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CAPÍTULO 2 – CRESCIMENTO ESPIRITUAL
O BATISMO DE ARREPENDIMENTO
O batismo nas águas é o rito do ingresso na Igreja Cristã e simboliza o começo da vida
espiritual. Assim nos fala Romanos 6: 3-4: “Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados
em Cristo Jesus fomos batizados na Sua morte? De sorte que fomos sepultados com Ele pelo
batismo na morte, para que, como Cristo ressurgiu dentre os mortos, pela glória do Pai, assim
andemos nós também em novidade de vida”.
Vimos então o significado do batismo: a descida do convertido às águas retrata a morte de Cristo,
já efetuada, e simboliza a morte e sepultamento de seu “velho homem”. A seguir, seu
levantamento das águas recorda a ressurreição de Jesus, já ocorrida, e simboliza a ressurreição
do convertido, para viver em “novidade de vida”.
O batismo nas águas, em si, não tem poder para salvar – a salvação vem através da fé no
sacrifício do sangue de Jesus Cristo e na aceitação de Jesus como Senhor e Salvador de sua
vida. E a purificação de vida ocorrida no batismo é simbólica, proporcionando-nos apenas um
posicionamento inicial para o crescimento espiritual. Mas o batismo nos reforça a sensação de
pertencermos a Deus, como ensina 1 Pedro 3: 21: “...o qual (o batismo) não é o despojamento da
imundície da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio da
ressurreição de Jesus Cristo”.
Além disso, é essencial guardarmos a completa obediência a Cristo, que em Mateus 28: 19,
assim ordenou: “Portanto, ide e fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do
Pai e do Filho e do Espírito Santo”.
O batismo nas águas significa que o convertido, pela fé, “vestiu-se de Cristo”, (isto é, do profundo
desejo de ter seu caráter transformado, segundo o modelo do caráter de Cristo, para poder
crescer espiritualmente), de modo que os homens podem ver Cristo nele, como se vê o uniforme
no soldado. Pelo rito do batismo, o convertido, figurativamente falando, e de forma pública, “veste
a camisa” de Jesus Cristo.
Com isto, o convertido que se batizou está também dando um poderoso testemunho de
mudança de vida para a platéia – buscando edificá-la e dar um bom exemplo aos familiares
e amigos que ainda não deram este passo – para si próprio, como um compromisso de
vida cristã, e para o mundo espiritual, como um novo homem, que mudou de lado.
Em Atos 2: 38, vemos que a pregação de Pedro acerca do sacrifício de Jesus, resultou na
conversão e batismo de quase três mil pessoas, em um só dia: “...Arrependei-vos, e que cada
um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo...”.
Para que seu batismo seja pleno de significado é necessário que você se arrependa
sinceramente de seus pecados e expresse uma fé viva no Senhor Jesus Cristo.
Se você ainda não se batizou, peça agora, neste momento, que o consolidador o inclua na
próximo cerimônia de batismo em nossa igreja!
A CEIA DO SENHOR
A Ceia do Senhor é, como o batismo de arrependimento, uma ordenança de Jesus Cristo para
nós, e como tal, devemos obedecê-la.
A Ceia do Senhor é um memorial da obra redentora de Jesus, uma proclamação de Seu
sacrifício e vitória, como vemos por 1 Coríntios 11: 23-23: “...o Senhor Jesus, na noite em que foi
traído, tomou o pão, o partiu, e disse: Isto é o meu corpo que é entregue por vós; fazei isto em
memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a
Nova Aliança no meu sangue; fazei isto todas as vezes que beberdes, em memória de mim”.
Cada vez que um grupo de cristãos se reúne para celebrar a Ceia do Senhor, estão relembrando
o sacrifício expiatório de Jesus Cristo, através do qual, alcançamos o perdão dos pecados e a
libertação do domínio do pecado sobre nossas vidas. A Ceia do Senhor é um memorial dessas
bênçãos tremendas que recebemos de Deus, através de Jesus Cristo, em um momento de
gratidão a Deus por isso.
Jesus, em João 6: 35, diz: “Eu sou o Pão da Vida. Aquele que vem a mim não terá fome...”.
Vemos então que o simbolismo do pão partido, no relato acima da Ceia do Senhor, é que o Pão
teve que ser partido, na morte de cruz, a fim de ser distribuído entre todos os que estavam, estão
e estarão espiritualmente famintos!
