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Origem do Hip Hop
Trilha de ComunicAção – Arte de Rua
Ensino Médio, 2ª Série
EREM Antônio Guilherme Dias Lima
Professor De Biologia
Ewerton Alencar
Como Práticas Artísticas entendemos o uso das
linguagens da arte de maneira específica em cada uma
delas, Artes Visuais, Teatro, Dança e Música ou as
linguagens combinadas entre si.
Práticas Corporais E Artísticas De Rua
A Origem do Hip-Hop
O hip-hop surgiu na década de 70 como um movimento
cultural entre os latino-americanos, os jamaicanos e os afro-
americanos da cidade de Nova York mais precisamente no sul
do Bronx.
O disc-jockey Afrika Bambaataa é considerado como o
pioneiro e criador deste movimento social altamente influente.
Em 12 de Novembro de 1973, fundou a Zulu Nation,
uma organização com objectivos de auto-afirmação que
promovia o combate através das quatro vertentes do hip-hop e
que invocava “Paz, União e Diversão”. Esse dia é, até hoje,
celebrado como sendo o dia do nascimento do hip-hop.
Bambaataa definiu os pilares da cultura hip-hop como
sendo quatro: o MCing, o DJing, o B-boying e o Graffiti Writing.
Afrika Bambaataa, o criador do Hip-Hop
Tudo começou com uma
festa organizada pelo DJ jamaicano
Kool Herc, em 1973.
No evento, ele resolveu
tocar apenas o instrumental e os
breaks das canções de funk e soul;
o público curtiu demais a mistura
e começou a reproduzi-la,
transformando a cultura hip hop
em uma das mais poderosas do
mundo.
A zona do Bronx era carenciada a todos os níveis, por isso os jovens
passavam a maioria do tempo no único espaço de lazer existente, as ruas. Foi
portanto neste contexto social que sugiram as diversas formas de exprimir a arte do
hip-hop na rua.
A sua popularidade cresceu, principalmente na primeira metade da década
de 2000, permanecendo até hoje como uma das culturas altamente influentes na
sociedade, chegando mesmo a criar um estilo próprio de dança e de roupa, pelo
que o hip-hop alcançou o estatuto de ser uma filosofia de vida para muitas pessoas.
As quatro vertentes do hip-hop ficaram assim
estabelecidas como uma forma alternativa para um mundo
estruturado, onde cada pessoa poderia representar um
papel específico. A filosofia subjacente a este movimento
cultural era a de existirem disputas com base na criatividade
e não com recurso à violência e às armas.
O hip hop é muito
mais do que um
gênero musical.
Trata-se de um
movimento artístico
e cultural que
nasceu nos guetos
dos EUA e que, hoje
em dia, tomou conta
do mundo da
música.
O QUE É HIP HOP?
O hip hop é um movimento artístico e cultural que mistura
música, dança, moda, graffiti e diversos outros elementos para criar
uma estética urbana e única.
Trata-se de um movimento que nasceu no bairro do Bronx, em
Nova York, na década de 1970, pelas comunidades jamaicanas, latinas
e afro-americanas da cidade.
ORIGEM
Portanto, trata-se de um movimento que nasceu nas
periferias urbanas e que, por esse motivo, passou por uma grande
marginalização durante o começo da sua história.
A etimologia do termo vem da união de duas palavras do inglês:
“hip”, que significa algo atual, que está acontecendo no momento, e
“hop”, que faz referência ao movimento da dança.
A história e o início do movimento é muito atribuída a Keith
“Cowboy” Wiggins e Grandmaster Flash, que são até hoje creditados
com a primeira aplicação do termo, em 1979.
Como vimos, o hip hop é um movimento
artístico e cultural que nasceu no bairro do
Bronx, em Nova York, nas comunidades
jamaicanas, latinas e afro-americanas.
No início do movimento, os grupos eram frequentemente compostos
por um DJ e um rapper, sendo que os artistas eram chamados nessa época
de “hip-hoppers”.
O nome foi concebido originalmente como um sinal de desrespeito,
mas logo foi incorporado e passou a denominar a cultura de maneira geral.
