Drogas vasoativas e organização
do carrinho de emergência
Disciplina: Suporte Avançado de Vida
adulto
Conteúdos:
● Carrinho de emergência/ Drogas vasoativas
Objetivo(s):
● Conhecer os medicamentos e insumos presentes no
carrinho de emergência.
Carro de emergência
● Onde as drogas vasoativas são guardadas?
● Por que é preciso dispor de um carro de
emergência nas unidades hospitalares?
Você conhece o carro de emergência?
● O carro de emergência está presente em toda
unidade de internação, emergências e UTIs.
● Ele é composto por uma estrutura com
rodinhas, permitindo a mobilização para a beira
do leito em casos de emergência quando a
atuação precisa ser rápida.
Importância do carro de emergência
O carro de emergência contém gavetas com um
conjunto de equipamentos, fármacos e diversos outros
materiais de extrema importância que possibilitam o
sucesso da reanimação cardio-respiratória.
Qual é o profissional de saúde
responsável por manusear o
carro de emergência?
Revisão do carro de emergência
Todos são responsáveis pelo manuseio do carro de
emergência.
Segundo o Conselho Regional de Enfermagem de São
Paulo (COREN - SP), cabe ao enfermeiro a revisão
sistemática do carro de emergência.
Entretanto, o enfermeiro pode delegar esta função
aos técnicos de enfermagem.
Padronização do carro de emergência
● De acordo com o serviço ou unidade ao qual se destina.
● De acordo com a Portaria nº 210, de 15 de julho de 2004, o
Ministério da Saúde define um carro de emergência a cada
dez leitos.
Finalidades do carro de emergência
● Avaliação e diagnóstico;
● Controle de vias aéreas;
● Acesso vascular e controle circulatório;
● Medicamentos.
Níveis de prioridade do conteúdo
● Nível 1: itens essenciais que devem estar
disponíveis imediatamente;
● Nível 2: itens altamente recomendados e
devem estar disponíveis em até 15 minutos;
● Nível 3: itens recomendados, mas opcionais.
Exemplos de materiais por nível
de classificação
Avaliação e diagnóstico
Nível 1
Desfibrilador
automático
Oxímetro de pulso
Nível 2
Material de
proteção
Exemplos de materiais disponíveis no Carro
Controle de vias aéreas
Acesso vascular e controle
circulatório
Medicamentos
● Laringoscópio;
● Bolsa-máscara-válvula com
reservatório etc.
● Catéter intravenoso periférico
(tamanhos: 14, 16, 18, 20 e 22);
● Torneirinhas;
● SF 0,9% etc.
● Nitroprussiato de sódio;
● Dobutamina etc.
Composição da equipe
A disposição dos materiais pode variar
de acordo com o protocolo da instituição
onde você trabalha. Então, fique atento
ao checklist da sua unidade!
Estrutura do carro de emergência
● A estrutura do carro é composta pela base superior, hastes
laterais e por gavetas.
● Nas laterais estão o cilindro de oxigênio e a prancha rígida,
que auxilia na reanimação cardíaca.
Estrutura do carro de emergência
Na base superior devem estar dispostos:
● desfibrilador;
● caixa com laringoscópio;
● impressos para verificação e checagem do carro;
● monitor cardíaco.
Distribuição de materiais no carro
de emergência
As gavetas do carro também podem ser identificadas por
cores.
Primeira gaveta: caracterizada por uma tarja vermelha,
é onde ficam medicamentos como os medicamentos
como drogas vasoativas, sedativos, diuréticos etc.
Distribuição de materiais no carro
de emergência
Segunda gaveta: caracterizada por uma tarja amarela,é
onde ficam ficam os materiais para acesso intravascular,
como o cateter intravenoso periférico e o cateter
intravenoso central.
Terceira gaveta: caracterizada por uma tarja verde, é onde
ficam os materiais para suporte ventilatório, como os tubos
orotraqueais, os traqueóstomos e as máscaras laríngeas.
Distribuição de materiais no carro
de emergência
Quarta gaveta: caracterizada por uma tarja azul, é
onde ficam ficam os demais materiais, como as sondas
nasogástricas e nasoenterais, soros, gazes e outros
materiais que a unidade achar necessário.
