SINDICATO NACIONAL DOS SERVIDORES FEDERAIS
               DA EDUCAÇÃO BÁSICA, PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
                                                              Filiado à CSP- CONLUTAS e CEA
SINASEFE Fundado em 11 /11/ 1988 – CNPJ: 03.658.820/0001-63
       Análise da proposta do governo aos docentes da Rede Federal
       O governo tenta impressionar a categoria e a sociedade divulgando uma tabela de
valores com salários atrativos para o topo da tabela, mas que contempla apenas aos doutores
com Dedicação Exclusiva (DE). Mantém a mesma lógica de propostas anteriores, mas
piorando em muito as questões relacionadas ao desenvolvimento e à estrutura da malha
salarial docente.
       Essa proposta deve, inclusive, ser analisada não apenas em termos de valores/tabelas;
deve ser debatida principalmente pelo conjunto de elementos que compõem a estrutura de
uma tabela ou carreira, modificada de forma ampla e prejudicial pela proposta apresentada.
       Ao divulgar na mídia apenas os valores salariais (destacando os percentuais
destinados aos doutores com DE como se esses fossem aplicados a todos), o governo tenta
esconder os aspectos extremamente negativos da sua proposta que, como veremos a seguir,
nem mesmo é uma proposta financeira tão vantajosa como tentam nos convencer.

      ASPECTOS FINANCEIROS
       Deve-se ter em mente que os valores e percentuais divulgados na mídia só serão
atingidos em 2015 e o primeiro reajuste só será concedido em julho de 2013 (daqui a 12
meses) e corresponderia a 40% dos recursos destinados ao aumento proposto. Os dois
outros aumentos ocorrerão em maio de 2014, quando seriam aplicados 30% dos recursos e
em março de 2015 onde seriam aplicados os 30% restantes.
       O governo anuncia um reajuste de até 45%, mas esses valores só se aplicam aos
professores doutores com DE na classe de titular, num percentual de no máximo 20% da
força de trabalho da rede nessas condições acadêmicas. Os professores graduados com DE,
com aperfeiçoamento e com especialização, também teriam um aumento dessa ordem no
salário inicial, contudo seriam muito prejudicados na estrutura e no desenvolvimento na nova
tabela, com critérios que claramente impossibilitam seu desenvolvimento apenas pelo
cumprimento de interstício entre uma progressão e outra.
       Os índices anunciados pelo governo são calculados a partir da tabela salarial de
fevereiro de 2012, quando ainda não havia sido concedido o reajuste de 4% acordado no ano
passado. Desse modo os índices reais, calculados em relação ao salário atual, são menores
que os anunciados já que devemos subtrair os 4% do percentual de cada nível presente na
tabela. Mais uma estratégia midiática do governo em tentar transformar o conteúdo da
proposta em algo mais robusto e aceitável pela categoria e pela sociedade.
       No geral, os reajustes variam de acordo com o nível, titulação e o regime de trabalho.
Calculando os percentuais de aumento em relação ao salário atual, estabelecido em março de
2012 (ver tabela anexa), vemos que em algumas faixas o índice de reajuste chega a ser de
apenas 13%, divididos pelos três anos e fica, na maioria dos casos, na faixa de 20% a 25%.
Os maiores reajustes situam-se em 42%, mas para apenas uma faixa pequena de docentes
com DE.




