Eixo Literatura e Formação
do Leitor
MÓDULO II:
MÚLTIPLAS INFÂNCIAS, O LIVRO COMO
INSTRUMENTO DE CIDADANIA
Formador: Prof. Me. Danúbio Lopes
Agenda formativa
13h – Acolhida/ Boas-vindas/ Agenda.
13h10mim – Jogo das Três Pistas (Gêneros Textuais e Literários)
13h30min – Roda de debate: Uma breve reflexão sobre as concepções de infância e a leitura infantil
14h – Dinâmica: Meus Sonhos de Infância.
14h20min - Introduzir com uma exposição e análise de fotografias do fotógrafo James Mollison “Onde as
crianças dormem”. Reflexão a partir das fotos).
14h30min – Analisar coletivamente uma obra do Paic Prosa e Poesia, observando aspectos ligados a
infância apresentado no texto escrito e ilustrações.
15h – Intervalo/ Lanche
15h15min – Leitura dinâmica: A Jaca e o Jacaré
15h20min – Apresentação da análise coletiva do livro
15h40min – Material dos slides e produção de memórias da criança-personagem.
Entregar frequência e avaliação.
16h – Apresentação das produções realizadas.
16h20 – Leitura em grupo de partes do capítulo V do livro DIGA-ME: As crianças, a leitura e a conversa.
16h50min – Amostras e sorteios de materiais.
17h – Encerramento da formação.
Roda de estudo: Uma breve
reflexão sobre as concepções de
infância e a leitura infantil
"A infância que conhecemos hoje foi uma criação de um
tempo histórico e de condições socioculturais
determinadas, sendo um erro querer analisar todas as
infâncias e todas as crianças com o mesmo referencial."
FROTA, 2007
• O sentimento de infância data do século XIX. Até então, as crianças eram
tratadas como adultos em miniatura ou pequenos adultos. Os cuidados especiais
que elas recebiam, quando os recebiam, eram reservados apenas aos primeiros
anos de vida, e aos que eram mais bem localizados social e financeiramente.
• A partir dos três ou quatro anos, as crianças já participavam das mesmas
atividades dos adultos, inclusive orgias, enforcamentos públicos, trabalhos
forçados nos campos ou em locais insalubres, além de serem alvos de todos os
tipos de atrocidades praticados pelos adultos, não parecendo existir nenhuma
diferenciação maior entre elas e os mais velhos.
"O movimento de particularização da infância ganha forças
a partir do século XVIII. A família sofre grandes
transformações e criam-se novas necessidades sociais nas
quais a criança será valorizada enormemente, passando a
ocupar um lugar central na dinâmica familiar. A partir de
então, o conceito de infância se evidencia pelo valor do
amor familiar: as crianças passam dos cuidados das amas
para o controle dos pais e, posteriormente, da escola,
passando pelo acompanhamento dos diversos
especialistas e das diferentes ciências." (FROTA, 2007)
DCRC: "Diversidade de infâncias
e suas muitas crianças"
"A concepção que se tem de criança é historicamente construída, isto
significa dizer que, ao longo dos tempos, a criança foi vista e percebida
de formas diferentes pela sociedade. Deste modo, a concepção de
infância não se configura como um conceito universal [...] Não se pode
pensar as infâncias a partir de condições socioculturais determinadas,
já que cada criança viverá sua infância em um dado tempo histórico,
tornando-se necessário, portanto, considerar as variantes sociais,
políticas, culturais, econômicas, étnicas, geográficas, entre outras que a
constituem." (DCRC, p. 100).
"Os contextos nos quais as crianças vivem são plurais, assim, considerar as que vivem
na zona rural, nas cidades, no litoral, as ribeirinhas, indígenas, quilombolas, é
reconhecer contextos peculiares que refletem os modos de ser criança e de viver das
diferentes infâncias, inclusive no cotidiano das unidades de Educação Infantil.
