O poema descreve o diálogo noturno do poeta com as estrelas, que conversam enquanto a Via Láctea brilha no céu. Embora outros possam achar que ele enlouqueceu por ouvir estrelas, o poeta afirma que só quem ama é capaz de ouvi-las e entendê-las.
"Ora (direis) ouvirestrelas! Certo Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto, Que, para ouvi-las muita vez desperto E abro as janelas, pálido de espanto...
3.
E conversamos todanoite, enquanto A Via Láctea, como um pálio aberto, Cintila. E, ao vir o sol, saudoso e em pranto, Inda as procuro pelo céu deserto.