TROTE E VIOLÊCIA
Texto I
O trote universitário é uma forma de comemorar o ingresso de novas pessoas
no ensino superior e é organizado pó estudantes que já fazem parte da
faculdade a fim de garantir, consequentimente , a interação social. Nas ultimas
décadas, evidencia-se a transformação dessa pratica em mecanismo de
coação contra os novos admitidos e causa ilações pejorativas aos mesmos e a
reputação da universidade.
Os calouros, alunos recém chegados , são submetidos ás “brincadeiras” de
trotes para integrarem com outras pessoas e propiciar a maior proximidade
entre aqueles que são de curso diferentes. Entretanto,alguns destes trotes
ultrapassam os limites que resguarda os direitos morais da vítima que é
prejudicada no âmbito salutar.E potencialmente em níveis psicológicos. Dessa
forma quem sofre com tais humilhações possivelmente apresentará receio em
permanecer no curso ou até mesmo na universidade, que não é responsável
por tais atos.
É necessário que quem pratica o trote tenha em mente regida a ética e a moral
humana aliados ao pensamento solidário e crítico ao utilizar o mesmo para fins
filantrópicos como a arrecadamento de alimentos não perecíveis para doação.
Além disso, a própria instituição poderia criar uma regulamentação sobre tais
brincadeiras e garantir à punição e a não perpetuação dos atos.
Texto II
Os trotes universitários são acontecimentos que marcam a entrada do
estudante no meio universitário, como uma forma de integrar calouros com
veteranos. No Brasil, a prática se iniciou após a instalação da Corte
Portuguesa, em 1808, no Rio de Janeiro. Após a instalação, D. João VI fez
algumas melhorias no estado, construindo, dentre outras instituições, as
primeiras universidades do então Reino Unido a Portugal e Algarves.
Após ser introduzido no país, em 1931, foi registrado o primeiro caso de
morte em um trote. E ainda hoje os trotes têm se mostrado como práticas
abusivas entre os estudantes, prejudicando a vida destes e restringindo sua
integridade. São muitos os casos de acidentes - e até mortes - relacionados à
essa prática que ocorre de forma violenta. Segundo o sociólogo Antonio
Almeida, nos trotes há uma série de situações preconceituosas, injustas e
humilhantes, nas quais os alunos ficam feridos e fragilizados.
Uma CPI investigou, no estado de São Paulo, diversas denúncias de
violação dos direitos humanos nos trotes, constatando o ato como uma forma
de tortura. Porém o descaso com essa situação perigosa traz cada vez mais
acidentes e danos aos calouros.
Na tentativa de impedir que o problema perdure na sociedade brasileira é
necessária a aprovação de uma lei que proíba o trote universitário, de forma a
inibir, através de punições e multas, qualquer ação criminosa associada ao
trote. O Governo Federal também deve criar formas de as universidades
promoverem um evento que substitua o trote, garantindo a erradicação da
violência em uma etapa tão importante na vida de um jovem.

Redação trote universitário exemplo

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    TROTE E VIOLÊCIA TextoI O trote universitário é uma forma de comemorar o ingresso de novas pessoas no ensino superior e é organizado pó estudantes que já fazem parte da faculdade a fim de garantir, consequentimente , a interação social. Nas ultimas décadas, evidencia-se a transformação dessa pratica em mecanismo de coação contra os novos admitidos e causa ilações pejorativas aos mesmos e a reputação da universidade. Os calouros, alunos recém chegados , são submetidos ás “brincadeiras” de trotes para integrarem com outras pessoas e propiciar a maior proximidade entre aqueles que são de curso diferentes. Entretanto,alguns destes trotes ultrapassam os limites que resguarda os direitos morais da vítima que é prejudicada no âmbito salutar.E potencialmente em níveis psicológicos. Dessa forma quem sofre com tais humilhações possivelmente apresentará receio em permanecer no curso ou até mesmo na universidade, que não é responsável por tais atos. É necessário que quem pratica o trote tenha em mente regida a ética e a moral humana aliados ao pensamento solidário e crítico ao utilizar o mesmo para fins filantrópicos como a arrecadamento de alimentos não perecíveis para doação. Além disso, a própria instituição poderia criar uma regulamentação sobre tais brincadeiras e garantir à punição e a não perpetuação dos atos. Texto II Os trotes universitários são acontecimentos que marcam a entrada do estudante no meio universitário, como uma forma de integrar calouros com veteranos. No Brasil, a prática se iniciou após a instalação da Corte Portuguesa, em 1808, no Rio de Janeiro. Após a instalação, D. João VI fez algumas melhorias no estado, construindo, dentre outras instituições, as primeiras universidades do então Reino Unido a Portugal e Algarves. Após ser introduzido no país, em 1931, foi registrado o primeiro caso de morte em um trote. E ainda hoje os trotes têm se mostrado como práticas abusivas entre os estudantes, prejudicando a vida destes e restringindo sua integridade. São muitos os casos de acidentes - e até mortes - relacionados à essa prática que ocorre de forma violenta. Segundo o sociólogo Antonio Almeida, nos trotes há uma série de situações preconceituosas, injustas e humilhantes, nas quais os alunos ficam feridos e fragilizados. Uma CPI investigou, no estado de São Paulo, diversas denúncias de violação dos direitos humanos nos trotes, constatando o ato como uma forma
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    de tortura. Porémo descaso com essa situação perigosa traz cada vez mais acidentes e danos aos calouros. Na tentativa de impedir que o problema perdure na sociedade brasileira é necessária a aprovação de uma lei que proíba o trote universitário, de forma a inibir, através de punições e multas, qualquer ação criminosa associada ao trote. O Governo Federal também deve criar formas de as universidades promoverem um evento que substitua o trote, garantindo a erradicação da violência em uma etapa tão importante na vida de um jovem.