Alterar a Lei Eleitoral,
Fomentar a Democracia
     Partido pelos Animais
       e pela Natureza

    24 de Novembro de 2012
Uma Iniciativa de Cidadania
   A 24 de Julho, o PAN lançou uma petição para
    mudar a lei eleitoral, disponível em:
    http://tinyurl.com/maispluralismo

   Criou um mini-site onde explica o conteúdo,
    bem como alguns motivos para a alteração:
    http://www.pan.com.pt/reformaeleitoral
Resumo da proposta
   Diminuir o número de círculos de 22 para 2

   Diminuir o número de deputados de 230 para
    181 (177+4)

   Só requer alteração de 3 artigos da Lei Eleitoral

   Não exige qualquer mudança na Constituição
Redacção alternativa da LEAR
                              Artigo 12º
                         (Círculos eleitorais)
   1. Para efeitos de eleição dos deputados à Assembleia da
    República, o território nacional, abrangendo Portugal
    Continental e as Regiões Autónomas dos Açores e da
    Madeira, corresponde a um círculo eleitoral, com sede em
    Lisboa.
   2. Revogado
   3. Revogado
   4. Os eleitores residentes fora do território nacional são
    agrupados num círculo eleitoral, com sede em Lisboa.
Redacção alternativa da LEAR
                              Artigo 13º
                (Número e distribuição de deputados)
   1. O número total de deputados é de 181.
   2. O número total de deputados eleitos pelo círculo eleitoral
    do território nacional é de 177.
   3. Ao círculo eleitoral dos residentes fora do território
    nacional correspondem quatro deputados.
   4. Revogado
   5. Revogado
   6. Revogado
Redacção alternativa da LEAR
                             Artigo 23º
                 (Apresentação de candidaturas)
   1. A apresentação de candidaturas cabe aos órgãos
    competentes dos partidos políticos.
   2. A apresentação faz-se até ao 41º dia anterior à data
    prevista para as eleições, perante os juízes do juízo cível de
    Lisboa.
   3. Revogado
   4. Revogado
Mas mudar porquê?
Princípio da igualdade de voto
   Nas Legislativas de 2005, no Minho, 16.205
    votos bastaram para eleger um deputado do
    CDS-PP por Viana do Castelo, mas 22.179
    votos foram insuficientes para eleger o cabeça
    de lista do BE por Braga

   Nos círculos da emigração, em 2005 e 2009, o
    partido mais votado (PS) teve direito a um
    deputado, enquanto o segundo mais votado
    (PSD) elegeu três deputados
Milhares de votos ignorados
   Aquando da conversão de votos em mandatos,
    são ignoradas centenas de milhares de
    escrutínios válidos em partidos

   Em 2002, foram 395.343
   Em 2005, foram 504.775
   Em 2009, foram 462.482
   Em 2011, foram 512.247
Votos ignorados por partido
Votos ignorados por tipo de partido
E em Coimbra?
Dados de 2011 para reflectir
   35.893 votos válidos não foram convertidos em
    mandatos, i.e., 1 em cada 6 votantes do distrito
    (16,65%) viu a sua vontade ignorada

   Com 22.391 votos, o CDS elegeu um deputado

   Coimbra tem 7,01% do total nacional de votos
    ignorados (está no top 5)
O que mudará se a
proposta do PAN
  for aprovada?
Maior igualdade entre eleitores
   Princípio da igualdade de voto vigorará no seio
    das duas categorias de eleitores que votam nas
    Legislativas:

       Os que residem no território nacional e votam
        presencialmente no dia da eleição

       Os que não residem no território nacional (diáspora) e
        votam por correspondência
Mais vontades respeitadas
   Os votos ignorados aquando da conversão de
    votos em mandatos diminuirão imenso,
    tornando a representação parlamentar num
    espelho mais fiel da vontade popular

   Incentivo ao voto sincero, em detrimento do
    voto estratégico / “útil” / “no mal menor”
Mas não há
sistemas perfeitos…
E a representação regional?
   Actualmente, ela não existe na prática, pois os
    deputados são “da nação” e não “da região”
   O “paraquedismo” é comum nas listas

   Proposta:
   Após a eleição, cada deputado faria uma
    declaração pública sobre as áreas geográficas
    e temáticas a que dará prioridade na sua acção
Então, porque não tem
    a lei mudado?
Uma questão de (des)interesse
 “Nas últimas três décadas, PS e PSD foram capazes de se
 entender em matérias como as revisões constitucionais que
 possibilitaram o fim das nacionalizações e a liberalização da
 economia, o termo do poder militar que marcou o período
 revolucionário ou a adesão à CEE, mas revelam uma enorme
 dificuldade de compromisso no domínio da reforma eleitoral.
 A grande diferença é que, nos exemplos acima referidos,
 ambos os partidos puderam sair simultaneamente vencedores,
 enquanto no que respeita à revisão do sistema eleitoral já se
 observou que tal dificilmente acontecerá.
 No fundo, ao escolher um sistema eleitoral estão a definir-se as
 regras institucionais de distribuição de poder, e, nesta matéria, se
 nem todas as forças e agentes políticos podem ficar a ganhar, a
 verdade é que nenhum quer ficar a perder.”
            Nuno Sampaio in “O sistema eleitoral português: crónica de uma reforma adiada”