Com o tempo, o gênero foi ganhando cada vez mais espaço e fãs e se
transformando e gerando outros ritmos, como o Trap e o Lo-fi e
influenciando até mesmo ritmos como o funk, no Brasil.
Enquanto Flash provocava um amigo que
acabava de ingressar no exército dos EUA,
proferindo as palavras “hip hop, hip hop”
imitando a cadência rítmica dos soldados, mais
tarde, Cowboy determinou a cadência das
músicas como referência para o MC no palco.
O Hip Hop
no Brasil
No Brasil, o berço do gênero é São Paulo, onde surgiu nos anos
1980 através dos encontros na rua 24 de maio e no Metrô São Bento,
de onde saíram muitos artistas atribuídos até hoje, como Thaíde, DJ
Hum, Racionais MC’s e Rappin Hood só para dar alguns exemplos.
Contudo, as cenas de hip hop também foram muito fortes no Rio
de Janeiro e em Brasília e hoje em dia se espalharam por todo o país.
Conheça a história do hip hop no Brasil
Surgido nos Estados Unidos, o hip hop já faz parte da cultura
americana há muitos anos, e não demorou muito para que ele
chegasse ao Brasil e fizesse história entre os músicos daqui.
Derivado do rap, esse estilo musical mistura ritmo, poesia,
dança, vestimenta e arte gráfica para transmitir os pensamentos e as
emoções de seus representantes e de quem mais curtir a sua pegada
reflexiva e revolucionária.
No nosso país, ele chegou nos anos 80 e mostrou que veio para
ficar. Tanto que, até hoje, novos artistas e movimentos surgem e
conquistam o público. Por isso, que tal saber mais sobre a história do
hip hop no Brasil? Continue lendo a seguir!
A Primeira Parada Do Hip Hop Nacional
O hip hop chegou nas periferias da capital paulista e se instalou
na Galeria 24 de Maio e na estação de metrô São Bento. Grupos de
break dance se uniam nesses locais para escutar as batidas
internacionais.
Os integrantes desses grupos, ao ouvirem as músicas, criavam os
seus próprios passos de dança para acompanhar. É por essa razão que
os primeiros a ter contato com o estilo no Brasil foram os dançarinos de
break, chamados de b-boys. Alguns nomes são reconhecidos até hoje,
como Nelson Triunfo.
Além da descoberta das músicas americanas, essa primeira fase
também foi marcada por preconceito e marginalização, tanto que
muitos artistas sofriam batidas da polícia e eram considerados
criminosos simplesmente por ouvirem hip hop. Vários foram os relatos
de policiais que quebraram discos e ameaçaram o pessoal.
Public Enemy no Brasil
Em 1984, o Public Enemy, já
consagrado no rap internacional, veio fazer
um show em São Paulo, o que também
contribuiu para a difusão do estilo entre os
brasileiros.
Assim, as músicas começaram a
impactar os jovens das periferias das
grandes cidades, principalmente os negros,
que se sentiam representados por elas.
Além disso, é importante relembrar
que essa difusão começou durante a
ditadura militar, período em que a cultura e
a voz de todos os cidadãos eram
duramente reprimidas.
Primeiros Rappers Brasileiros
Mais tarde, em 1988, o primeiro CD
de hip hop foi lançado no Brasil. Era a
coletânea Hip Hop Cultura de Rua, com
trabalhos de Thaíde & DJ Hum, MC Jack e
Código 13. Fez tanto sucesso que, até hoje,
muitos deles estão entre os maiores rappers
brasileiros de todos os tempos.
Logo depois, outro álbum ganhou destaque na mídia:
Consciência Black, Vol. I, do lendário Racionais MC’s. Esse foi um
verdadeiro marco para o estilo, porque trouxe para os fãs uma visão
sobre o preconceito vivido nas periferias do país.
A luta por respeito pelas minorias é um dos principais motivos
pelos quais esse estilo firmou raízes no Brasil e conquistou diversos
admiradores ao longo dos anos.
E essa é, inclusive, uma das principais diferenças entre o hip hop
americano e o nacional. Enquanto as canções produzidas nos Estados
Unidos valorizam mais uma vida de luxúria e bens materiais, as
brasileiras focam nas questões sociais e políticas e até mesmo criticam
essa temática de ostentação.