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             FONES: (061) 2192-4050 – FAX: 2192-4095 e-mail: dn@sinasefe.org.br
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                               Índices de aumento - DE                                      Índices de aumento - 40 horas                                    Índices de aumento - 20 horas
        Enquadramento            Básico    Aperf   Espec   Mestr    Dout   Enquadramento          Básico    Aperf   Espec   Mestr    Dout   Enquadramento          Básico    Aperf   Espec   Mestr    Dout
        Titular para Titular                                       39,5%   Titular para Titular                                     25,3%   Titular para Titular                                     34,4%
        DV-3 para DIV-4         17,5%     32,0%    42,1% 25,8% 30,2%       DV-3 para DIV-4        14,3%    21,1%    31,3% 20,8% 23,9%       DV-3 para DIV-4        25,8%    32,9%    38,5% 28,8% 26,5%
        DV-2 para DIV-3         17,2%     31,2%    40,9% 25,8% 28,8%       DV-2 para DIV-3        14,5%    21,1%    31,0% 19,4% 22,0%       DV-2 para DIV-3        25,0%    31,9%    37,5% 29,6% 28,2%
         DV-1 para DIV2         16,9%     30,2%    39,4% 22,6% 24,8%        DV-1 para DIV2        14,8%    21,0%    30,4% 17,6% 18,9%        DV-1 para DIV2        24,2%    31,0%    36,4% 28,4% 29,8%
        DIV-S para DIV-1        14,8%     16,4%    16,2% 17,7% 19,6%       DIV-S para DIV-1       13,3%    13,4%    12,5% 16,2% 17,6%       DIV-S para DIV-1       21,9%    19,3%    15,1% 25,7% 28,0%
         DIII-4 para DIII-4     34,0%     35,8%    33,6% 19,9% 33,1%        DIII-4 para DIII-4    16,1%    18,6%    18,1% 18,9% 19,2%        DIII-4 para DIII-4    19,8%    15,9%    17,7% 21,3% 19,7%
         DIII-3 para DIII-3     35,8%     37,1%    35,2% 20,6% 31,7%        DIII-3 para DIII-3    17,3%    19,8%    19,4% 20,5% 20,7%        DIII-3 para DIII-3    20,6%    16,7%    18,5% 21,2% 19,2%
         DIII-2 para DIII-2     37,6%     38,4%    36,8% 20,8% 30,5%        DIII-2 para DIII-2    18,5%    20,9%    20,8% 21,8% 22,0%        DIII-2 para DIII-2    21,4%    17,5%    19,2% 21,2% 18,7%
         DIII-1 para DIII-1     39,4%     40,1%    39,0% 22,1% 31,2%        DIII-1 para DIII-1    22,8%    25,1%    25,0% 25,8% 25,2%        DIII-1 para DIII-1    26,8%    27,0%    24,4% 25,8% 22,6%
         DII-4 para DII-2       32,2%     33,2%    32,7% 20,2% 26,1%        DII-4 para DII-2      15,5%    18,5%    19,3% 20,6% 21,7%        DII-4 para DII-2      18,2%    19,2%    16,9% 19,0% 18,3%
         DII-3 para DII-2       35,3%     36,3%    35,8% 22,9% 28,7%        DII-3 para DII-2      17,6%    20,8%    22,7% 22,7% 23,8%        DII-3 para DII-2      19,7%    20,7%    18,9% 21,0% 20,2%
         DII-2 para DII-1       37,0%     38,1%    37,6% 24,7% 30,2%        DII-2 para DII-1      18,4%    21,9%    25,2% 23,7% 24,6%        DII-2 para DII-1      20,0%    21,1%    19,7% 21,9% 21,1%
         DII-1 para DII-1       40,2%     41,3%    40,8% 27,6% 32,9%        DII-1 para DII-1      20,4%    24,2%    29,7% 25,9% 26,6%        DII-1 para DII-1      21,6%    22,7%    21,7% 23,9% 22,9%
          DI-4 para DI-2        32,8%     34,9%    35,0% 23,6% 31,1%         DI-4 para DI-2       13,1%    17,1%    22,7% 18,9% 19,8%         DI-4 para DI-2       13,1%    14,6%    14,3% 28,3% 18,3%
          DI-3 para DI-2        35,8%     38,0%    38,1% 26,3% 33,8%         DI-3 para DI-2       15,0%    19,2%    24,9% 20,9% 21,7%         DI-3 para DI-2       14,5%    16,0%    15,8% 30,2% 20,0%
          DI-2 para DI-1        37,1%     39,2%    38,9% 26,0% 31,7%         DI-2 para DI-1       15,7%    19,6%    25,1% 20,2% 19,7%         DI-2 para DI-1       14,7%    16,0%    15,8% 29,5% 18,8%
          DI-1 para DI-1        39,7%     42,4%    42,1% 28,7% 32,9%         DI-1 para DI-1       17,6%    21,5%    27,4% 22,1% 21,4%         DI-1 para DI-1       16,0%    17,4%    17,3% 30,9% 20,5%




       Além disso, devemos ter em mente que, de julho de 2010 a junho de 2012, a inflação
acumulada ficou em torno de 15%. Se projetarmos uma inflação semelhante até 2015,
teremos um valor de aproximadamente 32% no período de 2010 a 2015. Desse modo, a
proposta do governo sequer irá repor as perdas da maior parte da categoria e
representa uma redução do salário real para muitos docentes.
       Também devemos notar que a suposta valorização da DE e da Titulação anunciada
pelo governo é falaciosa: a faixa salarial proposta aos doutores com dedicação exclusiva
equivale ao que outras categorias recebem sem as exigências de titulação e dedicação
exclusiva. Na realidade o que está sendo proposto é uma depreciação dos professores de 40
horas, de 20 horas e daqueles que não possuem doutorado. A proposta para um graduado
em regime de 40 horas é de ridículos R$ 2.604,73 a serem atingidos apenas em 2015.
Compare-se esse valor com o que recebem outras carreiras do serviço público de nível
superior1 e se terá uma pequena ideia de como a oferta do governo é absurda!
       Porém, como veremos a seguir, a proposta é ainda pior ao se considerar a estrutura da
carreira proposta e as formas de desenvolvimento na carreira.

            ESTRUTURA DE CARREIRA (por enquanto só tabela)
       O maior problema na proposta do governo é a estrutura e desenvolvimento na carreira,
sendo uma versão piorada de uma proposta apresentada no ano passado2. São mantidas
duas carreiras separadas: do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) e do Magistério
Superior (MS) com estruturas e remuneração iguais.
       A estrutura de classes é mantida, porém o número de níveis é reduzido dos atuais 16
para 13, sendo que o atual cargo isolado de Professor Titular passa a ser o décimo terceiro
nível.