Para melhor entendermos o real significado do sacrifício de sangue de Jesus por nós, precisamos
ler Êxodo 12: 1-14 e 21-27: ali vemos que a libertação do Povo de Deus, de sua escravidão no
Egito, principiou na décima praga, a da morte dos primogênitos egípcios. E a proteção de Deus
para cada família de Seu povo se deu através da uma aliança de sangue: pela aplicação, na
verga das portas de suas casas, do sangue de um cordeiro consagrado e sacrificado a Deus.
Com isso, o anjo da morte se desviava das casas assim aliançadas, “passando sobre” elas,
expressão que é o significado original da palavra Páscoa.
O sacrifício de sangue de um animal era a maneira que Deus havia dado para proteger e purificar
Seu povo dos pecados. E a razão disso é que o sangue é princípio da vida e que sem
derramamento de sangue inocente não há remissão dos pecados (Hebreus 9: 22).
A aliança de sangue entre Deus e Seu povo permaneceu através do Senhor Jesus. O sacrifício
do sangue inocente de Jesus Cristo por nós ocorreu durante uma celebração da Páscoa – a
Festa da Libertação – e transformou Jesus no Cordeiro de Deus e em Nossa Páscoa!
A aliança de sangue com o Senhor, através de um cordeirinho proporcionou a
libertação material, ou seja, física, da escravidão no Egito. Enquanto que quando a aliança de
sangue foi executada através de Jesus, o Cordeiro de Deus, ela realizou e continua realizando a
libertação espiritual do povo de Deus da escravidão dos pecados e sua salvação.
Vemos então que o simbolismo do vinho na Ceia do Senhor nos diz que o sangue inocente de
Jesus Cristo, o qual é a Sua vida, foi derramado na morte, a fim de que Seu poder expiador
pudesse ser distribuído para a salvação de muitos.
Além disso, a Ceia do Senhor nos proporciona uma comunhão com Jesus no presente! Pois
ele próprio vem para o nosso meio, como vemos por 1 Coríntios 10: 16: “Não é o cálice de
bênção, que abençoamos, a comunhão do sangue de Cristo? E não é o pão que partimos a
comunhão do corpo de Cristo?”. Quando celebramos a Ceia do Senhor, Jesus quer ter comunhão
conosco! Afinal, esta cerimônia é chamada de Ceia do Senhor porque é d’Ele, e não nossa!
A Ceia do Senhor nos possibilita também uma comunhão com a Igreja, o Corpo de Cristo,
como vimos na mesma passagem acima.
Para que esta nossa comunhão com Jesus possa ser a melhor possível, e Deus venha a
atuar com poder em nossas vidas, temos que dela participar de forma digna – discernindo tratar-
se de um momento sagrado e fundamental da fé cristã – e também confessar previamente
nossos pecados, para que não permaneçamos desanimados ou enfermos, como nos mostra 1
Coríntios 11: 27-30: “Portanto, qualquer que comer o pão ou beber o cálice do Senhor,
indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se o homem a si mesmo
antes de comer deste pão e beber deste cálice... Por causa disto, há entre vós muitos fracos e
doentes...”.
Vemos, na passagem do Salmo 32: 3, que foi isso o que Davi sentiu em seu corpo, enquanto
esteve calado, sem se examinar e confessar seus pecados: “Enquanto calei os meus pecados,
envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia”.
A Ceia do Senhor é o rito de comunhão e simboliza a continuidade da vida espiritual, a qual
necessita estar sempre sendo alimentada, para alcançar crescimento.
A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO
O Espírito Santo é uma Pessoa da Trindade Divina. Ele tem personalidade, não se tratando
apenas de uma força, ou de uma influência. O Espírito Santo é Deus! Ele tem os mesmos
atributos de Deus, como a eternidade, a onipotência, a onisciência, a onipresença, a sabedoria, e
outros. O Espírito Santo age poderosamente sobre dois tipos de homens:
a) Aqueles que ainda não se reconciliaram com Deus, pelo Senhor Jesus:
O mundo estava perecendo no pecado, mas ignorava o triste estado em que se encontrava.
Havia, então, uma grande necessidade de alguém que o convencesse não somente da realidade
do pecado, como também da sua natureza e das suas consequências. O mundo precisava, ainda,
ser convencido de que Cristo veio salvá-lo do pecado. Esta lição foi resumida por Jesus, em João
16: 8-11: “Quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Do pecado,
porque não creem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais; do juízo,
porque já o príncipe deste mundo está julgado”.