Distribuição de materiais no carro
de emergência
Rotina de conferência do carro de
emergência
No início de cada plantão, é preciso:
● verificar a integridade do lacre;
● realizar a testagem do desfibrilador;
● realizar a testagem do laringoscópio;
● verificar o cilindro de oxigênio.
A verificação dos materiais deve acontecer uma vez
por mês, caso o lacre não seja rompido. Quando não
estiver em uso, deve permanecer lacrado.
Como deve ser realizada
essa conferência?
O que fazer caso o lacre
tenha sido rompido?
Conhecendo o carrinho de emergência
Vídeo sobre o carrinho de emergência.
Checklist
Disponibilizado pela instituição, o checklist deve estar
preenchido com:
● datas de validade de cada material ou
medicamento;
● número do último lacre trocado;
● assinatura de quem trocou, garantindo que o
protocolo foi seguido.
Quem é o profissional da
equipe de saúde que é
responsável pela limpeza
concorrente e terminal do
carro de emergência?
Responsabilidade do técnico
de enfermagem
● Realizar a limpeza do carro de emergência, incluindo os
equipamentos que estiverem na base superior;
● Auxiliar o enfermeiro na organização do carro;
● Após o uso, fazer a limpeza do carro e, no prazo estabelecido
pela instituição, a limpeza terminal.
Drogas vasoativas
São drogas que apresentam efeitos vasculares ou cardíacos, cuja
ação é rápida e dose-dependente. Elas são utilizadas quando é
necessário induzir alterações hemodinâmicas intensas e imediatas
em um paciente.
Princípios das drogas vasoativas
Para compreender melhor como as drogas vasoativas agem, é
importante entender três princípios ligados a ela.
1. Vários receptores para a mesma droga: cada droga vasoativa
aciona vários receptores em diferentes intensidades. Isso
significa que a resposta fisiológica a cada droga não é linear e
depende da interação de diversos receptores com efeitos
diferentes;
2. Resposta dose-dependente: a mesma droga pode ter efeitos
diferentes em diferentes doses;
3. Efeitos diretos e reflexos: os efeitos de cada droga vasoativa
não se limitam às respostas fisiológicas, mas também inclui
respostas reflexas às mudanças.
Cuidados na administração de
drogas vasoativas
● Utilizar bombas de infusão sempre que possível, pois
desencadeiam alterações hemodinâmicas importantes;
● Controlar PA e FC no intervalo máximo de 60 minutos, para que
seja possível detectar e corrigir alterações hemodinâmicas.
Dopamina
● Classificação farmacológica: adrenérgico;
● Classificação terapêutica: inotrópico (+) e vasopressor;
● Apresentação: injetável, com ampolas de 10 mL com 50 mg;
● Diluição recomendada: SG 5% = 200 mL e dopamina (Revivan) =
50 mL = 1 mg/mL;
● Farmacodinâmica: estimula os receptores dopadrenérgicos
(rim), betadrenérgicos (coração) e alfadrenérgicos (vaso).
Dopamina
Indicações:
● aumentar o fluxo renal de 1 a 2 mcg/kg/min (dose
dopaminérgica);
● débito cardíaco, FC e PA;
● aumentar a resistência vascular sistêmica (RVS);
● aumentar a força de contração do ventrículo esquerdo (VE);
● ajustar a volemia antes de administrar a droga;
● excretar pela urina.
Dopamina
Cuidados de enfermagem:
● monitorar pressão arterial;
● monitorar nível de consciência;
● observar sinais de agitação ou confusão;
● controlar volume de diurese;
● manter a monitoração eletrocardiográfica: risco de arritmia e
taquicardia;
● manter cateter venoso permeável;
● evitar extravasamento (dopamina é vesicante);
● observar sinais de superdosagem ou intoxicação:
vasoconstrição excessiva, náuseas, vômitos, dor anginosa,
cefaleia, arritmias, hipertensão e sudorese.