1
  Por exemplo, as agências reguladoras pagam R$ 12.081,00 de salário inicial. A Polícia Federal paga R$ 7.514,33 para
agente e R$ 13.368,68 para peritos e delegados como salários iniciais.
2
  Disponível em http://portal.andes.org.br/imprensa/noticias/imp-pri-2139356893.zip.
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                                  EBTT             MS
                             Classe Nível   Classe    Nível
                             Titular Único   Titular  Único
                                       4                4
                                       3                3
                              DIV          Associado
                                       2                2
                                       1                1
                                       4                4
                                       3                3
                              DIII          Adjunto
                                       2                2
                                       1                1
                                       2                2
                               DII         Assistente
                                       1                1
                                       2                2
                               DI           Auxiliar
                                       1                1

        Todos os docentes entrarão no primeiro nível (DI-1 no EBTT) e a progressão entre
níveis ocorrerá a cada 24 meses (o governo retrocedeu na sua proposta original de 18 meses
de interstício, inclusive já implantada pela Lei 11.784/2008). Além da avaliação de
desempenho haverá uma exigência de carga horária mínima a ser estabelecida pelo
MEC futuramente, que irá se sobrepor às regras, atualmente estabelecidas por cada
Instituto. No Magistério Superior, essa carga horária mínima será de 12 horas. Desse modo, o
MEC terá a liberdade de elevar a carga horária dos docentes nos Institutos.
        Na proposta do governo, vale salientar que há uma intencionalidade clara de expandir
a jornada de trabalho docente. Isso se materializa na medida em que, na referida proposta, o
regime de trabalho com DE se opera em tempo integral. No entanto, o artigo 112 da lei
11.784/2008, que atualmente regulamenta a carreira dos docentes da EBTT, garante que o
regime de trabalho de 40 horas semanais deve ser executado em turnos consecutivos de
trabalho.
        A promoção entre classes as (de DI para DII e assim sucessivamente) exigirá não só o
interstício de 24 meses no último nível da classe anterior, mas também outros critérios. A
promoção para a classe DII exigirá especialização e certificação ou mestrado e para a classe
D-III exigirá mestrado e certificação ou doutorado. A classe de Titular, além de exigir
doutorado, será restrita a apenas 20% do quadro de docentes da instituição e exigirá
“aprovação de Memorial que deverá considerar as atividades de ensino, pesquisa, extensão,
gestão acadêmica e produção profissional relevante, ou de defesa de tese acadêmica
inédita”. Exigências semelhantes serão feitas no MS para as classes de Assistente, Adjunto e
Titular. Isso representa uma piora em relação ao que temos hoje no EBTT, na qual não há
barreiras de titulação para se chegar ao topo da tabela, e também em relação à atual carreira
do MS em que só há barreira de titulação na classe de Associado (cuja exigência é
doutorado).
        Apesar de a tabela salarial divulgada possuir valores para todas as titulações até o
nível DIV-4, apenas os docentes que já estão nesses níveis receberiam esses valores,
pois os novos docentes não teriam como atingir o topo da tabela. Mesmo os atuais não
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poderiam progredir para as classes seguintes se não atenderem aos critérios
estabelecidos.
        Na proposta para a EBTT o governo criará um Certificado de Conhecimento
Tecnológico, com dois níveis, que possibilitaria a um especialista chegar à classe DII se
possuir o Certificado de nível I e a um mestre chegar à classe DIII se possuir o Certificado de
nível II. A obtenção dessas Certificações demandam dois (2) anos para o nível I e três
(3) anos para o nível II e estão atreladas à participação em programas de interesse do
governo, como o Pronatec3. Desse modo a Certificação se torna uma forma do governo
impor a adesão aos seus projetos. Não está claro na proposta como essa Certificação afetaria
os docentes das áreas não técnicas, que acabam com isso correndo o risco de não serem
contemplados inicialmente.
        Desse modo um graduado (ou portador de aperfeiçoamento) não sairá da classe
DI-1 e terá apenas uma progressão em toda carreira caso não consiga ultrapassar todas
as barreiras propostas.
        Existe uma aceleração da promoção por meio da titulação: após o estágio probatório o
docente pode ser promovido para DII-1 (Assistente 1) se obtiver o título de mestre e para DIII-
1 (Adjunto 1) se obtiver o título de doutor, desde que aprovado em avaliação de desempenho.
Atualmente essa promoção existe no MS, mas é automática já na entrada da carreira.
        A carreira terá as seguintes durações:
    • Graduados (ou aperfeiçoamento): 02 anos, chegando apenas até DI-2 caso não
        obtenha outra titulação.
    • Especialistas: 06 anos, chegando até DII-2, se obtiver o Certificado de Conhecimento
        Tecnológico I. Caso não obtenha outra titulação ficará parado neste nível da tabela.
    • Mestres: 13 anos, com a aceleração de promoção, chegando a DIII-4 se obtiver o
        Certificado de Conhecimento Tecnológico II. Só progredirá aos demais níveis atingindo
        a titulação de doutor.
    • Doutores: 19 anos com a aceleração de promoção, se entrar nos 20% dos docentes
        que podem ser titulares.

       Novamente vemos que a suposta valorização da titulação na verdade é uma
depreciação dos graduados, especialistas e mestres.
       A remuneração será composta de Vencimento Básico e Retribuição por Titulação
definida nominalmente em lei, sem qualquer vínculo percentual com os regimes de trabalho
ou com os vencimentos básicos presentes na tabela. Dessa forma, a estrutura salarial não
possui nenhuma lógica, como defendemos em nossa proposta e que esteve presente até a
implementação da Lei 11.784/2008: o vencimento do regime de 20 horas não é metade do
valor para 40 horas, nem a DE representa 55% a mais que o valor de 40 horas. Também não
há nenhuma lógica nas variações remuneratórias entre níveis. Há ainda a possibilidade de
uma “Retribuição de Projetos Institucionais de Pesquisa” e uma “Gratificação de Atividade de
Preceptoria” para docentes com DE, mas que também não foram explicitadas na proposta do
governo.

