flores (ênclise) –Regra Geral
darei flores (próclise) – palavras atrativas
ei flores (mesóclise) – futuro do presente
ia flores (mesóclise) - futuro do pretérito
mo crá ti co
3.
ei sapatos emeias (pretos = m.p) ou (pretas)
ei (pretas) meias e sapatos
4.
Subordinadas Adverbiais: valorde advérbio. Exercem função
da Oração Principal, são introduzidas por várias conjunções ad
ois, por isso, embora, à medida que, quando, a fim de, como, co
e:
função de causa da Oração Principal (porque, pois, uma vez que
..)
era domingo,/ não trabalhei.
nais: função de condição da Oração Principal (se, caso, contanto, q
seria melhor/ se os homens tivessem mais diálogo
vas: função de concessão da Oração Principal (embora, ainda que
mo que...)
osse tarde,/ não desistiu de caminhar
5.
Lousa Digital
osos descontroladosfugiram AADN – (velha – permanente)
osos fugiram descontrolados PS – (nova – passageira)
ados, fugiram os criminosos PS – (nova – passageira)
descontrolados, os criminosos PS – (nova – passageira)
erei um filme excelente
foi considerado excelente por mim
e excelente
excelente foi visto por mim
6.
Lousa Digital
osos descontroladosfugiram AADN – (velha – permanente)
osos fugiram descontrolados PS – (nova – passageira)
ados, fugiram os criminosos PS – (nova – passageira)
descontrolados, os criminosos PS – (nova – passageira)
erei um filme excelente
foi considerado excelente por mim
e excelente
excelente foi visto por mim
7.
Sintaxe
Sintaxe ou AnáliseSintática estudas as relações entre os
termos na oração no Período Simples e as relações entre as
orações no Período Composto. Estuda também regência e
colocação pronominal.
Chama-se termo cada elemento gramatical que
desempenha função sintática na oração. Dividem-se:
• Termos Essenciais: sujeito e predicado.
• Termos Integrantes: complementos verbais (objeto direto,
objeto indireto) completo nominal e agente da passiva
• Termos Acessórios: adjunto adnominal, adjunto adverbial
e aposto
• Vocativo (não pertence à estrutura oracional)
9.
Frase, Oração e
Período
•Frase é todo enunciado de sentido completo
capaz de transmitir uma mensagem entre o
emissor e o receptor na comunicação. Na fala,
a entoação de voz indica o início e o fim da
frase. Na escrita o parágrafo indica o início e a
pontuação indica o fim da frase.
• Frase Nominal: sem verbo
• Frase Verbal: com verbo
• Exemplos:
Silêncio! (frase nominal)
Silêncio, meu amigo! (frase nominal)
Pare! (frase verbal)
Fique parado! (frase verbal)
OBS: Existem frases nominais ou verbais com
uma ou mais palavras.
10.
Tipos de Frases
Quantoao sentido, as frases podem ser:
• declarativas: expressam a declaração ou enunciação de um juízo acerca de alguém ou de alguma coisa:
• interrogativas: expressam uma pergunta ou interrogação:
"Por que faço eu sempre o que não queria?" (FERNANDO PESSOA)
• imperativas: expressam uma ordem, proibição, exortação ou pedido:
"Vamos, meu filho, ande depressa!" (HERBERTO SALES)
• exclamativas: expressam admiração, surpresa, arrependimento, etc.:
"Uma senhora instruída meter-se nestas bibocas!" (GRACILIANO RAMOS)
• optativas: expressam um desejo:
"Quem me dera ser como Casimiro Lopes!" (GRACILIANO RAMOS)
• imprecativas: expressam uma imprecação (praga, maldição):
"Esta luz me falte, se eu minto, senhor!" (CAMILO CASTELO BRANCO)
Frases podem ser afirmativas ou negativas. Na fala
depende da entoação de voz e na escrita depende da
pontuação.
11.
Frase,
Oração e
Período
Frase Nominal
*Enunciado de sentido completo
* Sem verbo
* Comunicação entre interlocutores
* Marcada por pausa e entoação
Frase Verbal
* Enunciado de sentido completo
* com verbo
* Comunicação entre interlocutores
* Marcada por pausa e entoação
Oração
* Enunciado de sentido completo ou não que
tenha verbo. Possui sujeito e predicado e,
excepcio
nalmente, só o predicado. A oração é
uma frase verbal quando tiver sentido
completo. Caso não tenha sentido completo,
será apenas parte ou membro de frase como
ocorre com as orações subordinadas que são
parte da oração principal. Neste caso não é
frase, mas é oração.
Período
Frase formado por uma oração ou mais.
* Período Simples: uma oração (Oração
Absoluta)
* Período Composto: duas ou mais orações
* Inicia-se em um parágrafo e encerra-se em
um ponto final, ponto de exclamação, ponto de
interrogação e, em alguns casos, dois-pontos e
reticências.
12.
Oração
Oração é oenunciado de sentido completo (frase verbal) ou não (orações subordinadas) que
tenha verbo.
Exemplos
a) A menina banhou-se na cachoeira
Sujeito Predicado
b) Choveu em Ibiúna
Predicado
OBS: Em toda oração há um verbo ou uma locução verbal (às vezes elípticos). Não têm como
realizar análise de uma frase nominal (sem verbo), por isso é muito importante em sintaxe
encontrar primeiramente o verbo:
Exemplo: Socorro! (Frase Nominal). Não tem sujeito e predicado
Dica: geralmente, encontra-se o sujeito ao fazer a pergunta “QUEM?” para pessoa e “QUÊ?”
para coisa antes do verbo.
13.
Período
Período Simples (umverbo)
A menina banhou-se na cachoeira – Oração Absoluta
Período Composto (dois ou mais verbos)
A menina banhou-se e partiu para casa.
É importante saber onde começa e onde termina um período. Em vestibulares, na
prova de interpretação e compreensão textual, pede-se para ler determinado
período. Se não souber localizar corretamente, poderá errar a questão.
OBS: Na língua escrita, abre-se o período com letra maiúscula e fecha-se com
ponto final, ponto de exclamação ou interrogação e, em certos casos, com dois-
pontos ou reticências.
14.
Termos Essenciais daOração
Termos essenciais são o SUJEITO e o PREDICADO, termos que existem em todas as orações.
Cuidado! Há exceção com verbos impessoais cujas orações apresentarão somente
predicado.
Sujeito é o ser sobre o qual se declara algo. Pode vir antes do verbo (Sujeito Anteposto) na
ordem direta ou depois do verbo (Sujeito Posposto) na ordem indireta.