Nessa direção, fortalecer um olhar historicamente contextualizado para as crianças e
seus modos de viver a infância possibilita superar perspectivas que buscam
universalizar padrões de desenvolvimento infantil e que excluem aquilo que é mais
bonito do desenvolvimento humano, a sua diversidade." (DCRC, p. 101)
“..tudo é uma Literatura só. A dificuldade está em
delimitar o que se considera como especialmente no
âmbito infantil. São as crianças, na verdade, que o
delimitam, com sua preferência. Costuma-se classificar
como Literatura Infantil o que para elas se escreve.
Seria mais acertado, talvez, assim classificar o que elas
leem com utilidade e prazer. Não haveria, pois, uma
Literatura Infantil a priori, mas a posteriori."
(MEIRELES, 1979, p. 19)
Infância e literatura
A criança passa a ser percebida como um ser diferente do
adulto, e começam a surgir produtos culturais endereçados
particularmente a elas com a função de prepará-las para a
vida.
"A nova valorização da infância gerou maior união familiar, mas igualmente
os meios de controle do desenvolvimento intelectual da criança e a
manipulação de suas emoções. Literatura infantil e escola, inventada a
primeira e reformada a segunda, são convocadas para cumprir essa
missão."”(ZILBERMAN, 1982)
Perspectivas de infância... e de literatura
CONSERVADORA
• a literatura infantil é a expressão da palavra-informação
• função formativa e informativa
• atendendo à necessidade de instrução da criança, ao mesmo tempo em
que atende sua necessidade pela fantasia, pela distração, pela
ludicidade e pelo desenvolvimento de sua imaginação e criatividade.
SIMÕES, 2013
EMANCIPADORA
• a literatura infantil é a expressão da palavra-arte
• não é exclusivamente informação, mas pluralidade de significados,
possibilitando múltiplas interpretações e possibilidades de fruição, como,
ademais, é a função de toda outra obra de arte: fonte de conhecimento, reflexão
e prazer estético consistindo, justamente nisso, sua função formativa e
emancipadora.
MEUS SONHOS DE
INFÂNCIA
Exposição do fotógrafo
James Mollison
Where children sleep
"Onde dormem as crianças"
https://www.jamesmollison.com/where-children-
sleep
"Percebi que minha experiência de ter um quarto que era uma espécie de reino
pessoal não se aplicava à maioria das crianças"
Rawan, 5, Zaatari refugee,
Jordan
Hang, 5, Beijing,
China
Asahi, 5, Tokyo,
Japan
Shameela 5, Mae Sot,
Thailand
Ryker, 5, California,
USA
Sianoi, 6, Loita Hills,
Kenya
Camila, 6, Rocinha,
Brazil.
Lehlohonolo, 6,
Lesotho
Bilal, 6, Wadi Abu Hindi, The West
Bank
Quinn, 7, Venice,
Italy
Ahkôhxet, 8, Amazon,
Brazil
Indira, 7, Kathmandu,
Nepal
Millie, 8, Wales,
UK
Sharmin, 8, Dhaka,
Bangladesh
Lobsang, 8, Tibetan refugge,
Nepal
Syra, 8, Iwol,
Senegal
Connie, 9, Kaltukatjara, Northern Territory of Australia.
Taipa, 9, Atacama Desert,
Chile
Ariana, 9, Asunción,
Paraguay
Anonymous, 9, Ivory
Coast
Dong, 9, Yunnan,
China
Alex, 9, Rio de Janeiro,
Brazil
Ram, 9, Kathmandu,
Nepal
Thais, 11, Rio de Janeiro,
Brazil
Sherap, 10, Kathmandu,
Nepal
Gantulga, 11, Khuvsgul Lake,
Mongolia
Lamine, 12, Bounkiling Village,
Senegal
Joey, 11, Kentucky,
USA
Emanuela, 13, Cluj Napoca,
Romania
Reflexões a partir
das fotografias
O que é ser
criança?
A infância e o eixo de literatura
e formação do leitor
Explorado o nosso acervo
a partir das reflexões realizadas
De que forma a infância se faz presente em cada obra?
