PROPRIEDADES
GERAIS DOS VIRUS
INTRODUÇÃO
• A palavra vírus origina do
latim: veneno ou fluido
venenoso
• vírus como partículas
extracelulares - não têm
atividades metabólicas
independentes
• são incapazes de
reprodução por
cissiparidade, gemulação
ou outros processos
observados entre as
bactérias e outros
microrganismos
• PARASITAS
INTRACELULARES
www.casalterror.com.br
HISTÓRICO
• A virologia teve seu início no
final do século XIX
• Pasteur – agentes causadores
de infecções em geral
• agentes infecciosos capazes
de passar através de filtros
• A primeira descrição do vírus
- Dmitrii Iwanowski (1892)
• doença do “mosaico do
tabaco”
• passava livremente através
dos filtros
• Reprodução da doença em
plantas sadias
albericomarcosbioifes.wordpress.com
• Iwanowski e colaboradores -
descoberto uma nova forma de
vida patogênica - seres
inanimados, mas funcionais.
• A virologia expandiu-se
consideravelmente nos primeiros
30 anos do século XIX - doenças
humanas, animais e vegetais
causadas por vírus.
• Bacteriófagos - vírus capazes de
infectar bactérias, (“comedores
de bactérias”)
• Em 1915 (TWORT), na Inglaterra
e 1917 (d`HERELLE), no instituto
Pasteur de Paris.
• Microscópio eletrônico - na
década de 30
HISTÓRICO
Existem diferenças fundamentais entre vírus e células:
a) Genoma celular é constituído por DNA e RNA -genoma
viral só se encontra um dos dois ácidos nucléicos;
b) Apresentam como constituintes orgânicos apenas
ácido nucléico e proteína;
c) Podem conter uma ou algumas enzimas -
complemento enzimático é insuficiente para reproduzir
outro vírus - sistema enzimático próprio;
d) É sempre replicado exclusivamente a partir de seu
material genético por uma célula;
e) o vírus finaliza seu processo de multiplicação por
organização de seus constituintes sintetizado pela célula.
HISTÓRICO
VÍRUS - MICRORGANISMOS DE GRANDE SIMPLICIDADE
OU
MOLÉCULAS DE GRANDE COMPLEXIDADE.
HISTÓRICO
Os vírus são organismos vivos ou não?
TAMANHO
• Tamanho reduzido de 20 nm a 250 nm
MORFOLOGIA VIRAL
São parasitas intracelulares obrigatórios
•Microscopia eletrônica - formas, dimensões e estruturas
internas
•Cada partícula viral ou virion é constituída por:
•Cerne ou núcleo de ácido nucléico (DNA ou RNA) raras
exceções – DNA e RNAm
•Invólucro protéico denominado cápside ou capsídio; o
conjunto ácido nucléico/invólucro protéico constitui a
nucleocápside ou nucleocapsídio
•Alguns vírus possuem um envoltório, envelope ou
invólucro de glicoproteínas e/ou lipídios.
•Alguns vírus carregam proteínas que ajudam na
replicação.
