I PampaPET
    Charge Eletrônica:
Representações mentais no processamento
                textual



                      PET LETRAS


            Autor: Douglas Moraes
         Orientadora: Elenice Andersen
PET LETRAS – COMTEXTO DIGITAL


     -   O PET – PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL do
         Curso de Letras da Unipampa campus Bagé/RS estuda as
         mídias emergentes em comunicação digital e sua relação e/ou
         inserção com o meio educacional.


     -   Nesta pesquisa temos como mídia a Charge Eletrônica e
         pretende-se verificar como os alunos compreendem a charge
         eletrônica por meio de suas representações mentais.




                                                           PET LETRAS
Na primeira parte da pesquisa, pretende-se realizar um estudo
do tema, da estrutura e do estilo do gênero textual charge eletrônica, por
meio dos fundamentos teóricos bakhtinianos. Na segunda etapa, será
averiguado como os alunos compreendem o gênero textual charge
eletrônica, pelo viés das Ciências Cognitivas.




                                                          PET LETRAS
Investigar o que os alunos percebem na
charge animada e o que armazenam na
memória para compreender o gênero textual
charge eletrônica.
-Compreender aspectos constitutivos do gênero charge animada ou charge
eletrônica;
- Investigar os fatores envolvidos no processo de compreensão verbal e
não-verbal de estudantes da educação básica no processamento da leitura;
- Levantar hipóteses de como esta mídia é compreendida pelos alunos;
- Propor métodos de uso deste meio na sala de aula.
-   Primeira Etapa: duas charges eletrônicas serão assistidas por alunos de
    8ª série do Ensino Fundamental.


-   Segunda Etapa: texto em forma de paráfrase


-   Terceira Etapa: será averiguado como os alunos compreendem o gênero
    textual charge eletrônica, pelo viés das Ciências Cognitivas. Parte-se do
    pressuposto cognitivo de que a mente humana é um processador de
    informação, isto é, a mente do leitor recebe, armazena, recupera,
    transforma e transmite informações (KOCH, 2009, p. 36).
- As reflexões em torno do assunto mídia e educação vem sendo aprofundados há
várias décadas devido à constatação de ter uma grande influência na formação do
sujeito contemporâneo e também da necessidade em explorar o tema diante do
rápido desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação e dos
reflexos destes na sociedade e na escola.


- A tecnologia está cada vez mais presente em nosso cotidiano: na literatura, na
cozinha, no laser, nos bancos, nos eletrodomésticos, etc. Segundo Jocemara (2006,
p. 16), “a escola precisa se tornar mais atraente e moderna, acompanhando as
tecnologias”.
- Inicialmente tínhamos o leitor contemplativo, aquele que apenas segurava um
livro repleto de páginas de papel e silenciosamente apreciava. Hoje além do leitor
contemplativo temos o leitor imersivo, aquele que vislumbra páginas de um livro,
que está conectado, tendo a sua disposição uma infinidade de informações
disponibilizadas no ciberespaço e acessadas através de computadores
(HENRIQUES, 2010).
-   Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) da
    Língua Portuguesa (1998) dos anos inicais tem
    como proposta a utilização dos gêneros textuais
    como propósito de ensino para a prática de leitura
    e de produção, defendem os gêneros textuais
    como     importantes    aliados    no     ensino-
    aprendizagem da língua portuguesa.
- Segundo MARCUSCHI (2003) “Os gêneros
textuais são fenômenos históricos, profundamente
vinculados a vida cultural e social, contribuem para
ordenar e estabilizar as atividades comunicativas do
dia-a-dia”.


A charge é um gênero que está totalmente inserida no
cotidiano, hoje em um espaço midiático, porém com
o mesmo objetivo da charge tradicional.
- Charge empréstimo linguístico da língua francesa     Carga     ataque onde a
realidade é reapresentada com auxilio de imagens e palavras, sons, movimentos e
cores.