Bitartarato de norepinefrina
● Classificação farmacológica: adrenérgico;
● Classificação terapêutica: vasopressor e inotrópico;
● Apresentação: injetável, ampolas de 4 mL com 1 mg/mL;
● Diluição recomendada: SG 5% = 150 mL e Levophed = 16 mL =
0,1 mg/mL;
● Farmacodinâmica: ação vasopressora nos receptores alfa
adrenérgicos e efeito inotrópico de ação direta nos receptores
cardíacos Beta 1.
Bitartarato de norepinefrina
Indicações:
● iniciar doses com 0,05 mcg/kg/min e titular o efeito até 1
mcg/kg/min;
● aumentar RVP;
● aumentar PAm;
● abaixar fluxo de sangue para a pele, músculos e território
esplâncnico e renal;
● excretar pela urina;
● atentar para o ajuste da volemia antes de administrar a droga;
● administrar todas as drogas através da bomba de infusão.
Dobutamina
● Classificação farmacológica: adrenérgico Beta 1;
● Classificação terapêutica: inotrópico;
● Apresentação: injetável, com ampolas de 20 mL com 250 mg;
● Diluição recomendada: SG 5% = 230 mL e dobutamina = 20mL =
1 mg/mL;
● Farmacodinâmica: estimula os receptores Beta 1 adrenérgicos.
Dobutamina
Indicações:
● aplicar dose de 2,5 a 10 mcg/kg/min, excepcionalmente até 40
mcg/kg/min;
● aumentar DC;
● abaixar RVS (pós-carga);
● aumentar pressão do VE;
● manter FC estável;
● excretar pela bile e urina.
Dobutamina
Cuidados de enfermagem:
● monitorar sinais vitais, ECG e PVC;
● controlar volume de diurese;
● controlar velocidade de infusão;
● manter cateter venoso permeável;
● observar sinais de flebite e infiltrações;
● realizar o desmame da dobutamina lentamente;
● observar sinais de superdosagem: hipertensão,
taquiarritmias, isquemia do miocárdio, fibrilação
ventricular e pode ocorrer hipotensão.
Nitroglicerina
● Classificação farmacológica: nitrato;
● Classificação terapêutica: antianginoso e vasodilatador;
● Apresentação: injetável, ampolas de 5 e 10 mL = 5 mg/mL;
● Diluição recomendada: SG 5% = 240 mL e Tridil = 10 mL =
200 mcg/mL;
● Farmacodinâmica: aumento da produção de óxido nítrico
com queda do cálcio e relaxamento das veias.
Nitroglicerina
Indicações:
● iniciar com 15 mcg/min, ajustando em cotas de 10 a 15 até
200 mcg/min;
● doses baixas = venodilatador;
● doses altas: age nas artérias fazendo vasodilatação;
● aumentar pré e pós-carga;
● abaixar tensão da parede do VE;
● abaixar o consumo de O2 do miocárdio;
● excretar pela urina.
Nitroprussiato de sódio
● Classificação farmacológica: vasodilatador;
● Classificação terapêutica: anti-hipertensivo;
● Apresentação: injetável, ampolas de 2 mL com 50 mg;
● Diluição recomendada: SG 5% = 248 mL e Nipride = 2 mL =
200 mcg/mL;
● Farmacodinâmica: produz óxido nítrico, reduzindo a
disponibilidade de cálcio e, consequentemente, relaxa a
musculatura vascular.
Nitroprussiato de sódio
Indicações:
● vasodilatação venosa e arterial iniciando com 0,25
mcg/kg/min;
● abaixar RVS;
● abaixar níveis pressóricos, perfusão cerebral e coronariana;
● abaixar pré e pós-carga;
● excretar por via renal.
Nitroprussiato de sódio
Cuidados de enfermagem:
● manter o medicamento protegido da luz (nitroprussiato);
● trocar a infusão a cada seis horas (nitroprussiato);
● atentar para as alterações bruscas de pressão arterial;
● atentar para queixa de cefaleia persistente e, se
necessário, administrar analgésico;
● atentar para efeitos colaterais: hipotensão, confusão
mental, hiper-reflexia, convulsões;
● diluir a nitroglicerina somente em solução glicosada.
