PRÁTICA DE ENSINO - EDUCAÇÃO INCLUSIVA
1. ETAPA 1 - INICIE AQUI SUA PRÁTICA DE ENSINO!
1.1. LEIA ATENTAMENTE AS ORIENTAÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO
DA PRÁTICA DE ENSINO!
Dados da escola visitada:
Escola: E.B.M. Pedro Álvares Cabral
Nível de ensino: Ensino Fundamental (séries iniciais e séries finais).
(X) Pública
( ) Privada
2. ETAPA 2 - CARTA DE AUTORIZAÇÃO
2.1. PEÇA AUTORIZAÇÃO! CHEGOU A HORA DE IMPRIMIR AS CARTAS E
LEVÁ-LAS A ESCOLA ESCOLHIDA.
3. ETAPA 3 – ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DA PRÁTICA DE ENSINO
3.1. PLANEJAMENTO PARA A CONSTRUÇÃO DO RELATÓRIO DA PRÁTICA DE
ENSINO
Nome da acadêmica: Alice Borges Sutil
Curso: Licenciatura em Letras
Polo: Otacílio Costa/SC
Foto:
4. ETAPA 4 - MÃO NA MASSA!
4.1. MÃO NA MASSA!
Entrevista com o professor(a) do AEE (Atendimento Educacional Especializado)
Profissional entrevistada: Sandra
Formação: Educação Especial
Entrevista:
1 – A escola possuí alunos com deficiência? Quantos alunos e quais as deficiências?
R: Sim, aproximadamente 93 alunos. As deficiências apresentadas pelos alunos são: TEA
(Transtorno do Espectro Autista), DI E TDAH.
2 – A escola possui sala de Atendimento Educacional Especializado? Se não possui sala
de AEE os alunos recebem esse atendimento em outra instituição?
R: Sim.
3 – Em relação aos professores que acompanham os alunos da Educação Especial qual a
formação acadêmica?
R: Educação Especial.
4 – A Instituição de ensino do ponto de vista da proposta de educação para todos e do
princípio da escola inclusiva, identifica necessidades de ajustes, especialmente no que se
refere a: Projeto pedagógico? Prática pedagógica? Relação entre a educação especial e o
ensino comum? Como são realizados esses ajustes?
R: Sim, sempre haverá ajustes a serem feitos, pois cada aluno é diferente, inclusive em se
tratando do aprendizado, mesmo que estes tenham o mesmo diagnóstico. Esses ajustes
teoricamente deveriam ser realizados em conjunto, sendo este o professor regente, ao qual é
especialista da disciplina e o 2º professor ao qual é especialista em educação especial e que
consequentemente saberá orientar o regente em relação aquele(s) aluno(s) com necessidades
especiais. Porém, a realidade é que o segundo professor planeja as atividades sozinho, sem ter
o pleno conhecimento de determinadas disciplinas e inclusive sem o acesso ao planejamento
do professor regente.
5 – O contexto escolar permite discussões e propicia medidas diferenciadas
metodológicas e de avaliação e promoção que contemplam as diferenças individuais dos
alunos? A escola favorece e estimula a diversificação de técnicas, procedimentos e
estratégias de ensino, de modo que ajuste o processo de ensino e aprendizagem às
características, potencialidades e capacidades dos alunos?
R: Sim, é discutido e proporcionado metodologias e promoções diversificadas.
6 - Como se dá a identificação e avaliação diagnóstica dos alunos que apresentam
dificuldades de aprendizagem e possam ter alguma deficiência?
R: Avaliação descritiva, a qual é realizada semestralmente.
7 - A escola assume a responsabilidade na identificação e avaliação diagnóstica dos
alunos que apresentam necessidades educacionais especiais, com o apoio dos setores do
sistema e outras articulações?
R: Sim.
8 - Como acontece o planejamento, adaptações curriculares e avaliação dos alunos com
deficiência? Os outros professores participam de todo o processo ou é uma tarefa que
cabe apenas ao 2º professor?
R: Teoricamente os professores regentes deveriam participar do processo de adaptação,
porém poucos professores fazem essa participação, ficando toda a responsabilidade incumbida
ao segundo professor, inclusive a avaliação e o planejamento de atividades adaptadas, aos
quais deveriam ser realizadas juntamente com o professor regente.
9 - Como o professor da turma planeja diariamente suas atividades inclusivas para
todos os alunos da classe?
R: Infelizmente, na maior parte das aulas quem adapta esse planejamento é somente o
segundo professor.