Aqui vemos que o Espírito Santo age sobre os homens ainda não convertidos, como “um
promotor de justiça”, trabalhando para mostrar-lhes o pecado em que vivem, de forma a
convencê-los a receber a Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador.
Repare a profundidade infinita do amor de Deus por nós, pois, além de sacrificar Seu Filho Jesus
para nos oferecer a Sua salvação, ele enviou também o Seu Espírito, para trabalhar no mesmo
objetivo, convencendo o mundo do pecado, da justiça e do juízo! Tudo quanto era possível
fazer para levar o homem ao arrependimento e à salvação, Deus já fez!
b) Nos cristãos:
O Espírito Santo age sobre os cristão consolando-os, santificando-os e revestindo-os com o
poder de Deus.
b.1) O consolador
O Espírito Santo nos consola em nossas fraquezas, intercedendo por nós, como
mostra Romanos 8: 26: “Da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas: Não
sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com
gemidos inexprimíveis”. Ele também nos ajuda, instruindo-nos e trazendo-nos à memória os
ensinos de Jesus, como João 14: 26 revela: “Mas o Consolador, os Espírito Santo, que o Pai
enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho
dito”.
b.2) O santificador
No dia em que aceitamos a Cristo como nosso Senhor e Salvador, transformamo-nos na morada
do Espírito Santo. Ele passa a habitar dentro de nós, como revela 1 Coríntios 6: 19-20: “Ou não
sabeis que o nosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de
Deus? Não sois de vós mesmos; fostes comprados por bom preço. Glorificai, pois, a Deus no
vosso corpo (e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus)”. O cristão então é chamado
“santo” e seu dever é rogar ao Espírito Santo que venha a promover um verdadeiro processo de
santificação de sua vida, ao mesmo tempo em que deve guardar a santidade inicial já
conquistada deste templo, isto é, de seu corpo.
b.3) O doador de poder
O Espírito Santo nos reveste com o poder de Deus para que possamos ter uma vida cristã reta e
direita, apresentando sempre crescimento espiritual, e também para que possamos bem
desempenhar – com eficiência – o papel que Deus espera de nós, a Seu serviço! Trata-se do
batismo no Espírito Santo e das unções especiais para servirmos ao Senhor.
O BATISMO DO ESPÍRITO SANTO
Você já aprendeu, em Mateus 28: 19, que o Senhor Jesus quer que nós evangelizemos pessoas
que ainda não O conhecem para que elas possam se reconciliadas com Deus e receber a bênção
da salvação: “...ide e fazei discípulos de todos os povos...”.
Vemos, todavia, em Atos 1: 4-8, que Ele recomenda que primeiro recebamos um revestimento de
poder, concedido pelo Espírito Santo, para que possamos apresentar crescimentos contínuos em
nossa vida espiritual e para que possamos ter um desempenho eficiente no evangelismo. E o
Espírito Santo, que Jesus anunciou, desceu com poder sobre o grupo dos apóstolos e discípulos
que estavam reunidos em oração, no chamado batismo no Espírito santo, ou “batismo de fogo”,
como relata Atos 2: 1-4.
O apóstolo Pedro, já batizado no Espírito Santo, explicou aos judeus, em atos 2: 16-17, 32-33, o
fenômeno sucedido. Ante o interesse de muitos pela salvação de Deus, através de Jesus Cristo,
e pelo batismo com o Espírito Santo, Pedro recomendou-lhes, para tal, em Atos 2: 38, um
genuíno arrependimento e a aliança do batismo nas águas: “...Arrependei-vos, e cada um de
vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom
do Espírito Santo”.
A mensagem de Pedro tornou-se particularmente eficaz pela ação do Espírito Santo, que o havia
revestido do poder de Deus. De fato, vemos o tremendo resultado dela, no versículo 31: “Os que
de bom grado receberam a sua palavra foram batizados, e naquele dia agregaram-se quase três
mil almas”.
Questionário
(para ser respondido agora, individualmente, mas podendo consultar a apostila)
1) Qual é o significado do batismo?
2) Que testemunho você dá ao ser batizado?
3) O que é preciso para seu batismo ser significativo?
4) O que simbolizam o pão e o vinho na Ceia do Senhor?
5) Por que o Senhor Jesus é chamado de Cordeiro de Deus na Bíblia?
6) A que objetivos visa a Ceia do Senhor?
