Técnico em
Enfermagem
Módulo III
CLÍNICA MÉDICA
Sistema Linfático
Sistema Linfático
• Conjunto de vasos cuja
principal função é coletar a
linfa, um líquido presente
entre as células dos tecidos,
e levá-la de volta à circulação
sanguínea.
• Trata-se, portanto, de um
sistema acessório ao sistema
circulatório sanguíneo.
Rede composta por:
órgãos linfóides,
linfonodos,
ductos linfáticos,
tecidos linfáticos, capilares
linfáticos
vasos linfáticos
fluido linfático (linfa)
•Os vasos linfáticos, que se distribuem por todo o corpo e recolhem o líquido
tissular que não retornou aos capilares sangüíneos, filtrando-o e
reconduzindo-o à circulação sangüínea.
•O sistema linfático também é um importante componente do sistema
imunológico, pois colabora com glóbulos brancos para proteção contra
bactérias e vírus invasores.
Funções:
• Remoção dos fluidos em excesso dos tecidos corporais;
• Absorção dos ácidos graxos e transporte subsequente da
gordura para o sistema circulatório;
• Produção de células imunes (como linfócitos, monócitos
e células produtoras de anticorpos conhecidas como
plasmócitos).
LINFA
•É um líquido transparente, esbranquiçado (algumas vezes
amarelado ou rosado), alcalino e de sabor salgado, que
circula pelos vasos linfáticos.
•Cerca de 2/3 de toda a linfa derivam do fígado e do
intestino. Sua composição é semelhante à do sangue, mas
não possui hemácias, apesar de conter glóbulos brancos dos
quais 99% são linfócitos. No sangue os linfócitos
representam cerca de 50% do total de glóbulos brancos.
•A linfa é transportada pelos vasos linfáticos em
sentido unidirecional e filtrada nos linfonodos
(também conhecidos como nódulos linfáticos ou
gânglios linfáticos).
•Após a filtragem, é lançada no sangue,
desembocando nas grandes veias torácicas.
•Ao contrário do sangue, que é impulsionado através dos
vasos pela força do coração, o sistema linfático não é um
sistema fechado e não tem uma bomba central. A linfa
depende exclusivamente da ação de agentes externos para
poder circular.
•A linfa move-se lentamente e sob baixa pressão devido
principalmente à compressão provocada pelos movimentos
dos músculos esqueléticos que pressiona o fluido através dele.
Vasos Linfáticos:
-Dividem-se em capilares,vasos e ductos
-Formados por segmentos continuamente valvulados para impedir
o refluxo da linfa
# Linfangion- Válvulas que evitam o retorno da linfa
Estrutura e função de um vaso linfático
- Os vasos linfáticos possuem paredes muito finas, assemelhando-se às dos
capilares sanguíneos:
Os vasos linfáticos
terminam em “fundo
cego”, como os “dedos”
de uma luva.
Este fluido é então transportado progressivamente para vasos
linfáticos maiores acumulando-se no ducto linfático direito
(para a linfa da parte direita superior do corpo) e no duto
torácico (para o resto do corpo); estes ductos desembocam
no sistema circulatório na veia subclávia esquerda e direita.
Abre-se na junção da VEIA
JUGULAR DIREITA com
A VEIA SUBCLÁVIA DIREITA
Ducto
Linfático
Direito
Recebe a linfa da região
direita superior do corpo
Ducto Linfático Direito
•Esse ducto corre ao longo da borda medial do músculo escaleno
anterior na base do pescoço e termina na junção da veia subclávia
direita com a veia jugular interna direita.
•Seu orifício é guarnecido por duas válvulas semilunares, que evitam a
passagem de sangue venoso para o ducto.
•Esse ducto conduz a linfa para circulação sangüínea nas seguintes
regiões do corpo: lado direito da cabeça, do pescoço e do tórax, do
membro superior direito, do pulmão direito, do lado direito do
coração e da face diafragmática do fígado.
Ducto Torácico
•Conduz a linfa da maior parte do corpo para o sangue.
•É o tronco comum a todos os vasos
linfáticos, exceto os vasos citados acima
(ducto linfático direito).
•Termina por desembocar no ângulo
formado pela junção da veia subclávia
esquerda com a veia jugular interna
esquerda.
INTENSIDADE DO FLUXO LINFÁTICO
•Aproximadamente 100 ml de linfa fluem através do ducto
torácico de um ser humano em repouso por hora e, talvez, outros
20 ml fluiriam para a circulação a cada hora por outros canais,
perfazendo um fluxo linfático total estimado de 120 ml/h.
OS CANAIS LINFÁTICOS DO CORPO
• Com exceção de alguns, quase todos os tecidos do corpo têm canais
linfáticos que drenam o excesso de líquido diretamente dos espaços
intersticiais.
• As exceções incluem as partes superficiais da pele, o sistema nervoso
central, as partes mais profundas dos nervos periféricos, o endomísio
dos músculos e os ossos.
• Entretanto, até mesmo esses tecidos têm diminutos canais intersticiais,
denominados pré-linfáticos, pelos quais o líquido intersticial pode fluir;
• Esse líquido acaba por fluir para os vasos linfáticos ou, no caso do
cérebro, flui para o liquor e daí diretamente de volta para o sangue.
Microcirculação
Microcirculação
Ultrafiltração – 100%
Absorção Venosa – 90%
Absorção Linfática – 10% (excedente)
Para que o fluído intersticial seja drenado para o capilar
linfático é necessário que a pressão intersticial seja maior
que a intra capilar. Desta forma o bom funcionamento da
microcirculação está garantido.
Órgãos Linfáticos:
1. Baço,
2. linfonodos (nódulos linfáticos),
3. tonsilas palatinas (amígdalas),
4. tonsila faríngea (adenóides)
5. timo (tecido conjuntivo
reticular linfóide rico em
linfócitos)
Baço
•É um órgão linfóide apesar de não
filtrar linfa.
•Armazena linfócito
•O baço “limpa” o sangue,
funcionando como um filtro desse
fluído tão essencial.
•O baço também tem participação na
resposta imune, reagindo a agentes
infecciosos.
Timo
• O timo é um órgão linfoide, responsável pelo
desenvolvimento e seleção de linfócitos T.
• O timo está localizado na porção superior do mediastino e
posterior ao osso esterno. Limita-se superiormente pela
traqueia, lateralmente pelos pulmões e inferior e
posteriormente pelo coração.
Tonsilas Palatinas (Amígdalas)
•A tonsila palatina encontra-se na parede lateral da parte oral da
faringe, entre os dois arcos palatinos.
•Produzem linfócitos.
Tonsila Faríngea (Adenóides):
•É uma saliência produzida por tecido linfático encontrada na
parede posterior da parte nasal da faringe.
•Esta, durante a infância, em geral se hipertrofia em uma massa
considerável conhecida como adenóide.
Linfonodos
Linfonodos ou nódulos linfáticos: órgãos linfáticos mais
numerosos do organismo,localizados nos trajetos dos vasos
linfáticos sua função é a de filtrar a linfa e eliminar corpos
estranhos que ela possa conter, como vírus e bactérias. Nele
ocorrem linfócitos, macrófagos e plasmócitos. A proliferação
dessas células provocada pela presença de bactérias ou
substâncias/organismos estranhos determina o aumento do
tamanho dos gânglios, que se tornam dolorosos, formando a íngua
Linfonodos
Linfonodos
LINFONODOS SUPERFICIAIS E VASOS LINFÁTICOS DA CABEÇA E DO PESCOÇO
VASOS LINFÁTICOS E LINFONODOS DA FARINGE
VASOS LINFÁTICOS E LINFONODOS DA GLÂNDULA MAMÁRIA
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
VASOS LINFÁTICOS E LINFONODOS DO MEMBRO SUPERIOR
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
LINFONODOS E VASOS LINFÁTICOS DA PAREDE ABDOMINAL POSTERIOR
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
VASOS LINFÁTICOS E LINFONODOS DO MEMBRO INFERIOR
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
VASOS LINFÁTICOS E LINFONODOS DA REGIÃO POPLÍTEA
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
Medula Óssea
A medula como órgão linfóides primário é capaz de formar pro-
linfócitos que vem das células totipotentes (leia capítulo I). O Pro-
linfócito não é capaz de realizar uma resposta imune, então se
dirige aos órgão secundários para se desenvolver. A célula
multipotente mielóide e linfoblastos T irão ao timo para formar
linfócitos T.
Medula Óssea
Função Imunológica do Sistema Linfático
•Ao longo do percurso dos vasos linfáticos, encontram-se dilatações conhecidas
como linfonodos (ou gânglios linfáticos).
•Um linfonodo apresenta em seu interior muitas células sanguíneas de defesa
(leucócitos ou glóbulos brancos), formando uma tipo de “barreira de inspeção” ao
longo da rede de vasos linfáticos.
•Os gânglios linfáticos concentram-se em certas regiões do corpo, como pescoço,
axilas, virilhas, tórax e abdome. As infecções geralmente provocam inchaços
desses gânglios, que podem ser percebidos por um exame de palpação.
Sistema de Defesa
Mecanismo inespecífico: não distinguem um agente
infeccioso de outro. Há 2 linhas de defesa:
1- pele e mucosas onde há secreções contendo enzimas como
a lisozina e interferons (respiratória, digestora e urogenital).
2- substâncias químicas e células que matam o agente (seja
virus, bacteria, fungo ou protista), são os fagócitos
(neutrófilos e macrófagos)
Dor
Rubor
Calor
Tumor(edema)
Processo Inflamatório
Mecanismos específicos: é a terceira linha de defesa, as
respostas não são mais indiscriminadas. Participam os órgãos
linfonoides (timo, baço, tonsilas e linfonodos), os linfócitos e
plasmócitos.
• O sistema imune reconhece determinado elemento estranho
(antígeno) e produz uma proteína (anticorpo) específica para
este antígeno.
