Certa vez, estávamos, eu e meu amigo,
                                         atravessando o deserto. De repente meu
                                         amigo percebeu uma forma intrigante
                                         confundindo-se com o horizonte. Era a
                                         imagem de um homem envolto na areia
                                         arremessada pela tempestade e o som
                                         inquieto do vento entre as dunas. A
                                         princípio achávamos que não passava de
                                         mais uma miragem produzida pelo calor e o
                                         cansaço. No entanto, ao nos aproximarmos
                                         o homem pediu-nos um pouco de água e
                                         comida      para     que    pudesse     se
                                         recompor. Aproximei-me de meu camelo e
                                         peguei os cinco pães que lá estavam, por
                                         sua vez, meu amigo trouxe os três pães que
                                         possuía. Decidimos, então, junta-los e
                                         dividi-los em três partes iguais. Ao
                                         decorrer da viajem cada um de nós comeu o
                                         equivalente      à      do     pão     que
                                         dispúnhamos. Ao      chegarmos    a   uma
                                         esplêndida cidade, a uns dois dias de
                                         viagem, ficamos encantados com tamanha
                                         beleza. Por sua vez, quando estávamos indo
                                         embora, fomos abordados por um guarda
                                         do palácio que nos disse:

- O príncipe Felipe II deseja vê-los
imediatamente no palácio.
Olhamos-nos,        estranhando    tal
convite, e fomos imediatamente até o
palácio. Foi então, que descobrimos
que o homem que salvamos da morte
no deserto era na realidade Príncipe
Felipe II. Ele, aproximando-se de nós,
disse:
-Soldado de ao matemático 5 barras
de ouro e ao seu amigo 3.

-Sim, meu     príncipe.   O   guarda
respondeu.
                                         Vendo tal equivoco contestei-o:
-Meus     caros    amigos     estás
                                         - Não, meu senhor, está recompensa é
recompensa     que   lhes  dou é
                                         proporcional ao que tínhamos, e não ao que
proporcional ao que vocês me deram
                                         lhe demos.
de comer no deserto.                     -É, meu senhor, o matemático tem razão. No

                                         deserto eu tinha 3 pães e comi    o que é
                                         quase três.


A história acima nos mostra que o conceito de proporção tem uma importância
muito grande. Mas as ideais de proporção não são utilizadas somente em
matemática, nós frequentemente empregamos proporção em nosso dia-a-dia,
embora sem utilizar os símbolos matemáticos. Quando fazemos crítica sobre uma
estátua, dizemos que "ela tem uma cabeça muito grande, se comparado com
o corpo". Por isso, o estudo de proporções é de inestimável valor para nós, já que
vários temas da matemática, a serem desenvolvidos, são baseados nas
proporções. Por isso estudaremos mais a fundo os conceitos que consta na
história que você acabou de ler.

RAZÕES:

             Razão do número a para o número b (diferente de zero)
             é o quociente de a por b.



Indicamos:

  ou a : b (lemos: a para b)

Os números a e b são os termos da razão. O valor de a é chamado de antecedente
e b, consequente da razão.

RAZÕES DE DUAS GRANDEZAS:


      Razão de duas grandezas, dadas em
      certa ordem, é a razão entre a
      medida da primeira grandeza e a
      medida da segunda.




Se as grandezas são de mesma espécie, suas medidas devem ser expressas na
mesma unidade. Neste caso, a razão é um número puro.

PROPORÇÃO:

Dados quatro números (15,3, 20 e4), como razão entre os dois primeiros números
(15 e 3) é igual à razão entre os últimos (20 e 4), isto é:




Dizemos que os números 15, 3, 20 e 4, nesta ordem, formam uma proporção, que
expressamos mediante a igualdade das duas razões:
Assim:



            Dados, em certa ordem, quatro
            números (a, b, c, e d) diferentes de
            zero, dizemos que eles formam uma
            proporção quando a razão entre os
            dois primeiros (a e b) é igual à razão
            entre os dois últimos.




Simbolicamente representamos uma proporção como:




E lemos: "a está para b, assim como c está para d".


ELEMENTOS:

      a, b, c, d são termos
      a e c são antecedentes
      b e d são consequentes
      a e d são extremos
      b e c são meios

PROPRIEDADE FUNDAMENTAL:

                Em toda proporção, o produto dos extremos é igual
                ao produto dos meios.

SÉRIE DE RAZÕES IGUAIS:

Considere as razões:




Vemos que todas são iguais a 2. Logo, podemos escrever:
Essa expressão é denominada série de razões iguais ou proporções múltiplas.
Em símbolos:




NOTA: A proporção é um caso particular em que a série de razões se reduz a duas
razões.

PROPRIEDADE FUNDAMENTAL:

        Em uma série de razões iguais, a soma dos antecedentes está para
        a soma dos consequentes, assim como qualquer antecedente está
        para o seu respectivo consequente.

Agora temos condições de determinar qual deverão ser as verdadeiras
recompensas do matemático e seu amigo. Vamos lá? Vamos chamar de x a
recompensa do matemático e vamos chamar de y a recompensa de seu amigo.
Como as recompensas são diretamente proporcionais ao que deram de pão ao
príncipe, ou seja:

      O matemático tinha 5 pães e comeu       , logo deu ao príncipe o equivalente
      à:




      O amigo do matemático tinha 3 pães e comeu           logo deu ao príncipe o
      equivalente à:



      Sendo assim temos:




      Note que



      Note que a soma das recompensas deverá ser igual à quantidade de pães
      que possuíam, ou seja:



      De (1), (2) e (3) obtemos a seguinte divisão proporcional é:
Portanto, o matemático receberá 7 barras de ouro, enquanto o amigo do matemático
recebeu 3 barras de ouro.




