Outsourcing e as operadoras 
Por Thales Cyrino 
 
A essência do outsourcing está para conseguir um serviço de melhor qualidade, em 
menor tempo e com o menor custo. Porém, se analisarmos estas três variáveis: 
qualidade, tempo e custo, chegamos a conclusão que é praticamente impossível 
conseguir otimizar as três. 
Muitas empresas pensam em terceirizar ou realizar o outsourcing de uma de suas 
atividades com o objetivo de alcançar estas três metas. O que muitas vezes 
observamos é que quando não atingem uma delas voltam atrás e deixam de realizar o 
outsourcing. Por isso, antes de tomarmos a decisão de fazer ou não o outsourcing de 
uma de nossas atividades, devemos avaliar com calma o que queremos: melhor 
qualidade, menor custo ou agilidade? Na maioria dos casos é possível conciliar duas 
destas, e em poucos casos é possível conciliar as três. 
Outro ponto de grande polêmica é quais atividades devemos realizar o outsourcing, 
em minha visão, devemos, somente e com certeza, realizar os que servem de apoio a 
atividade principal da empresa.  Nunca devemos incluir nessa lista atividades 
estratégicas e atividades fim. 
Atividades simples, como serviço de limpeza, que não afeta em geral a atividade de 
uma empresa é um exemplo bem conhecido de outsourcing, existem muitas 
companhias que prestam serviço de limpeza terceirizado. 
Agora, imaginem a seguinte situação: Sua empresa contrata uma determinada 
companhia para o serviço de limpeza diária, e quando você percebe outra companhia 
está realizando o serviço. Soa estranho, não? O que seria isso? Isso é uma 
quarteirização, ou seja, o outsourcing do outsourcing, o outsourcing de uma atividade 
fim. Na minha concepção, esse tipo de relação de serviço parece sem sentido, mas 
vem acontecendo em grandes empresas de telecomunicações no país. 
Pare para pensar, quando sua empresa contrata um link de uma operadora, quem o 
instala? Um funcionário da operadora? Até aí tudo bem. Quando você liga para o Call 
Center, quem te atende?  Quem opera a rede? Quando a rede é concebida, quem 
concebe? Qual a atividade fim das operadoras? 
Sou a favor do outsourcing das atividades das operadoras desde que não sejam das 
atividades fim, e quando estiverem muito relacionados às atividades fim, seja tratado 
com uma consultoria complementar, mantendo sob o seu controle a inteligência, a 
segurança e a qualidade do serviço. Se continuar da forma que está, em pouco tempo, 
as operadoras se tornaram apenas empresas de investimentos. 

Outsourcing e as operadoras por Thales Cyrino

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        Outsourcing e as operadoras  Por Thales Cyrino    A essência do outsourcing está para conseguir um serviço de melhor qualidade, em  menor tempo e com o menor custo. Porém, se analisarmos estas três variáveis:  qualidade, tempo e custo, chegamos a conclusão que é praticamente impossível  conseguir otimizar as três.  Muitas empresas pensam em terceirizar ou realizar o outsourcing de uma de suas  atividades com o objetivo de alcançar estas três metas. O que muitas vezes  observamos é que quando não atingem uma delas voltam atrás e deixam de realizar o  outsourcing. Por isso, antes de tomarmos a decisão de fazer ou não o outsourcing de  uma de nossas atividades, devemos avaliar com calma o que queremos: melhor  qualidade, menor custo ou agilidade? Na maioria dos casos é possível conciliar duas  destas, e em poucos casos é possível conciliar as três.  Outro ponto de grande polêmica é quais atividades devemos realizar o outsourcing,  em minha visão, devemos, somente e com certeza, realizar os que servem de apoio a  atividade principal da empresa.  Nunca devemos incluir nessa lista atividades  estratégicas e atividades fim.  Atividades simples, como serviço de limpeza, que não afeta em geral a atividade de  uma empresa é um exemplo bem conhecido de outsourcing, existem muitas  companhias que prestam serviço de limpeza terceirizado.  Agora, imaginem a seguinte situação: Sua empresa contrata uma determinada  companhia para o serviço de limpeza diária, e quando você percebe outra companhia  está realizando o serviço. Soa estranho, não? O que seria isso? Isso é uma  quarteirização, ou seja, o outsourcing do outsourcing, o outsourcing de uma atividade  fim. Na minha concepção, esse tipo de relação de serviço parece sem sentido, mas  vem acontecendo em grandes empresas de telecomunicações no país.  Pare para pensar, quando sua empresa contrata um link de uma operadora, quem o  instala? Um funcionário da operadora? Até aí tudo bem. Quando você liga para o Call  Center, quem te atende?  Quem opera a rede? Quando a rede é concebida, quem  concebe? Qual a atividade fim das operadoras?  Sou a favor do outsourcing das atividades das operadoras desde que não sejam das  atividades fim, e quando estiverem muito relacionados às atividades fim, seja tratado  com uma consultoria complementar, mantendo sob o seu controle a inteligência, a  segurança e a qualidade do serviço. Se continuar da forma que está, em pouco tempo,  as operadoras se tornaram apenas empresas de investimentos.