Leucócitos
Resposta imune:
Imunidade humoral:
Anticorpos (imunoglobulinas) no sangue e na linfa.
macrófagos linfócitos T (T4) linfócitos B plasmócitos
estimula
Produção de
interleucinas e
interferon
formação
anticorpos
produção
linfócitos B de memória anticorpos
linfócitos B
Medula óssea vermelha- Baço e linfonodos
Imunidade celular:
. Destruição de células com vírus ou tumorais.
. Linfócitos T (T8).
. Linfócitos citotóxicos – natural killer.
macrófagos linfócitos T (auxiliar) linfócitos T (específico)
Destruição das células.
estimula formação
linfócitos T
citotóxicos ativos
linfócitos T de memória
linfócitos T
Medula óssea vermelha- Maturação Timo- Org linfáticos e linfonodos
Destruição das células
(Perforinas)
Exposição
Macrófago
Célula apresentadora do antígeno (estimula)
Linfócito T estimula
estimula Linfócito T
citotóxico
Linfócito B
Plamócito
produz
anticorpos
Linfócito B
de memória
Linfócito T
de memória
Linfócito T citotóxico
ativo
Defesa contra patógenos extracelulares
pela ação direta dos anticorpos ou pela facilidade
a fagocitose
Defesa contra patógenos
intracelulares e células cancerosas
Esposição
estimula
(Imunidade celular)
(Imunidade humoral)
transforma-se em
transforma-se em transforma-se em
Tipos de imunização:
Ativa: Duradoura e lenta.
. Produção de anticorpos – células de memória.
. Natural: doença.
. Artificial: vacina – antígenos atenuados.
Passiva: Rápida e passageira.
. Inoculação dos anticorpos prontos.
. Natural: pela placenta e amamentação.
. Artificial: soro – anticorpos.
Problemas associados à má circulação linfática
•Imobilidade prolongada produz edemas (inchaços), principalmente nas pernas.
•Nos casos de filariose (ou elefantíase), doença causada pela presença de vermes
que bloqueiam os capilares linfáticos, também acometem severamente as
estruturas afetadas pelo acúmulo de líquido em certas regiões do corpo.
Referência
• SPENCE. Anatomia Humana Básica. 2ª edição. São
Paulo: editora Manole, 1991.
• NETTER, H. F. Atlas de Anatomia Humana. 3ª ed. Porto
Alegre: Artmed, 2003.
• MANUILA, A. et al. Dicionário Médico. Medsi, 2003.
• SOBOTTA, Johannes. Atlas de Anatomia Humana. v. 1 e
v. 2. 21ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
• INTERNET
Anemias/ Leucemias/ Hemofilias/
Linfomas/ Hemoterapia.
• "O sangue é a essência da vida. Mas o que
acontece quando esse sistema vital adoece? E
como nós, da enfermagem, somos cruciais
nesse processo?"
• Linha de frente no cuidado a pacientes com
condições sanguíneas complexas.
• Compreender esses distúrbios é fundamental
para um cuidado seguro e de excelência.
• Sistema Sanguíneo: Componentes do
sangue (plasma, hemácias, leucócitos,
plaquetas).
Anemias
• Diminuição da quantidade de hemoglobina
e/ou hemácias → menos oxigênio nos tecidos.
Anemia
 A anemia refere-se à falta de hemoglobina circulante suficiente
para fornecer oxigênio aos tecidos, podendo ser causada pela
produção inadequada de eritrócitos, por hemólise anormal e
sequestro dos eritrócitos ou por perda de sangue. As anemias
mais observadas em adultos incluem a anemia ferropriva, a
anemia perniciosa e a anemia por deficiência de ácido fólico.
 Os tratamentos para a anemia incluem desde aconselhamento
e suplementos nutricionais até a transfusão de sangue. A
bioterapia com potencial significativo é utilizada em algumas
anemias e consiste na administração da eritropoetina exógena
(sintética) que estimula a produção e a maturação dos
eritrócitos.
Classificação:
•Anemia ferropriva (por falta de ferro)
•Anemia megaloblástica (falta de B12/ácido fólico)
•Anemia hemolítica (destruição precoce das
hemácias)
•Anemia falciforme (hereditária)
Anemia ferropriva
•Causa: Deficiência de ferro (ingestão insuficiente, má
absorção, perda crônica de sangue).
•Mecanismo: Hemácias pequenas e pálidas (microcíticas
hipocrômicas) devido à falta de ferro para formar hemoglobina.
Anemia
 Anemia Ferropriva:
 É um tipo de anemia em que o conteúdo de ferro corporal total
encontra-se abaixo dos níveis normais, afetando a síntese de
hemoglobina, onde os eritrócitos têm aspecto pálido e são
pequenos.
 Geralmente, a causa mais comum é através da perda crônica
de sangue como sangramentos gastrointestinais, sangramento
menstrual excessivo, ou pelo aporte insuficiente de ferro
(perda de peso, dieta inadequada), má absorção do ferro
(doença do intestino delgado, gastroenterostomia) ou aumento
das necessidades (gravidez).
Anemia
 Anemia Ferropriva:
 A diminuição da hemoglobina pode resultar em suprimento
insuficiente de oxigênio aos tecidos do corpo e em geral, os
sintomas surgem quando o nível sérico da hemoglobina cai
para menos de 11 g/100 ml.
 Manifestações clínicas:
 Cefaleia, tonteira, fadiga, palpitações, dispneia de esforço,
palidez da pele e mucosas, língua lisa e ulcerada, queilose
(lesões nos cantos da boca) e coiloníquia (unhas dos dedos da
mão em forma de colher).
Anemia
 Avaliação diagnóstica:
• Hemograma completo e perfil do ferro (diminuição da
hemoglobina, do hematócrito, do nível sérico de ferro e da
ferritina).
• A determinação da fonte de perda crônica de sangue pode
incluir sigmoidoscopia, colonoscopia e pesquisa de sangue
oculto nas fezes.
Anemia
 Tratamento:
 Correção da perda crônica de sangue por farmacoterapia oral
ou venosa: o sulfato ferroso oral é preferido e de menor custo,
sendo que o tratamento deve prosseguir até a normalização
dos níveis de hemoglobina e da reposição das reservas de
ferro.
 Os valores normais de taxa da hemoglobina são de 12 g/100 ml
para mulheres e de 13 g/100ml para homens. A terapia venosa
é raramente utilizada, somente quando o paciente não
consegue tolerar a terapia oral, pode-se usar ferrodextrana ou
sorbitex de ferro.
Anemia
 Complicações:
• O comprometimento grave da capacidade de transporte do
oxigênio do sangue pode predispor a lesões isquêmicas,
como IAM e AVC-I.
 Avaliação de enfermagem:
• Obter uma resposta dos sintomas, ingesta dietética, história
pregressa de anemia e possíveis fontes de perda de sangue.
• Examinar o paciente à procura de taquicardia, palidez,
dispneia e sinais de sangramento gastrointestinal ou outro
sangramento.
• Tratamento/Cuidado: Suplementação oral de
ferro, orientação dietética (alimentos ricos em
ferro, vitamina C para absorção),
monitoramento de efeitos gastrointestinais do
ferro.
Anemia Megaloblástica: Perniciosa
 É um tipo de anemia associada à deficiência de vitamina B12. O
megaloblasto é um eritrócito grande nucleado, com maturação
nuclear tardia e anormal.
 A vitamina B12 é necessária para a síntese normal dos eritrócitos
em processo de maturação, por isso alguns medicamentos
interferem na absorção da vitamina B12, notavelmente o ácido
ascórbico, a colchicina, a neomicina, a cimetidina e os
anticoncepcionais orais. Trata-se de um distúrbio observado
principalmente em idosos.
Anemia Megaloblástica: Perniciosa
 Manifestações clínicas:
• Da anemia: palidez, fadiga, dispneia de esforço,
palpitações. Pode ocorrer angina de peito e insuficiência
cardíaca no idoso ou naqueles com predisposição à
cardiopatia.
• Da disfunção gastrointestinal subjacente: ulceras na boca,
glossite, anorexia, náuseas, vômitos, perda de peso,
indigestão, desconforto epigástrico, diarreia ou
constipação recorrentes.
Anemia Megaloblástica: Perniciosa
 Avaliação diagnóstica:
• Hemograma completo para verificar a diminuição da
hemoglobina e do hematócrito, acentuada variação no
tamanho e na forma dos eritrócitos, com número variável
de células grandes;
• Níveis de ácido fólico (normais) e de vitamina B12
(diminuídos).
Anemia Megaloblástica: Perniciosa
 Tratamento:
• A reposição com hidroxicobalamina ou cianocobalamina
(B12) é necessária por injeção IM administrada a cada mês.
 Avaliação de Enfermagem:
• Examinar o paciente à procura de palidez, taquicardia,
dispneia de esforço, parestesias, distúrbios da marcha,
alteração dos processos mentais.
Anemia Megaloblástica:
Deficiência de Ácido Fólico
 É a anemia megaloblástica crônica causada pela deficiência de
ácido fólico geralmente causada por deficiência dietética,
desnutrição, cozimento excessivo dos alimentos, também
causada pelo alcoolismo, comprometimento da absorção do
jejuno, aumento das necessidades (gravidez).
Anemia Megaloblástica:
Deficiência de Ácido Fólico
 Manifestações clínicas:
• Da anemia: fadiga, fraqueza, palidez, tontura, cefaleia,
taquicardia.
• Da deficiência de ácido fólico: ulceração da boca,
rachadura dos lábios.
 Tratamento:
• Reposição de ácido fólico por via oral diariamente.
Anemia Megaloblástica:
Deficiência de Ácido Fólico
 Complicações:
• A deficiência de ácido fólico foi implicada na etiologia de
defeitos do tubo neural congenitamente adquiridos.
 Avaliação de Enfermagem:
• Obter a história nutricional do paciente.