- Objetivo: tanto na charge tradicional, quanto na animada provoca o riso
criticando fatos do cotidiano.


- Com o avanço tecnológico ganhou seu espaço na mídia        Charge Animada
A charge, para que seja entendida e produza o humor necessário precisa estar no
contexto que seja um código comum de conhecimento dos leitores, que geralmente é
a noticia.


Segundo Magalhães (2006): “a charge eletrônica parece aproximar-se mais do
publico adolescente e jovem, nem sempre leitores típicos das charges tradicionais.
-   A charge agora ganhou um novo formato com o desenvolvimento da tecnologia.
    Ela agora é animada, tem som, cor e quadros animados.
-   Com o avanço da internet, as charges também conquistaram esse meio e, nesse
    ambiente, se consolidaram. Foram proporcionadas grandes mudanças para
    charge através do meio físico. Ela se adaptou de seu meio imóvel para uma
    forma animada carregada de efeitos que atendem as necessidades dos novos
    leitores.
Ao veicular a evolução da charge tradicional, para a charge animada ou tradicional,
ou seja, essa mudança de veiculação, temos as seguintes considerações de
Magalhães (2006):

“O acelerado desenvolvimento das novas tecnologias de informação e comunicação, principalmente as formas de
comunicação mediadas pelo computador, têm propiciado o surgimento de novos processos de interação. Tais processos,
todavia, nem sempre se apresentam de forma totalmente inédita; são, geralmente, adaptações ou reconfigurações de
formas convencionais da comunicação. No caso das chamadas charges eletrônicas, cujo principal representante no
Brasil é o chargista Mauricio Ricardo, criador do site “charges.com.br”, o que pode ser percebido é que estas são
produzidas com base nos mesmos objetivos das charges jornalísticas convencionais: a crítica social por intermédio do
humor. O elemento determinante neste tipo de charge é a instauração de um novo suporte material e, por conseguinte, a
mudança em seu meio de circulação. Como sabemos as charges convencionais tem por suporte o jornal. Tal fato
determina, entre outras coisas, os possíveis leitores desse tipo de texto. Sua transposição para Internet transforma o
universo virtual de leitores, agregando-lhe novos elementos e excluindo outros. Inicialmente, a charge publicada em
meio eletrônico parece aproximar-se mais do publico adolescente e jovem , nem sempre leitores típicos das charges
convencionais.”
Baseado em Bakhtin:


Construção Composicional: Uso de cores, som, luz e animação;


Conteúdo temático: Crítica por meio do riso a assuntos do cotidiano;


Estilo: neste gênero a linguagem verbal utilizada não segue a norma culta padrão e
sim a coloquial. Há presença de elementos não verbais. Ex: Expressão facial,
corporal e informações implícitas.
- Segundo Koch (2009. Pág, 36): “ ... A mente humana é um processador de
informação, ou seja, ela recebe, armazena, recupera, transforma e transmite
informação”.


- Segundo Van Dijk (1989) apud KOCH (2009): “O processamento textual é
estratégico, ou seja, realiza-se através do uso de estratégias de ordem sociocognitiva
e do tipo procedual, ou seja, estratégias de uso de vários tipos de conhecimento que
temos armazenados na memória.
-   Representação mental é o processo pelo qual o ser humano substitui algo real
    por algo mental. É a unidade básica do pensamento, isto é, o poder de pensar e
    imaginar o conceito sem ele estar presente. Através da representação mental o
    sujeito organiza o seu conhecimento. Ela está relacionada com nossa experiência
    de vida e esta está relacionada com nossa cultura. Cada um vai representar
    liberdade, por exemplo, de uma forma diferente, a partir do que aprendeu
    durante a vida e de seus conceitos sobre o que é liberdade. Sem representação
    mental não há memória.


