Profª. Ma. Geovaneide Reis
TERAPIA OCUPACIONAL EM
CONTEXTOS SOCIAIS
A Terapia Ocupacional (TO) tem um papel fundamental na assistência
social, promovendo a inclusão e a justiça ocupacional para pessoas
em vulnerabilidade social.
GR
Áreas de Atuação
Contexto Social
População Alvo
1 Usuários de Assistência Social
Indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade,
beneficiários de programas sociais.
2 Adolescentes em Medida Socioeducativa
Jovens em conflito com a lei, buscando ressocialização e
desenvolvimento de habilidades.
3 População Prisional
Pessoas privadas de liberdade, com foco em
ressocialização e preparação para o retorno à sociedade.
4 Povos Tradicionais
Comunidades indígenas, quilombolas e outras com
culturas e modos de vida próprios, valorizando suas
práticas ocupacionais.
Níveis de Complexidade da
Assistência Social
Proteção Social Básica
Atenção a indivíduos e
famílias em situação de
vulnerabilidade social, por
meio de ações preventivas e
de promoção social.
Proteção Social Especial
Atenção a indivíduos e
famílias em situação de
risco social, por meio de
ações de proteção e de
reintegração social.
Alta Complexidade
Atenção a indivíduos e
famílias em situação de alta
vulnerabilidade social, por
meio de ações de
atendimento especializado e
de reabilitação social.
Ocupações Significativas
São atividades que proporcionam sentido, prazer, identidade e pertencimento, contribuindo
para a saúde e o bem-estar.
Trabalho
Atividades remuneradas que permitem a geração de
renda e a realização profissional.
Educação
Aprendizagem, desenvolvimento de habilidades e
acesso a oportunidades de crescimento pessoal e
profissional.
Lazer
Atividades prazerosas e recreativas que promovem
o relaxamento, a diversificação e a renovação.
Vínculos Sociais
Interações sociais que fortalecem relacionamentos,
promovem o sentimento de pertencimento e
contribuem para a saúde mental.
Desenvolvimento
Socioambiental
Promoção da Saúde
Incentivar a prática de atividades físicas,
alimentação saudável e hábitos saudáveis.
Preservação do Meio Ambiente
Promover a conscientização sobre a
importância da sustentabilidade e o
cuidado com o meio ambiente.
Inclusão Social
Fortalecer a participação social de pessoas
em situação de vulnerabilidade,
promovendo a inclusão e a equidade.
O Papel do Terapeuta Ocupacional
Avaliação
Identificar as
necessidades,
capacidades e
dificuldades dos
usuários no
desempenho de suas
ocupações.
Intervenção
Desenvolver atividades
e estratégias que
promovam a saúde, o
bem-estar e a
participação social dos
usuários.
Reabilitação
Oferecer suporte para
o desenvolvimento de
habilidades e
superação de desafios,
visando a autonomia e
a inclusão.
Ações do Terapeuta Ocupacional
Grupos de Apoio
Promover espaços de troca de experiências, fortalecimento
de vínculos e desenvolvimento de habilidades sociais.
Oficinas Terapêuticas
Desenvolver atividades que estimulem a criatividade,
a autonomia, a independência e a participação social.
Treinamento para o Trabalho
Oferecer orientação profissional, desenvolvimento de
habilidades para o mercado de trabalho e apoio na
busca de emprego.
Intervenção em Comunidades
Promover ações de promoção da saúde, prevenção de
doenças e inclusão social em comunidades vulneráveis.
Justiça Ocupacional
A justiça ocupacional é o direito de todos à
participação plena e significativa em ocupações que
promovam qualidade de vida, bem-estar, saúde e
desenvolvimento humano.
1 Acesso
Garantir que todos tenham acesso a oportunidades de
participação em ocupações significativas.
2 Equidade
Assegurar que as oportunidades sejam justas e equitativas,
levando em consideração as necessidades e as diferenças
individuais.
3 Inclusão
Promover a participação de todos, independentemente de
suas condições, limitações ou desafios.
Referências
Barros, D. D. (2004). Terapia ocupacional social: o caminho se faz ao caminhar. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, 15(3), 90-97.
CAVALCANTI, A; GALVÃO, C. R. Terapia Ocupacional – Fundamentação e Prática. 1.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.
Barros, D. D., Almeida, M. C., & Vecchia, T. C. (2007). Terapia ocupacional social: diversidade, cultura e saber técnico. Revista de Terapia Ocupacional da
Universidade de São Paulo, 18(3), 128-134.
Barros, D. D., Ghirardi, M. I. G., & Lopes, R. E. (1999). Terapia ocupacional e sociedade. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo,
10(2-3), 69-74.
Brasil. Resolução COFFITO n° 383, 22 de dezembro de 2010.Define as competências do Terapeuta Ocupacional nos Contextos Sociais e dá outras
providencias. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, seção 1.
HAGEDORN, R. Ferramentas Para a Prática em Terapia Ocupacional. 1.ed. São Paulo: Roca, 2007
LOPES, R. E.; MALFITANO, A. P. S. (Org.) Terapia Ocupacional Social: desenhos teóricos e contornos práticos. 1. ed. São Carlos: EdUFSCar, 2016.
Melo, K. M. M., Malfitano, A. P. S., & Lopes, R. E. (2020). Os marcadores sociais da diferença: contribuições para a terapia ocupacional social. Cadernos
Brasileiros de Terapia Ocupacional. 28(3), 1061-1071. https://doi.org/10.4322/2526-8910.ctoARF1877
COSTA, Luciana Assis, et. al. O percurso da terapia ocupacional social em uma instituição de Ensino Superior: trajetória no ensino, na pesquisa e na
extensão. Relato de Experiência • Cad. Bras. Ter. Ocup. 31 (spe) • 2023 • https://doi.org/10.1590/2526-8910.ctoRE258033711

Terapia Ocupacional em Contexto Social..