Obs.: o teorema acima admite recíproca.

Proporção

  • 1.
    Certa vez, estávamos,eu e meu amigo, atravessando o deserto. De repente meu amigo percebeu uma forma intrigante confundindo-se com o horizonte. Era a imagem de um homem envolto na areia arremessada pela tempestade e o som inquieto do vento entre as dunas. A princípio achávamos que não passava de mais uma miragem produzida pelo calor e o cansaço. No entanto, ao nos aproximarmos o homem pediu-nos um pouco de água e comida para que pudesse se recompor. Aproximei-me de meu camelo e peguei os cinco pães que lá estavam, por sua vez, meu amigo trouxe os três pães que possuía. Decidimos, então, junta-los e dividi-los em três partes iguais. Ao decorrer da viajem cada um de nós comeu o equivalente à do pão que dispúnhamos. Ao chegarmos a uma esplêndida cidade, a uns dois dias de viagem, ficamos encantados com tamanha beleza. Por sua vez, quando estávamos indo embora, fomos abordados por um guarda do palácio que nos disse: - O príncipe Felipe II deseja vê-los imediatamente no palácio. Olhamos-nos, estranhando tal convite, e fomos imediatamente até o palácio. Foi então, que descobrimos que o homem que salvamos da morte no deserto era na realidade Príncipe Felipe II. Ele, aproximando-se de nós, disse: -Soldado de ao matemático 5 barras de ouro e ao seu amigo 3. -Sim, meu príncipe. O guarda respondeu. Vendo tal equivoco contestei-o: -Meus caros amigos estás - Não, meu senhor, está recompensa é recompensa que lhes dou é proporcional ao que tínhamos, e não ao que proporcional ao que vocês me deram lhe demos. de comer no deserto. -É, meu senhor, o matemático tem razão. No deserto eu tinha 3 pães e comi o que é quase três. A história acima nos mostra que o conceito de proporção tem uma importância muito grande. Mas as ideais de proporção não são utilizadas somente em matemática, nós frequentemente empregamos proporção em nosso dia-a-dia,
  • 2.
    embora sem utilizaros símbolos matemáticos. Quando fazemos crítica sobre uma estátua, dizemos que "ela tem uma cabeça muito grande, se comparado com o corpo". Por isso, o estudo de proporções é de inestimável valor para nós, já que vários temas da matemática, a serem desenvolvidos, são baseados nas proporções. Por isso estudaremos mais a fundo os conceitos que consta na história que você acabou de ler. RAZÕES: Razão do número a para o número b (diferente de zero) é o quociente de a por b. Indicamos: ou a : b (lemos: a para b) Os números a e b são os termos da razão. O valor de a é chamado de antecedente e b, consequente da razão. RAZÕES DE DUAS GRANDEZAS: Razão de duas grandezas, dadas em certa ordem, é a razão entre a medida da primeira grandeza e a medida da segunda. Se as grandezas são de mesma espécie, suas medidas devem ser expressas na mesma unidade. Neste caso, a razão é um número puro. PROPORÇÃO: Dados quatro números (15,3, 20 e4), como razão entre os dois primeiros números (15 e 3) é igual à razão entre os últimos (20 e 4), isto é: Dizemos que os números 15, 3, 20 e 4, nesta ordem, formam uma proporção, que expressamos mediante a igualdade das duas razões:
  • 3.
    Assim: Dados, em certa ordem, quatro números (a, b, c, e d) diferentes de zero, dizemos que eles formam uma proporção quando a razão entre os dois primeiros (a e b) é igual à razão entre os dois últimos. Simbolicamente representamos uma proporção como: E lemos: "a está para b, assim como c está para d". ELEMENTOS: a, b, c, d são termos a e c são antecedentes b e d são consequentes a e d são extremos b e c são meios PROPRIEDADE FUNDAMENTAL: Em toda proporção, o produto dos extremos é igual ao produto dos meios. SÉRIE DE RAZÕES IGUAIS: Considere as razões: Vemos que todas são iguais a 2. Logo, podemos escrever:
  • 4.
    Essa expressão édenominada série de razões iguais ou proporções múltiplas. Em símbolos: NOTA: A proporção é um caso particular em que a série de razões se reduz a duas razões. PROPRIEDADE FUNDAMENTAL: Em uma série de razões iguais, a soma dos antecedentes está para a soma dos consequentes, assim como qualquer antecedente está para o seu respectivo consequente. Agora temos condições de determinar qual deverão ser as verdadeiras recompensas do matemático e seu amigo. Vamos lá? Vamos chamar de x a recompensa do matemático e vamos chamar de y a recompensa de seu amigo. Como as recompensas são diretamente proporcionais ao que deram de pão ao príncipe, ou seja: O matemático tinha 5 pães e comeu , logo deu ao príncipe o equivalente à: O amigo do matemático tinha 3 pães e comeu logo deu ao príncipe o equivalente à: Sendo assim temos: Note que Note que a soma das recompensas deverá ser igual à quantidade de pães que possuíam, ou seja: De (1), (2) e (3) obtemos a seguinte divisão proporcional é:
  • 5.
    Portanto, o matemáticoreceberá 7 barras de ouro, enquanto o amigo do matemático recebeu 3 barras de ouro. Obs.: o teorema acima admite recíproca.