-   Representações Mentais ou representações internas, são maneiras de "re-
    presentar" internamente o mundo externo. As pessoas não captam o mundo
    exterior diretamente, elas constroem representações mentais dele. (Rejane Costa
    - UFSC)
- As TIC’s tem uma importante colaboração no meio educacional. Vemos inúmeros
depoimentos da dificuldade que os alunos possuem para compreender um texto. As
tecnologias de informação e comunicação estão presentes no cotidiano dos alunos,
são atrativas, instigantes e possibilitam a criticidade do aluno. Acredita-se que
charge eletrônica por ser lúdica colabora para que os alunos compreendam textos de
uma forma saudável e atrativa. Através das representações mentais dos alunos
poderemos verificar como os mesmos compreendem esta mídia e no que mais se
atentam ao processarem mentalmente a charge eletrônica: se nos aspectos verbais ou
não verbais.
-Considerando que “ler é estar psicologicamente disposto a fazer perguntas, buscar
respostas e, preferencialmente, saber onde encontrá-las (...)” (Marcondes et alli,
2003,p10), cremos que uma linguagem que deixa o estudante psicologicamente
disposto pode ser a linguagem eletrônica, em especial, nesse estudo, o gênero
charge, apresentado em suporte eletrônico, pois, um texto com som, imagem em
movimento e humor chama-nos a atenção, e nos jovens, já tão “viciados” em
estímulos midiáticos, chega a ser uma interessante saída, no que tange ao ensino de
estratégias de leitura.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares
nacionais: Língua portuguesa de 5ª a 8ª série do 1º grau. Brasília: MEC/SEE, 1998.
139 p.


BARTHES, Roland; COMPAGNON, Antoine – Leitura. In ROMANO, Ruggiero
(dir.) . Enciclopédia Einaudi: oral-escrito, argumentação.- Lisboa: Imprensa
Nacional Casa da Moeda. Vol.11, 1987.


BELLONI, Maria Luiza. O que é mídia e educação? 2ª edição. Editora: Autores
associados. Campinas, 2005.


CASSANI, Daniel. LUNA, Marta. SANZ, Glória. Comprensión Lectora. In
Enseñar Lengua. 4ª edição. Editorial GRAO. Barcelona, 1998.
DORIGONI. G.M.L; SILVA. J.C. Mídia e educação: o uso das novas tecnologias
no espaço escolar. Site dia-a-dia educação. Disponível em:
<http://www.diaadiaeducação.pr.gov.br/portals/pde/arquivos-1170-2.pdf>. Acesso
em 10/08/2022.


JOCEMARA, A Mídia na Escola. Blog Viver e Aprender. Postado em 10 de
novembro de 2006. http://vivereaprenderpararefletir.blogspot.com/2006/11/mdia-na-
escola.html, acesso em 20/08/2011, 17:45h.


KINTSCH, W. & VAN DIJK T.A. Toward a model of text comprehension and
production. Psychological Review. Pág. 363-394, 1978.


KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria Elias. Ler e compreender os
sentidos do texto. 3ª Ed. Contexto: São Paulo, 2010.
MARCONDES, Beatriz et Alli. Como usar outras linguagens na sala de aula. 4. ed. São Paulo: Contexto,
2003, 151 p.


MAGALHÃES, Amarildo Pinheiro. Sentido, História e Memória em Charges Eletrônicas do
Governo Lula: Os Domínios do Interdiscurso. UEM (Dissertação de Mestrado), Maringá,2006.
PEREIRA, Tânia Maria Augusto. O discurso das charges: um campo fértil de intertextualidade. In:
SILVA, Antonio Padua Dias da et al. Ensino da Língua: do impresso ao virtual. Campina Grande,
PB:EDUEP, 2006.


QUIRINO, Maurício Ricardo. Charges Animadas. Charges.com.br. 2009. Disponível em:
<www.charges.com.br>. Acesso em: 12 out. 2011.


