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O Tempo do Natal se estende desde as I Vésperas do Natal do Senhor até o Domingo
após o dia 6 de janeiro (Batismo do Senhor). O espaço celebrativo deve ser sóbrio; a cor
litúrgica é branco. As flores usadas com moderação devem expressar a alegria da
comunidade ao anúncio feito pelo anjo na Noite Santa do Natal. Para a Solenidade do
Natal do Senhor, pode-se observar a seguinte orientação litúrgica:
I. As cores das vestes litúrgicas normalmente é o branco, porém, talvez seja bom lembrar
que nos dias festivos a Introdução Geral do Missal Romano nº 3092
prevê o uso de
“vestes litúrgicas mais nobres, mesmo que não sejam da cor do dia”.
II. O Natal é a festa da luz, mas não há nenhuma rubrica litúrgica oficial que oriente que o
Círio Pascal esteja na Igreja para a celebração do Natal. O simbolismo do Círio Pascal é
restritamente ligado ao mistério pascal.
III. Pode-se preparar um local com o menino Jesus, coberto, desde que este não esteja
no presbitério.
IV. Precônio natalino. O Anúncio do Natal (conhecido também como canto das Kalendas)
normalmente é entoado após a procissão de entrada, diante do presbitério, mas
orientação de algumas conferências episcopais, como a CNBB, seja entoado após o Ato
Penitencial e antes do Hino do Glória na Missa da Vigília no dia 24. Para facilitar, entoa-se
com tom salmódico. A letra encontra-se no Diretório da Liturgia e da organização da Igreja
no Brasil 2014 - pág. 39 (Cuidado para que a letra não desfigure o texto original da Igreja).
V. Durante o Hino de louvor (Glória) tocar todos os sinos existentes na Igreja anunciando
o nascimento do Salvador, Jesus Cristo. Desde que não seja durante todo o canto para
não atrapalhar e causar um desconforto auditivo na liturgia.
VI. Após a proclamação do Evangelho (Lc 2,1-14), o Evangeliário, caso usado, poderá ser
colocado junto à imagem do Menino Jesus, assim ligando o Verbum (Palavra) encarnado
em nossa natureza.
VII. Dar um tempo de silêncio após as leituras, antes de iniciar a homilia, possibilitando
um diálogo amoroso, orante e comprometido entre Deus e a assembleia.
VIII. Valorizar neste tempo o Credo Niceno-constantinopolitano, que contém as verdades
fundamentais da fé. Nas palavras “e se encarnou... até ...e se fez homem” na Missa da
Vigília todos genufletem (os que tem saúde nos joelhos). Para facilitar a oração da
assembleia, conferir a fórmula do Credo no Missal Romano pág. 400.
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As referidas orientações pastorais para a celebração do Natal do Senhor são de autoria da página
Sacraliturgia, Coordenação Diocesana de Liturgia da Diocese de Foz do Iguaçu
(http://www.diocesedefoz.org.br/home/wp-content/uploads/Liturgia-Natal1.pdf) e do blogue Direto da
Sacristia (http://diretodasacristia.com/home/liturgia/sobre-a-missa-da-noite-do-natal-do-senhor/)
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CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO.Missal romano. 12 ed. São. Paulo: Paulus, 1997
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IX. No Ofertório, para a consagração dos dons, não se deve ofertar nada mais que o
necessário para o rito. Em algumas comunidades, inclusive no Vaticano, os dons são
trazidos, em procissão, por crianças e também oferecem flores, postas na manjedoura do
Menino Jesus. Cuidar para as flores não serem maiores que a imagem e tirar a
visualização do Menino; se for o caso, depositem as flores no chão.
X. É muito significativo, que nesta celebração seja usada a Oração Eucarística I (Cânon
Romano) com o "Comunicantes" próprio da noite de Natal. Embora, alguns folhetos
tragam a Oração Eucarística III, o Cânon Romano, expressa a universalidade da Igreja
que celebra a encarnação do Filho de Deus.
XI. Havendo a possibilidade, seja feita a comunhão sob as duas espécies eucarísticas.
XII. Após a "Oração depois da comunhão", é dada a Bênção Final Solene, de preferência
com a assembleia ajoelhada ou inclinada, a convite do celebrante ou diácono.
XIII. Segue o translado do Menino Jesus até o presépio da igreja. O celebrante conduz o
Menino Jesus e crianças com ramalhetes de flores. Chegando ao local, o celebrante
deposita o Menino Jesus no presépio, incensa e procede a benção do Presépio.
Concluída, retiram-se para a sacristia e a assembleia é convidada a venerar a santa
imagem da encarnação do Salvador.

