Drogas vasoativas eorganização
do carrinho de emergência
Disciplina: Suporte Avançado de Vida
adulto
2.
Conteúdos:
● Carrinho deemergência/ Drogas vasoativas
Objetivo(s):
● Conhecer os medicamentos e insumos presentes no
carrinho de emergência.
3.
Carro de emergência
●Onde as drogas vasoativas são guardadas?
● Por que é preciso dispor de um carro de
emergência nas unidades hospitalares?
4.
Você conhece ocarro de emergência?
● O carro de emergência está presente em toda
unidade de internação, emergências e UTIs.
● Ele é composto por uma estrutura com
rodinhas, permitindo a mobilização para a beira
do leito em casos de emergência quando a
atuação precisa ser rápida.
5.
Importância do carrode emergência
O carro de emergência contém gavetas com um
conjunto de equipamentos, fármacos e diversos outros
materiais de extrema importância que possibilitam o
sucesso da reanimação cardio-respiratória.
6.
Qual é oprofissional de saúde
responsável por manusear o
carro de emergência?
7.
Revisão do carrode emergência
Todos são responsáveis pelo manuseio do carro de
emergência.
Segundo o Conselho Regional de Enfermagem de São
Paulo (COREN - SP), cabe ao enfermeiro a revisão
sistemática do carro de emergência.
Entretanto, o enfermeiro pode delegar esta função
aos técnicos de enfermagem.
8.
Padronização do carrode emergência
● De acordo com o serviço ou unidade ao qual se destina.
● De acordo com a Portaria nº 210, de 15 de julho de 2004, o
Ministério da Saúde define um carro de emergência a cada
dez leitos.
9.
Finalidades do carrode emergência
● Avaliação e diagnóstico;
● Controle de vias aéreas;
● Acesso vascular e controle circulatório;
● Medicamentos.
10.
Níveis de prioridadedo conteúdo
● Nível 1: itens essenciais que devem estar
disponíveis imediatamente;
● Nível 2: itens altamente recomendados e
devem estar disponíveis em até 15 minutos;
● Nível 3: itens recomendados, mas opcionais.
11.
Exemplos de materiaispor nível
de classificação
Avaliação e diagnóstico
Nível 1
Desfibrilador
automático
Oxímetro de pulso
Nível 2
Material de
proteção
12.
Exemplos de materiaisdisponíveis no Carro
Controle de vias aéreas
Acesso vascular e controle
circulatório
Medicamentos
● Laringoscópio;
● Bolsa-máscara-válvula com
reservatório etc.
● Catéter intravenoso periférico
(tamanhos: 14, 16, 18, 20 e 22);
● Torneirinhas;
● SF 0,9% etc.
● Nitroprussiato de sódio;
● Dobutamina etc.
13.
Composição da equipe
Adisposição dos materiais pode variar
de acordo com o protocolo da instituição
onde você trabalha. Então, fique atento
ao checklist da sua unidade!
14.
Estrutura do carrode emergência
● A estrutura do carro é composta pela base superior, hastes
laterais e por gavetas.
● Nas laterais estão o cilindro de oxigênio e a prancha rígida,
que auxilia na reanimação cardíaca.
15.
Estrutura do carrode emergência
Na base superior devem estar dispostos:
● desfibrilador;
● caixa com laringoscópio;
● impressos para verificação e checagem do carro;
● monitor cardíaco.
16.
Distribuição de materiaisno carro
de emergência
As gavetas do carro também podem ser identificadas por
cores.
Primeira gaveta: caracterizada por uma tarja vermelha,
é onde ficam medicamentos como os medicamentos
como drogas vasoativas, sedativos, diuréticos etc.
17.
Distribuição de materiaisno carro
de emergência
Segunda gaveta: caracterizada por uma tarja amarela,é
onde ficam ficam os materiais para acesso intravascular,
como o cateter intravenoso periférico e o cateter
intravenoso central.
18.
Terceira gaveta: caracterizadapor uma tarja verde, é onde
ficam os materiais para suporte ventilatório, como os tubos
orotraqueais, os traqueóstomos e as máscaras laríngeas.
Distribuição de materiais no carro
de emergência
19.
Quarta gaveta: caracterizadapor uma tarja azul, é
onde ficam ficam os demais materiais, como as sondas
nasogástricas e nasoenterais, soros, gazes e outros
materiais que a unidade achar necessário.
Distribuição de materiais no carro
de emergência
20.
Rotina de conferênciado carro de
emergência
No início de cada plantão, é preciso:
● verificar a integridade do lacre;
● realizar a testagem do desfibrilador;
● realizar a testagem do laringoscópio;
● verificar o cilindro de oxigênio.