  • 1.
    Profª. Ma. GeovaneideReis TERAPIA OCUPACIONAL EM CONTEXTOS SOCIAIS
  • 2.
    A Terapia Ocupacional(TO) tem um papel fundamental na assistência social, promovendo a inclusão e a justiça ocupacional para pessoas em vulnerabilidade social. GR Áreas de Atuação Contexto Social
  • 3.
    População Alvo 1 Usuáriosde Assistência Social Indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade, beneficiários de programas sociais. 2 Adolescentes em Medida Socioeducativa Jovens em conflito com a lei, buscando ressocialização e desenvolvimento de habilidades. 3 População Prisional Pessoas privadas de liberdade, com foco em ressocialização e preparação para o retorno à sociedade. 4 Povos Tradicionais Comunidades indígenas, quilombolas e outras com culturas e modos de vida próprios, valorizando suas práticas ocupacionais.
  • 4.
    Níveis de Complexidadeda Assistência Social Proteção Social Básica Atenção a indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade social, por meio de ações preventivas e de promoção social. Proteção Social Especial Atenção a indivíduos e famílias em situação de risco social, por meio de ações de proteção e de reintegração social. Alta Complexidade Atenção a indivíduos e famílias em situação de alta vulnerabilidade social, por meio de ações de atendimento especializado e de reabilitação social.
  • 5.
    Ocupações Significativas São atividadesque proporcionam sentido, prazer, identidade e pertencimento, contribuindo para a saúde e o bem-estar. Trabalho Atividades remuneradas que permitem a geração de renda e a realização profissional. Educação Aprendizagem, desenvolvimento de habilidades e acesso a oportunidades de crescimento pessoal e profissional. Lazer Atividades prazerosas e recreativas que promovem o relaxamento, a diversificação e a renovação. Vínculos Sociais Interações sociais que fortalecem relacionamentos, promovem o sentimento de pertencimento e contribuem para a saúde mental.
  • 6.
    Desenvolvimento Socioambiental Promoção da Saúde Incentivara prática de atividades físicas, alimentação saudável e hábitos saudáveis. Preservação do Meio Ambiente Promover a conscientização sobre a importância da sustentabilidade e o cuidado com o meio ambiente. Inclusão Social Fortalecer a participação social de pessoas em situação de vulnerabilidade, promovendo a inclusão e a equidade.
  • 7.
    O Papel doTerapeuta Ocupacional Avaliação Identificar as necessidades, capacidades e dificuldades dos usuários no desempenho de suas ocupações. Intervenção Desenvolver atividades e estratégias que promovam a saúde, o bem-estar e a participação social dos usuários. Reabilitação Oferecer suporte para o desenvolvimento de habilidades e superação de desafios, visando a autonomia e a inclusão.
  • 8.
    Ações do TerapeutaOcupacional Grupos de Apoio Promover espaços de troca de experiências, fortalecimento de vínculos e desenvolvimento de habilidades sociais. Oficinas Terapêuticas Desenvolver atividades que estimulem a criatividade, a autonomia, a independência e a participação social. Treinamento para o Trabalho Oferecer orientação profissional, desenvolvimento de habilidades para o mercado de trabalho e apoio na busca de emprego. Intervenção em Comunidades Promover ações de promoção da saúde, prevenção de doenças e inclusão social em comunidades vulneráveis.
  • 9.
    Justiça Ocupacional A justiçaocupacional é o direito de todos à participação plena e significativa em ocupações que promovam qualidade de vida, bem-estar, saúde e desenvolvimento humano. 1 Acesso Garantir que todos tenham acesso a oportunidades de participação em ocupações significativas. 2 Equidade Assegurar que as oportunidades sejam justas e equitativas, levando em consideração as necessidades e as diferenças individuais. 3 Inclusão Promover a participação de todos, independentemente de suas condições, limitações ou desafios.
  • 10.
    Referências Barros, D. D.(2004). Terapia ocupacional social: o caminho se faz ao caminhar. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, 15(3), 90-97. CAVALCANTI, A; GALVÃO, C. R. Terapia Ocupacional – Fundamentação e Prática. 1.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. Barros, D. D., Almeida, M. C., & Vecchia, T. C. (2007). Terapia ocupacional social: diversidade, cultura e saber técnico. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, 18(3), 128-134. Barros, D. D., Ghirardi, M. I. G., & Lopes, R. E. (1999). Terapia ocupacional e sociedade. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, 10(2-3), 69-74. Brasil. Resolução COFFITO n° 383, 22 de dezembro de 2010.Define as competências do Terapeuta Ocupacional nos Contextos Sociais e dá outras providencias. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, seção 1. HAGEDORN, R. Ferramentas Para a Prática em Terapia Ocupacional. 1.ed. São Paulo: Roca, 2007 LOPES, R. E.; MALFITANO, A. P. S. (Org.) Terapia Ocupacional Social: desenhos teóricos e contornos práticos. 1. ed. São Carlos: EdUFSCar, 2016. Melo, K. M. M., Malfitano, A. P. S., & Lopes, R. E. (2020). Os marcadores sociais da diferença: contribuições para a terapia ocupacional social. Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional. 28(3), 1061-1071. https://doi.org/10.4322/2526-8910.ctoARF1877 COSTA, Luciana Assis, et. al. O percurso da terapia ocupacional social em uma instituição de Ensino Superior: trajetória no ensino, na pesquisa e na extensão. Relato de Experiência • Cad. Bras. Ter. Ocup. 31 (spe) • 2023 • https://doi.org/10.1590/2526-8910.ctoRE258033711