MORFOLOGIA VIRAL
http://julayu.blogspot.com/2015/03/virus.html
MORFOLOGIA VIRAL
1. Cerne ou núcleo de ácido nucléico (DNA ou RNA)
 Geralmente possuem um tipo – DNA ou RNA
 Fita simples (single stranded – ss) ou fita dupla
(double stranded – ds)
 Informações genéticas – replicação
 Quatro tipos de genomas virais:
- DNA fita dupla-dsDNA
- DNA fita simples-ssDNA
- RNA fita dupla-dsRNA
- RNA fita simples-ssRNA
Exceção: Citomegalovírus e Mimivírus – possui DNA e m-
RNAs
MORFOLOGIA VIRAL
1.1. Vírus de DNA
 DNA como material
genético
 Replicação direta na
célula
 Alguns desses vírus
possuem genoma grande
 Podem ser circular ou
lineares
 Exemplos: Herpesvírus,
Adenovírus e Parvovírus
MORFOLOGIA VIRAL
1.2. Vírus de RNA
 RNA + enzimas próprias
(transcriptases e
replicases)
 podem ser fita dupla ou
simples e lineares ou
circulares
 Exemplos: Influenza,
Rotavívus e Deltavírus
MORFOLOGIA VIRAL
2. Cápside ou capsídio ou
Capsídeo
 capa protetora –
protéica
o conjunto ácido
nucléico + invólucro
protéico constitui
NUCLEOCÁPSIDE ou
NUCLEOCAPSÍDIO
 Protômeros –
subunidades idênticas –
que se unem e formam o
Capsômeros
 varia de acordo com o
grupo viral
MORFOLOGIA VIRAL
3. Envelope ou invólucro
 Bicamada lipídica com
proteínas – glicoproteínas
 Bicamada lipídica – célula
e as proteínas – codificadas
exclusivamente pelos vírus
 Vírus envelopados – éter
sensíveis – os lipídeos são
dissolvidos – perde sua
infectividade
 as glicoproteínas –
antígenos virais
MORFOLOGIA VIRAL
4. Enzimas
 Não realizam processos
metabólicos
 enzimas – importante
no processo infeccioso
 Retrovírus –
transcriptase reversa –
replicação
 Bacteríofagos – lisozima
– perfuração da parede
celular e penetração do
genoma viral
CLASSIFICAÇÃO DOS VIRUS
Podem ser classificados com acordo com a simetria do cápside:
estruturas icosaédricos, helicoidais e de estrutura complexa.
CLASSIFICAÇÃO DOS VIRUS
1) Vírus Icosaédricos:

Os capsômeros organizam-se em
icosaédricos (20 faces triangulares
equiláteras, 12 vértices, e 30
arestas), os capsômeros dos
vértices de cada face são chamados
“pentons” e os capsômeros das
faces de “hexons” .
Exemplos: Adenovírus (DNA),
picornavírus (RNA) e herpesvírus
(DNA)
CLASSIFICAÇÃO DOS VIRUS
2) Vírus Helicoidais ou
Tubulares: Os capsômeros
organizam-se segundo
simetria do tipo helicoidal
Exemplos:

vírus do mosaico do tabaco
– não envelopado;

vírus da influenza, caxumba
(Rubulavirus) e da raiva
(Lyssavirus) - envelopados
CLASSIFICAÇÃO DOS VIRUS
3) Vírus Complexos:
Possuem envelope e são
geralmente pleomórficos,
pois o envelope não é
rígido.
Exemplos:

Esféricos (arbovírus),

paralelepípedos (poxvírus;
varíola)

bacteriófagos.
1. Cabeça: o cerne de ácido nucléico - (DNA na
maioria dos bacteriófagos, alguns possuem RNA)
e um capsídio proteíco.
2. Cauda: Tubular oco, com uma bainha de
filamentos espiralados de proteína contrátil e
uma placa basal a qual se ligam prolongamento
(fibras da cauda).
3. Fibras da cauda: regiões protéicas específicas de
ligação (ancoragem) do bacteriófago com a
células hospedeira.
BACTERIÓFAGO
Figura 1: Bacteriófago T4. Este é um dos vírus mais complexos, sendo um
fago de E. coli e tem sido o tipo de bacteriófago mais estudado.
VIRÓIDES, VIRUSÓIDES E PRIONS
• Mais recentemente foram descobertos outros três
elementos responsáveis por doenças em plantas,
animais e seres humanos
• Ainda mais simples
• VIRÓIDES - compostos apenas por RNA;
• VIRUSÓIDES - constituídos por uma molécula de RNA
envolta por uma estrutura protéica;
• PRIONS - que são de natureza protéica.
• Estes elementos têm sido estudados dentro da
virologia devido não só a semelhanças de composição e
estrutura (viróides e virusóides), mas também por
serem causadores de doenças
1. VIRÓIDES
 Identificado em uma doença da batata Os
viróides são partículas de RNA, destituídas
de proteínas que, até o presente momento,
só foram encontradas em plantas.