A verificação dos materiais deve acontecer uma vez
por mês, caso o lacre não seja rompido. Quando não
estiver em uso, deve permanecer lacrado.
Checklist
Disponibilizado pela instituição,o checklist deve estar
preenchido com:
● datas de validade de cada material ou
medicamento;
● número do último lacre trocado;
● assinatura de quem trocou, garantindo que o
protocolo foi seguido.
25.
Quem é oprofissional da
equipe de saúde que é
responsável pela limpeza
concorrente e terminal do
carro de emergência?
26.
Responsabilidade do técnico
deenfermagem
● Realizar a limpeza do carro de emergência, incluindo os
equipamentos que estiverem na base superior;
● Auxiliar o enfermeiro na organização do carro;
● Após o uso, fazer a limpeza do carro e, no prazo estabelecido
pela instituição, a limpeza terminal.
27.
Drogas vasoativas
São drogasque apresentam efeitos vasculares ou cardíacos, cuja
ação é rápida e dose-dependente. Elas são utilizadas quando é
necessário induzir alterações hemodinâmicas intensas e imediatas
em um paciente.
28.
Princípios das drogasvasoativas
Para compreender melhor como as drogas vasoativas agem, é
importante entender três princípios ligados a ela.
1. Vários receptores para a mesma droga: cada droga vasoativa
aciona vários receptores em diferentes intensidades. Isso
significa que a resposta fisiológica a cada droga não é linear e
depende da interação de diversos receptores com efeitos
diferentes;
2. Resposta dose-dependente: a mesma droga pode ter efeitos
diferentes em diferentes doses;
3. Efeitos diretos e reflexos: os efeitos de cada droga vasoativa
não se limitam às respostas fisiológicas, mas também inclui
respostas reflexas às mudanças.
29.
Cuidados na administraçãode
drogas vasoativas
● Utilizar bombas de infusão sempre que possível, pois
desencadeiam alterações hemodinâmicas importantes;
● Controlar PA e FC no intervalo máximo de 60 minutos, para que
seja possível detectar e corrigir alterações hemodinâmicas.
30.
Dopamina
● Classificação farmacológica:adrenérgico;
● Classificação terapêutica: inotrópico (+) e vasopressor;
● Apresentação: injetável, com ampolas de 10 mL com 50 mg;
● Diluição recomendada: SG 5% = 200 mL e dopamina (Revivan) =
50 mL = 1 mg/mL;
● Farmacodinâmica: estimula os receptores dopadrenérgicos
(rim), betadrenérgicos (coração) e alfadrenérgicos (vaso).
31.
Dopamina
Indicações:
● aumentar ofluxo renal de 1 a 2 mcg/kg/min (dose
dopaminérgica);
● débito cardíaco, FC e PA;
● aumentar a resistência vascular sistêmica (RVS);
● aumentar a força de contração do ventrículo esquerdo (VE);
● ajustar a volemia antes de administrar a droga;
● excretar pela urina.
32.
Dopamina
Cuidados de enfermagem:
●monitorar pressão arterial;
● monitorar nível de consciência;
● observar sinais de agitação ou confusão;
● controlar volume de diurese;
● manter a monitoração eletrocardiográfica: risco de arritmia e
taquicardia;
● manter cateter venoso permeável;
● evitar extravasamento (dopamina é vesicante);
● observar sinais de superdosagem ou intoxicação:
vasoconstrição excessiva, náuseas, vômitos, dor anginosa,
cefaleia, arritmias, hipertensão e sudorese.
33.
Bitartarato de norepinefrina
●Classificação farmacológica: adrenérgico;
● Classificação terapêutica: vasopressor e inotrópico;
● Apresentação: injetável, ampolas de 4 mL com 1 mg/mL;
● Diluição recomendada: SG 5% = 150 mL e Levophed = 16 mL =
0,1 mg/mL;
● Farmacodinâmica: ação vasopressora nos receptores alfa
adrenérgicos e efeito inotrópico de ação direta nos receptores
cardíacos Beta 1.
34.
Bitartarato de norepinefrina
Indicações:
●iniciar doses com 0,05 mcg/kg/min e titular o efeito até 1
mcg/kg/min;
● aumentar RVP;
● aumentar PAm;
● abaixar fluxo de sangue para a pele, músculos e território
esplâncnico e renal;
● excretar pela urina;
● atentar para o ajuste da volemia antes de administrar a droga;
● administrar todas as drogas através da bomba de infusão.
35.
Dobutamina
● Classificação farmacológica:adrenérgico Beta 1;
● Classificação terapêutica: inotrópico;
● Apresentação: injetável, com ampolas de 20 mL com 250 mg;
● Diluição recomendada: SG 5% = 230 mL e dobutamina = 20mL =
1 mg/mL;
● Farmacodinâmica: estimula os receptores Beta 1 adrenérgicos.