Materiais Complementares
PASTI, Maria José et al. Carro de emergência: ferramenta
para a qualidade assistencial segura em parada
cardiorrespiratória. Revista Qualidade HC, 2011. Disponível
em:
https://www.hcrp.usp.br/revistaqualidadehc/uploads/Artig
os/32/32.pdf. Acesso em: 16 mar. 2022.
LIMA, Shirley Barbosa Ortiz et al. Ferramentas da qualidade
aplicadas à conferência do carro de emergência: pesquisa
de métodos mistos. Escola de Enfermagem Anna Nery,
2021. Disponível em:
https://doi.org/10.1590/2177-9465-EAN-2020-0274.
Materiais Complementares
SILVA, Vanessa Fortes da et al. Analyzing the operational
conditions of crash carts in clinical and surgical
hospitalization units. Revista da Escola de Enfermagem da
USP. Disponível em:
https://doi.org/10.1590/S1980-220X2019040003693
Acesso em: 16 mar. 2022.
Referências Bibliográficas
EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES.
Protocolo assistencial multiprofissional: Carro de
emergência. UFTM, 2021. Disponível em:
https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/r
egiao-sudeste/hc-uftm/documentos/protocolos-assistencia
is/carro-de-emergencia-versao-3-final.pdf. Acesso em: 21
out. 2022.
BERNOCHE, Claudia et al. Atualização da Diretriz de
Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados
Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de
Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 2019.
Disponível em: https://doi.org/10.5935/abc.20190203.
Acesso em: 21 out. 2022.
Referências Bibliográficas
CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO.
PARECER COREN-SP CT 037/2013 nº 100.547, de 10 de julho
de 2013. Carro de emergência: composição,
responsabilidade pela montagem, conferência e reposição.
São Paulo, 10 jul. 2013. Disponível em:
https://portal.coren-sp.gov.br/wp-content/uploads/2013/07
/parecer_coren_sp_2013_37.pdf. Acesso em: 21 out. 2022.
PPT02SuporteVAEnfermagemPROZjsajbdsjad.pdf

PPT02SuporteVAEnfermagemPROZjsajbdsjad.pdf

  • 1.
    Drogas vasoativas eorganização do carrinho de emergência Disciplina: Suporte Avançado de Vida adulto
  • 2.
    Conteúdos: ● Carrinho deemergência/ Drogas vasoativas Objetivo(s): ● Conhecer os medicamentos e insumos presentes no carrinho de emergência.
  • 3.
    Carro de emergência ●Onde as drogas vasoativas são guardadas? ● Por que é preciso dispor de um carro de emergência nas unidades hospitalares?
  • 4.
    Você conhece ocarro de emergência? ● O carro de emergência está presente em toda unidade de internação, emergências e UTIs. ● Ele é composto por uma estrutura com rodinhas, permitindo a mobilização para a beira do leito em casos de emergência quando a atuação precisa ser rápida.
  • 5.
    Importância do carrode emergência O carro de emergência contém gavetas com um conjunto de equipamentos, fármacos e diversos outros materiais de extrema importância que possibilitam o sucesso da reanimação cardio-respiratória.
  • 6.
    Qual é oprofissional de saúde responsável por manusear o carro de emergência?
  • 7.
    Revisão do carrode emergência Todos são responsáveis pelo manuseio do carro de emergência. Segundo o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (COREN - SP), cabe ao enfermeiro a revisão sistemática do carro de emergência. Entretanto, o enfermeiro pode delegar esta função aos técnicos de enfermagem.
  • 8.
    Padronização do carrode emergência ● De acordo com o serviço ou unidade ao qual se destina. ● De acordo com a Portaria nº 210, de 15 de julho de 2004, o Ministério da Saúde define um carro de emergência a cada dez leitos.
  • 9.
    Finalidades do carrode emergência ● Avaliação e diagnóstico; ● Controle de vias aéreas; ● Acesso vascular e controle circulatório; ● Medicamentos.
  • 10.
    Níveis de prioridadedo conteúdo ● Nível 1: itens essenciais que devem estar disponíveis imediatamente; ● Nível 2: itens altamente recomendados e devem estar disponíveis em até 15 minutos; ● Nível 3: itens recomendados, mas opcionais.
  • 11.