Predicado é tudo que se declara sobre o sujeito.
Exemplos:
O aluno permaneceu inquieto (Sujeito Anteposto) – ordem direta
O aluno (sujeito) = ser sobre o qual se declarou algo
[...] permaneceu inquieto (predicado) = termo que contém a declaração sobre o sujeito
Permaneceu inquieto o aluno (Sujeito Posposto) – ordem indireta ou inversa
RELEMBRANDO: verbo é a palavra que indica ação, estado, mudança de estado e
fenômenos da natureza
15.
Tipos de Sujeito
Classificaçãoquanto à função sintática:
O sujeito pode ser simples, composto e oculto (anteriores são determinados), sujeito indeterminado e sujeito
inexistente (oração sem sujeito)
SS = possui só um núcleo
SC = possui dois ou mais núcleos
S0 = não aparece expresso na oração, mas é facilmente encontrado pelo final do verbo (desinência). Também é
chamado de Sujeito Desinencial. Geralmente será os pronomes EU, TU, ELE (ELA), NÓS, VÓS ou VOCÊ(s) (verbos
no imperativo ou frases interrogativos)
SI = não se pode ou não se quer determinar (3ª pessoal do plural sem antecedentes ou 3ª pessoa do singular +
SE (índice de indeterminação do sujeito)
OSS = ocorre com verbos impessoais:
SER, HAVER, FAZER, PASSAR e IR = sentido de
Tempo
SER = referindo-se a horas
HAVER = sentido de existir
FENÔMENOS DA NATUREZA (SENTIDO PRÓPRIO)
NÚCLEO é a palavra mais importante dentro de um termo
sintático: geralmente é um substantivo, pronome ou
expressão substantivada. O sujeito que pratica a ação é
chamado de SUJEITO AGENTE e o sujeito que recebe a ação
é chamado de SUJEITO PACIENTE. Se o sujeito aparecer
repetido por meio de um pronome é chamado de SUJEITO
PLEONÁSTICO
16.
Sujeito e aVoz Verbal
Além das classificações do sujeito em simples, composto, oculto, indeterminado e oração sem
sujeito, o sujeito também pode ser agente e paciente. Trata-se do estudo das Vozes Verbais que
se encontra no estudo dos verbos, mas trazemos para facilitar a classificação, principalmente do
sujeito indeterminado. Quanto à voz, a ação expressa pelo verbo pode ser representada de três
formas: Voz Ativa, Voz Passiva e Voz Reflexiva. Se o sujeito é agente (verbo na Voz Ativa), se o
sujeito é paciente (verbo está Voz Passiva) e se o sujeito é agente e paciente simultaneamente
(verbo na Voz Reflexiva). Observe:
a) Vandi explicou a matéria (verbo expressa Voz Ativa)
b) A matéria foi explicada por Vandi (verbo expressa Voz Passiva)
c) Vandi cortou-se (verbo expressa Voz Reflexiva)
(SS) Agente
(SS) paciente
(SS) agente e paciente
Quando o sujeito é paciente temos:
• Voz Passiva Analítica (verbo ser + particípio)
A floresta foi queimada por criminosos
• Voz Passiva Sintética (Partícula Apassivadora SE)
Queima-se floresta
Quando o sujeito é agente e paciente temos:
• Voz Reflexiva (pronome reflexivo SE)
Ele machucou-se
• Voz Reflexiva Recíproca (pronome reflexivo SE)
Eles abraçaram-se
17.
Exemplos de Sujeitos
Osquatro deputados concordaram com a decisão.
Os quatro executivos e o presidente concordaram com a decisão.
Concordei com a decisão.
SO = eu
Concordaram com a decisão.
SI - Verbo na 3ª pessoa do plural
Necessita-se de uma decisão.
SI - Verbo na 3ª pessoa do singular + SE (Índice de Indeterminação do Sujeito)
São dez horas. (OSS – verbo ser = tempo)
Faz tempo que não a vejo. (OSS – verbo fazer = tempo)
Há anos não a vejo. (OSS – verbo haver = tempo)
Choveu muito ontem. (verbo que indica fenômeno da natureza)
SS
SC
Cuidado:
Vendem-se casa.
O SE não é Índice de Indeterminação do
Sujeito, mas Partícula Apassivadora. Esta
frase está na Voz Passiva Sintética e é
necessário passar para a Voz Passiva
Analítica para encontrar o sujeito.
Casas são vendidas.
Portanto, temos um sujeito simples. Isso
só ocorre com verbos transitivos diretos,
que serão estudados posteriormente.
18.
Tipos de Predicados
Existemtrês tipos de predicados: predicado verbal, predicado nominal e predicado verbo-
nominal.
Esquema:
PV = ação (VI ou VT)
PN = estado ou mudança de estado (VL + PS)
PVN = ação (VI ou VT) + PS ou PO
Predicação ou Transitividade Verbal
Verbo Intransitivo (VI) = sentido completo
Verbo Transitivo (VT) = sentido incompleto
Verbo de Ligação (VL) = Liga sujeito ao predicativo do sujeito (estado ou mudança de estado)
Predicativo do Sujeito (PS) = caracteriza o sujeito
Predicativo do Objeto (PO) = caracteriza o objeto
19.
Verbos de Ligação(dica)
Verbos são palavras que indicam ação, estado, mudança de estado ou fenômeno da natureza. A
maioria indica ação. Abaixo uma dica para identificar os verbos de ligação que indicam estado ou
mudança de estado. Lembre-se de que o mais importante é o sentido dos verbos no contexto, uma
vez que verbos de ação podem aparecer com sentido de estado e vice-versa.
SEPAPERFICOVAT
S = ser (estado permanente)
E = estar (estado transitório)
PA = parecer (estado)
PER = permanecer (estado)
FI = ficar (estado)
CO = continuar (estado)
V = virar (mudança de estado)
A = andar (estado)
T = tornar (mudança de estado)
Sem identificar o verbo na oração, não é possível
realizar a análise sintática. Primeiro, passo é encontrar
o verbo, depois o sujeito. Sem identificar os verbos de
ligação, não é possível classificar o Predicado Nominal.
20.
Exemplos de Predicados
Omenino correu. (PV)
Joaquim está cansado. (PN)
Joaquim correu cansado. (PVN)
Joaquim considerou o filme belo. (PVN)
Núcleo do PV é o verbo (ação)
Núcleo do PN é o PS (estado ou mudança de estado)
Núcleo do PVN é o verbo e o PS ou PO.