 Quanto a origem dos viróides - material
genético do hospedeiro conhecidas por
íntrons - que teriam escapado à
degradação enzimática e adquirido uma
individualidade estável.
 São moléculas circulares, de fita simples,
compostas de 240-370 nucleotídeos e
intimamente associadas aos nucléolos das
células infectadas
VIRÓIDES, VIRUSÓIDES E PRIONS
2. VIRUSÓIDES
•Existe um segundo grupo de
elementos constituídos de RNA de
fita simples associado a doenças
de plantas
•características básicas: sua
multiplicação depende da
presença de um vírus auxiliar e seu
genoma está encapsidado em uma
estrutura protéica codificada
•RNA circular com 340-328
nucleotídeos.
VIRÓIDES, VIRUSÓIDES E PRIONS
3. PRIONS
•Pequenas partículas infecciosas
protéicas
•O termo prion deriva das palavras
proteínico e infeccioso, por ter sido
uma proteína a primeira
macromolécula a ser identificada no
agente infeccioso de uma doença
que acomete ovinos e caprinos,
conhecida pelo nome scrapie.
•Os prions parecem constituir, assim,
uma exceção ao princípio biológico
fundamental de que os ácidos
nucléicos seriam os elementos
mínimos de caracterização da
identidade e vitalidade dos seres.
VIRÓIDES, VIRUSÓIDES E PRIONS
• Algumas hipóteses para o processo
de multiplicação dos prions:
• Proteína de prion (PrP) - poderia
servir de molde para sua própria
síntese, ou, por tradução reversa,
poderia gerar um ácido nucléico,
usando a seqüência de seus
aminoácidos.
• Algumas doenças relacionadas com
prions - encefalopatias
espongiformes subagudas
transmissíveis, ou doenças
ocasionadas por vírus“lentos”não-
convencionais.
VIRÓIDES, VIRUSÓIDES E PRIONS
Doenças que atingem animais:
• Scrapie: ovinos e caprinos
• Encefalopatia espongiforme bovina
(BSE-Bovine Spongiform
Encephalopathy): Doença da vaca
louca
Doenças que atingem o homem:
• Doença de Creutzfeld-Jacob (CJD).
• Kuru - doença que atinge o homem,
causada provavelmente por um prion
é transmitida por canibalismo ( em
tribos Fore da Nova Guiné).
VIRÓIDES, VIRUSÓIDES E PRIONS
CULTIVO DOS VIRUS
1) Inoculação em animal
sensível. Ex. raiva, cão.
2) Cultivo em ovos
embrionados (galinha ou
pata)
• Utilizado principalmente
para produção de vacina,
porque é um método barato e
bem estabelecido.
3) Cultivo em células - tecidos.
4) Reconhecimento molecular
MECANISMO DE INFECÇÃO VIRAL
1) Adsorção - ligação do vírus com a célula hospedeira
 Vírus – estrutura proteica de superfície
 Exemplo: glicoproteínas no influenza vírus e HIV
 Células do hospedeiros – sítios receptores – proteínas,
polissacarídeos e lipídeos – podem estar presentes em
vários tecidos
 Exemplos: acetilcolina – vírus da raiva; CD4 (antígeno
dos linfócitos) – HIV
 Ligação vírus-célula – ESPECIFICA – reversível ou
irreversível
 Em plantas – vírus inoculado dentro da célula da planta
por vetores - insetos
Para fins didáticos o mecanismo de infecção dos vírus é
dividido basicamente em 5 etapas:
MECANISMO DE INFECÇÃO VIRAL
2) Penetração e Desnudamento - Injeção do ácido
nucléico dentro do citoplasma.
 Existem quatro mecanismos:
A)Injeção do ácido nucléico: bacteriófagos
B)Endocitose: mediada por receptores – semelhante a
fagocitose
C)Fusão do envelope viral: vírus envelopado – liberação
do nucleocapsídeo
D)Translocação: não está muito esclarecido
3) Período de Eclipse: Não há aumento do numero de
partículas virais infecciosas
1. Adsorção
2. Penetração
2. Desnudamento
C
A B
D
www.microbiologiabook.com.br
Bacteriófago Endocitose
Fusão do envelope
Translocação
4) Replicação e Biossíntese –
Multiplicação e dos componentes
virais.