10 - Como ocorre a interação entre os alunos com e sem deficiência no processo de
aprendizagem?
R: Geralmente os alunos sem deficiência auxiliam os alunos com deficiência conforme o
entendimento de cada um acerca da disciplina.
11 - Como ocorre a participação da família nas decisões relacionadas à vida escolar do
aluno com deficiência?
R: Essa participação depende da realidade e da visão que a família tem em relação as
deficiências e as limitações advindas destas, por isso, nem sempre os pais são participativos
na vida escolar do filho(a) e alguns são até mesmo negligentes em relação a vida escolar do
filho(a).
12 - Os professores da escola são capacitados e especializados, respectivamente, para o
atendimento às necessidades educacionais dos alunos?
R: Sim
13 - Como a experiência da educação inclusiva em sala de aula tem contribuído para a
sua prática docente? (Breve relato do professor da turma).
R: A experiência da educação inclusiva contribuiu para a compreensão de que cada aluno tem
um tempo e uma maneira diferente de aprender e que isso deve ser respeitado por todos
inclusive pela escola e o corpo docente.
PLANO DE AULA
Turma: 6º ano.
Habilidade (EF67LP32) “Conhecer a acentuação gráfica e perceber as relações com a
prosódia.”
1º momento: aula expositiva dialogada, com conteúdo no quadro.
2º momento: Exercícios da apostila didática.
Aqui foi realizado uma adaptação no que tange aos exercícios, pois o aluno não apresenta
dificuldade em acompanhar a explicação e copiar a matéria, a dificuldade deste é nos
exercícios, e por isso para ele foi adaptado os exercícios de acentuação aos quais seriam
realizados por este em forma de cruzadinha onde o aluno teria que acentuar as palavras e
completar a cruzadinha a qual de um lado colocava as palavras com acento agudo e no outro
lado acento circunflexo.
5. ETAPA 5 - EVIDÊNCIAS
5.1. EVIDÊNCIAS DA EXECUÇÃO DA PRÁTICA DE ENSINO EM CAMPO
Imagem 1. Acadêmica Alice em frente a escola escolhida para a pesquisa de campo da prática de ensino. Foto
tirada na E.B.M Pedro Álvares Cabral, Otacílio Costa/SC - 05.04.2024.
Imagem 2. Acadêmica Alice no ambiente escolar, em frente a sala do AEE onde foi realizada a entrevista.
Observação: a equipe gestora não se sentiu a vontade para fazer o registro, por isso foi tirada uma foto somente
da acadêmica. Foto tirada na E.B.M Pedro Álvares Cabral, Otacílio Costa/SC - 05.04.2024.
Imagem 3. Acadêmica Alice entrevistando a Professora Sandra, a qual é responsável pelo atendimento do AEE
na escola. Foto tirada na E.B.M Pedro Álvares Cabral, Otacílio Costa/SC - 05.04.2024.
6. ETAPA 6 - INTRODUÇÃO
6.1. RELATÓRIO DA PRÁTICA DE ENSINO - INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
Nos últimos tempos, nota-se que é de fundamental importância a educação inclusiva nas
escolas, pois no cenário atual, no que se trata de educação, se faz muito presente as
neurodivergências em sala de aula, as quais já estão sendo aprofundadas inclusive na
graduação.
No que tange ao presente trabalho, o objetivo é observar como funciona na prática o trabalho
com alunos neurodivergentes e como são feitas as adaptações curriculares. Bem como a
participação do corpo docente na totalidade em relação às atividades e ao processo avaliativo
desses alunos, os quais serão aprofundados no decorrer deste trabalho.
As metodologias utilizadas foram a entrevista com o profissional do AEE, da escola e
também os planos de aula, bem como a execução destes que a acadêmica já vem realizando
como professora de Língua Portuguesa.
Por fim, serão relatadas as experiências da acadêmica, bem como os resultados da entrevista,
onde serão pontuadas a relação entre teoria e prática por meio do funcionamento, ou ausência
deste, em cada pergunta realizada na entrevista.
7. ETAPA 7 - DESENVOLVIMENTO
7.1. RELATÓRIO DA PRÁTICA DE ENSINO - DESENVOLVIMENTO
DESENVOLVIMENTO
1. IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA
O presente trabalho, no que tange à ida a campo, foi realizado na escola Pedro Álvares
Cabral, a partir de uma entrevista realizada com a profissional que trabalha na sala do AEE
(Atendimento Educacional Especializado) no dia 05 de abril de 2024.
