PARTO NORMAL COMTODAS AS
SUAS FASES, O PAPEL DO TÉCNICO
EM ENFERMAGEM DURANTE O
TRABALHO DE PARTO, APÓS O
NASCIMENTO DO BEBÊ E O PARTO
CESÁREO QUANDO É INDICADO E
SUAS COMPLICAÇÕES
3.
PARTO NORMAL COMTODAS AS SUAS FASES
1º período, quando ocorre a dilatação do colo uterino;
2º período, quando acontece a expulsão do bebê;
3º período, quando ocorre a dequitação ou expulsão da placenta;
4º período, de observação materna no pós-parto.
4.
MONITORAMENTO PRÉ-PARTO
Avigilância do bem-estar e da vitalidade do bebê será feita pela
escuta dos batimentos cardíacos e pela observação da coloração
do líquido amniótico. Se houver a eliminação de mecônio —
nome dado as primeiras fezes do bebê — e indicativo de
sofrimento fetal ou alterações nos seus batimentos cardíacos, o
médico poderá indicar a necessidade urgente da realização de
um parto mais rápido e cirúrgico, como a cesariana, para garantir
o bem-estar e saúde de mamãe e bebê.
O trabalho de parto normal em si é composto por três períodos
distintos, que funcionam de maneira totalmente diferente um do
outro: o preparatório, de dilatação e expulsivo.
5.
ETAPA DAS CONTRAÇÕES
O período preparatório é a fase mais inicial do trabalho de parto, também
chamado de fase latente do período de dilatação do colo do útero. O
início do parto normal caracteriza-se pelo começo das contrações
uterinas, que se coordenam e regularizam com ritmo cada vez mais
frequentes. Sentidas como um desconforto de intensidade e duração
crescentes, essas contrações têm como função preparar o colo uterino.
Isso causa seu amolecimento, afinamento, mudança de posição e o início
lento de sua dilatação.
Poderá ocorrer também a saída do tampão mucoso pela vagina. Essas
contrações são curtas, durando entre 20 a 40 segundos. Uma espécie de
aquecimento para o próximo período, a fase preparatória costuma durar
entre 16 e 20 horas na primeira gestação. Esse espaço de tempo, no
entanto, pode variar bastante de uma mulher para outra.
Nas gestações subsequentes, o tempo da fase preparatória costuma
diminuir, com duração média de 12 a 16 horas.
6.
ETAPA DA DILATAÇÃO
Após a primeira etapa de espera para o parto normal saudável, você
entrará no período de dilatação. Trata-se da fase ativa, mais rápida e
previsível. A etapa terminará com a dilatação total e completa do colo.
No entanto, isso só acontece quando ele alcança 10 centímetros,
tamanho aproximado da cabeça de um bebê de nove meses.
Esse é o momento ideal para realizar a internação hospitalar. Nessa etapa,
a mulher deve estar com as contrações uterinas mais fortes e regulares.
Elas deve ter duração média de 40 a 60 segundos, com 2 a 3 contrações a
cada 10 minutos de observação. O colo do útero estará afinado,
amolecido e geralmente dilatado em 3 ou mais centímetros.
7.
ETAPA DO TRABALHODE PARTO
Na fase ativa do trabalho de parto normal, sua bolsa pode se romper
sozinha. A partir deste período, a velocidade da dilatação será mais
rápida e constante, de aproximadamente 0,8 a 1,5 centímetro por hora.
Geralmente, a dilatação será de cerca de 1 cm/hora na primeira
gestação. A partir da segunda gestação, que costuma evoluir mais
rapidamente, a média sobe para cerca de 1,5 cm/hora.
O tempo de dilatação e progressão do parto normal será ainda mais curto
se a bolsa d’água já estiver rompida ou for rompida pelo médico. A
medida pode ser tomada para aumentar as contrações e acelerar um
trabalho de parto lento.
É importante considerar que mulheres obesas podem ter uma duração do
trabalho de parto significativamente mais longa e demorada.
8.
ETAPA DA DESCIDADO BEBÊ
Durante o período de dilatação ocorrem, ao mesmo tempo, a descida e a
progressão do bebê até entrar no chamado período expulsivo final, com a
saída e nascimento.
A duração total média do trabalho de parto natural e espontâneo costuma ser
maior que 12 horas, e o tempo de espera para as suas contrações tornarem-se
efetivas, fortes e regulares, com pelo menos 2 a cada 10 minutos, será por volta
de 6 horas. A exceção fica por conta dos casos de partos muito rápidos,
precipitados, chamados de taquitócicos.
Nesses casos, pouco frequentes, a duração total do processo, do início do
trabalho de parto ao nascimento, leva cerca de 4 horas ou até menos.
9.
A IMPORTÂNCIA DOTÉCNICO EM
ENFERMAGEM NO PARTO
O técnico em enfermagem tem um papel fundamental na admissão do
recém-nascido (RN), ele acolhe a gestante, fornece informações, recebe seu
RN para os primeiros procedimentos necessários após o parto, conscientiza a
mesma da importância do Aleitamento Materno Exclusivo (AME), entre outros.