A Importância Do Break Dance
Como já falamos, o hip hop americano
chegou ao Brasil pelos dançarinos de break
dance, que usavam as músicas para criar novos
passos. Na época, a dança de rua já era muito
popular por aqui e tinha diversos seguidores.
Alguns dos b-boys que participavam dos
encontros na Galeria 24 de Maio e na Estação São
Bento chegaram a mudar de carreira para se
tornarem rappers, o que foi ótimo para o estilo,
já que esses artistas conseguiram unir a dança e a
música, produzindo um som único e inovador.
Muito Além Da Dança E Da Música
A cultura hip hop não é composta apenas pelos b-boys e pelos
rappers. O grafite e a vestimenta também são importantes
manifestações dessa forma de expressão artística.
Todos esses elementos contribuíram para que artistas de
diferentes segmentos se comunicassem. Mais ainda, possibilitou que as
vozes da periferia e do centro das cidades se unissem em prol desse
estilo em terras brasileiras.
Nomes De Destaque Da História Do Hip Hop
No Brasil
Além de Thaíde, DJ Hum, MC Jack,
Código 13 e dos Racionais MC’s, outros nomes
também se destacaram ao longo da história
do hip hop no Brasil.
Alguns artistas de respeito foram
marcantes para o rap dos anos 90, como
Sabotage, Facção Central e MV Bill. Eles
ganharam mais visibilidade com o programa
Movimento de Rua, da Rádio Imprensa, que
divulgou ainda mais o estilo para todo o país.
Outros músicos e grupos nacionais que merecem ser citados são:
Pepeu, Max B.O., SP Funk, Kamau, DMN, GOG, Realidade Cruel,
Sistema Negro, Detentos do Rap, Marcelo D2, Gabriel O Pensador, e
muitos outros.
Hoje, o hip hop conta com novas vertentes e manifestações,
sempre de olho nas questões políticas e sociais, principalmente da
população periférica. Por isso, jovens rappers estão sempre surgindo e
encantando os fãs com seu estilo único e revolucionário, que atravessa
gerações.
OS SEIS PILARES DO HIP HOP
Os seis pilares do hip hop representam os seis aspectos mais
importantes desse movimento artístico e cultural que hoje tomou
conta do mundo.
Os DJs (Disk Jockeys)
Os DJs, ou Disk Jockeys, são os operadores de disco, que fazem bases
e colagens rítimicas sobre as quais se articulam outros elementos do hip
hop.
Hoje em dia, o DJ é considerado um músico, especialmente após a
introdução dos scratchers de GrandMixer VST na canção “Rock it”, de Herbie
Hancock, que representa um incremento da composição musical e não
somente um efeito.
Um elemento fundamental para os DJs é o breakbeat, que é a criação
de uma batida em cima de composições já existentes.
Essa técnica foi inventada pelo DJ Kool Herc, que possibilitou aos
B.Boys a dançarem e aos MCs a cantarem em cima de suas composições.
Além disso, também existe o Beat-Juggling, que é a criação de
composições pelos DJs nos toca-discos, com discos e canções
diferentes.
Por isso, como você pode ver, existem diversos tipos de DJs,
como o DJ de grupo, o de baile / festa / aniversário / eventos em geral
e o DJ de competição.
O DJ de competição faz da técnica e criatividade os elementos
essenciais para despertar e prender a atenção do público.
São parte essencial do movimento hip hop, pois quase todos os
outros elementos do movimento artístico são feitos em cima das
batidas criadas pelos DJs.
Os Rappers
O rap, por si só, é um ritmo musical parecido com o hip hop e que
engloba, principalmente, as rimas, sendo elas improvisadas ou não.
Trata-se de um dos seis pilares da cultura hip hop, pois as rimas dos
cantores de rap são elevados em cima das batidas dos DJs para transmitir
mensagens potentes sobre os mais variados assuntos.
A palavra vem da união de Ritmo e Poesia (Rhythm and Poetry, em
inglês), ou seja, é uma poesia feita através de rimas em um ritmo e
velocidade superior ao hip hop em geral.