3
 Ver diretrizes em
http://www.planejamento.gov.br/secretarias/upload/Arquivos/noticias/srh/2012/120713_certificacao.pdf.

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                 FONES: (061) 2192-4050 – FAX: 2192-4095 e-mail: dn@sinasefe.org.br
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SINDICATO NACIONAL DOS SERVIDORES FEDERAIS
               DA EDUCAÇÃO BÁSICA, PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
                                                                  Filiado à CSP- CONLUTAS e CEA
SINASEFE Fundado em 11 /11/ 1988 – CNPJ: 03.658.820/0001-63
       Não há qualquer perspectiva de correção das distorções sofridas pelos aposentados
que estavam estacionados na antiga classe especial, que era o topo da tabela à época,
quando da implantação da Lei 11.784/2008 que impediu a progressão dos mesmos para os
níveis da última classe da tabela, a DV. O que nós conseguimos reverter a partir de 2001,
mantendo a paridade entre ativos e aposentados e dar possibilidade da construção de uma
carreira que contemplasse igualmente a ativos e aposentados, acaba tendo sua distorção
ampliada com a nova proposta.
       Regra de transposição de uma tabela para a outra:

                                EBTT atual    EBTT nova
                               Classe Nível Nível Classe
                               Titular Único Único Titular
                                        3     4
                                 DV      2    3
                                                    DIV
                                         1    2
                                DIV    Único   1
                                         4    4
                                         3    3
                                DIII                DIII
                                         2    2
                                         1    1
                                         4
                                              2
                                         3
                                 DII                 DII
                                         2
                                              1
                                         1
                                         4
                                              2
                                         3
                                 DI                  DI
                                         2
                                              1
                                         1


      O COMPARATIVO ENTRE AS POSIÇÕES E O QUE EXISTE HOJE
      Os prejuízos que a nova proposta estabelece para os docentes poderá ser
resumidamente analisado a partir da tabela comparativa abaixo:

 ITENS PREVISTOS       PROPOSTA SINASEFE                                         PROPOSTA DO
                                                       ATUAL EBTT
  PARA CARREIRA          CARREIRA ÚNICA                                            GOVERNO
                                                 16 padrões de vencimen-      13 padrões de venci-
                      13 padrões de vencimen-       to, com divisão de       mento, com divisão em
  ESTRUTURA DA            to, com diferença      classes, e sem qualquer     classes, sem qualquer
 MALHA SALARIAL        constante (step) entre    padrão lógico na diferen-      padrão lógico na
                            estes padrões         ça entre cada nível ou      diferença entre cada
                                                          classe                 nível ou classe
                                                                             Progressão a cada 24
DESENVOLVIMENTO        Progressão a cada 18        Progressão a cada 18       meses, com critérios
  NA CARREIRA          meses, sem nenhum          meses, sem restrições       restritivos ao desen-
                      critério impeditivo para   para se chegar ao topo da   volvimento na tabela:

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                        desenvolvimento na                 tabela                   por titulação e/ou
                             carreira.                                            certificação (critérios
                                                                                  definidos pelo MEC)
                                                     Transformação dos              Manutenção da RT
                                                  percentuais por titulação         enquanto valores
                      Percentuais de titulação    em valores nominalmen-         nominalmente identifi-
                         incorporados ao            te identificados (RT –         cados, que sofrerão
    TITULAÇÃO
                        vencimento básico        retribuição por titula-ção),   reajuste apenas quando
                                                     que sofrem reajuste          da revisão geral dos
                                                      apenas quando da             servidores federais
                                                         revisão geral
                     Manter a relação entre os      Não existe vínculo ou        Ampliar ainda mais a
                       regimes de trabalho,          proporção entre os           distorção entre os
     RELAÇÃO
                     estabelecendo a diferen-       regimes de trabalho,         regimes de trabalho,
  ESTRUTURAL E
                     ça entre os pisos: o piso     apenas uma tabela que        dando o maior reajuste
SALARIAL ENTRE OS
                      de 40 h como dobro do          mantém a diferença          ao regime de DE em
   REGIMES DE
                      piso de 20 h. E no caso      através de valores por       detrimento à tabela de
    TRABALHO
                     da DE o piso de 40 h será     nível, em cada classe,              40 e 20 h
                         acrescido de 55%             acrescidos da RT

COMANDO NACIONAL DE GREVE
SINASEFE – JUL 2012




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Sinasefe analise proposta-governo (1)

