O documento descreve o genocídio em Ruanda em 1994, no qual cerca de 800 mil Tutsis e Hutus moderados foram mortos por extremistas Hutus. Também destaca a figura de Paul Rusesabagina, que salvou mais de mil pessoas abrigando-as em seu hotel.
Escola Básica 2,3c/sec. José Falcão, Miranda do Corvo
2012/2013
Disciplina: Geografia C – Sandra Correia
Trabalho realizado por:
Carolina Branco nº3 12ºC
Octávio Fernandes nº 13 12ºC
2.
Introdução
Ruanda, é um país
localizado na região
dos Grandes
Lagos da África, e faz
fronteira
com Uganda, Burundi,
República Democrática
do Congo e Tanzânia.
3.
O país temvindo a ter uma grande
recuperação social e nos dias de
hoje, apresenta um ótimo modelo de
desenvolvimento que é considerado exemplar
para países em desenvolvimento.
4.
A capital Kigali,é a primeira cidade
africana a ser reconhecida e premiada devido
à limpeza, segurança e conservação do
modelo urbano. Em 2008, Ruanda tornou-se o
primeiro país a eleger uma legislatura nacional
na qual a maioria dos membros era mulheres.
5.
Antecedentes ao Genocídio
• Dois grupos étnicos: a maioria Hutu e o grupo
minoritário, Tutsi;
• Fraca economia nacional, sustentada pela
exportação de café;
• 1989, o preço mundial do café reduziu-se em
50%, e Ruanda perdeu 40%, e o país
enfrentou a sua maior crise alimentar em 50
anos.
6.
Antecedentes
• Aumento dosgastos militares, dos
investimentos em infraestrutura e dos serviços
públicos;
• Em outubro de 1990, a Frente Patriótica
Ruandesa invade Ruanda;
• Em 1994, as tropas Hutus, são treinadas e
equipadas pelo exército ruandês.
7.
Começam a seremitidas mensagens que
exaltavam as diferenças de ambos os grupos
étnicos e, entretanto os apelos à confrontação
e à "caça aos Tutsis" tornaram-se mais
explícitos, e começou a circular o boato de
que a minoria Tutsi planeava o genocídio dos
Hutus.
8.
De acordo coma jornalista britânica, Linda
Melvern, o genocídio foi planeado. No início
deste, a tropa ruandesa era composta por
30.000 homens (um membro por cada dez
famílias).
9.
Segundo Melvern, oprimeiro-ministro de
Ruanda disse, que uma ministra teria dito que
era "pessoalmente a favor de conseguir livrar-
se de todo os Tutsis... sem os Tutsis todos os
problemas de Ruanda desapareceriam".
10.
Apurou-se que o
genocídio foi
financiado, com o
dinheiro apropriado
de programas
internacionais de
ajuda, tais como o
financiados
pelo Banco Mundial e
pelo Fundo
Monetário
Internacional.
11.
Foram vários incidentesque mostraram a
clara insustentabilidade da relação entre
Tutsis e Hutus. Em 1993, um acordo de paz
entre o governo e os membros do FPR(Frente
Patriótica de Ruanda) não teve forças para
resolver o conflito.
12.
O ponto altodessa
tensão ocorreu no dia 6
de abril de
1994, quando um
atentado derrubou o
avião que transportava
o presidente
Habyarimana.
Imediatamente, a ação
foi atribuída aos Tutsis.
13.
Assim os membrosda guarda presidencial
organizaram as primeiras perseguições contra
os Tutsis e Hutus moderados que formavam o
grupo de oposição política no país.
14.
O Genocídio
Desde esse dia até 4 de Julho de 1994 ocorreu
um massacre cometido pelos confrontos extremistas
Hutus contra tutsis e hutus moderados, no qual
morreram cerca de 800 mil pessoas.
15.
Consequências
• Houve umdeslocamento maciço da população
para os campos de refugiados
• Mais de 500.000 pessoas foram massacradas.
Quase todas as mulheres foram estupradas.
Muitos meninos nascidos dessas violações
foram assassinados
• Clérigos e freiras foram mortos por serem
Tutsis ou porque estavam a ajudar os Tutsis.
16.
Paul Rusesabagina
Um adventista de Kigali, foi o responsável
pela salvação de 1.268 Tutsis e Hutus,
abrigando-os no hotel.
Paul Rusesabagina ficou mundialmente
conhecido ao ser retratado no filme Hotel
Ruanda.
17.
Rusesabagina ficou conhecidocomo
o Oskar Schindler de Ruanda.
Hoje vive na Bélgica com a sua mulher
Tatiana, os seus filhos e as suas sobrinhas.
18.
O Hotel Ruanda
Existe um filme que
representa muito bem a
realidade que o povo de
Ruanda viveu chamado
de “O Hotel Ruanda” em
que o famoso ator Don
Cheadle faz de
Rusesabagina.
19.
- Disseram quenão havia
mais lugares.
- Há sempre lugar.