PV = ação
PN = VL+PS
PVN = ação + PS ou PO
ação (VI)
PS
VL
ação (VI) PS
ação (VTD) OD PO
PS = Predicativo do Sujeito
PO = Predicativo do Objeto
OD = Objeto Direto
21.
Termos Integrantes
Os termosintegrantes da oração são: Objeto Direto (OD), Objeto Indireto (OI) -
complementos verbais, Complemento Nominal (CN) e Agente da Passiva (AP).
OD = completa o sentido de verbo transitivo direto (VTD) – sem preposição
OI = completa o sentido de verbo transitivo indireto (VTI) – com preposição
CN = completa o sentido de um substantivo, adjetivo ou advérbio (CN) – com preposição
AP = é o termo que pratica a ação verbal na Voz Passiva (quando o sujeito sofre a ação)
Dicas: Geralmente, encontra-se:
OD = fazendo a pergunta “QUEM?” ou “O QUÊ?” depois do verbo.
OI = fazendo a pergunta preposicionada “de, a, com, para, em “QUEM?” ou “ QUÊ?” depois
do verbo.
CN = fazendo a pergunta preposicionada “de, a, com, para, em “QUEM?” ou “ QUÊ?” depois
do substantivo, adjetivo ou advérbio.
AP = vem acompanhado das palavras POR, PELO (derivados) ou DE.
22.
Objeto Direto
É ocomplemento de um verbo transitivo direto, ou seja, o complemento que
normalmente vem ligado ao verbo sem preposição e indica o ser para o qual se dirige a
ação verbal.
Pode ser representado por:
a) substantivo:
Passageiros e motoristas atiram moedas.
b) pronome (substantivo):
Os jornais nada publicaram.
c) numeral:
A moça da repartição ganhou três.
d) palavra substantivada:
Tem um quê de inexplicável.
Pronomes
Funções Sintáticas
Os pronomespessoais (eu, tu, ele ou ela, nós, vós e eles, elas) só
exercem funções de SUJEITO na norma-padrão da Língua
Portuguesa.
Ele foi ao cinema. (ele = sujeito)
Pronomes oblíquos átonos (o, a, os, as e seus derivados na, no,
nas, nos e la, lo, las los) exercem a função de OBJETO DIRETO
Levei-o ao cinema (o = OD)
Pronomes oblíquos átonos (lhe, lhes) exercem função de OBJETO
INDIRETO (cuidado que se tiverem o sentido de PRONOME
POSSESSIVO exercem função de ADJUNTO ADNOMINAL
a) O material pertence-lhe (lhe = OI)
b) Bati-lhe na cara (lhe = sua = Adjunto Adnominal)
Pronomes oblíquos átonos (me, te, se, no, vos) exercem tanto
função de OBJETO DIRETO quanto de OBJETO INDIRETO)
conforme a transitividade verbal.
b) Disseram-me (me = OI)
c) Levaram-me (me = OD)
36.
Passagem da VozAtiva para a Voz Passiva Analítica
1. O sujeito Agente da Voz Ativa passa Agente da Passiva.
2 . 0 Objeto Direto da Voz Ativa passa para Sujeito Paciente da Voz Passiva.
3. O verbo da Voz Ativa transforma-se em particípio, precedido do verbo “ser”, no mesmo tempo e modo do verbo da Voz Ativa.
4. Não sofrem alteração os outros termos da oração.
Exemplos:
Voz Ativa: Meu irmão (Sujeito Agente) deu (verbo no pretérito perfeito) um carro (objeto direto) ao filho (objeto indireto) ontem à
noite (adjunto adverbial).
Voz Passiva Analítica: Um carro (sujeito paciente) foi (verbo “ser” no preté
rito perfeito) dado (particípio do verbo principal) ao filho
(objeto indireto) ontem à noite (adjunto adverbial).
Voz ativa: O casal (sujeito agente) observa-o (verbo no presente; o = objeto
Voz Passiva Analítica: Ele (sujeito paciente) é (verbo “ser” no presente) observado (particípio do verbo principal).
O menino pulou o muro.
Sujeito Agente OD
O muro foi pulado pelo menino
Sujeito Paciente Agente da Passiva
37.
Termos Acessórios
Os termosacessórios da oração desempenham funções secundárias. São Adjunto Adverbial,
Adjunto Adnominal e Aposto.
Adjunto Adnominal (AADN) é o termo que acompanha o substantivo, caracterizando-o. Na
morfologia pode ser um adjetivo ou locução adjetiva, artigo, pronome ou numeral.
A bela garota venceu quatro campeonatos (artigo, adjetivo e numeral respectivamente)
Aquela difícil batalha pertence a homens tolos (pronome, adjetivo e adjetivo respectivamente)
Menina de ouro cansou! (locução adjetiva)
Observe que os Adjuntos Adnominais em destaque nas orações apresentadas se encontram dentro de outro termo
sintático (nestes casos sujeito, objeto direto e objeto indireto) acompanhando seus núcleos, que são substantivos).
Cuidado com as locuções adjetivas que são formadas pela preposição de + substantivo. Não confunda o substantivo
que forma a locução adjetiva com o substantivo que é núcleo do termo). A locução adjetiva “de ouro” tem o mesmo
valor do adjetivo “áureo”.
OBS: No Período Composto, as Orações Adjetivas exercem função de ADJUNTO ADNOMINAL.
38.
Adjunto Adverbial éo termo que muda o sentido do verbo, adjetivo e advérbio, expressando uma circunstância de
tempo, modo, lugar, intensidade, afirmação, negação, dúvida, assunto, preço, companhia, inclusão, exclusão, causa,
finalidade, meio, instrumento, matéria, distribuição, substituição, reciprocidade, favor, concessão, condição... Pode
ser advérbio, locução adverbial ou expressão adverbial.
OBSERVAÇÃO
Um termo poderá ter mais de uma classificação
de Adjunto Adverbial.
No Período Composto, as Orações Adverbiais
desempenham função de Adjunto Adnominal.
Choveu, por isso não fui ao cinema.
(consequência)
Neste caso expressam circunstância de causa,
consequência, condição, concessão, comparação,
conformidade, tempo, proporção, finalidade.
Será estudo posteriormente.