• Monitorizar o grau de dispneia, taquicardia e
desenvolvimento de dor torácica ou dispneia.
Anemia Aplástica
 Esta anemia é um distúrbio caracterizado por hipoplasia ou
aplasia da medula óssea, resultando em pancitopenia (número
insuficiente de eritrócitos, leucócitos e plaquetas). Acredita-se
que a destruição das células tronco hematopoéticas ocorre
através de um mecanismo imunologicamente mediado.
 A evolução clínica mostra-se variável e depende do grau de
insuficiência da medula óssea e é quase sempre fatal se não for
tratada.
Anemia Aplástica
 Manifestações clínicas:
• Da anemia: palidez, fraqueza, fadiga, dispneia de esforço,
palpitações.
• Das infecções associadas à neutropenia: febre, cefaleia,
mal estar, dor abdominal, diarreia, eritema, dores,
exsudato nas feridas ou locais de incisões invasivas.
Anemia Aplástica
 Avaliação diagnóstica:
• O hemograma completo revela a diminuição no número de
eritrócitos, leucócitos e plaquetas (pancitopenia) e a
aspiração e biópsia da medula óssea, que revela se a
medula óssea está hipocelular ou vazia, com acentuada
redução ou ausência da hematopoese.
Anemia Aplástica
 Tratamento:
• Transplante de medula óssea (TMO) é o tratamento de
escolha para pacientes com anemia aplástica grave, sendo
que esta opção de tratamento proporciona uma sobrevida
a longo prazo de 75 a 80% dos pacientes.
• Tratamento imunossupressor com corticoides, ciclosporina,
ciclofosfamida, globulina antilinfócito como isolado ou em
combinação. Essa opção de tratamento proporciona uma
sobrevida em longo prazo em 70 a 80% dos pacientes.
• O tratamento de suporte inclui transfusões de plaquetas e
hemácias, antibióticos e agentes antifúngicos.
Anemia Aplástica
 Avaliação de Enfermagem:
• Obter anamnese detalhada, incluindo medicações, história
clínica pregressa, ocupação, passatempos.
• Monitoramento rigoroso em relação à sinais de
sangramento e infecção.
Leucemias
 As leucemias são distúrbios malignos do sangue e da medula
óssea que resultam no acúmulo de células imaturas e
disfuncionais, em consequência da perda da regulação da
divisão celular.
 São classificadas em agudas ou crônicas, com base na
velocidade de aparecimento dos sintomas, sendo ainda
classificadas de acordo com o tipo de célula predominante.
Leucemias
 As leucemias agudas afetam as células imaturas e caracterizam-
se pela rápida progressão dos sintomas. Quando os linfócitos
se constituem na célula maligna predominante o distúrbio é
denominado leucemia linfocítica aguda (LLA). Quando
predominam os monócitos ou os granulócitos, o distúrbio é
denominado leucemia mielógena aguda (LMA).
Leucemias
 Etiologia e fisiopatologia:
 O desenvolvimento da leucemia tem sido associado a:
• Exposição à radiação ionizante;
• Exposição a certas substâncias químicas e toxinas como
benzeno;
• Vírus do linfoma-leucemia de células T humano (HTLV-I e
HTLV-II) em certas regiões do mundo como o Caribe e o
Japão;
• Suscetibilidade familiar;
Leucemias
 Etiologia e fisiopatologia:
• Cerca de 50% das leucemias novas são agudas, sendo que
aproximadamente 85% das leucemias em adultos são LMA,
enquanto a LLA é mais comum em crianças, com incidência
máxima entre 2 e 9 anos de idade. A LLA infantil é
geralmente curada com quimioterapia isoladamente
(>75%), enquanto se obtém uma cura apenas em 30 a 40%
dos adultos com LLA. A LMA é uma doença de indivíduos
idosos e de difícil tratamento, com sobrevida mediana de 5
a 6 meses, a despeito da terapia intensiva.
Leucemias
 Manifestações clínicas:
• Os sintomas comuns incluem palidez, fadiga, fraqueza,
febre, perda de peso, sangramento e equimoses anormais,
linfadenopatia e infecções recidivantes.
• Outros sintomas iniciais podem incluir dor óssea e articular,
cefaleia, esplenomegalia, hepatomegalia e disfunção
neurológica.
Leucemias
 Avaliação diagnóstica:
• Hemograma e esfregaço de sangue, sendo que a contagem
de leucócitos do sangue periférico varia amplamente de
1.000 a 100.000/mm3 e pode incluir números significativos
de células imaturas anormais (células blásticas), a anemia
pode ser profunda, a contagem de plaquetas geralmente é
baixa.
• Aspiração e biópsia de medula óssea, realizando também
estudo citológico à procura de anormalidades
cromossômicas (citogenéticas) e com marcadores
imunológicos para classificar ainda mais o tipo de
leucemia.
Leucemias
 Avaliação diagnóstica:
• Punção lombar e exame do líquor à procura de células
leucêmicas (particularmente na LLA).
 Tratamento:
• Para erradicar as células leucêmicas e propiciar a restauração
da hematopoese normal;
• Quimioterapia de altas doses, administrada na forma de
ciclos, para obter o desaparecimento das células anormais na
medula óssea e no sangue, bem como ciclos na forma de
terapia de manutenção, para prevenir a recidiva da doença;
Leucemias
 Tratamento:
• Radioterapia, particularmente do sistema nervoso central
na LLA;
• Transplante de células-tronco ou de medula óssea autóloga
ou alogênica;
• Cuidados de suporte e tratamento sintomático.
Leucemias
 Avaliação da enfermagem:
• Obter história de perda de peso, ocorrência de febre,
frequência de infecções, fatigabilidade progressivamente
maior, dispneia, palpitações e alterações visuais como
sangramento retiniano;
• Procurar sinais de infecção: áreas hiperemiadas ou placas
esbranquiçadas na boca, na língua e na garganta. Examinar
a pele à procura de soluções de continuidade, que
representam fonte potencial de infecção.
Leucemias
 Linfoma de Hodgkin:
 Os linfomas são distúrbios malignos do sistema
reticuloendotelial, que resultam em acúmulo de células
linfoides maduras e disfuncionais, sendo classificados de
acordo com o tipo celular predominante e pelo grau de
maturidade das células malignas, por exemplo, bem
diferenciado, mal diferenciado ou indiferenciado. O linfoma de
Hodgkin origina-se no sistema linfoide e atinge
predominantemente os linfonodos.
Leucemias
 Etiologia e fisiopatologia:
 A etiologia é desconhecida, caracteriza-se pelo aparecimento
da célula de “Reed-Sternberg” no tumor, uma célula gigante e
multinucleada, disseminando-se em geral pelos canais
linfáticos, acometendo os linfonodos, o baço e, por fim, locais
extralinfáticos.
 Pode disseminar-se também pela corrente sanguínea até locais
como o trato gastrointestinais, a medula óssea, a pele, as vias
aéreas superiores e outros órgãos. A incidência exibe dois
picos, entre 20 e 40 anos de idade e depois dos 60, sendo o
risco maior em pessoas do sexo masculino.
Leucemias
 Manifestações Clínicas:
 Os sintomas comuns consistem em aumento indolor dos
linfonodos (em geral, unilateral), febre, calafrios, sudorese
noturna, perda de peso, prurido, podendo ocorrer também
comprometimento pulmonar, obstrução da veia cava superior,
comprometimento hepático ou ósseo.
Leucemias
 Avaliação diagnóstica:
• Hemograma completo: determina as células anormais;
• A biópsia de linfonodos estabelece o tipo de linfoma, e o
aspirado de medula óssea determina se há
comprometimento desta;
• Exames como radiografias, tomografias e ressonância
magnética sevem para detectar o comprometimento dos
linfonodos profundos, bem como a cintilografia com gálio-
67 que detecta áreas ativas da doença, podendo ser
realizada também para detectar a agressividade da doença.
Leucemias
 Tratamento:
 A escolha do tratamento depende da extensão da doença, dos
achados histopatológicos e dos indicadores prognósticos. O
linfoma de Hodgkin é mais facilmente curado que os outros
linfomas, com sobrevida de 5 anos de 80%. Dispõe-se de mais
de uma estratégia e tratamento, e é comum o uso de
combinações de radioterapia e quimioterapia, bem como o
transplante de medula óssea.
Leucemias
 Avaliação de Enfermagem:
 Obter uma história de saúde, focalizando a ocorrência de
fadiga, febre, calafrios, sudorese noturna, aumento de
linfonodos, bem como a presença de hepatomegalia,
esplenomegalia e linfadenopatia.
Leucemias
 Linfoma não Hodgkin:
 Os linfomas não Hodgkin constituem um grupo de neoplasias
malignas do tecido linfoide que se originam dos linfócitos T ou
B ou seus precursores, incluindo formas tanto inofensivas
quanto agressivas.
 Surgem da transformação maligna do linfócito em algum
estágio de seu desenvolvimento, onde o grau de diferenciação
e o tipo de linfócito influenciam a evolução da doença e o
prognóstico. A incidência aumenta uniformemente a partir dos
40 anos de idade.
Leucemias
 Fisiopatologia e etiologia:
 Esta patologia tem associação a defeitos ou alterações do
sistema imunológico, com maior incidência em pacientes
submetidos à imunossupressão para transplantes de órgãos,
indivíduos HIV positivos e presença de vírus (HTLV-I). Outros
fatores de risco incluem sexo masculino, cor branca, história de
gastrite por H. pilori, radioterapia, dieta rica em carnes e
gordura, exposição a certos pesticidas.
 Surgem da transformação maligna do linfócito em algum
estágio de seu desenvolvimento, o grau de diferenciação e o
tipo de linfócito influenciam a evolução da doença e o
prognóstico.