A escola na qual foi realizada a entrevista conta atualmente com aproximadamente 700
alunos e dentre eles cerca de 93 alunos neurodivergentes, com diagnósticos de TEA, TDAH e
DI.
Estes alunos contam com profissionais especializados em Educação Especial, sendo uma
responsável pelo AEE (Atendimento Educacional Especializado) e os demais profissionais
acompanham estes alunos em sala de aula.
2. ANÁLISE DA ENTREVISTA REALIZADA COM A PROFESSORA DO AEE
2.1. CONHECENDO OS TIPOS DE NEURODIVERGÊNCIAS ATENDIDAS PELA
ESCOLA.
Primeiramente, deve-se ter o conhecimento acerca de cada neurodivergência apresentada
pelos alunos e quais são as limitações decorrentes destas, por isso, será tratado das
neurodivergências apresentadas na entrevista, as quais se fazem presente em alguns alunos da
instituição escolar.
O TEA, como é conhecido popularmente se trata do Transtorno do Espectro Autista que
conforme Martins (2022) “o TEA é um distúrbio caracterizado pela alteração das funções do
neurodesenvolvimento do indivíduo, interferindo na capacidade de comunicação, linguagem,
interação social e comportamento.” Ou seja, a escola deve ter todo o cuidado com alunos que
têm esse diagnóstico, pois a adaptação destes pode se complexar devido à sua seletividade em
relação às atividades. Além de outras dificuldades que podem envolver a fala e também a
relação com professores e colegas, já que alunos com TEA têm dificuldades muito maiores no
que tange à adaptação.
Já o DI (Deficiência intelectual), de acordo com Pimenta (2017), “A deficiência intelectual é
caracterizada por limitações nas habilidades mentais gerais. Essas habilidades estão ligadas à
inteligência, raciocínio, resolução de problemas e planejamento, entre outras.” Em se tratando
dessa deficiência, é preciso compreender que esse aluno terá muitas limitações no que tange à
sua aprendizagem. Porém, é preciso garantir que este aprenda, no mínimo, assuntos e
conteúdos necessários à sua sobrevivência, e consequentemente a escola não deve excluir ou
segregar o aluno que tenha este problema.
O TDAH como é conhecido o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, segundo
Bader (2024) “O TDAH é caracterizado por sintomas de desatenção e/ou hiperatividade,
como se distrair com frequência, não conseguir completar tarefas no tempo determinado,
dificuldade para manter o foco e agitação constante.” Em outras palavras, alunos com esse
diagnóstico apresentam dificuldades nas atividades escolares diárias. Pois, como foi
mencionado por Bader pessoas com TDAH são geralmente desatentas e não conseguem
manter o foco, por isso, o professor deve estar sempre por perto não só para auxiliar este
aluno em suas atividades como para auxiliá-lo a manter-se focado.
Por fim, salienta-se a importância de conhecer cada neurodivergência para as atividades
serem guiadas da melhor forma possível. Aqui salienta-se ainda a importância do AEE,
principalmente nas escolas públicas, por ser este profissional que auxiliará os alunos no que
tange ao seu desenvolvimento escolar a partir dos problemas e questionamentos dos alunos e
não da dificuldade em si, como nas aulas de apoio, por exemplo.
2.2. FUNCIONAMENTO DAS ADAPTAÇÕES E AJUSTES
Conforme a resposta da pergunta 4 da entrevista, as adaptações curriculares, bem como as
avaliações, devem ser realizadas pelo professor regente/especialista do componente curricular
juntamente com o 2º professor, o qual é especialista em Educação Especial. Já que a união dos
dois conhecimentos, sendo estes do componente curricular e das limitações do aluno, bem
como deve ser realizada a intervenção e adaptação, traz uma grande melhoria e evolução para
o educando, porém, isso não ocorre na realidade.
Segundo a professora Sandra, professora a qual foi entrevistada, o relato que ela recebe das
suas colegas de profissão é que são poucos os professores que auxiliam nas adaptações das
atividades. E que este profissional realiza sozinho e muitas vezes sem o acesso ao
planejamento do professor regente, dificultando tanto o trabalho desses professores quanto o
desenvolvimento dos alunos.
Ainda no que tange à avaliação desses alunos com laudos, muitos professores sequer notam a
existência desses alunos em sala e consequentemente não sabem em quais conteúdos e temas
este aluno tem mais afinidade e no qual ele apresenta extrema dificuldade. Atrapalhando tanto
o trabalho do 2º professor quanto o desenvolvimento do aluno com o laudo.