O aluno permaneceu na sala (lugar)
A atleta corria muito (intensidade)
Faça agora (tempo)
Não fiz (negação)
Quero sim (afirmação)
Talvez a pandemia passe (dúvida)
Saí desajeitadamente (modo)
Voltamos de avião (meio)
Sou feita de carne e osso (matéria)
Preparou o bolo com colher de pau (instrumento)
Os dois eram unha e carne para toda a vida (finalidade)
Levou com ele todos pertences (companhia)
Cantei de alegria (causa)
Falava de política (assunto)
Além de poeta, era contista (inclusão)
Todos fizeram a lição, menos Pedro (exclusão)
A casa custou quinhentos mil reais (preço)
Ganhavam o prêmio por partida (distribuição)
Fez o trabalho pelo colega (substituição)
Nada ocorrerá entre mim e ti (reciprocidade)
Trabalhava em prol dos humildes (favor)
Apesar do frio, tirou a camisa (concessão)
Não vive sem dinheiro (condição)
Em relação a mim, fique calmo (relação)
39.
Aposto é otermo que explica, especifica, enumera ou resume um termo anterior. Possui valor
equivalente ao substantivo ou pronome substantivo anterior a que se refere. Geralmente, usa-se
vírgula ou dois-pontos para marcar o aposto. O aposto possui valor substantivo.
Aposto Explicativo: explicação sobre alguém ou algo de um termo anterior.
Minha monografia, trabalho de conclusão de curso, ficou ótima.
Aposto Especificativo, Identificativo ou Apelativo (não possui vírgula): especifica alguém ou algo
de um termo anterior.
O estado é cortado pelo rio São Francisco.
Aposto Enumerativo ou Distributivo: enumera o elemento plural do termo anterior.
Ganhei dois presentes: um anel caro e um livro raro.
Aposto Resumitivo ou Recapitulativo: resume (por meio de palavras como tudo, todo, nada,
ninguém...) os elementos do termo anterior.
Esposa, cães e parentes, todos cabiam em meu coração.
Observação: no Período Composto, as orações Subordinadas Substantivas Apositivas exercem
função de aposta
40.
Vocativo
O vocativo éo termo que serve para chamar pessoa, coisa ou ser personificado.
Possui entoação exclamativa. É um termo independente dos outros termos da
oração. Normalmente é confundido com o aposto pelo fato de exigir uso de vírgula.
Meu amigo, está convidado para a festa. (início da frase)
Está convidado para a festa, meu amigo. (fim da frase)
Está, meu amigo, convidado para a festa. (meio da frase)
Cuidado!
Não separar o vocativo por vírgula, torna-se sujeito. Muitas vezes pode produzir
significados constrangedores.
Vamos comer gente!
41.
Complemento Nominal XObjeto Indireto
O Complemento Nominal se diferencia do Objeto Indireto pela seguinte razão: enquanto o CN completa o sentido
de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio), o OI completa o sentido de um verbo. Veja:
Crer em Deus é importante. (OI) / A crença em Deus é importante. (CN)
O povo necessita de atenção. (OI) / O povo tem necessidade de atenção. (CN)
Complementos nominais normalmente são derivados dos verbos; geralmente o CN está ligado a um substantivo
deverbal, ou seja, derivado de verbo (crer crença; necessitar > necessidade etc.).
Cuidado com a voz passiva analítica (formada por locução verbal). Veja:
Comida e bebida sempre são fornecidas aos trabalhadores pela empresa.
No entanto, para que você nunca se confunda, passe a frase para a voz ativa, e verá que aos trabalhadores é um OI:
A empresa sempre fornece comida e bebida aos trabalhadores.
Atenção: perguntas preposicionadas: “(de, a, para, por, com, em...) quê ou quem?” depois do verbo encontra o OI. Essas
mesmas perguntas depois de um substantivo, adjetivo ou advérbio encontra o CN.
42.
Agente da PassivaX Complemento Nominal
A diferença é bem simples: se você conseguir passar a frase da passiva para a ativa, mantendo
o significado, achará a resposta a sua dúvida.
– O rapaz foi apaixonado pela colega. (CN) = A colega apaixonou o rapaz?
Trata-se de SUJEITO AGENTE. (Voz Ativa)
– O rapaz foi assediado pela colega. (AGP) = A colega assediou o rapaz.
Trata-se de SUJEITO PACIENTE. (Voz Passiva)
Em “As ruas ficaram cobertas de lama.”, o que você diria? CN ou AGP? AGP ou CN?
Passe para a voz ativa. É possível? Sim. “Lama cobriu as ruas.” Logo... AGP.
Fica evidente que o sujeito é paciente, sofreu a ação, logo o termo destacado praticou a ação,
portanto Agente da Passiva.
43.
Relembrando:
O Agente daPassiva, o Objeto Indireto e o Complemento Nominal são regidos por preposição, muitas vezes há
dúvidas na diferenciação dos três. Quando isso acontecer, basta observar o sujeito da oração. Para ser agente da
passiva o sujeito precisa ser PACIENTE. Há caso em que a frase apresenta locução verbal seguido de um termo
preposicionado, mas o sujeito é AGENTE, isto é, a locução verba indica Voz Ativa, portanto o termo preposicionado
não será Agente da Passiva, pois neste caso não pratica a ação sofrida pelo sujeito.
Exemplos:
A jangada havia sido levada pelas tsunamis. (Agente da Passiva)
Sentia-se livre de qualquer responsabilidade. (Complemento Nominal)
Vamos precisar de sua compreensão. (Objeto Indireto)
Os termos integrantes da oração são os complementos verbais (objeto direto e objeto indireto); complemento
nominal e agente da passiva.
Os complementos verbais (OD e OI) servem para completar o sentido de verbos transitivos, sendo que o objeto
direto completa o sentido de um verbo transitivo direto, sem a necessidade de preposição. Enquanto o objeto
indireto completa o sentido de um verbo transitivo indireto e regido por preposição, obrigatoriamente.
O complemento nominal completa o sentido dos nomes – substantivo, adjetivo e advérbio – e assim como o objeto
indireto também é regido por preposição. A diferença entre ambos é que o complemento nominal completa o sentido
dos nomes e o objeto indireto o sentido de verbos transitivos indiretos.
O agente da passiva ocorre em orações cujo verbo se apresenta na voz passiva a fim de indicar o elemento que
executa a ação verbal. Geralmente o agente da passiva vem regido das preposições de e por.
44.
Adjunto Adnominal XAgente da Passiva
Nem todo termo iniciado pela preposição por é Agente da Passiva, portanto não confunda
Adjunto Adnominal (AADN) com Agente da Passiva (AGP).