Leucemias
 Manifestações clínicas:
 Os sintomas comuns consistem em aumento indolor dos
linfonodos (geralmente unilateral), febre, calafrios, sudorese
noturna, perda de peso, dor inexplicada no tórax, no abdome
ou nos ossos. Ao contrário do linfoma de Hodgkin, tem mais
tendência a manifestar-se pela primeira vez como doença
avançada.
Leucemias
 Avaliação diagnóstica:
• Biópsia de linfonodos, para detectar o tipo;
• Hemograma completo, aspirado e biópsia de medula
óssea, para detectar a presença de comprometimento da
medula óssea;
• Radiografias, tomografias, cintilografia com gálio-67 e
ressonância magnética, para detectar o comprometimento
dos linfonodos profundos;
• Estagiamento cirúrgico (laparotomia com esplenectomia,
biópsia hepática, biópsia de múltiplos linfonodos).
Leucemias
 Tratamento:
 Em geral a radioterapia é paliativa, mas não curativa. A
quimioterapia é também administrada por ciclos de doses de
ataque e após melhora, doses de manutenção e o transplante
de medula óssea.
 Avaliação de enfermagem:
 Obter uma história de saúde, focalizando a ocorrência de
fadiga, febre, calafrios, sudorese noturna e aumento dos
linfonodos, bem como história de doença ou de terapia
causando imunossupressão. Avaliar a presença de
esplenomegalia, hepatomegalia e linfadenopatia.
NEUTROPENIA FEBRIL
O que é Neutropenia Febril?
• Neutropenia febril é uma emergência
oncológica caracterizada pela diminuição
grave dos neutrófilos (células de defesa) no
sangue, associada à presença de febre.
• Neutropenia:
Contagem de neutrófilos (ou segmentados) <
500 células/mm³
• Febre:
Temperatura oral ≥ 38,3°C em uma única
aferição, ou ≥ 38,0°C mantida por mais de 1
hora.
Por que é tão perigosa?
• Pessoas com neutropenia têm o sistema
imunológico gravemente enfraquecido, o que:
• Aumenta o risco de infecções graves e rápidas
• Dificulta a resposta normal a microrganismos
comuns
• Pode evoluir rapidamente para sepse e óbito
se não for tratada imediatamente
• E o mais importante: os sinais clássicos de
infecção (como pus, dor, vermelhidão)
podem não aparecer! A febre pode ser o
único sinal.
Sinais e Sintomas de Alerta:
• Febre ≥ 38°C (mesmo que isolada)
• Calafrios, tremores
• Fraqueza intensa
• Confusão mental
• Queda da pressão arterial
• Dor na garganta, ao urinar, ou em cateter
venoso central (quando presente)
Diagnóstico:
• Hemograma com contagem de neutrófilos
• Hemoculturas
• Urocultura, culturas de secreções, imagem (se
indicado)
• Avaliação médica imediata
Tratamento:
• Internação imediata em muitos casos
• Início de antibiótico de amplo espectro EV
nas primeiras 60 minutos após a detecção da
febre (ideal: 1ª hora)
• Monitoramento contínuo de sinais vitais
• Suporte com líquidos, oxigênio e transfusões,
se necessário
Cuidados de Enfermagem:
• Prevenção de infecção:
• Higienização rigorosa das mãos antes e depois de cada
procedimento
• Evitar aglomerações e contato com pessoas doentes
• Máscara cirúrgica e precauções de contato se indicado
• Troca frequente de roupas de cama e limpeza do
ambiente
• Manter paciente com dieta balanceada e hidratação
Monitoramento:
• Aferição de temperatura a cada 4 horas
• Observar presença de calafrios, dor localizada
ou alterações na urina
• Verificar sinais de infecção em cateteres,
feridas ou mucosas
Administração de medicamentos:
• Antibióticos EV conforme prescrição médica
• Uso de fatores estimuladores de colônia (G-
CSF) para aumentar neutrófilos (se prescrito)
• Antipiréticos (com cautela, e nunca antes de
avaliação médica)
Educação ao paciente e família:
• Orientar sobre a importância da notificação
imediata da febre
• Alertar para sinais precoces de infecção
• Estimular o uso da máscara em casa ou no
hospital
• Incentivar adesão ao tratamento e repouso
Hemofilia
• O que é Hemofilia?
• Hemofilia é um distúrbio hereditário da
coagulação, caracterizado pela deficiência (ou
ausência) de proteínas chamadas fatores de
coagulação, que são essenciais para formar o
coágulo sanguíneo e estancar sangramentos.
Classificação da Hemofilia:
• Existem dois tipos principais:
• Hemofilia A
• Deficiência ou ausência do Fator VIII (oito) da
coagulação
• Mais comum (representa cerca de 80% dos
casos)
• Hemofilia B
• Deficiência ou ausência do Fator IX (nove) da
coagulação
• Também chamada de Doença de Christmas
Tipo Nível do fator Gravidade Características
Leve 5 a 40% Leve Sangramento após
trauma ou cirurgia
Moderada 1 a 5% Moderada Hemorragias em
traumas leves
Grave < 1% Grave
Sangramentos
espontâneos
frequentes
Classificada conforme a quantidade do fator de coagulação presente no
sangue:
Transmissão:
• Genética, ligada ao cromossomo X
• Atinge principalmente homens
• Mulheres são portadoras, e geralmente não
apresentam sintomas
Diagnóstico:
• Tempo de sangramento prolongado
• Dosagem dos fatores de coagulação (fator VIII
e IX)
• Testes genéticos para confirmação do tipo e
hereditariedade
Tratamento:
• Reposição do fator deficiente (concentrado
de fator VIII ou IX)
• Em casos leves: pode-se usar desmopressina
(DDAVP) na hemofilia A
• Fisioterapia (para preservar articulações)
• Controle rigoroso de infecções em pacientes
que já fizeram transfusões repetidas
Cuidados de Enfermagem:
Evitar procedimentos invasivos desnecessários:
• Não aplicar injeções intramusculares (preferir via
oral ou subcutânea)
• Evitar punções venosas repetidas
Prevenir e manejar sangramentos:
• Aplicar compressas frias em caso de sangramentos
• Avaliar presença de dor ou limitação articular (sinal
de hemartrose)
Educação do paciente e família:
• Orientar a evitar esportes de contato (ex: futebol, lutas)
• Estimular o uso de pulseira ou cartão de identificação
• Ensinar sinais de alerta (sangramentos internos, cefaleia
súbita)
Acompanhamento interdisciplinar:
• Encaminhar para centros de tratamento de hemofilia (CTH)
• Estimular seguimento com hematologista, fisioterapeuta e
psicólogo
• Vocês acham que a escola, o trabalho ou os
hospitais estão preparados para acolher
pessoas com hemofilia? O que um técnico de
enfermagem precisa observar em pacientes
com esse diagnóstico?"
Hemoterapia
O que é Hemoterapia?
• Hemoterapia é a área da medicina que trata da
utilização terapêutica do sangue e seus
componentes para tratar ou prevenir doenças e
agravos à saúde.
Objetivo:
• Restaurar a capacidade do sangue de transportar
oxigênio, combater infecções ou promover a
coagulação.
Indicações clínicas mais comuns:
• Hemorragias agudas (traumas, cirurgias)
• Anemias severas sintomáticas
• Distúrbios da coagulação (como hemofilia,
plaquetopenia)
• Câncer e quimioterapia (quando há queda de
hemácias ou plaquetas)
• Preparação para cirurgias com risco de
sangramento
Tipos de Componentes Sanguíneos:
• A doação de sangue não é transfundida
inteira. O sangue é separado em
componentes específicos, cada um com uma
finalidade:
Componente Indicação
Concentrado de Hemácias Anemia com sintomas, perda aguda de
sangue, pós-operatórios
Concentrado de Plaquetas Plaquetopenia, sangramento ativo com
plaquetas < 50.000
Plasma Fresco Congelado Distúrbios da coagulação, doenças
hepáticas, sangramento grave
Crioprecipitado Deficiência de fibrinogênio, doenças como
hemofilia e von Willebrand
Sangue Total Muito raro, usado apenas em casos de
hemorragias massivas em emergências
sem tempo para separação de
componentes
Antes da transfusão:
• Verificar prescrição médica específica para
tipo de componente
• Solicitar tipagem sanguínea e teste de
compatibilidade (prova cruzada)
Cuidados de Enfermagem na Hemoterapia
Responsabilidades do técnico de enfermagem:
• 1. Verificação da bolsa e dados do paciente:
• Conferir nome, tipo sanguíneo, número de
identificação
• Validar data de validade da bolsa e integridade
(sem coágulos, espuma ou vazamento)
• 2. Monitoramento dos sinais vitais:
• Antes de iniciar: PA, FC, FR, temperatura
• A cada 15 minutos após início, e depois a cada
30 minutos
• Após o término
• 3. Supervisão contínua durante a transfusão:
• Tempo máximo para administração: 4 horas
• Utilizar equipo de transfusão com filtro
• Nunca misturar com outros medicamentos
no mesmo acesso
Sinais de reação transfusional (suspender
imediatamente)
Sinais de reação transfusional (suspender
imediatamente)
• Calafrios, febre, dor lombar
• Taquicardia, hipotensão
• Náusea, vômito
• Urina escura (hemoglobinúria)
• Prurido, urticária, broncoespasmo
• Reação transfusional = "CORPO ALERTANDO"
→ sinal para o técnico interromper
imediatamente, comunicar a equipe e manter
acesso venoso com soro fisiológico.
Após a transfusão
• Registrar todos os dados no prontuário:
• Volume administrado
• Horário de início e término
• Sinais vitais
• Reações ou intercorrências
• Descartar o equipo e a bolsa segundo
protocolo de biossegurança
Importante
• Técnico de enfermagem não inicia transfusão
sozinho. Sempre sob supervisão do
enfermeiro.