4.1. dsDNA – mRNA – Proteínas
(enzimas celulares ou virais)
4.2. ssDNA – dsDNA – mRNA –
Proteinas (enzimas celulares)
4.3. dsRNA – mRNA – proteínas
(enzimas virais)
4.4. ssRNA = mRNA – proteínas
(enzimas virais e celulares) ou
4.4.1. ssRNA – ssDNA – dsDNA –
mRNA – proteínas (enzimas virais -
Transcriptase reversa) - Retrovírus
MECANISMO DE INFECÇÃO VIRAL
http://www.prof2000.pt/
4.1
4.2
4.3
4.4
Retrovirus
5) Liberação do vírus completo
da célula hospedeira
Liberação por lise celular
Vírus envelopados – envelope
é adquirido durante o
brotamento
MECANISMO DE INFECÇÃO VIRAL
evunix.uevora.pt
MECANISMO DE INFECÇÃO FÁGICA (Bacteriófago):
Adsorção (Ancoragem) e Penetração.
•O fago liga-se aos sítios dos receptores celulares do
hospedeiro via proteínas localizadas no final das
fibras da cauda.
•Uma vez ligado à célula, uma enzima viral da cauda
perfura a parede celular e a cauda penetra injetando
o DNA dentro do citoplasma.
•No caso do fago o envoltório protéico fica do lado
de fora, mas com células eucarióticas o vírus todo
pode penetrar no citoplasma.
MECANISMO DE INFECÇÃO VIRAL
Ciclo de vida dos fagos: multiplicação dos bacteriófagos
MECANISMO DE INFECÇÃO VIRAL
alunosonline.com.br
FORMAS DE DISSEMINAÇÃO DOS VIRUS
VÍRUS DE PLANTAS

Vetores: Ácaros; Cigarrinhas; Besouros; Fungos;
Nematóides
Disseminação:
- Sementes: 1/5 dos vírus, taxa variável
- Pólen
- Propagação vegetativa e enxertia
- Mecânica: operações culturais
FORMAS DE DISSEMINAÇÃO DOS VIRUS
VIRUS VETOR HOSPEDEIRO
Poliovirus Fezes humanas (água e
alimentos)
homem
HIV Sangue e secreções homem
Catapora aerossol homem
Febre amarela mosquito Macaco
Dengue, Zica mosquito Homem e
primata
Hepatite A Fezes humanas (água e
alimentos)
Homem
Hepatite B e C sangue Homem
Rhinovirus e
H1N1
aerossol homem
Raiva Mordida animal infectado Vertebrados
NOMENCLATURA E CLASSIFICAÇÃO
A. CONCEITO DE ESPÉCIE PARA VÍRUS:
“População de genótipos virais, que através da replicação,
mutação e seleção adaptativa para um nicho ecológico
particular (vertebrado, invertebrado, planta, etc), resulta
numa linhagem divergente da fonte original. Compartilha
diversas características, mas nenhuma delas necessita ser
comum a todos os membros”.
B. CARACTERES UTILIZADOS PARA IDENDIFICAÇÃO DE
FAMÍLIA
Morfologia da partícula
Organização do genoma
Método de replicação
Número e tamanho das proteínas (estruturais e não
estruturais)
NOMENCLATURA E CLASSIFICAÇÃO
Família Bunyaviridae
Compartilham: virion
esférico ou pleomórfico, 80
– 120 nm de diâmetro,
genoma constituído por
três moléculas de RNA
negativo ou ambisense,
todos possuem 4 proteínas
estruturais, projeções
glicoproteicas, envelope
proveniente do complexo
de Golgi ou membrana
celular, replicam-se no
citoplasma.