A grande diferença e o que faz o rap se descolar um pouco da cultura
desse ritmo é que ele não necessariamente precisa ser acompanhado de um
DJ, embora a maior parte das composições seja feita dessa maneira.
O Beatbox
O beatbox também é um dos pilares do hip hop. O termo, em
uma tradução literal, significa “caixa de batida” e faz referência a
percussão vocal do hip hop.
Trata-se da arte de reproduzir sons de bateria, sintetizador,
scratch e de samples com a voz, boca e cavidade nasal.
É uma habilidade que exige muita técnica, já que o canto envolve
a imitação vocal de efeitos dos DJs, simulação de cornetas, cordas e
outros instrumentos musicais
Os MCs (Masters of Ceremonies)
Os MCs, ou Mestres de Cerimônia, são os porta-vozes do hip hop. No início
do movimento, eles relatam, através de rimas, os problemas, carências e
experiências em geral dos guetos, embora hoje em dia os MCs falem dos mais
variados assuntos.
Os MCs não só descrevem, mas também lançam mensagens importantes de
alerta e orientação para quem escuta as músicas no movimento.
A principal função do MC é animar uma festa e contribuir com as pessoas
para que todos os presentes se divirtam.
Muitos MCs do início do hip hop davam recados, mandavam cantadas e
simplesmente animavam as festas com suas rimas.
Hoje em dia, a cultura dos MCs existe e até mesmo foi adaptada e
transportada para o funk brasileiro, que tirou muita influência da cultura hip hop.
A Dança Hip Hop
Como vimos, o hip hop não se resume somente à música. Na
verdade, é um movimento artístico e cultural que envolve também a
moda, o grafitti e a dança.
A principal dança do movimento é o Break Dance, que possuem
influências muito variadas e que fornecem a ficar populares desde o
início da década de 1960, quando a onda de música negra toma os EUA
e a população das cidades sentida uma proximidade maior com os
artistas do gênero, principalmente na maneira de demonstrar sua alma
nas canções.
O Graffiti
Outra expressão cultural muito significativa do movimento hip
hop são os grafites, pinturas, desenhos, apelidos ou mensagens que
representam qualquer assunto, feitas com spray, rolinho e pincel nos
muros e paredes da cidade.
Origem do Hip Hop no Brasil

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Origem do Hip Hop no Brasil

  • 1. Origem do Hip Hop Trilha de ComunicAção – Arte de Rua Ensino Médio, 2ª Série EREM Antônio Guilherme Dias Lima Professor De Biologia Ewerton Alencar
  • 2. Como Práticas Artísticas entendemos o uso das linguagens da arte de maneira específica em cada uma delas, Artes Visuais, Teatro, Dança e Música ou as linguagens combinadas entre si. Práticas Corporais E Artísticas De Rua
  • 3.
  • 4. A Origem do Hip-Hop O hip-hop surgiu na década de 70 como um movimento cultural entre os latino-americanos, os jamaicanos e os afro- americanos da cidade de Nova York mais precisamente no sul do Bronx. O disc-jockey Afrika Bambaataa é considerado como o pioneiro e criador deste movimento social altamente influente. Em 12 de Novembro de 1973, fundou a Zulu Nation, uma organização com objectivos de auto-afirmação que promovia o combate através das quatro vertentes do hip-hop e que invocava “Paz, União e Diversão”. Esse dia é, até hoje, celebrado como sendo o dia do nascimento do hip-hop. Bambaataa definiu os pilares da cultura hip-hop como sendo quatro: o MCing, o DJing, o B-boying e o Graffiti Writing. Afrika Bambaataa, o criador do Hip-Hop
  • 5. Tudo começou com uma festa organizada pelo DJ jamaicano Kool Herc, em 1973. No evento, ele resolveu tocar apenas o instrumental e os breaks das canções de funk e soul; o público curtiu demais a mistura e começou a reproduzi-la, transformando a cultura hip hop em uma das mais poderosas do mundo.
