Indústria Nacional de
Produtos de Defesa:
Repercussões para o
desenvolvimento econômico,
social e tecnológico do Brasil




XI Encontro Nacional de Estudos Estratégicos
Agenda

    Plano Brasil Maior: dimensões e organização
     setorial
      Diretrizes de investimento, inovação   e
       competitividade
    Base Industrial de Defesa
    Contribuições da ABDI
    A Política de Offset
    O Regime Especial Tributário para a Indústria de
     Defesa - RETID
Plano Brasil Maior:
   dimensões e
organização setorial
Plano Brasil Maior: dimensões
   Dimensão Estruturante:                                               Dimensão Sistêmica:
     diretrizes setoriais                                                temas transversais

       Fortalecimento de                                               Comércio Exterior
       Cadeias Produtivas
                                                                         Investimento
         Novas Competências                                                Inovação
          Tecnológicas e de
              Negócios                                                Formação e
                                                                      Qualificação
        Cadeias de Suprimento                                         Profissional
            em Energias                                           Produção Sustentável

           Diversificação das                                         Competitividade de
             Exportações e                                            Pequenos Negócios
          Internacionalização                                         Ações Especiais em
                                                                       Desenvolvimento
           Competências na                                                Regional
            Economia do                                                  Bem-estar do
         Conhecimento Natural                                            consumidor
                                                                      Condições e Relações
                                                                          de Trabalho
                                     Organização Setorial


         Sistemas da         Sistemas       Sistemas    Sistemas do        Comércio,
          Mecânica,         Intensivos     Intensivos   Agronegócio        Logística e
       Eletroeletrônica     em Escala          em                           Serviços
           e Saúde                          Trabalho
Plano Brasil Maior:
  organização setorial

  Sistemas da               Sistemas             Sistemas            Sistemas do           Comércio,
   Mecânica,               Intensivos           Intensivos           Agronegócio           Logística e
Eletroeletrônica           em Escala           em Trabalho                                  Serviços
    e Saúde
                                                                     Carnes e            Comércio
                         Químico-              Plásticos; HPPC;                          Atacadista e
Petróleo & Gás e                                                     Derivados;
                         Petroquímico;         Calçados e                                Varejista;
Naval (cadeia de                                                     Cereais e
                         Fertilizantes; Bio-   Artefatos; Têxtil e                       Logística e
suprimento);                                                         Leguminosas;
                         etanol e Energias     Confecções;                               Serviços
Complexo da Saúde;                                                   Café e Produtos
                         Renováveis;           Móveis;                                   Pessoais
Automotivo;                                                          Conexos; Frutas e
                         Minero-Meta-          Brinquedos;                               direcionados ao
Aeronáutica e                                                        Sucos; Vinhos
                         lúrgico; Celulose e   Complexo da                               consumo das
Espacial; Bens de
                         Papel                 Construção Civil                          famílias; Serviços
Capital; TIC; Complexo
de Defesa                                                                                de apoio
                                                                                         à produção
Produtividade e Competitividade


      A    ênfase      em      Pesquisa,
      Desenvolvimento e Inovação é o fio
      condutor do crescimento econômico.
      O Brasil reconhece a necessidade
      de    ampliar     os   níveis  de
      produtividade    e   promover   a
      competitividade.
Caminhos para a competitividade

                     Competitividade



                       Produtividade



     Eficiência no uso de recursos financeiros, tecnológicos
                           e humanos


             Instrumentos de política industrial:
               PD&I e qualificação profissional
Compras Governamentais

    Compras governamentais são mecanismos legítimos
     de indução do desenvolvimento, incluídos como
     elementos de relevo nas políticas industriais de
     diversos países.

    O Governo Federal é o maior comprador do País:
     compras de produtos e contratação de serviços
     chegaram a cerca de R$ 400 bilhões em 2010.

