INTRODUÇÃO À GESTÃO
DE RISCOS
Amadeu Tobias
Dimensão do Risco
Acionistas
Estratégia Empresarial
Riscos Assumidos
Injeção
de Capital
Retorno
A Gestão Empresarial Moderna fundamenta-se na maximização da
relação risco-retorno dos acionistas pelos gestores do negócio
através de estratégias empresariais consistentes
EMPREENDIMENTO
JOGO CLIMA MERCADO
1
2
3
4
5
6
DEFINIÇÃO DE RISCO
3
 Incerteza existe quando mais eventos podem ocorrer do que realmente irão
acontecer
 Risco é a incerteza que afeta o bem estar dos indivíduos
 Desvios em relação ao valor esperado no futuro decorrem do grau de incerteza
e podem gerar resultados adversos
 Resultado = Valor Efetivo - Valor Esperado
Crises e Desastres
DESASTRES CORPORATIVOS
Barings
Metallgesellschaft
Long Term Capital Management
Orange County
Daiwa
Kidder Peabody
Procter & Gamble
Hammersmith & Fulham (UK)
Herstatt
CRISES INTERNACIONAIS
Colapso de Bretton Woods (1971)
Crises do petróleo (1973 e 1979)
Desregulamentação e globalização
Quebra das S&LA (anos oitenta)
Crash nas bolsas (10/87 e 10/89)
Ruptura do SME (1992)
Crises nos países emergentes
México (1995)
Ásia (1997)
Rússia (1998)
Brasil (1999)
Argentina (2002)
RISCOSFINANCEIROS REQUISITOSINTERNOSDE GESTÃO
5
 A existência de controles de riscos possibilita às corporações
Reduzir os custos dos infortúnios financeiros
Aumentar confiança na alavancagem financeira e operacional
Melhorar o planejamento de caixa e a alocação de capital
Otimizar o planejamento tributário
Responsabilizar agentes tomadores de decisão
Entrar em novos mercados
Dimensão do Risco
R$
50
R$
50
R$
100
US$
100
R$/US$
2,50
Ganho Esperado
R$ 50
Resultado cambial = - R$ 50
Resultado industrial = +R$ 20
Resultado cambial = +R$ 50
Resultado industrial = - R$ 20
Exportação
de equipamento
produzido
com insumos
nacionais
R$
50
R$
50
R$
80
US$
100
R$/US$
2,00
Ganho Efetivo
R$ 20 (-30)
R$
50
R$
50
R$
120
US$
100
R$/US$
3,00
Ganho Efetivo
R$ 80 (+30)
O resultado da atividade empresarial está sujeito a diferentes fontes de risco
ATIVIDADE EMPRESARIAL -TIPIFICAÇÃO DOS RISCOS
 Riscos Estratégicos
 Efeitos de mudanças fundamentais no ambiente econômico e político
 Riscos do Negócio (Business Risks)
 Efeitos de mudanças inerentes ao mercado em que a empresa opera (inovações tecnológicas,
regulamentação, marketing, etc.)
 Riscos Financeiros
 Risco de Mercado
 Risco de Crédito
 Risco de Liquidez
 Risco Operacional
 Outros
7
RISCO DE MERCADO
Oriundo dos movimentos nos níveis ou nas volatilidades dos preços de mercado (taxas de jutos, taxas
de câmbio, preços de commodities, preços de ações, etc.)
 Riscos Direcional
 Exposição à direção dos movimentos (alta ou baixa).
 Riscos Não-Direcional
 Exposições não lineares ou exposições a volatilidades (tipicamente em carteiras que contém
instrumentos não lineares, como por exemplo opções).
 Controle
 Limites de exposição nominal, medidas de sensibilidade, VaR.
8
RISCO DE CRÉDITO
Surge quando as contrapartes não desejam ou não são capazes de honrar suas obrigações. Seu efeito é
medido pelo custo de reposição dos fluxos de caixa.
As perdas de crédito podem ocorrer antes mesmo da própria inadimplência da contraparte.
 Riscos de Crédito (Inadimplência)
 Risco Soberano (Países)
 Risco de Pagamentos (Há pagamentos entre as partes no mesmo dia)
9
RISCO DE LIQUIDEZ
 Risco de Liquidez de Ativos (de Mercado):
 Quando uma posição em determinado produto / instrumento é muito grande em relação ao
tamanho do mercado.
 Controle:
 Limites sobre o tamanho da posição
 Risco de Liquidez de Financiamentos (Fluxo de Caixa):
 Incapacidade de honrar pagamentos podendo levar à liquidação apressada de ativos.