Sobre a Solenidade do Natal do Senhor

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    1 O Tempo doNatal se estende desde as I Vésperas do Natal do Senhor até o Domingo após o dia 6 de janeiro (Batismo do Senhor). O espaço celebrativo deve ser sóbrio; a cor litúrgica é branco. As flores usadas com moderação devem expressar a alegria da comunidade ao anúncio feito pelo anjo na Noite Santa do Natal. Para a Solenidade do Natal do Senhor, pode-se observar a seguinte orientação litúrgica: I. As cores das vestes litúrgicas normalmente é o branco, porém, talvez seja bom lembrar que nos dias festivos a Introdução Geral do Missal Romano nº 3092 prevê o uso de “vestes litúrgicas mais nobres, mesmo que não sejam da cor do dia”. II. O Natal é a festa da luz, mas não há nenhuma rubrica litúrgica oficial que oriente que o Círio Pascal esteja na Igreja para a celebração do Natal. O simbolismo do Círio Pascal é restritamente ligado ao mistério pascal. III. Pode-se preparar um local com o menino Jesus, coberto, desde que este não esteja no presbitério. IV. Precônio natalino. O Anúncio do Natal (conhecido também como canto das Kalendas) normalmente é entoado após a procissão de entrada, diante do presbitério, mas orientação de algumas conferências episcopais, como a CNBB, seja entoado após o Ato Penitencial e antes do Hino do Glória na Missa da Vigília no dia 24. Para facilitar, entoa-se com tom salmódico. A letra encontra-se no Diretório da Liturgia e da organização da Igreja no Brasil 2014 - pág. 39 (Cuidado para que a letra não desfigure o texto original da Igreja). V. Durante o Hino de louvor (Glória) tocar todos os sinos existentes na Igreja anunciando o nascimento do Salvador, Jesus Cristo. Desde que não seja durante todo o canto para não atrapalhar e causar um desconforto auditivo na liturgia. VI. Após a proclamação do Evangelho (Lc 2,1-14), o Evangeliário, caso usado, poderá ser colocado junto à imagem do Menino Jesus, assim ligando o Verbum (Palavra) encarnado em nossa natureza. VII. Dar um tempo de silêncio após as leituras, antes de iniciar a homilia, possibilitando um diálogo amoroso, orante e comprometido entre Deus e a assembleia. VIII. Valorizar neste tempo o Credo Niceno-constantinopolitano, que contém as verdades fundamentais da fé. Nas palavras “e se encarnou... até ...e se fez homem” na Missa da Vigília todos genufletem (os que tem saúde nos joelhos). Para facilitar a oração da assembleia, conferir a fórmula do Credo no Missal Romano pág. 400. 1 As referidas orientações pastorais para a celebração do Natal do Senhor são de autoria da página Sacraliturgia, Coordenação Diocesana de Liturgia da Diocese de Foz do Iguaçu (http://www.diocesedefoz.org.br/home/wp-content/uploads/Liturgia-Natal1.pdf) e do blogue Direto da Sacristia (http://diretodasacristia.com/home/liturgia/sobre-a-missa-da-noite-do-natal-do-senhor/) 2 CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO.Missal romano. 12 ed. São. Paulo: Paulus, 1997
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    2 IX. No Ofertório,para a consagração dos dons, não se deve ofertar nada mais que o necessário para o rito. Em algumas comunidades, inclusive no Vaticano, os dons são trazidos, em procissão, por crianças e também oferecem flores, postas na manjedoura do Menino Jesus. Cuidar para as flores não serem maiores que a imagem e tirar a visualização do Menino; se for o caso, depositem as flores no chão. X. É muito significativo, que nesta celebração seja usada a Oração Eucarística I (Cânon Romano) com o "Comunicantes" próprio da noite de Natal. Embora, alguns folhetos tragam a Oração Eucarística III, o Cânon Romano, expressa a universalidade da Igreja que celebra a encarnação do Filho de Deus. XI. Havendo a possibilidade, seja feita a comunhão sob as duas espécies eucarísticas. XII. Após a "Oração depois da comunhão", é dada a Bênção Final Solene, de preferência com a assembleia ajoelhada ou inclinada, a convite do celebrante ou diácono. XIII. Segue o translado do Menino Jesus até o presépio da igreja. O celebrante conduz o Menino Jesus e crianças com ramalhetes de flores. Chegando ao local, o celebrante deposita o Menino Jesus no presépio, incensa e procede a benção do Presépio. Concluída, retiram-se para a sacristia e a assembleia é convidada a venerar a santa imagem da encarnação do Salvador.