  • 1.
    SINDICATO NACIONAL DOSSERVIDORES FEDERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA, PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA Filiado à CSP- CONLUTAS e CEA SINASEFE Fundado em 11 /11/ 1988 – CNPJ: 03.658.820/0001-63 Análise da proposta do governo aos docentes da Rede Federal O governo tenta impressionar a categoria e a sociedade divulgando uma tabela de valores com salários atrativos para o topo da tabela, mas que contempla apenas aos doutores com Dedicação Exclusiva (DE). Mantém a mesma lógica de propostas anteriores, mas piorando em muito as questões relacionadas ao desenvolvimento e à estrutura da malha salarial docente. Essa proposta deve, inclusive, ser analisada não apenas em termos de valores/tabelas; deve ser debatida principalmente pelo conjunto de elementos que compõem a estrutura de uma tabela ou carreira, modificada de forma ampla e prejudicial pela proposta apresentada. Ao divulgar na mídia apenas os valores salariais (destacando os percentuais destinados aos doutores com DE como se esses fossem aplicados a todos), o governo tenta esconder os aspectos extremamente negativos da sua proposta que, como veremos a seguir, nem mesmo é uma proposta financeira tão vantajosa como tentam nos convencer. ASPECTOS FINANCEIROS Deve-se ter em mente que os valores e percentuais divulgados na mídia só serão atingidos em 2015 e o primeiro reajuste só será concedido em julho de 2013 (daqui a 12 meses) e corresponderia a 40% dos recursos destinados ao aumento proposto. Os dois outros aumentos ocorrerão em maio de 2014, quando seriam aplicados 30% dos recursos e em março de 2015 onde seriam aplicados os 30% restantes. O governo anuncia um reajuste de até 45%, mas esses valores só se aplicam aos professores doutores com DE na classe de titular, num percentual de no máximo 20% da força de trabalho da rede nessas condições acadêmicas. Os professores graduados com DE, com aperfeiçoamento e com especialização, também teriam um aumento dessa ordem no salário inicial, contudo seriam muito prejudicados na estrutura e no desenvolvimento na nova tabela, com critérios que claramente impossibilitam seu desenvolvimento apenas pelo cumprimento de interstício entre uma progressão e outra. Os índices anunciados pelo governo são calculados a partir da tabela salarial de fevereiro de 2012, quando ainda não havia sido concedido o reajuste de 4% acordado no ano passado. Desse modo os índices reais, calculados em relação ao salário atual, são menores que os anunciados já que devemos subtrair os 4% do percentual de cada nível presente na tabela. Mais uma estratégia midiática do governo em tentar transformar o conteúdo da proposta em algo mais robusto e aceitável pela categoria e pela sociedade. No geral, os reajustes variam de acordo com o nível, titulação e o regime de trabalho. Calculando os percentuais de aumento em relação ao salário atual, estabelecido em março de 2012 (ver tabela anexa), vemos que em algumas faixas o índice de reajuste chega a ser de apenas 13%, divididos pelos três anos e fica, na maioria dos casos, na faixa de 20% a 25%. Os maiores reajustes situam-se em 42%, mas para apenas uma faixa pequena de docentes com DE. SCS – QD 02 ENT. 22 BL.”C” ED. SERRA DOURADA SLS.109/110 – CEP 70.300-902 – BRASÍLIA/DF FONES: (061) 2192-4050 – FAX: 2192-4095 e-mail: dn@sinasefe.org.br HOME PAGE: http//: www.sinasefe.org.br
  • 2.
    SINDICATO NACIONAL DOSSERVIDORES FEDERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA, PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA Filiado à CSP- CONLUTAS e CEA SINASEFE Fundado em 11 /11/ 1988 – CNPJ: 03.658.820/0001-63 Índices de aumento - DE Índices de aumento - 40 horas Índices de aumento - 20 horas Enquadramento Básico Aperf Espec Mestr Dout Enquadramento Básico Aperf Espec Mestr Dout Enquadramento Básico Aperf Espec Mestr Dout Titular para Titular 39,5% Titular para Titular 25,3% Titular para Titular 34,4% DV-3 para DIV-4 17,5% 32,0% 42,1% 25,8% 30,2% DV-3 para DIV-4 14,3% 21,1% 31,3% 20,8% 23,9% DV-3 para DIV-4 25,8% 32,9% 38,5% 28,8% 26,5% DV-2 para DIV-3 17,2% 31,2% 40,9% 25,8% 28,8% DV-2 para DIV-3 14,5% 21,1% 31,0% 19,4% 22,0% DV-2 para DIV-3 25,0% 31,9% 37,5% 29,6% 28,2% DV-1 para DIV2 16,9% 30,2% 39,4% 22,6% 24,8% DV-1 para DIV2 14,8% 21,0% 30,4% 17,6% 18,9% DV-1 para DIV2 24,2% 31,0% 36,4% 28,4% 29,8% DIV-S para DIV-1 14,8% 16,4% 16,2% 17,7% 19,6% DIV-S para DIV-1 13,3% 13,4% 12,5% 16,2% 17,6% DIV-S para DIV-1 21,9% 19,3% 15,1% 25,7% 28,0% DIII-4 para DIII-4 34,0% 35,8% 33,6% 19,9% 33,1% DIII-4 para DIII-4 16,1% 18,6% 18,1% 18,9% 19,2% DIII-4 para DIII-4 19,8% 15,9% 17,7% 