7) Como age o Espírito Santos sobre aqueles que ainda não se reconciliaram com Deus?
8) Como o Espírito Santo consola os cristão?
9) Qual é o objetivo do batismo no Espírito Santo?
10) O que o cristão deve fazer quando acontecer de pecar?
PARA CASA
 Continue a lei o evangelho de João, a cada dia.
 Leia a Primeira Carta de João.
 Memorize 1 Coríntios 6: 19-20.
 Leia Atos 2: 38 e João 14: 26.

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Pré revisão 2

  • 1. CAPÍTULO 2 – CRESCIMENTO ESPIRITUAL O BATISMO DE ARREPENDIMENTO O batismo nas águas é o rito do ingresso na Igreja Cristã e simboliza o começo da vida espiritual. Assim nos fala Romanos 6: 3-4: “Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na Sua morte? De sorte que fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo ressurgiu dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida”. Vimos então o significado do batismo: a descida do convertido às águas retrata a morte de Cristo, já efetuada, e simboliza a morte e sepultamento de seu “velho homem”. A seguir, seu levantamento das águas recorda a ressurreição de Jesus, já ocorrida, e simboliza a ressurreição do convertido, para viver em “novidade de vida”. O batismo nas águas, em si, não tem poder para salvar – a salvação vem através da fé no sacrifício do sangue de Jesus Cristo e na aceitação de Jesus como Senhor e Salvador de sua vida. E a purificação de vida ocorrida no batismo é simbólica, proporcionando-nos apenas um posicionamento inicial para o crescimento espiritual. Mas o batismo nos reforça a sensação de pertencermos a Deus, como ensina 1 Pedro 3: 21: “...o qual (o batismo) não é o despojamento da imundície da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo”. Além disso, é essencial guardarmos a completa obediência a Cristo, que em Mateus 28: 19, assim ordenou: “Portanto, ide e fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. O batismo nas águas significa que o convertido, pela fé, “vestiu-se de Cristo”, (isto é, do profundo desejo de ter seu caráter transformado, segundo o modelo do caráter de Cristo, para poder crescer espiritualmente), de modo que os homens podem ver Cristo nele, como se vê o uniforme no soldado. Pelo rito do batismo, o convertido, figurativamente falando, e de forma pública, “veste a camisa” de Jesus Cristo. Com isto, o convertido que se batizou está também dando um poderoso testemunho de mudança de vida para a platéia – buscando edificá-la e dar um bom exemplo aos familiares e amigos que ainda não deram este passo – para si próprio, como um compromisso de vida cristã, e para o mundo espiritual, como um novo homem, que mudou de lado. Em Atos 2: 38, vemos que a pregação de Pedro acerca do sacrifício de Jesus, resultou na conversão e batismo de quase três mil pessoas, em um só dia: “...Arrependei-vos, e que cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo...”. Para que seu batismo seja pleno de significado é necessário que você se arrependa sinceramente de seus pecados e expresse uma fé viva no Senhor Jesus Cristo. Se você ainda não se batizou, peça agora, neste momento, que o consolidador o inclua na próximo cerimônia de batismo em nossa igreja! A CEIA DO SENHOR A Ceia do Senhor é, como o batismo de arrependimento, uma ordenança de Jesus Cristo para nós, e como tal, devemos obedecê-la. A Ceia do Senhor é um memorial da obra redentora de Jesus, uma proclamação de Seu sacrifício e vitória, como vemos por 1 Coríntios 11: 23-23: “...o Senhor Jesus, na noite em que foi
  • 2. traído, tomou o pão, o partiu, e disse: Isto é o meu corpo que é entregue por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; fazei isto todas as vezes que beberdes, em memória de mim”. Cada vez que um grupo de cristãos se reúne para celebrar a Ceia do Senhor, estão relembrando o sacrifício expiatório de Jesus Cristo, através do qual, alcançamos o perdão dos pecados e a libertação do domínio do pecado sobre nossas vidas. A Ceia do Senhor é um memorial dessas bênçãos tremendas que recebemos de Deus, através de Jesus Cristo, em um momento de gratidão a Deus por isso. Jesus, em João 6: 35, diz: “Eu sou o Pão da Vida. Aquele que vem a mim não terá fome...”