BIB-BAÚ:
Literatura, infância
e identidade
OFICINA DE
ESCRITA
Infância, memórias e escrita criativa
Produção de memórias de uma criança-personagem: em trios,
produziremos as memórias de uma de nossas crianças-personagens
favoritas.
Como era o cotidiano? A família? Os amigos? Os costumes? O contexto?
Usando nossa escrita criativa, traremos novas e divertidas informações a
respeito dessas personalidades tão conhecidas pela infância.
Partilha das produções
Educação literária do
formador-leitor
(professor-leitor)
#dicadeleitura
O menino que carregava água na
peneira
Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.
A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e
sair correndo com ele para mostrar aos irmãos.
A mãe disse que era o mesmo
que catar espinhos na água.
O mesmo que criar peixes no bolso.
O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces
de uma casa sobre orvalhos.
A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio, do que do cheio.
Falava que vazios são maiores e até infinitos.
Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito,
porque gostava de carregar água na peneira.
Manoel de Barros
Com o tempo descobriu que
escrever seria o mesmo
que carregar água na peneira.
No escrever o menino viu
que era capaz de ser noviça,
monge ou mendigo ao mesmo tempo.
O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.
Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor.
A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta!
Você vai carregar água na peneira a vida toda.
Você vai encher os vazios
com as suas peraltagens,
e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos!
Roda de estudo
Diga-me: as crianças, a
leitura e a conversa
"Nossa era é da
conversa."
"...ao ajudarmos crianças a falarem
sobre suas leituras, nós as ajudamos a
se articularem sobre todos os outros
assuntos de suas vidas." (p.17)
"Estive uma vez em um pequeno grupo de professores
que objetivavam melhorar nosso ensino de crianças
como leitoras, quando descobrimos o quão importante é
a conversa nesse processo. Disso, desenvolveu-se o que
se tornou conhecido como enfoque Diga-me."
Note: um enfoque, - não um método, não um sistema , não um programa esquemático.
Os diálogos das pessoas sobre os livros pode ser
dividido em três situações compartilhadas:
Entusiasmos
• As pessoas não resumem o significado,
tendem a recontar a história e falar o
que gostaram ou não gostaram.
• Parecem adiar a discussão sobre o
significado até ouvirem o que seus
amigos têm a dizer o significado
⟶
emerge da conversa.
Enigmas/
dificuldades
"Em qualquer texto, por mais simples
que seja, sempre há possibilidade de
múltiplos sentidos. Ao compartilharmos
e resolvermos dificuldades sobre os
elementos intrigantes de uma história,
podemos descobrir o que aquela parte
da escrita significa para cada um de
nós." (p. 25)
Descoberta de
padrões
• Só podemos ler quando
reconhecemos padrões (palavras,
orações).
• Há padrões também nas formas
narrativas.
• Há padrões extratextuais: do mundo
ao texto; comparando um texto com
outro; ambas as comparações são
amparadas pela memória.
As crianças são
críticas?
"Não."
"Criticidade é uma atividade não natural, de especialistas
adultos para a qual se precisa de treino e de um gosto
perverso por análise destruidora de prazeres." (p. 36)
Defendemos que
as crianças possuem uma
"faculdade crítica inata";
elas perguntam,
reportam, comparam e
julgam.
Crianças
sendo críticas
Estudo do capítulo 5
O
COLETIVO
CONSTRÓI
REFERÊNCIAS
FROTA, ANA M. M. C. Diferentes concepções da infância e adolescência: a importância da
historicidade para sua construção. Estudos e Pesquisas em Psicologia, UERJ, RJ, v. 7,
p.147-160, 2007.
MEIRELES, C. Problemas da literatura infantil. São Paulo: Summus, 1979.
SIMÕES, Lucila B. T. Literatura infantil: entre a infância, a pedagogia e a arte. Cadernos de
Letras da UFF. Dossiê: O lugar da teoria nos estudos linguísticos e literários n. 46, p. 219-
242, 2013.
ZILBERMAN, Regina. Literatura infantil: autoritarismo e emancipação. São Paulo: Ática,
1982.