Veja:
– A equipe do Corinthians foi derrotada pelo São Paulo. (Agente da Passiva)
– A derrota do Corinthians pelo São Paulo desnorteou os corintianos. (Adjunto Adnominal)
Note que ambos os termos têm valor agente, mas o Agente da Passiva vem ligado a um verbo no
particípio, já o Adjunto Adnominal acompanha um substantivo, caracterizando-o.
No primeiro caso temos o Sujeito Paciente “A equipe do Corinthians, pois a pergunta “QUEM foi
derrotada?” foi feito antes da loução verbal. No segundo caso, temos o Sujeito Agente “ A derrota
do Corinthians, pois a pergunta “QUEM desnorteou?” foi feita antes do verbo. Para ser Agente da
Passiva precisa ter relação com a locução verbal e o sujeito deve ser paciente.
45.
Adjunto Adnominal PreposicionadoX Complemento Nominal
Será sempre CN se o termo preposicionado ligar-se a substantivo abstrato (exceto a preposição de), adjetivos ou
advérbios.
Fiz menção a você ontem. (menção: substantivo abstrato) - CN
Filme era impróprio para menores. (impróprio: adjetivo) - CN
Era relativamente do livro. (relativamente: advérbio) - CN
Será sempre AADN se a expressão preposicionada estiver ligada a substantivo concreto.
Comprei o material de um site famoso. (material: substantivo concreto)
A grande dúvida é quando o termo preposicionado (com preposição de) liga-se a substantivo abstrato, poderá ser AADN se o
termo preposicionado tiver sentido ATIVO e CN se o termo preposicionado tiver sentido passivo. O CN tem valor paciente
(comummente o seu núcleo não é um ser animado nem personificado, mas o alvo de uma ação) e encontra respaldo
na reescritura da Voz Passiva Analítica. Já o AADN tem valor agente (normalmente o seu núcleo é um ser animado
ou personificado, que pratica uma ação) e encontra respaldo na reescritura de Voz Ativa. Veja:
A resolução da questão foi ótima. (A questão foi resolvida/valor paciente - CN)
A resolução do professor foi ótima. (O professor resolveu/valor agente - AADN)
Outra dica: normalmente o AADN mantém uma relação de posse com o substantivo; a preposição tem valor nocional.
A atitude do professor foi justa. (A atitude pertence ao professor, é dele.)
ESQUEMA
Substantivo abstrato + termo preposicionado (menos a preposição de) = CN
Adjetivo + termo preposicionado = CN
Advérbio + termo preposicionado = CN
Substantivo concreto + termo preposicionado = AADN
Substantivo abstrato + termo preposicionado (com preposição de) = AADN se o termo preposicionado tiver sentido ativo e CN se o
termo preposicionado tiver sentido passivo.
46.
Adjunto Adnominal XPredicativo do Sujeito
O Adjunto Adnominal é o termo que acompanha o substantivo, caracterizando-o. Já o Predicativo
do Sujeito é o termo que caracteriza o núcleo sujeito que geralmente é um substantivo. A confusão
ocorre porque ambos são caracterizadores. Contudo, é bem fácil de de identifica-los. O Adjunto
Adnominal fica ao lado do substantivo que caracteriza, enquanto o Predicativo do Sujeito encontra
é separado do sujeito pelo verbo da oração.
O querido rapaz está doente.
Querido = AADN
Doente = OS
Então: PS lado oposto do sujeito em relação ao verbo e AADN ao lado do substantivo que se
encontra dentro de um outro termo sintático, neste caso dentro do sujeito.
47.
Adjunto Adnominal XPredicativo do Objeto
O AADN confunde-se com o Predicativo do Objeto (característica do objeto). Ambos podem estar ao lado do substantivo na
oração. Então, para evitar dúvidas entre Adjunto Adnominal e o Predicativo do Objeto, basta passar a frase na Voz Ativa para a
Voz Passiva Analítica; se o adjetivo ficar ao lado do nome, será adjunto adnominal tanto na Voz Passiva quanto na Voz Ativa. Se o
adjetivo se tornar Predicativo do Sujeito na Voz Passiva significa que é Predicativo do Objeto na Voz Ativa.
Vi um filme excelente. / Um excelente filme foi visto por mim. (AADN nos dois casos, pois o adjetivo ficou “ao lado do nome”.)
Considerei um filme excelente / Um filme foi considerado excelente por mim. (PS na Voz Passiva e PO na Voz Ativa)
Mais dicas: enquanto o adjunto adnominal é uma característica ou um estado inerente/permanente de um ser, o predicativo do
objeto é uma característica atribuída a um ser, indicando um estado transitório. Mais especificamente, o predicativo do objeto é
normalmente uma opinião sobre o objeto. O adjunto adnominal não vem separado por vírgula (travessões ou parênteses) nem
distante do nome a que se liga, já o predicativo pode vir separado por vírgula (travessões ou parênteses) ou distante do nome a
que se refere. Veja alguns exemplos (note as vírgulas):
O exame deixou o aluno preocupado. (O aluno não é permanentemente preocupado, logo é um predicativo do objeto.)
O aluno preocupado negou o erro. (O aluno é permanentemente preocupado, logo é um adjunto adnominal.)
O aluno, preocupado, negou o erro. (O aluno está transitoriamente preocupado, logo é um predicativo do sujeito.)
O jurado considerou a cantora bela e talentosa. (O objeto – a cantora – recebeu atributos do sujeito – o jurado –, logo é um
predicativo do objeto.)
Encontrei a cantora bela e talentosa conversando com uma produtora. (Ser bela e talentosa é uma característica inerente da
cantora, logo é um adjunto adnominal.)
Bela e talentosa, a cantora tinha um grande futuro. (Neste caso, é a vírgula que determina que se trata de um predicativo do
sujeito e não de um adjunto adnominal.)
48.
Adjunto Adverbial XAdjunto Adnominal
Lembre-se sempre do básico: tradicionalmente, o adjunto adverbial modifica um verbo, um
adjetivo ou outro advérbio; já o adjunto adnominal modifica um substantivo. Assim, por mais
que o adjunto adnominal tenha valor semântico de lugar, por exemplo, perceba a relação sintáti-
ca, isto é, adjunto adnominal se liga a substantivo e adjunto adverbial se liga a verbo, adjetivo ou
outro advérbio, Veja:
Nada como uma casa em cima de uma montanha! (adjunto adnominal, pois modifica casa)
Morei muitos anos em cima de uma montanha! (adjunto adverbial de lugar, pois modifica
morar)
49.