 Controle:
 Planejamento (Projeção) de fluxos de entrada x saída
10
OUTROS RISCOS
 Risco Operacional
 Erros humanos
 Erros Tecnológicos
 Acidentes
 Fraudes
O risco operacional pode levar a riscos de mercado e/ou crédito
 Risco Legal
 Quando uma transação pode não ser amparada por lei ou contrato
11
Etapas do processo
Identificação das
fontes de risco
Mensuração das
expectativas de perda
de maior relevância
Decisão sobre o
tratamento a ser dado a
cada risco relevante
 Identificação das fontes de risco
 Compreensão da natureza
 Estabelecimento da relevância
A categorização dos riscos deve ser feita de forma a ressaltar as incertezas
relevantes que um empreendimento moderno enfrenta na
busca dos objetivos de seu negócio
50%
20%
10%
Risco na Atividade Empresarial
Receitas Despesas
Produto
Final (Pv)
Mão de Obra
e Serviços (Pi1)
Materiais (Pi2)
Equipamentos e
Componentes (Pi3)
Margem de
Contribuição
t
Pi1
t
Pi3
t
Pi2
Preços
dos
insumos
definidos
pelo
mercado
t
Pv
Preço
de
venda
definido
pelo
mercado
Taxas e Impostos
Custos Corporativos
Resultado Líquido (RL)
t
RL
Risco é a incerteza
com relação aos
resultados futuros
Identificação dos Riscos
Estimativa do índice de correção para os fluxos operacionais
 Estimação por análise estatística de dados históricos ou por julgamento
 Ex.: Índice Estimado = 60% IIGP-M + 40% IUSS
A GESTÃO EFICIENTE DOS DESCASAMENTOS EXIGE A CORRETA
IDENTIFICAÇÃO DOS FATORES GERADORES DOS RISCOS
Preço
Tempo
US$
IGP-M
Tempo
Tempo
Modelo Ideal de Gestão
Receitas Despesas
Produto
Final (Pv)
ƒ(Pi1, Pi2, Pi3 )
Mão de Obra
e Serviços (Pi1)
Materiais (Pi2)
Equipamentos e
Componentes (Pi3)
Margem de
Contribuição
Risco = ƒ(descasamentos)
t
Pi1
t
Pi3
t
Pi2
Fórmula
de
reajuste
definida
com
base
nos
pesos
dos
insumos
t
Pi1
t
Pi3
t
Pi2
Preços
dos
insumos
definidos
pelo
mercado
Taxas e Impostos
Custos Corporativos
Resultado Líquido (RL)
t
RL
Modelo de Gestão Adotado
Receitas Despesas
Produto
Final (Pv)
MO e Serv. (Pi1)
ƒ(Pv)
Materiais (Pi2)
ƒ(Pv)
Equip./Comp. (Pi3)
ƒ(Pv)
Margem de
Contribuição
t
Pi1
t
Pi2
t
Pi3
Fórmulas
dos
insumos
definidas
com
base
no
preço
de
venda
Fornecedores ajustam o preço de
venda para compensar o risco
assumido
Fornecedores menos sólidos e
pouco sofisticados
 Renegociação forçada para
garantir o suprimento
t
Pv
Fórmula
de
reajuste
definida
pelo
cliente
Taxas e Impostos
Custos Corporativos
Resultado Líquido (RL)
t
RL
IDENTIFICAÇÃO DAS FONTESDERISCONAATIVIDADE EMPRESARIAL
Receitas Despesas
Produto
Final
MO e Serv.
Materiais
Equip./Comp.
Margem de
Contribuição
Receitas Despesas
IGP-M
Chapa de Aço
Cobre US$
US$
US$
IGP-M
Chapa de Aço
Margem de
Contribuição
Cobre US$
Mudança
de
Paradigma
 Correta identificação dos fatores geradores dos riscos possibilita
 Agregação dos fluxos operacionais segundo os macro-fatores
 Apuração dos impactos de oscilações desses fatores no resultado esperado
 Medidas de sensibilidade
RISKMANAGEMENT NAEMPRESA-ETAPAS DO PROCESSO
R$ / US$ Resultado
3,50 R$ 1.150
3,00 R$ 1.100
2,50 R$ 1.050
Resultado
R$ 1.100
Resultado
R$ 800
US$ 100
Receitas
US$ 500
Receitas
R$ 2.000
Equip. Nacionais
R$ 1.000
Equip. Import.
US$ 400
Mão de Obra
R$ 200
Resultado
R$ 1.400
US$ 100 - US$ 200
Equip. Nacionais
R$ 400 +
US$ 100 + US$ 100
Equip. Import.
US$ 300 + US$ 100
Outros
US$ 300
Cobre
US$ 100
Q1 * Pcobre
(50 * 2,00)
Equip. Imp.
US$ 100
Cobre
US$ 100
Q1 * Pcobre
(50 * 2,00)
Outros
R$ 400
Pcobre cotado em US$ / Kg
Q1 * Pcobre
(100 * 2,00)
ANÁLISE DO RETORNO- RetornosHistóricos
Identificação das
fontes de risco
Mensuração das
expectativas de perda
de maior relevância
Decisão sobre o
tratamento a ser dado a
cada risco relevante
 Mensuração das expectativas de perda de maior relevância
 Função das probabilidades de ocorrência e das perdas monetárias no caso de realização
dos eventos adversos
 Os diversos tipos de risco apresentam diferentes graus de dificuldade para
implementação, alcançando níveis de precisão variados em função da subjetividade e da
disponibilidade e/ou qualidade das séries de dados históricos
MODELOSDE MENSURAÇÃO EVOLUÇÃO HISTÓRICA
Modelo de Gap
e Descasamento
Sensibilidade
e Duration
VAR
Individual
VAR
Global
MtM
Volatilidade
Correlações
GERAÇÃO DE CENÁRIOS ESTATÍSTICOS CLASSES DE MODELOS
 Fenômeno descrito (variação de preços de mercado) apresenta uma distribuição irregular e discreta de
probabilidades  Método Não Paramétrico ou Numérico
 Metodologia Simulação Histórica preserva a integridade dos dados observados
 Exige o uso intensivo de capacidade computacional
PARAMÉTRICOS Vs NÃO PARAMÉTRICOS
 A distribuição de freqüência dos retornos do ativo aproxima-se da distribuição normal  Método
Paramétrico
 Necessita apenas de uma fórmula teórica (matemática) e dois parâmetros (média m e desvio padrão s) para a
descrição do conjunto de dados de forma contínua
 Assume-se que a variabilidade (s) futura mantenha-se no patamar passado
RISKMANAGEMENT NAEMPRESA-ETAPAS DO PROCESSO
 Decisão sobre o tratamento a ser dado a cada risco relevante
 Premissa - A um certo custo gestores dispõem das seguintes alternativas:
 Evitar certas atividades que produzam riscos indesejáveis
 Reduzir alguns dos riscos inerentes às atividades essenciais (probabilidade e/ou severidade)
 Transferir alguns dos riscos inerentes às atividades essenciais (seguro e hedge)
 O nível agregado de risco ótimo para a empresa deve ser estabelecido em função de análise custo-benefício
 Regra geral: Projetos de redução de risco devem apresentar VPL positivo