    A Indústria de Defesa, com dinâmica estimulada pelas
     compras públicas, vivenciou processo de aprendizado
     expresso em amplo conjunto de normas, portarias,
     decretos e leis específicas.
Base Industrial de
     Defesa
Características


    Demanda essencialmente       governamental:
     poder de compra do Estado;
    Oferta de produtos de alto valor agregado:
     dominada por grandes empresas, muitas
     vezes com capital governamental envolvido;
    Saltos tecnológicos dependentes de grandes
     programas estruturantes.
Exemplos de programas brasileiros
    (Décadas: 1970 e 1980)
   Fragatas da classe Niterói: aquisição e posterior produção local no
    Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) - 5 sob licença do
    estaleiro britânico Vosper Thornycroft (1970);
   Aviões de caça supersônicos Mirage III e F-5 Tiger II: adquiridos da
    empresa francesa Dassault (1970) e da norte-americana Northrop
    (1973), respectivamente;
   Veículos blindados de reconhecimento (EE-9 Cascavel) e transporte
    (EE-11 Urutu): desenvolvidos e produzidos pela Engesa (1970);
   Aviões de treinamento avançado a jato Xavante: produzidos pela
    Embraer sob licença da empresa italiana Aermacchi (1971);
   Sistema Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo –
    SISDACTA: implantação do CINDACTA I (1972) e CINDACTA II
    (1982), com tecnologia da empresa francesa Thompson-CSF e
    participação da empresa brasileira ESCA;
Exemplos de programas brasileiros
    (Décadas: 1970 e 1980)
   Mísseis ar-ar Piranha: início do desenvolvimento (1976);
   Aviões de treinamento básico turboélice Tucano: desenvolvidos e
    produzidos pela Embraer (1978);
   Programa Nuclear da Marinha visando à propulsão naval (1979);
   Corvetas da classe Inhaúma: desenvolvimento e produção local
    pelo AMRJ com suporte técnico do estaleiro alemão Marine
    Technik (1981);
   Aviões de caça tático AMX: desenvolvimento e produção local
    realizados pela Embraer, em conjunto com as empresas italianas
    Aeritalia e Aermacchi (1981);
   Sistema de foguetes de saturação (Astros II): desenvolvidos e
    produzidos pela Avibras (1983);
   Submarinos da classe Tupi: aquisição e posterior produção local
    no AMRJ sob licença do estaleiro alemão HDW (1985).
Exemplos de programas brasileiros
    (Décadas: 1990 e 2000)
     CONTEXTUALIZAÇÃO

       Abertura comercial

       Estabilização econômica

       Privatização e construção de marco regulatório para
        apoiar a dinamização do ambiente industrial, científico
        e tecnológico para a inovação

       Retomada da capacidade de investimento em capital
        fixo e inovação, com foco de médio e longo prazo

       Estratégica Nacional de Defesa, PACTI 2007-2011, PDP
        2008-2010
Exemplos de programas brasileiros
    (Décadas: 1990 e 2000)

     Avião caça supersônico (projeto FX-2) – processo em
      andamento, sendo os principais concorrentes os modelos F-
      18E/F Super Hornet da Boeing (EUA), o Rafale da Dassault
      (França) e o Gripen NG da Saab (Suécia);

     Helicópteros de transporte médio (projeto HXBR) –
      desenvolvimentos de subsistemas e produção local pela
      Helibras, em conjunto com a empresa Eurocopter;

