China_Cumes_Climaticas_def

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China_Cumes_Climaticas_def

  1. 1. Volpe Margherita 211606 esperia@msn.com II semestre - 3° ano Relações Internacionais CHINA ao TURNING POINT O comportamento politico em relação ao problema ambiental como dimostração do troco do status da China
  2. 2. Introdução Hoje em dia a diplomacia chinês da mudança climatica està a transformar-se: assumido o seu rolo de maior productor de emissões, tem agora que encontrar um compromiso entre a posição tradicional de lider dos paises em desenvolvimento e o status de potencia mundial. Em termos de volumes absolutos, os maiores emissores são a China, os EUA, a EU-25, a India e a Rusia: a China é o novo maior emissor desde o 2010, cuando ultrapassou os EUA. As emissões nos paises em desenvolvimento estao a crescer mais rapidamente do que nos outros paises; depois do 2020 estos mesmos paises, seram responsavel pela produção de mais GHG (green house gases) do que os paises industrializados todos. A China jouga um papel fundamental nas negociaçoes, ainda en desenvolvimentos, pelo regimen climatico post-Kyoto. Em particular nos ultimos dois cumes do UNFCCC (United Nations Framework Convention on Climate Change), em Copenhagen (COP15) e Cancùn (COP16), a China demostrou de ter vontade de actuar com um papel novo, não sò como lider dos paises em desenvolvimento, mas propiamente de uma forma mais determinante. O objectivo deste papel serà de analizar se o moderno comportamento politico da China no ambito ambiental pode ser considerado como prova de uma mudança de status, desde uma posição de potencia emergente à uma de superpotencia. Metodologia de análise e conceitos teóricos envolvidos Pelos objectivos deste estudo é preciso esclarecer dois conceitos chave: o de POLITICA EXTERNA e o de SUPERPOTÊNCIA. Uma primeira definição de politica externa (Fossati, 2009) acredita que trate-se de todas as decisões tomadas pelos Ministério dos Negòcios Estrangeiros, pelos diplomaticos e pelas outras instituições establecidas pela constituição: trata-se de uma definição muito aproximada, em particular, com referência à area das politicas ambientais. A diplomacia ambiental é evidentemente influenciada pelas decições de politica interna tomadas pelos Ministérios da Economia, dos Transportes e da Industria, em quanto são pertenecias deles as maiores causas de produção de emissões. Uma outra definição da politica externa acredita que sejam precisas duas caracteristicas mais: a intecionalidade e a efectividade, na influencia das decisões dos outros actores internacionais. A China dimostrou estas capacidades, seja arrastando a India na sua linea de acção nos cumes ambientais, seja jogando um papel de liderazco nas relações multilaterais como as com o “G77 and China”, seja promovendo relações regionais, como o SCO (Shanghai Cooperation Organization).
  3. 3. O regimen ambiental de oje em dia é o sistema da UNFCCC (United Nations Framework Convention on Climate Change), establecido no 1992, onde os actores governamentais e não- governamentais encontram-se para actuar conjuntamente pela redução do aquecimento global e pela redução do impacto das consequências deste fenômeno. Foi neste sistema, nomeadamente nos cumes de Copenhagen (COP15) e de Cancùn (COP16), que foi possivel ver uma mudança radical da actuação Chinês, feito que refleciou-se tambem numa mudança de status politico, sendo indispensável pelo sucesso das conferencias. Com o segundo conceito, o de superpotência, estamos a falar de um estado com a capacidade de influir em eventos em escala mundial; fala-se em particular da capacidade de activação na area multilateral/regional e da capacidade de governance da politica interna de outros paises (Fossati, 2009), o seja caracteristicas particualrmente politicas. Outros critérios para se classificar uma superpotência são os elementos de poder real, enquanto capacidades de uso imeditato da força geralmente militar (grandes capacidades de defensa e de ofensa, capacidades de sostener uma guerra no exterior...), e os elementos de poder potencial, como a economia (a China tive o desenvolvimento economico mais rapido do mundo), demografia (grande contingente populacional e de mão de obra -no caso da China, tambem especializado), e geografia (larga extenção de terra ou área marítima no seu controle). Entre os elementos culturais e ideológicos, fala-se da capacidade de influência cultural e ideológica, geralmente classificada