INTRODUÇÃO
• A palavravírus origina do
latim: veneno ou fluido
venenoso
• vírus como partículas
extracelulares - não têm
atividades metabólicas
independentes
• são incapazes de
reprodução por
cissiparidade, gemulação
ou outros processos
observados entre as
bactérias e outros
microrganismos
• PARASITAS
INTRACELULARES
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3.
HISTÓRICO
• A virologiateve seu início no
final do século XIX
• Pasteur – agentes causadores
de infecções em geral
• agentes infecciosos capazes
de passar através de filtros
• A primeira descrição do vírus
- Dmitrii Iwanowski (1892)
• doença do “mosaico do
tabaco”
• passava livremente através
dos filtros
• Reprodução da doença em
plantas sadias
albericomarcosbioifes.wordpress.com
4.
• Iwanowski ecolaboradores -
descoberto uma nova forma de
vida patogênica - seres
inanimados, mas funcionais.
• A virologia expandiu-se
consideravelmente nos primeiros
30 anos do século XIX - doenças
humanas, animais e vegetais
causadas por vírus.
• Bacteriófagos - vírus capazes de
infectar bactérias, (“comedores
de bactérias”)
• Em 1915 (TWORT), na Inglaterra
e 1917 (d`HERELLE), no instituto
Pasteur de Paris.
• Microscópio eletrônico - na
década de 30
HISTÓRICO
5.
Existem diferenças fundamentaisentre vírus e células:
a) Genoma celular é constituído por DNA e RNA -genoma
viral só se encontra um dos dois ácidos nucléicos;
b) Apresentam como constituintes orgânicos apenas
ácido nucléico e proteína;
c) Podem conter uma ou algumas enzimas -
complemento enzimático é insuficiente para reproduzir
outro vírus - sistema enzimático próprio;
d) É sempre replicado exclusivamente a partir de seu
material genético por uma célula;
e) o vírus finaliza seu processo de multiplicação por
organização de seus constituintes sintetizado pela célula.
HISTÓRICO
6.
VÍRUS - MICRORGANISMOSDE GRANDE SIMPLICIDADE
OU
MOLÉCULAS DE GRANDE COMPLEXIDADE.
HISTÓRICO
Os vírus são organismos vivos ou não?
MORFOLOGIA VIRAL
São parasitasintracelulares obrigatórios
•Microscopia eletrônica - formas, dimensões e estruturas
internas
•Cada partícula viral ou virion é constituída por:
•Cerne ou núcleo de ácido nucléico (DNA ou RNA) raras
exceções – DNA e RNAm
•Invólucro protéico denominado cápside ou capsídio; o
conjunto ácido nucléico/invólucro protéico constitui a
nucleocápside ou nucleocapsídio
•Alguns vírus possuem um envoltório, envelope ou
invólucro de glicoproteínas e/ou lipídios.
•Alguns vírus carregam proteínas que ajudam na
replicação.
MORFOLOGIA VIRAL
1. Cerneou núcleo de ácido nucléico (DNA ou RNA)
Geralmente possuem um tipo – DNA ou RNA
Fita simples (single stranded – ss) ou fita dupla
(double stranded – ds)
Informações genéticas – replicação
Quatro tipos de genomas virais:
- DNA fita dupla-dsDNA
- DNA fita simples-ssDNA
- RNA fita dupla-dsRNA
- RNA fita simples-ssRNA
Exceção: Citomegalovírus e Mimivírus – possui DNA e m-
RNAs
11.
MORFOLOGIA VIRAL
1.1. Vírusde DNA
DNA como material
genético
Replicação direta na
célula
Alguns desses vírus
possuem genoma grande
Podem ser circular ou
lineares
Exemplos: Herpesvírus,
Adenovírus e Parvovírus
12.
MORFOLOGIA VIRAL
1.2. Vírusde RNA
RNA + enzimas próprias
(transcriptases e
replicases)
podem ser fita dupla ou
simples e lineares ou
circulares
Exemplos: Influenza,
Rotavívus e Deltavírus
13.
MORFOLOGIA VIRAL
2. Cápsideou capsídio ou
Capsídeo
capa protetora –
protéica
o conjunto ácido
nucléico + invólucro
protéico constitui
NUCLEOCÁPSIDE ou
NUCLEOCAPSÍDIO
Protômeros –
subunidades idênticas –
que se unem e formam o
Capsômeros
varia de acordo com o
grupo viral
14.
MORFOLOGIA VIRAL
3. Envelopeou invólucro
Bicamada lipídica com
proteínas – glicoproteínas
Bicamada lipídica – célula
e as proteínas – codificadas
exclusivamente pelos vírus
Vírus envelopados – éter
sensíveis – os lipídeos são
dissolvidos – perde sua
infectividade
as glicoproteínas –
antígenos virais
15.
MORFOLOGIA VIRAL
4. Enzimas
Não realizam processos
metabólicos
enzimas – importante
no processo infeccioso
Retrovírus –
transcriptase reversa –
replicação
Bacteríofagos – lisozima
– perfuração da parede
celular e penetração do
genoma viral
16.