     Avião a jato voltado para o transporte militar tático e o
      reabastecimento aéreo (programa KC-390). O contrato para
      desenvolvimento foi assinado em 2009 com a Embraer, e no
      ano seguinte a FAB confirmou a intenção de uma encomenda
      inicial de 28 aeronaves, cujas primeiras entregas estão
      previstas para 2016.
Exemplos de programas brasileiros
    (Décadas: 1990 e 2000)
    Programa de construção de 34 navios patrulha marítima da
     classe Macaé (Napa 500): adaptação de projeto francês. A
     construção das 6 primeiras embarcações foi transferida, através
     de licitação, para dois estaleiros privados nacionais, a Indústria
     Naval do Ceará S.A. (INACE) e o Estaleiro da Ilha S.A. (EISA);
    Acordo Brasil (Marinha) – França (2008): construção de 4
     submarinos convencionais da classe Scorpène (4 unidades),
     projeto e construção de um submarino de propulsão nuclear,
     estaleiro para construção de 5 submarinos; base de submarinos
     junto ao estaleiro (município de Itaguaí - RJ) (acordo de
     transferência tecnologia Brasil – França). A principal empresa
     Brasil é a Itaguaí Construções Navais, joint venture entre a
     francesa DCNS (49%), detentora da tecnologia, a Odebrecht (50%)
     e governo federal (1% - golden share).
Exemplos de programas brasileiros
    (Décadas: 1990 e 2000)
   Programa de Desenvolvimento de Meios de Superfície
    (PROSUPER): obtenção 5 Navios Escoltas, 1 Navio de Apoio 5
    Logístico e Navios de Patrulha Oceânico. Os projetos
    vencedores serão produzidos no Brasil, promovendo a
    absorção da tecnologia. Programa em fase inicial (análise e
    avaliação dos projetos oferecidos por diversos países,
    confrontados com os requisitos operacionais impostos pela
    Marinha do Brasil);
   Família de radares do EB – CTEx (M60 / M200);
   Obtenção de Super Tucanos;
   Míssil Anti-Radiação FAB – MECTRON (exportação para
    Paquistão);
   Veículo Blindado Guarani.
Contribuições da ABDI
Estudos

Estudos Setoriais de Inovação
Base Industrial de Defesa
(2010)
                                     Diagnóstico da Base
                                     Industrial de Defesa
                                     Brasileira (mar/2011)




Mapeamento da Base Industrial de
Defesa Brasileira (início previsto
para dezembro de 2011)
Centro Tecnológico de
 Helicópteros – Itajubá / MG
   Apoio à criação do Centro Tecnológico de Helicópteros
III.
junto a UNIFEI, em Itajubá

      A proposta de criação do Centro de Tecnologia de Asas
       Rotativas surgiu de entendimentos entre o Reitor da
       Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) e o Presidente da
       ABDI, em fins de 2009;
       Prevê a criação de Centro de Pesquisa, Desenvolvimento
       Tecnológico, Inovação e Testes para o setor, junto à UNIFEI,
       em Itajubá;
      Trata-se de projeto estruturante para o setor de Defesa, uma
       vez que contribui para a criação e o desenvolvimento de
       massa crítica e de conhecimentos técnicos sobre o segmento
       de asas rotativas, além da consolidação e do fortalecimento da
       cadeia produtiva;

Centro Tecnológico de
 Helicópteros – Itajubá / MG
III
      Origina-se no contexto da negociação e do desenvolvimento
      dos International Cooperation Projects (ICP), instrumentos de
      compensação e transferência de tecnologia previstos no
      contrato do Projeto H-XBR, assinado entre o Governo do Brasil
      e o Consórcio Eurocopter/Helibras, para a aquisição de 50
      helicópteros EC-725;
     A Helibras realizará parte do seu processo produtivo no Brasil,
      com índice de nacionalização de componentes que atingirá ao
      menos 50%, até 2016, data prevista para a entrega das
      últimas aeronaves;

     Proporcionará sustentabilidade para a transferência de
      tecnologia, com vistas ao domínio completo do processo
      científico e tecnológico para a produção de aeronaves de asas
      rotativas no Brasil.
Contribuições – Livro Branco
 de Defesa Nacional
III
      A ABDI, mediante delegação do MDIC, integra o Grupo de
      Trabalho Interministerial do Livro Branco de Defesa Nacional;