. Vemos então que o simbolismo do pão partido, no relato acima da Ceia do Senhor, é que o Pão teve que ser partido, na morte de cruz, a fim de ser distribuído entre todos os que estavam, estão e estarão espiritualmente famintos! Para melhor entendermos o real significado do sacrifício de sangue de Jesus por nós, precisamos ler Êxodo 12: 1-14 e 21-27: ali vemos que a libertação do Povo de Deus, de sua escravidão no Egito, principiou na décima praga, a da morte dos primogênitos egípcios. E a proteção de Deus para cada família de Seu povo se deu através da uma aliança de sangue: pela aplicação, na verga das portas de suas casas, do sangue de um cordeiro consagrado e sacrificado a Deus. Com isso, o anjo da morte se desviava das casas assim aliançadas, “passando sobre” elas, expressão que é o significado original da palavra Páscoa. O sacrifício de sangue de um animal era a maneira que Deus havia dado para proteger e purificar Seu povo dos pecados. E a razão disso é que o sangue é princípio da vida e que sem derramamento de sangue inocente não há remissão dos pecados (Hebreus 9: 22). A aliança de sangue entre Deus e Seu povo permaneceu através do Senhor Jesus. O sacrifício do sangue inocente de Jesus Cristo por nós ocorreu durante uma celebração da Páscoa – a Festa da Libertação – e transformou Jesus no Cordeiro de Deus e em Nossa Páscoa! A aliança de sangue com o Senhor, através de um cordeirinho proporcionou a libertação material, ou seja, física, da escravidão no Egito. Enquanto que quando a aliança de sangue foi executada através de Jesus, o Cordeiro de Deus, ela realizou e continua realizando a libertação espiritual do povo de Deus da escravidão dos pecados e sua salvação. Vemos então que o simbolismo do vinho na Ceia do Senhor nos diz que o sangue inocente de Jesus Cristo, o qual é a Sua vida, foi derramado na morte, a fim de que Seu poder expiador pudesse ser distribuído para a salvação de muitos. Além disso, a Ceia do Senhor nos proporciona uma comunhão com Jesus no presente! Pois ele próprio vem para o nosso meio, como vemos por 1 Coríntios 10: 16: “Não é o cálice de bênção, que abençoamos, a comunhão do sangue de Cristo? E não é o pão que partimos a comunhão do corpo de Cristo?”. Quando celebramos a Ceia do Senhor, Jesus quer ter comunhão conosco! Afinal, esta cerimônia é chamada de Ceia do Senhor porque é d’Ele, e não nossa! A Ceia do Senhor nos possibilita também uma comunhão com a Igreja, o Corpo de Cristo, como vimos na mesma passagem acima. Para que esta nossa comunhão com Jesus possa ser a melhor possível, e Deus venha a atuar com poder em nossas vidas, temos que dela participar de forma digna – discernindo tratar- se de um momento sagrado e fundamental da fé cristã – e também confessar previamente nossos pecados, para que não permaneçamos desanimados ou enfermos, como nos mostra 1 Coríntios 11: 27-30: “Portanto, qualquer que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se o homem a si mesmo
  • 3. antes de comer deste pão e beber deste cálice... Por causa disto, há entre vós muitos fracos e doentes...”. Vemos, na passagem do Salmo 32: 3, que foi isso o que Davi sentiu em seu corpo, enquanto esteve calado, sem se examinar e confessar seus pecados: “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia”. A Ceia do Senhor é o rito de comunhão e simboliza a continuidade da vida espiritual, a qual necessita estar sempre sendo alimentada, para alcançar crescimento. A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO O Espírito Santo é uma Pessoa da Trindade Divina. Ele tem personalidade, não se tratando apenas de uma força, ou de uma influência. O Espírito Santo é Deus! Ele tem os mesmos atributos de Deus, como a eternidade, a onipotência, a onisciência, a onipresença, a sabedoria, e outros. O Espírito Santo age poderosamente sobre dois tipos de homens: a) Aqueles que ainda não se reconciliaram com Deus, pelo Senhor Jesus: O mundo estava perecendo no pecado, mas ignorava o triste estado em que se encontrava. Havia, então, uma grande necessidade de alguém que o convencesse não somente da realidade do pecado, como também da sua natureza e das suas consequências. O mundo precisava, ainda, ser convencido de que Cristo veio salvá-lo do pecado. Esta lição foi resumida por Jesus, em João 16: 8-11: “Quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Do pecado, porque não creem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais; do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado”. Aqui vemos que o Espírito Santo age sobre os homens ainda não convertidos, como “um