• Mas é responsável por observar, relatar e agir
com prontidão diante de qualquer reação
adversa.
sistema ..............linfático (1).pptx
sistema ..............linfático (1).pptx

sistema ..............linfático (1).pptx

  • 1.
  • 2.
  • 3.
  • 4.
    Sistema Linfático • Conjuntode vasos cuja principal função é coletar a linfa, um líquido presente entre as células dos tecidos, e levá-la de volta à circulação sanguínea. • Trata-se, portanto, de um sistema acessório ao sistema circulatório sanguíneo.
  • 5.
    Rede composta por: órgãoslinfóides, linfonodos, ductos linfáticos, tecidos linfáticos, capilares linfáticos vasos linfáticos fluido linfático (linfa)
  • 6.
    •Os vasos linfáticos,que se distribuem por todo o corpo e recolhem o líquido tissular que não retornou aos capilares sangüíneos, filtrando-o e reconduzindo-o à circulação sangüínea. •O sistema linfático também é um importante componente do sistema imunológico, pois colabora com glóbulos brancos para proteção contra bactérias e vírus invasores.
  • 7.
    Funções: • Remoção dosfluidos em excesso dos tecidos corporais; • Absorção dos ácidos graxos e transporte subsequente da gordura para o sistema circulatório; • Produção de células imunes (como linfócitos, monócitos e células produtoras de anticorpos conhecidas como plasmócitos).
  • 8.
    LINFA •É um líquidotransparente, esbranquiçado (algumas vezes amarelado ou rosado), alcalino e de sabor salgado, que circula pelos vasos linfáticos. •Cerca de 2/3 de toda a linfa derivam do fígado e do intestino. Sua composição é semelhante à do sangue, mas não possui hemácias, apesar de conter glóbulos brancos dos quais 99% são linfócitos. No sangue os linfócitos representam cerca de 50% do total de glóbulos brancos.
  • 9.
    •A linfa étransportada pelos vasos linfáticos em sentido unidirecional e filtrada nos linfonodos (também conhecidos como nódulos linfáticos ou gânglios linfáticos). •Após a filtragem, é lançada no sangue, desembocando nas grandes veias torácicas.
  • 10.
    •Ao contrário dosangue, que é impulsionado através dos vasos pela força do coração, o sistema linfático não é um sistema fechado e não tem uma bomba central. A linfa depende exclusivamente da ação de agentes externos para poder circular. •A linfa move-se lentamente e sob baixa pressão devido principalmente à compressão provocada pelos movimentos dos músculos esqueléticos que pressiona o fluido através dele.
  • 11.
    Vasos Linfáticos: -Dividem-se emcapilares,vasos e ductos -Formados por segmentos continuamente valvulados para impedir o refluxo da linfa # Linfangion- Válvulas que evitam o retorno da linfa
  • 12.
    Estrutura e funçãode um vaso linfático - Os vasos linfáticos possuem paredes muito finas, assemelhando-se às dos capilares sanguíneos: Os vasos linfáticos terminam em “fundo cego”, como os “dedos” de uma luva.
  • 14.
    Este fluido éentão transportado progressivamente para vasos linfáticos maiores acumulando-se no ducto linfático direito (para a linfa da parte direita superior do corpo) e no duto torácico (para o resto do corpo); estes ductos desembocam no sistema circulatório na veia subclávia esquerda e direita. Abre-se na junção da VEIA JUGULAR DIREITA com A VEIA SUBCLÁVIA DIREITA Ducto Linfático Direito Recebe a linfa da região direita superior do corpo
  • 15.
    Ducto Linfático Direito •Esseducto corre ao longo da borda medial do músculo escaleno anterior na base do pescoço e termina na junção da veia subclávia direita com a veia jugular interna direita. •Seu orifício é guarnecido por duas válvulas semilunares, que evitam a passagem de sangue venoso para o ducto. •Esse ducto conduz a linfa para circulação sangüínea nas seguintes regiões do corpo: lado direito da cabeça, do pescoço e do tórax, do membro superior direito, do pulmão direito, do lado direito do coração e da face diafragmática do fígado.
  • 16.
    Ducto Torácico •Conduz alinfa da maior parte do corpo para o sangue. •É o tronco comum a todos os vasos linfáticos, exceto os vasos citados acima (ducto linfático direito). •Termina por desembocar no ângulo formado pela junção da veia subclávia esquerda com a veia jugular interna esquerda.
  • 18.
    INTENSIDADE DO FLUXOLINFÁTICO •Aproximadamente 100 ml de linfa fluem através do ducto torácico de um ser humano em repouso por hora e, talvez, outros 20 ml fluiriam para a circulação a cada hora por outros canais, perfazendo um fluxo linfático total estimado de 120 ml/h.
  • 19.
    OS CANAIS LINFÁTICOSDO CORPO • Com exceção de alguns, quase todos os tecidos do corpo têm canais linfáticos que drenam o excesso de líquido diretamente dos espaços intersticiais. • As exceções incluem as partes superficiais da pele, o sistema nervoso central, as partes mais profundas dos nervos periféricos, o endomísio dos músculos e os ossos. • Entretanto, até mesmo esses tecidos têm diminutos canais intersticiais, denominados pré-linfáticos, pelos quais o líquido intersticial pode fluir; • Esse líquido acaba por fluir para os vasos linfáticos ou, no caso do cérebro, flui para o liquor e daí diretamente de volta para o sangue.
  • 20.
  • 21.
    Microcirculação Ultrafiltração – 100% AbsorçãoVenosa – 90% Absorção Linfática – 10% (excedente) Para que o fluído intersticial seja drenado para o capilar linfático é necessário que a pressão intersticial seja maior que a intra capilar. Desta forma o bom funcionamento da microcirculação está garantido.
  • 22.
    Órgãos Linfáticos: 1. Baço, 2.linfonodos (nódulos linfáticos), 3. tonsilas palatinas (amígdalas), 4. tonsila faríngea (adenóides) 5. timo (tecido conjuntivo reticular linfóide rico em linfócitos)
  • 23.
    Baço •É um órgãolinfóide apesar de não filtrar linfa. •Armazena linfócito •O baço “limpa” o sangue, funcionando como um filtro desse fluído tão essencial. •O baço também tem participação na resposta imune, reagindo a agentes infecciosos.
  • 24.
    Timo • O timoé um órgão linfoide, responsável pelo desenvolvimento e seleção de linfócitos T. • O timo está localizado na porção superior do mediastino e posterior ao osso esterno. Limita-se superiormente pela traqueia, lateralmente pelos pulmões e inferior e posteriormente pelo coração.
  • 25.
    Tonsilas Palatinas (Amígdalas) •Atonsila palatina encontra-se na parede lateral da parte oral da faringe, entre os dois arcos palatinos. •Produzem linfócitos. Tonsila Faríngea (Adenóides): •É uma saliência produzida por tecido linfático encontrada na parede posterior da parte nasal da faringe. •Esta, durante a infância, em geral se hipertrofia em uma massa considerável conhecida como adenóide.
  • 26.
    Linfonodos Linfonodos ou nóduloslinfáticos: órgãos linfáticos mais numerosos do organismo,localizados nos trajetos dos vasos linfáticos sua função é a de filtrar a linfa e eliminar corpos estranhos que ela possa conter, como vírus e bactérias. Nele ocorrem linfócitos, macrófagos e plasmócitos. A proliferação dessas células provocada pela presença de bactérias ou substâncias/organismos estranhos determina o aumento do tamanho dos gânglios, que se tornam dolorosos, formando a íngua
  • 27.
  • 28.
  • 30.
    LINFONODOS SUPERFICIAIS EVASOS LINFÁTICOS DA CABEÇA E DO PESCOÇO
  • 31.
    VASOS LINFÁTICOS ELINFONODOS DA FARINGE
  • 32.
    VASOS LINFÁTICOS ELINFONODOS DA GLÂNDULA MAMÁRIA Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
  • 33.
    VASOS LINFÁTICOS ELINFONODOS DO MEMBRO SUPERIOR Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
  • 34.
    LINFONODOS E VASOSLINFÁTICOS DA PAREDE ABDOMINAL POSTERIOR Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
  • 35.
    VASOS LINFÁTICOS ELINFONODOS DO MEMBRO INFERIOR Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
  • 36.
    VASOS LINFÁTICOS ELINFONODOS DA REGIÃO POPLÍTEA Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
  • 37.
    Medula Óssea A medulacomo órgão linfóides primário é capaz de formar pro- linfócitos que vem das células totipotentes (leia capítulo I). O Pro- linfócito não é capaz de realizar uma resposta imune, então se dirige aos órgão secundários para se desenvolver. A célula multipotente mielóide e linfoblastos T irão ao timo para formar linfócitos T.
  • 38.
  • 39.
    Função Imunológica doSistema Linfático •Ao longo do percurso dos vasos linfáticos, encontram-se dilatações conhecidas como linfonodos (ou gânglios linfáticos). •Um linfonodo apresenta em seu interior muitas células sanguíneas de defesa (leucócitos ou glóbulos brancos), formando uma tipo de “barreira de inspeção” ao longo da rede de vasos linfáticos. •Os gânglios linfáticos concentram-se em certas regiões do corpo, como pescoço, axilas, virilhas, tórax e abdome. As infecções geralmente provocam inchaços desses gânglios, que podem ser percebidos por um exame de palpação.
  • 41.
    Sistema de Defesa Mecanismoinespecífico: não distinguem um agente infeccioso de outro. Há 2 linhas de defesa: 1- pele e mucosas onde há secreções contendo enzimas como a lisozina e interferons (respiratória, digestora e urogenital). 2- substâncias químicas e células que matam o agente (seja virus, bacteria, fungo ou protista), são os fagócitos (neutrófilos e macrófagos)
  • 42.
  • 43.
    Mecanismos específicos: éa terceira linha de defesa, as respostas não são mais indiscriminadas. Participam os órgãos linfonoides (timo, baço, tonsilas e linfonodos), os linfócitos e plasmócitos. • O sistema imune reconhece determinado elemento estranho (antígeno) e produz uma proteína (anticorpo) específica para este antígeno.