       Participou das oficinas de trabalhado realizadas na primeira
      etapa dos trabalhos e apresentou informações referentes ao
      tema Indústria Nacional de Defesa, no contexto do grupo
      composto por representantes do MDIC, ABDI, IPEA e
      COMDEFESA da FIESP.
Política de Offset
Reflexos e Relevância
   A exigência de acordos de compensação para
    contratos de compra de equipamentos de defesa no
    exterior é uma estratégia para agregar tecnologia e
    fomentar exportações que vem ganhando força no
    Brasil.
   Programas     implementados    geraram     resultados
    importantes: o setor aeronáutico foi o único de alta
    tecnologia com superávit na balança comercial em
    2010 (exportações U$4,36 bi; importações U$2,29 bi;
    superavit U$2,07 bi).
   Possibilidade de expansão da prática de offset para
    outros setores do governo: Lei 12.349/2010,
    regulamentada pelo Decreto 7.546/2011
Perspectivas


    O setor de defesa é fundamental para o
     sucesso da estratégia de desenvolvimento
     industrial e tecnológico do país.

    O poder de compra do Estado é um
     instrumento da maior relevância: é preciso
     superar dificuldades e criar mecanismos que
     viabilizem uma aplicação cada vez mais
     eficiente

    Há perspectivas concretas de novos avanços
Regime Especial
  Tributário para a
Indústria de Defesa
MP 544 - 29/09/11

RETID estabelece:

(i) regime de compras governamentais diferenciadas,
     priorizando produtos estratégicos de defesa; e
(ii) regime especial tributário para empresas
     estratégicas de defesa que produzam partes,
     peças, ferramentas, componentes, equipamentos,
     sistemas, subsistemas, insumos, matérias-primas
     ou prestem serviços de defesa.
   A MP 544 – 29/09/11 Institui o RETID, a ser
    regulamentado pelo Poder Executivo
Instrumentos RETID
   1. Autorização para abertura de licitações destinadas
    exclusivamente para empresas estratégicas de defesa -
    EED (conforme critérios estipulados no Projeto de Lei),
    quando envolverem fornecimento ou desenvolvimento de
    produtos estratégicos de defesa - PED;

   2. Suspensão de impostos:

       PIS/PASEP e Cofins sobre receita da pessoa jurídica
       vendedora de PED;
       IPI incidente na saída do estabelecimento industrial
       ou equiparado e incidente na importação.

   3. Exigência do PIS/PASEP importação e Cofins-
    Importação.
Correlação RETID com objetivos
  do Plano Brasil Maior

                       Ampliar o
                     investimento
                       fixo (23%)
     Ampliar o                        Elevar o
       valor                         dispêndio
     agregado                       empresarial
     nacional                         em P&D
Obrigado
Mauro Borges Lemos
 Presidente – ABDI



gabinete@abdi.com.br
  +55 61 3962 8700
  www.abdi.com.br

Painel 2 (XI ENEE) - Indústria nacional de produtos de defesa (Mauro Borges Lemos)