promotor de justiça”, trabalhando para mostrar-lhes o pecado em que vivem, de forma a convencê-los a receber a Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador. Repare a profundidade infinita do amor de Deus por nós, pois, além de sacrificar Seu Filho Jesus para nos oferecer a Sua salvação, ele enviou também o Seu Espírito, para trabalhar no mesmo objetivo, convencendo o mundo do pecado, da justiça e do juízo! Tudo quanto era possível fazer para levar o homem ao arrependimento e à salvação, Deus já fez! b) Nos cristãos: O Espírito Santo age sobre os cristão consolando-os, santificando-os e revestindo-os com o poder de Deus. b.1) O consolador O Espírito Santo nos consola em nossas fraquezas, intercedendo por nós, como mostra Romanos 8: 26: “Da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas: Não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis”. Ele também nos ajuda, instruindo-nos e trazendo-nos à memória os ensinos de Jesus, como João 14: 26 revela: “Mas o Consolador, os Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito”. b.2) O santificador No dia em que aceitamos a Cristo como nosso Senhor e Salvador, transformamo-nos na morada do Espírito Santo. Ele passa a habitar dentro de nós, como revela 1 Coríntios 6: 19-20: “Ou não
  • 4. sabeis que o nosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus? Não sois de vós mesmos; fostes comprados por bom preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo (e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus)”. O cristão então é chamado “santo” e seu dever é rogar ao Espírito Santo que venha a promover um verdadeiro processo de santificação de sua vida, ao mesmo tempo em que deve guardar a santidade inicial já conquistada deste templo, isto é, de seu corpo. b.3) O doador de poder O Espírito Santo nos reveste com o poder de Deus para que possamos ter uma vida cristã reta e direita, apresentando sempre crescimento espiritual, e também para que possamos bem desempenhar – com eficiência – o papel que Deus espera de nós, a Seu serviço! Trata-se do batismo no Espírito Santo e das unções especiais para servirmos ao Senhor. O BATISMO DO ESPÍRITO SANTO Você já aprendeu, em Mateus 28: 19, que o Senhor Jesus quer que nós evangelizemos pessoas que ainda não O conhecem para que elas possam se reconciliadas com Deus e receber a bênção da salvação: “...ide e fazei discípulos de todos os povos...”. Vemos, todavia, em Atos 1: 4-8, que Ele recomenda que primeiro recebamos um revestimento de poder, concedido pelo Espírito Santo, para que possamos apresentar crescimentos contínuos em nossa vida espiritual e para que possamos ter um desempenho eficiente no evangelismo. E o Espírito Santo, que Jesus anunciou, desceu com poder sobre o grupo dos apóstolos e discípulos que estavam reunidos em oração, no chamado batismo no Espírito santo, ou “batismo de fogo”, como relata Atos 2: 1-4. O apóstolo Pedro, já batizado no Espírito Santo, explicou aos judeus, em atos 2: 16-17, 32-33, o fenômeno sucedido. Ante o interesse de muitos pela salvação de Deus, através de Jesus Cristo, e pelo batismo com o Espírito Santo, Pedro recomendou-lhes, para tal, em Atos 2: 38, um genuíno arrependimento e a aliança do batismo nas águas: “...Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo”. A mensagem de Pedro tornou-se particularmente eficaz pela ação do Espírito Santo, que o havia revestido do poder de Deus. De fato, vemos o tremendo resultado dela, no versículo 31: “Os que de bom grado receberam a sua palavra foram batizados, e naquele dia agregaram-se quase três mil almas”. Questionário (para ser respondido agora, individualmente, mas podendo consultar a apostila) 1) Qual é o significado do batismo? 2) Que testemunho você dá ao ser batizado? 3) O que é preciso para seu batismo ser significativo? 4) O que simbolizam o pão e o vinho na Ceia do Senhor? 5) Por que o Senhor Jesus é chamado de Cordeiro de Deus na Bíblia? 6) A que objetivos visa a Ceia do Senhor?
  • 5. 7) Como age o Espírito Santos sobre aqueles que ainda não se reconciliaram com Deus? 8) Como o Espírito Santo consola os cristão? 9) Qual é o objetivo do batismo no Espírito Santo? 10) O que o cristão deve fazer quando acontecer de pecar? PARA CASA  Continue a lei o evangelho de João, a cada dia.  Leia a Primeira Carta de João.  Memorize 1 Coríntios 6: 19-20.  Leia Atos 2: 38 e João 14: 26.