 A aceitação de alguns projetos de redução de risco com VPL negativo permite que gerentes de
operações concentrem sua atenção nas atividades essenciais do negócio  VPL conjunto positivo
 Deve-se considerar a troca de exposição a riscos que oferecem recompensa limitada por maior
exposição em atividades com relação risco-retorno mais favorável  Troca com VPL conjunto positivo
Identificação das
fontes de risco
Mensuração das
expectativas de perda
de maior relevância
Decisão sobre o
tratamento a ser dado a
cada risco relevante
Gestão Agregada dos Descasamentos
 Definir políticas corporativas que estabeleçam níveis aceitáveis de risco
 Negociar com clientes e fornecedores fórmulas de reajuste que minimizem os descasamentos
 Transferir os descasamentos residuais para áreas gestoras especializadas
 Implementação das medidas de enquadramento aos limites definidos nas políticas em área detentora de
expertise e ferramental adequados
 Minimização dos custos operacionais
 Responsabilização dos agentes tomadores de decisão
Dimensões Envolvidas
CULTURA
METODOLOGIA RECURSOS
ORGANIZAÇÃO
GESTÃO
DE
RISCO
Mensuração
Tomada de Decisão
Fundamentos
GESTÃO DE RISCO CORPORATIVO
MENSURAÇÃO
Modelagem Interna
 Captura e agregação dos
fluxos de caixa
Modelagem Externa
 Construção e atualização de
banco de dados históricos
 Rotina de geração de cenários
Modelagem Geral
 Sistemas para cálculo e
elaboração de relatórios para
apoio à tomada de decisão
TOMADA DE DECISÃO
Análise econômica
Estruturação do “hedge” com
apoio de ferramentas
Políticas de controle
 Alçadas e Limites
 Planos de contingência
 Formas de adequação aos
limites
Recursos Tecnológicos Recursos Humanos
Dimensão I
CULTURA
 Treinamento do pessoal envolvido nos processos (gestores, controllers, operadores, analistas de sistemas,
etc)
 Contratação de pessoal chave para área de gestão de riscos
 Contatos externos (consultores, parceiros de negócios, fornecedores de software, etc)
Dimensão II
ORGANIZAÇÃO
 Área de Controle de Riscos
 Comitês de Política e de Gestão
 Apuração do “Resultado da Gestão de Risco” (preços de transferência)
 Políticas de Controle de Riscos
 Alçadas e Limites
 Formas de Adequação aos limites
 Planos de Contingência
Dimensão III
RECURSOS
 Sistemas
 Arquitetura
 Interfaces com sistemas corporativos
 Pacotes estatísticos (geração de cenários)
 Ferramentas específicas para mensuração do risco
 Bancos de Dados
 Recursos Humanos Qualificados e Multidisciplinares
Dimensão IV
METODOLOGIA
 Nível de Agregação
 Modelos de Precificação
 Apuração da Exposição
 “Gap analysis”, “Mark-to-market”, Preços de mercado
 Medidas de Sensibilidade
 “Duration”, PVBP, Delta, Gamma, etc.
 “Full Valuation”
 Variabilidade
 Normalidade
 Cenários
 Correlações
 Testes, Validações e Revisões
Componentes
Resultado
Exposição
Evento
 Componentes para Mensuração do Risco
 Exposição: componente controlável
 Evento: ocorrência não controlável
GESTÃO DE RISCO:ADMINISTRAÇÃO DE RESULTADOS FUNDAMENTADA NA MENSURAÇÃO DOS RISCOS E
CONTROLE DAS EXPOSIÇÕES
Exposição
R$
50
R$
50
R$
100
US$
100
R$/US$
2,50
Ganho Esperado
R$ 50
Exportação
de equipamento
produzido
com insumos
nacionais
Ativo Passivo
Receita
US$
Despesa
R$
R$
50
R$
50
R$
100
USS
100
R$/US$
2,00
Ganho Efetivo
R$ 0 (-50)
R$
50
R$
50
R$
100
US$
100
R$/US$
3,00
Ganho Efetivo
R$ 100 (+50)
Estratégia de Hedge
R$
50
R$
50
R$
100
US$
100
R$/US$
2,50
Ganho Esperado
R$ 50
Exportação
de equipamento
produzido
com insumos
nacionais
US$ 100
R$ 250
Ativo Passivo
Receita
US$
Despesa
R$
Ativo
R$
Passivo
US$
R$
50
R$
50
R$
100
R$
250
R$/US$
2,00
Ganho Efetivo
R$ 50 (Zero)
R$
50
R$
50
R$
100
R$
250
R$/US$
3,00
Ganho Efetivo
R$ 50 (Zero)
MENSURAÇÃO DE RISCOS CONCEITOS
33
Identificação das
fontes de risco
Mensuração das
expectativas de perda
de maior relevância
Decisão sobre o
tratamento a ser dado a
cada risco relevante
 O objetivo da administração financeira é a tomada de decisões para maximizar o valor esperado
da empresa (valor de mercado)
 Risco é a possibilidade de desvios futuros no valor de mercado em relação ao valor esperado
(vm0)
 a realização de cada um dos eventos incertos representa um cenário
 risco = Dvm = vmcenário - vm0
 A métrica de risco (variação futura de valor) é idêntica à métrica de resultado (variação passada
de valor)
 resultado = Dvm = vmt - vmt - t (t  0)
Medidas modernas de risco fundamentam-se no conceito de valor de mercado
Etapas do processo
Identificação das
fontes de risco
Mensuração das
expectativas de perda
de maior relevância
Decisão sobre o
tratamento a ser dado a
cada risco relevante
 Decisão sobre o tratamento a ser dado a cada risco relevante
 Premissa - A um certo custo gestores dispõem das seguintes alternativas:
 Evitar certas atividades que produzam riscos indesejáveis
 Reduzir alguns dos riscos inerentes às atividades essenciais (probabilidade e/ou severidade)
 Transferir alguns dos riscos inerentes às atividades essenciais (seguro e hedge)
 O nível agregado de risco ótimo para a empresa deve ser estabelecido em função de análise custo-benefício
 Regra geral: Projetos de redução de risco devem apresentar VPL positivo
 A aceitação de alguns projetos de redução de risco com VPL negativo permite que gerentes de
operações concentrem sua atenção nas atividades essenciais do negócio  VPL conjunto positivo
 Deve-se considerar a troca de exposição a riscos que oferecem recompensa limitada por maior