Adjunto Adverbial XObjeto Indireto
O fato de muitos adjuntos adverbiais virem introduzidos por preposição não deve gerar
confusão com o objeto indireto (termo sempre preposicionado).
O adjunto adverbial modifica o sentido de um verbo, expressando uma circunstância (lugar,
meio, companhia...), já o objeto indireto apenas complementa o sentido do verbo transitivo
indireto. Veja:
Viajei de trem. (adjunto adverbial de meio)
Não gosto de trem. (objeto indireto)
OBS: Cuidado com os verbos ir, chegar, voltar, regressar, partir, retornar, morar, residir, habitar
e sinônimos, pois eles “aparentemente” exigem um objeto indireto, mas na verdade são apenas
especificados por um adjunto adverbial indicando lugar. Tais verbos são acompanhados de
adjunto adverbial de lugar, pois, caso contrário, o interlocutor não entenderia plenamente uma
frase como esta: “Você sabia que ele foi?” (Pergunta óbvia: Ele foi aonde?). Estes verbos
precisam de um circunstancial de lugar, e não de um complemento. Há muita polêmica em
torno disso. Rocha Lima, por exemplo, fala em “complemento circunstancial”. Celso P. Luft
50.
Adjunto Adverbial XPredicativo do Sujeito
Lembre-se de que o adjunto adverbial (advérbio) modifica verbo, adjetivo ou
outro advérbio; já os predicativos (adjetivo, normalmente) modificam um termo de
valor substantivo.
O aluno falou sério com o professor. (adjunto adverbial de modo)
O aluno continua sério. (predicativo do sujeito)
Voe tranquilo com a nossa companhia aérea. (adjunto adverbial de modo)
O cliente, tranquilo, viajou pela nossa companhia. (predicativo do sujeito)
51.
Adjunto Adverbial XAgente da Passiva
Nem todo termo introduzido pela preposição por (pelo(a/s)) é um agente da passiva.
Principalmente se o núcleo não for um ser animado ou personificado. Por isso, não confunda
adjunto adverbial de causa (como nos exemplos abaixo) com agente da passiva.
– O aluno foi premiado por sua apresentação.
– A corrupção foi novamente discutida pelos constantes casos de lavagem de dinheiro.
Note que foi premiado e foi discutida são locuções verbais de Voz Passiva Analítica, ou seja,
existe, sim, um agente da passiva nas frases acima, mas ele está apagado, indeterminado. É como
se houvesse na frase um agente da passiva seguido de um adjunto adverbial de causa.
Veja as reescrituras para ficar mais claro:
– O aluno foi premiado por alguém (agente da passiva) por causa de sua apresentação (adjunto
adverbial de causa).
A corrupção foi novamente discutida por alguém (agente da passiva) por causa dos constantes
casos de lavagem de dinheiro (adjunto adverbial de causa).
52.
Aposto X AdjuntoAdnominal
Apesar da semelhança, é fácil distinguir o aposto especificativo do adjunto adnominal.
Há correspondência semântica entre o aposto e o termo a que se refere; é possível retirar a
preposição que precede o aposto, normalmente. O adjunto não tem correspondência semântica e,
se a preposição for retirada, a estrutura ficará esdrúxula.
A cidade (de) Fortaleza é quente. (Aposto especificativo / Fortaleza é uma cidade.)
O clima de Fortaleza é quente. (Adjunto adnominal / Fortaleza é um clima?)
Obs.: Conheça outros apostos especificativos: a capital de Belo Horizonte, a cidade do Rio de
Janeiro, o estádio do Maracanã, o ano de 2012, o mês de setembro, a festa de carnaval, o nome
de Jeová, os bairros de Irajá, Vaz Lobo e Madureira...
53.
Aposto X Predicativodo Sujeito
Lembre-se de algo básico: o aposto não pode ser um adjetivo nem ter núcleo
adjetivo, logo... a diferença é facílima!
Veja:
Muito desesperado, João perdeu o controle. (predicativo do sujeito; núcleo:
desesperado – adjetivo)
Homem desesperado, João sempre perde o controle. (aposto; núcleo: homem –
substantivo)
54.
Vocativo X Aposto
Ovocativo não mantém relação sintática com nenhum termo de uma oração, diferente
do aposto.
Solte os rapazes, senhor, urgentemente. (vocativo; não se refere a termo algum da
oração)
Os rapazes, amigos entre si, são honestos. (aposto; refere a “os rapazes”)
Obs.: Pode haver ambiguidade entre vocativo e aposto; só o contexto desfará a
ambiguidade:
“Aqueles candidatos, meus alunos, passaram na prova”.
Às vezes, a vírgula faz toda a diferença para diferenciarmos o vocativo do sujeito:
Marcos, o professor de História chegou. (vocativo)
Marcos, o professor de História, chegou. (sujeito)
Note também que a segunda vírgula tornou o sujeito da primeira frase em aposto da
segunda.
55.
SINTAXE DO PERÍODOCOMPOSTO
Período Composto é aquele constituído por mais de uma oração.
Na análise interna da oração, examinam-se seus TERMOS ESSENCIAIS,
INTEGRANTES E ACESSÓRIOS. Essa é a SINTAXE DO PERÍODO SIMPLES, ou seja,
daquele período constituído de uma só oração, chamada ABSOLUTA. Mas… você
sabia que TERMOS ESSENCIAIS, INTEGRANTES E ACESSÓRIOS de uma oração
podem ser funções desempenhadas por uma outra ORAÇÃO? A percepção de que
uma oração desempenha (ou não desempenha) uma função dentro da outra é o
passo fundamental para a análise da sintaxe do período composto!
a) Às orações autônomas do ponto de vista estrutural (sintático), ou seja, àquelas
que não se comportam como termos da outra oração, dá-se o nome de
COORDENADAS, e o período por elas formado é chamado de COMPOSTO POR
COORDENAÇÃO. Lembre-se que são independentes sintaticamente, mas mantêm
relação semântica.
b) As orações sem autonomia estrutural, isto é, as orações que funcionam como
termos de outra oração, são chamadas de SUBORDINADAS. O período constituído
56.
Período Composto porCoordenação
ORAÇÃO COORDENADA ASSINDÉTICA: não possui conjunção ou síndeto. A apenas aparecem
justapostas, isto é, colocadas uma ao lado da outra, sem qualquer conectivo que enlace. Será uma
vida nova, / começará hoje, / não haverá nada pra trás.
ORAÇÃO COORDENADA SINDÉTICA: possui conjunção ou síndeto, ou seja, conectivos que ligam as
orações.