    Exemplos de materiaispor nível de classificação Avaliação e diagnóstico Nível 1 Desfibrilador automático Oxímetro de pulso Nível 2 Material de proteção
  • 12.
    Exemplos de materiaisdisponíveis no Carro Controle de vias aéreas Acesso vascular e controle circulatório Medicamentos ● Laringoscópio; ● Bolsa-máscara-válvula com reservatório etc. ● Catéter intravenoso periférico (tamanhos: 14, 16, 18, 20 e 22); ● Torneirinhas; ● SF 0,9% etc. ● Nitroprussiato de sódio; ● Dobutamina etc.
  • 13.
    Composição da equipe Adisposição dos materiais pode variar de acordo com o protocolo da instituição onde você trabalha. Então, fique atento ao checklist da sua unidade!
  • 14.
    Estrutura do carrode emergência ● A estrutura do carro é composta pela base superior, hastes laterais e por gavetas. ● Nas laterais estão o cilindro de oxigênio e a prancha rígida, que auxilia na reanimação cardíaca.
  • 15.
    Estrutura do carrode emergência Na base superior devem estar dispostos: ● desfibrilador; ● caixa com laringoscópio; ● impressos para verificação e checagem do carro; ● monitor cardíaco.
  • 16.
    Distribuição de materiaisno carro de emergência As gavetas do carro também podem ser identificadas por cores. Primeira gaveta: caracterizada por uma tarja vermelha, é onde ficam medicamentos como os medicamentos como drogas vasoativas, sedativos, diuréticos etc.
  • 17.
    Distribuição de materiaisno carro de emergência Segunda gaveta: caracterizada por uma tarja amarela,é onde ficam ficam os materiais para acesso intravascular, como o cateter intravenoso periférico e o cateter intravenoso central.
  • 18.
    Terceira gaveta: caracterizadapor uma tarja verde, é onde ficam os materiais para suporte ventilatório, como os tubos orotraqueais, os traqueóstomos e as máscaras laríngeas. Distribuição de materiais no carro de emergência
  • 19.
    Quarta gaveta: caracterizadapor uma tarja azul, é onde ficam ficam os demais materiais, como as sondas nasogástricas e nasoenterais, soros, gazes e outros materiais que a unidade achar necessário. Distribuição de materiais no carro de emergência
  • 20.
    Rotina de conferênciado carro de emergência No início de cada plantão, é preciso: ● verificar a integridade do lacre; ● realizar a testagem do desfibrilador; ● realizar a testagem do laringoscópio; ● verificar o cilindro de oxigênio. A verificação dos materiais deve acontecer uma vez por mês, caso o lacre não seja rompido. Quando não estiver em uso, deve permanecer lacrado.
  • 21.
    Como deve serrealizada essa conferência?
  • 22.
    O que fazercaso o lacre tenha sido rompido?
  • 23.
    Conhecendo o carrinhode emergência Vídeo sobre o carrinho de emergência.
  • 24.
    Checklist Disponibilizado pela instituição,o checklist deve estar preenchido com: ● datas de validade de cada material ou medicamento; ● número do último lacre trocado; ● assinatura de quem trocou, garantindo que o protocolo foi seguido.
  • 25.
    Quem é oprofissional da equipe de saúde que é responsável pela limpeza concorrente e terminal do carro de emergência?
  • 26.
    Responsabilidade do técnico deenfermagem ● Realizar a limpeza do carro de emergência, incluindo os equipamentos que estiverem na base superior; ● Auxiliar o enfermeiro na organização do carro; ● Após o uso, fazer a limpeza do carro e, no prazo estabelecido pela instituição, a limpeza terminal.
  • 27.
    Drogas vasoativas São drogasque apresentam efeitos vasculares ou cardíacos, cuja ação é rápida e dose-dependente. Elas são utilizadas quando é necessário induzir alterações hemodinâmicas intensas e imediatas em um paciente.
  • 28.