exposição em atividades com relação risco-retorno mais favorável  Troca com VPL conjunto positivo
Mitigação de Risco nas organizações
Diversificação
das atividades
Introdução
de flexibilidade
nas operações
Melhoria nos
processos internos
Transferência
a terceiros
Diversificação
 O investimento em múltiplos ativos, em quantidades similares, tende a limitar a exposição ao risco de cada ativo
individual
 Para que haja diversificação o coeficiente de correlação entre os riscos dos ativos deve ser menor que a
unidade
 A diversificação normalmente não reduz a incerteza do conjunto a zero (Risco Sistemático)
Tempo
Resultado - Produto A
Tempo
Resultado - Produto B
Tempo
Resultado - Produto C
Tempo
Resultado - Produto D
Flexibilidade
 A introdução de flexibilidade nas operações reduz os riscos e possibilita aos administradores tomar decisões
para expandir o valor das oportunidades de investimento do negócio
 Maximização dos ganhos em situações favoráveis e minimização das perdas em condições adversas 
VPLAjustado = VPL + Opção Real
 Brealey e Myers identificam quatro tipos de opções reais
 Oportunidade de realizar investimentos sucessivos e de expansão
 Oportunidade de esperar (e aprender) antes de investir
 Oportunidade de abandonar um projeto
 Oportunidade de variar a escala ou os métodos de produção
Data atual
Tempo
Horizonte do projeto
VPL do Projeto
VPL=0
Melhoria de Processos
 A melhoria de processos internos é complexa e multidisciplinar
 Envolve o gerenciamento de Recursos Físicos, Humanos e Informações
 O campo para intervenção da gerência pode ser sintetizado em
 Prevenção de Perdas - Revisão dos processos reduzindo diretamente a probabilidade de ocorrência de
eventos indesejados (causas)
 Reengenharia de Processos
 Re-projeto de Produtos e Serviços
 Automação
 Controle de Perdas - Aumento da margem de segurança dos processos
 Redundâncias
 Estabelecimento de Limites e Sanções
 Segurança Física e Computacional
 Conformação a Normas e Padrões
 Auditoria Interna e Externa
 Redução de Perdas - Planos de contingência para redução dos efeitos de eventos indesejados após a
ciência de sua ocorrência
 Departamento Jurídico especializado
 Planejamento de ações remediadoras e Equipes gestoras de crises
Transferência a Terceiros
 Quando a atividade fonte de riscos não pode ser evitada é possível que alguns desses riscos sejam transferíveis
a terceiros
 Hedge - renuncia-se a possíveis ganhos para eliminar perdas potenciais
 Seguro - o pagamento de um “prêmio” substitui a possibilidade de perdas elevadas por uma perda certa
menor (o preço da apólice) enquanto o potencial de ganhos é retido
 Os mecanismos institucionais para a transferência de riscos contribuem de duas maneiras para a eficiência
econômica
 Possibilitam a realocação dos riscos existentes aos agentes mais capazes ou dispostos a aceitá-los
 Estimulam a alocação de recursos a projetos rentáveis ao permitir que a exposição ao risco seja
compartilhada e seletiva
Preço do
Ativo-objeto
Resultado
do Hedge
Preço do
Ativo-objeto
Resultado
do Seguro
Gestão de Riscos Corporativos - Motivos
 Em um mundo teórico investidores em ações podem controlar suas exposições aos riscos financeiros com a
mesma eficiência que os gestores da empresa, não produzindo um VPL positivo na gestão corporativa. Porem
algumas restrições fazem com que seja mais vantajosa a gestão no nível da corporativo:
 Simetria de informações do investidor;
 Ineficiência na criação da estratégia de proteção;
 Imprevisibilidade da política de investimento e planejamento do fluxo de caixa;
 Progressividade da tributação;
 Custos gerado pela dificuldade financeira.
 Apesar do aumento da probabilidade de falência ser mais visível no spread de crédito, os demais stakeholders
também são afetados caso a empresa não faça uma gestão dos riscos de mercado
 Fornecedores: Restrições de entrega ou aumento do preço dos insumos;
 Clientes: Restrição na escolha da mercadoria/serviço em função da preocupação com garantias ou
manutenção
 Funcionários: Dificuldade ou maior custo para atrair e/ou reter talentos
Estratégias Alternativas
Contrato de
Fornecimento
Termo
Futuro ou Swap
Hedge de
Quantidade
Hedge de
Quantidade e Preço
Hedge de
Preço
 Para reduzir incerteza quanto ao resultado de uma atividade pode-se realizar estratégias de
hedge física e/ou financeira
Operações de Hedge
Efetivação do Hedge: Contratação de Operações de modo que
D Valor [operações de hedge] = - D Valor [carteira original]
ATIVOS
EM US$
Valor em R$
A
PASSIVOS
EM US$
Valor em R$
P
PL0
(R$)
Resultado = PLt - PL0 = [ ( A + DA ) - ( P + DP ) ] - ( A - P )
Resultado = DPL = DA - DP
Hedge: DPL = Zero  DA = DP
Evento
Value at Risco - Operação de Renda Fixa
43
Hedge de passivo pré-existente em US$ com caixa e sem caixa
Empresa com dívida em US$
(hedge com caixa)
Ativo Passivo
Dívida
US$
TPF
US$
Dívida
CDI
Empresa com dívida em US$
(hedge sem caixa)
Ativo Passivo
Dívida
US$
Swap
US$
Swap
CDI
Hedge de ativo em US$ com financiamento na mesma moeda
Exportador
Ativo Passivo
Exportação
US$
ACC/ACE
US$
Estratégia de Renda Fixa
 Considerando uma carteira composta de 1.000 LTN’s (LTNs são títulos sem cupom com valor de face de R$ 1.000
no resgate) de 126 dias úteis que apresenta valor de mercado de R$ 912.871 (taxa de mercado 20% a.a.)
responda:
 Qual o Value at Risk para horizonte de um dia útil e 95% de intervalo de confiança (1,65 * s). Considere na apuração
que a volatilidade do fator de capitalização de 126 dias úteis é de 0,50% a.d..