SELWYN, Neil. O uso das TIC na educação e a promoção de inclusão social: uma perspectiva
cerítica do reino unido. Educ. Soc., Campinas, vol.29. Disponível em: http://www.cedes.unicamp.br
.Acesso em: 6 julho. 2011.
OBRIGADO!!
PET LETRAS

Trabalho pet letras

  • 1.
    I PampaPET Charge Eletrônica: Representações mentais no processamento textual PET LETRAS Autor: Douglas Moraes Orientadora: Elenice Andersen
  • 3.
    PET LETRAS –COMTEXTO DIGITAL - O PET – PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL do Curso de Letras da Unipampa campus Bagé/RS estuda as mídias emergentes em comunicação digital e sua relação e/ou inserção com o meio educacional. - Nesta pesquisa temos como mídia a Charge Eletrônica e pretende-se verificar como os alunos compreendem a charge eletrônica por meio de suas representações mentais. PET LETRAS
  • 4.
    Na primeira parteda pesquisa, pretende-se realizar um estudo do tema, da estrutura e do estilo do gênero textual charge eletrônica, por meio dos fundamentos teóricos bakhtinianos. Na segunda etapa, será averiguado como os alunos compreendem o gênero textual charge eletrônica, pelo viés das Ciências Cognitivas. PET LETRAS
  • 5.
    Investigar o queos alunos percebem na charge animada e o que armazenam na memória para compreender o gênero textual charge eletrônica.
  • 6.
    -Compreender aspectos constitutivosdo gênero charge animada ou charge eletrônica; - Investigar os fatores envolvidos no processo de compreensão verbal e não-verbal de estudantes da educação básica no processamento da leitura; - Levantar hipóteses de como esta mídia é compreendida pelos alunos; - Propor métodos de uso deste meio na sala de aula.
  • 7.
    - Primeira Etapa: duas charges eletrônicas serão assistidas por alunos de 8ª série do Ensino Fundamental. - Segunda Etapa: texto em forma de paráfrase - Terceira Etapa: será averiguado como os alunos compreendem o gênero textual charge eletrônica, pelo viés das Ciências Cognitivas. Parte-se do pressuposto cognitivo de que a mente humana é um processador de informação, isto é, a mente do leitor recebe, armazena, recupera, transforma e transmite informações (KOCH, 2009, p. 36).
  • 9.
    - As reflexõesem torno do assunto mídia e educação vem sendo aprofundados há várias décadas devido à constatação de ter uma grande influência na formação do sujeito contemporâneo e também da necessidade em explorar o tema diante do rápido desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação e dos reflexos destes na sociedade e na escola. - A tecnologia está cada vez mais presente em nosso cotidiano: na literatura, na cozinha, no laser, nos bancos, nos eletrodomésticos, etc. Segundo Jocemara (2006, p. 16), “a escola precisa se tornar mais atraente e moderna, acompanhando as tecnologias”.
  • 10.
    - Inicialmente tínhamoso leitor contemplativo, aquele que apenas segurava um livro repleto de páginas de papel e silenciosamente apreciava. Hoje além do leitor contemplativo temos o leitor imersivo, aquele que vislumbra páginas de um livro, que está conectado, tendo a sua disposição uma infinidade de informações disponibilizadas no ciberespaço e acessadas através de computadores (HENRIQUES, 2010).
  • 11.
    - Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) da Língua Portuguesa (1998) dos anos inicais tem como proposta a utilização dos gêneros textuais como propósito de ensino para a prática de leitura e de produção, defendem os gêneros textuais como importantes aliados no ensino- aprendizagem da língua portuguesa. - Segundo MARCUSCHI (2003) “Os gêneros textuais são fenômenos históricos, profundamente vinculados a vida cultural e social, contribuem para ordenar e estabilizar as atividades comunicativas do dia-a-dia”. A charge é um gênero que está totalmente inserida no cotidiano, hoje em um espaço midiático, porém com o mesmo objetivo da charge tradicional.