CLASSIFICAÇÃO DOS VIRUS
Podemser classificados com acordo com a simetria do cápside:
estruturas icosaédricos, helicoidais e de estrutura complexa.
17.
CLASSIFICAÇÃO DOS VIRUS
1)Vírus Icosaédricos:
Os capsômeros organizam-se em
icosaédricos (20 faces triangulares
equiláteras, 12 vértices, e 30
arestas), os capsômeros dos
vértices de cada face são chamados
“pentons” e os capsômeros das
faces de “hexons” .
Exemplos: Adenovírus (DNA),
picornavírus (RNA) e herpesvírus
(DNA)
18.
CLASSIFICAÇÃO DOS VIRUS
2)Vírus Helicoidais ou
Tubulares: Os capsômeros
organizam-se segundo
simetria do tipo helicoidal
Exemplos:
vírus do mosaico do tabaco
– não envelopado;
vírus da influenza, caxumba
(Rubulavirus) e da raiva
(Lyssavirus) - envelopados
19.
CLASSIFICAÇÃO DOS VIRUS
3)Vírus Complexos:
Possuem envelope e são
geralmente pleomórficos,
pois o envelope não é
rígido.
Exemplos:
Esféricos (arbovírus),
paralelepípedos (poxvírus;
varíola)
bacteriófagos.
20.
1. Cabeça: ocerne de ácido nucléico - (DNA na
maioria dos bacteriófagos, alguns possuem RNA)
e um capsídio proteíco.
2. Cauda: Tubular oco, com uma bainha de
filamentos espiralados de proteína contrátil e
uma placa basal a qual se ligam prolongamento
(fibras da cauda).
3. Fibras da cauda: regiões protéicas específicas de
ligação (ancoragem) do bacteriófago com a
células hospedeira.
BACTERIÓFAGO
21.
Figura 1: BacteriófagoT4. Este é um dos vírus mais complexos, sendo um
fago de E. coli e tem sido o tipo de bacteriófago mais estudado.
22.
VIRÓIDES, VIRUSÓIDES EPRIONS
• Mais recentemente foram descobertos outros três
elementos responsáveis por doenças em plantas,
animais e seres humanos
• Ainda mais simples
• VIRÓIDES - compostos apenas por RNA;
• VIRUSÓIDES - constituídos por uma molécula de RNA
envolta por uma estrutura protéica;
• PRIONS - que são de natureza protéica.
• Estes elementos têm sido estudados dentro da
virologia devido não só a semelhanças de composição e
estrutura (viróides e virusóides), mas também por
serem causadores de doenças
23.
1. VIRÓIDES
Identificadoem uma doença da batata Os
viróides são partículas de RNA, destituídas
de proteínas que, até o presente momento,
só foram encontradas em plantas.
Quanto a origem dos viróides - material
genético do hospedeiro conhecidas por
íntrons - que teriam escapado à
degradação enzimática e adquirido uma
individualidade estável.
São moléculas circulares, de fita simples,
compostas de 240-370 nucleotídeos e
intimamente associadas aos nucléolos das
células infectadas
VIRÓIDES, VIRUSÓIDES E PRIONS
24.
2. VIRUSÓIDES
•Existe umsegundo grupo de
elementos constituídos de RNA de
fita simples associado a doenças
de plantas
•características básicas: sua
multiplicação depende da
presença de um vírus auxiliar e seu
genoma está encapsidado em uma
estrutura protéica codificada
•RNA circular com 340-328
nucleotídeos.
VIRÓIDES, VIRUSÓIDES E PRIONS
25.
3. PRIONS
•Pequenas partículasinfecciosas
protéicas
•O termo prion deriva das palavras
proteínico e infeccioso, por ter sido
uma proteína a primeira
macromolécula a ser identificada no
agente infeccioso de uma doença
que acomete ovinos e caprinos,
conhecida pelo nome scrapie.
•Os prions parecem constituir, assim,
uma exceção ao princípio biológico
fundamental de que os ácidos
nucléicos seriam os elementos
mínimos de caracterização da
identidade e vitalidade dos seres.
VIRÓIDES, VIRUSÓIDES E PRIONS
26.
• Algumas hipótesespara o processo
de multiplicação dos prions:
• Proteína de prion (PrP) - poderia
servir de molde para sua própria
síntese, ou, por tradução reversa,
poderia gerar um ácido nucléico,
usando a seqüência de seus
aminoácidos.
• Algumas doenças relacionadas com
prions - encefalopatias
espongiformes subagudas
transmissíveis, ou doenças
ocasionadas por vírus“lentos”não-
convencionais.
VIRÓIDES, VIRUSÓIDES E PRIONS
27.
Doenças que atingemanimais:
• Scrapie: ovinos e caprinos
• Encefalopatia espongiforme bovina
(BSE-Bovine Spongiform
Encephalopathy): Doença da vaca
louca
Doenças que atingem o homem:
• Doença de Creutzfeld-Jacob (CJD).
• Kuru - doença que atinge o homem,
causada provavelmente por um prion
é transmitida por canibalismo ( em
tribos Fore da Nova Guiné).