 Qual o deslocamento paralelo que causaria o mesmo impacto que o VaR
2,01%'
20,00%
-
22,01%
to
Deslocamen
22,01%
1
-
905.340
1.000
1.000
Juros
de
Taxa
905.340
7.531
-
912.871
MtM
7.531
-
0,0050
1,65
912.871
VaR
2
e
1
Questões
126
252
VaR
VaR
DU
1
95%








 







Workshop Introducao a Gestao de Risco.pdf

Workshop Introducao a Gestao de Risco.pdf

  • 1.
    INTRODUÇÃO À GESTÃO DERISCOS Amadeu Tobias
  • 2.
    Dimensão do Risco Acionistas EstratégiaEmpresarial Riscos Assumidos Injeção de Capital Retorno A Gestão Empresarial Moderna fundamenta-se na maximização da relação risco-retorno dos acionistas pelos gestores do negócio através de estratégias empresariais consistentes EMPREENDIMENTO
  • 3.
    JOGO CLIMA MERCADO 1 2 3 4 5 6 DEFINIÇÃODE RISCO 3  Incerteza existe quando mais eventos podem ocorrer do que realmente irão acontecer  Risco é a incerteza que afeta o bem estar dos indivíduos  Desvios em relação ao valor esperado no futuro decorrem do grau de incerteza e podem gerar resultados adversos  Resultado = Valor Efetivo - Valor Esperado
  • 4.
    Crises e Desastres DESASTRESCORPORATIVOS Barings Metallgesellschaft Long Term Capital Management Orange County Daiwa Kidder Peabody Procter & Gamble Hammersmith & Fulham (UK) Herstatt CRISES INTERNACIONAIS Colapso de Bretton Woods (1971) Crises do petróleo (1973 e 1979) Desregulamentação e globalização Quebra das S&LA (anos oitenta) Crash nas bolsas (10/87 e 10/89) Ruptura do SME (1992) Crises nos países emergentes México (1995) Ásia (1997) Rússia (1998) Brasil (1999) Argentina (2002)
  • 5.
    RISCOSFINANCEIROS REQUISITOSINTERNOSDE GESTÃO 5 A existência de controles de riscos possibilita às corporações Reduzir os custos dos infortúnios financeiros Aumentar confiança na alavancagem financeira e operacional Melhorar o planejamento de caixa e a alocação de capital Otimizar o planejamento tributário Responsabilizar agentes tomadores de decisão Entrar em novos mercados
  • 6.
    Dimensão do Risco R$ 50 R$ 50 R$ 100 US$ 100 R$/US$ 2,50 GanhoEsperado R$ 50 Resultado cambial = - R$ 50 Resultado industrial = +R$ 20 Resultado cambial = +R$ 50 Resultado industrial = - R$ 20 Exportação de equipamento produzido com insumos nacionais R$ 50 R$ 50 R$ 80 US$ 100 R$/US$ 2,00 Ganho Efetivo R$ 20 (-30) R$ 50 R$ 50 R$ 120 US$ 100 R$/US$ 3,00 Ganho Efetivo R$ 80 (+30) O resultado da atividade empresarial está sujeito a diferentes fontes de risco
  • 7.
    ATIVIDADE EMPRESARIAL -TIPIFICAÇÃODOS RISCOS  Riscos Estratégicos  Efeitos de mudanças fundamentais no ambiente econômico e político  Riscos do Negócio (Business Risks)  Efeitos de mudanças inerentes ao mercado em que a empresa opera (inovações tecnológicas, regulamentação, marketing, etc.)  Riscos Financeiros  Risco de Mercado  Risco de Crédito  Risco de Liquidez  Risco Operacional  Outros 7
  • 8.
    RISCO DE MERCADO Oriundodos movimentos nos níveis ou nas volatilidades dos preços de mercado (taxas de jutos, taxas de câmbio, preços de commodities, preços de ações, etc.)  Riscos Direcional  Exposição à direção dos movimentos (alta ou baixa).  Riscos Não-Direcional  Exposições não lineares ou exposições a volatilidades (tipicamente em carteiras que contém instrumentos não lineares, como por exemplo opções).  Controle  Limites de exposição nominal, medidas de sensibilidade, VaR. 8
  • 9.
    RISCO DE CRÉDITO Surgequando as contrapartes não desejam ou não são capazes de honrar suas obrigações. Seu efeito é medido pelo custo de reposição dos fluxos de caixa. As perdas de crédito podem ocorrer antes mesmo da própria inadimplência da contraparte.  Riscos de Crédito (Inadimplência)  Risco Soberano (Países)  Risco de Pagamentos (Há pagamentos entre as partes no mesmo dia) 9
  • 10.
    RISCO DE LIQUIDEZ Risco de Liquidez de Ativos (de Mercado):  Quando uma posição em determinado produto / instrumento é muito grande em relação ao tamanho do mercado.  Controle:  Limites sobre o tamanho da posição  Risco de Liquidez de Financiamentos (Fluxo de Caixa):  Incapacidade de honrar pagamentos podendo levar à liquidação apressada de ativos.  Controle:  Planejamento (Projeção) de fluxos de entrada x saída 10
  • 11.
    OUTROS RISCOS  RiscoOperacional  Erros humanos  Erros Tecnológicos  Acidentes  Fraudes O risco operacional pode levar a riscos de mercado e/ou crédito  Risco Legal  Quando uma transação pode não ser amparada por lei ou contrato 11
  • 12.
    Etapas do processo Identificaçãodas fontes de risco Mensuração das expectativas de perda de maior relevância Decisão sobre o tratamento a ser dado a cada risco relevante  Identificação das fontes de risco  Compreensão da natureza  Estabelecimento da relevância A categorização dos riscos deve ser feita de forma a ressaltar as incertezas relevantes que um empreendimento moderno enfrenta na busca dos objetivos de seu negócio 50% 20% 10%
  • 13.