PAN Alteração Lei Eleitoral

  • 1.
    Alterar a LeiEleitoral, Fomentar a Democracia Partido pelos Animais e pela Natureza 24 de Novembro de 2012
  • 2.
    Uma Iniciativa deCidadania  A 24 de Julho, o PAN lançou uma petição para mudar a lei eleitoral, disponível em: http://tinyurl.com/maispluralismo  Criou um mini-site onde explica o conteúdo, bem como alguns motivos para a alteração: http://www.pan.com.pt/reformaeleitoral
  • 3.
    Resumo da proposta  Diminuir o número de círculos de 22 para 2  Diminuir o número de deputados de 230 para 181 (177+4)  Só requer alteração de 3 artigos da Lei Eleitoral  Não exige qualquer mudança na Constituição
  • 4.
    Redacção alternativa daLEAR Artigo 12º (Círculos eleitorais)  1. Para efeitos de eleição dos deputados à Assembleia da República, o território nacional, abrangendo Portugal Continental e as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, corresponde a um círculo eleitoral, com sede em Lisboa.  2. Revogado  3. Revogado  4. Os eleitores residentes fora do território nacional são agrupados num círculo eleitoral, com sede em Lisboa.
  • 5.
    Redacção alternativa daLEAR Artigo 13º (Número e distribuição de deputados)  1. O número total de deputados é de 181.  2. O número total de deputados eleitos pelo círculo eleitoral do território nacional é de 177.  3. Ao círculo eleitoral dos residentes fora do território nacional correspondem quatro deputados.  4. Revogado  5. Revogado  6. Revogado
  • 6.
    Redacção alternativa daLEAR Artigo 23º (Apresentação de candidaturas)  1. A apresentação de candidaturas cabe aos órgãos competentes dos partidos políticos.  2. A apresentação faz-se até ao 41º dia anterior à data prevista para as eleições, perante os juízes do juízo cível de Lisboa.  3. Revogado  4. Revogado
  • 7.
  • 8.
    Princípio da igualdadede voto  Nas Legislativas de 2005, no Minho, 16.205 votos bastaram para eleger um deputado do CDS-PP por Viana do Castelo, mas 22.179 votos foram insuficientes para eleger o cabeça de lista do BE por Braga  Nos círculos da emigração, em 2005 e 2009, o partido mais votado (PS) teve direito a um deputado, enquanto o segundo mais votado (PSD) elegeu três deputados
  • 9.
    Milhares de votosignorados  Aquando da conversão de votos em mandatos, são ignoradas centenas de milhares de escrutínios válidos em partidos  Em 2002, foram 395.343  Em 2005, foram 504.775  Em 2009, foram 462.482  Em 2011, foram 512.247
  • 10.
  • 11.
    Votos ignorados portipo de partido
  • 12.
  • 13.
    Dados de 2011para reflectir  35.893 votos válidos não foram convertidos em mandatos, i.e., 1 em cada 6 votantes do distrito (16,65%) viu a sua vontade ignorada  Com 22.391 votos, o CDS elegeu um deputado  Coimbra tem 7,01% do total nacional de votos ignorados (está no top 5)
  • 14.
    O que mudaráse a proposta do PAN for aprovada?
  • 15.
    Maior igualdade entreeleitores  Princípio da igualdade de voto vigorará no seio das duas categorias de eleitores que votam nas Legislativas:  Os que residem no território nacional e votam presencialmente no dia da eleição  Os que não residem no território nacional (diáspora) e votam por correspondência
  • 16.
    Mais vontades respeitadas  Os votos ignorados aquando da conversão de votos em mandatos diminuirão imenso, tornando a representação parlamentar num espelho mais fiel da vontade popular  Incentivo ao voto sincero, em detrimento do voto estratégico / “útil” / “no mal menor”
  • 17.
  • 18.
    E a representaçãoregional?  Actualmente, ela não existe na prática, pois os deputados são “da nação” e não “da região”  O “paraquedismo” é comum nas listas  Proposta:  Após a eleição, cada deputado faria uma declaração pública sobre as áreas geográficas e temáticas a que dará prioridade na sua acção
  • 19.
    Então, porque nãotem a lei mudado?
  • 20.
    Uma questão de(des)interesse “Nas últimas três décadas, PS e PSD foram capazes de se entender em matérias como as revisões constitucionais que possibilitaram o fim das nacionalizações e a liberalização da economia, o termo do poder militar que marcou o período revolucionário ou a adesão à CEE, mas revelam uma enorme dificuldade de compromisso no domínio da reforma eleitoral. A grande diferença é que, nos exemplos acima referidos, ambos os partidos puderam sair simultaneamente vencedores, enquanto no que respeita à revisão do sistema eleitoral já se observou que tal dificilmente acontecerá. No fundo, ao escolher um sistema eleitoral estão a definir-se as regras institucionais de distribuição de poder, e, nesta matéria, se nem todas as forças e agentes políticos podem ficar a ganhar, a verdade é que nenhum quer ficar a perder.” Nuno Sampaio in “O sistema eleitoral português: crónica de uma reforma adiada”