  • 45.
  • 46.
    Resposta imune: Imunidade humoral: Anticorpos(imunoglobulinas) no sangue e na linfa. macrófagos linfócitos T (T4) linfócitos B plasmócitos estimula Produção de interleucinas e interferon formação anticorpos produção linfócitos B de memória anticorpos linfócitos B Medula óssea vermelha- Baço e linfonodos
  • 47.
    Imunidade celular: . Destruiçãode células com vírus ou tumorais. . Linfócitos T (T8). . Linfócitos citotóxicos – natural killer. macrófagos linfócitos T (auxiliar) linfócitos T (específico) Destruição das células. estimula formação linfócitos T citotóxicos ativos linfócitos T de memória linfócitos T Medula óssea vermelha- Maturação Timo- Org linfáticos e linfonodos Destruição das células (Perforinas)
  • 49.
    Exposição Macrófago Célula apresentadora doantígeno (estimula) Linfócito T estimula estimula Linfócito T citotóxico Linfócito B Plamócito produz anticorpos Linfócito B de memória Linfócito T de memória Linfócito T citotóxico ativo Defesa contra patógenos extracelulares pela ação direta dos anticorpos ou pela facilidade a fagocitose Defesa contra patógenos intracelulares e células cancerosas Esposição estimula (Imunidade celular) (Imunidade humoral) transforma-se em transforma-se em transforma-se em
  • 50.
    Tipos de imunização: Ativa:Duradoura e lenta. . Produção de anticorpos – células de memória. . Natural: doença. . Artificial: vacina – antígenos atenuados. Passiva: Rápida e passageira. . Inoculação dos anticorpos prontos. . Natural: pela placenta e amamentação. . Artificial: soro – anticorpos.
  • 51.
    Problemas associados àmá circulação linfática •Imobilidade prolongada produz edemas (inchaços), principalmente nas pernas. •Nos casos de filariose (ou elefantíase), doença causada pela presença de vermes que bloqueiam os capilares linfáticos, também acometem severamente as estruturas afetadas pelo acúmulo de líquido em certas regiões do corpo.
  • 52.
    Referência • SPENCE. AnatomiaHumana Básica. 2ª edição. São Paulo: editora Manole, 1991. • NETTER, H. F. Atlas de Anatomia Humana. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2003. • MANUILA, A. et al. Dicionário Médico. Medsi, 2003. • SOBOTTA, Johannes. Atlas de Anatomia Humana. v. 1 e v. 2. 21ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. • INTERNET
  • 53.
  • 54.
    • "O sangueé a essência da vida. Mas o que acontece quando esse sistema vital adoece? E como nós, da enfermagem, somos cruciais nesse processo?"
  • 55.
    • Linha defrente no cuidado a pacientes com condições sanguíneas complexas. • Compreender esses distúrbios é fundamental para um cuidado seguro e de excelência.
  • 56.
    • Sistema Sanguíneo:Componentes do sangue (plasma, hemácias, leucócitos, plaquetas).
  • 59.
    Anemias • Diminuição daquantidade de hemoglobina e/ou hemácias → menos oxigênio nos tecidos.
  • 60.
    Anemia  A anemiarefere-se à falta de hemoglobina circulante suficiente para fornecer oxigênio aos tecidos, podendo ser causada pela produção inadequada de eritrócitos, por hemólise anormal e sequestro dos eritrócitos ou por perda de sangue. As anemias mais observadas em adultos incluem a anemia ferropriva, a anemia perniciosa e a anemia por deficiência de ácido fólico.  Os tratamentos para a anemia incluem desde aconselhamento e suplementos nutricionais até a transfusão de sangue. A bioterapia com potencial significativo é utilizada em algumas anemias e consiste na administração da eritropoetina exógena (sintética) que estimula a produção e a maturação dos eritrócitos.
  • 61.
    Classificação: •Anemia ferropriva (porfalta de ferro) •Anemia megaloblástica (falta de B12/ácido fólico) •Anemia hemolítica (destruição precoce das hemácias) •Anemia falciforme (hereditária)
  • 62.
    Anemia ferropriva •Causa: Deficiênciade ferro (ingestão insuficiente, má absorção, perda crônica de sangue). •Mecanismo: Hemácias pequenas e pálidas (microcíticas hipocrômicas) devido à falta de ferro para formar hemoglobina.
  • 63.
    Anemia  Anemia Ferropriva: É um tipo de anemia em que o conteúdo de ferro corporal total encontra-se abaixo dos níveis normais, afetando a síntese de hemoglobina, onde os eritrócitos têm aspecto pálido e são pequenos.  Geralmente, a causa mais comum é através da perda crônica de sangue como sangramentos gastrointestinais, sangramento menstrual excessivo, ou pelo aporte insuficiente de ferro (perda de peso, dieta inadequada), má absorção do ferro (doença do intestino delgado, gastroenterostomia) ou aumento das necessidades (gravidez).
  • 64.
    Anemia  Anemia Ferropriva: A diminuição da hemoglobina pode resultar em suprimento insuficiente de oxigênio aos tecidos do corpo e em geral, os sintomas surgem quando o nível sérico da hemoglobina cai para menos de 11 g/100 ml.  Manifestações clínicas:  Cefaleia, tonteira, fadiga, palpitações, dispneia de esforço, palidez da pele e mucosas, língua lisa e ulcerada, queilose (lesões nos cantos da boca) e coiloníquia (unhas dos dedos da mão em forma de colher).
  • 66.
    Anemia  Avaliação diagnóstica: •Hemograma completo e perfil do ferro (diminuição da hemoglobina, do hematócrito, do nível sérico de ferro e da ferritina). • A determinação da fonte de perda crônica de sangue pode incluir sigmoidoscopia, colonoscopia e pesquisa de sangue oculto nas fezes.
  • 67.
    Anemia  Tratamento:  Correçãoda perda crônica de sangue por farmacoterapia oral ou venosa: o sulfato ferroso oral é preferido e de menor custo, sendo que o tratamento deve prosseguir até a normalização dos níveis de hemoglobina e da reposição das reservas de ferro.  Os valores normais de taxa da hemoglobina são de 12 g/100 ml para mulheres e de 13 g/100ml para homens. A terapia venosa é raramente utilizada, somente quando o paciente não consegue tolerar a terapia oral, pode-se usar ferrodextrana ou sorbitex de ferro.
  • 68.
    Anemia  Complicações: • Ocomprometimento grave da capacidade de transporte do oxigênio do sangue pode predispor a lesões isquêmicas, como IAM e AVC-I.  Avaliação de enfermagem: • Obter uma resposta dos sintomas, ingesta dietética, história pregressa de anemia e possíveis fontes de perda de sangue. • Examinar o paciente à procura de taquicardia, palidez, dispneia e sinais de sangramento gastrointestinal ou outro sangramento.
  • 69.
    • Tratamento/Cuidado: Suplementaçãooral de ferro, orientação dietética (alimentos ricos em ferro, vitamina C para absorção), monitoramento de efeitos gastrointestinais do ferro.
  • 70.
    Anemia Megaloblástica: Perniciosa É um tipo de anemia associada à deficiência de vitamina B12. O megaloblasto é um eritrócito grande nucleado, com maturação nuclear tardia e anormal.  A vitamina B12 é necessária para a síntese normal dos eritrócitos em processo de maturação, por isso alguns medicamentos interferem na absorção da vitamina B12, notavelmente o ácido ascórbico, a colchicina, a neomicina, a cimetidina e os anticoncepcionais orais. Trata-se de um distúrbio observado principalmente em idosos.
  • 72.
    Anemia Megaloblástica: Perniciosa Manifestações clínicas: • Da anemia: palidez, fadiga, dispneia de esforço, palpitações. Pode ocorrer angina de peito e insuficiência cardíaca no idoso ou naqueles com predisposição à cardiopatia. • Da disfunção gastrointestinal subjacente: ulceras na boca, glossite, anorexia, náuseas, vômitos, perda de peso, indigestão, desconforto epigástrico, diarreia ou constipação recorrentes.
  • 73.
    Anemia Megaloblástica: Perniciosa Avaliação diagnóstica: • Hemograma completo para verificar a diminuição da hemoglobina e do hematócrito, acentuada variação no tamanho e na forma dos eritrócitos, com número variável de células grandes; • Níveis de ácido fólico (normais) e de vitamina B12 (diminuídos).
  • 74.
    Anemia Megaloblástica: Perniciosa Tratamento: • A reposição com hidroxicobalamina ou cianocobalamina (B12) é necessária por injeção IM administrada a cada mês.  Avaliação de Enfermagem: • Examinar o paciente à procura de palidez, taquicardia, dispneia de esforço, parestesias, distúrbios da marcha, alteração dos processos mentais.
  • 75.
    Anemia Megaloblástica: Deficiência deÁcido Fólico  É a anemia megaloblástica crônica causada pela deficiência de ácido fólico geralmente causada por deficiência dietética, desnutrição, cozimento excessivo dos alimentos, também causada pelo alcoolismo, comprometimento da absorção do jejuno, aumento das necessidades (gravidez).
  • 76.
    Anemia Megaloblástica: Deficiência deÁcido Fólico  Manifestações clínicas: • Da anemia: fadiga, fraqueza, palidez, tontura, cefaleia, taquicardia. • Da deficiência de ácido fólico: ulceração da boca, rachadura dos lábios.  Tratamento: • Reposição de ácido fólico por via oral diariamente.
  • 77.
    Anemia Megaloblástica: Deficiência deÁcido Fólico  Complicações: • A deficiência de ácido fólico foi implicada na etiologia de defeitos do tubo neural congenitamente adquiridos.  Avaliação de Enfermagem: • Obter a história nutricional do paciente. • Monitorizar o grau de dispneia, taquicardia e desenvolvimento de dor torácica ou dispneia.