    Risco na AtividadeEmpresarial Receitas Despesas Produto Final (Pv) Mão de Obra e Serviços (Pi1) Materiais (Pi2) Equipamentos e Componentes (Pi3) Margem de Contribuição t Pi1 t Pi3 t Pi2 Preços dos insumos definidos pelo mercado t Pv Preço de venda definido pelo mercado Taxas e Impostos Custos Corporativos Resultado Líquido (RL) t RL Risco é a incerteza com relação aos resultados futuros
  • 14.
    Identificação dos Riscos Estimativado índice de correção para os fluxos operacionais  Estimação por análise estatística de dados históricos ou por julgamento  Ex.: Índice Estimado = 60% IIGP-M + 40% IUSS A GESTÃO EFICIENTE DOS DESCASAMENTOS EXIGE A CORRETA IDENTIFICAÇÃO DOS FATORES GERADORES DOS RISCOS Preço Tempo US$ IGP-M Tempo Tempo
  • 15.
    Modelo Ideal deGestão Receitas Despesas Produto Final (Pv) ƒ(Pi1, Pi2, Pi3 ) Mão de Obra e Serviços (Pi1) Materiais (Pi2) Equipamentos e Componentes (Pi3) Margem de Contribuição Risco = ƒ(descasamentos) t Pi1 t Pi3 t Pi2 Fórmula de reajuste definida com base nos pesos dos insumos t Pi1 t Pi3 t Pi2 Preços dos insumos definidos pelo mercado Taxas e Impostos Custos Corporativos Resultado Líquido (RL) t RL
  • 16.
    Modelo de GestãoAdotado Receitas Despesas Produto Final (Pv) MO e Serv. (Pi1) ƒ(Pv) Materiais (Pi2) ƒ(Pv) Equip./Comp. (Pi3) ƒ(Pv) Margem de Contribuição t Pi1 t Pi2 t Pi3 Fórmulas dos insumos definidas com base no preço de venda Fornecedores ajustam o preço de venda para compensar o risco assumido Fornecedores menos sólidos e pouco sofisticados  Renegociação forçada para garantir o suprimento t Pv Fórmula de reajuste definida pelo cliente Taxas e Impostos Custos Corporativos Resultado Líquido (RL) t RL
  • 17.
    IDENTIFICAÇÃO DAS FONTESDERISCONAATIVIDADEEMPRESARIAL Receitas Despesas Produto Final MO e Serv. Materiais Equip./Comp. Margem de Contribuição Receitas Despesas IGP-M Chapa de Aço Cobre US$ US$ US$ IGP-M Chapa de Aço Margem de Contribuição Cobre US$ Mudança de Paradigma  Correta identificação dos fatores geradores dos riscos possibilita  Agregação dos fluxos operacionais segundo os macro-fatores  Apuração dos impactos de oscilações desses fatores no resultado esperado  Medidas de sensibilidade
  • 18.
    RISKMANAGEMENT NAEMPRESA-ETAPAS DOPROCESSO R$ / US$ Resultado 3,50 R$ 1.150 3,00 R$ 1.100 2,50 R$ 1.050 Resultado R$ 1.100 Resultado R$ 800 US$ 100 Receitas US$ 500 Receitas R$ 2.000 Equip. Nacionais R$ 1.000 Equip. Import. US$ 400 Mão de Obra R$ 200 Resultado R$ 1.400 US$ 100 - US$ 200 Equip. Nacionais R$ 400 + US$ 100 + US$ 100 Equip. Import. US$ 300 + US$ 100 Outros US$ 300 Cobre US$ 100 Q1 * Pcobre (50 * 2,00) Equip. Imp. US$ 100 Cobre US$ 100 Q1 * Pcobre (50 * 2,00) Outros R$ 400 Pcobre cotado em US$ / Kg Q1 * Pcobre (100 * 2,00)
  • 19.
    ANÁLISE DO RETORNO-RetornosHistóricos Identificação das fontes de risco Mensuração das expectativas de perda de maior relevância Decisão sobre o tratamento a ser dado a cada risco relevante  Mensuração das expectativas de perda de maior relevância  Função das probabilidades de ocorrência e das perdas monetárias no caso de realização dos eventos adversos  Os diversos tipos de risco apresentam diferentes graus de dificuldade para implementação, alcançando níveis de precisão variados em função da subjetividade e da disponibilidade e/ou qualidade das séries de dados históricos
  • 20.
    MODELOSDE MENSURAÇÃO EVOLUÇÃOHISTÓRICA Modelo de Gap e Descasamento Sensibilidade e Duration VAR Individual VAR Global MtM Volatilidade Correlações
  • 21.
    GERAÇÃO DE CENÁRIOSESTATÍSTICOS CLASSES DE MODELOS  Fenômeno descrito (variação de preços de mercado) apresenta uma distribuição irregular e discreta de probabilidades  Método Não Paramétrico ou Numérico  Metodologia Simulação Histórica preserva a integridade dos dados observados  Exige o uso intensivo de capacidade computacional PARAMÉTRICOS Vs NÃO PARAMÉTRICOS  A distribuição de freqüência dos retornos do ativo aproxima-se da distribuição normal  Método Paramétrico  Necessita apenas de uma fórmula teórica (matemática) e dois parâmetros (média m e desvio padrão s) para a descrição do conjunto de dados de forma contínua  Assume-se que a variabilidade (s) futura mantenha-se no patamar passado
  • 22.
    RISKMANAGEMENT NAEMPRESA-ETAPAS DOPROCESSO  Decisão sobre o tratamento a ser dado a cada risco relevante  Premissa - A um certo custo gestores dispõem das seguintes alternativas:  Evitar certas atividades que produzam riscos indesejáveis  Reduzir alguns dos riscos inerentes às atividades essenciais (probabilidade e/ou severidade)  Transferir alguns dos riscos inerentes às atividades essenciais (seguro e hedge)  O nível agregado de risco ótimo para a empresa deve ser estabelecido em função de análise custo-benefício  Regra geral: Projetos de redução de risco devem apresentar VPL positivo  A aceitação de alguns projetos de redução de risco com VPL negativo permite que gerentes de operações concentrem sua atenção nas atividades essenciais do negócio  VPL conjunto positivo  Deve-se considerar a troca de exposição a riscos que oferecem recompensa limitada por maior exposição em atividades com relação risco-retorno mais favorável  Troca com VPL conjunto positivo Identificação das fontes de risco Mensuração das expectativas de perda de maior relevância Decisão sobre o tratamento a ser dado a cada risco relevante
  • 23.