  • 1.
    Indústria Nacional de Produtosde Defesa: Repercussões para o desenvolvimento econômico, social e tecnológico do Brasil XI Encontro Nacional de Estudos Estratégicos
  • 2.
    Agenda  Plano Brasil Maior: dimensões e organização setorial  Diretrizes de investimento, inovação e competitividade  Base Industrial de Defesa  Contribuições da ABDI  A Política de Offset  O Regime Especial Tributário para a Indústria de Defesa - RETID
  • 3.
    Plano Brasil Maior: dimensões e organização setorial
  • 4.
    Plano Brasil Maior:dimensões Dimensão Estruturante: Dimensão Sistêmica: diretrizes setoriais temas transversais Fortalecimento de Comércio Exterior Cadeias Produtivas Investimento Novas Competências Inovação Tecnológicas e de Negócios Formação e Qualificação Cadeias de Suprimento Profissional em Energias Produção Sustentável Diversificação das Competitividade de Exportações e Pequenos Negócios Internacionalização Ações Especiais em Desenvolvimento Competências na Regional Economia do Bem-estar do Conhecimento Natural consumidor Condições e Relações de Trabalho Organização Setorial Sistemas da Sistemas Sistemas Sistemas do Comércio, Mecânica, Intensivos Intensivos Agronegócio Logística e Eletroeletrônica em Escala em Serviços e Saúde Trabalho
  • 5.
    Plano Brasil Maior: organização setorial Sistemas da Sistemas Sistemas Sistemas do Comércio, Mecânica, Intensivos Intensivos Agronegócio Logística e Eletroeletrônica em Escala em Trabalho Serviços e Saúde Carnes e Comércio Químico- Plásticos; HPPC; Atacadista e Petróleo & Gás e Derivados; Petroquímico; Calçados e Varejista; Naval (cadeia de Cereais e Fertilizantes; Bio- Artefatos; Têxtil e Logística e suprimento); Leguminosas; etanol e Energias Confecções; Serviços Complexo da Saúde; Café e Produtos Renováveis; Móveis; Pessoais Automotivo; Conexos; Frutas e Minero-Meta- Brinquedos; direcionados ao Aeronáutica e Sucos; Vinhos lúrgico; Celulose e Complexo da consumo das Espacial; Bens de Papel Construção Civil famílias; Serviços Capital; TIC; Complexo de Defesa de apoio à produção
  • 6.
    Produtividade e Competitividade  A ênfase em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação é o fio condutor do crescimento econômico.  O Brasil reconhece a necessidade de ampliar os níveis de produtividade e promover a competitividade.
  • 7.
    Caminhos para acompetitividade Competitividade Produtividade Eficiência no uso de recursos financeiros, tecnológicos e humanos Instrumentos de política industrial: PD&I e qualificação profissional
  • 8.
    Compras Governamentais  Compras governamentais são mecanismos legítimos de indução do desenvolvimento, incluídos como elementos de relevo nas políticas industriais de diversos países.  O Governo Federal é o maior comprador do País: compras de produtos e contratação de serviços chegaram a cerca de R$ 400 bilhões em 2010.  A Indústria de Defesa, com dinâmica estimulada pelas compras públicas, vivenciou processo de aprendizado expresso em amplo conjunto de normas, portarias, decretos e leis específicas.
  • 9.
  • 10.
    Características  Demanda essencialmente governamental: poder de compra do Estado;  Oferta de produtos de alto valor agregado: dominada por grandes empresas, muitas vezes com capital governamental envolvido;  Saltos tecnológicos dependentes de grandes programas estruturantes.
  • 11.
    Exemplos de programasbrasileiros (Décadas: 1970 e 1980)  Fragatas da classe Niterói: aquisição e posterior produção local no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) - 5 sob licença do estaleiro britânico Vosper Thornycroft (1970);  Aviões de caça supersônicos Mirage III e F-5 Tiger II: adquiridos da empresa francesa Dassault (1970) e da norte-americana Northrop (1973), respectivamente;  Veículos blindados de reconhecimento (EE-9 Cascavel) e transporte (EE-11 Urutu): desenvolvidos e produzidos pela Engesa (1970);  Aviões de treinamento avançado a jato Xavante: produzidos pela Embraer sob licença da empresa italiana Aermacchi (1971);  Sistema Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo – SISDACTA: implantação do CINDACTA I (1972) e CINDACTA II (1982), com tecnologia da empresa francesa Thompson-CSF e participação da empresa brasileira ESCA;
