Vendas a prazo caem pelo segundo mês
consecutivo, mostra indicador SPC Brasil
Menor otimismo com as perspectivas econômicas afeta resultado. No
acumulado do quadrimestre, as vendas a prazo já acumulam perda de 1,12%
O número de consultas ao banco de dados do Serviço de Proteção ao Crédito
(SPC Brasil), que reflete o nível de atividade no comércio para compras
parceladas, repetiu o comportamento de baixa verificado no último mês e
recuou 4,42% no mês de abril na comparação com o mesmo período do ano
passado. Este é o pior resultado da série histórica, que começou em janeiro de
2012.
Indicador de Consultas para Vendas a Prazo
Variação em relação ao mesmo mês do ano anterior
Na avaliação de Roque Pellizzaro Junior, presidente da Confederação Nacional
de Dirigentes Lojistas (CNDL), o resultado é consequência do desaquecimento
da economia como um todo, influenciado principalmente pela escalada dos
juros, pela inflação no limite da meta e pelo menor crescimento da renda do
trabalhador.
"O cenário econômico é desfavorável e a inflação está comprometendo o poder
de compra dos brasileiros. Os juros estão mais caros e a massa salarial já não
cresce com tanto vigor como nos últimos anos, o que foi fundamental para
aquecer o consumo interno", avalia Pellizzaro Junior.
A perda de fôlego nas vendas a prazo também se repetiu no resultado
consolidado do ano. No acumulado dos quatro primeiros meses, frente a igual
período de 2013, as vendas somam uma queda de -1,12%.
Comparação mensal
Na comparação com março deste ano, as vendas a prazo apresentaram alta de
+1,54%.
Os economistas do SPC Brasil explicam que as vendas tradicionalmente
crescem menos em abril do que em março, por conta do efeito base de
comparação: em março, as compras costumam crescer mais de 10% após a
queda em fevereiro. Em 2014, contudo, isso não aconteceu: o crescimento em
março foi de apenas 4,18%, e, por isso, o dado de abril foi gerado a partir de
um patamar menor que o habitual.
Para a economista do SPC Brasil, Luiza Rodrigues, apesar de o crescimento
verificado em março ser melhor do que o registrado nos anos anteriores
(1,10% em abr/13 e -5,87% em abr/12), o resultado não significa,
necessariamente, uma retomada do crescimento das vendas.
“A base de comparação neste ano é mais fraca, uma vez que as vendas
cresceram menos em março (em parte por conta do feriado de Carnaval). O
efeito calendário, entretanto, não muda o fato de que as vendas estão mais
fracas este ano que no ano passado”, explica a economista.
Metodologia
O indicador de vendas a prazo é construído a partir do número de consultas
mensais à base de registros do SPC Brasil.
Baixe o material completo e a série histórica em
https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos
Informações à imprensa:
Guilherme de Almeida Ferreira
(61) 3213 2030 | (61) 8350 3942
guilherme.dealmeida@inpressoficina.com.br
Vinícius Bruno
(11) 3251-2035 | (11) 9-7142-0742 | (11) 9-4161-6181
vinicius.bruno@spcbrasil.org.br

Vendas a prazo caem pelo segundo mês consecutivo

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    Vendas a prazocaem pelo segundo mês consecutivo, mostra indicador SPC Brasil Menor otimismo com as perspectivas econômicas afeta resultado. No acumulado do quadrimestre, as vendas a prazo já acumulam perda de 1,12% O número de consultas ao banco de dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), que reflete o nível de atividade no comércio para compras parceladas, repetiu o comportamento de baixa verificado no último mês e recuou 4,42% no mês de abril na comparação com o mesmo período do ano passado. Este é o pior resultado da série histórica, que começou em janeiro de 2012. Indicador de Consultas para Vendas a Prazo Variação em relação ao mesmo mês do ano anterior Na avaliação de Roque Pellizzaro Junior, presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o resultado é consequência do desaquecimento da economia como um todo, influenciado principalmente pela escalada dos juros, pela inflação no limite da meta e pelo menor crescimento da renda do trabalhador. "O cenário econômico é desfavorável e a inflação está comprometendo o poder de compra dos brasileiros. Os juros estão mais caros e a massa salarial já não
  • 2.
    cresce com tantovigor como nos últimos anos, o que foi fundamental para aquecer o consumo interno", avalia Pellizzaro Junior. A perda de fôlego nas vendas a prazo também se repetiu no resultado consolidado do ano. No acumulado dos quatro primeiros meses, frente a igual período de 2013, as vendas somam uma queda de -1,12%. Comparação mensal Na comparação com março deste ano, as vendas a prazo apresentaram alta de +1,54%. Os economistas do SPC Brasil explicam que as vendas tradicionalmente crescem menos em abril do que em março, por conta do efeito base de comparação: em março, as compras costumam crescer mais de 10% após a queda em fevereiro. Em 2014, contudo, isso não aconteceu: o crescimento em março foi de apenas 4,18%, e, por isso, o dado de abril foi gerado a partir de um patamar menor que o habitual. Para a economista do SPC Brasil, Luiza Rodrigues, apesar de o crescimento verificado em março ser melhor do que o registrado nos anos anteriores (1,10% em abr/13 e -5,87% em abr/12), o resultado não significa, necessariamente, uma retomada do crescimento das vendas. “A base de comparação neste ano é mais fraca, uma vez que as vendas cresceram menos em março (em parte por conta do feriado de Carnaval). O efeito calendário, entretanto, não muda o fato de que as vendas estão mais fracas este ano que no ano passado”, explica a economista.
  • 3.
    Metodologia O indicador devendas a prazo é construído a partir do número de consultas mensais à base de registros do SPC Brasil. Baixe o material completo e a série histórica em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos Informações à imprensa: Guilherme de Almeida Ferreira (61) 3213 2030 | (61) 8350 3942 guilherme.dealmeida@inpressoficina.com.br Vinícius Bruno (11) 3251-2035 | (11) 9-7142-0742 | (11) 9-4161-6181 vinicius.bruno@spcbrasil.org.br