Slide Módulo II - Literatura e Infâncias.pptx

  • 1.
    Eixo Literatura eFormação do Leitor MÓDULO II: MÚLTIPLAS INFÂNCIAS, O LIVRO COMO INSTRUMENTO DE CIDADANIA Formador: Prof. Me. Danúbio Lopes
  • 2.
    Agenda formativa 13h –Acolhida/ Boas-vindas/ Agenda. 13h10mim – Jogo das Três Pistas (Gêneros Textuais e Literários) 13h30min – Roda de debate: Uma breve reflexão sobre as concepções de infância e a leitura infantil 14h – Dinâmica: Meus Sonhos de Infância. 14h20min - Introduzir com uma exposição e análise de fotografias do fotógrafo James Mollison “Onde as crianças dormem”. Reflexão a partir das fotos). 14h30min – Analisar coletivamente uma obra do Paic Prosa e Poesia, observando aspectos ligados a infância apresentado no texto escrito e ilustrações. 15h – Intervalo/ Lanche 15h15min – Leitura dinâmica: A Jaca e o Jacaré 15h20min – Apresentação da análise coletiva do livro 15h40min – Material dos slides e produção de memórias da criança-personagem. Entregar frequência e avaliação. 16h – Apresentação das produções realizadas. 16h20 – Leitura em grupo de partes do capítulo V do livro DIGA-ME: As crianças, a leitura e a conversa. 16h50min – Amostras e sorteios de materiais. 17h – Encerramento da formação.
  • 4.
    Roda de estudo:Uma breve reflexão sobre as concepções de infância e a leitura infantil
  • 5.
    "A infância queconhecemos hoje foi uma criação de um tempo histórico e de condições socioculturais determinadas, sendo um erro querer analisar todas as infâncias e todas as crianças com o mesmo referencial." FROTA, 2007
  • 6.
    • O sentimentode infância data do século XIX. Até então, as crianças eram tratadas como adultos em miniatura ou pequenos adultos. Os cuidados especiais que elas recebiam, quando os recebiam, eram reservados apenas aos primeiros anos de vida, e aos que eram mais bem localizados social e financeiramente. • A partir dos três ou quatro anos, as crianças já participavam das mesmas atividades dos adultos, inclusive orgias, enforcamentos públicos, trabalhos forçados nos campos ou em locais insalubres, além de serem alvos de todos os tipos de atrocidades praticados pelos adultos, não parecendo existir nenhuma diferenciação maior entre elas e os mais velhos.
  • 7.
    "O movimento departicularização da infância ganha forças a partir do século XVIII. A família sofre grandes transformações e criam-se novas necessidades sociais nas quais a criança será valorizada enormemente, passando a ocupar um lugar central na dinâmica familiar. A partir de então, o conceito de infância se evidencia pelo valor do amor familiar: as crianças passam dos cuidados das amas para o controle dos pais e, posteriormente, da escola, passando pelo acompanhamento dos diversos especialistas e das diferentes ciências." (FROTA, 2007)
  • 8.
    DCRC: "Diversidade deinfâncias e suas muitas crianças" "A concepção que se tem de criança é historicamente construída, isto significa dizer que, ao longo dos tempos, a criança foi vista e percebida de formas diferentes pela sociedade. Deste modo, a concepção de infância não se configura como um conceito universal [...] Não se pode pensar as infâncias a partir de condições socioculturais determinadas, já que cada criança viverá sua infância em um dado tempo histórico, tornando-se necessário, portanto, considerar as variantes sociais, políticas, culturais, econômicas, étnicas, geográficas, entre outras que a constituem." (DCRC, p. 100).
  • 9.
    "Os contextos nosquais as crianças vivem são plurais, assim, considerar as que vivem na zona rural, nas cidades, no litoral, as ribeirinhas, indígenas, quilombolas, é reconhecer contextos peculiares que refletem os modos de ser criança e de viver das diferentes infâncias, inclusive no cotidiano das unidades de Educação Infantil. Nessa direção, fortalecer um olhar historicamente contextualizado para as crianças e seus modos de viver a infância possibilita superar perspectivas que buscam universalizar padrões de desenvolvimento infantil e que excluem aquilo que é mais bonito do desenvolvimento humano, a sua diversidade." (DCRC, p. 101)
  • 10.