  • 12.
    Exemplos de programasbrasileiros (Décadas: 1970 e 1980)  Mísseis ar-ar Piranha: início do desenvolvimento (1976);  Aviões de treinamento básico turboélice Tucano: desenvolvidos e produzidos pela Embraer (1978);  Programa Nuclear da Marinha visando à propulsão naval (1979);  Corvetas da classe Inhaúma: desenvolvimento e produção local pelo AMRJ com suporte técnico do estaleiro alemão Marine Technik (1981);  Aviões de caça tático AMX: desenvolvimento e produção local realizados pela Embraer, em conjunto com as empresas italianas Aeritalia e Aermacchi (1981);  Sistema de foguetes de saturação (Astros II): desenvolvidos e produzidos pela Avibras (1983);  Submarinos da classe Tupi: aquisição e posterior produção local no AMRJ sob licença do estaleiro alemão HDW (1985).
  • 13.
    Exemplos de programasbrasileiros (Décadas: 1990 e 2000)  CONTEXTUALIZAÇÃO  Abertura comercial  Estabilização econômica  Privatização e construção de marco regulatório para apoiar a dinamização do ambiente industrial, científico e tecnológico para a inovação  Retomada da capacidade de investimento em capital fixo e inovação, com foco de médio e longo prazo  Estratégica Nacional de Defesa, PACTI 2007-2011, PDP 2008-2010
  • 14.
    Exemplos de programasbrasileiros (Décadas: 1990 e 2000)  Avião caça supersônico (projeto FX-2) – processo em andamento, sendo os principais concorrentes os modelos F- 18E/F Super Hornet da Boeing (EUA), o Rafale da Dassault (França) e o Gripen NG da Saab (Suécia);  Helicópteros de transporte médio (projeto HXBR) – desenvolvimentos de subsistemas e produção local pela Helibras, em conjunto com a empresa Eurocopter;  Avião a jato voltado para o transporte militar tático e o reabastecimento aéreo (programa KC-390). O contrato para desenvolvimento foi assinado em 2009 com a Embraer, e no ano seguinte a FAB confirmou a intenção de uma encomenda inicial de 28 aeronaves, cujas primeiras entregas estão previstas para 2016.
  • 15.
    Exemplos de programasbrasileiros (Décadas: 1990 e 2000)  Programa de construção de 34 navios patrulha marítima da classe Macaé (Napa 500): adaptação de projeto francês. A construção das 6 primeiras embarcações foi transferida, através de licitação, para dois estaleiros privados nacionais, a Indústria Naval do Ceará S.A. (INACE) e o Estaleiro da Ilha S.A. (EISA);  Acordo Brasil (Marinha) – França (2008): construção de 4 submarinos convencionais da classe Scorpène (4 unidades), projeto e construção de um submarino de propulsão nuclear, estaleiro para construção de 5 submarinos; base de submarinos junto ao estaleiro (município de Itaguaí - RJ) (acordo de transferência tecnologia Brasil – França). A principal empresa Brasil é a Itaguaí Construções Navais, joint venture entre a francesa DCNS (49%), detentora da tecnologia, a Odebrecht (50%) e governo federal (1% - golden share).
  • 16.
    Exemplos de programasbrasileiros (Décadas: 1990 e 2000)  Programa de Desenvolvimento de Meios de Superfície (PROSUPER): obtenção 5 Navios Escoltas, 1 Navio de Apoio 5 Logístico e Navios de Patrulha Oceânico. Os projetos vencedores serão produzidos no Brasil, promovendo a absorção da tecnologia. Programa em fase inicial (análise e avaliação dos projetos oferecidos por diversos países, confrontados com os requisitos operacionais impostos pela Marinha do Brasil);  Família de radares do EB – CTEx (M60 / M200);  Obtenção de Super Tucanos;  Míssil Anti-Radiação FAB – MECTRON (exportação para Paquistão);  Veículo Blindado Guarani.
  • 17.
  • 18.
    Estudos Estudos Setoriais deInovação Base Industrial de Defesa (2010) Diagnóstico da Base Industrial de Defesa Brasileira (mar/2011) Mapeamento da Base Industrial de Defesa Brasileira (início previsto para dezembro de 2011)
  • 19.