Sendo assim o presente trabalho de conclusão de curso tem como objetivo
demonstrar a responsabilidade deste profissional nos primeiros momentos de
vida do ser humano, trazendo a importância do atendimento humanizado
nesta hora, pois ele visa o conforto e bem estar de mãe e filho. Também traz as
rotinas de enfermagem vividas nesta etapa. Destaca a relevância do
Aleitamento Materno (AM) e a contribuição do técnico em enfermagem para
demonstrar e auxiliar a mãe para o estabelecimento correto da
amamentação. Este trabalho foi escrito através de relatos de experiências que
foram vivenciadas no decorrer do estágio do Centro Obstétrico (CO) do
Hospital Nossa Senhora Conceição (HNSC)
10.
QUANDO A CESÁREAÉ INDICADA?
Algumas situações em que a realização da cesárea é indicada são:
Placenta prévia total ou descolamento da placenta
Ruptura uterina
Rotura de vasa prévia
Bebês com síndromes ou doenças
Quando a mãe possui IST’s
Quando o cordão umbilical sai primeiro
Posição errada do bebê
Sofrimento fetal
11.
PLACENTA PRÉVIA TOTALOU DESCOLAMENTO DA PLACENTA
A placenta prévia acontece quando a mesma está fixada em um local
que impede a passagem do bebê pelo canal do parto, sendo possível
que a placenta saia antes do bebê. Já o descolamento da placenta
ocorre quando a mesma se solta do útero antes do nascimento do bebê.
A indicação de cesárea para estas situações se dá por a placenta ser a
responsável pela chegada de oxigênio e nutrientes para o bebê e quando
esta encontra-se comprometida, o bebê é prejudicado pela falta de
oxigênio, o que pode levar a danos cerebrais.
12.
RUPTURA UTERINA
Aruptura uterina, também conhecida como rotura uterina, é uma
complicação obstétrica grave em que há rompimento da musculatura do
útero durante o último trimestre de gravidez ou no momento do parto, o
que pode resultar em sangramentos excessivos e dor abdominal intensa,
podendo colocar em risco a vida da mulher e do bebê, sendo neste caso
recomendada a cesariana imediata.
13.
ROTURA DE VASAPRÉVIA
A vasa prévia é uma condição em que as membranas que contêm vasos
sanguíneos que conectam o cordão umbilical a placenta, ficam próximas
ou passam pelo colo do útero, podendo-se romper e causar sangramento
intenso na mulher e no bebê, sendo considerada uma situação de
emergência obstétrica, em que a cesárea deve ser realizada
imediatamente.
14.
BEBÊS COM SÍNDROMESOU DOENÇAS
Os bebês que foram diagnosticados com algum tipo de síndrome, doença
ou malformações, como hidrocefalia ou onfalocele, que é a quando o
fígado ou intestino do bebê estão do lado de fora do corpo, devem
sempre nascer através da cesárea. Isso porque o processo do parto
normal pode lesionar os órgãos no caso da onfalocele, e as contrações
uterinas podem danificar o cérebro, no caso de hidrocefalia.
15.
QUANDO A MÃEPOSSUI IST’s
Quando a mãe possui alguma infecção sexualmente transmissível (IST),
como a herpes genital ativa, o bebê pode ser contaminado no
momento da passagem do bebê pelo canal vaginal e, por isso, é mais
indicado fazer o parto cesárea.
Para mulheres que têm infecção pelo vírus HIV, a cesárea eletiva é
indicada quando a mulher não está em tratamento com
antirretrovirais, a contagem de CD4 é baixa ou desconhecida, e/ou a
carga viral é desconhecida ou maior que 1000.
No entanto, se a mulher realizar o tratamento para a IST específica que
possui, e ter a infecção controlada poderá tentar o parto normal.
16.
QUANDO O CORDÃOUMBILICAL SAI PRIMEIRO
Durante o trabalho de parto, pode ocorrer do cordão umbilical passar
pelo colo do útero e sair pela abertura vaginal, antes do feto. Esta
situação é conhecida como prolapso do cordão umbilical, e aumenta o
risco do bebê ficar sem oxigênio, sendo neste caso recomendado pelo
obstetra a cesárea de emergência.
17.
POSIÇÃO ERRADA DOBEBÊ
Se o bebê permanecer em alguma posição, que não a de cabeça para
baixo, como deitado de lado ou com a cabeça para cima, e não virar
até antes do parto, é mais indicado fazer uma cesárea porque existe um
maior risco para a mulher e o bebê, já que as contrações não são fortes o
suficiente, tornando o parto normal mais complicado.
A cesariana também pode ser indicada quando o bebê está de cabeça
para baixo mas está posicionado com a cabeça levemente virada para
trás com o queixo mais voltado para cima, esta posição aumenta o
tamanho da cabeça do bebê, dificultando a passagem pelos ossos do
quadril da mãe.
18.
SOFRIMENTO FETAL
Quandoocorre alteração ou diminuição dos batimentos cardíacos do
bebê, diminuição dos movimentos fetais e diminuição do volume de
líquido amniótico, há indícios de sofrimento fetal e neste caso pode ser
necessário uma cesariana, pois, com os batimentos mais fracos, o bebê
pode ter falta de oxigênio no cérebro, o que leva a danos cerebrais,
como deficiência motora ou paralisia cerebral, por exemplo.