  • 12.
    - Charge empréstimolinguístico da língua francesa Carga ataque onde a realidade é reapresentada com auxilio de imagens e palavras, sons, movimentos e cores. - Objetivo: tanto na charge tradicional, quanto na animada provoca o riso criticando fatos do cotidiano. - Com o avanço tecnológico ganhou seu espaço na mídia Charge Animada
  • 13.
    A charge, paraque seja entendida e produza o humor necessário precisa estar no contexto que seja um código comum de conhecimento dos leitores, que geralmente é a noticia. Segundo Magalhães (2006): “a charge eletrônica parece aproximar-se mais do publico adolescente e jovem, nem sempre leitores típicos das charges tradicionais.
  • 14.
    - A charge agora ganhou um novo formato com o desenvolvimento da tecnologia. Ela agora é animada, tem som, cor e quadros animados. - Com o avanço da internet, as charges também conquistaram esse meio e, nesse ambiente, se consolidaram. Foram proporcionadas grandes mudanças para charge através do meio físico. Ela se adaptou de seu meio imóvel para uma forma animada carregada de efeitos que atendem as necessidades dos novos leitores.
  • 15.
    Ao veicular aevolução da charge tradicional, para a charge animada ou tradicional, ou seja, essa mudança de veiculação, temos as seguintes considerações de Magalhães (2006): “O acelerado desenvolvimento das novas tecnologias de informação e comunicação, principalmente as formas de comunicação mediadas pelo computador, têm propiciado o surgimento de novos processos de interação. Tais processos, todavia, nem sempre se apresentam de forma totalmente inédita; são, geralmente, adaptações ou reconfigurações de formas convencionais da comunicação. No caso das chamadas charges eletrônicas, cujo principal representante no Brasil é o chargista Mauricio Ricardo, criador do site “charges.com.br”, o que pode ser percebido é que estas são produzidas com base nos mesmos objetivos das charges jornalísticas convencionais: a crítica social por intermédio do humor. O elemento determinante neste tipo de charge é a instauração de um novo suporte material e, por conseguinte, a mudança em seu meio de circulação. Como sabemos as charges convencionais tem por suporte o jornal. Tal fato determina, entre outras coisas, os possíveis leitores desse tipo de texto. Sua transposição para Internet transforma o universo virtual de leitores, agregando-lhe novos elementos e excluindo outros. Inicialmente, a charge publicada em meio eletrônico parece aproximar-se mais do publico adolescente e jovem , nem sempre leitores típicos das charges convencionais.”
  • 16.
    Baseado em Bakhtin: ConstruçãoComposicional: Uso de cores, som, luz e animação; Conteúdo temático: Crítica por meio do riso a assuntos do cotidiano; Estilo: neste gênero a linguagem verbal utilizada não segue a norma culta padrão e sim a coloquial. Há presença de elementos não verbais. Ex: Expressão facial, corporal e informações implícitas.
  • 17.
    - Segundo Koch(2009. Pág, 36): “ ... A mente humana é um processador de informação, ou seja, ela recebe, armazena, recupera, transforma e transmite informação”. - Segundo Van Dijk (1989) apud KOCH (2009): “O processamento textual é estratégico, ou seja, realiza-se através do uso de estratégias de ordem sociocognitiva e do tipo procedual, ou seja, estratégias de uso de vários tipos de conhecimento que temos armazenados na memória.
  • 18.