    Princípios das drogasvasoativas Para compreender melhor como as drogas vasoativas agem, é importante entender três princípios ligados a ela. 1. Vários receptores para a mesma droga: cada droga vasoativa aciona vários receptores em diferentes intensidades. Isso significa que a resposta fisiológica a cada droga não é linear e depende da interação de diversos receptores com efeitos diferentes; 2. Resposta dose-dependente: a mesma droga pode ter efeitos diferentes em diferentes doses; 3. Efeitos diretos e reflexos: os efeitos de cada droga vasoativa não se limitam às respostas fisiológicas, mas também inclui respostas reflexas às mudanças.
  • 29.
    Cuidados na administraçãode drogas vasoativas ● Utilizar bombas de infusão sempre que possível, pois desencadeiam alterações hemodinâmicas importantes; ● Controlar PA e FC no intervalo máximo de 60 minutos, para que seja possível detectar e corrigir alterações hemodinâmicas.
  • 30.
    Dopamina ● Classificação farmacológica:adrenérgico; ● Classificação terapêutica: inotrópico (+) e vasopressor; ● Apresentação: injetável, com ampolas de 10 mL com 50 mg; ● Diluição recomendada: SG 5% = 200 mL e dopamina (Revivan) = 50 mL = 1 mg/mL; ● Farmacodinâmica: estimula os receptores dopadrenérgicos (rim), betadrenérgicos (coração) e alfadrenérgicos (vaso).
  • 31.
    Dopamina Indicações: ● aumentar ofluxo renal de 1 a 2 mcg/kg/min (dose dopaminérgica); ● débito cardíaco, FC e PA; ● aumentar a resistência vascular sistêmica (RVS); ● aumentar a força de contração do ventrículo esquerdo (VE); ● ajustar a volemia antes de administrar a droga; ● excretar pela urina.
  • 32.
    Dopamina Cuidados de enfermagem: ●monitorar pressão arterial; ● monitorar nível de consciência; ● observar sinais de agitação ou confusão; ● controlar volume de diurese; ● manter a monitoração eletrocardiográfica: risco de arritmia e taquicardia; ● manter cateter venoso permeável; ● evitar extravasamento (dopamina é vesicante); ● observar sinais de superdosagem ou intoxicação: vasoconstrição excessiva, náuseas, vômitos, dor anginosa, cefaleia, arritmias, hipertensão e sudorese.
  • 33.
    Bitartarato de norepinefrina ●Classificação farmacológica: adrenérgico; ● Classificação terapêutica: vasopressor e inotrópico; ● Apresentação: injetável, ampolas de 4 mL com 1 mg/mL; ● Diluição recomendada: SG 5% = 150 mL e Levophed = 16 mL = 0,1 mg/mL; ● Farmacodinâmica: ação vasopressora nos receptores alfa adrenérgicos e efeito inotrópico de ação direta nos receptores cardíacos Beta 1.
  • 34.
    Bitartarato de norepinefrina Indicações: ●iniciar doses com 0,05 mcg/kg/min e titular o efeito até 1 mcg/kg/min; ● aumentar RVP; ● aumentar PAm; ● abaixar fluxo de sangue para a pele, músculos e território esplâncnico e renal; ● excretar pela urina; ● atentar para o ajuste da volemia antes de administrar a droga; ● administrar todas as drogas através da bomba de infusão.
  • 35.
    Dobutamina ● Classificação farmacológica:adrenérgico Beta 1; ● Classificação terapêutica: inotrópico; ● Apresentação: injetável, com ampolas de 20 mL com 250 mg; ● Diluição recomendada: SG 5% = 230 mL e dobutamina = 20mL = 1 mg/mL; ● Farmacodinâmica: estimula os receptores Beta 1 adrenérgicos.
  • 36.
    Dobutamina Indicações: ● aplicar dosede 2,5 a 10 mcg/kg/min, excepcionalmente até 40 mcg/kg/min; ● aumentar DC; ● abaixar RVS (pós-carga); ● aumentar pressão do VE; ● manter FC estável; ● excretar pela bile e urina.
  • 37.
    Dobutamina Cuidados de enfermagem: ●monitorar sinais vitais, ECG e PVC; ● controlar volume de diurese; ● controlar velocidade de infusão; ● manter cateter venoso permeável; ● observar sinais de flebite e infiltrações; ● realizar o desmame da dobutamina lentamente; ● observar sinais de superdosagem: hipertensão, taquiarritmias, isquemia do miocárdio, fibrilação ventricular e pode ocorrer hipotensão.