como soft power (poder suave). Jà se ouvì falar dum passagem desde o “Washington Consensus” ao “Beijing Consensus”, hipótese provável em quanto a China presenta-se como um novo tipo de lider, diferente da tradição colonial occidental, actuando, por exemplo, na região de uma forma menos invasiva, como no caso do apoio ao plan de desenvolvimento governamental do Kazakistan que garantiou a consolidação das relações entre os dois paises. Pode-se falar tambem de superpotência emergente o seja um país que demonstra ter potencial, seja político, econômico ou militar, para transformar-se em uma superpotência no futuro: pode tratar-se da definição mais precisa pela situação actual da China. Com referencia as caracteristica presentadas, em particular com referência as caracteristicas politica, serà valutado se a China pode ser considerada uma superpotência emergente, analizando a sua politica externa, como tambem o caso dos ultimos cumes climaticos do UNFCCC. Contexto de análise Jà no julho de 2010, os dados do International Energy Agency dissiam que a China tinha ultrapassado os Estados Unidos como maior utilizadores de energia, mais rapidamente de lo esperado: o consumo energetico no ano 2009 foi de 2,267 bilhões de toneladas equivalentes de petróleo enquanto aquelo americano foi de 2,169 bilhões, si bem o consumo pro-capite Chinês
  4. 4. quede-se muito mais baixo do americano. Ao mesmo tempo a China està a jougar um papel de liderazgo na area das energias renovàveis, em particular a solar e a eolica. Como visto, a diplomacia ambiental Chinês tem de ter em conta as necesidades de desenvolvimento do pais: no ano 2010 o governo continuou a investir nas infra-estruturas rodoviárias e de transportes, uma das maiores fontes do consumo energetico. Desde que integrou-se na economia global, a China modou chegando a ser è o maior emissor de gases industriais (GHG): as empresas consumam o 70% da energia mentras que os privados são responsaveis sò do 10% das emissões. O 70% da energia producida na China depende dos depositos de carvão nacionais, o recurso mais barato e mais controlavel. Mas o carvão liberaça duas vezes mais CO2 per unidade de energia que os gases naturais: no 2006 a China respondeu a esta situação com o Décimo Primeiro Plano de Cinco Anos para a Economia Nacional e o Desenvolvimento Social (2006-2010). Os puntos de este plan foram uma redução da energia utilizada do 4% até o 2006, e do 20% até o 2010: chegou a reduzir até o 14%! Por alem disso, val a pena notar a posição da China num contexto de relações multilaterais. A China é membro permanente com dereito de veto na ONU, faz parte do WTO (World Trade Organization), e tem uma relação bilateral privilegiada com os EUA conhecida como G2. Faz parte tambem do ASEAN (Association of South-East Asian Nations) como dialogue partner: trata-se de uma organização economica, politica e cultural de nações do Sul-Est da Asia, que tem como objectivo a promoção da cooperação e a mutua assistencia entre estos estados para acelerar o progresso economico e a estabilidade na região. Participa tambem na APEC (Asia-Pacific Economic Copperation), o seja um organismo pela cooperação economica na região, que tem o objectivo de promover o crecimento economico, o livre comércio e os investimentos nesta area. A China junta-se tambem nas reuniões do G20: o curioso é que fica tanto no G20 dos paises em desenvolvimento como em aquilo dos paises desenvolvidos. Além de acima, é importante destacar a posição da China no G77 and China e no Shanghai Cooperation Organization (SCO). O grupo do G77 and China (acreditado por muitos como o herdeiro do movimento dos não- alinhados) representa a maioria dos estados membros do ONU e tambem a maioria da população mundial e tem a intenção de promover a partecipação dos paises em desenvolvimento no proceso de tomada de decisões. Na area da negociações ambientais o grupo tentou conjugar o desenvolvimento com a protecção do ambiente, conscientes de partilhar a responsabilidade de preservar o ambiente, si bem de uma forma diferenciada (principio da responsabilidare comun mas diferenciada). O Shanghai Cooperation Organization (SCO) é um organismo internacional fundado em 2001 por China, Russia, Kyrgyzstan, Uzbekistan, Tajikistan e Kazakhstan: si bem o seu objectivo primario seja promover a cooperação para a segurança da região, trata tambem de temas economicos, culturais e, recentemente, do problema ambiental, com particular atenção ao problema da energia.