Como vimos, as orações coordenadas subdividem-se em:
Assindéticas - Não são introduzidas por conjunção.
Trabalhou, sempre irá trabalhar.
Sindéticas - São introduzidas por conjunção.
Esse tipo de oração se subdivide em:
Aditiva: ideia de adição, acréscimo. Principais conjunções usadas: e, nem, (não somente)... como também.
O professor não somente elaborou exercícios/ como também uma extensa prova.
Adversativa: ideia de contraste, oposição. Principais conjunções usadas: mas, contudo, entretanto, porém...
O professor elaborou um exercício simples,/ mas a prova foi bastante complexa.
Alternativa: ideia de alternância, exclusão. Principais conjunções usadas: quer...quer, ora...ora, ou...ou.
Ou o professor elabora o exercício/ ou desiste de aplicar a prova.
Conclusiva: ideia de dedução, conclusão. Principais conjunções usadas: portanto, pois, logo...
O professor não elaborou a prova,/ logo não poderá aplicá-la na data planejada.
Explicativa: ideia de explicação, motivo. Principais conjunções usadas: pois, porque.
Ex.: O professor não elaborou a prova,/ porque ficou doente.
57.
Período Composto porSubordinação
As orações subordinadas dividem-se em três grupos de acordo com a
função sintática que desempenham e a classe de palavras a que
equivalem. São dependentes da Oração Principal (oração independente de
sentido próprio), ou seja, funcionam como termo da Oração Principal.
Podem ser:
SUBTANTIVAS
ADJETIVAS
ADVERBIAIS
58.
Orações Subordinadas Substantivas
Aoração subordinada substantiva tem valor de substantivo e vem introduzida, geralmente, por conjunção integrante
(que, se). Os pronomes interrogativos (que, quem, qual) também introduzem as orações subordinadas substantivas,
bem como os advérbios interrogativos (por que, quando, onde, com...)
Substantivas: valor de substantivo, introduzida normalmente pelas conjunções integrantes QUE ou SE.
Espero/ que estudes.
Não sei/ se Paulo virá
Subjetiva: função de sujeito da Oração Principal
É fundamental/ que participes. (verbo sempre na 3ª pessoa do singular, não admite o pronome ele)
Objetiva Direta: função de Objeto Direto da Oração principal
Ele recomenda/ que estejamos bem preparados.
Objetiva Indireta: função de Objeto Indireto da Oração Principal.
Convenci-me/ de que você era justo
Completiva Nominal: função de Complemento Nominal da Oração Principal.
Estou certo/ de que a vitória será nossa.
Predicativa: função de Predicativo do Sujeito da Oração Principal.
Meu desejo é que ele renuncie. (vem sempre depois de verbo de ligação)
Apositiva: função de Aposto da Oração Principal
Faço-te um pedido:/ lê este livro! (pode vir depois de dois-pontos ou vírgulas)
Cuidado!
Orações Subordinadas Substantivas podem ser introduzidas por palavras: como, quem, quando, onde, por que,
quanto...)
Desejo saber/ quem chegou. (Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta)
59.
Orações Subordinadas Adjetivas:valor de adjetivo ou adjunto adnominal, introduzidas
pelos pronomes relativos QUE = qual, qual, cujo, onde, quem... Dividem-se em:
Explicativa: função de adjunto adnominal que explica o termo da Oração Principal.
Apenas indicam uma qualidade ou característica inerente (própria) ao termo a que se
referem; podem ser retiradas do texto sem que pre
judiquem o sentido da oração
principal. Vêm obrigatoriamente separadas por vírgulas. As orações explicativas não
especificam nem limitam o antecedente.
Os homens,/ que são mortais,/ falham. (Todos os homens são mortais, por isso a oração destacada pode ser
suprimida.)
O ouro,/ que tem cor amarela,/ é muito valioso. (Todo ouro tem cor amarela, logo a oração destacada é dispensável)
Restritiva: função de adjunto adnominal que restringe o termo da Oração Principal. São
aquelas que restringem, limitam ou especificam o termo a que se referem. Se forem
retiradas do texto, o sentido da Oração Principal será prejudicado ou modificado. Não se
separam por vírgulas.
Conheço alguns homens/ que escrevem cartas de amor. (Nem todos os homens escrevem cartas de amor)
Refiro-me apenas aos que escrevem cartas de amor). A oração não pode ser retirada do texto.)
60.
Orações Subordinadas Adverbiais:valor de advérbio. Exercem função adjunto adverbial da Oração Principal, são
introduzidas por várias conjunções adverbiais: porque, pois, por isso, embora, à medida que, quando, a fim de, como,
conforme... Dividem-se:
Causais: função de causa da Oração Principal (porque, pois, uma vez que, já que, visto que...)
Visto que era domingo,/ não trabalhei.
Condicionais: função de condição da Oração Principal (se, caso, contanto, que, dado que...)
O mundo seria melhor/ se os homens tivessem mais diálogo
Concessivas: função de concessão da Oração Principal (embora, ainda que, se bem que, mesmo que...)
Embora fosse tarde,/ não desistiu de caminhar
Consecutivas: função de consequência da Oração Principal (tão, por isso, tanto, tamanho, tal, de modo que...)
O barulho foi tão violento,/ que acordou o bairro inteiro
Comparativas: função de comparação da Oração Principal (como, assim como,(tão)...como, tal, qual, que)
Trabalho/ como um mouro trabalha.
Conformativas: acordo da Oração Principal (como, conforme, segundo...)
Conforme combinado,/ iremos viajar
Temporais: tempo da Oração Principal (quando, depois de, mal, logo que...)
Quando cheguei,/ ele saiu.
Proporcionais: proporção da Oração Principal (proporção que, à medida que...)
À medida que gritava,/ menos era ouvido.
Finais: finalidade da Oração Principal (para que, afim de que, que, porque = para que...)
Saí/ para que ele entrasse.
Locativa: função de lugar da Oração Principal
Estou/ onde quero.
Modal: função de modo da Oração Principal
61.
Cuidado!
Oração Subordinada AdverbialCausal pode se confundir com a Oração Coordenada
Sindética Explicativa. Causai - exprime a causa do que se declara na oração
principal; causa está sempre ligada a consequência. Explicativa justifica o que se
diz na oração anterior; explicação não está ligada a consequência.
1. A garota chorou porque perdeu o namorado (causal) - (A causa do choro foi a
perda do namorado.)
2. A garota chorou, porque deve ter perdido o namorado (explicativa). (A palavra
“deve” dá um caráter hipotético à oração; causa é sempre um fato, nunca uma
opinião.)