21,3% 19,7% DIII-3 para DIII-3 35,8% 37,1% 35,2% 20,6% 31,7% DIII-3 para DIII-3 17,3% 19,8% 19,4% 20,5% 20,7% DIII-3 para DIII-3 20,6% 16,7% 18,5% 21,2% 19,2% DIII-2 para DIII-2 37,6% 38,4% 36,8% 20,8% 30,5% DIII-2 para DIII-2 18,5% 20,9% 20,8% 21,8% 22,0% DIII-2 para DIII-2 21,4% 17,5% 19,2% 21,2% 18,7% DIII-1 para DIII-1 39,4% 40,1% 39,0% 22,1% 31,2% DIII-1 para DIII-1 22,8% 25,1% 25,0% 25,8% 25,2% DIII-1 para DIII-1 26,8% 27,0% 24,4% 25,8% 22,6% DII-4 para DII-2 32,2% 33,2% 32,7% 20,2% 26,1% DII-4 para DII-2 15,5% 18,5% 19,3% 20,6% 21,7% DII-4 para DII-2 18,2% 19,2% 16,9% 19,0% 18,3% DII-3 para DII-2 35,3% 36,3% 35,8% 22,9% 28,7% DII-3 para DII-2 17,6% 20,8% 22,7% 22,7% 23,8% DII-3 para DII-2 19,7% 20,7% 18,9% 21,0% 20,2% DII-2 para DII-1 37,0% 38,1% 37,6% 24,7% 30,2% DII-2 para DII-1 18,4% 21,9% 25,2% 23,7% 24,6% DII-2 para DII-1 20,0% 21,1% 19,7% 21,9% 21,1% DII-1 para DII-1 40,2% 41,3% 40,8% 27,6% 32,9% DII-1 para DII-1 20,4% 24,2% 29,7% 25,9% 26,6% DII-1 para DII-1 21,6% 22,7% 21,7% 23,9% 22,9% DI-4 para DI-2 32,8% 34,9% 35,0% 23,6% 31,1% DI-4 para DI-2 13,1% 17,1% 22,7% 18,9% 19,8% DI-4 para DI-2 13,1% 14,6% 14,3% 28,3% 18,3% DI-3 para DI-2 35,8% 38,0% 38,1% 26,3% 33,8% DI-3 para DI-2 15,0% 19,2% 24,9% 20,9% 21,7% DI-3 para DI-2 14,5% 16,0% 15,8% 30,2% 20,0% DI-2 para DI-1 37,1% 39,2% 38,9% 26,0% 31,7% DI-2 para DI-1 15,7% 19,6% 25,1% 20,2% 19,7% DI-2 para DI-1 14,7% 16,0% 15,8% 29,5% 18,8% DI-1 para DI-1 39,7% 42,4% 42,1% 28,7% 32,9% DI-1 para DI-1 17,6% 21,5% 27,4% 22,1% 21,4% DI-1 para DI-1 16,0% 17,4% 17,3% 30,9% 20,5% Além disso, devemos ter em mente que, de julho de 2010 a junho de 2012, a inflação acumulada ficou em torno de 15%. Se projetarmos uma inflação semelhante até 2015, teremos um valor de aproximadamente 32% no período de 2010 a 2015. Desse modo, a proposta do governo sequer irá repor as perdas da maior parte da categoria e representa uma redução do salário real para muitos docentes. Também devemos notar que a suposta valorização da DE e da Titulação anunciada pelo governo é falaciosa: a faixa salarial proposta aos doutores com dedicação exclusiva equivale ao que outras categorias recebem sem as exigências de titulação e dedicação exclusiva. Na realidade o que está sendo proposto é uma depreciação dos professores de 40 horas, de 20 horas e daqueles que não possuem doutorado. A proposta para um graduado em regime de 40 horas é de ridículos R$ 2.604,73 a serem atingidos apenas em 2015. Compare-se esse valor com o que recebem outras carreiras do serviço público de nível superior1 e se terá uma pequena ideia de como a oferta do governo é absurda! Porém, como veremos a seguir, a proposta é ainda pior ao se considerar a estrutura da carreira proposta e as formas de desenvolvimento na carreira. ESTRUTURA DE CARREIRA (por enquanto só tabela) O maior problema na proposta do governo é a estrutura e desenvolvimento na carreira, sendo uma versão piorada de uma proposta apresentada no ano passado2. São mantidas duas carreiras separadas: do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) e do Magistério Superior (MS) com estruturas e remuneração iguais. A estrutura de classes é mantida, porém o número de níveis é reduzido dos atuais 16 para 13, sendo que o atual cargo isolado de Professor Titular passa a ser o décimo terceiro nível. 1 Por exemplo, as agências reguladoras pagam R$ 12.081,00 de salário inicial. A Polícia Federal paga R$ 7.514,33 para agente e R$ 13.368,68 para peritos e delegados como salários iniciais. 2 Disponível em http://portal.andes.org.br/imprensa/noticias/imp-pri-2139356893.zip. SCS – QD 02 ENT. 22 BL.”C” ED. SERRA DOURADA SLS.109/110 – CEP 70.300-902 – BRASÍLIA/DF FONES: (061) 2192-4050 – FAX: 2192-4095 e-mail: dn@sinasefe.org.br HOME PAGE: http//: www.sinasefe.org.br
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    SINDICATO NACIONAL DOSSERVIDORES FEDERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA, PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA Filiado à CSP- CONLUTAS e CEA SINASEFE Fundado em 11 /11/ 1988 – CNPJ: 03.658.820/0001-63 EBTT MS Classe Nível Classe Nível Titular Único Titular Único 4 4 3 3 DIV Associado 2 2 1 1 4 4 3 3 DIII Adjunto 2 2 1 1 2 2 DII Assistente 1 1 2 2 DI Auxiliar 1 1 Todos os docentes entrarão no primeiro nível (DI-1 no EBTT) e a progressão entre níveis ocorrerá a cada 24 meses (o governo retrocedeu na sua proposta original de 18 meses de interstício, inclusive já implantada pela Lei 11.784/2008). Além da avaliação de desempenho haverá uma exigência de carga horária mínima a ser estabelecida pelo MEC futuramente, que irá se sobrepor às regras, atualmente