  • 6. A zona do Bronx era carenciada a todos os níveis, por isso os jovens passavam a maioria do tempo no único espaço de lazer existente, as ruas. Foi portanto neste contexto social que sugiram as diversas formas de exprimir a arte do hip-hop na rua. A sua popularidade cresceu, principalmente na primeira metade da década de 2000, permanecendo até hoje como uma das culturas altamente influentes na sociedade, chegando mesmo a criar um estilo próprio de dança e de roupa, pelo que o hip-hop alcançou o estatuto de ser uma filosofia de vida para muitas pessoas. As quatro vertentes do hip-hop ficaram assim estabelecidas como uma forma alternativa para um mundo estruturado, onde cada pessoa poderia representar um papel específico. A filosofia subjacente a este movimento cultural era a de existirem disputas com base na criatividade e não com recurso à violência e às armas.
  • 7. O hip hop é muito mais do que um gênero musical. Trata-se de um movimento artístico e cultural que nasceu nos guetos dos EUA e que, hoje em dia, tomou conta do mundo da música.
  • 8. O QUE É HIP HOP? O hip hop é um movimento artístico e cultural que mistura música, dança, moda, graffiti e diversos outros elementos para criar uma estética urbana e única. Trata-se de um movimento que nasceu no bairro do Bronx, em Nova York, na década de 1970, pelas comunidades jamaicanas, latinas e afro-americanas da cidade.
  • 9. ORIGEM Portanto, trata-se de um movimento que nasceu nas periferias urbanas e que, por esse motivo, passou por uma grande marginalização durante o começo da sua história. A etimologia do termo vem da união de duas palavras do inglês: “hip”, que significa algo atual, que está acontecendo no momento, e “hop”, que faz referência ao movimento da dança. A história e o início do movimento é muito atribuída a Keith “Cowboy” Wiggins e Grandmaster Flash, que são até hoje creditados com a primeira aplicação do termo, em 1979. Como vimos, o hip hop é um movimento artístico e cultural que nasceu no bairro do Bronx, em Nova York, nas comunidades jamaicanas, latinas e afro-americanas.
  • 10. No início do movimento, os grupos eram frequentemente compostos por um DJ e um rapper, sendo que os artistas eram chamados nessa época de “hip-hoppers”. O nome foi concebido originalmente como um sinal de desrespeito, mas logo foi incorporado e passou a denominar a cultura de maneira geral. Com o tempo, o gênero foi ganhando cada vez mais espaço e fãs e se transformando e gerando outros ritmos, como o Trap e o Lo-fi e influenciando até mesmo ritmos como o funk, no Brasil. Enquanto Flash provocava um amigo que acabava de ingressar no exército dos EUA, proferindo as palavras “hip hop, hip hop” imitando a cadência rítmica dos soldados, mais tarde, Cowboy determinou a cadência das músicas como referência para o MC no palco.
  • 11. O Hip Hop no Brasil
  • 12. No Brasil, o berço do gênero é São Paulo, onde surgiu nos anos 1980 através dos encontros na rua 24 de maio e no Metrô São Bento, de onde saíram muitos artistas atribuídos até hoje, como Thaíde, DJ Hum, Racionais MC’s e Rappin Hood só para dar alguns exemplos. Contudo, as cenas de hip hop também foram muito fortes no Rio de Janeiro e em Brasília e hoje em dia se espalharam por todo o país.
  • 13. Conheça a história do hip hop no Brasil Surgido nos Estados Unidos, o hip hop já faz parte da cultura americana há muitos anos, e não demorou muito para que ele chegasse ao Brasil e fizesse história entre os músicos daqui. Derivado do rap, esse estilo musical mistura ritmo, poesia, dança, vestimenta e arte gráfica para transmitir os pensamentos e as emoções de seus representantes e de quem mais curtir a sua pegada reflexiva e revolucionária. No nosso país, ele chegou nos anos 80 e mostrou que veio para ficar. Tanto que, até hoje, novos artistas e movimentos surgem e conquistam o público. Por isso, que tal saber mais sobre a história do hip hop no Brasil? Continue lendo a seguir!
  • 14. A Primeira Parada Do Hip Hop Nacional O hip hop chegou nas periferias da capital paulista e se instalou na Galeria 24 de Maio e na estação de metrô São Bento. Grupos de break dance se uniam nesses locais para escutar as batidas internacionais. Os integrantes desses grupos, ao ouvirem as músicas, criavam os seus próprios passos de dança para acompanhar. É por essa razão que os primeiros a ter contato com o estilo no Brasil foram os dançarinos de break, chamados de b-boys. Alguns nomes são reconhecidos até hoje, como Nelson Triunfo.