Por fim, ressalta-se que os professores deveriam ter mais consciência em relação a estes
alunos, pois não é um laudo que fará com que ele não precise da ajuda e da atenção do
professor regente como os demais alunos. Já que estes têm os mesmos direitos que os demais
têm e também necessitam do conhecimento até mesmo para a sobrevivência, assim como os
demais alunos.
2.3. A PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NA VIDA ESCOLAR DO ALUNO
NEURODIVERGENTE
Em consonância ao que foi respondido na entrevista e à conversa com a professora do AEE, a
participação da família depende da realidade dessas pessoas e também da visão que a família
tem em relação às neurodivergências.
Algumas famílias são participativas e acompanham o desenvolvimento do filho, o que é
fundamental, pois esse acompanhamento para alunos que não são neurodivergentes já é
fundamental e para estes alunos mais ainda. Porém, algumas famílias são negligentes em
relação a participação na vida escolar do filho(a), principalmente pela falta de aceitação do
problema do mesmo.
Por fim, destaca – se que é de suma importância a participação da família na vida escolar dos
alunos com neurodivergências,pois essa participação ajudará a criança ou adolescente a
desenvolver melhor os seus conhecimentos, bem como facilita o trabalho do 2º professor e
também de todo o corpo docente.
2.4. RELATO DE EXPERIÊNCIA
Durante o trabalho da acadêmica em sala de aula, inúmeras vezes foram e ainda são
necessárias adaptar atividades aos alunos com determinados laudos. Esses alunos, em alguns
temas, têm uma habilidade fascinante e, em outras, necessitam da ajuda e suporte do
professor.
As atividades adaptadas são planejadas juntamente com o 2º professor, ao qual dá auxílio e
ideias em relação às atividades, se esta é adequada ou não para o discente. Pois, dependendo
do conhecimento que ele tem, é preciso retomar conceitos vistos anteriormente e até em anos
anteriores para que o entendimento do aluno não seja prejudicado.
Por fim, esta experiência tem sido enriquecedora, porque faz com que o professor perceba
que ninguém aprende tudo ao mesmo tempo, que nem todo mundo compreende aulas que têm
sempre o mesmo recurso. Pois um recurso não atende todos os alunos igualmente e que estes
alunos com neurodivergências devem ser vistos de modo especial e com maior atenção.
8. ETAPA 8 - CONCLUSÃO
8.1. RELATÓRIO DA PRÁTICA DE ENSINO - CONCLUSÃO
CONCLUSÃO
Em virtude dos fatos aqui apresentados, conclui-se que a Educação Especial, bem como o
atendimento educacional especializado–AEE têm uma grande importância na vida escolar dos
alunos de inclusão.
Destaca-se que é preciso que os professores de outros componentes curriculares tenham um
olhar mais atento aos alunos neurodivergentes e também aos segundos professores, os quais
muitas vezes lutam sozinhos por esses alunos sem o apoio e sem a contribuição dos demais
professores.
Recorda-se ainda que, de forma alguma, os professores especialistas são superiores aos
segundos professores e vice-versa, o que deve ser feito é a ajuda mútua entre estes e ter
humildade em pedir ajuda reciprocamente quando se faz necessário.
Por fim, essa experiência foi enriquecedora e ajudou a ter uma visão mais ampla em relação à
educação inclusiva nas escolas, bem como a sua importância.
9. ETAPA 9 - REFERÊNCIAS
9.1. RELATÓRIO DA PRÁTICA DE ENSINO - REFERÊNCIAS
REFERÊNCIAS
‌
BADER, Patrícia. Sintomas de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Disponível
em: <https://www.tuasaude.com/sintomas-de-hiperatividade/>. Acesso em: 13 maio. 2024.
MARTINS, Fran. TEA: saiba o que é o Transtorno do Espectro Autista e como o SUS
tem dado assistência a pacientes e familiares. Disponível em:
<https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/abril/tea-saiba-o-que-e-o-transtorno-
do-espectro-autista-e-como-o-sus-tem-dado-assistencia-a-pacientes-e-familiares>. Acesso em:
13 maio. 2024.
PIMENTA, T. Deficiência Intelectual: principais características, sintomas e tratamento.
Disponível em: <https://www.vittude.com/blog/deficiencia-intelectual-caracteristicas-
sintomas/>. Acesso em: 13 maio. 2024.