    “..tudo é umaLiteratura só. A dificuldade está em delimitar o que se considera como especialmente no âmbito infantil. São as crianças, na verdade, que o delimitam, com sua preferência. Costuma-se classificar como Literatura Infantil o que para elas se escreve. Seria mais acertado, talvez, assim classificar o que elas leem com utilidade e prazer. Não haveria, pois, uma Literatura Infantil a priori, mas a posteriori." (MEIRELES, 1979, p. 19) Infância e literatura
  • 11.
    A criança passaa ser percebida como um ser diferente do adulto, e começam a surgir produtos culturais endereçados particularmente a elas com a função de prepará-las para a vida. "A nova valorização da infância gerou maior união familiar, mas igualmente os meios de controle do desenvolvimento intelectual da criança e a manipulação de suas emoções. Literatura infantil e escola, inventada a primeira e reformada a segunda, são convocadas para cumprir essa missão."”(ZILBERMAN, 1982)
  • 12.
    Perspectivas de infância...e de literatura CONSERVADORA • a literatura infantil é a expressão da palavra-informação • função formativa e informativa • atendendo à necessidade de instrução da criança, ao mesmo tempo em que atende sua necessidade pela fantasia, pela distração, pela ludicidade e pelo desenvolvimento de sua imaginação e criatividade. SIMÕES, 2013
  • 13.
    EMANCIPADORA • a literaturainfantil é a expressão da palavra-arte • não é exclusivamente informação, mas pluralidade de significados, possibilitando múltiplas interpretações e possibilidades de fruição, como, ademais, é a função de toda outra obra de arte: fonte de conhecimento, reflexão e prazer estético consistindo, justamente nisso, sua função formativa e emancipadora.
  • 14.
  • 15.
    Exposição do fotógrafo JamesMollison Where children sleep "Onde dormem as crianças" https://www.jamesmollison.com/where-children- sleep "Percebi que minha experiência de ter um quarto que era uma espécie de reino pessoal não se aplicava à maioria das crianças"
  • 16.
    Rawan, 5, Zaatarirefugee, Jordan
  • 17.
  • 18.
  • 19.
    Shameela 5, MaeSot, Thailand
  • 20.
  • 21.
    Sianoi, 6, LoitaHills, Kenya
  • 22.
  • 23.
  • 24.
    Bilal, 6, WadiAbu Hindi, The West Bank
  • 25.
  • 26.
  • 27.
  • 28.
  • 29.
  • 30.
    Lobsang, 8, Tibetanrefugge, Nepal
  • 31.
  • 32.
    Connie, 9, Kaltukatjara,Northern Territory of Australia.
  • 33.
    Taipa, 9, AtacamaDesert, Chile
  • 34.
  • 35.
  • 36.
  • 37.
    Alex, 9, Riode Janeiro, Brazil
  • 38.
  • 39.
    Thais, 11, Riode Janeiro, Brazil
  • 40.
  • 41.
    Gantulga, 11, KhuvsgulLake, Mongolia
  • 42.
    Lamine, 12, BounkilingVillage, Senegal
  • 43.
  • 44.
    Emanuela, 13, ClujNapoca, Romania
  • 45.
  • 46.
    O que éser criança?
  • 47.
    A infância eo eixo de literatura e formação do leitor
  • 48.
    Explorado o nossoacervo a partir das reflexões realizadas De que forma a infância se faz presente em cada obra?
  • 49.
  • 50.
    OFICINA DE ESCRITA Infância, memóriase escrita criativa Produção de memórias de uma criança-personagem: em trios, produziremos as memórias de uma de nossas crianças-personagens favoritas. Como era o cotidiano? A família? Os amigos? Os costumes? O contexto? Usando nossa escrita criativa, traremos novas e divertidas informações a respeito dessas personalidades tão conhecidas pela infância.