estabelecidas por cada Instituto. No Magistério Superior, essa carga horária mínima será de 12 horas. Desse modo, o MEC terá a liberdade de elevar a carga horária dos docentes nos Institutos. Na proposta do governo, vale salientar que há uma intencionalidade clara de expandir a jornada de trabalho docente. Isso se materializa na medida em que, na referida proposta, o regime de trabalho com DE se opera em tempo integral. No entanto, o artigo 112 da lei 11.784/2008, que atualmente regulamenta a carreira dos docentes da EBTT, garante que o regime de trabalho de 40 horas semanais deve ser executado em turnos consecutivos de trabalho. A promoção entre classes as (de DI para DII e assim sucessivamente) exigirá não só o interstício de 24 meses no último nível da classe anterior, mas também outros critérios. A promoção para a classe DII exigirá especialização e certificação ou mestrado e para a classe D-III exigirá mestrado e certificação ou doutorado. A classe de Titular, além de exigir doutorado, será restrita a apenas 20% do quadro de docentes da instituição e exigirá “aprovação de Memorial que deverá considerar as atividades de ensino, pesquisa, extensão, gestão acadêmica e produção profissional relevante, ou de defesa de tese acadêmica inédita”. Exigências semelhantes serão feitas no MS para as classes de Assistente, Adjunto e Titular. Isso representa uma piora em relação ao que temos hoje no EBTT, na qual não há barreiras de titulação para se chegar ao topo da tabela, e também em relação à atual carreira do MS em que só há barreira de titulação na classe de Associado (cuja exigência é doutorado). Apesar de a tabela salarial divulgada possuir valores para todas as titulações até o nível DIV-4, apenas os docentes que já estão nesses níveis receberiam esses valores, pois os novos docentes não teriam como atingir o topo da tabela. Mesmo os atuais não SCS – QD 02 ENT. 22 BL.”C” ED. SERRA DOURADA SLS.109/110 – CEP 70.300-902 – BRASÍLIA/DF FONES: (061) 2192-4050 – FAX: 2192-4095 e-mail: dn@sinasefe.org.br HOME PAGE: http//: www.sinasefe.org.br
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    SINDICATO NACIONAL DOSSERVIDORES FEDERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA, PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA Filiado à CSP- CONLUTAS e CEA SINASEFE Fundado em 11 /11/ 1988 – CNPJ: 03.658.820/0001-63 poderiam progredir para as classes seguintes se não atenderem aos critérios estabelecidos. Na proposta para a EBTT o governo criará um Certificado de Conhecimento Tecnológico, com dois níveis, que possibilitaria a um especialista chegar à classe DII se possuir o Certificado de nível I e a um mestre chegar à classe DIII se possuir o Certificado de nível II. A obtenção dessas Certificações demandam dois (2) anos para o nível I e três (3) anos para o nível II e estão atreladas à participação em programas de interesse do governo, como o Pronatec3. Desse modo a Certificação se torna uma forma do governo impor a adesão aos seus projetos. Não está claro na proposta como essa Certificação afetaria os docentes das áreas não técnicas, que acabam com isso correndo o risco de não serem contemplados inicialmente. Desse modo um graduado (ou portador de aperfeiçoamento) não sairá da classe DI-1 e terá apenas uma progressão em toda carreira caso não consiga ultrapassar todas as barreiras propostas. Existe uma aceleração da promoção por meio da titulação: após o estágio probatório o docente pode ser promovido para DII-1 (Assistente 1) se obtiver o título de mestre e para DIII- 1 (Adjunto 1) se obtiver o título de doutor, desde que aprovado em avaliação de desempenho. Atualmente essa promoção existe no MS, mas é automática já na entrada da carreira. A carreira terá as seguintes durações: • Graduados (ou aperfeiçoamento): 02 anos, chegando apenas até DI-2 caso não obtenha outra titulação. • Especialistas: 06 anos, chegando até DII-2, se obtiver o Certificado de Conhecimento Tecnológico I. Caso não obtenha outra titulação ficará parado neste nível da tabela. • Mestres: 13 anos, com a aceleração de promoção, chegando a DIII-4 se obtiver o Certificado de Conhecimento Tecnológico II. Só progredirá aos demais níveis atingindo a titulação de doutor. • Doutores: 19 anos com a aceleração de promoção, se entrar nos 20% dos docentes que podem ser titulares. Novamente vemos que a suposta valorização da titulação na verdade é uma depreciação dos graduados, especialistas e mestres. A remuneração será composta de Vencimento Básico e Retribuição por Titulação definida nominalmente em lei, sem qualquer vínculo percentual com os regimes de trabalho ou com os vencimentos básicos presentes na tabela. Dessa forma, a estrutura salarial não possui nenhuma lógica, como defendemos em nossa proposta e que esteve presente até a implementação da Lei 11.784/2008: o vencimento do regime de 20 horas não é metade do valor para 40 horas, nem a DE representa 55% a mais que o valor de 40 horas. Também não há nenhuma lógica nas variações remuneratórias entre níveis. Há ainda a possibilidade de uma “Retribuição de Projetos Institucionais de Pesquisa” e uma “Gratificação de Atividade de Preceptoria” para docentes com DE, mas que também não foram explicitadas na proposta do governo. 