10. ETAPA 10 - DÚVIDAS FREQUENTES
10.1. APROVEITE PARA CONSULTAR QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS DÚVIDAS
RELACIONADAS À PRÁTICA DE ENSINO!
11.
12.

Projeto (1).docx prática de ensino educação inclusiva

  • 1.
    PRÁTICA DE ENSINO- EDUCAÇÃO INCLUSIVA 1. ETAPA 1 - INICIE AQUI SUA PRÁTICA DE ENSINO! 1.1. LEIA ATENTAMENTE AS ORIENTAÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO DA PRÁTICA DE ENSINO! Dados da escola visitada: Escola: E.B.M. Pedro Álvares Cabral Nível de ensino: Ensino Fundamental (séries iniciais e séries finais). (X) Pública ( ) Privada 2. ETAPA 2 - CARTA DE AUTORIZAÇÃO 2.1. PEÇA AUTORIZAÇÃO! CHEGOU A HORA DE IMPRIMIR AS CARTAS E LEVÁ-LAS A ESCOLA ESCOLHIDA.
  • 2.
    3. ETAPA 3– ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DA PRÁTICA DE ENSINO 3.1. PLANEJAMENTO PARA A CONSTRUÇÃO DO RELATÓRIO DA PRÁTICA DE ENSINO Nome da acadêmica: Alice Borges Sutil Curso: Licenciatura em Letras Polo: Otacílio Costa/SC Foto:
  • 3.
    4. ETAPA 4- MÃO NA MASSA! 4.1. MÃO NA MASSA! Entrevista com o professor(a) do AEE (Atendimento Educacional Especializado) Profissional entrevistada: Sandra Formação: Educação Especial Entrevista: 1 – A escola possuí alunos com deficiência? Quantos alunos e quais as deficiências? R: Sim, aproximadamente 93 alunos. As deficiências apresentadas pelos alunos são: TEA (Transtorno do Espectro Autista), DI E TDAH. 2 – A escola possui sala de Atendimento Educacional Especializado? Se não possui sala de AEE os alunos recebem esse atendimento em outra instituição? R: Sim.
  • 4.
    3 – Emrelação aos professores que acompanham os alunos da Educação Especial qual a formação acadêmica? R: Educação Especial. 4 – A Instituição de ensino do ponto de vista da proposta de educação para todos e do princípio da escola inclusiva, identifica necessidades de ajustes, especialmente no que se refere a: Projeto pedagógico? Prática pedagógica? Relação entre a educação especial e o ensino comum? Como são realizados esses ajustes? R: Sim, sempre haverá ajustes a serem feitos, pois cada aluno é diferente, inclusive em se tratando do aprendizado, mesmo que estes tenham o mesmo diagnóstico. Esses ajustes teoricamente deveriam ser realizados em conjunto, sendo este o professor regente, ao qual é especialista da disciplina e o 2º professor ao qual é especialista em educação especial e que consequentemente saberá orientar o regente em relação aquele(s) aluno(s) com necessidades especiais. Porém, a realidade é que o segundo professor planeja as atividades sozinho, sem ter o pleno conhecimento de determinadas disciplinas e inclusive sem o acesso ao planejamento do professor regente. 5 – O contexto escolar permite discussões e propicia medidas diferenciadas metodológicas e de avaliação e promoção que contemplam as diferenças individuais dos alunos? A escola favorece e estimula a diversificação de técnicas, procedimentos e estratégias de ensino, de modo que ajuste o processo de ensino e aprendizagem às características, potencialidades e capacidades dos alunos? R: Sim, é discutido e proporcionado metodologias e promoções diversificadas. 6 - Como se dá a identificação e avaliação diagnóstica dos alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem e possam ter alguma deficiência?
  • 5.
    R: Avaliação descritiva,a qual é realizada semestralmente. 7 - A escola assume a responsabilidade na identificação e avaliação diagnóstica dos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais, com o apoio dos setores do sistema e outras articulações? R: Sim. 8 - Como acontece o planejamento, adaptações curriculares e avaliação dos alunos com deficiência? Os outros professores participam de todo o processo ou é uma tarefa que cabe apenas ao 2º professor? R: Teoricamente os professores regentes deveriam participar do processo de adaptação, porém poucos professores fazem essa participação, ficando toda a responsabilidade incumbida ao segundo professor, inclusive a avaliação e o planejamento de atividades adaptadas, aos quais deveriam ser realizadas juntamente com o professor regente. 9 - Como o professor da turma planeja diariamente suas atividades inclusivas para todos os alunos da classe? R: Infelizmente, na maior parte das aulas quem adapta esse planejamento é somente o segundo professor. 10 - Como ocorre a interação entre os alunos com e sem deficiência no processo de aprendizagem? R: Geralmente os alunos sem deficiência auxiliam os alunos com deficiência conforme o entendimento de cada um acerca da disciplina.