NOMENCLATURA E CLASSIFICAÇÃO
C. CARACTERES UTILIZADOS PARA DISTINGUIR ESPÉCIES
Relacionamento da sequência do genoma
Círculo de hospedeiros naturais
Movimento na célula e tecidos
Patogenicidade e citopatologia
Modo de transmissão
Propriedades físico-químicas do virion
Propriedades antigênicas das proteínas
PROPRIEDADES GERAIS DOS VIRUS [Salvo automaticamente].ppt

PROPRIEDADES GERAIS DOS VIRUS [Salvo automaticamente].ppt

  • 1.
  • 2.
    INTRODUÇÃO • A palavravírus origina do latim: veneno ou fluido venenoso • vírus como partículas extracelulares - não têm atividades metabólicas independentes • são incapazes de reprodução por cissiparidade, gemulação ou outros processos observados entre as bactérias e outros microrganismos • PARASITAS INTRACELULARES www.casalterror.com.br
  • 3.
    HISTÓRICO • A virologiateve seu início no final do século XIX • Pasteur – agentes causadores de infecções em geral • agentes infecciosos capazes de passar através de filtros • A primeira descrição do vírus - Dmitrii Iwanowski (1892) • doença do “mosaico do tabaco” • passava livremente através dos filtros • Reprodução da doença em plantas sadias albericomarcosbioifes.wordpress.com
  • 4.
    • Iwanowski ecolaboradores - descoberto uma nova forma de vida patogênica - seres inanimados, mas funcionais. • A virologia expandiu-se consideravelmente nos primeiros 30 anos do século XIX - doenças humanas, animais e vegetais causadas por vírus. • Bacteriófagos - vírus capazes de infectar bactérias, (“comedores de bactérias”) • Em 1915 (TWORT), na Inglaterra e 1917 (d`HERELLE), no instituto Pasteur de Paris. • Microscópio eletrônico - na década de 30 HISTÓRICO
  • 5.
    Existem diferenças fundamentaisentre vírus e células: a) Genoma celular é constituído por DNA e RNA -genoma viral só se encontra um dos dois ácidos nucléicos; b) Apresentam como constituintes orgânicos apenas ácido nucléico e proteína; c) Podem conter uma ou algumas enzimas - complemento enzimático é insuficiente para reproduzir outro vírus - sistema enzimático próprio; d) É sempre replicado exclusivamente a partir de seu material genético por uma célula; e) o vírus finaliza seu processo de multiplicação por organização de seus constituintes sintetizado pela célula. HISTÓRICO
  • 6.
    VÍRUS - MICRORGANISMOSDE GRANDE SIMPLICIDADE OU MOLÉCULAS DE GRANDE COMPLEXIDADE. HISTÓRICO Os vírus são organismos vivos ou não?
  • 7.
  • 8.
    MORFOLOGIA VIRAL São parasitasintracelulares obrigatórios •Microscopia eletrônica - formas, dimensões e estruturas internas •Cada partícula viral ou virion é constituída por: •Cerne ou núcleo de ácido nucléico (DNA ou RNA) raras exceções – DNA e RNAm •Invólucro protéico denominado cápside ou capsídio; o conjunto ácido nucléico/invólucro protéico constitui a nucleocápside ou nucleocapsídio •Alguns vírus possuem um envoltório, envelope ou invólucro de glicoproteínas e/ou lipídios. •Alguns vírus carregam proteínas que ajudam na replicação.
  • 9.
  • 10.
    MORFOLOGIA VIRAL 1. Cerneou núcleo de ácido nucléico (DNA ou RNA)  Geralmente possuem um tipo – DNA ou RNA  Fita simples (single stranded – ss) ou fita dupla (double stranded – ds)  Informações genéticas – replicação  Quatro tipos de genomas virais: - DNA fita dupla-dsDNA - DNA fita simples-ssDNA - RNA fita dupla-dsRNA - RNA fita simples-ssRNA Exceção: Citomegalovírus e Mimivírus – possui DNA e m- RNAs
  • 11.
    MORFOLOGIA VIRAL 1.1. Vírusde DNA  DNA como material genético  Replicação direta na célula  Alguns desses vírus possuem genoma grande  Podem ser circular ou lineares  Exemplos: Herpesvírus, Adenovírus e Parvovírus
  • 12.