  • 38.
    Nitroglicerina ● Classificação farmacológica:nitrato; ● Classificação terapêutica: antianginoso e vasodilatador; ● Apresentação: injetável, ampolas de 5 e 10 mL = 5 mg/mL; ● Diluição recomendada: SG 5% = 240 mL e Tridil = 10 mL = 200 mcg/mL; ● Farmacodinâmica: aumento da produção de óxido nítrico com queda do cálcio e relaxamento das veias.
  • 39.
    Nitroglicerina Indicações: ● iniciar com15 mcg/min, ajustando em cotas de 10 a 15 até 200 mcg/min; ● doses baixas = venodilatador; ● doses altas: age nas artérias fazendo vasodilatação; ● aumentar pré e pós-carga; ● abaixar tensão da parede do VE; ● abaixar o consumo de O2 do miocárdio; ● excretar pela urina.
  • 40.
    Nitroprussiato de sódio ●Classificação farmacológica: vasodilatador; ● Classificação terapêutica: anti-hipertensivo; ● Apresentação: injetável, ampolas de 2 mL com 50 mg; ● Diluição recomendada: SG 5% = 248 mL e Nipride = 2 mL = 200 mcg/mL; ● Farmacodinâmica: produz óxido nítrico, reduzindo a disponibilidade de cálcio e, consequentemente, relaxa a musculatura vascular.
  • 41.
    Nitroprussiato de sódio Indicações: ●vasodilatação venosa e arterial iniciando com 0,25 mcg/kg/min; ● abaixar RVS; ● abaixar níveis pressóricos, perfusão cerebral e coronariana; ● abaixar pré e pós-carga; ● excretar por via renal.
  • 42.
    Nitroprussiato de sódio Cuidadosde enfermagem: ● manter o medicamento protegido da luz (nitroprussiato); ● trocar a infusão a cada seis horas (nitroprussiato); ● atentar para as alterações bruscas de pressão arterial; ● atentar para queixa de cefaleia persistente e, se necessário, administrar analgésico; ● atentar para efeitos colaterais: hipotensão, confusão mental, hiper-reflexia, convulsões; ● diluir a nitroglicerina somente em solução glicosada.
  • 43.
    Materiais Complementares PASTI, MariaJosé et al. Carro de emergência: ferramenta para a qualidade assistencial segura em parada cardiorrespiratória. Revista Qualidade HC, 2011. Disponível em: https://www.hcrp.usp.br/revistaqualidadehc/uploads/Artig os/32/32.pdf. Acesso em: 16 mar. 2022. LIMA, Shirley Barbosa Ortiz et al. Ferramentas da qualidade aplicadas à conferência do carro de emergência: pesquisa de métodos mistos. Escola de Enfermagem Anna Nery, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2177-9465-EAN-2020-0274.
  • 44.
    Materiais Complementares SILVA, VanessaFortes da et al. Analyzing the operational conditions of crash carts in clinical and surgical hospitalization units. Revista da Escola de Enfermagem da USP. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1980-220X2019040003693 Acesso em: 16 mar. 2022.
  • 45.
    Referências Bibliográficas EMPRESA BRASILEIRADE SERVIÇOS HOSPITALARES. Protocolo assistencial multiprofissional: Carro de emergência. UFTM, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/r egiao-sudeste/hc-uftm/documentos/protocolos-assistencia is/carro-de-emergencia-versao-3-final.pdf. Acesso em: 21 out. 2022. BERNOCHE, Claudia et al. Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.5935/abc.20190203. Acesso em: 21 out. 2022.
  • 46.
    Referências Bibliográficas CONSELHO REGIONALDE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. PARECER COREN-SP CT 037/2013 nº 100.547, de 10 de julho de 2013. Carro de emergência: composição, responsabilidade pela montagem, conferência e reposição. São Paulo, 10 jul. 2013. Disponível em: https://portal.coren-sp.gov.br/wp-content/uploads/2013/07 /parecer_coren_sp_2013_37.pdf. Acesso em: 21 out. 2022.