  5. 5. Val a pena notar que num principio a China e a Rússia eram os poderes dominantes neste organismo (a relação entre os dois foi sempre uma mescla de cooperação e competição pela influencia regional), mas agora é seguramente a China a que tem un papel de lideranza nesta estrutura, tambem por ter tido a capacidade de se presentar como uma potença não intrusiva, a difencia dos poderes tradicionais da Rússia e dos EUA. Por alem disso, o papel da China nos ultimos cumes climaticos dà mais para perceber o troco do status da China no contexto internacional. As posisões dos criticos sobre os resultados do COP15 são diferentes; por um lado ha quem acredita que o cume foi uma derrota: não foram sinalados planes vinculantes de reducção pelas emissões, não chegou-se a definir um corte do 50% até o 2050, e não viou-se uma verdadeira vontade de trabalhar em conjunto con os paises desenvolvidos. Mas com respecto ao contesto historico da diplomacia Chinês algumas mudanças foram feitas: a China aceptou de reduzir as emissões até um 45%, respecto aos nìveis do 2005, antes do 2020, aceptou o control internacional do cumplimentos dos seus objectivos, e admitiou de ter capacidade economica para actuar de uma forma independente e que os fundos internacionais deviam ser dados aos paises menos desenvolvidos. Trata-se de mudanças significativas considerando que antes a China sempre recusou as primeiras duas restrições e que, até agora, foi o pais que mais beneficiou dos financiamentos e das transeferencias de tecnologias garantidos pelo sistema de Kyoto. Nesto cume a posição da India foi especular à da China, em oposição sobre as restrições maiores e, de acordo com alguns criticos, foi tambem ela que blocou os acordos desta conferencia. A abertura da China nas negociações climaticas do COP16 foi indispensavel e foi seguida pela mesma abertura por parte da India. Ao mesmo tempo, a China continuou tambem desenvolvendo o seu papel de lider do grupo do G77 and China, promovendo as instâncias do grupo como: a expanção do acceso aos produtos dos paises desenvolvido, lutando contra o chamado green protectionism, a promoção de politicas flexiveis, de acordo com a teoria do no one-size-fits-all, promocionando o erradicação da pobreza e o controle de actuação das obrigações assinadas. Ademais, depois do China Day, 6 de Dezembro do 2010, a China partecipou nas discussões como parte do Climate Leaders Summit. O cume de Cancùn (COP16) terminou arranjando um corte de emissões até o 80% do total global, incluiendo tambem as assinaturas dos Estados Unidos e da China. Tratou-se de uma mudança significativa em quanto pela primeira vez os dois maiores emissores concordaram sobre o problema ambiental. Foi estabelecido tambem um Green Climate Fund, 100 bilhões de dollares anuales até o 2020, e um Technology Executive Commitee, um grupo que va controlar o processo de transferência das tecnologias de energia limpa aos paises pobres. Os dois documentos producidos foram o Outocome of the Ad Hoc Working Group on Long-term
  6. 6. Cooperative Action under the UN Framework Convention on Climate Change e o Outcome of the Ad Hoc Working Group on further commitments for Annex I parities under the Kyoto Protocol. Conclusão As considerações feitas, dejam motivos para acreditar que a mudança do status da China até uma posição de superpotença seja, não sò verdadeiramente en acto, mas tambem num estadio avançado. O acrecimento da implicação da China em organizações como o G77 and China e o Shanghai Cooperation Organization, demostra o acrecimento da sua capacidade de activação multilateral; além disso a China tem um papel de liderazgo nestas sedes, o que demonstra uma elevada actitud à governance, o seja para influenciar os comportamento politico de outros paises. Na mesma maneira a capacidade de influenciar o comportamento