    - Representação mental é o processo pelo qual o ser humano substitui algo real por algo mental. É a unidade básica do pensamento, isto é, o poder de pensar e imaginar o conceito sem ele estar presente. Através da representação mental o sujeito organiza o seu conhecimento. Ela está relacionada com nossa experiência de vida e esta está relacionada com nossa cultura. Cada um vai representar liberdade, por exemplo, de uma forma diferente, a partir do que aprendeu durante a vida e de seus conceitos sobre o que é liberdade. Sem representação mental não há memória. - Representações Mentais ou representações internas, são maneiras de "re- presentar" internamente o mundo externo. As pessoas não captam o mundo exterior diretamente, elas constroem representações mentais dele. (Rejane Costa - UFSC)
  • 19.
    - As TIC’stem uma importante colaboração no meio educacional. Vemos inúmeros depoimentos da dificuldade que os alunos possuem para compreender um texto. As tecnologias de informação e comunicação estão presentes no cotidiano dos alunos, são atrativas, instigantes e possibilitam a criticidade do aluno. Acredita-se que charge eletrônica por ser lúdica colabora para que os alunos compreendam textos de uma forma saudável e atrativa. Através das representações mentais dos alunos poderemos verificar como os mesmos compreendem esta mídia e no que mais se atentam ao processarem mentalmente a charge eletrônica: se nos aspectos verbais ou não verbais.
  • 20.
    -Considerando que “leré estar psicologicamente disposto a fazer perguntas, buscar respostas e, preferencialmente, saber onde encontrá-las (...)” (Marcondes et alli, 2003,p10), cremos que uma linguagem que deixa o estudante psicologicamente disposto pode ser a linguagem eletrônica, em especial, nesse estudo, o gênero charge, apresentado em suporte eletrônico, pois, um texto com som, imagem em movimento e humor chama-nos a atenção, e nos jovens, já tão “viciados” em estímulos midiáticos, chega a ser uma interessante saída, no que tange ao ensino de estratégias de leitura.
  • 21.
    BRASIL. Secretaria deEducação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Língua portuguesa de 5ª a 8ª série do 1º grau. Brasília: MEC/SEE, 1998. 139 p. BARTHES, Roland; COMPAGNON, Antoine – Leitura. In ROMANO, Ruggiero (dir.) . Enciclopédia Einaudi: oral-escrito, argumentação.- Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda. Vol.11, 1987. BELLONI, Maria Luiza. O que é mídia e educação? 2ª edição. Editora: Autores associados. Campinas, 2005. CASSANI, Daniel. LUNA, Marta. SANZ, Glória. Comprensión Lectora. In Enseñar Lengua. 4ª edição. Editorial GRAO. Barcelona, 1998.
  • 22.
    DORIGONI. G.M.L; SILVA.J.C. Mídia e educação: o uso das novas tecnologias no espaço escolar. Site dia-a-dia educação. Disponível em: <http://www.diaadiaeducação.pr.gov.br/portals/pde/arquivos-1170-2.pdf>. Acesso em 10/08/2022. JOCEMARA, A Mídia na Escola. Blog Viver e Aprender. Postado em 10 de novembro de 2006. http://vivereaprenderpararefletir.blogspot.com/2006/11/mdia-na- escola.html, acesso em 20/08/2011, 17:45h. KINTSCH, W. & VAN DIJK T.A. Toward a model of text comprehension and production. Psychological Review. Pág. 363-394, 1978. KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria Elias. Ler e compreender os sentidos do texto. 3ª Ed. Contexto: São Paulo, 2010.
  • 23.
    MARCONDES, Beatriz etAlli. Como usar outras linguagens na sala de aula. 4. ed. São Paulo: Contexto, 2003, 151 p. MAGALHÃES, Amarildo Pinheiro. Sentido, História e Memória em Charges Eletrônicas do Governo Lula: Os Domínios do Interdiscurso. UEM (Dissertação de Mestrado), Maringá,2006. PEREIRA, Tânia Maria Augusto. O discurso das charges: um campo fértil de intertextualidade. In: SILVA, Antonio Padua Dias da et al. Ensino da Língua: do impresso ao virtual. Campina Grande, PB:EDUEP, 2006. QUIRINO, Maurício Ricardo. Charges Animadas. Charges.com.br. 2009. Disponível em: <www.charges.com.br>. Acesso em: 12 out. 2011. SELWYN, Neil. O uso das TIC na educação e a promoção de inclusão social: uma perspectiva cerítica do reino unido. Educ. Soc., Campinas, vol.29. Disponível em: http://www.cedes.unicamp.br .Acesso em: 6 julho. 2011.
  • 24.