  • 6.
    11 - Comoocorre a participação da família nas decisões relacionadas à vida escolar do aluno com deficiência? R: Essa participação depende da realidade e da visão que a família tem em relação as deficiências e as limitações advindas destas, por isso, nem sempre os pais são participativos na vida escolar do filho(a) e alguns são até mesmo negligentes em relação a vida escolar do filho(a). 12 - Os professores da escola são capacitados e especializados, respectivamente, para o atendimento às necessidades educacionais dos alunos? R: Sim 13 - Como a experiência da educação inclusiva em sala de aula tem contribuído para a sua prática docente? (Breve relato do professor da turma). R: A experiência da educação inclusiva contribuiu para a compreensão de que cada aluno tem um tempo e uma maneira diferente de aprender e que isso deve ser respeitado por todos inclusive pela escola e o corpo docente. PLANO DE AULA Turma: 6º ano. Habilidade (EF67LP32) “Conhecer a acentuação gráfica e perceber as relações com a prosódia.” 1º momento: aula expositiva dialogada, com conteúdo no quadro.
  • 7.
    2º momento: Exercíciosda apostila didática. Aqui foi realizado uma adaptação no que tange aos exercícios, pois o aluno não apresenta dificuldade em acompanhar a explicação e copiar a matéria, a dificuldade deste é nos exercícios, e por isso para ele foi adaptado os exercícios de acentuação aos quais seriam realizados por este em forma de cruzadinha onde o aluno teria que acentuar as palavras e completar a cruzadinha a qual de um lado colocava as palavras com acento agudo e no outro lado acento circunflexo. 5. ETAPA 5 - EVIDÊNCIAS 5.1. EVIDÊNCIAS DA EXECUÇÃO DA PRÁTICA DE ENSINO EM CAMPO Imagem 1. Acadêmica Alice em frente a escola escolhida para a pesquisa de campo da prática de ensino. Foto tirada na E.B.M Pedro Álvares Cabral, Otacílio Costa/SC - 05.04.2024.
  • 8.
    Imagem 2. AcadêmicaAlice no ambiente escolar, em frente a sala do AEE onde foi realizada a entrevista. Observação: a equipe gestora não se sentiu a vontade para fazer o registro, por isso foi tirada uma foto somente da acadêmica. Foto tirada na E.B.M Pedro Álvares Cabral, Otacílio Costa/SC - 05.04.2024. Imagem 3. Acadêmica Alice entrevistando a Professora Sandra, a qual é responsável pelo atendimento do AEE na escola. Foto tirada na E.B.M Pedro Álvares Cabral, Otacílio Costa/SC - 05.04.2024. 6. ETAPA 6 - INTRODUÇÃO 6.1. RELATÓRIO DA PRÁTICA DE ENSINO - INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO
  • 9.
    Nos últimos tempos,nota-se que é de fundamental importância a educação inclusiva nas escolas, pois no cenário atual, no que se trata de educação, se faz muito presente as neurodivergências em sala de aula, as quais já estão sendo aprofundadas inclusive na graduação. No que tange ao presente trabalho, o objetivo é observar como funciona na prática o trabalho com alunos neurodivergentes e como são feitas as adaptações curriculares. Bem como a participação do corpo docente na totalidade em relação às atividades e ao processo avaliativo desses alunos, os quais serão aprofundados no decorrer deste trabalho. As metodologias utilizadas foram a entrevista com o profissional do AEE, da escola e também os planos de aula, bem como a execução destes que a acadêmica já vem realizando como professora de Língua Portuguesa. Por fim, serão relatadas as experiências da acadêmica, bem como os resultados da entrevista, onde serão pontuadas a relação entre teoria e prática por meio do funcionamento, ou ausência deste, em cada pergunta realizada na entrevista. 7. ETAPA 7 - DESENVOLVIMENTO 7.1. RELATÓRIO DA PRÁTICA DE ENSINO - DESENVOLVIMENTO DESENVOLVIMENTO 1. IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA O presente trabalho, no que tange à ida a campo, foi realizado na escola Pedro Álvares Cabral, a partir de uma entrevista realizada com a profissional que trabalha na sala do AEE (Atendimento Educacional Especializado) no dia 05 de abril de 2024.