    MORFOLOGIA VIRAL 1.2. Vírusde RNA  RNA + enzimas próprias (transcriptases e replicases)  podem ser fita dupla ou simples e lineares ou circulares  Exemplos: Influenza, Rotavívus e Deltavírus
  • 13.
    MORFOLOGIA VIRAL 2. Cápsideou capsídio ou Capsídeo  capa protetora – protéica o conjunto ácido nucléico + invólucro protéico constitui NUCLEOCÁPSIDE ou NUCLEOCAPSÍDIO  Protômeros – subunidades idênticas – que se unem e formam o Capsômeros  varia de acordo com o grupo viral
  • 14.
    MORFOLOGIA VIRAL 3. Envelopeou invólucro  Bicamada lipídica com proteínas – glicoproteínas  Bicamada lipídica – célula e as proteínas – codificadas exclusivamente pelos vírus  Vírus envelopados – éter sensíveis – os lipídeos são dissolvidos – perde sua infectividade  as glicoproteínas – antígenos virais
  • 15.
    MORFOLOGIA VIRAL 4. Enzimas Não realizam processos metabólicos  enzimas – importante no processo infeccioso  Retrovírus – transcriptase reversa – replicação  Bacteríofagos – lisozima – perfuração da parede celular e penetração do genoma viral
  • 16.
    CLASSIFICAÇÃO DOS VIRUS Podemser classificados com acordo com a simetria do cápside: estruturas icosaédricos, helicoidais e de estrutura complexa.
  • 17.
    CLASSIFICAÇÃO DOS VIRUS 1)Vírus Icosaédricos:  Os capsômeros organizam-se em icosaédricos (20 faces triangulares equiláteras, 12 vértices, e 30 arestas), os capsômeros dos vértices de cada face são chamados “pentons” e os capsômeros das faces de “hexons” . Exemplos: Adenovírus (DNA), picornavírus (RNA) e herpesvírus (DNA)
  • 18.
    CLASSIFICAÇÃO DOS VIRUS 2)Vírus Helicoidais ou Tubulares: Os capsômeros organizam-se segundo simetria do tipo helicoidal Exemplos:  vírus do mosaico do tabaco – não envelopado;  vírus da influenza, caxumba (Rubulavirus) e da raiva (Lyssavirus) - envelopados
  • 19.
    CLASSIFICAÇÃO DOS VIRUS 3)Vírus Complexos: Possuem envelope e são geralmente pleomórficos, pois o envelope não é rígido. Exemplos:  Esféricos (arbovírus),  paralelepípedos (poxvírus; varíola)  bacteriófagos.
  • 20.
    1. Cabeça: ocerne de ácido nucléico - (DNA na maioria dos bacteriófagos, alguns possuem RNA) e um capsídio proteíco. 2. Cauda: Tubular oco, com uma bainha de filamentos espiralados de proteína contrátil e uma placa basal a qual se ligam prolongamento (fibras da cauda). 3. Fibras da cauda: regiões protéicas específicas de ligação (ancoragem) do bacteriófago com a células hospedeira. BACTERIÓFAGO
  • 21.
    Figura 1: BacteriófagoT4. Este é um dos vírus mais complexos, sendo um fago de E. coli e tem sido o tipo de bacteriófago mais estudado.
  • 22.
    VIRÓIDES, VIRUSÓIDES EPRIONS • Mais recentemente foram descobertos outros três elementos responsáveis por doenças em plantas, animais e seres humanos • Ainda mais simples • VIRÓIDES - compostos apenas por RNA; • VIRUSÓIDES - constituídos por uma molécula de RNA envolta por uma estrutura protéica; • PRIONS - que são de natureza protéica. • Estes elementos têm sido estudados dentro da virologia devido não só a semelhanças de composição e estrutura (viróides e virusóides), mas também por serem causadores de doenças
  • 23.