  • 52.
  • 53.
  • 54.
    O menino quecarregava água na peneira Tenho um livro sobre águas e meninos. Gostei mais de um menino que carregava água na peneira. A mãe disse que carregar água na peneira era o mesmo que roubar um vento e sair correndo com ele para mostrar aos irmãos. A mãe disse que era o mesmo que catar espinhos na água. O mesmo que criar peixes no bolso. O menino era ligado em despropósitos. Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos. A mãe reparou que o menino gostava mais do vazio, do que do cheio. Falava que vazios são maiores e até infinitos. Com o tempo aquele menino que era cismado e esquisito, porque gostava de carregar água na peneira. Manoel de Barros
  • 55.
    Com o tempodescobriu que escrever seria o mesmo que carregar água na peneira. No escrever o menino viu que era capaz de ser noviça, monge ou mendigo ao mesmo tempo. O menino aprendeu a usar as palavras. Viu que podia fazer peraltagens com as palavras. E começou a fazer peraltagens. Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela. O menino fazia prodígios. Até fez uma pedra dar flor. A mãe reparava o menino com ternura. A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta! Você vai carregar água na peneira a vida toda. Você vai encher os vazios com as suas peraltagens, e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos!
  • 56.
    Roda de estudo Diga-me:as crianças, a leitura e a conversa
  • 57.
    "Nossa era éda conversa."
  • 58.
    "...ao ajudarmos criançasa falarem sobre suas leituras, nós as ajudamos a se articularem sobre todos os outros assuntos de suas vidas." (p.17)
  • 59.
    "Estive uma vezem um pequeno grupo de professores que objetivavam melhorar nosso ensino de crianças como leitoras, quando descobrimos o quão importante é a conversa nesse processo. Disso, desenvolveu-se o que se tornou conhecido como enfoque Diga-me." Note: um enfoque, - não um método, não um sistema , não um programa esquemático.
  • 60.
    Os diálogos daspessoas sobre os livros pode ser dividido em três situações compartilhadas: Entusiasmos • As pessoas não resumem o significado, tendem a recontar a história e falar o que gostaram ou não gostaram. • Parecem adiar a discussão sobre o significado até ouvirem o que seus amigos têm a dizer o significado ⟶ emerge da conversa.
  • 61.
    Enigmas/ dificuldades "Em qualquer texto,por mais simples que seja, sempre há possibilidade de múltiplos sentidos. Ao compartilharmos e resolvermos dificuldades sobre os elementos intrigantes de uma história, podemos descobrir o que aquela parte da escrita significa para cada um de nós." (p. 25)
  • 62.
    Descoberta de padrões • Sópodemos ler quando reconhecemos padrões (palavras, orações). • Há padrões também nas formas narrativas. • Há padrões extratextuais: do mundo ao texto; comparando um texto com outro; ambas as comparações são amparadas pela memória.
  • 63.
  • 64.
    "Não." "Criticidade é umaatividade não natural, de especialistas adultos para a qual se precisa de treino e de um gosto perverso por análise destruidora de prazeres." (p. 36)
  • 65.
    Defendemos que as criançaspossuem uma "faculdade crítica inata"; elas perguntam, reportam, comparam e julgam.
  • 66.
  • 67.
  • 68.
    REFERÊNCIAS FROTA, ANA M.M. C. Diferentes concepções da infância e adolescência: a importância da historicidade para sua construção. Estudos e Pesquisas em Psicologia, UERJ, RJ, v. 7, p.147-160, 2007. MEIRELES, C. Problemas da literatura infantil. São Paulo: Summus, 1979. SIMÕES, Lucila B. T. Literatura infantil: entre a infância, a pedagogia e a arte. Cadernos de Letras da UFF. Dossiê: O lugar da teoria nos estudos linguísticos e literários n. 46, p. 219- 242, 2013. ZILBERMAN, Regina. Literatura infantil: autoritarismo e emancipação. São Paulo: Ática, 1982.