    Centro Tecnológico de Helicópteros – Itajubá / MG Apoio à criação do Centro Tecnológico de Helicópteros III. junto a UNIFEI, em Itajubá  A proposta de criação do Centro de Tecnologia de Asas Rotativas surgiu de entendimentos entre o Reitor da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) e o Presidente da ABDI, em fins de 2009;  Prevê a criação de Centro de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico, Inovação e Testes para o setor, junto à UNIFEI, em Itajubá;  Trata-se de projeto estruturante para o setor de Defesa, uma vez que contribui para a criação e o desenvolvimento de massa crítica e de conhecimentos técnicos sobre o segmento de asas rotativas, além da consolidação e do fortalecimento da cadeia produtiva; 
  • 20.
    Centro Tecnológico de Helicópteros – Itajubá / MG III  Origina-se no contexto da negociação e do desenvolvimento dos International Cooperation Projects (ICP), instrumentos de compensação e transferência de tecnologia previstos no contrato do Projeto H-XBR, assinado entre o Governo do Brasil e o Consórcio Eurocopter/Helibras, para a aquisição de 50 helicópteros EC-725;  A Helibras realizará parte do seu processo produtivo no Brasil, com índice de nacionalização de componentes que atingirá ao menos 50%, até 2016, data prevista para a entrega das últimas aeronaves;   Proporcionará sustentabilidade para a transferência de tecnologia, com vistas ao domínio completo do processo científico e tecnológico para a produção de aeronaves de asas rotativas no Brasil.
  • 21.
    Contribuições – LivroBranco de Defesa Nacional III A ABDI, mediante delegação do MDIC, integra o Grupo de Trabalho Interministerial do Livro Branco de Defesa Nacional;  Participou das oficinas de trabalhado realizadas na primeira etapa dos trabalhos e apresentou informações referentes ao tema Indústria Nacional de Defesa, no contexto do grupo composto por representantes do MDIC, ABDI, IPEA e COMDEFESA da FIESP.
  • 22.
  • 23.
    Reflexos e Relevância  A exigência de acordos de compensação para contratos de compra de equipamentos de defesa no exterior é uma estratégia para agregar tecnologia e fomentar exportações que vem ganhando força no Brasil.  Programas implementados geraram resultados importantes: o setor aeronáutico foi o único de alta tecnologia com superávit na balança comercial em 2010 (exportações U$4,36 bi; importações U$2,29 bi; superavit U$2,07 bi).  Possibilidade de expansão da prática de offset para outros setores do governo: Lei 12.349/2010, regulamentada pelo Decreto 7.546/2011
  • 24.
    Perspectivas  O setor de defesa é fundamental para o sucesso da estratégia de desenvolvimento industrial e tecnológico do país.  O poder de compra do Estado é um instrumento da maior relevância: é preciso superar dificuldades e criar mecanismos que viabilizem uma aplicação cada vez mais eficiente  Há perspectivas concretas de novos avanços
  • 25.
    Regime Especial Tributário para a Indústria de Defesa
  • 26.
    MP 544 -29/09/11 RETID estabelece: (i) regime de compras governamentais diferenciadas, priorizando produtos estratégicos de defesa; e (ii) regime especial tributário para empresas estratégicas de defesa que produzam partes, peças, ferramentas, componentes, equipamentos, sistemas, subsistemas, insumos, matérias-primas ou prestem serviços de defesa.  A MP 544 – 29/09/11 Institui o RETID, a ser regulamentado pelo Poder Executivo
  • 27.
    Instrumentos RETID  1. Autorização para abertura de licitações destinadas exclusivamente para empresas estratégicas de defesa - EED (conforme critérios estipulados no Projeto de Lei), quando envolverem fornecimento ou desenvolvimento de produtos estratégicos de defesa - PED;  2. Suspensão de impostos: PIS/PASEP e Cofins sobre receita da pessoa jurídica vendedora de PED; IPI incidente na saída do estabelecimento industrial ou equiparado e incidente na importação.  3. Exigência do PIS/PASEP importação e Cofins- Importação.
  • 28.
    Correlação RETID comobjetivos do Plano Brasil Maior Ampliar o investimento fixo (23%) Ampliar o Elevar o valor dispêndio agregado empresarial nacional em P&D
  • 29.
    Obrigado Mauro Borges Lemos Presidente – ABDI gabinete@abdi.com.br +55 61 3962 8700 www.abdi.com.br