    1. VIRÓIDES  Identificadoem uma doença da batata Os viróides são partículas de RNA, destituídas de proteínas que, até o presente momento, só foram encontradas em plantas.  Quanto a origem dos viróides - material genético do hospedeiro conhecidas por íntrons - que teriam escapado à degradação enzimática e adquirido uma individualidade estável.  São moléculas circulares, de fita simples, compostas de 240-370 nucleotídeos e intimamente associadas aos nucléolos das células infectadas VIRÓIDES, VIRUSÓIDES E PRIONS
  • 24.
    2. VIRUSÓIDES •Existe umsegundo grupo de elementos constituídos de RNA de fita simples associado a doenças de plantas •características básicas: sua multiplicação depende da presença de um vírus auxiliar e seu genoma está encapsidado em uma estrutura protéica codificada •RNA circular com 340-328 nucleotídeos. VIRÓIDES, VIRUSÓIDES E PRIONS
  • 25.
    3. PRIONS •Pequenas partículasinfecciosas protéicas •O termo prion deriva das palavras proteínico e infeccioso, por ter sido uma proteína a primeira macromolécula a ser identificada no agente infeccioso de uma doença que acomete ovinos e caprinos, conhecida pelo nome scrapie. •Os prions parecem constituir, assim, uma exceção ao princípio biológico fundamental de que os ácidos nucléicos seriam os elementos mínimos de caracterização da identidade e vitalidade dos seres. VIRÓIDES, VIRUSÓIDES E PRIONS
  • 26.
    • Algumas hipótesespara o processo de multiplicação dos prions: • Proteína de prion (PrP) - poderia servir de molde para sua própria síntese, ou, por tradução reversa, poderia gerar um ácido nucléico, usando a seqüência de seus aminoácidos. • Algumas doenças relacionadas com prions - encefalopatias espongiformes subagudas transmissíveis, ou doenças ocasionadas por vírus“lentos”não- convencionais. VIRÓIDES, VIRUSÓIDES E PRIONS
  • 27.
    Doenças que atingemanimais: • Scrapie: ovinos e caprinos • Encefalopatia espongiforme bovina (BSE-Bovine Spongiform Encephalopathy): Doença da vaca louca Doenças que atingem o homem: • Doença de Creutzfeld-Jacob (CJD). • Kuru - doença que atinge o homem, causada provavelmente por um prion é transmitida por canibalismo ( em tribos Fore da Nova Guiné). VIRÓIDES, VIRUSÓIDES E PRIONS
  • 28.
    CULTIVO DOS VIRUS 1)Inoculação em animal sensível. Ex. raiva, cão. 2) Cultivo em ovos embrionados (galinha ou pata) • Utilizado principalmente para produção de vacina, porque é um método barato e bem estabelecido. 3) Cultivo em células - tecidos. 4) Reconhecimento molecular
  • 29.
    MECANISMO DE INFECÇÃOVIRAL 1) Adsorção - ligação do vírus com a célula hospedeira  Vírus – estrutura proteica de superfície  Exemplo: glicoproteínas no influenza vírus e HIV  Células do hospedeiros – sítios receptores – proteínas, polissacarídeos e lipídeos – podem estar presentes em vários tecidos  Exemplos: acetilcolina – vírus da raiva; CD4 (antígeno dos linfócitos) – HIV  Ligação vírus-célula – ESPECIFICA – reversível ou irreversível  Em plantas – vírus inoculado dentro da célula da planta por vetores - insetos Para fins didáticos o mecanismo de infecção dos vírus é dividido basicamente em 5 etapas:
  • 30.
    MECANISMO DE INFECÇÃOVIRAL 2) Penetração e Desnudamento - Injeção do ácido nucléico dentro do citoplasma.  Existem quatro mecanismos: A)Injeção do ácido nucléico: bacteriófagos B)Endocitose: mediada por receptores – semelhante a fagocitose C)Fusão do envelope viral: vírus envelopado – liberação do nucleocapsídeo D)Translocação: não está muito esclarecido 3) Período de Eclipse: Não há aumento do numero de partículas virais infecciosas
  • 31.