politico da India, otra potença emergente, nos ultimos cumes é mesmo demostração do troco do status da China ao nivel internacional. Ao mesmo tempo parece bastante claro que a intenção da China é de presentar-se como potença interlocutor e não como potença que ameaça a liberdad ou a segurança dos outros paises: a China pode-se presentar como um pais que tive exito no preceso de desenvolvimento e por isso como um modelo para imitar. Jà fala-se da creação de um Beijing Consensus, herdeiro do Washington Consensus, como de um modelo de desenvolvimento economico fundado na mistura mercado- estado que permitiu o crecimento chino. Esta posição de lider diferente é enfatizada tambem pela atenção ao problema ambiental: as politica internas implementadas e o comportamento politico nos cumes do COP15 e do COP16, fazem da China um actor novo, mais responsavel no seu papel internacional. Parece evidente que a teoria de Young, que acreditaba que o envolvimento dos EUA seria indispensável pala creação de um regime ambiental eficaz, é refutada, hoje em dia: os actores indispensáveis para solucionar o problema ambiental são as novas potencias emergentes, e em particular a China com o seu inegável papel de maior emissor (fator internacional estrutural), mas tambem com a sua capacidade de influenciar as politicas de outros estados, como já visto. Como a mudança do mundo é evidente, a pergunta que temos de por-nos é como podem coexistir as novas realidades politico-economicas, nomeadamente a China, com os poderes tradicionais. Fica óbvio tambem que trata-se de dois mundos completamente diferentes: o FMI disse-nos que nestos anos o crecimento do PIB dos paises desenvolvidos serà do +2,7% mentras que o dos paises emergentes do G20 serà do +7,7%. Dois cenàrios podem ser imaginados: um em que as regras do sistema internacional mudem para adaptar-se aos novos equilibrios de poder, ou um em que os novos paises lideres, a China e o Brasil (considerando tambem o aumento da colaboração entre os dois paises), jogam sosinhos nas relações internacionais, aumentando a diferencia entre o Norte e o Sul, a benefìcio do Sul mesmo.
  7. 7. BIBLIOGRAFIA Sartori N., 2009. Gas e sfere di influenza in Asia centrale. [online magazine]AFFARI INTERNAZIONALI. Available at: http://www.affarinternazionali.it/articolo.asp?ID=1344 [Accessed 4 May 2011] Morfoni N., 2010. Il soft power della Cina in Asia centrale ed i ritardi dell’UE. [online magazine] AFFARI INTERNAZIONALI. Available at: http://www.affarinternazionali.it/articolo.asp?ID=1443 [Accessed 4 May 2011] INTERNATIONAL ENERGY AGENCY, 2010. China overtakes the United States to become world’s largest energy consumer. [online] Available at: http://www.iea.org/index_info.asp?id=1479 [Accessed 4 May 2011] Gabusi G., 2010. Cina, nell’anno dei primati ora è il turno dell’energia. [online magazine] AFFARI INTERNAZIONALI. Available at: http://www.affarinternazionali.it/articolo.asp?ID=1543 [Accessed 4 May 2011] Cristaldi S., 2010. Emergenti atto terzo. [online] ISPI. Available at: http://www.ispionline.it/it/ documents/Commentary_Cristaldi_23.12.2010.pdf [Accessed 4 May 2011] Saissac E., 2011. Green economy in the context of sustainable development and poverty eradication. [online] New York: G77 and China. Available at: http://www.g77.org/statement/ getstatement.php?id=110307f [Accessed 4 May 2011] Elizabeth C. Economy, 2010. China’s Green Energy and Environmental Policies. [pdf online] Council on Foreign Relations. Available at: http://www.cfr.org/china/chinas-green-energy- environmental-policies/p21855 [Accessed 4 April 2011] Istituto per gli Studi di Politica Internazionale, ISPI, 2010. Cina: fine del low profile? - Scenario. [online] Available at: http://ispinews.ispionline.it/?page_id=733 [Accessed 4 May 2011]
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