  • 78.
    Anemia Aplástica  Estaanemia é um distúrbio caracterizado por hipoplasia ou aplasia da medula óssea, resultando em pancitopenia (número insuficiente de eritrócitos, leucócitos e plaquetas). Acredita-se que a destruição das células tronco hematopoéticas ocorre através de um mecanismo imunologicamente mediado.  A evolução clínica mostra-se variável e depende do grau de insuficiência da medula óssea e é quase sempre fatal se não for tratada.
  • 80.
    Anemia Aplástica  Manifestaçõesclínicas: • Da anemia: palidez, fraqueza, fadiga, dispneia de esforço, palpitações. • Das infecções associadas à neutropenia: febre, cefaleia, mal estar, dor abdominal, diarreia, eritema, dores, exsudato nas feridas ou locais de incisões invasivas.
  • 81.
    Anemia Aplástica  Avaliaçãodiagnóstica: • O hemograma completo revela a diminuição no número de eritrócitos, leucócitos e plaquetas (pancitopenia) e a aspiração e biópsia da medula óssea, que revela se a medula óssea está hipocelular ou vazia, com acentuada redução ou ausência da hematopoese.
  • 82.
    Anemia Aplástica  Tratamento: •Transplante de medula óssea (TMO) é o tratamento de escolha para pacientes com anemia aplástica grave, sendo que esta opção de tratamento proporciona uma sobrevida a longo prazo de 75 a 80% dos pacientes. • Tratamento imunossupressor com corticoides, ciclosporina, ciclofosfamida, globulina antilinfócito como isolado ou em combinação. Essa opção de tratamento proporciona uma sobrevida em longo prazo em 70 a 80% dos pacientes. • O tratamento de suporte inclui transfusões de plaquetas e hemácias, antibióticos e agentes antifúngicos.
  • 83.
    Anemia Aplástica  Avaliaçãode Enfermagem: • Obter anamnese detalhada, incluindo medicações, história clínica pregressa, ocupação, passatempos. • Monitoramento rigoroso em relação à sinais de sangramento e infecção.
  • 84.
    Leucemias  As leucemiassão distúrbios malignos do sangue e da medula óssea que resultam no acúmulo de células imaturas e disfuncionais, em consequência da perda da regulação da divisão celular.  São classificadas em agudas ou crônicas, com base na velocidade de aparecimento dos sintomas, sendo ainda classificadas de acordo com o tipo de célula predominante.
  • 86.
    Leucemias  As leucemiasagudas afetam as células imaturas e caracterizam- se pela rápida progressão dos sintomas. Quando os linfócitos se constituem na célula maligna predominante o distúrbio é denominado leucemia linfocítica aguda (LLA). Quando predominam os monócitos ou os granulócitos, o distúrbio é denominado leucemia mielógena aguda (LMA).
  • 87.
    Leucemias  Etiologia efisiopatologia:  O desenvolvimento da leucemia tem sido associado a: • Exposição à radiação ionizante; • Exposição a certas substâncias químicas e toxinas como benzeno; • Vírus do linfoma-leucemia de células T humano (HTLV-I e HTLV-II) em certas regiões do mundo como o Caribe e o Japão; • Suscetibilidade familiar;
  • 88.
    Leucemias  Etiologia efisiopatologia: • Cerca de 50% das leucemias novas são agudas, sendo que aproximadamente 85% das leucemias em adultos são LMA, enquanto a LLA é mais comum em crianças, com incidência máxima entre 2 e 9 anos de idade. A LLA infantil é geralmente curada com quimioterapia isoladamente (>75%), enquanto se obtém uma cura apenas em 30 a 40% dos adultos com LLA. A LMA é uma doença de indivíduos idosos e de difícil tratamento, com sobrevida mediana de 5 a 6 meses, a despeito da terapia intensiva.
  • 89.
    Leucemias  Manifestações clínicas: •Os sintomas comuns incluem palidez, fadiga, fraqueza, febre, perda de peso, sangramento e equimoses anormais, linfadenopatia e infecções recidivantes. • Outros sintomas iniciais podem incluir dor óssea e articular, cefaleia, esplenomegalia, hepatomegalia e disfunção neurológica.
  • 91.
    Leucemias  Avaliação diagnóstica: •Hemograma e esfregaço de sangue, sendo que a contagem de leucócitos do sangue periférico varia amplamente de 1.000 a 100.000/mm3 e pode incluir números significativos de células imaturas anormais (células blásticas), a anemia pode ser profunda, a contagem de plaquetas geralmente é baixa. • Aspiração e biópsia de medula óssea, realizando também estudo citológico à procura de anormalidades cromossômicas (citogenéticas) e com marcadores imunológicos para classificar ainda mais o tipo de leucemia.
  • 92.
    Leucemias  Avaliação diagnóstica: •Punção lombar e exame do líquor à procura de células leucêmicas (particularmente na LLA).  Tratamento: • Para erradicar as células leucêmicas e propiciar a restauração da hematopoese normal; • Quimioterapia de altas doses, administrada na forma de ciclos, para obter o desaparecimento das células anormais na medula óssea e no sangue, bem como ciclos na forma de terapia de manutenção, para prevenir a recidiva da doença;
  • 93.
    Leucemias  Tratamento: • Radioterapia,particularmente do sistema nervoso central na LLA; • Transplante de células-tronco ou de medula óssea autóloga ou alogênica; • Cuidados de suporte e tratamento sintomático.
  • 94.
    Leucemias  Avaliação daenfermagem: • Obter história de perda de peso, ocorrência de febre, frequência de infecções, fatigabilidade progressivamente maior, dispneia, palpitações e alterações visuais como sangramento retiniano; • Procurar sinais de infecção: áreas hiperemiadas ou placas esbranquiçadas na boca, na língua e na garganta. Examinar a pele à procura de soluções de continuidade, que representam fonte potencial de infecção.
  • 96.
    Leucemias  Linfoma deHodgkin:  Os linfomas são distúrbios malignos do sistema reticuloendotelial, que resultam em acúmulo de células linfoides maduras e disfuncionais, sendo classificados de acordo com o tipo celular predominante e pelo grau de maturidade das células malignas, por exemplo, bem diferenciado, mal diferenciado ou indiferenciado. O linfoma de Hodgkin origina-se no sistema linfoide e atinge predominantemente os linfonodos.
  • 97.
    Leucemias  Etiologia efisiopatologia:  A etiologia é desconhecida, caracteriza-se pelo aparecimento da célula de “Reed-Sternberg” no tumor, uma célula gigante e multinucleada, disseminando-se em geral pelos canais linfáticos, acometendo os linfonodos, o baço e, por fim, locais extralinfáticos.  Pode disseminar-se também pela corrente sanguínea até locais como o trato gastrointestinais, a medula óssea, a pele, as vias aéreas superiores e outros órgãos. A incidência exibe dois picos, entre 20 e 40 anos de idade e depois dos 60, sendo o risco maior em pessoas do sexo masculino.
  • 98.
    Leucemias  Manifestações Clínicas: Os sintomas comuns consistem em aumento indolor dos linfonodos (em geral, unilateral), febre, calafrios, sudorese noturna, perda de peso, prurido, podendo ocorrer também comprometimento pulmonar, obstrução da veia cava superior, comprometimento hepático ou ósseo.
  • 100.
    Leucemias  Avaliação diagnóstica: •Hemograma completo: determina as células anormais; • A biópsia de linfonodos estabelece o tipo de linfoma, e o aspirado de medula óssea determina se há comprometimento desta; • Exames como radiografias, tomografias e ressonância magnética sevem para detectar o comprometimento dos linfonodos profundos, bem como a cintilografia com gálio- 67 que detecta áreas ativas da doença, podendo ser realizada também para detectar a agressividade da doença.
  • 101.
    Leucemias  Tratamento:  Aescolha do tratamento depende da extensão da doença, dos achados histopatológicos e dos indicadores prognósticos. O linfoma de Hodgkin é mais facilmente curado que os outros linfomas, com sobrevida de 5 anos de 80%. Dispõe-se de mais de uma estratégia e tratamento, e é comum o uso de combinações de radioterapia e quimioterapia, bem como o transplante de medula óssea.
  • 102.
    Leucemias  Avaliação deEnfermagem:  Obter uma história de saúde, focalizando a ocorrência de fadiga, febre, calafrios, sudorese noturna, aumento de linfonodos, bem como a presença de hepatomegalia, esplenomegalia e linfadenopatia.
  • 104.
    Leucemias  Linfoma nãoHodgkin:  Os linfomas não Hodgkin constituem um grupo de neoplasias malignas do tecido linfoide que se originam dos linfócitos T ou B ou seus precursores, incluindo formas tanto inofensivas quanto agressivas.  Surgem da transformação maligna do linfócito em algum estágio de seu desenvolvimento, onde o grau de diferenciação e o tipo de linfócito influenciam a evolução da doença e o prognóstico. A incidência aumenta uniformemente a partir dos 40 anos de idade.
  • 105.
    Leucemias  Fisiopatologia eetiologia:  Esta patologia tem associação a defeitos ou alterações do sistema imunológico, com maior incidência em pacientes submetidos à imunossupressão para transplantes de órgãos, indivíduos HIV positivos e presença de vírus (HTLV-I). Outros fatores de risco incluem sexo masculino, cor branca, história de gastrite por H. pilori, radioterapia, dieta rica em carnes e gordura, exposição a certos pesticidas.  Surgem da transformação maligna do linfócito em algum estágio de seu desenvolvimento, o grau de diferenciação e o tipo de linfócito influenciam a evolução da doença e o prognóstico.
  • 106.