    Gestão Agregada dosDescasamentos  Definir políticas corporativas que estabeleçam níveis aceitáveis de risco  Negociar com clientes e fornecedores fórmulas de reajuste que minimizem os descasamentos  Transferir os descasamentos residuais para áreas gestoras especializadas  Implementação das medidas de enquadramento aos limites definidos nas políticas em área detentora de expertise e ferramental adequados  Minimização dos custos operacionais  Responsabilização dos agentes tomadores de decisão
  • 24.
  • 25.
    Fundamentos GESTÃO DE RISCOCORPORATIVO MENSURAÇÃO Modelagem Interna  Captura e agregação dos fluxos de caixa Modelagem Externa  Construção e atualização de banco de dados históricos  Rotina de geração de cenários Modelagem Geral  Sistemas para cálculo e elaboração de relatórios para apoio à tomada de decisão TOMADA DE DECISÃO Análise econômica Estruturação do “hedge” com apoio de ferramentas Políticas de controle  Alçadas e Limites  Planos de contingência  Formas de adequação aos limites Recursos Tecnológicos Recursos Humanos
  • 26.
    Dimensão I CULTURA  Treinamentodo pessoal envolvido nos processos (gestores, controllers, operadores, analistas de sistemas, etc)  Contratação de pessoal chave para área de gestão de riscos  Contatos externos (consultores, parceiros de negócios, fornecedores de software, etc)
  • 27.
    Dimensão II ORGANIZAÇÃO  Áreade Controle de Riscos  Comitês de Política e de Gestão  Apuração do “Resultado da Gestão de Risco” (preços de transferência)  Políticas de Controle de Riscos  Alçadas e Limites  Formas de Adequação aos limites  Planos de Contingência
  • 28.
    Dimensão III RECURSOS  Sistemas Arquitetura  Interfaces com sistemas corporativos  Pacotes estatísticos (geração de cenários)  Ferramentas específicas para mensuração do risco  Bancos de Dados  Recursos Humanos Qualificados e Multidisciplinares
  • 29.
    Dimensão IV METODOLOGIA  Nívelde Agregação  Modelos de Precificação  Apuração da Exposição  “Gap analysis”, “Mark-to-market”, Preços de mercado  Medidas de Sensibilidade  “Duration”, PVBP, Delta, Gamma, etc.  “Full Valuation”  Variabilidade  Normalidade  Cenários  Correlações  Testes, Validações e Revisões
  • 30.
    Componentes Resultado Exposição Evento  Componentes paraMensuração do Risco  Exposição: componente controlável  Evento: ocorrência não controlável GESTÃO DE RISCO:ADMINISTRAÇÃO DE RESULTADOS FUNDAMENTADA NA MENSURAÇÃO DOS RISCOS E CONTROLE DAS EXPOSIÇÕES
  • 31.
    Exposição R$ 50 R$ 50 R$ 100 US$ 100 R$/US$ 2,50 Ganho Esperado R$ 50 Exportação deequipamento produzido com insumos nacionais Ativo Passivo Receita US$ Despesa R$ R$ 50 R$ 50 R$ 100 USS 100 R$/US$ 2,00 Ganho Efetivo R$ 0 (-50) R$ 50 R$ 50 R$ 100 US$ 100 R$/US$ 3,00 Ganho Efetivo R$ 100 (+50)
  • 32.
    Estratégia de Hedge R$ 50 R$ 50 R$ 100 US$ 100 R$/US$ 2,50 GanhoEsperado R$ 50 Exportação de equipamento produzido com insumos nacionais US$ 100 R$ 250 Ativo Passivo Receita US$ Despesa R$ Ativo R$ Passivo US$ R$ 50 R$ 50 R$ 100 R$ 250 R$/US$ 2,00 Ganho Efetivo R$ 50 (Zero) R$ 50 R$ 50 R$ 100 R$ 250 R$/US$ 3,00 Ganho Efetivo R$ 50 (Zero)
  • 33.
    MENSURAÇÃO DE RISCOSCONCEITOS 33 Identificação das fontes de risco Mensuração das expectativas de perda de maior relevância Decisão sobre o tratamento a ser dado a cada risco relevante  O objetivo da administração financeira é a tomada de decisões para maximizar o valor esperado da empresa (valor de mercado)  Risco é a possibilidade de desvios futuros no valor de mercado em relação ao valor esperado (vm0)  a realização de cada um dos eventos incertos representa um cenário  risco = Dvm = vmcenário - vm0  A métrica de risco (variação futura de valor) é idêntica à métrica de resultado (variação passada de valor)  resultado = Dvm = vmt - vmt - t (t  0) Medidas modernas de risco fundamentam-se no conceito de valor de mercado
  • 34.
    Etapas do processo Identificaçãodas fontes de risco Mensuração das expectativas de perda de maior relevância Decisão sobre o tratamento a ser dado a cada risco relevante  Decisão sobre o tratamento a ser dado a cada risco relevante  Premissa - A um certo custo gestores dispõem das seguintes alternativas:  Evitar certas atividades que produzam riscos indesejáveis  Reduzir alguns dos riscos inerentes às atividades essenciais (probabilidade e/ou severidade)  Transferir alguns dos riscos inerentes às atividades essenciais (seguro e hedge)  O nível agregado de risco ótimo para a empresa deve ser estabelecido em função de análise custo-benefício  Regra geral: Projetos de redução de risco devem apresentar VPL positivo  A aceitação de alguns projetos de redução de risco com VPL negativo permite que gerentes de operações concentrem sua atenção nas atividades essenciais do negócio  VPL conjunto positivo  Deve-se considerar a troca de exposição a riscos que oferecem recompensa limitada por maior exposição em atividades com relação risco-retorno mais favorável  Troca com VPL conjunto positivo
  • 35.
    Mitigação de Risconas organizações Diversificação das atividades Introdução de flexibilidade nas operações Melhoria nos processos internos Transferência a terceiros
  • 36.