  • 15. Além da descoberta das músicas americanas, essa primeira fase também foi marcada por preconceito e marginalização, tanto que muitos artistas sofriam batidas da polícia e eram considerados criminosos simplesmente por ouvirem hip hop. Vários foram os relatos de policiais que quebraram discos e ameaçaram o pessoal.
  • 16. Public Enemy no Brasil Em 1984, o Public Enemy, já consagrado no rap internacional, veio fazer um show em São Paulo, o que também contribuiu para a difusão do estilo entre os brasileiros. Assim, as músicas começaram a impactar os jovens das periferias das grandes cidades, principalmente os negros, que se sentiam representados por elas. Além disso, é importante relembrar que essa difusão começou durante a ditadura militar, período em que a cultura e a voz de todos os cidadãos eram duramente reprimidas.
  • 17. Primeiros Rappers Brasileiros Mais tarde, em 1988, o primeiro CD de hip hop foi lançado no Brasil. Era a coletânea Hip Hop Cultura de Rua, com trabalhos de Thaíde & DJ Hum, MC Jack e Código 13. Fez tanto sucesso que, até hoje, muitos deles estão entre os maiores rappers brasileiros de todos os tempos.
  • 18. Logo depois, outro álbum ganhou destaque na mídia: Consciência Black, Vol. I, do lendário Racionais MC’s. Esse foi um verdadeiro marco para o estilo, porque trouxe para os fãs uma visão sobre o preconceito vivido nas periferias do país. A luta por respeito pelas minorias é um dos principais motivos pelos quais esse estilo firmou raízes no Brasil e conquistou diversos admiradores ao longo dos anos. E essa é, inclusive, uma das principais diferenças entre o hip hop americano e o nacional. Enquanto as canções produzidas nos Estados Unidos valorizam mais uma vida de luxúria e bens materiais, as brasileiras focam nas questões sociais e políticas e até mesmo criticam essa temática de ostentação.
  • 19. A Importância Do Break Dance Como já falamos, o hip hop americano chegou ao Brasil pelos dançarinos de break dance, que usavam as músicas para criar novos passos. Na época, a dança de rua já era muito popular por aqui e tinha diversos seguidores. Alguns dos b-boys que participavam dos encontros na Galeria 24 de Maio e na Estação São Bento chegaram a mudar de carreira para se tornarem rappers, o que foi ótimo para o estilo, já que esses artistas conseguiram unir a dança e a música, produzindo um som único e inovador.
  • 20. Muito Além Da Dança E Da Música A cultura hip hop não é composta apenas pelos b-boys e pelos rappers. O grafite e a vestimenta também são importantes manifestações dessa forma de expressão artística. Todos esses elementos contribuíram para que artistas de diferentes segmentos se comunicassem. Mais ainda, possibilitou que as vozes da periferia e do centro das cidades se unissem em prol desse estilo em terras brasileiras.
  • 21.
  • 22.
  • 23. Nomes De Destaque Da História Do Hip Hop No Brasil Além de Thaíde, DJ Hum, MC Jack, Código 13 e dos Racionais MC’s, outros nomes também se destacaram ao longo da história do hip hop no Brasil. Alguns artistas de respeito foram marcantes para o rap dos anos 90, como Sabotage, Facção Central e MV Bill. Eles ganharam mais visibilidade com o programa Movimento de Rua, da Rádio Imprensa, que divulgou ainda mais o estilo para todo o país.
  • 24. Outros músicos e grupos nacionais que merecem ser citados são: Pepeu, Max B.O., SP Funk, Kamau, DMN, GOG, Realidade Cruel, Sistema Negro, Detentos do Rap, Marcelo D2, Gabriel O Pensador, e muitos outros. Hoje, o hip hop conta com novas vertentes e manifestações, sempre de olho nas questões políticas e sociais, principalmente da população periférica. Por isso, jovens rappers estão sempre surgindo e encantando os fãs com seu estilo único e revolucionário, que atravessa gerações.