36.
Dobutamina
Indicações:
● aplicar dosede 2,5 a 10 mcg/kg/min, excepcionalmente até 40
mcg/kg/min;
● aumentar DC;
● abaixar RVS (pós-carga);
● aumentar pressão do VE;
● manter FC estável;
● excretar pela bile e urina.
37.
Dobutamina
Cuidados de enfermagem:
●monitorar sinais vitais, ECG e PVC;
● controlar volume de diurese;
● controlar velocidade de infusão;
● manter cateter venoso permeável;
● observar sinais de flebite e infiltrações;
● realizar o desmame da dobutamina lentamente;
● observar sinais de superdosagem: hipertensão,
taquiarritmias, isquemia do miocárdio, fibrilação
ventricular e pode ocorrer hipotensão.
38.
Nitroglicerina
● Classificação farmacológica:nitrato;
● Classificação terapêutica: antianginoso e vasodilatador;
● Apresentação: injetável, ampolas de 5 e 10 mL = 5 mg/mL;
● Diluição recomendada: SG 5% = 240 mL e Tridil = 10 mL =
200 mcg/mL;
● Farmacodinâmica: aumento da produção de óxido nítrico
com queda do cálcio e relaxamento das veias.
39.
Nitroglicerina
Indicações:
● iniciar com15 mcg/min, ajustando em cotas de 10 a 15 até
200 mcg/min;
● doses baixas = venodilatador;
● doses altas: age nas artérias fazendo vasodilatação;
● aumentar pré e pós-carga;
● abaixar tensão da parede do VE;
● abaixar o consumo de O2 do miocárdio;
● excretar pela urina.
40.
Nitroprussiato de sódio
●Classificação farmacológica: vasodilatador;
● Classificação terapêutica: anti-hipertensivo;
● Apresentação: injetável, ampolas de 2 mL com 50 mg;
● Diluição recomendada: SG 5% = 248 mL e Nipride = 2 mL =
200 mcg/mL;
● Farmacodinâmica: produz óxido nítrico, reduzindo a
disponibilidade de cálcio e, consequentemente, relaxa a
musculatura vascular.
41.
Nitroprussiato de sódio
Indicações:
●vasodilatação venosa e arterial iniciando com 0,25
mcg/kg/min;
● abaixar RVS;
● abaixar níveis pressóricos, perfusão cerebral e coronariana;
● abaixar pré e pós-carga;
● excretar por via renal.
42.
Nitroprussiato de sódio
Cuidadosde enfermagem:
● manter o medicamento protegido da luz (nitroprussiato);
● trocar a infusão a cada seis horas (nitroprussiato);
● atentar para as alterações bruscas de pressão arterial;
● atentar para queixa de cefaleia persistente e, se
necessário, administrar analgésico;
● atentar para efeitos colaterais: hipotensão, confusão
mental, hiper-reflexia, convulsões;
● diluir a nitroglicerina somente em solução glicosada.
43.
Materiais Complementares
PASTI, MariaJosé et al. Carro de emergência: ferramenta
para a qualidade assistencial segura em parada
cardiorrespiratória. Revista Qualidade HC, 2011. Disponível
em:
https://www.hcrp.usp.br/revistaqualidadehc/uploads/Artig
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LIMA, Shirley Barbosa Ortiz et al. Ferramentas da qualidade
aplicadas à conferência do carro de emergência: pesquisa
de métodos mistos. Escola de Enfermagem Anna Nery,
2021. Disponível em:
https://doi.org/10.1590/2177-9465-EAN-2020-0274.
44.
Materiais Complementares
SILVA, VanessaFortes da et al. Analyzing the operational
conditions of crash carts in clinical and surgical
hospitalization units. Revista da Escola de Enfermagem da
USP. Disponível em:
https://doi.org/10.1590/S1980-220X2019040003693
Acesso em: 16 mar. 2022.
45.
Referências Bibliográficas
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Protocolo assistencial multiprofissional: Carro de
emergência. UFTM, 2021. Disponível em:
https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/r
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out. 2022.
BERNOCHE, Claudia et al. Atualização da Diretriz de
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Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de
Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 2019.
Disponível em: https://doi.org/10.5935/abc.20190203.
Acesso em: 21 out. 2022.
46.
Referências Bibliográficas
CONSELHO REGIONALDE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO.
PARECER COREN-SP CT 037/2013 nº 100.547, de 10 de julho
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responsabilidade pela montagem, conferência e reposição.
São Paulo, 10 jul. 2013. Disponível em:
https://portal.coren-sp.gov.br/wp-content/uploads/2013/07
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