    Diversificação  O investimentoem múltiplos ativos, em quantidades similares, tende a limitar a exposição ao risco de cada ativo individual  Para que haja diversificação o coeficiente de correlação entre os riscos dos ativos deve ser menor que a unidade  A diversificação normalmente não reduz a incerteza do conjunto a zero (Risco Sistemático) Tempo Resultado - Produto A Tempo Resultado - Produto B Tempo Resultado - Produto C Tempo Resultado - Produto D
  • 37.
    Flexibilidade  A introduçãode flexibilidade nas operações reduz os riscos e possibilita aos administradores tomar decisões para expandir o valor das oportunidades de investimento do negócio  Maximização dos ganhos em situações favoráveis e minimização das perdas em condições adversas  VPLAjustado = VPL + Opção Real  Brealey e Myers identificam quatro tipos de opções reais  Oportunidade de realizar investimentos sucessivos e de expansão  Oportunidade de esperar (e aprender) antes de investir  Oportunidade de abandonar um projeto  Oportunidade de variar a escala ou os métodos de produção Data atual Tempo Horizonte do projeto VPL do Projeto VPL=0
  • 38.
    Melhoria de Processos A melhoria de processos internos é complexa e multidisciplinar  Envolve o gerenciamento de Recursos Físicos, Humanos e Informações  O campo para intervenção da gerência pode ser sintetizado em  Prevenção de Perdas - Revisão dos processos reduzindo diretamente a probabilidade de ocorrência de eventos indesejados (causas)  Reengenharia de Processos  Re-projeto de Produtos e Serviços  Automação  Controle de Perdas - Aumento da margem de segurança dos processos  Redundâncias  Estabelecimento de Limites e Sanções  Segurança Física e Computacional  Conformação a Normas e Padrões  Auditoria Interna e Externa  Redução de Perdas - Planos de contingência para redução dos efeitos de eventos indesejados após a ciência de sua ocorrência  Departamento Jurídico especializado  Planejamento de ações remediadoras e Equipes gestoras de crises
  • 39.
    Transferência a Terceiros Quando a atividade fonte de riscos não pode ser evitada é possível que alguns desses riscos sejam transferíveis a terceiros  Hedge - renuncia-se a possíveis ganhos para eliminar perdas potenciais  Seguro - o pagamento de um “prêmio” substitui a possibilidade de perdas elevadas por uma perda certa menor (o preço da apólice) enquanto o potencial de ganhos é retido  Os mecanismos institucionais para a transferência de riscos contribuem de duas maneiras para a eficiência econômica  Possibilitam a realocação dos riscos existentes aos agentes mais capazes ou dispostos a aceitá-los  Estimulam a alocação de recursos a projetos rentáveis ao permitir que a exposição ao risco seja compartilhada e seletiva Preço do Ativo-objeto Resultado do Hedge Preço do Ativo-objeto Resultado do Seguro
  • 40.
    Gestão de RiscosCorporativos - Motivos  Em um mundo teórico investidores em ações podem controlar suas exposições aos riscos financeiros com a mesma eficiência que os gestores da empresa, não produzindo um VPL positivo na gestão corporativa. Porem algumas restrições fazem com que seja mais vantajosa a gestão no nível da corporativo:  Simetria de informações do investidor;  Ineficiência na criação da estratégia de proteção;  Imprevisibilidade da política de investimento e planejamento do fluxo de caixa;  Progressividade da tributação;  Custos gerado pela dificuldade financeira.  Apesar do aumento da probabilidade de falência ser mais visível no spread de crédito, os demais stakeholders também são afetados caso a empresa não faça uma gestão dos riscos de mercado  Fornecedores: Restrições de entrega ou aumento do preço dos insumos;  Clientes: Restrição na escolha da mercadoria/serviço em função da preocupação com garantias ou manutenção  Funcionários: Dificuldade ou maior custo para atrair e/ou reter talentos
  • 41.
    Estratégias Alternativas Contrato de Fornecimento Termo Futuroou Swap Hedge de Quantidade Hedge de Quantidade e Preço Hedge de Preço  Para reduzir incerteza quanto ao resultado de uma atividade pode-se realizar estratégias de hedge física e/ou financeira
  • 42.
    Operações de Hedge Efetivaçãodo Hedge: Contratação de Operações de modo que D Valor [operações de hedge] = - D Valor [carteira original] ATIVOS EM US$ Valor em R$ A PASSIVOS EM US$ Valor em R$ P PL0 (R$) Resultado = PLt - PL0 = [ ( A + DA ) - ( P + DP ) ] - ( A - P ) Resultado = DPL = DA - DP Hedge: DPL = Zero  DA = DP Evento
  • 43.
    Value at Risco- Operação de Renda Fixa 43 Hedge de passivo pré-existente em US$ com caixa e sem caixa Empresa com dívida em US$ (hedge com caixa) Ativo Passivo Dívida US$ TPF US$ Dívida CDI Empresa com dívida em US$ (hedge sem caixa) Ativo Passivo Dívida US$ Swap US$ Swap CDI Hedge de ativo em US$ com financiamento na mesma moeda Exportador Ativo Passivo Exportação US$ ACC/ACE US$
  • 44.
    Estratégia de RendaFixa  Considerando uma carteira composta de 1.000 LTN’s (LTNs são títulos sem cupom com valor de face de R$ 1.000 no resgate) de 126 dias úteis que apresenta valor de mercado de R$ 912.871 (taxa de mercado 20% a.a.) responda:  Qual o Value at Risk para horizonte de um dia útil e 95% de intervalo de confiança (1,65 * s). Considere na apuração que a volatilidade do fator de capitalização de 126 dias úteis é de 0,50% a.d..  Qual o deslocamento paralelo que causaria o mesmo impacto que o VaR 2,01%' 20,00% - 22,01% to Deslocamen 22,01% 1 - 905.340 1.000 1.000 Juros de Taxa 905.340 7.531 - 912.871 MtM 7.531 - 0,0050 1,65 912.871 VaR 2 e 1 Questões 126 252 VaR VaR DU 1 95%                 