  • 10.
    A escola naqual foi realizada a entrevista conta atualmente com aproximadamente 700 alunos e dentre eles cerca de 93 alunos neurodivergentes, com diagnósticos de TEA, TDAH e DI. Estes alunos contam com profissionais especializados em Educação Especial, sendo uma responsável pelo AEE (Atendimento Educacional Especializado) e os demais profissionais acompanham estes alunos em sala de aula. 2. ANÁLISE DA ENTREVISTA REALIZADA COM A PROFESSORA DO AEE 2.1. CONHECENDO OS TIPOS DE NEURODIVERGÊNCIAS ATENDIDAS PELA ESCOLA. Primeiramente, deve-se ter o conhecimento acerca de cada neurodivergência apresentada pelos alunos e quais são as limitações decorrentes destas, por isso, será tratado das neurodivergências apresentadas na entrevista, as quais se fazem presente em alguns alunos da instituição escolar. O TEA, como é conhecido popularmente se trata do Transtorno do Espectro Autista que conforme Martins (2022) “o TEA é um distúrbio caracterizado pela alteração das funções do neurodesenvolvimento do indivíduo, interferindo na capacidade de comunicação, linguagem, interação social e comportamento.” Ou seja, a escola deve ter todo o cuidado com alunos que têm esse diagnóstico, pois a adaptação destes pode se complexar devido à sua seletividade em relação às atividades. Além de outras dificuldades que podem envolver a fala e também a relação com professores e colegas, já que alunos com TEA têm dificuldades muito maiores no que tange à adaptação. Já o DI (Deficiência intelectual), de acordo com Pimenta (2017), “A deficiência intelectual é caracterizada por limitações nas habilidades mentais gerais. Essas habilidades estão ligadas à inteligência, raciocínio, resolução de problemas e planejamento, entre outras.” Em se tratando
  • 11.
    dessa deficiência, épreciso compreender que esse aluno terá muitas limitações no que tange à sua aprendizagem. Porém, é preciso garantir que este aprenda, no mínimo, assuntos e conteúdos necessários à sua sobrevivência, e consequentemente a escola não deve excluir ou segregar o aluno que tenha este problema. O TDAH como é conhecido o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, segundo Bader (2024) “O TDAH é caracterizado por sintomas de desatenção e/ou hiperatividade, como se distrair com frequência, não conseguir completar tarefas no tempo determinado, dificuldade para manter o foco e agitação constante.” Em outras palavras, alunos com esse diagnóstico apresentam dificuldades nas atividades escolares diárias. Pois, como foi mencionado por Bader pessoas com TDAH são geralmente desatentas e não conseguem manter o foco, por isso, o professor deve estar sempre por perto não só para auxiliar este aluno em suas atividades como para auxiliá-lo a manter-se focado. Por fim, salienta-se a importância de conhecer cada neurodivergência para as atividades serem guiadas da melhor forma possível. Aqui salienta-se ainda a importância do AEE, principalmente nas escolas públicas, por ser este profissional que auxiliará os alunos no que tange ao seu desenvolvimento escolar a partir dos problemas e questionamentos dos alunos e não da dificuldade em si, como nas aulas de apoio, por exemplo. 2.2. FUNCIONAMENTO DAS ADAPTAÇÕES E AJUSTES Conforme a resposta da pergunta 4 da entrevista, as adaptações curriculares, bem como as avaliações, devem ser realizadas pelo professor regente/especialista do componente curricular juntamente com o 2º professor, o qual é especialista em Educação Especial. Já que a união dos dois conhecimentos, sendo estes do componente curricular e das limitações do aluno, bem como deve ser realizada a intervenção e adaptação, traz uma grande melhoria e evolução para o educando, porém, isso não ocorre na realidade. Segundo a professora Sandra, professora a qual foi entrevistada, o relato que ela recebe das suas colegas de profissão é que são poucos os professores que auxiliam nas adaptações das atividades. E que este profissional realiza sozinho e muitas vezes sem o acesso ao
  • 12.