VIRÓIDES, VIRUSÓIDES E PRIONS
28.
CULTIVO DOS VIRUS
1)Inoculação em animal
sensível. Ex. raiva, cão.
2) Cultivo em ovos
embrionados (galinha ou
pata)
• Utilizado principalmente
para produção de vacina,
porque é um método barato e
bem estabelecido.
3) Cultivo em células - tecidos.
4) Reconhecimento molecular
29.
MECANISMO DE INFECÇÃOVIRAL
1) Adsorção - ligação do vírus com a célula hospedeira
Vírus – estrutura proteica de superfície
Exemplo: glicoproteínas no influenza vírus e HIV
Células do hospedeiros – sítios receptores – proteínas,
polissacarídeos e lipídeos – podem estar presentes em
vários tecidos
Exemplos: acetilcolina – vírus da raiva; CD4 (antígeno
dos linfócitos) – HIV
Ligação vírus-célula – ESPECIFICA – reversível ou
irreversível
Em plantas – vírus inoculado dentro da célula da planta
por vetores - insetos
Para fins didáticos o mecanismo de infecção dos vírus é
dividido basicamente em 5 etapas:
30.
MECANISMO DE INFECÇÃOVIRAL
2) Penetração e Desnudamento - Injeção do ácido
nucléico dentro do citoplasma.
Existem quatro mecanismos:
A)Injeção do ácido nucléico: bacteriófagos
B)Endocitose: mediada por receptores – semelhante a
fagocitose
C)Fusão do envelope viral: vírus envelopado – liberação
do nucleocapsídeo
D)Translocação: não está muito esclarecido
3) Período de Eclipse: Não há aumento do numero de
partículas virais infecciosas
5) Liberação dovírus completo
da célula hospedeira
Liberação por lise celular
Vírus envelopados – envelope
é adquirido durante o
brotamento
MECANISMO DE INFECÇÃO VIRAL
MECANISMO DE INFECÇÃOFÁGICA (Bacteriófago):
Adsorção (Ancoragem) e Penetração.
•O fago liga-se aos sítios dos receptores celulares do
hospedeiro via proteínas localizadas no final das
fibras da cauda.
•Uma vez ligado à célula, uma enzima viral da cauda
perfura a parede celular e a cauda penetra injetando
o DNA dentro do citoplasma.
•No caso do fago o envoltório protéico fica do lado
de fora, mas com células eucarióticas o vírus todo
pode penetrar no citoplasma.
MECANISMO DE INFECÇÃO VIRAL
37.
Ciclo de vidados fagos: multiplicação dos bacteriófagos
MECANISMO DE INFECÇÃO VIRAL
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38.
FORMAS DE DISSEMINAÇÃODOS VIRUS
VÍRUS DE PLANTAS
Vetores: Ácaros; Cigarrinhas; Besouros; Fungos;
Nematóides
Disseminação:
- Sementes: 1/5 dos vírus, taxa variável
- Pólen
- Propagação vegetativa e enxertia
- Mecânica: operações culturais
39.
FORMAS DE DISSEMINAÇÃODOS VIRUS
VIRUS VETOR HOSPEDEIRO
Poliovirus Fezes humanas (água e
alimentos)
homem
HIV Sangue e secreções homem
Catapora aerossol homem
Febre amarela mosquito Macaco
Dengue, Zica mosquito Homem e
primata
Hepatite A Fezes humanas (água e
alimentos)
Homem
Hepatite B e C sangue Homem
Rhinovirus e
H1N1
aerossol homem
Raiva Mordida animal infectado Vertebrados
40.
NOMENCLATURA E CLASSIFICAÇÃO
A.CONCEITO DE ESPÉCIE PARA VÍRUS:
“População de genótipos virais, que através da replicação,
mutação e seleção adaptativa para um nicho ecológico
particular (vertebrado, invertebrado, planta, etc), resulta
numa linhagem divergente da fonte original. Compartilha
diversas características, mas nenhuma delas necessita ser
comum a todos os membros”.
B. CARACTERES UTILIZADOS PARA IDENDIFICAÇÃO DE
FAMÍLIA
Morfologia da partícula
Organização do genoma
Método de replicação
Número e tamanho das proteínas (estruturais e não
estruturais)
41.
NOMENCLATURA E CLASSIFICAÇÃO
FamíliaBunyaviridae
Compartilham: virion
esférico ou pleomórfico, 80
– 120 nm de diâmetro,
genoma constituído por
três moléculas de RNA
negativo ou ambisense,
todos possuem 4 proteínas
estruturais, projeções
glicoproteicas, envelope
proveniente do complexo
de Golgi ou membrana
celular, replicam-se no
citoplasma.
42.
NOMENCLATURA E CLASSIFICAÇÃO
C.CARACTERES UTILIZADOS PARA DISTINGUIR ESPÉCIES
Relacionamento da sequência do genoma
Círculo de hospedeiros naturais
Movimento na célula e tecidos
Patogenicidade e citopatologia
Modo de transmissão
Propriedades físico-químicas do virion
Propriedades antigênicas das proteínas