3 Ver diretrizes em http://www.planejamento.gov.br/secretarias/upload/Arquivos/noticias/srh/2012/120713_certificacao.pdf. SCS – QD 02 ENT. 22 BL.”C” ED. SERRA DOURADA SLS.109/110 – CEP 70.300-902 – BRASÍLIA/DF FONES: (061) 2192-4050 – FAX: 2192-4095 e-mail: dn@sinasefe.org.br HOME PAGE: http//: www.sinasefe.org.br
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    SINDICATO NACIONAL DOSSERVIDORES FEDERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA, PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA Filiado à CSP- CONLUTAS e CEA SINASEFE Fundado em 11 /11/ 1988 – CNPJ: 03.658.820/0001-63 Não há qualquer perspectiva de correção das distorções sofridas pelos aposentados que estavam estacionados na antiga classe especial, que era o topo da tabela à época, quando da implantação da Lei 11.784/2008 que impediu a progressão dos mesmos para os níveis da última classe da tabela, a DV. O que nós conseguimos reverter a partir de 2001, mantendo a paridade entre ativos e aposentados e dar possibilidade da construção de uma carreira que contemplasse igualmente a ativos e aposentados, acaba tendo sua distorção ampliada com a nova proposta. Regra de transposição de uma tabela para a outra: EBTT atual EBTT nova Classe Nível Nível Classe Titular Único Único Titular 3 4 DV 2 3 DIV 1 2 DIV Único 1 4 4 3 3 DIII DIII 2 2 1 1 4 2 3 DII DII 2 1 1 4 2 3 DI DI 2 1 1 O COMPARATIVO ENTRE AS POSIÇÕES E O QUE EXISTE HOJE Os prejuízos que a nova proposta estabelece para os docentes poderá ser resumidamente analisado a partir da tabela comparativa abaixo: ITENS PREVISTOS PROPOSTA SINASEFE PROPOSTA DO ATUAL EBTT PARA CARREIRA CARREIRA ÚNICA GOVERNO 16 padrões de vencimen- 13 padrões de venci- 13 padrões de vencimen- to, com divisão de mento, com divisão em ESTRUTURA DA to, com diferença classes, e sem qualquer classes, sem qualquer MALHA SALARIAL constante (step) entre padrão lógico na diferen- padrão lógico na estes padrões ça entre cada nível ou diferença entre cada classe nível ou classe Progressão a cada 24 DESENVOLVIMENTO Progressão a cada 18 Progressão a cada 18 meses, com critérios NA CARREIRA meses, sem nenhum meses, sem restrições restritivos ao desen- critério impeditivo para para se chegar ao topo da volvimento na tabela: SCS – QD 02 ENT. 22 BL.”C” ED. SERRA DOURADA SLS.109/110 – CEP 70.300-902 – BRASÍLIA/DF FONES: (061) 2192-4050 – FAX: 2192-4095 e-mail: dn@sinasefe.org.br HOME PAGE: http//: www.sinasefe.org.br
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    SINDICATO NACIONAL DOSSERVIDORES FEDERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA, PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA Filiado à CSP- CONLUTAS e CEA SINASEFE Fundado em 11 /11/ 1988 – CNPJ: 03.658.820/0001-63 desenvolvimento na tabela por titulação e/ou carreira. certificação (critérios definidos pelo MEC) Transformação dos Manutenção da RT percentuais por titulação enquanto valores Percentuais de titulação em valores nominalmen- nominalmente identifi- incorporados ao te identificados (RT – cados, que sofrerão TITULAÇÃO vencimento básico retribuição por titula-ção), reajuste apenas quando que sofrem reajuste da revisão geral dos apenas quando da servidores federais revisão geral Manter a relação entre os Não existe vínculo ou Ampliar ainda mais a regimes de trabalho, proporção entre os distorção entre os RELAÇÃO estabelecendo a diferen- regimes de trabalho, regimes de trabalho, ESTRUTURAL E ça entre os pisos: o piso apenas uma tabela que dando o maior reajuste SALARIAL ENTRE OS de 40 h como dobro do mantém a diferença ao regime de DE em REGIMES DE piso de 20 h. E no caso através de valores por detrimento à tabela de TRABALHO da DE o piso de 40 h será nível, em cada classe, 40 e 20 h acrescido de 55% acrescidos da RT COMANDO NACIONAL DE GREVE SINASEFE – JUL 2012 SCS – QD 02 ENT. 22 BL.”C” ED. SERRA DOURADA SLS.109/110 – CEP 70.300-902 – BRASÍLIA/DF FONES: (061) 2192-4050 – FAX: 2192-4095 e-mail: dn@sinasefe.org.br HOME PAGE: http//: www.sinasefe.org.br