    planejamento do professorregente, dificultando tanto o trabalho desses professores quanto o desenvolvimento dos alunos. Ainda no que tange à avaliação desses alunos com laudos, muitos professores sequer notam a existência desses alunos em sala e consequentemente não sabem em quais conteúdos e temas este aluno tem mais afinidade e no qual ele apresenta extrema dificuldade. Atrapalhando tanto o trabalho do 2º professor quanto o desenvolvimento do aluno com o laudo. Por fim, ressalta-se que os professores deveriam ter mais consciência em relação a estes alunos, pois não é um laudo que fará com que ele não precise da ajuda e da atenção do professor regente como os demais alunos. Já que estes têm os mesmos direitos que os demais têm e também necessitam do conhecimento até mesmo para a sobrevivência, assim como os demais alunos. 2.3. A PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NA VIDA ESCOLAR DO ALUNO NEURODIVERGENTE Em consonância ao que foi respondido na entrevista e à conversa com a professora do AEE, a participação da família depende da realidade dessas pessoas e também da visão que a família tem em relação às neurodivergências. Algumas famílias são participativas e acompanham o desenvolvimento do filho, o que é fundamental, pois esse acompanhamento para alunos que não são neurodivergentes já é fundamental e para estes alunos mais ainda. Porém, algumas famílias são negligentes em relação a participação na vida escolar do filho(a), principalmente pela falta de aceitação do problema do mesmo. Por fim, destaca – se que é de suma importância a participação da família na vida escolar dos alunos com neurodivergências,pois essa participação ajudará a criança ou adolescente a desenvolver melhor os seus conhecimentos, bem como facilita o trabalho do 2º professor e também de todo o corpo docente.
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    2.4. RELATO DEEXPERIÊNCIA Durante o trabalho da acadêmica em sala de aula, inúmeras vezes foram e ainda são necessárias adaptar atividades aos alunos com determinados laudos. Esses alunos, em alguns temas, têm uma habilidade fascinante e, em outras, necessitam da ajuda e suporte do professor. As atividades adaptadas são planejadas juntamente com o 2º professor, ao qual dá auxílio e ideias em relação às atividades, se esta é adequada ou não para o discente. Pois, dependendo do conhecimento que ele tem, é preciso retomar conceitos vistos anteriormente e até em anos anteriores para que o entendimento do aluno não seja prejudicado. Por fim, esta experiência tem sido enriquecedora, porque faz com que o professor perceba que ninguém aprende tudo ao mesmo tempo, que nem todo mundo compreende aulas que têm sempre o mesmo recurso. Pois um recurso não atende todos os alunos igualmente e que estes alunos com neurodivergências devem ser vistos de modo especial e com maior atenção. 8. ETAPA 8 - CONCLUSÃO 8.1. RELATÓRIO DA PRÁTICA DE ENSINO - CONCLUSÃO CONCLUSÃO Em virtude dos fatos aqui apresentados, conclui-se que a Educação Especial, bem como o atendimento educacional especializado–AEE têm uma grande importância na vida escolar dos alunos de inclusão.
  • 14.
    Destaca-se que épreciso que os professores de outros componentes curriculares tenham um olhar mais atento aos alunos neurodivergentes e também aos segundos professores, os quais muitas vezes lutam sozinhos por esses alunos sem o apoio e sem a contribuição dos demais professores. Recorda-se ainda que, de forma alguma, os professores especialistas são superiores aos segundos professores e vice-versa, o que deve ser feito é a ajuda mútua entre estes e ter humildade em pedir ajuda reciprocamente quando se faz necessário. Por fim, essa experiência foi enriquecedora e ajudou a ter uma visão mais ampla em relação à educação inclusiva nas escolas, bem como a sua importância. 9. ETAPA 9 - REFERÊNCIAS 9.1. RELATÓRIO DA PRÁTICA DE ENSINO - REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS ‌ BADER, Patrícia. Sintomas de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Disponível em: <https://www.tuasaude.com/sintomas-de-hiperatividade/>. Acesso em: 13 maio. 2024. MARTINS, Fran. TEA: saiba o que é o Transtorno do Espectro Autista e como o SUS tem dado assistência a pacientes e familiares. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/abril/tea-saiba-o-que-e-o-transtorno- do-espectro-autista-e-como-o-sus-tem-dado-assistencia-a-pacientes-e-familiares>. Acesso em: 13 maio. 2024. PIMENTA, T. Deficiência Intelectual: principais características, sintomas e tratamento. Disponível em: <https://www.vittude.com/blog/deficiencia-intelectual-caracteristicas- sintomas/>. Acesso em: 13 maio. 2024.
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    10. ETAPA 10- DÚVIDAS FREQUENTES 10.1. APROVEITE PARA CONSULTAR QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS DÚVIDAS RELACIONADAS À PRÁTICA DE ENSINO! 11. 12.