    Leucemias  Manifestações clínicas: Os sintomas comuns consistem em aumento indolor dos linfonodos (geralmente unilateral), febre, calafrios, sudorese noturna, perda de peso, dor inexplicada no tórax, no abdome ou nos ossos. Ao contrário do linfoma de Hodgkin, tem mais tendência a manifestar-se pela primeira vez como doença avançada.
  • 107.
    Leucemias  Avaliação diagnóstica: •Biópsia de linfonodos, para detectar o tipo; • Hemograma completo, aspirado e biópsia de medula óssea, para detectar a presença de comprometimento da medula óssea; • Radiografias, tomografias, cintilografia com gálio-67 e ressonância magnética, para detectar o comprometimento dos linfonodos profundos; • Estagiamento cirúrgico (laparotomia com esplenectomia, biópsia hepática, biópsia de múltiplos linfonodos).
  • 108.
    Leucemias  Tratamento:  Emgeral a radioterapia é paliativa, mas não curativa. A quimioterapia é também administrada por ciclos de doses de ataque e após melhora, doses de manutenção e o transplante de medula óssea.  Avaliação de enfermagem:  Obter uma história de saúde, focalizando a ocorrência de fadiga, febre, calafrios, sudorese noturna e aumento dos linfonodos, bem como história de doença ou de terapia causando imunossupressão. Avaliar a presença de esplenomegalia, hepatomegalia e linfadenopatia.
  • 111.
  • 112.
    O que éNeutropenia Febril? • Neutropenia febril é uma emergência oncológica caracterizada pela diminuição grave dos neutrófilos (células de defesa) no sangue, associada à presença de febre.
  • 114.
    • Neutropenia: Contagem deneutrófilos (ou segmentados) < 500 células/mm³ • Febre: Temperatura oral ≥ 38,3°C em uma única aferição, ou ≥ 38,0°C mantida por mais de 1 hora.
  • 115.
    Por que étão perigosa? • Pessoas com neutropenia têm o sistema imunológico gravemente enfraquecido, o que: • Aumenta o risco de infecções graves e rápidas • Dificulta a resposta normal a microrganismos comuns • Pode evoluir rapidamente para sepse e óbito se não for tratada imediatamente
  • 116.
    • E omais importante: os sinais clássicos de infecção (como pus, dor, vermelhidão) podem não aparecer! A febre pode ser o único sinal.
  • 117.
    Sinais e Sintomasde Alerta: • Febre ≥ 38°C (mesmo que isolada) • Calafrios, tremores • Fraqueza intensa • Confusão mental • Queda da pressão arterial • Dor na garganta, ao urinar, ou em cateter venoso central (quando presente)
  • 119.
    Diagnóstico: • Hemograma comcontagem de neutrófilos • Hemoculturas • Urocultura, culturas de secreções, imagem (se indicado) • Avaliação médica imediata
  • 120.
    Tratamento: • Internação imediataem muitos casos • Início de antibiótico de amplo espectro EV nas primeiras 60 minutos após a detecção da febre (ideal: 1ª hora) • Monitoramento contínuo de sinais vitais • Suporte com líquidos, oxigênio e transfusões, se necessário
  • 121.
    Cuidados de Enfermagem: •Prevenção de infecção: • Higienização rigorosa das mãos antes e depois de cada procedimento • Evitar aglomerações e contato com pessoas doentes • Máscara cirúrgica e precauções de contato se indicado • Troca frequente de roupas de cama e limpeza do ambiente • Manter paciente com dieta balanceada e hidratação
  • 122.
    Monitoramento: • Aferição detemperatura a cada 4 horas • Observar presença de calafrios, dor localizada ou alterações na urina • Verificar sinais de infecção em cateteres, feridas ou mucosas
  • 123.
    Administração de medicamentos: •Antibióticos EV conforme prescrição médica • Uso de fatores estimuladores de colônia (G- CSF) para aumentar neutrófilos (se prescrito) • Antipiréticos (com cautela, e nunca antes de avaliação médica)
  • 124.
    Educação ao pacientee família: • Orientar sobre a importância da notificação imediata da febre • Alertar para sinais precoces de infecção • Estimular o uso da máscara em casa ou no hospital • Incentivar adesão ao tratamento e repouso
  • 125.
    Hemofilia • O queé Hemofilia? • Hemofilia é um distúrbio hereditário da coagulação, caracterizado pela deficiência (ou ausência) de proteínas chamadas fatores de coagulação, que são essenciais para formar o coágulo sanguíneo e estancar sangramentos.
  • 127.
    Classificação da Hemofilia: •Existem dois tipos principais:
  • 128.
    • Hemofilia A •Deficiência ou ausência do Fator VIII (oito) da coagulação • Mais comum (representa cerca de 80% dos casos)
  • 129.
    • Hemofilia B •Deficiência ou ausência do Fator IX (nove) da coagulação • Também chamada de Doença de Christmas
  • 130.
    Tipo Nível dofator Gravidade Características Leve 5 a 40% Leve Sangramento após trauma ou cirurgia Moderada 1 a 5% Moderada Hemorragias em traumas leves Grave < 1% Grave Sangramentos espontâneos frequentes Classificada conforme a quantidade do fator de coagulação presente no sangue:
  • 131.
    Transmissão: • Genética, ligadaao cromossomo X • Atinge principalmente homens • Mulheres são portadoras, e geralmente não apresentam sintomas
  • 135.
    Diagnóstico: • Tempo desangramento prolongado • Dosagem dos fatores de coagulação (fator VIII e IX) • Testes genéticos para confirmação do tipo e hereditariedade
  • 136.
    Tratamento: • Reposição dofator deficiente (concentrado de fator VIII ou IX) • Em casos leves: pode-se usar desmopressina (DDAVP) na hemofilia A • Fisioterapia (para preservar articulações) • Controle rigoroso de infecções em pacientes que já fizeram transfusões repetidas
  • 137.
    Cuidados de Enfermagem: Evitarprocedimentos invasivos desnecessários: • Não aplicar injeções intramusculares (preferir via oral ou subcutânea) • Evitar punções venosas repetidas Prevenir e manejar sangramentos: • Aplicar compressas frias em caso de sangramentos • Avaliar presença de dor ou limitação articular (sinal de hemartrose)
  • 138.
    Educação do pacientee família: • Orientar a evitar esportes de contato (ex: futebol, lutas) • Estimular o uso de pulseira ou cartão de identificação • Ensinar sinais de alerta (sangramentos internos, cefaleia súbita) Acompanhamento interdisciplinar: • Encaminhar para centros de tratamento de hemofilia (CTH) • Estimular seguimento com hematologista, fisioterapeuta e psicólogo
  • 139.
    • Vocês achamque a escola, o trabalho ou os hospitais estão preparados para acolher pessoas com hemofilia? O que um técnico de enfermagem precisa observar em pacientes com esse diagnóstico?"
  • 140.
  • 141.
    O que éHemoterapia? • Hemoterapia é a área da medicina que trata da utilização terapêutica do sangue e seus componentes para tratar ou prevenir doenças e agravos à saúde. Objetivo: • Restaurar a capacidade do sangue de transportar oxigênio, combater infecções ou promover a coagulação.
  • 142.
    Indicações clínicas maiscomuns: • Hemorragias agudas (traumas, cirurgias) • Anemias severas sintomáticas • Distúrbios da coagulação (como hemofilia, plaquetopenia) • Câncer e quimioterapia (quando há queda de hemácias ou plaquetas) • Preparação para cirurgias com risco de sangramento
  • 143.
    Tipos de ComponentesSanguíneos: • A doação de sangue não é transfundida inteira. O sangue é separado em componentes específicos, cada um com uma finalidade:
  • 145.
    Componente Indicação Concentrado deHemácias Anemia com sintomas, perda aguda de sangue, pós-operatórios Concentrado de Plaquetas Plaquetopenia, sangramento ativo com plaquetas < 50.000 Plasma Fresco Congelado Distúrbios da coagulação, doenças hepáticas, sangramento grave Crioprecipitado Deficiência de fibrinogênio, doenças como hemofilia e von Willebrand Sangue Total Muito raro, usado apenas em casos de hemorragias massivas em emergências sem tempo para separação de componentes
  • 146.
    Antes da transfusão: •Verificar prescrição médica específica para tipo de componente • Solicitar tipagem sanguínea e teste de compatibilidade (prova cruzada)
  • 147.
    Cuidados de Enfermagemna Hemoterapia Responsabilidades do técnico de enfermagem: • 1. Verificação da bolsa e dados do paciente: • Conferir nome, tipo sanguíneo, número de identificação • Validar data de validade da bolsa e integridade (sem coágulos, espuma ou vazamento)
  • 148.
    • 2. Monitoramentodos sinais vitais: • Antes de iniciar: PA, FC, FR, temperatura • A cada 15 minutos após início, e depois a cada 30 minutos • Após o término
  • 149.
    • 3. Supervisãocontínua durante a transfusão: • Tempo máximo para administração: 4 horas • Utilizar equipo de transfusão com filtro • Nunca misturar com outros medicamentos no mesmo acesso
  • 150.
    Sinais de reaçãotransfusional (suspender imediatamente)
  • 151.
    Sinais de reaçãotransfusional (suspender imediatamente) • Calafrios, febre, dor lombar • Taquicardia, hipotensão • Náusea, vômito • Urina escura (hemoglobinúria) • Prurido, urticária, broncoespasmo
  • 152.
    • Reação transfusional= "CORPO ALERTANDO" → sinal para o técnico interromper imediatamente, comunicar a equipe e manter acesso venoso com soro fisiológico.
  • 153.
    Após a transfusão •Registrar todos os dados no prontuário: • Volume administrado • Horário de início e término • Sinais vitais • Reações ou intercorrências • Descartar o equipo e a bolsa segundo protocolo de biossegurança
  • 155.
    Importante • Técnico deenfermagem não inicia transfusão sozinho. Sempre sob supervisão do enfermeiro. • Mas é responsável por observar, relatar e agir com prontidão diante de qualquer reação adversa.