquanto comentário específico ao mundo actual, não custa estabelecerparalelos com vários aspectos da corrente situação planetária e dos variegados modelos de crise que ocupam as redacções noticiosas.Há nelas uma equivoca serenidade pré-apocalíptica, a presença constante de uma ameaça, um elemento opressor, um perigo indiscernível, ummistério, uma situação opaca, prenúncio de uma transformação violenta ou convulsão individual. Cada uma construída a partir de um concretoevento histórico, científico ou cultural. Por exemplo: um trabalho glosa sobre a construção da bomba atómica a partir de um cenário quasepré-industrial; outro explora o rapto de Eichmann por agentes israelitas na Argentina; outro ainda aproveita um motivo de um filme favoritoamplificando-lhe as consequências epidémicas; outro inventa um cenário para uma frase de Beckett. O que há de teatral em cada pintura étambém a tentativa de construir uma tensão indefinida, de sugerir uma violência latente que acrescente densidade à leitura da imagem e sugiraum seu desenvolvimento. O título da exposição é retirado de uma cena do filme Paris-Texas, de Wim Wenders: é parte do discurso de um louco que o protagonista encontra numa ponte, e que prega ao tráfego indiferente uma mensagem apocalíptica, numa cena espantosa e perturbadora (como são tantas
  17. 17. vezes os discursos destes oradores marginais) que parece pertencer apenas à banda sonora para logo se materializar inesperadamente, provocando um sobressalto. O título não só funciona enquanto advertência poética, plena de sugestões dramáticas, mas sobretudo como agregador dos vários trabalhos da exposição, cada um deles à sua maneira, reflexo de uma angústia muito similar. Ricardo Angélico nasceu Angola em 1973. Das suas exposições individuais destacam-se as realizadas na galeria Carlos Carvalho Arte Contemporânea, Lisboa, Portugal (The Aronburg Mystery, 2008), no Museu Nacional de História Natural, Lisboa, Portugal (Caro Jünger/CaroNabokov, 2004) e na Fundação D. Luís, Cascais, Portugal (Museu de Cera - Imagens da Colecção Christian D. Karloff, 2003). Em relação às suasexposições colectivas poderemos referir as realizadas na Casa da Cerca - Centro de Arte Contemporânea, Almada, Portugal (O Desenho Dito,2008), no Centro de Arte Manuel de Brito (À Volta do Papel, 2008) e Culturgest, Lisboa, Portugal (V Prémio Fidelidade Jovens Pintores, Lisboa, Portugal). Está representado nas colecções Caixa Geral de Depósitos, Lisboa, Fundação D. Luís I, Cascais, Fundação PLMJ, Lisboa e Centro de Arte Manuel de Brito, Algés. CARLOS CARVALHO ARTE CONTEMPORÂNEA Rua Joly Braga Santos, Lte F R/C | 1600 - 123 LISBOA TLF(+351) 217 261 831 | FAX(+351) 217 210 874 www.carloscarvalho-ac.com | carloscarvalho-ac@carloscarvalho-ac.com

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