  • 32.
  • 33.
    4) Replicação eBiossíntese – Multiplicação e dos componentes virais. 4.1. dsDNA – mRNA – Proteínas (enzimas celulares ou virais) 4.2. ssDNA – dsDNA – mRNA – Proteinas (enzimas celulares) 4.3. dsRNA – mRNA – proteínas (enzimas virais) 4.4. ssRNA = mRNA – proteínas (enzimas virais e celulares) ou 4.4.1. ssRNA – ssDNA – dsDNA – mRNA – proteínas (enzimas virais - Transcriptase reversa) - Retrovírus MECANISMO DE INFECÇÃO VIRAL http://www.prof2000.pt/ 4.1 4.2 4.3 4.4 Retrovirus
  • 34.
    5) Liberação dovírus completo da célula hospedeira Liberação por lise celular Vírus envelopados – envelope é adquirido durante o brotamento MECANISMO DE INFECÇÃO VIRAL
  • 35.
  • 36.
    MECANISMO DE INFECÇÃOFÁGICA (Bacteriófago): Adsorção (Ancoragem) e Penetração. •O fago liga-se aos sítios dos receptores celulares do hospedeiro via proteínas localizadas no final das fibras da cauda. •Uma vez ligado à célula, uma enzima viral da cauda perfura a parede celular e a cauda penetra injetando o DNA dentro do citoplasma. •No caso do fago o envoltório protéico fica do lado de fora, mas com células eucarióticas o vírus todo pode penetrar no citoplasma. MECANISMO DE INFECÇÃO VIRAL
  • 37.
    Ciclo de vidados fagos: multiplicação dos bacteriófagos MECANISMO DE INFECÇÃO VIRAL alunosonline.com.br
  • 38.
    FORMAS DE DISSEMINAÇÃODOS VIRUS VÍRUS DE PLANTAS  Vetores: Ácaros; Cigarrinhas; Besouros; Fungos; Nematóides Disseminação: - Sementes: 1/5 dos vírus, taxa variável - Pólen - Propagação vegetativa e enxertia - Mecânica: operações culturais
  • 39.
    FORMAS DE DISSEMINAÇÃODOS VIRUS VIRUS VETOR HOSPEDEIRO Poliovirus Fezes humanas (água e alimentos) homem HIV Sangue e secreções homem Catapora aerossol homem Febre amarela mosquito Macaco Dengue, Zica mosquito Homem e primata Hepatite A Fezes humanas (água e alimentos) Homem Hepatite B e C sangue Homem Rhinovirus e H1N1 aerossol homem Raiva Mordida animal infectado Vertebrados
  • 40.
    NOMENCLATURA E CLASSIFICAÇÃO A.CONCEITO DE ESPÉCIE PARA VÍRUS: “População de genótipos virais, que através da replicação, mutação e seleção adaptativa para um nicho ecológico particular (vertebrado, invertebrado, planta, etc), resulta numa linhagem divergente da fonte original. Compartilha diversas características, mas nenhuma delas necessita ser comum a todos os membros”. B. CARACTERES UTILIZADOS PARA IDENDIFICAÇÃO DE FAMÍLIA Morfologia da partícula Organização do genoma Método de replicação Número e tamanho das proteínas (estruturais e não estruturais)
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    NOMENCLATURA E CLASSIFICAÇÃO FamíliaBunyaviridae Compartilham: virion esférico ou pleomórfico, 80 – 120 nm de diâmetro, genoma constituído por três moléculas de RNA negativo ou ambisense, todos possuem 4 proteínas estruturais, projeções glicoproteicas, envelope proveniente do complexo de Golgi ou membrana celular, replicam-se no citoplasma.
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    NOMENCLATURA E CLASSIFICAÇÃO C.CARACTERES UTILIZADOS PARA DISTINGUIR ESPÉCIES Relacionamento da sequência do genoma Círculo de hospedeiros naturais Movimento na célula e tecidos Patogenicidade e citopatologia Modo de transmissão Propriedades físico-químicas do virion Propriedades antigênicas das proteínas