Orações Subordinadas Adverbiais Comparativas podem ter verbo elíptico
Sou inteligente como ele. (é subentendido)
62.
Orações Subordinadas Reduzidas
Sãoaquelas que NÃO são introduzidas por conjunções e que
possuem verbos nas suas formas nominais:
Infinitivo (ar, er, ir)
Gerúndio (ando, endo, indo)
Particípio (ado, ido, to, do)
São, assim, diferentes das orações desenvolvidas, que são
introduzidas por um pronome ou conjunção e que são
formadas por um verbo no indicativo ou no subjuntivo.
63.
Orações Reduzidas deInfinitivo
No infinitivo impessoal, os verbos da 1.ª conjugação terminam em AR, os da 2.ª conjugação terminam em
ER e os da 3.ª conjugação terminam em IR. Nas orações reduzidas, os verbos podem aparecer também
no infinitivo pessoal, sendo flexionados em número e pessoa. As orações reduzidas de infinitivo podem
ser ou não iniciadas por uma preposição.
Oração Subordinada Substantiva Subjetiva
Reduzida: É essencial comparecer no evento.
Desenvolvida: É essencial que você compareça no evento.
Oração Subordinada Substantiva Objetiva direta
Reduzida: Os alunos não sabiam ser dia de prova.
Desenvolvida: Os alunos não sabiam que era dia de prova.
Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta
Reduzida: O médico insistiu em fazermos uma dieta.
Desenvolvida: O médico insistiu em que nós fizéssemos uma dieta.
Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal
Reduzida: Eu tenho esperança de conseguirem o emprego.
Desenvolvida: Eu tenho esperança de que consigam o emprego.
Oração Subordinada Substantiva Predicativa
Reduzida: O melhor é ser sempre feliz!
Desenvolvida: O melhor é que eu seja sempre feliz!
Oração Subordinada Substantiva Apositiva
Reduzida: Apenas quero uma coisa: encontrar o meu próprio caminho.
Desenvolvida: Apenas quero uma coisa: que eu encontre o meu próprio caminho.
64.
Oração Subordinada AdverbialCausal
Reduzida: Por ser sempre assim, já ninguém dá atenção!
Desenvolvida: Porque é sempre assim, já ninguém dá atenção!
Oração Subordinada Adverbial Condicional
Reduzida: Sem arrumarem o quarto, não iremos ao cinema.
Desenvolvida: Caso não arrumem o quarto, não iremos ao cinema.
Oração Subordinada Adverbial Concessiva
Reduzida: Sem saber nada sobre você, eu acredito na sua honestidade.
Desenvolvida: Embora eu não saiba nada sobre você, eu acredito na sua honestidade.
Oração Subordinada Adverbial Temporal
Reduzida: Ao entrar em casa, vi que tinha sido assaltada.
Desenvolvida: Quando entrei em casa, vi que tinha sido assaltada.
Oração Subordinada Adverbial Final
Reduzida: Para poder descansar, decidi ceder e esquecer o assunto.
Desenvolvida: Para que eu pudesse descansar, decidi ceder e esquecer o assunto.
Oração Subordinada Adverbial Consecutiva
Reduzida: Ela comeu tanto, ao ponto de vomitar tudo.
Desenvolvida: Ela comeu tanto, ao ponto que vomitou tudo.
Oração Subordinada Adjetiva
Reduzida: A patinadora, a rodopiar no meio do palco, era a minha filha.
Desenvolvida: A patinadora, que rodopiava no meio do palco, era a minha filha.
65.
Orações Reduzidas deGerúndio
No gerúndio, os verbos da 1.ª conjugação terminam em ANDO, os da 2.ª conjugação terminam em ENDO
e os da 3.ª conjugação terminam em INDO.
Oração Subordinada Adverbial Causal
Reduzida: Não sendo honesta, só arrumou confusão.
Desenvolvida: Como não foi honesta, só arrumou confusão.
Oração Subordinada Adverbial Condicional
Reduzida: Precisando de ajuda, fale comigo.
Desenvolvida: Caso precise de ajuda, fale comigo.
Oração Subordinada Adverbial Concessiva
Reduzida: Respeitando o combinado, outros acordos serão necessários.
Desenvolvida: Ainda que respeitem o combinado, outros acordos serão necessários.
Oração Subordinada Adverbial Temporal
Reduzida: Chegando à entrada do prédio, ele ligou-me.
Desenvolvida: Quando chegou à entrada do prédio, ele ligou-me.
Oração Subordinada Adjetiva
Reduzida: Vi cinco atletas da seleção correndo no calçadão.
Desenvolvida: Vi cinco atletas da seleção que corriam no calçadão.
66.
Orações Reduzidas deParticípio
No particípio regular, os verbos da 1.ª conjugação terminam em ADO e os verbos da 2.ª e da 3.ª
conjugação terminam em IDO. Caso os verbos possuam particípio irregular, estes terminam habitualmente
em TO ou DO.
Oração Subordinada Adverbial Causal
Reduzida: Arrependido, tentou resolver a situação.
Desenvolvida: Uma vez que se arrependeu, tentou resolver a situação.
Oração Subordinada Adverbial Condicional
Reduzida: Cumprida a sua promessa, poderá fazer como entender
Desenvolvida: Desde que cumpra a sua promessa, poderá fazer como entender
Oração Subordinada Adverbial Concessiva
Reduzida: Resolvido este problema, outras dificuldades virão.
Desenvolvida: Mesmo que resolvam este problema, outras dificuldades virão.
Oração Subordinada Adverbial Temporal
Reduzida: Chegada a casa, o telefone tocou.
Desenvolvida: Assim que cheguei a casa, o telefone tocou.
Oração Subordinada Adjetiva
Reduzida: Já foi usado o material comprado por mim.
Desenvolvida: Já foi usado o material que eu comprei.
67.
Como Reconhecer OraçõesReduzidas?
A forma mais fácil de reconhecer uma oração reduzida é pelo seu
desenvolvimento. Introduz-se na frase uma conjunção ou um pronome
adequado ao sentido da frase e substitui-se o verbo na forma nominal por
um tempo verbal do modo indicativo ou do modo subjuntivo.
As orações reduzidas mantêm as mesmas características sintáticas das
orações desenvolvidas. Podem também possibilitar mais do que uma forma
de desenvolvimento.
68.
Estudo Acelerado de
LínguaPortuguesa
Análise Sintática do Período Simples e
Composto.
Professor Vandi Dogado