  • 25. OS SEIS PILARES DO HIP HOP Os seis pilares do hip hop representam os seis aspectos mais importantes desse movimento artístico e cultural que hoje tomou conta do mundo.
  • 26. Os DJs (Disk Jockeys) Os DJs, ou Disk Jockeys, são os operadores de disco, que fazem bases e colagens rítimicas sobre as quais se articulam outros elementos do hip hop. Hoje em dia, o DJ é considerado um músico, especialmente após a introdução dos scratchers de GrandMixer VST na canção “Rock it”, de Herbie Hancock, que representa um incremento da composição musical e não somente um efeito. Um elemento fundamental para os DJs é o breakbeat, que é a criação de uma batida em cima de composições já existentes. Essa técnica foi inventada pelo DJ Kool Herc, que possibilitou aos B.Boys a dançarem e aos MCs a cantarem em cima de suas composições.
  • 27. Além disso, também existe o Beat-Juggling, que é a criação de composições pelos DJs nos toca-discos, com discos e canções diferentes. Por isso, como você pode ver, existem diversos tipos de DJs, como o DJ de grupo, o de baile / festa / aniversário / eventos em geral e o DJ de competição. O DJ de competição faz da técnica e criatividade os elementos essenciais para despertar e prender a atenção do público. São parte essencial do movimento hip hop, pois quase todos os outros elementos do movimento artístico são feitos em cima das batidas criadas pelos DJs.
  • 28. Os Rappers O rap, por si só, é um ritmo musical parecido com o hip hop e que engloba, principalmente, as rimas, sendo elas improvisadas ou não. Trata-se de um dos seis pilares da cultura hip hop, pois as rimas dos cantores de rap são elevados em cima das batidas dos DJs para transmitir mensagens potentes sobre os mais variados assuntos. A palavra vem da união de Ritmo e Poesia (Rhythm and Poetry, em inglês), ou seja, é uma poesia feita através de rimas em um ritmo e velocidade superior ao hip hop em geral. A grande diferença e o que faz o rap se descolar um pouco da cultura desse ritmo é que ele não necessariamente precisa ser acompanhado de um DJ, embora a maior parte das composições seja feita dessa maneira.
  • 29. O Beatbox O beatbox também é um dos pilares do hip hop. O termo, em uma tradução literal, significa “caixa de batida” e faz referência a percussão vocal do hip hop. Trata-se da arte de reproduzir sons de bateria, sintetizador, scratch e de samples com a voz, boca e cavidade nasal. É uma habilidade que exige muita técnica, já que o canto envolve a imitação vocal de efeitos dos DJs, simulação de cornetas, cordas e outros instrumentos musicais
  • 30. Os MCs (Masters of Ceremonies) Os MCs, ou Mestres de Cerimônia, são os porta-vozes do hip hop. No início do movimento, eles relatam, através de rimas, os problemas, carências e experiências em geral dos guetos, embora hoje em dia os MCs falem dos mais variados assuntos. Os MCs não só descrevem, mas também lançam mensagens importantes de alerta e orientação para quem escuta as músicas no movimento. A principal função do MC é animar uma festa e contribuir com as pessoas para que todos os presentes se divirtam. Muitos MCs do início do hip hop davam recados, mandavam cantadas e simplesmente animavam as festas com suas rimas. Hoje em dia, a cultura dos MCs existe e até mesmo foi adaptada e transportada para o funk brasileiro, que tirou muita influência da cultura hip hop.
  • 31. A Dança Hip Hop Como vimos, o hip hop não se resume somente à música. Na verdade, é um movimento artístico e cultural que envolve também a moda, o grafitti e a dança. A principal dança do movimento é o Break Dance, que possuem influências muito variadas e que fornecem a ficar populares desde o início da década de 1960, quando a onda de música negra toma os EUA e a população das cidades sentida uma proximidade maior com os artistas do gênero, principalmente na maneira de demonstrar sua alma nas canções.
  • 32. O Graffiti Outra expressão cultural muito significativa do movimento hip hop são os grafites, pinturas, desenhos, apelidos ou mensagens que representam qualquer assunto, feitas com spray, rolinho e pincel nos muros e paredes da cidade.