Por que Cannes?
Gabriela Spedo Sanchez - Young Lions 2017 - Planning
Cannes sempre foi um sonho. Desde a faculdade sabia e ouvia falar desse
festival, muito pelos prêmios e também por saber que lá haviam as melhores
palestras, os assuntos do momento estavam sendo discutidos e porque a
cidade fervia e vivia num outro ritmo.
Fui crescendo e esse encanto foi diminuindo, muito por discussões envolvendo
o prêmio, pelo descaso com a propaganda e por tudo que enaltecia o “velho
formato”. Novos prêmios e lugares foram ganhando espaço e virando o novo
“cool”, o novo local de inspiração. Fui levada por essa onda mas parei para
pensar um pouco nisso. No fim, continuamos fazendo propaganda.
Continuamos querendo falar e inspirar pessoas e usamos marcas para isso.
A tecnologia é importante, as inovações são essenciais, mas o cenário que
vivemos ainda tem muito de Cannes e não só de Googles e SxSW.
O festival também evoluiu e está mais completo, abrangente. Minha vontade
portanto, é ir para lá e viver tudo de novo que está acontecendo sobre esse
tema, que é maior do que só propaganda, filmes e prints. Quero
ver os desafios e as inspirações de quem vive no mesmo dia
a dia que eu, buscando sempre fazer diferente, mais bonito,
mais sincero e de maneira encantadora.
Minha história nesse case
Gabriela Spedo Sanchez - Young Lions 2017 - Planning
Tive a sorte de trabalhar com uma equipe altamente qualificada e muito
parceira, mas considero que tive três papeis principais nesse processo. Fui a
única planejadora a ir para Maués e isso me trouxe toda a responsabilidade de
fazer pesquisas, falar e descobrir o máximo de histórias, assuntos e lendas
relacionadas a Guaraná. Eu tinha que tirar o máximo dessa experiência e fazer
ela render.
Instiguei a minha assistente e o nosso estagiário na busca por exemplos de
outras categorias como forma de buscar inspiração tanto na forma como no
porquê de falar sobre ingrediente, e acabei trazendo uma visão mais
estratégica para o trabalho deles, enxergando potencial nos seus
aprendizados, como a nossa possível forma de falar sobre ingrediente,
trazendo luz para a origem e o processo mais craft.
Fui, de fato, uma pessoa chave nesse processo, indo de mesa em mesa
contando histórias, tirando dúvidas, mostrando fotos e falando de curiosidades
da região e do que eu tinha vivido, enriquecendo e abrindo novos horizontes
tanto para a criação, quanto para a mídia e a área de conteúdo,
estimulando-os a irem além e não deixarem
de lado a essência da marca.

Porque Cannes e o meu papel no processo

  • 1.
    Por que Cannes? GabrielaSpedo Sanchez - Young Lions 2017 - Planning Cannes sempre foi um sonho. Desde a faculdade sabia e ouvia falar desse festival, muito pelos prêmios e também por saber que lá haviam as melhores palestras, os assuntos do momento estavam sendo discutidos e porque a cidade fervia e vivia num outro ritmo. Fui crescendo e esse encanto foi diminuindo, muito por discussões envolvendo o prêmio, pelo descaso com a propaganda e por tudo que enaltecia o “velho formato”. Novos prêmios e lugares foram ganhando espaço e virando o novo “cool”, o novo local de inspiração. Fui levada por essa onda mas parei para pensar um pouco nisso. No fim, continuamos fazendo propaganda. Continuamos querendo falar e inspirar pessoas e usamos marcas para isso. A tecnologia é importante, as inovações são essenciais, mas o cenário que vivemos ainda tem muito de Cannes e não só de Googles e SxSW. O festival também evoluiu e está mais completo, abrangente. Minha vontade portanto, é ir para lá e viver tudo de novo que está acontecendo sobre esse tema, que é maior do que só propaganda, filmes e prints. Quero ver os desafios e as inspirações de quem vive no mesmo dia a dia que eu, buscando sempre fazer diferente, mais bonito, mais sincero e de maneira encantadora.
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    Minha história nessecase Gabriela Spedo Sanchez - Young Lions 2017 - Planning Tive a sorte de trabalhar com uma equipe altamente qualificada e muito parceira, mas considero que tive três papeis principais nesse processo. Fui a única planejadora a ir para Maués e isso me trouxe toda a responsabilidade de fazer pesquisas, falar e descobrir o máximo de histórias, assuntos e lendas relacionadas a Guaraná. Eu tinha que tirar o máximo dessa experiência e fazer ela render. Instiguei a minha assistente e o nosso estagiário na busca por exemplos de outras categorias como forma de buscar inspiração tanto na forma como no porquê de falar sobre ingrediente, e acabei trazendo uma visão mais estratégica para o trabalho deles, enxergando potencial nos seus aprendizados, como a nossa possível forma de falar sobre ingrediente, trazendo luz para a origem e o processo mais craft. Fui, de fato, uma pessoa chave nesse processo, indo de mesa em mesa contando histórias, tirando dúvidas, mostrando fotos e falando de curiosidades da região e do que eu tinha vivido, enriquecendo e abrindo novos horizontes tanto para a criação, quanto para a mídia e a área de conteúdo, estimulando-os a irem além e não deixarem de lado a essência da marca.